Você tem um jeito grego de pensar aonde eh eu diria a filosofia hegemônica, né, a filosofia chapa branca, a filosofia que que triunfou, a filosofia vencedora, ela é dessa sequência, eu diria, constituída por Parmênides e Heráclitos, Sócrates, Platão e Aristóteles. Depois Epicúrios históricos. Muito bem.
Essa e eu diria até que poderíamos tirar fora Epicuro e deixar só os históricos. Muito bem. O que que essa filosofia vai nos propor?
Ora, que existe uma hierarquia natural entre os seres. E por quê? Porque as coisas no universo têm importância desigual.
E, portanto, dependendo da sua, do seu papel nesse todo cósmico, você será mais ou menos relevante, >> certo? >> Então, quem é que vai governar? Leia lá, República de Platão.
Quem vai governar? Quem vai governar é quem pensa bem. E quem pensa bem é o filósofo.
Ponto. Simples assim. É claro que poderíamos entender isso como advogar em causa própria, porque quem tá escrevendo é um filósofo, talvez esteja reivindicando um pouco mais de poder para si.
Deixando isso de lado, eh me parece, digamos, sustentável que quem pense melhor seja encarregado de tomar as decisões na polis, tá certo? Bom, quem é que vai cuidar da segurança da polis? Segurança, né?
Ministério da Segurança, né? Secretaria da Segurança Interna e Externa, portanto, eh Forças Armadas para combate externo e polícia segurança interna. Quem vai cuidar é quem é talhado por natureza para isso.
Digamos, alguém eh pouco afetado pelo medo de um enfrentamento, etc. Então é é preciso colocar a pessoa no lugar certo, né? E e depois quem é que vai fazer a artesania, agricultura, etc, etc.
Basicamente quem sobrou, ou seja, eh eh aqueles que têm a parte inferior da alma mais desenvolvida, são muito desejantes, são muito apegados às coisas materiais, então vão cuidar daquilo que mais sabem, entendeu? Então parte superior da alma eh cuida da governança, a parte intermediária da alma cuida da segurança e a parte inferior da alma cuida da produção, né? cuida da produção.
Muito bem. Fica claro que dependendo da sua natureza inicial, dependendo das disposições de natureza que são as tuas, você deverá, numa cidade justa ser alocado para um desses setores, mas que são hierarquicamente dispostos. Feito, pessoal.
O cara de cima é mesmo superior ao cara do meio, que é mesmo superior ao cara de baixo. Ou seja, as pessoas são distintamente apetrechadas por natureza para cumprir o seu papel. Poderia dar um outro exemplo.
Eh, se o papel do olho é enxergar um olho que enxerga mal, é um olho inferior. É um olho que não cumpre o seu papel. Veja esse jeito de pensar.
Se o papel de uma vaca é dá leite, uma vaca leiteira é superior a uma vaca que dá pouco leite. Se o papel do cavalo é correr rápido, o cavalo que corre mais rápido é superior a, entendeu? Ex uma hierarquia natural entre os seres.
Muito bem. Onde que eu vejo assim a uma das revoluções, né, com Jesus? Se você perguntasse para Jesus, escuta, você não tá de acordo, significa que a natureza dá igual para todo mundo?
Não. Não, por não porque não, né? Veja, professor Rodrigo, concordará comigo?
Se você botar o Kauan Raymond aqui e abriu uma enquete os milhares e milhões de seguidores, quem é o mais bonito, é possível que eu não receba nenhum voto. Existe mais certeza sobre essa diferença de beleza do que sobre uma resolução pelo teorema de Pitágoras. Pelo menos 10% erra a resolução de Pitágoras.
Mas a quem é o mais bonito é de zero. De zero. Eu usei.
A natureza é assim. Agora a vantagem é que a beleza não é o único atributo que a natureza regala. Mas tudo bem.
É, é assim. Agora, o que que Jesus >> Marcos, Marcos Aurélio falou: "Eu votarei em você, professor. Temos um voto".
>> Enfim, e como como em toda a regra, sempre haverá alguém para para nos desmentir. Eu te agradeço demais. Viva Marcos Aurélio entendeu tudo.
Agora eu te pergunto, >> era históico? >> Essa é é >> qual é a a qual é a graça da história? é que o que Jesus vai nos propor é o seguinte: olha, as diferenças de natureza existem, mas deixa isso para lá, porque o valor não tá no que você recebeu nessa divisão original.
Ah, não, não, não, pô. Mas então o valor tá onde? E eu começaria dizendo, tá em outro lugar que não esse.
Então tá aonde >> é uma quebra, né? >> É porque agora e veja a influência de Jesus, né? No pensamento filosófico posterior, né?
Você abra eh eh a crítica da razão prática ou abra eh fundamentos da metafísica dos costumes de Kant, né? Só há uma coisa indiscutivelmente boa, a boa vontade. Então, eh, ora, veja qual é a ideia.
Escuta, a partir de agora é que eu vou ver o quanto você vale. Se você ganhou cinco talentos da natureza ou três talentos da natureza ou um talento da natureza, e a palavra talento é maravilhosa, porque ela é ao mesmo tempo o talento da natureza e o dinheiro para mostrar que é bem uma questão de valor, o agora eu vou passar a régua e eu faço questão dessa alegoria. Eu vou passar a régua porque nós estamos na linha de partida e nós estamos todos alinhados no mesmo ponto.
O de cinco tá ali, o de três tá ali, tá? Porque o que vai contar não é o 5, o tr e o um. Mas o que eu vou fazer a partir de agora é o que vai contar.
>> Veja, >> incrível isso, >> pô. Isso é é absolutamente revolucionário. >> Você nasceu mais inteligente, você nasceu mais forte, você nasceu mais bonito, mas importa daqui para frente.
>> Agora, mas Vilela, agora é fácil você dizer: "Não, claro, é claro que sim. Sim, claro que sim, mas foi preciso lá atrás alguém ter mudado completamente o que nós poderíamos tranquilamente chamar de um paradigma, né? É um verdadeiro conjunto de modos de pensar que é transformado.
É uma ruptura brutal, brutal. A parábola dos talentos de Jesus marca uma ruptura brutal na maneira de entender o valor da vida, na maneira de entender eh o valor da conduta humana, a presença do humano no mundo e assim por diante. Por quê?
Porque vai valer a partir de agora. Eu eu queria só fazer algumas eh ressalvas, né? Eh, se Aristóteles diz: "Entregue a melhor flauta para o melhor flautista".
O que que ele tá dizendo, malandro? Se você nasceu com talento para tocar flauta, a cidade tem que te dar tudo. >> E o outro que não é?
Esse nada, esse que não toque flauta, esse que não aborreça aqui, só vai encher o nosso saco, sabe? Criança com flauta e amarra. Falta duas, né?
Não, não toque flauta. Ora, eh, nasceu com talento para pensar todos os livros do mundo. Não nasceu com talento para pensar.
Chafurde na ignorância não é a sua praia. Nasceu com talento. Ora, perceba que tomemos o caso do esporte, né?
É, >> nós teríamos então disputas olímpicas eh entre talentosos, entre galardonados, entre entre, não é? Então, Jesus é uma espécie de patrono das dos jogos paralímpicos, né? Entenda e Jesus ele permitirá e ele defenderá que alguém que não tem tanto talento para tocar a flauta, receba sim uma flauta, porque o que vai valer é o que ele fizer com a flauta com o talento que ele tem.
Eu posso te garantir, professor Rodrigo, concordará comigo? Para nós que não nascemos excepcionais em nada. >> Uhum.
Que bom que Jesus existiu e disse o que disse. Porque eh quantas vezes eu me lembro do meu pai tentando que eu descobrisse qual era. O meu pai tinha um viés grego de pensamento, embora não soubesse disso de jeito nenhum, nunca estudou nada disso, etc.
Mas ele queria saber onde é que tava o meu talento. E ele dizia: "Você é ruim em tudo". >> Ele falava isso.
>> Sim. eh eh sem nenhuma preocupação de me traumatizar nada. Sabe o que que é?
Você é ruim de cálculo, ruim de desenho, ruim de coisa, ruim de poesia. E ele tinha até uma lista bem nobre de É. É até equitação e cois você é ruim em tudo.
A partir do momento que você é ruim em tudo. É o onde bater bateu o que o que onde pegar pegou. Isso aí é que nem toco em rio.
Onde ficar fica não tem que fazer. Ora, eh, essa ideia, ela, na perspectiva grega me colocaria no fim da fila, no último vagão. E olhe lá, acho que nem vagão ia sobrar para mim.
Agora, o que dirá Jesus? Epa, epa, epa, epa, é bem assim. Existe aqui uma matriz de pensamento que lá termina na Revolução Francesa.
Ealitê, viu? Não é, não há uma desigualdade de princípio. Não, senhor.
Há uma desigualdade de natureza, mas o que conta, esse é igual. é a igual possibilidade que temos de fazer com limões uma limonada, com laranjas uma laranjada e e etc. Ou seja, eh eh não há como, né, não se emocionar, porque eu sou do tipo que diante de uma ideia eh divina, né, eu me emociono e é e é preciso conseguir um pouco isso, não é?
Eh, o estudo ele é inseparável das alegrias, das tristezas, dos afetos. É preciso vincular o aprender ao regozijo, né? Então, isso é uma ideia fabulosa, né, Malandro?
Eh, o que a natureza te deu foi isso que vai valer daqui paraa frente. Isso é a chance que, né, tava todo mundo esperando, né? é é a é a oportunidade que tá todo mundo pedindo e quantos logo de cara pela aparente desqualificação de talentos realizada de início.
Então eu diria que graças a essa maneira de pensar nós temos uma revolução. Muito bem. Agora eu chego no que você me perguntou muito rapidamente.
Eh, eu entendo a fé como uma certeza, né? Eu entendo a fé como uma uma certeza, uma convicção. >> Acreditar sem ver.
>> Eu entendo. É isso. >> É como a minha a ex-mulher eh eh que fala, perguntava se eu era homem de fé.
Eu falava: "Você é uma mulher de fé? " Sim. >> Ela pedia para ver meu WhatsApp.
Eu falei assim: "Tenha fé, acredite sem ver. " >> Tomás de Aquino, né? Tranquilamente, sem comprovação possível, sem verificação possível, né?
Então, >> acreditar. >> Ora, então agora aqui eu me reporto de novo a Kant, quando ele se insurge contra as provas racionais da existência de Deus. E por quê?
Por sustentar uma ideia. E é ele que tá falando, hein? Porque depois disso aqui, professor Rodrigo, eles fazem cortes e aí fica como se a gente tivesse dito.
Imagina se eu tenho condição de elaborar esse pensamento. Eu não tenho condição de elaborar esse pensamento. É can't quem fala.
Se a existência de Deus for racionalmente comprovada, Deus deixa de ser uma questão de fé. >> É. Uhum.
E aí eu não gostei. Eu prefiro que Deus continue sendo uma questão de fé. Esse é um primeiro ponto.
E um segundo ponto que eu queria, eu diria até que fosse a minha última intervenção nessa conversa, porque para mim é a é o elo mais lindo da filosofia e da religião, que é a discussão sobre o mal que propõe Libnits e que eu penso ser absolutamente encantadora. Quando a pergunta é, se Deus existe, de onde vem o mal? E depois ele diz: "Se Deus não existe, de onde vem o bem?
" Né? E claro, para nós, o problema do bem não é eh já tá resolvido, né? Mas o problema do mal é um angu.
E Libit vai propor uma resolução que eu acho de uma genialidade. Existem pessoas que têm genialidade irritante. Não é uma competência intelectiva tão superior à aquela que você poderia alcançar que você esse cara tem que apanhar.
Não é possível, né? eben eh sai com essa solução. Mas eu aí eh gostaria de concluir a minha fala com essa essa tirada que eu acho sensacional.
Eu eu abro mão da palavra aqui. >> Rodrigo, completando que o o queria só falar uma coisinha aqui que ele é antes da pergunta, eu só queria dissertar um pouquinho no que o professor falou. Lains realmente era um gênio.
Eh, o Lavins com 8 anos de idade aprendeu sozinho latim e grego e com 12 anos ele já criou o cálculo diferencial que segundo alguns foi o que permitiu a calculadora e com 21 anos ele já fez o primeiro doutorado dele em direito. Seguindo mais ou menos aí. Não era não, >> 21 anos.
21 anos. >> Ele ele deve tá ele deve tá brincando. Professor Rodrigo é pândego.
>> Seguindo ah, seguindo os meus passos. É daquilo que eu disse. Ah, não do que doutorado em em direito, >> não é?
É sim, eu tenho doutorado em direito, mas enfim, em libes não poderia ter seguido meus passos por várias razões. Uma delas é >> Mas mas porque eh eh eu eu queria insistir nisso, professor. Eu sou um explicador de pensamentos alheios.
dentro de limites rasíssimos. Então, o que eu entendi, eu compartilho e eu explico. O que eu não entendi, eu não explico.
Assim, de pensamento original meu, mal e mal eu consigo ligar um que um falou com o que o outro falou e dizer: "Ó, acho que tem a ver. " E ponto assim, pensamento. Agora, uma tirada como essa de Libit e eu precisaria viver cinco vidas para chegar nesse nível de competência intelectiva, né?
Então, mas de fato eu fiz um doutorado em direito muito cedo, mas eh mas enfim. É. Hum.
>> Mas permita, permita-me colocar um contraponto aqui, professor Cloves. Eu vou, vou colocar o própria filosofia do professor Cloves contra o professor Cloves. >> Hum.
>> Por quê? O que ele falou aqui é um exemplo. Eu sei que para uma questão de humildade modéstia, ele fala: "Não, quem sou eu para estar?
" >> Mas muitas pessoas que estão nos assistindo sabem quem é Liits, mas o professor Cloves de Barros, eles sabem, entendeu? Então o que que acontece? pegando a a ótica do exemplo que ele queria dar.
Vamos supor que o Les ganhou aí 10 talentos e o professor Cloves seguindo apenas o que ele está dizendo, ganhou apenas dois, mas os dois dele estão aí influenciando milhares de brasileiros pro bem. Então aqui me lembra uma palavrinha mágica que é justamente o que ele tá falando. Eu acho que a vida só tem sentido ser vivida primeiro lugar com o transcendente.
Eu não abro mão da transcendência e abaixo da transcendência a minha vida tem que ter algo, Vilela, que chama-se legado. Eu tô trabalhando muito o tema do legado agora, Vilela, eu virei, tô virando palestrante também e tem muitas empresas que estão me chamando para falar sobre legado, palestra sobre legado. E por que que tô falando disso?
O legado é aquele sucesso que ele não é sozinho. É 1 2 3 4000 talentos. Não importa.
Ninguém nasceu destituído de talentos. Todos nós temos um talento. Nem que seja sorrir ou chorar com alguém, você tem.
E se você pega esse talento e só usa pro seu benefício, isso é egoísmo, egocentrismo, dê o nome que der. Mas quando outras pessoas são beneficiadas pelo pouco ou pelo muito talento que você recebe, aí a sua vida começa a ter sentido. Eh, eh, é, é mais ou menos como algumas pessoas que ficam ricas, mas elas são tão pobres que a única coisa que ela tem é dinheiro.
Outros são ricos e eles beneficiam a tantas pessoas que a gente pode falar assim: "Que bom que fulano de tal ficou rico? Desculz doutorado e se tornou professor. >> Desculpa, Rodrigo, te interromper.
Me perdoe. >> Não, por favor. >> Mas a influência do pensamento de Jesus, não é?
Por quê? Porque o nosso espectador poderia estar se perguntando, pera aí, para os gregos, o mais inteligente é superior, né? Eh, ele é virtuoso, ele faz bem o que ele faz, ele não trabalha, ele se exercita.
Trabalho é coisa de quinta. Entendi. São aristocráticos, né?
Cratos, poder, aristos, os melhores, né? poder entregue aos melhores. Perfeito.
Agora Jesus diz: "Não, não, não, o que vai valer a partir de agora é é você pondo a mão na massa, é você fazendo". E e naturalmente poderia perguntar, mas escuta e e tudo bem, vale a partir de agora, mas eh eu diria quais são os critérios de uma vida boa a partir de agora? Quer dizer, ah, tudo bem, vai valer a partir de agora, mas o que que eu tenho que fazer para viver bem segundo Jesus?
E aí o o Rodrigo respondeu eh eh magistralmente, quer dizer, eh eh você tirará de alguém um sorriso que sem você não teria sorrido. Você proporcionará uma alegria que sem você não teria se alegrado. Você me deu um ombro ombro de >> você me deu.
Ou seja, existe aqui um papel, não é, do outro, da alteridade, do tal do próximo, em que o o o grande valor da vida na ótica de Jesus está no modo como você considera o outro e ao se relacionar com ele, o catapulta, o o trampoliniza, o potencializa, o o põe para cima. E isso é maravilhoso, né? Isso é maravilhoso.
Então, eh, ele disse muito bem, é claro, libit 10, eu meio. Mas de acordo com Jesus, Jesus vai olhar lá e dizer: "Bom, eh, e você fez o que com esse meio? " [ __ ] só no Vilela é a quinta vez que eu tô indo e tal e fal, 40 anos de vida acadêmica, não sei que tal.
Eu acho que alguma coisa eu devo ter contribuído. Tá aí o legado.