Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre as afecções esofágicas em grandes animais bom primeira afecção é a obstrução esofágica ela tá associada à apreensão ou deglutição acidental de algum corpo estranho por exemplo é uma fruta um limão uma laranja goiaba manga tudo isso que às vezes tem o pasto ou às vezes a pessoa oferece para animal é muito palatável os animais tendem a gostar de comer isso e às vezes acidentalmente eles degluta sem eh mastigar E aí isso pode causar obstrução esofágica tem algumas situações também que alimentos muito grosseiros ou muito
secos podem causar essa obstrução Por exemplo quando o animal tá ingerindo uma ração e essa ração tá muito seca e esse animal tá comendo ali tá ingerindo com muita volocidade muito rapidamente essa ração seca Principalmente as rações em pó podem compactar ali o esôfago e causar obstrução esofágica sinais clínicos que que esse animal vai demonstrar vai demonstrar dor aflição a gente quando engasga fica aflito porque às vezes dificulta a respiração então aflição tentativa de deglutição vigorosa ali para desobstruir o esôfago às vezes Ele estende o pescoço faz movimentos com a língua tentando eh tirar esse
alimento tose que às vezes ele faz falsa via então o conteúdo começa a ir pra traqueia como não tá indo pro esôfago e e pode ter fluxo de alimento ou de saliva pelas narinas Principalmente nos equinos nos bovinos esse alimento saliva volta mais pela cavidade oral então começa a voltar esse alimento porque não tá indo pro esófago tá compactando né Vai acumulando e vai voltando ali para pro nariz ou para pra cavidade oral e no caso dos ruminantes a gente tem um agravante o gás que é produzido no rumem é eliminado na sua maioria pela
eructação então quando esses animais têm obstrução esofágica ele não consegue eliminar o gás orre o acúmulo E aí leva ao quadro de timpanismo secundário como que a gente faz o diagnóstico Com base no sinais clínicos e no histórico na presença dessas dessas eh caroços e frutas ou ração que pode levar a obstrução esofágica com base também nos sinais clínicos e a gente fecha esse diagnóstico com a sondagem nasogástrica ou a sondagem oror ruminal ali no caso dos ruminantes quando a gente tá passando essa sonda vai ter um impedimento mecânico da passagem dessa sonda e a
gente a gente consegue fechar o diagnóstico e às vezes já fazer o tratamento da obstrução através do uso da sonda além da sonda pode ser feita a radiografia principalmente a radiografia contrastada para identificar onde tá essa obstrução E se ela realmente existe e dá para fazer endoscopia que eu passar uma cânula com uma câmera e eu vou conseguir visualizar esse corpo estranho que tá causando a obstrução uma vez que eu estabeleci o diagnóstico o tratamento é eu desobstruir esse exfo essa desobstrução pode ser feita com a mão então eu coloco um abro boca seguro nesse
animal pode fazer com contenção física ou com sedação introduzo a mão no esôfago desse animal e Retiro o corpo estranho se eu não consigo alcançar com a mão eu posso usar uma sonda e empurrar esse esse corpo estranho até o estômago ou até o rumem desse animal causando a desobstrução posso também fazer uma endoscopia munida de uma pinça e aí eu pino esse esse material e Retiro ou quando eu não consigo fazer de nenhuma forma nem com mão nem com a mão nem com a sonda nem comas eu posso fazer uma cirurgia de esofagotomia para
retirada desse corpo estranho e aí depois dependendo do quadro da gravidade da lesão do esôfago pode ser necessário fazer a esofagostomia que é o criar uma nova abertura do esôfago pro meio externo para permitir que ele cicatrize de forma correta e que o animal ingira alimentos por essa sonda enquanto ele não cicatriza prognóstico para essas afecções vai depender do dessa obstrução do que que essa obstrução causou de lesão ao esófago se foi uma obstrução simples eu consegui intervir de forma correta e rapidamente não teve lesão esofágica o prognóstico geralmente é muito bom mas se já
houve necrose do esôfago esse prognóstico tende a ser de reservado a desfavorável porque às vezes essa lesão é muito difícil de cicatrizar ou mesmo que ela cicatrize ela promove uma estenose do esôfago que dificulta ou alimentação a ingestão de alimentos e água ou no caso dos ruminantes a ruminação e a eructação isso é prejudicial paraa vida do animal outras afecções que a gente tem são as neoplasias esofágicas principalmente carcinoma de células escamosas nos bovinos a ocorrência do carcinoma de células escamosas no esôfago tá muito associada a ingestão crônica da samambaia Então são animais que ingerem
pouca quantidade de Samambaia por um longo período de tempo muitas vezes está associado também à presença do papiloma vírus bovino E aí ocorre a formação desses carcinomas ou no iní do esôfago ou lá na região final próximo a Cardia tá E aí esses carcinomas podem levar a obstrução esofágica então que sinal Clínico que esse animal vai ter sinais clínicos semelhantes é o que a gente discutiu na obstrução esofágica e principalmente esse timpanismo crônico recorrente timpanismo secundário porque aí ocorre a obstrução da passagem do gás e esse animal vai timpanizado mas não tá associado a essa
gestão da samamba os sinais clínicos vão ser dificuldade deglutição aumento de volume externo dependendo do tamanho dessa neoplasia pode levar a obstrução esofágica e ao desenvolvimento da falsa via que é quando o animal deg glútea o alimento ou a água em vez de passar pelo esôfago isso vai para as vias aéreas E no caso aí dos ruminantes pode apresentar esse Timon ismo recorrente é um animal que não consegue eru tá que não consegue eliminar esses gases então ele vai estar sempre tendo aquele timpanismo secundário diagnóstico é feito com base no histórico no caso dos bovinos
de ingestão de Samambaia nos sinais clínicos pode ser feita a radiografia principalmente a radiografia contrastada para determinar esses aumentos de volume e a gente vai confirmar o diagnóstico fazendo uma endoscopia visualizando as características da lesão E principalmente coletando um fragmento e fazendo o exame stopat ológrafo também o diagnóstico pós morem através da necrop sobre o tratamento eh é difícil a gente conseguir fazer uma ressecção dependendo da localização dessa neoplasia e da extensão dela a gente fazer uma ressecção cirúrgica com margem sem causar prejuízo a esse esôfago a essas estruturas do animal tá então o prognóstico
é sempree desfavorável para essas afecções se é uma neoplasia ali no início do esôfago Às vezes a gente consegue fazer uma esofagotomia criar uma nova passagem E aí esse animal fazer ser alimentado por sonda Tá mas é difícil manter um animal dessa forma então o prognóstico é sempre ruim sempre desfavorável quando eu tenho esse carcinoma de vias digestivas outra afecção que eu posso ter no esófago é a ruptura esofágica ela geralmente é secundária à presença de corpo estranho pérfuro cortante ou de um corpo estranho que cause uma compressão muito grande levre a necrose desse órgão
ou após tentativas de desobstrução feita de forma errada se eu passar a sonda e eu introduzir essa sonda com muita força com muita pressão essa sonda pode causar a ruptura do esôfago e aí esses animais vão ter como sinais clínicos à medida que vai evoluindo essa ruptura começa o corpo tentar criar um espaço para eliminar essas essas materiais necróticos que estão sendo acumulados ali naquele ponto que rompeu o esôfago Então faz uma fistulação pra pele e essa fistulação vai ser ali próxima às vezes próxima ou pode ser até distante ao ponto de ruptura certo então
e aí por esse buraquinho por essa fístula que forma vai começar a drenar saliva vai começar a drenar alimento e água Principalmente quando esse animal tá se alimentando ou tá ingerindo água sinais clínicos como que eu fecho o diagnóstico com base na anamnese nesse histórico do animal nos sinais clínicos e eu posso também fazer a radiografia contrastada como tá sendo feita aqui na imagem para confirmar ou para determinar o trajeto dessa fístula então aqui a gente tem o pescoço de animal cabeça tá para lá e aqui tá o esôfago é feita a aplicação do contraste
na parte cranial do esôfago e esse contraste tá escapando pela fístula pro meio externo e aí a gente consegue determinar o trajeto dessa fístula também posso fazer isso via endoscopia tratamento dessa afecção seria fazer o desbridamento da parte necrosada e fazer a esofagoplastia tentar unir novamente as porções desse esôfago de forma que ele adquira novamente a função prognóstico vai depender da extensão dessa lesão da gravidade e da resposta do animal ao tratamento mas aí vai ser sempre de reservado Às vezes a desfavorável bom sobre as afecções esofágicas eraa isso que eu tinha para falar para
vocês até a próxima aula