Sejam bem-vindos e sejam bem-vindas no nosso Narrativas compartilhadas. Hoje eu tenho o enorme prazer de conversar com a Daniela Lopes Dalgo e com a Lilian Patrícia Pereira, ambas ex-alunas da Escola Municipal Dr. Getúlio Vargas, que além das atividades em sala de aula, participaram também do quinto festival de teatro Getúlio Vargas em 1986. Foi ontem, né? Quase ali com a Peça O Mágico de Oz. Elas vão contarnos um pouco da experiência delas nessa peça e sobre outros fatos durante formação escolar e profissional delas, além das atividades que elas desenvolveram extra festival, né? Tem uma delícia ouvi-las
contando sobre isso. Então, sejam bem-vindas, Daniela e Lilian. Que prazer a presença de vocês aqui em, eu já digo em casa, né? Hoje vocês estão em casa. Que delícia vocês aqui. Bom, Inicialmente eu vou falar uma um pouquinho só sobre a formação profissional delas em ordem alfabética para elas não brigarem, né? Então, primeiro da Daniela. A Daniela é de Sorocaba, tá? Empresária. Eh, fez o magistério depois que ela cursou o esse nome fundamental e médio no Getúlio, não foi inteiro, mas depois elas contam. Eh, ela cursou o magistério no Getúlio de 86 a 89. Depois
na FCEN ela cursou a Engenharia Civil. Ela ingressou no magistério, mas não tinha pretensão de lecionar, segundo ela mesa disse, né? Por isso ela buscava outra opção para o ensino superior. Embora durante o curso de magistério, sempre fui atuante, já exercendo substituições em pré-escola, né? antigo ensino infantil e trabalhando como auxiliar de classe no último ano do magistério, foi então que depois ela iniciou a faculdade de engenharia Civil. Ah, logo depois comecei a dar aula em escolas particulares, né, aulas particulares, aliás, né, de matemática. E no terceiro ano da faculdade, ela iniciou estágio numa construtora
de grande porte. Nesse período depois, ela, além da construtora, trabalhou no escritório de engenharia para projetos estruturais. Depois, em seguida, trabalhou como engenheiro autônoma num projeto e fiscalização de obras. Em Projetos e fiscalização de obras. Atualmente, ela é sóciaproprietária de empresa no ramo de automação industrial. Depois ela vai entrar mais detalhes de tudo isso. E a Lília, que é o sorriso do lado, ela estudou no colégio Santa Escolástica até o quarto ano, quando então conseguiu uma vaga no Gúlio Vagas, que era e foi então lá que ela foi encontrar, né, a Dani e começou a
amizade delas que perdura até hoje. Durante o curso magistério, realizou estágios em várias escolas do município de Sorocaba. Eh, depois cursou administração de empresas na UNISO, naé Universidade de Sorocaba. E ao iniciar seus trabalhos na indústria, acabou se identificando com a área de segurança e saúde do trabalho. Ah, depois abuz como a segunda formação em engenharia ambiental e segurança do trabalho. Atualmente ela é consultora e busca cada vez mais o Engajamento e humanização em segurança, por onde passa compartilhando suas experiências com o propósito de transformar vidas. E ela diz que é muito curioso esse envolvimento
todo, né, durante esse período com a arte. Bom, então agora em ordem alfabética, vamos ver o que cada uma diz para nós a respeito de tudo isso. Dani está com vocês. Conta para nós um pouquinho, né, dessa eh desde o momento Que você nasceu, é infância, essa formação escolar inicial, né? Porque depois você vai contar a hora que você eh encontrar-se lá na vida com a Lilian, daí vocês podem tá partilhando ao mesmo tempo algumas algumas falas juntas, né? Isso. Bom, a minha infância assim, a como aqui o, né, o conteúdo vai ser a arte,
né? Então, acho que assim, sempre teve presente por já por influência dos meus pais que que eram assim amantes, né? a minha mãe amante da data em todos Os sentidos, música, teatro, eu crescia ouvindo ópera, muita música clássica. Então acho que isso tudo foi penetrando, né? Cinema. A minha mãe era assim, daquele tipo de mulher que ela na juventude ela saía do de um filme e ela entrava de novo. Ela saía e entrava de novo na ela nem ela já entrava na na mesmo filme. Até ela decorar, ela conta as falas e usava muito musical,
né, naquela naquele período de 1950. Então amava e eu a sessão da tarde da minha Infância era isso, assistindo também adorava. Então isso aí sempre foi uma coisa que teve muito presente e e aí na minha infância eh que eu já encontrei a Lília, né? Nós éramos melhores amigas já desde pequenininha. Aí na sexta série a gente foi estudar no Getúlio. Ah, então vocês já se conheciam antes do Getúli? a gente já tinha se encontrado antes de irmos pro Getúlio, né, na escola anterior. E aí a gente, então nós já éramos muito, Muito amigas, assim,
frequentávamos catequese juntas, né? Fizemos primeira comunhão juntas, então já tinha uma vida fora da escola, morávamos pertinho uma da outra, então voltávamos juntas da escola, daí brincava à tarde. Então assim, a gente realmente sempre foi muito grudada e a e assim, graças a Deus a a amizade permanece igual, né? até hoje é muito interessante, por mais que a gente fica às vezes assim um tempão sem sem se ver, porque muitas vezes a Vida da gente, né, leva para para rumos diferentes e a gente fica um tempo sem poder se encontrar, mas é a mesma coisa,
pode ficar um ano às vezes, né, Lilian, sem se ver, se falar, gente, hoje pelo WhatsApp, então é muito fácil, acaba sempre falando alguma coisinha, mas a hora que se vê igual, né? não tem uma que ficou agora ficou distante, não tem a mesma intimidade. Então isso é acho que assim é uma bção, né? E bom, então a gente tava falando Daí já no quando a gente se encontrou, aí nós viemos a ter aula com o senhor na sétima série e foi ali, eh, pelo menos para mim, acho para você também, né? o primeiro contato
assim realmente e mais intenso com essa parte que tipo assim palco, né, por já ter eh aquelas coisas que a gente devia dividia em grupos, né, para recitar poesia, só que não era só ir lá na frente da classe e recitar, não. Era uma coisa elaborada, a gente arrumava assim um figurino, a gente se Apresentava no teatro da escola, né, lá do Getúlia, era um teatro grande, então dá um impacto, né, subir, ter que falar bem alto pra classe inteira poder ouvir, tinha fundo musical. Então ali que iniciou essa parte realmente de de sentir na
pele, né, essa emoção de de ter desse contato artístico. Tá bom? Então, ó, vamos dar agora uma pausinha nessa sequência da Dani. Entra você agora porque depois vocês duas vão trocando figurinhas, tá bom? Então agora Conta para nós onde você nasceu e essa início da sua vida escolar. Sim, nasci em Sorocaba e um pouquinho diferente da Dani que foi fomentado dentro de casa, os meus pais buscaram a a escola para auxiliar. Então, na escola, antes de ir pro Getúlio, todas as atividades que eram possíveis, como dança, como eh eh simulações e brincadeiras, tudo que tinha
relacionado a extracurricular, eles faziam com que eu participasse. Então, eu tenho várias fotos e várias Imagens dessas situações que assim eram muito difíceis para mim. Eu era muito pequeno, eu tinha 4, 5 anos e tinha que já enfrentar a multidão de pais para assistir a gente se apresentando. Então, conheci a Daniela na sequência disso foi uma bênção e é uma bção até hoje, corrigindo minhas palavras, porque realmente é uma amizade até hoje e é como se a gente tivesse naquele primeiro dia quando a gente se viu. Mas deixa eu voltar à minha história. E na
sequência, Minha mãe queria muito que eu tivesse uma profissão e não dependesse de ninguém e a profissão era o magistério. Então, olha que interessante. Eh, eu fui pro magistério em função do desejo da minha mãe para que eu tivesse uma profissão, né? E incrível, porque a talvez isso tenha sido algo que ela buscasse para ela ou que ela tinha dentro dela, enfim. E eu agradeço muito. Por quê? Porque até hoje o magistério faz parte da minha vida indiretamente. Eu não leciono. Eh, lecionei como como o senhor explicou no início, mas eu não leciono hoje, mas
ele indiretamente faz parte da minha vida. Então assim, participar do Getúlio, de todas essas histórias da arte fomentadas pelos professores, em especial pelo senhor, sem dúvida nenhuma, professor, e está eh nos palcos. Isso trouxe eh esse equilíbrio que a gente precisa enquanto pessoa, enquanto profissional, enquanto mãe, enquanto membro de uma família, Enquanto amigo, porque os desafios são enormes. Sempre, sempre a gente vai ter um desafio. Então, hoje eu trabalho com segurança do trabalho. Eu preciso realmente, por isso eu eu disse, né, no o senhor disse aí no relato, transformar a vida das pessoas. E para
isso a gente precisa usar a palavra, a comunicação. E nada melhor como lembrar desse nosso início, né, de um teatro que tinha que falar alto, como mencionou Daniela, para todos ouvirem, né? Esse tom alto é no Sentido de todos ouvirem, não ficar canhado, tá falando, eh, enfrentar os desafios, enfrentar os conflitos. falo muito de conflitos hoje com muitas pessoas, porque a gente enfrentava todos esses conflitos e tinha que resolver. Nós tínhamos que resolver de alguma forma para seguir. Então, eh, estar hoje aqui, ah, falando de mim e trazendo essa história só me traz assim boas
lembranças, aliás, ótimas lembranças, eu diria. E sim, a gente fez Catequese juntas, a gente chupou mexirica juntas, ô lembra? Ô, esperando o ônibus. chegar e a gente não tinha vergonha, né? Todo mundo falava gente que dia e a gente na sala de aula não, a gente não não isso não na escola. Deveria deveria fazer na sala de aula. Eu acho que a gente fazia, né? Eu evitava levava uma sacolinha, daí levava outra sacolinha para ir colocando as e a gente ficava chupando Mexirica. A gente gostava, lembra? Que delícia? esperando o ônibus para ir embora. Ou
seja, morávamos perto, estudávamos juntas, fizemos a a primeira comunhão juntas. Eh, a gente depois cada uma seguiu sua carreira, obviamente, eh, distanciamos fisicamente daquele contato dia a dia diário. Mas eu vou reforçar as palavras da Daniela. É como se a gente tivesse estudando ontem e hoje sentando aqui, que eu nem sei quanto tempo a gente não se vê pessoalmente, mas parece Que foi ontem, porque é realmente umaade uma amizade verdadeira. Isso não é coisa boa, né? Você viu que a escola possibilita, né? Escola. Sim, sim. E e assim como aconteceu com a Lília, no meu
caso, foi a mesma coisa. Eh, o magistério não foi uma escolha minha na época, a minha mãe que escolheu, né? Ela falou assim, quando nós concluímos na época, era a gente, a gente ainda falava ginásio, mas era primeiro grau, né? Já. E aí ela falou: "Você vai fazer o Magistério?" Eu falei: "Mas eu não quero ser professora". Aí ela falou assim: "Depois você faz o que você quiser, mas você vai fazer magistério". Porque ela era professora. Ela falava assim: "Você vai fazer o magistério e já tem uma profissão, pelo menos você tem uma profissão. Depois
se você não quiser, quiser fazer uma outra coisa, uma outra profissão, aí é por conta tua, mas você vai fazer". Então eu não tive escolha. E assim como aconteceu com a Lía, eu Agradeço. Eu acho que a minha mãe foi sábia, ela era rígida, tudo assim na na na época. Mas assim, hoje eu dou muito valor a toda tudo que ela ensinou, toda a rigidez que tinha. Então eu foi ótimo. Então já antes de terminar o magistério mesmo, no último ano eu resolvi que queria engenharia. Então tudo bem, entrei, mas finalizei e e inclusive dei
aula um pouco dessa forma, né, eventual durante porque minha tia era diretora de pré-escola da rede municipal. Então ela, A gente antes de mesmo antes de estar formada podia já substituir, né? Porque quando a gente acabava o terceiro ano do magistério, nós já podíamos dar aula de primeira a quarta série do primeiro grau e o último ano, que era o quarto, era só especialização em pré-escola. Então nós já podíamos, né, nesse último ano já podia, então a gente já ganhava uma coisinha aqui, uma coisinha ali. O fato de ter feito magistério, depois eu gostava muito
matemática, essa coisa Toda. Daí eu também dava aula depois particular durante a faculdade, então podia ter ganhar algum dinheirinho ali com isso. Então foi foi só benefício. Tem foi muito bom. Sim. E daí foi surgir, né, o mágico deas que é mas antes eu quero que vocês contem, antes de falar do mágico de osso, o que que foram essas atividades que vocês fizeram na sétima série que vocês estavam falando? O que que era as da da sua matéria, né? O que que foi? que era Uma que era assim, nós tínhamos eh eh era dividido em
grupo. Eu a minha minha memória não é muito boa, então a Lilian vai ajudando. Mas nossa, eu lembro muito bem assim da da minha, eu não lembro qual foi o meu poema que eu eu tinha que recitar, mas nós tínhamos que decorar e realmente recitar interpretando. Era para est interpretando ali o poema, né? Então, por isso que eu falei que foi assim o primeiro contato que realmente eu lembro muito forte, porque assim, a Gente treinava muito, a gente ensaiava muito, então a gente se dividia, cada hora era na casa de um para poder recitar e
um ajudava o outro com a postura. Não, eu acho que é essa entonação, ó, né? Nesse agora a entonação tem que ser assim. E a gente queria, aí eu até viajei um pouco na maionese, eu lembro bem disso, né? que assim eu queria, eu tinha pego um vestido da minha tia, eu lembro disso, que era de quando ela era novinha lá por 1950, porque a minha, né, eu não lembro qual era a poesia, mas acho que na minha mente, né, remeteu ali a uma coisa antiga. E e eu lembro que o fundo musical dessa que
eu que eu tô lembrando agora dessa vez eu tinha escolhido a música Romeu e Julieta, que era, né, só tocada e e ali eu queria queria colocar então roupa antiga como se eu tivesse numa outra época. Então eu queria lhe encarnar mesmo aquilo, né? E aí, nossa, dava uma vergonha, né? Daí de subir lá no palco e daí perante a classe inteira e nessa idade a gente morre de vergonha mesmo, né, dos colegas, tal, mas enfrentava, né? Aí então a sua turma acabou indo pro palco, não foi nem na sala. Não foi na sala, não.
Devia ter alguma atividades na sala também, só que eu tô comentando agora de uma que me marca do que foi no teatro. A gente a gente se apresentou lá no teatro. Não lembro agora se foi a G que escolheu isso ou se o senhor realmente Tinha colocado ou eu acho que até não, viu? Acho que até era da da do nosso grupo de querer, né, de marcar, de lá, de pedir para usar o teatro, tinha que agendar tudo com, né, com programação. Então, isso como a Lilian tava falando, tudo isso a desenvoltura que a gente
ganha com esse tipo de atitude, né, porque de de entender que como que tem que se programar para aquilo, ir conversar, pedir para usar. Ah, mas não é assim, é por escrito. Então, pede Autorização, vai verificar se foi autorizado, agenda, verifica se está em ordem. Então, tudo isso daí é um é um processo que a gente olha quanto que a gente trouxe paraa nossa vida, né, adulta, que a gente aprendeu lá e que realmente daí você vai ganhando já essa, né, esse desenvolvimento assim de realmente já ir conseguindo conduzir as coisas agora na vida adulta,
né? Isso, isso é assim, esse tipo de atividade que nós tivemos é assim de uma riqueza pra Gente para ir compondo mesmo, né, como ser humano, desenvoltura, independência. Muito, muito importante. Mas é fácil falar agora, né, Dani? Porque a gente suou, a gente suou, a gente suavito. Não sabíamos que ia ser tão bom assim depois. É, é, hoje a gente vêu isso sem dúvida, né? E a gente inclusive quer que isso continue desta forma. pras escolas, enfim, porque isso muito bem pra gente, mas era muito sofrido, Professor, porque a gente tremia, a gente suava aquele
frio na barriga, né? Vinha alguém e falava: "Não, tá bom, já falamos que tem quear me ajuda. Entonação está errada, não está dando o sentimento desta poesia". Então, assim, a gente era muito crítico com a gente mesmo. Acho que é isso também, né? A gente era muito rígido com a gente mesmo, sabe? Parecia que tinha que ser aquela excelência. É. E a Lilian particularmente, eu não é do Meu perfil, mas a Lilian é perfeccionista. Então, ó, tanto que agora até para lembrar, ó, ela lembra disso que você com ela meu, porque ela é, então realmente
queria fazer de novo, fazer de novo. Agora dá para ouvir, vai lá no fundo, tá dando para ouvir aí. Então, realmente nesse sentido de verificar se tá tudo funcionando mesmo, né? Que mais se lembra desse momento, Lilian? Eu lembro que eu tinha que realmente falar Com as pessoas para entenderem que não tava bom e que precisava vir até o final da sala, igual ela comentou, precisava aumentar o tom de voz e quando era comigo eles faziam igual ou pior, entendeu? Porque aí parecia que assim, se é para se é para ser bom com a gente,
tem que ser bom com você também. Excelente. Então, eu lembrava que assim era muito difícil mesmo gravar aquele poema inteiro para poder est falando. Era mesmo disso. Eu lembro disso. E Sempre tinha al, eu tô lembrando uma coisa, desculpa cortar, sempre tinha algumas palavras que eram às vezes difíceis, né? Ou pelo menos às vezes difícil pra gente, então não me lembro agora qual é, mas eu lembro dessa coisa do enroscar sempre no mesmo pedaço da coisa tá declamando, né? Sempre ali enroscava sempre naquela palavra. tinha que treinar. E assim, eu lembro também do quanto era
bom quando a gente conseguia. Então essa sensação eu também Lembro do mesmo tempo que eu lembro do quanto era sofrido e pesado e difícil, porque a gente queria uma excelência também era bom quando aquela pessoa que estava na frente conseguia. Então assim, eu lembro dessa vibração, dessa coisa boa. Isso também tenho comigo. Não sei se tá assim exatamente os momentos, não me lembro exatamente, mas vem isso agora que essa sensação de que sim apresentou, conquistou. A gente nem eu não lembro de notas e tudo isso também, se tinha ve, 10. A gente nunca foi nota
10, né, Dani? Acho que não era oito, no Mas também não é esse o ponto. Mas assim, eh, o fato é que a gente se debruçava, a gente buscava e isso, isso foi carregado com a gente pra vida, isso é maravilhoso. Isso. Na sétima, depois na oitava também teve semelhante ou não teve? Teve um pouco menos porque já era formatura, né? É, foi ano de formatura. Vocês tiveram aula com sétima, oitava. Então eu acho, eu, Professor, eu não tenho certeza, mas eu eu acho que na oitava não foi com o professor Roberto. É, foi com
com a professora Não, ela ela foi no magistério. É, ela foi mesmo magistério. Eh, eu não eu não tenho certeza, mas assim, a sétima série, eu tenho certeza absoluta, me marcou muito e que eu lembro que eu entrei na sexta, que não era com o senhor e depois na na sétima, com certeza e na oitava eu não lembro com certeza. Não, nós tivemos uns 4 anos com a dona Maé, certo? Porque eu lembro que eu dei aula depois pro magistério, mas não necessal não, né? Desculpa. É no magistério. É porque nosso é magistério no lugar
do colegial. Eu era, na verdade a gente fala colegial para tudo. É, é. É lá sei que não, que foi aos qu anos com a mesma professora. É, sim. Certo? Cama, masé, vocês não chegaram a ter atividade com poema, essas coisas não que ela normalmente dava também, mas acho que Vai ver para ser que dê. Tivemos alguma coisa que não marcou tanto porque eu não lembro tanto. Então, talvez alguma coisas relacionadas a psica, muita gramática, né? Porque acho que porque a gente tava fazendo era bem voltado mesmo assim ali para ensinar, né? Tinha muita gramática.
Essas atividades mais literárias assim, eu não. E como que vocês chegaram no festival daí? Então vocês estavam em que série? Quando estava no primeiro magistério primeiro Ano do colegial, né? Prim. Como que foi essa situação aí? Então pintou de que maneira? Então eu eu lembro assim, vamos você também vai falando, L falando juntas. Eu lembro que a nós tínhamos a a uma professora, eh, dona Rosa e e ela tinha com ela a adaptação dessa peça que era um musical, o Mágico de OS. Para mim assim brilhou o olho quando eu ouvi o nome, porque eu
assisti a o Mágico de Os na minha infância inteira, porque minha mãe amava, né? Minha mãe já com a História da música dos e ela contava contava, né, de quem era atriz, porque a minha mãe sabia o nome de tudo quanto era atriz, ator, tudo. Então era muito forte já para mim a história do mágico deosa. Eu sabia decor salteado antes da da desse contato, né? E aí tinha eh uma adaptação que era passado no interior de Minas Gerais, aquela coisa toda que a o Mágico deosa, ela eles é numa fazenda, uma coisa mais rural
e ali foi pego essa adaptação assim e eu não sei como, isso Eu não me lembro, ela tava conversando, começou com a gente, comigo e com a Lilian ali. E eu acho que a Lilian que tomou mais o peito de querer falar, não vamos montar, a gente a gente monta essa peça e o que mais você lembra? Não, e monta essa peça e não tinha nada, né? Tinham duas pessoas e a professora idealizando, né? Sim, exatamente. Lê daí e e era já o tempo certinho, adaptado, longa, longa e toda cantada. Sim, nós vamos cantar, nunca
Ninguém cantou. Ex. Então, precisamos de pessoas, precisamos aprender a cantar, precisamos de alguém para tocar, precisávamos decorar tudo e que mais pessoas engajassem nessa história, né? Esse é exatamente que acho que acho que a gente teve que vender um produto ali, né? Porque como que ia fazer para quem quem? Porque assim era uma coisa assim, nós não tínhamos nunca feito nada parecido, né? É mais um aprendizado. A gente teve que lá a gente já aprendeu a Vender as coisas. vender porque não vamos montar vendendo e começava e começou já a chamar, vamos montar tal e
daí assim eu acho que assim um dos primeiros que isso eu lembro bem, um das primeiras personagens que que a gente já foi assim foi da bruxa má que a gente acho que a gente ah tinha uma amiga na nossa classe, Cláudia, que a gente começou a estreitar mais amizade ali a partir do primeiro magistério. Sim. É porque ela não era da nossa classe Antes. Ela já tava no Getúlio, mas não era da mesma classe. A Cláudia Uliana. Cláudia Juliana. E ali acho que lendo e eu só sei que acho que a Cláudia deu uma
risada, que ela dava uma risada de bruxa perfeita, perfeita, não tinha como ser outra pessoa no mundo. A risada dela era perfeita. E ela já fez, nossa, hora que ela deu aquela risada, você tem que ser a bruja. Isso daí foi ali, né? E ali o resto do personagens a gente foi a gente foi procurando quem que aceitava e tinha Que quem queria ser. É, só que assim, na no início, no início, na minha mente, pelo menos, era uma coisinha assim, um tipo um trabalho de escola, assim, não imaginava que o festival, porque eu não
não conhecia ainda assim, eu não tinha ido em anos anteriores, no festival de teatro do Getúlio Vargas, eu não sabia o nível que era tão alto. Era um nível muito alto, muito alto. Tanto que assim, eu não sei como, agora a Gente vai contar um pouquinho o decorrer e até agora eu não sei como a gente acabou indo pra final, né? E a peça inclusive deu era assim, era muito profissional. Vocês concorreram para ver se de noiva no final. É. E aquela peça era muito profissional. Lembra que quando a gente primeira apresentação que eu nós
olhamos aquilo, o que que é isso? Vai fazer com isso, meu Deus. Então assim, era a sabe assim, a gente não, eu a gente não não esperava que era num Nível desse, né? Exato. E ali a gente começou. É porque nesse ano teve uma Jóos, né? Depois teve a inclusive a adaptação de Eliseu Miranda, essa daí que vocês apresentaram aí passa para o mundo que era com Mário Mário Mascaranhas, né? a escola de máscaras que é o Marcelo Elisete de Novo Nelson Rodrigo José Henrique de Paula e Lua de Mel na Transilvânia que também era
da autoria da Rosa Rosa Badini, tá? Depois teve uma apresentação sem concorrer que Foi lembranças, que é um texto do Carlos Durão de Andrade, uma montagem e é isso daí que foi do ano. Então vocês estavam realmente num ano forte, forte, ou seja, o forte e tinham várias opções e e assim as meninas do magistério, eu acho que o magistério que eu me lembre, parece que nunca tinha participado, não me lembro. Eu acho que teve alguma coisa assim, porque assim, o pessoal da manhã, né, L do colegial era muito forte, né, ali em comparação com
as meninas do magistério. Então, assim, o magistério era composto só de meninas e e aí houve esse desafio, né, de montar essa peça. E aí a gente começou na busca e tanto tanto era difícil, a gente tinha que convencer que teve alguns personagens que uma uma um aluno fez duas pontinhas, a Lilian mesmo, né? Ela fazia um personagem que era principal do Espantálio. E ela também fez antes do Espantálio entrar em cena o tio Henrique. Sim. Então a gente tinha que, né, fazer uma dobradinha aí Porque não tinham tantas pessoas para participar. Fora os desafios
de eh como montar tudo isso, o painel, aquele aqueles aqueles milhares de papel crepom que a gente arrumava em todos os lugares pedindo pedindo. Professora, é uma coisa muito cara de pau. Falei: "Aí você vai falar: "Mas é que é porque assim eu até ia junto, mas ela era sempre a primeira porque dava um pouco de vergonha porque era assim, não, ela chegava, a gente tinha saía de uma papelaria, entrava na Outra, ia pro centro da cidade. Vamos ver o que que a gente arruma hoje. Chegava uma hora apresentação, nós, né, somos alunas do da
escola, né, Dr. Getúlio Vargas, estamos participando festival, contava todo ali o que que era tudo e então poderia nos patrocinar com material pro pra gente montar o cenário, não, mas com que não com qualquer coisa, o que for possível. não desistia. Muitas vezes você encontra ali o funcionário, não tem autonomia, não, mas poderia Falar com seu gerente, então então a gente pode avisar daí a gente volta amanhã para ver como é que conseguia na hora voltava. Aí às vezes vinha um tubinho de cola, às vezes é o um ou dois, né, cor de papel crepom.
E a gente foi pegando, a gente foi pegando, a gente ia juntando tudo que vinha de material e eu não lembro mais como a gente conseguia. Não sei se fazia a rifa. Essa aqui era rainha de inventar as coas para fazer. É, rifa bolo. Foi Fazendo para poder fazer. E a gente acho que teve que juntar um dinheiro que eu também não lembro como que a gente chegava nisso, porque esse nós tinhamos que encomendar, nós tinham que pagar obviamente um fundo, um painel do que era pintado o o teat o castelo. Castelo, o castelo de
Os que era de todo verde, né, que era da cidade das esmeraldas. Sim. E esse aí a gente teve que arrumar o dinheiro e foi mandado pintar. Hum. Porque esse precisava ser. É, esse a gente não conseguiu fazer. A árvore a gente montou juntas, né? Todo mundo montou. Aquela árvore que tinha no cenário. Árvore de catolina, papelão. Daí tinha era, mas eu não lembro como que a gente conseguiu. Eu tô lembrando agora. A gente vai, olha que interessante, né? A cabeça da gente vai tentando remeter. Veja se você lembra disso. No palco foi feito tudo,
um monte de flor de dobradura, né? que a gente sabia fazer as meninas do magistério, só Que daí a gente colocava, entrou acho que até outras classes de magistério para ajudar. A gente a gente espalhava aqueles papéis, né? E todo mundo, todo mundo ajudava a fazer na hora do intervalo, ia juntando, ia juntando. E daí a gente conseguiu no dia ir formando esse cenário. É, entrou na dança. Você conseguiu, quer dizer, foi comunitário, né? Os alunos sobem ao palco, ao palco começa o festival de teatro de Túlio Vargas no Jornal Cruzeiro do Sul. E a
Vocês é que estão aí, ó, na propaganda toda, na ah saiu divulgação, saiu no jornal, né? É, tem várias coisas aí, né? Lembra daí, tipo, quando saiu, é, meu Deus. Então, eh, esses momentos os os jornais noticiam bastante, né? Não era só o o Cruzeiro de Sul, tinha o Diário. Eh, havia bastante divulgação e vocês conseguiam não só eh a colaboração de de dos colegas, mas também sair atrás da divulgação e conseguir dinheiro. Dinheiro ou coisas, né? Incrível. Vocês fazem isso sozinhos. Quantos anos vocês tinham? A gente tinha 15 anos. 15 anos. Eu não lembro.
Eu não lembro. Saiam pela cidade sozinhas. Sim. Iam nas empresas, nas lojas e pediam colaboração e conseguiam. Eram outros interessante. É. Mas assim, eu eu acho que até pra época eh eu era a gente era um pouco precoce nesse tipo de coisa, porque ó, quando a gente tava, eu não lembro agora se foi na sexta ou na sétima série. Você lembra Disso, L? a que é a professora de educação física. Eh, a gente fez uma apresentação que era da festa das nações. Dagmar. Ah, não era quem quem você tá falando, você tá falando. Eu tô
tentando lembrar qual que era o nome da nossa professora de educação física. Acho que então Marlene. Marlene. A Marlene é ela mesma. Vê se você lembra disso. Legal. Eh, teve uma, era festa das nações e nós íamos dançar alguma coisa lá do Nordeste. Você lembra disso? Nome do que a gente dançar alguma coisa que precisava do balaio. Lembra balaio eu lembro do balaio da música que a gente tô lembrando até da coreografia. É balaio bem balaio assim a balaio do coração e aí tinha que decidir a roupa e era assim as professoras a gente então
a gente tinha 12 anos nessa ocasião, isso eu lembro. E e e daí eu lembro que a gente pegou, foi pro centro da cidade, nós duas sozinhas, a gente escolheu os Tecidos, pegou as amostras, levou tudo pra professora com o desenhinho qual que ela achava que era bom. Eu lembro para ajudar, a gente gostava. E eu lembro que ela falava assim, mas eu lembro tanto dela elogiar, ela falava: "Nossa, é isso mesmo". Daí acho que lembra disso daí da costureira que daí a gente marcou para todo mundo o endereço para ir lá para fazer. Então
eu tinha essa coisa e a gente achou o balaio porque daí tinha que costurar, tinha que encher o balaiho Lá tudo amarradinho para não cair na hora da dança. As coisinhas que iam no balaio era coisinha de costura, eu não lembro. E a gente era nova, então eu fico pensando isso. A gente vê as meninas hoje de 12, você não vê com essa essa assim independência. É, então tinha já tinha, ó, vão puxando, né? Então, a gente já tinha alguma coisa anterior de de ir atrás, de pedir, de resolver, daí mostrar, tá bom, esse não,
essa cor não, volta lá, vê que ó o outro tecido. Então A gente a gente morava perto do centro, ia us a pé. É. E aí a gente fazia essas coisas. Então essa coisa de ir atrás, volta, ver se tá bom, já tava ali, né? Já vinha vindo, não era a primeira vez, né? Primeira vez, já tinha. E a apresentação no festival, que que vocês lembram daquele momento da apresentação? Ai que fo. O o maior problema para mim pelo menos era o era o cantar. Era muito difícil, não era uma coisinha assim, né? Era difícil
assim. Primeira, a primeira Música que eu tinha que cantar, é, era uma música difícil, não era facinho. Eu tinha que cantar aqui sozinha, depois as outras ia meio junto, né? Sim. Mas você iniciava era primeira música. Então esse é inesquecível para mim, porque era um medo tão grande de passar vergonha, porque eu não canto. Então como que eu ia cantar aquela música? E e por incrível que pareça, eu acho que assim a a primeira apresentação, aquela que realmente tava valendo a a a assim que a Gente para para poder ver se quem ia pr pra
final ou não, não lembro a ordem que a nossa não sei se nós fomos a primeira peça a apresentar. Isso eu não me lembro agora. A primeira peça, vocês abriram o festival. Isso. Então, exatamente. Então, olha, eu digo porque o próprio jornal, eu acho até se até que foi assim, graças a Deus que então nosso foi a primeira, porque acho que se a gente já tivesse visto o vídeo, acho que eu ia, eu não sei se eu ia conseguir, mas Eu lembro porque era assim muito lotado. Quando a gente olhava pela cortina, não tinha nenhum,
era grande o teatro da escola. Era muita, muita gente assistindo. Meu Deus, que vergonha. E se não sair, se eu não conseguir cantar? E se desafinar tudo? Porque esse era o pior? Porque acho que eu não tinha tanto medo de de esquecer fala, porque a gente ensaiou tanto, era acho que aquilo vinha já automático, mas o cantar, ela não, eu vou te interromper. Ela não tinha medo De esquecer fala, mas nos ensaios ela esquecia as falas e até hoje a gente tira sala dela. Isso agora eu vou falar, tá? Ela eu tinha medo de esquecer.
Ela esquecia toda vez o ensaio, não tinha uma. Tanto é que o o Érico, né, até hoje, né, nosso amigo, ele tira muito sarro dela e fala, né, au. Ah, tá. Mas esse não foi, esse foi depois. Ah, não, mas pois é, mas esquecia. Esquecia. Então assim, mas esquecia no ensaio. No ensaio não tinha problema, né? Então, Mas aí é até vou fazer um parêntese para contar isso que é muito legal. Ah, mas isso foi depois do teatro, né? Eh, teve gincana no Getúlio, eh, que era muito legal, era uma gincana assim muito, mas muito
legal mesmo. E nós formamos um grupo que tinha algumas meninas do do dali do magistério e e vários outros que estudaram com a gente daí no primeiro grau que estavam de manhã. Sim. Então era um grupão grande e esse grupo é legal porque nós permanecemos amigos até Hoje. A gente se encontra todo ano, faz churrasco ou ainda às vezes em outros encontros, nós temos um grupo de WhatsApp onde a gente fala todo dia e da encrenca e não dá encrenca, é um pouco de tudo, mas continuando de amigos. E daí numa uma das gincanas tinha
que pegar e recitar uma poesia vestido de cachorrinho, né? Eu era o personagem lá. Eu não sei o que que é. Eu sei que puseram uma roupa de cachorrinho e fui eu. Mas a gincana era Assim, você abria o a as tarefas e tal hora tem que tá lá. Então, tipo, abria de manhã, sei lá, dali 1 hora, duas horas tinha que subir. Uma loucura. E eu fiquei ali tentando decorar, decorar. Eu não sei porque que fui eu escolhida para isso, porque eu sempre fui esquecida, sempre foi complicado esse negócio de memória. E aí eu
subi e aí eu não decorei no suficiente e aí eu começava e daí eu lembro que tinha um auau, né? E acho que eu parava no auau e falava Assim: "Posso começar de novo?" Só que tem isso já comecei a chorar lá porque imagina, né? Todo mundo tirando sala e e valia ponto. Valia pontia ponto. Você não perdia. E daí eu falava assim: "Posso começar de novo?" Então isso eu lembro bem que eu falava daí, mas eu conclusão e daí eu saí de lá chorando aos prantos, porque daí a equipe ia ser prejudicada, por causa
de mim que não consegui, né, falar. E eu lembro que vocês falavam assim para mim, mas deu, Você não foi parando atropelada, pedia para começar não, mas acho que eu consegui falar porque eu lembro que falou que valeu, valeu, valeu e eu chorava, chorava, né? Mas nossa equipe ganhou dois anos consecutivos que nós nós ganhamos. Chamava The Winners e somos amigos até hoje. Esse foi um outro par que aconteceu no Getúlio assim inesquecível na nossa vida, né? Muito legal. Quer dizer, tinha as gincanas, tinha festa das nações, tinha banda, né? Porque tinha tinha coral tinha
o teatro festival. Os desfiles da escola. O desfile da escola. Podemos era um um pique enorme, né? E vocês faziam tudo e com maior prazer. Sempre sorridente. Alegre incrível. Nem sempre dentes. Às vezes a gente tinha que fechar, brigava. É, mas assim, a gente sempre com mil coisas para fazer ao mesmo tempo, não tinha essa de ficar ansioso, né? Nossa, muita coisa. Tinha, não tinha. Era Impressionante. Sempre com muita ocupação. E quando ficava mais fraquinho, a gente achava o que fazer também, né? A gente já encontrava alguma coisa para fazer. Isso que é interessante, sem
dúvida. Ah, então outra outro detalhe que eu tô lembrando também que é legal da gente lembrar para falar. Aliás, eu acho que nós nem citamos o nosso personagem, né, na a gente é, acho que a gente vai Atropelando um pouco, né, de outras coisas. É, então eu fui a Dorot e a Lilian foi o Espantalho, acho que eu falei, né, e o tio Henrique, dois personagens. E e aí, né, todos os outros estão e aí o que eu o que eu queria contar é que o era musical e o instrumento, a gente cantava então ali
e daí tinha só um instrumento acompanhando um piano que lá no teatro tínhamos, né, um piano de cal Steiner, é que tá no teatro municipal Hoje. Ah, é lá. É, foi embora pro teatro municipal. Ah, a qualidade dele, né? Hoje tem um outro lá, mas mais simples. Sim. É, era um pelo muito lindo. E e aí nós e aí a gente fala precisava arrumar, né, quem ia tocar, mas nós não tínhamos assim eh partitura, aquela música com partura que, né, para entregar para alguém. E aí surgiu o Altamiro, Altamiro Dorta Bernardes, né? E aí ele
falaram pra gente, tem um menino na classe lá da manhã, não lembro que séria que ele era, Que ele toca, toca. É. E a gente foi atrás do Altamiro, viu? Mas acho que ele ficou até assim, né? Na na a gente estudava à noite, aí nós somos de manhã, que não era nosso horário para procurar por alguém que a gente não conhecia, mas tinha referência dele. É. E aí eu lembro que a gente foi pedir, eu acho que ele ele era modesto, né? Não, mas acho que não sei aquela coisa toda, né? Onde que tem
a partitura, porque acho que ele perguntou, né? Não, não tem nada. Eu só Sei que a gente foi lá pro teatro onde tava o piano e aí eu nós começamos a cantar as músicas foi que a gente sabia todas já, né? Já tava ensaiando. E aí ele foi tirando, foi tirando de ouvido, foi fazendo o arranjo e então ele era o Então tínhamos um pianista também na peça, né? Que incrível, né? Que de início foi a Rosa, né? Que ela propôs, ela tocava, mas bem no início, bem no início quando a gente começou aí, né?
precisava, né? E tá todo mundo colocando O que que cada um ia fazer. Então ficou para porque assim, a gente ensaiava muito, professor. Era assim direto, direto, direto, direto. A gente não saía mais da escola, porque daí a gente pegou aquilo para fazer e aí como como diz ela, né? queria excelência naquilo e a gente foi se doando em cima daquilo porque era atrás disso, era atrás daquilo, as roupas de todo mundo. Teve coisa que a gente foi, a roupa do do homem de lata a gente foi fazendo lá, Né? Eu não lembro quem que
arrumou isso e daí ia pegava aquela acho que tinta spray prata e ia ficando, mas ia passando várias mãos assim para ela ficar dura, né? E o E daí quem quer atrás do funil e coloque no dia da preparação, colocar ela inteirinha, inteirinha de acho que era purpurina, né? É nas mãos, em todo em tudo que aparece tudo de lado. E a gente e assim era uma coisa, embora embora extremamente amador dentro da nossa Possibilidade, da nossa imaginação, porque era a gente tinha que tentar imaginar o que que dá pra gente fazer para, né? E
era assim, ficou muito bom dentro de toda aquela simplicidade. Nossa, vocês tinham assistido alguma peça teatral antes no Getúlio? Não, não, não. Mesmo fora. Você lembra de você já tinham visto o teatro? Assim, ir ao teatro mesmo. Acho que eu me lembro de alguma coisa. Devo ter ido, mas nada assim que não muita coisa não, porque Não tinha muito aqui, né? Não. E e nós éramos ainda assim, tava entrando na adolescência, né? Foi no ano que a gente entrou com 14 anos mesmo para e fizemos 15 no decorrer do ano. Então, a maioria às vezes
de peças eram uma dúvida. Nem naquela época não era assim, né? Tinha que ter a ter 18 para entrar e não sei se tinha muitas peças que vem para Sorocaba, então não me lembro. Não lembro disso. E o final da apresentação, você chegam a lembrar aquele dia que Terminou? E a sensação? Quem tem pr pra gente? pouco se lembrar. Bom, eu lembro da gente gritando muito lá atrás, né? Mesmo tendo a corteia ainda lá, tipo assim, conseguimos apresentar, deu certo, né? Tipo, chegamos até o final, fechou, né? quando fechou aquela cortina assim, uma vibração, uma
comemoração, aquele monte de abraço, aquele monte de nossa de assim, parecia que tinha tirado um peso enorme da gente e que a gente tinha Conquistado muito muito veio muito elogio quando veio, vieram as premiações, lembra depois, né, quando vieram as premiações, eu até tenho, né, eu não tinha no na lista, né, foi atriz de revelação lá que não tinha isso e e teve, lembra disso? Porque é verdade. Depois no final eu tinha esquecido. Eh, nós ficamos para final. É. Aí nesse dia que daí eles vão falar quem qual foi a peça vencedora, né? Quem ficou
em primeiro lugar. E daí Tinham alguns prêmios. Isso. E aí tinha acho que melhor atriz, melhor ator ou melhor figurino, melhor sonoplast iluminação, tinha tinha para tudo isso. E eu não me lembro agora quem foi a melhor atriz, não lembro se foi do vestido de noiva, eu não lembro. Eu só sei que acho que ficou tão empatado, tão empatado, que daí com a Lilian que daí eles criaram e um que não tinha, não tinha e foi feito essa esse título para poder premiá-la, que foi a atriz Revelação, porque eu acho que ela ficou empatada escola,
foi porque acho que se não me engano foi a Mônica. E aí eu acho que foi vestido de noiva do vestido de noiva. É, eu acho que sim, né? Foi maravilhoso, né? Só que eu acho que assim, não sei se em pontuação eu não lembro porque na verdade é no Esperando Godô que foi a Mônica, mas esse nesse no seguinte, nesse ano mesmo não lembro exatamente quem foi. Não, mas acho que não foi do nosso não, de da Não, você foi a revelação e era uma eu lembro disso que era um prêmio que não existia
e foi criado para poder premiá-la. É, eu não lembro certinho. Foi que foi realmente muito bom, muito bom. O papel que a Lilian fez foi muito bom. Ninguém queria, ninguém queria seu espantalho, professor. Ninguém queria seu espantalho, né? Eu acho que eu nem queria e também o fato da Lil bem ruim. Ficou espantalho muito bonito. E ficou espantalho muito bonito de contas, né? Lá aquele espantalho ali bem Eu lembro lembra que você feito tudo papelote para ficar crescido? Eu peguei papel crepom literalmente, coloquei no cabelo para ficar todo crespo, todo armado, para ficar com cara
bem mais ainda, né? Porque e assim, nossa, foi muito bom, muito bom. É ser representar o espant. Agora parando antes que a gente termine, porque aqui a gente pode ficar horas ainda conversando. Mas antes de nós terminarmos agora para e pensa um Pouquinho qual a importância disso tudo para vocês, dessas atividades aí que aconteceram lá dentro. Qual a importância disso hoje? Parando de pensando. Eu eu digo que é é pra vida, sem dúvida. Eu, é, é uma pena que hoje as escolas pouco valorizem isso, deixem até como uma opção no turno da tarde ou da
manhã, enfim, o turno oposto da que a a criança ou adolescente estuda. Eh, porque isso, como nós falamos no início, Traz uma relação pra vida direta. Então essa desenvoltura que a gente descobriu agora na nossa conversa, que a gente aprendeu a vender lá com 14, 15 anos, justamente vender o que a gente estava fazendo para conseguir algo de apoio. Então foi lá com muito pouca idade, eh, desafio desses conflitos. Então, hoje, quando a gente fala nas empresas, aonde a gente trabalha, o que quer que a gente faça hoje, tem o tempo todo o eh a
gente chama de conversas cruciais, né, se a Gente for falar bonito. Eh, e a gente aprendeu isso lá, como que a gente lida com isso? Por que que adiantava a gente bater na mesa e gritar e pronto? No dia seguinte ia ter que estar tudo junto da algumas horas depois ia ter que estar junto de novo. A gente tava, estávamos todos por um único propósito. Então esse ensinamento foi carregado pra vida. Foi carregado pra vida. Indiscutível. A amizade que se cria quando todos têm um ponto em comum para Alcançar são laços para vida. A gente
tá aqui como prova viva disso. Ainda que a gente não tenha isso com todas as pessoas, são eh eh da mesma forma laços que a gente nunca mais esquece. Sim. E memórias. Memórias. A gente não vive do passado, a gente vive ao presente, mas essas memórias, olha, me arrepem falar, elas nos alimentam. Então, as memórias tão tão saudáveis como essas, eh, e tantas outras, mas memórias boas, valiosas, educativas, Construtivas, eh, elas nos alimentam, repetindo. E então assim, para mim, se eu pudesse voltar, eu faria tudo de novo. É, é, é isso aí. Eu acho que
assim, isso isso é legal. A gente, quando a gente fala assim, se eu puder voltar, eu faria tudo de novo, como eu eu concordo, eu faria também, aí você vê que quando a coisa realmente valeu a pena, né? Então, eh, eu acho que assim, essa coisa da memória que a gente carrega para sempre, Que nunca mais ninguém tira da gente, é tudo, né? Então, assim, valeu muito a pena. Eh, eu agradeço imensamente ao senhor, sabe, que proporcionou esse início. Foi muito, mas digo, na minha história, na nossa, por exemplo, esse início, por exemplo, do palco
que eu quando eu paro para lembrar, através das poesias que a gente vai declarar lá, foi esse início. Então, foi esse primeiro contato que eu acho que deu até abertura, talvez, não sei se a gente não Tivesse tido essa experiência anterior, essa abertura, se nós estaríamos tão dispostas a a encarar esse desafio por já ter pisado lá e sentido aquela emoção, frio na barriga, acho que é aquela coisa que dá vontade de de novo, não, eu consigo, eu posso, eu já consegui uma vez. Então isso foi um desafio que a gente venceu e entusiasmou para
passar por aquilo de novo. Agora assim, a importância disso na nossa vida realmente foi assim muito grande, né? E Reforçando isso que a Lían falou, eu também enxergo assim, eu acho que assim todo todo esse desafio que nós tivemos tão novinhas assim nessa idade ainda tão menina, nós éramos meninas mesmo, né? E a gente já colocava cara tapa, tal, fora essa coisa de aprender a conviver com os outros, porque a gente tinha que conseguir conviver, porque imagina a gente montar uma coisa onde cada uma queria dar uma opinião, cada uma queria que fosse de um
jeito, até a roupa Assim, a tal e a gente tinha que chegar num consenso. Isso é conviver em grupo, em comunidade. Então isso a gente traz pra vida mesmo da gente, né? que depois na fase adulta, no trabalho, na faculdade, até na vida familiar, a gente vai aprendendo que, né, tem que tem que entrar numa concordância, não é aquela coisa assim, né, só aquilo que eu quero, senão a gente não chega a lugar nenhum. Isso. Acho que a a parte do teatro foi muito enriquecedor para isso daí, pra Gente chegando a consensos, a lutar, alcançar
objetivo, eh ter uma coisa de acreditar em si mesmo, né, de falar: "Não, a gente vai conseguir pegar um desafio e até o fim, não desistir". Porque isso a gente tinha essa coisa. Porque, exatamente, porque aconteceram muitas coisas no meio do caminho que dava vontade de desistir. Dava muita vontade de desistir porque tinha sempre aquelas pessoas que a gente marcava, não aparecia. Daí a gente que tinha que Fazer o papel de várias, outros sabia a fala dos outros para poder fazer a vez no ensaio. Aí ficava com medo de será que depois vai conseguir chegar
e falar. Então tinham desafios que dava vontade de, ah, eu não vou fazer porcaria nenhuma, que depois vou passar vergonha lá no dia, mas e a coisa da e até o fim naquilo que se propõe? Isso é vá, isso a gente carrega pra vida da gente. É, então assim, é muito válido. Foram, foi assim, é coisas que a gente Carrega para sempre. E o e o mais legal de tudo, desse convite, aliás, né, nós agradecemos muito ao professor pelo convite, é poder tá relembrando esses momentos que estavam tão quietinhos lá atrás, né? Já esqueci de
dizer algumas coisas e só aí de ontem para hoje, né, que a gente começou a falar puxa vida, nós vamos lá amanhã e aí você lembra direito, você lembra das datas só da gente começar a conversar e não foi nem pelo telefone que não deu tempo, né? Mandava uma mensagem, parava, depois eu via que ela respondia. Quando eu vi mandava outra mensagem, só da gente pegar de ontem para hoje, começar a relembrar e ver que a hora que começou a puxar na memória, veio todas essas informações, já valeu tudo, né? De poder viver de novo.
São muitos os envolvidos, professor. O senhor mesmo disse agora são muitos os envolvidos. Mas o professor Roberto marcou a nossa história. Tenho que dizer isso. Inclusive, tem uma frase que eu falo para muitas pessoas hoje. Eu falo a vida toda e eu falo até hoje. Eu posso dizer, eu tava a semana retrasada no trabalho e uma pessoa não tem correlação com o nosso tema, mas tem correlação com o professor Roberto. É, eu tava triste, muito triste por alguma coisa e assim era aquelas coisinhas de adolescente e alguma desilusãozinha que era o senhor professor Lí, o
que está acontecendo? O senhor se aproximou e perguntou aí, tô Um pouco triste. Bom, se for algo relacionado ao coração, o senhor disse assim: "Lembre-se que a mulher ela não precisa ser entendida, ela precisa ser simplesmente amada. Essas foram as suas palavras. Então, quando eu vejo no trabalho ou na família ou nos colegas qualquer ciclo que eu vejo que tá algum desentendimento, eu pego e falo: "Pessoas pessoas minhas falas." O professor Roberto sempre me disse, eu vou repetir as palavras dele, uma mulher precisa ser amada. E não entendi. Não sei se o senhor se lembra
disso, mas isso ficou gravado comigo. Agora pode ficar aí que eu vou até aí no meio para falar, agradecer a vocês, mas também as pessoas que estão nos assistindo. Então eu só vou sentar aqui no meio um pouquinho para est mais perto de vocês, né? Sim. Uma honra. e dizer o seguinte, Eh, vocês que estão nos assistindo, né, primeiramente a nossa gratidão por estar conosco e a minha gratidão por essas duas preciosidades que estão aqui hoje me dando essa alegria, dizendo que a profissão da gente, a gente tem que abraçar com paixão, seja lá qual
for, mas sentir isso, paixão pela profissão. Então, eh, estas duas criaturas maravilhosas que vocês ouviram, os depoimentos tão gostosos, né, principalmente pela amizade que elas Têm, elas demonstram isso, paixão por aquilo que elas fazem. E ela acabou de dizer aqui agora, né, tudo vale a pena, né, se a alma é mais pequena. Então, é aquele poeminha do Fernando Pessoa, porque é alguém que eu fico citando a toda hora porque ele tem muito a ver conosco o tempo todo, né? os poemas, né, da sala de aula. Uhum. Então ele diz assim: "Eh, ó mar salgado, quanto
do teu salarmos, quantas mães choraram! Quantos filhos em vão rezaram para que fosses Nosso ao mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além do bojador tem que passar além da dor. Deus ao mar o infinito e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu. Que lindo. E aquele outro, né, para mostrar o valor que nós temos que dar focar alguma coisa que a gente quer na vida, que é o que vocês fizeram, né? Eh, que é assim, eh, para ser grande ser inteiro, nada
teu exagera ou Exclui. Ser todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim, em cada lago a lua toda brilha, porque a alta vive. Ambos de Fernando Pessoa, com certeza. Deus abençoe vocês. Muito obrigado, viu? Muito obrigada. Muito obrigada. Muito obrigada pelo convite e por essa oportunidade deliciosa. Muito, muito bom demais. E a vocês que nos acompanham, muito obrigado também pela presença e também obrigado pelo Vin Groy, que está aqui hoje nos auxiliando Na nossa gravação. Obrigada. Ciao. Co?