Olá pessoal tudo bem Chegou a hora de falar exclusivamente da vida e da obra de Maria Firmina dos Reis e ela nasceu em São Luís do Maranhão no dia 11 de outubro de 1825 ela era filha de Leonor Filipa dos Reis que era uma escrava alforriada e de João Pedro Esteves o homem de Posses ele era sócio de um tal de Caetano José Teixeira que era um Comendador para quem a Leonor inclusive trabalhou só que a Maria Firmina foi considerado uma filha ilegítima do João Pedro e na verdade ela foi registrada apenas com o nome
da mãe na sua certidão de nascimento aparece o nome dela e ela ficou Órfã muito cedo com apenas cinco anos de idade e foi morar com a tia em São José de Guimarães hoje é município de Guimarães lá no Maranhão em 1847 portanto bem novinha ela foi aprovada em um concurso público para a cadeira de instrução primária um cargo que ela ocupou por muitos e muitos anos e há relatos de que na década de 1880 quando ela se aposentou ela resolveu dar uma inovada no sistema educacional lá do Maranhão e do Brasil de uma forma
geral ela fundou na localidade de maçarico hoje é um bairro lá de Guimarães uma escola mista ou seja meninos e meninas estudando juntos Além disso era gratuita e foi uma das primeiras ações se não a primeira desse tipo tanto no estado dela quanto no nosso país de maneira geral mas não deu foi muita polêmica Foi muita crítica em relação a essa atitude da Maria f a escola durou na verdade uns dois anos e meio Vale lembrar que a primeira lei Educacional do Brasil de 1827 determinava o seguinte nas escolas de primeiras letras meninos e meninas
deveriam estudar separados e teriam que ter também currículos grades curriculares diferentes distintas paralelo a carreira de Magistério Maria Firmina dos Reis escreveu ela se dedicou a Literatura e bastante foram muitas publicações né foram muitos textos romance conto poesia e o trabalho dela de escrita foi principalmente voltado para periódicos durante muitas décadas ela colaborou para jornais e revistas principalmente de âmbito local principalmente ali no estado do Maranhão e o que poderíamos destacar na dela primeiramente Úrsula esse romance de 1859 que na verdade é a primeira publicação a primeira obra dela de que se tem notícia é
o primeiro romance abolicionista de autora ou de autoria feminina da literatura em língua portuguesa e possivelmente o primeiro romance publicado por uma mulher negra em toda a América Latina tá bom para você a obra tem com certeza toques românticos ela é essencialmente romântica porém traz aí para gente uma nuance abolicionista muito forte eu diria até pré-abolicionista porque nós estamos falando da década de 1850 e a primeira movimentação realmente abolicionista no Brasil será só a partir da década de 1860 tudo isso vivenciado pela lei Eusébio de Queiroz também pela Abolição lá nos Estados Unidos e ela
continuou a Luta Abolicionista em textos interiores ou posteriores como é o caso do livro de poesia cantos à beira mar que é de 1871 ou então do conto a Escrava foi publicado Originalmente em 1887 na revista maranhense e aquela vem com muita força na questão abolicionista porque afinal de contas estamos às portas de 1888 o ano da assinatura da Lei Áurea pela famosa Princesa Isabel no dia 13 de Maio Como já é a linha da autora o conto ele procura mostrar ao leitor dramas vividos pelos escravos os maus tratos ao ser humano ao mesmo tempo
a narrativa traz aí um contexto social do Brasil daquele tempo qual foi o contexto em que aconteceu a queda do regime escravocrata interessante citar também que a personagem principal é uma escrava no caso a Joana Maria Firmina dos Reis nunca casou mas ela teve filhos de criação um deles foi leu de Guimarães Inclusive estava com ela quando ela faleceu em 1917 pobre cega e sem nenhum tipo de honraria com pouco reconhecimento foi o filho que cuidou de muitos documentos da mãe muitas coisas que ela deixou sem ser publicadas porém há casos onde ele morava foi
invadida E aí muita coisa foi destruída por ladrões por isso que são poucos os documentos são poucas as informações que nós temos sobre a vida da Maria Firmina dos Reis fotos não encontramos e também escritos inéditos acabaram se perdendo mas ainda bem que alguma coisa permaneceu da literatura desta mulher incrível que é uma literatura rica em termos sociais e artísticos Ela tá no hall Com certeza dos escritores clássicos brasileiros e o clássico como nós sabemos até pelos estudos do Italo Calvino não morrem permanecem Valeu gente um abraço