Mas enfim a experiência tá sendo bem impactante porque a gente até discutir um pouco lá no grupo né que eu coloquei lá que Hoje foi meu dia do Mico né que geralmente eu sou muito forte eu não choro assim com muita facilidade e às vezes mesmo com angústia interna eu consigo tá sorrindo conseguisse isso foi ao longo de uma vida né por isso que o papel do terapeuta é importante essa questão de luto ela é muito profunda ela Tem que ser tratada de uma forma muito muito autêntica muito parceira é algo assim onde o terapeuta
ele tem que realmente se colocar ali naquela situação e não é fácil não é porque por exemplo se eu não falo do assunto ninguém jamais saberia que algo nesse sentido tá tão triste tão ligado dentro de mim e ao longo de uma vida então assim são coisas que a gente vai mexer que pont coisas assim a coisa gigante ela tá Camuflada por muitas coisinhas que foram adquiridas ao longo de uma jornada de vida não pelo fato assim da pessoa não se não ser uma pessoa verdadeira ela é uma pessoa verdadeira e ela é autêntica em
tudo que ela faz em tudo que ela fala nas convicções nos valores mas tem dores que são muito particulares e são tão dolorosas que é melhor camuflar do que trazer então num Divã aí esse esse surgir não tem como né porque o terapeuta ele tem essa essa habilidade Da escuta tenta e essa escuta tenta eu amo isso isso tá tendo porque a escuta tenta quando a gente fala a gente pensa que a pessoa tá escutando com atenção não o outro vê que tá escutando com a alma aí não tem como você não se derreter foi
como eu me senti aqui hoje de manhã falando desse e eu já estava de de olho inchado porque eu já tava chorando eu já chorei de noite né só pelo tema que eu fiquei relutando eu assisto não assusta a aula vou deixar Para assistir depois que aí eu assisto sozinha mas aí acabei interagindo acabei então assim é o acolhimento mesmo é linda a aula de hoje foi linda só corta o a parte aí que eu chorei viu eu tô Quando você foi editar aí porque aí pelo menos aqui o público tá pouquinho mas depois mais
gente vai vai assistir mas assim a aula tá espetacular tá excelente é um tema forte Eita café bom aí é um tema forte ó vou tomar um café depois dessa de hoje a gente vai ter que tomar O café viu é tão engraçado que o café sempre fez parte da minha vida né Sempre tá oferecendo um café para o outro e eu também não tinha Pois é eu nunca tinha feito Doutora Daiane eu nunca tinha feito essa essa conexão e assim o fato das pessoas às vezes gostarem conversar comigo querer me procurarem às vezes estão
com problema assim geralmente é quando as pessoas me procuram Não pelo fato de eu não ter amizades eu tenho mas eu é quem me excluo a verdade é essa mas Quando o outro diz assim tô com problema e vem tomar um café Então assim agora começa a conectar uma coisa na outra de qualquer coisa interessante a gente é muito doido nesse mundo né prazer Essa é a minha contribuição e eu sei que o resto do dia aí tem muita oferecer já peguei o lencinho que eu tive que usar a blusa de manhã mas já tô
com um pacotinho de lenço aqui e vamos embora já abriu o cadeado então vida que segue um beijo boa aula aí para todos nós Aí eu agradeço demais a sua contribuição né antes de passar para o João eu só queria fazer um comentário assim bem rápido que os fortes Também Choram a gente tem essa quando as pessoas falam para aquela pessoa enlutada seja forte é isso é um peso que fica aqui nas costas tão grande ela tem que ser forte não eu não preciso ser forte o tempo todo e mesmo sendo forte eu tenho direito
de chorar então o choro é livre eu sempre digo Isso para os meus alunos O choro é livre então se eu tenho vontade de chorar eu choro se eu tenho vontade de sorrir também se eu tenho vontade de gargalhar também né Nós temos esse direito né e o divane contribui sim mas o ombro amigo também eu não sou muito Ortodoxa eu não sou muito acho que pelo fato de lidar com dores assim muito fortes né que são as dores do luto o suicídio Eu Já atendi pacientes sentada no chão A pessoa tava numa numa situação
assim muito forte né numa crise muito forte no mundo assim complicado e a pessoa só chorava de cabeça baixa né E ela queria chorar ela não conseguia levantar olhar para mim eu sentei no chão era onde ela podia me ver era onde eu tava ali né naquela altura no campo de visão dela E aí ela chorou ela se sentiu acolhida então nosso trabalho é acolher né e é isso faz a diferença permite o choro Essa é a melhor terapia Às vezes o silêncio diz mais do que muita coisa que a gente possa dizer pode falar
João fala tô falando para mim mesmo aqui também é importante bom eu como eu disse eu meto na área de Religiosa e também na área de assistência social e uma das coisas interessantes que eu tenho observado nesses mais de 30 anos sempre nessa área eu eu tenho observado os aproveitadores Do Luto dos outros é uma Coisa interessante que que você observa a coisa de pessoas que se aproveitam desse momento de fragilidade para se locopretar em cima do outro principalmente financeiramente é uma coisa horrível onde você como dessa minha área você tem que lutar para que
a família não seja roubada por uma funerária com as coisas mais exorbitantes com a questão eu já tive que mandar devolver caixão eu Já tinha que mandar devolver por favor devolva que essa família Não terá condição de fazer esse pagamento você está sendo abusivo eu lembro uma vez que eu fui tive que levar no meu carro há anos atrás numa Caravan Um Caixão para Minas Gerais eu e o familiar e carregando esse caixão e para saída do IML a quantidade de pessoas querendo barrar Porque não houve pagamento não eu tenho que levar é assim hoje
mudaram as questões de saúde Mas Naquele tempo não você podia fazer isso então não apenas funerárias mas profissionais também que se que se importam como verdadeiras funerárias para se não completarem no momento de dor dos outros né trabalhei muitas cidades pequenas e Brasília principalmente minha formação foi em Brasília e os primeiros anos sempre foi Ou foram em Brasília e e isso me apavora viu isso me apavora pessoas que têm Essa capacidade de se completar no momento da dor do outro era só essa minha contribuição é algo que apavora a todos nós né que temos esse
cuidado é muito comum né é um comércio infelizmente é um comércio aqui tem algumas algum cemitérios que trabalham com a psicologia do luto né E tem psicólogos nessa área né que acompanha os familiares que acompanham os Profissionais ou não mas não são todos né que tem esse cuidado infelizmente é algo que acontece e acontece com muita frequência mas estamos aí né para cuidar também né também tem o lado dos profissionais que cuidam desses resultados nós paramos aqui eu estava falando né tava começando a falar do luto coletivo Quem aqui não lembra né dessa tragédia 242
mortes ninguém estava tão distante a ponto de nada a sentir uma volta na padaria na farmácia até na Xerox da esquina e servia o rosto das pessoas uma sombra de luto nas palavras a indignação a tristeza e o desconforto né Assim como essa tragédia que aconteceu na boate Kiss nós temos também os incêndios né e os incêndios são as tragédias aéreas né Os por exemplo a tragédia que aconteceu em São Paulo né o avião da TAM assim como outros outros locais o 11 de setembro e o luto coletivo ele tem um poder de ficar né
ele fica na nossa memória de uma forma por exemplo se eu perguntar a vocês vocês lembram que vocês estavam fazendo naquele 11 de setembro muita gente aqui apesar de ter passado tanto tempo muita gente aqui vai lembrar o que estava fazendo naquele momento E assim também essa tragédia que aconteceu em Santa Maria né o incêndio da boate Kiss ele aconteceu na cidade de Santa Maria que é uma região central do Estado do Rio Grande do Sul ele aconteceu no dia 27 de janeiro de 2013 e nele morreram 242 pessoas e ficaram 600 feridos E aí
psicanálise é muito difícil falar de luto e perda sem relacionar com os Traumas é porque a psicanálise ela tem essa dimensão né de toda a perda ela é traumática e Os descendentes e vítimas por exemplo no Holocausto né ele até hoje a gente encontra pessoas que quanto tempo isso aconteceu e a gente ainda encontra pessoas que falam de uma forma assim como se estivesse acontecido ontem existem outros traumas assim massivos Que aconteceram né de grande impacto E aí a gente precisa pensar que a longo prazo esses traumas coletivos eles perduram aí a gente precisa cuidar
dessas pessoas nós sabemos que o luto ele é um processo singular ele é o processo muito pessoal ele é próprio de cada pessoa guerras pandemias grandes desastres atingem uma massa muito grande de pessoas Né atingem essas pessoas nesse sentido coletivo e aí é um contexto como esse em contexto como esse a gente se comove né com a situação das pessoas das outras pessoas como aquelas mães que perderam os filhos né Ontem mesmo eu usei um documentário a respeito da boate Kiss porque eu também dou uma disciplina de Emergências e desastres na faculdade e eu usei
um documentário e a mãe falava né a respeito desse Esse luto que tem um tempo né a cidade não está crescendo porque vocês estão nesse processo de luto muita gente sofreu muita gente ainda sofre muita gente ficou com sequela né então mesmo que sejam pessoas que a gente nunca tenha visto na vida nós nos comovemos com essas pessoas isso também acontece quando alguém famoso morre né Vocês lembram o que vocês estavam fazendo quando Ayrton Senna morreu eu ainda era uma Criança mas eu lembro exatamente onde eu tava né a própria agora é Marília Mendonça é
também foi assim vários né que infelizmente esse ano nós perdemos muita gente famosa também então o luto coletivo ele muitas vezes ele precisa também ser tratado no coletivo E aí existem as associações né que são criadas para cuidar dessas famílias e aí nós pegamos nesse momento de luta Coletivo nós pegamos emprestado essa dor né para chorar as nossas próprias perdas E aí por que que a gente faz isso porque muitos não se permitem chorar suas próprias Dores é E aí é como se a gente não agora eu tenho um motivo para chorar E aí a
gente vê muita gente como vida né com grandes tragédias como essa E aí a gente entende que a importância das associações de familiares É através das associações que os familiares podem se reconhecer e reconhecer as suas próprias Dores contribuindo para que deixem de se sentir solitários é como se a pessoa pudesse lembra que eu falei há pouco sobre ser autorizado né as entrar no processo de luto ser autorizado a sofrer se autorizada a chorar quando eu tô atuando né emergência é muito comum Às vezes a gente tem muita gente muitos voluntários Trabalhando né no atendimento
e às vezes a gente ouve a pessoa falando eu sei o que você tá sentindo não eu não sei o que a pessoa tá sentindo só ela sabe o que ela sente eu posso imaginar E eu tô ali para colher então na associação as pessoas elas se reconhecem Porque elas estão sentindo essa dor cada um a sua forma né Mas pela mesma situação então é como se a pessoa ela sentisse que a sua dor ela está sendo Validada elas acabam se acolhendo elas se reconhecem e elas são reconhecidas nós Dores Porque elas estão ali naquele
muitas vezes na mesma procura procurando pelo corpo de um familiar que ainda não foi encontrado né então ela se unem nesse momento ela se unem em busca de respostas ela se unem em respostas que que possam trazer um certo não consolo né mas um acolhimento Elas percebem que elas não estão sós E aí as conversas entre elas passam a ser frequentes elas trocam contatos e Elas começam a alguns se encontram Alguns falam frequentemente por telefone aí elas percebem que elas não estão sozinhas E aí são criados novos vínculos o apoio ele é mútuo porque todos
possuem o mesmo desejo né isso gera força isso gera determinação então é importante que as associações Elas criem os seus estatutos onde fique claro que os objetivos desse grupo ele precisa ser comum a todos então os amigos os familiares eles irão se associar o grupo para aqueles possam arcar com as despesas de água de luz de aluguel porque eles necessitam de um espaço para se encontrar então é importante que a busca por essa resposta ela aconteça e que possam ter o auxílio né ter o auxílio de pessoas especializadas para entender também Esses meios legais porque
muita gente ali nunca teve contato né com questões legais e também nunca né imaginou que poderia precisar um momento é de algo desse tipo eu vi um relato onde uma das Mães ela falava assim eu sempre Assisti na TV tragédias né Eu vi a tragédias acontecendo mas eu olhava na TV prova Nossa que pena né só que depois eu desligava a TV e a minha vida ela tava normal e a vida Continuava né e aquilo ia passando hoje não hoje Isso faz parte da minha vida então Associação ela serve né para tratar e cuidar desse
luto é preciso que seja mantida a paz entre essas pessoas a cooperação e principalmente a solidariedade entre eles às vezes um fala para o outro não hoje eu não quero sair da cama hoje eu não quero ir para Associação Hoje eu quero ficar aqui e Ok e É nesse momento que eles conseguem Entender o que eles estão sentindo é o que o outro está sentindo e praticar o acolhimento então quando nós estamos atuando né nessa em um momento de emergência a gente sempre procura trabalhar com as associações e com os representantes porque nós em algum
momento nós vamos sair de cena mas os representantes eles ficaram e são eles é que irão dar continuidade a esse Trabalho então muitas vezes a gente prepara essas pessoas para que elas possam continuar um trabalho que nós começamos né e assim essas famílias elas possam ser atendidas Enquanto elas precisarem E aí nesse nesse momento a gente entende a importância dos rituais a elaboração Do Luto diante da ausência do corpo né Esse foi um capítulo do meu do meu TCC quando eu me formei é que eu também sou fotógrafa porque que eu sempre faço Questão também
visitar isso porque o que que tem a ver né eu ser fotógrafo fotógrafo com essa demanda né que eu atendo porque todos nós precisamos do nosso momento de descompressão né todos nós Principalmente quando nós atuamos numa área como essa a gente precisa de um momento em que a gente possa relaxar né E o meu é a fotografia e aí pensando nisso eu uni a fotografia ao meu estudo E aí eu pude perceber a importância também da fotografia nos rituais E aí nessas pesquisas eu vi que lá no século 19 surgiu o fenômeno das fotografias mortuárias
como uma forma de preservar a imagem do morto e aí de acordo com uma chave em 2015 ele descobriu que a semiótica da fotografia permite a observador trazer para si a perspectiva real daquilo que está sendo observado criando a ilusão ideal da imagem desejada o que seria essa imagem desejada eu quero poder Ter essa última imagem eu quero poder me despedir daquela pessoa daquele ente querido tendo oportunidade de ver essa pessoa só que numa tragédia né a gente muitas vezes não tem essa possibilidade muitas vezes nós psicólogos que atuamos nessa área a gente ajuda as
pessoas a reconhecer em pedaços né e uma coisa que que marcou muito numa fala da Elaine Alves né que para mim é uma referência nessa área Inclusive é a coordenadora do do impede a dona do impede né que é essa esse núcleo apoio eu faço parte ela trouxe uma vez uma reunião um relato assim que a gente nunca imagina que uma pessoa ela o marido morreu no desastre aéreo e quando eles enviaram né o corpo o que eles encontraram no corpo desse esse homem era um homem de dois metros e ele veio num caixão Pequenininho
de menos de um metro isso é muito impactante né é difícil a pessoa imaginar que ela vai ter aquela pessoa né que ela de dois metros de altura ali no caixãozinho de menos de um metro né então qual é a forma de ter a imagem dessa pessoa na despedida é a fotografia pode falar eu posso estar enganado professora Mas eu acredito também que quanto mais a gente tenta superar um luto através do processo de esquecimento mais tardio vai Ficar para o processo de cura porque é preciso falar e o próprio Freud falava né que o
processo de cura ele não se dá através do esquecimento mas do lembrar esse desejo e esse desejo acaba virando o sintoma e a gente acaba se perdendo pelo meio do caminho só deixando mais tarde o processo de cura é perfeito é quanto mais a gente tenta evitar mas a gente vai adiando esse processo de luto é uma vez Aquilo É o maior instrumento né Prisioneiro daquilo que evitar exatamente então a gente precisa sim entrar em contato com essa dor vivenciar essa dor eu como profissional eu não não faço um trabalho para que a pessoa deixe
de sentir aquela dor mas que elabora que ela no tempo dela né que ela tem o tempo dela para fazer isso não é o meu tempo então a gente entende que ela precisa ter Acho que seria uma forma até de cuidado né que essa pessoa ela fosse esse corpo fosse entregue para a família o tamanho que ele tinha e é algo que a gente não pensa né então como é que a gente usa é muito comum a gente vê em grandes desastres o caixão lacrado e a fotografia em cima porque é aquela imagem da pessoa
e Estudos vários estudos mostram essa importância pode falar João posso mostrar uma foto Claro fique à Vontade bom eu há duas semanas atrás eu fui numa reunião de parentes em Goiânia e E aí revi uma pessoa que meu pai morreu em 1970 e vi e estava procurando uma pessoa da foto ao lado do meu pai que eu me lembrava que estava com o meu irmãozinho no colo meu irmãozinho quer dizer da minha idade e eu pude rever esse senhor com muita idade eu falei meu Deus que coisa eu vou colocar essa foto então Vocês todos
estão dá para ver aí Dá sim bom é um pequenininho que tá em pé sou eu ali tal e eu vi esse senhor que tá com esse menininho no colo que é meu irmão mais novo do que eu a dois anos e eu pude ver então a expressão facial da minha mãe e de todos os meus irmãos e os parentes e a metade dessas pessoas que estão aí eu pude vê-los a semana passada bom sábado passado Pronto e eu achei interessante o que você tá falando eu não faria uma foto dessa eu não faria uma
foto dessa mas eu achei muito interessante isso agora porque pude reencontrar com a maioria dessas pessoas que estão nessa foto e meu pai no caixão entende o poder da fotografia é esse o poder da fotografia né eu pude reencontrar essas pessoas é como se fosse uma reunião novamente né em encontrar todo mundo através dessa Imagem dessa foto então por isso a importância da foto no caixão por isso nós temos né aquela lápide com a foto da pessoa né aquilo representa é a representatividade daquela fotografia quando eu estudei tanatologia eu tive uma aula que falava somente
disso E aí mostrava por exemplo antigamente Há muitos né muitos anos atrás as pessoas elas as crianças elas morriam muito cedo às vezes por problemas de Saúde que não existiam os recursos e muitas vezes a família perdia um filho único menino né Entre várias irmãs e o que aquelas que eles faziam naquela época eles pegavam o corpo dessa criança colocava sentado como se fosse com a família e fazia a foto da família e daquele corpo daquela criança né representando realmente aquela foto ficava seria a representação daquela família então a foto ela é muito mais importante
Do que a gente pode imaginar então estudos esses estudos que que eu encontrei quando eu tava escrevendo meu artigo eles falavam dessa importância dessa despedida E aí quando esse adeus Ele não acontece pode existir a culpa por não ter dito por não ter feito algo e Isso dificulta esse processo de em grandes tragédias essa fotografia muitas vezes era a única Representatividade possível ela possibilitava a relação dessa ausência e da presença e aí por esse motivo o ato de manter a fotografia em cima dos caixões é uma forma de consolo uma forma de carinho né com
essa saudade desse passado que acaba se tornando presente né o passado ele se torna o presente dessa família dessa pessoa que tá ali notada e é a forma que eu consigo que essa Pessoa tem de ter essa pessoa alcance das mãos através da fotografia pode falar Ana então Doutora eu não sei se existe ou se a gente pode dizer que existe o luta eterno eu não sei se existe ou não mas existe um fato que no Brasil não sei se todos os colegas lembram da irmã daquele lutador de MMA do Vitor Belfort o nome da
irmã dele era Priscila né e Assim para mim ele vive um luta eterno né o Vitor porque a irmã dele desapareceu não foi encontrado o corpo e até a esposa dele a Joana Prado deu entrevista que chegou o momento que ele entrou em depressão e ela ia ter que escolher em cuidar do marido ou pediu o divórcio porque só são bem delicada porque no sábado você tá desaparecida ou se realmente morreu mas se morreu Cadê o Corpo então isso se encaixa em luto eterno existe essa categoria na psicanálise da psicologia o que acontece Ele entrou
provavelmente a gente não pode dizer né como eu falei eu conheço a história mas né não conheço as particularidades dessa história mas a gente tem o processo do luto complicado o luto uma vez em luto a gente sempre caindo né eu não deixei eu perdi meu bebê em 2015 E isso não deixou de ter importância para mim é um luto mas aí Entra naquele processo do Uau que eu falei para vocês né entre a perda e a restauração mas eu estou sempre em outro né a gente não supera o luto não tem como superar o
outro mas a gente pode sim entrar no processo de muito complicado em Brumadinho mesmo teve uma pessoa né Eu cheguei a conversar com algumas pessoas Que tiveram parentes que morreram na tragédia e teve uma pessoa que falou que ela sentia culpa logo poucas horas depois porque cada vez que encontrava um corpo essa pessoa eu não ouvi diretamente ouvi o relato cada vez que encontrava o corpo de alguém ela desejava que fosse o corpo da irmã E aí vem aquela culpa é a culpa pela pelo Desejo eu estaria desejando a morte da minha irmã não Eu
queria ter alguém para me despedir eu queria que ela estivesse ali eu queria ter um corpo para eu me despedir que representasse aquele momento ela não teve uma despedida ela nunca conseguiu encontrar irmã é o corpo pelo menos até o momento né até onde eu vi esse relato eu sei que depois os trabalhos continuaram né Mas aquele momento até aquele momento quando da irmã não tinha sido encontrado Então o desejo por encontrar o corpo eu imagino que ele né ele tinha o desejo ele tem o desejo né ainda de encontrar pelo menos o corpo isso
não quer dizer que esteja desejando a morte mas é um Sofrimento Eterno eu acho que essa seria a colocação esse sofrimento ele não entra nesse processo do Uau ele vai sempre doer de uma forma muito intensa porque eu não sei onde está eu não sei como foi eu não sei o que aconteceu Então isso acontece é um mundo complicado é um processo de luta complicado respondi Ana sim respondeu sim obrigado E aí ainda dentro da sua importância dos rituais na elaboração Do Luto diante da ausência do corpo tem um livro de caselato que um livro
muito com ele aqui é o resgate da empatia acho que dá para vocês verem aqui um Livro muito bom não sei se vocês vão conseguir ver que eu tô com fundo de tela mas depois eu tiro eu tiro uma foto para vocês verem e nesse livro ela fala que não ter uma despedida faz com que haja a sensação da possibilidade do reencontro a possibilidade possibilitando uma possível ambiguidade entre a Morte e a vida para o indivíduo enlutado né então é aquela sensação né que eu já Citei para vocês eu tenho a impressão que a qualquer
momento aquela porta vai se abrir e a pessoa vai entrar aí eu como eu disse a vocês eu estou em Recife minha família toda está em São Paulo eu sou de São Paulo e eu perdi um tio que era como se fosse um irmão para mim e ele morreu em São Paulo e como ele morava sozinho então ele morreu e foi encontrado depois de dois dias Não tinha como esperar né ele precisou ser enterrado muito rápido e aí eu não pude ir até lá então eu fiquei durante muito tempo eu tinha a sensação que quando
eu retornasse a São Paulo eu fosse até a casa dele ele iria abrir a porta para mim quando eu retornei a São Paulo foi uma sensação muito estranha porque eu me vi dentro daquilo que eu estudo né e a impressão que eu tinha era que ele ia abrir a porta então nós precisamos dessa despedida né para que a Gente entenda que essa morte aconteceu E aí como eu falei lá no começo para vocês nós nascemos também para morrer isso é assustador para muita gente né a gente não pode negar esse ciclo natural da vida é
isso faz parte nós a morte faz parte da vida desejando ou não ela vai acontecer e todos vamos passar por isso então é necessário que exista uma compreensão dessa perda Para que para que haja essa elaboração desse processo de luto então quando não existe o corpo essa compreensão ela se torna mais difícil E aí isso vai contribuir como base para a elaboração para se iniciar esse outro complicado então compreender o luto complicado a partir de uma perspectiva psicológica diante dessa ausência do corpo vai permitir que a gente possa avaliar o comportamento dessa pessoa irritado E
aí Quando isso acontece o luto ele pode se tornar e essa pode ser a maior situação de crise que uma pessoa pode vivenciar porque ela não consegue lidar com essa dor dessa perda E aí existem aquelas doenças oportunistas né Ou aquelas que estavam ali né que elas podem aparecer né então a depressão é uma delas então não que o luto cause a depressão o luto ele não que ele vá causar Depressão Mas se a pessoa ela já tem essa tendência ou ela já tinha esse processo depressivo ele pode sim surgir diante de um processo de
luto nós falamos muito sobre luto o luto de morte né E como é que fala os sinais de relacionamento o luto de relacionamento ele pode ser considerado uma morte em vida tem muita gente Através disso acaba desencadeando uma ansiedade patológica Uma síndrome de Burnout não vai para depressão eu não é bem por aí como também Oi antes da senhora complementar porque tipo assim meu pai depois que minha mãe largou ele né ele não conseguiu conseguiu ressignificar esse processo de luto do término dele e agora escape dele que ele encontrou foi para o álcool daí se
tornar uma pessoa alcoólica e daí tem acontecido que aconteceu com ele aí esse processo de Morte em vida né nesse sentido que eu tô falando E às vezes às vezes a pessoa não morreu fisicamente mas morreu para você ali no relacionamento né ela entra né Essa questão ela entra naquela categoria da quebra do nosso mundo presumido ele tinha planos né ele com certeza né diante do que você tá trazendo ele acreditava né que seria um casamento pelo menos que não fosse terminar essa quebra desse mundo brasileiro a Quebra desses planos faz com que a gente
entra no processo de luto Então você lembra que eu falei lá atrás que o luto é quando a gente perde algo ou alguém que seja significativo então não necessariamente pela morte é mas pela separação também tem um outro tipo de luto que a gente não ouve ninguém falando que entra nessa categoria também Do Luto não autorizado que é o luto de amante né uma amante ela não tem direito aí Numa despedida ela não tem direito a se despedir mesmo que ela tenha filhos com essa pessoa que morreu ela ou ele né então entra também nessa
categoria de luto que a sociedade não autoriza então vocês podem perceber que a gente tem vários tipos de luto né que precisam ser cuidados né todos com a sua mesma importância então deixa eu trazer aqui o outro ainda falando da importância desses Rituais na elaboração Do Luto né analisando por exemplo o processo histórico fazendo uma pesquisa e chegando lá em Homero eu descobri que é possível encontrar em ilíade em Ilíada a história dos gregos e troianos que consideravam impossível o luto sem cor para eles era inaceitável a impossibilidade de homenagens fúnebres aos seus mortos Acreditando
que seria desrespeitar um cadáver que acreditando que desrespeitar um cadáver Seria o mesmo que diz respeitar os próprios Deuses então eles falavam que nós precisamos desse ritual de despedida aí voltando novamente Maria Júlia kovates ela fala que a representação das pinturas rupestres nas cavernas demonstra essa ambivalência da morte ao mesmo tempo que significa a desintegração Isso pode ter como significado a possibilidade do reencontro em outro espaço que seria o Além vida isso mostra a importância da inclusão desses estudos de morte como uma disciplina no ambiente acadêmico eu sempre defendi que fosse criado a educação para
a morte já nas escolas infantis porque isso iria contribuir para o reconhecimento e para o preparo dessas crianças e de futuros Profissionais também que poderiam lidar com possível luto complicado né e uma situação aonde não há o corpo né para ser entregue a família para ser entregue aos amigos era muito comum na antiguidade que os os funerais ocorressem com a presença de crianças os cortejos aconteciam com as crianças à frente e elas acompanhavam até o momento da pessoa ser enterrada né então isso era muito comum as pessoas quando estavam no leito de morte elas muitas
Vezes elas tinham a presença das Crianças na beira do leito isso era comum então se a gente tivesse se nós tivéssemos uma educação para a morte nas escolas essa relação com a morte ela não seria tão difícil então seguindo né com essa linha de pensamento a gente chega na saúde mental diante dos Desastres então a Fiocruz de acordo com a Fiocruz em situações por exemplo que nós vivenciamos de pandemia é comum ter sentimentos e Emoções negativas como medo a tristeza a raiva a solidão além da ansiedade e do estresse frente ao estresse e a ansiedade
nós podemos apresentar respostas involuntárias automáticas e também respostas voluntárias a Fiocruz ela tem para quem Tem interesse vários cursos muito muito bons a respeito desse tema né isso cursos gratuitos Eu Fiz alguns cursos com eles e assim o material que eles fornecem são materiais maravilhosos assim para pesquisa pensando né em quem é mais vulnerável as crianças os idosos e quem já tem problemas de saúde é muito comum que essas pessoas elas fiquem ansiosas elas fiquem bravas elas fiquem agitadas elas fiquem retraídas Elas fiquem desconfiadas principalmente crianças né quando a gente tenta inventar histórias para explicar
a morte em um dos grupos que eu participei eu vi um relato de uma criança que o pai morreu e a mãe disse que a criança para criança que o pai foi morar no céu de tomar uma água que eu tô ficando louca E aí em um momento essa criança ela foi fazer uma viagem de avião e ela foi para o céu né E aí chegando lá Ela teve uma crise de Choro Porque ela queria encontrar o pai então fica aquela desconfiança alguém mentiu para mim né meu pai não está no céu né então a
gente precisa sempre falar a verdade para as crianças sem falar muita coisa apenas aquilo que elas têm condições de saber ou aquilo que elas perguntam e isso vai ajudar essa elaboração desse luto É importante que a gente ajude essas pessoas a expressar o que elas estão sentindo falando no caso de crianças falando desenhando cantando contando histórias tem alguns livros infantis que falam sobre morte né de uma forma assim bem tranquila para crianças e ouviu que essas pessoas têm a dizer tanto crianças como adultos sem criticar né Sem falar nossa mas você chorando de novo Seja
forte né aquele peso que é colocado a gente precisa fornecer instruções que sejam Claras de forma bem simples de forma bem objetiva então é importante que mantenham que essas pessoas não tenham uma rotina como por exemplo horário de dormir para criança horário de acordar horário de fazer refeição lembrando sempre de beber água É porque que esses cuidados são tão importantes Porque toda criança por exemplo ela precisa de uma rotina e o fato dela está enlutada não quer dizer que elas possam quebrar essa rotina porque isso inclusive atrapalha a ideia é que não eu vou deixar
ela mais livre eu vou deixar ela mais tranquila ou então com os idosos também eu vou deixar ele não hoje ele não quer comer deixa né amanhã ele come a mãe ela come essa rotina ela precisa ser retomada Para que a vida começa a caminhar novamente as crianças elas devem ficar junto com os familiares sentem e sempre que for possível conversando com elas sobre o que está acontecendo de preferência que elas fiquem junto com os pais se isso não for possível que elas fiquem juntos de pessoas que sejam próximas e se isso também não for
possível usar recursos por exemplo como vídeo chamadas Né várias vezes ao dia as redes chamadas elas foram muito utilizadas por psicólogos nessa época da pandemia com pessoas que estavam nos hospitais e a gente muitas vezes pensa que a criança ela não está prestando atenção ela não está percebendo que está acontecendo mas a criança Ela é muito atenta e ela sabe o que está acontecendo Eu perdi um irmão quando eu tinha seis anos de idade e Meu irmão antes de ele já nasceu com vários problemas de saúde e antes de ir para o hospital pela última
vez a minha mãe me acordou e colocou ele no meu colo eu acho que ela já sabia né que a situação dele era bem complicada e ela colocou ele no meu colo com 6 anos de idade eu lembro exatamente onde eu estava o local que eu estava quando ela fez isso e eu lembro que quando ela colocou ele no meu colo ele acordou e Sorriu ele tinha um mês e 20 dias e eu lembro até hoje desse sorriso então eu pude me despedir só que muitas vezes também claro né os nossos pais os nossos familiares
Eles não têm esse conhecimento de luto que nós temos né então ela me proporcionou essa despedida porém no momento em que ela estava com ele no hospital ela pediu para que uma vizinha ficasse comigo e aí eles tentaram me esconder a notícia de Que ele havia morrido né mas eu me lembro que eu me escondi e eu ouvi a minha vizinha recebendo a ligação da minha mãe e ela falando que não ia me contar né não ia me falar mas mesmo assim minha mãe ainda permitiu né que eu fosse para o velório ela permitiu que
eu me despedisse Então apesar da idade que eu tinha eu lembro dessa despedida isso foi muito importante para mim porque ficaria aquela sensação por Exemplo de que ele foi embora de que ele sumiu e eu com seis anos eu tinha ciúme né eu era filha única então toda aquela atenção era direcionada a ele principalmente pelas pelo problema de saúde é muitas crianças Nessa idade elas desejam que o irmão morra né para Que ela volte a ter aquele espaço só para ela e não foi o meu caso mas algumas crianças desejam E caso eu tivesse desejado
né isso teria acontecido então Fica a culpa né então por isso a importância de sermos Claros com as crianças para que elas saibam exatamente o que é que está acontecendo E aí pensando né na saúde mental se você percebe que não está dando conta das tarefas devido ao sentimentos negativos de ansiedade de pânico de tristeza de raiva busque um apoio especializado né de psicólogos psicanalistas psiquiatras a possibilidade de reações de atendimento Online desses profissionais eu nem sei quantas pessoas eu atendi no período de pandemia foram muitas pessoas eu comecei atendendo Manaus né No início da
pandemia E aí é o seguinte nesse atendimento e acabei atendendo o Brasil inteiro porque nós tínhamos uma rede de atendimento e era um caso de pessoas assim enlutadas principalmente pela impossibilidade da despedida E o medo é tanto dessas pessoas quanto medo dos profissionais também atendi muitos psicólogos também e fui atendida também né porque é diferente quando você tá numa situação aonde você é uma pessoa que está fora daquela situação né de desastre ou no caso da pandemia né que você sabe que você vai terminar aquela ligação e que você pode ligar para sua Família e
ela tá tranquila insegurança nesse caso a gente não tinha essa segurança eu poderia ser a próxima vítima e eu lembro que eu passei a noite de ano novo eu passei a virada do ano atendendo uma pessoa enlutada e eu havia acabado de perder um amigo pela pandemia né pela corrida 19 então assim nós temos que ter os nossos limites Para mim foi uma tenda eu fiz o atendimento e depois disso eu também desapei porque nós também sentimos mas a gente tem que respeitar os nossos limites também porque nesse período tinha um pouco os profissionais atendendo
né e eu era uma das pessoas da equipe e também pelo fato de ser Noite de Ano novo né tinha menos profissionais disponíveis Então quando você faz parte da tragédia Ainda mais difícil então vocês como profissionais né os profissionais e psicanálise e respeitem os limites de vocês também isso é muito importante então falando dessa saúde mental dos profissionais é preciso cuidar da saúde mental dos profissionais que atuam na linha de frente pois são constantemente expostos a tragédias mortes e risco da própria saúde os profissionais nessa época eles estavam logo no começo da pandemia né Tinha
aquele fato que eu trouxe para vocês eles também serem hostilizados né um absurdo isso mas isso aconteceu então para muitos profissionais da Saúde eles precisam ser fortes eles são considerados fortes eles são considerados frios e alguns são considerados heróis mas a gente sabe que não é bem assim né Essas pessoas elas são expostas a cenários com muitas mortes mortes escancaradas né como eu citei no Começo muito trágicas aquelas que são provocadas por Acidente que ocorrem de uma forma muito muito trágica e aí essa rotina ela pode gerar também ansiedade angústia E aí principalmente aqueles que
são considerados profissionais de primeira resposta como os bombeiros no período da covid foram expostos jornalistas profissionais também não são Profissionais de Saúde mas estavam Ligados diretamente o tempo todo então são longas jornadas de trabalho e muitos não puderam voltar para casa muitos optavam por ficar em hotéis ou até nos hospitais né quem não lembra daquelas imagens né com o rosto todo cortado as máscaras eles não podiam ver seus familiares então muitas famílias foram destruídas e todos estavam em risco então a saúde mental desses profissionais também foi Muito abalada né Nós falávamos naquela época sobre a
pandemia de saúde mental que viria depois da pandemia do covid e Realmente nós temos muitas pessoas abaladas ainda o luto ele quando ele não ocorre por suicídio ele deixa uma média de cada pessoa que morre deixa uma média de 5 a 10 pessoas enlutadas se a gente multiplicar a quantidade de pessoas Mortas nesse período né se a gente multiplicar pela quantidade de pessoas importadas quantas pessoas estão indo nesse momento então a gente precisa cuidar da saúde mental dos Profissionais de Saúde E aí eu chego na saúde mental e no suicídio eu gostaria de ouvir um
pouquinho vocês antes da gente entrar nesse nesse assunto do suicídio né se vocês têm alguma dúvida se vocês Gostariam de comentar alguma coisa porque vocês voltaram tão quietinhos agora depois do almoço gostaria de ouvi-los diga Joedson porque também foi um processo difícil para mim porque Através disso a minha mãe também foi embora quando eu tinha quatro anos de idade hoje eu tô com 33 anos de idade se eu fechar os olhos aqui agora eu consigo ver a cena eu chorando minha te falando ela foi no mercado e Volta daqui a pouco e para mim foi
um processo de luto também porque nunca me faltou nada em questão de afeto bem materiais Por parte dos meus avós mas por diversas vezes eu já menti muito na escola porque quando tinha reunião dos pais eu não aceitava aquilo no dia da reunião eu não ia para escola quando chegava no dia seguinte as diretoras falaram porque seus pais não vieram eu inventava E eu com meus 33 anos de idade eu falo para vocês eu estive presente com a minha mãe sete vezes em 29 anos com isso Graças a Deus que eu sou cristão esse ano
eu consegui perdoar e falo já falei para Doutor Elton lá em depoimento e aplicar o verdadeiro divisão o perdão é importante né a gente tanto perdoar como se Perdoado isso ajuda muito a nossa elaboração elaboração Eu acompanhei agora há pouco uma pessoa que tinha uma dor profunda com o suicídio da irmã e que ele essa Olha gente muito feliz presta atenção pensa que contribuiu para isso e eu vejo alguns Suicidas porque trabalho com muito idoso independente químico e eles são bem próximos dessa questão de suicídio Esse mês pessoas que passaram pela nossa casa esse ano
já três suicidaram e eu achei eu acho uma coisa interessante é alguns Ramos do cristianismo como eles tratam isso eu me lembro que atendendo a anos atrás uma pessoa que o pai tinha suicidado e ela estava chorando muito e me perguntava E agora Onde está meu pai então tem uma dificuldade muito grande de É principalmente eu me perdoe religiosos mas eu não reforço a dor do suicídio eu não reforço a dor e a minha resposta para ela foi bom pai paciente terminal de câncer não tinha mais nem morfina que pudesse atenuar a dor dele ele
pulou de uma ponte morreu e ela perguntando eu falei Bom a minha crença que seu pai está no céu e ponto final e trabalhamos aquela questão porque a maior preocupação do familiar do suicida dependendo da linha religiosa é exatamente essa Exatamente Essa para entrar no inferno tá isso tá Aquilo é uma tragédia Isso é uma tragédia e no meu ponto de vista mesmo indo contra alguns pares religiosos Eu costumo Confortar a família nunca por esse lado mas o céu não é de ninguém ninguém é proprietário do céu e nem ninguém diz quem vai ou que
não vai eu não posso bombar a dor de ninguém bombar a dor de ninguém bom meu comentário só meu comentário João falar sobre suicídio é assim daria um curso né para que nós falássemos daria um sábado todo para que Nós falassemos sobre o suicídio é uma coisa que eu gostaria de passar para vocês que eu acho assim muito importante é que claro as pessoas não precisam saber porque não são da área eu falo isso porque eu me formei suicidologia e é algo que a gente procura estudar e orientar né aqueles que não são dessa área
que a gente não deve usar o termo suicida né para uma pessoa porque Como eu tô dizendo as pessoas elas não precisam elas não têm obrigação de saber eu mesma sempre usei esse tema Sempre falei que algo que a gente ouve e aí a gente reproduz mas quando a gente usa esse termo a gente meio que tá colocando um rótulo aquela pessoa e é um rótulo muito pesado para família eu sou por exemplo pensando no familiar eu tenho uma pessoa na família que a suicida é isso é um rótulo muito muito Pesado então a gente
sempre usa o termo morreu por suicídio é uma pessoa que tentou um suicídio a gente usa o termo tentante é um termo que a gente usa para como cuidado mesmo com essa última e mental das pessoas problemas com a saúde mental todos nós estamos sujeitos todos nós podemos Em algum momento ter um problema de saúde mental o problema com a saúde mental que pode Levar ao suicídio a gente percebe por exemplo que a todo tempo nós somos afetados por notícias nós somos afetados por situações nós somos afetados por incômodos a nossa saúde mental eu até
usei já esse exemplo em outra oportunidade e reforço aqui para as pessoas que não viram né que por exemplo no caso de crianças mudanças de escola quando nós Saímos da adolescência quando quem aqui nunca teve contato ou talvez tenha sido um adolescente revoltado Então a gente tem a questão da adolescência separação dos Pais conflitos familiares dificuldade financeira até o próprio envelhecimento doenças crônicas como aqui você você trouxe divórcios né como foi colocado Perda de pessoas queridas perda de emprego então aqui eu coloquei alguns dos motivos que levam as pessoas a terem problemas com a saúde
mental mas eu não vou colocar aqui como um motivo para o suicídio porque nós estudamos o suicídio e nós entendemos que o suicídio ele é multifatorial ou seja não existe um único fator uma pessoa ela não morre por suicídio porque ela se separou é porque O casamento não deu certo Então ela morre por suicídio porque é houveram aí um conjunto de fatores que fizeram com que essa pessoa morresse por suicídio vocês percebem que eu também não estou usando o termo cometer o suicídio porque Quem comete comete um crime né comente um assassinato a pessoa ela
morre por suicídio Então qual é o maior receio das pessoas Eu não sei se vocês sabem mas o suicídio ele mata mais que as Guerras então se ele mata mais que as Guerras porque que ele é algo assim que as pessoas não falam existe uma um mito de que falar sobre suicídio ele pode fazer com que a pessoa pense no suicídio falar sobre o suicídio de uma forma responsável ela isso impede muitas vezes que alguém honra por Suicídio então nós precisamos falar sim de forma responsável nos nossos consultórios a gente precisa falar com as pessoas
e perguntar dependendo do caso quando a gente está acompanhando o atendimento a gente precisa perguntar para pessoa Você já pensou o suicídio porque ela quando ela se sente à vontade para falar sobre isso quando ela percebe que alguém está disposto a ouvir ela vai Falar então quando a pessoa existe uma diferença entre querer morrer e querer tirar a própria vida muita gente aqui em algum momento já deve ter pensado Poxa eu queria morrer mas ninguém aqui pensou em tirar a própria vida Então existe essa diferença o paciente falar eu queria morrer isso não significa que
ele está pensando o suicídio agora a pessoa que está Pensando em suicídio e que ela tem um plano essa pessoa merece um cuidado porque a partir do momento que ela tem um plano ela pode sim morrer por suicídio aquelas pessoas que falam não eu penso mas elas não têm algo ainda esquematizado né Ela não pensou numa forma de tirar a própria vida ela merece atenção mas aqueles que já tem um plano por isso que é importante que a gente Pergunte eu sempre oriento todos os meus alunos há sempre terem um telefone de emergência porque nós
podemos tanto psicólogos quanto psicanalistas se a pessoa coloca a vida dela em risco ou a vida de uma outra pessoa em risco nós podemos sim quebrar o nosso sigilo e a gente não sabe quem é que tá chegando no consultório então na própria anamnese No começo eu sempre oriento que As pessoas tenham um telefone de emergência mas que principalmente elas comuniquem o paciente que em um momento como esse o sigilo poderá ser quebrado mas que nós vamos comunicá-lo também sobre isso não é uma traição como eles podem colocar eles Poxa eu confiei né o meu
segredo e você contou para uma outra pessoa não eu sempre informo o paciente que eu vou entrar em contato com aquela pessoa que ele mesmo me deu o telefone Ou ela me deu o telefone para que essa pessoa possa vir buscar no consultório não vou deixar essa pessoa ir embora sozinha se eu tiver atendendo online eu posso sim entrar em contato com esse familiares e amigo e informar sobre o que tá acontecendo eu nunca quando eu atendo uma pessoa ou em crise ou com tentativa de suicídio eu nunca deixo de atender a família também porque
não adianta eu trabalhar o Paciente né Para que eu consiga estabilizar aquele momento e quando ele volta para casa ele volta para o ambiente adoecedor ou ele volta para um ambiente que a família não sabe lidar com aquilo que tá acontecendo porque o sobrevivente de suicídio ele ele não é o único sobrevivente a família também é uma sobrevivente a família também passou por aquilo muitas vezes é alguém da família que encontra a pessoa desacordada E isso é traumático para família então a gente precisa trabalhar o paciente que precisa trabalhar a família também é para que
todos possam ter esse suporte e a família possa nos orientar nesse cuidado que deverá acontecer a partir daquele momento porque quando acontece uma tentativa a probabilidade de nos próximos 30 dias a pessoa Tentar novamente é muito grande então a família precisa estar orientada caso isso venha acontecer A gente sabe que uma pessoa que está em depressão não quer dizer que uma pessoa com depressão ela vai tentar o suicídio mas uma pessoa que está em depressão muitas vezes ela pensa em suicídio mas ela não tem forças ela não consegue nem sair da cama então ela não
consegue né ter algum comportamento que possa levá-lo suicídio mas quando ela começa a se medicada ela começa a se sentir melhor ela começa a Ter forças se ela está pensando em suicídio é o momento em que ela pode tentar isso também não quer dizer que uma pessoa que está em depressão não deve ser medicada ela deve sim se medicada durante o período né de 30 dias por exemplo ela precisa ser observada com maior cuidado porque é um período que ela começa a sair da cama ela começa a ter coragem de fazer algumas coisas e aí
ela pode sim tentar o suicídio Então esse é um cuidado necessário que a gente precisa ter Ana pode falar Olá meu bem né OK pelo meu ponto de vista do meu senso comum eu entendo que você falou né na sua fala vocês que o suicídio ele mata mais do que em guerras eu vejo eu percebo que as políticas públicas para esse tema é muito fraco porque assim ah tem a questão do Setembro Amarelo né que essa política né que é divulgado tudo mas eu vejo que é muito fraco ainda devido a demanda né Porque parece
que cada vez mais quer aumentado né Essa questão do suicídio e uma pergunta também que eu queria te fazer porque parece que a questão do suicídio em alguns países ele é banalizado porque assim exemplo a Suíça ela é considerada e talvez ainda ela é considerada o país Onde se pratica o turismo da Morte né em 2021 foi lançado a cápsula né do suicídio muitas pessoas entram em associações caríssimas vão Para Suíça somente para come o suicídio né E também o que que acontece que eu tenho percebido tem aumentado muito suicídio principalmente no meio dos jovens
essa questão de se cortar e muitos dele quando chegam a praticar de fato de verdade suicídio muitos deles acabam filmando e transmitindo transmitindo ao vivo suicídio assim em redes sociais né então minha pergunta é essa né Será que a Europa né a Suíça Será que é porque é um país frio Existem fatores externos que influenciam a pessoa tomar decisão de cometer o suicídio obrigado Então existe uma relação entre essa essa esse clima né com o fato da pessoa ficar mais mais deprimida né existe isso na Suíça existe o trabalho que é feito dos suicídio assistido
O Suicida assistido ele acontece quando a pessoa ela está em um processo De saúde onde ela está fora de possibilidade terapêutica né Inclusive tem uma profissional que trabalha com isso é que escreve muito bem a respeito disso que a Luciana Dadalto ela inclusive ela esteve na Suíça para conhecer né então não é o fato da pessoa não querer mais viver E aí ela vai para Suíça né E ela tem o direito é suicídio assistido não é um processo que acontece com pessoas que estão doentes e elas passam por uma Rígida por um rígida do controle
para saber o porquê disso está acontecendo e elas são acompanhadas por familiares né então não é apenas pelo fato da pessoa não querer viver porque o que que acontece a gente tem uma ideia quem morre por suicídio que é acabar com a própria vida né morreu por suicídio mas isso a pessoa quando ela morre por suicídio na verdade ela quer acabar com a dor que ela tá sentindo Não é com a vida ela quer se Livrar da dor E aí ela morre por suicídio uma coisa que a gente faz no consultório quando a gente trabalha
com pessoas com tentativas é colocar a dúvida na cabeça dessa pessoa Será que a morte vai resolver o problema será que esse é o caminho Quantas vezes você já se torna uma situação difícil e você conseguiu sair dessa situação Será que a gente não consegue pensar numa possibilidade para que você consiga Sair dessa dor que você tá sentindo sem que seja essa alternativa que o suicídio ele é uma forma definitiva de resolver entre aspas um problema que é provisório a dor física que é causada pela pelos cortes da pessoa que ela tem auto lesão ela
faz com que a pessoa ela consiga deslocar aquela aquela dor cíclica que ela não consegue lidar com aquilo para o corpo Então ela quer se livrar da dor não Significa que uma pessoa que que pratica Auto lesão ela vá praticar o suicídio pode acontecer mas não é uma regra existe a diferença entre Auto lesão e automotivação a pessoa que pratica Auto lesão ela se corta a pessoa que que pratica automotivação ela realmente ela pode cortar um pedaço do tempo ela pode ficar tirando o cabelo ela pode morder os lagos a ponto de machucar É quando
ela agora a auto lesão ela vai se cortar então uma o suicídio não está diretamente relacionado ao na orientação que a gente costuma dar muitas vezes para principalmente jovens psicólogam e colocar gelo então ao invés de se cortar eu sentia aquela vontade de se cortar colocar gelo naquela região onde ele se corta É lógico com cuidado de não chegar observar para que não chegue a ferir Mas essa sensação do Gelo já alivia essa vontade de se cortar e realmente você tem razão é algo que se fala muito pouco né a não ser no Setembro Amarelo
né que eu particularmente e eu acho que tem outros profissionais que atuam nessa área que também tem essa opinião é uma espécimo eu não vejo a hora de passar o Setembro porque é muita gente falando sobre suicídio de uma forma muito irresponsável eu recebi por exemplo uma vez um convite Para assistir uma live sobre suicídio onde a pessoa usou uma corda e um vídeo de uma corda e uma pessoa colocando o pescoço dentro daquela corda então é uma são formas irresponsáveis de falar sobre um assunto tão sério e o setembro é o mês muito difícil
inclusive para os familiares que estão ouvindo o tempo todo e às vezes de forma irresponsável eu assisti uma vez uma live de uma pessoa que Se tornou um profissional de saúde mental e já tinha tentado suicídio e durante a Live essa pessoa leu a própria carta de despedida inclusive com os métodos utilizados Então isso é um risco para quem está assistindo está pensando em suicídio então durante o resto do ano não se fala muito sobre isso é a própria OMS ela afirma e a saúde mental há muito tempo ela é negligenciada e os governos eles
deveriam aproveitar Esse momento que nós tivemos da covid e aproveitar essa oportunidade para reforçar os serviços de saúde mental e fazer os investimentos necessários nessa área mas a gente infelizmente a gente não vê isso por quê Porque isso custa caro antes da pandemia havia uma estimativa que os transtornos mentais eles gostariam para economia Global aproximadamente 16 Milhões até 2030 se eles não fossem tratados eles não fossem cuidados a gente sabe que o no mundo existe mais de 700 mil pessoas que morrem por suicídio anualmente é a quarta maior causa de morte entre jovens de 15
e 29 anos de idade então falar sobre o suicídio é falar sobre prevenção e a gente precisa falar sobre isso o ano todo então profissionais que não são da área Da sua histologia podem falar sobre o suicídio e fale sobre isso se a pessoa não tem a preparação para falar sobre suicídio mas é um profissional da Saúde Mental fale sobre saúde mental porque falar sobre saúde mental é trabalhar com a prevenção então a gente não precisa encher o Setembro e lives falando sobre aquelas utilizando aquelas frases prontas tipo escolha viver ou então o suicídio zero
como se fosse Possível a gente chegar ao suicídio zero essa é uma ideia que todos Gostariamos mais a gente sabe que isso não é possível em 2019 morreram 9 padres por suicídio então a gente sabe que isso não tá relacionado à falta de Deus é um problema grave e é um problema de saúde pública então vocês são profissionais da área da saúde mental vocês podem falar sobre isso não pode Falar Oi professora correu né logo na hora que pega a água quantos assuntos extremos né que pode ser levantar somente com o tema da aula de
hoje que era com relação ao luto uma das coisas que me chamou atenção foi a colocação do Joedson né que ele levou um tempo para liberar o perdão e o perdão também é uma forma de aprisionamento porque o Perdão faz bem não é a pessoa que você está perdoando perdão faz um bem para você quando você libera o perdão quando certo falaram para ele né da sua mãe foi ali vem volta já então ele ficou com isso dentro dele olha quanto tempo levou para que ele conseguisse liberar o perdão então assim ele teve que se
trabalhar para se libertar de um sentimento que foi colocado na vida dele dentro dele de Antes também de um momento tão confuso Né Que que foi o luto que ele poderia ter vivenciado luto que é a questão da criança que você falou aí também que é a favor que isso seja ensinado desde cedo que as perdas elas vão acontecer seja a perda de um ente querido seja um luto num relacionamento e até um tempo atrás ela não muito tempo atrás luto para mim era apenas morte morreu alguém Eu Preciso Viver o luto e não é
isso uma separação quando Principalmente quando envolve Traição envolve roubo envolve uma série de situações traz também um luto que você precisa trabalhar isso você não pode ficar com isso só para você porque você vai carregar essa até ser tratada até ser liberada então assim é complicado essa questão do luto porque ela abrange muitos temas né Ela é muito Ampla assim como a questão do suicídio eu diria que não seria só um dia para falar do suicídio seria acho que já seria uma outra pós-graduação né porque O suicídio ele abrange muita coisa eu sempre tive uma
visão em relação a esse assunto que eu acho muito triste que a pessoa que que passa por essa situação que tira a própria vida ela não quer morrer ela quer viver ela só não sabe como chega em um nível numa situação não funil em que ela não vê mais o que fazer ela não sabe mais pode ter passado por várias situações difíceis mas aquela ali parece impossível ou ao mesmo tempo pode ser a Somatória daquilo foi tratado aconteceram vários fatores vários funis vários problemas e nenhum foi tratado e aquilo foi se transformando numa montanha até
chegar no ponto em que às vezes a pedra e ao julgamento infelizmente a mais Fulano por tão pouco é tira a própria vida não é assim tão pouco por isso que é muito cuidado no que falar principalmente Quem trata na área da saúde que é outra coisa que veio à tona também agora na sua última fala a Questão a questão das mídias sociais Setembro Amarelo mês do suicídio eu tenho uma opinião completamente formada sobre isso sem agredir ninguém a minha opinião eu acho completamente desnecessário no sentido que a questão do suicídio ela precisa ser trabalhada
e não incentivada a mídia as pessoas usam esse tipo de coisa para ganhar link para ganhar a aprovação para ganhar investimento patrocinadores se esquece o que na verdade tá se falando e Se tratando da vida e a vida ela não pode ser tratada assim de uma forma tão tão Leviana Na minha opinião a questão uma questão aí que eu acho que o João que colocou também não sei se foi o João sobre o acho que foi sobre suicídio me passou agora que são tantas coisas tanto tantos comentários assim que a gente vai viajando né e
a gente acaba se perdendo mas houve algo aí sobre a questão do suicídio a religiosidade me perdoe João se não foi ele que comentou sobre isso Mas quando chega a questão assim uma vez uma pessoa falou eu preciso conversar com alguém porque eu tô desesperado eu não sei com quem conversar Quem era essa pessoa conhecia muito tempo e o filho dela se suicidou e ela estava numa dor assim terrível mas quem era o grupo de convivência Os Religiosos ele era uma pessoa a família altamente religiosa Então ela tava com uma revolta muito grande então o
que que eu falei para ela vim tomar um café Comigo aí ela foi tomar um café e eu ainda tinha empresa né porque agora eu não tenho mais estou desempregada é um luto também que eu estou aprendendo a lidar com ele e o que que acontece ela foi lá na minha loja tranquei a porta tive todo cuidado para que nem o funcionário ou vice do ofereci um café e ela disse abandonou no choro sem fim eu fiquei ali friamente observando ela falou assim porque Deus fez isso aí eu senti que ali tava a revolta em
Relação aquelas crenças a religiosidade e o tumulto que estava dentro dela fora o fato de ter que ter de lidar com a situação do filho que acabava de completar 20 anos ter tirado a própria vida então assim um tumulto eu falei assim olha ele não vai para o céu Essa é a minha pior dor aí eu te falei quem te disse que não mas é bíblico é bíblico não vai quem tira a própria vida ela falou assim não mas é bíblico também que Os últimos serão os primeiros ele pode ter tido toda uma vida com
conhecimento bíblico ele pode ter tido todo um ser o pai dele sempre ensinando mas ele pode ter acontecido algo nesse sentido ele decidiu fazer isso Quem garante que nos últimos segundos ele entendeu a Bíblia não fala que que basta se arrepender então assim eu fiquei meio perdida mas o que que eu usei exatamente aquele conhecimento que ela trazia que era o conhecimento religioso e tal então Como ela vinha com aquela questão e o que tava mais machucando ela que eu achei assim que me moveu bastante não foi apenas o fato do filho ter se suicidado
mas o desespero do filho não ser salvo foi para o inferno então ao mesmo tempo naquele momento de eu tenho que usar o próprio conhecimento da pessoa para fazer ela refletir no outro nível ou seja os últimos foram primeiro então utilizando a própria então a letra um outro tema que seria uma outra Pós-graduação religião e espiritualidade religiosidade para mim é uma coisa espiritualidade é outra então assim são vários fatores que engloba tudo isso aí assim eu fico muito triste e também tenho experiências em relação a essa questão por isso eu tenho uma opinião bem informada
sobre religiosidade e sobre espiritualidade E isso também é muito sério seríssimo assim como uma questão do suicídio a pessoa que chega nesse nível ela não quer morrer ela quer Viver ela só não sabe mais como talvez tenha tentado de tudo então daí a escuta daí ou ela falar e às vezes ela nem sabe o que falar e outra coisa também para me alongar muito a questão da responsabilidade em relação ao que se fala aqui tudo bem a gente está num grupo de Formação eu não tenho nem medo de algo que eu falo e seja errado
certo porque a gente tá aqui para aprender e eu acho que só que menos sabe e tem mais a aprender ainda não o que que acontece Quando você vai falar sobre alguma coisa no mínimo tem o respeito de entender sobre isso então voltando a mídia social os vários links que se precisa às vezes se fala de coisa que não tem entendimento Eu por exemplo eu não me arriscaria a fazer uma live sobre terapia eu acho que nos próximos 10 anos mesmo depois da minha formação com fé em Deus começar atender pessoas então assim eu teria
muita cautela porque a gente está lidando com vidas com mente com Alma é a alma do indivíduo que é uma coisa também que eu penso a escuta atenta quando você pratica escutar tenta você não tá ouvindo que tá saindo pela boca da pessoa você tá ouvindo a alma da pessoa isso também é muito profundo Essa é a minha opinião desculpa pela demora mas é porque foram muitos muitas colocações na minha cabeça tá aqui a mil por hora o coração também o lenço já acabou eu entrei para pegar água e Barretos então assim gratidão a todos
Vocês e segue muito obrigada mais uma vez viu do nada Eu que agradeço novamente né Essa contribuição é importante sim que a gente fale com responsabilidade né A minha pós-graduação em suicidalogia ela levou dois anos e meio e mesmo assim eu saí sabendo que eu tenho que estudar ainda muito mais a respeito disso né eu coloquei um livro aqui que é um livro muito bom que eu usei na minha tese da Pós-graduação que é o história do suicídio é que fala do suicídio de uma forma assim muito leve e tira essa ideia né de que
a pessoa vai para o inferno ele fala um pouquinho do inferno né E algumas ele mostra algumas camadas né que ele considera né onde a pessoa passa é muito interessante eu não vou falar contar um livro porque senão vou tirar a graça né da Leitura mas é importante que a gente Neuri boteco é uma pessoa incrível De participar de grupo de estudos com ele então é um psiquiatra maravilhoso que pode que tem assim uma contribuição incrível né de artigos de livros a respeito do assunto então é preciso sim falar com muita responsabilidade mas é preciso
falar mas falar de saúde mental né então falando de saúde mental a gente está prevenindo suicídio a gente tá cuidando para que os familiares não Ouçam é de uma forma muito pesada e sim a grande maioria das pessoas as pessoas No momento do ato elas se arrependem porque elas não desejam a morte Então existe o arrependimento sim no momento do ato então a gente precisa desmistificar essa questão de que morreu vai para o inferno Isso é uma questão religiosa né que precisa ser tratada com muito cuidado eu acho que João e Joedson tinha levantado a
mão eu não sei como é que Elton quer fazer em relação ao intervalo se ele quer falar antes Aqui levantada ele pode fazer a contribuição dele a gente finaliza e faz um intervalo certo para mim foi algo maravilhoso também concordando com ela essa questão do Setembro amarelo que nós contra Profissionais de Saúde Mental Precisamos sair desse campo virtual né tem que ver muito passar na televisão lá em São Paulo quando acontece próximo da gente mas precisamente a uns três meses atrás Um amigo meu tentou cometer esses princípios ele sofreu um acidente onde ele quebrou a
perna né ele era cabeleireiro era não é cabeleireiro e sem possibilitou dele trabalhar ele mora sozinho a família não mora na cidade da gente aqui e nisso os amigos começou a se afastar dele porque eram amigos que foi feito com ele bebe ele se divertindo Quando aconteceu isso com eles onde eles começaram a se afastar ele não conseguia trabalhar as Contas tudo chegando e ele preocupado com ele sempre ficou um cara responsável com tudo isso então os donos da casa né que ele morava na casa alugada certamente pegou ele colocando uma corda já Na tentativa
de cometer esse suicídio começou beber o dia todo e tinha colocado agora e a gente vê depois eu pensando na sessão de impotência né um amigo meu e eu nunca imaginei um negócio desse pleno na televisão postando na Mesas sociais eu não imagino que pode acontecer do seu lado né às vezes fica a culpa Joedson né muitas vezes quando a pessoa realmente morre né no sentido de Poxa eu não percebi né ou então alguém chega e fala mas você não viu nenhum sinal é como se a pessoa o suicídio muitas vezes ele não avisa alguns
é um mito também de quem fala não faz faz sim mas também muitos fazem e não falam tem gente que na noite Anterior você vê numa festa bebendo brincando rindo e de repente no dia seguinte você fica sabendo que aquela pessoa morreu por suicídio então ele é multifatorial ele muitas vezes ele não dá nenhum sinal então não existe culpado para suicídio motivo só quem vai saber é realmente quem morreu e essa pessoa não tem mais como falar o que dizer porque ela já foi então a gente precisa tratar assim como muita Responsabilidade com muito cuidado
e entender que muita gente é afetada após o suicídio alguns só finalizando para que a gente possa sair é alguns estudos falavam que o suicídio ele deixava entre 7 a 10 pessoas enlutadas diretamente ou novos estudos foram feitos nos Estados Unidos e esses estudos chegaram a 125 pessoas enlutadas por suicídio quando um suicídio acontece de forma direta porque São pessoas que tinham amizade são parentes são amigos são pessoas que assistem ver a notícia pela mídia infelizmente algumas pessoas compartilham alguns vídeos que isso é crime mas isso acontece então 125 pessoas são afetadas diretamente depois de
um suicídio então a gente precisa falar com muita responsabilidade um assunto muito sério mas não existe culpado