aqui é um paciente número dois né um nome aí de Pedro e é uma criança também com te mas é um paciente mais grave vocês vão observar aqui na descrição do caso né Eh ele é uma criança pequena então Diferente ao oposto do do nosso caso um tá dei início a avaliação apresentando na caixa deoca como uma caixa de recursos e explicando ao paciente que ele poderia explorar como quisesse e o que gostaria de ver o que ele sabia fazer com aqueles recursos Pedro sentou-se ao lado da Caixa Sem demonstrar interesse reforço o que existem
materiais muito legais dentro da caixa e abro para o paciente visualizar paciente não faz contato visual com A Terapeuta mas olha para os objetos da Caixa pega espontaneamente a caixa de massinha não consegue abrir deixa de lado terapeuta abre a caixa estende em direção ao paciente e pergunta quer brincar paciente sem estabelecer contato visual pega a massinha a massa inicia movimentos estereotipados com ela após 10 minutos nessa atividade terapeuta oferece outro objeto da Caixa porém Pedro não esboça a reação aou interesse essa oferta de objetos diferentes todos sensoriais ocorre por mais quatro quatro vezes com
espuma escova slime Esponja paciente não demonstra interesse por nenhum objeto deita no chão e larga a massinha no chão encerrando Então a nossa avaliação Esse é um caso totalmente diferente do primeiro caso que nós vimos né então esse nosso caso é uma criança hipo assimilativa e hipoacomodação estrutural do seu esquema mental né então o hipo acomodativo todas as crianças gente com a nossa intervenção ela vai mudar o seu a sua seu relacionamento com os objetos de de avaliação tá então isso é muito legal dentro da da do nosso trabalho certo então acho que é isso
gostaria de abrir para perguntas né Eh quem se alguém tiver alguma dúvida em relação à parte teórica a parte de eh aplicação parte prática eu estou aqui disponível para vocês eh tirar qualquer dúvida Paula a respeito do caso do Pedro eh você acha que faz diferença por exemplo a Caixa está aberta ou ou ele ter que abrir a caixa ou não Sim faz diferença faz diferença sim faz diferença Bárbara por isso que a gente tem várias formas de de apresentar mas mesmo dentro da caixa eu é uma forma de eu avaliar se o paciente tem
interesse em Abrir algo desconhecido então eu não perco avaliação por isso mas se ela se eu tivesse apresentado né numa mesa eu poderia ver esse interesse com mais rapidez né porque as os objetos estão lá na mesa mas tudo a gente não perde nada na avaliação tudo a gente observa e avalia mas eu poderia usar sim tanto tanto numa mesa quanto no próprio chão pro paciente do tipo do Pedro assim né boa sua pergunta é um são pacientes que eu uso mais materiais sensoriais por exemplo né Porque tem pacientes que como eu falei lá não
tem manejo com tessoura com papel né são coisas que nós vamos introduzindo ao longo das da nossa intervenção Mas na minha avaliação eu tenho que dar a chance dele mostrar o que ele já teve contato antes o que que tá no esquema mental dele e daí introduzir coisas novas para eu ver como que vai ser aação e acomodação dele tá Paula eu tenho um caso é o meu filho né o meu filho ele é autista de leve mas assim ele tem uma resistência muito grande pedagogicamente em aprender o novo então e em questões de brincadeiras
também ele pode saber o jogo ele joga sozinho porque sozinho ele sabe que ele vai ganhar mas a partir do momento que o professor pede para que ele jogue com o coleguinha ele se Nega porque na cabeça dele ele já perdeu mesmo antes dele tentar então ele tem essa essa resistência em fazer atividades que envolvam outras pessoas como que como uma forma mais fácil de lidar com isso é edilia que tá falando é edilania Pode falar Pode continuar porque assim eh na escola as pa dele o que que elas acabam fazendo Inclusive eu pedi para
que não fizesse mais isso para ele aprender a perder que perder faz parte da vida elas acabam muitas vezes deix ele ganhar para que ele não tenha essa crise e automaticamente quando ele perde ele bate a cabeça aonde for ele se mutila então se tentar acalmar ele ali ele corre pro banheiro porque ele sabe que no banheiro não vai ter ninguém para ajudar então lá ele se mutila ele bate a cabeça na parede se ele tiver na sala ele bate a cabeça na mesa então assim ele tem essa resistência muito grande em lidar com o
brincar com o outro mas se você der uma caixa para ele igual a caixinha aí que você faz tudo que tiver dentro ele vai explorar sozinho a partir do momento que ele encontrar um brinquedo que ele sabe que sozinho ele ganha mas que se tiver outra pessoa ele tem a a possibilidade dele perder aquele jogo ele já desiste de jogar tá quantos anos ele tem tem 8 anos tá egan então a gente tem que pensar S Como que o aprendizado acontece né o aprendizado ele vai acontecer por etapas eu não posso esperar que ele ele
tem teia né ou não então é a rigidez ela dificulta muito o aprendizado porque as crianças com rigidez elas querem só o que tá lá no sistema mental certo Elas não querem é difícil muito difícil de sair daquilo que já tá prerrogativo nela Então pensa que já é um que ele tem real dificuldade não é birra não é mimado Não é nada disso é real dificuldade mas eu tenho uma criança que precisa se adaptar ao mundo real não é isso para isso que a gente trabalha não é e dentro do mundo real eu preciso aprender
a interagir com o outro e é preciso aprender a lidar com a frustração Ok chegamos nesse ponto mas a criança Independente se é típica ou atípica ela tem que aprender em etapas a criança a criança típica típica agora ela faz esse essa hierarquia de aprendizado numa velocidade maior porque ela não tem a rigidez Então ela ganha velocidade nisso certo e e ela tem essa parte dedutiva de inferência do meio social melhor do que as crianças atípicas então tem coisa na criança atípica que eu não preciso nem explicar ela deduziu e aprendeu certo então agora vamos
pensar no no seu filho no meu filho nos nossos pacientes ela ele tem a rigidez paraa hierarquia e ele não tem essa dedução social para aprender com que ele observa com o exemplo de fora tudo tudo eu tenho que ensinar com uma certa estrutura né sendo para ter esse ganho Então a gente tem que escolher Dilane as nossas guerras e as nossas o que e os nossos objetivos o que que hoje como ele chama Luís Otávio o que que o Luís Otávio hoje vai aprender eu consigo ó vê se tem lógica Tá bom eu consigo
fazer ele aprender a se frustrar num jogo enquanto ele não aprende a brincar com outra pessoa altamente motivado não não consigo por quê Porque é isso que acontece ele não vai brincar porque ele tem medo da frustração então o que que eu preciso ensinar primeiro que brincar com outra criança é muito legal então eu preciso pôr a motivação na lá em cima e a gente vai usar muito sistema límbico o nosso sistema límbico é que vai fazer com que ele aprenda a gente vai inundar o cérebro dele de endorfinas de de todos os neurotransmissores do
Prazer porque ele precisa ter prazer em brincar e interagir com o outro entende Então esse é o primeiro passo ele precisa brincar ele precisa aprender a brincar e ter prazer no brincar legal e aí a gente vai fazendo por etapa dilania mesmo brincar com o outroo ele vai brincar com o outro em quem ele tem familiaridade em quem ele tem vínculo então ele vai brincar com você a mãe ele vai interagir com você sem frustrar por enquanto por enquanto calma segura depois você vai você vai tentar generalizar isso então ele vai brincar com o irmão
pensa que brincar com uma criança mais velha a gente vê isso muito em ter em adulto é muito mais fácil do que eu brincar com o par o par é muito mais difícil então depois que ele brincou com o adulto com o o terapeuta o professor vocês vão tentar generalizar para ele brincar com alguém do par com alguém da idade dele ainda sem a frustração ele precisa ter prazer nessa troca prazer nessa troca prazer nessa troca prazer nessa troca E aí Vocês conseguem quando ele começa a ter generalizar as pessoas Não compara ainda mas com
você Com quem ele tem vínculo eu consigo introduzir um pouquinho da frustração entende e essa frustração não precisa ser só no jogo ela pode ser em qualquer outro tipo de demanda para eu tentar generalizar no jogo sabe E aí ele vai tá você porque a frustração ele não só ele tem que aprender a frustrar mas ele eu preciso ensinar o repertório de comportamento na frustração Então tá eu não posso eu eu vou me frustrar mas eu não posso me bater eu não posso gritar eu não posso me jogar no chão o que que eu posso
fazer aí eu preciso aprender repertório de comportamento na frustra ação aí edilania não dá para trabalhar sozinha sabe aí a gente tem que ter o psicólogo junto Porque o psicólogo isso então ele vai ajudar nesse repertório comportamental porque não vai só falar o que não pode fazer mas é o que eu posso fazer então quando eu tiver muito frustrada eu posso fazer isso eu posso né O que que eu posso fazer enfim porque lembra que não tem a parte relativa social a ele tem que ser ensinado como se frustrar né mas lembra que é um
passinho de cada vez não adianta eu falar você tem que aprender que não pode se jogar no chão quando ele não tem nem prazer na troca com o outro C par com a criança como é que eu vou fazer ela se frustrar com amigo se ele nem tem amigo