o Olá eu sou Marcos Ramon e hoje vou falar sobre o ensaio necropolítica do filósofo camaronês Cat Lindenberg esse ensaio é uma das obras indicadas para a prova do PAES da UnB e por isso é bem provável que você esteja acessando esse conteúdo porque tá estudando para essa prova mas pode ser também que você esteja aqui apenas porque se interessa pelo assunto ou pelo autor então ele é que eu fazer uma apresentação Ampla sobre o ensaio que eu comentei com você que é o ensaio né pro política o Atílio emenda como eu falei antes é
um filósofo Historiador camaronês Ele nasceu em 1957 e ele desenvolveu pesquise as principais obras dele na área da filosofia política ainda que tenha também alguns trabalhos na área da estética necropolítica no ensaio que foi Originalmente publicado em 2003 e nesse ensaio o autor parte da noção de biopoder que é uma discussão esperada no focou para responder algumas questões primeiro tenta responder e sob quais condições práticas se exerce o direito de matar deixar viver ou expor a morte e junto com isso ele se pergunta Quem é o sujeito dessa lei a segunda questão que ele coloca
é o que é implementação de tal direito nos diz sobre a pessoa que é condenada à morte e a terceira questão é perguntar se essa noção de biopoder suficiente para contabilizar as formas contemporâneas em que um político e aí por meio da guerra da resistência da luta contra o terror faz do assassinato do inimigo seu objetivo primeiro absoluta eles pergunta isso né essa noção ela é suficiente para gente poder entender essa circunstância a ideia de necropolítica tem muito a ver com uma discussão contemporânea sobre como já comentei aqui antes né o direito de matar quem
decide sobre a vida de quem a gente pode pensar isso no contexto de uma guerra que seja Talvez né a percepção mais Óbvio Mas a gente pode pensar e no ambiente das grandes cidades em relação a discussão sobre segurança pública sobre Polícia Armada Então essa discussão ela pode abranger também outros enfoques que não esse digamos assim mais extremo que é um ambiente da Guerra a primeira constatação do IBGE é que a guerra é o mesmo tempo tanto meio de alcançar a soberania como uma forma de exercer o direito de matar e aí ele apresenta o
fato de que o ensaio vai tentar responder a essas questões que eu mostrei antes relacionando os conceitos de biopoder soberania e estado de exceção sobre o conceito de estado de exceção em beber discutir o fato de que esse termo é muitas vezes atrelado ao nazismo ao totalitarismo e aos campos de concentração só que é possível observar essa questão também outros contextos sociais aparentemente menos extremos mas ainda assim bem característicos da ideia de estado de exceção já e não máxima da soberania digamos assim o emblema e vai dizer que é a produção de normas gerais por
um corpo composto por homens e mulheres livres e Iguais sendo que esse corpo aí é o próprio povo Então nesse sentido a política é o mesmo tempo um projeto de autonomia e a realização de um acordo coletivo mediante comunicação e reconhecimento ele vai usar exatamente esses termos para falar sobre o que a política ela tem esse essas duas circunstâncias e nesse contexto ele vai dizer também que tem uma separação mas separação moderna Entre a Razão EA 10 razão ou seja entre a política EA barbárie mas essa política ideal nem sempre cumpre o que promete da
mesma forma soberania também tem o ideal né então na visão ideal do soberania Ela implica numa discussão individual que é um processo de auto instituição de dar-se a si mesmo a própria lei sendo como se fosse um convite ao exercício da liberdade só que a soberania ideal na prática a soberania costuma ser um projeto de destruição material de corpos humanos e populações então soberania usada com esse pretexto os governos políticos utilizam a ideia de soberania com esse pretexto de decidir quem é que pode viver e quem é que pode morrer justamente discutindo a questão da
morte o Ender retoma dois filósofos uma filósofo alemão hey girl para que um ser humano torna-se sujeito na luta e trabalho pelos quais enfrenta a morte e outro filósofo que ele vai trazer um francês chamado Jorge batalha para quem a soberania é a recusa em aceitar os limites aqui o medo da morte teria se submetido o sujeito e aí os dois autores eles vão trazer Então essa tese de que o sentido da vida passa pelo enfrentamento da morte a morte da sentido para vida porque o ser humano diferente os animais é consciente do seu tempo
de vida de grossinha consciente de que vai morrer e por isso toda a sua vida gira em torno de si enfrentamento com a morte da esse tema da negro política ser tão importante na sequência o imb vai tratar do biopoder Conselho que ele remete diretamente à folgou que é o autor que relacionava o biopoder aos conceitos de estado de exceção e estado de sítio o focou apontada também o estado nazista como maior exemplo de um estado que acreditava no direito de matar e a partir desse ponto em dele e faz uma reflexão sobre a violência
do estado e do estado de exceção a partir do exemplo do nazismo mas ele vai colocar também outro exemplo que eu acho que interessante que o exemplo da Revolução Francesa que é um evento que marcou a modernidade por instaurar a tese de que o terror é uma parte quase que necessária da política e essa reflexão era uma reflexão muito próxima daquela que a Hannah arendt faz no ensaio chamado sobre a violência Especialmente quando arrana e te defendi o erro que a gente costuma E aí quando a gente tenta relacionar poder e violência como instâncias que
devem caminhar Sempre Juntas Além disso assim como a Hannah arendt o emblema e critica o Iluminismo pois ele vai dizer que a racionalização do mundo moderno não exclui mas Abraça o terror e as consequências do terror por isso a ideia do direito de matar não ocorre à margem da reflexão ou à margem da lei Mas é estranhíssimo ele vai dizer que lá ocorre junto com a própria racionalização da Vida você já discussão sobre o direito de matar não é um sinônimo de ausência de lei é justamente junto com a lei que você passa a discutir
outras formas de legitimar o direito de decidir Quem deve viver e quem deve morrer e partindo desse ponto o ember ele vai trazer a relação também entre o terror EA escravidão para ele a escravidão foi uma das primeiras manifestações da biopolitica E aí isso pode ser representado na comercialização da vida do outro o caso como o autor vai afirmar a própria condição de vida dos escravos equivale a uma morte em vida e aí a partir da escravidão e das consequências da escravidão um embrulho identifica que se nas fazendas a relação entre abuso do corpo do
outro e o direito de matar breve dentes porque ali Você viu o tempo todo alguém e sendo submetido a condições terríveis de existência e de não existência com ele fala uma morte em Vida em que a pessoa pode a qualquer momento perder aquilo que ela tem e tudo que ela tem né porque que sobrou para ela que a própria vida porque ela é propriedade era considerada a propriedade de uma outra pessoa tem um sinal fazendo essa relação Ela é meia vidente é apenas nas colônias e não apartar de que o terror se organiza em torno
da relação entre o biopoder o Estado de exceção no estado de sítio por que isso acontece porque na colônia o poder passa a ser exercido à margem da Lei e a própria paz assume uma Face de uma coisa que ele vai a guerra sem fim uma guerra que contraditoriamente autorizada pela lei tão tempo todo na colônia como na condição da parte você vai ter pessoas que não são consideradas as pessoas não são consideradas dignas de viver naquele ambiente EA lei de uma maneira justifica que alguns outros indivíduos tratem esses essas pessoas que são afastadas desse
ambiente social tratem elas numa condição não só de Humilhação mas uma condição também de como ele vem sempre dizendo decisão sobre a possibilidade de viver ou morrer e é quando ele trata da relação entre o necropoder e a ocupação Colonial o Enderman destaca o fato de que é soberania começa a se distanciar cada vez mais da possibilidade de autonomia e se configura como a capacidade de definir que importa e quem não importa quem descartável e quem não é para dar um exemplo moderno disso ele vai falar da Palestina como exemplo bem Evidente da negro política
o Davi ele vai dizer ocorre três características do necropoder A primeira é a fragmentação territorial como no caso dos subúrbios ou se afasta a população determinados ambientes depois o acesso proibido a certas zonas tão nem todo mundo pode ir para todo lugar para qualquer lugar e por fim a expansão dos assentamentos E aí nesse contexto o cotidiano das pessoas e militarizada EA própria vida fica em segundo plano uma coisa que é importante. Aqui é que essa situação não se resume Como foi lá no começo ambiente de guerra aberta nas grandes cidades nas favelas a gente
vê também esse cotidiano militarizado a gente ver pessoas que não podem acessar determinados espaços a gente ver pessoas sendo mortas por que elas estão em tese no lugar errado então a vida das pessoas comuns acaba importando muito pouco isso tudo é sinal também desse elemento que ele vai discutir que é a negro a política por fim o emblema ele trata do que ele chama de máquinas de guerra destacando o fato de a unidade as guerras assume um aspecto novo ele retomei a tese do Bauman dizendo que a gente vive na época das Guerras da globalização
e aí ninguém vai argumentar que na atualidade o exército regular não é o único meio de executar o direito de matar e só ocorre também por conta das milícias da segurança privada vezes o próprio Estado então as modernas máquinas de guerra que empresta esse termo do deleuze assumem outras configurações que não só o tanque de guerra por exemplo né uma bomba alguma coisa em sentido mas as máquinas de guerra moderna elas tem outra configuração dentro da própria cidade no ambiente diferente como eu falei antes dessa situação extrema né como um campo de concentração uma coisa
desse tipo E aí ainda nesse ponto autor vai discutir exemplo sintomáticos do Estado de guerra na modalidade que ele vai falar ele vai discutir: o primeiro é a lógica da Sobrevivência que surge da satisfação de ver a morte do outro Essa é a lógica do martírio que ele vai representar pela figura do homem-bomba que alguém que transforma o próprio corpo em meio de matar e morrer o autor vai destacar que a contradição inerente a ideia da Morte própria como o caminho para a libertação do terror e da servidão por quê que ser assim porque vamos
pensar da seguinte forma né se é o direito de matar que o opressor exige ele quer decidir se o outro deve viver ou Morrer né se ele quer exigir esse direito para ele a morte então de outra pessoa é sempre um conflito entre a liberdade EA Nossa genes são a morte no sentido de uma decisão sobre a própria vida quando uma pessoa decide tirar a própria vida para se livrar da opressão ela ao mesmo tempo frustra e aceita o plano do opressor porque esse é o pessoal como disse antes queria para ele o direito de
decidir se o outro é viver ou não E aí a própria pessoa Decidi não mais viver por conta da operação Então você tem essa contradição entre o uso da Liberdade ao mesmo tempo é a condição terrível de dominação de ser subjugado ao outro então assim o emblema ele vai concluir o ensaio reafirmando o propósito Inicial que é demonstrar que as formas contemporâneas que subjugam a vida ao poder da Morte que eles chamam de negro política reconfiguram profundamente as relações entre resistência sacrifício e terror não por acaso Muitas comunidades que são subjulgados essa lógica do necropoder
acabam existindo como ele vai dizer como mortos-vivos e não mais como humanos essa é uma situação cada vez mais comum no mundo contemporâneo e por isso é importante discutir e trazer essa reflexão que ele coloca para que a gente possa ressignificar o espaço público e incluir as pessoas dentro do ambiente político e não tratar elas como seres que a gente pode abrir mão deles quando a gente acha que é conveniente como se algumas pessoas pudessem simplesmente Decidir sobre a vida das outras com cri e aquelas queiram não pode ser assim a vida não pode funcionar
nesses termos bem é isso eu espero que você tenha gostado da prestação que eu fiz aqui do ensaio necropolítica do atire em vender na descrição eu vou deixar um link para você acessar o texto original o texto tá traduzido em português e ele tá livre né para sexta Então você consegue acessar facilmente vou deixar o link para você ver essa tradução que tá livro não é publicado numa revista acadêmica e você pode fazer você mesmo a leitura que eu acho que é bem importante qualquer dúvida que você tem você pode perguntar para mim mas por
enquanto é só até mais tchau