Olá, seja bem-vindo mais um vídeo do Design Team. E eu poderia, como em todos os outros anos, gravar um vídeo de 30 minutos com várias dicas e tudo mais, mas assim como o mundo está acelerado, sintetizando tudo, resumindo tudo, eu vou fazer isso nesse primeiro vídeo do canal. Nesse ano, eu vou direto ao ponto para você não perder tempo.
E eu já vou começar com uma pergunta, inclusive. Se você tivesse que apostar sua carreira hoje, você apostaria que o que você faz em UX ainda vai ser relevante 2026? Tã.
Eu poderia fazer isso na edição, mas eu não tô afim. Só vou fazer o som. Tã tã tã.
E eu não estou falando de relevante num post bonitinho no LinkedIn, onde milhares de pessoas vão curtir a sua provocação, a sua frase de efeito e algumas pessoas escrevendo até usando inteligência artificial no Linkedy. Na real, eu tô falando do sentido brutal. Alguém vai pagar o seu salário por isso?
Porque em 2026 não vai ser o ano onde a inteligência artificial vai substituir todo mundo. Talvez ainda não, mas vai continuar sendo o ano onde a inteligência artificial vai expor todo mundo, expor quem é a pessoa de design de verdade ou quem só tava empliando tela no Figma, seguindo métodos dentro de caixinhas e blá blá blá blá. Então, eu quero aqui hoje te trazer uma visão muito rápida, muito sintetizada.
Eh, inclusive vou falar aqui de algumas consultorias, dados e tudo mais, até pra gente enxergar que realmente a coisa tá indo para esse caminho, inclusive com o objetivo de você parar de ser uma pessoa que só opera ferramenta e métodos e talvez começar a enxergar o que o mercado realmente vai pagar caro. Uma pessoa de design que toma decisões. Então, vem comigo até o final.
Inclusive, preparei algumas coisas aqui nesse vídeo pra gente pensar junto. Vamos pra vinheta. O Fórum Econômico Mundial já lançou umas informações, né?
40% das habilidades existentes atualmente estão morrendo. A própria PWC, a Price Waterhouse Coopers, analisou 1 bilhão de anúncios de vagas e o veredito foi muito claro. O tal prêmio salarial tá indo para quem domina a tal alfabetização tecnológica.
Não é só post, não é só conhecimento técnico, não é só replicação do que todo mundo já sabe fazer. E sabe o que isso significa na sua mesa de trabalho amanhã? Que o seu tal auto layout perfeito virou o novo Microsoft Word.
Todo mundo sabe usar. O que o mercado quer saber agora é: você sabe o que fazer com a velocidade do que a inteligência artificial te dá? Porque até Newon Norman Group já mandou.
Quando você manda cada designer se virar com a inteligência artificial, o resultado é o caos, porque falta de padrão e e acaba virando muito trabalho performático. E nesse caso, alguém precisa colocar ordem na casa e esse alguém pode ser você. Exatamente com essa visão do que está eh em voo, porque a gente já levantou o avião há muito tempo.
A gente tá em voo, não sei se é cruzeiro ou turbulência. talvez turbulência, algo desse tipo. Mas se a gente parar para pensar, a nossa opinião, a sua opinião não vale nada.
Agora, as nossas evidências podem valer tudo. A própria Jam Levy no livros, nos livros dela, em tudo que ela já escreveu, ela já falava que o ex sem encaixe no negócio é decoração cara, ou seja, você precisa saber onde apostar e como provar rápido se vale a pena o que estão discutindo. Sprint, livro Jake Nap, que ele fala de definir o objetivo e sempre perguntar daqui a 6 meses, como a gente vai saber se isso deu certo?
Então, se você é uma pessoa de design que não sabe responder esse tipo de coisa, você tá mais para arte do que para design. E olha que quando esses livros foram escritos, eles estavam longe do contexto que a gente tá vivendo hoje. Então imagina hoje como questionar, provocar de verdade e com evidências já prontas pode fazer toda a diferença.
A gente também tá vendo um movimento sobre a descoberta da qualidade. Inteligência artificial é maravilhosa, mas ela consegue ali sintetizar uma entrevista, mas ela não vai garantir a verdade. O seu valor em 2026 está em desenhar a narrativa do sistema, não postist colorido no Miro ou simplesmente só facilitando.
Outro ponto é a questão do design da confiança. Dom Norma já falava sobre o abismo da execução. Em produtos com inteligência artificial, o usuário se perde.
Se a interface alucina e você não desenhou feedback, a culpa é sua. Então você precisa ser a pessoa que domina a explicabilidade. Seu usuário não confia, ele não usa.
Simples assim. A gente falou muito de craft. Eu acho que o craft de contexto é importante.
Então, esquece o atalho no teclado. A sua nova habilidade é escrever especificações de contexto. Aquela coisa Frankste tem que todo mundo constrói, inclusive a IA faz, já era.
Você precisa olhar para fluxos coerentes, entendendo tradeoffs de negócio. E só quem tem critério faz. Você não desenha mais caminhos, você agora tem que desenhar critérios.
Outra coisa que eu acho que é muito importante, a gente olhar paraa responsabilidade operacional, acessibilidade e sustentabilidade estão caminhando para deixar de ser só um item para depois e estão caminhando para virar risco jurídico, inclusive lá com European Accessibility Act e a WC, a G2. 2 virando padrão ISO. Então, se você desenhar algo inacessível em 2026, ainda mais com as camadas de inteligência artificial e os outros canais, você tá criando um passivo paraa sua empresa.
Eu acredito muito que pessoas de design experientes são pessoas que que conseguem proteger a empresa de processos. Talvez a empresa nem escute o que você está levando, mas pelo menos você está fazendo o seu papel de anunciar e mostrar. Estamos correndo risco jurídico se não seguirmos isso.
Amigos e amigas, eu não quero que você saia desse vídeo aqui só pensando, não. Eu quero que você opere. Então, com isso, até eu vou te dar aqui dicas de três movimentos para esse nosso primeiro trimestre.
Primeira coisa, escolhe algo que você domina. Pode ser a pessoa de design que sabe, olha para checkout, para onboarding, para fintech, onde o problema é complexo e a inteligência artificial precisa de você. Vamos deixar de ser a pessoa de design de tudo, que é diferente genérico e especialista.
É outra coisa. Eu acho que você tem que montar o seu workflow humano agente, definir o que você delega para Ia e o que é seu critério clínico, não sendo refém do prompt genérico, sendo ativo com a IA. Eu também acho que você tem que ter aí um portfólio de decisões, tipo, esquece o antes e depois.
No seu próprio portfólio, eu acho que é muito melhor você falar: "Eu quero ver o porquê e como eu sei que funcionou". Esse diso esse tipo de narrativa e discurso para um portfólio, eu acho que ele vai mudar muito a forma como talvez as pessoas te enxerguem. Mais do que nunca, mais do que nunca, 2026 reafirma que não é só sobre fazer mais telas maravilhosas com experiência tal, é sobre fazer o que realmente importa com clareza dentro de um sistema real.
Sistema real. Eu quero tratar disso nessa jornada, nessa primeira leva de conteúdo. Vai ser uma maratona aqui no canal.
Vai ter vídeo sobre portfólio, sobre habilidades, sobre inteligência artificial, bom di X, lives, bate-papo, tudo em cima desse dessa visão. E eu te deixo a pergunta, se essa conversa aqui mexeu com você, ótimo, porque se mexeu é sinal que você tá vivo, viva no mercado. Inclusive, comenta aqui embaixo.
Eu sou inevitável. Eu vou ler cada comentário porque isso daqui tem como proposta ser mais do que um vídeo. É o começo da nossa caminhada nesse ano de 2026.
Então se inscreve, ativa o sininho, dá like no vídeo e a gente se vê nesse novo ano de 2026. Até a semana que vem com vídeo inclusive sobre portfólio. Um grande abraços.
Tchau.