e aí e aí e aí e aí e quando o mal vem o peito se torna estreito e aquele reconhecível cheiro de poeira molhada naquela coisa que antes se chamava almas e agora não é chamada nada ea falta de esperança na esperança e conformar-se sem ser resignar e não se confessar a si próprio porque nem se tem mais o que ou se tem e não se pode o que as palavras não viriam a não ser o que realmente se é e não se sabe o que realmente é só se sabe que não se está sendo
então vem o desamparo de se estar vivo tô falando de angústia mesmo do mal porque alguma angústia faz parte o que é vivo por ser vivo e contrário neste ano especialmente em que fomos surpreendidos por uma forte ameaça à vida de todos nós afloraram sentimentos das mais diversas ordens que mexeram conosco e segue nos afetando profundamente esse café filosófico é sobre isso sobre como está nossa vida psíquica em tempos de convite e quais seriam os seus possíveis remédios eu vou começar com uma metáfora e dizem que existem duas coisas que não podem ser olhados de
frente nem o sol nem a morte podem ser encarados diretamente pois bem acontece que nesses dias atuais que vivemos de pandemia estamos sendo obrigados a olhar diretamente para uma delas né e a gente ficou como perdido confuso sem saber direito para que lado vai vocês sabem que acreditar que informação valorizar sem saber como é que vai ser o amanhã sem saber como é que vai viver o hoje e quando a gente fica assim desse jeito que não me a gente dá para um estado desse de confusão de ansiedade de certeza crise não então esse é
a primeira ideias para a gente compreender os transtornos mentais associados a pandemia é ter noção dessa do que é exatamente uma crise o que acontece é o seguinte existe um evento externo que desarruma vida então se você quiser um sinônimo para crise é vida desarrumada certo e diante desta desarrumação diante deste evento algumas pessoas mas não todas reagem com uma desarrumação interna uma crise psicológica tanto aqui querendo fazer a diferença primeiro entre uma situação de crise que é um evento e uma um estado psicológico de crise que é uma vivência e essa distinção vale muito
a pena de ser feita só porque porque tem pessoas que diante do mesmo terremoto alguma se abalar um pouco e outras entram em colapso é porque as pessoas reagem diferente ao mesmo evento externo a proposta que a gente fale do que que a gente sente essa sensação que a gente tá meio perdido na eu acho que são o verdadeiro né aquela sensação de nós estamos sem lenço sem documento sem remédio sem vacina mas com a cabeça cheia a vivência psicológica que a gente tem nós estamos tomados tomado por uma angústia por uma ansiedade você percebeu
que com essa história da quarentena que no começo talvez você tenha pensado assim é bom eu vou aproveitar esse tempo vou pôr em dia minhas leituras vou terminar de escrever meu trabalho meu livro a maioria das pessoas não conseguiu e não conseguiu porque na verdade a quarentena não é um tempo livre é um tempo tomado tomado por pensamento por preocupação por angústia lá mais uma força bastante forte que está nos movendo é a ideia do cuidado né estamos tomados por uma onda de cuidados todos nós cuidar de mim cuidar da minha saúde cuidar da minha
família dos meus amigos percebeu que quando você liga para alguém mesmo para falar de trabalho antes do tema do trabalho você fala assim quando você vai deixar uma mensagem ligamos não é fácil olha espero que esteja tudo bem com você bom e com sua família agora vamos falar então estamos tomados por este movimento cuidadoso né que é preocupado cuidadoso esse cuidado ele tem uma característica as duas aliás é e ele é um cuidado passageiro provavelmente e ele é um cuidado do medo esse é um pouco diferente do cuidado do amor e a gente sabe que
o medo é um é um ótimo alarme é um ótimo vigia na ele nos avisa da existência de um problema mas convenhamos o medo é um professor muito fraco né o medo nos ajuda a ver a existência do problema se for para entender o significado do problema só para entender como as coisas funcionam eu acho que a tristeza é um pouco melhor sabe não tô falando de depressão que aí a gente não entende nada mesmo né tô falando da tristeza daqueles momentos de reflexão diante das coisas que perdemos então o medo nos faz ver o
problema mas quem nos e nos faz compreender as relações os significados daquele problema é a tristeza e o medo gente também não é um bom agente de mudança né a quem favorece a mudança não é o medo é a raiva ea indignação né então assim o medo faz a gente ver o problema a tristeza faz a gente entender o problema e a raiva indignação nos ajuda a transformar o problema tudo que nós estamos falando neste momento estamos falando dentro da filosofia do momento do medo porque nós não estamos ainda na tristeza e nem tão pouco
na raiva nós estamos ainda na crise esse cuidado do medo essa filosofia do medo e se analisar a situação no momento como esse do medo nos protege nos faz sobreviver só é bom que a gente tem noção que estamos filosofando no meio da ventania e que isso pode afetar o pensamento para que lado a gente pensa as coisas né então essa é a primeira força que nos move do ponto de vista da subjetividade né essa força do cuidado a outra força que nos move e remove por dentro gente é a sensação que eu acho que
a melhor frase para isso é a seguinte em relação à pandemia e eu quero a minha vida de volta e eu acho que esse sensação que a gente tem de que eu eu quero a minha vida de volta à medida que passar esse primeiro momento digamos assim de alarme de susto de medo cada vez mais cada um de nós vai fazer muita força na verdade toda a força que a gente puder para voltar a nossa vida vida às vezes até que a gente reclamava né e a gente vai querer de volta os problemas não exatamente
os problemas a gente vai querer de volta a possibilidade de resolver o problema então eu penso que esses são os dois as duas forças que nos levam nesse momento a sensação de que eu quero a minha vida de volta e o cuidado isso do ponto de vista vamos ver assim e do sofrimento psíquico normal o sofrimento psíquico normal é aquela coisa que nos incomoda nos atormenta tá mas que a gente consegue levar a vida só que em algumas situações aquilo que nos atormenta trava nossa vida e aí a gente entra no campo do patológico então
agora vou gastar um pouco de tempo falando dos transtornos mentais associados à anemia tá bom o primeiro seguinte e o stress que a pandemia atrás ele pode ser é um gatilho para piorar um quadro psiquiátrico que já existia ou ele pode ser um desencadeante para iniciar um problema psicológico psiquiátrico que a pessoa não tinha então que nós temos visto que pacientes bipolares por exemplo estáveis fazendo tratamento tomando remédio começa agora de priming ou entrou na mania os remédios a mesma dose de remédio que funcionava antes não funciona agora tá certo que o bipolar é incerto
e variável por natureza aqui a pandemia está sendo apenas a bola da vez que desencadeia não temos visto esses essas piores nos quadros bipolares oi jovens que se cortavam esse que impliquem aquela coisa de ficar se cortando quando tem muita angústia que estava estáveis voltam a lidar com isso a recorrer a isso de novo pacientes uso de drogas que tava conseguindo se manter limpos voltam ao usado drogas né psicóticos que estavam estáveis voltam a ter surtos delírios e alucinações porque vivem uma situação estressante da pandemia então esse teria os transtornos mentais os problemas psiquiátricos que
já vinham pioradas pela convite pela pandemia da covilhã e não pela convida convida e não tem vamos ver assim a doença mesmo o vírus ele não têm exatamente o efeito cerebral até agora não vimos que piore os quadros psiquiátricos o que eu estou dizendo é que a situação de crise lembro daquela descrição fiz a situação de crise externa cria em certas emoções e estas emoções desequilibram os quadros psiquiátricos ou induzem mas agora quero falar dos transtornos causados pela pandemia eles existem e se você pensar é assim a ansiedade é a cara psicopatológica da pandemia né
a ansiedade todo mundo sabe o que é então eu vou gastar um pouco de tempo falando dos transtornos de ansiedade a ansiedade todos sabemos o que é ansiedade normal digamos assim todos sabemos é por que sentimos é mas se eu pedir para você pensar aí defina ansiedade e você vai ver que as coisas ficam mais complicadas porque a cidade é uma palavra ônibus cabe um monte de coisa dentro dela cabe meio do cabra agitação cada em tentação cada sintoma físico cadê preocupação né então para nossa conversa aqui para ficar estabelecido entendam quando eu falar de
ansiedade que estou usando no seguinte sentido é uma vivência o emocional do universo do medo direcionada ao futuro com sintomas físicos psíquicos e comportamentais já depressão por exemplo seria do universo da tristeza né ó e além disso do seu a vivência emocional do universo do medo ela é direcionado ao futuro isso é valiosíssimo essa ideia porque o melhor remédio para ansiedade é a gente conseguir ficar no aqui agora né uma coisa que a gente quase não é muito difícil de conseguir mas este é o melhor remédio você fica no presente no aqui agora não ansiedade
ansiedade é esse espaço entre o aqui e o daqui a pouco então toda fininha ansiedade com isso e pedindo para que você aceite que usa ansiedade e angústia como se fosse a mesma coisa elas não são mas a distinção é tão sutil que não vale a pena de tentar fazer vamos usar a palavra angústia e ansiedade como se fossem a mesma coisa e quando precisar fazer essa distinção é mais fina tipo sintonia fina eu vou eu vou mencionar tá bom mas aqui vamos falar dos transtornos de ansiedade não da ansiedade normal a ansiedade ela se
manifesta em dois tipos mais no corpo ou mais na cabeça né no corpo ela vem em forma de crise como se fosse um ataque é uma ansiedade aguda e no corpo então assim pessoa tá bem e aí do nada sem nenhuma situação começa dispara o coração a boca treme hummm hummm hummm bidu no ouvido um frio na barriga uma sensação no peito estou sufocado não consigo respirar e vem um pensamento que eu estou morrendo não é que eu vou pegar a cozinha de bom estou morrendo agora estou tendo um ataque ou seja ansiedade tipo pânico
ela é aguda e com predomínio de sintomas físicos bem como um ataque dura de 20 a 30 minutos a ansiedade tipo pânico passa depois dos 30 minutos ou lá terminar lá no pronto-socorro que depois de alguns exames naquela famosa frase do plantonista olha você não tem nada mas eu acho que você devia procurar um psicólogo o tipo 2 essa cidade é quando predomina os pensamentos então ansiedade com preocupação começa com cuidado depois eu fico preocupado depois uma ruminação que a gente vai chamar de tag transtorno de ansiedade generalizada que ela é leve mas ela é
constante característica de quase de personalidade algumas pessoas se é muito teu lado bom né do time entre aspas são pessoas prevenidas cuidadosas mas a gente só chama de tarde quando vira preocupação patológica sabe como é que a gente faz diagnóstico de tarde você fala assim pra pessoa olho se você pudesse se você queria ser um pouco menos preocupado aí a gente sabe sentar que se a pessoa reage a sinta-se sim claro é no rosto que ela mostra que já não aguenta mais que está cansada que pensa demais porque a característica do tag essa ideia de
que a cabeça não para quer saber porque estou cansado cada vez que começa a pensar ninguém tudo de vez e eu não penso mais nada quer saber como é que eu peço quer saber porque eu estou cansado cada vez que começa a pensar me vem tudo de vez eu não penso mais nada eu vou pensar no assunto certo o assunto que eu escolhi claro então eu faço força força força e olha o que acontece pode anta ter cabeça latejante que quer para cabeça para assim você me enlouquece não cansa você a minha cabeça ajude tem
que ser tudo tudo tudo com calma não se exalte nunca tive até um possuída nunca você é danada é mágica com senta reflete inverte um pouco raciocínio nem que deu no mesmo ponto enfim você é livre é livre mas não de mim no próximo bloco que que decide se o paciente tem o sofrimento suficiente para tomar remédio ou se ele não está funcionando direito para tomar remédio o paciente o médico a família a sociedade [Música] e de uma maneira ou de outra a pandemia que atravessamos trouxe estresse para todos muitas vezes uma situação como esta
pode ser um gatilho para piorar um quadro psiquiátrico que a pessoa já tinha ou pode sim cadeado problema psicológico que a pessoa não tinha são transtornos mentais de várias ordens pânico toc tag mas em alguns casos o isolamento imposto pela pandemia parece um tecido tão diferente daquele que a pessoa já vivia quero falar de outros transtornos de ansiedade que são também muito comuns vamos começar por um que a pandemia ajudou quer dizer deixa eu me explicar direito mas existe um transtorno de ansiedade que os pacientes que sofrem desse problema fala assim com ela para mim
não mudou muito até ajudou e consegue imaginar o que existe alguma coisa que a pandemia tem ajudado pois é o fóbico social o tímido aquela pessoa que tem muita dificuldade de se relacionar diretamente então ele foi para o mundo virtual todos fomos então para ele tá muito mais seguro os fóbicos sociais os tímidos patológico fobia social e timidez patológica eles lidam bem com a comunicação virtual para o telefone na pelos pelas redes sociais o que eles não lidam com a presença com olho no olho então para essas pessoas e eu tenho um paciente falou assim
para mim errado trocando agora tá no meu mundo tá todo mundo como eu e um outro que esse é mais difícil de explicar é o transtorno de ansiedade mais desconhecido muita gente que nunca ouviu falar quer ver agora a fobia se você já ouviu falar agora fabi é difícil até da gente explicar agora fabi o seguinte é um medo vago que a pessoa não sabe explicar direito de sair de casa ou de estarem certas situações é muito estranho é muito esquisito porque a própria pessoa não reconhece não é como pânico ou como tarde que tem
o paga na preocupação o pânico uma crise de sintomas físicos é um negócio a sensação ruim ea pessoa começa a sair de casa tem vontade de ficar em casa e se você pergunta para ela ela não sabe explicar nem para ela então são pessoas que ficou muito desmoralizados porque senão passa como frescura então a gente defina agora a fobia como essa dificuldade de sair de casa ou de estarem certas situações onde ela possa passar mal todas as a pessoa tem uma crise de pânico e ficou boa das crises é mas ela tem medo de ficar
no cinema no estádio no cinema no estádio porque vai ser difícil sair para conseguir ajuda tá bom na pandemia o que que nós estamos assistindo é muito o piorou muito tarde esse da cabeça que não para né piorou muito também crises de pânico e para esses dois assim é mais um comentário né para agorafobia e para fobia social se as pessoas estão em casa fala para elas não afetou tanto o que é um perigo se o mundo ficasse assim eu digo perigo porque ela se acomodar em um diante da doença né oi e o hipocondríaco
talvez esteja a pensar essas pessoas que já são preocupadas com medo da doença então quando agora que tem mesmo a doença vai ferrar tudo não é mais ou menos existem dois tipos de hipocondríaco tem uns que realmente não conseguem sair de casa choram vá alguns hipocondríaco agora que o convite está aí que é uma ameaça real e tem aqueles hipocondríacos que quando ameaça real eles ficam bem olha que incrível se a ameaça é imaginária eles tavam medo da doença mas quando de fato eles adoecem não é só agora no convite alguns hipocondríacos acaba adoecendo desenvolve
câncer problema cardíaco e alguns lidam bem quando o problema é real e o que significa e a gente não sabe direito mas significa que são processos diferentes tá certo que este paciente que lhe que quando a doença real acontece ele lida bem né e aquele paciente que também com doença mental que ela acontece ele fica apavorado na verdade o hipocondríaco ele lida mal com seu corpo é assim se ele sente uma taquicardia é normal em você em mim se sobe uma escada se joga futebol o cérebro dele entende que é uma ameaça bom então nós
temos no caso do hipocondríaco essas duas variações e tenho que comentar ainda o toque né porque olha aqui e como a gente diferencia uma pessoa que tem toque de quem agora ficou obcecado com os rituais de limpeza de lavar a mão e não tocarem sujeira esse é um bom tema não é será que isso é toca no olha o que a gente pode diferenciar o seguinte geralmente quem tem toc tem toque com várias coisas então a pessoa que nunca foi muito ligada nesses rituais mas agora está obcecada por eles talvez não tenha toque não seja
uma reação de diante da cor verde mesmo no máximo soc olha como nós ficar atrás somos e cuidamos das palavras também né só que é sintomas obsessivos-compulsivos não chega a ser toque que é transtorno obsessivo-compulsivo lá e o toque geralmente a pessoa que tem o que tem toque ela gasta mais tempo com o ritual do que com o problema se os cuidados que a gente toma de limpeza de luvas de máscara de não tocar e ninguém ainda tiver ajudando isso não é toque não até aqui falei dos sintomas então vamos falar um pouco ver o
que que a gente pode fazer para ajudar as pessoas que estão padecendo desses transtornos ansiosos antes especialmente ansiosos ou que também sofrem é do que a gente chama de um sofrimento psíquico normal né é bom que pode ser feito e aí as pílulas e palavras esses são os dois remédios que a gente tem para trazer um pouco de paz para nossa cabeça porque se você pensasse saúde mental não é nada mais que isso a cabeça minimamente em paz para gente amar e trabalhar vou falar primeiro um pouco dos remédios e depois das palavras é sim
a psiquiatria tem remédios que ajudam as pessoas vou me referir especialmente aos transtornos de ansiedade temos remédios que interrompem a uma crise de pânico aborta uma crise temos remédios que evitam que a pessoa tem a crise então lembra que eu dividir a cidade em dois tipos aquela aguda com sintomas físicos que eu chamei de pânico e aquela mais crônica mas no pensamento que é o do tag já não paga os remédios não tão não funcionam tão bem né é mas mesmo assim eles ajudam diminuir um pouco desespero a pessoa vai continuar preocupada mas não vai
ficar desesperada os nossos remédios não funcionam para todo mundo faz funcionou por um bom número de pessoas e outra coisa eles podem não curar no não deixa zerado de sintoma mas deixa o sintoma no livro que a pessoa possa funcionar na vida trabalhar e amar e talvez você acha que esse é o que é muito pouco esse critério que eu tô falando tá o que ele é muito utilitarista né às vezes nós psiquiatras somos criticados pelo nosso pragmatismo é como se a gente ficasse tão preocupado em retirar o sintoma do paciente sem entender sem perceber
que aquele sintoma tem um significado para o sujeito né pode ser né algumas vezes a gente faz isso mas vou aqui falar uma coisa assim sincera para vocês nós médicos e vai explicar trás eu sou psiquiatra sobre psicanálise eu sou médico tá é só médico psicólogo suas duas coisas nós médicos no fundo nós temos orgulho do nosso pragmatismo viu é uma coisa que parece que está impregnada na gente é milenar essa ideia da medicina de fazer alguma coisa pelo paciente mesmo freud né tô aqui falando mesmo sódio que seria o outro polo dessa história de
descobrir o sentido e não derreterá sintomas é uma das das ideias de freud sobre alguém querer ser psicanalista ele dizia o seguinte que alguém que queira ser está na lista tem que ser capaz de fazer alguma coisa pelo paciente só frase dele tá escrito lá nos livros dos escritos técnicos é dito isto oi esses remédios talvez nós ficar na tenhamos que aprender a conversar um pouco mais é verdade mas olha eu não acho que psiquiatra deva ser necessariamente psicoterapeuta não acho que o psiquiatra até que ser psicanalista nós sabemos então eu falei que somos movidos
para retirar estes sintomas dos pacientes e embora nós sabemos que no fundo aí é o meu lado psicanalista ninguém salva ninguém a gente não faz nada ninguém salva o outro outro aqui tem que descobrir tem que inventar uma saída para ele tá mas nossa então eu acho que não dá para reduzir você quer atrás não tem que virar psicanalistas e nem os psicanalistas tem que ser completamente a favor de remédio quem é que decide se o paciente tem o sofrimento suficiente para tomar remédio ou se ele não está funcionando direito para tomar remédio o paciente
o médico a família a sociedade essa é uma resposta que tem que ser dada caso a caso tá mas queria deixar registrado aqui essa ideia de que eu não sou a favor é o melhor do que eu sou a favor de uma certa tensão mantida acho que tudo bem tem uma certa tensão entre a pílula e a palavra esse a psiquiatria psicanálise é uma tensão criativa pela tristeza a gente compreende muitas coisas da vida então às vezes no momento de tristeza ele é no oportunidade de autoconhecimento de transformação e de crescimento então se o pragmatismo
é muito forte vai lá e tira essa tristeza através de um antidepressivo sim ele está prejudicando ou tratamento mas eu quero dizer que o contrário também existe se você deixa uma pessoa ficar muito tempo no sofrimento que de tristeza já tá virando depressão de que ao invés de a tristeza ser um professor tá deixando ela paralisada isto também não seria bom os psiquiatras diante de uma tristeza muito forte quer dar o remédio para tirar ok podemos até ser um pouco afoito isso e os terapeutas vamos dizer assim né os psicanalistas em geral digamos poderiam pensar
se não vamos dar oportunidade para essa pessoa de aprender pelo sofrimento se você acha que eu sofrimento ensina é claro que ensina né o sofrimento ensina isto é claro quando não lembro dessa criatura então o difícil da nossa prática seja psiquiatra psicanalista saber se aquele tanto de sofrimento que está no sujeito a nossa frente vai ser uma oportunidade de crescimento de autoconhecimento ou se aquilo vai virar uma oportunidade de frieza algumas pessoas que dizem assim que certas pessoas que sofreram muito e sobreviveram são perigosas porque elas sabem que sou que sobrevivem delas não são mais
tão manipuláveis e eu acho que sim isso tem muito a ver com o estresse pós-traumático né o que vai acontecer depois eu queria dizer o seguinte que a ansiedade e mantida durante muito tempo aponta para depressão mas existe um outra dimensão psicológica que queria aproveitar aqui para falar que é o desamparo existencial às vezes o trauma provoca na gente como a cor vídeo agora o o outras situações de crise provoca deixa a gente muito angustiado ah e não é só pela situação em si é por aquilo que a gente descobriu em certos traumas além de
machucar faz você ver alguma coisa e o que é que a gente vê em certas situações a gente vê que a vida é frágil a gente vê que a gente nunca esteve seguro no próximo bloco procura uma palavra que me salve pode ser uma palavra exherbo uma palavra diz com a palavra casa pode ser uma palavra dura sem carinho e e nem sempre o que anda passando pelas nossas cabeças nossos corações o que andamos a fingindo fica evidente até mesmo para nós nessa ventania que embaralha os nossos afetos e nos angustia talvez a palavra possa
nos resgatar quando não resta mais nada a fazer ainda resta uma coisa a fazer falar falar falar falar até que angústia de lugar a palavra e para essa é uma frase de um psicanalista francês já que ela me leva falar falar falar até que a dor de lugar a palavra não é isso que fazemos quando morre alguém desde o velório ficamos lá conversando entre a gente falando da pessoa não é isso que fazemos quando tem uma catástrofe falamos contamos a verdade você não está informando nesse informando você está usando a palavra para ver se com
isso você gasta angústia tá então sim a palavra é um remédio problemas a gente resolve angústia a gente dissolve dissolve no que as palavras procura uma palavra que me salve pode ser uma palavra verbo uma palavra vespa uma palavra casta pode ser uma palavra dura sem carinho eu imploro pelos verbos que tanto miley e reconsidere uma posição em relação aos adjetivos eu penso enquanto a fadiga me dava o excesso de frases desalinhados e meu ouvido preciso de uma palavra letra grifada grafia no papel uma palavra como um porto um lar comprado um campo minado um
contorno carrossel cavalo pente quebrado véu mariscos muralhas manivelas navalhas eu preciso discar celso letrado preciso daquilo que havia negado e mesmo tendo medo de algumas palavras preciso da palavra medo como preciso da palavra morte que é uma palavra triste em toda a palavra deve ser anunciada e o vida nunca mais o desprezo por coisas malditas toda a palavra é bendita e bem-vindo trabalho clínico consiste em ajudar as pessoas a recuperar a magia das palavras freud 1914 tá porque não é uma palavra qualquer que tem o poder de ser remédio ligamos tá embora todas as palavras
têm o poder de aliviar um pouco a angústia a palavra pode ser usada ao vivo em casa com seu companheiro com sua família tá mas tem uma coisa que esta crise essa pandemia diferente de todas as outras o que é o fato de estamos passando por uma pandemia nos comunicando como nunca antes não é da gripe espanhola se você quiser pegar o exemplo né não tinha esse nível de comunicação então o que torna essa pandemia diferente na minha opinião é apenas isto que é uma pandemia em tempo real você fala se está isolado fisicamente mas
você não está sem comunicação então perceba como temos usado a palavra para aliviar nossa angústia historicamente a gente sabe que olha que interessante isso toda vez que o mundo passou por uma grande crise durante essa crise houve um aumento das vendas de jornais e livros só que no momento como o papel tá se tornando obsoleto né em vez de aumentar a venda de livros e de jornais o que aconteceu aumentou a nossa comunicação virtual não é então essa também é um jeito de a gente usar a palavra e as lives como essa que estamos fazendo
fazemos isso para comunicar mas entenda que fazemos isso também para nos cuidar que eu quero mostrar que a palavra tem uma penetração universal universal não é a boa palavra uma penetração global no nosso mundo como forma de como disse de diluir angústia né mas veja que existem algumas pessoas que se especializam nesse trabalho pela palavra quem são essas pessoas os psicoterapeutas e vá os trabalhadores da palavra jornalistas também trabalham pela palavra mas o jornalistas trabalham oferecendo a palavra falando nós vamos incluir aqui no outro grupo dos clínicos dos psicoterapeutas trabalhamos ouvindo a palavra né o
freud demonstrou que a magia da palavra está na palavra que é escutar e não a palavra falada mas na terapia dos terapeutas sabem que a palavra que cura que dilui angústia a palavra do paciente quando sustentada por quem escuta essa é a magia da palavra não é a magia de quem fala não é a magia da oratória não é a magia da hipnose não é a magia do conselho da orientação é a própria pessoa que quando fala e se lambuza com as palavras suas palavras e usa essas palavras ou com essas palavras atravessa angústia e
esses terapeutas como estão vale aqui um comentário e na pandemia nós temos assistido uma certa mudança na realidade dos psicólogos e psicanalistas e são duas situações que eu acho que são desafiadoras para os psicólogos uma é o sete virtual né que nós sempre valorizamos muito o contato encontro físico né a presença né é mas agora estamos atendendo virtualmente ah tá bom e o outro é o fato de estarmos no mesmo barco do paciente então vejamos atender virtual e logo logo a gente se acostuma mas tem uma questão e como é chorar de máscara por exemplo
e como é fazer aquela cara de empatia usando máscara psicanalistas e isso não é exatamente um problema nós estamos acostumados ao trabalho no divã onde não há esse face a face mas para todos os outros terapeutas que trabalham sem odivânia esse contato visual a um certo desafio em ajeitar este com este set virtual mas não tem jeito ele vai progredir e acho que vai ficar ah e tem outra coisa essa atendimento virtual também está modificando a frequência dos pacientes das terapias pacientes faltam um pouco não é estão sempre disponíveis na casa e eu fico pensando
se isso não vai nos obrigar a nós analistas por exemplo a rever algumas ideias sobre o que a gente considera de resistência os pacientes faltam chegou atrasado é pelo trânsito não é como é que é isso e essa como é que vai ser a resistência nesse virtual será que os psicólogos estão prontos psicólogos psicanalistas para ajudar pessoas que estão sofrendo diante de uma ameaça real sim claro que estamos nós contratamos só de doenças recalque do imaginário por exemplo o luto as doenças sim eu expliquei isso não é novidade para psicólogo o fato de o psicólogo
lidar com angústias que vende uma situação real não é novo o que é novo é o insight é o o virtual que dia a gente tá inventando este jeito de é de lidar com a situação né e aquilo que eu mencionei antes o fato de que o analista o terapeuta está no mesmo barco do paciente se você está tratando um paciente que tem medo da sua vida e você também tem né nós psicólogo somos recomendados fortemente pelo conselho federal de psicologia fica em casa atenda virtual não atenda a presencial né então como é isso como
é que uma pessoa que está no mesmo barco pode ajudar outra pode é claro que pode porque o que faz de uma pessoa terapeuta não ela ser uma pulseira especial o que faz uma pessoa ser um terapeuta ela ocupar uma posição especial a posição de quem escuta escuta a voz do outro de e mostra o que o outro tá falando é isso que fazemos é isso que uma verdadeira análise na minha opinião faz diferente de um aconselhamento então sim mesmo que eu tenha medo do convite mesmo que eu também esteja ansioso eu posso ajudar alguém
se eu ficar nessa posição de quem escuta é quase que uma sabe aquelas máquinas de fazer algodão doce e eu às vezes penso que estou aquilo que alguns pacientes que chegam falam falam falam falam fala fala nem quero saber o que eu penso eu fico pensando como é que isso funciona para ele funciona assim porque parece que falar para alguém interessar a fala alguém é como se aquilo fosse materializando aquela angústia é como se fosse fazer naquele algodão doce e que eu passei tv e faz alguma coisa um dos autores que mais estudou sobre a
ansiedade chamado bruce mcqueen é um americano escala passou 50 anos estudando sobre a ansiedade sobre estresse e o e segundo o meu amigo tiago sampaio psicólogo lá do âmbar a conclusão desse que desse autor foi brilhante ele falou assim no livro dele para sim eu passei 50 anos estudando sobre estresse sabe o que eu descobri que a minha avó tinha razão que a mesma coisa para stress é é uma boa noite de sono uma comidinha saudável e relações e é boas o thiago você vai concordar comigo que isso é brilhante e falso falso no sentido
de é um falso simples quem foi que disse que conseguiu uma boa noite de sono é simples quem foi que disse que comidinha saudável é simples e que relações e são fáceis então tudo bem a vó tinha razão mas a vó não era simples essa essa ilusão que a gente tem que viver e simples gente para viver de uma forma simples custar muito caro precisa de muita maturidade para ser simples no próximo bloco ser humano suporta muito pouco a indiferença o silêncio e aí [Música] g1 [Música] a atravessar essa pandemia está sendo uma experiência marcante
em nossas vidas para muito geral traumas brigas separações lutos mas será que todo sofrimento há restrições que vivemos vamos transformar e também o nosso jeito de estar no mundo seremos diferentes depois que a tempestade passar eu vejo o futuro repetir o passado eu vejo um museu de grandes novidades o tempo não pára o tempo não pára não não para eu não vou comentar muito só vou apontar um tema uma vivência psicológica que eu acho que tá dominando nossos corações e mentes que é o tema da após pandemia né e a gente falou tanto antes da
pandemia no pós-contemporâneo né gostávamos tanto interiorizamos tanto do pós-moderno do posso contemporânea agora vamos começar aterrorizada após pandemia vamos mesmo ou será que esse espírito que eu falei no começo do cuidado o espírito da covide vai ficar ou ele é o espírito passageiro que nem o espírito de natal que dá e passa eu não sei o que você acha a minha impressão é de que ele é mais parecido com o espírito do natal vai passar é mas enquanto ele durar que bom né é bom que ele existe mesmo que ele esteja passageiro né mas eu
acho que ele é bom que esse espírito amoroso cuidadoso generoso antes do chamado espírito de natal de convide que seja eterno enquanto dure porque ele vai nos ajudar ele pode não nos ajudará a evitar tudo que vem mas ele nos ajuda a atravessar o que está acontecendo é melhor atravessar tudo isso nessa generosidade nesse companheirismo mas infelizmente eu acho que ele vai passar vamos ter eu acho um stress pós-traumático sim né eu acho que a pandemia vai mudar muito as pessoas que estão passando por isso mas não vai mudar a natureza humana nem a natureza
da história o que nós que estamos vivendo vamos alguns de nós mais que outros vão ficar com cicatrizes mas depois que passar muito tempo a pandemia não vai ter mudado a natureza humana então eu acho que o mundo possa pandemia não imediato mudou posso pandemia depois vai ser muito parecido com o mundo para é pandemia a luciana nascimento te pergunta se o tempo de quarentena é abertura da caixa de pandora talvez ficamos bipolar com o tamanho ea intensidade de sensações ou apenas sensações que ficaram caladas no tempo em que eram os ditos normais a crise
faz aparecer o melhor eo pior na mesma pessoa e às vezes na mesma hora então sim a quarentena trás aquilo que a gente tem de melhor essa generosidade essa preocupação com o outro mas ao mesmo tempo traz também o nosso egoísmo e a maioria de nós tem a saúde mental digamos assim a gente se organizou na vida de um jeito que funciona cada um tem suas deficiências a gente botão calçãozinho ali na mesa certas situações limites e como passar por uma crise como essa da pandemia ou uma separação amorosa ou se assaltado ou perder alguém
importante chuta ocauçu e aí a gente vira mas nem todo mundo vai virar bipolar ou psicótico porque a parece que essas doenças mentais mais graves não são placas tem uma frase muito interessante ele falava assim não ficar louco quem quer ficar louco quem pode não tá falando no sentido de poder de dinheiro tá falando assim não fica louco quem quer fica louco quem tem uma estrutura psicótica se a pessoa não tem estrutura psicótica ela vai sofrer muito vai achar que está enlouquecendo mas ela não enlouquece bom então eu diria que a a quarentena foi uma
situação limite nos pôs no limite da da solidão ou do convívio muito próximo que também é estressante que faz sim surgir tanto o nosso melhor e pior em relação ao outro e tanto nosso pior é melhor relação a gente então aquelas coisas que a gente tinha guardado de fato é mexe aí na situação de crise a pergunta que chegou a adriana maria é a seguinte o professor inicia a pessoa bloqueia a sua raiva a ponto de não sentir como deixar essa raiva agir primeira coisa e se alguém bloqueou sua raiva a ponto de não sentir
não fez isso à toa e é porque ele não consegue ele não dá conta de lidar com a sua própria raiva né então a gente chama isso de resistência né e aí o melhor caminho se a pessoa se dá conta de que ela bloqueou a sua raiva né é através da palavra que as pessoas têm medo dos seus próprios sentimentos porque elas acham que se o sentimento vi ela tem que agir e a diferença entre os animais e os seres humanos é que nós annie seres humanos diferente dos animais podemos ter um sentimento expressar um
sentimento e não agir então poderíamos dizer para essa pessoa olha você pode sentir raiva você pode falar e não precisa bater por causa disso podemos ter dor posso ou não dizer que estou com dor ou ditador dito que tem odor posso ou não me encolher nós temos um intervalo entre sentir o spray oi e o agir como se fosse um três tijolos separados dos animais eles estão juntos então as pessoas que bloqueiam seus sentimentos muitas vezes bloqueiam porque tem a sensação que se começar não para não é tão assim o ser humano suporta é muito
pouco a indiferença o silêncio tá a maioria de nós proposta melhor a confusão do que a solidão a quarentena nos provocam duas situações o qual provoca tédio ou provoca irritação né nós vamos saber dosar isto eu não acho que vá descambasse a preocupação que ela colocou seria pela pela violência na verdade a gente não está à beira de um ataque de nervos a gente está precisando de contato porque olha aqui a gente descobriu na academia uma coisa a gente descobriu que eu visto ao funciona mas que não é a mesma coisa então quando a gente
sai às vezes até a gente quer nem que seja briga mas a gente quer contato e acredite perguntas porque sentimos angústia de não saber até quando parece cleide que o animal humano ele é capaz de aguentar muito sofrimento quando ele sabe o que aquilo tem uma duração ou quando ele está prevenido que vai acontecer não é só o animal humano todos os animais foi feita a seguinte experiência você colocava ratos em uma gaiola que era eletrificada tão com rato em alguns momentos ele tomava o choque era um choque intenso a o resultado foram condicionado usar
saber que o choque vinha então tocava uma campainha antes do choque eu só que era intenso mas o rato sabia que o choque vinha e do outro lado da gaiola né o choque era leve mas o rato não sabia que o choque vinha e os ratos preferiam o choque + forte mas que eles sabiam né ou seja parece que os animais qual eram muito pouco a sensação de impotência de falta de controle então uma das maiores angústias nossa é a de não saber até quando não serei o poeta de um mundo caduco também não cantarei
o mundo futuro estou preso à vida e olho meus companheiros estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças entre eles considero a enorme realidade o presente é tão grande não nos afastemos não nos afastemos muito vamos e o tempo é a minha matéria o tempo presente os homens presentes à vida presente o pai reflexões no site e facebook do instituto cpfl e no canal do café filosófico no youtube o paciente deprimido e ele não tem vontade de sair né não tem vontade de comer não quer se cuidar não tomar banho porque porque um dos sintomas da depressão
chama-se anedonia não consigo mais encontrar prazer naquilo que lhe dava prazer antes não espere você voltar a ter prazer nas coisas para voltar a fazer elas vai fazendo assim mesmo para que quando o prazer voltar você já esteja fazendo um e aí