[Música] bem-vindos ao curso de especialização em neurociências eh a gente vai eh Nesse contexto de hoje finalizar alguns aspectos envolvidos na formação de memória dando ênfase aos mecanismos eh celulares eu sou a professora Susete e a gente vai eh discutir um pouquinho mais sobre o tema os tópicos a serem abordados hoje eh envolv mecanismos celulares e moleculares envolvidos na formação de memória eh a gente vai discutir também alguns modelos experimentais eh que nos possibilitaram compreender e estudar né as diferentes formas de memória e ainda eh tentar discutir um pouquinho se é possível interferir né na
formação de memória e como esse processo acontece através de alguns moduladores Então antes da gente entrar especificamente no conteúdo de hoje importante que a gente reveja eh alguns conceitos fundamentais primeiro a memória Ela é formada em etapas eh a primeira etapa é o processo de aquisição eh depois essa informação ela fica retida no nossos sistemas ou por um curto intervalo de tempo ou por um longo intervalo de tempo e o que garante que a informação de curto prazo se transforme informação de longo prazo é o processo de consolidação né Eh além de isso e uma
vez retida essa informação ela pode ser evocada sempre que necessária bom então Eh é importante também que a gente lembre que a a classificação de memória ela é bastante Ampla e ela enfoca exatamente né a capacidade de adquirir armazenar informações diferentes tipos de informações isso automaticamente nos remet a diferentes circuitos neurais então uma vez adquirida essa informação eh essa informação vai ser retida e pode ser retida em diferentes circuitos neurais tá é importante que alguns processos eles são bastante semelhantes né que é o que a gente vai discutir isso então depois de retida ela pode
ser eh recuperada eh e por fim né a gente tem que lembrar que o processo de consolidação eh que envolve então a transformação da memória de curto prazo e de longo prazo eh ele pode ser eh interrompido ele pode sofrer um déficit E aí logicamente né Eh essa informação não passa da memória de curto prazo para a memória de longo prazo eh esse processo ele acontece em estruturas neurais específicas que que é na formação hipocampal eh dorsal basicamente quando a gente enfoca o processo de memória declarativa do tipo episódico então um dos tipos de de
memória envolve a formação em hipocampal a gente vai falar de outros aspectos hoje e e além né né da formação hipocampal então pra gente iniciar eh todo o processo a primeira questão é quais são os mecanismos né celulares e sistêmicos envolvidos nesse processo Então a primeira coisa que precisa ficar Clara é que essa figura representa eh como se fosse diferentes circuitos neurais envolvidos e em cada área que tá envolvida é importante a gente entender que existe um subsistema né uma conversa entre as células e essa comun ação ela deixa alterações celulares que são chamados de
engramas tá E é basicamente isso que a gente vai eh estudar então essas mudanças basicamente são as mudanças químicas e biológicas né Eh além das físicas que garantem que o processo aconteça bom esse processo de modificação né na na capacidade de comunicação em entre as células é o mecanismo básico do processo de formação de memória então aqui a gente lembrando né Essa figura mostra uma terminação de um neurônio pré-sináptico em contato com uma célula pós-sináptica vamos imaginar aquele circuito que a gente viu Eh no slide anterior e e e sempre que há uma interação ou
seja uma informação é processada no sistema nervoso essa interação do ambiente com o organismo Ele vai moldar esse circuitos no sentido de fortalecer ou de enfraquecer né que são as bases do processo de formação de memória então É exatamente esse essa possibilidade de moldar que é determinada e é chamada de plasticidade neural eh que que permite né que os neurônios se transformem e se adaptem eh consciente disso A ideia é dizer quais são as bases Então o que tipo de modificações podem acontecer num processo de formação de memória de curto ou num processo de formação
de memória de longo prazo Então se a gente imaginar que o neurônio né uma célula nervosa ele recebe informações eh externas e processa essas informações ele pode resultar em eh dois tipos de mudanças bem características a a primeira dela é mudança na expressão eh ou na atividade de proteínas então eu posso por exemplo modificar proteínas que já estão sintetizadas dentro da célula e ativar essas proteínas ou desativar essas proteínas e também eu posso mudar a morfologia e a função das células Deixando as células mais excitáveis menos excitáveis e a conversa entre estas Eh esses mecanismos
vão levar numa mudança comportamental né que é o exatamente a forma com que a gente consegue avaliar se e a memória foi formada então Eh Essas atividades que a gente chama de intrínsecas dentro da célula que mudam e no neurônio é que vão garantir então o processo de mudança comportamental a questão seguinte é de que forma que a gente pode avaliar essas mudanças e como eh as mudanças acontecem então e eu falei inicialmente que a classificação das memórias ela é bastante Ampla eu vou pegar um aspecto aqui de um tipo de memória do tipo episódica
eh que é uma condição de memória que eh se modifica quando a gente quando os organismos de uma forma geral São submetidos a estímulos que são repetitivos então a questão é que tipo de mudança acontece no nosso sistema e aqui na na parte de baixo existe um modelo experimental né que a gente pode ir eu vou mostrar para vocês depois como é que a gente pode avaliar isso no laboratório tá considerando o humano ou os animais esse processo de estimulação repetitiva a um mesmo estímulo pode levar né a uma mudança comportamental que a gente chama
de habituação o que que é isso a gente deixa de responder aquele estímulo repetitivo se ele não tem um significado biológico que nos coloca em risco tá então se você tá numa condição onde aquele estímulo é repetitivo mas que não tem um significado biológico você passa a a ignorar aquele estímulo o mesmo vale para um estímulo por exemplo de odor ou os animais aprendem né que eh o estímulo ou a ou a consequência daquele estímulo pode não ser nociva para ele ele deixa de fugir naquela determinada condição bom esse mecanismo de habituação ele foi bastante
estudado eh em animais e ele tem sido descrito hoje como uma depressão progressiva né na sinalização entre os neurônios aquele neurônio que eu mostrei anteriormente para vocês pré E pós-sináptico logicamente que cada circuito cada cada organismo envolve um neurotransmissor diferente né então eu vou mostrar para vocês um exemplo de um estudo que foi feito num invertebrado mas o que muda é o tipo de neurotransmissão que vai acontecer sendo do que o mecanismo é bastante semelhante Então nesse estudo eh que foi feito com invertebrados a lula a a a aísa perdão eh que foi bastante estimulada
então ela normalmente ela ela responde ao ambiente largando uma substância química para se defender do ambiente que possa ser nocivo eh quando ela percebe que esse ambiente não é nocivo ela deixa de ter essa essa resposta de Então como é que isso foi identificado eh ela faz isso né através foi esse experimento foi feito em laboratório através de vários toques no cifão desse animal que tem um neurônio pré-sináptico conectado a um neurônio motor que que resulta numa resposta de retirada de contração né das branquias desse animal quando o estímulo foi repetitivo e o animal percebeu
que ele não era nocio ele deixou de ter a resposta de contração e de afastamento daquele estímulo Então esse comportamento foi chamado de habituação nos redores em laboratório acontece a mesma coisa né ou nos humanos quando eles eles são colocados em novo ambiente quando ele é colocado num num novo ambiente ele tende a explorar esse ambiente para avaliar Qual é o risco né que ele tem naquele ambiente e num determinado momento esse processo de exploração ao ambiente se reduz né então aqui a gente tem que a orientação do animal também é é reduzida então também
em roedores a gente pode avaliar isso em laboratório como um processo de aprendizagem que não é associativo porque não tem Associação com nenhum outro estímulo Ele simplesmente identifica que não há perigo tá Isso foi comprovado celularmente quando eles mostraram né que no no primeiro estímulo do cifão o havia a liberação de um neurotransmissão neurotransmissor que é a serotonina nesse caso e aí você tem a contração né de uma branquia no animal com a estimulação repetitiva desse mesmo cifão esse a quantidade desse neurotransmissor foi reduzida a gente consegue ver nesse slide eh ao lado aqui e
aí consequentemente a resposta né que aqui houve contração ela deixa de acontecer né porque eu tenho menos neurotransmissor sendo liberado tá isso faz com que a informação seja armazenada então simplesmente mudar a quantidade de neurotransmissor e reduzir a resposta é uma forma de memória de curto prazo tá então ela é suficiente para mostrar para para resultar na min memória de curto prazo por outro lado numa situação inversa Aonde a resposta tende a ser aumentada eh a gente tem um processo de sensibilização ou sensitização tá então aqui a gente tem agora eh uma outra condição onde
o mesmo animal né aísa ela foi no momento anterior estimulada na cauda dela eh com um estímulo eh nocivo um choque leve elétrico isso resultou numa ativação de um outro circuito neuronal né que resultou na na ativação da resposta de retirada dessa branque Em outro momento quando o sifão foi foi toado imediatamente o animal eh eh contraí A brania então ele simplesmente respondeu de forma mais intensa eh Exatamente porque num numa etapa anterior ele foi sintetizado eh sensibilizado perdão com o choque elétri nesse slide do lado agora a gente mostra aqui que além da formação
de memória de curto prazo que né resulta na liberação do neurotransmissor essa memória ela pode também ser amazenada em longo prazo e para que isso aconteça a gente tem que ter uma alteração eh em toda né na célula neuronal alterar todas essas proteínas tanto na célula pré como na célula pós fazendo com que essa informação seja armazenada em longo prazo então Ah aqui resumidamente né num processo de sensibilização no primeiro momento quando a célula não é estimulada eu quase não tenho a liberação do neurotransmissor com o estímulo passa a liberar uma quantidade significativa desse neurotransmissor
E aí eu vou ter um processo de formação de memória de curto prazo né então esse eh único essa única eh terminação ocional é estimulada e quando esse estímulo permanece a memória é armazenada eu tenho outras terminações liberando neurotransmissor além de ser possível induzir o o a formação de um novo r de uma de uma uma alteração morfológica nessa célula que garante que a informação seja processada Então são modificações celulares e moleculares que vão garantir nesse modelo que é o modelo simples né a formação de memória de longo prazo então aqui comparando as duas memórias
né a gente tem aqui o processo de repouso a habituação que é quando você regride né você reduz a a comunicação entre as células então você tem por exemplo aqui a regressão de uma terminação que existia anteriormente e aqui a gente tem a sensitização mostrando que o processo de morfologia eh e anatomia foi alterado quando a gente avalia isso em vertebrados esse processo também acontece ele é muito semelhante então eu trouxe um exemplo porque são vários os exemplos de um condicionamento clássico que todos nós já conhecemos ou já ouvimos fal falar que é o acontecimento
clássico eh entre envolve associação entre dois estímulos né que é que é o o modelo de pavlov então quando um estímulo que não tinha significado biológico nenhum né a não ser um som eh foi associado a um estímulo que tem um significado biológico a animal porque é alimentação esse estímulo ele passa a sinalizar algo positivo e o animal passa a salivar na presença eh desse estímulo Então os mecanismos biológicos são muito semelhantes ao que a gente discutiu na habituação tá é só um exemplo de como a gente pode avaliar isso em laboratório uma outra forma
é associar um um estímulo né Eh não significativo com algo nocivo então O condicionamento passa a ser agora uma memória do tipo aversiva né e não Class Não da forma não aversiva como como a gente viu anteriormente que é uma forma positiva Tá além dessa formação quando você desassocia essas informações essas informações Ou seja você deixa de apresentar um estímulo aversivo que é o choque por um longo intervalo de tempo a gente pode ter uma outra forma de memória que é a extinção então esses processos todos tem sido utilizado inclusive eh no na na neurobiologia
comport mental no sentido de auxiliar em terapias cognitivas eh em animais de laboratório A gente também tem né Eh um processo aqui como eu mostrei anteriormente de aprendizagem de habituação a Uma Nova Condição né então é preciso que ele se habitue a uma determinada condição pra gente depois avaliar outros critérios importantes tá eh nesse exemplo aqui de uma memória aversiva tem um processo importante que é que é necessário a gente considerar então quando um animal por exemplo eh é submetido a uma experiência nesse caso aqui aversiva um choque associado a um contexto e e o
animal retorna a esse contexto ele passa a expressar um comportamento que a gente chama de freeing Freezing ou congelamento A grande questão é e que eu gostaria de discutir com vocês agora é onde essa informação ela é armazenada e de que forma que ela é armazenada Então se vocês lembrarem anteriormente eu falei que eh essa informação para ser retida em longo intervalo de tempo ela precisa ser consolidada e para que isso aconteça eu preciso modificar proteínas existentes e se necessário adicionar sintetizar novos genes e proteínas para que essa informação seja consolidada como é uma informação
aversiva contextual a gente tem Logic ente um circuito importante aqui envolvido que é a formação hipocampal dorsal em conjunto com o complexo amidal Loide então agora a gente vai entrar especificamente nos mecanismos eh que discutem esses aspectos né que seria então o processo de consolidação que tá relacionado com a mudança que vai acontecer em neurônios né então a gente já viu que o processo inicial para começar a formar memórias é a liberação de neurotransmissores em cada circuito eh neuronal o tipo de neurotransmissor e as neurônios envolvidos eles podem ser diferentes e portanto os receptores para
esses neurotransmissores também eh são diferentes eh mas o a o raciocínio é muito semelhante tá eh é uma vez ativado esses receptores eles vão dar início a um processo de transdução no interior da célula que podem levar a uma modificação na translação né na regulação de proteínas já existentes ou na síntese de novas proteínas e novos genes Então esse é o processo básico para uma formação de curto prazo se transforme numa mudança eh de longo prazo aqui só pra gente lembrar né então reforçando a ideia de que os circuitos eles podem ser diferentes para cada
tipo de memória que a gente vai avaliar então eu posso avaliar mudanças eh no lobo temporal Medial Eu Posso avaliar mudanças no cerebelo Eu Posso avaliar mudanças eh no neocórtex então isso cerebelo tá aqui desculpa a gente pode avaliar a depender do tipo de memória Tá bom então vamos começar primeiro por uma memória do tipo episódico e como se chegou à conclusão disso que eu acabei de explicar para vocês né que a gente tem uma ência necessária eh no meio interno das células para que a formação de memória aconteça Então a primeira eh descrição que
aconteceu foi num experimento de bliz e lomo que eles mostraram e eles isolaram células da formação hipocampal que já se sabia que participava eh do processo de formação de memória por observação comportamental e a gente recorda a história que eu contei para vocês eh do paciente a Hm então já se sabia que esse circuito participava de memória então eles isolaram essas células e levaram para laboratório para testar Que tipo de alteração acontecia então eles começaram a estimular um circuito específico aqui do córtex entorrinal que é uma estrutura que tá nesta região aqui né no lobo
temporal eh em relação a o hipocampo propriamente dito e a formação hipocampal e quando eles estimulam Aram essas células eles viram que essas células respondiam se tornando mais excitada e quanto mais estimulada numa frequência apropriada mais excitada essa célula ficava e ela ficava por um longo período de tempo e a informação era retida e na verdade o que eles descreveram que foi o mecanismo celular que hoje se acredita que esteja Envolvida com a formação de memória de longo prazo é o único mecanismo que se conhece até o momento né que explica a formação de memória
de longo prazo Então o que eles fizeram foi estimular exatamente né esta via aqui para tentar induzir uma formação e garantir que a memória se permanecesse e hoje se sabe que quando essa célula eh é estimulada essa via é estimulada há uma série de mudanças em neurotransmissores envolvidos como gaba glutamato e E logicamente né a gente tem aqui mostrando desses receptores eh e também a expressão eh mostrando os neurotransmissores e também a expressão desses receptores que são responsáveis no slide anterior is fica bastante Claro da gente entender eh Quais são as alterações necessárias para essa
formação Então hoje se acredita que quando você eh estimula o neurônio então aqui a gente tem o neurônio pré-sináptico lembrando de novo né e o neurônio pós-sináptico nesse caso aqui o neur transmissor é diferente do do do neurotransmissor que eu mostrei para vocês na pía porque lá eu tava estudando uma memória invertebrado aqui eu estou estudando uma memória por exemplo relacionada a um circuito da formação hipocampal de um vertebrado né então o neurotransmissor é diferente então o que eles fizeram é que o neurônio pré-sináptico quando estimulado ele libera uma quantidade de neurotransmissor né E aí
esse neurotransmissor se liga aos receptores específicos para ele que no caso do glutamato São dois tipos ampa E nmda então e aqui eu tenho uma espinha dendrítica né de um receptor pós-sináptico tá quando quando esse ne essa quantidade de neurotransmissor é pequena né o que eu tenho é um uma leve modificação desta célula então um leve influxo que é basicamente o necessário para formar uma memória de curto prazo entretanto né quando eu eh estimulo em grande quantidade esta célula então por exemplo se eu se eu pegar esse dendrito aqui de uma célula e avaliar o
que acontece eh por exemplo com aquela estimulação repetitiva eh da formação hipocampal o que vai acontecer é que a quantidade de neurotransmissor vai aumentar muito e eu vou modificar a morfologia dessa célula eu vou começar a responder a essa superestimulação estão sintetizando novas proteínas que podem ser por exemplo que tá mostrado aqui a inserção né de novos canais na membrana desta célula então eu vou aumentar a possibilidade do neurotransmissor que foi liberado produzir um efeito nessa célula né então eu vou facilitar essa comunicação colocando na membrana desta célula mais receptores para ele tá eh por
outro lado né n num processo inverso de habituação né ou de redução de uma resposta eu tenho uma retirada de receptores da membrana e essa célula vai deixar de responder é um mecanismo importante também quando eu quero selecionar um circuito para formação de memória Então nesse caso eu tenho o que a gente chama de ltp potenciação de longa duração e aqui eu tenho a ltd que é um mecanismo de redução né da estimulação desta célula bom todos esses processos tanto ltp quanto ldp dependem do cálcio então o cálcio eh é pra função da da célula
é muito importante então aqui tá mostrando né que eh a quantidade de cálcio dentro da que vai permear a membrana da célula ela é capaz de ativar uma uma série de proteínas intracelulares né que são proteínas quinases de entes aqui um exemplo só de uma delas que é a proteína quinase e eu vou inibir as fosfatases Ou seja eu vou ativar uma via né intracelular para fazer com que esse receptor responda de uma forma mais intensa por outro lado né aqui tá mostrando então o quanto o cálcio vai ser importante ativando né todas essas vias
aqui e que mostrei para vocês inibindo as fosfatases e ativando as quinases como pkc pka que são bastante importantes é um circuito eh bastante complexo mas é importante que vocês entendam nesse momento só que é necessário que essas proteínas sejam moduladas em cada circuito em cada célula eu posso ter proteínas Diferentes né então o racional é que algumas proteínas quinases são importantes para cada ciclo e que se elas não forem ativadas e que se não houver cálcio eh ou a mp cíclico essa memória não vai se formar tá aqui mostrando Então como é que eu
posso alterar né então aqui eu tenho uma célula um dendrito de uma célula e uma vez que essa célula for é estimulada por diferentes neurotransmissores aqui a gente tem canal de de de nmda canal de cálcio dependente essa informação chega no núcleo da célula modifica a expressão de novos genes e o que que vai acontecer com essa célula ela vai mudar a morfologia Então esse neurônio aqui por exemplo ele pode aumentar o número de prolongamentos né que é o que vai garantir que a informação seja armazenada em longo prazo tá aqui tá mostrando eh novamente
um circuito que eu discutir com vocês antes que era formação hipocampal então mostrando agora em longo prazo o que vai acontecer então Em Curto Prazo eu vou ativar essas proteínas quinases Mas para que a morfologia para que aquele neurônio cresça né e fortaleça o contato com outras células e a memória realmente fica armazenada é importante que essa informação e que algumas proteínas sejam translocados pro núcleo da célula e sintetizem novas proteínas E essas proteínas agora vão fazer com que por exemplo um novo terminal axonal seja incorporado então a morfologia da célula mude eu acho que
isso Ficou claro né Então tá mostrando exatamente aqui a relação de toda a Mud ança que pode acontecer ao longo de uma célula que é um processo bastante complexo mas só para vocês entenderem que o meio intrínseco da célula ele se altera completamente né atividade dos núcleos de síntese de proteínas de fatores neurotróficos que vão migrar né Tanto do corpo para o o terminal axonal quanto vice-versa para manter a função desta célula E aí eu tenho logicamente uma ampliação de sinal dentro da célula né a partir de um receptor que vai tá ativado então Exatamente
Essa é a sequência de mecanismos um um receptor é ativado Ele ativa proteínas né Eh metabotrópico quinases que vão ser translocada pro núcleo e vão amplificar todo esse sinal isso é a base do processo de formação de memória em circuito a longo prazo em circuitos específicos e aqui a gente tem um um desenho mostrando Então a partir do momento que uma informação ela é adquirida né o nosso primeiro processo de formação de memória é aquisição e a gente consegue ver isso através né Da liberação de neurotransmissor Então esse neurotransmissor dependendo da quantidade que ele for
liberado ou seja da frequência de estimulação do neurônio que libera esse neurotransmissor o efeito na célula pós-sináptica vai ser diferente tá E aí o eu posso ter uma memória de curto prazo ou eu posso ter uma memória de longo prazo então uma memória de curto prazo que é só essa etapa Inicial Eu vou ter kinases sendo envolvidas uma memória de longo prazo que é através do processo de consolidação eu vou ter vários né e alteração nuclear importante aqui Aqui tá mostrando então a fase final né então essa parte Inicial que é alteração de proteínas já
existentes caracteriza a formação de memória de curto prazo que é o que tá aqui ela normalmente essa informação ela permanece no nosso sistema por algumas horas então você consegue por exemplo reter uma informação eh do dia a dia onde você deixou um carro que você almoçou né O que você fez naquele dia ele possibilita que você eh Organize as ideias do dia a dia mas uma memória de longo o prazo ela permanece por horas dias anos ela começa a ser formada e essa síntese toda de proteínas ela começa a se formada TRS ou 4 horas
após o estímulo ter eh sido incorporado ao sistema e ela Vai resultar em mudanças então mais específicas que a gente já falou aqui aqui só tá mostrando essa complexidade toda Então já se sabe né eh toda a sequência de proteínas e quais são as proteínas estão envolvidas é logicamente que eh isso é uma coisa eh bastante específica né mas é só para mostrar a vocês que isso é muito importante esse conhecimento é muito importante para quem estuda a memória né então de que forma que eu posso modular esse processo né em que horário que eu
posso modular esse processo que proteínas eu posso modular para fortalecer uma memória que eu quero Que permaneça no meu sistema ou para extinguir né uma memória ou reduzir a expressão de uma memória a extinção é um processo muito semelhante tem sido discutido que ela envolve mecanismos semelhantes à habituação você não não retira a memória do sistema Mas você consegue controlar né o nível de memória então e é importante a gente conhecer todas essas proteínas que estão envolvidas aqui e para poder estudar esses processos um detalhe importante né que a ltp ainda é discutido que ela
não é a memória mas ela é o mecanismo então eh celular que tem explicado esse processo até hoje né Eh tem se buscado todo a a compreensão desses mecanismos celulares ela tem propriedades importantes como a gente já viu né então é necessário a cooperação entre as células pré E pós-sináptica então a intensidade do estímulo pré vai determinar né e a o efeito na célula pós-sináptica é importante que aconteça associação entre as células hoje tem se estudado muito de que forma que uma informação pode interferir eh em outra informação adquirida previamente tanto no sentido de fortalecer
como enfraquecer a memória e ela garante a especificidade de sinais né em circuitos específicos então a ideia de que neurônios que trabalham juntos que disparam juntos eh fazem com que a informação seja retida de forma mais intensa aqui só uma ideia mostrando para vocês então eh o quanto né uma célula eh aqui tá mostrando o nedr de uma célula e todos esses pontinhos azuis são pontos de contato sináptico isso é que muda né quando o indivíduo forma uma determinada memória isso pode aumentar ou pode reduzir tá E só em termos de conhecimento aqui mostrando para
vocês que isso também tem sido estudado ao longo do envelhecimento então comparando por exemplo aqui eh o neurônio né de um indivíduo eh adulto jovem e aqui um neurônio de um indivíduo eh velho que não é estimulado logicamente que isso tudo é moldado no sistema né mostrando que o envelhecimento ele tende a reduzir o contato entre as células e a perda de memória se dá muito mais pela perda de contato entre as células do que pela mudança do tipo de receptor do que dê pela morte neuronal em específico tá a só um um detalhe ainda
eh específico mostrando então né De que forma que os circuitos aqueles que eu mostrei no início para vocês acontecem dentro das células então aqui mostrando por exemplo um circuito dentro de uma área cortical né a gente pode pensar por exemplo no córtex préfrontal então numa memória recente o que vai acontecer é que o circuito ele Tende a permanecer eh numa estrutura que é o hipocampo quando você adquire uma memória do tipo episódica por exemplo né que em relação ao espaço e ao tempo do indivíduo tá eh quando essa memória ela é transformada em memória a
longo prazo de forma remota temse discutido que essa memória ela também forma um circuito no córtex né e o hipocampo continua a participar desse processo de forma mais fraca eh e o Corttex parece que parece que passa a participar de uma uma forma mais intensa então e essa é o mecanismo de consolidação sistêmica do processo de formação de memória e para pra gente falar um pouquinho dos moduladores né então a gente viu que o glutamato por exemplo é um neurotransmissor bastante importante no processo de formação de memória mas essa via que a gente já viu
né das pcas pccs e cálcio intracelular elas podem ser moldadas por outros neurotransmissores então por exemplo dopamina citicolina serotonina então outras vias poderiam entrar nesse sistema eh e ativar ou desativar nesse mesmo neurônio que o glutamato eh exerceu uma função fazendo com que esse processo se intensifique né então isso tem se sido bastante eh enfatizado atualmente a serotonina é um modulador importante né na nas células então a gente sabe que a serotonina e a gente já viu isso anteriormente tem uma quantidade enorme de receptores tá E aí logicamente dependendo do circuito do tipo de receptor
e o ã o receptor que vai estar envolvido e vai vai ser diferente né então eu posso por exemplo aqui né só pra gente ter uma ideia da complexidade do processo é que dependendo do tipo de receptor que tá envolvido eu posso facilitar a formação de memória ou dificultar tá em resumo né pra gente entender um pouquinho de novo então aqui a gente tá falando do processo de aquisição de consolidação das memórias que é o processo que envolve a formação de memória de longo prazo e garante que essa informação seja então armazenada eh por um
longo período de tempo tá eh dias meses horas anos né e é o que vai fazer a a vai determinar a mudança do nosso comportamento ao longo da nossa vida então mostrando aqui algumas proteínas que são importantes nesse processo além de tudo né Eh o já se sabe por exemplo que essa sequência de eventos a partir da aprendizagem de uma experiência que o indivíduo passou ele Vai resultar então na memória de longo prazo tá E aqui mostrando só pra gente eh recuperar a informação que o circuito envolvidos nessa formação são os mais variados eu tô
mostrando aqui para vocês um circuito de um encéfalo de roedores eh mostrando córtex préfrontal eh complexo amidal Loide né e um sistema Somato sensorial mostrando que essas células elas se moldam elas se modificam né ao longo de um processo de aprendizagem então eu posso ter redução por exemplo eh da modificação ou da das ramificações da dessas células ou eu posso ter amplificação né aumento da morfologia desses neurônios então isso só para mostrar que todo processo de de formação de memória ele resulta então uma mudança celular e sistêmica no indivído Essas são as bibliografias que Vocês
poderiam consultar sobre Esse aspecto eu tô disponível a tirar dúvidas de vocês e agradeço por mais essa oportunidade [Música]