Olá bem-vindo a mais uma edição de Isto é sua história meu nome é Sérgio siscaro e hoje estamos falando com Hélio Brito Júnior que há mais de 30 anos atua como empreendedor e promove ações socioambientais Hélio seja bem-vindo Obrigado Sérgio gostaria que você falasse um pouquinho do início da sua trajetória Sérgio acho que a minha trajetória foi marcada por uma oportunidade que eu tive dos meus pais de um intercâmbio nos Estados Unidos em 1900 89 eu tinha 16 anos na época eu acho que ali separou um pouquinho né um pouco você ter essa oportunidade de voltar com o inglês fluente isso me abriu me abriu o mundo quando eu voltei desse intercâmbio eu já tava com convite para ser um guia de turismo internacional por conta da afluência do inglês naquela época as pessoas não nem todo mundo tinha oportunidade né de vivenci ar fora a aprender a língua falar como nativo isso aconteceu comigo e aí abrindo essa porta para trabalhar no turismo internacional como guia eu comecei a conhecer o mundo muito jovem uhum foi uma experiência muito interessante tá com 18 anos à frente de grupos no começo eu era um guia de viagens para Disney depois isso foi se expandindo para Nova York no começo dos anos 90 já tava indo pra África e tava entrando numa área de viagens de incentivo dentro da agência para quem eu trabalhava na época a viagem de incentivo eram organizadas para empresas que premiava seus vendedores seus colaboradores com desempenho Acima da Média ganhavam viagens e aí eu entrei no mundo do desenvolvimento de experiências internacionais incríveis aquela viagem a gente tinha que ser marcante né então a viagem detivo ela é Esse instrumento do Live marketing de uma ferramenta poderosa de alavancar vendas até hoje né eu venho desenvolvendo esse trabalho cada vez com mais Impacto Com buscando criar experiências e vivências que fiquem pra vida das pessoas que ajudem ela também a mudar de patamar cultural Então eu acho que é um oportunidade de trabalho que eu gostei me apaixonei lá atrás desde moleque e sigo até hoje nessa trilha aí imagino que essa vivência internacional também despertou o interesse pelo empreendedorismo não foi porque você realizar um evento muitas vezes com orçamento milionário uma viagem ela é empreender né você tem lá um objetivo você tem um começo meio fim tem que acontecer naquele período não pode ter erro e você naquela época não existia internet não existia celular então chegava num lugar que eu nunca fui na vida tinha que me conectar com os locais ali os fornecedores eram sempre locais Então você tinha essa troca né de de criar um projeto incrível junto com pessoas que você não conhecia e isso é empreender é é é um empreendimento num lugar diferente numa situação desconfortável que você não conhece aquele país aquelas culturas um dia você tá num país árabe outro dia você tá no Japão depois você tá em Paris você tá Estados Unidos Canadá e aí é tanta diversidade África e cada vez você vai lidando com aquelas pessoas de uma forma diferente é muito rico trouxe para mim eu acho que um sentimento de que sou capaz de fazer tudo uhum falava cada experiência cada vez que eu voltava dessas vias eu fala nossa gente a gente fez isso a gente é capaz de fazer tudo então eu comecei a me permitir a a a entender né a a o poder né do planej poder da organização e como você se comunicando com as pessoas mesmo com barreiras de idioma muitas vezes nem todo mundo falava inglês lá no começo de 90 a gente vencer todas essas Barreiras Fazer Entregas incríveis experiências assim que impactavam a vida das pessoas era muito muito gratificante e essa atuação te levou a buscar outros nichos de profissionais buscou mexeu muito comigo essas viagens internacionais principalmente para países do primeiro mundo na época Ainda não tava na moda você ir para países subdesenvolvidos naquela época o turismo era basicamente Europa Japão lugares bacanas e a gente voltava pro Brasil eu lembro que eram a ponte Cidade de Jardim era a favela da Funchal tava ali nas alças de acesso da Ponte Cidade de Jardim aqui em São Paulo e me incomodava muito a gente fazer esses roteiros incríveis hotéis cinco seis estrelas comia do bom e do melhor Bebia de tudo ali naqueles eventos e voltava para uma situação de desigualdade social anos 90 onde os barracos ainda eram de papelão tinha gente morando em casa de madeira de madeirite né tudo remendado então pulsava muito aqui em São Paulo essa essa diferença social na época e aí eh eu estudava administração de empresas na fap então na administração de empresa você aprende a ter mais lucro né Você Nunca aprende a a a a criar um negócio que distribua o lucro né o capitalismo daquela época o capitalismo pro shareholder era o capitalismo pro dono a empresa vivia para dar o recurso pro dono isso mexia comigo porque eu falei pô mas eu eu cresci solto na década de 90 no itain aqui em São Paulo a gente andava na rua o dia inteiro eu fui essa saltado cinco vezes né Por trombadinhas relógio carteira bicicleta material de de escola então era Clara a necessidade de tentar fazer coisas diferentes né então no meu próprio tcca na FAAP né e eu criei uma ideia de um um movimento que chamava novo século nova atitude Eu me formei em 98 tava aquela Virada do século tinha um misticismo em torno do novo século aí eu Falei pô vamos criar um novo século nova atitude e fui para um para uma abordagem de que só o lucro Tiraria uma pessoa da situação da miséria fazia muito evento pra GM General Motors na época Sérgio e eu era muito próximo de toda a Cúpula da GM E aí eu pedi auxílio para eles falei vocês têm projetos sociais aí em alguns lugares me coloa em contato com alguém eu tô com essa seguinte ideia eu quero fazer um projeto social que de lucro acho que é o lucro que tira a pessoa da situação de miséria então Quero me dedicar a isso Abandonei as viagens incríveis minha mãe surtou meu pai falou meu deus do céu Onde você tá com a cabeça porque que você não vai sair de Paris e vai né trabalhar eu falei pel é o que eu sinto vontade de fazer e aconteceu o seu André Beer na época ele era o vice-presidente da General Motors do Brasil ele me encaminhou pro Instituto GM que tinha uma sede na favela Heliópolis sim são João clima Oli perto do Ipiranga na época a maior favela de São Paulo acho que era até maior que a Rocinha no rio na época acho que era maior do Brasil Bom enfim fui parar lá com essa com essa com esse discurso pô quero fazer um projeto social para dar dinheiro para dar lucro pessoal surtou na época Playboy tá querendo chegar aqui para ganhar dinheiro em cima da nossa miséria você tá maluco aqui nós mata aqui nós apaga você sai daqui você não vai ganhar dinheiro aqui não aqui a gente não tem pra gente ninguém entendeu que eu tava com uma proposta de fazer uma coisa que hoje tem nome são os negócios sociais na época não existia esse n era novo ainda né ninguém pensou em ganhar dinheiro no fazer dinheiro né todo mundo queria um patrocínio Uhum Então fui mal recebido não consegui as articulações iniciais ali mas aí teve o Alexandre Antunes que saiu da reunião viio atrás de mim e falou ele eu gostei do teu da tua ideia eu quero te ajudar por isso para acontecer eu falei então é nós estamos junto vamos vamos para cima a gente escreveu o projeto foi muito bacana a comunidade solidária na época da Dr Rute Cardoso nos premiou Eu lembro que na época foi 35. 000 era o o aporte de Capital deles sendo que essa parte eu tinha que deixar em bolsa de estudo pros estudantes sim r$ 50 por mês para cada um que estudasse era o começo do que é o bols A família era o começo chamava comunidade solidária era um embrião do que vem até hoje aí né Essa mesma linha do governo federal distribuindo renda e trazendo formação técnica então a gente criou lá um projeto chamado formação viveirista onde a gente conseguiu uma área da Sabesp também E lá eu criei um uma formação né para eles cuidarem de jardins de gramados plantar árvore fazemos muita muda de plantinha cimentar plantinha medicinal distribuía recebia as crianças das escolinhas lá de Heliópolis para visitar o viveiro cada um voltava com manjericão com uma capuchinha com com boldo né e a gente usava as Pets na época era um problema todo mundo tomando refrigerante aquele consumo de garrafa PET a gente usava para fazer os vasinhos no viveiro Então já trazia conceitos de reciclagem quando a Marta supli assumiu a Prefeitura de São Paulo Ela ouviu falar do projeto dos meninos viveiristas de Heliópolis e todas as obras públicas na cidade então passaram a envolver de certa forma o nosso grupo né então a gente começou a fazer obras pra cidade de São Paulo a gente implantou Jardins urbanos até um dia que uma das concessionárias que tinha ganhado a concorrência a empresa que nos contratou para fazer uma das obras que inclusive foi no no Cebolinha ali onde era o antigo Detran ali tem uns uns Jardins ali no embaixo de uns viadutos ali a gente implementou 7000 m de Jardim eu lembro foi na época 2000 e pouco essa empresa teve um problema trabalhista e trancaram todas as contas do cara ele não tinha como pagar os meninos né e eu eu tinha medo da represália daqueles caras que falaram que aqui ser ia ganhar dinheiro era jovem eu tinha 18 anos Sérgio 18 anos 20 anos sei lá quantos anos eu tinha era moleque e eu não me remuneravam todo o dinheiro que eu conseguia eu pagava os professores os educadores populares eu montei um super grupo eu tinha educador Popular agrônomo biólogo eu tinha eh uma coordenadora pedagógica tinha psicólogo no projeto para dar suporte pros pros adolescentes porque eu eu precisava virar uma chave naquelas naquelas crianças eu precisava mostrar para eles que o trabalho né Eh é o caminho e eles tinham uma referência familiar de pais e mães que não trabalhavam Então como que uma criança que cresce vendo o pai e a mãe não trabalhando ele vai falar não eu vou trabalhar né então o nosso trabalho era além de ensinar uma professora de ensinar que existi oportunidades no mundo no mundo do trabalho no mundo dos negócios no empreender e a gente empreende em dia a gente virou uma empresa nunca foi uma ONG sempre foi uma empresa desde o dia um e a gente ganhava o dinheiro das obras e esses garotos na época a renda familiar era de R 400 a gente a cada 10 11 dias de trabalho eu tava remunerando R 700 os meninos A grande diferença muito era renda familiar mensal em 10 dias ele já aportava o dobro Às vezes a gente tinha duas três obras seguidas e começou mas aí veio essa história da Falência eu tava quebrado porque eu não me remunera mais os fras dos eventos que eu fazia anteriormente já secaram porque eu virei um chefe de obra eu virei um mestre de obra ali porque eu levava os meninos menores de idade eu era responsável eu tinha que ficar lá em cima das obras eu não tinha mais como fazer as minhas viagens internacionais e voltar com as diárias que eu ganhava em dólar me me rendia pagava as contas do mês meu filho era recém-nascido estava com uns 2 3 anos nessa época e aí foi quando a minha esposa na ocasião Descobriu um câncer foi quando o negócio vem vem tudo junto né E aí quando a gente não tinha o dinheiro para pagar por causa do contratante lá a história lá da trabalhista que não tava com o dinheiro disponível para pagar a turma do você vem cá para fazer dinheiro em cima da nossa miséria veio para cima de mim recebi umas ameaças bem duras né Eh e E aí eu tive que recorrer na verdade minha esposa chamou meu pai contaram da situação que eu tava cartão de crédito Estourado no limite cheque especial Estourado no limite imagina a situação do cara fazendo trabalho na favela me remuneravam mais fazia um ano já que eu não tirava R 1 uma avalanche aí meu pai falou bom então chega eu vou fazer um empréstimo na Fundação Cesp que tem um juros interessante eu tenho acesso a esse crédito a gente vai saudar seu cheque especial vai saudar seu cartão de crédito vai pagar esses meninos pelo trabalho desempenhado e acabou você vai cuidar agora do teu filho você vai cuidar agora da tua mulher e aí ele meio que me interditou sim projeto tava indo bem o novo século táa indo super bem a gente já tava chamando para fazer consultorias para Duke Energy consultorias Para Sabesp o negócio seria um caminho muito Próspero para mim Sérgio foi uma decisão muito dura ah de interromper essa minha carreira que estava sendo tão bacana hoje onde será que eu estaria né Se eu tivesse seguido nesse caminho do empreendimento social dos negócios sociais mas foi legal acho que o grande legado que ficou para para pro pessoal do terceiro setor né Foi isso foi de que os negócios não precisam só depender de Patrocínio eles têm que criar o próprio dinheiro eles têm que criar o fluxo de caixa eles precisam ser positivos Então quando você recebe um AP financeiro transforme isso num negócio que o teu projeto vai ter vida longa e se remunere sim que foi o que eu não fiz comigo então eu cuidei da sustentabilidade do projeto mas o meu erro foi não me remunerar então acabou a minha sustentabilidade como pessoa física então isso teve os impactos que tiveram E aí esse sonho meio que que ficou no meio do caminho n outra escolha a não ser voltar pro mundo dos eventos né pro mundo das viagens internacionais e tudo mais porque eu precisava buscar pagar o empréstimo pro meu pai precisava recolocar minha vida filho chegando a vida nos eixos e tudo mais esposa com câncer Foi um momento bastante rico embora não tivesse dinheiro Foi um momento rico porque eu pude então me Reinventar de novo como empresário então de eventos Eu voltei para as agências para quem eu fazia frila ninguém me contratava mais as portas estavam fechadas eu falei bom a hora de montar a minha agência então vou seguir no meu caminho aqui eh e segui montei a DMC que é uma agência de eventos corporativos mas que ela nasceu dessa dor ela nasce desse lugar do cara que queria impactar a vida das pessoas eu falei então eu vou fazer um negócio diferente eu vou fazer uma empresa que seja voltada pros colaboradores não uma empresa né uma empresa que a gente consiga desenvolver pessoas que a gente consiga criar um ambiente de pessoas que pensam de pessoas crticas de pessoas que querem se movimentar e querem brilhar profissionalmente não uma empresa só pro dono aparecer para ganhar todo o dinheiro e tudo mais então a minha agência nasce dessa filosofia e aí tem o mito fundador né quando você Funda algum negócio com determinado propósito esse mito fica né então eh eu gosto muito dessa ideia do mito fundador você entender porque que o Brasil é tão corrupto ele foi fundado com pessoas se apropriando do público pro privado pegava o nosso ouro nosso nossas madeiras e tal e ia lá para alguém então hoje continua o Brasil mesito então mito fundador é muito forte tem que refundar o Brasil né com outras pessoas pra gente parar com essa questão então o mito fundador da minha empresa ele foi interessante porque ela fica até hoje isso na Cultura né uma empresa com uma liderança horizontal totalmente dentro do capitalismo consciente todas as suas premissas ali hoje a gente é signatário do pacto Global da ONU né pra redução dos os gases efeitos estufa dessa questão do aquecimento global e a gente tá aí hoje super empenhado de criar experiências únicas Acabamos de voltar da Amazônia fazendo uma imersão lá para um de nossos clientes onde a gente teve muita relação com os indígenas locais deixando o legado de fato para essas comunidades ribeirinhas ali então a gente tem levado a empresa para esse lugar sabe do empoderamento dos colaboradores distribuição de resultado transparência na gestão e uma empresa realmente voltada para que essas pessoas se engajem no trabalho se engajem na vida tenham consciência expandida então a gente trabalha hoje de forma muito gratificante dentro dessa Filosofia de um capitalismo mais para todos sabe meio que eu consigo ter essa minha dor do meu projeto novo século nova atitude que eu não embora eu tenha tido muito sucesso lá ele meio que parou um sonho interrompido né eu consigo ver esse sonho viver através de implementação de uma gestão né nesses outros meus negócios onde eu vou empoderando gente deixando eles cada vez aparecendo menos cada vez mais na retaguarda dando suporte dando estrutura para que o time cresça e o time o time apareça cada vez mais então eu acho que hoje a a a a marca da gestão né É É essa empoderamento diversidade diversidade traz ideias diversidade não é um papinho porque temos que empregar porque as pessoas são não tem as mesmas oportunidades não diversidade é bom pro negócio diversidade é inteligente porque às vezes é uma ideia na pandemia imagina uma empresa de eventos chegou a pandemia Acabou sim para tudo a a ideia da gente pivotar o negócio para um outro ramo veio do pessoal que a gente menos imaginava Hum sabe viio daquelas pessoas mais que estavam ali fazendo outras coisas com a cabeça num mundo diferente nem trabalhavam num ramo de eventos eles trabalhavam no serviço de tecnologia indiretos que a gente tem lá dentro também vida inteira investir em tecnologia e então veio da diversidade a ideia a gente Pivot a empresa hoje hoje a gente tem ela e funcionando muito melhor com portfólio de serviços muito mais rentável muito mais inteligente zero comodado como tava antes da pandemia então a diversidade se provou como um aqui eu falo para todo mundo que a diversidade ela faz bem pro negócio porque pessoas diferentes pensam diferentes e isso que tá o grande sucesso dos negócios Hoje em dia tudo tá tudo tão igual tudo tão internet meio que parece que banalizou né Colocou todo mundo no mesmo nível no mesmo padrão então e eu entendo que a diversidade é o caminho da de você se diferenciar porque senão você não tem diversidade você não tem diferenciação então importante é ter as pessoas certas o clima organizacional o clima dessas pessoas né Essa autogestão traz muito esse sentimento cooperativo lá todo mundo que é o dono da empresa todo mundo pensa cuida zela pelo negócio negócio devolve rendimento devolve lucro para todo mundo do cargo mais baixo ao cargo mais alto tá todo mundo ganhando junto então fico muito feliz em em em entender né agora aos 50 e poucos anos que é possível você fazer negócios bem feitos entregas incríveis pro cliente com time Eng e e com um uma reinvenção até do capitalismo né claro que não dá para você se descolar muito da do que tá aí né no no mercado você precisa sobreviver no mercado né A gente trabalha para multinacionais então tem uma série de situações contábeis e tá com tudo dentro dentro do certinho né mas no que tange gestão de pessoas empresas de serviços que é o que a gente tem hoje lá no grupo hoje o grupo tem três negócios todos são de serviços então ter as pessoas dentro de um clima colaborativo todo mundo empoderado é sensacional é interessante notar que essa essa postura a DMC veio antes de que no mercado fosse popularizada a ideia do SG de trocar o o capitalismo do sherry holder pelo do Stock do stakeholder né quer dizer um pouco antes disso se tornar popular você já estava investindo nisso até pelo DNA de suas iniciativas anteriores não intuição Eu acho que eu sempre fui esse cara intuitivo sabe eu falo não tem alguma coisa errada com esse capitalismo aqui tem alguma coisa muito errada eu vou lá faço um evento de 6 milhões de reais e chego aqui um monte de gente sem ter cara o que comer como que pode tá errado como que muda isso era essa a minha dor a minha dor era a dor dos outros minha mãe meu pai vendia uma família humilde a gente sempre viveu a vida inteira no cheque esp eu lembro meu pai a gente criança meu pai com a minha mãe na mesa da sala Putz esse mês fechamos no vermelho eu escutava aquilo direto esse mês fechamos no vermelho esse mês falei que será que é isso quando eu VII adulto que eu liguei as coisas eu falei ah a grana sempre foi curta pagar escola particular tinha que pagar isso isso aquilo e não fechava a conta o que mudou a minha a situação da nossa família minha família de origem foi quando minha irmã mais nova tenho três irmãs a minha irmã mais nova chegou numa certa idade que já tava mais autônoma não sei 4 5 anos minha mãe começou a vender Natura depois que ela foi vender Natura ela foi vender viagens paraa Disney pro mesmo público da Natura foi campeã de vendas então a renda que ela colocou para dentro de casa tirou o meu pai daquela situação do cheque especial e aí a gente começou foi aí que eu pude ir pro intercâmbio eu fui a primeira pessoa a sair do Brasil na minha casa e foi com esse esforço Extra da minha mãe e era bonito de ver porque lembro que minha mãe chegava com umas caixas da Natura lá em casa e empilhava tudo em cima da mesa era um monte de bloquinho com os pedidin na época tudo no papel ela empilhava os pedidin assim a gente manuseava colocava na sacolinha e depois a gente pegava O Guia Quatro Rodas olhava lá a rota e fazia a rota pro meu pai quando chegasse da Eletropaulo ele já tivesse ó primeiro endereço é esse segunda parada é aquela E aí eu ficava planejando rota de logística de de das entregas da minha mãe então eh a família participava daquela coisa então foi muito legal essa esse exemplo da minha mãe empreendendo meu pai também empreendia Side Business assim ele quis fazer uma um uma uma batedura de frango com o amigo dele a gente fez um um minhocário para vender o de minhoca a gente tentou aí algumas coisas não deram certo aprendemos com os os erros também mas eu ali acompanhando meu pai também então eu acho que eu tive também no berço da minha família essa esses exemplos de empreendedorismo né E aquele exemplo do do pai funcionário CLT ele foi um homem de um emprego só trabalhou a vida inteira PR eletrop Light canadense no começo depois virou eletrop el estatizou privatizou um monte de movimento lá e ele lá Firmão lá no emprego dele pagando as contas da família então foram acho que essa somatória de exemplos de casa como eu falei lá dos meninos de Heliópolis que tinham uma referência familiar de pessoas que não trabalham e como que a gente converte isso né Eu tive uma referência familiar também de pessoas que trabalhavam empreenderam eh tentaram CT tentaram PJ tentaram várias coisas e isso me deixou confortável para tentar também com aquele sentimento do guia de turismo que eu sou capaz de fazer tudo P fui lá em Heliópolis Fui fazer minha agência hoje agora a gente tá com uma iniciativa interessante de SG uhum a gente lançou uma uma empresa ano passado ah investimento aí de quase R 1 milhão de reais é uma plataforma para eventos corporativos também né focado no nosso trade onde a gente atende e educa né Toda Toda a a cadeia de suprimentos de eventos corporativos é uma indústria gigantesca Sim ela junta muita parte da indústria da aviação da indústria da hotelaria indústria de equipamentos indústria de restaurantes Então ela agrega muito negócio ela eh Brasil organiza 590. 000 eventos num ano Uhum Então como que a gente reduz esse Impacto né então hoje a gente tem uma calculadora de carbono especialista para eventos a gente tem soluções de resíduo a gente tem um score e um ranqueamento de fornecedores Então os edores aprendem melhores práticas dentro da nossa plataforma que ela chama esg Pulse Então essa plataforma é educa mostra caminhos de Como minimizar impacto socioambiental em eventos corporativos então isso também não deixa de ser um resgate lá das iniciativas socioambientais de Heliópolis então eu vejo que o esg pul é o terceiro setor num num modelo Mais maduro porque as próprias organizações já estão precisando reduzir o impacto já estão conscientes da Necessidade das interações socioambientais do próprio negócio então acho que hoje não é mais sobre pedir patrocínio para fazer um projeto social hoje é neutralizar o Carbone essa neutralização de carbono tem patrocinado projetos essa neutralização de carbono tem patrocinado reflorestamento várias iniciativas estão sendo investidas através desse mecanismo da nova economia então isg pus ela é uma solução para descarbonização né da indústria de eventos e redução dos gases efeitos estufa e a gente entrando no pacto Global da ONU só reforça essa nossa intenção de assumir a pauta de liderar a pauta da descarbonização da indústria de eventos porque não tem ninguém olhando para isso um evento de 3 dias para 1000 pessoas emite 300 toneladas É como se você ficasse rodando com um carrinho por 2 milhões de km você deixar um fogão de quatro bocas ligado por 7.
000 horas então esses números são assustadores e os eventos estão acontecendo são 590. 000 eventos por ano no país e ninguém tá olhando para essa pauta de descarbonização então isg pul vem como uma solução corajosa para liderar essa pauta né tanto em advoca com com o legislativo em advocaci com as empresas multinacionais corporativas grandes organizações bancos todos os setores do Agro montadoras enfim automobilística e outras Indústria Farmacêutica já estão hoje a gente já tá com mais de 30 clientes na plataforma né da indústria mais de 150 fornecedores muitos eventos já passaram pelo processo da plataforma Então essa é uma uma iniciativa também que eu acho que ela tá muito ligada com essa minha questão pessoal né sim essa minha visão de que os negócios têm que ter um impacto positivo não acho que eh eu nunca consegui trabalhar numa empresa para trabalhar po preciso trabalhar hoje eu vou trabalhar não eu queria fazer as minhas ideias acontecerem acho que eu sou sei lá se é signa ou se é o que que é mas eu sou esse cara eu quero pôr as minhas ideias para acontecerem Eu acho que isso também eu me permiti arriscar e me permiti fazer das minhas ideias acontecerem também é uma coisa que cara ilumina a minha vida sabe é muito legal perfeito e como você vê os próximos anos da DMC cara a DMC ela hoje tá produzindo eventos muito mais inteligentes tá trazendo soluções incríveis pros nossos clientes ontem com o Danilo um amigo nosso cliente trabalha numa multinacional da indústria alimentícia aí ele falou olha a DMC aqui é sinônimo de garantia de sucesso hoje vocês são vistos como uma agência que entrega para valer futuro da DMC é manter se manter nesse lugar a gente não quer ser a maior agência do mercado a gente não quer ser a agência mais barata a gente quer ser a agência pequena que abraça cada oportunidade como a única e põe um time de gente engajado para resolver os problemas da falta de estrutura dos nossos clientes cada vez o prazo é menor ah ninguém sabe o que quer fazer na convenção a gente precisa ter um time muito disponível para atender o cliente então o futuro da indústria de eventos Eu acho que tá aí tá na disponibilidade de uma equipe Senior eh a conseguir agir com rapidez né ã eu acho que também no outro segmento de viagens de incentivo o futuro do Turismo não tá mais ir pra Veneza não é mais ir para Roma onde tá lotado de gente batendo foto de Instagram e você não consegue andar né o futuro é um turismo mais raiz Eu acho que o futuro da experiência é se conectar com pessoas é trocar abraços é tá ali mostrando para pras pessoas que elas podem ter interações com populações com povos originários indígenas no Brasil no Canadá nos Estados Unidos sabe culturas antigas e visitar cidades medievais na Europa não é mais o turismo mainstream então eu vejo um futuro e de abrir a cabeça das pessoas que fazem os eventos as viagens com a DMC porque é esse que é a pegada que eu quero dar na direção estratégica é um um turismo de experiência em lugares inusitados onde você vai fal Nossa que legal eu vim para uma cidade medieval do ano 400 eu dormi num quarto que foi construído em Em 800 não em 1800 Em 800 em carcassone lá na França tem um quarto desses a gente já levou gente lá então eu acho que o futuro é esse é é manter essa gestão humanizada focada no no colaborador né porque o foco no colaborador vai me garantir o foco do colaborador no cliente certo no final o cliente tá dentro da nossa roda só que o nosso foco no colaborador faz com que a gente tenha um time engajado então na área de gestão é isso não vejo eh como a gente não colocar o time dentro da esteira esg a gente entender os impactos que a gente causa quando levanta um voo várias vezes a gente tá fretando aeronave indo paraa Punta canana com avião fretado u é carbono abessa que tá sendo emitido né então como a gente mitiga como a gente melhora a logística desses eventos como a gente usa fornecedores que também estão buscando novas práticas agora com SG pul agora tem a ferramenta para se medir isso né E esses clientes nossos que Estão aproveitando essa essa jornada esg vão chegar no final do ano com tudo parametrizado ele sabe qual é o melhor fornecedor Qual é o pior fornecedor qual que tá mais aderente ao às a os pilares esg porque agora é medido então é número contra número você tem métrica E aí a gente tá criando um catálogo dos fornecedores né então o fornecedor entra no nosso o nosso sistema ele responde um questionário né a a coloca evidências públicas ali de que ele faz ou não faz determinadas práticas esg e aí a gente tem um catálogo eh com aqueles fornecedores já rankeados então a os clientes estão cada vez mais precisando contratar bons fornecedores com o ranqueamento isg cada vez melhor porque é a necessidade da indústria Então essa é uma solução que vem então eu convido aqui todos os fornecedores do mercado de eventos corporativos a entrarem na plataforma esgp plus. com.
br façam seu cadastro passem pela jornada tem um Educacional para cada categoria de fornecedor então com isso vocês vão aparecer no catálogo do esg pus para todos os clientes corporativos eh também fazerem mais negócio então é uma forma de eu alavancar o negócio dos fornecedores que tão atentos ao esg Então eu acho que eu criei um mecanismo Sérgio de de ganha ganha para todo mundo né Essa metodologia do SG pus ela é tão inovadora é tão legal foi feita com auxílio de inteligência artificial tem Inteligência Artificial rodando lá dentro mas não só isso ela ela permite negócios de impacto serem catalisados vamos dizer assim a gente vai pôr quem tá atento às melhores práticas de impacto social ambiental descarbonização da economia Então a gente vai entregar de fato métricas e um portfólio de clientes e um portfólio de fornecedores vai fazer o match quem quer contratar gente boa temos as pessoas boas aqui Quem ainda não chegou no patamar já tem lá tudo que precisa fazer para chegar Então é só implementar essas práticas que você vai est cada vez melhor então a gente tem lá níveis de maturidade Então a gente vai apertando um pouco mais soltando um pouco mais conforme o grau de maturidade do fornecedor os caras que já estão voando no SG tem coisas mais desafiantes já em governança em gestão de contratos em cargo horária de equipe né então assim eu não vou entrar nos detalhes aqui porque é muita coisa mas é eu acho que o futuro é é esse o futuro é a gente criar negócios holísticos com uma abordagem mais humanizada né a gente tentar diminuir a velocidade sim sabe diminuir a humanidade precisa diminuir um pouco a velocidade sair um pouco do scrolling das mídias sociais né ir lá abraçar um público um povo local que ainda vive Ah o cara lá do interior que tá lá fazendo a sua hortinha orgânica né então acho que tem muita muito Slow Travel aí pela frente muita conexão importante eu acho que o futuro tá por aí gestão humanizada colaboradores engajados clientes conscientes fornecedores conscientes e a gente ajudar a ser o o veículo para que tudo isso aconteça Esse é o meu o meu a minha visão aí pros próximos anos onde eu Pretendo gastar minha vida meu tempo minhas horas vagas e não vagas para para pôr essa essa estrutura esse novo olhar sim né para rodar perfeito Hélio muito obrigado por compartilhar sua história conosco Ah obrigado Você Sérgio e para quem quiser maiores informações nosso site é o Hub dm c. com.