G1 Oi bom dia turma hoje estamos aqui para falar do livro O fio das missangas de Mia Couto in e o nosso grupo tem por integrante eu ali Cordeiro José R Maria de Fátima e a Leila e Rafaela E aí Oi Oi gente meu nome é Aline e hoje eu vou fazer uma breve introdução sobre o livro O fio das missangas vou falar um pouco sobre o autor sobre o livro e sobre o motivo que nos fez escolher o livro o livro fio das missangas foi escrito por Mia Couto em 2003 e é uma obra
de ficção que contem quantos curtos nesses contos nós vamos ter como personagens em sua maioria mulheres que sofreram pela perda de alguém ou pela perda de tempo delas com alguma coisa ou com alguém por um tempo muito longo e ela acabaram esquecendo de viver a própria vida e quando elas pararam para pensar nisso o tempo já tinha passado e as não tinha mais como voltar atrás Então essas histórias ficcionais vão tratar da supremacia e da opressão machista Olá mulheres sofreram e que infelizmente elas ainda sofrem Mia Couto é um pseudônimo para Antônio Emílio Leite Couto
que é um escritor poeta e jornalista que nasceu na cidade de Beira em Moçambique na África no dia cinco de julho de 1955 o seu pai que se chama Fernando Couto é emigrante português e também é jornalista e poeta quando minha corpo tinha 14 anos Ele publicou os seus primeiros poemas no jornal Notícias da Beira então depois disso ele tentou cursar Medicina mas depois de três anos ele desistiu em 1983 Mia Couto publicou o seu primeiro livro de poemas que tinha como título raiz de orvalho e após três anos ele deixou de ser jornalista para
poder se e a curso de biologia para fazer uma especialização em Ecologia em 1992 o Mia Couto Ele publicou o seu primeiro livro de romance que tinha como título Terra sonâmbula e Esse livro foi escrito em prosa poética no mais o Mia Couto de ovo muitos prêmios internacionais e nacionais que dentre eles nós podemos destacar o prêmio União Latina de literaturas românticas no ano de 2007 e os prémios Camões de 2013 e o livro fio das missangas vai dar voz às mulheres que estão condenadas ao esquecimento no nos contos que vão ser tratados e nós
vamos ter situações que aconteceram com elas em que elas são protagonistas ou narradores dos Contos ou até mesmo assim ambas as coisas né então nós daremos personagens centrais com Profundas reflexões humanas e nos contos nós vamos ter personagem de todo jeito nós vamos ter personagem de luto sofrendo por amor se perderam nós vamos ter mulheres abandonadas que sofre violência doméstica e esse livro é um livro excepcional mas nele nós temos narrativas verdadeiras tipo a gente vê muito violência doméstica passando nos jornais todo dia ou a gente sabe de violência doméstica que as pessoas que as
mulheres no caso não denunciam por medo então é isso e sobre a capa do livro Ela tem uma imagem que fora de contexto a gente não não tem significado nenhum para a gente né porque a gente tem na capa o que parecer um cordão com alguns enfeites e nós podemos relacionar isso é como se o cordão fosse um fio e os enfeites são as miçangas no caso o fio é o livro e as miçangas aos 29 pontos e e a gente escolheu É essa obra né o fio das missangas foi porque assim a gente não
tinha tido contato com nenhuma obra de Mia Couto Então essa foi a oportunidade que a gente achou para conhecer melhor as obras dele a gente eu tinha ouvido falar sobre o meu corpo mas não não tinha lido nenhuma obra dele então quando a gente abriu-se a primeira página né que tem lá o primeiro. As três irmãs a gente já despertou nosso interesse para continuar a leitura Que por sinal foi muito proveitosa no primeiro conto a gente já percebeu que o livro te amo muito para isso na pra gente e que a gente não ia se
decepcionar com a leitura e realmente foi surpreendente e e ao falar com o dia do espaço do livro nós percebemos que o espaço ele tem particularidades que fazem com que o espaço ficcional seja moça brincando não tão somente nos referentes ao espaço físico mas também ao lugar social dos personagens que são subjetivos a eles então em cada conto nós vemos que o autor insere o espaço moça brincando de forma diferente porque essa é a gente pode ser forma real ou de forma fantástica e Através disso a gente vai perceber a sensibilidade do autor Então os
contos são todos diferentes com personagens variados mais alguns deles têm fatos em comum que no caso é a mulher como parte mais Central que sofre por conta do machismo e também foi acreditar que ela necessita de uma figura masculina para lhe dizer o que fazer e viver em função dele e em relação a imagem que a gente escolheu nós temos a figura de dois homens e uma mulher e como vocês podem perceber os homens aparecem favorecidos porque ele eles têm à sua disposição os degraus para chegar em Aonde eles querem aí você já vê isso
como uma oportunidade né porque os homens tem mais oportunidade do que as mulheres e como vocês podem ver na imagem a mulher aparece aí desfavorecido e abaixo deles então Nós escolhemos assim mais porque ela representa a desigualdade que existe entre homens e mulheres e essa desigualdade não acontece somente no trabalho mas ela também acontece em outras esferas da sociedade então no caso do livro a todo momento a mulher aparece dependente de um homem É porque ela precisa dele para não se sentir sozinha ou então ela precisa dele e passa sustentada né Então essa imagem de
sexo frágil que a mulher tem um sexo pra gente precisa ser desconstruído é um processo que já começou mas que realmente é requer mais empenho né então a gente desde pequena a gente aprende que a mulher que é dona de casa ela não trabalha mas na verdade ela trabalha e às vezes muito mais que uma pessoa que trabalha fora de casa Porque pelos outros o trabalho só é visto sendo trabalho se ele for feito fora de casa e for remunerado no caso A mulher que trabalha em casa que a dona de casa ela não recebe
nenhum dinheiro pelo pelo trabalho que ela faz em casa então por isso que é visto como não sente o trabalho então para dar certo esse processo de desconstrução o mesmo tem que começar dentro de casa e não fazendo a sua parte de forma operativo que pode ser que um dia no futuro o nosso descontentamento sobre isso não passa pela memória ruim que aconteceu há muito tempo atrás e que hoje não passa de uma mera lembrança e é isso o Olá meu nome é Nei Rafaela e eu quero dar continuidade Análise do livro O fio das
missangas do escritor moçambicano Mia Couto e é com os personagens e nós sabemos que eu sou narrativa é composta essa obra é composta de 29 narrativas Breves só que nesta análise que nós estamos fazendo essa parte dos personagens nós vamos enfatizar apenas os cinco primeiros contos ou seja nós vamos analisar nós vamos conhecer ver apenas os primeiros os personagens os primeiros cinco pontos é porque se a gente fosse considerar a riqueza do livro de cada conto do livro nós teríamos conteúdo para escrever outro livro A respeito dessa riqueza e logo de início a gente tem
o Conta as três irmãs que é o conto de abertura do livro e ele parece um conto de fadas pelo avesso muitos o chamam ele de conta de fadas pelo avesso porque o leitor ele tem uma expectativa iniciar a leitura mas em determinado momento aquela expectativa vai ser quebrada vai ser rompida e é um trecho narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente só que esse narrador onisciente mesmo sendo onisciente que eu estou falando ele não invadir a mente das personagens a psicologia das personagens E aí nessa narrativa nós conhecemos três irmãs Gil da flor
nela e Evelina elas são três jovens que ela se mudam com o pai nome dele é rosaldo para um lugar isolado longe do contato do convívio social isso acontece depois que a mãe delas morre aí ela se muda para o lugar isolado e cada uma vai fazer o que sabe fazer Gilda sabia queimar Então ela pega o dicionário e vai para o Jardim e lá ela passa o tempo rimando Rema tudo e Flor nela como saber cozinha ela vai passar o tempo na cozinha tanto cozinhando como é criando pratos javelina sabe abordarem se ela vai
passar o tempo bordando em rosaldo ele encontrava nas ilhas a resposta para todas as suas perguntas por quê Porque ele tinha elas no mundo deles em contato com outras pessoas e tirar as é para ele uma bordando outra rimando outra cozinhando elas viviam no mundo dele e isso era perfeito para rosaldo é só que um dia surge um jovem que esse jovem ele vai quebrar toda a expectativa que a gente tem até agora de três jovens G de um pai cuidadoso de um pai até ciumento a gente a gente vai ter essa quebra de expectativa
Quando surge Esse rapaz ele vai passar por aquele lugar ele vai tirar o foco das Moças E aí a gente pensa que até pode começar um romance proibido entre ele e uma das moças mas não acontece algo de diferente o romance que acontece na verdade é entre rosaldo e esse rapaz ou seja o pai das moças e esse rapaz a gente tem a expectativa de que o romance será entre uma das moças e um rapaz mas não vai ser entre o pai das bolsas um dia à noite rosaldo ele vai ver o o rapaz as
moças o seguem e quando acontece isso ele está diante do rapaz ele só disse que ele fique longe das filhas dele e ele eles acabam se beijando Então ela quebra de expectativa é porque a gente está acostumado com o romance entre homem e mulher só quer que a gente vai estar inscreve quebra de expectativa quando nós temos dois homens a se beijar é bem o segundo. É o homem Cadente lê narrado também primeira pessoa e o personagem o primeiro personagem que a gente ver o próprio narrador que ele participa ele participa ativamente da história ele
se destaca mas não é protagonista e José José Antunes Marques Neto é o homem que cai do prédio também podemos ver a terceira personagem que é uma moça que chorava e alcinha dava do personagem revela que tudo tudo no a história o homem Cadente que fala do homem caindo como se pudesse mexer caindo porque quem cai cai mesmo não existe caindo Oh e vamos ver esse homem Cadente ver a moça que chorava e ver o narrador-personagem só que o homem na verdade não caiu todo não passou de um engano de um sonho Como disse narrador-personagem
no final do conto o terceiro. É o sexto e é nele a gente vê que eu narrado é uma mulher e ela vive a rotina de atender o marido que está em coma no hospital e ela tem os pés e os olhos e as palavras presas a ele é a questão da mulher inteiramente submissa ao marido E aí ela vai deixar cair sobre a escrita as palavras que ela não fala E aí ela se interessa pela escrita Se olha no espelho e larga o sexto que ela sempre levava ao hospital quando ele está o marido
dela Largo sexto e passa a desejar a morte do marido só que a gente vê uma coisa muito interessante aí quando isso acontece quando o marido morre ela já não sabe ser aquilo mesmo que ela desejava E é porque ela já tá acostumada a ser submissa a ser completamente do marido viver para o marido aí ela até Diz para ela mesmo que tomara que ela não se lembre de levar dia hospital de levar o sexto ao hospital porque o marido não está mais lá tá tão acostumada a ser submissa a ele que ela não sabe
nem se vai é aceitar que ele morreu entender que ele morreu e talvez continue a fazer as mesmas as mesmas coisas que fazia quando ele estava vivo o hino da ação é o quarto conto e não tá são o quarto conto do livro que a gente está analisando nele a gente vê uma mulher e prontos e o marido que abandonou ela por isso ela chora e a gente vê também como personagens as crianças que assistem toda toda a mãe depois que é abandonada pelo marido e não tem mais sentido na vida e nessa narrativa o
narrador é um narrador-personagem e ele é um dos filhos que acompanha a dor da mãe após a partida do pai então um dos filhos é o narrador personagem da história inundação do conto inundação Oi e o o quinto conto a sair amarrotada o narrador também uma mulher ela criada pelo pai pega o tio o narrador a mulher o preço primeiro personagem e ela criada pelo pai pelo tio educada como um alarme a pouco primeiro conto que a gente viu as três irmãs educada para atender aos desejos dos homens da família para cuidar deles quando eles
tiverem velhos e a personagem ela tenta suicídio se incendiando mas só que os irmãos também personagens a impedem de fazer isso é trata-se de um almoço a prime dessa personagem almoço é oprimida uma vida dedicada apenas as vontades alheias Olha isso e bem há muitas coisas para gente falar personagens para a gente analisar Mas como eu já disse se a gente for analisar um por um do os 29 pontos do do fio das missangas de Mia Couto se a gente for analisar um por um dos personagens a gente vai escrever outro livro Ah e por
isso eu apresento a vocês nós apresentamos apenas esses os cinco primeiros os personagens dos cinco primeiros contos e são esses e é muito rico livro muito bom os personagens são maravilhosos e só temos muito a conhecer o Olá pessoal tudo bem com vocês eu me chamo José ano e eu darei prosseguimento à atividade falando sobre a narrativa que compõem o fio das missangas do Mia Couto é bastante complicado tentar traçar uma narrativa ou tentar de alimentar a narrativa da obra em questão porque o fio das missangas na realidade se trata de um compêndio de conto
ou Mais especificamente de 29 pontos ou seja 29 histórias 29 narrativas então é bastante complexo tentar falar sobre a narrativa enquanto que na realidade existem as narrativas né Ah mas de modo geral eu tentei aqui trazer algumas dessas obras só para vocês sentirem mais digamos assim um gostinho da e da obra e também vou falar sobre algumas questões elaboradas traçadas faladas e muitas vezes notificadas pelo minha conta bem o livro se inicia com o conto as três irmãs que trata de uma história que se passa no ambiente familiar constituído por um pai que é extremamente
protecionista bem austero bem mesmo rígido e além dele outra três personagens que são as suas filhas chamado Marias né é e essas meninas são ensinadas né são criadas num ambiente como eu já falei bastante e como se pode imaginar austero bem rígido e também no estado completo de isolamento quase que elas são exclusivas dos seus do seu pai bem essas três marias que são atribuídas são designadas na obra a partir das suas atribuições uma chamada de Ribeira né que faz rimas outros outra chamada de recentes ista que trabalhava na cozinha e a outra de bordadeira
quer fazer roupas e elas não tem é um qualquer encontro ou digamos vivência com sentimento além do Tédio e da monotonia familiar E daí e daí de 10 educativa do seu pai né até que um belo dia um rapaz uma em Formoso aparece Oi e aí esse rapaz vai mudar digamos assim a vida de seus habitantes nesta casa né é bastante interessante esse personagem ele não tem um nome não só é designado assim como rapaz bastante Formoso mas é bastante interessante porque E se a gente for parar para pensar esse conto nos remete muito aos
contos de fadas né Aos contos fantásticos Onde existe as crianças As Mocinhas existe o vilão que normalmente a a madrasta e aqui é o pai ah e tem um o príncipe encantado né que chega para resgatar para salvar essa menina ou essa princesa ou enfim a figura feminina só que quem já leu esse conto e quem vai vir ainda Vais ter uma grata surpresa uma grande surpresa no final o que eu conto Aqui termina de uma maneira totalmente inesperada e o minha Couto ele traça a partir de uma narrativa desligamos tradicionalista né do tradição é
ele traça discussões que estão lá no final do conto que eu não vou falar aqui esse não escolhe e ele vai trazer assuntos pertinentes à atualidade né E aí quem é quem vai ser salvo nessa história né quem que vai conseguir ficar com esse homem Formoso né e sim Leia uma história vocês vão descobrir bom nesse primeiro culto já dá para perceber aqui algumas discussões a primeira dela Claro e para quem já leu o texto vai saber qual é no final né esse essa quebra e do conto tradicional parece com tu atual né com temas
atuais e nós temos também a discussão da estrutura familiar em que o pai tem a figura de poder acima dos outros componentes familiares certo então já a primeira discussão abordada aí em um dos seus contos trata-se da estrutura familiar EA hierarquia de poder que existe dentro dela bom além dessa discussão outras surgem mais claro é mais uma que chama bastante a atenção é a história contida no conto os olhos dos mortos que é narrado em primeira pessoa certo a narradora é uma mulher e ela vai contar sobre a sua vida matrimonial que é caracterizada pela
submissão pela rejeição e pela violência tanto física quanto psicológica e o ponto de virada para ela vai estar voz se acontecer no dia em que acidentalmente ela quebra o porta-retratos do marido dela e ela vai ser espancada por ele mais uma vez é e ela resolve digamos assim se vingar né a resolve matar esse marido com os cacos de vidro do porta-retratos e uma coisa é interessante aqui esse esse conto nós vai falar justamente sobre a libertação né da mulher para a gente a submissão a sugestão minha violência doméstica e o fato é que essa
mulher também está grávida e ela tenta alertar a esse agressor ou só que ele não atende não acredita e acaba Ela acabou também perdendo o bebê bom com vocês já perceberam alguns temas são fortes né durante as histórias das narrativas que compõem a obra a violência doméstica é abordado também Outros Contos e Outros Contos perdão como a saída a sair amarrotada é onde lá fortemente é narrada a violência psicológica né de uma filha que ela tem abusada sexualmente pelo pai mais uma vez a figura paterna e as estruturas familiares né e hierárquica de poder é
retratado na obra do minha conto bom percebes até aqui uma constante abordagem Claro relacionada às questões da mulher perante a sociedade pois mesmo quando elas não estão à frente da história sua presença é colocada à prova o caro leitor a imagem de deslocamento e submissão mas também sem deixar o olhar da superação né como eu já falei aquela aquela personagem ela se vinga né do seu marido e mata né então ela liberta se né ela sai desse espírito de submissão bom como deves imaginar muitas outras narrativas permeia o fim das o fio das missangas perdão
que não poderão ser abordadas com Total profundidade como eu já falei é quase impossível aborda a todos esses temas aqui não há entretanto Vale mencionar ainda alguns assuntos que compõem a obra como os valores morais aspectos dogmáticos da religião colonizadora a cultura da desvalorização a arte é a vida marginalizada e a ação policial sobre quem vive na rua e muitas outras histórias e discussões que o autor vai fiando e Tecendo o melhor a crescendo as miçangas desse brilhante fio perguntam basicamente são esses assuntos tratados pelo Mia Couto na obra o fio das missangas Oi Oi
me chamo Fátima Alves e agora irei dar continuidade à nossa apresentação só para finalizar mesmo o livro fio da miçanga de autoria de Mia Couto é uma obra maravilhosa e gostosa de se ler e apesar de usar o português de Moçambique é um livro que aborda a falta de extrema necessidade de serem debatidos como a violência doméstica tanto física e psicológica que algumas personagens sofrem aborda também a mulher como sendo ser Submisso ao homem aspectos dogmáticos da religião colonizador e entre outras que Couto no seu escrito ficcional trabalha todas as suas pautas são de grande
importância pois persistem na sociedade atual o fio da miçanga é um livro com vários contos cada um com suas características próprias é uma obra que prende o leitor que leva o mesmo a imaginar a cada cena narrada é um livro que em alguns pontos surpreende o leitor é uma obra que vale a pena vale muito a pena ler pô o sendo ficcional trabalho com situações presentes na atualidade e que comove o leitor obrigada