Olá eu sou a Silvana Bragança e estamos começando o módulo de técnicas de manejo do comportamento e odontopediatria mas antes de falarmos sobre essas técnicas propriamente ditas vamos conversar um pouco sobre a diferença no atendimento de um adulto e de uma criança o relacionamento é a principal diferença que existe entre o tratamento de adultos e de crianças em geral o tratamento com adultos Exige uma relação de um para um que é como se relacionam o dentista e o paciente quando se trata de uma criança a relação que se estabelece é de um para dois ou
seja é uma relação que envolve o dentista o paciente infantil e os seus pais ou responsáveis mais tarde falaremos um pouco mais sobre essa relação o profissional que atende crianças deve estar acostumado a usar as técnicas de manejo para que elas sejam implementadas de uma forma natural sem que isso interfira no procedimento odontológico uma questão importante nesse contexto é que o dentista passe obervar o seu próprio comportamento e como ele pode ser afetado pelas diferenças de comportamento apresentadas pelos seus pacientes o comportamento de comunicação do dentista é um fator primordial na satisfação e na colaboração
do paciente comunicar-se com a criança pode impor desafios importantes para o dentista o nível de desenvolvimento cognitivo da criança vai ditar o nível e a quantidade de informação que pode ser trocada durante a consulta por isso é importante que o dentista compreenda o desenvol movimento cognitivo infantil use o vocabulário adequado e passe mensagens que sejam apropriadas ao nível de desenvolvimento desse paciente vamos falar um pouco sobre o comportamento infantil do consultório odontológico a criança pode apresentar três tipos de comportamento o comportamento cooperativo a falta de capacidade cooperativa e o comportamento potencialmente não cooperativo no comportamento
cooperativo a criança está preparada ela ajuda durante toda a consulta quando se tem falta de capacidade cooperativa existe uma dificuldade de estabelecer uma uma comunicação com esse paciente isso em geral acontece com crianças de pouca idade e com pacientes que possuem necessidades especiais o comportamento potencialmente não cooperativo é caracterizado por uma criança tímida ou envergonhada por uma cooperação tensa comportamento incontrolado Rebelde ou teimoso por choro contínuo ou por comportamento histórico o quadro a seguir apresenta alguns comportamentos e as suas características de de acordo com a faixa etária e a conduta profissional adequada do zero aos
2 anos a criança está numa fase de Total dependência da mãe por isso devemos tratá-la sempre no colo verbalizar continuamente e se possível contar histórias Nunca deixe a criança sozinha o procedimento deve ser sempre rápido e com a orientação adequada dos pais dos dois aos 4 anos a criança está numa fase de transição para meninice nessa fase devemos tratar a criança com bastante paciência dos qu a 6 anos ela entra na fase dos porquês devemos sempre usar a imaginação e o bom senso para que possamos satisfazer todas as dúvidas e curiosidades da criança dos seis
Aos 8 anos a criança está numa fase de grande crescimento cognitivo da sociabilidade e do desenvolvimento devemos estabelecer um bom nível de interação com a criança estimular a sua confiança e a sua autoestima dos 8 aos 12 anos ela está numa fase de consolidação e dependência não devemos tratá-la de maneira infantilizada explicaremos os procedimentos e vamos dialogar sobre qualquer conduta que seja inadequada para tratar crianças é preciso muito mais do que destreza manual um diagnóstico perspicaz e conhecimento do Desenvolvimento Infantil para que possamos oferecer um tratamento odontológico de qualidade o principal fator é a cooperação
a maioria das crianças que chega ao consultório é classificada como bom paciente a falta de cooperação se dá por um desejo de de tentar evitar algum estímulo doloroso ou de desconforto na criança saudável essas razões são sutis e difíceis de diagnosticar os principais fatores que contribuem para a falta de cooperação são os medos passados pelos pais uma esperiência médica ou Odontológica prévia ruim ou até mesmo o preparo inadequado para o primeiro encontro com o ambiente odontológico para todo dentista que trata de crianças sabemos que o comportamento é de fundamental importância Pois é difícil executar um
tratamento de eficiência quando a criança está chorando muito ou se recusa a ser atendida por isso o dentista tem que estar preparado para encontrar uma solução imediata para os problemas de medo ansiedade ou qualquer outro comportamento negativo que possa ser apresentado pelo seu paciente devemos considerar a princípio que a própria posição na cadeira odontológica e a criança tem que ficar com a boca aberta por períodos prolongados de tempo já são condições com alta Aviv especialmente para crianças essas condições evocam comportamentos de movimentar-se e de tentar sair da imobilização comportamentos que são considerados ruins pelos dentistas
porque podem atrapalhar os procedimentos odontológicos esses procedimentos odontológicos podem ainda exercer função de operações estabelecedoras condicionais durante o atendimento odontológico Existem muitos estímulos como os Dolorosos e os de desconforto Além disso os estímulos Dolorosos são geralmente precedidos por estímulos que inicialmente são neutros como por exemplo a sensação de esfregar o algodão a fazer anestesia tópica o som do sugador ou até mesmo a presença do Dentista após o emparelhamento de um ou mais desses estímulos neutros com o estímulo doloroso como a injeção esse estímulo neutro passa a ser um reforçador negativo e passa a Gerar respostas
de Esquiva na criança o estímulo neutro Passa então a ser associado a um estímulo de desconforto ou a um estímulo doloroso considerando-se que essas condições são dependentes dos eventos ocorridos em experiências odontológicas anteriores é fundamental destacar o quão importante é programar contingências que façam com que a situação se torne a menos aversiva possível fazendo com que a criança não associe o atendimento odontológico a uma experiência ruim por esse motivo é fundamental compreender psicologicamente a criança e lhe proporcionar um tratamento apropriado a sua idade cronológica e fisiológica vamos um pouco sobre o atendimento odontológico e a
presença dos pais na sala a presença dos pais é de grande valor para fornecer segurança e apoio à Criança durante o atendimento além disso a consulta é o local ideal para que possamos educar os pais sobre a saúde bucal dos seus filhos a primeira consulta deve ser o momento de o dentista conversar com os pais estabelecer um acordo sobre a sua presença na sala explicar como vai ser o atendimento e também falar sobre as técnicas de manejo que poderão ser usadas a separação arbitrária imediata dos Pais na sala de espera pode resultar em um problema
de adaptação comportamental da criança antes mesmo que ela inicie um relacionamento com o profissional atualmente a decisão de Se permitir a presença dos pais no consultório é baseada nos conhecimentos individuais do dentista E na possibilidade deos pais cooperarem durante a consulta mas todas as tentativas para tentar envolver os pais e fazer com que eles participem da decisão do tratamento devem ser realizadas em geral prefere-se que os pais permaneçam no consultório durante a consulta porque isso traz segurança à criança Mas caso o dentista perceba que a presença dos pais pode estar prejudicando a colaboração do paciente
Isso deve ser conversado com eles Os pais da criança devem sempre estar preparadas para deixar o consultório caso a criança não se comporte bem esse acordo entretanto deve ser feito entre os pais e o dentista e antes mesmo que a criança sente na cadeira odontológica a criança também deve estar sobre isso ou seja ela deve saber que caso ela não se comporte bem os pais irão se retirar da sala por isso antes de permitir a presença dos pais do consultório eles devem ser orientados da maneira como se comportar permitindo que a criança permaneça no centro
das atenções em odontopediatria é fundamental manter uma relação de cumplicidade com os pais eles são os nossos maiores Aliados na instalação e na manutenção dos hábitos saudáveis o quadro a seguir apresenta alguns comportamentos que podem ser apresentados pelos pais E pela criança durante o atendimento odontológico os pais que são seguros e confiam no dentista fazem com que o tratamento seja mais fácil ajuda o comportamento da criança pais inseguros e Que se deixam dominar refletem em crianças com comportamento bastante Manhoso os pais permissivos refletem em crianças mimadas e indisciplinadas que muitas vezes podem até agredir o
dentista pais muito disciplinadores refletem atitudes extremamente t tímidas até com dificuldade de relacionamento elas podem chorar baixo e soluçar pais insensíveis e não carinhosos refletem em crianças agressivas Rebeldes e desobedientes é importante conhecer essa relação pai e filho para que nós como profissionais possamos dar as melhores orientações tanto aos pais quanto aos filhos e fazer com que o atendimento odontológico seja feito da melhor forma para ambas as partes falando sobre a orientação aos pais devemos explicar a eles tudo que pode acontecer durante o atendimento antes que ele comece devemos falar sobre a curiosidade que vai
ser apresentada pela crian dizer que eles não se inquietar o choro é umaação normal a pode apresentar algum de agressividade que caso o acoman dos pais não seja pode convidado atirar do consult os pais serão solitos a ajudar quando for necessário e devem permitir a conversa entre o seu filho e o dentista Além disso é importante explicar aos pais o que pode ajudar no tratamento antes do início da consulta eles nunca devem enganar ou fazer promessas à criança devem evitar relatos desagradáveis em casa que a criança possa ouvir e devem controlar os seus temores durante
o atendimento essas orientações dadas aos pais facilitam muito o atendimento e diminuem a sua ansiedade assim eles se sentem mais seguros e podem contribuir bastante pro comportamento colaborativo da criança assim estamos encerrando essa aula sobre comunicação e relacionamento com o paciente até a [Música] [Música] próxima n [Música]