[Música] salve ouvintes do hisória FM bem-vindos a mais um episódio do podcast leit história eu sou eje vamos falar a hisa do feminismo feminismos no plural e vocês vão entender no decorrer desse Episódio por e para falar sobre esse assunto eu chamei uma das grandes especialistas nesse assunto no Brasil a professora Joana Maria Pedro e eu passo a palavra a Joana para que ela se Apresente ao pessoal então eu sou a Joana Maria Pedro professora do departamento de história da Universidade Federal de Santa Catarina eu estou aposentada oficialmente aposentada desde março de 2019 Mas eu
continuo atuando no programa de pós-graduação em história e no programa de pós-graduação interdisciplinar em ciências humanas e continuo fazendo pesquisa neste Campo história dos feminismos das mulheres das relações de Gênero orientando é isso que eu continuo fazendo e vamos falar um pouco sobre tudo isso depois dos [Música] comerciais todos os podcasts do Leitura obriga história são financiados pela nossa campanha não apoia-se e Eis Aqui os novos apoiadores do Leitura obriga história Vanessa Coimbra da Costa Artur Afonso Botelho Michel Neiva Rodrigues Janaína Leonardo Gisele de Almeida Oliveira Ana Beatriz Oliveira champlon Fábio Aparecido de Paula Gisele
Neves Maciel Élcio só Écio mesmo não tem sobrenome então Élcio Você sabe quem você é muito obrigado Vinícius Becker tupira sda Maceno Rogério teloken Silveira Denilson José Laranjeira João Batista Pereira e Amanda Muniz pessoal muito obrigado pelo apoio vocês todos que estão ouvindo Podcast agradeço esse pessoal porque é graças à nossa campanha no após que o histor FM e todos os demais podcasts estão no ar se você quer Fazer parte desse hall de apoiadores acesse apoia.se barriga hisória e colabore para manter todas essas iniciativas educacionais gratuitas no ar agora vamos para Episódio Bom eu acho
que não tem como entrar nesse assunto sem começar discutindo sobre o próprio termo feminismo Pelo que eu sei ele teria sido cunhado por um socialista francês mas precisamente o Chaz fier mas não foi algo que veio do nada não dá para dizer que feminismo Como filosofia foi invenção do shaz fier né eu vejo Às vezes o uso do conceito de protofeminismo para falar de ideias e práticas análogas ao que hoje se identifica ficam como feminismo que existiam antes do surgimento do conceito ou do da primeira onda do movimento feminista e tal então minha primeira pergunta
é você concorda com o uso do termo protofeminismo e supondo que sim que exemplos desse protofeminismo você acha que são significativos pra gente Mencionar aqui bom para começar como historiadora a gente sabe que as palavras têm história eu gostaria de lembrar que essa palavra feminismo ela tinha um sentido de desqualificação principalmente porque ela era usada para homens homens que viviam muito entre mulheres ou que eram metido a conquistadores ou algo assim um tipo Don Ruan essa palavra vai ganhar outro sentido com o decorrer do tempo e principalmente a partir do século XVI X É Essa
época que vai ganhando outros sentidos no sentido de busca da Igualdade entre homens e mulheres ou melhor dizendo busca de direito para as mulheres a palavra protofeminismo Eu não costumo usar porque como historiadora de novo eu sempre acho que as palavras elas são datadas elas têm história tem uma época para ser usada inclusive na pesquisa que eu costumo fazer eu sempre pergunto se a pessoa se identifica como feminista e eu não tenho nenhuma escala Ou medida para dizer se a pessoa é ou não é feminista eu acho que mais importante do que isso é perceber
inclusive apropriações que se faz da palavra como em determinadas épocas essa palavra tem sido utilizada para desqualificar ou para se apropriar e usar com outros sentidos quando você fala em protofeminismo você tá meio que dizendo assim olha já teve mulheres que também queriam a igualdade antes da palavra eu acho que sim evidente eu Sempre acho que isso não é somente com o feminismo que a noção de Justiça ela é muito presente em diferentes épocas então dá pra gente pensar também que em outras épocas houve questionamentos de outras formas de desqualificação de outras formas de discriminação
e assim por diante se essa palavra protofeminismo serve neste momento para tentar mostrar que antes daquilo que a gente costuma chamar de primeira onda do feminismo que É mais pro final de século X início do X que já existiam mulheres que defendiam os direitos das mulheres se essa palavra vai ser usada para isso tá tudo bem mas sempre lembrando que as palavras também TM história e que na época que elas viviam Essa palavra não estava assim designando as ações delas acho que é bom a gente sempre ter isso em mente eu gosto de pensar em
algumas personagens que meio que servem de inspiração a olimp de GJ é uma delas a Gente sabe de como ela tentou durante a Revolução Francesa reivindicar que as mulheres também tivessem direitos e é interessante como eles não pensaram de jeito nenhum no direito das mulheres eles até abriram para os homens que não eram católicos os homens que não eram cristãos até abriram para os ex-escravos mas mulheres não foi a Limp de GJ que levou essa questão é claro que a punição dela foi muito mais porque ela Era associada à aristocracia meio que associada ao contrarrevolucionário
muito da punição dela foi por causa disso uma outra coisa que eu gosto de pensar é em outras mulheres que todo mundo conhece ou já ouviu falar a a Mary w Tony Craft por exemplo que vai escrever a a reivindicação pelos direitos das mulheres e aliás ela é a mãe da Mary shiley né a a escritora que escreveu o livro tão famoso Frankstein outra personagem importante é a flora Tristan por exemplo enfim a história tá cheia de mulheres exemplares que trouxeram nas suas discussões na sua luta o direito das mulheres essa indignação diante da discriminação
essa indignação diante da falta de direitos por isso que a Revolução Francesa é tão importante é justamente quando a ideia de uma ascendência no deixou de significar direitos totais e isso passa a ser expandido que as Mulheres vão se dar conta de que todas elas precisam ter direitos também claro que não foi uma coisa fácil mas isso é muito presente então eu gosto sempre de pensar isto para pensar esse termo então voltando à tua pergunta se eu concordo com o termo protofeminismo eu concordo com o termo protofeminismo dentro desta abordagem Ou seja é hoje que
nós nós dizemos que aquelas mulheres seriam proteminas elas na época não se diziam isso sim aliás falando no conceito de Feminismo e tal quando eu tava lendo um pouco para preparar as perguntas para esse episódio eu encontrei um um material que falava que existe um certo debate sobre o uso do conceito feminismo sobre até que ponto você pode usar Que apresentava com correntes antagônicas de um lado algumas pessoas que defendem que qualquer movimento que reinvidique o mínimo de igualdade de gênero e direitos mesmo que muito pontuais e específicos para as mulheres poderia ser chamado de
Feminista e vi outros que falam que o termo só vale para movimentos que surgem ou que tem uma inspiração Direta do da primeira onda do feminismo esse debate procede isso de fato ocorre a respeito de olha tal movimento de mulheres ele busca igualdade em alguns pontos mas é um movimento de inspiração conservadora religiosa não se encaixa bem com o contexto do feminismo que surge depois então não é bem o movimento feminista isso esse debate realmente existe esse Debate existe existe inclusive nos dias de hoje com o crescimento do movimento das mulheres negras há quem reivindique
o termo mulherista e não mais feminista em diferentes momentos essa palavra e até hoje ela continua sendo alvo de disputas quem adota a categoria vamos falar de categoria certo a categoria feminismo e quer escrever a história é capaz de encontrar feministas lá numa longinqua data agora quando a gente se aproxima um pouco a gente vai ver Inclusive que essa palavra Há momentos em que grupos de mulheres se apropriam dessa palavra para tentar dizer que esta palavra tem outro sentido precisa ser usada com outro sentido eu tô pensando aqui que na década de 20 aqueles grupos
de mulheres católicas que se apropriam dessa palavra para dizer que a verdadeira feminista é aquela que vive para o lar enfim essa palavra é alvo de disputas o que que acontece nesse momento com o movimento de mulheres Negras pelo menos uma parte movimento está dizendo que a palavra feminismo foi muito apropriada pelas feministas branc brancas classe média e que elas elas não se sentem incluídas nesta palavra embora existe um outro grupo que diz que não que existe um feminismo negro e vão buscar mulheres num passado inclusive num passado daquilo que a gente associaria à primeira
onda mulheres sufragistas no caso mulheres negras sufragistas Então como historiadores Como historiadoras é sempre a gente ter em mente isso primeiro são as disputas as disputas em torno da própria a palavra essa palavra sendo apropriada para desqualificar determinados grupos e determinadas lutas ou simplesmente dizendo que olha essa palavra não nos identifica a gente não se sente identificado com ela nós temos que criar outra eu costumo ser bastante condescendente com isso eu fico pensando assim se as mulheres estiverem as Mulheres e os homens porque eu também acho que existem homens feministas se as mulheres e os
homens estão entendendo que todas as pessoas não importa as diferenças precisam ter as mesmas condições os mesmos direitos então isso é feminismo mas podemos dar um outro nome também pode ser mulherismo pode ser igualitarismo pode ser qualquer outra coisa o que não tem sentido é continuar aceitando aquilo que a gente sabe que acontece continuar aceitando que as Mulheres tenham tanta dificuldade de assumir determinados postos lugares a fala dela ser tão desqualificada elas serem mortas por serem mulheres Aliás a gente está vivendo esse momento de quarentena e as violências domésticas estão aumentando violentamente Pois é um
negócio que eu nem tinha parado para pensar mas faz todo sentido se a gente parar para pensar com mais calma não é então que vida é essa que fecha os olhos para isso nós temos que perceber que Isso existe isso a gente pode nomear de feminismo mas se em algum momento a gente achar que essa palavra não tá mais tendo sentido principalmente se ela for apropriada como eu tenho visto que está sendo apropriada por grupos altamente conservadores podemos mudar de palavra acho que o sentido de busca de direitos de respeito é a coisa mais importante
e na pergunta anterior e inclusive você na sua resposta nós mencionamos uma primeira onda do F Certo então eu acho que a gente pode fazer a pergunta mais óbvia nessa situação que é o que é essa primeira onda do feminismo o que é que ela foi eu sei que uma pergunta mais fácil de fazer do que responder porque a gente tá falando de algo que ocorreu em diferentes países que tinham várias pautas e tal mas ainda assim será que você podia explicar um pouco pra gente o que essa primeira onda do feminismo as principais pautas
ou figuras que Lideraram esse movimento então para começar a gente deve lembrar que a gente chama de primeira onda do feminismo somente quando já está naquilo que vai ser chamado de segunda tá Pois é não sabia é na na segunda onda se olha para trás e se fala que é uma primeira né assim Como assim como primeira guerra mundial não leva esse nome até começar uma segunda né ISO não é sim sim faz seno Aliás a Primeira Guerra sempre foi chamado de grande Guerra né até que veio Aquilo que a gente chama de segunda aí
deram o nome de primeira a mesma coisa acontece com feminismo aliás isso sempre acontece não é mesmo Sim ou seja a gente nomeia do presente para o passado E é isso que vai acontecer por que que se nomeou assim porque as mulheres daquilo que a gente vai chamar de segunda onda estavam querendo fazer uma divisão uma separação ou seja aquilo lá foi a primeira onda que tem essas especificidades nós estamos na tal Segunda onda que tem outras especificidades e eu quero discutir um pouquinho isso costumeiramente a gente diz que a primeira onda é aquela que
começa no final do século XIX em diferentes países nos Estados Unidos na Inglaterra na Austrália na Nova Zelândia na Europa de maneira geral ela vai começar no final do século XIX principalmente é o a busca pelo Direito de votar para que que as mulheres queriam direito de votar porque elas Achavam que as leis que existiam prejudicavam elas e prejudicavam mesmo e quem são essas mulheres são mulheres de camadas médias tá só para lembrar não são mulheres populares elas são de camadas médias Elas são mulheres instruídas e instruídas com muita dificuldade são mulheres com algum recurso
para mesmo com as dificuldades poderem estudar Elas tiveram professoras particulares ou professores particulares elas estudaram elas aprenderam dentro Das possibilidades o que elas vão querer elas querem o direito ao voto mas elas querem também que elas possam entrar nas universidades que elas possam exercer profissões deixa eu deixar isso bem claro consideradas de camadas médias urbanas que a mulherada sempre trabalhou a Revolução Industrial foi feita com mulheres e crianças as fábricas as minas estavam lotadas de famílias inteiras quem recebia o salário era geralmente o Marido ou o pai então não foi invenção do feminismo que as
mulheres trabalhassem as mulheres sempre trabalharam aquilo que a gente chama de feminismo de primeira onda e que muita gente vai chamar de sufragismo elas estão reivindicando o direito de estudar o direito de exercer profissões de camadas médias Então elas querem ser advogadas médicas professoras universitárias elas querem ser biólogas elas querem ser dentistas elas querem Ser todas essas profissões e querem votar porque elas entendem que enquanto elas não votarem não vai haver leis que as protejam eu vou dar um exemplo de leis que elas reivindicavam para uma mulher pobre ela não tem propriedade mas uma mulher
de camada média e rica Elas têm propriedad ou elas levam como Dote essa propriedade e quem administra é o marido e mais de uma vez elas ficaram na mais absoluta miséria porque eles mal versavam esse recurso que elas traziam Elas tinham que pedir autorização deles se quisessem fazer alguma atividade o domicílio familiar era definido pelos maridos Então são muitas muitas as leis que prejudicavam muito as mulheres Então o que elas querem elas querem o direito de votar de ser eleitas e fazer leis Essa é a discussão que tá havendo é claro que nos Estados Unidos
nós temos uma questão que é o fim da escravidão lá e Todas aquelas mulheres que estiveram na campanha pela abolição e na medida em Que os homens negros Livres passaram a reivindicar e a ganhar o direito ao voto elas se dão conta de que elas também têm que ter direito ao voto aliás vai dar uma grande disputa aqui muitas das sufragistas vão ser altamente racistas elas como brancas que a maioria é branca a maioria não quer dizer que não existiam mulheres negras atuando também elas queriam também o direito ao voto e não entendiam como é
que homens negros recém Livres já estavam ganhando o Direito ao voto enfim essa é uma discussão que elas vão fazendo quando você diz assim isso é diferente em cada país é verdade você veja a Nova Zelândia vai dar direito de voto às mulheres já em 180 93 portanto em pleno século XIX ainda outros países nos Estados Unidos os estados foram concedendo direito ao voto aos mulheres aos poucos mas elas só vão ganhar esses direitos depois da primeira guerra mundial inclusive houve Uma espécie de negociação aqui porque no meio desse movimento sufragista havia muitas mulheres que
eram eminentemente pacifistas e elas entendiam que a guerra só matava os filhos os jovens elas não queriam que os seus filhos e os seus maridos fossem paraa guerra então elas fazem um grande movimento antiguerra em diferentes países e a negociação que os governos vão fazer com elas é para elas pararem de fazer isso que após a guerra elas ganhariam direito ao voto Isso vai Acontecer em vários países a Inglaterra é um deles os Estados Unidos é um outro que vão fazer calar esse grupo prometendo o direito ao voto depois da guerra e realmente isso acontece
durante a guerra nós sabemos que a União Soviética concedeu direito ao de voto às mulheres tem um trabalho que eu gosto muitoo que é da Juni hunner emancipação do sexo feminino que fala do Brasil porque assim como em outros países no Brasil também quem vai estar à frente Das sufragistas são mulheres brancas camadas médias mulheres da Elite e elas têm uma vantagem Elas têm parentes no Congresso Nacional e é a eles que elas vão buscar que vão reivindicar que dê direito ao voto para as mulheres eu tive uma aluna a Laura osta que fez uma
tese comparando as discussões no Brasil e no Uruguai sobre o direito ao voto É interessante como os argumentos são muito semelhantes tantos a favor quanto contra e é interessante perceber isso Como o voto foi considerado uma ameaça à família né que as mulheres que iriam votar iriam destruir a família não iriam mais eh ser querer ser mães por exemplo ou que a família estaria completamente destruída a partir do momento que as mulheres tivessem direito ao voto ou seja há um Pânico muito interessante nessa época muito semelhante àquilo que a gente vê hoje com a questão
da sexualidade Então são muitas as personagens que estarão à frente em Diferentes países e como você mesmo lembra os países em épocas diferentes vão Conquistando o direito ao voto tem país que até hoje não deu direito de voto às mulheres só para lembrar o Brasil é 32 mas tem países que vai lá nos anos 70 é o caso de Portugal e outros países até hoje até os dias de hoje ainda não consideram direito ao voto um outro exemplo é a França só 44 que elas vão ganhar o direito ao voto Muitas vezes os Paramentos V
apoiar esse direito ao voto numa atitude altamente conservadora eu vou dar o exemplo da Nova Zelândia porque eu acho que é um exemplo assim emblemático quem vai estar à frente desse grupo que vai pedir o direito ao voto são mulheres conservadoras elas eram da liga da temperança acontece que tanto a Austrália como a Nova Zelândia como várias outras colônias inglesas elas foram muito formadas por homens e Mulheres que eram levados para lá como punição e esses países tiveram um problema bastante sério de álcool de bebidas essas mulheres que vão reinvindicar o direito ao voto elas
eram da liga da temperança ou seja elas queriam que o país proibisse a comercialização de bebidas isso gente é século XIX tá E sabe qual é o argumento para o direito ao voto elas Dizem que as mulheres não costumam ficar alcoolizadas elas não são dependentes de Álcool em sua maioria e que portanto Elas têm uma moralidade maior do que a dos homens por isso se elas governassem o país seria melhor governado do que por estes homens isso elas diziam que vivem alcoolizados e que T uma moral não muito correta como você vê altamente conservadora essa
esse movimento e elas vão conseguir Mas vão conseguir também por uma questão interessante na Nova Zelândia assim como no Brasil vai haver a Integração de uma um grupo de mestiços vai haver uma mestiçagem muito grande esse esses mestiços vão ganhar vão estar na escola e vão reivindicar o direito ao voto e vão conseguir quando Parlamento da Nova Zelândia dá direito de voto às mulheres é porque viram os mestiços crescendo em número de eleitores ao colocar as mulheres brancas porque sempre precisava ser Alfabetizado para ser eleitor brancas alfabetizadas entrar como eleitoras era Para reduzir o peso
dos mestiços percebe sim como é conservador sim discriminatório em relação aos mestiços enfim só pra gente lembrar como a história nos mostra que os próprios ganhos e perdas das mulheres tem a ver E é isso que a gente precisa como Historiador como historiadora ver né que momento que debate que embate é esse que a gente tá vivendo e que permite um ganho de direito ou a perda de algum é interessante notar que é logo depois da Primeira guerra mundial que na França por exemplo as mulheres vão conseguir o direito de administrar os bens e de
receber salários aquilo que aqui no Brasil vai acontecer em 1962 que é o direito da mulher casada vai acontecer lá na França entre a primeira e a segunda guerra mundial as mulheres na França Nem o salário recebiam quando elas trabalhavam na fábrica e o o argumento também vai ser conservador vai ser dito que as mulheres precisam Receber os salários porque quando os homens Operários recebiam eles gastavam tudo em bebida e com prostituição e se as mães recebessem se as mulheres recebesse esse dinheiro seria gasto para as crianças com as crianças com a alimentação das crianças
como você tá vendo estão criando uma diferença entre homens e mulheres no gasto dos recursos Enfim acho que deu para entender que que primeira onda é essa embora A grande maioria seja mulheres de camadas médias Brancas nós tivemos mulheres negras que se envolveram na Luta pelo Direito do voto tá só pra gente [Música] lembrar você está ouvindo o história FM antes de chegar na segunda eu queria fazer um detour aqui para te perguntar sobre uma obra muito influente que há até Poucos Anos Atrás se envolveu em uma polêmica por causa de uma pergunta no ENEM
que é uma obra do né da década de 1940 da Simone bvo o livro O segundo Sexo e até hoje é um livro extremamente influente para questões relacionadas a gênero e que são questões que ainda estão em voga hoje em dia e aí eu te pergunto por que o segundo sexo foi um livro tão importante e por ele é tão influente primeiro que o segundo sexo não foi feito como uma obra feminista ele é um Tratado de existencialismo certo um existencialismo sartriano mas é o que a Simone Bis fez foi pegar o o existencialismo e
discutir Sobre as mulheres usando esta abordagem filosófica tanto que quando ele é vendido que Aliás ele se alastrou pelo mundo todo ele ganhou inúmeras milhares de traduções e um dos Capítulos que é o capítulo sobre a Sexualidade da jovem foi publicado na na revista Tempos Modernos Sabe aquela revista que os existencialistas publicavam foi publicada lá pois bem foi um escândalo tão grande por quê Porque a Simone de bouis Ousava discutir sexualidade num livro de filosofia ousava discutir sexualidade e ainda publicar porque esse capítulo foi publicado numa revista O livro é imenso certo comparado com um
artigo publicado na revista bom para começar ele já foi pro index o livro da Igreja Católica proibido e é interessante a quantidade de cartas que esta mulher recebeu de diferentes lugares do mundo e já existem obras discutindo a forma como ele foi Traduzido inclusive nos Estados Unidos foi um biólogo que traduziu e tirou vários pedaços do livro resumiu o livro e assim por diante a gente também tem que pensar nessas traduções que foram feitas o livro ele só vai ser apropriado como uma obra femin feminista nos anos 70 antes disso Não antes disso ele era
uma obra filosófica e foi assim que ele foi vendido e foi assim que ele foi proibido e foi assim que ele foi traduzido traduzido Como eu disse Inúmeras línguas e eu aqui já emendo com a questão do Por que que ele só vai ser transformado em obra feminista nos anos 70 primeiro que quando a Simone buvai escreve esse livro ela não se auto identificava como feminista tá só para lembrar é nos anos 70 que ela vai se identificar como feminista e uma coisa que aconteceu nos anos 60 melhor dizendo que já vinha no pós-guerra mas
que já estava acontecendo antes são as políticas Neomalthusianas todo mundo sabe que o escreveu o seu trabalho sobre a população no início do século X 1820 é lá que ele vai discutir aquela história de que a população cresce em progressão geométrica enquanto que os alimentos crescem em progressão aritmética Esse livro foi utilizado para fazer a lei dos cereais na Inglaterra mas foi também utilizado em vários momentos para justificar a redução do número de filhos da população pobre em diferentes países E após a Segunda Guerra Mundial principalmente para reduzir o número de filhos das populações afro-asiáticas
por quê Porque se considerava que a primeira e a segunda guerra mundial tinha levado ao genocídio branco homens e mulheres brancas teriam morrido em grande quantidade tanto na primeira quanto na segunda guerra mundial esse era o argumento que se utilizava enquanto isso tanto a África quanto a Ásia Ou seja pessoas não brancas continuavam crescendo em número de população e que os brancos seriam uma minoria que seriam assim massacrados por toda esta população que não seria Branca eles se tornariam minoritários porque tinha havido um sítio esse argumento vai ser utilizado para criar verdadeiros batalhões vamos chamar
assim de pessoas que irão para diferentes lugares do mundo principalmente Ásia mas não só Vieram também para América para divulgar Métodos contraceptivos e esses vão desde sei lá laqueadura vasectomia di diafragma vários métodos disponíveis na éa época e o que é que eh o que que isso tem a ver com o feminismo é que nesse rolo uma pesquisa que estava sendo feita para melhorar a fertilidade das mulheres inférteis o estudo sobre o aparelho reprodutor feminino os momentos de fertilidade e infertilidade a pesquisa estava sendo feita para Detectar problemas de infertilidade foi apropriada e ion ada
para outra coisa criar um método contraceptivo eficiente que saiu a pílula Então e o que que a pílula tem a ver com feminismo essa pílula foi feita nos anos 50 ela já estava pronta para ser testada e ela foi testada em lugares pobres como por exemplo no harlen mulheres de hospitais lá do harlen também no Havaí e foi aprovado em 1960 em seguida porque isso eram Organizações nacionais elas vão trazer isso para diferentes países e o Brasil vai ser um deles e diferentes lugares você veja que a pílula começa aqui em 1962 a ser vendida
na França as mulheres francesas só vão ter o direito de usar a pílula em 1967 não esquece que a França tinha saído da segunda guerra aqui no Brasil passou assim sem problema quem é que usava pílula mulheres de camadas populares com pílula grátis distribuída Pela benan e mulheres de camadas médicas que compravam diretamente na farmácia nos Estados Unidos desde 1960 foi liberado o medicamento e as pessoas começaram a utilizar não para aumentar a fertilidade pelo contrário isso vai dar uma diferença muito grande na vida das mulheres só para lembrar uma coisa é você ter 15
filhos outra coisa é você ter dois TR quatro filhos não é a mesma coisa então a aquilo que vai ser chamado de segundo da onda que começa justamente Nos anos 60 não estão reivindicando mais o direito ao voto nesses países porque o voto já tá conquistado nos Estados Unidos na Inglaterra na França na Itália na Espanha e no Brasil vão reinvidicar o direito ao prazer porque uma mulher que tem 15 filhos ela não tá discutindo prazer ela mal consegue deixar de 15 20 filhos ela entra sai de uma gravidez ela entra noutra sim não e
fora questão questões econômicas que dizem respeito a isso também né e o tempo que você tem Que dedicar a cuidar de tantos filhos não sobra tempo para você né especialmente com uma vida doméstica que muitas vezes é imposta né isso faz com que somente as mulheres de camadas médias é É bom lembrar que métodos contraceptivos existiam aí a Monte só não com essa eficiência então mulheres de camadas médias há mais tempo utilizavam mesmo assim elas tinham muitos filhos a diferença que esse método vai ter é que ele vai ser Controlado pelas mulheres camisinha já existia
há muito tempo mas é controlada pelos homens coito interrompido já existia há muito tempo controlado pelos homens o di precisa de um médico para botar lá dentro o diafragma o companheiro vê que você tá usando a pílula não pode ser tomado escondido Essa vai ser a grande diferença Então as mulheres terão na sua mão uma coisa que não tinham o controle da separação entre sexualidade e reprodução e eu tô Mostrando isso porque não foi com essa intenção que a pílula foi feita percebe a pílula foi feita num projeto altamente conservador que era para que as
populações não brancas fossem reduzidas Aliás toda a discussão de uma explosão populacional estava presente em toda a mídia se você olha os jornais dos anos 50 início dos anos 60 a bomba populacional Era pior do que o coronavírus ia destruir a humanidade então há toda uma discussão que o mundo Vai explodir de gente Se continuar assim mas na verdade essas políticas eram feitas para os não brancos no caso do Brasil era para os pobres nos Estados Unidos as mulheres negras e assim por diante e aqui vem a diferença né O que os anos 60 vão
trazer é uma nova Juventude uma juventude que vai poder controlar a sua reprodução e que vai estar presente em vários movimentos da época que é os anos 60 70 é o tempo de lutar contra a corrida armamentista Contra a Guerra Fria contra a Guerra do Vietnã é nesse momento também que nós temos em nível internacional a independência de vários países os movimentos de liberação certo do diferentes países que antes eram colônia por isso que quando o movimento de mulheres surge nos anos 60 ele não vai se chamar feminista ele vai se chamar movimento de liberação
das mulheres é o mlf MOV de Passion de F na França por exemplo e assim por diante ele vai Ganhar esse nome porque era isso que estava acontecendo em diferentes países você vê como essas coisas estão todas embricamento da fala que as mulheres quando estão na frente de um homem se sentem intimidadas e não t coragem de falar então eles são expulsos dessas reuniões é essas reuniões são feitas somente por mulheres e são elas que vão fazer grandes manifestações E aí já vão reivindicar direito ao aborto em alguns países como Na França vão reivindicar o
direito ao uso de anticoncepcional e vão reivindicar o fim do patriarcado é o nome que elas dão Essa vai ser uma discussão da época a ideia de que isso não é uma questão da sociedade atual elas vão através das antropólogas como Margarete mid e outras elas vão perceber que em diferentes culturas existe o domínio dos homens elas vão perceber por exemplo que não basta acabar como capitalismo porque no socialismo tem Patriarcado tem discriminação das mulheres e assim por diante elas vão reivindicar que os homens presta são no prazer delas porque se elas não vão engravidar
elas vão fazer sexo para quê Sim faz sentido é isso que elas estão discutindo nessa época elas vão querer uma coisa que elas não tinham pedido antes trabalho igual salário igual aliás grandes imensas manifestações vai haver grupos que vão questionar A Dominação das mulheres através da ditadura da Beleza por exemplo isso porque o pós-guerra vai exigir das mulheres primeiro que elas voltem para casa Afinal durante a segunda guerra mundial elas estiveram nas fábricas substituindo os homens nas fábricas dos escritórios nos Bancos após o fim Elas têm que sair para dar lugar aos homens e a
única coisa que elas têm que fazer é ser lindas e jovens para sempre para conquistar o marido elas vão se assim querer acabar com isso ou seja não é à Toa que tem essas histórias de queima de sutiã por exemplo na verdade a ideia de queima de sutiã é um é simbólica ela estão est queimando espartilhos elas estam queimando maquiagem elas querem destruir aquilo que exige delas beleza e juventudes eternas uma exigência comum numa sociedade que não abre possibilidade para as mulheres de sobrevivência não ser através do casamento elas querem salário igual trabalho igual elas
querem o direito de Contraceptivos elas querem tudo isso e aí e o direito ao aborto que vai ser a grande bandeira da época vários países ele vai ser aprovado Então você entende porque que elas vão olhar para trás e vão dizer ó aquilo lá foi primeira onda sim faz sentido mesmo porque elas querem se separar daquelas feministas tanto que elas nem se autodenominam feministas elas dizem que faz fazem parte do movimento de liberação das mulheres aliás isso rendeu piada aqui no Brasil Né os caras diziam que o único movimento que eles conheciam era o movimento
dos quadris ou como nos Estados Unidos alguém vai dizer quando perguntado o que pensa da posição das mulheres vai responder que a melhor posição das mulheres é deitada enfim vai sair de tudo se há esse avanço há também movimentos contrários certo como sempre e é nessa época que a Simone de bvoy vai ser reapropriada e o livro dela vai se Tornar uma espécie de ícone mas não só o dela o da B Freedom por exemplo a Mística feminina também vai ser muito importante e outras mulheres muitas muitas vão surgir nessa época que vão se tornar
famosas em diferentes lugares do mundo vão surgir textos de mulheres que se tornam meio que eh ícones da época e aproveitando que né nessa conclusão que fala sobre a separação entre primeira e segunda onda ainda quando eu tava pesquisando para fazer esse roteiro uma Outra informação que eu não conhecia e queria verificar contigo é de que ah segunda e a terceira onda coexistem no sentido de que uma não acabou para outra começar porque Elas seriam algumas diferenças que fazem com que nós possamos falar em segunda e terceira onda para separar essas ondas mas ao mesmo
tempo elas estão coexistindo no tempo procede essa afirmação e o que teria sido essa terceira onda Então antes de falar da terceira onda eu quero Lhe dizer que embora na segunda onda se tenha feito naquilo que se chamou de segunda onda se tenha feito a separação em relação à primeira não quer dizer que na primeira onda todo mundo só era mulher branca camada média reivindicando direito ao voto e de ser Eleita direito de estudar de trabalhar e todas dizendo que elas queriam tudo isso para continuar sendo boas mães e donas de casa que é isso
que se acusa muito é bom lembrar que também há linhas de Continuidade e que enquanto essas mulheres estão fazendo isso as anarquistas por exemplo estavam reivindicando já sexo livre direito à contracepção direito ao Porto direitos que vão estar naquilo que eles vão chamar de segunda onda aliás eu estou lendo uma tese que ia ser defendida essa semana mas por causa da quarentena não vai ser que a moça tá mostrando as Mulheres Comunistas justamente deste período intermediário entre os anos 30 e 60 a atuação delas e o tanto de discussão feminista que elas estão trazendo enfim
não há assim uma ruptura a linhas de continuidade entre a primeira e a segunda tem um trabalho da Claire emins que saiu na revista estudos feministas inclusive chama-se contando histórias feministas onde ela mostra esses períodos intermediários que não não não significa que todo mundo parou ó agora ninguém mais discute isso não continuou existindo o que a gente pode Chamar de onda é uma espécie de efervescência que ganha muita visibilidade mas não p de existir e também essas linhas de continuidade muita coisa que era reivindicado lá no começo do século vai continuar sendo reivindicado nos anos
60 e assim por diante e assim como nos dias de hoje mesmo porque muitas das reivindicações não são atendidas no Brasil o direito ao al borto até hoje não existe então voltando você me pergunta sobre a Terceira recentemente Quando eu digo recentemente é década de 10 agora do século XX se tem reivindicado que o período dos anos meados dos anos 80 até o início do século XX a gente teria tido a terceira onda eu até escrevi um artigo que deve sair publicado uma revista que vai sair lá na Bahia mas até agora não publicaram Mas
voltando no Brasil esse é o momento mas não só no Brasil em outros países esse é o momento de consolidação dos estudos das mulheres eu diria que é O momento em que aparece núcleos de estudos das mulheres nas universidades ONGs que discutem esse tipo de coisa e que dão Apoio às mulheres Nós estudamos isso no coni Sul Mas a gente pode olhar isso em diferentes lugares várias ONGs vão surgir e também nas universidades a história das mulheres a história do feminismo a história das relações de gênero que vai vir já nos anos 80 vão aparecer
e vão ganhar uma coisa importante legitimidade como campo de Estudo então vai ser legítimo escrever uma tese sobre isso vai ser legítimo escrever um artigo científico vai ser legítimo fazer uma pesquisa ganhar recurso para fazer uma pesquisa sobre isso esse é um período importante o período que vai de meados dos anos 80 até tem gente que acha que é os anos 90 mas que vai até início do século XX é dessa época também os grandes eventos que reúnem as mulheres muitas vezes convocados Pelas Nações Unidas e Aqui no Brasil nós vemos esses grupos se consolidando
nas universidades é isso que vai acontecer né Essa dita terceira onda por outro lado essa terceira onda vai conviver com aquilo que a Susan fud vai chamar de backlash uma nova onda conservadora lembra que eu tinha falado que com a segunda onda não faltaram discursos que tem tentavam desqualificar aquilo que as mulheres estavam exigindo os anos 80 eu quero lembrar pra gente o que que tá acontecendo a primeira Ministra da Inglaterra é a Margarete Taia a partir de 1979 nos Estados Unidos a partir de 81 você vai ter o Ronaldo reigan Então essa década inteira
Nós vamos ter dois países com governos altamente conservadores neoliberais eles vão trazer uma destruição de direitos trabalhistas e ao mesmo mesmo tempo você tem aqui o aparecimento da Aid e esse aparecimento do HIV vai trazer um discurso conservador que vai tentar dizer que HIV é resultado da pouca Vergonha sabe como como se fosse uma doença de gay né E que inclusive alguns caras mais extremos até viam isso como uma coisa positiva para acabar com a promiscuidade coisas do tipo né as mulheres também vão ser acusadas disso então a ideia era promiscuidade o que que tinha
acontecido eles diziam que aquela segunda onda teria trazido promiscuidade para toda a sociedade e que agora era uma espécie de castigo de Deus e aí a aides estará presente neste Movimento será muito utilizada Você lembra tem vários documentos vários textos sobre isso o Ronaldo rean ele não vai deixar entrar não vai dar nenhum tustão pra pesquisa para acabar com esse problema depois se deram conta que as mulheres esposas comportadas mas estavam sendo infectadas e a população com HIV cresceu enormemente então às vezes quando eu eu fico chateada com esse movimento que nós estamos vivendo agora
eu me lembro dessa época e a gente se dá Conta de que o movimento LGBT foi muito importante na virada de volta foram eles que se organizaram foram eles que foram buscar em diferentes lugares do mundo os remédios que estavam aparecendo foram eles que se protegeram e reivindicaram proteção que a tendência das políticas da época era o rechaço era não tocar a pessoa era não se aproximar da pessoa quem era diagnosticado com HIV era jogado no ostracismo e são eles que vão fazer um movimento contrário nesse caso Bem forte Então esse é aquilo que a
gente chamaria de terceira onda inclusive desculpa te interromper tenho evitado isso mas é que me lembrou uma coisa que eu preciso falar há alguns anos eu tava lendo um pouco sobre essa guinada conservadora nos anos 80 para um artigo que eu escrevi com uma amiga que dizia respeito ao glan rock o glan metal e a objetificação feminina no no meio e tal Uhum E aí eu encontrei dois materiais assim que me chamaram a Atenção um deles falando sobre como inclusive nas revistas e propagandas da época em matérias de jornais e tal se falava sobre como
todas as doenças ou estress inclusive saúde mental da mulher que deixou o lar para ir trabalhar isso mesmo que isso tava trazendo malefícios às mulheres estava destruindo as famílias por dentro e que toda essa busca por direitos iguais em termos de trabalho de mercado de trabalho tava trazendo malefícios né que eram as Consequências dessa busca por direitos do movimento até então né Isso mesmo essa foi o que veio para as mulheres mais de um trabalho foi feito dizendo que as mulheres estavam super cansadas tudo que elas tinham ganhado era apenas mais trabalho que elas não
tinham ganhado nada com o feminismo que era preciso rechaçar o feminismo que elas não tinham ganhado nada com isso é bom lembrar que a essa é uma época também de desemprego tá E é muito comum em épocas De desemprego dizer as mulheres voltem para casa mas então isso vai ser muito comum nessa época e o feminismo da época ess tá o feminino de terceira onda vai lembrar que não foram as feministas que inventaram um trabalho para as mulheres que as mulheres sempre trabalharam é dessa época que saem várias as pesquisas sobre mulheres nas fábricas mulheres
nas ruas mulheres trabalhando eu mesma fiz a minha pesquisa de doutorado com esse infoque mulherada aqui em Florianópolis Trabalhando no meio das ruas vendendo coisas lavando roupa ou seja ganhando o pão de cada dia com o seu trabalho e era no espaço público direto não tinha essa coisa de Ah quem ficava em casa eram as Mulheres Ricas as mulheres de camadas médias não eram as mulheres pobres que estavam trancadas em casa ou algo assim Então esse backlash esse retorno ao lar vai usar esse tipo de argumento que as mulheres estariam perdendo a feminilidade por causa
deste trabalho Elas estavam sozinhas esse também é um argumento tá elas estavam se masculinizado e era a ideia da Solidão da mulher que uma mulher instruída e que ganhasse seu próprio salário estaria fadada a solidão e ao cansaço Esse foi um argumento muito muito utilizado inclusive um outro material que encontrei nessa pesquisa e que eu realmente gostaria de lembrar o nome da autora é é uma autora que dizia que essa guinada conservadora entre fim de 70 e Começo dos 80 retraiu uns avanços do feminismo tal e ela levanta a hipótese de que até certo ponto
o movimento feminista precisou ceder em alguns pontos como a luta contra a objetificação feminina para manter algumas conquistas de décadas anteriores como a crescente Liberdade sexual inserção no mercado do trabalho eu nessa ente não tenho nem de longe se encarga de leitura e estudo no assunto para uma reflexão mais apurada sobre essa Hipótese dela mas eu eu achei interessante a linha de raciocínio até certo ponto assim que porque pelo menos no cenário que eu tava analisando de música desse glan metal e tal nos Estados Unidos é todo um gênero musical que tem na objetificação da
mulher um dos seus principais atrativos né temáticos e enfim isso me deu muito muita coisa para pensar pois é sabe o que é é que dizer uma coisa dessa significa pensar que o movimento Feminista é uma coisa organizada como um partido que define coisas essas coisas não são assim nunca foram movimento social é uma coisa completamente anárquica que as pessoas se juntam depois se separam essas coisas não são assim tão bem organizadas não existe assim um cérebro que define coisas o que você tem é algumas pessoas pegando o trabalho da Bet freedom onde ela reclama
que os ganhos do feminismo Foram poucos e que nós não conseguimos que as Mulheres não conseguiram dividir as tarefas da casa como se ela tivesse se retratando pela Mística feminina pelo livro da Mística feminina como se ela tivesse dizendo olha precisamos repensar essa coisa da Mística feminina como precisamos repensar essa ideia de feminismo na verdade ela estava reclamando de que os avanços das mulheres não foram acompanhados pelas divisões de tarefas no interior do um lar por exemplo certo que as mulheres Não ganharam tudo que quiseram que pediram porque os movimentos não duram o tempo todo
na rua ninguém tá o tempo todo na rua certo essas coisas vão e voltam não são perenes deste jeito e eu queria lembrar uma coisa os países vivem momentos completamente diferentes no Brasil Esse é um momento de crescimento do feminismo institucionalizado dentro das Universidades mas é um movimento bastante importante de crescimento Só para lembrar em 1992 foi quando nós começamos a fazer o fazendo gênero em pleno período de crise certo aquilo que em outros países pode aparecer como um momento de crise em outros é um momento de efervescência essas coisas nem sempre convivem da mesma
maneira do mesmo jeito então eu não concordo com esta fala ela deve est se baseando naquilo que se divulgou sobre o livro da da Bet Freedom se eu acho que a agada conservadora teve um impacto negativo no feminismo sempre Tem Claro que sim assim como hoje evidente que tem uma coisa é você sempre avançar outra coisa é você encontrar um rechaço mas os movimentos sociais todos sempre TM isso quero lembrar também que é dessa época que há uma emergência de classe média principalmente no começo do século XX você vai ter mais pessoas nas universidades faz
parte daquilo que a gente vai chamar de terceira onda certo você vai ter ter pessoas que estão vindo de diferentes lugares você vai ter mais Pessoas negras e índias e de outras etnias messas sei lá que vão dar uma diversidade muito maior inclusive desembocando naquilo que vai ser a chamada quarta [Música] onda a campanha do Leitura obriga a história além de financiar o canal no YouTube mantém esse e diversos outros podcasts de história no ar a partir de r$ 2 por mês você financia todos eles e a partir de R 5 você pode ouvir a
Maioria deles com antecedência Então acesse apoia.se bar obrigahistória e colabore para manter todas essas iniciativas educacionais gratuitas no [Música] ar certa vez eu assisti um vídeo de um canal no YouTube de um Historiador que eu acompanho e ele ele fez um vídeo meio que fazendo um resumo da história dos movimentos feministas tal e nesse vídeo foi a primeira vez que eu tive o contato com a noção de quarta onda do feminismo Foi né nesse vídeo foi a primeira vez e aí eu queria saber o que que é essa quarta onda então a quarta onda é
aquela chamada Primavera das mulheres 2015 isso Ah bem recente então É bem recente e ela é eminentemente de mulheres negras no Brasil olha veja como ela tem tudo a ver com o atual ela sur surge Principalmente quando aquele presidente do congresso brasileiro que foi preso depois Eduardo cunho então quando Eduardo Cunha entra com projeto para proibir a pílula do dia Seguinte notificações de gravidez e uma série de coisas altamente conservadoras a mulherada sai pra rua e aí nós vamos ter aqui no Brasil uma grande manifestação que aliás continua continua com 8m continua com ele não
mas que tem uma relação que vem também com os meios virtuais se você acompanhar o final dos anos 90 e o início do Século XXI você vai ver o crescimento de grupos feministas na internet então você vai encontrar diferentes grupos inclusive os Grupos se constituem nos blogs nos sites depois mais tarde no Facebook depois mais tarde vão usar o WhatsApp e assim por diante e vão fazer reuniões virtuais e vão pra rua grandes manifestações Aliás o trabalho da judit butler Corpus em aliança fala não do movimento feminista mas dessas grandes manifestações convocadas através das redes
sociais e o movimento feminista não vai ser diferente então você vai ter um feminismo negro que Aliás ele se Autodenomina feminismo negro muito atuante encabeçando essa retomada que a gente vai chamar de quarta onda O que é que elas querem há uma novidade aqui que a questão do assédio que não havia antes ah antes não se reclamava do assédio as mulheres até reclamavam mas o jeito como elas atuaram dessa vez foi diferente elas expuseram os assediadores então a questão do estupro a questão do assédio e a retomada da questão do aborto com muita força nos
Países como o nosso que ainda não tem esse direito mas não só você viu isso acontecendo na Argentina você vê isso acontecendo no Chile você vê isso acontecendo na Polônia você vê isso acontecendo na Irlanda então uma nova onda Claro lá não é um movimento negro aqui é e tem a ver também com a questão das cotas com a questão da entrada das mulheres nas universidades com novas intelectuais negras que aparecem Então você tem um novo movimento aqui esse Movimento aí você vai me perguntar o que é que elas querem elas querem isso elas querem
o fim do assédio chega de fio fio a questão da Marcha das está incluído aqui embora não seja do movimento negro isso aqui é um movimento mais de mulher mules brancas a marcha das você sabe ela surgiu no Canadá por conta de uma fala de um policial dizendo que as mulheres eram estupradas porque se vestiam como aí aquela discussão Eu visto o que eu Quiser você não tem o direito de me estuprar por isso é um novo movimento que você tá vendo agora qual a diferença que eu vejo em alguns países como Brasil Argentina e
eu já citei o exemplo da Irlanda a questão do direito ao aborto é super importante mas é também a questão do assédio do do estupro da Não perda de direitos porque nós estamos vivendo uma grande onda conservadora na verdade elas estão reagindo a uma onda conservadora muito forte que tá vindo aí eu dato essa Onda 1995 com toda essa briga que traz a discussão sobre ideologia de gênero e é interessante como é essa quarta onda ela vem muito aliada ao movimento lgbtq mais inclui os trans por exemplo é uma união na verdade outra diferença como
eu já falei é sempre formada muito pelas mídias sociais pelas redes sociais e extrapola para as ruas faz uma demonstração de força Então essa que a gente tá vivendo e tá chamando de quarta Onda quanto tempo vai durar não sei espero que consiga barrar essa onda conservadora porque essa onda conservadora com essa discussão da ideologia de gênero está tentando dizer que o principal inimigo de todo mundo são os homossexuais os trans sexuais e as feministas Então tem que juntar mesmo o que que junta tudo isso é a discussão da natureza Deus fez homem e mulher
essa é a discussão como eles devem ser e tudo que faz diferente uma natureza que eles Inventaram diga-se de passagem Então existe essa união Essa é uma das Diferenças Que essa quarta onda tá trazendo há um inimigo muito sério que está sendo combatido É bom lembrar que esse inimigo tem ganhado eleições ganhou eleições no Peru ganhou eleições no Brasil tem ganhado eleições por aí aa o trump fez uma campanha contra as mulheres de uma forma muito intensa Ele retirou todo tipo de recurso que era utilizado para atendimento de mulheres De camadas populares em diferentes lugares
dos Estados Unidos então isso é uma onda conservadora que esta quarta onda estaria digamos tentando segurar eu diria que essa é a grande questão e aproveitando essa quarta onda e o fato de ser muito recente queria te perguntar uma coisa a gente tá falando eh usando o termo feminismo ou feminismos no plural de forma intercambiada e a gente fala em feminismos no plural porque existem Vertentes Diferentes né durante a Conversa você já mencionou feminismos de vertente conservadora você mencionou o feminismo negro e existem outras Vertentes também tipo o feminismo Liberal tal você podia elencar as
principais Vertentes do feminismo que a gente tem hoje mesmo que se resuma o BR Mas quais são essas principais Vertentes e o que que diferencia o que que cada uma traz a ponto de ela ser considerada um uma vertente então o feminismo negro eu eu acabei de falar elas reivindicam Que o feminismo não tem dado espaço e visibilidade para as mulheres negras e elas têm razão e Inclusive tem um grupo dentro do feminismo negro que diz que não é para usar a palavra feminismo Sim mulherismo há um feminismo Liberal que diz que as mulheres de
que se apropriaram dessa palavra e o que elas querem elas querem ocupar cargos no estado nas empresas a ideia do teto de vidro é uma grande discussão há o feminismo que a gente chama para os 99% que é um feminismo mais de esquerda marxista que diz que todos homens e mulheres negros brancos de todas as cores somos 99% da população porque só 1% é que tem toda a riqueza e todos os direitos e que é preciso se juntar mas tem também as redf por exemplo RF que acha que trans não é mulher portanto não pode
ter direitos também tem isso e Ultimamente eu andei lendo um artigo que falava de um grupo que se autodenomina feminista mas que quer como feminista Ter o direito de ser submetida no casamento sim de ser submissa no lar e tal né pronto elas dizem assim deu para o feminismo eu quero ter o direito de ser submissa como você vê não é aliás isso nem é novidade porque em outras épocas já apareceu isso também é a disputa pela palavra e é interessante que eu vejo vez a outra me aparece né esse discurso do feminismo não serve
para mim porque eu quero ser submissa e as feministas querem que eu seja de Outro jeito não sei o quê e aí vem mulheres de diferentes Vertentes feministas e falam Olha o feminismo ele te dá o direito de que você cansado de ser submissa você poder ser outra coisa você pode você quer ficar em casa fica feminismo tem a ver com Liberdade também é isso mesmo eu costumo dizer pras Minhas alunas e meus alunos que o problema de ser submissa que significa se dedicar somente a ser esposa e dona de casa tem um risco é
que se você fica Muito tempo nessa profissão você não pode trocar depois é porque você vai ficando em casa vai perdendo oportunidades de se inserir no mercado trabalh e aprender outras habilidades de às vezes de fazer uma faculdade de né de se aperfeiçoar e se preparar para outras possibilidades né isente Isso mesmo esse é o grande risco então de qualquer maneira voltamos à discussão Inicial Ou seja a palavra é alvo de disputa não é por falar em alvo de disputa Eu sempre Gosto de lembrar aliás eu fiz aquele livro nova história das mulheres no Brasil
com a Carla bassanesi e um dos capítulos que eu escrevi eu falava um pouco sobre isso de como as pessoas se Assustam às vezes com a palavra feminismo aliás ultimamente eles dizem que toda feminista tem pelos embaixo do braço que são antii genicas e tem pelo embaixo do braço Olha eu acho que tem até algumas que TM e se tiver certamente o mundo vai ser sei lá sufocado por Tantos pelos será será que isso é uma coisa muito arriscada Mas então eu fico pensando que se você acha que as mulheres não podem ser mortas só
porque são mulheres que ninguém tem o direito de matar uma mulher porque ela traiu um homem que ela teve um caso extraconjugal no caso se você acha que as mulheres são tão inteligentes quanto os homens são capazes de trabalhar de fazer as coisas que são seres humanos Então você é feminista Pois é inclusive o que eu Tinha pensado para finalizar o último bloco era justamente seguindo esse raciocínio que você tá falando agora porque assim eu penso que esse trabalho que eu faço na internet e que tantas outras pessoas fazem de divulgação ele é um trabalho
que necessita de uma certa combatividade mas necessita também de didatismo e o meu público ele é muito muito amplo assim embora me pareça seguro dizer que a maioria do pessoal que me ouve entende perfeitamente isso Que você acabou de dizer tem muita gente que não entende que tem preconceito que quando ouve a palavra feminismo associa isso a frescura ou outros adjetivos pejorativos E então eu queria finalizar esse bloco justamente te pedindo para se se dirigir a essa pessoa que ainda tá disposta a pelo menos ouvir sobre esse assunto mesmo tendo algum preconceito para falar um
pouco sobre o Por que essa pessoa deveria dar uma chance ao feminismo aos feminismos no plural que Seja eh mesmo que não Concorde com todas as pautas e correntes e tal e isso que você tá falando é justamente meio que responde isso né meio que explica isso né que o feminismo não é um um sectarismo de mulheres histéricas como algumas pessoas tentam fazer parecer que é que é muito mais profundo do que isso E como você falou já há bastante tempo aqui no episódio sobre inclusive homens poderem ser feministas também né que isso é um
debate que eu já vi muitas Vezes eh mulheres feministas fazendo sobre se o correto seria dizer que um homem é feminista ou apoiador do feminismo me parece ser uma discussão muito mais de nomenclatura do que de significado real Mas é isso né é justamente isso que você tá dizendo muita gente é feminista sem se declarar e e rejeita o rótulo por conta de um preconceito com certeza aliás nós temos na história pessoas homens que trouxeram uma contribuição muito importante pro Feminismo e continuamos tendo homens que entendem que sim que as mulheres são seres humanos e
que portanto T Direitos humanos também e que se tem direitos humanos tem direito de pautar sua vida definir dentro dos seus limites os limites de qualquer ser humano o caminho que quer seguir a quem quer amar e como amar que vida quer levar que estudos quer fazer por onde d e que isso não seja um limitante da vida de ninguém então se você entende que as mulheres Têm este direito como eu disse você é feminista e eu acho que sim que assim como é possível e tem homens feministas tem mulheres machistas tem mulheres que são
eminentemente machistas e portanto isso de ser machista ou ser feminista não tem a ver com o genital com o qual você nasceu isso tem a ver com a sua compreensão dos seres humanos com aquilo que você entende que os seres humanos têm o direito de ser e de escolher Afinal Que mundo é este que deixa de Lado mais de 50% de inteligência das pessoas durante muito tempo só os homens foram filósofos que pintores teatrólogos cientistas por quê Porque as mulheres não podiam entrar não podiam aprender não podiam estar na escola é é muito recente a
entrada delas Então pense quanta contribuição de inteligência e de capacidade foi perdida através da história se você entende que esse 50% ou mais de 50% da população é também capaz de pensar de realizar de construir algo Para todos e todas então você pode se autodenominar como [Música] ISO Então é isso pessoal Muito obrigado para quem ouviu até aqui eu quero agradecer muito a Joana por ter topado esse convite a gravação ia ser presencial mas aí rolou Essa quarentena então estamos gravando a distância eu só tenho agradecer pela tua presença aqui pela pelos teus anos de
experti que você trouxe para esse episódio então eu te Passo a palavra para considerações finais e recomendação de leituras sobre o tema para quem tá ouvindo o episódio então para começar muito obrigada eu sinto muito não poder ter na época feito a entrevista presencialmente Mas deu tudo certo eu fico feliz que você tenha se interessado por esse tema e que isso possa trazer alguma discussão e alguma reflexão e antes então de encerrar eu queria sugerir Três livros O primeiro é claro eu vou puxar Brasa para min Sardinha que é o livro nova história das mulheres
no Brasil que eu organizei com a Carla banes e pinsk esse livro saiu pela contexto é um livro para um público amplo mas nós convidamos pessoas especialistas para escrever com uma linguagem que inclua um número bem maior de pessoas e não necessariamente especialistas um outro livro que eu quero recomendar é o feminismo para 99% um Manifesto esse livro trabalha com essa discussão que eu estava fazendo há Pouco que nós somos 99% porque se Nós pensamos todas as pessoas e aqui não somente as mulheres todas as pessoas que são precarizadas que não têm riqueza que estão
vivendo sob o domínio desta sociedade neoliberal e um outro livro que eu queria sugerir é mulheres e poder Manifesto da Mary birt esse trabalho foi publicado em português e eu gosto dele porque ele tá trazendo uma discussão interessante que é as mulheres quando falam como ele é um Livro também todos esses trê que eu tô dizendo é para um público amplo esse mulheres de poder você lê assim numa tarde embora em algumas coisas do que ela diz eu discorde ela fala da Margaret tatia como uma mulher e se esquece de toda aquela política Horrorosa que
ela fez mas mesmo assim ela mostra como a fala das mulheres é desqualificada por ser uma mulher por ter uma voz considerada feminina tanto que quando você quer dizer algo muito Importante você diz que vai falar Grosso uhum sim enfim como ela é professora de literatura clássica ela vai buscar nos clássicos exemplos de homens que calaram as mulheres acho muito interessante pra gente se dar conta de quantas vezes a gente é calada Quantas vezes a fala da gente não é levada em consideração Então queria ainda dizer no final que nesta quarta onda que estamos vivendo
com as manifestações de mulheres nas ruas com os inúmeros blogs é claro que nós também Enfrentamos um antifeminismo imenso pensar que a palavra é resultado de disputa porque a palavra significa uma coisa que as pessoas querem e mesmo que essa onda conservadora consiga avançar Eu sempre gosto de pensar que sempre vai haver um monte de mulheres e homens que vão ficar indignados com a falta de direitos a desqualificação e a discriminação acho que faz parte do ser humano não importa se é homem ou se é mulher se indignar a gente sempre conta Com essa indignação
acho que é isso muito obrigada eu que te agradeço foi muito legal eu tenho certeza que o público vai adorar esse episódio então o pessoal que tá ouvindo dá o feedback depois que você ouvir fala o que que você achou muito obrigado por ter ouvido até o final não se esqueçam de colaborar com leitura obriga história no apoia e é isso Até a [Música] próxima este podcast foi financiado por Nossos colaboradores no apoia acesse apoia.se barriga história e contribua para manter este projeto Educacional gratuito no ar AM