Bem, então agora a professora Sônia Shelby, ao contarmos um pouco mais aqui nas narrativas sobre a criação do grupo de teatro na Universidade de Sorocaba, e que naquela época ainda na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, é Cinema, sim, e depois se transformou então no Grupo de Teatro Cartazes. Então sonhar contando esse começo do grupo, que na verdade é, "vou filmar". É assim, foi autorizado com ela contou, é ouvir proposta de indicarem nomes, né, para o grupo de teatro.
E numa brincadeira, colocando cartazes por causa da catarse aristotélica, né, nós brincamos, colocamos o "carnê" no "catar zes", e aí ficou "caters catarse", por aquela confusão toda. Mas, em verdade, o pessoal gostou. Ele ficou, nos propusemos depois, em outros momentos, que quisessem trocar o nome do grupo e até hoje ele permanece.
Quase 30 anos! É Sônia, brincadeira! É uma história muito bonita, muito com a Sônia agora contando a parte dela toda em relação a essa criação do grupo e ao teatro universitário.
Voltando à parte interior, só para documentar: a faculdade tinha o BIC, Política Interna de Comunicação da vacina ABIC, que o Aldo criou. Eu dei continuidade a esse boletim, o número 45, de dezembro de 1988. Então eu tenho, assim, mestre em Letras.
E daí, um trechinho curtinho: comunicamos com satisfação que temos mais um mestre em Letras na Fundação do Ag. O professor Roberto Samuel Sanchez, no dia 29 de novembro de 88, às 15 horas, defendeu sua tese de teatro na escola, "Trajetória de um Professor de Português", tendo sido aprovado com distinção e recebido o título de mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP). Isso aqui é dezembro de 88.
Em fevereiro de 89, dois meses depois, aparece Teatro da Fundação Dom Aguirre e um cordial comunicando que o teatro está autorizado, o Roberto será o diretor, e convidando professores, alunos e funcionários do Colégio Dom Aguirre da Faculdade e os que estão lotados na fundação para se inscreverem. A primeira reunião foi a 4 de março de 1989, no salão nobre da faculdade. E isso daqui, depois, Roberto e vários outros que estão em casa podem ser o capítulo que pode voltar da Sônia.
Organização não espera, e Roberto. . .
Isso é o meu arquivo. Eu deixei tudo igual na secretaria da faculdade. Tem que ter aqui a memória, se extraviou, é bem entre aspas, que foi a explicação que me deram, senão extraviou entre aspas quando veio do Trujillo para a Cidade Universitária.
Tudo isso tinha que estar na secretaria da faculdade. Essa cópia é minha, que um dia, se precisar, eu dou para a faculdade. Bom, daí começa o grupo, a reforma do salão, a cabine de som que sai do salão.
Que coisa absurda! Mas a gente conviveu com isso. E que vai lá para o fundo do salão, sai do palco, ele vai para o fundo do salão.
E só as primeiras montagens. . .
A primeira, Roberta, acho que você deve saber, "Qualquer Clube" foi a primeira. Rolou, Dia do Amor, acho que foi, hoje, 29 do Mundo. Porque daí começam também as semanas culturais.
Isso fiz aqui a Sônia desenvolver. As semanas culturais que depois passaram duas semanas de curso, né? Mas não é o contrário, é perdão, perdão, ao contrário.
Cada curso tinha suas vidas: semana de história, semana de letras, semana de educação, de pedagogia, semana de filosofia, e eram muito bem organizadas, muito, muito interessantes tudo o que eles faziam. Só que eu coloquei uma proposta no conselho departamental, na congregação da faculdade, para os professores todos, de que é o nosso aluno não tinha experiência de congresso, de participar de atividades simultâneas. Então propus que todas essas semanas fossem simultâneas: semana de letras com semana de história, com semana de geografia, uma semana de pedagogia e que de matemática, e que fossem no espaço da faculdade, em espaços da cidade, não só na faculdade, que tivesse inscrição prévia, e que o aluno de história, interessado em um tema de letras, de literatura, pudesse se inscrever em uma atividade de um outro curso, de um outro departamento.
E deu certo! Fizemos assim várias semanas, que eu chamei de semanas culturais, mas que eles colocavam: é a 15ª de pedagogia, 19ª de história. .
. tudo isso reunido no chamado "semana cultural". E você apresentou o grupo, agora já denominado Teatro da Fundação Dom Aguirre.
Cá a "Testes" já apresentou. Elogio do Amor já tinha, realmente, frente do Colégio Nef, da faculdade e funcionários e funcionárias. E olha, terceira semana cultural, 1990, Elogio do Amor.
E já é aqui os alunos participantes, dos professores e os participantes que eram do Colégio, da Faculdade, da Fundação Dom Aguirre. Depois, tendo os Saltimbancos. A filha dela participou.
Dos meus três filhos também, eu lembro que daí eu fiz um corrupto e os filhos proibiu seus parentes, dos familiares, dos professores, alunos e funcionários, o que eles estavam estudando também no colégio. E daí eu falei com as filhas. As maiores tinham muita lição, têm um compromisso com o estudo.
A Monique, era menor, ela disse que tinha 7, 8 anos na época. E ela falou: "Não, eu vou". Ela participou dos Saltimbancos.
Eu lembro de uma vez, era um ensaio geral, porque daí, no dia seguinte à apresentação, ela estava toda importante, era o ensaio geral. Daí eu fui buscá-la. O último ensaio, amanhã a apresentação, não vai ter mais um.
Porque o que? O jumento foi. Hoje me faltou o integrante lá que fazia o papel de um jumento Saltimbancos.
Bom, é isso. Vai pra frente. Tem um momento em que o Roberto deixa a direção, assume Roberto Sanches, Samuel Sanchez, assumir o Roberto Gill Camargo.
E entre os dois Robertos, até hoje, esse grupo teve como diretores os dois Robertos. E o grupo só foi pra frente porque depois entrou a. .
. Colaboração da Geely, com a cor de ouro, com um ovo no oboé, movimentos de dança e apresentações das mais diversas, e biologia. Não sei hoje e agora, não lembro para que país é esse grupo B, Orca tabela.
Já foram? Agora tá, já voltar, já a segunda vez. Aqui vão ser já foram, se não for 3, mas é a segunda vez que for.
Outros também, em participações de outros estados, de outras cidades aqui no Brasil, São Paulo direto. Neorrealista, Artus. Eu já fui assistir Noturnos Business também, então eles, e os passos também, de São Paulo nos espaços e aqui em Sorocaba, aquele salão nobre que depois chamaram de salão vermelho, com as cortinas vermelhas.
E que foi o início de tudo isso, modesto, com muita. . .
geram duas salas de aula que se transformaram, hoje foi demolida. Parecia vibe, aliás, eu estudei naquela sala enquanto ela era de aço, que não tinha sala nova. Então, daí teve que demolir e uma terceira que pegou e dar sobre ao palco, né?
Isso tinha um custo, mas tinha um custo-benefício, e eu defendia com unhas e dentes que nós estamos tendo gastos, porque eu lembro que não condeno, o CTA disse: "uma senhora só propõe preto, é só três projetos que contêm custos, têm gastos. " Eu falei: "não, tem investimentos, isso não é custo. O gasto que se perde é investimento.
Veja o quanto vai frutificar tudo isso, assim como outros projetos. " Mas esse do teatro era uma convicção de que o benefício, elevar o nome da faculdade, e hoje da universidade, além de muros, foi trazer benefícios para quem traz, pra quem participasse dele, em termos de linguagem. São a abertura de mundo e percepção de outros aspectos que, às vezes, a pessoa não percebe.
A desinibição pessoal, socialização, consciência grupal. Veja o jumento, faltou! Então vai ter que ter um "saiba mais", porque aquele personagem é importante.
Eu lembro que uma vez eu fiz um editorial do BIC, datilografando o texto todo, faltando uma letra na máquina de escrever. Não me lembro agora que letra que era, a pessoa conseguia o que eu tinha escrito, mas vamos supor que faltasse o "A". Voltar-se ao Hélio, então pra mostrar a importância que você tem em um grupo, a importância que aquela letra "T" tem no alfabeto de um texto.
Sem aquela letra, ia ficar muito difícil, deficitário etc. Então a consciência grupal, a corresponsabilidade de horário, de estar presente, de não faltar, de não chegar atrasado, de chegar sóbrio. Então, eu creio que é a aprendizagem em todos os sentidos, desde o do anjinho gordinho.
Eu fui o primeiro ano primário até hoje, o calminho, sim, hoje comigo, hoje com minha mãe, das crianças. É peça que foi, principalmente, o pessoal do colégio. Né, galera?
Eu estava dando ampla jogue. Então, não é fácil também chamar essas crenças, e filhos de professores também, neném. E, quinta, aí você tem um público enorme, pensando nos parentes, dos familiares desses atores, é que vêm, que vêm conhecer o trabalho, porque vêm ver um filho, um sobrinho, um neto, alguma coisa assim.
Eu me lembro de vários desses alunos que entraram no grupo, mas o ADM Feliciano, ele acabou entrando em outros grupos teatrais. Foi meu aluno no curso de História, feliz, mas tinha uma presença, nequinho de som, uma diluição, lembro da voz. Nunca vi maravilhoso.
Então, eu acho que a história é isso. Aí eu fico muito feliz, coberto de ter. .
. Tem hora que uma professora, na época, falou: "Cuida de outros aspectos da direção, que são inúmeros. " Tinha problemas de alunos inadimplentes, tinha o governo Collor, que fazia com que a direção negociasse com os alunos diretamente ao aumento de mensalidade.
Eles diziam: "aumento zero". Era função do administrador, mas o Collor fez um decreto que era o diretor que tinha que fazer. Então eu tinha que fazer isso com a administradora geral do Casagrande, do meu lado lá, porque era o que entendia das finanças muito mais do que eu.
Então lembro de uma professora: "Valô, não fique dando murro em ponta de faca, querendo que a reforma do salão que brinque, tirocínio, teco para pintar de preto, e que esse grupo seja criado com dotação orçamentária. " Eu falei: "mas eu acredito! Eu acredito que vai ser muito benéfico.
" E terminou bem no final. Frequenta a gente que entra lá dentro, assistir a essas apresentações, e quantas famílias também entram ali, e que melhoraram entrar. E quem passou por lá?
O grupo mesmo que hoje não esteja, claro, não é permanente, se beneficiou. Eu criei a faculdade, se beneficiou a universidade e as pessoas que integravam, e os dois diretores e você, a grande professora, na educadora, nossa diretora, a companheira. Então conta pra mim, pra finalizar, como você se sente, essa professora, passando por tudo isso e colaborando com tudo isso com tanta gente, como agora né, que nós estamos vindo pra cá, e seus alunos param e falam assim: "Professora, só não lembro de mim, mas eu fui seu aluno em tal época.
" De repente vai andando mais um pouco, outro para, quase que a gente não chega aqui, porque. . .
E olha que é o horário que não tinha o presidente, que pelos corredores, né? Não era o que é ser essa professora? Com essa sua satisfação é muito grande, é muito grande.
A Josefina Saeg que me inspirou, e depois outros, o próprio Aldo, a Heloísa Shimansky na PUC. Fui em vários momentos, eu tive vários professores que me inspiraram, começando lá pela Josefina. E eu acho que a disciplina que eu lecionei, Psicologia, ela ajuda o aluno não só a ser um aluno.
. . assim, aqui vai ser curso de Magistério, que vai ser professor, mas eu acho que ajuda pessoalmente também, o desenvolvimento pessoal.
E é múltipla. Na Faculdade de Educação Física, era Psicologia da Educação misturada com. .
. Psicologia esportiva na enfermagem, biologia, biologia, psicologia da educação, mas na enfermagem, psicologia em saúde: 12 meses. Não ficar discutindo a morte, a morte do paciente; como lidar com a morte, a morte em diferentes religiões, a morte em diferentes culturas; à noite na música, morte na literatura.
Como você se relaciona com os familiares de um paciente terminal e a morte do profissional da saúde? Era a unidade. Aqueles melhores avaliavam, né?
Agora, eu tive em torno de 18 mil alunos em 36 anos. Vou ao Ceasa, tem aluno que, esse aluno, cumprimento aqui no corredor; fiquei muito feliz com tudo isso, muito feliz. Com certeza, eu lembro de você também uma série de coisas; não só como professora em sala de aula, mas também quando nós.
. . É um momento em que você estava como diretora.
Eu lembro de uma das situações muito interessantes: havia uma certa rebelião dos alunos em um certo momento, e você começou a se comunicar com uma lousa no corredor. Então, você ia lá, escrevia os dias mesmo, e aí os alunos iam se comunicando também por baixo; era um mundial de desabafo e apareceram coisas muito importantes. Então, você ensinou muito pra nós sobre a morte.
Sabe que a mais limpa não é a que mais se vai, mas é a que menos se suja. Puseram neste mundial, e eu lembro que você ensinou muita coisa pra nós, principalmente na questão de organização, não é? E a paciência que você sempre teve em função de fatos que nós vivenciamos juntos, como até a invasão do centro acadêmico dentro da sua sala.
É um momento. Então, é uma história de hoje. Não foi bonito?
Eu convidei você para ser testemunha disso. Enquanto lenço, e eles acreditam assim, seus armários tiraram até seu lanche dentro do armário. Essa paciência sempre.
. . você sempre nos ensinou, e a organização, mas eu aprendi muito, porque a educação é uma troca.
Eu consegui ensinar um pouco, aprendi muito. Obrigado por essa oportunidade, Sônia. Somos nós que agradecemos por tudo que você fez por nós e está fazendo.
Então, a nossa enorme gratidão e a gratidão também por estar aqui hoje conosco, com este bate-papo, que é realmente um dos grandes exemplos da nossa vida. Mas, narrador, muito obrigado, Sônia, e obrigado a vocês que nos acompanharam até agora. Até a próxima entrevista!