Vidas difíceis explicam depressão melhor do que cérebros quebrados. A gente não tem hoje uma causa biológica conhecida para depressão. A medicação psiquiátrica esteja sendo muitas vezes usada como a única solução paraa saúde mental. Essas não deveriam ser chamados de dantidepressivos. Essas medicações deveriam ser chamadas de pírulas para a depressão, mas o uso do antidepressivo não reduz suicídio, por exemplo. Ele inclusive aumenta. Os antidepressivos, eles aumentam o risco de suicídio numa faixa de idade até os 26 anos. Medicação orá de antidepressivo causa abstinência. uma piora do humor, vai vir junto com a ideiação, vai vir junto
com a irritabilidade, vai vir junto com insônia, vai vir junto com défic cognitivo. Tem outros tipos de tratamento que você acha que tem fazem mais sentido do que a gente chama de antidepressivo hoje? Um paciente que ele é um menino novo, ele tinha 17 anos e ele teve algumas tentativas de suicídio. 36% das pessoas que fazem tratamento não pensam mais todos os dias ativamente em suicídio. E aí a gente fez, estamos começando mais um LS podcast e hoje mais uma vez muito obrigado por ter vindo aí Dr. Thiago Gil. Muito obrigado. Médico anestesista, certo? Isso
mesmo. Uns pioneiros aí no tratamento da da quetamina no Brasil. Sim, isso mesmo. Muito obrigado desde 2017. Que maneiro, cara. Bastante tempo. E a gente já fez um episódio uma outra vez, né? Foi muito legal, cara. Foi muito legal. Eu eu lembro que eu gostei muito. A galera também gostou demais. E a gente marcou outro aí para bater um papo. Você vai podemos falar sobre isso? Podemos. Claro. Você vai. Recentemente você fez um livro, né? Não sei quando você vai lançar, se puder falar um pouco sobre, mas para contar a história, né, da dos seus
pacientes e tudo mais, mas também falar um pouquinho sobre ketamina, né? Então, se quiser falar um pouquinho sobre isso, cara. Esse é um livro que a gente a gente deve lançar nos próximos dias. Você mostra ele pertinho assim do seu rosto aqui para sa ver. Então, esse é um livro que a gente deve lançar nos próximos dias. Ele tá em tanto versão online quanto versão física, né, no Kindle. E esse é um livro que a gente escreveu para contar as histórias do que que dos pacientes. Não é um livro técnico, não é um livro para
médicos, não é um livro para ensinar a fazer, para ensinar o tratamento. Não é essa a ideia. A ideia é que a gente tenha um livro que eu conto algumas histórias que realmente são muito emocionantes, que são de transformação muito importante que aconteceram com esse tratamento que a gente que que eu vivi isso, né? E eu transformei a vida do outro e o outro também transformou a minha vida nisso. Então eu conto um pouco de como que eu cheguei até a a sala de infusão, porque eu comecei a fazer isso, da onde que veio toda
essa história. E eu conto algumas alguns sucessos e a gente reflete sobre eh essas pessoas, reflete sobre a vida delas. Eh, conto alguns fracassos também no tratamento. Eh, e a gente reflete sobre esses tratamentos. A gente faz alguma reflexão também sobre a psiquiatria moderna ou como que a gente entende o que que é doença, o que que é o processo de saúde de doença, o que que é depressão. E no finalzinho tem ainda uma parte de serviço. Se você tá interessado e quer quer quer quer Receber esse tratamento, a gente tem um partezinha no final
que é sobre o que que eu o mínimo que eu preciso saber para selecionar o médico que vai me tratar. Legal, cara. Então, é um livro que é feito para Eu eu falei aqui para você em off que a qualidade do livro é muito muito boa, papel bom, com a cor certa de fazer um livro. Então, tá perfeito. Obrigado. Obrigado. Então, é um livro que é para para ser lido por Leigro, né? Não é um livro técnico, é um livro de histórias, não é um livro e é um é um livro para você sentar, conseguir
ele ler numa tarde, para você acho que sentar em dúvida se é para mim, não é para mim, o que que é isso, como é que funciona. Eh, ouve histórias de outras pessoas, a gente não tem, a gente não tem um grupo para poder trocar essas histórias. Então acho que a gente tem grupos de médicos, mas a gente não tem grupos de de pacientes para isso, né, de pessoas no Então acho que é essa aqui é a ideia do livro, né, e transmite uma ideia, né, que de que a gente não tá quebrado para sempre,
então a gente a gente consegue a gente consegue sempre consertar, a gente consegue sempre se ajudar, cara. Legal. E é isso. E essa é a sua cópia. Ficou muito feliz por entregar. Muito obrigado, cara. E muito legal, cara. Parabéns. E obrigado. Uma coisa que você comentou aí, até pra gente e criar uma base pro nosso papo aqui de hoje, porque claro, a gente pode falar sobreetamina, vamos falar sobre de novo, não tem problema. Acho que vai ser legal para caramba. Minha memória é de peixe, então vai ser bom relembrar algumas coisas, mas comentou um pouco
sobre essa ideia. Eh, bom, qual que é o qual qual que é o panorama hoje da psiquiatria, né? como que a gente enxerga essas essa questão da doença mental, da saúde mental como um todo, das doenças mentais e como que você enxerga isso hoje, cara, a gente tava conversando em off que existe uma um uso exagerado, talvez, de de medicamentos. Eu queria entender de você eh como é que você enxerga hoje no Brasil, no mundo? Acho que eu preciso fazer um um disclaimer, preciso falar um falar aqui que umas ideias que eu vou expor para
você, elas não são originais minhas, elas têm alguns autores. Não vou dizer todos os autores, mas é, eu sei que é um tema polêmico e que as pessoas vão ficar meio irritadas com o que eu vou falar, mas eu tô me baseando em autores como a Joana Moncriff, como Mark Horrids, que são pessoas que têm no Twitter, tem você encontra eles, você ouve eles, como o Adam Murato, como o Peter Grin, como eh são pessoas que que são quem eu tô reunindo essas histórias, né, como Irvin Arvin Kh, são essas pessoas que eu tô me
baseando para falar com você hoje. E então eu não vou dar cada a referência bibliográfica de cada coisa, mas é esse universo que a gente tá tá comentando, né? E isso tem muito a ver com a mudança de de forma de tratar depressão, né? tem muito a que ver com uma forma, uma mudança que a psiquiatria eh passa em alguns países e principalmente acho que Na Inglaterra, é um dos países que tá muito forte esse essa mudança de de entendimento de que talvez eh o o a medicação psiquiátrica esteja sendo muitas vezes usada como a
única solução paraa saúde mental, como uma solução rápida e uma solução quase que milagrosa, né? Onde uma pírola resolve quase tudo, né? A Jana Moncrive, por exemplo, ela fala que que vidas difíceis explicam depressão melhor do que cérebros quebrados. Esse é um artigo dela, um texto de um artigo dela. Eh, eu não tô negando a doença, eu não tô negando o sofrimento psíquico, eu não tô negando que existe depressão ou que existe um sofrimento em nenhum momento dessa conversa. Então, eu entendo, eu reconheço, o que eu tô oferecendo é uma outra forma de entender, mas
eu em nenhum momento tô falando para você, não existe depressão, é só é só uma vida difícil, não. Ou que ou que esse sofrimento poderia ser plenamente tratado só com com uma vida melhor ou com mais dinheiro ou com mais ou com um papo com psicoterapeuta, não é isso, né? É, acho que o ponto central é entender que a gente não tem hoje uma causa biológica conhecida pra depressão, por exemplo. E o que que isso diz pra gente, cara? Isso diz que a falta de serotonina não causa depressão ou que quem tem depressão não tem
menos serotonina. Isso é o trabalho da Jona Moncrif de dois anos atrás, por exemplo. A gente não encontra na literatura, em nenhum momento da literatura, de que quem sofre De depressão grave ou não grave, não interessa o grau de depressão ou de ansiedade, eh tenha mais ou menos serotonina no cérebro. Eu não consigo achar em nenhum momento, nem no neurônio pré-sináptico, que esse neurônio produza menos ou que ele recapte mais ou que o neurônio receptor tenha algum tipo de receptor de serotonina diferente ou que ele não seja tão sensível. Então, nenhum momento dessa transmissão de
de serotonina entre um neurônio pré-sináptico e o pós-sináptico, eu não tenho nenhuma disfunção orgânica nesse momento. Eu não tenho em nenhum lugar, cara. Já isso já é uma loucura pensar sobre isso, né? Porque até pensando assim em público lei e tudo mais, eu já tinha ouvido falar sobre isso, mas pensando em público lei, quando a gente abre, por exemplo, uma na TV num Fantástico da vida, eles vão eles vão fazer uma matéria sobre isso, eles falam sobre é que é uma falta de de serotonino, alguma coisa do tipo, né? Esse é o hormônio do da
felicidade. Aí o hormônio do ímpeto seria a serotonina, o hormônio do prazer, a dopamina, o hormônio da atenção. Eh, não, isso, isso é uma fala, essa é uma redução, essa é uma redução extremamente simplista e isso nunca foi encontrado em nenhum artigo, nenhum trabalho. Isso é o trabalho da Joana Moncrif, que que é um trabalho bem polêmico de 2022. polêmica, porque ninguém conseguiu rebater ela de forma ao mesmo nível da eh ao mesmo ao mesmo grau de evidência de que não há nenhuma relação entre níveis de serotonina no cérebro e um quadro Depressivo e você
não consegue encontrar em nenhum fluído do corpo. Então, se eu tirar sangue, se eu tirar o líqu, se eu pegar um pedaço do cérebro de quem morreu por por com depressão, eu não consigo encontrar essa disfunção. A única parte que ela conseguiu encontrar alguma alguma variação na quantidade de serotonina erem usuários crônicos de antidepressivo. Então, eh isso isso muda um pouco como a gente pensa as coisas, né? Porque se um tipo específico de antidepressivo, não todos os os que são moduladores das monoamino, das monamina é a dopamina, a serotonina e a noradrenalina, todos os que
são os moduladores das monoaminas. Quando a gente junta tudo isso na psiquiatria, a gente chama isso de teoria monominérgica da depressão, de que me falta serotonina. E para explicar o quadro depressivo, existe umas 11 causas, 11 vai desde falta de Deus até safadeza, até falta de serotonina, até falta de hormônio do crescimento, falta de disbiose, tem várias coisas. Mas o o a teoria que se baseia toda a farmacologia ou 90% da farmacologia hoje é e quem tá tem um algum medicação antidepressiva perto aí para abre a bula e ler lá. Essa medicação funciona aumentando níveis
de serotonina no cérebro. Tá lá escrito na maioria dos antidepressivos. Então isso faz alguns autores falar para você que que eu que eles não chamam antidepressivos. Essas não deveriam ser chamados de antidepressivos. Essas Medicações, essas medicações deveriam ser chamadas, isso é o Peter Grush que fala, deveriam ser chamadas de pírulas para a depressão, porque elas não vão, elas não, não, não atacam um problema biológico da depressão. Diferente de eu de eu tratar com uma analogia bem bem lugar comum da diabetes e a insulina. Eu, quando eu dou insulina para um diabético, eu ataco uma um
problema biológico dessa pessoa. Eu tenho essa relação entre a a diabetes tipo um e a falta de insulina produzida pelo pâncreas. Eu forneço insulina e essa pessoa tem redução dos níveis de glicose no sangue. Mas essa relação não é direta, não é, não existe num quadro depressivo ou num transtorno bipolar, por exemplo, nem num quadro de esquizofrenia. A alucinações de esquizofrenia não são excesso de dopamina em nenhuma parte do cérebro. Então as pessoas quando tomam um medicamento desse, elas vão sentir algo diferente, né? Porque é uma droga. Sim. Mas aquilo não vai necessariamente eh tá
sendo eh não necessariamente vai ser uma um vai gerar um processo de cura da depressão dela. Ela não ataca um processo biológico da depressão. Então ela não deveria ser chamada de antidepressivo por uma série de autores, de uma série de pesquisadores entendem que o e e se você pensar pela farmacologia, não existe uma classe de antidepressivos, né? Na farmacologia a gente tem uma ação, Porque quando você fala essa medicação antidepressiva, você tá dando pondo desejo em cima dela. Eu tô pondo uma expectativa em cima dela. Essa não é uma medicação antidepressiva, essa é uma medicação
inibidora seletiva da recaptação de serotonina. Isso não é o analgésico. Analgésico é a ideia que eu espero que ela faça. Essa medicação é um inibidor das enzimas cox um e cox 2. Então essa é ação real dela. Se isso vai trazer analgesia, se isso vai trazer antidepressão, é um outro momento, é uma outra questão. Então a gente dá o nome da medicação, mas é o nome da esperança. E esses autores defendem: "Olha, esses nomes eles estão errados. Eles não deveriam ser chamados de antidepressivos e pírulas para depressão. Quer dizer que eles não funcionam para depressão?
Quer dizer que eles não têm ação no quadro depressivo? Não é isso que eu tô falando, tá? Eu tô tô dizendo para você que serotonina não está na causa, não é a raiz de um quadro depressivo. Tô dizendo que o a medicação ela por função básica e primordial bloqueia algumas vias neurológicas e procura aumentar a quantidade de serotonina entre as transmissões neurológicas. Se isso vai causar um quadro antidepressivo, é outra história, mas essa não é a raiz do quadro depressivo. Então elas não atacam o problema. E a analogia com com diabetes, que é uma analogia
comum nesse nesse nesse nesse cenário, ela é diferente porque eu tenho de fato um um fator biológico na diabetes tipo um, que é a falta de de insulina. Mas então para mim funcionou. É o que você vai pensar e vai falar para mim: "Uai, mas eu tomei para mim funcionou". Isso é um segundo momento, né? Eh, o, esses autores eles entendem principalmente e a gente entende que a eles têm uma ação, como você falou, são a drogas, são uma medicação que muda seu comportamento, né? São medicações, estamos falando dos inibidores seletivos, inibidores duais, da serotonina,
da noadrenalina e dos tricíclicos e até dos imaus que são mais antigos. São medicações que mudam o seu comportamento. É por isso que você tá tomando elas, né? Você procura tomar elas para mudar alguma coisa que eu não gosto em mim. E a ação principal delas e a ação mais mais pronunciada delas é um um achatamento emocional. Hum. E essa é uma ação terapêutica que ela tem. E esse esse achatamento emocional é muitas vezes o o que eu entendo pelo processo de cura. Então, se a gente consegue imaginar um cenário aonde eu tenho um relacionamento
abusivo ou tenho um chefe abusivo ou ten um cenário difícil na minha vida em que eu não consigo mudar ele agora, eu muito provavelmente vou entrar num quadro depressivo. Isso 20% da população. É, nesse quadro depressivo, se eu conseguir suprimir minha emoção negativa sobre aquela fase, aquele momento, aquela fase, eu vou entender que eu tô curado. Então, quando eu tiro esse essa emoção, qualquer emoção, inclusive essa emoção negativa que eu tenho em relação ao chefe abusivo, por exemplo, eu vou dizer que eu melhorei, né? Se eu se ele entra no na sala e eu não
sinto mais essa essa Negatividade em mim, né? Se eu não sinto mais esse medo, fal: "Nossa, minha meu melhorou". Só que eu não tenho uma medicação tão seletiva aqui só para durante o trabalho, só para aquele cara, só naquele achatou a minha emoção e ela achatou minha emoção. Isso foi terapêutico para mim. Mas quando eu chegar em casa, eu vou ter também um achatamento emocional ao ver meu marido, ao ver meu filho, ao voltar para casa, ao ter uma festa de aniversário, eu também vou ter o mesmo achatamento emocional. Então, ele foi terapêutico em um
momento, mas ele não é terapêutico em todos os momentos da minha vida. E aí vou balancear. Será que foi interessante eu ter esse achatamento emocional, ter essa perda de reatividade naquele contexto específico que tá me deixando estressado? A gente podia inclusive imaginar o contrário. Eu tenho uma relação abusiva. Eu tô preso num casamento em que eu não não tô feliz. uma medicação que achata minha emoção ou que tira minha libido, que é uma coisa que os antidepressivos fazem com uma capacidade incrível, até maior do que o tratamento da depressão, é tirar libido. E esse é
um ponto muito preocupante, porque ele pode tirar libido, inclusive até da eh disfunção sexual permanente. Em% das pessoas que sofrem disfunção sexual quando usam antidepressivos, 0,5% é permanente mesmo quando param a medicação. Isso é um dado de uns dois ou três anos atrás. Eu, então eu, eu tô numa relação ruim em casa, né? Eu tenho, se eu tomo um uma Medicação antidepressiva e aí eu já não tenho libido, eu já não tenho emoções, eu tô achatado no trabalho, eu tô bem lá, lá ninguém me exige emoções, né? Fazer plane Excel não precisa de muitas emoções.
Então, na minha vida que eu deveria ter emoções, eu não tenho. E aí a situação se prolonga para um ano, se prolonga para 2 anos, se prolonga para três anos. Como eu não tenho emoção, eu não tô incomodado, eu também não tenho ímpeto de mudança. E nesse caso, então, qual que seria a utilidade do remédio nessa posição? Porque é uma é uma discussão complexa, né? Porque daí também como é que a pessoa vai às vezes deixar o emprego, já que é ele que tá, às vezes a pessoa não consegue, não sei. É, é um é
um emaranhado muito complicado. Eh, e aí o o o que a gente tá falando não é não tome, mas saiba que o que você tá fazendo por você não é atratando uma uma condição biológica. Não tô dizendo que não tenha sofrimento, não tô dizendo que não tenha depressão, tô dizendo que esta medicação em específico achata sua emoção. E às vezes eu preciso achatar a emoção para conseguir entender essa situação à distância. Existe situações em que eu preciso diminuir minha raiva, eu preciso diminuir meu meu ímpeto para poder olhar para essa situação mais friamente e resolvê-la.
Mas na maioria das vezes eu vou achatar minhas emoções, eu vou achatar minha reatividade e não vou resolver nada e vou ficar Naquilo prolongadamente, né? Então como que eu consigo de fato mexer nessa situação estressante? Às vezes são coisas que eu não consigo mudar, uma morte na família, eu não consigo mudar isso, mas eu consigo fazer pelo o passar pelo processo de luto. E se eu tiver com medicações achatadas, eu emoções achatadas, eu não consigo passar pelo processo de luto. Eu nunca vou ter raiva, nunca vou ter depressão. Os cinco estágios da aceitação da tragédia
da Isabel Cuberross, né? Eh, eu nunca vou passar por eles, eu vou est parado, anestesiado naquilo. Eh, o problema continua. Às vezes o fato continua. Será que eu, então, como que eu mudo esse fato, né? O num numa das visões seria eu fazer a psicoterapia, eu ter atitudes da psicoterapia e eu ter o uso da medicação por um um período curto, mas não não contar que a medicação vai me tirar do quadro, entende? E muitas vezes ele é reativo a alguma coisa maior. Esse quadro é reativo a uma coisa maior? Paulo a gente fala que
às vezes a única resposta para uma vida difícil é a depressão. Então eu eu tô tirando a pessoa desse quadro. Eu também reconheço que esse quadro muitas vezes pode passar por cima do exagero. Ele ele ele se atravessar ou ele tá tão emocionalmente dolorido que essa dor vira física e eu começo a me automutilar. Eu tenho pensamentos de morte, tenho tentativa de suicídio, então eu eu excedo isso. Mas o o uso do antidepressivo não reduz suicídio, por exemplo. Ele inclusive aumenta o, né, algumas medicações, eles os antidepressivos, eles aumentam o Risco de suicídio numa faixa
de idade até os 26 anos, por exemplo. Por que será? Exatamente. Porque eu não sei te dizer, eu acho que ninguém sabe te dizer. Algumas hipóteses são ou aumento da impulsividade, então eu penso menos no futuro, ou perda de emoções sobre o que isso representa para mim e pro outro. Faz sentido. Então, se eu não consigo ter uma emoção de o que minha família, o que minha esposa, o que minha mãe ia sentir, eu não consigo me colocar naquele lugar, ter empatia para me colocar naquele lugar, se eu morrer, como que eles vão se sentir?
Se eu perco essa emoção também, eu perco o porqu continuar vivo. Se eu perco meu ímpeto, se eu perco o meu meu tesão, minha volição, eu também perco o motivo de estar vivo. Então, a gente sabe que os antidepressivos eles aumentam o risco de suicídio, aumentam o risco de morte. Tá na bula, não sou, não tô inventando, tá lá na bula. Essa medicação pode causar o agravamento e de ação suicida, o uso deve ser monitorado. Tá lá. Isso é uma uma coisa não falada muitas vezes, né? Isso é uma coisa ignorada. Antes da gente continuar,
um presentinho para você. Fiquei sabendo que da última vez você não ganhou. Muito obrigado. Muito obrigado. Não lembro se a gente já era patrocinado também, mas é uma camisetinha da Insider aí. Que legal. É, vocês devem conhecer a marca, mas é aquela história, não não precisa passar ela. Então você tirou ela de algum lugar, ela tá amassada, se você colocar no corpo, esperar 10, 15 minutinhos, ela desamassa sozinho, que é muito legal. É, não ficor, não desbota todo aquele papo lá. Agradeço tava te falando em off que eh não consigo usar mais outra roupa a
não ser Insider, então acho você vai curtir bastante também. E e pro pessoal quiser experimentar, quiser conhecer, aí na descrição, o primeiro link é o link da Insider. E aí utilizando o nosso cupom loots, só loots, né? Agora isso, só loots, LUTZ. Você tem aí 15% de desconto em todo o site, tá? Então tudo que você colocar no teu carrinho, eh, uma peça ou três ou 10, você vai ter aí 15% de desconto em tudo que você colocar ali. Além disso, no próprio site, no próprio site da Insider, tem uma série de outras, eh, promoções
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muito boa também. Eu gosto bastante, é bem confortável. E tem os kits também, tem kit inicial, por exemplo, que vem camiseta, cueca, meia, tem a versão feminina disso também e tem todos os tamanhos. Então, primeiro link da descrição, cupom loots ou então QR code que tá aparecendo aí na tela para vocês. Você acha que as pessoas quando vão atrás por cento de um psiquiatra ou vão vão querer tomar algum tipo de medicação dessa, elas vão com essa ideia de que vai ser algo temporário ou e depois elas acabam caindo ali no na na adição, digamos
assim? Ou elas vão com a Ideia de que não, isso aqui vai ser uma cura, mas vou ter que tomar por lá da vida e elas já vão com essa cabeça feita. Acho que depende como ele é apresentado o processo de depressão ou de transtorno bipolar, como que isso é apresentado por uma pessoa, né? Se você foi apresentado desde a sua origem, né? Desde o momento que você procurou ajuda como uma doença que não tem relação comigo, que não sou eu, que sou responsável, que é puramente serotonina e puramente químico, eu vou entender que eu
preciso tomar isso para sempre. Se você for for informado, se você for abordado de uma forma de que é um processo químico também, o mundo externo muda a química interna, o mundo externo muda o cérebro como ele funciona. É claro que ele muda. Se eu vejo uma cena traumática, eu fico com aquilo repetido, grudado na cabeça. Então o mundo externo modifica o mundo interno. Se eu for apresentado como uma solução de não biológica, não é uma solução química, não é uma falta de serotonina que a gente tá tratando e que esse é um processo que
deve ser necessariamente temporário e que ele deve ser acompanhado de atitudes não farmacológicas, eu acho que seria uma abordagem mais diferente. Então, e muitas vezes não tratar é tratar, não tratar com medicação, não prescrever é tratar também. O, eu acho que é bem difícil alguém seguir os guidelines mais internacionais, mais citados como CMAT e iniciar com psicoterapia, com terapia Dirigida a problemas, depois começar com uma medicação, depois continuar com a segunda medicação. Acho que é bem difícil isso. Claro que não é todo o problema que é resolvido com fala, né? O mundo externo pode modificar
o mundo interno e a gente não sabe exatamente como ele modifica. Existe algumas hipóteses. Uma das hipóteses é onde a acetamina entra, que seria a hipótese do neurôitatório. Então eu eu vejo, eu presencio, eu passo por um stress crônico ou um stress agudo, mas muito forte. Isso modifica o meu mundo interno. Então eu eu ativo algumas áreas do cérebro, por por exemplo, a amídala cerebral. Eu ativo a amídala cerebral e eu não consigo desligar ela depois. Um exemplo bem bem besta, né? Para quem mora em São Paulo, vê dois homens numa moto, pim, tem problema
aí. Ah, não, era só o motoboy da pizza. Pum, desligou. Se o meu pai volta todo dia bêbado para casa e essa amídala cerebral todo dia ela liga, um dia ela liga e ela não desliga. Ele vai embora, mas ela não desliga. Isso é uma hiperatividade cerebral. Então, um dia ela, a mia dela cerebral liga e nem meu pai bêbado nem tá em casa, ou meu marido abusivo não tá em casa, ou meu chefe não tá aqui. Então ela liga e não desliga mais. E aí eu tenho uma hiperatividade da mídra cerebral sem o objeto,
sem o que tá Modificando meu mundo interno. Mas veja que isso não é um processo errado, isso é um processo biológico meio disfuncional, mas é um processo que não envolve serotonina, ele envolve atividade elétrica cerebral. Como que eu vou desligar isso? Eu consigo desligar só com papoterapia, só com psicoterapia, só com caminhada no parque? Um soldado que foi para uma guerra, viu os amigos morrer, tomou um tiro no pé, caiu, viu gente morta, volta para casa. É realmente com conversa que a gente vai conseguir modificar esse mundo interno ou com ou com medicação ou com
serotonina que eu vou conseguir modificar esse mundo interno? Eu acho que não. Então, uma das das da das das hipóteses, que é a hipótese do neurôiocitatório, fala: "Olha, eu tenho esses tipos de de situação na vida. Eu tenho essa hiperatividade, essa hiperatividade gera disfunção, né? Isso a gente consegue ver em ratos, mas a gente não consegue ver em humanos, porque eu não consigo fazer alguns alguns testes que eu faço em ratos, eu não faço em humanos. Não dá pra gente abrir a cabeça das pessoas e pôr eletrodos. Ah, não dá. Nem isso que vocês estão
nem nem aquela população que você tá pensando. Ai, vamos fazer com não, não vamos fazer com ninguém. Então, a gente não pode abrir a cabeça, pôr coisas no cérebro e testar como a gente pode fazer em ratos, mas a gente tem e a a hipótese do Por curiosidade, por questões éticas ou porque é difícil mesmo? Questões éticas. Não é difícil, é até mais fácil do que em ratos, mas questões éticas. E fica a dica aí. Quem quiser abrir um laboratório antiético, é, acho que vai ser difícil achar algum lugar melhor, deixa quieto. Mas uma uma
das uma do dos trabalhos bem interessantes, por exemplo, que eu vi com com ratos no no congresso de Oxford sobre cetamina, ele pega alguns ratos, existe uma área do cérebro chamada bênula lateral. Essa bênula lateral é uma uma parte do cérebro que controla o nosso comportamento social negativo. Não faça isso. Isso não foi legal que você fez. Um um exemplo, você contou uma piada de loira hoje, ou de um laboratório antiético ou um laboratório antiético. E aí essa piada de loira em 1990 era aceita. Hoje eu conto. Cara, não caiu legal, né, essa piada. Acho
melhor não fazer essa piada mais. Liga, desliga e acabou. Não é bem liga e desliga, porque o cérebro não é um computador. Ele tem uma frequência. Todos nossos neurônios são usados o tempo todo. Eles tm eles têm uma frequência. Mas ele fica mais alto essa frequência, desliga, diminui essa atividade e acabou. Mas a gente sempre tem todas as áreas do cérebro ativadas ao tempo todo, às vezes mais, às vezes menos. Então, liga, desliga, Thiago, não faça mais isso. Agora, imagina que eu eu passo alguns momentos e essa área do cérebro chamabola lateral, ela dispara de
forma inconstante e sem eu ter contado a piada de loira ou sem eu ter Então, e e esse disparo, essa essa atividade é tão forte que eu penso, Nossa, acho que eu não devia contar a piada de loira, acho que eu tô no lugar errado, acho que eu devia ir embora dessa desse apartamento, acho que eu devia ir embora dessa dessa cidade. Acho que eu deve ir embora dessa vida. Vocês vão ter uma vida melhor se eu não estiver mais existindo. Esse é o pensamento de uma pessoa no pensamento suicida. É isso que ela tá
pensando. Seria melhor se nem existisse. Então, porque em ratos a gente consegue ver que você estimula a bênula lateral, o rato se esconde, para de andar na na jaula, não procura comida, não tem comportamento sexual, se esconde dentro da toca e não sai mais. Aí você vai lá, mede essa atividade, ela tá arrítmica da bênula lateral. Em vez de tá arrítmica, ela tá arrítmica, pinga a queetamina lá dentro, desliga a atividade, volta à atividade rítmica, o rato sai andando por aí. Então essa é uma hipótese com uma uma capacidade de ser verdade maior do que
a capacidade da serotonina. E aqui que entra o tratamento com cetamino. Então eu tenho essas esses estressores na minha vida. Esses estressores aumentam minhas minha atividade cerebral. Essa atividade cerebral disfuncional faz com que eu tenha os sintomas que a gente chama de depressão. Quando eu uso algumas medicações da classe dos antiepiléticos, que são os diminuidores de atividade cerebral, que são os estabilizadores de humor, eles até têm alguma eficácia em diminuir essa atividade cerebral, mas eles não são fortes o suficiente para causar uma Anestesia. E quando eu uso cetamina, que é também um antipilético, ela também
é usada como eh antipilético para status epiléticos super refratário, eu diminuo essa atividade cerebral e o cérebro volta a funcionar da forma previamente que que deveria previamente. Mas você vê que não tem uma disfunção orgânica, não tem uma doença constante nisso, entende que é um modelo de pensamento diferente. Então depende como fora me apresentado quando eu for no procurar ajuda. Se for me apresentado que eu tenho uma disfunção na produção de serotonina, isso e essa disfunção é constante e ela vai existir com você para sempre, eu vou tomar medicação para sempre. Se ela for apresentada,
olha, isso é um momento episódico, é um momento da sua vida que que aconteceu isso, isso, isso, a gente pode tratar dessa forma, dessa forma, dessa forma. Talvez se eu fizer uma medicação antidepressiva para você vai diminuir a sua reatividade. A gente trata com psicoterapia, depois eu tiro essa medicação e você continua vivendo muito bem. Obrigado. Talvez eu entenda o fenômeno de uma forma diferente. Então, quando a pessoa procura, depende bastante como os os outros falam para ela, né? E quem fala, geralmente você confia naquela pessoa, né? Você tá acreditando no que ela tá falando
e você não procura, não vai atrás para saber. E hoje, cara, assim, eu sei que tem acetamina, eu quero que você fale sobre isso, mas tem outros tipos de tratamento que você acha que tem fazem mais sentido do que do que eh o que a gente chama de antidepressivo hoje? É, outros procedimentos com atividade antidepressiva, né? Existe primeiro não procedimentos que seriam os atividades não farmacológicas. Então atividade Física, por exemplo, e algumas atividades físicas sociais são mais eficazes para tratamento do que atividades físicas isolado. Então natação é eficaz, mas dança é mais é eficaz. Eu
tenho outras pessoas, eu tenho outras atividades hedônicas, eu tenho grupo, aí eu vou com eu e as senhoras da hidroginástica, a gente vai todo mundo tomar café. Então eu tenho outra outra função social além da função física mesmo, diferente de uma academia que eu entro mudo, saio calado com o meu fone. Eh, então elas são atividades mais antidepressivas. Então o Gilgitus me ajudou muito, cara, com com a depressão que eu tinha. Gilits é uma excelente, né, uma excelente atividade, atividade física intensa e é muito social também. E ela é muito social. você sente parte de
alguma coisa, você se sente importante para aquele grupo, se eu não for hoje, vai desfalcar o grupo. Então isso até tem um efeito antidepressivo extremamente importante. E algumas outras atividades, algumas outras coisas, anti atividades anti antidepressivas que são comumente chamadas de de psiquiatria intervencionista. Esse termo é um pouco vago, um pouco estranho, mas ele é chama de eh psiquiatria intervencionista. São atividades que no fundo eu preciso diminuir essa atividade cerebral. Então, quando a gente fala da elétriconvulsoterapia, que é a ECT, que é bem bem controverso, né? Choque na cabeça, deveria ou não deveria, ele é
permitido ou não é permitido, o que que ele tá fazendo exatamente? Se a gente tira a nossa carga emocional de cima dele, se a gente examina o que que ele tá fazendo exatamente, por que que ele trata quadros depressivos refratários? É o choque, é a corrente elétrica que eu passo no cérebro que trata? a gente sabe que não, porque se eu posso consigo tratar e a origem da eletroconvulsoterapia vem da cânfora e da insulino convulsoterapia. Então eu faço insulina, a pessoa convulsiona por falta de de glicose no cérebro. Quando ela convulsiona por falta de glicose,
eu jogo a glicose, sobe, ela sai da crise convulsiva. Que doideira, cara. Era muito perigoso. Até que até que dois neurologistas eh italianos, o Bini e eu não me lembro o nome do outro, falaram: "Cara, gente, insulina eu tô tirando a energia do cérebro, mas também do coração". Eu tenho aqui alguns estudos que falam: "Olha, eu consigo passar uma corrente elétrica no cérebro, as corrente elétrica é modulada, eu consigo". E aí eu tô atacando só uma parte, não tô atacando o corpo inteiro. Será que a gente não podia mudar da insulina convulsoterapia para eletroconvulsoterapia? Mas
o que importa é que não é o choque que trata. Uhum. é a convulsão que trata. É ter a convulsão que trata. Eh, é, é esse embaralhamento de atividade elétrica cerebral que trata. A gente sabe também que não é a convulsão que trata, porque muitas vezes, muitas pessoas sofrem convulsões, mas não sofrem atividade antidepressiva, não sofrem atividade terapêutica. A, ela foi estudada principalmente na na esquizofrenia lá nos anos 1800 alguma coisa. Então eu não tenho, não é a convulsão que trata. O que se, o que trata é o resultado da convulsão. Então, se a Gente
olhar um eletroencefalograma, que é uma atividade elétrica cerebral, a gente vê que as áreas do cérebro t uma uma diferencial de potencial potencial eh um diferencial de potencial que é aquelas ondinhas que a gente enxerga. E quando a gente tá acordado, a gente tem umas ondinhas embaralhadas. Quando eu tô dormindo, eu tenho aquelas ondinhas numa frequência específica que a gente chama primeiro de ondas alfa, que é uma frequência específica. Eu não lembro agora exatamente o número, mas sei lá, de 3 a 4 Hz. Quando eu passo para outra outro tipo de onda, eu tenho sono
beta, sono teta, sono profundo, sono rein. Cada um é uma organização cerebral de ondas específicas. O que trata de um quadro da eletroconvulsoterapia, não é o choque, não é a convulsão, é o desligamento cerebral, a diminuição da atividade elétrica, o o que a gente chama de burst suppression ou a atividade isoelétrica que vem depois da convulsão. Então ela convulsiona e ela para, depois volta à onda normal. Então eu tenho um período de parada de atividade elétrica. é meio que um mecanismo de regulagem do próprio cérebro. Quando eu tenho uma convulsão, ele joga os anticonvulsivantes, principalmente
o gaba, e eu desligo essa convulsão e eu acordo depois. Caramba, cara, que legal. E acorda num estado chamado status pctal. Quem já teve convulsão já viu. É um estado de estranhamento em que a pessoa olha, ela pensa: "Onde é que eu Tô?" Aí depois tudo é como se desse um reset ali. É como se desse um reset. Não é uma analogia correta, que o cérebro não é uma máquina, mas é uma analogia que a gente consegue entender de uma forma mais simples. Então, é o desligamento do córtex cerebral que vem depois da convulsão, que
é o que trata. Já que não é o choque, já que não é convulsão, por que que eu não eu não achato direto com medicação, né, o cérebro? O que que eu faço que eu conseguiria achatar essa atividade elétrica? E aí entra o acetamina e outros anestésicos. Ah, que legal, cara. Eh, porque eu tenho o o que eu tô usando vai tendo efeitos colaterais e um efeito terapêutico, né? O eletroconvulsoterapia tem uma série de efeitos colaterais, dentre eles um efeito terapêutico. Como a medicação, como a terapia vai refinando, eu vou tirando efeitos colaterais e vou
selecionando efeitos terapêuticos. Então, a gente tem outros anestésicos que já foram estudados como antidepressivos. Eh, eles foram eficazes como antidepressivos, mas para poder aplicar esses anestésicos, eu tô desligando muitas áreas do do corpo, inclusive respiração, inclusive pressão, frequência cardíaca. Então, eles não são tão úteis no dia a dia. E a termina tem essa característica de diminuir a atividade elétrica do tálamo, especificamente, diminuir a atividade elétrica de algumas áreas do cérebro, eh aumentar em outras áreas do cérebro. E quando ela faz isso, ela consegue Simular esse desligamento que o a eletrconvulsoterapia faz. É um modelo bem
diferente da medicação oral que a gente tá tratando, mas não é diferente de um estabilizador do humor, né, que nome dado a um a algumas medicações que são antipiléticas, tipo lamotrigina, uma medicação que a psiquiatria usa muito, mas lamotrigina nunca vão conseguir fazer anestesia geral com lamotrigina, então a potência dela é diferente. A gente tava conversando em off e uma das coisas que você falou sobre aqui antes da gente começar é sobre a ideia de desprescrição. Como isso é diferente de desmame, por exemplo, a desprescrição é um ato médico que ele é tão importante quanto
a prescrição. Ele é um ato médico que durante muito tempo foi só ficou dentro da geriatria, porque idosos têm polifarmácia, mais de cinco medicações. Então, idosos costumam aí vão pegando pets ao longo do caminho. Esse aqui é o meu remédio que o tal médico passou. Esse aqui o tal médico passou. dali alguns anos tá com 10 remédios e e a gente prec eles causam efeitos colaterais. Então a gente precisa dentro da psiquiatria também entender a desprescrição psiquiátrica. O nome ele é diferente fundamentalmente porque desmame é um processo natural do mamífero que a gente vai uma
hora desmamar. E a desprescrição é um ato médico que eh entender algumas coisas que Eu acho que entender primeiro a autonomia do paciente, né? Eu eu não eu entendo que essa medicação faz mal para mim do que bem, porque eu então o médico respeitar a autonomia do paciente em tirar a medicação, eu não quero tomar depois, porque a situação do paciente pode ter melhorado. A gente contou aqui alguns cenários hipotéticos e eu posso ter resolvido essa situação. Então eu preciso tirar essa medicação porque essa medicação não foi eficaz, então eu posso ter que tirar ela
porque ela não foi eficaz da forma que eu estava imaginando. Eu posso tirar ela porque ela foi colocada de forma errada. Não sei se se e ela foi um teste que não deu certo. Então é uma possibilidade de eu ter que tirar essa medicação. Eh, então tem algumas, né, o Royal Psychiatry College, né, que é a Academia de Psiquiatras de da Inglaterra, eles elencam essas quatro momentos para desprescrição, porque eu deveria tirar a medicação. E eu tenho um outro, tem alguns outros até, né? Por exemplo, a gestação é um momento em que a gente deve
tirar a medicação psiquiátrica, né? tirar os antidepressivos. Eh, tirar antidepressivo não quer dizer deixar de cuidar da mãe com depressão, né? Isso é uma ideia do Adam Murato, em que quando eu falo que eu vou desprescrever, eu não tô falando que eu vou tirar toda a medicação e vou parar de cuidar do quadro depressivo. Existem outras formas de cuidar. Eh, no caso de uma mãe, por exemplo, suporte social, acolhimento, eh, existem psicoterapias, existem outras coisas pra Gente fazer. E a mãe tem direito de escolher se ela aceita os riscos ao feto que esse que que
esse tratamento medicamentoso traz. É, me fala um pouco sobre isso que quando você falou aqui em off, eu fiquei um pouco assustada. O Morato ele fala: "Eu, a mãe toma antidepressivo por um motivo e o bebê toma antidepressivo por nenhum motivo, porque tudo que a mãe recebe passa pela placenta e vai pro bebê". Então a mãe tem um motivo para tomar, mas o bebê não, né? O feto não tem um motivo para tomar medicação. As medicações elas não são inócoas, elas não são, elas atrapalham o desenvolvimento dessa criança, né? Desse, desse feto, elas atrapalham, atrapalham
o desenvolvimento. São má formações que podem acontecer que elas são raras. Então você muitas vezes não vai ver elas e elas têm muitos confundidores. Você tem algumas cortes, né, alguns trabalhos que falam: "Olha, mulheres tratadas com medicação e mulheres não tratadas". E a gente acompanha essas mulheres ao longo do tempo. E aí você vai ter alguns confundidores nisso tudo com cachorro. Cachorro tá nervoso. Cachorro tá nervoso. Tá preso, né? Então, a gente vai ter alguns confundidores, por exemplo, níveis de autismo, né? Eh, antidepressivos causam autismo no na na no concepto. Então, antidepressivos causam autismo. Eles
causam em todo mundo, não. A chance de Autismo, ela é pequena e na população geral e ela é um pouco mais elevada na população que usa antidepressivo. Não é uma relação direta, não quer dizer que tomou, teve autismo. Mas daí no no o bebê, isso, a mãe tomando e e o bebê f desenvolver um transtorno autista, né? Depois fazer uma pergunta boa. Não tem como uma pessoa adulta tomar e desenvolver algo tipo? Tá? Não, não, não é um transtorno do neurodenvolvimento necessariamente. É uma pergunta boa, mas eu tive que fazer senão é importante, não ia
me deixar dormir. Importante. Eh, mas eu não quero dizer que isso seja uma relação 100%, não é todo mundo que toma, que desenvolve, né? Uma outra e é é uma é uma condição rara. Só que eu tenho um a cada, eu não sei exatamente o número, mas eu tenho um, sei lá, um a cada 10.000 nascidos desenvolve autismo. Eu vou ter um a cada 9.000 autist nascidos com autismo. Então, ainda continua um evento raro, mas eu aumento essa chance. Isso é um trabalho publicado, acho que em 2013, se não me engano. Eh, eu tenho adaptação
à vida extrauterina mais complicada pela bebê que foi exposto antidepressivos bens de azepínicos são os calmantes. Então, eu aumento, por exemplo, a chance de fenda da palatina dos bebês que receberam bensepínicos, que são os rivotril frontal, aprasolã, né, os calmantes no geral de azepan. Eh, eu aumento alguns riscos, mas é é que todo mundo, o que que é essa fenda? É quando nasce com a fenda palatina, né? O lábio leporino. É todo mundo que recebeu, que tomou, que vai nascer. Não, não é uma relação direta assim, é um evento raro e ele continua sendo raro.
Ele fica um pouquinho menos raro quando eu uso Antidepressivo. Então eu tenho algumas algumas malmações cardíacas que os antidepressivos podem causar, que é forme patente, que é alterações na na hora na construção da válvula cardíaca no feto. Ele precisa de serotonina. E eu posso atrapalhar essa formação quando eu faço uso de antidepressivos. De novo, Luts, não é todo mundo que recebeu, não é uma ligação direta. Todo mundo que faz, todo mundo que recebe nasce assim. Não é essa relação direta. Se fosse uma relação direta como a talidomida que tem a atrofia dos membros superiores, nas
mães que recebem talidomida, as crianças nascem com membros anfes. Para que que serve a talidomida? Ela era usada para náusea durante a gestação. Hum. Tá? Então temos uma geração nos anos 50, 60, 70, eu não lembro exatamente, mas que as mães receberam talidomida para tratar náusea, para tratar problemas gástricos e na na dá uma uma formação e a gente tem uma geração de pessoas com atrofia de membros superiores que são os bebês da talidomida. Então não é uma relação tão óbvia, é um evento raro, ele continua sendo raro, mas ele fica um pouco menos raro
quando a mãe usa eh medicações antidepressivas e benspínicos. Outras medicações são contraindicadas na gravidez, como por exemplo, de pacote já sabe-se que ele causa um grande número de má formações, mas eu tenho com os antidepressivos, por exemplo, eu tenho o aumento de sangramento no parto. Então, a mãe sangra mais, as plaquetas precisam de Serotonina para se grudar e fazer o estanque de sangramento. Então, eu tenho mais sangramento. Isso aumenta a mortalidade. Eu tenho essas dificuldades na formação cardíaca e eu tenho uma coisa que a gente chama na neonatologia de adaptação à vida extrauterina. bebê dentro
da do útero tem um tipo de circulação, não respira. Quando ele nasce, ele precisa se adaptar a ele mesmo ser responsável pela respiração. Função cardíaca muda, fecha forame oval. Então existe uma série de adaptações à vida extrauterina que ele precisa passar por isso. E quando eu tenho eh o uso de antidepressivos, eu dificulto a adaptação à vida uterina dessa criança. Quer dizer que toda criança vai morrer depois que nas Não, não é isso, né? É, é que eu vou ter, por exemplo, a gente mede isso pelo APGAR, o score de APGAR, eu vou ter uma
dificuldade, eu vou ter que mandar mais crianças para UTI, vou ter angústia respiratória e mais crianças de mães que usaram antidepressivos do que mães de que não usaram antidepressivos. Eu eu tenho, por exemplo, um uma abstinência em 1/3 das crianças de mães que usaram antidepressivos. O Adam Morato fala: "Eu tenho 1/3 de síndrome de abstinência neonatal que dura até o mês." Então a criança fica com abstinência do antidepressivo, né? o o recém-nascido fica com abstinência desse antidepressivo, porque eles causam dependência e eles causam a abstinência. Ele ficou recebendo 9 meses antidepressivo, um dia ele tira
e ele vai receber, ele vai desenvolver a a síndrome de abstinência neonatal. Isso é comum em 1/3 dos nascidos. Imaginei que fosse mais comum do que as outras coisas, porque tem o que fazer. Só que ela é bem pouco reconhecida porque é uma uma agitação, é um choro, é um incômodo desse recém-nascido que ele não fala oi, estou com É um incômodo. Tem um flapping das mãos, tem uma hipotonia em que e você não reconhece uma causa, não existe, não existe um exame que eu faço, falo: "Olha, essa hipotonia é causada por abstinência de estalopr
que que é hipotonia?" Eh, o bebê molinho, ele molinho, os bracinhos molinhos, ele não tá naquela postura típica de recém-nascido. Ou hipertomia, hipertonia, ele tá muito duro, então você tem algumas alterações disso e ele dura até um mês. Então eu tenho e é o primeiro mês de vida, que é o mês mais importante do recém-nascido, eu tenho essa abstinência. Isso leva a mortalidade, a gente não tem certeza se isso vai levar à mortalidade, mas vai tornar o bebê desconfortável e mais tempo de UTI, né, Natal? Eh, então a mãe não é informada desse desse tipo
de de suspeita ou pesquisa ou não é nem informada disso que isso pode acontecer. Muitas vezes ela é informada, olha, você pode tomar com segurança centralina na gravidez. É mesmo, cara. Muitas vezes ela é informada como se fosse inóco pr caramba, pro recém-nascido. E o Adam Rato fala pra gente que não é, que que a gente tem algumas alguns problemas. Quer dizer que eu não vou tratar essa mãe, não quer dizer que eu vou programar esse esse esse essa gestação, quer dizer que eu vou desprescrever essa mãe ao longo do tempo. Quer dizer que eu
vou informar ela primeiro. Olha, você tem esse risco e esse risco. Você topa aceitar esse Risco por causa da sua condição? Então eu preciso só informar o o quem advoga pela por isso não divoga para você banir os antidepressivos, divo para você informar, fazer um termo de consentimento. Olha, isso pode acontecer. Você tá disposto a receber isso? Você tá disposto a passar por esse problema? Você tá disposto a ter o risco de sangramento aumentado em tantos por? É um evento raro, mas é um evento preocupante para continuar tratando sua depressão. A autonomia do paciente que
vai dizer: "Sim, eu quero, eu aceito, eu acho que essa conta fecha ou não, não quero, eu preciso de ajuda para tirar essa medicação". E aí que entra a desprescrição. Então a primeira informação, primeiro termo de saber o que você tá fazendo, não ser cegada pelo por uma verdade de que é tudo bem, não tá tudo bem e depois uma uma desprescrição. E essa desprescrição vale para todo mundo, mesmo as não gestantes também. Então o e não é não tratar. Quando a gente tá falando de tirar medicação de de gestante, eu não tô falando não
tratar gestante para depressão. Eu tô falando que eu tenho uma gama de coisas que não são farmacológicas para fazer para essa gestante, desde de psicoterapia em grupo, de apoio social, de apoio financeiro, de apoio emocional, de atividade física, de grupo de gestantes que passam pelos mesmos problemas e pelos mesmos medos, de uma série de coisas que eu posso fazer que é tratar, que é cuidar. E o o o tratamento medicamentoso, ele não é o tratamento, ele é parte de um tratamento. Então eu posso escolher omitir esse tratamento. Então isso que é o o cuidado mais
interessante. E até onde eu sei, eu posso estar totalmente errado aqui, como eu te falei, minha memória é de peixe, mas de tudo que eu já conversei aqui com o pessoal, não faz nem sentido a pessoa tomar uma um medicamento e ela não eh não fizer, por exemplo, terapia ou eh exercício físico e outras atividades assim que são recomendadas, né? ou faz existe algum alguma situação que faça sentido isso em quadros muito graves, em depressões muito graves, é bem difícil eu conseguir fazer algum tipo de exercício ou psicoterapia ela é bem pouco eficaz em quadros
muito graves, né? Então, eh, ali faria sentido somente medicação ou cetamina ou indicação oral, faria sentido. E depois que se eu tiver alguma melhora, eu faço o inclusive a psicoterapia. O estreitamento vivencial, o campo vivencial de quem tá numa depressão muito grave é muito pequeno. Eu não tenho saída, eu não vejo outras coisas. Eu só consigo sentir a minha dor e só consigo ver minha dor. Não consigo abrir esse campo vivencial. Então, muitas vezes eu preciso tratar e eu preciso tratar. Muitas vezes a gente escolhe cetamina para tratar, aumenta o campo vivencial. entendo o que
tá acontecendo comigo e dali a psicoterapia, dali o exercício físico assume o resto do cuidado. Entendi. E e esse processo então de de desprescrição não é não cuidar, mas é um processo de de cuidar, de eu posso ter melhorado de condição, eu posso escolher, não tomar. Então eu tenho muitos pacientes que fazem cetamina, eles falam: "Cara, agora eu fui tratado de verdade, assim, medicação oral nunca me ajudou ou me ajudou muito pouco. Tentei três ou quatro medicações, tive ganho de peso, parei de usar e agora eu consegui ter uma resposta. O que que essa medicação
oral tá fazendo ainda para mim? O que que aquela vela faxina tá fazendo para mim?" Então, a pessoa se questiona, o que que isso tá fazendo para mim? Se eu encontrei aqui uma solução melhor, eu poderia tirar a medicação oral e aqui mora um problema super grave, o reconhecimento de que medicação oral de antidepressivo causa abstinência. E a gente vai falar um pouco disso. O termo que a indústria prefere, que alguns psiquiatras preferem, é síndrome de descontinuidade, mas eu acho que o termo correto é síndrome de abstinência. É, não é a mesma coisa, né? O
pessoal, eu prefiro dar o nome certo para as coisas corretas. Caramba, cara. Então, a gente chama de síndrome de a gente chama de de abstinência. Eh, a abstinência ela ocorre em mais ou menos 60% das pessoas que utilizaram a medicação e ela é intimamente relacionada com o tempo de uso da medicação e com a natureza química dessa medicação. Algumas medicações, como floxetina, causam menos abstinência quando eu quando eu paro de tomar elas. Então, não é 60%, vai para 30% das pessoas. Outras medicações como paroxetina, duloxetina, eh venlafaxina, elas causam abstinência em maior número de pessoas
e muito mais rápido. Então, algumas pessoas que tomam, por exemplo, duloxetina ou venlafaxina falam: "É bom que ela me Lembra, porque se eu tomo todo dia meio-dia, da 1 da tarde, 2as da tarde, eu esqueci de tomar, eu fico tonto, fico confuso, fico ansioso e eu lembro que eu esqueci minha medicação, eu tomo isso passa". Olha aí. Então eu eu gosto dela porque ela me lembra de tomar medicação, mas isso é uma abstinência que você tá tendo de forma muito rápida. Outras pessoas, e é o caso de medicações com meia vida mais longa, como floxetina,
não vão ter abstinência na hora. Elas vão ter abstinência depois que ela parou, depois de um mês, que a gente chama de abstinência protraída. Ela tem uma meia vida tão longa, a medicação, 60 horas, ela se acumula nas gorduras, no corpo, que eu fico com um depósito, uma reserva no corpo. Essa é a hipótese mais provável para eu ter uma abstinência protraída, uma abstinência que acontece depois de um mês que eu parei a medicação, que eu vou lentamente soltando medicação de reservas corporais pro sangue, mantendo um certo nível de medicação. E quando esse nível acaba,
então acabou minha reserva, porque eu passei 5, 10 anos tomando, eu faço abstinência. E aí, como tá tão longe do do evento que é a parada, eu não consigo fazer essa relação. Então, o trabalho do Mark Horitz, que é um trabalho seminal nisso, inclusive ele escreveu um livro chamado Musley the prescribing guidelines. Ele ele ensina a gente a desprescrever medicação. Mley é um hospital psiquiátrico de referência no Reino Unido. É um hospital super importante. Ele tem o prescribing guidelines, como eu prescrever e como eu desprescrever. Ele fala: "Olha, eu não tenho uma relação linear de
ocupação de receptor de serotonina ou ocupação de receptor de gaba, no caso dos bens de azipínicos, que são os calmantes, pregabalina, gabapentina, também entra nisso." Eu não tenho uma relação linear de quanto mais medicação, mais receptor eu ocupo. Então, com 20 g, 20 mg de floxetina, eu ocupo 10%. Com 40 eu ocupo 20%, não é uma relação cartesiana linear, é uma relação hiperbólica. No caso da fluxetina, por exemplo, com 75 mg de fluxetina, eu ocupo 80% dos receptores de serotonina. Com 150 eu ocupo 81%. Com 300 eu ocupo 85%. Então eu não tenho uma relação
linear. E a gente não tem nem relação dose resposta também. A gente tem o trabalho chinês desse ano, do começo do ano, que ele examinou os antidepressivos mais comuns, os 21 antidepressivos mais comum e eles não conseguiram encontrar uma relação de dose e resposta. Então, mais medicação não traz mais resposta. Eu tenho uma dose. Essa dose ela ocupa 80% dos receptores, ela é estudada na na farmacologia da medicação, mas não quer dizer que se eu aumentar a dose aumentar a eficácia. Então, 50 g de É comum esse essa ideia, né, de ah, não funcionou, vamos
testar aumentar a dose primeiro, aí depois troca o remédio. Não, uma coisa assim. é uma é uma é uma orientação da indústria comum, é uma uma coisa comum de se fazer, mas eu não tenho uma base eh de evidência científica que me prova que aumentar a dose me aumenta a resposta. Eu tenho pouca coisa no mundo natural que é linear. Claro que depende da escala, mas pouca coisa no mundo é linear e isso é uma das coisas que não são lineares. Com pouca medicação, com aproximadamente, por exemplo, da fluxetina, com 10 mg de fluxetina, eu
já tenho a maior parte dos receptores de serotonina ocupados por 60 horas. Então eu não tenho uma relação de aumentar a dose para aumentar a resposta. Uhum. Mas eu aumento efeitos colaterais. Então eu tô com 300 mg de fenlafaxina, por exemplo, ou 10 mg deitalopran, é uma dose alta, uma dose 20 mg de estalopran, eu tô com 80% dos receptores ocupados. Se eu tiver com 300 mg de vilafaxina, 80% dos receptores ocupados, eu passo para primeiro vou quero parar a vila vaxina. Então você vai ser orientado muito provavelmente pelo médico. Ah, de 300 e para
150, 50% de redução. Uhum. Você continua com 80% dos receptores ocupados. 81, 85. Conseguiu tirar bem, Luts. Metade. Foi bem, cara. Foi bem. Então agora vamos vamos tirar mais metade. Passa uma semana de 150 você vai para 75. 75 você continua com 80% dos receptores ocupados. Então você vai para 75% dos receptores ocupados. A diferença é muito pequena. E aí, como é que você foi? Foi Bem? Ah, tranquilo, tranquilo. Passa mais uma semana. Agora vamos para 37,5 mg. 37,5 você cai para 40% de receptores ocupados. Nossa, piorei. O que que é o piorei? Quais são
os efeitos da abstinência? Primeiro você vai pensar, piorei. Piorou. Então a gente não pode tirar. Quando a gente tirou você piorou. Vamos voltar para 75. Você volta para 75. Não pensam nisso não, cara. O Mark Hz precisou avisar a gente. Voltei para 75. Voltei para 75. Cara, me sinto bem. Dois, três dias você tá ótimo. Quando você começou antidepressivo, te falaram que era se meses. Agora, em três dias você resolveu. Porque é abstinência, não é não é depressão que voltou. Putz. Que loucura. Vou tentar mais uma vez. Vou passar para para 37,5. Passo para 37,5.
Cara, eu tô muito ansioso. Eu não consigo dormir. Eu tô agitado. Eu tô incomodado. Eu não consigo focar. Eu acho que eu tô voltando a ficar pior do que eu tava. Realmente a pessoa vai pensar que eu sou uma ebulição de sintomas e eu tenho uma tampa que é 75. Mas vamos garantir, vamos para 150 de vila vaxina. Nossa, agora tô melhor mesmo do que eu estava antes. Tô melhor com qualidade de vida? Não, minha qualidade de vida continua ruim. Continuo com disfunção gastrointestinal, com constipação, continuo com disfunção sexual, continuo com uma série de problemas,
são os efeitos colaterais, mas é muito melhor do que viver aquele momento que eu vivi com 37,5 de angústia, de depressão, de deação, de ansiedade, de um choque que vinha na cabeça, de um choque no corpo. Quanto tempo dura uma abstinência? Depende. Esse é outro problema da abstinência. Ela pode ser e curta, pode ser de semanas, pode ser de dias como pode ser de anos. E é difícil diferenciar, por exemplo, eh, da abstinência por uma depressão real ou tem maneiras fáceis de de identificar isso? É um pro olho treinado, é bem fácil de de perceber,
mas uma pessoa que pode entender que se eu tiver um sintoma, e isso que eu que é um parte da clínica de quem faz a desprescrição, eh eu tenho que ter um sintoma neurológico mais um sintoma psiquiátrico. Isso é um isso é uma abstinência. Quais são os efeitos mais comuns da da Quais são os efeitos mais comuns da abstinência de medicação psiquiátrica? varia um pouco entre as medicações, mas basicamente são sempre são os mesmos de tontura, náuseia, sintomas gripais, uma coisa que ninguém reconhece, mas nariz, olhos correndo, sintomas gripais, eh transtornos gás intestinais com constipação
e diarreia. Ah, muitas vezes a pessoa tem um negócio bem específico Da vinlafaxina que chama de brain zaps ou um choque elétrico no cérebro. Parece que alguém deu um choque elétrico no cérebro, você dá um negócio. Outra coisa é beliscão na pele. Então, a pele inteiro fora, não tem nada a ver com com o cérebro, não é emocional, mas eu sinto agulhas no corpo. Isso é uma questão muito comum. E a mais característica é a imagem do meu cérebro demora para formar. O cérebro tá solto na cabeça. Eu olho para você aqui, eu olho para
cá, a imagem demora pr acompanhar. Caramba, cara. Isso é muito comum e isso tem um delay, tem um delay na formação da imagem. Caramba, isso é uma um efeito de abstinência e ele vai vir junto com uma piora do humor, vai vir junto com a ideiação, vai vir junto com a irritabilidade, vai vir junto com insônia, vai vir junto com déficit cognitivo. Aí eu tenho um quadro que eu entendo, olha, isso é abstinência. Se eu tiver na dúvida ainda, eu volto à medicação na última dose que você tomou. Espero três dias, 5 dias. Passou, passou.
Nunca foi, sempre foi abstinência. Então consigo diferenciar por aí. Então eu tenho, eu tenho como reconhecer quando é um, quando é outro. E na dúvida volta, não tô proibindo. Você tá num processo e desprescrição. É um processo longo, é um processo que vai durar às vezes anos pra gente conseguir tirar a medicação. Se você desejar, a gente é um processo que dura anos. depende bastante de quanto tempo você tomou ela, porque o uso dela anterior prevê uma dificuldade maior. E sempre existe uma relação de pessoal, de quanto tempo, como eu me adapto à vida sem
esse medicação. Qual perigoso alguém, por exemplo, acordar amanhã e falar assim: "Não, nunca mais vou tomar". E joga fora e fala assim: "Não, vou vou seguir a vida assim". Todo mundo tem um tio que um dia acordou, pegou o cigarro, jogou no lixo e parou de fumar. E aquele outro tio que tá há 30 anos falando que amanhã para, tá só nos cinco cigarros e é o último hoje e não consegue parar. Então existe uma suscetibilidade individual. 60% das pessoas vão ter sintomas, os outros 40 não vão ter. Então sempre vai ter aquele cara que
comprova a regra, que é a exceção, que comprova que a medida foi bem feita. Eh, eu tenho uma uma depende da classe de medicação, eu tenho um risco de acontecer. Eu tenho classes, algumas classes de medicação que vão causar mais psicose, né? É perda de racionalidade. Eu tive uma paciente que ela resolveu parar ketiapina de um dia para outro. Ah, ketapina engorda, me causa mal, não quero mais tomar. A minha psiquiatra não concorda, eu vou parar mesmo assim. Ela mora em Santos, ela foi encontrada pelo marido em São Bernardo. Como eu vim parar aqui? Não
sei como eu vim parar aqui. Eu acho que eu tô enlouquecendo. Ligou pra psiquiatra. A psiquiatra fez uma uma um análogo da queapina injetável. Em três dias ela voltou a ficar bem. ela tava com abstinência da medicação, tá? Então pode ser relativamente perigoso. Então é relativamente, pode dar convulsão, depende da classe, pode dar ideação suicida, pode dar ideação homicida, pode acontecer eh irritabilidade, pode acontecer Impulsividade. Eu posso inclusive matar outras pessoas por causa disso, né? A gente tem relatos na literatura, inclusive bem bem fundamentados, que a medicação e a abstinência da medicação causaram e esse
tipo de tragédia. Pode ser convulsão e pode ser que ela não passe. Então você pode parar e ficar anos com esses sintomas de de abstinência. O algumas pessoas vão precisar de uma desprescrição muito gradual, outras de uma desprescrição gradual, mas nem nem tão pequena, um pouco mais rápida. depende muito do acompanhamento que você tem com o médico. Acho que o ponto principal é reconhecer que eu preciso de uma desprescrição, que ela não é metade da dose, que ela é 10 até 2,5% da dose, às vezes por mês. Então, se eu tô com 75 mg de
vinfacina, eu vou vou tirar 7,5 na primeira mês. Então, eu tenho que reduzir isso gradualmente. Nas doses menores, eu tô tomando 1.20. 25 7,5% ou não 10% de 75 mg, tá? Então eu vou nas doses menores eu tenho que tirar décimos. Então eu tô com 1,25, eu vou para 1,2, eu vou para 1, 15 a cada passo que eu dou. Isso precisa ser acompanhado de por médico muito próximo para que a gente não confundir a abstinência, não confundir, respeitar o ritmo da pessoa e e entender como como tá acontecendo o processo de Desprescrição. Mas acho
que é parte do médico respeitar esse desejo no paciente. Eh, tem muita procura hoje por pela desprescrição. E aí, como é que você começou a a estudar sobre isso? O meu interesse veio começou pela acetamina. Então eu comecei com tratamento com cetamina e as pessoas falam para mim, os pacientes, né, as pessoas que a gente trata falam: "Eu queria muito poder tirar a vila faxina porque assim, eu não vejo muita eficácia, mas eu sei que ela quando eu tomo, eu tenho dor de cabeça e eu sei que eu vou ficar duas horas com dor de
cabeça. Ou eu tô tomando o lanzapina e eu engordei 1 kg por dia, eu não quero mais isso. ou eu tô tomando, tô dependente de Calmante, dependente de Zopden, por exemplo, e eu percebi que eu tô preso numa coisa quando eu fui viajar, porque eu tomo um por dia. Então, vou levar na minha mala 10 dias, 10 comprimidos. E eu comecei a pensar, e se minha perderem minha mala? Então eu preciso de 10 também na mala de mão. Então preciso ir no médico inventar uma história para ele me dar uma receita para eu poder comprar
mais 10 e colocar na mala de mão. Só que eu podem confiscar na alfândega, então é melhor também dar 10 na mala de mão do meu marido, porque podem confiscar meu. Então é melhor levar 20 na minha mão, 10 e começa a ter uma arquitetura que gira em torno daquela daquela medicação. Eu não quero me sentir preso dessa forma. Quando eu tentei parar, eu fiquei com abstinência. E aí eu comecei a perceber que pessoas que tentavam parar por causa do tratamento de sucesso com cetamina tinham uma falta de abstinência. Que quer dizer isso? Eu conseguia
ver pessoas tirando medicação psiquiátrica por conta, apesar de eu falar para não fazer isso, de uma maneira extremamente rápida e sem sintomas de de desprescrição, sem sintomas de abstinência. Então tinha pessoas que estavam tomando duloxetina há 5 anos que começaram a fazer cetamina. No final da da sexta sessão de cetamina a gente fala: "Pô, bela resposta, maravilhoso, agora vamos pensar. Se você tiver algum sintoma, você me chama, vamos voltar no no médico que te que que te prescreve. Vamos reconsiderar medicações de fase aguda para medicações de manutenção. Doutor, eu parei a duluxina há três semanas
atrás. Não quis contar pro senhor, senão você ia ficar bravo comigo. Mas você parou e não teve nada. Não, já tentei parar outras vezes e não aconteceu nada. Eu tentei parar outras vezes e não consegui. Agora eu parei e não aconteceu nada. Cetamina me ajudou. Eu não tenho escrito na literatura que infusão endovinosa de cetamina trata vestinência. Eu tenho escrito na literatura que infusão endovenosa de cedamina ajuda a desprescrição de bens ou de azepínicos, mas de antidepressivos não. De antipsicóticos não. Mas porque falta pesquisa ou porque falta pesquisa? Ah, entendi. Então eu não tenho esse.
Pode ser que pode ser que sim. Ah, então a as pessoas vieram me procurar nisso assim, olha, eu tô tomando essa medicação, mas eu não vejo por será que eu preciso continuar tomando? Eu não poderia só ficar com cetamina? Cetamina tem algumas vantagens em relação à medicação oral, né? Não é uma coisa contínua. Eu não te exponho todos os dias aquele composto. Eu te exponho a cada três meses, a cada 4 meses. Eu te exponho só seis vezes na vida e nunca mais te exponho. Então é intermitente o tratamento. Então algumas pessoas preferem eh fazer
monoterapia de cetamina, só tratar a depressão dela com cetamina. E eu tenho alguns efeitos colaterais muito prejudiciais de medicação oral, uma disfunção sexual. Eu a principal queixa que vem para mim é essa. E eu quero parar. Tem algum jeito de eu de eu parar? Fui falar com o meu médico, ele falou que não, que uma vez deprimido é deprimido para sempre. e que eu não posso parar nunca a medicação, é cedo. Isso é uma fala bem comum. E eu fal, olha, cara, deixa eu botar meu chapéu de alumínio. Pessoas buscar alumínio, médicos, por que que
eles falam isso? Eles têm algum incentivo por fora para fazer, falar pra pessoa, você nunca vai ser curado, continua tomando isso. Eu não acho que é um incentivo do mal, como você tá usando chapéu de alumínio. Eh, tem um pouco de falta de escuta, porque a gente precisa voltar um pouco pra Gênese da psiquiatria e eu vou ter que citar Michel Foucault, desculpa, mas eu vou ter que v Michel Fou. você o chato que vai você tá focou e a a relação da psiquiatria com o poder psiquiátrico, né, com a eu digo para você o
que é certo, com o biopoder, né, que o médico diz como você deve responder, isso tá lá no Machado de Assis, no alienista. Então eu gente não acho que tenha uma uma maldade, mas tem um no meu mundo você deve tomar a medicação para sempre. E mesmo que você queira parar, você não tem o direito de parar, de tomar sua medicação. Você não tem o direito de dizer que essa medicação te faz mal. Você tem que escolher se você quer ser gordo ou você quer tá você não quer mais estar deprimido. Mas doutor, eu tô
gordo e deprimido. Não é só gordo, né? medicação antipsicótica não trai, não só aumenta o peso, da colesterol, diabetes, tira 15 anos da vida de uma pessoa. Eu tô gordo e deprimido, eu não vi relação nisso, mas vai tomar para sempre. Mas você tem que tomar. Você tem uma doença intratável, ela é incurável, você vai ter que tomar para sempre. Alguns rebeldes vão dizer para você: "Eu vou parar, então ninguém manda em mim." Tá bom. Então você quer tirar? Eu vou te ajudar a tirar. 300 de vila faxina, 150, 75, 37,5 e para tudo isso
em um mês. Passa duas semanas, uma semana, você volta em son com ideação, ansiedade, angústia, cabeça brain fog, corpo doendo, cabeça doendo, brain zaps, pula. Doutor, acho que eu preciso tomar de volta. Tá vendo como você não devia me desobedecer? Tá vendo como eu tô certo? E eu sei o que é melhor para você. Você tá certo, desculpa, nunca mais vou te desafiar. Então agora toma aqui a sua venda na vaxina e volta mês que vem. Isso é uma relação bem abusiva. É uma relação bem abusiva. Então parte primeiro, a gente não tinha o Mas
não chega a ter uma intenção maquiavélica, né? Uma coisa que é acontece ali, né? É primeiro que a gente não tinha o conhecimento e o reconhecimento pela indústria farmacêutica de que essa medicação causa causa abstinência. Uhum. Os estudos e sai um estudo semana passada dizendo: "Atidepressivos não causam abstinência". Isso é mito, isso é mentira. Apesar saiu no jornal americano de de de psiquiatria, o jama. Aí você vai olhar fal: "Cara, então não causa abstinência". Então o que esse paciente tá falando é realmente a depressão. Eu sou médico falando com você, com esse caso que ele
tá falando é depressão mesmo. Ele é deprimido. Olha só, quando eu voltei melhorou. O livro fala aqui que não tem abstinência. Então não tem abstinência, não é maldade do médico. Aí você vai examinar esse esse texto. Você vai pegar e vai ver a corte de pessoas que eles escolheram. para examinar, para saber se causa ou não causa a abstinência. A maior parte dos estudos incluídos, a pessoa usou a medicação psiquiátrica, o antidepressivo por até 8 semanas. É o crítico, os críticos falam assim: "Eh, esse estudo examinou por oito semanas, que é o tempo Reconhecido na
bula para o uso." E também você disse hoje mais cedo que quanto mais tempo você usa, mais pesado é quantas pessoas usam depressivos por 8 semanas, por dois meses? Ninguém. Mas é o uso recomendado, é o uso recomendado na bula. e uso recomendado na bula. Então os cristão falando assim: "Olha, o a a indústria automotiva diz que não precisamos de airbag nem de cinto de segurança, porque quando eu bato o carro e eu recomendo que vocês dirijam a 5 km/h, não causa nenhum tipo de de lesão. Tem um trabalho publicado, acho que 2003, que é
um trabalho bem interessante, que ilustra bem como que o uma medicação como um como um estudo pode envzar. É um estudo que é bem simples. O uso de para-quedas para pular de avião, mortalidade e trauma em um acompanhamento por 5 minutos. Então, o estudo foi bem simples. Algumas pessoas, 20, 23 pessoas de um lado usaram para-quedas e pularam do avião e foram acompanhadas por 5 minutos após a pulo. O outro grupo não usaram paraquedas e pularam do do mesmo avião e foram acompanhados por 5 minutos. E o desfecho primário era morte ou lesão eh grave,
trauma grave. O estudo foi conduzido, metade das pessoas usaram paraquedas, outra metade não usou paraquedas. Os dois grupos pularam do no avião. E a conclusão foi de que paraquedas não salvam vidas, porque os dois grupos tiveram zero mortalidade e zero trauma. Abaixo, uma foto de como foi conduzido o experimento. O avião tava parado no hangar, a pessoa tava em cima do da asa e ela pulava de 1 m. Então, como foi feito o estudo? Muda totalmente o desfecho que a gente tem. Tem que ter. Então os estudos que saem, e é o estudo que a
gente tinha até então, era esse. Eu não tenho abstinência, eu usei oito semanas, eu não tenho problema nenhum. Então não é uma maldade, não tem ninguém mal nesse ponto. Tem o que eu vejo. Você vi que não causa, não causa abstinência, né? Tá escrito que não causa abstinência. Você parou, você piorou, é porque piorou a depressão. Então você tem que tomar para sempre. Não é uma maldade. Teve que vir o Mark Horz que sofreu, ele ele tomou antidepressivos muitos anos, ele tentou parar esses antidepressivos, ele não conseguiu. E aí ele começou a se pesquisar e
a desenvolver o método de tapering de 5 a 10%. Sendo que muita gente já fazia isso antes dele, mas por falta de apoio institucional. Então se você entrar no Facebook, você vai ver, você vai escrever lá simbalta HTS Wors ou Ssr i SS R, que é inglês para antidepressivos. withdraw, né? Abstinência de antidepressivos. Você vai ver grupos com 50.000 membros de das pessoas uma ajudando a outra, de como eu fiz para parar minha medicação, já que eu não tinha apoio institucional. Eu fui no médico, ele falou para não fazer. Ele falou que isso é ele
é através da ética dele, ele não vai fazer. Então, as pessoas precisam e elas fazem isso. E quando as pessoas usam cetamina, ela melhora de fato, ela tem uma resposta antidepressiva, ela tem uma resposta na na ansiedade, ela me questiona, fala: "Olha, eu não não vou voltar no no psiquiatra, eu não tenho mais contato, eu não quero, eu não acredito, por que que não me ofereceu isso antes?" Isso é uma fala muito comum. Eu tô há 8 anos deprimida, por que que ele não me ofereceu isso agora? Por que que eu só que eu que
tive que ir lá no Luts, ouvi o podcast, tive que ir te procurar? Por que que ninguém me ofereceu isso no segundo, no primeiro ano de depressão? Por que que me esperou tanto? Eu não confio mais nesses médicos que eu passei. Eu não vou voltar neles e eu quero parar essa medicação porque eu não vejo sentido. Você me ajuda? Eu ajudo porque é um desejo seu. Você tem autonomia para decidir como você quer ser tratado. Se a sua autonomia é passa por você desprescrever, tirar a medicação, você tem direito de receber um médico que te
acompanhe e direito de receber o cuidado adequado para retirada segura dessa medicação. Então, daí começou o meu interesse e daí começou o tratamento. Eh, muitas vezes a pessoa tenta tirar sozinha e essa é uma opção que eu sempre dou e ela consegue tirar sozinha. Tem algumas pessoas que não vão conseguir. Eu não vou recomendar ninguém nunca tirar sozinho medicação. Vou recomendar que procure alguém que entenda que eu escuta aqui, ouça que faça um método que o a gente entende hoje que é o método mais seguro de desprescrição. Tá planejando uma gravidez? Procura um método de
desprescrição. Se você acha que os riscos e os benefícios, os os riscos superam os benefícios. Mas uma coisa que a gente não tem na literatura é que você tá quebrado para sempre. Eu não tenho, como falei no começo, uma base fisiológica, orgânica que causa o quadro depressivo. Eu não tenho estudos de qualidade que falam que quando eu paro antidepressivo eu tenho mais depressões. Qualidade quer dizer, a maioria dos estudos tiram de repente a medicação ou tiram em 15 dias. Eu não tenho um estudo Que faça a desprescrição gradual ao longo de 1 ano, 2 anos
e depois eu acompanho os dois grupos quem continua e quem não continua. Então eu não tenho dados de reais de evidência de que parar antidepressivo causa mais recorrência do quadro depressivo. Ou que parar uma medicação como o apasolã ou os opdam ser usados por 28 dias, que eles causariam mais ansiedade. Eu tenho, pelo contrário, eu tenho que o uso prolongado acima de um ano de bens de azepínicos e sopidden e o irmão Azopiclona, eles causam déficit cognitivo, eles causam ansiedade paradoxal. A abstinência deles me causa ansiedade, então eles me causam insônia. Então eu tenho insônia
no meio da noite porque eu tenho ansiedade, porque eu tenho abstinência da falta daquela medicação. Então reconhecer que eles causam uma mais mal do que bem depois de um período é reconhecer que o uso de antipsicóticos e uso de antipsicóticos no Brasil é muito liberal. antipsicóticos, ketiapina, eh, lorazidona, aripipraszol, brexpipraszol, essa classe de medicações. Eles afinam o córtex cerebral com uso crônico. Eles aumentam a mortalidade das pessoas que usam eles em 15 anos, mais ou menos. Eles abreviam a vida de uma pessoa, eles causam síndrome metabólica. Então, reconhecer que isso é uma realidade e reconhecer
que talvez eu, se eu sou bipolar, eu prefiro ter que episódios maníacos tratados pontualmente por um por um mês, por dois meses, do que usar a medicação contínua. Mas me dá opção. Olha, Lud, você tem um transtorno bipolar. Esse transtorno bipolar é um transtorno recorrente. Ele vai vir em episódios. Eu tenho duas opções para você. A gente pode usar medicação Contínua. Talvez ela reduza em 10%, tem que ter dados, 20% o número de episódios que você vai ter ao longo da vida. E em contrapartida, você os efeitos colaterais são esses. A catia é um efeito
e de cinesia é o efeito colateral dos antipsicóticos extremamente grave, extremamente incômodo, que pode levar à morte. Inclusive, você tá disposto a receber essa medicação por 20, 30% a menos de episódios na sua vida? Tô bom. Tá aqui. Não tô. Eu prefiro fazer pontualmente o tratamento. Eu prefiro ficar internado no hospital psiquiátrico por um mês a cada 3 anos. É uma opção que eu que eu faço, que uma uma escolha que eu faço. E essa escolha não é dada pro paciente. Essa escolha não é dada. E e o reconhecimento de que a desprescrição do antipsicótico
também causa abstinência e também causa de sininesia tardia, que são movimentos involuntários e também causa acatesia. Catia é uma inquietação mental e física que a pessoa fica de uma forma incontrolavelmente inquieta. Não é só uma inquietude. É um movimento que eu não consigo parar. É involuntário e isso é extremamente incômodo e ele também reflete no pensamento. Mas ele pode suspender a medicação e ele e ele parar. Mas eu posso ter ele permanente também. Eu posso ter a cattesia permanente, posso ter de cinesia, que é movimentos da face anormais permanente também. Então, você prefere usar antipsicótico
episodicamente ou você prefere usar continuamente? O lítio te causa lesão renal e te causa hipotiroidismo. Você prefere usar ele continuamente ou prefere usar ele pontualmente? Ah, ele só é eficaz continuamente. Você aceita fazer essa troca? Mas que ela seja Informada? E quando eu tiro a medicação, que eu informe que essa pessoa pode ter abstinência e que eu use, ajude ela a tirar essa medicação, porque é um direito dela escolher como ela quer ser tratada. Porque ela pode escolher simples, mesmo que ela seja muito grave, mesmo que ela seja um esquizofrênico extremamente grave, um depressivo extremamente
grave, quem escolhe ainda é ela. Perfeito. Do como ela quer ser cuidada na vida dela. Então o médico tem que dar, né, tá na bioética isso, a autonomia pro paciente quando ele tem todas as escolhas que ele quer fazer. Então, tirar não é tirar medicação, não é, né? Desprescrever, não é não cuidar. Então, já que você não vai tomar remédio, nem volta aqui. Não é isso. Não é nunca mais voltar a tomar, não é nunca mais tomar. Eh, reconhecer que talvez algumas medicações estão aí penduricálios por dependência delas, né? Então, eu posso ter uma série
de de medicações que estão foram foram ficando ao longo do tempo por falta de reconhecimento de que elas causam essa essa abstinência. Cara, me conta algum relato, alguma história até uma uma pergunta que eu queria te fazer. Como é que as pessoas chegam lá, assim, que tipo de queixas elas te dão? Que tipo de coisa elas te falam? E depois que elas fazem o tratamento, o que que elas falam daí? Qual Qual que é a evolução que você sente assim de de um paciente? Eu vou te contar duas histórias que estão no livro. Eu não
vou contar elas com tanta riqueza de detalhes que tá aí. Eh, uma história é a gente proteger o nome de todo mundo, não tem nenhuma identificação. Então, os nomes são todos nomes fantasias. O nome, uma das histórias é da Ligeia, que era uma uma paciente que chegou indicada pelo psiquiatra por um caso de toque, transtorno obsessivo compulsivo extremamente grave. Ela tinha um quadro ansioso. Esse quadro ansioso começou depois que a mãe teve uma série de procedimentos médicos e veio a falecer. Ela teve uma uma doença e veio ela falecer e ela ficou cuidadora da mãe.
Então, ela ficou muito preocupada, né? Será que nesse nesse momento é que ela vai falecer ou será que não vai? Será que é quando é que vai aparecer de novo? E e e é um momento de muita tensão que durou muitos anos. Eh, e esse câncer volta, não volta? Então, ela que era responsável, então isso gerou bastante estress nela e ela desenvolveu um toque. Então, eh, com o quadro depressivo junto, dificilmente você vai ver um toque simples, né? Então, a pessoa ela ela tinha um toque de não conseguir sair de casa sem antes conferir tudo
que ela precisava conferir, mais ou menos umas 10 vezes. Então, ela chegava na porta, será que eu desliguei o fogão? Volta pro fogão. O fogão tá desligado. Volta para cá, pra porta. Acho que na hora que eu fui desligar o fogão, eu acabei ligando. Volta, confere. Não, eu desliguei. Aí volta pra porta, desce pro carro. Acho que eu deixei a porta aberta e o gás tá vazando e vou explodir o prédio. Sobe, volta. Não, eu desliguei. Volta. Não, agora eu vou porque eu tenho certeza que eu tenho que ir embora. chega no carro, estaciona o
carro, entra para trabalhar, eu esqueci o freio de mão, o carro vai atropelar alguém, vai matar alguém, volta. Não, agora que eu fui conferir é que eu estacionei o carro errado, então ela tava com esse quadro bem eh desgraçado. Ela usava mais ou menos umas quatro medicações nessa época, alguns antidepressivos, alguns salmântices e algum antipsicótico. É uma prescrição bem comum para esse tipo de quadro. Ela um quadro bem ansioso e a gente começou as infusões. Ela respondeu muito rápido. Ela teve e ela falou: "Olha, eu tô aqui porque eu não consigo viver. Eu não consigo
eh eu não tenho mais medicação para tomar. Tomei algumas medicações, elas não me ajudam. Eu engordei, eu tô com insônia, antidepressivos causam insônia, eu tô com outra medicação para dormir. Eu tô sem conseguir funcionar, eu não tenho, meu casamento tá bem ruim, porque eu não tenho nem interesse pela vida minha, muito menos pela do meu parceiro, muito menos interesse sexual, muito menos interesse pela vida dele. Ele chega em casa e me fala, conta como é que foi o dia. Não quero saber. Eu tô com o meu toque, eu tô com minha ansiedade funcional ocupando a
minha cabeça. Eu eu não consigo, eu preciso desligar, eu preciso parar com isso. Eu tô com um ciclo que eu não consigo sobreviver com esse ciclo. E geralmente as queixas vêm assim, né? Geralmente as queixas vêm com bastante sofrimento. A gente expôs a a o tratamento, então a gente sempre faz uma consulta pré-anestésica. Antes a gente conversou, eu expliquei as probabilidades de resposta. Olha, para pr as pessoas, né, depois de seis infusões endovenosetamina, 75% das pessoas se beneficiam do teu tratamento. A gente pode fazer essa fase inicial, depois a gente pode fazer uma fase de
manutenção, se for necessário, mas o o tratamento o grosso acontece nessas seis primeiras sessões. Ela vai ser maravilhoso se eu conseguir diminuir o tamanho que isso ocupa na minha cabeça. Perfeito. Fizemos algumas sessões, ela foi bem tolerada, então a pessoa aguenta eh não teve náusea, não teve uma tontura, achou a experiência da dissociação muito agradável e 98% das pessoas acham a experiência da dissociação extremamente agradável. Ela passou pela pelos procedimentos e ela logo na acho que ela fez quatro sessões, porque na primeira sessão ela voltou, falou: "Que que você fez? Que que você fez comigo?"
Porque assim, eu acho que é placebo, eu acho que é mentira, eu acho que eu tô me enganando, porque eu tava de um jeito, eu acordei de outro no dia seguinte, eu fui embora, eu desci, fui trabalhar e eu só lembrei que eu ficava lembrando do fogão no trabalho. Eu só lembrei que eu ficava lembrando pensando do carro quando eu fui embora. Eu falei: "Nossa, eu não voltei para olhar". que que você fez? E o marido falou: "Então, ela chegou em casa e perguntou como foi o meu dia. Ela perguntou como foi o meu dia.
Ela não ficou preocupada só com com o sofrimento interno, porque é muito ostracismo. Depressão é muito ostracismo, é muito em si mesesmado. E eu não sei o que você fez. Espero que dure, porque eu não sei o que fez. E aí? E e ela foi uma das pacientes que falou: "Eu tô com quatro medicações e não não me ajudou nada. E isso que você fez, cara, eu quero mais disso, eu não quero mais daquilo, né?" Então isso é uma isso é uma das pessoas em que me faz buscar eh a desprescrição gradual dessas pessoas, porque
muitas vezes elas vão procurar o apoio e o apoio não vem do médico prescritor, originalmente prescritor. Então, ah, desculpa, pode falar, pode falar. Ah, eu perguntar qual que é a outra. Você falou que tinha duas, não? Aí eu encontrei ela depois de alguns anos num restaurante, por acaso. Caramba, cara. Eu encontrei ela depois de alguns anos. Eu entrei no restaurante. Você aqui? Você aqui? Você tá bem? tá com tá tudo bem, eu tô ótima, tô trabalhando, tô casada, tô fazendo isso, essa aqui é minha sobrinha, eu nunca mais precisei, eu tô tomando uma medicação, tava
tomando bem lá faxina, cara. Mas você tirou de quatro para zero e você tá com ela com ela para quê? Ah, sei lá, eu não sei, porque tem um aspecto psicológico da manutenção da medicação, né? tem uma segurança emocional, tem um aspecto psicológico, tem alguma coisa que eu que eu me reconheço, né, naquilo. Se você quiser um dia parar, você me procura, mas você tá corada, casada, trabalhando, feliz, tá tudo certo? Falou, nunca mais tive aquele episódio, que foi uma na minha vida, acabou. Caramba, cara, que massa. Eu tô super bem. Encontrei ela assim, acho
que foi uns 4 anos depois no no restaurante. Cara, eu tô convencido já fazer com vocês. Outra vez foi um paciente que ele ele é um menino novo, ele tinha 17 anos e ele teve algumas tentativas de suicídio, assim, ele tava sendo tratado como borderline, como transtorno bipolar e é um menino jovem, acho que ele tinha 17 anos, 16 anos e ele veio da UTI para tratar comigo. O psiquiatra falou: "Olha, é terceira vez que ele tenta suicídio, se corta, braço inteirinho cortado, a gente vai fazeramina." É um tratamento novo, isso faz tempo que esse
e a gente vai fazer esse esse tratamento. Eh, como ele veio da UTI, cara? Ele veio da UTI, ele ele veio da UTI por tentativa de suicídio. Ele costumava brigar na rua para ver se alguém matava ele, se ele perdia a briga e morria. Esse que era o jeito dele tentar. Ele tentava tomar medicação, ele sentia que ficava pior com a medicação, ele ficava mais irritado, ele ficava mais ansioso e isso não era escutado pelo pelo médico prescritor. Então, mas ele veio com medicação oral tratar. A gente passou as as orientações, a gente fez avaliação
preenestésica, né? Fez avaliação, a gente passou as orientações que a gente tem uma atividade antissuicida que termina muito importante. 86% das pessoas que fazem o tratamento não pensam mais todos os dias ativamente em suicídio. E essa é a única medicação capaz de fazer isso, né? 64% das pessoas no primeiro infusão já não pensam mais em suicídio. Isso tá no meu artigo publicado, publiquei ano que ano passado, tá lá no meu Instagram, tem lá o artigo para olhar no no link. Ele é aberto, quem quiser olhar todos em detalhes as probabilidades e porcentagens, a parte mais
mais biestatística, tá tudo lá. Eh, e ele fez uma sessão, ele tava outro cara, no dia seguinte outra pessoa. E ele fala a mesma coisa. Como é que você tá? Tô igual, tô bem. Mas igual pro mal ou igual pro bem? Não, não aconteceu nada. Mas como assim não aconteceu nada? Me explica melhor. Quer dizer, não aconteceu nada de você não não não mudou. Não, não aconteceu nada. Não quis me bater, não quis me matar, não não fiquei ansioso, não fiquei com raiva, não choquei a parede, não aconteceu nada. Cara, tá tudo bem com você?
E é uma coisa, eu não gosto de tomar remédio e não vou tomar. E eu não sou eu que vou, não sou eu que vou na sua casa. tinha tentado naquela semana três vezes suicídio, de diversas formas diferentes. Ele falou e ele foi internado num hospital psiquiátrico numa das vezes. Ele falou: "Eu nunca mais volto pro hospital psiquiátrico. Eu, se eu for para voltar, é porque eu devo estar inconsciente, é amarrado, porque o inferno que eu vivi naquele lugar, eu não desejo para ninguém. A falta de autonomia, a falta de liberdade que eu tive naquele
lugar, a falta de escuta que eu tive naquele lugar, eu não desejo para ninguém. Então, na próxima vez que eu tentar, eu não vou tentar. eu vou planejar direitinho para não tentar. E aí a gente fez infusão e ele ficou assim, tratou de uma forma muito forte, muito rápida. Ele fez algumas manutenções, ele precisou de algumas sessões de reforço. Nesse período que ele fez, acho que ele fez por um ano, uma vez a cada dois ou três meses, ele foi fazendo psicoterapia junto e ele entendeu que que disparava o que ele, que que era o
o quadro dele, da onde vinha aquele quadro dele. E ele resolveu a vida indo mudando da da casa que ele tava. Isso eu conversei com ele uns anos depois e falou: "Não, aqui tô amadurece, cresce, muda". muda a vida, muda, passa aquela fase, passa aquilo e acabou. E ele ficou super bem. Que legal. Eu conto histórias de pessoas que não conseguiram resposta também. A gente tem algumas pessoas que a gente não conseguiu. A gente não tem eh 100% de resposta em todo mundo que a gente faz. A gente tem 75% de resposta. E eu conto
algumas histórias de que a gente não conseguiu ajudar a pessoa. Pô, cara, mas muito legal, cara. Espero que seja um livro que te que te envolva na história da Com certeza. Vou começar a ler amanhã já, cara. Livro gostosinho de pegar. Bem, como eu te falei, sou muito chato com isso. Que bom. Bem diagramado. Muito bom, cara. Que bom. Obrigado, cara. Eu que agradeço. Foi muito, muito bom. Sempre muito bom conversar com com você. Já percebi que tem muita coisa que a gente pode falar, cara. Então já fico um convite para um terceiro round quando
quiser, qualquer dia. Mas bom, cara, fica à vontade para divulgar o que você quiser. Tem um livro, quero que você fale também mais uma vez sobre ele, como que a galera pode fazer para adquirir e também suas outras redes para fazer também o tratamento. Enfim, a minha rede principal de é o cetamina @cetamina no Instagram. Tem centro de cetamina no YouTube e é é só acetamina seu Instagram? Meu só acetamina. Quer vender esse seu arro? Não, pioneiros. Os precursores, os pioneiros têm algumas vantagens, mas meu cetamina.com e.com.br também. Caramba, cara. É, pioneiros tem algumas vantagens
e vai tá no, a gente vai dar as vou vai est no para vender, vai tá no, no Instagram tudo como fazer. Se alguém quiser marcar consulta, quiser tratar, quiser conversar, quiser se entender melhor, o Instagram eu posto todo dia, tem bastante material, tem bastante coisa. @cetamina no Instagram, tem também na no nosso site, no blog cetamina.com ou Dr. Thiago Gil também tem, mas cetamina.com também vai pro site, tem bastante coisa. E o livro vai est em em ebook pelo Kindle. E a gente, eu acho que eu vou devo, ele não tá não tá exatamente
a Venda ainda, mas quando você vê deve est no Mercado Livre, vou colocar lá, pode entrar em contato com a gente direto também, adquirir direto o livro e se pedir até coloca uma cenatura dedicada na dedicatória. Quando tiver disponível algum link assim e quiser mandar pra gente, a gente coloca na descrição também. Então ele de verdade, ele acabou de sair da gráfica, ele tá molhado ainda, pode nem pegar muito com muita força, mas ele ele vai ter vai est na Amazon como ebook pro Kindle e vai ter a versão física. E a versão física já
tem, a gente vende pelo pelo nosso link e lá no Instagram, acho que é a nossa rede principal. Dá para achar tudo por lá, né? Dá para achar tudo por lá. Bem felizes, cara. Muito obrigado mais uma vez. Obrigado. Estamos junto, gente. Obrigado pela sua audiência. Até a próxima e tchau, tchau.