Vem comigo entender por nós perdemos a motivação após o despertar espiritual. Sabe quando você sente que algo mudou por dentro, mas não sabe explicar por ou o que que é? E num primeiro momento parece até bom.
Good vibes. Você se sente mais presente, mais observador, sente até a mente mais calma. Porém, conforme vamos avançando nessa jornada, começamos também a observar mais padrões, mais programações automáticas, mais ilusões.
É como se você saísse do palco da sua vida e começasse a observar mais de longe. E quanto mais as cortinas das ilusões vão caindo, mais difícil fica para você voltar para esse papel, voltar a atuar no papel que você atuava. você não consegue mais manter as tuas falas, nem sabe mais qual que é o roteiro ou na real, nem sabe se esse palco realmente existe ou não.
Não é? Então vem um vazio, uma falta de sentido. É como se pouco a pouco fossem saindo camadas suas de motivação, uma por uma até não restar mais nenhuma.
Pensa comigo, como você funcionava. Aqui está você. Então aqui estão as engrenagens que você funcionavam, os teus sonhos, os teus desejos, os teus medos, proteção, as necessidades de validação, aprovação, de receber amor.
Cien ficou estranho. os teus planos, os teus objetivos, as tuas preocupações. Então, quando você começa essa jornada de despertar espiritual, aos poucos os véus da ilusão vão caindo.
Então você não sente mais aquela necessidade de receber aprovação, não sente mais aquela necessidade de se proteger, não sente mais toda essa engrenagem pela qual você funcionava, porém ainda não existe algo novo. Você fica sem chão, sem isso aqui que era o que como você funcionava e também sem o novo você, sem ainda conseguir fazer florescer a tua essência. Então, tudo isso aqui que antes era o teu combustível já não te serve mais, já não te abastece mais, porque não está mais coerente com o teu self, com a tua alma, a tua parte mais pura, com a tua essência, mas ainda essa parte aqui não está clara para você.
E é complicado porque quando a gente inicia essa jornada de despertar espiritual, muitas vezes nós pensamos que será algo que vai nos acender ainda mais o nosso propósito de vida, que vai nos dar mais paz, mais leveza, porém, contudo, entretanto, não é bem assim. E esse caminho, ele não costuma ser somente de leveza, ele é dual, tem luz e sombra. Então, quando a gente está nesse momento aqui sem saber quem somos, para onde vamos, o que queremos, sem ver nem mesmo sentido em estar aqui, sentido em estar nessa vida, nessa a gente fica nessa crise existencial, vem o vazio e você pode passar pela noite escura da alma.
Então, aí já é um bac, porque não é nada daquilo que se imaginou quando se iniciou essa jornada. A noite escura da alma é um abismo, é um luto, porque ela não traz a leveza a primeiro momento, ela te despedaça. Por isso, eu até gravei um vídeo falando exclusivamente da noite escura da alma e com orientação de como você atravessar ela com lucidez.
Se você não assistiu, vou deixar o link para te auxiliar a atravessar esse luto desafiador. E aqui nesse vídeo nós vamos para além dela. O que que vem depois da noite escura da alma?
E a gente espera, assim como no início da jornada do despertar espiritual, esperamos leveza, esperamos acender nosso propósito, esperamos mais motivação. Aqui também nós esperamos que após esse período de noite escura da alma, aí sim agora vai, finalmente agora vamos viver em êxtase total, um deslumbramento completo pela vida, que será realmente uma motivação pura, inabalável. Só que não.
De repente você não está mais tentando conquistar nada. Não se importa em receber reconhecimento, algum elogio. Não se importa às vezes até mesmo em receber amor aprovação.
Todos aqueles sonhos do ego, aqueles planos, aqueles objetivos, tudo aquilo que te impulsionava, aqueles desejos, eles não estão mais movimentando as engrenagens. Não é mais a partir disso que você funciona. E por isso que mesmo você não estando mais lá no abismo da noite escura da alma, ainda assim é muito estranho.
Você não sente mais vontade de fazer o que fazia. Você não se reconhece mais naquele quadro dos sonhos que você elaborou com tanto cuidado, nem naqueles planos que você traçou para daqui a 3 anos, daqui a 5 anos ou quçar 10 anos. Isso não te move mais, não se empolga mais com um lazer e talvez nem mesmo aquele teu propósito de vida faz algum sentido nesse momento.
Você fica mesmo sem motivação, porque aquelas bússolas das engrenagens que te moviam antes, elas não apontam mais para nenhuma direção. E o que está sendo gestado ainda para nascer ainda não te oferece uma clareza. E aí pode vir um susto.
Você pode questionar se está com depressão, se está se desconectando da vida, por você está aqui. Se tudo parece ilusão, onde está aquela luz que você tinha encontrado? Se você está nesse lugar, calma e respira, porque é muito provável que você não está adoecendo, você está se desidentificando e você não está sozinho nisso.
Muita gente passa por esse momento após o despertar espiritual. Na real, eu nem gosto de falar após, porque não tem uma linha de chegada, é, está muito mais para uma espiral. E o que você está sentindo agora, essa falta de vontade, esse tanto faz, não é um retrocesso, é um estágio, é uma fase e é uma fase sagrada.
Mas é fácil falar agora. Quando nós estamos nesse momento é difícil, porque para começar a gente tem outras expectativas sobre o despertar espiritual e também a gente acha que tem essa linha de chegada, mas é uma espiral. Então tudo aquilo que te movia, todas aquelas engrenagens, elas não fazem mais sentido aqui, porque você não consegue mais se mover pelo ego, porém o teu self, a tua alma ainda não assumiu o volante.
E isso não é nada fácil, é como se a vida tivesse abaixado o volume e ninguém lembrou de ligar de volta. E todas essas coisas que antes nos motivam, nos impulsionam, como metas, urgências, desempenho, desenvolvimento pessoal, reconhecimento, isso tudo já não impulsiona mais. É estranho porque antes a gente podia ficar triste por uma meta, um objetivo, não ter dado certo.
Mas nessa fase aqui a gente nem mesmo tem a meta, já não se importa mais com a meta. Michael Singer, que é um autor que eu gosto demais chamar para esse tipo de conversa, ele diz nesse livro Alma indomável que nesse ponto do caminho aqui, quem entra em colapso na real não é a vida, é o nosso sistema interno de controle. Veja isso aqui.
Para ele, o sofrimento, ele não vem da vida ou dessa situação em si, mas vem da tentativa do nosso ego querer controlar a experiência. Para quê? Para se sentir seguro, para se sentir especial, para se sentir no controle.
E quando esse mecanismo se desativa, a mente, o ego entra em pânico. E nós interpretamos isso como falta de motivação. Mas o que está acontecendo na real, pega isso aqui, ó.
O que está acontecendo na real é que todos aqueles impulsos que eram a partir de expectativas alheias, geralmente dos moldes que nós somos condicionados, domesticados, dos sonhos que nós aprendemos a ter, aquela necessidade também de se proteger, isso não está mais rodando nas engrenagens. a gente não está mais sendo empurrado pelo medo, pela vontade de ser reconhecido. Então, parece uma falta de motivação, porque não tem mais essa força, esse impulso.
Só que esses impulsos eram a partir de medo ou também daqueles sonhos e desejos que nós somos condicionados a imaginar que era isso que a gente queria, que era isso que a gente sonhava. E isso é confuso, não é? Porque a mente, a mente ela quer um plano, o ego, ele quer ser útil.
A sociedade ela quer que você continue produzindo, desejando, quer que você continue correndo contra o tempo, mas a alma self não se importa. Talvez o que ela queira é que você pare de correr para ela te alcançar. Você entendeu aqui?
O que eu quero dizer? é que a motivação que até então conhecíamos, ela, esse combustível, o combustível dessa motivação, ele era baseado em ingredientes de medo, de expectativa, de proteção, de comparação, de necessidade, de pertencimento. Mas agora nessa fase aqui o combustível acabou e aí você fica assim porque se esvaziou desses desejos que na real nem eram da tua essência.
dos objetivos, das motivações do ego. E agora parece que você está em total estado de apatia. E isso é insuportável para nós que aprendemos a viver motivados pela conquista.
Mas isso é lindo, porque aqui é a iniciação, aqui começa a iniciação, a desconstrução dessa identidade que você construiu para poder sobreviver. E acredite, essa identidade ela é sagrada também. Pensa comigo, ela te fez chegar até aqui.
Ela te protegeu. Porém, agora no andar da carruagem, da tua jornada, isso tudo já não te serve mais. E por isso você fica sem motivação, mas seja grato a essa identidade construída, a todas as máscaras, as ilusões.
Seja grato por isso, mas também procure caminhar com essa aceitação que essas motivações do teu ego, do teu eu domesticado morreram. Se você conseguir aceitar, não resistir a isso, se você conseguir se permitir ver esse estado aqui suspenso, sem motivação, ele pode te revelar algo precioso. Mas aqui a tua mente, ela não vai querer deixar facilmente.
Ela vai questionar, ela vai tentar fazer de tudo para resistir ao invés de permitir. Mas se você conseguir perceber, observar que você não é esse barulho interno, vai se revelar aqui uma nova forma de existir, muito mais presente, muito mais você na essência. Como diz o próprio Michael Singer, não há nada mais importante para o verdadeiro crescimento interno do que perceber que você não é a voz da mente.
E para isso é importante aprender a se mover. sem a urgência, aliás, reaprender a se mover sem a urgência, porque quando a gente chega nessa terra, nós ainda não estamos condicionados totalmente como vamos ficando. Mas comece a procurar se ouvir sem pressa, sem tentar resolver e se ver, se observar sem julgar.
E esse pode ser o start de um outro tipo de motivação, que ela não vem desse barulho mental que nós estamos acostumados, não só do barulho mental, do barulho do mundo, vem muito mais do teu silêncio, de um chamado interno. Então, se hoje você conseguir respirar fundo e dizer para si mesmo um mantra que eu vou te orientar mais à frente, isso já é o bastante, porque você vai começar a habitar esse novo ser. esse novo estado de ser.
E em cada passo, tenha a consciência de que essa falta de motivação que você sente agora, por mais que não pareça, ela é sagrada para a tua versão mais pura, com menos camadas, aquelas camadas de tudo aquilo que você não é. E ainda assim é importante você ter a consciência de que esse estágio ele não passa rápido. Você vai se sentir suspenso por um período, por uma fase, nem lá onde você estava e nem cá em algum chão firme.
Não é mais quem era, mas também não sabe quem está nascendo. E é difícil estar aqui nesse estágio, mas é necessário. E sabe por quê?
Porque o ego, ele ainda está aqui. Não é que ele deixou de existir. Ele não desaparece com o despertar, mas ele está despido daquilo que era.
Antes ele tinha vestimentas, máscaras, ele sabia para onde correr, tinha metas, tarefas, justificativas, objetivos, sonhos. Sabia até o que que era certo e errado, porque era assim que ele validava a sua existência. Mas agora com tudo isso ruindo, essa parte sua se sente deslocada e sem vontade, porque não tem mais aquele combustível que a gente conversou, porque esse combustível ele era o que alimentava o personagem.
E a tua mente, ela vai tentar te convencer que você precisa voltar para esse lugar, que só isso vai conseguir aliviar esse vazio ou essa dor. Meu amigo Kung chama essa máscara psíquica de persona. É a camada que a gente veste para habitar o nosso eu social.
Mas essa máscara, essa camada não é o nosso eu na essência, é só uma função para uma adaptação. E essa máscara, nessa fase ela se desmancha, mas o ego, ele não sabe viver sem ela. Então aqui o silêncio ele não vira paz, ele vira a ausência.
E essa máscara psíquica que nós construímos para funcionar no mundo, para sermos aceitos, sermos amados, sermos aprovados, ela foi construída com esforço. E ela foi importante, como falamos, ela te protegeu, te ajudou a conquistar coisas, mas agora ela não se sustenta mais e o ego não entende o que que está acontecendo. De um lado, o ego, ele está lutando para sobreviver e do outro lado, o self quer renascer.
É importante você estar consciente disso, porque pode acontecer o seguinte, que aí é delicado você tentar voltar para o antigo padrão com medo de ficar aqui nesse lugar vazio ou também vendo essas ilusões caírem, você pode ir para uma fuga espiritual. Isso pode acontecer facilmente de você simplesmente ir para um lugar que nada mais importa e flutuar, ficar mais entorpecido. No livro Poder do Agora, o Tê, ele traz que após esse despertar inicial tem uma fase.
Até se você está nessa fase sem sentir motivação pela vida e não leu esse livro, adquira que ele pode te ajudar a fluir nesse estágio sem tanta resistência. Eu até já comentei que eu quero gravar um vídeo exclusivo sobre esse livro que é profundo. Então o Tolê, ele nos diz que nessa fase inicial do despertar, o ego, ele interpreta a ausência de drama como tédio, como vazio, como perda de sentido, mas na verdade é o colapso da identidade baseada em histórias.
tem uma frase que ele diz que o ego ele vive de problemas e quando os problemas são dissolvos ele se sente ameaçado. Eu não sei exatamente se essa é a frase, mas é isso que ela quer dizer. Mas na real, segundo ele, é o colapso da identidade que é baseada em histórias.
Se você já teve alguma experiência transcendental, você sabe do que eu estou falando. Até chegar nesse ponto de transcender, a mente ela simplesmente pira quando não há narrativas, quando não há histórias. E o que acontece?
Você se sente como um personagem que foi tirado da peça e agora está nos bastidores sem saber qual o papel que representa, como eu comentei no início, ou mesmo se existe ou não algum tipo de peça de palco, de teatro, porque você não quer mais aquelas falas automáticas programadas, você não quer mais aquele script pronto, aquele roteiro, você nem quer mais ir para o palco. Essa motivação antiga, ela não existe mais. Ela era para mover o personagem.
Lembra do combustível? Lembra das engrenagens? Tudo isso era o que fazia esse personagem se mover.
E sem aquelas engrenagens antigas, mas também sem o novo, você se sente realmente perdido. Mas essa transição aqui, ela é sagrada e como diria Yung, ela é essencial para o processo de individuação, que é o nome que ele deu para esse processo de se tornar inteiro. Não é individual.
Muitas vezes você pode ver individuação pensando em algo egóico, individualista, mas esse processo de individuação é de se tornar inteiro com suas partes, luz e sombra, de integrar o ego e o self. Ao invés da gente servir ao ego, a gente chama ele para se alinhar a algo maior. Tem um vídeo que eu falo desse processo de integrar luz e sombra.
O nome do vídeo é torne-se quem você tem medo de ser. Se você não assistiu, vou deixar o link, porque na tua sombra também está a tua potência. Como já disse Joseph Campebell, a caverna que você tem medo de entrar é a que guarda o tesouro que você procura.
Mas tudo isso não acontece em um instante. Você começa a caminhar para fora dessa noite escura da alma e não é abra cadabra. De repente você já integrou luz e sombra já.
finalizou o teu processo de individuação. Não costuma ser rápido, mas a individuação ela começa, veja bem, quando a gente para de olhar para o palco, aquele palco antigo e querer voltar para ele ou resistir aquilo que está indo e aceitar esse intervalo aqui sem o novo. E esse espaço aqui onde talvez você esteja agora, ele não é um espaço de improdutividade.
Improdutividade, falei certo. é um lugar mais de renascimento. E esse lugar, esse espaço, ele começa realmente a ficar mais fértil quando o barulho mental e a resistência do personagem se acalmam.
Então essa ausência aqui de motivação que você sente é um silêncio que permite que uma nova bússola se revele. E no início ela não vai chegar com uma super vontade para fazer alguma coisa, um grande objetivo, grandes respostas. ela vai chegar mais sutil, principalmente com uma vontade de não mentir para si mesmo e uma recusa a estar em ambientes ou com pessoas que não ressoam mais com a tua vibração.
Mas como eu comentei, é fácil falar quando estamos aqui é desafiador, é bem desafiador. Porque além desse despertar, não entregar logo de cara um novo sentido, ele desmancha aquele sentido antigo e nos deixa assim nos sem referência. E mesmo você vendo esse vídeo, estando consciente que aquelas engrenagens já não funcionam mais, já não ressoam mais com você, ainda assim é difícil porque o mundo o mundo continua funcionando do mesmo jeito e ele quer te lembrar para que você funcione daquela mesma forma.
Mas se você tentar funcionar daquela mesma forma, muito provavelmente algo vai te dizer. Não dá mais. E aqui sim, aqui sim a chance de adoecer se você ficar resistindo.
E esse resistir que eu tô querendo dizer não é você não questionar. É importante você se questionar, né? Para onde foi a motivação?
Será que eu estou lento? Porque que eu estou me sabotando? Reflita mesmo, porque é difícil entender.
Se você abrir os leques, você vai conseguir ver que você não está se sabotando na tua essência. Essa parte aqui das tuas engrenagens, do teu combustível, é que não te impulsionam mais para ter motivação para avançar e vai ficar um período no vazio sem esse impulso para avançar, para ter algum sentido, alguma coisa ter sentido ou algum propósito, porque você não vai estar mais sendo movido pelo ego. E essa pausa sagrada, ela é desafiadora, porque o mundo ele não funciona a partir de pausa.
o mundo moderno, não o mundo universo, a inteligência divina, tô falando do mundo, do jeito que a gente fez ele funcionar, esse sistema e estar aqui nessa pausa sagrada é difícil, porque o mundo ele faz de tudo para evitar. O mundo moderno faz de tudo para evitar pausar, porque isso não é produtivo, não é glamoroso, não gera resultados, não tem performance. E a alma aqui, ela começa a rejeitar tudo aquilo que não faz parte da tua essência.
É como se o teu sistema interno estivesse se atualizando, mas ainda tem aplicativos que continuam querendo abrir, só que eles não rodam mais, dá um erro, trava. Mas se você conseguir ficar, estar, existir nesse espaço sagrado, sem distrações, sem fuga, sem querer se anestesiar, vai ter espaço para o self, para a tua essência emergir, vir a vida. E olha só que curioso, pode ser que nessa fase aqui você não sinta vontade também de seguir com o teu autoconhecimento, de buscar espiritualidade e tá tudo bem.
E talvez você não vai gostar do que eu vou falar agora, mas tá tudo bem, porque é importante que o ego espiritual, aquele que quer fazer bonito, se disso também. Às vezes a gente precisa perder o interesse, até mesmo por aquilo que parecia super elevado para ficarmos com o que é realmente essência. E isso pode ser confrontador, mas confia que é isso que vai te trazer uma motivação nova e mais pura.
E talvez quando essa motivação começar a surgir, ela vai ser muito provável que bem suave em questões pequenas e simples. E você pode pensar: "Hum, mas isso aqui é pequeno demais, perto daqueles propósitos que você tinha, que almejavam, que era o que te movia. E sim, a tua essência, ela não está buscando mais grandiosidade.
E não confunda aqui. Você pode achar que, eu estou querendo dizer que a essência não combina com grandes conquistas, aquilo que para você são grande são grandes conquistas. Não confunda.
Você é livre. Sinta o que para você ressoa no seu momento de vida. O mais mágico é você ver aquilo que está na tua essência, aquilo que você quer de verdade, aquele chamado, aquilo que a tua alma tá te convidando a viver.
seja algo grandioso, que seja para você grandioso, para outra pessoa, talvez isso não é grandioso, ou que é grandioso para alguém pode não ser para você, mas veja na tua essência se isso parte desse chamado da vida ou de algum medo de se proteger ou querer ser mais amado ou mais validado, ali você ainda vai estar funcionando a partir daquelas engrenagens que não fazem mais tanto sentido, porque quando a a gente quer conquistar, mas a partir dessas engrenagens, a gente continua conquistando, mas o vazio persiste. Já quando a gente caminha alinhado com a essência, você pode conquistar nada ou conquistar o mundo que você vai se sentir preenchido, alinhado, vai sentir aquilo ressoando com a tua alma, porque você não faz mais coisas em si, nesse momento aqui que renasce essa nova motivação para conquistar algo, mas você passa a habitar mais o agora habitar aquele momento em que você está fazendo, não tanto o que vai ser conquistado, entende? É uma nova percepção surgindo, mais intuitiva, mais conectada e mais gentil com você mesmo.
Kyong falava, quando você integra o inconsciente, sombra e luz, você não vive mais a partir da persona, você começa a viver a partir do centro da tua alma. E aqui nesse centro nós não temos mais nada a provar. Por isso estava falando das conquistas.
Você pode conquistar o mundo, não conquistar nada, desde que ressoe com você, não para provar algo para alguém. Sinta, perceba da onde parte os teus sonhos, o teu propósito. Mas antes de se entregar a realidade com mais presença, pode vir aquela fuga espiritual.
Podemos acreditar que já vimos tudo, já vimos por trás o véu, já vimos as ilusões. Então, nada mais nesse mundo físico importa. Mas isso aqui ainda pode ser medo de se entregar à vida, porque a alma ela não rejeita o mundo, ela não rejeita estar encarnada.
Ela nos chama para redefinir o nosso modo de estar aqui. E isso não se parece com euforia ou super êxtase, como antes de iniciar a jornada espiritual imaginávamos que poderia ser. se parece mais com inteereza e você pode sim querer conquistar algo, mesmo que ninguém veja, querer criar algo mesmo que ninguém veja, quer viver com mais integridade, mesmo que isso seja invisível.
E esse é o início de uma nova relação com a vida muito mais autêntica. É quando você começa a viver não mais como aquele personagem atuando para ser validado ou para se proteger, mas como uma alma em expressão. E esse é um novo tipo de motivação, não baseado naquela urgência, na performance e naquilo que o mundo pede, mas em alinhamento.
E aqui é bom observar quando a gente não está movido para aquela ansiedade de chegar em algugar em aquele destino, mas sim com a paz de estar. E o paradoxo é que quando você começa a viver assim, você começa a realizar muito mais, com menos esforço. Porque se olharmos bem, não importa a quantidade de coisas que você faz, mas quanto do teu ser está presente naquilo que você faz.
E quando você sentir isso, o ser, o estar, não como uma ideia, mas como algo visceral, como uma essência encarnada, você caminha com essa nova motivação. Mas a gente pode estranhar, porque essa motivação, ela não é como aquilo que o mundo chama de motivação. Ela não é barulhenta, ela não precisa de palco, não busca aplauso, reconhecimento, performance.
Você começa a sentir uma vontade genuína, um fogo interno de se mover, não por aquelas engrenagens, pelo medo, pela comparação, pela necessidade de pertencimento, pela validação. É uma vontade que vem de dentro, como se você, em você, algo soubesse o próximo passo, mesmo sem um plano completamente elaborado. E não confunda aqui, eu não estou falando que planos não são bons.
Veja só da onde partem os teus planos. é do selfie. O selfie é o que Kung chamou como não o eu idealizado, mas o centro real da psiquê, a parte de você que sempre esteve ali, mas estava escondidinha atrás das máscaras.
E agora com a persona desmontada, com essas máscaras derretidas, esse selfie ele pode fluir com então uma nova bússula, uma direção que ela não é mental, é vibracional. Essa direção ela não diz: "Vá por aqui que vai dar certo, vai por aqui que aqui você ganha". Ela pode dizer: "Vá por aqui que isso aqui ressoa mais com a tua essência".
E isso aqui muda tudo na vida da gente, porque a gente para de viver em função de objetivo. Porque quando a gente vive em função de objetivo, a gente esquece de viver, a gente esquece de estar. E aqui a vida ela não vem com aquela mente querendo controlar tudo.
É mais de uma ressonância com a mente também, com o corpo, com o campo, com a alma, mas a mente como uma ferramenta, a mente servindo a gente. Tudo é sagrado e muitas vezes até difícil de explicar com o nosso vocabulário humano. E um parêntese grandão aqui, isso não significa que tudo vai ser leve, paz, amor.
o tempo inteiro. Enquanto nós estamos aqui temporariamente humanos, vamos sentir sim confusão, cansaço, tristeza, mas a partir daqui tem uma diferença bem importante. Aquela sensação de deslealdade interna desaparece.
Você pouco a pouco se liberta de viver uma vida que não te representa. Você não se empurra mais para caber em algo que não te serve mais. E isso, baby, traz uma paz que nenhum daqueles objetivos, daqueles sonhos, daquelas metas e planos iriam te trazer.
E aqui você pode começar a viver mais do que é essencial, mesmo sem garantias, mesmo sem destino, você começa a viver aquilo que a vida está te convidando a viver. E novamente, não é viver com uma fuga espiritualizada, por mais que isso dá vontade, por isso estou reforçando, mas é viver aqui encarnado com a alma presente. Mas então, se agora você está nesse espaço aqui, nesse momento, zero objetivos, zero motivações, zero apetite para conquistar algo, eu vou te passar uma orientação poderosa para abrir um novo ritmo ali dentro.
Você já entendeu o porqu você está sem motivação, certo? Check. OK.
Você também entendeu que esse não é o fim do processo. Cheque, OK. Esse é o espaço para algo novo nascer.
E aqui, nesse momento, nós não estamos mais atravessando a noite escura da alma. Se você sente que ainda está na noite escura, é bom você fazer as orientações do outro vídeo sobre a noite escura da alma. Esse momento aqui é quando não estamos mais atravessando esse período de abismo, esse luto.
Estamos é aprendendo a caminhar na luz, mas é uma luz bem suave, bem sutil. E aqui eu vou te dar uma orientação simples, mas que vai te ajudar demais. Nesse estágio, você vai tirar 7 minutos do seu dia, apenas 7 minutinhos mágicos.
E durante esse tempo você vai se movimentar enquanto vai repetir um mantra. Se movimentar significa se mexer. Você pode caminhar, você pode lavar louça, você pode dançar, tomar banho, exercício, só não serve dirigir, OK?
Muito parado. Você vai, enquanto se movimenta, você vai repetir o seguinte: "Eu estou exatamente onde eu deveria estar. A inteligência divina se move através de mim.
" Repita durante 7 minutos. Coloca no time do teu relógio, da Alexa, do teu celular, do computador. Coloca em algum lugar esse timer para você não ficar olhando se o tempo já fechou ou não, para ter esse despertador no momento que encerrar.
E vai repetindo, deixa esse mantra vibrar dentro do teu corpo. Deixa ressoar no teu campo. Deixa limpar os resquícios do antigo impulso e abrir espaço para um novo movimento, aquele que vem de dentro.
E você não precisa se forçar a sentir algo grandioso. Só repete e confia. E esse é o recomeço.
E essa foi a minha contribuição de hoje. Beijos de luz e até as próximas conversas mágicas. M.