No dia 30 de outubro [música] de 2022, milhões de brasileiros estavam grudados na televisão. O Lula, ele acabava de vencer a eleição mais apertada da história do Brasil. >> A justiça eleitoral acaba de confirmar a vitória de Luís Inácio Lula da Silva do PT, 50,9% contra 49,1%.
E enquanto milhares de pessoas comemoravam nas ruas, outras simplesmente entraram em pânico. Todos se perguntavam a mesma coisa. Será que o Lula vai conseguir repetir os mesmos feitos dos mandatos anteriores?
Será que o Brasil vai voltar a ser uma economia pujante? Ou será que essa vitória [música] era o começo do fim do país? É exatamente sobre isso que eu vou falar no vídeo de hoje.
A ideia desse vídeo é extremamente difícil, mas eu vou me esforçar para resumir em 13 minutos o que aconteceu nesses últimos 3 anos de governo Lula. As vitórias, as derrotas, os números reais e principalmente como todos esses acontecimentos podem afetar o seu bolso e os seus investimentos. Só que antes de começar, deixa o like aqui no vídeo e se inscreve no canal.
Isso daqui é muito importante pro YouTube entender que você quer receber mais conteúdo sobre finanças e investimentos. E também para premiar a minha coragem de falar sobre esse assunto, porque eu sei que nos comentários vai rolar um monte de baixaria por aqui, vai ter porrada para todo lado. E para começar, eu preciso te levar pro dia 2 de janeiro de 2023, primeiro dia útil do governo Lula.
O Fernando Hadad, que tinha assumido o Ministério da Fazenda há literalmente 48 horas, publicou um decreto às pressas. Sabe o que que o decreto fazia? Ele revertia uma redução de impostos que o governo anterior tinha feito nos últimos suspiros de 2022.
As alíquotas de PIS voltaram de 0,3% para 0,65 e de 2% para 4% na Cofins. E ainda em janeiro, o governo aumentou o Bolsa Família beneficiando mais de 20 milhões de famílias. Era o prelúdio do que seria o governo Lula.
Obviamente milhares de famílias de fato precisam de ajuda. Só que não existe um almoço grátis, né? Esse aumento no Bolsa Família gerou um custo de R$ 14 bilhões deais a mais por mês nas contas do governo.
80% a mais do que o governo anterior gastava. Só que pera aí, de onde que vinha esse dinheiro? Para você entender isso, eu preciso te explicar uma coisa que aconteceu alguns meses antes.
No Brasil existe uma regra que limita quanto o governo pode gastar por ano. Ele é famoso o teto de gastos. Essa regra foi criada no governo Temer e basicamente dizia o seguinte: "O governo só pode aumentar os gastos de acordo com a inflação do ano anterior.
" Só que o Lula ganhou a eleição e ele falou assim: "Pera aí, eu prometi fazer um monte de programa social, mas se eu seguir essa regra do teto de gastos, eu não vou ter dinheiro para fazer nada". E foi aí que entrou a PEC da transição. O Congresso aprovou uma exceção para 2023 e eles falaram: "Tá bom, Lula, você pode gastar 145 bilhões a mais do que o Teto permite".
E era tudo que o governo queria. Com esse espaço veio o aumento do Bolsa Família. Em seguida, em fevereiro, veio outra medida importante.
O salário mínimo subiu para R$ 1320. Era o primeiro ganho real do salário mínimo em 4 anos. O problema é que só o Bolsa Família ia gerar de custo 14 bilhões por mês.
São 170 bilhões por ano. Ou seja, o Bolsa Família sozinho já era maior que os 145 bilhões da PEC. Isso sem contar todas as outras políticas que o governo queria fazer.
Eles sabiam que eles precisavam arrecadar mais. E qual é a forma mais rápida de arrecadar mais? Aumentando impostos.
E logo depois, em março, o Hadad anunciou o arcaboço fiscal. Lembra do teto de gastos que eu mencionei antes? Pois é, o arcaboo surgiu para substituir o teto de gastos.
A ideia era a seguinte: ao invés de limitar os gastos pela inflação, o governo podia aumentar os gastos até 2. 5% acima da inflação todo ano. E em maio, a Câmara aprovou o arcaboo fiscal.
E um mês depois, em junho, o Senado também aprovou. Foi uma vitória enorme pro Lula e pro Hadad. Só que o Senado fez algumas modificações no texto e quando isso acontece, o projeto precisa voltar pra Câmara aprovar essas mudanças.
Mas a essa altura, o governo já tava comemorando porque sabia que ia passar. E enquanto todo esse rolo acontecia, uma outra coisa bem relevante tava rodando ao mesmo tempo, a reforma tributária. Para vocês terem uma noção da importância da reforma, ela estava em discussão há 30 anos no Congresso.
Todos os presidentes tentaram. FHC tentou, o Lula tentou no segundo mandato, a Dilma tentou, o Temer tentou, o Bolsonaro tentou e ninguém conseguiu. E aí no primeiro ano do terceiro mandato do Lula, o Congresso finalmente aprovou a reforma tributária.
Basicamente o sistema tributário brasileiro é a bagunça completa. Hoje a gente tem cinco impostos diferentes sobre consumo. PIS, CofinFINS, ICMS, ISS e IPI.
Cada um com as suas regras, as suas exceções, as suas alíquotas, que são diferentes por estado. É tão complicado que empresas gastam bilhões todo ano só para calcular quanto que nós precisamos gastar de imposto. E a ideia da reforma era acabar com esses cinco impostos e criar dois.
O CBS, a contribuição sobre bens e serviços, que é federal, e o IBS, o imposto sobre bens e serviços estadual e municipal. Esses dois impostos vão funcionar no modelo IVA, que significa imposto sobre valor agregado. Por mais que facilite o sistema tributário, ele tem um problema.
O IVA provavelmente vai ficar em 28%. Isso pode fazer do Brasil, país com a maior carga tributária sobre consumo do mundo. No segundo semestre, o Banco Central cortou a SELIC de 13.
75% para 13,25 e era o primeiro corte em 3 anos. O governo lançou o novo PAC, que é o programa de aceleração do crescimento, com a promessa de investe 1. 7 trilhão até 2026.
Em agosto, o Lula sancionou o arcabos fiscal. O teto de gastos tinha oficialmente acabado e aí depois vieram mais cortes na CELIC. caiu até 11,75%, e no final de 2023 a reforma tributária foi aprovada no Senado.
Em dezembro ela foi promulgada, oficialmente aprovada, algo histórico no Brasil. Em novembro foi aprovada a taxação de fundos exclusivos e offshores e no finalzinho do ano foi aprovada a taxação sobre subvenções de ICMS. Tudo isso para tentar arrecadar mais e cumprir a meta fiscal, até porque o governo tinha dito no começo do mandato que ia terminar 2023 com déficit zero, ou seja, sem gastar mais do que se arrecada.
E bom, como que 2023 terminou, o PIB cresceu 3. 2%, um pouco acima do ano anterior, o desemprego caiu para 7. 8%, 8.
7 7 milhões de pessoas saíram da pobreza, segundo o IBGE, a inflação fechou em 4. 62% dentro da meta do Banco Central e o Bovespa subiu mais de 20% no ano. O dólar caiu 8% e, por incrível que pareça, tava abaixo de cinco.
Muitos dados bem positivos por aqui. Por outro lado, o governo gastou 230 bilhões a mais do que ele arrecadou, mesmo com vários aumentos de impostos. E a gente fechou o ano bem longe da meta de déficit zero que o Hadad tinha prometido.
Com isso, a gente chegou ao fim de 2023. Mas que forma melhor de começar um novo ano se não aumentando a arrecadação da máquina pública. Em janeiro de 2024, a gente teve mais aumento de impostos, PIS e Cofim sobre diesel, biodiesel, gás de cozinha e painéis solares.
Eles precisavam de dinheiro para implantar a genda deles [música] e eles precisavam de arrecadação e eles decidiram mexer num belo de um vesposiro. No meio do ano entrou em vigor a taxa das blusinhas. Então compras internacionais de até $50 passaram a ter 20% de imposto de importação.
Somando com o ICMS, a carga tributária chegava em 45%. E o resultado foi imediato. Primeiro, que isso pegou mal pro governo.
Segundo, que a própria Confederação Nacional da Indústria disse que 29% dos brasileiros desistiram de comprar em sites internacionais por causa do custo com imposto das blusinhas. O clima ali entre o presidente Lula e o Roberto Campos Neto começou a esquentar. Em junho, o Lula disse que o presidente do Banco Central tinha lado político e trabalhava muito mais para prejudicar do que para ajudar o país.
O governo começou a usar esse discurso porque depois de uma série de cortes na SELIC, os nossos juros voltaram a subir. Muita gente começou a esernear, dizendo que esse aumento era dinheiro que saía de educação e caía direto nos cofres da Faria Lima. Mas a verdade é que a alta da Selic era uma resposta para escalado do dólar naquele ano.
O dólar que tinha fechado 2023 em R85 já tava passando dos R$ 6. Então o Banco Central subiu a taxa de juros, era mais uma derrota pro governo. Uma SELIC mais alta significa uma economia mais travada, pessoas consumindo menos, empresários contratando menos.
Nenhum governante quer isso. Só que os dias do Roberto Campos Neto estavam contados. Ele foi indicado pelo Bolsonaro em 2019 e só ficaria com o presidente até 1 de janeiro de 2025.
No final de 2024, Lula e Hadad anunciaram sucessor do Campus Neto, que é o Gabriel Galipolo. E todo mundo esperava que o Galipolo tivesse uma política monetária um pouco mais flexível, mas ao invés disso, ele acelerou a alta dos juros e a Ceric subiu até 15% em junho, a maior taxa em quase 20 anos. E por quê?
porque a inflação tinha furado o teto da meta. Como de costume, todo ano que a inflação fica acima da meta, o Banco Central emite uma carta aberta explicando tudo que impediu o Brasil de controlar melhor a inflação. E nessa carta, o BC explicou que o IPCA fechou 2024 em 4,83%, acima do teto de 4.
5, por causa de três coisas. Primeiro, preço de alimento que explodiu, precisão entre carne [música] e café. Segundo, o dólar que disparou, isso reflitiu na economia.
E terceiro, o mercado de trabalho tava aquecido e supo pressionou salários e consumo. Afinal de contas, o desemprego estava no menor valor da história. Esse foi o ano de 2024 do Lula, o seu segundo ano de mandato.
O PIB continuava crescendo mais de 3% e o desemprego estava nas mínimas, mas foi um ano com um pouco mais de derrotas. A taxa das blusinhas prejudicou o consumo e a popularidade. A SELIC voltou a subir, o dólar disparou, a inflação estourou a meta e o pior de tudo, o déficit primário foi de 68 bilhões.
Mas nada, absolutamente nada, se compara ao que aconteceu no dia 18 de dezembro de 2024. Naquele dia, o dólar atingiu R$ 6,26, máxima histórica. O Banco Central teve que fazer a maior intervenção cambial em 25 anos.
A gente vendeu bilhões de dólares para conter a desvalorização do real, que inclusive foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo naquele ano. Enquanto isso, o Ibovespa derretia mais de 10%. Esse era o cenário do fim de 2024, início de 2025.
Eis que a gente chega no terceiro ano. Os marinheiros eles costumam dizer que depois da tempestade vem a calmaria. Mas no Brasil, meu amigo, esse editado nunca funcionou.
Logo no comecinho do ano, o governo publicou a instrução normativa 2219 e ela dizia que as transações acima de 5. 000 mensais via pixel ou cartão de crédito teriam que ser monitoradas pela receita. A ideia, segundo o governo, era combater a sua negação de imposto.
Só que a oposição interpretou de [música] outra forma, querem controlar o seu dinheiro. A história toda de controle se espalhou, tinha vídeo com milhões de views rodando por aí. O pânico tomou conta, o Hadad gravou vídeos desesperado, tentando desmentir essa história toda, mas era tarde demais, o estrago tava feito.
E no mesmo mês o governo recuou completamente e revogou a norma. Em março, pra surpresa de zero pessoas, veio mais um pacote de aumento de imposto. Até que em maio, um grupo de políticos da oposição publicou um manifesto que dizia o seguinte: "Desde que assumiu, em 2023, o Lula criou ou elevou imposto 24 vezes, um a cada 34 dias.
" E aí o manifesto viralizou, foi parar em todos os jornais e algumas semanas depois a lista foi atualizada. Eram 27 impostos. A pergunta que eu te faço é: você sabia que o próprio Lula tem investimentos que pagam o mínimo possível de imposto?
Só para vocês terem uma ideia, quando ele foi candidato em 2022, ele declarou um patrimônio de 6 milhões e por volta de 5. 5 estavam em VGBL, que é o vida gerador de benefício livre, que é um tipo de previdência privada. A previdência é considerada um seguro.
Por isso, a alíquota de imposto de renda que ele pagava sobre esses investimentos pode chegar até 10%, caso ele invista por mais de 10 anos, o que é extremamente provável. E além de pagar menos imposto, você ainda tem uma série de outros benefícios. Por exemplo, você pode deduzir até 12% da sua renda bruta anual do imposto de renda no caso de um PGBL.
A previdência privada, ela não vai entrar em inventário. Então, em caso de falência, o dinheiro vai direto pros beneficiários sem pagar ITCMD. E olha, se você não tá feliz com esses aumentos de impostos nos últimos anos e assim como o Lula quer pagar menos imposto nos seus investimentos, a Grão, que é a gestora aqui do grupo Primo, tem uma previdência que segue a minha metodologia arca é uma das menores taxas do mercado.
A gestão é profissional, você consegue fazer a portabilidade de outros fundos que você tenha de previdência para esse, sem pagar nada de imposto. E como você tá vendo aí na tela, a rentabilidade desde a fundação do fundo, ele tá rentabilizando 115% do CDI. Ele é um dos melhores fundos de investimentos do país e a gente deixou ele acessível para você.
Se fizer sentido, clica no link aqui da descrição ou escanea, para você saber mais sobre a nossa previdência. Depois daquele manifesto, o governo ficou na defensiva por um tempão. Algumas notícias positivas foram saindo, como o Brasil terceiro do mapa da fome, segundo a ONU, o dólar voltou a cair.
A química entre o Trump e o Lula também fortaleceu a imagem do presidente. Mas outras notícias não tão positivas também saíram, como o rombo de 4 bilhões nos correios no primeiro semestre. A popularidade estava caindo e o governo precisava voltar com agenda de programas.
Então, surgiu o gás do povo, que nesse ano começou a distribuir gás para mais de 1 milhão de famílias. Mas como eu disse no começo do vídeo, não existe almoço grátis, eles precisavam arrecadar mais. Então eles tentaram mais uma cartada e aí veio a medida provisória 1303.
A ideia era acabar com a isenção da LCI, LCA, CRI e CRA, que são aqueles investimentos de renda fixa que não pagam o imposto. A partir de agora eles pagariam 5% e claro, a CSL dos bancos subiria de 9% para algo entre 15 e 20%. Era basicamente um pacote completo de impostos sobre investimentos, só que dessa vez o governo perdeu.
Em outubro a Câmara derrubou a MP, então era mais uma derrota do governo na questão fiscal, mas claro que não foi um ano, com somente dores de cabeça pro governo. A MP não passou, as estatais tiveram déficit, o controle do Pix machucou a imagem do governo, mas o dólar que tava acima de R$ 6 hoje tá na casa dos R,40. O desemprego tá nas mínimas históricas Ibovespa tá nas máximas acima de 160.
000 pontos. A inflação parece tá sendo controlada. Em 2026 a gente deve ter cortes na Selic.
Enfim, queria deixar claro que é praticamente impossível resumir [música] em 13 minutos tudo que o governo fez durante 3 anos. Com certeza tiveram pontos positivos e negativos que ficaram de fora. E por isso eu queria saber de você.
O que você achou desses últimos anos do governo até aqui? Ano que vem é um ano de eleições. Deixa aqui nos comentários.
Um grande abraço. Até a próxima e tchau.