Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre o tetano em grandes animais bom é uma doença infecciosa altamente fatal uma vez que o animal começa a ter sinal Clínico do teto às vezes é muito difícil reverter o quadro é causada por toxinas produzidas pelo croston tetan então é mais uma das clostridioses que a gente vai estudar é caracterizada por rigidez muscular e morte por parada respiratória porque vai enrijecendo também os músculos Associados à respiração e esse animal começa a ter insuficiência respiratório o clostridia é uma bactéria anaeróbica então ela vai precisar de uma situação que ela não tem contato com oxigênio para se multiplicar é Grã positiva e formadora de esporo ela formar esporo me diz que ela é extremamente resistente ao a desinfecção e h outros processos aí de limpeza ela é encontrada no sol e no trata o gast intestinal desses animais então facilmente o animal vai ter contato com essa bactéria aí ao longo da vida como que vai ser o desenvolvimento dessa doença que que acontece ela precisa penetrar através de alguma ferida seja uma ferida traumática uma ferida cirúrgica Então essa bactéria vai chegar a essa ferida se tiver uma redução da oxigenação local não tiver contato com o oxigênio ela vai se multiplicar e aí vai elevar a doença tá então ela multiplica-se florifero produz neurotoxinas e esse esse processo todo aqui pode acontecer imediatamente assim que ela entrou nessa ferida recente ou pode demorar alguns meses Às vezes a ferida cicatriza com esses esporos ali dentro dela E aí qualquer situação que leve a falta de oxigênio nessa ferida mesmo já cicatrizada pode desencadear a doença tá então a que por que que é importante a gente saber disso porque às vezes a gente tá procurando tá tratando o animal com tetan tá com suspeita de tétano a gente nunca pode descartar o tétano se a gente não achar nenhuma ferida nesse animal por às vezes ele teve uma ferida há muito tempo esse esporo Ficou ali latente E aí houve agora uma situação de anaerobiose que levou a desencadear a doença tá então ela tem essas duas toxinas principais tetanolisina vai ampliar a necrose tecidual fazendo mais necrose diminuir ainda mais a oxigenação então favorece ainda mais a multiplicação da bactéria e tem a tetano espas que vai cair ali no sistema vascular vai chegar na área pré-sináptica lá das placas motoras atuar na liberação dos neurotransmissores gaba levando a um quadro de hiperabilidade então aquele estímulo que o animal poderia responder normalmente ele vai ter uma uma reação muito mais exacerbada e não vai conseguir voltar ao normal então o que que a gente faz muitas vezes no exame Clínico se a gente chega e bate palma perto de um animal el o normal seria ele vê assustou com a Palma e voltar no caso dos dos animais aí que estão com com o tétano ele vai ter uma reação muito mais exacerbada vai enrijecer musculatura e vai ter dificuldade a voltar aquele estado de repouso tudo isso causado por conta da tetanospasmin Então a gente tem o tétano descendente que por via circulação sanguínea a toxina vai chegar até o sistema nervoso central vai ocorrer uma potencialização central estado de constante cidade ão de rigidez muscular e os estímulos normalmente são inócuos vão vão produzir respostas exageradas então se eu chegar instalar o dedo bater palma perto do animal coisa que não era para ele reagir muito ele vai ter uma reação muito exacerbada uma rigidez muscular muito exacerbada por conta da ação da toxina a morte em geral vai ocorrer por asfixia devido a paralisação lá dos músculos respiratórios no tétano ascendente as toxinas vão ser absorvidas pelos nervos motores da região onde tá a ferida ali que ela se originou e vão chegar vão acender até o trato nervoso em direção à medula espinhal E aí vai levar esses espasmos e contrações tônicas da musculatura voluntária pela irritação da célula nervosa Ali pela toxina todos os animais aí de interesse zootécnico bovinos pequenos fulminantes equinos suínos todos são sensíveis ao Tetro então todos podem desenvolver a doença porém tem algumas espécies que são mais sensíveis do que outra que vão ter um prognóstico melhor e outras que vão ter um prognóstico pior por exemplo os equinos são extremamente sensíveis ao tétano ao passo que os bovinos são bem menos sensíveis eles podem ter a doença também é grave neles só que geralmente com menor gravidade do que nos equinos tá nos bovinos jovens geralmente a letalidade é mais alta aí por volta de 80% e nos adultos em geral a letalidade já é um pouco mais baixa Então como que vai entrar como que essa bactéria vai chegar ao organismo desse animal para causar a doença pode chegar por vinha umbilical então a gente pode ter neonatos aí sofrendo tendo a doença Clínica pelo teto então principalmente por falha ali na cura do umbigo por ferimentos externos então às vezes o animal cortou numa cerca cortou num pedaço de pau ou no caso de uma cirurgia do uso de uma agulha contaminada também ferimentos internos pode ter importância então o animal que tá se alimentando por alguma material muito grosseiro ali que Mach a boca ou que machucou alguma parte do trato gastrointestinal a bactéria tem possibilidade de entrar por ali também causar a doença procedimentos cirúrgicos agulhas contaminadas brincos quando vai fazer aquela brincarem dos animais e se usa o material não estéril por ocasião do parto também pode ocorrer lesões ali no trato reprodutivo que facilitam a entrada da bactéria E aí se que ocorre auxílio inadequado a esse parto aumenta as chances porque aí a pessoa tá introduzindo a mão contaminada e que aumenta as chances de ocorrência da doença e esses esporos Vale lembrar que eles podem ficar latentes nos tecidos então eu não vou encontrar essa ferida ativa ali Às vezes a ferida já cicatrizou e esses esporos ficaram latentes E aí por algum motivo houve queda da oxigenação local e aí desenvolve a doença olha um exemplo de queda da oxigenação que pode levar a desencadear a doença naquelas caldom ou castrações com elástico onde não se faz o procedimento cirúrgico coloca um elástico que vai necrosar que vai promover uma isquemia da cauda do testículo para ocorrer a a retirada dessas estruturas nessa isquemia para de chegar oxigênio no local se tiver a bactéria se tiver o esporo nesses tecidos ele pode se desenvolver nessas situações Então pode ter surtos após procedimentos cirúrgicos de caudectomia e de castração e também após procedimentos de caudectomia e castração por elástico também então é importante lembrar disso o período de incubação é variável pode levar aí de uma a três semanas até o início dos sinais clínicos nos Cordeiros em geral leva aí de três a 10 dias até ocorrer os primeiros sinais que que são os sinais clínicos andar enrijecido tremores musculares trismo mandibular e tetania dos músculos mées então o animal trinca a mandíbula fica com ela toda contraída porque o masséter é um músculo extremamente potente forte ele se contraindo vai ficar com a mandíbula trincada nos seres humanos se chama de sorriso sardônico porque se contrai e fica parecendo que a pessoa tá sorrido o tempo todo um sinal muito característico é esse aqui ó prolapso da terceira pálpebra ela se contrai e fica para fora e aí às vezes o animal não apresenta esse prolapso eu venho aqui bato uma Palma assusto ele ele prolapsa essa terceira Pápa na hora é bem característico esse sinal de teto Principalmente nos equinos outro sinal é essa rigidez de caluda a fica com aquela cauda que a gente chama de Calda em Bandeira ela se enrijece e Fica para cima o tempo todo e não se movimenta muito então é outro sinal bem característico rigidez das orelhas também fica com a orelha ereta e para trás nos bovinos aqui a orelhinha para trás também e essa hiperabilidade então qualquer estímulo vai provocar uma reação muito exacerbada e que dura muito tempo então que o animal que era para ter uma contração muscular e relaxar essa músculo vai contrair e não vai relaxar pode ter constipação e retenção urinária pode ter convulsões Principalmente quando a gente estimula quando tem algum estímulo sonoro ou físico desse os animais Mas elas também pode ocorrer de forma forma espontânea o animal fica naquela posição de cavalete porque ele fica enrijecido não consegue movimentar Direito pode ter contrações musculares desiguais fazendo uma curvatura da coluna ou um desvio aí da calda e do pescoço o animal fica incapaz de se manter em pé então ele cai por várias vezes e a morte vai ocorrer aí por conta dessa paralisia dos músculos respiratórios nos equinos e bovinos a morte pode vir aí de 5 a 10 dias depois do início dos sinais clínicos nos ouvinos geralmente é mais rápida de três a 4 dias tá e a melhora a resolução desse quadro com o tratamento ela também vai ser demorada vai demorar de semanas ou até meses para esse animal voltar ao normal depois desse quadro de doença como que a gente faz o diagnóstico pelo histórico os sinais clínicos é a forma mais importante para eu fazer o diagnóstico desse animal vivo tá então preciso recuperar no histórico o que que foi feito de que possa ter inoculado essa bactéria se foi feito algum procedimento cirúrgico castração e caudectomia colocou brinco qualquer coisa que possa ter feita a inocular esses agentes lembrar que se eu não conseguir e identificar quando que ocorreu a inoculação Eu também não posso descartar o tetno porque o agente pode ficar latente tá E principalmente pelos sinais clínicos essa rigidez muscular essa hiperabilidade prolapso de terceira pálpebra orelhas eretas e rígidas caluda em Bandeira é muito característico de tétano tá então eu preciso fazer o diagnóstico desse animal pelo histórico e sinais clínicos para eu poder fazer o tratamento necropsi stopat olia a gente não vai achar lesões características de Tet a gente pode encontrar somente uma ferida contaminada nessa necropsi stopat olia Ah então eu vou deixar de fazer nunca a gente jamais deixa de fazer necropsi o exame histopatológico por quê vai me servir para descartar outras doenças por mais que eu não ache lesão comp compatível com téton eu posso achar a lesão que me confirme ou que descarte outras doenças então a gente sempre deve fazer diagnóstico diferencial a hipomagnesemia que é aquela tetania das pagens que a gente comentou lá na doença metabólica porém é uma doença que responde ao trat ao diagnóstico terapêutico se eu repor o magnésio e o animal melhorar era hipomagnesemia então isso que eu diferencio do teta e também pela etiologia da hipomagnesemia por aquele histórico também posso fazer identificação da bactéria nos tecidos para confirmar e sempre lembrar de remeter esse material de necrop esses tecidos para descartar outras doenças certo bom uma vez que eu fiz o diagnóstico o animal tá vivo que que eu posso fazer o tratamento princípio do tratamento do tétano conter a infecção porque o que que tá causando o problema ali a toxina produzida pelo crosto tetano então eu tenho que eliminar o costr Tânio para eu parar essa produção de toxina Além disso eu já tenho toxinas circulantes eu tenho que neutralizar essas toxinas e eu tenho que lembrar que esse animal tá com aquela rigidez muscular disseminada por conta da ação da toxina então eu ten que prover um relaxamento muscular e reduzir os estímulos que vão causar hiperexcitação nesse animal então o básico do tratamento é esse como que eu contenho essa infecção se fori uma ferida visível e que tá ativa ali eu tenho que fazer a limpeza dessa ferida expor essa ferida bem a oxigênio tirar todo o tecido cruzado ali expor tanto ao oxigênio do ar Quanto eu posso também fazer aplicação de água oxigenada nessa ferida que é uma forma de eu fornecer oxigênio e parar o crescimento bacteriano fazer ela voltar a ser esporo sempre associar a antibióticoterapia seja sistêmica ou seja sistêmica e local a gente tem que fazer essa antibióticoterapia que a gente tem que parar o crescimento por completo dessa bactéria então geralmente aí de antibiótico terapia sistêmica a gente pode usar altas doses de penicilina pode usar também o metronidazol tem ação contra anaeróbicos outro ponto importante que a gente tem que se atentar quando eu mato essa bactéria ela libera mais toxinas que estavam retidas dentro dela então antes de eu fazer tudo isso aqui ou ao mesmo tempo que eu tô fazendo isso aqui eu já tenho que aplicar a antitoxina o soro antitetânico ali para neutralizar essa toxina porque o animal já tinha toxina circulante a medida que eu vou matando essas bactérias eu vou aumentando eu tenho uma aumento muito rápido dessas toxinas então se eu não fizer o tratamento adequado com a antitoxina Só de eu limpar aquela ferida eu posso ter a piora do animal certo então ou antes eu já aplico o soro antitetânico ou durante esse meu procedimento de limpeza da ferida e quanto de anti tetânico se vocês for procurar na literatura tem lá a dose de 100. 000 a 3. 000 unidades por animal ou na dose de 1000 a 5000 unidades internacionais por quilo tem essa variação aí na literatura tá então a gente faz esse primeiro momento Essa dose e pode ser que a gente precise repetir ao longo do tratamento de acordo com a clínica do animal Então tá vendo tanto que é exorbitante essa dose de 100.
000 a 3. 000 de 100. 000 a 300.
000 unidades por animal um frasquinho de soro antitetânico tem 5.