[Música] Olá aula de hoje a gente vai começar então a botar mais em prática né esses exercícios de de estimulação pra gente entender como que a gente vai ajudar ali os nossos idosos a trabalharem né fazerem aquela ginástica cerebral vamos dizer assim para que as sinapses aconteçam para que os neurônios se encontrem né e a gente consiga Dar Uma segurada ali na progressão dessas demências então quando a gente pensa né em como que a gente vai fazer Essas atividades na aula de hoje a gente vai falar de uma forma ainda geral como que a gente
vai trabalhar alguns exercícios a gente não vai falar exercícios específicos mas assim o que que esse exercício pode ajudar em como que ele pode acontecer e nas aulas posteriores a gente já então vai mostrar alguns exercícios específicos né já vai ensinar como é que a gente vai atuar com eles né então a gente vai devagarinho vamos primeiro pensar como que a gente trabalha o exercício e depois a prática dele quando a gente fala então de orientação de exercícios de orientação a gente vai pensar então que a gente quer que o idoso ele tenha essa capacidade
de est consciente da própria pessoa com ter uma consciência dele uma orientação pessoal ele como que ele consegue se situar no tempo no espaço eh quando a gente fala desse espaço isso é muito importante né quando a gente pensa assim eu tenho eh um corredor Eu tenho um espaço entre a mesa e o sofá e às vezes a gente olha e o vê muito largo e quando a gente vê o idoso bateu o braço o idoso tropeçou né e as pessoas falam Nossa mas o espaço estava tão grande como que por que que aconteceu isso
não tinha ninguém olhando ninguém não tinha ninguém ali junto então às vezes a gente tem que ter esse cuidado de como que o idoso tá conseguindo ver esse espaço ao redor dele como que ele se vê dentro desse espaço o tempo que ele tem né então assim eu tenho que ir de um lugar para outro que tempo que leva ele consegue rápido ele consegue devagar ele vai devagar prestando atenção ele consegue rápido prestando atenção ele quer ir rápido porque ele já fica meio nervoso porque vê que agora já não tá dando conta de fazer tão
rápido e a gente tem que dizer para ele que ele não precisa dar conta de fazer rápido ele precisa fazer e aí a gente vai treinando então aí você vai perguntar para mim ué mas a gente não quer trabalhar essa autonomia que ele consiga fazer bem né mas fazer bem não precisa ser rápido se ele precisa caminhar de do ponto a pro ponto b e ele consegue tranquilamente ir e esse tranqu ele tá indo com o equilíbrio com uma motricidade boa né tendo aí esse esse movimento aí de tempo e espaço Então tá tudo certo
ele não tem horário marcado ele não tem compromisso ele não tem que que que bater ponto ele não tem que fazer nada então por que que a gente quer também que ele faça rápido tá então tem algumas coisas que a gente tem que trabalhar algumas habilidades pensando em por que que eu quero trabalhar essa habilidade então quando a gente fala de eh eh ir de um lugar para o outro a gente não tá falando de ir rápido mas é um ir em que eu não bato em nenhum lugar em que eu tenho equilíbrio em que
eu não tropece em que eu não fique com medo de caminhar e cair mas eu consiga alcançar ali aquilo que eu quero dentro daquele percurso que eu tenho de uma forma segura Então tudo isso a gente tem que observar para a gente ir realizando essas tarefas exercícios de reconhecimento através dos Sentidos então quando a gente fala dos exercícios e a gente consegue estimular o cérebro a reconhecer e perceber corretamente os estímulos do ambiente a gente também tá fazendo exercícios que auxiliam por quê todas as informações elas são recebidas através dois sentidos toda vez que eu
falo que eu tô reconhecendo esses sentidos que eu estou percebendo que algo está acontecendo Eu estou ajudando que as informações cheguem ao meu cérebro É como se eu deixasse a porta aberta se eu não consigo perceber que essas informações estão entrando né como que eu vou ter uma ação como que eu vou eh eh ter uma compreensão como que eu vou pensar sobre isso então quando a gente faz exercícios de reconhecimento dos Sentidos isso também ajuda né na entrada da informação da forma como o cérebro vai pegar essa informação e trabalhá-la tá bom exercícios motores
isso é algo que a gente já vê né E aí vai uma questão quando a gente tá e eh já na fase né que a gente já tá com mais idade a tendência é que a gente caminhe um pouco mais devagar né que e é não tenha mais aquela mobilidade que tinha tanto a gente vê essa mobilidade em pessoas idosas quando a vida inteira elas fizeram isso por que que eu digo isso por exemplo eu mesma eu tenho uma dificuldade de se eu tiver que agachar e levantar e eu não faço isso com tanta rapidez
mas eu lembro da minha avó já assim com 80 anos e ela ficava Como ela mesmo falava assim ah porque eu gosto de fazer as coisas acocorada então por exemplo ela que viveu a vida inteira em fazenda ela cocor Ava para fazer um carinho num animal Ela cocor Ava para eh dar comida pras galinhas ela COC corava porque ah agora não tô fazendo nada eu lembro ela baixava às vezes botava tava a mão assim ficava olhando então quando ela ficou idosa não é o corpo dela tava acostumado a fazer esse movimento de levanta desce desce
sobe desce sobe Então ela mesmo idosa ela fazia esse movimento muito bem com os dois pezinhos no chão sem nem botasse o COC canhar para cima e aí se nós mais jovens com menos idade a gente já não faz Essas atividades com muita frequência então quando a gente faz a gente às vezes sente um pouco mais Então isso a gente tem que entender que ah mas por que que uma pessoa que é idosa já tá mais debilitada isso a gente falando de pessoas que não tenham um problema motor e a gente vê outras que já
se movimentam mais porque se na vida inteira se movimentou mais o corpo tem aquele costume né já tem aquele movimento já tem aquela flexibilidade musculatura já é mais macinha ali e a quem não a vida inteira trabalhei sentado no escritório não fazia muita atividade física tal então o corpo já fica mais enrijecido e a gente tem a dificuldade também por outros motivos motores né comorbidades já que vão sendo adquiridos aí e a gente Então vai trabalhar exercícios que vão reforçar essas competências que as pessoas já aprenderam lá atrás né para auxiliar nessas competências motoras e
aí os movimentos a gente já vai fazer movimentos organizados a gente já coloca atividades né para fazer com algum tipo de de de movimento sincronizado então Acontece muito quando a gente faz grupos né com os idosos de trabalhar música e nessa música A gente vai trabalhar ritmo e às vezes tem alguns momentos que a gente pega esses ritmos que eles próprios já criaram ou que de músicas que já existem e alguns fazem o movimento o som enquanto outros já fazem uma coreografia e aí eles montam tantos passinhos para cá tantos para lá vai paraa frente
vai para trás roda né E a gente já vai fazendo exercícios assim em que você trabalha tanto a coordenação porque se eu vou para cá todo mundo tem que vir para cá mais dois para lá todo mundo tem que vir para cá e aí a gente pensa ritmo equilíbrio se fala dá uma rodadinha e a gente já não tem o equilíbrio e a gente já não tem a coordenação né Será que a gente vai entrar na coreografia direitinho Então tudo isso a gente a gente vai trabalhando inicialmente Pode ser que alguém Não entre na coreografia
mas se todo dia opa vou persistir Então é dois para cá e depois dois para lá e dá uma rodadinha aí hoje eu já consegui dois para cá dois para lá só que esqueci de dar rodadinha aí daqui a pouco eu já tô fazendo o mesmo circuito ali os mesmos passos que as outras pessoas estão fazendo né então de novo o treino eu tô dando informação pro cérebro Eu quero dois para lá e dois para cá quando a gente tá trabalhando música e a gente pega por exemplo essas músicas de roda mesmo né então e
eh tem algumas que não são de roda mas são feitas como músicas de roda se a gente pegar mesmo Escravos de Jó e aí a gente faz eh marcando o ritmo e a gente faz muito isso também coloca todo mundo ali em círculo e a gente faz o Escravos de Jó e tem que ir todo mundo no ritmo ó vão Cachanga Tira põe deixa ficar guerreiros com guerreiros fazem Zig zigar então eu tava só no tã tã tã tã tã e a gente vai marcando ali ritmo Cadência porque isso também a gente às vezes não
tá pensando nisso mas tô trabalhando fluência verbal eu tô trabalhando eh eh como que a gente vai trabalhando ali um equilíbrio trabalhando ali de uma forma que tem que seguir todo mundo junto igual né tudo é informação que tá indo lá para o nosso cérebro exercícios de atenção quando eu falo dessa Cadência ó se eu não tiver na com atenção na música Será que eu vou fazer o tã tã e na hora que fou tan tã tã eu vou fazer o tan tan tã ou vou fazer errado então quando a gente tá trabalhando música essa
coisa de de de uma coreografia quando a gente pensa eh em atividades em jogos se eu não tiver prestando atenção se eu não tiver vendo onde eu tô colocando as coisas Será que eu vou conseguir terminar da forma que tem que Então a gente vai trabalhar o foco estímulos que são relevantes né dentro de cada momento ali que eles estão vivendo para que essa tensão e esse foco seja estimulado a gente também vai trabalhar exercícios paraa memória né a capacidade de codificar de armazenar de recuperar né eu preciso trabalhar essa Evocação e tudo isso essa
prática cognitiva vai incluir diferentes tipos de memória Então dependendo da atividade que eu fizer eu não posso dizer assim preciso de um exercício de memória e qualquer exercício de memória vai servir não eu tenho que pensar a que exercício eu quero exercitar hoje eu quero exercitar eh memória de curto prazo memória de de longo prazo né memória e eh das coisas que estão acontecendo agora as memórias recentes E aí a gente vai pensar em cada ponto desse e trabalhar exercícios específicos né porque aí eu tô atuando com tipos de memórias diferentes e se eu contar
para vocês que as memórias elas não estão num lugar só no cérebro As Memórias elas estão em vários lugares do cérebro de acordo com eh eh aquilo que a gente tá trabalhando em relação à memória então a gente também vai precisar trabalhar exercícios diferentes para cada área dessa para que todas elas tenham essa atuação Ok então uma das maiores preocupações dos idosos começa quando eles contém ali o início da perda da memória então assim é complicado se a gente for perguntar para qualquer pessoa seja ela idosa seja ela nova quando a gente fala de que
a gente esqueceu algo Nossa mas eu tava com esse negócio na cabeça e euque esci eu tava indo lá pegar tal coisa e já não sei mais o que que eu ia pegar ah eu esqueci que tinha que tomar o remédio esqueci que tinha que fazer tal coisa né a gente e uma vez a minha mãe chegou em casa e aí o meu pai falou assim cadê a Karina minha mãe Ah esqueci de buscar a Karina na escola a ela voltou né só que aí o cachorro entrou dentro do carro e eu e quando eu
vi o cachorro dentro do carro falei Mãe você esqueceu de me buscar nesse escola aí ela ficou sem graça e não tinha como dizer que não foi né porque o cachorro tava dentro do carro e ela quando me buscava tava vindo do trabalho e aí então assim Às vezes tem coisas que acontecem na vida da gente que não são uma patologia às vezes uma semana que tá muito tumultuada alguma coisa que a gente tá vivendo alguma coisa que tira o foco da gente né que nesse caso lá atrás era mais isso mas a gente tem
que ficar atento né de isso aconteceu por um fator X então a gente consegue determinar Por que que e eh teve esse esquecimento teve essa essa essa falha na memória mas quando a gente vê assim falhou aí no outro dia falhou e continua falhando e como que tá falhando tá falhando nos mesmos pontos só com coisas que já foram passadas com memórias recentes com atividades eh da rotina Então tudo isso a gente vai pensando para poder organizar de sinto que a memória está sendo perdida mas que memória está sendo perdida quando a gente fala da
memória tem pessoas que sabem contar todas as histórias da vida dela lá de trás mas não sabe contar pra gente o que que ela tomou de café da manhã e tem pessoas que até as coisas que aconteceram lá atrás elas não conseguem mais ter essa lembrança né então quando a gente fala assim ah Cheguei na casa de alguém e Fulano não lembrou de mim ou não me reconheceu né a fase já eh bem bem já final né do Parkinson que a minha avó teve Eh meu pai e minha mãe entraram no quarto o o a
minha avó virou pro meu pai que não é o filho dela minha mãe que é era filha e perguntou pro meu pai onde a minha mãe tava E aí ele falou ah ela já tá vindo porque se a minha mãe tava do lado e ela perguntando onde estava minha mãe é porque ela não reconheceu aquela pessoa como minha mãe E aí passou um tempo a minha mãe saiu do quarto quando a minha mãe entrou de novo no quarto ela ah você tá aí pensei que você não vinha falar comigo e a minha mãe já tinha
ido lá minha mãe já tinha pego na mão dela mas ela ainda não tinha reconhecido Então tinha isso de ter hora que ela sabia e ter hora dela não saber né e para quem tem toda aquela informação que convive né fica aquela aquela coisa complicada de eh não tá lembrando de mim né então isso também traz tristeza para todas as pessoas para quem tá tendo o esquecimento para quem tá sendo esquecido então é é uma é um trabalho que a gente faz com a família outros exercícios interessantes pra gente poder fazer são coisas relacionadas ao
dia a dia né então por exemplo Ah o idoso ainda vai caminhando para o supermercado Então vamos fazer uma lista que que você precisa comprar no supermercado O que que você é o que que tá fando em casa né Aí a gente pode tanto fazer essa procura meio caça o tesouro de que coisas você vê dentro do armário ou então o que que você tá lembrando né Tem algum alum prato algum kitute algum bolo alguma coisa que você vai fazer e tá faltando né e a gente faz aquela lista só que a lista vai pro
bolso vai pra bolsa e chega-se no supermercado vai vai se fazer a compra sem pegar a lista porque eu tenho que exercitar né vou pedir para o idoso exercitar o quê a memória dele de o que você colocou na sua lista sem olhar a lista E aí o idoso vai pegando Ah eu lembro que eu precisava comprar isso que eu precisava comprar isso que eu coloquei na lista isso que eu escrevi tal coisa quando você pensar assim acho que eu peguei tudo aí vai pegar a lista e vai ver o que que você pegou e
se ficou faltando alguma coisa E aí é um exercício que você vai fazendo todas as vezes então se você for ao mercado Ah eu preciso ir à farmácia quando a gente fala de ir à farmácia não necessariamente a gente vai só para comprar remédio às vezes a gente vai para comprar um remédio por exemplo mas a gente aproveita e compra outras coisas que tem em farmácia que também às vezes tem até em mercado mas que tem muita gente que compra na farmácia então por exemplo a uma idosa ela vai idosa e ela e é gosta
de comprar os esmaltes que ela usa então assim já foi aí também já faz a lista ah eu tenho que comprar o remédio tal quero comprar um esmalte como eu vou comprar um esmalte já coloco ali a acetona é preciso comprar um creme específico de alguma coisa que eu gosto que tem né Eh na farmácia eh na hora que passa no caixa sempre tem aquele monte de coisinha Ah tem aquele chocolate específico também que eu gosto que eu também quero levar um e Anota tudo ali na sua fichinha aí chega na farmácia procura tudo que
vai lembrando e depois olha a lista vai ticando tudo que pegou e verifica se ficou alguma coisa sem olhar sem pegar Tá certo e aí então a gente vai trabalhando eh Essas atividades assim atividade com música que a gente já falou um pouco de a música eu posso trabalhar o cantar o ritmo dançar desenhar alguma coisa que essa música me remete então a gente faz muito isso assim de põe a música e cada um vai fazendo um movimento ali que quer e t ou fica sentado de olho fechado só ouvindo aquela música e depois o
que Que Essa música traz para você o que essa música lembra para você e aí faz um exercício ali de realizar um desenho de fazer alguma coisa relacionada ali com aquela música que foi falada e a gente vai pensando então em várias atividades que eu posso e eh estimular ali minha memória minhas funções executivas eh linguagem Então a gente vai pensando em várias funções ali cognitivas superiores que a gente precisa trabalhar para poder então processar ali com a ajuda da nossa mente né fazendo esse exercícios realizando ali algumas atividades para que a gente deixe aí
todas essas funções eh eh sendo trabalhadas por mais tempo na vida então desse idoso quando a gente fala de exercícios de linguagem a gente pode trabalhar então Eh algumas coisas que vão transmitir aí pensamentos ideias a comunicação porque se a gente for pensar né a a nossa linguagem ela essa a capacidade de relacionar Esse sistema de códigos aí significando aí objetos ideias ideas coisas então quando a gente pensa na linguagem a gente tá pensando em contar história início meio e fim de ter contexto de o que que eu tô pensando eu estou falando e eu
estou mostrando do jeito que eu estou tava pensando aqui na minha cabeça as pessoas que estão ouvindo o que eu falo elas compreendem o que eu falo o que eu falo é compreend pelo outro também né Então tudo isso a gente pensa nessa linguagem e lembrar linguagem não necessariamente só linguagem oral pode ser escrita gestos né Então tudo isso se eu estou me comunicando eu estou utilizando algum tipo de linguagem e aí a gente pode então Eh trabalhar brincadeiras também relacionadas com a linguagem alguns exercícios podem parecer às vezes bobos mas tudo que a gente
for utilizando que tem a ver com e algo que tá deficitário algo que tá ali a gente vê que tá sofrendo declínio é importante e é interessante que a gente use e que a gente trabalhe tá bom aula que vem eu vou continuar falando com vocês sobre esses exercícios mas a gente vai falar um pouquinho de jogos de algumas funções executivas então a gente dá prosseguimento na próxima aula até lá