[Música] olá na aula de hoje vamos falar sobre um assunto que na comunidade surda pode tomar ares polêmicos vamos falar sobre deficiência geralmente as pessoas que possuem algum impedimento físico ou sensorial causados por uma doença detectado nascimento ou por alguma causa desconhecida são chamadas de pessoas com deficiência elas acabam sendo nomeado dessa forma porque se desviam do padrão exibido pela maioria das pessoas muitas vezes sendo consideradas como pessoas normais é claro que nós podemos dizer que quando uma pessoa é acometida por uma doença ela pode vir a apresentar como sequela algum tipo de restrição no
desenvolvimento das habilidades necessárias para suas atividades diárias em muitos casos a sequela observado pode ser dizimada ou minimizada com o uso de algum recurso da pessoa ou algum recurso externo dessa forma ela pode desenvolver aquilo a que foi impedida por decorrência da sequela nós estamos lidando com uma série de palavras como doença sequela anormalidade que são termos utilizados principalmente pela área da saúde isso porque a discussão a respeito das deficiências começa neste âmbito então para discutir o conceito patológico de surdez e sua aplicação na comunidade surda e nos estudos surdos vamos recorrer inicialmente a conhecimentos
da área da saúde o conceito de deficiência por exemplo parte da perda da normalidade da estrutura ou de uma função psicológica fisiológica ou anatômica que pode ser temporária ou permanente nessa definição pode se incluir ocorrência de uma anomalia de um defeito perda de um membro de um órgão ou de um tecido a deficiência é então a exteriorizar a ação de um estado patológico e reflete um distúrbio orgânico uma perturbação no órgão no caso das pessoas surdas o que existe é a perda auditiva o som que as pessoas ouvintes recebem chega ao aparelho auditivo como ondas
sonoras que entram pelo meato acústico externo essas ondas são amplificadas pela cadeia ou circular na orelha média e movimenta o líquido que existe dentro da cóclea órgão da orelha interna com o movimento das células ciliadas essa energia vinda das ondas sonoras transforma-se em impulsos elétricos que são enviados ao sistema nervoso central e esse é o percurso realizado pelo som em circunstâncias normais a alteração nesse percurso provoca a perda auditiva essas perdas auditivas podem ser conduzidos sem solo neurais listas ou centrais dependendo do local onde ocorre o impedimento funcional podem ainda ser perdas leves moderadas severas
ou profundas para analisar o grau da perda podemos realizar um teste de audiometria que é o teste que detecta auxiliares auditivos de uma pessoa seja ela sou ouvinte a pessoa surda terá como resultado limiares auditivos diferentes daqueles que são observados de uma pessoa o 20 essas perdas auditivas podem ser também genéticas ou provocadas por doenças como meningite citomegalovírus dentre outras ou seja as crianças surdas podem nascer surdas ou podem adquirir surdez depois que nascem atrelados ao termo deficiência temos os termos em capacidade e desvantagens o termo incapacidade é relativo a uma restrição resultante de uma
perda ou diminuição da habilidade para desempenhar uma atividade considerada normal para o ser humano ea incapacidade gera uma desvantagem a comunidade surda no entanto apresenta uma reivindicação de que o termo deficiência seja relativizado aliás o uso do termo deficiente auditivo não é mais adequado para denominar surdos usuários de língua de sinais normalmente é um termo usado para fazer referência aquelas pessoas que possuem resíduos auditivos que permitem bom acesso à língua oral ou que preferem não usar língua de sinais por motivos de escolha pessoal ou familiar os surdos que usam a língua de sinais são aqueles
que possuem geralmente perdas severas ou profundas e que nascem de surdos ou ficam surdos na infância existem casos de adultos que perde a audição e começam a usar a língua de sinais mas são em menor número bom vamos pensar nesses casos que estamos aqui e tomar como exemplo uma criança surda que é estimulada exclusivamente com o português oral e uma criança surda que têm a língua de sinais como primeira língua no primeiro caso a criança vai ter como alvo o padrão de fala do adulto ouvinte e infelizmente são poucas as pessoas surdas que conseguem se
aproximar de uma produção oral satisfatória se pensarmos em uma produção oral adequada o número de sucessos e ainda menor no segundo caso a criança que tenha língua de sinais como primeira língua tem como alvo o surdo adultos sinalizador algo que ela pode alcançar facilmente no primeiro caso as expectativas são depositadas no processo de normalização da criança e no segundo caso no processo de desenvolvimento normal da criança a pessoa surda usuários de língua de sinais possui uma linha natural que dar a ela condições de pleno desenvolvimento humano e atuação nos diversos campos sociais sem restrições mas
isso só acontece se a sociedade se preparar para receber essa pessoa isso significa que a surdez pode ser considerado uma deficiência física mas somente isso não torna uma pessoa incapaz o que causa desvantagens são as condições oferecidas pela sociedade com isso delimitamos duas posições antagônicas que estão relacionadas à forma de ver as pessoas surdas elas podem ser resumidas em dois modelos de abordagem das deficiências do modelo médico eo modelo social segundo a 0 esses modelos não se colocar em oposição ao outro exatamente porque eles enfatizam coisas diferentes no indivíduo o modelo médico enfatiza a deficiência
ea normalidade orgânico ou funcional da pessoa considera pessoa com deficiência como dependente e por isso gera demandas para a sociedade sendo vista como um problema é um modelo assistencialista que coloca a pessoa com deficiência como alvo das investidas dos diversos profissionais ditos normais a pessoa com deficiência é aquela que precisa dos hospitais que precisa de caridade de uma escola especial de um tutor de diversos profissionais da área da saúde e da educação especial promovendo suas necessidades os serviços convergem para a pessoa com deficiência como mostra a figura e nesse modelo o próprio deficiente não pode
ser um ator no movimento de beneficiar aquela pessoa com a incapacidade é a pessoa dita normal que faz este movimento o deficiente não pode fazer algo em favor da incapacidade causada por essa deficiência o modelo médico reconhece na doença a causa mais importante da desigualdade social entre deficientes e normais além disso não leva em consideração o papel da sociedade nesse movimento de marginalização e opressão da pessoa que possui uma diferença o modelo social por sua vez observa assim as desvantagens das pessoas com deficiência mas acredita que essas desvantagens são originadas a partir da discriminação do
preconceito e dos estereótipos que são colocados por aqueles ditos normais dentro desse modelo as pessoas são capazes de se desenvolver socialmente de ter um emprego alcançar outros níveis de desenvolvimento sócio cultural como qualquer outra pessoa ou 20 a pessoa exerce sua liberdade e capacidade de atuação nos diversos campos sociais e profissionais e vai experimentar das mesmas limitações que todos os outros cidadãos experimentam da mesma forma que uma pessoa surda não vai conseguir exercer alguns papéis na sociedade as pessoas ouvintes também podem não conseguir exercer outros por exemplo as pessoas podem dizer que um surdo não
poderia ser regente de orquestra realmente não poderia porém há muitos ouvintes que também não poderiam pois não é apenas uma questão de audição o mesmo acontece com o futebol qualquer pessoa que não tenha limitações para correr ou para realizar os movimentos necessários para jogar futebol poderia ser um jogador mas nem todos realmente podem porque não é apenas uma questão relacionada à condição física da pessoa mas envolve outras habilidades necessárias para desempenhar essa função nem por isso as pessoas que não conseguem reger uma orquestra ou jogar num time de futebol são consideradas pessoas deficientes levando em
consideração as questões de integração social a surdez então pode ser tida como uma diferença a partir daí a sociedade deve ser preparada para lidar com essa diferença assim como deve ser preparada para lidar com todas as outras diferenças sejam elas de quais ordens forem e se existe esse preparo para oferecer à pessoa surda aquilo que ela precisa para se desenvolver como ser humano não existir a incapacidade nem desvantagem existir apenas uma diferença funcional que é o limiar audi tipo diferente das outras pessoas mas esse limiar auditivo diante da língua de sinais e de uma sociedade
preparada não oferecer a restrição esse modelo social é um modelo que permite que a pessoa surda tenha trânsito social e desenvolvimento humano normal se ela precisa de um intérprete nos serviços públicos por exemplo a sociedade deve disponibilizar o serviço não é um caráter assistencialista mas como um direito garantido a um cidadão competente e com potencial se há necessidade de serviços para o desenvolvimento da oralidade ou serviços que promova o desenvolvimento da língua de sinais em crianças surdas esses serviços devem ser disponibilizados e isso para que aquela pessoa com independência com as suas próprias habilidades diante
dessa sociedade adequada possa desenvolver o seu potencial como pessoa o processo de empoderamento que é a aquisição de emancipação individual para a atuação social plena pode fazer com que uma pessoa surda busque a adequação para outras pessoas com o mesmo perfil possibilitando não apenas o seu desenvolvimento pessoal mas também o desenvolvimento da comunidade conforme dito anteriormente o termo deficiência não é apropriado para se referir à comunidade surda nos últimos anos temos como deficiente auditivo ou mesmo surdo mudo não são mais utilizados isso porque a comunidade de pessoas surdas se organiza em torno da língua de
sinais e tem como característica comum o fato de serem sinalizam antes muitas vezes é utilizado o termo surdo com s maiúsculo para mostrar essa marcação de características próprias comuns a pessoas de um grupo específico e da igualdade social entre pessoas surdas e ouvintes não mais em pessoas normais e pessoas surdas a língua de sinais é uma conquista que proporciona esse status adquirido pela pessoa surda e pela comunidade surda ou comunidade sinalizam ante é a característica que redefine surdez e para ilustrar eu gostaria de compartilhar com vocês uma situação que me aconteceu na época em que
atuava como fonoaudiólogo bilíngue eu tive um paciente surdo que estava em tratamento para adequação do uso da língua de sinais e não da oralidade um dia perguntei porque ele era surdo eu esperava que ele respondesse com explicações do tipo teve meningite na infância eu tive uma doença e fiquei surdo mas depois de um tempo pensando ele me respondeu eu sou surdo porque o uso língua de sinais acho que esse exemplo deixa bem clara a importância da língua de sinais como característica definidora da identidade das pessoas surdas que se sobrepõe ao status auditivo delas espero que
essa aula tem ajudado vocês a entender um pouco melhor o universo da língua de sinais muito obrigado e até a próxima [Música] agora [Música]