Olá, sejam bem-vindos a mais uma entrevista com os aprovados do Estratégia Carreiras Jurídicas. Hoje nós vamos conversar com o Gustavo AOC, que foi aprovado em primeiro lugar para cartório do TJ Maranhão. Gustavo, eu quero te dar os parabéns.
Seja muito bem-vindo. Por favor, se apresente para nós. Eu sou Gustavo eu sou formado em direito pela PUC de São Paulo.
Eu fui aprovado em alguns concursos. Graças a Deus, primeiro escrevente técnico judiciário de São Paulo. Foi meu minha primeira aprovação no pro interior de São Paulo.
Depois delegado do Sergipe. Esse delegado do Sergipe eu não fiz o curso de formação porque eu passei para delegado de São Paulo ao mesmo tempo. Então eu cedi a minha vaga.
Eu protocolei um pedido de desistência para não ocupar a vaga de um outro candidato, para ele poder fazer esse curso de formação e ter a chance de ser chamado. E como eu disse, delegado de São Paulo também em 19º lugar em 2018, concurso de 2018. Depois dos concursos de delegado, eu mudei o meu foco e fui prestar para cartórios.
Prestei vários outros concursos até conseguir a aprovação primeiro no cartório de Tocantins, na posição número 45, onde eu escolhi meu primeiro cartório. Eu tinha um funcionário, era um quadradinho. Depois na dentro do Tocantins mesmo, fiz a reescolha e fui pro segundo cartório em Araguatins.
E 3 meses depois com a bção de Deus fui aprovado em quinto lugar no Acre, no TJ Acre, e fui para um cartório no Acre, Cena Madureira. E por fim, em primeiro lugar, também com as bênçãos de Deus e só por conta dele, eu fui aprovado em primeiro lugar no Maranhão. Gustavo, e você tem uma grande trajetória, né?
Então, não foi fácil, foi muita dedicação, muito estudo, muita fé. Quero entender o início de tudo, né? De onde surgiu o seu interesse pelo serviço público?
Como que você transitou, né, de delegado para cartórios? O início dessa sua trajetória, como que foi? Bom, o início vem da história da minha família.
meu pai, ele foi promotor de justiça e a atribuição do cargo dele, a gente conseguia ver lá em casa, que era um cargo que trazia muito respeito a segurança financeira também, da certeza que todo mês não vai faltar aquele salário na conta. E a minha irmã, ela já entrou na faculdade de direito pensando em concursos públicos. E a a minha irmã, ela é um exemplo para mim.
Então eu vi ela saindo do do da faculdade já estudando. E eu também da lá pelo terceiro, quarto ano da faculdade comecei a pensar em concurso e comecei a a estudar, mas não como um verdadeiro concurso. O concurseiro quando ele começa, ele acha que tá estudando de verdade, mas ele tá só se enganando.
Fala: "Ah, estudei 4 horas, vai ver quanto estudou. " não estudou nem uma hora líquida, fica só enrolando. Então eu saí do da faculdade e comecei a pensar em prestar para promotor de justiça, para juiz, para tentar me encontrar.
E para conseguir bancar meus estudos, eu passei para escrevente. No mesmo momento em que eu comecei a trabalhar no cartório da minha irmã, porque ela também foi aprovada no concurso de cartório. Então, dentro do cartório, eu comecei a ter uma visão de como funcionavam os cartórios.
Aí eu já comecei a pensar em cartório, mas ainda assim eu tinha aquela vontade de trabalhar com direito penal, que é uma matéria que eu gosto muito. Eu sou mestre em direito penal, doutorando em direito penal e prestei para delegado, para promotor, para juiz, tentando uma vertente criminal e fui aprovado para delegado. Mas como eu tava já inserido dentro dos cartórios, eu trabalhei por 9 anos num cartório da capital, eu preferi não assumir o concurso de delegado e continuar meus estudos.
focado para cartório. E o que que diferencia o estudo, por exemplo, de delegado para um estudo de cartório? Bom, o estudo de delegado, ele é muito mais voltado pro penal, pro processo penal, pra legislação especial.
O cartório ele vai mais pro outro lado, ele vai pro para pro viés cível, pro viés registral. Então o foco é completamente diferente nas matérias. A atribuição também nem se falha, totalmente diferente um do outro.
Entendi. Você leu a Constituição quantas vezes você comentou? Mais de 10, tranquilamente mais de 10.
Acabava a constituição e já voltava tudo de novo. Bom, e você falou, né, que o concurseiro quando começa a estudar acha que tá estudando, mas não tá. E é verdade, é muito difícil esse início.
Então você, com toda a sua experiência, compartilha pra gente a sua melhor rotina, a sua melhor estratégia. Você utilizava quais materiais do estratégia, né? Vamos deixar claro.
Você é assinante vitalício, certo? Sim. Assenante vitalício.
Carreira jurídica. De carreiras jurídicas. Então, como que era essa sua rotina junto aos materiais do Estratégia, dando aí a dica de ouro, né, de quem passou em tantos concursos?
Bom, eu passei em vários concursos, mas também quero deixar claro que nem tudo são flores, tive bastante tombos. Eu prestei 50 concursos, então tive muito mais reprovações do que aprovações. E a dica de ouro é a revisão, é fazer a mescla, fazer a revisão, as questões.
O PDF de estratégia é muito bom porque ele traz questões durante o estudo que torna mais dinâmico. E o estudo da segunda fase para mim foi essencial usar o material de estratégia pelas peças e pela correção. Então eu como assidante vitalício, eu conseguia fazer a minha peça, enviava pelo pelo portal do estratégia e depois de até 5 dias recebia tudo corrigido e via onde podiam estar minhas falhas.
Essa esse foi um grande diferencial porque a segunda fase é a fase que mais vale dentro do concurso de cartórios. ela é a fase que tem um maior peso. Então, foi aí que eu consegui ver um um grande diferencial dentro da minha assinatura, que eu poderia de todos os concursos de cartório que estão vigentes, fazer essas segundas fases.
Então, o concurso do Acre foi perto do concurso do Mareão, que foi perto do concurso do Amazonas. Eu podia usar a plataforma para fazer com o máximo de peças que eu podia. Entendi.
Utilizando a assinatura vitalícia, Gustavo. Mas vamos detalhar então a primeira fase. Vamos falar das duas que elas têm essas diferenças que você destacou.
Mas olhando então pra primeira fase que você tem que focar muito em questões, né? Como que era a sua rotina? Você lia primeiro os PDFs, fazia anotações, grifos, como que era, né, também o seu ciclo de estudos?
As pessoas têm muitas dúvidas. Eu faço o quê? Duas matérias por dia, uma?
Como que é? Bom, isso é muito particular de cada um. Tem gente que estuda por blocos.
Primeiro todo constitucional, depois todo penal. Eu preferia, para tornar mais dinâmico o meu estudo, como estudava com bastante intensidade, fazer no mesmo dia duas até três matérias no máximo. E para engatar, eu começava o dia fazendo 10 questões.
Todo dia eu começava a fazer 10 questões, aí o cérebro já engatava. Depois eu ia para aquilo que eu menos gostava, que é a lei seca. Então eu queria tirar logo da frente e há uma hora de Constituição, uma hora do Código Penal, uma hora do Código Civil, 1 hora da lei 6015, cada dia um bloco.
E isso focando na primeira fase. Depois dessas 10 questões, depois de ler a lei seca, eu partia pra parte da doutrina, pra parte da explicação da matéria, não a letra fria da lei. E aí eu ia pras doutrinas, pros PDFs e depois eu voltava pras questões, porque na já no fim do dia, quando tava mais cansado, a questão é aquilo que mais te prende.
Se você tá lendo a lei seca, você acaba lendo e deixando passar muita coisa se você não tá com a tensão máxima. Então eu usava o período que eu tava com a maior energia para aquilo que era mais difícil para mim. Aquilo que eu tinha mais facilidade, eu deixava pro final do dia quando eu tava mais cansada.
Então você estudava de manhã à noite, trabalhava 8 horas no cartório e ainda cuidava do do seu mestrado. Como isso era possível, né? Exato.
Dava, tinha tinha momento, dava até desespero. Como que eu vou aguentar? que tinha aula presencial na PUC toda segunda e quarta, das 6 da tarde às 11 da noite.
Então era de estudos, lógico que não era perdido porque as aulas lá são muito boas também, mas de estudo para concurso eram duas tardes e noites perdidas. Isso me dava um certo desespero. Então ia paraa PUC ouvindo videoaula.
Hum. Ia na com o fone de ouvido, com o celular, sabe? Não tinha tempo perdido entre uma aula e outra fazia questão.
Não, não tinha a que você faz no tempo livre, que eu não tenho tempo livre. Meu tempo livre é dedicado ao estudo. E nessa rotina intensa que eu fui subindo degrau por degrau e sempre ciente de que não é da noite pro dia.
É claro, cada reprovação é uma dor no peito, mas se a gente tem essa ciência de que cada reprovação a gente não tá igual antes, a gente evoluiu, pelo menos aquelas questões caíram naquela prova, você não esquece mais e as questões se repetem. Isso dava força para continuar. Uau!
Você sabia que você ia chegar lá, né? Ah, de um jeito ou de outro eu ia ter que chegar lá. Tava com sangue no olho mesmo para passar.
Muito bom. E aí, essa é a primeira fase, né? Vamos pra segunda fase.
Como você disse, ela é mais difícil. Imagino que você tinha que escrever também as questões dissertativas. Como que era esse treino?
Era um treino diário, semanal? Para não ficar com a matéria tão atrasada. Eu fazia dia sim, dia não, a peça, a dissertação, quando tava prestes a fazer uma segunda fase.
Quando não tinha segundas fases, eu fazia uma vez por semana para não perder a prática. Então, ah, acabei de saber, de até a notícia que foi aprovado na primeira fase, já começava estudo pra segunda fase, dia assim, dia não, fazer uma peça. Entendi.
Então, você tava sempre, né, fazendo esse contato e esse treino para chegar lá na hora e conseguir até administrar bem o seu tempo de prova, né? Exato. Como que é a sua reta final, Gustavo?
Aquela última semana que antecede o dia da prova, você adquire alguma estratégia além do que você já faz no seu dia a dia? A reta final pra primeira fase, só lei seca e questão, mais nada, não paro para pregar doutrina, sabe? Além de ser super importante, a gente sabe que na primeira fase vem muito mais lei seca, questão para pegar o ritmo de prova, para pegar o traquejo da banca.
Então, faltando um mês pra prova, só faço questão da banca, que é a prova que eu vou fazer. Uhum. Para entender o jogo, por a FGV é completamente diferente da CESP.
Então essa é a minha reta final, só lei que questão e mais nada, deixa o resto tudo de fora. Reta final para segunda fase, faltando umas duas semanas, é peça e dissertação todos os dias. Reta final para prova oral é treino, porque às vezes você sabe um conceito, mas não consegue verbalizar o conceito.
Então, treinar com o espelho dá certo, treinar com outros colegas dá certo. Uhum. Essa é a minha reta final.
Muito bom. E você teve 40 reprovações, é isso? em cerca de 40 reprovações.
Depois de quanto tempo estudando que você começou a ver as suas aprovações? Olha, depois de quanto tempo estudando, eu tive uma aprovação rápida que foi no para escrevente técnico judiciário. Foi cerca de seis meses depois.
Sim. Mas a aí não estávamos falando das carreiras jurídicas. Sim.
Nas carreiras jurídicas eu lembro que a primeira prova que eu prestei, eu fiquei 40 pontos do corte. E eu falei: "Meu, é impossível alguém saber tanto. Como que alguém pode saber?
" Olha, é muito difícil. Eu pensei, o corte é com base nos outros candidatos. Então tem candidato que sabe tanto, que sabe muito.
E aí eu passei 1 ano, 2 anos tomando reprovação, atrás de reprovação e parece que uma chave virou, que de repente eu comecei a ficar perto dos cortes. Eu não consegui ter essa noção, essa consciência de o que foi que mudou. O que foi que mudou foi a bagagem acumulada, foi ver o edital duas, três vezes, foi aprender a fazer a revisão de verdade, sabe?
Foi aprender a não perder tempo com coisas que não são cobradas no concurso, apesar de ser interessantíssimas, que às vezes eu fazia uma questão, eu falava: "Nossa, que interessante isso". Ia estudar aquilo que não tinha a ver com o concurso, sabe? aprender a direcionar o meu foco.
Aí sim eu comecei a ficar um ponto do corte, dois pontos do corte, ir para uma segunda fase. Aí quando você começa a ir pra segunda fase, o ânimo, autoestima sobe e você tem que aproveitar esse embalo para dar o seu máximo, para continuar e conseguir marcar ali, né? Quando foi a sua primeira aprovação para cartório?
Para cartório foi 2023, que foi Tocantins. Tocantins, sim. Eu entrei lá em janeiro de 2024, mas a aprovação saiu em 2023.
E isso foi o um período de muita felicidade, porque eu trabalhava no cartório que era da minha irmã. A minha irmã ela saiu e foi para concurso. Quando entrou um novo oficial, ele não me recepcionou.
Então eu fiquei desempregado. Peguei minha OB de novo, falei: "Vou dar meus pulos aqui". E três meses depois disso acontecer, eu tive a notícia que foi aprovado no Tocantins.
Então falei: "Ufa, já vou conseguir agora". O foi empregado de novo? Exato.
Eu passei a ser o estatística de desemprego do Brasil para ser esperança do Brasil de novo. Uhum. E você chegou a tomar posse no Tocantins?
Você exerceu? Sim, eu fiquei exatamente um ano lá. Eu entrei em janeiro e saí em janeiro de lá.
Depois você foi pro Acre? Sim. Depois fui pro Acre, no interior do Acre, uma cidade bem perto de Rio Branco, chama Cena Madureira.
E lá você está há quanto tempo? Hoje estou há três meses lá. Tô recém-chegado.
Três meses e já vai ter que deixar para assumir no Maranhão. Jesus. Vamos ver o que o futuro nos reserva, se vai ser daqui a pouco, em curto prazo, médio prazo, mas a intenção é sim ir pro Maranhão.
Entendi. Então, mesmo com as suas aprovações, você continua estudando, né, Gustavo? Sim.
Até chegar no objetivo final. Até chegar no seu objetivo final. E agora com o TJ Maranhão é de fato o objetivo final.
Olha, a gente não pode pontuar um objetivo final da nossa vida que a gente nunca sabe o dia da manhã. Mas eu não fecho nenhuma porta. Mas no momento eu tô muito feliz com a minha aprovação, sabe?
Hoje em dia eu já deixei os estudos de lado, comecei a refazer o vínculo social, comecei a ter hobbies que eu tinha deixado de lado por conta dos estudos. Então eu posso dizer que hoje Maranhão é meu objetivo final. E você só tem 34 anos, né?
Tem muito chão. Se você quiser voltar a estudar daqui alguns anos também e tem muito tempo para aproveitar também, né, agora sua vida adulta com o cargo dos seus sonhos. Mas vamos continuar falando aqui sobre estratégias de prova, né?
Aquela hora do Vamos ver, tá ali na prova. Você tem alguma estratégia para compartilhar conosco? Algo que você tenha desenvolvido com o tempo que é algo só e que funciona para você?
Sim, eu desenvolvi, sim. Eu desenvolvi um jeito de fazer a questão com toda a minha força, porque muita questão, muitas questões a gente erra e a gente conseguiria acertar. Depois que a gente sai da prova, a gente fala: "Não acredito que eu errei isso".
Então, quando eu vejo uma questão e eu não tô muito certo dela, eu penso mentalmente, fala: "Vamos imaginar que eu tô a um ponto do corte. " E essa é a última questão da prova. Se eu acertar, eu vou pra segunda fase.
Se eu errar, eu tô fora. Então, eu faço aquela questão como se fosse a questão da minha vida. E a questão número 42 da prova, ainda tenho mais um monte.
Então eu pego, faço com toda a raça aquela questão, tenho que puxar na minha mente de toda forma, tenho que fazer a lógica e faço essa questão. Vou pra próxima, tô em dúvida de novo. Mesmo raciocínio, pô, essa questão vai definir a minha vida e dou o máximo para cada questão, como se fosse exatamente a última questão.
E dessa forma você para de errar por besteira. vai errar por besteira, uma outra vai, mas a chance disso acontecer diminui muito. Essa foi a estratégia que eu desenvolvi.
E para controlar o tempo também, principalmente ali na segunda fase, você tem que escrever a peça. Como que você você começa fazendo uma leitura por cima do texto e vai resolver questão, depois volta? Como que você dá conta?
Primeiro eu faço, eu dou uma lida na prova inteira, assim o meu cérebro ele já vai puxando com tempo. Tem coisa que na primeira lida seu cérebro não puxa, sabe? Você sabe, você estudou aquilo, mas não consegue se lembrar.
Então eu leio a prova inteira, depois eu vou para aquela questão dissertação, para aquilo que eu tenho mais familiaridade, vi. Eu fui naquela que tem mais familiaridade, faço o esqueleto primeiro. Não, já não saio escrevendo um esqueleto básico porque não dá tempo.
O tempo é curto mesmo. E aí vou escrever no que eu tô fazendo essa questão. Se me vem alguma coisa das outras questões que eu já li, eu paro e vou para aquele esqueleto.
Quando eu vou para aquela outra questão, ela já tem um esqueleto pré-montado. Eu só melhor aquele esqueleto e assim vou incrementando e fazendo a prova que chegar ao maior número de coincidência com o espelho possível. E você fazia esse mesmo método em casa quando você treinava?
Sim. Em casa às vezes a gente dá uma relaxada. Aham.
Mas aí a mentalidade de quem quer ser aprovado com uma boa colocação tem que ser jogo, jogo, jogo, jogo. Treino, treino não é treino, treino é jogo também. Simular, né?
Exato. Simular como se fosse no dia da prova. Então quando eu via que tava mais relaxado, eu me dava um chacalhão mental e falava: "Não, volta, faça como se estivesse lá fazendo no dia, porque no dia você vai reproduzir tudo que você fez em casa.
Não vai ser porque tá no dia da prova que você vai fazer diferente do que fez em casa. Então eu tentava sim reproduzir o dia da prova em casa como se fosse Tem gente que compra até carteira de escola para reproduzir. Eu não cheguei nesse tempo e sem e sentir.
É verdade. Eu já ouvi já ouvi essas histórias assim eh simulam até assim às vezes a o clima, né? vai fazer prova num estado que tem um clima muito diferente do seu.
A pessoa ela se coloca até mesmo naquele ambiente. Isso é muito importante. Gustavo, e como que você lidava com a parte emocional, né?
A gente tá falando da técnica, que é muito importante, né? Você comentou que até eh colocava anotações no banheiro. Tudo isso é técnica, né?
A gente vai falar disso também, mas como que é o emocional durante todo esse processo, né? nervosismo, ansiedade, autocobrança. Exato.
Eu acho que o emocional é 50%, 50% estudo, 50% emocional, que sem emocional o estudo ele não vai pra frente. Você vai ler e na sua memória, ela não vai estar firme, você não vai ter o gás para chegar até o final do dia com o mesmo rendimento. Então eu sempre busquei fazer terapia, sabe?
Isso é uma coisa que eu não abro mão. Eu fazia terapia e ainda faço pensando mesmo que isso vai ser benéfico pro concurso público. Minha mãe é psicóloga, minha irmã é psicóloga, isso ajudou muito, que eu entendi o valor, que não é só conversar, tem gente fala: "Ah, conversar, conversa com amigo, mas a a técnica da terapia ajuda muito a você conseguir ver o o que tá acontecendo.
" Simulados ajudam muito também, porque eu costumo falar que concurso público é uma das profissões que você não consegue ver a evolução, salvo se fizer provas simulados. O dentista vê o dente entrando no lugar, o pedreiro, ele vê o muro construindo, o médico vê o paciente curando. E o concurseiro que é uma profissão, se não tratar como profissão, você não chega lá.
Como que você vai ver se tá evoluindo ou não? Fazendo provas de simulados. Então, mês em mês eu fazia um simulado como se fosse dia da prova e aí eu conseguia ver a minha evolução.
Isso me dava uma autoestima, isso me dava um gás para continuar e cuidar emocional. Então, o simulado não é só para você reproduzir o dia da prova, é para cuidar do seu emocional também, para ver que você tá melhorando. O simulado que você fez em janeiro não vai estar nem perto do que você fez em dezembro.
O de dezembro vai est muito melhor. E isso dá o gasto para continuar. Isso ajuda no emocional.
Porque carreiras jurídicas não é do dia pra noite, a gente sabe que levam anos. Se não cuidar desse aspecto emocional, ou a pessoa desiste ou não aguenta, desenvolve depressão. Não fugi da depressão, também tive depressão, tive acompanhamento psiquiátrico por conta do concurseiro, ter muita solidão, você é um estudo você com você mesmo, mas com acompanhamento eu consegui logo deixar os remédios de lado.
Isso não tenho nada com quem usa com a frequência. Eu, graças a Deus, consegui deixar de lado, mas eu sempre pautei para cuidar do emocional. Então, no domingo eu deixava pelo menos à tarde para cuidar do meu aspecto pessoal, para não me afundar.
E eu não pensava que era, ah, o dia do relaxamento, o dia, eu pensava também voltado pros concursos, eu falava, eu preciso aumentar os meus hormônios da felicidade, eu preciso cuidar da minha saúde emocional. Por quê? Para na segunda eu tá com o gasto todo de novo.
Que se eu fizer s dias, sete dias, s dias a gente esgota. Não dá, não dá. E o que que você costumava fazer?
Eh, encontros com a família, hobbies, que que você fazia? Encontros com a família, eu gosto muito de jogar futebol. Eu lutei o gitso, sabe?
Eu esse o tempinho que eu usava para esporte, sabe? Com a minha esposa assistir filmes, sabe? Então sempre reservava um tempo para aquilo que me faz bem.
Vamos falar um pouquinho da sua esposa, só um adendo aqui, porque ela também é concurseira, né? Ela é. Então eu imagino que um ajudava o outro eh de forma mútua, né?
Sem dúvidas. Isso sem ela seria impossível. agregava muito ali na caminhada, imagino eu, sem dúvidas, estudando junto, ela tando nesse mundo, ela tinha um entendimento do que eram as renúncias.
Isso eu vejo muita gente que estuda e o parceiro não estuda, não entende. Não entende. Exato.
Então eu entendia e ela me entendia. Mesmo nas na segunda fase, eu fazia minha peça, ela fazia dela. Um corrigia do outro.
Eu via uma coisa que ela falou, falava que interessante aderir, falava, vou começar a usar isso e ela vice-versa. E assim a gente começava a crescer junto. Então, ter uma parceira no mesmo mundo faz fez toda a diferença na minha vida.
Gustavo, e um material de qualidade também é muito importante, né? Como você disse lá no começo, você perdia tempo vendo o que não caía, estudando, né? O que não era necessariamente importante pra prova.
Mas olhando pra assinatura vitalícia do estratégia, né? Quais as ferramentas que você pode destacar que você mais gostou e que você viu efetividade, né? aquela coisa direto ao ponto daquilo que eu preciso.
Primeiro que eu não precisava ficar distrito, só a área de cartório. Então eu ia lá pra área do promotor de justiça de juiz e tinha aula com a Nelma. Sensacional essa professora de constitucional.
Então a assinatura vitalista ela me proporcionava isso. Depois, na segunda fase, as peças são muito bem feitas. Eu não sei qual professor faz, mas eu quero perenizar.
Eles fazem com muito cuidado. É uma peça personalizada. A correção também muito boa, correção de qualidade e também paraa prova oral.
Eu descobri no final que é possível você marcar e fazer banca simulado com professores. Então é isso, eu achei sensacional porque tem cursos que cobram horrores. Isso tá incluso na minha assinatura.
Eu falei: "Não, eu não acredito". Eu mandava e-mail e falava: "Eu quero marcar quanto, quantos que eu posso marcar deles? " Ah, você pode marcar quantos concursos você tiver na prova oral de não tem limite?
Ah, não. Não tem limite. Eu quero marcar todos.
Então você chegou a fazer o curso de prova oral? Eu fiz um só porque quando eu descobri eu já tava no fim da minha trajetória e aí o acho que foi Rafael Espíndola, professor, eu não sei se letra assim, se fala assim o sobrenome. Aí ele marcou a banca simulada comigo, eu fiz essa banca e no dia seguinte eu fiquei sabendo o que tinha passado.
Então eu eu fiquei chateado de não usar essa ferramenta por mais tempo, mas eu achei incrível. falei: "Pô, eu só não aviso o mundo inteiro porque são meus concorrentes, mas agora eu tô avisando, ó, tem essa ferramenta. " Muito bom.
Muito bom. Então, você viu que que valeu, né? Que te deu eh te deu esse conhecimento necessário paraa prova oral.
Algumas pessoas dizem que é a fase mais difícil. É, é porque tem que ser debate pronto, tem aquela tensão do momento, a oratória, você lá escrevendo, você tem um tempo para pensar. Agora respondendo numa prova oral, se não treina, você não vai conseguir verbalizar, por mais que tenha o conteúdo.
E você comentou que na prova do Tocantins, você deu uma resposta ali na prova oral que o examinador até ficou: "Uau, no Tocantins aconteceu um milagre". Eu precisava desse cargo, né? Como eu já adiantei aqui, eu não tava empregado, tinha sido demitido.
E eu dou aula na pós-graduação da PUC e o diretor falou: "Aok, pode preparar uma aula do Estatuto da Pessoa com Deficiência? " Eu não sei por eu preparei uma aula do Estatuto do Idoso. Acho que na minha cabeça ficou só estatuto distraído.
Preparei a aula. Aí faltando uma semana pra aula, ele falou: "Ó, aqui tudo certo com a aula do Estatuto da Pessoa com Deficiência. " Eu, meu Deus, errei.
Preparei rapidinho essa aula, fui dei aula. Uma semana depois disso foi a prova oral do Tocantins. E nessa prova oral do Tocantins, a examinadora falou: "Seu ponto Estatuto do Idoso".
Eu tinha preparado uma aula para pós-graduação sobre cinco perguntas do Estatuto do Idoso. Respondia cinco tranquilamente. Eu tinha preparado uma aula de posse para isso.
Então falei: "Pô, obrigado Deus, né, pelo esse cargo". E aí depois na banca do lado são três bancas, você faz com o examinador, depois com a banca do lado. O examinador ele me pergunta uma o artigo sobre intervenção federal e as hipóteses de intervenção federal, elas estão coladas no meu banheiro.
Então eu vou escovar o dente, eu leio todas as hipóteses de intervenção federal. Eu saio do banho, enquanto tô me xugando, leio hipótese de intervenção federal, vou escalar o dente para dormir. Então eu leio três, quatro vezes por dia aquelas hipóteses.
Eu faço isso durante um mês. Passou o mês, eu troco por outro artigo importante, o da Constituição, do Código Civil, e passo um mês lendo. Então eu leio pelo menos umas 100, 150 vezes aquele artigo.
Quando ele me fez a pergunta das hipóteses da de intervenção federal, eu respondi também tranquilamente. E isso com certeza me fez conseguir esse cargo, me fez conseguir uma uma colocação boa pro meu nível naquele momento. Olha só, então um erro, né, que foi uma distração sua te deu essa esse resultado.
É Deus, né? Com certeza. É a mão de Deus.
Não tem outra explicação, não. E eu gostei também agora da técnica aí do banheiro, né, que você colava no banheiro, meu Deus, colava também na cozinha, você almoçava lendo também? Almoçava vindo videoaula.
Tem que ser, tem que ser um pouquinho mais tranquilo no almoço. Ia trabalhar, almoçava, só parava para dormir, né? Só tinha que desligar ali na hora de dormir mesmo.
Não tinha jeito. Quando eu não tava conseguindo pegar no sono, eu ligava uma aí só vinha. Uau.
Então é muito merecido mesmo esse cargo, esse primeiro lugar que era o seu objetivo. Tudo que você falou foi maravilhoso. Sei nem como sintetizar uma dica de ouro, né?
Mas se você pudesse elencar uma dica de ouro, qual seria? Sim, acreditar em si mesmo, porque várias e várias vezes a gente para de acreditar na gente. E se você não acredita em você mesmo, ninguém mais acredita e o concurso não vai acreditar.
Então, quando eu comecei a estudar para cartório, eu falei: "Eu quero ser igual a minha irmã, quero passar em primeiro lugar, eu vou estudar para ser primeiro lugar". E aí acreditei, eu estudei falando, "Bom, alguém que não vai passar em primeiro lugar vai fazer isso em vez de estudar? " Não, então eu vou fazer aquilo que em primeiro lugar faria.
Isso dava, dava meu máximo. Por quê? Eu acreditei em mim.
Então a dica de ouro é acredite em você mesmo. Se você acha que não é capaz, primeiro adequa o seu emocional. Você é capaz.
Você vai ver que o simulado que você fez hoje vai ser muito pior do que o simulado que você vai fazer daqui dois meses. Ou seja, tem capacidade cognitiva, sabe? Todo mundo é capaz.
Basta dedicação. Eu não contei, mas uma amiga quando viu os meus resultados, ela falou: "Ah, mas é fácil também. Você fez uma boa faculdade, você fez uma boa escola.
" Eu repeti na escola, eu na faculdade eu treinava o futsal. Então, meu treino até 1:30 da manhã, até dormir 2:30 e aula 7 da manhã já dormia bastante na faculdade. E tanto que quando eu passei no OAB, uma colega da minha sala falou: "Nossa, até o AOK passou".
Falei: "Nossa, como assim até o AOK? " Então, não fiz uma boa escola, sabe? Ah, todo mundo é capaz, desde que tenha dedicação.
Eu não sou nenhum gênio. Foi por dedicação mesmo. Se eu fosse gênio, não demoreiaria 9 anos para passar em primeiro lugar.
Então, eu comecei a acreditar em mim. Quando eu comecei a acreditar em mim, a chave virou e aí os resultados começaram a aparecer, começaram a aparecer essa confiança, né? E eu imagino, óbvio, que quando você passou foi uma alegria, não só para você, paraa sua esposa, pra sua irmã, né, para toda a sua família.
Como que remonta essa emoção pra gente? Bom, eh, pouco contraditório isso. Eu tava em Botucatu, que é a cidade natal dos meus pais, onde eles moram, e tava saindo o resultado dos recursos.
Quando a gente tá nesse meio, a gente sabe o título dos candidatos que podem te ultrapassar ou não. Então, para mim era a fase final. Se o recurso do candidato que tava em segundo lugar ou em terceiro fosse provido, talvez não ficasse em primeiro lugar.
Então eu cheguei em casa, meu pai falou: "Ah, Gustavo, eu preparei um lanche da tarde". Eu falei: "Pai, agora não dá para tomar o lanche da tarde porque eu tô assistindo os recursos aqui. Eu quero ver se os se vai ter recurso provido.
" Aí ele, ah, tudo bem, entendeu? Aí tiveram recursos, os recursos dos candidatos que poderiam ocasionalmente me ultrapassar não foram providos. Eu fiquei em primeiro lugar, saí feliz da vida, pai, fiquei em primeiro lugar dele, nossa, que alegria isso aí.
Eu tinha a viagem programada já para ir pro Tocantins para voltar pro meu cartório. Então, teria que vir para São Paulo para pegar o voo. E isso foi lá pelas 5:30 da tarde.
Contei pro meu pai, tava em primeiro lugar, comemorou um monte comigo, aquela alegria. Meu pai me deixou pegar o ônibus. Peguei o ônibus, vim para São Paulo.
Quando foi lá para meia-noite, minha irmã me liga, fala: "Gu, papai morreu". Então, no dia que eu descobri que eu passei em primeiro lugar, foi o a data do falecimento do meu pai. Então, até hoje, quando você pensa, todo mundo fala: "Nossa, e alegria de quando você descobriu", sabe?
É muito contraditório, porque eu tive 3 horas de muita alegria. Eu fui nessa viagem assim e depois essa alegria ela foi totalmente ofuscada por por essa ocasião. Meu pai é uma foi uma pessoa muito presente na minha vida.
Tanto que eu às vezes falo no ele no presente no ano passado ainda. E aí chegou na missa de sétimo dia, foi quando eu consegui sentir a alegria genuína, porque nessa missa de sétimo dia muita gente vinha me dar parabéns. Falava passou em primeiro lugar no concurso Maranhão.
Parabéns meu tio, amigos do meu pai. E aí eu falei: "Ah, mas como vocês sabem? " Eles falam: "Seu pai me ligou contando".
Então, as três, quatro últimas horas de vida do meu pai, ele passou orgulhoso de mim, sabe? Então, aí sim teve um significado, sabe? Eu uma missão de vida de um filho na terra é dar orgulho pro pai.
E eu consegui dar esse orgulho pro meu pai. É, os ú as últimas horas dele foi comemorando a minha vitória. Claro que eu queria que ele tivesse lá na minha posse, pô, é o que eu mais queria.
O meu pai foi um incentivador para eu fazer direito, para eu prestar concurso. Ele sabe a dificuldade que ia passar num concurso desse, sabe? Ele queria que eu fosse promotor, né, para seguir a carreira dele, mas eu eu segui uma um outro caminho e ele apoiou completamente.
Então, a alegria ela não veio quando eu soube do resultado. A alegria foi quando eu soube que eu consegui dar orgulho pro meu pai no último dia de vida dele. Foi um susto, sabe?
E eu falei, meu pai, ele me enfiou no carro, me levou lá e ele voltou com a minha sobrinha, ele me deixou no ponto de ônibus e voltou com a minha sobrinha. Graças a Deus que não foi nesse caminho, porque minha sobrinha tem 4 anos. ia podia ter sido uma tragédia, mas não.
Ele voltou para casa e a gente conseguiu ver na câmera de segurança de casa e lá no celular o tempo inteiro até que chega o momento que ele levanta e cai duro e firme, não tinha um cabelo branco. Nossa, eu estava aposentado fazia um ano só e ninguém esperava. Foi muita surpresa.
Tanto que quando minha irmã me ligou, falou: "O papai morreu, eu não caiu a ficha na hora". Eu falei: "Como assim? Não vamos, vamos fazer alguma coisa.
Vamos reanimar como se tivesse a nosso alcance. Caramba, completamente inesperado, né? Completamente.
Isso, isso também é uma coisa que me remete a a eu consegui chegar onde eu cheguei. Que quando minha irmã me ligou e falou: "O papai morreu". Eu falei: "Eu o que que a gente pode fazer?
Ou seja, tem um grande problema. Eu não aceito esse grande problema. Eu sempre tento buscar uma saída.
Isso. A Renata falou: "Você acredita que quando eu fiquei sabendo, eu falei a mesma coisa e minha irmã é o maior exemplo, oito primeiros lugares. " Então eu vejo que isso de não aceitar uma derrota ou vamos tentar fazer alguma coisa, mesmo quando tá parece que tá tudo perdido, é o que faz uma pessoa conseguir chegar nesses primeiros lugares.
Mas pelo menos ele te parabenizou, né? Ele ele sentiu alegria e tenho certeza que ele tá muito feliz por você onde ele estiver, né? Vai acompanhar agora essa sua trajetória que você vai desenhar.
Mas ele ficou sabendo, né? Sim. Vai acompanhar lá do céu.
Ele vai estar comigo no dia da posse. E é saber que eu tô dando orgulho para ele lá no céu e de orgulho na terra é é o melhor sentimento, sabe? É talvez mais um sentimento, não, com certeza um sentimento melhor do que ficar em primeiro lugar.
Uau! Bom, Gustavo, eu tô muito impressionada com a sua história, com a sua dedicação e, enfim, com toda a sua jornada. Assim como você me ensinou muito, eu tenho certeza que quem chegou até aqui nessa entrevista também vai aprender muito com você, viu?
Esse também é um dos legados, né, que você vai construindo e vai deixando, exemplificando e e ensinando o próximo, viu? Obrigada. Bom, daqui paraa frente então os seus planos.
Eh, a gente já comentou, né, que esse é o seu concurso fim, mas deixa uma mensagem então para quem está assistindo, para quem tá nessa mesma luta, às vezes bate na trave e não não faz o gol. Você sabe como que é esse sentimento, mas qual que é a mensagem que você pode deixar aí de motivação? Bom, saibam que todos que chegaram lá tiveram também quedas.
se apegue a Deus, porque sem Deus, sem essa base, eu não teria aguentado. Ele olhando de cima, tando do lado, ele dá força para continuar. Então, é Deus, foco, perseverança que é possível.
Eu já um dia cheguei a achar que era impossível, mas hoje eu consigo ver com os meus próprios olhos e com meu nome no lado no Diário Oficial. Então, é possível. E por fim, você indica o Estratégia Carreiras Jurídicas?
Ah, sem dúvida. Eu usei, então não tem como não indicar. Muito bom.
Obrigada, Gustavo. Obrigado. Parabéns.
Obrigado. E para você que nos acompanha até aqui, muito obrigada pela companhia e audiência. Para ver outras histórias é só navegar aqui no nosso canal.
Até mais.