o Olá essa nossa quarta aula do 4º módulo de neurofisiologia hoje continuaremos falando sobre neurobiologia das emoções e sentimentos Mas vamos focar um pouco sobre a base neural da expressão comportamental falaremos especificamente os agressividade que a expressão emocional vinculada ao sentimento de raiva e o medo de tudo Nosso repertório emocional raiva e medo são as emoções mais bem compreendidas sobre ponto de vista neurobiológico no final da aula eu vou perguntar por que será que você consegue ter uma ideia até lá se ainda não tem e não primeira aula do módulo a gente conversou a respeito
daqueles estudos feitos na década de 20 que demonstraram a importância do hipotálamo Na expressão da agressividade no experimento de raiva simulada algumas décadas depois de um filme 1967 demonstrou que dependendo da região do hipotálamo que era estimulada tipo de agressividade a cocada era totalmente diferente então John Flynn saem inserir eletrodos no encéfalo de gatos fazer uma cirurgia sob anestesia geral inserir esses era todos em diversos diferentes regiões era percebeu que se olha pode estar inserido no hipotálamo a Medial quando o estímulo elétrico era administrado o animal imediatamente expressava o que a gente chama de agressão
afetiva que aquela agressão barulhento e o animal focaliza mostra os dentes Eris os teus esse tipo de agressividade na natureza geralmente associado quando uma um animal que espantam opositor né O que evitar de fato um conflito para ser mostra todo o seu potencial agressivo na expectativa que o outro vão fazer 20 o conflito não Invista no comply eletrodo era colocado no hipotálamo lateral quando o estímulo era elétrico era acionado imediatamente o animal expressava o que a gente chama de agressão predatório é uma agressão silenciosa na qual o animal abocanhar atenta se agarrar outro animal seja
ele uma presa por exemplo diretamente nas regiões mais mais mais perigosas mas vitais daquele animal e com um objetivo por exemplo depredar por isso agressão predatória hoje a gente sabe que essa foi a primeira demonstração das vias que levam a expressão desses comportamentos Então os estímulos que vão levar seja o oponente no qual o animal vai expressar uma raiva uma agressividade afetiva para dizer a hora que eu nasci ritório seja uma presa na qual animal vai tentar predar esse existimos entram pelas vias sensoriais a prisão nesses dois exemplos tem uma uma contribuição bastante importante da
parte das espécies animais nas informações são levadas ao córtex cerebral e amígdala depois de processados no córtex cerebral volta de novo para amido O amido se comunica Entre várias regiões obscuras a gente já conversou com ele potável e nós temos diversas regiões no portal e se a projeção da amígdala vai botar o lateral via feixe prosencefálico Medial se projeta para reter mental ventral e a gente tem o início da orquestração do do comportamento de agressividade predatória A projeção da medula se desse se direciona ao hipotálamo medial do olho passaram Medial via fascículo longitudinal dorsal se
projeta para substância Negra periaquedutal e a gente tem a expressão de agressão afetiva lógico gente eu não vou cobrar essa vida de vocês aqui eu não é só para a gente ter uma ideia de como se conhece até certo ponto e evidente Isso é uma simplificação que se conhece muito mais do que isso se conhece inclusive os neurotransmissores liberados e tudo mais mas pra gente ter uma ideia de que a base neural de algumas expressões comportamentais já é relativamente bem conhecida para agressividade e para o medo também é é todos os animais expressam medo nós
temos aquele medo estereotipado característico da espécie o medo que a gente chama de inato todo o rato por mais que nunca tenha visto um gato tem medo de gato diversos experimentos demonstro isso pega-se o rato de biotério que nunca saiu do biotério portanto nunca foi nunca entrou em contato com gato e você coloca na caixa de vários experimentos como esse na caixa do um pano com cheiro de um gato os animais eles então esse começa estressar menos começa a ter reações características do Nemo no essas reações são sempre citadas no ato essas reações são fryzen
o congelamento e líderes são Pelo certo porque e essencial que todas as espécies tem um medo dos seus oponentes naturais do as dores naturais ou por exemplo no caso do homo sapiens que não existe não existir quando vivíamos natureza um Predador depois que nós chegamos não ao topo do nosso desenvolvimento cognitivo o homem só fez não não era mais pregado naturalmente por outros animais ele atualmente acontecido mas mesmo assim justamente porque eventualmente acontecia por mais que nós estivéssemos no topo da cadeia alimentar é muito importante que ser humano tivesse medo de leões ou de outros
carnívoros nós carne dos perigosos Esse é um tipo de medo e na Mas nem toda a maior parte dos medos e 200 metros que nós temos hoje em dia na sociedade não são inatos eles são medos apreendidos nos aprende não sabemos armas de fogo são perigosas porque nós sabemos o que ela significa e o que ela pode ocasionar Nós aprendemos a ter medo de arma de fo e Nós aprendemos a ter medo de alguns animais será que uma criança de 2 anos tem Melody um escorpião e me faz lembrar um dia que o meu filho
mais novinho chegou em casa segurando um baita besouro evidentemente O Besouro animal inofensivo Mas a gente não tem o costume de pegar o estudo do Medo apreendido foi essencial os estudos conduzidos por pa velozes no início do século passado que eu pago logo desenvolveu o que hoje nós conhecemos como condicionamento clássico vamos o primeiro nos primeiros estudos dele foi justamente o com cães todo o cão saliva tem respostas apetitivas frente o prato de comida mas não frente ao estímulo de novo como por exemplo um Sininho no entanto paga nos ensinou seus cães que toda vez
que eles ouviram se mim pouco tempo depois alguns segundos depois era servida comida se nem comida Sininho com medo os cães aprender que o Sininho significa que logo eles receberiam comer e agora eles começaram a apresentar as respostas apetite divas frente ao Sininho O condicionamento clássico essencial para os nossos é a base dos experimentos que a gente vai discutir a partir de agora com é medo aprendido você coloca um animal ato ou quaisquer outros animais inclusive com os quais experimentos como esses e você se fosse um som e posteriormente alguns segundos depois desse som você
dá um short um animal só que leva um choque só para animar o perceber sentir posteriormente quando ele ouvir aquele som mas não som de intensidade semelhante ele vai ter medo vai ter medo do som e foi pareado ao shopping mas não de um som semelhante se nós registrarmos fizemos registro dos neurônios na amígdala após o condicionamento você vai ver que os neurônios da amígdala não respondiam aquele som antes do condicionamento ela não respondeu não respondeu mais respondeu com uma resposta muito discreta aqui empresa posteriormente os neurônios na medula depois do do condicionamento é isso
na ausência do Choque você só dá você só emite o som o animal não leva mais o shopping que você está testando se ele condicionou os neurônios na mente já tem uma resposta bastante exacerbado isso porque nós temos uma via neuronal dependente da vida daqui maior castrar as respostas de medo tá eu não sei se ficou Claro aqui mas o animal tem medo como é que a gente sabe que o animal tem medo quando ele ouve o sol porque eles vivem as respostas de medo as respostas características daquela espécie no rato como eu já falei
o congelar congelar congelamento freezer é a principal delas é e ela pelo trabalho de Uber looks principalmente na década dos anos 2000 ele a gente se conhece razoavelmente havia envolvida nesse tipo de comportamento e de novo se não precisa se preocupar com essa via é só um exemplo para que você compreenda um pouco de como funciona essa neurobiologia e evidentemente é uma simplificação do que o que se conhece a respeito dessa via extrapola em muito que a gente vai discutir aqui então nós temos o estímulo é o estímulo condicionado o som porque ele foi condicionado
um estímulo incondicionado que eu sofre por que o choque é um estímulo aversivo de Valência emocional negativa natural certo todos os animais que levam esse choque eles vão expressão da reação comportamental essas animais que ouvem o som Esses são só fraco é um som que não não tem Valência nossa eu vou me estressar nenhuma reação emocional a menos de um tenha sido associado ao outro o que a gente sabe o choque ativa as vias são as sensoriais vias nociceptivas que ele era uma informação que o talão o sol também ative as vias auditivas e as
informação vai botar Total a informação se projeta do choque para o córtex somatossensorial do tálamo a informação do som se projeta para o córtex auditivo e ambos se projeto leva essa informação para a amídala essa informação vai ser integrada aqui na dentro da vida e vai combinar com ativação de vias eferentes a partir do núcleo central da vidro que se direciona ao hipotálamo que vai ser responsável por deflagrar a resposta meu lugar de tentativa um animal com medo senti um animal com medo pelo gastar dia ao mês o material respostas metabólicas aqui do núcleo central
da amígdala também você tem vias que se projeta outra substância cinzenta periaquedutal que vou coordenar a resposta somatomotora o freezer o congelamento e também você tem a projeção das vias que voltam para o córtex cerebral que vou reto alimentar a experiência de medo não animal que foi condicionado posteriormente você tem essas respostas sendo deflagradas exclusivamente pelo som você não precisa mais do choque para que o animal Apresente a resposta de medo e nós removemos amido ela desse animal essa resposta de medo não ocorre porque porque a menina é Central para a expressão da reação de
medo da reação de agressividade também a pergunta mas se você se lembrar de slide anterior de agressividade a medula de novo se comunicavam total para deflagrar a reação de agressividade seja afetiva seja predatória como que isso se dá seu ponto de vista de circuito neural uma das nossas funções encefálicas na neurociência acredita dependendo última instância de neurônios deflagrando em redes neuronais de novo rapidamente esses mecanismos são muito bem conhecidos Mas vamos fazer aqui uma super-simplificação dessa ideia os estímulos de o estímulo incondicionado nesse caso short e o estímulo condicionado nesse caso o som que foi
condicionado o short eles vão se projetar para medo vamos ativar vou fazer sinapse com os meus grupos de neurônios entanto como eles acontece som choque não sei a opção shot tô chegando nos mesmos neurônios ocorre o processo de plasticidade sináptica que faz com que as sinapses associadas ao sol seja um muito potencializadas de forma que posteriormente sou som vai conseguir promover uma uma ativação neuronal que antes ele era incapaz mecanismos de plasticidade sináptica São em números de forma bem simplificada Eu posso citar um exemplo para vocês devemos que os neurônios estão vindo do córtex auditivo
para me dela façam lá genericamente sei lá tá um número aleatório 40 assinar precisou vamos lá Vamos diminuir Nossa olhando pro neurônio e outro o neurônio que vinha do córtex auditivo com esse neurônio Verde aqui ó fazia de assinar agora por onde é que o mesmo de plasticidade neural dependente de fatores e essa ao número de sinapses vai aumentar vai pôr então por exemplo o dia de 10 eu falei sei lá se eu falei dessa vai para 20 vai para 40 cidades a efetividade dos neurônios que estão trazendo informação auditiva em ativar os neurônios da
amido é ruim aumentada O amido não é só importante para a gente para as reações de medo e de agressividade como a gente já sabia a partir de Estudos em animais e em animais é fácil você consegue fazer a remoção das amígdalas a lesão das amigas se observa a resposta Mas a partir de pacientes humanos com lesões nas amigas é muito difícil você ter um indivíduo com uma lesão bilateral na medula mas ao acaso ouvir casos na literatura e mesmo com lesões parciais com ações unilaterais você só consegue observar algumas alterações comportamentais então pacientes com
lesões de amigas eles não condicionam você pode fazer o mesmo experimento que a gente fez contatos você pode fazer com paciente associar um sou uma luz ou qualquer estímulo neutro você pode condicionar esse estilo na última lá ver se vamos shot certo os pacientes normal normais quando vi o estímulo por exemplo sol que você associou com o choque ele vai ter medo ele vai ele vai assim como o rato expressar sensações de medo se paciente tem lesões na vida ele não expressa reação de medo o paciente normal expressa e tem ativação bilateral das amigas a
gente como essa também não reconhece faces de medo certo qualquer indivíduo normal indivíduo normal não autista por exemplo ele consegue identificar as funções nas Faces das pessoas com a face neutra uma fácil comer um indivíduo com lesão de amido não tenho essa capacidade hoje [Música] a gente consegue condicionar não só outros estímulos mas também ambientes aumento Imagine que ao invés de dar um estímulo um som como falou nós colocamos um animal no ambiente que ele nunca esteve num ambiente novo e nesse ambiente você administra um short outro estímulo aversivo quando o animal voltar para aquele
ambiente no dia seguinte por exemplo 24 horas depois às vezes muitos dias depois o animal tem medo daquele ambiente porque ele associou o ambiente Ao estilo na precisa ele tem medo da pele ambiente não de um ambiente também novo Mas diferente daquele você pode por exemplo sinal animal que aquele ambiente agora e seguro a gente chama isso de extinção da memória de medo ela nós estamos falando de medo condicionado ao contexto agora alguns o ambiente Você pode me ensinar esse animal que passou a ter medo desse ambiente que aquele ambiente asseguram embora a gente chame
isso de extinção da memória de medo na verdade ele não esquece o que aconteceu mas ele aprende que é seguro o medo condicionado ao contexto é hoje o modelo animal mais utilizado para o estudo dos transtornos de ansiedade como por exemplo do transtorno de estresse pós-traumático inclusive esses estudos basear um grande parte da psicoterapia associada a esses transtornos uma das coisas que se faz na psicoterapia nos transtornos de estresse pós-traumático é aos poucos e [Música] mostrando o paciente e levando o paciente a reviver aquelas memórias para associadas é o que é um análogo a sessão
de extinção e você vai aos poucos fazendo é de reviver aquelas memórias ó e aqui a gente chega numa grande diferença né o medo é algo é muito adaptativo importante para a sobrevivência das espécies e ele é desencadeado quando nós estamos diante de um perigo real mas principalmente o ser humano outras espécies animais também mas não ser humano os transtornos de ansiedade são muito baseados na posição na habilidade do ser humano de antecipar respostas agressivas e ansiedade se define pela percepção de um perigo pela indiferença de um perigo que é potencial e não é real
por exemplo é uma pessoa que foi assaltada sei lá na no centro da cidade e pode vir a desenvolver é transtorno de estresse pós-traumático e entre os transtornos de estresse pós-traumático e os transtornos de ansiedade na forma geral existe um alto espectro que eu não vou ficar detalhando aqui mas essas pessoas comumente elas podem vir a desenvolver a medo na gente chama de medo mas não cidade é generalizada e aposto que elas não conseguem sair de casa mesmo que elas saiam de casa não seja impedida sair de casa Elas vão mesmo que seja por centro
da cidade o perigo não assistiu o perigo real o período é potencial existe a chance dessa pessoa eventualmente ser assaltada novamente as suas existe mas ela não é muito grande esse perigo um perigo potencial e eu que alimenta as os transtornos de ansiedade e eu que gera uma percepção sentimental muito aversivo Como já dizia Daniel da fuel o escritor de Robinson Crusoé o medo do perigo é mil vezes pior do que perigo ela nesse transtornos de ansiedade o que você tem portanto é uma ativação inadequada da resposta de estresse que a Bené na em ações
de Pedro um animal que tá sobre pregação ele vai ter medo do Predador ele vai ter uma resposta de luta ou fuga né que vai aumentar as chances dele de sucesso essa resposta extremamente Danese no entanto os transtornos de ansiedade Você tem uma resposta exacerbada principalmente da resposta ao estresse então na na situação de mesa a gente viu as a lição da Bíblia com o hipotálamo leva ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal tá não falei isso na primeira primeiro momento mas vocês se lembram se não se lembra verão e endocrinologia hipotálamo controla respostas neuroendócrinas ao estresse entre
elas uma resposta endócrina muito importante é a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal que vai combinar com a liberação do cortisol pelo córtex da glândula supra-renal nos transtornos de ansiedade a gente tem essa resposta sempre é muitas a cevada gerando inclusive uma condição de estresse crônico agora é com vocês Você acredita que o sistema límbico a região que trouxe essas emoções seja uma região filogeneticamente antiga ou recente por quê Me explique por que indivíduos com lesão da vida não apresenta uma resposta de medo um estímulo neutro por exemplo o som que é seguido um estilo de Valência
emocional um choque mesmo sendo capazes de relatar que se lembram que o som significa que receberá um short Você acredita que a reação de estresse é benéfica ou maléfica organismo explica manchete de jornal criança picada por cobra peçonhenta a Psicose no ponto que tá errado brincava com animal no Jardim explique porque uma criança pequena brinca com uma cobra em um sentimento dela uma cobra pequenininha você acredita para vocês pensarem que seria melhor se raiva e medo duas emoções estão negativas não existissem no Reino Animal discutimos no nosso encontro dela