Olá, seja muito bem-vindos a mais uma edição do CB Poder que está no ar ao vivo na TV Brasília e nas redes sociais do Correio Brasiliense. [música] Eu sou Carlos Alexandre, estou aqui com minha colega Mariana Niderauer e temos o prazer de receber Patrícia Blanco, presidente executiva do Instituto Palavra Aberta. Participe do programa em nossas lives no YouTube e no Facebook.
Lembrando também que o nosso conteúdo está disponível [música] nos principais tocadores de podcast. Patrícia, muito bem-vinda aqui para o nosso programa. Foi um prazer recebê-lo.
>> Eu que agradeço. Prazer [música] imenso estar aqui podendo conversar com vocês sobre tantos temas que a gente vai debater aqui hoje. Muito obrigado.
>> Certo. Olha, primeiro ponto que eu acho que é importante [música] a gente esclarecer pros nossos telespectadores é apresentar o Instituto Palavra Aberto, que já tem 15 anos, [música] recebeu um prêmio recentemente pela associação, pela NJ. Eh, e eu queria que você falasse exatamente o papel do instituto, por que que ele surgiu e o que que vocês estão fazendo neste momento.
[música] >> Bom, primeiro foi uma alegria receber o prêmio da Associação Nacional de Jornais. o prêmio liberdade de imprensa esse ano, junto com tantos eh grandes nomes da defesa desse desse direito, [música] que é o direito a livre eh a livre acesso à informação, informação de qualidade que a imprensa eh produz. Eh, e também num ano de muito especial pra gente, né, de 15 anos da Fundação do Palavra Beta, que nasceu em 2010, em fevereiro de 2010, com o objetivo de promover e defender a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e o direito à informação.
É, lá atrás, em 2010, quando a gente, mas um pouquinho antes, né, da fundação propriamente dita da data de 10 de fevereiro de 2010, havia uma discussão que estava e passando por toda a América do Sul, América Latina sobre tentativa de restrições à prática jornalística e a liberdade de imprensa, né, com culminando, por exemplo, no caso de tentativa de ceciamento econômico da imprensa na Argentina, teve o caso Clarim. E no Brasil isso também estava acontecendo. Eh, e aí então as entidades eh fundadoras do instituto decidiram se unir e criaram o Palavra Beta.
Então, o nosso objetivo desde então foi promoção, né, da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão como direito fundamental e como pilares da democracia e eh defesa, né, intransigente dessa liberdade como um direito humano fundamental, né? A liberdade de imprensa é um direito fundamental. tá lá na declaração de direitos humanos.
Eh, mas a liberdade de imprensa é tem que ser vista como um bem público. O jornalismo profissional, a a informação produzida que que é entregue para eh o público, ele ela tem que ser encarada e tem que ser valorizada como um bem público. >> E de lá para cá, a situação se agravou na sua avaliação?
Se agravou muito. Se agravou muito. Se por um lado, né, nós tivermos eh um aumento enorme das possibilidades da liberdade de expressão individual a partir eh das redes sociais, hoje todos nós somos produtores e disseminadores de conteúdo, né?
Hoje com eh um dispositivo móvel, a gente filma, a gente posta, a gente compartilha, a gente dissemina e a gente tá produzindo esse conteúdo eh auxiliando, inclusive que vozes, eh, que antes eram silenciadas ou que não tinham espaço de se comunicar, de participar do debate público. Esse lado da liberdade de expressão, ele é muito importante, né? Isso a gente tem que eh valorizar e tem que trazer cada vez mais esse debate sobre essa participação de outras vozes que não simplesmente poucas que existiam naquele momento.
Por um outro lado, nesse ambiente onde a gente tem um volume imenso de produtores de conteúdo, a gente tem também eh um acesso eh a conteúdos não tão eh bons, assim, vamos dizer, né? eh não checados, com teorias conspiratórias, com opiniões que são embasadas eh não em fatos, mas sim em eh eh em opiniões que eh acabam eh eh poluindo mesmo o ambiente informacional e exigindo eh que a gente tenha um pouco mais de eh repertório mesmo para poder interpretar esses conteúdos. Mas ao longo desse processo, o que que a gente viu acontecer?
eh uma tentativa de descredibilizar o trabalho da imprensa com ataques diretos que antes eram vindo de governos, né? a gente vinha ali acontecendo a críticas ao trabalho jornalístico ou de determinados veículos, a gente passa a ter uma eh uma crítica que transpassa simplesmente a simples crítica de não gostei dessa reportagem ou e tal para uma ameaça e para até violência que eh começa no ambiente virtual com xingamentos, com eh tentativas de eh quer dizer descredibilizar principalmente jornalistas mulheres, eh mas também que acabam eh indo pro pro real, né, com eh violência mesmo, ataques e até eh intimidação, né, eh a gente viu acontecer no 8 de de janeiro, por exemplo. Então, assim, é uma é algo que a gente vê que realmente, infelizmente, os índices eh de violência contra jornalistas e comunicadores eh é um índice alto que não deveria acontecer.
E esse descrédito, ele pode inclusive ser comparado a uma censura, eh, a o jornalismo fica, eh, mais a mercê e até se autopoliciando para tentar não ser alvo desses desses ataques. Com certeza, Mariana. Porque a questão toda é hoje ser jornalista e principalmente eu quero reforçar ser jornalista mulher é uma atividade de risco, porque você não sabe o que você vai encontrar na rua quando você vai fazer uma cobertura jornalística, porque você pode ter aquela pessoa que vai aceitar as suas perguntas, porque o jornalismo tem como princípio perguntas que incomodam.
Eh, e você não vai eh eh às vezes a pessoa não vai aceitar aquele tipo de pergunta e vai te atacar, né? E isso acontece tanto no ambiente online como no no no dia a dia do da cobertura. Eh, e aí o que acaba acontecendo?
Um cceamento, quer dizer, um autoceamento do jornalista que não quer correr esse risco. E esse é o pior dos mundos, né? Se a gente tem um ataque exacerbado, um ataque violento contra determinados, né, contra profissionais da imprensa, a a até como uma autopreservação, esse jornalista ele vai deixar de fazer essas perguntas que incomodam e aí não vai cumprir com o dever de trazer a informação como, né, e importante para a população.
Então veja, a o que a gente a gente tem hoje é um cenário onde a gente tem sim um ambiente de liberdade de expressão pleno garantido pela Constituição, a liberdade de imprensa também garantida, né, no artigo 220 ou 224 da Constituição, mas a gente tem uma eh percepção errada do trabalho do jornalista por conta dessa campanha de descrédito do da imprensa. E aí entra um ponto muito importante que é que é defendido pelo pelo Instituto Palavra Aberto, que é a questão da educação midiática. explica pra gente, Patrícia, por favor, o que que é esse princípio e por ele é tão importante.
>> Então, a educação midiática, ela ela vem de todo o debate sobre o entendimento, a leitura crítica da mídia, >> né, da informação. Ela ela vem como uma competência necessária para que você analise criticamente as informações que você recebe. Ela nasce muito desse e dessa discussão lá atrás de mídia e educação, o papel da mídia, né, na na formação da opinião pública, mas ela cresce e vai ganhando mais espaço na medida em que outros eh outras informações e naquele ambiente de de pluralidade de vozes, onde eu tenha tenho que entender e saber interpretar corretamente o que aquela informação quer de mim, ela toma um corpo e uma importância muito maior.
Por quê? Quando eu recebo uma informação, eh, seja lá, eu estou lendo lá o o eh eh o o site do do Correio Brasiliense no CB Poder. Eu tenho uma informação que foi apurada, que foi analisada, que foi feita com métodos jornalísticos para chegar até mim.
Houve uma curadoria dessa informação. Quando eu estou no mar aberto das redes sociais, vai chegar conteúdo de todas as maneiras que quem vai ter que fazer essa curadoria para determinar se aquela informação ou para avaliar aquela informação sou eu mesma. Então eu tenho que ter essa competência de saber avaliar, de saber questionar, de saber perguntar o que que essa informação quer de mim, qual o propósito, o objetivo, ela foi manipulada, ela foi eh eh mudada de contexto, ela foi tirada de contexto.
Isso é o papel da educação midiática. Então, é promover o desenvolvimento de competências para que o cidadão possa acessar a informação, analisar criticamente essa informação e nesse momento em que todos nós somos produtores e disseminadores de conteúdo, saber produzir informações, saber participar de um ambiente informacional com ética, responsabilidade, não passando paraa frente discurso de ódio, não passando, por exemplo, desinformação. Então ela tem ela tem um papel hoje que eu vejo que é fundamental no ambiente informacional.
Agora, a gente tá lidando, né, com com uma questão que às vezes até ultrapassa a polarização, muitas vezes entra no campo da crença, né, de algo que é muito mais próximo de uma religião ou até de da torcida de futebol do que de discurso, de discussões políticas, né, de de debates, eh, com dois lados, como e sempre no jornalismo é priorizado. Eh, como que a que a educação midiática pode romper essa bolha, né, da crença de algo que tá ali? eh que a pessoa eh não está aberta a a entender, né?
>> É, o que a gente tem colocado muito é que a educação mediática ela vai te dar o o a as habilidades necessárias para você questionar, porque quando você recebe uma informação, você tem que questionar, você tem que perguntar de fato aquelas perguntas que o jornalismo faz, o que, quando? Por que, onde, né? Qual, quem, qual é a, e assim, a gente inclui outras questões, é qual o propósito?
E hoje entender qual o propósito, ele é muito importante pra gente de fato avaliar que se o que que aquela informação que é de mim. E aí o que que a gente acaba vendo? Eh, eh, quando a gente tem um ambiente onde a desinformação graça, ela tem um objetivo.
Tem grupos políticos, econômicos, eh, que querem que querem confundir o debate, >> manipular, né? >> Manipular. E aí, como que eles manipulam?
A partir das crenças. Então, se você acredita em determinado uma pedacinho daquela informação, a construção narrativa é para reforçar aquela crença. Então, o que que a gente eh eh propõe na educação midiática?
É que você para eh avaliar uma informação, você tem que buscar outras fontes, você tem que analisar e furar a bolha, né? Sair daquela bolha, você tem que eh verificar eh se outros veículos estão falando isso, né? quem disse quem é a pessoa que te mandou aquela informação e lembrar que quem manda a informação num num grupo de mensageria, por exemplo, não é o autor dessa informação, ele é simplesmente um repassador daquela informação.
Então, é questionar sempre e principalmente é tentar sair da bolha. Se eu estamos hoje num dia de final, né, de futebol, se eu eh sou de um time A ou de um time B, vamos pensar em olhar o que tá acontecendo no cenário do futebol no mundo e e buscar outras informações para poder fugir dessa bolha. >> Essa questão da educação midiática é são muitas batalhas, né?
A gente fal começou falando da imprensa, agora estamos falando da educação midiátrica, que é uma, digamos assim, um desafio mais para a sociedade. O meu ponto é especificamente geracional. Como é que essa questão da educação midiática, ela eh ganha importância na medida que a gente tá falando de crianças e adolescentes que são extremamente vulneráveis nesse ambiente perigoso, informacional?
>> É o que eu tenho falado muito e reforço que educar é proteger. E a educação midiática, ela tem esse papel de proteger crianças e adolescentes. Por quê?
O ambiente de o ambiente virtual, digital, as ferramentas tecnológicas vieram para ficar e não vão embora. Então, a gente precisa formar crianças e adolescentes aptas a interpretarem corretamente e a saberem usufruir das oportunidades que o ambiente digital oferece. Eh, e também se proteger dos riscos.
E riscos são enormes, são imensos, tem muitos riscos. Eh, mas o fato é que a gente vai precisar educar para uso. Educar e a gente vê, por exemplo, hoje a discussão toda da inteligência artificial.
Uhum. >> Se a gente não educar sobre inteligência artificial e mais do que com inteligência artificial, a gente vai est simplesmente a gente educa com, OK? Mas e o e o sobre e o e o e toda a questão que vem embutida, por exemplo, nos algoritmos, né, na na nos vieses e eh algoritmos que podem eh eh gerar preconceitos ou amplificar preconceitos.
Então, a a criança e o adolescente hoje eh precisam receber essa educação digital mediática. >> Hoje, na realidade, hoje é um eh tem estudos que comprovam isso da dificuldade de crianças e adolescentes de dissociar fato de opinião, não é isso? Sim, exatamente.
Foi uma foi um estudo do PISA, né, da que é um uma eh um estudo feito pela OCDE, que tem o PISA de de a cada do anos eh e que mostrou que eh eh sete em cada 10 jovens de 15 anos no Brasil não sabiam a diferença entre fato e opinião. Então a gente já tem um problema de interpretação aí de, né, do que é real, do que é, né, o fato ali que aconteceu, que você, né, pode ter opiniões sobre o fato, mas o fato é um só. Estamos aqui os três hoje aqui conversando, é um fato, estamos aqui.
A opinião da Mariane é diferente da minha e da sua. Então, a gente tem que saber primeiro diferenciar isso. >> O segundo ponto é que a gente precisa ter repertório, né?
precisa desenvolver o repertório para que a gente possa fazer perguntas e perguntas que são eh importantes e que vão fazer com que a gente de fato tenha respostas [música] melhores no caso da inteligência artificial por eh eh por exemplo. >> Muito bem, Patrícia, eu vou pedir licença para você que a gente vai [música] fazer um pequeno intervalo, mas certamente a gente vai falar sobre esses temas e outros, OK? Me dá um minuto só e a gente volta com Mais CB Poder que recebe hoje Patrícia Blanco.
[música] Ela é presidente executiva do Instituto Palavra Aberta. Não sai daí. Até já.
A gente volta com o segundo bloco do CB Poder, então que recebe hoje Patrícia Blanco, presidente Executiva do Instituto Palavra Aberta. Patrícia, eu tive [música] que interromper você no primeiro bloco, peço desculpas, mas a gente estava falando da questão da delicadeza da [música] em relação a crianças e adolescentes. Do que que você tava você tava falando da necessidade de se prestar atenção nesse ponto.
Pode continuar falando? >> É [música] bom. Primeiro, desculpa, eu também me alonguei ali.
Obrigada. Eh, o ponto [música] é que hoje a gente tem eh eh a alegria de contar com normas eh que já encaminham e direcionam a educação digital e mediática para o ensino fundamental e médio. >> Então, a gente já tem eh já é algo pra gente comemorar o ano de 2025.
foi muito propício, foi a gente teve a aprovação eh da diretriz, primeiro da lei que restringe o uso de telefone celulares no ambiente escolar para fins pedagógicos. Então, só você só pode utilizar se tem um fim pedagógico. Depois uma diretriz do Conselho Nacional de Educação que e inclui a educação digital e mediática.
Depois uma diretriz do MEC que torna obrigatória a inclusão nos currículos a partir de 2026. Então, a gente vai ter um ano muito importante para eh levar a educação digital e mediática paraa prática. Então, isso é muito importante.
Mas o o ponto que eu queria trazer, que tava complementando, é que quando eu falo que educar é proteger, é porque a gente precisa eh educar sobre aquilo que o o a criança e o adolescente eh eh vai utilizar. A criança foi vista, né, os adolescentes foram vistos, foram chamados por muito tempo nativos digitais. >> Só que só que essa essa terminologia nativos digitais foi derrubada por tudo bem, eles são nativos.
Nasceram numa área onde realmente uma época onde todo mundo tinha dispositivo, tava conectado, tava na internet, mas eles são inocentes digitais. E é aí que a educação midiática é extremamente importante, é fazer com que ele se, de fato, se torne um questionador da forma como ele consome com informação e da forma como ele eh produz informação. E aí entra um um ponto que eu sempre gosto de trazer, que é a questão ética que e que está envolvida nesse ambiente digital.
Quando a gente teve aquele caso no Rio de Janeiro de adolescentes que utilizaram uma ferramenta de alteração de de manipulação de imagens, conhecida como ferramenta de deep fake, para eh mudar imagens de colegas, né, transformando, colocando a foto, a a a foto do rosto da da menina num corpo nu. Quer dizer, a gente tá utilizando a tecnologia de uma forma antiética. Então esse questionamento precisa acontecer também na escola e vem acontecer ao longo dos anos.
Então, eh, eu entendo que o fato do MEC eh o fato da gente ter dentro da Base Nacional como Curricular espaços para falar desse assunto é muito importante para que a gente de fato eduque bem essa essa população, né, crianças e adolescentes para o uso positivo da das tecnologias. Nos últimos dias ganhou muita repercussão uma decisão do governo da Austrália de proibir o acesso às redes sociais para para menores de 16 anos. Como é que você avalia essa essa decisão?
>> Olha, eu o que eu vejo é que eh eu eu não sei se a proibição total e restrita para todas as idades seja a melhor saída. Eu acho que a gente tem que regular como ECA digital, né, a lei que foi aprovada eh agora em setembro trouxe com, né, você vai dando autonomia progressiva ao longo, né, das idades. A gente sabe que eh o adolescente que passa horas imersos numa rede social eh olhando, né, vendo exemplos de eh de pessoas que são mais bem-sucedidas, isso faz mal.
e e de fato gera um processo eh de eh que pode ser muito prejudicial, inclusive a saúde mental desse público e que eh a gente precisa eh ir protegendo ao longo para e dando ferramentas para que ele ele construa uma autonomia progressiva. você proibir e a de tudo e tirar. Eu vejo que muitas vezes isso pode jogar para debaixo do tapete uma discussão que seria muito importante da gente ter da progressão da autonomia.
Lógico, a parte de de a a as próprias redes sociais, por exemplo, já são proibidas e não foram desenhadas para menores de 13 anos. E hoje a gente vê por pesquisas do CETIC, do TICs Online, que crianças de 5 anos já tm celular próprio, 8, 9 anos estão imersos, estão ali, né, fazendo dancinha em redes sociais, estão eh tendo acesso a conteúdos que não são apropriados, a desafios, né, que podem gerar danos à saúde e até, infelizmente, falecimentos, como que aconteceu aqui no DF. Então, assim, o que eu vejo é que eh a gente precisa olhar para a construção de uma autonomia, visando a proteção dessas crianças no ambiente digital, porque, de novo, o ambiente digital veio para ficar e a gente precisa educar pro uso.
>> Isso vale só para crianças e adolescentes? Como que tem impactado o público 60 mais essas questões do digitais e de desinformação? Bom, impacta enormemente, inclusive até no uso exacerbado.
A gente já tá vendo, né, estudos mostrando que eh a população se assenta a mais é tão ou mais viciada do que os adolescentes em redes sociais e acabam ficando imersos naquilo e não conseguem furar a bolha, são vítimas, né, de um eh de algoritmos polarizantes, vamos dizer assim, no caso político, e não questionam e são vítimas, muitas vezes de golpes. É, tá, está acontecendo aqui em Brasília a sexta conferência nacional dos direitos da pessoa Idosa, né, promovida pelo Ministério de Direitos Humanos. A gente até tá participando porque a gente tem o o programa que é o Educa 60, o Educa Míia 60+, que é justamente fornecer subsídios para que esse público saiba interpretar corretamente as informações.
E aí o que a gente coloca é que o desafio para esse público é ainda maior, porque se para crianças e adolescentes a gente tem o espaço da escola, que é o espaço formal de aprendizagem para esse público, e aí eu vou até ampliar, viu, Mariana, não é só para 60 mais, é pro público que tá fora da escola, que não é nativo digital, que não sabe, não tem a mesma facilidade do acesso das ferramentas, não teve uma educação digital, ele precisa ser alvo da inteligência eh da da educação midiática, justamente para poder prepará-lo para eh eh a complexidade que virá com a inteligência artificial, por exemplo. >> Última pergunta. Eh eh Patrícia, infelizmente nosso tempo tá acabando.
Eu vou fazer muito rápido, você precisa vir mais vezes. Virei com prazer >> que é eleição. Como é que você tá enxergando isso nesse [música] ambiente de desinformação e inteligência artificial e tudo mais?
Vai ser um desafio imenso o ano que vem. E a única e o o que eu coloco como sendo necessário para nós é questione a informação, não acredite em tudo que você [música] vê, vá buscar fontes confiáveis de informação e o jornalismo profissional é uma fonte extremamente confiável e que [música] a gente precisa valorizar cada vez mais. >> Muito bem, Patrícia, muitíssimo obrigado pela sua vinda aqui.
Venha mais vezes. Tá aí o convite feito. >> Muito obrigado.
Virei com prazer. Obrigado. >> Obrigado, Mariana.
CB poder ficar por aqui hoje. Muito obrigado pela sua companhia. Até a próxima.