Uma menina de rua interrompeu o casamento do Milionário e gritou não case com ela ou você não sobreviverá logo em seguida o milionário ficou arrepiado ao descobrir do que sua esposa era capaz Mariana e João eram apaixonados daqueles casais que conversam com os olhos e ainda seguram as mãos quando caminham juntos eles tinham construído uma vida simples mas cheia de amor para luí a mãe era sua Heroína Mariana sempre tinha tempo para brincar para ouvir as histórias imaginárias da filha e para transformá-las em pequenas aventuras para João ela era o centro do universo a mulher
que organizava a casa cuidava da família e fazia com que tudo parecesse funcionar perfeitamente mesmo nos dias mais difíceis Mas de repente as coisas começaram a mudar Mariana começou a sentir-se cansada demais um cansaço que Não passava a princípio ela achou que era só o peso da rotina a correria de cuidar de uma casa e de uma criança mas conforme os dias passavam o cansaço virou algo mais sério ela começou a sentir dores constantes que iam e vinham sem motivo aparente João insistiu para que ela fosse ao médico e mesmo relutante ela concordou foi no
consultório que Mariana recebeu a notícia que mudaria sua vida ela tinha um câncer agressivo João Estava ao lado dela quando o médico explicou o diagnóstico era grave mas havia tratamento Mariana ouviu tudo com calma como sempre fazia mas por dentro estava apavorada ela pensava em luí em como a filha ainda era tão pequena em como não podia deixá-la crescer sem uma mãe pensava em João no quanto ele dependia dela para manter tudo em ordem Mariana decidiu que lutaria com todas as forças por eles o tratamento começou Rapidamente Mariana enfrentou sessões de quimioterapia que a deixavam
Exausta noite sem dormir por causa da dor e dias em que mal conseguia sair da cama mesmo assim ela tentava manter o sorriso Especialmente na frente de luí não queria que a filha visse o quanto ela estava sofrendo nos dias bons ela ainda brincava com a menina fazia desenhos e contava histórias nos dias ruins se limitava a segurar a mão de luí sussurrar palavras de carinho para João Foi devastador ver a mulher que Ele amava definhar diante dos seus olhos ele Tentava ser forte tentava cuidar de tudo mas no fundo sentia-se impotente João acompanhava Mariana
em cada consulta segurava o cabelo dela quando ela vomitava e ficava ao lado dela à noite mesmo quando ela não tinha forças para falar ele fazia o possível para manter a casa funcionando mas sem Mariana tudo pare um caos Luísa mesmo tão pequena sentia que algo estava errado ela Percebia como a mãe estava mais fraca como as risadas estavam ficando mais raras e como o pai estava cada vez mais sério ela perguntava constantemente se a mãe ia ficar bem e Mariana sempre respondia com a mesma frase eu vou melhorar meu amor só preciso descansar um
pouco mas conforme os meses passavam a saúde de Mariana continuava piorando e até Luísa começou a perceber que as coisas estavam saindo do controle o dia em que Mariana não conseguiu levantar da Cama foi o mais difícil João chamou o médico em casa que explicou que o câncer havia avançado muito e que não havia mais o que fazer além de mantê-la confortável a notícia foi como um golpe para João Mas ele tentou esconder o desespero de luí no entanto Mesmo Sem Entender exatamente o que estava acontecendo a menina sabia que algo terr estava prestes a
acontecer nos últimos dias de vida Mariana Parecia ter aceitado o que estava por vir ela passou Todo o tempo que podia ao lado da filha segurando sua mão acariciando seus cabelos e repetindo o quanto amava você sempre será minha menina disse ela uma noite enquanto luí chorava baixinho ao seu lado mesmo quando eu não estiver aqui estarei com você em cada flor em cada abraço do papai em cada sorriso que você der quando Mariana finalmente partiu a casa ficou mergulhada em um silêncio que parecia impossível de quebrar João destruído pela perda se Trancou no quarto
por horas enquanto Luísa ficava na sala abraçando o ursinho que a mãe havia dado para ela a menina não entendia porque a mãe tinha ido embora mas sentia uma dor profunda como se uma parte dela tivesse sido arrancada nos dias seguintes João tentou ser forte por Luísa mas era evidente que ele estava perdido ele não sabia como continuar sem Mariana como ser pai e mãe ao mesmo tempo a tristeza dele era tão grande que muitas Vezes esquecia de que luí também estava sofrendo a menina por sua vez não sabia como pedir ajuda ela se sentia
sozinha abandonada em uma casa que agora parecia grande demais e vazia demais o Jardim que Mariana amava tanto logo ficou descuidado as flores murcharam e as cores vibrantes desapareceram assim como o riso que antes preenchia aquele lugar o balanço na árvore onde mãe e filha costumavam brincar agora estava parado balançando suavemente com o vento para Luí o mundo parecia cinza sem vida e a única coisa que ela queria era que a mãe voltasse para casa mas Mariana não voltaria e para luí e João a vida nunca mais seria a mesma depois de um ano de
silêncio pesado e tristeza Funda João pai de luí começou a dar sinais de que queria algo mais leve em sua vida algo que pudesse trazer um pouco de cor de volta aos dias sombrios em uma tarde qualquer ele surgiu com uma expressão diferente quase animada enquanto Preparava o jantar na pequena cozinha ele cantarolava baixinho uma música coisa que luí já nem se lembrava de ouvir vinda dele ela notou Mas continuou mexendo com o garfo na comida meio distraída no meio da aquele silêncio que Durava meses João soltou uma novidade luí eu conheci alguém ele sorriu
de leve como se estivesse esperando uma reação da filha algo que mostrasse entusiasmo mas luí só o olhou sem entender ele continuou com um brilho nos olhos o nome Dela é Renata Ela é legal você vai ver acho que você vai gostar dela Luísa com apenas 7 anos não sabia bem o que se sentir parte dela estava Confusa a imagem da mãe era algo que ela guardava com tanto cuidado e carinho que a ideia de outra mulher entrando na vida deles parecia um pouco errada um pouco errada demais ela não sabia como explicar aquilo mas
era algo como medo misturado com tristeza e talvez até um pouco de raiva no entanto ela não falou nada Apenas baixou a cabeça e continuou comendo em silêncio alguns dias depois Renato apareceu pela primeira vez na casa Luísa curiosa e um pouco recios observou a mulher ao lado do pai de longe Renata tinha um sorriso largo cabelos bem cuidados e usava roupas que pareciam feitas para chamar atenção mesmo que fossem discretas ela era bonita e a cada palavra que dizia parecia saber exatamente o que falar para conquistar a simpatia de João ele Estava visivelmente Encantado
rindo das histórias que ela contava prestando atenção em cada palavra quando finalmente se aproximou de luí Renata abaixou-se ficando na altura da menina e estendeu a mão Oi Luísa já ouvi tanto sobre você seu pai me falou que você adora desenhar É verdade ela sorria mas Luísa não conseguia ver muito além do Sorriso havia algo ali que a fazia recuar um pouco como se o brilho nos olhos de Renata fosse apenas de fachada Mesmo assim sim luí apertou a mão dela sentindo-se um pouco desconfortável mas também querendo agradar ao Pai João ao lado parecia aliviado
por ver as duas Se cumprimentando como se estivesse torcendo para que tudo desse certo desde aquele dia Renata começou a aparecer mais vezes toda semana ela trazia uma sobremesa diferente tentava ensinar luí a cozinhar e até ajudava com a lição de casa João estava feliz e por isso mesmo sentindo que algo não estava certo Luísa Tentou não se opor ela sorria de leve quando Renata fazia piadas e se esforçava para parecer simpática talvez pensava Luísa estivesse apenas com ciúmes ou imaginando coisas em pouco tempo Renata passou a fazer parte do cotidiano da casa ela chegava
cedo saía tarde e cada vez mais ocupava o espaço que antes era apenas da mãe de luí aos poucos ela começou a sugerir mudanças dizendo que o sofá poderia ser trocado que as cortinas estavam velhas e Que uma nova cor para as paredes seria ótima João por sua vez gostava da ideia de renovar a casa e parecia concordar com todas as sugestões de Renata deixando a cada vez mais à vontade para transformar o ambiente o tempo foi passando e o relacionamento entre João e Renata se tornava cada vez mais forte um dia ele chamou luí
para conversar e com uma mistura de ansiedade e nervosismo contou que ele e Renata iriam se casar Ela vai se tornar parte da nossa família Luísa ele disse tentando sorrir ela vai cuidar de nós trazer alegria para nossa casa luí ouviu mas algo dentro dela gritava que aquilo era um erro era como se um alarme soasse em sua cabeça mas ela não tinha coragem de dizer nada de decepcionar o pai que parecia finalmente estar feliz o dia do casamento de João e Renata chegou rápido João estava empolgado animado Como não se via desde a morte
da esposa enquanto luí com apenas 7 anos observava tudo meio Confusa e um pouco assustada ela entendia que o pai estava feliz mas não conseguia sentir o mesmo em seu coração algo ainda parecia fora do lugar o casamento foi simples sem festa grande como João e Renata tinham combinado não havia vestido longo nem decoração luxuosa era apenas uma ida ao cartório com alguns amigos próximos e familiares Renata usava um vestido discreto mas elegante e João vestia um terno que há tempos estava guardado no Fundo do armário Luísa estava ao lado do pai vestida com um
vestido que Renata tinha escolhido para ela embora a menina tivesse preferido usar uma roupa diferente algo que ela mesma escolhesse ao longo da cerimônia Renata mantinha aquele sorriso impecável o mesmo que ela exibia desde que apareceu na vida de João ela segurava a mão dele olhava em seus olhos e sussurrava promessas de amor eterno João estava Encantado perdido naquele olhar Como se o mundo ao redor desaparecesse ele se sentia renovado como se tivesse finalmente encontrado uma nova chance de ser feliz para ele Renata era tudo que ele precisava para preencher o vazio que a esposa
tinha deixado enquanto João e Renata trocavam os votos Luísa os observava em silêncio no fundo a menina tentava entender o que exatamente significava aquela cerimônia em sua cabeça era como se o pai estivesse substituindo a mãe e isso Causava um aperto em seu peito que ela não sabia explicar por mais que não quisesse pensar assim sentia como se a mãe estivesse sendo de algum jeito esquecida era como se Renata estivesse ocupando um espaço que não era dela depois depis do cartório todos seguiram para um restaurante simples era uma reunião pequena só com os amigos mais
próximos e alguns parentes mas João e Renata pareciam radiantes e João tentava mostrar para luí que aquela era uma nova Fase uma fase boa para todos durante o jantar João brindou a nova vida ao lado de Renata e disse que estava muito feliz por ela fazer parte da família agora ele segurou a mão de Renata e fez um carinho nos cabelos de luí tentando incluir a filha naquele momento mas luí sentia-se deslocada ela não sabia se queria aquela nova família que o pai tanto falava em certo momento do jantar Renata se inclinou e disse para
luí com uma voz Suave e meio melosa agora nós três Somos Uma família vou cuidar de você como se fosse minha própria filha ela falava como se fosse algo lindo mas havia um tom na voz dela que fez luí arrepiar mesmo tão pequena lua percebeu algo estranho o sorriso no rosto de Renata parecia exagerado forçado como se ela estivesse dizendo algo que não era totalmente verdadeiro mas João não percebia nada disso para ele aquele era um dos dias mais felizes em muito tempo depois do jantar todos foram para casa Ao entrar Renata olhou em volta
observando cada canto com aquele olhar que ela tinha como se estivesse estudando o lugar a casa era simples mas aconchegante cheia de memórias que luí e o pai tinham construído ao longo dos anos Renata no entanto Parecia ter outros planos para o espaço assim que se instalaram ela começou a comentar sobre as mudanças que gostaria de fazer disse que o sofá estava velho que as cortinas poderiam ser trocadas e até sugeriu Pintar as paredes de uma cor mais clara para trazer mais luz para o ambiente João parecia gostar das ideias mas para luí aquilo suava
estranho era como se Renata quisesse apagar tudo o que tinha sido construído antes dela nos dias que se seguiram Renata foi assumindo cada vez mais controle da casa ela começou a reorganizar tudo colocando os objetos em lugares diferentes trocando fotos antigas por outras novas e dando um toque que para Luísa não combinava nada Com o lar que ela conhecia uma das primeiras coisas que Renata fez foi tirar uma foto grande da mãe de luí que ficava na sala e guardá-la em uma caixa no quarto dos Fundos quando Luísa percebeu seu coração apertou mas ela não
teve coragem de reclamar sabia que o pai estava feliz e não queria estragar isso ainda assim sentia-se cada vez mais deslocada como se a casa fosse Ficando menos dela a cada dia João por outro lado parecia renovado com tudo aquilo Ele fazia o possível para incluir luí em todos os momentos mas estava tão encantado com Renata que não percebia o incômodo da filha para ele Renata era a mulher que finalmente traria alegria para a vida deles ele passava os dias elogiando as mudanças e se mostrava grato por Renata estar tão envolvida acreditava que Luísa com
o tempo entenderia e aceitaria Renata como parte da família Renata cada vez mais segura de sua posição começou a impor algumas Regras que antes não existia ela decidia o que iriam comer como deveriam organizar o armário e até começou a supervisionar as tarefas de luí com um ar de autoridade João achava que era apenas um jeito de Renata se preocupar e cuidar da casa mas para Luísa aquilo era sufocante sentia que Renata queria controlar tudo e cada vez mais a casa deixava de ser um lugar onde Luísa se sentia confortável e aos poucos a rotina
Foi se transformando o o lar que antes era cheio de lembranças da mãe de luí agora se tornava um espaço onde Renata ditava as regras luí que antes se sentia segura ao lado do pai agora começava a se sentir sozinha mesmo quando ele estava por perto a mãe que ainda vivia nas Memórias da menina parecia cada vez mais distante enquanto Renata assumia um espaço maior e mais definitivo e assim com o tempo Luísa começou a entender que as coisas não Voltariam a ser como eram antes ela estava presa em uma nova dinâmica em uma casa
que de alguma forma parecia menos sua a cada dia João envolvido pelo brilho de Renata parecia incapaz de perceber os sinais e Luísa sem saber como expressar o que sentia apenas assistia em silêncio enquanto tudo ao seu redor mudava no começo luí achava que talvez fosse tudo uma questão de se acostumar ela ainda estava confusa com a presença de Renata na casa mas por amor Ao pai tentava se adaptar mas logo algumas coisas estranhas começaram a acontecer e não eram mudanças na decoração da casa ou nas regras de rotina que Renata gostava de impor eram
atitudes palavras e olhares que só apareciam quando João não estava por perto coisas que só Luísa parecia perceber Renata que antes era sempre sorridente e Gentil na presença de João começava a se transformar quando ficava sozinha com a menina Tudo começou com pequenos comentários que deixavam luí desconfortável mas aos poucos as coisas foram ficando mais estranhas e pesadas Renata olhava com um ar diferente de cima para baixo como se estivesse avaliando cada movimento da menina às vezes ela deixava escapar um sorriso malicioso rápido que desaparecia no instante em que João surgia na sala em um
dos primeiros dias em que ficaram sozinhas Renata chamou luí para a cozinha dizendo que queria que a menina Ajudasse com o jantar Luísa sempre disposta a agradar o pai foi sem reclamar Enquanto pecava alguns vegetais Renata começou a falar com uma voz baixa e fria Você sabe que agora essa é a minha casa não sabe tudo o que está aqui até você está sob o meu controle o coração de Luiza acelerou ela parou o que estava fazendo e olhou para Renata mas não encontrou o sorriso amigável de antes Renata estava séria com olhar fixo como
se estivesse esperando uma reação a Menina não sabia o que responder aquilo suava estranho assustador e parecia vir de uma pessoa completamente diferente daquela que seu pai acreditava conhecer depois desse dia Renata começou a agir de forma ainda mais controladora luí não podia mais fazer nada sem antes pedir permissão até os brinquedos dela passaram a ser guardados em uma prateleira alta e ela só podia brincar com eles quando Renata permitia era como se Renata estivesse criando pequenas Barreiras e impondo limites para mostrar que estava no comando luí tentava falar disso com o pai mas ele
nunca estava por perto nos momentos em que essas coisas aconteciam e quando ela comentava algo ele apenas dizia que Renata queria apenas manter a casa organizada e que isso era bom para todos com o tempo Renata começou a ser mais dura ela passou a fazer comentários maldosos que deixavam a menina triste e confusa você acha que seu pai realmente precisa de Você agora que ele tem a mim perguntou uma vez com um tom de voz que não deixava dúvida de que a resposta que ela esperava era não luí abaixou a cabeça segurando as lágrimas tudo
que ela queria era o carinho do pai mas Renata pouco a pouco a fazia sentir que não havia espaço para ela naquela casa cada palavra parecia pensada para machucá-la mas dita de forma que parecesse uma conversa comum quando João estava em casa Renata vola a Ser aer doce e amável cheia de sorrisos e palavas carinos ela agia como a nova mãe que se preocupa com luí sempre disposta a ajudá-la a ensinar algo novo João ficava Encantado acreditando que esta bem não hav como ele perceber que assim que sa para trabal ou i para o quarto
o rosto de Renata mudava completamente era como se uma máscara caísse revelando o que luí agora sabia que era a verdadeira face dela um dia luí cometeu um pequeno erro ela deixou Uma xícara de chá na sala esquecendo-se de levá-la para a cozinha assim que Renata viu a xícara abandonada seu rosto ficou vermelho de raiva você acha que pode fazer o que quer nessa casa ela disse com uma voz fria sem esperar resposta pegou luí pelo braço e a levou até o porão era um lugar escuro onde quase ninguém entrava e a menina sempre teve
medo dali aqui é o lugar de quem não sabe se comportar disse Renata Deixando-a sozinha ali luí chorava mas Renata não ligava só atirou de lá muito tempo depois Sem demonstrar nenhuma compaixão a partir daquele dia a vida de luí virou uma sequência de medos e incertezas qualquer erro qualquer coisa fora do lugar qualquer palavra dita no momento errado podia ser motivo para Renata inventar um novo castigo e ela sempre Parecia ter uma desculpa perfeita para tudo uma justificativa que João Acreditava Sem questionar quando luí tentou contar a ele sobre o porão Renata interrompeu com
um sorriso ela só estava brincando João eu disse que o Porão é assustador e que as crianças que não arrumam a bagunça podem acabar lá de brincadeira só uma piada não é luí a menina vendo o pai acreditar em Renata apenas a sentiu sentindo-se ainda mais sozinha com o tempo luí comeou a entender que não podia confiar em ninguém o pai estava Cego iludido pelo sorriso falso de Renata e ela não sabia a quem mais recorrer todos que visitavam a casa viam Renata com a esposa perfeita e a madrasta dedicada para o mundo ela era
uma Mulher exemplar e Luísa era apenas uma menina que ainda estava se adaptando à nova fase da família a cada dia Renata mostrava uma nova forma de intimidar luí às vezes era com palavras outras vezes apenas com um olhar fixo silencioso que a deixava com medo até de se mexer Renata gostava de deixar claro que luí não tinha controle sobre nada ali o quarto da menina que antes era seu refúgio passou a ser invadido pela madrasta que arranjava as coisas sem pedir tirava brinquedos e livros que segundo ela eram infantis demais Luísa já não se
sentia segura nem no próprio espaço tudo nela parecia girar em torno da presença controladora e fria de Renata mesmo Com todas essas experiências dolorosas luí se agarrava Às lembranças da mãe e ao amor pelo pai era tudo que ela tinha para se sentir um pouco mais segura nos dias mais difíceis ela fechava os olhos e tentava lembrar do toque da mãe da voz Suave dela dizendo que estaria sempre ali para protegê-la agora era como se a proteção tivesse desaparecido e luí estivesse sozinha sem ninguém que realmente pudesse ajudá-la os dias viraram uma mistura de silêncio
medo e solidão e ainda que fosse pequena luí entendia que Renata não ia parar a cada semana a cada castigo a cada palavra dura Renata mostrava um lado ainda mais sombrio e a menina sabia que enquanto o pai continuasse acreditando na perfeita madrasta ninguém a Tiraria daquela situação Luísa mesmo sendo pequena sabia que precisava encontrar uma forma de contar ao pai sobre o que estava acontecendo cada vez que Renata deixava sozinha no porão escuro cada comentário cruel e humilhante cada olhar de Desprezo quando João não estava por perto tudo isso parecia apertar o peito da
menina até quase faltar o ar ela se sentia cada vez mais isolada como se vivesse em um lugar onde ninguém acreditava nela onde sua voz não tinha força mas mesmo com tanto medo e tristeza luí ainda acreditava que o pai poderia ajudá-la afinal ele era a pessoa que mais amava e confiava no mundo João sempre foi seu protetor seu melhor amigo ele sempre esteve ao seu lado Principalmente depois da perda da mãe era com ele que ela desabafava era ele que a fazia rir que e secava suas lágrimas quando ela tinha pesadelos o pai era
tudo para ela e luí achava que se ele soubesse como Renata realmente era ele faria algo para protegê-la então um dia enquanto estavam na sala luí tentou contar ela se aproximou devagar enquanto ele assistia a televisão e Ficou ali parada ao lado do sofá pensando em como começar depois De um tempo ela respirou fundo e disse baixinho pai eu priso falar com você João olhou para ela um pouco distraído e respondeu com um sorriso Claro filha o que foi a menina tentou escolher as palavras mas de tão nervosa tudo saiu de uma vez ela começou
a contar sobre como Renata tratava quando ele não estava em casa sobre os castigos o porão escuro as palavras duras que a madrasta usava luí falou tudo sem parar os olhos arregalados e as mãos Esperando que o pai acreditasse nela mas João olhou com uma expressão de surpresa que logo se transformou em algo que a menina não esperava um olhar de cansaço de impaciência ele Balançou a cabeça devagar e disse num tom de voz que luí nunca tinha ouvido antes luí Renata está tentando ajudar ela só quer o melhor para você talvez você ainda não
tenha se acostumado com ela mas é importante que você Tente filha João suspirou como se o Que a menina tinha contado fosse apenas uma bobagem algo inventado sei que é difícil ter uma nova pessoa em casa mas Renata é uma boa mulher ela cuida da gente e eu não quero que você pense coisas ruins dela o coração de luí quase parou aquele era o pai dela ele realmente não estava acreditando nela ela tentou insistir tentando explicar de novo mas ele Inter já chega luí você é minha filha e sempre será mas agora Renata também faz
parte Da nossa família e você precisa aprender a respeitá-la As palavras dele foram duras ditas de um jeito que Luísa nunca tinha ouvido ela se sentiu ainda menor ainda mais sozinha parecia que para João ela estava apenas com ciúmes como se tudo aquilo fosse uma invenção para chamar atenção nos dias que seguiram Luísa não conseguiu mais tentar falar sobre Renata cada vez que pensava em se abrir com o pai lembrava-se do jeito como ele a Mandara Parar das palavras que ele usou como se ela fosse uma criança teimosa o que ele não via porém era
que ela tentava desesperadamente pedir ajuda ela só queria que ele ouvisse só queria que ele percebesse que Renata não era quem ele pensava mas João parecia cego Encantado demais pela esposa para ver qualquer co coisa com o tempo o silêncio se tornou uma espécie de barreira entre eles mesmo que ainda vivessem na mesma casa mesmo que João ainda dissesse que Amava luí sentia que estava ficando cada vez mais distante do pai ele continuava a acreditar na imagem de Renata que ele mesmo tinha criado em sua mente uma esposa dedicada uma mulher boa que estava ali
para ajudar João estava tão envolvido nessa ideia que não conseguia nem imaginar que para a filha Renata era o próprio pesadelo luí começou a entender que talvez ela realmente estivesse sozinha ela sentia um aperto no peito cada vez que via o pai e a Madrasta juntos rindo conversando era como se o pai dela tivesse mudado como se ele estivesse ali mas ao mesmo tempo longe demais para ouvir ou ver o que realmente estava acontecendo João não era mais aquele pai que ouvia cada palavra da filha que a protegia e a confortava ele parecia ter virado
outra pessoa alguém que ela mal reconhecia Renata Claro percebeu a situação e usou isso a seu favor ela sabia que luí estava sozinha e aos Poucos passou a ser ainda mais Cruel sempre que João saía de casa ela fazia questão de lembrar luí de que ninguém acreditaria nela você viu não foi dizia Renata com um sorrisinho sarcástico seu pai confia em mim e acha que você é apenas uma criança mimada e Cuma ele não vai te ouvir Eu já disse que mando aqui e você vai fazer o que eu mandar Luisa sentia o coração apertado
de desespero Ela olhava para casa para As paredes que antes traziam conforto e que agora pareciam claustrofóbicas como uma prisão da qual não conseguia escapar tentava não chorar tentava não deixar que Renata visse o quanto ela estava abalada mas era difícil era impossível ignorar o vazio que ela sentia quando olhava para o pai e sabia que ele não estava ali para protegê-la que ele havia escolhido acreditar nas mentiras de Renata Algumas Noites luí chorava baixinho em seu quarto escondendo o Rosto no travesseiro para não ser ouvida ela se lembrava de como era bom se sentir
protegida do abraço do pai da presença da mãe de como a casa era acolhedora antes de Renata aparecer agora tudo parecia desmoronar ela estava sozinha em sua dor sem ninguém que realmente acred no que ela estava passando e o silêncio de João era como uma confirmação de que ela não tinha para onde fugir Renata continuava a agir como uma madrasta perfeita na frente de João e ele por sua vez continuava acreditando em cada sorriso e palavra dela quando João olhava para a filha ele ainda dizia que amava mas Luísa sabia que ele não havia de
verdade ele não via o quanto ela estava sofrendo o quanto a presença de Renata destruía tudo o que eles tinham construído juntos era como se luí tivesse se tornado invisível para ele uma presença que ele não enxergava mais os castigos foram deixando marcas não só no coração de luí mas também em Seu corpo ela começou a emagrecer já que Renata controlava cada refeição e fazia questão de reduzir as porções da menina os ossos começaram a ficar mais aparentes e às roupas folgadas a energia que antes tinha para brincar rir e correr foi se esvaindo até
que tudo o que restou foi uma menina calada e assustada sempre olhando para baixo sempre se encolhendo ao menor sinal de repreensão certo dia luí tentou mais uma Vez contar ao Pai ela juntou coragem e foi até ele dizendo que Renata a deixava sem comer e que a trancava no porão mas como sempre João acreditou em Renata que apareceu no momento exato e inventou uma história dizendo que Luísa estava apenas inventando coisas gerando João apenas Balançou a cabeça e disse Luísa você precisa parar com isso e Renata de novo venceu luí Voltou ao seu quarto
derrotada e sentiu como se estivesse desaparecendo cada vez mais sozinha o Silêncio de João os castigos de Renata a fome o medo tudo isso parecia como um peso invisível que sufocava a menina dia após dia ela tentava manter a esperança lembrando dos tempos felizes que viveu com o pai e a mãe mas à medida que os dias passavam era como se esses momentos fossem se apagando ficando cada vez mais distantes como se aquela menina cheia de vida estivesse sendo substituída por alguém triste frágil e com medo Renata parecia saber o quanto luí estava fraca E
continuava empurrando a menina para baixo pouco a pouco sem nenhuma Piedade Renata parecia estar cada vez mais à vontade naquela casa ela controlava tudo e todos ao seu redor especialmente Luísa que vivia em uma rotina de medo e castigos E conforme o tempo foi passando Renata começou a olhar para João de um jeito diferente ela o estudava observando como ele tomava seus remédios como ele confiava cegamente nela e aos poucos uma nova Ideia Começou a tomar forma em sua mente desde que entrou na vida deles Renata já tinha planos de controlar o que pudesse mas
agora sua ambição era ainda maior o que ela realmente queria era ficar com tudo o que João tinha ela sabia que se algo acontecesse a ele a casa o dinheiro tudo passaria para suas mãos e com Luísa fora do caminho não haveria ninguém para questioná-la ou para impedir que ela seguisse em frente com seus planos foi assim que ela decidiu agir devagar de Forma calculada não podia fazer nada que parecesse suspeito Afinal João ainda com confiava nela e acreditava que luí estava apenas sendo uma criança difícil imaginando coisas Renata precisava ser inteligente precisa agir sem
deixar rastros ela sabia que João tomava remédios diariamente então decidiu que esse seria o caminho mais seguro para executar o que tinha em mente certo dia enquanto preparava o café da manhã Renata se aproximou de João e com um sorriso falso no rosto perguntou casualmente sobre os remédios que ele tomava Você já foi ao médico ver se eles estão funcionando bem querido Ela perguntou enquanto colocava uma xícara de café na frente dele João despreocupado explicou que eram apenas medicamentos para pressão e que ele tomava anos mas que estav so controlee não percebeu o olhar atento
de Renata que sem ele saber esta notando mentalmente cal pass das semen alter pequ doses nosos de João ela trocava um comprimido por outro diminuía as doses que eram importantes e aumentava outras fazendo com que ele começasse a se sentir estranho mais cansado mais fraco era tudo planejado para que aos poucos a saúde dele fosse piorando sem levantar suspeitas ela agia de maneira calculista nunca fazendo Alterações bruscas sempre aos poucos para que ele acreditasse que estava ficando mais doente naturalmente João começou a notar que não se sentia bem mas toda vez que comentava com Renata
ela dizia que ele devia estar apenas estressado que precisava descansar e relaxar isso é normal querido você trabalha demais ela dizia com um tom de voz tranquilo como se estivesse realmente preocupada mas no fundo ela sabia que Tudo estava indo conforme o planejado quanto mais ele se sentisse mal mais vulnerável ele ficava e mais ela podia controlar a situação Luísa por outro lado observava tudo de perto ela percebia que o pai estava cada vez mais cansado que sua saúde estava piorando e isso a preocupava profundamente mesmo com toda a dor e sofrimento que Renata fazia
passar luí ainda sentia um amor enorme pelo pai e queria que ele estivesse bem certa noite Enquanto ele estava deitado no sofá ela se aproximou e perguntou de forma cuidadosa papai você está bem João abriu um sorriso fraco e fez um carinho no cabelo dela dizendo que estava apenas cansado mas por dentro luí sabia que havia algo errado para ela era como se Renata estivesse sugando a energia delea não sabia ao certo o que estava acontecendo mas sentia que a madrasta tinha algo a ver com aquilo e cada vez que João tomava um de seus
Remédios luí observa sentio uma angústia que não conseguia explicar ela era muito nova para entender o que Renata estava fazendo mas seu instinto dizia que aquela mulher estava por trás de tudo enquanto isso Renata seguia com seu plano Sem pressa ela sabia que quanto mais tempo passasse mais João se tornaria dependente dela e mais ele acreditaria que sua saúde estava se deteriorando naturalmente algumas vezes Renata até se Oferecia para preparar os remédios dizendo que queria ajudar que não queria que ele se preocupasse João grato pela atenção e cuidado da esposa aceitava Sem questionar sem perceber
que cada pílula que ela oferecia era mais um passo em Dire ao plano maligno que ela esta executando certa manhã João acordou com uma fraqueza ainda mais intensa ele mal conseguia se levantar da cama sentia oo pesado e movim exigir um eso enme ren Entrou no quarto preocupa e disse queia desar vou cuidar de tudo por aqui João não se preocupe ela disse com um sorriso que parecia gentil mas que escondia uma satisfação sinistra para ela aquilo era um sinal de que estava chegando cada vez mais perto de conseguir o que queria luí vendo o
pai cada vez mais debilitado sentia-se completamente impotente ela tentava cuidar dele trazer água ajudar em pequenos afazeres mas Renata estava Sempre por perto afastando a e dizendo que sabia o que era melhor aos poucos Renata foi assumindo cada vez mais o controle da Casa das contas das decisões como se já Estivesse se preparando para vida sem João Dias depois João teve uma piora significativa ele mal conseguia sair da cama e começou a ter dificuldade até mesmo para falar Renata fingindo desespero dizia que o levaria ao médico mas nunca o fazia de fato ela continuava A
agir como se estivesse Tentando cuidar dele mas luí sabia que era tudo uma farça ela via o jeito frio com que Renata olhava para o pai sem um pingo de verdadeira preocupação em uma noite particularmente difícil quando João parecia estar à beira de um colapso Renata se aproximou dele e segurou sua mão Eu sempre estarei aqui para cuidar de você ela disse com uma voz que parecia reconfortante mas que escondia um tom de satisfação para ela era apenas Uma questão de tempo cada pílula trocada cada dose errada que ela dava a João a deixava mais
próxima de conseguir tudo o que queria Ei com Luísa presa naquele ambiente sozinha e impotente Renata acreditava que ninguém jamais descobriria o que ela estava fazendo a cada dia a saúde de João se deteriorava e Luísa desesperada não sabia o que fazer ela tentava contar ao pai o que sentia sobre Renata mas ele estava tão fraco e confuso que mal conseguia Entender Renata sempre atenta afastava luí dizendo que a menina estava sendo dramática e que João precisava descansar a cada nova manipulação Renata se sentia mais perto de alcançar seu objetivo confiante de que em breve
tudo estaria sob seu controle luí perdida e sem forças observava tudo sem saber que aquilo era apenas o começo de algo ainda pior João já não era mais o mesmo ele mal conseguia levantar da cama e até respirar Parecia um esforço enorme cada Vez que tentava falar sua voz saía fraca quase como um sussurro e as palavras pareciam se perder antes mesmo de serem ditas Renata continuava ao seu lado fingindo estar preocupada mas luí sabia que aquilo não era real o jeito que a madrasta o olhava a forma como controlava tudo ao redor nada disso
era carinho para ela aquilo tudo fazia parte de um jogo um jogo que estava prestes a terminar exatamente como ela queria naquela manhã João acordou mais frac do Que Nuna sentia oo pesado como se ese sendado para baixo por uma força invisív e mal conseguia Abrir olos Renata entrou no quarto com um soriso cargando bandeja comosu que ele precisava tomar a medicação para se sentir melhor João que não tinha forças para discutir tomou os comprimidos acreditando que aquilo ajudaria mas Luísa que observava da porta sentiu um aperto no peito ela sabia que algo estava muito
errado mesmo sem entender o que realmente Acontecia Depois de alguns minutos Renata saiu do quarto e fechou a porta deixando João sozinho para descansar ela encontrou luí no corredor e lançou um olhar frio quase desafiador como se estivesse dizendo que a menina não poderia fazer nada para impedir o que estava acontecendo seu pai precisa de paz disse Renata com uma voz calma mas cheia de autoridade e você Luísa precisa me obedecer Se tentar fazer qualquer coisa Quem vai pagar a você aquelas palavras foram como uma facada no coração de luí ela sabia que estava sozinha
e que ninguém acredita nela Luísa passou o resto do dia sentada na porta do quarto do pai esperando ouvir algum sinal algum som que mostrasse que ele estava bem mas o silêncio que vinha de lá parecia cada vez mais profundo como se o próprio quarto estivesse mergulhado em uma escuridão Sem Fim em um momento de Coragem ela tentou abrir a porta mas Renata apareceu e a empurrou para longe dizendo que João precisava descansar e que ela Luísa estava sendo apenas uma criança teimosa conforme o dia foi passando a angústia de luí só aumentava ela sentia
que algo terrível estava para acontecer mas não sabia o que fazer tentou ligar para um amigo da família alguém que pudesse vir ajudar mas Renata impediu tirando o telefone das mãos da menina e dizendo Que ninguém precisava se meter em sua casa luí estava encurralada presa em um ambiente onde a única pessoa que poderia protegê-la estava fraca demais para fazer qualquer coisa Quando a Noite Chegou o clima na casa ficou ainda mais pesado Renata parecia tranquila como se já estivesse comemorando a vitória antes mesmo de tudo terminar ela preparou um jantar simples mas luí mal
conseguia tocar na comida sentindo o estômago embrulhado depois de algum tempo Renata Levantou-se da mesa e foi até o quarto de João onde ficou por alguns minutos luí esperou nervosa até que a madrasta saísse vez ela não fechou a porta completamente e foi então que luí viu algo que a deixou em Pânico do Corredor ela conseguiu enxergar a cama do Pai João estava deitado imóvel com os olhos fechados a pele pálida luí não conseguia entender exatamente o que via mas o coração dela acelerou e uma sensação de Desespero tomou conta dela Pai ela sussurrou baixinho
como se sua voz pudesse chegar até ele mas ele não respondeu nem se mexeu ele estava parado quieto demais e ao ver aquilo luí soube que algo estava muito muito errado Renata notou que a menina estava fazendo e se aproximou rapidamente fechando a porta do quarto e tranca ela olhou para luí e pela primeira vez não tentou esconder sua verdadeira face com uma expressão dura e fria ela disse acabou Luí seu pai não vai mais te proteger as palavras dela foram como um golpe para a menina sem conseguir acreditar no que acabará de ouvir luí
sentiu as lágrimas começarem a escorrer pelo rosto enquanto tentava processar o que aquilo significava a realidade caiu sobre luí como uma tempestade ela não sabia o que fazer não sabia como reagir o pai sua única família a pessoa que ela mais amava no mundo estava do outro lado daquela porta sem vida sem a chance de Protegê-la ou de ouvi-la Ei Pior ainda ela sabia que ninguém acreditaria nela que todos viriam A Madrasta com a esposa dedicada e sofredora enquanto ela luí seria apenas uma menina desamparada e sem ninguém Renata satisfeita foi para a sala ligou
para alguns conhecidos e com uma voz de falsa tristeza começou a contar o que havia acontecido ela dizia que João tinha falecido em casa de forma inesperada e que a agora ela precisava de ajuda para lidar com a situação os Amigos e parentes sem saber de nada ofereceram apoio e palavras de conforto sem imaginar o que realmente se passava naquela casa luí sozinha trancada em seu quarto sentia como se o mundo estivesse desmoronando ao seu redor o silêncio da casa que antes era algo confortável agora parecia uma prisão ela sabia que ninguém viria ajudá-la que
ninguém acreditaria nela ela chorou encolhida em um canto sentindo-se completamente Sozinha e sem Esperança a única coisa que a mantinha de pé era a lembrança dos momentos felizes que teve com o pai as risadas os abraços o amor que ele sempre demonstrou com o desfecho fatal de João Renata finalmente tinha tudo o que queria ela era a única dona da casa do dinheiro e tinha o controle Total sobre a vida de luí e para a menina restava apenas uma realidade ela estava a mercê da madrasta presa em um pesadelo do qual não conseguia acordar depois
da morte do pai Luí não podia imaginar que as coisas pudessem piorar mas ela estava errada Nos dias que se seguiram Renata passou a agir como se fosse a dona de tudo dando ordens na casa e tratando luí com mais frieza do que nunca a pequena menina ainda em choque e tristeza pela perda de João tentava se refugiar nas memórias dele mas Renato parecia determinada a arrancar até isso dela os dias passaram lentamente e embora luí soubesse que Renata estava envolvida na morte de seu Pai ela não podia fazer nada apenas aceitou a situação a
manhã começou como qualquer outra Luiz acordou no seu pequeno quarto e viu os primeiros Raios de Sol entrando pela janela mesmo depois de tudo o que Renata havia feito ainda havia uma pequena parte dela que queria acreditar que as coisas melhorar talvez de algum jeito Renata pudesse ser a mãe que prometera ser quando chegou era uma esperança frágil mas era tudo o que luí tinha Renata por sua vez parecia Diferente naquela manhã ela entrou no quarto de luí com um sorriso no rosto o tipo de sorriso que a menina raramente via Bom dia luí disse
ela com uma voz surpreendentemente doce hoje vamos dar um passeio luí olhou para ela surpresa mas ao mesmo tempo esperançosa fazia muito tempo que Renata não demonstrava nenhum tipo de gentileza e aquilo parecia quase normal um passeio luí perguntou com os olhos brilhando sim respondeu Renata puxando o Cobertor para ajudá-la a levantar só nós duas você não quer um dia especial fora de casa luí sen sentiu a animada apesar de tudo ela ainda era uma criança e a ideia de sair de casa para um momento só dela e da madrasta fazia se sentir especial algo
que ela não sentia há muito tempo enquanto se vestia luí pensava em todas as coisas que poderiam fazer talvez fossem a um parque ou tomar sorvete como ela fazia com a mãe antes ela pegou seu ursinho de pelúcia o único Objeto que ainda carregava consigo para onde fosse e o colocou dentro da mochila pronto disse com um sorriso que parecia iluminar o rosto dela Renata olhou por um momento e por um segundo Parecia ter hesitado mas isso passou rápido ela se virou e disse vamos elas saíram de casa e Renata a levou até o carro
durante o caminho luí fez perguntas sobre onde iriam mas Renata dava respostas vagas você vai ver dizia ela sem tirar os olhos da estrada a menina não desconfiou De nada pensando apenas que talvez Renata quisesse fazer uma surpresa Ela olhava pela janela tentando adivinhar para onde estavam indo enquanto segurava o ursinho contra o peito depois de algum tempo Renata estacionou o carro em frente a uma praça era um lugar bonito com árvores altas bancos de madeira e crianças brincando no parquinho o coração de luí acelerou parecia algo que sua mãe teria planejado por um momento
ela sentiu que talvez Renata estivesse Tentando ser diferente tentando ser a pessoa que fingir ser no início Renata saiu do carro e abriu a porta para luí vamos querida disse com o Tom ainda Gentil Luísa desceu e começou a olhar ao redor tentando absorver o ambiente Renata segurou sua mão o que a menina achou estranho mas reconfortante elas caminharam juntas por alguns minutos e Renata apontou para um banco vazio perto de uma fonte espere aqui disse vou buscar algo para nós está Bem respondeu Luísa sentando-se no banco ansiosa ela abraçou o ursinho e observou as
pessoas ao redor crianças brincando casais passeando por alguns minutos tudo parecia normal mas conforme o tempo passava luí começou a perceber que a estava errado Renata não voltava ela olhou para os lados tentando encontrar a madrasta mas não havia sinal dela o sorriso de lua comeou a desaparecer substituo por uma expressão de preocupação Ela desceu do banco e andou Um pouco Chamando por Renata Renata on você está Perguntou mas não obteve resposta os minutos se transformaram em uma eternidade luí começou a andar pela praça cada vez mais rápido sentindo o pânico crescer em seu peito
Renata gritou Mas ninguém respondeu as pessoas ao redor apenas olhavam para ela algumas com curiosidade outras com indiferença Foi então que luí percebeu Renata havia deixado ali sozinha a Menina sentiu o chão sumir sob seus pés ela não sabia o que fazer ficou parada por um momento segurando o ursinho com tanta força que os dedos começaram a doer o Coração batia rápido e as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto por que ela me deixou aqui pensava sem conseguir entender sua cabeça estava cheia de perguntas mas nenhuma resposta fazia sentido com o passar das Horas Luiza
percebeu que ninguém viria buscá-la ela Tentou falar com algumas pessoas mas ninguém sabia quem ela era ou onde Renata poderia estar algumas pessoas lhe deram olhares de pena outras disseram que ela deveria ir para casa mas nenhuma delas ofereceu ajuda real Luísa estava sozinha de verdade quando o sol começou a se pôr o medo de luí atingiu seu auge ela estava cansada com fome e o mundo ao seu redor parecia assustador Não havia mais o conforto do carro nem a ideia de que Renata voltaria Tudo o que ela tinha era a mochila e o ursinho
encontrou um canto perto de uma árvore e se encolheu ali tentando se proteger do frio da noite abraçou o ursinho com força e chorou baixinho até que as lágrimas secaram e tudo o que restou foi um vazio naquela noite luí entendeu que estava por conta própria ela não tinha mais ninguém cada dia nas ruas era uma batalha para Luísa a fome o frio a falta de um lugar seguro para descansar tudo isso pesava em seus Ombros ela era apenas uma criança mas estava tendo que lidar com situações que pareciam grandes demais para alguém da idade
dela no começo ela acreditava que alguém viria ajudá-la que talvez a polícia ou algum adulto pararia e perguntaria o que tinha acontecido mas os dias passavam e ninguém parecia notá-la era como se ela fosse invisível como se não houvesse ninguém para se importar com seu sofrimento a verdade era que luí parecia ser apenas mais uma Menina de rua como tantas outras por isso dificilmente alguém se importaria com ela Luísa se viu aprendendo a se virar sozinha ela vagava pelas ruas de um lado para o outro procurando algum lugar onde pudesse encontrar comida ou até mesmo
uma sombra para se proteger do sol quente do meio-dia nas calçadas observava as pessoas passando apressadas carregando sacolas cheias de compras ou segurando a mão dos filhos ela se perguntava se algum dia teria de Novo uma vida normal com uma casa para voltar e uma família que amasse mas esses pensamentos só a deixavam mais triste então ela tentava focar em coisas mais simples como encontrar algo para comer em um lugar seguro para passar a noite às vezes ela encontrava restos de comida perto de restaurantes ou mercados a sobras Eram poucas mas era tudo que tinha
e por isso ela agradecia por cada pedacinho de pão que conseguia achar com o tempo aprendeu a procurar nos lugares Onde as pessoas menos olhavam lugares onde sabia que ninguém é expulsaria mas mesmo isso não era suficiente e muitos dias ela ia dormir com o estômago vazio sentindo uma dor profunda que parecia vir de dentro a fome era uma constante em sua vida e ela começou a se acostumar com a sensação de fraqueza que vinha junto o frio quando chegava parecia ainda mais difícil de suportar as noites eram geladas e sem um cobertor Luí encolhia-se
o máximo que podia tentando se aquecer nos primeiros dias ela ainda tinha algumas roupas extras na mochila mas depois de um tempo tudo começou a se desgastar as roupas já não protegiam do frio como antes e ela se via tremendo durante horas esperando que o sol nascesse logo para lhe dar um pouco de calor a pior parte porém era solidão Lu não tinha ninguém com quem Pudesse Conversar ninguém para dividir suas angústias e medos ela falava Sozinha às vezes contando histórias que inventava para se distrair em outras ocasiões sussurrava para o ursinho de pelúcia que
levava na mochila contando sobre como sentia Saudade do pai sobre Como queria que ele estivesse ali para protegê-la ursinho se tornou seu amigo e confidente a única lembrança de um tempo que agora parecia distante Por mais difícil que fosse luí tentava manter a esperança ela lembrava dos momentos bons com o pai e usava Essas lembranças como combustível para continuar em uma noite especialmente fria enquanto tremia debaixo de uma Marquise fechou os olhos e se lembrou do abraço dele da forma como ele sempre a confortava e a fazia sentir segura essa lembrança ajudava a resistir mesmo
quando tudo pareia perdido com o tempo luí foi ficando cada vez mais fraca seu os ossos começaram a aparecer e suas roupas estavam soltas em seu corpo pequeno ela evitava se olhar em espelhos Ou vitrines porque não queria ver o quanto havia mudado a menina cheia de vida de antes parecia estar desaparecendo sendo substituída por uma criança cansada e sem brilho mesmo assim ela continuava um dia de cada vez Sempre esperando que algo bom pudesse acontecer as noites continuavam sendo as piores o medo de ser atacada ou de que alguém a machucasse era constante ela
não sabia em quem confiar então tentava se esconder o máximo possível escolhia Lugares escuros e ficava ali quieta segurando o ursinho contra o peito e torcendo para que ninguém a visse algumas vezes outras crianças de rua apareciam e a chamavam para ir com elas mas luí tinha medo ela já havia visto algumas dessas crianças roubando ou brigando e isso a deixava assustada ela preferia enfrentar o frio e a solidão a se envolver em algo perigoso a situação continuou assim por semanas e Luísa se acostumou a viver nessa rotina Ela sabia onde procurar comida onde encontrar
um pouco de água e os melhores lugares para se esconder era uma vida dura mas era o que ela tinha e No fundo ela sabia que precisava se adaptar para sobreviver mesmo sendo tão pequena ela carregava uma força que parecia vir do próprio amor que sentia pelo pai ela sabia que ele não iria querer que ela desistisse então mesmo que tudo fosse difícil ela continuava em um dia especialmente quente enquanto caminhava Pelo centro da cidade luí sentiu uma tontura forte ela tentou se apoiar em uma parede mas as pernas fraquejaram e ela caiu de joelhos
na calçada algumas pessoas olharam mas logo seguiram em frente sem prestar muita atenção luí respirou fundo tentando se levantar mas o corpo parecia não obedecer o cansaço e a fome estavam cobrando um preço alto e ela sabia que precisava de ajuda mas não tinha ninguém para chamar ela se arrastou até uma Sombra e se encostou na parede fechando os olhos por alguns minutos para recuperar as forças naquele momento ela sentiu o desespero aumentando como se o mundo estivesse desmoronando ao seu redor ela queria chorar gritar pedir socorro mas já não tinha mais voz todo o
sofrimento das últimas semanas parecia se concentrar naquele momento e ela se sentiu completamente sozinha sem saber se conseguiria aguentar por muito mais tempo mesmo assim luí continuava no Fundo do coração uma pequena parte dela ainda acreditava que as coisas poderiam mudar que alguém finalmente haveria que talvez uma pessoa boa aparecesse para ajudá-la mas por enquanto tudo que ela podia fazer era lutar para sobreviver cada dia sendo uma vitória cada pedaço de pão encontrado sendo um alívio Luísa Sozinha e sem ninguém continuava lutando com João fora do caminho e luí abandonada a própria sorte Renata estava
finalmente livre a casa agora era toda Dela e não havia ninguém para incomodá-la ou questioná-la nos primeiros dias ela aproveitou o silêncio e a sensação de poder absoluto sem uma criança rondando e sem precisar se preocupar em esconder sua verdadeira natureza Renata sentia que o mundo estava aberto para ela Mas em pouco tempo aquilo deixou de ser suficiente por mais que tivesse a casa e o dinheiro de João Renata queria mais o tempo passou e ela começou a se cansar Da rotina monótona de sua nova vida passava os dias andando pela casa sem ninguém para
impressionar sem ninguém a quem enganar a diversão de manipular João e de controlar a pequena luí havia acabado e agora ela se via buscando Uma nova oportunidade para mostrar o que sabia fazer de melhor encantar e controlar foi em uma dessas saídas pela cidade enquanto fazia compras em uma loja cara que Renata viu Eduardo pela primeira vez ele era um homem charmoso Vestido com roupas de qualidade e tinha um jeito amável que ela percebeu logo de início Eduardo era um homem de negócios bem-sucedido um tipo que exalava com fian e ao mesmo tempo tinha um
ar de generosidade que atraía as pessoas Renata observou por um tempo escondida entre as prateleiras e notou como ele conversava com todos de maneira simpática sem arrogância ela sorriu para si mesma já calculando mentalmente cada detalhe Eduardo seria perfeito Renata Sabia que se aproximar dele exigiria paciência e estratégia Eduardo parecia ser o tipo de homem cuidadoso o o tipo que não se deixa impressionar com facilidade ela precisaria de uma história convincente algo que o tocasse de verdade que despertasse o lado protetor dele e foi então que uma ideia começou a se formar em sua mente
se ela se mostrasse como uma mulher frágil uma viúva que havia passado por uma perda trágica e que estava buscando recomeçar Talvez ele sentisse compaixão Talvez ele se interessasse em ajudá-la e Com o tempo ela encontraria uma maneira de conquistar sua confiança no dia seguinte Renata voltou à loja de roupas caras onde o havia visto pela primeira vez ela Vestiu um traje simples mas elegante algo que transmitisse seriedade e sofisticação e para dar o toque final usou um colar discreto que pertencia a João uma pequena lembrança que ela sabia que transmitiria uma imagem de viúva
Ainda mais convincente como esperava Eduardo estava lá escolhendo algo em uma das Prateleiras Renata se aproximou fingindo estar distraída E então esbarrou sem querer nele ó me desculpe disse ela com um sorriso tímido Eduardo sorriu de volta educado e comentou que estava tudo bem eles trocaram algumas palavras e como ela já havia previsto Ele perguntou se ela morava na cidade Renata aproveitando A deixa contou sua história cuidadosamente inventada disse que era viúva há pouco tempo que ainda estava tentando se adaptar a uma nova vida sozinha que sentia muita falta do marido e que às vezes
precisava sair para não se sentir tão sozinha Eduardo que Parecia ter um coração generoso ficou sensibilizado Ele disse que entendia a situação e que de alguma forma podia imaginar a dor dela se precisar de alguém para conversar estou à disposição Ofereceu ele simpático Renata sentiu uma satisfação interna mas Manteve a expressão triste agradecendo com um sorriso fraco sabia que tinha dado o primeiro passo Eduardo agora era oficialmente o seu novo alvo e ela faria o que fosse necessário para conquistá-lo com o passar das semanas Renata e Eduardo começaram a se encontrar com mais frequência eles
tomavam café juntos saíam para jantar em lugares elegantes e ela sempre mantinha Uma postura cuidadosa Sem pressa ela sabia que era que ele acreditasse que estava conhecendo uma mulher honesta alguém que só queria reconstruir a vida Renata falava pouco sobre si mesma apenas o suficiente para manter Eduardo curioso interessado em saber mais sobre sua história o tempo todo Renata estava atenta aos sinais que ele dava aos detalhes sobre sua vida e seus gostos ela se adaptava a cada situação moldando-se de acordo com as Preferências dele rindo de suas piadas e mostrando-se sempre compreens Eduardo se
sentia confortável com ela e aos poucos Começou a confiar cada vez mais naquela mulher que parecia tão encantadora e sincera certo dia durante um jantar Eduardo mencionou que gostava de ajudar pessoas em situação difícil especialmente crianças ele contou histórias de projetos sociais que apoiava mencionou como queria fazer a diferença no mundo ao ouvir isso Renata Quase não conseguiu segurar o sorriso ela já sabia como usar essa informação a seu favor naquela noite ela se preparou para jogar uma nova cartada Eduardo disse ela com a voz ligeiramente embargada como se estivesse prestes a chorar tem algo
que eu não contei a você Eduardo olhou para ela surpreso e preocupado e Renata continuou fingindo hesitação Ela contou uma história dramática sobre uma filha que ela havia perdido uma criança que supostamente Tinha morrido em um acidente ela sabia que isso tocaria o lado emocional dele e que ele não conseguiria resistir ao impulso de consolá-la Eduardo ficou visivelmente comovido colocou a mão sobre a dela e disse que lamentava profundamente Ele disse que entendia o que era perder alguém importante que estava ali para ela se precisasse de apoio Renata usou essa oportunidade para se aproximar ainda
mais fingindo que Confiava nele que se sentia protegida ao lado dele e assim ela foi fortalecendo o vínculo sabendo que cada palavra cada gesto calculado aproximava do objetivo final em pouco tempo Eduardo já estava completamente encantado por Renata ele havia como uma mulher forte alguém que enfrentou grandes dificuldades e que merecia uma nova chance de ser feliz e assim sem que percebesse ele estava caindo exatamente no jogo dela tornando-se mais um alvo em sua lista a Relação entre Eduardo e Renata crescia a cada dia tornando-se cada vez mais intensa Eduardo Sem saber das intenções sombrias
de Renata começou a planejar o futuro ao lado dela ele a apresentava como uma mulher admirável para amigos e parceiros de negócios Renata por sua vez sabia como agir em cada situação mostrava-se humilde e gentil com uma pitada de vulnerabilidade que deixava todos comovidos com o tempo Eduardo Começou a Confiar mais nela e a compartilhar detes importantes sobre sua vida e seus negócios Renata escutava com atenção memorizando tudo ele era dono de uma empresa lucrativa com investimentos em vários setores para Renata aquilo era uma mina de ouro ela só precisava de paciência para agir no
momento certo Eduardo estava completamente encantado por ela vendo em Renata a mulher ideal carinhosa companheira E aparentemente sincera para ele ela era uma força Tranquila alguém que trouxe paz e alegria para sua vida Renata por outro lado continuava a desempenhar seu papel com perfeição mostrava-se atenciosa dedicada e sempre disposta a apoiá-lo em qualquer situação conforme os meses passavam Eduardo começou a falar cada vez mais sobre o futuro juntos ele fazia planos para viagens falava sobre como Renata seria a pessoa certa para estar ao seu lado nos momentos mais important antes de sua vida Renata ouvia
com Paciência deixando que ele acreditasse que ela compartilhava o mesmo sonho foi durante um jantar romântico em um restaurante elegante que Eduardo decidiu dar o próximo passo ele havia reservado uma mesa isolada decorada com flores e velas Renata fingindo surpresa sorriu ao notar o cuidado nos detalhes enquanto o jantar avançava Eduardo segurou a mão dela com firmeza olhou em seus olhos e fez o pedido Renata você transformou minha vida de uma forma que eu nunca Imaginei eu não quero mais imaginar um futuro sem você casa comigo Renata fez uma pausa calculada permitindo que um leve
brilho de emoção surgisse em seus olhos ela colocou a mão sobre a dele e respondeu com a voz embargada Eduardo eu nem sei o que dizer Claro que sim Eduardo sorriu visivelmente emocionado e coloc o anel no dedo dela ao redor algumas pessoas aplaudiram discretamente celebrando o momento do casal Renata Manteve a expressão de felicidade Enquanto internamente pensava que tinha acabado de dar mais um passo em direção ao controle total da vida de Eduardo a partir daquele momento os planos de Renata avançavam para um nível ainda maior ela sabia que ao se casar com Eduardo
teria acesso a tudo o que ele possuía e como sempre ela estava disposta a fazer o que fosse necessário para garantir que nada atrapalhasse seus objetivos o casamento de Renata e Eduardo estava marcado para um sábado Ensolarado o dia estava perfeito com o céu Claro e uma brisa suave e a igreja onde seria a cerimônia estava toda decorada com flores brancas amigos e familiares de Eduardo preenchiam os bancos ansiosos para ver o casal se unir oficialmente todos pareciam felizes por ele pois sabiam que Eduardo havia passado por muitas dificuldades na vida e merecia encontrar alguém
que o fizesse feliz mas claro ninguém sabia que a mulher ao lado dele era Renata e do que Ela era capaz Luísa que sobrevivia nas ruas H meses estava magra e frágil mas em uma manhã ao Caminhar pela praça da cidade ouviu duas mulheres comentando sobre o casamento de Eduardo e Renata quando ela ouviu o nome de Renata sentiu seu coração ter mais forte não era possível a madrasta tinha encontrado um novo alvo e estava prestes a se casar novamente aquele nome trouxe à tona toda a dor e o abandono que luí tinha vivido sem
pensar duas vezes a menina decidiu Que precisava encontrar Eduardo ela precisava alertá-lo sobre quem era realmente aquela mulher que estava prestes a se tornar sua esposa no dia do casamento luí reuniu todas as forças que tinha em se dirigiu à igreja as pernas tremiam e o medo de encontrar Renata fazia seu estômago se revirar mas ela sabia que precisava ir até o fim Assim que chegou viu a noiva conversando com algumas pessoas na entrada da igreja sorrindo e cumprimentando os Convidados luí observou de longe e era como se estivesse vendo um monstro disfarçado Renata estava
deslumbrante com um vestido Impecável toda arrumada como se fosse a mulher perfeita E mais uma vez luí viu como Renata era boa em enganar as pessoas ela sabia exatamente o que fazer e o que dizer para conquistar todos ao seu redor quando Eduardo chegou sorridente e visivelmente feliz luí sentiu a urgência aumentar ela não podia deixar que ele se Casasse com aquela mulher sem saber a verdade então respirando fundo e ignorando o medo ela se aproximou dele com sua voz fraca e tremida ela ch amou por ele Eduardo por favor espere Eduardo Se Virou surpreso
ao ver aquela menina magra e malvestida que parecia ter vindo de muito longe Ele olhou para ela com curiosidade mas também com uma certa preocupação como se tentasse entender o que ela queria ali no meio de seu Casamento o que aconteceu querida como posso te ajudar ele perguntou com Uma gentileza que luí já não estava acostumada a ouvir por favor você não pode se casar com ela disse luí quase chorando Renata ela não é quem você pensa ela é perigosa uma pessoa muito ruim ela me abandonou meu pai morreu por causa luí não conseguiu terminar
a frase pois as lágrimas começaram a rolar ela tentou se recompor mas a lembrança de tudo o que tinha Vivido ao lado de Renata tornou difícil continuar Eduardo ficou sures e um pouco confuso olhou para Renata que agora havia notado a presença da menina e começava a se aproximar com o rosto sério o que você está dizendo menina ele perguntou mas com um tom de voz que mostrava que não estava levando aquilo a sério Afinal Como acreditar em uma criança que parecia estar perdida e que ele nunca tinha visto antes Renata já com o rosto
fechado chegou perto deles e Colocou a mão no ombro de Eduardo ah Eduardo desculpe por isso ela disse com um tom fingido de compaixão essa Pobre Criança apareceu na minha casa alguns meses atrás dizendo que era Órfã e que precisava de ajuda tentei cuidar dela mas era difícil ela inventava histórias tinha surtos Renata fez uma pausa e olhou para luí com um olhar de pena como se estivesse tentando justificar alguma coisa infelizmente não consegui lidar com ela e tive que pedir a auda para que A levassem embora nunca imaginei que ela voltaria Eduardo olhou para
luí com uma expressão de pena e em seguida sorriu para Renata como se estivesse aliviado por tudo estar esclarecido Ah então é isso ele disse suspirando Renata Você realmente é uma pessoa muito bondosa tentar ajudar uma criança assim deve ter sido difícil eu só fiz o que pude respondeu Renata apertando a mão de Eduardo com força Como se quisesse ter certeza de que ele Estava do seu lado mas luí percebendo que ele estava sendo enganado começou a chorar ainda mais desesperada para fazer Eduardo ouvir por favor você tem que acreditar em mim ela mentiu para
você ela só quer o seu dinheiro ela vai machucar você mas para os outros convidados e até para Eduardo Luísa parecia apenas uma criança perturbada com aquele vestido velho e os cabelos embaraçados ela parecia alguém que estava inventando uma história para Chamar atenção a maioria dos convidados a olhava com um misto de pena e desconforto sem saber como reagir e para Renata aquilo era perfeito ela sabia que luí parecia desesperada e que ninguém ali acreditaria em uma palavra do que ela dizia Eduardo então se abaixou na altura de luí e falou com calma tentando acalmá-la
eu não sei o que aconteceu com você menina mas aqui você está segura vou pedir para alguém te ajudar está bem mas não precisa inventar essas histórias Ele sorriu mas a expressão no rosto de luí mostrava que seu coração estava se despedaçando ela tinha feito de tudo para alertá-lo para evitar que ele passasse pelo mesmo sofrimento que ela mas ninguém acreditava nela Renata se aproximou e com o rosto cheio de falsa compaixão passou a mão pelo os cabelos de Luísa como se fosse uma Mãe preocupada venha querida eu vou chamar alguém para te ajudar disse
ela mas seu olhar para Luísa era frio como se a Estivesse ameaçando luí tentou resistir mas naquele momento percebeu que estava sozinha todos ao redor pareciam convencidos da Bondade de Renata e ninguém ali estava disposto a ouvir a verdade com os olhos cheios de lágrimas e o Coração Despedaçado luí Foi retirada da igreja ainda Chamando por Eduardo Ainda tentando gritar a verdade mas para todos ali ela não passava de uma criança desajustada e Renata mais uma vez conseguiu escapar com sua mentira Intacta pronta para seguir com seus planos e com o casamento enquanto luí era
levada para longe Eduardo e Renata seguiram em frente com a cerimônia e quando trocaram os votos Renata não pôde evitar o pequeno sorriso de Vitória elas sabia que havia vencido mais uma vez que ninguém desconfiava dela e que Luísa sua única ameaça estava fora de cena depois daquele dia estranho Eduardo não conseguia parar de pensar na menina que apareceu no casamento a imagem de luí Magra assustada e desesperada continuava em sua mente as palavras dela sobre Renata eram difíceis de esquecer ela vai te machucar luí havia dito e a intensidade no olhar da menina ficou
recuando na cabeça dele mesmo tentando se convencer de que era apenas uma criança perturbada algo parecia não se encaixar Eduardo tinha uma sensação esquisita no peito como se um alarme estivesse tocando baixinho alertando-o para algo que ele ainda não conseguia Ver Renata é claro notou a preocupação dele e começou a agir de forma ainda mais carinhosa e atenciosa tentando desfazer qualquer dúvida preparava suas refeições favoritas fazia questão de estar sempre ao lado dele mostrando-se dedicada e doce mas mesmo com toda essa demonstração de Amor Eduardo sentia que alguma coisa estava fora do lugar em um
momento de dúvida ele resolveu seguir sua intuição e investigar Eduardo decidiu que em vez de questionar Renata Abertamente ele iria observá-la começou a prestar atenção nos detalhes nos pequenos Deslizes que ela talvez cometesse quando ela achava que ele não estava olhando ele observava o rosto dela se transformar em algo frio e calculista bem diferente da mulher doce que aparentava ser aos poucos Eduardo começou a perceber que Renata Não Era exatamente a pessoa que ele imaginava para ter certeza Eduardo Decidiu ir mais fundo em uma noite ele esperou que Renata adormecesse e com cuidado para não
fazer barulho pegou o celular dela que estava na mesinha ao lado da cama ele sabia que se se Renata estivesse escondendo alguma coisa o celular poderia ter respostas com a luz mínima da tela começou a procurar por mensagens fotos e contatos e após alguns minutos de buscas encontrou um número de telefone que parecia pertencer a um advogado sem pensar duas vezes Ele anotou o contato e decidiu fazer uma Ligação no dia seguinte fingindo ser outra pessoa na manhã seguinte Eduardo ligou para o advogado e ao se apresentar como um amigo próximo de Renata ele perguntou
sobre alguns documentos o advogado acreditando na história mencionou um seguro de vida antigo de João e como a herança havia passado toda para Renata após a morte dele Eduardo ficou chocado ele sabia que João era o primeiro marido de Renata mas ouvir sobre os detalhes do seguro e da herança Deixaram Claro que ela não estava com ele apenas por amor aquela era a primeira confirmação de que algo não estava certo ao desligar o telefone Eduardo sentiu o coração disparar a história de luí começou a fazer sentido e ele percebeu que provavelmente a menina havia dito
a verdade Eduardo decidiu que precisava ser mais cuidadoso ele sabia que se Renata fosse realmente perigosa Como luí dizia Qualquer deslize poderia colocar sua vida em risco nos dias seguintes Eduardo começou a atestar Renata discretamente durante um jantar Ele comentou sobre a possibilidade de adicionar Luiz em seu Testamento dizendo que sentia pena da menina e que queria ajudar crianças que passaram por situações difíceis a reação de Renata foi imediata ela ficou rígida por um momento mas Logo sorriu disfarçando o desconforto Ah claro querido que ideia maravilhosa Respondeu tentando parecer natural mas Eduardo percebeu que algo
no olhar dela havia mudado era como se ela tivesse se incomodado profundamente com aquela possibilidade depois disso Eduardo decidiu levar o plano A um nível mais sério ele sabia que Renata poderia estar apenas esperando o momento certo para agir assim como havia feito com João então bolou uma ideia ousada ele fingiria estar ficando doente para ver como ela reagiria era Riscado mas ele Precisava saber até onde Renata estava disposta a ir Eduardo começou a agir como se estivesse doente ele reclamava de tonturas dizia que estava sem apetite e que se sentia fraco Renata sempre em
seu papel de esposa preocupada se ofereceu para cuidar dele e até sugeriu que ele descansasse mais e tomasse alguns remédios naturais que ela mesma poderia preparar Eduardo fingiu aceitar a ajuda dela mas secretamente escondia as bebidas que Renata lhe dava ele não Confiava nela e queria ver até onde ela iria certo dia Renata apareceu com um frasco novo de vitaminas e disse que aquilo ajudaria a se sentir melhor Eduardo sorriu e fingiu gratidão mas guardou as cápsulas em um canto do quarto onde ela não conseguiria vê-las ele sabia que Renata podia estar usando aquilo para
tentar piorar sua saúde Assim como tinha feito com João a cada nova tentativa dela de ajudá-lo ele disfarçava fingindo Tomar os comprimidos mas sempre dando um jeito de se livrar deles em segredo com o passar dos dias Eduardo observava como Renata parecia cada vez mais relaxada quase como se estivesse ansiosa por um desfecho ele notava o quanto ela se mostrava preocupada com sua saúde mas ao mesmo tempo fazia planos sobre o futuro falando sobre viagens e sobre como eles poderiam viver uma vida confortável em outra cidade para Eduardo aquilo era um sinal Claro de que
ela estava esperando O momento certo para se livrar dele Eduardo decidiu que era hora de encerrar o plano e confrontar Renata de uma vez por todas ele reuniu todas as provas que tinha as mensagens as conversas com o advogado e até mesmo as cápsulas suspeitas que ela havia lhe dado Mas em vez de confrontá-la diretamente Eduardo decidiu envolver a polícia Ele entrou em contato com um detetive particular e explicou toda a situação pedindo que ajudassem a investigar a morte de João e As ações de o detetive sugeriu que eles esperassem o próximo movimento de Renata
e para a surpresa de Eduardo não demorou muito era uma noite calma mas Eduardo sentia o coração batendo rápido ele sabia que aquela poderia ser a última vez que Renata tentaria algo contra ele e que se tudo saísse como planejado ele finalmente teria a prova que precisava o jantar Estava à mesa e Renata como sempre havia preparado tudo cuidadosa Desde o prato principal até a decoração da mesa como se fosse uma noite especial mas Eduardo sabia que a intenção dela era bem diferente de uma simples celebração no meio do jantar Renata se levantou e foi
até o armário pegando uma garrafa de vinho vamos brindar a nossa Nova Vida disse ela sorrindo Eduardo retribuiu o sorriso mas por dentro sentia um frio percorrer sua espinha ele sabia que aquele vinho era parte do plano dela e mesmo sem saber exatamente O que ela havia feito suspeitava que Renata tivesse adulterado a bebida de alguma forma ele precisava agir com calma para não levantar suspeitas Renata abriu a garrafa serviu o vinho e entregou uma das taças a Eduardo ele pegou a taça observando-a com cuidado e notou que Renata mantinha os olhos fixos nele como
se estivesse esperando por algo Eduardo agradeceu Mas em vez de levar a taça direto ente a boca fingiu lembrar-se de algo Ah só um Minuto querida disse ele levantando-se com um sorriso vou pegar uma coisa na cozinha volto já ele saiu da sala segurando a tass ao chegar a cozinha trocou rapidamente o conteúdo dela com o de outra taça de vinho que ele já havia deixado preparado ele queria garantir que caso algo acontecesse não seria ele quem pagaria o preço voltou para a sala com a taça trocada e sentou-se novamente ao lado de Renata que
parecia aliviada ao vê-lo de volta agora sim vamos Brindar disse Eduardo levantando a taça eles brindaram e Renata com um sorriso satisfeito levou o vinho à boca tomando alguns goles Eduardo observou cada movimento dela tentando disfarçar sua ansiedade o que ele esperava era que se realmente houvesse algo errado com aquele vinho Renata sentiria os efeitos em breve os primeiros minutos se passaram sem nenhuma reação e Eduardo começou a se perguntar se havia feito algo errado mas então Renata começou a Piscar mais devagar como se estivesse com dificuldade para se concentrar ela levou a mão à
cabeça e olhou para ele com um leve desconforto no rosto estou me sentindo estranha murmurou colocando a taça na mesa e tentando se levantar Eduardo observava em silêncio esperando a confirmação do que já suspeitava Renata tentava Manter o controle mas era evidente que algo não estava bem ela cambaleou ao levantar e quase caiu segurando-se na cadeira Eduardo eu eu não sei o que está acontecendo disse com a voz enfraquecida e o olhar confuso Renata disse Eduardo em um tom sério olhando diretamente para ela está tudo bem parece que você não está se sentindo muito bem
ele percebeu que ela começava a entrar em Pânico provavelmente entendendo que algo estava dando errado Renata tentou responder mas sua voz saía trêmula quase apagada e Ela olhava ao redor como se buscasse alguma Explicação ela caiu de joelhos ofegante e Eduardo se aproximou lentamente Renata Será que você colocou algo no vinho perguntou sem disfarçar a acusação ao ouvir isso Renata os olhos mas já estava fraca demais para reagir ela tentou balbucear alguma coisa mas as palavras não saíam Eduardo observava tudo com um olhar firme sabendo que finalmente a verdade estava se revelando nos minutos que
se seguiram Renata ficou cada vez mais debilitada Eduardo decidiu chamar uma ambulância Mas sabia que não tinha muito que fazer a não ser esperar ele se Manteve ao lado dela observando enquanto a expressão de Renata passava de surpresa para desespero e finalmente para uma compreensão amarga ela havia sido enganada Eduardo não tinha caído em seu plano e agora ela era vítima de sua própria armadilha Quando a ambulância chegou os paramédicos a encontraram fraca e sem forças para reagir Eduardo Explicou que ela havia tomado um vinho e que de repente começou a passar mal ele não
mencionou suas suspeitas nem o fato de que havia trocado as taç sabia que agora a verdade estava prestes a vir à tona e que o melhor era deixar que a investigação seguisse seu curso Renata foi levada ao hospital e Eduardo se sentiu aliviado ele sabia que o pior havia passado e que finalmente estava livre daquela mulher que havia tentado manipulá-lo e possivelmente até acabar Com sua vida Renata foi levada às pressas para o hospital enquanto Eduardo observava a ambulância se afastar sentiu um alívio enorme mas também uma tensão no ar como se ainda não estivesse
completamente livre dela ele sabia que Renata era astuta e capaz de qualquer coisa para sair daquela situação mas por enquanto ela estava fora de cena e isso lhe deu um pouco de paz no hospital Renata foi internada em estado grave o veneno que ela mesma havia preparado Parecia estar fazendo efeito agora em seu corpo ela mal conseguia abrir os olhos sentia o corpo pesado as mãos trêmulas e a Mente Confusa como se estivesse presa em um pesadelo do qual não conseguia sair os médicos cuidaram dela com urgência tentando estabilizá-la e ela ficou em observação por
horas até que finalmente entrou em coma enquanto isso Eduardo respirava um pouco mais tranquilo sabia que com Renata fora de ação ele finalmente poderia investigar Tudo o que ela havia feito e entender até onde iam suas mentiras agora sem Renata por perto ele se deu conta do quanto havia sido enganado de como havia se deixado levar pela imagem falsa que ela criará Eduardo não se sentia feliz pela situação dela mas sabia que aquela era a consequência dos próprios atos de Renata tudo que ela havia tentado fazer com ele e com João agora parecia se voltar
contra ela nos dias que se seguiram Eduardo começou a Reconstruir sua vida mas dessa vez sem a presença sufocante de Renata ele já havia falado com seu advogado e iniciado uma investigação sobre a morte de João Querendo entender se Renata realmente havia feito algo para acelerar a morte do primeiro marido o advogado ao ver as provas e a situação dela no hospital ficou chocado e prometeu ajudar Eduardo a resolver a questão de maneira legal Eduardo sentia que pouco a pouco estava recuperando o controle sobre a própria Vida por outro lado o caso de Renata se
tornava um Mistério para os médicos eles sabiam que algo sério havia acontecido mas ainda não conseguiam entender o que havia provocado aquela condição a única coisa que podiam fazer era mantê-la sob cuidados intensivos e esperar para eles Renata era apenas uma paciente mas para Eduardo ela era uma ameaça que estava temporariamente controlada ele não queria baixar a guarda sabia que assim que ela acordasse provavelmente tentaria Se vingar de alguma forma o tempo passou e Eduardo aproveitou essa fase para se reerguer colocar a vida nos eixos ele até começou a fazer planos para o futuro buscando
deixar para trás tudo o que havia acontecido mas em seu íntimo ele sabia que a situação de Renata ainda não estava completamente resolvida a cada dia que passava ele imaginava quando ela acordaria e o que aconteceria depois disso Depois de alguns dias Eduardo recebeu uma ligação Do hospital o médico informou de que Renata continuava em coma Mas que havia tido uma leve melhora a voz do médico era de cautela mas Eduardo percebeu que aquilo significava que ela poderia acordar a qualquer momento e ao ouvir isso ele sentiu uma nova onda de preocupação Eduardo começou a
revisar as medidas de segurança em sua casa trocou fechaduras instalou câmeras e até pediu ajuda a um segurança particular ele sabia que se Renata acordasse Provavelmente tentaria continuar de onde havia parado e ele queria estar preparado durante o tempo em que ela estava no hospital Eduardo trabalhou dia e noite para garantir que ao menos se ela tentasse algo não teria mais controle sobre sua vida algumas semanas se passaram e para a surpresa de todos Renata finalmente começou a dar sinais de que estava saindo do coma os médicos avisaram Eduardo que sentiu o corpo todo ficar
tenso Sabia que aquele momento chegaria mas agora que estava tão próximo era difícil não se preocupar com o que ela poderia fazer no entanto Renata ainda estava fraca e isso deu a Eduardo uma vantagem ele sabia que enquanto ela estivesse se recuperando teria tempo para bucando provas contra ela e termino aquilo de vez por todas mesmo assim a ideia de que ela pudesse sair do hospital e tentar se vingar o deixava em Alerta constante Renata ainda no hospital começava a perceber sua situação estava presa a uma cama sem forças para se mover com enfermeiras e
médicos entrando e saindo do quarto ela sentia o corpo dolorido cada movimento era difícil e sua mente ainda estava lenta confusa mas ao recuperar um pouco da Lucidez Renata lembrou-se do que havia acontecido com Eduardo ele havia trocado as Taças e ela havia caído em sua própria armadilha a ideia de que ele a enganou e a esposa a Própria arma deixou Furiosa ela não sabia como mas estava determinada a se vingar a fazer Eduardo pagar por tudo o que havia passado os dias se arrastavam para Renata mas a cada novo amanhecer ela recuperava um pouco
de força e a cada pequeno avanço sua raiva por Eduardo aumentava ela sabia que ele estava seguro e que ele estava por trás de sua condição então em sua sua mente tudo que conseguia pensar era em como voltaria para se vingar dele ela não Planejava desistir para ela aquele era apenas um revés uma queda temporária os dias no hospital se arrastavam para Renata cada segundo parecia uma eternidade o quarto frio as paredes brancas e as enfermeiras que entravam e saíam eram tudo que ela havia tudo que a mantinha consciente do tempo passando Mas ao mesmo
tempo em que se sentia presa ela se fortalecia estava se recuperando mesmo que lentamente a raiva e a sede de Vingança mantinham firme e Renata sabia que assim que tivesse forças suficientes não deixaria que aquilo terminasse daquela forma enquanto se recuperava Renata se esforçava para manter um comportamento neutro fingindo aceitar a situação fingindo estar pacífica mas por dentro ela arquitetava cada passo que daria assim que deixar aquele hospital ela observava tudo ao seu redor cada detalhe que poderia ser útil sabia que os enfermeiros faziam as Rondas em horários fixos e que alguns deles deixavam a
porta aberta enquanto organizavam medicamentos era questão de tempo até encontrar uma oportunidade para escapar após semanas de Paciência Renata finalmente percebeu uma chance real de fugir numa noite em que havia apenas uma enfermeira de plantão ela notou que o hospital estava mais silencioso do que de costume as luzes no corredor estavam reduzidas e as portas que antes ficavam Sempre trancadas agora estavam entre abertas o coração dela bateu acelerado e com o pouco de força que tinha ela se preparou para o que seria a chance de sair dali ela aguardou até o horário em que a
enfermeira trocava de plantão exatamente às 4:00 da manhã com o corredor vazio ela lentamente levantou-se da cama segurando-se nas paredes para não perder o equilíbrio cada passo Parecia um esforço monumental mas ela se forçava a continuar sabia que Se voltasse agora a oportunidade seria perdida em sua mente via o rosto de Eduardo lembrava-se da forma como ele a enganara e isso a fez seguir em frente ao sair do quarto Renata avançou pelo corredor silencioso passando rapidamente pela ala dos pacientes ao final do Corredor uma porta levava para o estacionamento do hospital mas antes de chegar
até lá ela precisaria passar pela recepção Renata respirou fundo e avançou devagar Tentando ao máximo não chamar atenção a recepcionista estava distraída conversando no telefone e Renata aproveitou o momento para se esgueirar pela porta lateral que dava acesso a uma escada de emergência ela Desceu a escada com o máximo de cuidado mas sentia que a qualquer momento Alguém poderia aparecer sua respiração estava pesada os músculos fracos mas ela não podia desistir agora quando chegou ao térreo encontrou uma saída para o estacionamento e finalmente Alcançou o lado de fora do hospital o ar frio da madrugada
envolveu E ela sentiu a liberdade ao seu redor era isso estava fora daquele lugar estava livre com dificuldade Renata caminhou até a rua ela sabia que não podia parar ali prava encontrar um lugar onde pudesse se esconder recuperar a força e pensar no próximo passo cada movimento ainda era doloroso mas sua determinação era maior lembrou-se de uma casa abandonada em um bairro próximo um lugar que se ninguém Tivesse mexido poderia servir como esconderijo por alguns dias Renata sabia que a polícia logo saberia de sua fuga mas confiava que teria tempo suficiente para se esconder antes
que alguém pudesse encontrá-la com esforço Ela chegou até a velha casa empurrando a porta enferrujada e entrando em um espaço escuro e vazio o lugar estava sujo e frio mas naquele momento era tudo que ela precisava sentou-se no chão tentando Recuperar o fôlego e Começou a organizar os pensamentos sabia que Eduardo Provavelmente estava se sentindo seguro acreditando que ela estava incapacitada no hospital ele não fazia ideia de que agora ela estava livre e pronta para dar o próximo passo Renata passou os dias seguintes se escondendo saindo apenas de noite para buscar um pouco de comida
em lugares onde ninguém prestava atenção ela se movia rápido se mantinha nas Sombras e sempre que possível evitava qualquer contato com outras pessoas Sua determinação a mantinha forte e apesar das dificuldades ela continuava se preparar Eduardo não ficaria impune ele iria pagar por tê-la enganado e luí também Eduardo não conseguia parar de pensar em luí desde o dia em que ela apareceu no casamento apesar de Renata ter dado sua versão da história algo naquela menina frágil magra e desesperada mexer Profundamente com ele era o jeito como ela olhou em seus olhos como se estivesse carregando
o peso do mundo e precisasse de alguém que acreditasse nela e Eduardo acreditava por dias ele tentou encontrar informações sobre luí perguntou discretamente para pessoas que conheciam Renata mas como sempre ela tinha manipulado a verdade dizia que a menina era uma Órfã problemática que ela tentou ajudar mas que não havia como Ldar Eduardo sabia que havia mais nessa história sua intuição dizia que ele precisava fazer algo que não podia simplesmente ignorar a situação em uma noite chosa enquanto dirigia pela cidade Eduardo viu uma figura pequena encolhida sob a Marquise de uma loja fechada o coração
dele apertou reduziu a velocidade ao se aproximar reconheceu o rosto de luí escondido sob os cabelos embaraçados ela estava abraçada a um ursinho de pelúcia o olhar perdido as Roupas molhadas pela chuva Eduardo estacionou o carro rapidamente e desceu luí chamou com cuidado para não assustá-la a menina levantou o rosto devagar e ao vê-lo ficou imóvel como se não pudesse acreditar que alguém tinha vindo Você está bem perguntou Eduardo aproximando-se devagar Luísa começou a chorar balançando a Cabeça Ela me deixou ela me deixou sozinha soluçou segurando o ursinho com força Eduardo se ajoelhou ao lado
dela e colocou as mãos em seus Ombros Eu sei disse ele com a voz cheia de empatia Eu sei tudo que ela fez e sinto muito que você tenha passado por isso mas agora acabou você não precisa mais ficar sozinha venha comigo vou cuidar de você Luísa olhou para ele buscando alguma verdade em seus olhos e viu algo que não estava acostumada a ver confiança sem hesitar Eduardo apegou no colo e a levou para o carro cobrindo-a com uma manta que estava no banco de Trás durante o para casa ele explicou com calma eu investiguei
sei o que Renata fez com o meu pai e com você e agora vou garantir que ela nunca mais machuque ninguém luí ouviu em silêncio segurando o ursinho mas por dentro algo começou a se acender pela primeira vez alguém acreditava nela quando chegaram à casa de Eduardo Ele preparou um banho quente para Luísa e um jantar simples mas especial enquanto ela comia ainda tímida ele começou a falar Mais sobre o que sabia Renata ela manipulou Meu pai fez ele acreditar que ela era alguém boa mas agora eu sei que foi tudo mentira ela é perigosa
Luísa Mas nós vamos acabar com isso juntos luí mesmo tão pequena percebeu a sinceridade na voz de Eduardo aquilo não era como as falsas Promessas de Renata era real e pela primeira vez ela começou a acreditar que poderia ter um lugar seguro com luí agora morando com ele Eduardo redobrou a atenção ele sabia que Renata não ficaria quieta por muito tempo a polícia ainda procurava mas Eduardo tinha certeza de que mais cedo ou mais tarde ela apareceria e foi exatamente isso que aconteceu naquela noite as luzes da casa estavam baixas Eduard e luí estavam na
sala lendo juntos um livro que ela havia escolhido apesar de todo o medo que carregava luí começava a se sentir em casa ali especialmente ao lado de alguém Que realmente a ouvia mas do lado de fora nas sombras Renata os observava seus olhos estavam fixos na janela e sua mente estava tomada por raiva para ela Eduardo havia traído sua confiança ao acolher luí ele precisava pagar por isso Renata esperou o momento certo e entrou pela porta dos fundos que Eduardo havia esquecido de trancar com passos silenciosos ela se aproximou da sala a visão de Eduardo
e luí juntos rindo baixinho fez sua raiva aumentar Ainda mais sem hesitar ela apareceu na porta segurando uma faca que havia pegado na cozinha boa noite disse Renata com um sorriso frio Eduardo levantou-se rapidamente colocando-se entre ela e luí Renata acabou disse ele tentando manter a calma você não tem mais poder aqui a polícia está te procurando é só questão de tempo você acha que me importo respondeu ela rindo você tirou tudo de mim Eduardo tudo agora vou tirar o que você Tem ela deu um passo à frente e Eduardo percebeu que a situação poderia
se tornar ainda mais perigosa luí vá para o quarto e tranca a porta disse ele rapidamente sem desviar os olhos de Renata mas antes que a menina pudesse se mover Renata avançou gritando Eduardo reagiu instintivamente agarrando o braço dela e lutando para desarmá-la luí assustada Correu para o canto da sala observando tudo com os olhos arregalados Eduardo conseguiu segurar Renata mas ela era forte movida pela Fúria a luta foi intensa e a faca caiu no chão deslizando para longe Luísa viu a faca e reunindo toda a coragem que tinha Correu para pegá-la antes que Renata
pudesse alcançá-la pare gritou ela segurando a faca com as mãos trêmulas Você já fez mal demais não vai machucar mais ninguém Renata olhou para a menina surpresa pela coragem mas antes que pudesse dizer algo a sirenes da Polícia ecoaram do lado de fora uma das empregadas da casa havia presenciado toda a cena e rapidamente ligou para a polícia os policiais invadiram a casa rapidamente dominando Renata ela lutou mas estava em desvantagem quando finalmente foi levada Eduardo e luí caíram no sofá exaustos Mas aliviados pela primeira vez luí sentiu que o pesadelo havia acabado e ao
olhar para Eduardo viu algo que nunca havia Tido uma família de verdade com Renata finalmente fora de suas vidas Eduardo e luí começaram a experimentar um tipo de paz que ambos haviam esquecido que existia a casa antes cheia de tensão e medo parecia diferente era como se um peso invisível tivesse sido tirado e pela primeira vez luí podia caminhar por aqueles cômodos sem sentir medo ou necessidade de se esconder os primeiros dias foram de ajuste Eduardo se dedicou inteiramente a luí fazendo tudo o que Podia para garantir que ela se sentisse segura e amada ele
sabia que a menina carregava traumas profundos e que apenas o tempo e o cuidado verdadeiro poderiam ajudar a curá-los assim ele começou uma rotina tranquila com ela cheia de pequenas atividades que ajudavam a recuperar a confiança na vida e a sentir que finalmente ela tinha alguém com quem contar a cada manhã Eduardo prep o café da manhã para os dois sempre com a Intenção de criar um momento especial ele sabia que para luí esses gestos simples significavam muito a menina aos poucos foi relaxando e com o passar dos dias começou a se abrir mais contando
a ele histórias da infância ao lado do pai das coisas que gostava de fazer e até das saudades que sentia de uma época em que se sentia segura um dia enquanto tomava um café Eduardo fez uma proposta que a deixou surpresa Ele olhou nos olhos dela e com um sorriso Gentil disse Luí eu gostaria de ser parte da sua vida de verdade se você quiser eu adoraria cuidar de você como meu próprio pai faria a menina olhou para ele emocionada sem acreditar que alguém finalmente estava ali para ficar para cuidar dela de verdade sem nenhuma
mentira ela sentiu e os dois se abraçaram marcando o início de uma nova vida juntos Eduardo então começou a tomar providências legais para adotar luí oficialmente ele queria que ela soubesse que nunca mais Estaria sozinha que sempre teria umaa para on voltar e uma família que seava de verdade com ela durante esse processo ele buscou ajuda profissional para que ambos pudessem lidar com tudo que haviam passado luí comeou a frequentar sessões com uma terapeuta especializada em crianças e Eduardo também participou sabendo que ele precisava de apoio para reconstruir a vida e ser o melhor pai
que poderia ser para ela com o tempo as sessões de terapia foram ajudando luí a Falar sobre os medos e traumas que Renata havia causado aos poucos ela começou a perceber que a culpa e a dor que sentia não pertenciam a ela que tudo o que havia sofrido era responsabilidade de Renata e que ela Luísa era uma menina forte e digna de amor essa compreensão foi Libertadora para a menina que passou a ver a si mesma com mais confiança e a construir uma imagem mais positiva de quem ela era a cada pequeno Progresso Eduardo a
incentivava comemorando junto Com ela cada conquista Se luí conseguisse dormir a noite inteira sem pesadelos ele fazia um jantar especial no dia seguinte se ela tivesse um bom dia na escola ele a levava ao parque ou ao cinema ele queria que Luiza sentisse que cada vitória era importante e que ela não estava mais sozinha com o passar dos meses ardo e lua se tornaram mais do que apenas pai e filha eles se tornaram parceiros amigos uma verdadeira família Eduardo que nunca tinha pensado em ser Pai antes descobriu que aquele papel era o mais importante de
sua vida ele sabia que não poderia substituir o pai de luí mas também sabia que podia oferecer o amor o apoio e a segurança que ela merecia ele se dedicou de coração e isso transformou a vida dos dois no primeiro Natal juntos Eduardo e luí enfeitaram a casa de um jeito especial foi a primeira vez em muito tempo que luí sentiu o verdadeiro espírito Natalino sem medo ou tristeza eles montaram a árvore juntos Rindo e brincando enquanto penduravam as luzes e os enfeites naquela noite Eduardo apresente com um álbum de fotos onde eles poderiam guardar
cada lembrança nova que criassem Luiz abriu o presente com um sorriso sabendo que finalmente tinha uma vida pela frente onde Poderia colecionar boas memórias na escola Luísa também começou a fazer novos amigos com o apoio de Eduardo ela entrou para um clube de desenho e passou a desenvolver seu Talento artístico algo que sempre havia gostado mas que nunca tinha tido a oportunidade de explorar Eduardo fazia questão de apoiá-la em cada projeto sempre elogiando seus desenhos e incentivando-a a continuar essa expressão através da arte ajudava luí a colocar para fora tudo o que sentia a transformar
o medo e a dor em algo bonito algo que representava sua força e sua superação com o Tempo luí começou a se abrir para os novos amigos contando a Eles de forma leve parte da sua história e das dificuldades que enfrentou os colegas ouviram com atenção e ela ficou surpresa ao perceber que eles acolheram respeitando seu passado e Admirando sua coragem isso deu a ela mais confiança ajud a a sentir que sua história por mais dolorosa que fosse também tinha um lado de superação que valia a pena compartilhar e assim os dias foram passando Eduardo
e luí continuaram a construir uma vida juntos com base em Amor e confiança a casa antes marcada pelo sofrimento que Renata havia causado agora Era um lar de verdade cheio de Risadas Momentos Especiais e promessas para o futuro eles começaram a fazer planos de viagem a a organizar jantares com amigos e até a fazer caminhadas nas manhãs de sábado aproveitando cada momento e construindo uma rotina simples mas cheia de significado luí ao olhar para o futuro já não sentia o peso do passado ela Sabia que as lembranças ainda estavam lá mas também sabia que agora
tinha alguém com quem dividir tanto as tristezas quanto as alegrias Eduardo estava ao seu lado e isso bastava i