Professor. Oi. Perfeito, professor. Então vamos. Oi. Diga. Professor, posso fazer uma um pergunta antes de se oficial? Claro. Sim. Fica à vontade. Eh, sobre as distorções, né, cognitivas, né, que se apresentou no bloco anterior, a personalização, ela é tida muito como uma distorção presente naquadros depressivos, né? Eh, mas a gente encontra também ela em quadros ansiosos, Né? Porque o ansioso também ele fica com aquela expectativa de que tudo é culpa dele, que ele precisa fazer, ele é necessário, ele precisa fazer, ele precisa se antecipar. Tá correto esse raciocínio? Sim, correto. De fato, verdade. Eh, tem
algumas diferenças, né, na da eh entre a o modo típico de pensamento de ansiedade e o de depressão, né? Mas existem o pontos em comum. é uma, é um ponto em comum, embora seja mais forte Para o depressivo, né, do que para ansioso. O ansioso eventualmente pode se encaixar nessa nessa categoria, né? O deprimido geralmente se encaixa nessa categoria, né? Seria isso? Isso te corresponde? Sim, sim. Perfeito. Obrigado. Perfeito. Pessoal, fiquem bem à vontade para perguntar. Então, caso não tenho perguntas, vou continuando aqui. Então, nós vimos eh a conceitualização, resumindo o que a Gente viu,
né? Então, a conceitualização é um processo extremamente importante, tá? Que eh no na terapia cognitiva a gente faz o diagnóstico, né? A, o diagnóstico entra como um elemento da conceitualização, né? E a conceitualização serve para construir um plano de tratamento, né, que vai ser eh ambos processos vão ser, aliás, os três processos vão ser sempre realimentados. O processo de diagnóstico também é realimentado, embora em geral o Diagnóstico bem feito não é ele ele se se estabelece ali, eh, é aquele diagnóstico mais ou menos, mas eventualmente você pode até descobrir algum aspecto diagnóstico que não tinha
percebido e pode realimentar o diagnóstico, né? Mas a conceitualização você vai evoluindo, você vai melhorando essa hipótese de trabalho com os dados que vão chegando, né? E com isso você vai reorientando o plano de tratamento, tá? Então é um processo extremamente Importante que a gente vai dedicar uma disciplina inteirinha para o treinamento, né? Que é muito importante que vocês treinem a habilidade de conceitualizar, tá? Que se compõe de uma série de habilidades menores ali que vão aprender, né? Então, essa é uma lógica típica da terapia eh da TCC, que é de treinar habilidades, identificar quais
são as habilidades que compõem uma habilidade mais geral e praticar aquelas habilidades para ganhar uma expertise Naquilo. Então, agora nós vamos ver ah um modelo aqui, um exemplo para vocês, um modelo de diagrama de conceitualização cognitiva, tá? Esse modelo é apenas um dos modelos, é um modelo que é oferecido eh pela Juditbec, tá? Então, digamos, é um é um caminho de conceitualização que eh torna eh os passos mais fáceis, mais [Música] eh é um caminho, digamos, mais acessível, né? Porque você vai Preenchendo essas questões aqui, tá? Então, uma dica muito importante para vocês, tá? comecem
a preencher. Se usarem esse diagrama que é interessante, né? Claro, vocês vão aprender cada vez modos mais sofisticados de fazer a conceitualização, tá? Mas esse é um bom começo, eh, começar com esse tipo de diagrama, tá? Porque realmente é um caminho que ajuda, tá? O terapeuta inexperiente, tá? Então, dica, comecem Preenchendo a parte de baixo, não comecem de cima. Dica preciosa. Por quê? que fica muito mais fácil, tá? Então vamos lá, vamos entender os elementos do diagrama de conceitualização, tá? Pegando aqui a parte de baixo pra gente entender as estratégias compensatórias, tá? Que comportamentos o
ajudam a lidar com a crença, tá? Eh, claro, vamos ver aqui do começo para entender os elementos e depois a gente vai eh eh ver o preenchimento de baixo para cima, que No outro slide que fica mais fácil. Então começa com, digamos, aqui em cima você coloca o diagnóstico, né? Eixo um, eixo dois, né? Lembrando dentro do modelo do DSM, né? Você tem a ideia de que existe o eixo um e o eixo dois, tá? Na verdade, tem outros eixos também, tá? Mas aqui os mais relevantes é o eixo um e o eixo dois. O
eixo um são os transtornos que têm um um início, né, e um um desenvolvimento e uma eh, por exemplo, uma depressão, ela tem um Início, né, ela se desenvolve durante um tempo, depois é uma remissão daquela depressão, né? Eh, ou ela pode se cronificar, por exemplo, tá? Mas, eh o eixo dois já são transtornos de personalidade, transtornos que são eh se referem a padrões mais amplos, mais arraigados. São padrões que, na verdade, estão presentes praticamente desde que a é uma criança pequena. Eh, o paciente já apresenta aqueles padrões, né? Então, por exemplo, transtorno de Personalidade
evitativa, né? um padrão recorrente de ter ansiedade, de evitar situações aonde justamente essa estratégia compensatória de evitar, ela é muito utilizada, né, caracterizando a vida da pessoa, que é uma personalidade evitativa, né, ou um dos mais famosos, transtorno de personalidade borderline. Trans de personalidade borderline, ele eh eh ou transtorno limítro do comportamento do da personalidade, ele é um conjunto de padrões que a gente vai Até examinar em mais detalhes um exemplo clínico que eu vou trazer, tá? Então, tá relacionado a à impulsividade, a ter eh padrões de eh se machucar, por exemplo, de eh de
fazer eh se queimar com cigarro ou de eh de se machucar ou de se arranhar, né? Então, tem vários comportamentos assim que a pessoa pode se machucar, né? Eh, tem eh uma sensação de vazio crônico, né? Então tem uma eh tem uma série de características, né, que de fato a Pessoa apresenta aquele padrão desde pequenininho, aquele então a diferença central do eixo um e do eixo dois é que o eixo um se refere a um transtorno que evolui em uma em uma certa eh, por exemplo, depressão ou ansiedade ou pânico ou eh esquizofrenia. Quer dizer,
esses diagnósticos são diagnósticos do eixo um, né? E no no eixo dois são os transtornos de personalidade, são esses padrões mais argados, tá? Então a gente coloca o diagnóstico do eixo um e do Eixo dois aqui em cima, tá? Depois escreve aqui os dados relevantes da infância, que experiências contribuíram pro desenvolvimento e a manutenção da crença nuclear, né? Depois a gente escreve qual a crença nuclear, qual a crença mais central sobre si mesmo, tá? Então ele é um diagrama muito específico, assim, ele serve para conceitualizar esse aspecto da crença nuclear, né? Então ele é muito
dirigido assim para isso aqui, né? Eh, aí você Coloca suposições, crenças ou regras condicionais, aquelas eh crenças intermediárias, tipo C, então, né? Então, que suposição ajudou a lidar com a crença nuclear? Qual contrapartida negativa para essa suposição? Estratégias compensatórias que comportamentos ajudam a lidar com a crença, tá? E daí coloca assim, situação um, situação dois e situação três, tá? Nas três situações você coloca pensamento Automático, significado do pensamento automático, a emoção que a pessoa sentiu e o comportamento que ela teve, tá? Então você dá, pega um exemplo de uma situação, o que que ela pensou
naquela situação, qual o significado que ela pensou, qual a emoção que ela sentiu, qual o comportamento. Situação dois, a mesma coisa, situação três, a mesma coisa, tá? Então, como eu disse, a gente começa por baixo. Vamos ver preenchido que aí fica mais fácil de entender, tá? Então, nesse caso, essa paciente aqui, tá? Vamos pegar primeiro as situações, tá? Então, a situação um, ela vai para um novo trabalho, tá? que que ela pensou nessa situação do novo trabalho não vai ficar perfeito. Qual é o significado desse pensamento? Estou incompetente. Qual é a emoção que ela sente?
Ansiedade. Qual o comportamento que ela tem? Ela adia o início do trabalho. Procrastinação, adiar, né? Ã, situação dois, os amigos querem visitá-la, tá? Então, o pensamento automático ela teve quando os amigos falaram: "Ó, nós vamos te visitar", ela pensou: "Vão ficar com pena de mim, tá? Qual é o significado desse pensamento automático? Sou uma fracassada. Qual a emoção que ela sentiu? Tristeza. Que que ela fez? Não aceitou a visita. Né? Situação três, ela tem um Novo namorado, pensamento automático. Não vai dar certo. Significado pensamento automático. Eu sou azarada no amor. H, ela já tem uma
profecia que o amor ela dá errado para ela, né? E se não der, ela vai fazer dar, né? Vai dar errado, né? Então, a emoção sente tristeza e o comportamento dela não dá mostra do seu interesse, tá? Então, como ela já sabe que não vai dar certo, ela nem mostra que tá interessado E aí não rola mesmo, né? A profecia se concretiza, tá? Então agora vamos preenchendo aqui, né? As estratégias compensatórias, como é que ela foi compensando? Tá? Procastinação, ó, que ela adia o início do trabalho, então empurrou pra frente. É um tipo de evitação,
só que é no tempo, né? E evitação, tá? Ela usa muita evitação, né? tanto de empurrar paraa frente, quanto aqui, por exemplo, ela evitou se relacionar com os amigos, ela evitou o o Novo namorado, né? Então, procrastinação, evitação, as suposições, eh, crenças ou regras condicionais. Se eu não for perfeita, eu serei um fracasso. Se eu não controlar todas as variáveis, serei desvalorizada, tá? Quais são as crenças nucleares? Sou defeituosa, sou fraca, sou incompetente, sou fracassada, não sou digna de ser amada, né? E quais são os dados eh os dados da infância dela que são relevantes,
mais relevantes? Ela Tinha uma doença crônica e tinha pais muito exigentes, tá? Então, pais exigentes contribuíram para que ela tivesse uma eh crenças de que ela ela são eh que ela é incompetente, né? de que ela defeituosa, né? A doença crônica de que ela contribuiu para crenças nucleares de que ela é fraca, de que ela eh é defeituosa, né? Então, ela desenvolveu esse tipo de estrutura eh psicológica, tá? Então, esse é o diagrama de conceitualização da Juditbeck, mas vocês vão aprender vários modelos, né? E essa parte da apresentação, eu vou finalizar aqui. Eh, eu achei
interessante trazer isso para vocês, mas o Jetback publicou isso, eh, que é critérios de competência para o terapeuta cognitivo, tá? Então, é interessante vocês saberem o que que se espera de um terapeuta cognitivo, né? Então, tem a questão do conhecimento que se espera, das habilidades que se espera E das atitudes que se espera, né? Então, vou dar umas pinceladas para vocês, né? Conhecimentos. O terapeuta deve demonstrar o entendimento do modelo cognitivo comportamental. Essa vocês já estão sabendo. Conceitos de pensamentos automáticos, erros cognitivos ou distorões cognitivas, né? Esquemas e princípios do comportamento. Vocês tiveram uma pincelada,
formulações cognitivo-comamentais para transtornos comuns, tá? Isso é o seguinte, é digamos O modelo também se chama assim eh em geral aqui no Brasil se chama de modelo cognitivo do pânico, modelo cognitivo do toque, tá? Modelo cognitivo da do tag, ou seja, são modelos cognitivos de cada transtorno, dos transtornos mais comuns, né? Então tem toda uma explicação, uma eh um fluxograma, né, de do que que acontece nos transtornos, no tipo de processamento típico eh que causa sintomas nos transtornos mais comuns, tá? Eh, então isso vocês vão Ver, nós temos muitas disciplinas voltadas para disciplina de toque,
vocês vão ver o modelo cognitivo do toque ou os modelos cognitivos do toque, porque existem vários hoje em dia vários modelos cognitivos. Táé? Eh, ou seja, diferentes autores se debruçaram sobre isso e formularam, né, modelos que são eh tem pesquisas ou tem eh cada autor defende, né, o seu seu modelo ali. Às vezes tem quatro, cinco modelos diferentes, né, e tem uns que tm mais Evidência, outros menos evidência. Então, a ideia é que vocês vão com o tempo conhecendo os diferentes modelos para os transtornos, tá? Quais são as indicações para TCC, tá? Ou seja, o
que eh como é que se utiliza a TCC eh eh principalmente em combinação com outros eh com outros tipos de tratamento, né? Então, por exemplo, hã, na depressão, como eu comentei já com vocês, na depressão grave é indicado que Eh a farmacologia junto associada à psicoterapia, já na depressão moderada ou leve, a só a TCC tá indicada, coisas assim, tá? Então, saber os, digamos, as as indicações eh ideais para a TCC, a justificativa para sessões de estruturação, colaboração, solução de problemas, quer dizer aí utilizar técnica de solução de problemas e e outras técnicas também, né?
Princípios básicos de psicoeducação, tá? Existe muita ênfase na psicoeducação. Cada Transtorno, por exemplo, o toque, vocês vão psicoeducar a pessoa sobre o toque, ou seja, ela vai entender o que que é o toque e o que que ela pode fazer para melhorar daquele toque, né? Então, quase todo o transtorno tem aspectos de psicoeducação, né? Princípios básicos dos métodos comportamentais, princípios básicos das técnicas cognitivas, como modificação de pensamentos automáticos, esquemas e a importância da educação continuada em TCC, como eu comecei hoje falando dessa importância de tá sempre aprendendo, tá? Então isso em termos de conhecimento, tá?
Habilidades. O terapeuta deve ser capaz de avaliar e conceitualizar pacientes com modelo da TCC, de estabelecer e manter uma relação terapêutica colaborativa, tá? Então, ah, esse é um dado bem importante, eu queria comentar, tá, gente? A relação terapêutica ou aliança terapêutica é o portal da mudança do paciente, tá? Se Você tem uma boa relação com o paciente, que chama-se a relação terapêutica ou aliança terapêutica estabelecida, tudo funciona bem na terapia, tá? Se essa aliança estiver fragilizada, se desde o começo, por exemplo, ela não rolar um bom uma boa relação com o paciente, é melhor encaminhar
o paciente para outro terapeuta, tá? Se depois da quarta sessão, tá, não tiver uma relação eh legal e colaborativa, é melhor encaminhar para Outro para outro terapeuta, porque eh tem estudos mostrando que não vai funcionar a a terapia, tá? Então, claro, isso não é não acontece toda hora. Isso são casos de de um um casamento infeliz de esquemas, né, de esquemas do terapeuta e do paciente, porque o terapeuta também tem seus esquemas, né? Então, se por isso que o terapeuta tem que tá bem trabalhado nessas coisas, tem que tá bem eh inteiro em termos eh
eh de eh não está se Conhecer, a gente não pode dizer que é necessário fazer terapia, né? Eh, é claro que é desejável fazer terapia, mas não é obrigatório fazer terapia. Nem todo mundo precisa de terapia. Não é obrigatório você fazer terapia, você fazer uma supervisão, né? Isso que é legal também, bem legal, uma supervisão. Tanto é que a gente tem no curso bastante supervisão, temos bastante ênfase em supervisão, tá? Mas o que eu quero dizer, a gente tem que tá inteiro, Né? O terapeuta tem que usar aquilo que que ele tá aprendendo e tem
que buscar a sua saúde mental, né? para tá inteiro ali na relação e não expressar eh eh não interagir com o paciente com base em seus esquemas eh dispunos para nós, né? Ou seja, ele tem que eh digamos estar eh evoluindo sempre, né, na questão dos seus próprios esquemas, tá? Educar o paciente sobre o modelo da TCC é uma habilidade. Educar o paciente Sobre esquemas e ajudá-lo a entender a origem das crenças. Estruturar sessões, incluindo estabelecer agendas. Uma das coisas que a gente faz em TCC é fazer uma agenda, por exemplo. É muito simples. Olha
o que que a gente digamos de trê três pontos é é um um limite bom ali, porque mais de três pontos é difícil a gente dar conta na sessão, tá? Mas digamos com o máximo de três a cinco pontos. Cinco eu acho muita muita coisa. Melhor é resumir nums três pontos no Máximo. Então é de um a três pontos, eu diria, eh que a gente tenta estabelecer com o paciente, a não ser que seja um pontinho menor ali. Então por isso que vai até cinco, por uma coisinha mais eh menor ali, que que é para
lembrar de discutir aquele ponto ali, um ponto menor, né? Então, digamos, uma sessão, ela começa a gente estabelecendo uma agenda, a gente o que que a gente não pode deixar de fora dessa sessão, né? E entender inclusive as prioridades do Paciente, tá? Então isso ajuda a utilizar o tempo de uma forma adequada, né? Se não pode dar aquela síndrome da maçaneta, né? Que claro, para atendimento virtual não tem a maçaneta, mas no atendimento presencial e a brincadeira é que o paciente bota a mão na macineta. você bota a mão na maçaneta para abrir a porta
pro paciente e o e o paciente daí te conté, pois é, mas eu fui abusado e do sete aos 14 anos. Aí eh realmente aquilo veio numa hora que você Não vai fechar a porta ali pro paciente dizer tchau, né? Então é assim na maçaneta é o que acontece. Não foi feita uma agenda, né? você não sabia eh do que que era importante colocar naquela sessão e acabou chegando no final da sessão o paciente te jogando uma bomba, né, que tu vai ter que manejar aí no final da sessão, né? Então não é produtivo. Então
estabelece agenda bem interessante. Revisar e prescrever tarefas de casa. A gente ganha muito em Terapia com tarefas de casa, que é melhor falar tarefas de terapia, tá? Porque tarefa de casa, principalmente se for estudante, não vai associar com uma coisa boa, né? Trabalhar com problema chave e usar feedback, né? Sempre pedir feedback pro paciente, tá? É é bem importante a gente tá eh recebendo esse feedback e se reorientando por esse feedback. Utilizar a programação de atividades e a tarefa gradual, utilizar técnicas de Treinamento, de relaxamento e exposição gradual, tá? empregar. A exposição é o tratamento
que se faz para a evitação, tá? Então, quando a pessoa evita, você vai fazer o contrário, vai fazer uma exposição e aí a exposição gradual é a mais recomendada, né? empregar técnicas de registro de pensamento, usar técnicas de prevenção de recaída, também importante prevenir a recaída no final do Tratamento, reconhecer seus próprios pensamentos e sentimentos acionados pela terapia. Então veja, usar o modelo cognitivo consigo mesmo para entender, né, o que que acontece durante a terapia, escrever uma formulação de TCC, ou seja, saber aqui no caso formulação no sentido de uma conceitualização de casos, tá? Então,
saber conceitualizar os casos em um nível sofisticado, um nível detalhado, né? Buscar supervisão adequada quando necessário, tá? vocês Têm a supervisão super adequada em grande quantidade no curso durante o curso, tá? Tem vários momentos de supervisão. Eh, o terapeuta, as atitudes do terapeuta, ele deve ser empático, respeitoso, não crítico e colaborativo. Deve ser sensível às questões socioculturais, socioeconômicas, educacionais, né? Aberto exame de observações ao vivo ou gravadas em vídeo ou áudio das sessões em tratamento, tá? É, isso é uma coisa muito dos Americanos, que os americanos eles gravam em vídeo sessões e depois passam nos
congressos. A gente cansa de ver. Claro, o paciente autoriza, tá? Ele autoriza, mas eh eles têm muita prática de gravar as sessões em em vídeo, né? Eh, aqui no Brasil a gente não costuma fazer isso, realmente não costuma fazer. Eh, só com eventualmente quer usar para alguma aula, alguma coisa. Então aí, claro, se pega um tema também, não é um tema lá das eh extremamente vechatório Pro paciente ou coisa assim, quando o paciente autoriza, se trata de um de uma questão mais eh que não não envolve nenhum tipo de eh de humilhação ali pro paciente
ou de revelação de aspectos eh sombrios da sua vida pessoal, né? Tanto que o paciente autoriza, né? O paciente está lidando com um problema ali bem comum e o terapeuta mostra essa interação ali para lhe dar uso de técnicas, né, para isso. Então, são esses os critérios para O terapeuta cognitivo, tá? Só para vocês terem uma ideia, pra gente começar o curso, você sabendo o que que vem pela frente, que eh são eh o desenvolvimento de conhecimentos, de habilidades e de atitudes também, tá? Então vamos, eu vou eh buscar aqui a minha outra apresentação. Eu
penso que a gente poderia eh ver um caso, talvez ver um caso, né? Eh, então, eu tenho um caso aqui que eu acho que vai ser bem legal. Deixa eu só abrir aqui previamente um instantinho. Esse caso é um caso, eu vou primeiro, são duas apresentações. Eu vou eh pegar aqui o a descrição do caso, tá? Eu caso Mariana, tá? Esse é um caso que foi apresentado no congresso da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas, eh, que foi feito, realizado em Gramado. Pera aí, deixa eu abrir aqui o caso. Já vamos vendo. Então, o caso Mariana,
tá? E ele foi considerado, eh, na verdade, o mérito é da terapeuta, né? Ele foi considerado o melhor caso apresentado no Congresso, tá? E eu fui chamado para fazer lá no congresso, então foi exibido o caso pela terapeuta e eu fiz a aí a supervisão do caso, eu e o professor Irismar Reis de Oliveira da Universidade Federal da Bahia, né? Não sei se a a nossa amiga baiana aí conhece o professor Irismar Reis de Oliveira. É um Grande nome da TCC. O professor Irismar, que é da Universidade Federal de Salvador, né? E ele tem eh
muito interessante porque ele tem o único tipo de terapia cognitiva que foi desenvolvido no Brasil, tá? Que é terapia cognitiva processual baseada no o processo do France Cafka, né? No livro O processo do Franz Cafka. Então o professor Ismar eh tem um modelo muito interessante, é uma terapia que tem muita semelhança com a Terapia clássica do Aron Beck, né? Mas ele ele introduziu uma série de mudanças ali. Então ele ele ele vai o professor Smar vai pelo mundo aí aa pros Estados Unidos, pela França, em outros países, pela Europa também, fazendo treinamento nesse tipo de
terapia que ele criou, ele tem os livros e e cursos sobre isso e que o pessoal gosta muito, inclusive, que é o único tipo de terapia cognitiva brasileira, né? Eh, e muito interessante, né? e que ele faz eh usa Um modelo como se fosse jurídico, né, aonde como se fosse um processo, onde tem, por exemplo, acusação e defesa, né? né? Então ele faz três rodadas de acusação e defesa. Então os pensamentos automáticos estão lá e fazem uma acusação pra pessoa e aí ele treina a capacidade de defesa também da pessoa, dá uma uma uma rodada
de defesa, depois aí vem uma nova rodada de acusação, uma nova rodada de defesa, faz três vezes isso. Então umas técnicas muito Interessantes, terapia cognitiva processual, professor Ismar Raí de Oliveira. Então, foi ele que fez a, foi uma honra ter compartilhado lá palco com ele para eh dar supervisão em relação a esse caso, tá? Mas vamos colocar aqui então ah essa apresentação e vamos ver o caso da da Mariana, tá? Então, eh, isso foi o que a eh eu na verdade troquei, tá? Desculpa que eu troquei. Essa aqui é a Minha foi a minha supervisão,
tá? Então a gente vai, deixa eu parar aqui. Eh, vamos pegar a o caso em si, mas eu já vou deixar aberto esse caso aqui. É que a gente tem que ter a apresentação já aberta para poder puxar pro aqui pro Zoom. Então, já abri a outra. Agora a gente vai colocar a apresentação correta aqui no caso Mariana. Vamos lá. Tá. Então Agora do começo, tá? O caso Mariana. Então ele foi o que que acontece? Foi uma uma profissional eh ainda profissional não, foi uma estudante, né? estudante do curso da PUC de psicologia, né, que
eh ela recebeu eh esse caso lá pelo sistema de atendimento da faculdade, né, foi supervisionada pela supervisora local, que eu até conheço, é uma uma pesquisadora muito boa dentro da TCC, então ela foi muito bem orientada, né, tanto que ela conduziu bem o caso, Né, então a gente vai ver como é que ela apresentou o caso. Inclusive, isso fica um modelo para vocês entenderem como é que a gente faz a supervisão de um caso, tá? É uma das formas de fazer. Você pode colocar os dados do seu paciente num modelo parecido que tem esses dados
aqui. São dados interessantes pra gente, o supervisor a ao saber desses dados aqui do paciente, ele vai sabendo como orientar eh o supervisionando no sentido dele dar um melhor atendimento, tá? Então, a espinha dorsal seria os dados de identificação do paciente. No caso aqui vão ser só as iniciais, né, para não revelar quem é o motivo da busca do atendimento. A história pregressa, história passada, né, história atual, o diagnóstico pelo DSM aqui na época era o DCM eh 4, né, texto revisado, não era o cinco, que hoje tá nos cinco, texto revisado, as escalas utilizadas,
a conceitualização e a dificuldade no manejo do caso, tá? que a gente quer Saber qual é a dificuldade que a pessoa tá enfrentando para manejar o caso, né, no final de tudo. Então, vamos lá. Os dados de identificação da da paciente que é a Mariana, ela buscou o serviço de atendimento psicológico do laboratório de, nem sei dizer dizer aqui a a sigla o que que é um laboratório lá de terapia da PUC do Rio Grande do Sul. Eh, a paciente tem sexo feminino, 24 anos, casada, escolaridade sétima série do ensino Fundamental, comportamento Mariana educada e
chora muito, acho que não chama mais de ensino fundamental, natural de Porto Alegre, tá? Então, Mariana buscou busca do atendimento. Ela buscou o atendimento devido ao toque, o transtorno obsessivo compulsivo, pois estava sofrendo por não poder usar determinadas roupas, sapatos, bolsas, não poder cortar o cabelo, verificava sistematicamente a ordem das Coisas, acordava várias vezes durante a noite para ver se as coisas estavam no lugar, tá? colecionar embalagens de cremes que não consegue botar fora, não conseguir entrar em determinados ambientes e encontrar determinadas pessoas. Diz que vem se sentindo pior aproximadamente três semanas, né? O fato
que o paciente relata como desencade para sua piora foi reaproximação do seu marido com a filha. Isso trouxe o medo de que ele se reaproxime da ex-mulher. Relata também ter medo de que o marido dê mais atenção e carinho paraa filha. Então esse foi o, digamos, o desencade que levou ela a buscar o tratamento, tá? E que ela que ela fez ela se sentir pior a três semanas, tá? A história pregressa dela, a história passada. Então, ela foi criada longe do pai. Ela morou com o irmão até os 5 anos. teve dificuldade de adaptação no
colégio, precisou da presença da mãe por Dois meses e brigava com os colegas constantemente. Ela apanhava seguidamente da mãe quando chegava da escola, pois esta não queria que Mariana tivesse amigos, né? Curioso isso. Aos 14 anos teve seu primeiro namorado, suspeita da aí a sua mãe suspeitou com relação à perda da virgindade, né? E houve o final do namoro devido a uma traição, né? Então essa traição acabou sendo importante para ela depois. criou um esquema, né, em relação a Isso. História pregressa. Aos 15 anos, ela começou a trabalhar fora de casa. Aos 17, mudou de
emprego, conheceu João, irmão do seu chefe, antigo amigo da sua família. João, de 53 anos, estava separado, exesposa, há 16 anos, com quem teve três filhos, duas mulheres e um homem. Casaram, né? Ela com 17, ele com 53. casaram. Mariana saiu do emprego. Aos 19 anos engravidou de João. Aí houve a descoberta de quem era o Pai. Ela não sabia quem era o pai. Ela passou a trabalhar como secretária do seu marido, né? E ela xingava as pessoas que ligavam, que iam à fábrica, não deixando que o marido saísse do seu lado, mas achava que
ele iria traí-la, tá? Então ela ela dá para ver que aquele aquela traição que ela recebeu lá, ela transportou para esse relacionamento, né? Eh, parece de parou de trabalhar com o marido, pois seu ciúme estava Prejudicando financeiramente ele, tá? Relata que João já agrediu algumas vezes. Em 2004, ela foi internada por 23 dias devido ao POC, previamente diagnosticada por sua antiga psiquiatra. Fez fez lá a psicoterapia individual, psicoterapia de casal. Eh, ela usava medicações, né? Vejam a quantidade de medicações que ela tomava. Tomavaxetina, eh, 20 mg, 2 de manhã, 2 de noite, esperidona 2 de
manhã, 2 de noite, clomipramina 2 de manhã, 2 de Noite, 0,5, 2 de manhã, 2 me diia, 2 de noite. Tá? Então, bom, primeira coisa que eu bati o olho aqui, tá louco, né? É uma super medicação aqui, tá? Eh, esse rivotreu aqui, vocês sabem só só um aspecto que eu vou comentar aqui, tá? Rivotril frontal, tá? Então, benzo de azepínicos, tá? Na Europa, se você usar mais do que três semanas, o médico que usar mais de três semanas benodas aepínico com os pacientes, pode ter a carteira Profissional cassada pelo Conselho de Medicina, tá? É
considerada uma falha ética grave, tá? Por quê? Porque essas substâncias, o benzepínico, ele, ah, eu me acalmo, consigo dormir, uma maravilha, tá no começo, mas aí vai rapidamente estabelecer uma tolerância, vai ter que aumentar a dose, né? E eles tem vários problemas, né? Eles ã para começar, não adianta a terapia se você tiver usando eh ribotril frontal, tiver usando remédios ansiolíticos, tá? Quer Dizer, você tá baixando ansiedade quimicamente, tá? Que acontece? Se você vai tratar aquela ansiedade, você vai expor o paciente a uma situação que ele tem ansiedade, né? E ele não tem ansiedade. Então
ele não funciona a técnica de exposição quando ele tá medicado. Ele tem que parar de tomar medicação para poder fazer a técnica de exposição, senão técnica de exposição não funciona. Então você tem que combinar até com o profissional, tá? Mas Vou dizer o que que acontece depois de três semanas do uso do uso contínuo ali durante as três semanas do rivotril ou frontal, né? Ã, o cérebro para de produzir o gaba, que é o ácido gama minomutírico, é o principal neurotransmissor inibitório do cérebro, né? Então, eh eh na verdade o ripotril frontal ele imita o
gaba, ele se encaixa nos receptores do ácido gama aminobírico, tá? Então ele diz pro cérebro assim: "Olha, eu sou gaba, tá Aqui, tem bastante gaba, então desliga os neurônios, então te acalma, vai dormir, para de ter pensamento obsessivo, não fica agitado, né?" Então, agitação, pensamento obsessivo, ansiedade, insônia, é neurônio ligado demais, né? Se você dá um uma substância que desliga os neurônios, vai terminar esses sintomas, tá? Só que o que que acontece? você vai eh eh ficar o dia de freio freio de mão puxado. Em termos cognitivos, você fica sequelado com Aquilo ali, né? A
fala fica pastosa da pessoa, a pessoa fica com a fala pastosaim, ela desenrola para falar, entende? Porque tudo fica pastoso, né? As ideias ficam pastosas também, porque a pessoa tá lentificada, ela tá com uma química lá que tá baixando atividade dos neurônios dela, entende? Tá ficando calma a custa de ficar lenta e e e com a capacidade cognitiva de uma criança, né? É como se a pessoa tivesse bêbada, tá? Então não Dá para te manter, foi para usar durante algum tempo, não dá para manter a pessoa sedada com dentro de azipínico, tá? Mas aqui no
Brasil a coisa mais comum e além disso dá uma dá demência, tá? A pessoa tem com o tempo tem uma síndrome que não consegue lembrar de nada e não consegue pensar direito, fica com um processo demencial no cérebro, entende? Então é um horror usar essas benças doepínicos, mas aqui no Brasil é muito comum. O rivotre inclusive é baratíssimo, tá? É Coisa de R$ 5 a caixinha que já já acabou a patente do remédio. Então é muito baratinho. Então e o paciente vai tirar vai tirar esse remédio depois dos pacientes, né? Vai ver a briga que
é. Mas dizer, eu não consigo dormir, eu tô agitado, eu tô ansioso. Claro, ele ficou viciado num benço deepílio, tá? Então gente, é muito só essa questão aqui do eh dessa dessa medicação já é muito complicada, tá bom? foi realizada a psicoeducação do Modelo cognitivo e do transtorno obsessivo e compulsivo, tá? Acerto dela aqui. Eu vou ler, depois eu vou ler a minha supervisão que tem o feedback a respeito do como ela atendeu, tá? Como a terapeuta atendeu. O atendimento à paciente foi realizado no formato de duas sessões semanais. A paciente demonstrava um forte padrão
de personalidade impulsiva, tá? Então vamos pensando. Ela tem um diagnóstico de eixo dois. Olha a dica aí. Tem um diagnóstico De eixo dois aí. Qual é? Vamos ver quem é aqui. Se alguém tiver um palpite, pode pegar o microfone e falar, tá? Estou pensando com a personalidade da underline. Exato. Matou a charada. Quem falou que eu não vi aqui? Eu, Juliana, parabéns. Matou a charada. Matou a charada. Muito bom. É isso mesmo. Tá. Então, eh, vocês vão ver os outros sintomas aqui também, tá? Então, inicialmente o objetivo foi controlar a ansiedade da paciente e sua
história Atual, né? Posteriormente foi utilizada a técnica de exposição às obsessões e prevenção de resposta, tá bom? Depois a gente vai falar o que que é essa técnica de exposição às obsessões e prevenção das respostas. É a EPR, terapia exposição e prevenção de resposta, tá? é principal tratamento do toque. Então ela usou certo. Eu vou mostrar como é que é, qual é o fundamento. Realização de hierarquização de medos. Começamos a exposição pelo Item que gerava menor ansiedade. E Mariana, contrariando a combinação, bem border, tá? Que os borders fazem uma bagunça tremenda, deixam os terapeutas enlouquecidos,
tá? Na verdade, toda a equipe fica enlouquecida com eles colocam um contra o outro, daqui a pouco tá todo mundo brigando, tá? Tem que ver a confusão que um border online faz, tá? Contrariando a combinação, colocou fora o item que havia graduado como de extrema intensidade e com isso ficou Muito ansiosa. Eh, tá um pouco confuso aqui. O que ela quis dizer é o seguinte, eh, a gente tem que começar a exposição cri uma hierarquia do que causa ansiedade, tá? E começa pelo que gera menor ansiedade, tá? Que que a Mariana fez? começou com o
de maior ansiedade, tá? Aí ela ficou muito ansiosa, então ela ligou chorando para e acusou a terapeuta de ser culpada pela ansiedade dela, tá? Coisa de border. João diz que Mariana é Muito impulsiva, instável, outra característica de border. E imprevisível também border relata a vontade de agredi-la. Dá a vontade de ir no pescoço dos borderline quando eles começam a a judiar da gente, tá? encaminhamento para um para um acompanhamento psiquiátrico. A psiquiatra lhe receitou, né, que lá no nos eh serviço de atendimento deles, eles tinham lá psiquiatra. Então, psiquiatra receitou, rivô trio e clomipamina respiriona.
Tá aí, Não, não tem as doses aqui, mas espero que ela tenha baixado as doses. Agressão do marido com uma barra de ferro nas costas e um soco no ouvido. Mariana não lembrava o motivo, apenas conseguia ver uma blusa que não havia comprado. João já relatou diferente, né, que o motivo da brigo foi a filha dele que Mariana começou a ofender, né? Não queria ir mais aos atendimentos porque estava com vergonha de mim. porém depois afirmou que não viveria Mais sem mim, né? Então isso é típico do borderline. O borderline ele ele tem um processo
de idealizar e denegrir, tá? Então ele se idealiza, daqui a pouco se denigre. Ele se idealiza os amigos, daqui a pouco denigre. Então é melhor amigo do mundo, daqui a pouco é pior amigo, né? Então o terapeuta é o melhor, daqui a pouco é pior, tá? Então é muita instabilidade, tá? conversa, houve a conversa com a Psiquiatra de Mariana, que é bem legal trocar uma figurinha com a com a psiquiatra, tá? E houve a o problema psiquiatra de atender aqui e concordância com relação ao diagnóstico de transtorno obsessivo compulsivo e da suspeita de transtorno de
personalidade borderline. H, Mariana começou a faltar muitas sessões, houve aumento da sua ansiedade e novamente Mariana foi agredida por João, dessa vez deu socos no olho e na Boca. A briga aconteceu segundo Mariana porque ela queria ficar sozinha e gritou com João. João disse que brigaram por ele ter feito uma ligação e ela ter desconfiado de que a ligação era para uma amante, tá? João contou que Mariana foi a outro psiquiatra. Falei para paciente seguir as orientações da sua psiquiatra. Foi o tipo de confusão que Borderline faz, tá? Mariana disse que não iria ao Atendimento,
pois estava sem medicação, pois o ripotriocomipromina haviam acabado e a psiquiatra estava de férias. Como falei da necessidade Mariana comparecer nos atendimentos, ela disse que eu estava teimando, entre aspas, com ela. Conversamos um pouco mais e ela desligou o telefone sem terminar de conversar, um padrão que ela apresenta em todas as suas relações, tá? A psiquiatra concordou com o diagnóstico De transtorno de personalidade borderline. Nos últimos 4 anos possui um sentimento crônico de vazio, que é super sintoma de de personalidade borderline, dando a impressão de que ninguém a completará, tá? Eh, ansiedade pelo fato de
que seu marido ter lhe tirado todo o seu dinheiro, seus cartões e que ela não teria mais como comprar para se aliviar. Ele fez isso pelo fato dela ter gastado mais de R$ 500 em uma loja comprando Tudo que vi pela frente. Ah, acho faz algum tempo isso aqui porque, né, teve inflação porque R$ 500 tá difícil para comprar tudo que vê pela frente. Mas posteriormente contou que ela havia que havia sido ela mesmo quem havia pedido ao marido que ele tirasse os cartões de crédito. Sem os cartões, sentiu novamente ansiedade. teve a sensação que
queria morrer, mas que conseguiu esperar e a ansiedade passou. Pediu os cartões Pro marido e voltou à loja, olhou os produtos da loja e pensou: "Eu sei que vai me gerar". Ó, isso aqui eu achei ótimo, tá? Olha o que ela pensou aqui. Isso é efeito da terapia, tá? Ela pensou, eu sei que vai me gerar ansiedade, vou ter a sensação de que eu vou morrer, mas ninguém morre disso, tá? E ela conseguiu sair da loja sem comprar nada, tá? Mariana diz que gostaria de trocar de psiquiatra, mas que não não quer fazer Nada sem
falar comigo antes. Nas próximas duas sessões entrei em contato com ela e o marido, mas ela também não compareceu, foi desligada do programa de atendimento, tá? Então parece um final bem frustrante, né? Mas eh o fato é que eu até apontei na minha supervisão que tem grande abandono de terapia o transtorno borderline e quando é tem uma uma comorbidade, ou seja, ã o transtorno do eixo um tá associado a outro transtorno, como o caso dela, que Tá associado ao toque, e também elão o diagnóstico dela, ela tem o que que ela tem? Ela tem eh
toque, transtorno depressivo maior, moderado, com características melancólicas, emissão parcial e o transor de personalidade borderline, tá? Eh, aí tem os outros eixos, né? Os outros eixos de diagnósticos também. Eh, por exemplo, o o eixo quatro, ele se refere a problemas ocupacionais, né? compramos com grupo primário de apoio, ela tem o eixo cinco, É uma avaliação global do funcionamento, tá? Que é uma escala que tu tu atribui uma pontuação, no caso, ela tem de zero a 100, ela tem 45 pontos de ã, digamos, se o funcionamento eh ideal é 100, tem ponto. Um bom funcionamento, excelente
funcionamento é 100, ela tem 45, né? Então essa função é é uma avaliação global do funcionamento com uma pontuação de 0 a 100, tá? Esse eixo cinco. Então as escalas utilizadas na primeira avaliação foi utilizado BAI, Quer dizer back unsected inventary, né? Inventário de ansiedade de back, né? Ah, inventário de depressão de back, né? Ah, e o WBOX. O ibox é uma escala de eh que mede o toque, tá? Então, eh como é que deu? A primeira foi usado os as três escalas foram utilizados na primeira avaliação, na segunda avaliação, na terceira avaliação, tá? Então,
houve ela ela começou tendo 30 pontos de ansiedade, depois ela teve 17, depois Ela teve 15. Quer dizer, a ansiedade dela foi baixando, baixou a metade a a pontuação, né? Como é que tava a depressão dela? Tava com 43 pontos, depois foi para 32, depois para 15. Quer dizer, ela melhorou da depressão também, tá? O toque dela tava com 35 pontos, foi para 31, depois para 22. Ela também melhorou do toque, mas não digamos não tão eh profundamente como melhorou da depressão da ansiedade. Então é uma forma de medir o progresso Clínico você usar uma
escala referente a que mede os sintomas ou ou determinado transtorno que ela tem, tá? Então a conceitualização da Mariana, tá? Eh, visão de si. Eu não sou normal. Uma pessoa que faz o que eu faço não é normal. Eh, agressiva, arrogante e orgulhosa, tá? A visão de mundo, mundo é perigoso, os outros vão me abandonar. Visão de futuro, futuro incerto, inevitavelmente serei Abandonada. Então aqui o diagrama de conceitualização do caso da Mariana para vocês terem esse exemplo, tá? Então, como eh eu falei, vamos olhar de baixo para cima, tá? Situação um, ela briga com o
marido, pensamento automático, ele tá me traindo. Qual o significado? Abandono. Qual emoção? Raiva. Tristeza. Qual é o comportamento? Agredi-lo verbalmente. Situação dois, comprar excessivamente. Pensamento automático. Se eu não comprar, vai acontecer alguma Coisa ruim, tá? Esse é um pensamento típico do toque, gente, tá? No toque, a pessoa acha que se ela não cumprir, digamos, tem uma obsessão que empurra ela para fazer um ritual, tá? Eh, uma compulsão. Então, se ela não fizer aquele ritual, aquela compulsão, né, ela acha que alguma coisa ruim vai acontecer com ela ou com as pessoas que ela ama, tá? Exemplo,
uma paciente minha, ela achava assim que se ela visse dois pauzinhos eh Em formato de cruz no chão, né, ela tinha que desfazer aquela cruz, né, senão alguma coisa terrível acontecer com os filhos dela, tá? Significado do pensamento automático, vulnerabilidade, emoção, ansiedade, comportamento, comprar. Hum. Situação. Terceira situação. A filha do marido ganhou um computador dele. O pensamento automático. Ele gosta mais dela do que gosta de mim. Tá? O significado do pensamento Automático, desamor. A emoção, raiva, tristeza. O comportamento, brigar. Quais são os dados relevantes da infância? Ela morou com o irmão até os 5 anos
de idade. Ela apanhava da mãe. Ela foi criada sem pai, tinha brigas na escola. Aos 14 anos teve seu primeiro namorado, foi traída por ele com sua melhor amiga, né? Quais são as crenças nucleares, as crenças centrais que ela internalizou, né? Você Abandonada? Sou vulnerável. Sou frágil. Não sou digna de afeto. Sou dependente. Os outros são perigosos. Estou infeliz. Não sou normal. Sou agressiva. Sou arrogante, estou orgulhosa. Quais as suposições ou crenças ou regras condicionais? Tá? Se eu sou vulnerável, então tenho que cuidar para que não aconteçam coisas ruins comigo. Se eu sou dependente, então
necessito ter sempre alguém Comigo. Se eu não sou normal, os outros não vão querer ficar comigo. Se as pessoas realmente me conhecerem, então elas me abandonarão, né? Então, as dificuldades que a terapeuta tinha com o caso, ela não fazia as tarefas de casa, a impulsividade da paciente, a falta nas sessões e a comorbidade. Comorbidade quer dizer que ela tem outros transtornos junto com o toque, né? Ela tem eh transtorno borderline e Tem depressão, né? Eh, junto com o toque, tá? a depressão já tá mais, já tava em remissão ali quando ela tava buscando atendimento, tá?
Mas tem estudos mostrando que de fato quando tá associado contra os transtornos é mais difícil tratar, né? Bom, então vamos ver o que que eh que que eu disse, qual foi a minha supervisão eh para esse caso, né? Então vou abrir aqui a outra apresentação, tá? Então o caso Mariano, Vamos pro começo aqui do começo, tá? Então os aspectos positivos do tratamento, em que essa terapeuta acertou, tá? Ela acertou de fazer contato com a psiquiatra da Mariana. Ela acertou porque fez o diagnóstico adequado. Ela fez uma psicoeducação quanto ao toque. Isso é positivo. Ela incluiu
um marido na psicoeducação, que a família tem que ser às vezes tem que ser psicoeducada também. No caso do Toque é importante que todos, né? Eu lembro de um caso que eu atendi que a família, o menino, né, era um adolescente, ele tinha um ritual de ligar e apagar as luzes, quase centenas de vezes assim, antes de dormir, ele tinha que ligar, apagar as luzes do quarto dele. A família ajudava ele a fazer o ritual, tá? Porque via que ele ficava angustiado e ajudava, só que ele ficava cada vez pior, sem a família saber, ela
tava Fazendo uma coisa não indicada, que piora os sintomas. A psicoeducação quanto ao toque, incluiu o marido na psicoeducação e a técnica de dessensibilização sistemática também. Utilizou a técnica de dessensibilização sistemática, utilizou respiração e relaxamento e utilizou exposição e prevenção de resposta, que é a principal técnica para o toque, tá bom? Quais os sintomas da do Transtorno obsessivo compulsivo, né? As evitações de Mariana, não usava determinadas roupas. Então, o que que é evitação, né? Exemplo, no caso da Mariana, não usar determinadas roupas, sapatos, bolsas, não cortar o cabelo, não entrar em determinados ambientes e encontrar
determinadas pessoas, tá? Quais são os rituais ou compulsões da Mariana? verificar sistematicamente a ordem das coisas, acordando diversas vezes durante A noite para ver se as coisas estavam no lugar, colecionar embalagem de creme e assim por diante, tá? Então, os sintomas do toque, as evitações e compulsões, os rituais, compulsão igual a ritual, tá gente? Então, veja, o toque tem esses três elementos, tá? Quais são os três elementos do toque? Primeiro elemento, as obsessões, tá? as obsessões empurram a pessoa para fazer compulsões e empurram a pessoa para Evitar certas coisas, tá? Então, ah, as evitações e
compulsões de Mariana estão relacionadas funcionalmente com obsessões. Aí abre aspas, a paciente relata ter esses rituais, pois acredita que se os fizer o marido, se não os fizer, o marido atrairá, né? Então, ela tinha medo de ser traída pelo marido se ela não fizesse esses rituais. Então, o modelo, falei para vocês que cada transtorno hoje em dia Tem só um, mas vários modelos cognitivos, tá? Então esse modelo cognitivo vem do foi apresentado pelo professor Cordioli, professor Aristídio Vatos Cordioli, que foi muitos anos, é meu amigo pessoal e muitos anos professor do CTC, né? Mas como
ele tá aposentado, ele pediu, eh, ele já tá com idade avançada e pediu para é um psiquiatra de da que tá aposentado a Federal do Rio Grande do Sul, né? Eh, tinha um laboratório de toque lá na Federal do Rio Grande do Sul. E aí ele me pediu para parar de dar as aulas por causa da idade avançada dele, que ele já tava ficando muito cansado de ministrar as aulas e tal. Eu entendi perfeitamente, tá? Então ele não vai ser o professor de vocês, mas vai ter gente bala aí para falar de toque, não se
preocupem, tá? Então o modelo do toque é o seguinte, tem um estímulo desencade, tá? Começa com um estímulo, tá? Pode ser um estímulo interno ou pode ser Um estímulo externo, tá? Aí vem uma ideia intrusiva, uma obsessão, tá? Aí vem uma avaliação errônea, por exemplo, perigo, responsabilidade, né? Então essa avaliação ela exagera a ela distorce um pouco, tá? Eh, o desconforto emocional daí é gerado, aflição, medo, né, digamos, ansiedade, né, também neutralização. Isso tem rituais, ela faz rituais para Neutralizar, né, e evitação também para neutralizar as coisas, né? Aí quando ela neutraliza com rituais de
evitação, alivia, né? E aí começa tudo de novo com estímulo desencadeante. Quando vem o novo estímulo desencade, né? Então esse é o modelo cognitivo do toque. Pera aí, vamos botar aqui o slide toal. Eh, então, teoria cognitiva das obsessões, tá? Pensamentos invasivos normais. Olha Isso, gente. Pensamentos invasivos normais se transformam em obsessões em consequência das interpretações catastróficas que os acompanham ou do significado que lhes é atribuído, obrigando o indivíduo a adotar estratégias rituais para neutralizá-los, tá? Então, eh, as compulsões têm uma relação funcional com as obsessões. As compulsões aliviam a ansiedade que acompanham as Obsessões.
O alívio reforça e o paciente repete as compulsões, tá? Então veja, é um modelo aonde eh há um reforço negativo. Um reforço negativo. Lembrando, né, que tem o reforço positivo, né, e o reforço negativo, a punição e punição negativa e punição positiva, né? Então, lembrando que existe isso na teoria comportamental, né? Então, o que que a a o toque ele é movido pelo à pelo reforço negativo, ou seja, pela retirada de uma de um punidor, tá? A retirada de um punidor funciona como um reforçador, tá? Só que a gente chama de reforço negativo. O reforço
positivo é quando tu eh oferece um reforçador pra pessoa, né? Esse é o reforço positivo. O negativo é a retirada de um punidor, né? Então tu tira um choque de um ratinho, aquilo funciona como um reforço, tá? Se ele apertou uma alavanca e deixou de de levar um choque, ele vai Apertar a alavanca cada vez mais ali, porque ele tá sendo reforçado, tá? Então, a aprendizagem no toque, tá? Manobras que tudo isso é minha supervisão lá que eu dei do caso. Então, as manobras que eliminam ou reduzem o desconforto, tá? Essas manobras acabam mantendo o
toque, tá? né? Então, exemplos, realizar rituais de lavar, verificar, repetir, contar, checar, limpar, né? Eh, evitar, afastar ou anular pensamentos ruins, tá? Então, Esses dias tem uma paciente que me contou com toque me contou isso, que ela eh ela eh quando pensa uma coisa, ela pensa que o filho, né, pode ter um o filho vai fazer um passeio da escola e ela pensa que ele pode ter um acidente, né, de carro de no ônibus com esse passeio da escola, né? Então, toda vez que ela pensa isso, ela tenta afastar esse pensamento, tá? Que que é
isso? Isso deixa esse pensamento, faz o pensamento se Transformar numa obsessão, tá? Então, a gente não deve tentar afastar pensamentos, né? Eh, eles acabam se tornando pensamentos obsessivos que ficam martelando a cabeça da gente, tá? Eh, então, evitar ou afastar-se de lugares ou objetos contaminados e buscar reasseguramento, tá bom? Então, esses pesquisadores aqui, o Rodson e Hackman, eles pegaram pacientes portadores de toque que foram estimulados a tocar em objetos sujos. Por exemplo, olha, vocês vão tocar aqui na sola dos sapatos de vocês e não vão poder lavar a mão, né? Então, quem tinha toque ali,
alguns pacientes com toque severo, aquilo é um desafiador, porque eh eles acham que tem tá contaminado aquilo, que vão pegar uma doença, né? Então, o que que aconteceu? Houve um aumento inicial da ansiedade que desaparecia em entre 15 minutos até 3 horas, tá? Mesmo efeito foi observado em Verificadores ao se absterem de realizar verificaç verificações e ã a ansiedade diminui a cada exercício, tá? Então, nesse gráfico vocês veem o gráfico de um artigo eh em inglês, tá? Eh, o artigo original lá do Hackman e Rodson, tá? o artigo original deles. Então, que que vocês vem
nesse gráfico que aqui ele eh começa tipo em 100, tá lá em cima, né, a pontuação, tá? Então vamos pegar a primeira sessão. Na primeira Sessão o a linha pontilhada é o desconforto que a pessoa sentiu. Então ela veio com a pessoa veio aqui com um ã na primeira sessão ela tinha autodonforto e alta urgência para fazer os rituais, tá? Na segunda sessão isso caiu, na terceira sessão isso caiu, tá? Então o que acontece? Vai diminuindo a urgência para fazer os rituais, vai diminuindo o desconforto, tá? À medida que você vai se expondo, tá? Então
pera aí, o slide atual e aqui, né? Esse esse Gráfico ele mostra, na verdade esse é é o resumo de vários estudos, tá? Esses estudos eles mostraram o seguinte, que a reação eh o pânico, por exemplo, tá? O pânico é uma eh de 0 a 10, ele é uma reação que de nível 10 em termos de ansiedade. Então vem um pico de ansiedade muito grande, tá? Então o que que acontece durante um ataque de pânico? A pessoa estava lá tranquila, um nível meio quatro aqui, aí sem eira nem beira, sem nenhum estímulo, às vezes Simplesmente
o cérebro desregula e a pessoa tem um ataque de de pânico, é um ataque de ansiedade, né? Mas como vem sem uma razão concreta, né? A pessoa não tá pensando em nada especial ali, não, não aconteceu nada, vem do nada, aí é um ataque de pânico, tá? Então esse ataque dura quanto tempo? Vamos ver. Ele ficou alto. Vamos supor, a pessoa começou aqui no quatro, né? Então vamos ver por aqui. Ela tá do quatro de novo. Quer dizer, lá para uns 19 minutos, tá? Eh, 17, 18 minutos, eh ela, a pessoa está novamente tão calma
quanto tava no início, né? Depois ela vai ficando mais calma, dá um rebote parasimpático, tá? Então é isso, o pânico ele dá um pico, mas assim, ó, em 15 minutos você tá já tá com tá com pressão até baixa, enfim, com com eh com uma ansiedade até mais baixa do que estava, né? Eh, então é isso que acontece. O ataque de pânico, ele dura tipo 15, 16, 17 Minutos no máximo, tá? você ness nesse tempo você já já teve o ataque e já tá já voltou normal ou já tá mais calmo que o normal, tá
bom? E o tratamento do toque com comorbidades, né? Um fator preditor de uma resposta, os transtornos de personalidade que pode ser esquisotípica ou borderline, né? Então ela, no caso, ela tem toque com borderline, quer dizer, dificulta o tratamento, tá? A previsão é essa. E aí tem muito estresse E desregulação emocional, tá? A Mariana relata que sempre apanhou muito da mãe, seguidamente com vara de pau e cinta, porque ela não queria que a Mariana tivesse amigos, que relata que apanhava diariamente quando chegava da escola, brigava com todos os colegas, mesmo que não tivesse motivo. O namorado
lhe contou que tava tendo um caso com a melhor amiga. A Mariana disse ter ficado muito brava e conta ter agredido muito amiga com o pau. Mariana começou a Namorar outro rapaz, mas passou a ser muito ciumenta e a desconfiar muito e diz que era um inferno ir para casa. Então, muita desregulação emocional, tá? E aí eu citei esse artigo do professor Martin Teiser, que é um psiquiatra sul-africano, onde ele basicamente diz nesse artigo que maus artigo da Scientific American que maus tratos na infância podem ter efeitos negativos duradouros no desenvolvimento e nas funções do
cérebro, né? Então, o Martin Teiser ele provou eh praticamente documentou aqui com evidências que o que que acontece quando você tem abuso, negligência, maus tratos na infância, tá? a a uma modificação numa estrutura chamada de amídala, tá? Veja, estruturas importantes do nosso cérebro, né? A amída, ela tá aqui em vermelhinho, ela eh fica nos dois lados do cérebro, ou seja, no lobo temporal, no lado direito, no lado esquerdo, né? Nós temos, na Verdade, dois cérebros, o cérebro direito, cérebro cérebro esquerdo. Ela fica, então, no lobo temporal aqui, ah, digamos, atrás dos ouvidos. Ela tem uma
conexão com o hipocampo, tá? e com o neocórtex aqui da pessoa com Então, que que acontece no caso da da que aconteceu no caso eh da Mariana e e que acontece com pessoas que têm um ambiente muito turbulento na infância, tá? A amídula fica irritada, tá? E e o córtex Pré-frontal fica enfraquecido, tá? Ou seja, ele não tem capacidade de de controlar tanto a amídala. E a amídala então apresenta muitas reações de luta ou fuga, ou seja, muito ansiedade, muito nervosismo, né? Eh, aí esse slide tem uma série de informações sobre a amídula, mas é
muito muito extenso. É só para vocês entenderem que tem eh a mídila tem uma série de conexões, uma série de efeitos, Uma série de eh resultados, né? eh, muito grandes, ou seja, ela vai ser a regente de uma orquestra que atua na nossa fisiologia, tá? Ã, aqui tá mostrando o que o professor Martin Tasher mostrou no artigo dele, que é uma subunidade estrutural, tá? No caso aqui os os amarelinhos que são aqui não tem, tá? Mas ele diz que eh há uma perda dessa subunidade estrutural amarelinha e O seja o receptor, né, ele fica prejudicado,
tá? Resumindo, o prejudic o o receptor do gaba, né, do ácido gamaí fica prejudicado, não funciona muito bem devido à excitabilidade do do dos neurônios da mídala, tá? Então o que acontece? Ele vai ficando eh muito excitável ali, tá? Eh eh eh por quê? Porque o o GABA que baixa a excitação não tá conseguindo agir nos receptores, tá? Então veja o que o que que o Maring tá dizendo, que uma Infância ruim vai mudar o cérebro fisiologicamente para deixar a pessoa muito facilmente estressável com aquilo, tá? Então é mais ou menos isso, tá bom? O
transtorno de personalidade borderline, quais são as características, tá? É um padrão de instabilidade de relacionamentos, de instabilidade da autoimagem e dos afetos. Há uma busca frenética para evitar abandono, tá? E existe muita impulsividade. Tem Sentimentos crônicos de vazio e de ações paranoides transitórias, tá? Muitas vezes uma raiva inadequada ou intensa, tá? Então, é um é um coquetel molotov, né? Eh, a Márcia Linhan, que criou a a terapia comportamental dialética, ela eh foi considerada como a única abordagem psicoterápica provavelmente eficaz pro transpor borderline, segundo a força tarefa 12 da PA. Isso lá em 1998. Ela combina
sistemas psicodinâmicos, interpessoais, filosofia Oriental e as abordagens cognitivo comportamentais, tá? Então tem uma série de artigos de evidências eh da eficácia sobre isso, tá bom? Qual é a epidemiologia do transtorno eh transtorno bipolar da personalidade? 2% população geral, 10% em pacientes ambulatoriais, 20% em pacientes internados, 30 60% em populações clínicas com transtorno de personalidade e 70 75% tem estódico pelo menos um ato Para suicida, 5 ou 10% consumam um suicídio, tá? Então é um é um é um caso que tem muito risco de suicídio, realmente, né? envolve padrões de desregulação emocional, comportamental, cognitiva e interpessoal.
E aí, eh, eu entrei um pouco com a teoria da marcha línica, mas isso não é não é o objetivo aqui de mostrar. Eh, eu dei umas pinceladas sobre a teoria da Marsha Linenhan, que existem ambientes invalidantes, uma Incapacidade para classificar e regular estabilidade a estabilidade emocional, sugera dúvidas sobre os estados internos e a criança fica sondando o ambiente por indícios sobre como agir, pensar ou sentir. E aí vai, e aí vai, né? tem eh vários elementos aqui. Mas não é o caso da gente ver em detalhes, porque isso é é a lógica da DBT,
da terapia comportamental dialética, tá? Então tem um modelo cognitivo da terapiaal comportamental Dialética. Eu tenho um panorama geral do tratamento, né, que é o objetivo na primeira fase que considerado o estágio pr tratamento, conseguir o compromisso. Segundo estágio, estabilidade, segurança e relacionamento. Terceiro estágio, exposição e processamento emocional do passado. E o terceiro estágio, síntese. Faz uma síntese depois disso. Então é isso, gente. Era é uma a ideia, deixa eu ouvir vocês aqui se tem Perguntas, curiosidades, enfim, porque a ideia era mostrar, não sei se isso fez sentido para vocês, mas mostrar um caso, né, eh,
completo ali, como é que se apresenta um caso, que tipo de informações a gente coloca num caso para apresentar, né, paraa supervisão e também mostrar a o que que o supervisor pode dizer, né? Claro, caso supervisor tem seu estilo. Eu falei algumas coisas ali, mas outros poderiam, né, falar outras coisas, né? Então, eh, deixa eu ver se tem perguntas enquanto eu vou puxando aqui a outra apresentação. Digam alguma pergunta, pessoal? Professor, é tão nítido e objetivo que para mim ficou muito muito claro assim. Muito obrigada. Ah, legal que que ficou claro para vocês, né? Eu
eu realmente eu escolhi o caso porque ele tá bem eh os contornos estão bem nítidos ali, tão clarinhos, né? E que ajuda realmente a gente assimilar, tá? Bom, Agora vamos entrar aqui na apresentação. Deixa eu ver. Nós estamos aqui pertinho do nosso intervalo, então vamos dar uma fazer um comecinho, depois a gente segue na última parte da aula, né? Preparem aí que a gente vai maratonar agora. em chumbo grosso. Vamos lá, gente. Então, eh, puxando aqui a apresentação. Lembrando o seguinte, vocês vão ter todo o material da aula, tá? Isso sempre, tá? A gente assim,
ó, Tradicionalmente a gente coloca o o material, o material prévio de leitura da aula. A gente sempre pede pro professor que encaminhe algum tipo de material, um algum texto do professor ou artigo, capítulo de livro, alguma coisa eh que sirva de base paraa aula, né? Então, tem material de leitura prévia antes da aula que eu colocado lá na pasta dos alunos e tem as apresentações dos professores também são colocadas, digamos, tudo que o professor utilizou Em sala de aula, ele eh a gente pede que ele passe pra gente, a gente transforma em PDF, apresentação e
coloca lá na pasta do aluno, tá? Então, hã às vezes tem materiais, tem materiais riquíssimos, tá? Que a gente passa, tem escalas e e outros materiais, tá? Então, claro, às vezes, eh, dá uma falhadinha porque, eh, principalmente leitura prévia, tá? Às vezes demora o material que o professor utilizou, porque o professor às vezes Demora para passar e também às vezes o professor não manda leitura prévia antes, por mais que a gente fique no pé dele também. Os professores são muito ocupados ali, então é compreensível que são pessoas muito ocup competentes e, portanto, muito ocupadas, né?
E mas a gente em geral consegue, senão a gente coloca algum material que o professor usou na aula anterior ali, a gente sempre eh procura deixar algum material de leitura prévia, porque é um outro Aproveitamento quando a gente lê o material antes da aula, a gente faz uma aula mais eh onde assimila mais as coisas, realmente, tá? Então é importante. Bom, vamos ver aqui a apresentação. Começando aqui, deixa eu perguntar para vocês o seguinte. Eh, vocês eh conseguiram dar uma olhadinha no curso lá que eu mandei o curso novo inconsciente? Sim, professor. Em seguida. E
assim, deu para deu para fazer uma ideia, na verdade, assim, o curso, o curso completo, tá? Eh, eh, na verdade, o curso ele ele não é do CTC, tá? Se fosse pro CC, eu acho que eu dava todinho para vocês, tá? Mas ele é do cognitivo ciência, que eu sou. Eu tenho uma sócia que é professora Fátima, né? É minha sócia no cognitivo ciência e que a gente tem também vários cursos lá e coisas e e esse curso novo consciente foi desenvolvido pelo cognitiva, tá? Então eu pedi para ela para dar acesso, para dar esse
presente para vocês, a gente deu acesso a seis aulas do curso. O curso acho que tem tem mais de 20 aulas ali, então é mais ou menos 1/3 do curso, tá? eh, e também de acesso ao livro inteiro, tá? O livro continua sendo vendido, né? Ele eh ele foi na verdade lá em 2012 que ele foi publicado em 2011, né? Então ele já tem um tempinho, né? Mas vou dizer para vocês, eu considero ainda útil, Apesar do do tempo que ele tem, eh ele ele fala muita coisa assim mais clássica ali. Ele não eh ele
claro que poderia ter muitas atualizações, né? Não é dúvida, muita coisa acontece em, sei lá, em 10 anos, mas eh ele tem muita coisa clássica ali que é que é válida até hoje. Então eu considero uma leitura ainda válida para eh ele tem três partes. Ele tem essa parte introdutória que vocês receberam. Depois ele tem uma parte só de memória que a gente vai ver Memória agora, tá? os diferentes sistemas de memória. E depois tem a terceira parte que é a psicoterapia, inconsciente e a psicoterapia, né? Ali que eu vou entrar na questão de psicoterapia
e coisa, né? Mas eu vou entrar na aula aqui, vou fazer um resumo do meu livro para vocês, eh, fazendo o link com outras informações, tá? Então, eu espero não chovendo molhado aqui, mas vou dar uma pincelada aqui sobre o começo do do curso, tá? Eh, então, no Início do século XX, Freud construiu uma teoria sobre inconsciente e o mérito do Freud foi essencialmente organizar e desenvolver as ideias que já estavam circulando na literatura e um sistema unificado, tá? Eh, tem autores que dizem que havia 2000 anos de história, né, sobre de inconsciente na filosofia,
na literatura, na poesia, na dramaturgia, enfim. que já havia, por exemplo, Platão, né, falava, tinha uma metáfora Do do eh da carruagem, os cavalos e do cocheiro que mais ou menos corresponde a tem uma metáfora que corresponde ao inconsciente ali nessa historinha do Platão, né? Então, eh, a ideia do inconsciente não é nova, não é do Freud, mas o que ele fez foi sistematizar essas ideias numa versão própria dele, eh, num sistema unificado, tá? Então ele tá parece tá até me olhando meio atravessado ali. Eh, então o pai é o é o o Freud é
o pai do conceito de Inconsciente dinâmico, tá? Ou seja, um conjunto de hipóteses sobre a atividade psíquica, tanto consciente como inconsciente, tá? Ou seja, a metapsicanálise. A metapsicanálise é isso, é uma teoria sobre atividade psíquica, tanto consciente como inconsciente, tá? Mas como vocês sabem, o inconsciente é a grande pinha dorsal da psicanálise, tá? Então, qual é minha ideia no livro? É mostrar que eh não é só a psicanálise que tem inconsciente, Que a TCC tem inconsciente, mas que não tem nada que ver com o inconsciente da psicanálise, né? E que é o mesmo inconsciente que
a gente pode eh das neurociências também, né? Então, os estudos do cérebro mostram uma visão do processamento inconsciente. E essa visão do processamento inconsciente, ela é utilizada na terapia cognitivo comportamental, tá? Então eu vou defender essa ideia aqui para vocês, tá? Então o inconsciente dinâmico ou Psicanalítico, ele foi considerado insuficiente como teoria científica por não ser testável, tá? Então é um problema muito grande da psicanálise, que a psicanálise não não eh Freud não formulou seus conceitos de uma forma que eles pudessem ser verificados ou testados, tá? E uma coisa que a ciência faz é buscar
testes paraas coisas, buscar eh observações ou experimentos ou eh testes que possam checar se aquilo que aquela ideia passa Nos testes, né? Então a ciência tem o método científico tem a obrigação de as ideias serem formuladas de uma forma que elas possam ser testadas, né? porque se não podem ser testadas, não são ideias eh do âmbito científico, né? Então é esse o problema. A a psicanálise foi formulada de uma forma, os conceitos de uma forma muito vaga e que não dá para testar se aquilo é verdadeiro ou não, tá? Então você tem que acreditar por
fé Assim na psicanálise, tá bom? Eu vi também que haviam várias expressões que são que eram usadas na literatura para falar sobre processos inconscientes, mas que o pessoal evita muito falar em inconsciente, tá? Por quê? Fala em inconsciente é ou não é verdade? Fala inconsciente você remete imediatamente pra psicanálise, para Freud. Você pensa no inconsciente dinâmico, tá? Porque de fato não é muito divulgado, não é muito popular. falar de um diferente modelo de Inconsciente que não seja o da psicanálise. Então, eh, uma ideia incorreta é até assim: "Ah, Freud descobriu o inconsciente", né? Eh, eh,
na verdade, ele não foi uma descoberta, ele inventou uma teoria sobre inconsciente, tá? Então, ele não foi a pessoa que descobriu uma coisa que já estava lá, né? começar que não foi ele que descobriu, que já tinha 2000 anos de história antes. E ele, na verdade, ele criou uma teoria dele sobre consciente Que se chama psicanálise, né, mas que com a qual eu não concordo, né, e muita gente não concorda. E então havia, sem falar inconsciente, as neurociências falavam, por exemplo, em memória implícita, tá? Que a gente vai ver, tem é processamento inconsciente, tá? A
psicologia evolucionista falava em módulos mentais especializados, circuitos neurais especializados em processar um determinado tipo de informação, tá? Que podem processar Aquela informação sem acesso consciente, chegar um resultado que aparece no comportamento, nas emoções da pessoa, né? Na psicologia social nós temos a percepção subliminar, tá? Ou seja, tem um limiar que é o limiar da percepção consciente, tá? Então, quando você mostra um estímulo, né, por exemplo, se aqui nessa tela tivesse piscando, né, uma fotografia de um urso, né, eh, e essa essa fotografia piscasse abaixo de 300 msos, né, por exemplo, em 50 ms e que
que é 50 msundos? Pega um segundo, divid em 1000 partes, pega em 50 essas partes, né? Então, se você passar abaixo de 300 msos, mas em geral eles passam a 50 msundos para garantir, tá? A pessoa diz: "Eu não vi nada de urso, não tô vendo nada", tá? Então quando pisca ali muito rápido, quer dizer, tu tem que ter, por exemplo, ã, meio segundo, 400 msundos ali para tu começar a anotar uma coisa, tá? Se é Muito rápido, você nem vê aquilo, tá? Isso te tu teu consciente, tá? Mas o teu inconsciente vê, tá? Por
quê? Porque o limear da percepção do inconsciente é muito mais baixo do que o limear da percepção consciente. Ninguém sabe qual é o o limear do inconsciente, né? Eh, na verdade a gente sim tem alguma ideia, né? Mas não tem uma não dá para perguntar pra pessoa, por exemplo, né? Eh, não dá para fazer testes assim eh do Sobre o você tá vendo, não tá vendo, né? Até dá para mostrar que que a pessoa está conseguindo perceber o estímulo num laboratório, né? Eh, mas de uma forma indireta, tá? Então, o que que eu quero dizer
com isso? Eu quero dizer que se nas neurociências não usa palavra inconsciente, usa memória implícita. Na psicologia evolucionista usa um módulo mental especializado. Na psicologia social se fala em percepção subliminar, né? Na psicologia cognitiva se fala em Processos automáticos, tá? Veja, o Beck falou pensamento automático porque é um termo muito da psicologia cognitiva, tá? Então, processos automáticos são contrário de processos controlados ou voluntários ou conscientes, tá? Então veja, todo mundo evita de falar inconsciente para não dar confusão com a psicanálise, tá bom? A expressão inconsciente cognitivo foi a primeira vez que foi falada essa expressão
inconsciente Cognitivo, foi num artigo de 1987, artigo do John Hilstron, desse psicólogo aí, que foi publicado na revista Science, importante revista Science. Então esse artigo foi seminal, realmente foi muito importante, porque esse foi o primeiro artigo, tá, que falava de um modelo de inconsciente não psicanalítico, não freodiano, tá? E qual a ideia do Kilstron sobre o inconsciente, né? A ideia do Kilstron é de que tá aqui os conteúdos Conscientes vem do inconsciente, né? Eles provém do processamento de informações inconscientes. E nós não estamos conscientes do processamento em si, somente do resultado, tá? Em outras palavras,
nós processamos um monte de informação. Nosso C faz um monte de cálculos tem que a gente perceba inconscientemente, tá? Agora, o resultado disso aparece na nossa mente Consciente e é isso que a gente se apercebe, tá? só o resultado, tá? Então, por exemplo, visão é um, é isso. Vocês estão vendo aí, estão vendo sem esforço, tão vendo aí, né? Olhando pra tela do computador, vendo a minha imagem, a visão, né, você não passa em esforço nenhum, mas tá, o que acontece, você tá pegando a informação visual lá que tá chegando, tem mais de 30 áreas
que que fazem o processamento, né, da informação visual. Eh, eh, primeiro estímulo vai Ali para eh tem um conjunto de lentes ali que leva para a na retina, onde tem ã eh eh ã cones e bastonetes que recebem aquela informação. Eles traduzem em linguagem neural, né? Levam pelo nervo ótico até até o córtex ocipital, onde começa o processamento da visão, né? Depois vai para V1, V1A, V V V V V2 V2A V2B, né? Tem várias regiões, mais de 30 que estão envolvidas no processamento de informação visual, tá? Eh, a gente não tá consciente de nada
desse dessas etapas de processamento, a gente simplesmente abre os olhos e vê, tá? Então, eh, o cérebro é assim, a gente o cérebro tá fazendo um monte de cálculos o tempo todo, né? um monte de processamento. Eh, a nossa mente consciente tem acesso a um resumo simplificado de tudo isso, tá? Eh, eh, mas não sabe o trabalhão que dá para os operários, os neurônios operários. Então, de fato, a maior parte Do processamento que é realizado pelo cérebro é inconsciente, tá? Nós só temos acesso consciente a um resumo editado dessas informações. Então, a metáfora que Freud
utilizou, Freud utilizou essa metáfora, a metáfora de um iceberg, tá? Que que é um iceberg? É uma pedra de gelo eh eh que fica boiando no oceano, às vezes gigantesca, né? Às vezes um pouco menor, às vezes gigantesca. Mas o que acontece na superfície, tá? O Que você vê acima do superfície é cerca de 1 démo do que tem lá embaixo, tá? Então, na verdade, eh, a metáfora aqui do que o FR utilizou é que a mente consciente é como se fosse o topo do iceberg, a parte acima da superfície, mas tem uma enorme eh
quantidade de processamento que é realizado abaixo da superfície. Então, eh, o que que aconteceu? Eu tava, na verdade, eu tava escrevendo o meu livro, tá? Isso Foi eh 2005, 2005 eu tava escrevendo meu livro, já tava quase terminando, tá? Aí saiu um livro que me chamou bastante atenção e aí eu tinha duas opções, tá? É bom. Que livro que me chamou atenção? Esse livro aqui, tá? The New Encal. O novo inconsciente. O novo inconsciente com o mesmo título do meu, né? Na época eu não tinha planejado chamar o novo inconsciente. Aí a a a psicóloga
Adriane, que é diretora da ArteMed, que é minha amiga pessoal, enfim, eh eh ela eh conhecida assim, não é amiga assim pessoal, mas é a gente se dá muito bem, já trocamos muita figurinha. Ela me aconselhou ali no na questão do livro, ela disse: "Ah, Marcos, você pode colocar o novo inconsciente também com outro subtítulo, não tem problema que não tem nenhum novo inconsciente em língua portuguesa, né?" Então, ela me orientou sobre isso e achou, olha, é Melhor você colocar um novo inconsciente. Então, bom, eu tinha duas opções aí, tá? eh, de parar tudo que
eu tava eh fazendo e pegar esse livro, me concentrar nesse livro, absorver tudo que tinha nesse livro e e incluir no meu livro, né? Porque esse livro são mais de 40 eh capítulos com as maiores autoridades inconsciente do mundo escrevendo sobre inconsciente, tá? Então, para mim foi um achado importante. Então, eu podia Publicar meu livro daquele jeito ou esperar para publicar eh eh depois de de uma mudança muito grande que deu levar muito tempo, tá? Então, na realidade eu fiquei mais eh mais quase 5 anos, 6 anos ainda trabalhando em cima eh do livro depois
do do lançamento desse livro, desse New Inconscios, tá? Então, esse livro foi muito importante porque oferece e uma conceituação cientificamente testável do inconsciente. Amplia o inconsciente Cognitivo do Kilstrom. Lembra aquele autor ali, o John Kilstron? Ele que tinha um artigo sobre isso. Então ele amplia essa ideia do inconsciente cognitivo, tá? Por quê? Porque o inconsciente, o novo inconsciente, ele também é afetivo, né? E também é social, né? Então ele é não é só cognitivo, tá? Então ele oferece na verdade uma framework, uma estrutura teórica paraa gente entender o processamento inconsciente, tá? Então Ele foi eh
eh escrito pelo Han Rass da Universidade de Israel, pelo James Ullman, eh, de universidade, uma universidade americana e o John Bark, que é de uma outra universidade americana, tá? Então, esses autores fizeram um trabalho de compilação de ideias das maiores autoridades eh do mundo sobre processamento mental inconsciente, tá? Então, saiu pela coleção de Neurociência social da Oxford, tá bom? Então, tá aqui a a o subtítulo dele foi o novo inconsciente com uma terapia comí neurociência para evolucionar o modelo do processo mental, tá? Bom, isso é uma coisa que talvez você tenham visto a explicação disso,
né, na no curso, na aula, mas para quem não pegou, acho que é importante revisar aqui, tá? Então, basicamente, nós temos duas grandes estruturas teóricas para compreender o os processos inconscientes. A clássica é O inconsciente dinâmicoano. Ele é fundamentado na literatura psicanalítica, né, basicamente na obra de Freud e eventualmente na de Lacan também, tá? Eh, o modelo de intervenção psicoterápica dele é a psicanálise, tá? E a fonte de evidência são os textos perudianos e pós-periodianos e observações clínicas, tá? Já o inconsciente eh cognitivo ou o novo inconsciente, né, eh ele é fundamentado Na teoria de
evolução e na neurociência cognitiva, afetiva e social. O modelo de intervenção psicoterápica é a TCC e as fontes de evidência são os métodos de investigação científica, incluindo observações clínicas sistematizadas, tá? Então, tá aí o livro. Eh, foi uma satisfação receber o prêmio, o prêmio Jabuti em São Paulo da Câmara Brasileira do Livro, que é um, é o prêmio, na verdade, o prêmio máximo da literatura no Brasil, né? E eu fui lá paraa sala São Paulo, em São Paulo. Acho que temos colegas aí de de São Paulo, né? Teve teve um colega que falou que é
de São Paulo, né? Podem falar aí quem é de São Paulo. Sim, eu sou sou de São Paulo, professor. Tá só, é, só não vi teu nome, desculpa. Deixa. Vilson. Vilson. Vilson que tinha falado antes. Von Wilson. Eh, você conhece lá a sala São Paulo? Conheço, conheço. Então foi, foi de gala lá. A cerimônia foi incrível, foi tipo um ócar Assim, né? O negócio de gala, porque são várias categorias, né? Tinha a categoria, essa categoria de psicologia, mas tem categoria de livro infantil, de várias categorias. Então, foi um negócio incrível, assim, uma cerimônia de gala
mesmo, né? Só que é engraçado que a gente para chegar na sala de São Paulo, tu passa pela Cracolândia, né? Sim. É bem no centro de São Paulo. Tu passa por uma situação terrivelmente decadente. Ali chega dá Medo de passar lá e de aí chega numa sala que parece o primeiro mundo ali, um negócio incrível ali que foi toda reformada e e uma coisa linda. Realmente sala São Paulo é incrível, lindo, lindo. Uma coisa é de prim, parecia a cerimônia do Óscar, sem brincadeira, né? Então aí tem mais uma fotinha lá de eu recebendo prêmio.
Tô lá com os os diretores da Artimédia tava lá o o recebendo. Eles recebem também um prêmio jabuti. Tô eu lá segurando o jab é um jabutizinho com O que é um animal brasileiro. Por isso que eles deram esse título de prêmio de jabuti. Eh, recebendo o e é o então o jabuti, ele o prêmio jabuti é um jabuti na posição aquela do pensador assim de rodan, né? que com a mão no queixo assim, sentadinho de joelho ali, pensando, né? Jabuti pensando e e no casco dele tem um monte de letrinhas escrito, bem bonitinho, tá?
Tá aqui atrás o o prêmio de jabuti. Então, foi muito legal isso, né? E aí eu fui Apresentar, fui convidado para apresentar eh no congresso mundial de terapia comportamental cognitiva, que o único que teve até hoje na América Latina, tá? Então, foi feito esse congresso lá em 2013, na congresso na na foi o congresso realizado em Lima, no Peru, tá? Então, eh, na verdade assim, eu eu fui, foram três brasileiros só que foram convidados, né, pro congresso. Fui eu, o professor Irismar e a professora Edvigia Silvarez, que é professora da USP, muito muito boa e
pesquisadora muito boa. Então, foram três pessoas só convidadas. Eu fiquei muito surpreso de ter sido convidado eh receber essa indicação diretamente lá da do da direção mundial lá da da sua da Associação de Terapêutas Comportamentais e Cognitivos. Esse congresso é muito grande porque ele tem Ele reúne todo mundo da comportamental e todo mundo da cognitiva, tá? Porque tem os congressos só da comportamental e tem os congressos só da terapia cognitiva, tá? E esse é da terapia comportamental e cognitiva. Então ele é muito grande. Tem assim 7.000 pessoas circulando num congresso desse, tá? Vem gente no
mundo todo, é muito grande mesmo, tá? Então imaginem meses antes eu já fiquei com friozinho na barriga, tinha um pensamento automático ali que iam me Jogar a tomate quando eu fosse apresentar o meu trabalho lá no congresso, né? Então, eh, eu perguntei pro professor Ismar, que que eu faço? Eu, eu, eh, coloco em inglês ali o como é que eu vou fazer no congresso? Nunca tinha tido essa experiência de apresentar num congresso internacional. Eles tinham uma tradução eh do espanhol, né, porque era em Lima, então espanhol para inglês. E tinham não do português, mas Tinham
então, né, quem falava espanhol, coisa tinha tradução automática. Mas aí, eh, então o Mar disse: "Olha, coloca em inglês, né?" Eh, então coloquei a apresentação em inglês e me virei lá. Eu não falo tão bem inglês assim, né? Mas fui me virando ali, digamos, com lendo, né, o texto dos slides e tal e fui me virando. Tá bom? Então, quando eu cheguei lá, tava muito nervoso lá naquele dia, né? Com aqueles pensamentos automáticos, eu tive reações de Ansiedade aí. E aí, eh, eu entrei no colégio médico do Peru, né? Tinha, eh, aí tinha cada sala,
tinha um, era batizada com o nome de um pesquisador, todos da relacionados à terapia cognitiva. E tinha uma sala, a minha sala, eu lembro até hoje, era sala AONB, era, era no quinto andar, tá? Então, era uma sala grande por andar, né, que era só as conferências daquele dia, né? Então, conferência é o nível máximo de apresentação no congresso, né? Então, tudo isso me deixou muito tenso, né? Bom, aí eu passei no primeiro andar, né, na primeira sala tava Judit Beck, uma conferência, no segundo tava Steven Reis, terceiro tava, enfim, só tinha medalhão lá apresentando
e eu lá no quinto. Então eu pensei, bom, ninguém vai subir lá pro quinto andar para me ver. Eu subi pensando, tem vários pensamentos automáticos. Cheguei lá, sala tava cheia, né, e aí começou a se espremer Gente para sentar. No final tava um monte de gente de pé lá no final. Você que ficava assistindo a palestra de pé no final. Não dá dimensão da sala aqui, mas tinha qu a 600 pessoas nessa sala. Isso aqui só pegou metade 1/3 mais ou menos que uma sala muito grande, tá? E um monte de gente do mundo inteiro,
né? Bom, consegui sobreviver, não me jogaram tomates, pelo contrário, ficou Uma fila depois para falar comigo, tirar foto comigo, como se eu fosse uma celebridade. E o pessoal queria o livro, só que eu disse: "Olha, sou o livro tá em português, gente, mas a maioria queria o livro inglês ali." Então eu vi que é um tema que não tem realmente no mundo, né? A questão do inconsciente é pouco trabalhada nos textos de de terapia cognitiva. É um trabalho bem original, tá? Então, fiquei contente de ver que Esse trabalho foi bem aceito, né, eh, no âmbito
mundial aí, que foi um trabalho bem original mesmo, tá bom? Então, vamos lá, né? Grosso modo, a capacidade de processamento do do sistema consciente é, deixa eu ver que hora são quase no intervalo aqui, tá? Aí já passamos no intervalo, eh, passamos 15 minutos do intervalo. Então eu vou ler só esse slide, a gente faz o intervalinho, tá? A Capacidade de processamento do consciente, tá bom? Como é que a gente sabe a capacidade de processamento consciente, né? Informação a gente mede em bits e bytes, tá? Um bits ou vários bytes de informação, né? Eh, desculpa,
1 byte. como troquei um bytte ou vários bits de informação. Então, plural é bits, tá? Então, é a unidade da informação, tá? Que que esses pesquisadores que são eh noruegueses, eles fizeram para medir a capacidade de Processamento consciente e inconsciente? Eles deram tarefas em laboratório, né, para as pessoas responderem, por exemplo, cálculos matemáticos, ler um texto de um livro, ler em voz alta, ler em voz baixa, eh, em ler para si mesmo, né? e medir em um segundo, viram qual é a capacidade, quantas palavras a pessoa lia ou qual é a capacidade de cálculo que
a pessoa fazia, ou seja, quantos aí mediram, quantos bits de informação tem Naquilo ali que a pessoa conseguiu ler em um segundo, tá? Então, olha, deu no máximo 45 bits, tá? Sendo generoso, eu arredondei aqui para 50 bits por segundo, tá? O processamento inconsciente é cerca de 200.000 1 vezes maior do que o consciente, tá? Por quê? Porque eh o inconsciente ele ele processa eh só pelo sentido, tá? Qual é o jeito de calcular isso, né? Eles pegaram a quantidade de informação que é Processada pelos sentidos a cada segundo, né? Não tiveram como medir o
processamento interno ali da CPU, digamos assim, né? Mas só o que entra de estímulos que é processado, tá? Então, a visão é 10 milhões de bits por segundo que entram pela visão e que são processados, porque a gente vê, né, eh, os outros sentidos somados é 1 milhão de bits. Então, nós temos 11 milhões de bits por segundo, tá, que são processados pelo inconsciente e o Consciente, no máximo consegue processar 50 bits, tá? Então, fazendo a conta aqui, é 200.000 1 vezes mais rápido e potente o inconsciente do que o consciente. Então o nosso iceberg
fica assim, tem uma parte visível, né, para 200.000 e tão subterrâneas, tá? Então esse inconsciente das neurociências é muito maior que um consciente da psicanálise, tá? Eh, bom, então a gente vamos dar uma pausinha e a gente continua, né? A segunda parte da aula Agora é bala, gente. Nós vamos chegar na terapia do esquema, na parte do cérebro. Então, aguardem aí que daqui a vamos dar um tempinho aí de ã normalmente 15 minutos do intervalo, tá? Vamos dar 15 minutos então para poder tomar um cafezinho, aitar as ideias com cafezinho aí ou quem quiser dá
uma arejada, tá? porque depois vem chumbo grosso. Então é isso, gente. Tá até daqui a 15 minutos que corresponderá às eh 3:35, tá? 3:35 a gente volta. Então até lá. Então, gente, eh esse inconsciente é um inconsciente muito maior que o freudiário, tá? Vamos ver. Eh, agora nós vamos entrar na questão dos sistemas de memória inconsciente, tá? Então, eh, por que que eu digo sistemas de memórias inconscientes? Porque a memória não é uma coisa só, não é unitária, né? Na verdade, a memória consciente ela é aparentemente unitária, Né? Ela ainda se divide em duas, tá?
Memória declarativa e memória episódica, memória consciente. Ou seja, se eu peço para vocês lembrarem do bolinho que a avó de vocês fazia, né? Eh, é uma memória episódica, vocês podem lembrar de um determinado dia, um episódio aonde a avó de vocês deu esse bolinho e vocês estavam conversando e todos o filmezinho da situação. Essa é memória episódica. A memória é um tipo de memória declarativa, eh, ou seja, você pode Declarar essa memória, né? Eh, tem um outro tipo de memória declarativa, eh, ou seja, consciente ou declarativa ou explícita, você pode explicitar ou declarar ou ter
acesso consciente, é memória semântica, que é, na verdade, toda a memória semântica já foi uma memória episódica um dia, tá? Ou seja, com o tempo, por exemplo, se eu perguntar para vocês, eh, quem descobriu o Brasil, aí todo mundo, ah, Pedro, pelo menos numa história diz isso, Pedro Álvaros Cabral, né? A história que a gente aprende na escolinha é isso, né? Mas o dia que vocês aprenderam isso lá na escola, bom, quem se lembrar, Prêmio Campeão de Memória, né? Eu eu não me lembro, mas eu quero dizer assim que uma lembrança muito distante na nossa
eh na nossa memória fica apenas aquele fato frio, né? a gente lembra desse fato que foi repetido várias vezes, foi perguntado, foi eh eh a gente bateu em cima dessa memória. Eh, e aí a gente Lembra, mas só do fato frio, digamos assim, não do episódio humano que que construiu aquela memória episódica, aquela memória eh semântica, né? Então, a memória declarativa explícita o consciente é um aspecto da memória, tá? Agora, existem vários sistemas de memória que são inconscientes ou implícitos ou não declarativos. Ou seja, a pessoa não pode declarar, não pode acessar conscientemente esse tipo
de memória, mas esse tipo de memória se Manifesta no comportamento e nas emoções da pessoa. Ou seja, experiências passadas são registradas, armazenadas e evocadas de forma a causar efeitos no nosso comportamento, efeitos nas nossas emoções, efeitos na nossa fisiologia, sem que a gente tenha acesso a à aquela memória. Não aparece nada na nossa mente consciente, tá? Então são as memórias inconscientes. Vamos entrar agora na toca do coelho, tá? Realmente o tudo começa lá no caso HM, tá? O caso HM eh o ficou eh conhecido depois que o nome dele era Henry, né? Porque vocês sabem
que a gente deixa só as iniciais dos casos para não revelar quem era a pessoa, mas acabou vazando quem era o caso HM. É o caso mais famoso da história da neurologia, tá? De todos os tempos, tá? Então o que que aconteceu? esse esse operário de linha de montagem chamado Henry lá em 1953, tá? Ele tinha 27 anos, tá? Aqui a Carinha dele, teve a sua porção medial do lobo temporal retirada em ambos os lados do cérebro. Por que que retiraram essa porção medial do lobo temporal? Onde é que fica essa porção medial do lobo
temporal? O lobo temporal ele fica eh mais ou menos assim na parte do cérebro correspondente ali aos ouvidos. né? Então, digamos, na parte do cérebro ali que tá por dentro ali, eh, na área dos ouvidos, né? Não no ouvido, mas ali no cérebro, na área correspondente aos Ouvidos, o lobo temporal, na porção medial dessa área do lobo temporal foi retirada porque desde os 16 anos o hm, o Henry não conseguia trabalhar nem viver normalmente. Ele tinha crises epiléticas fortíssimas. Então, ah, ele foi, na época não havia intervenções farmacológicas como a gente tem hoje. Então, a
solução era a cirurgia, né? Você sabem que a epilepsia é uma espécie de tempestade elétrica que ocorre em certos grupos de neurônios ou Às vezes no cérebro inteiro. Quando a epilepsia é focal, ela tem um foco de uma determinada área do cérebro. Elas eh existe uma uma agitação ali, uma tempestade elétrica dos neurônios que param loucamente naquela região. Às vezes é no cérebro inteiro, tá? No caso do HM, o foco dele era o lobo temporal, tá? Aqui o lobo temporal, tá? Essa região aqui. Então ele que que acontece? Pegou a maior parte do hipocampo, né?
O hipocampo é uma estrutura que fica no Lobo temporal, tá? Então, foi retirado o hipocampo. Hipocampos vem do latim. Eh, eh, a palavra do latim hipocampus quer dizer cavalo marinho, tá? Então, por quê? Porque tem um formato, olhando aquele, Claro, um cavalo marinho deitado aqui de lado, ele se assemelha mais ou menos a um cavalo marinho com a caludda do cavalo marinho e a cabeça do cavalo marinho aqui, tá? Então, o que acontece? O hipocampo, essa região, tá? chave do cérebro foi retirada nos dois Lados do cérebro bilateralmente, ou seja, no hemisfério esquerdo e no
hemisfério direito, tá? E vocês sabem que nós temos o cérebro esquerdo e o cérebro direito. São dois cérebros que nós temos, né? O cérebro direito e o esquerdo. Eles estão conectados, né? Numa pessoa normal, eles estão conectados através do corpo caloso, corpos calos em eh em latim, né? O corpo caloso é uma super rodovia. Aqui aparece o corpo caloso aqui com uma secção do Meio do cérebro aparece ele aqui seccionado. É uma super rodovia de ã 200 milhões de fibras de axônios que se projetam de um esfério pro outro, tá? E essas fibras levam informações
nervosas de um lado para outro. Então, normalmente o nosso cérebro ele é integrado, tanto que a gente fala o cérebro, né? Ele é integrado direito e esquerdo através do corpo caloso, né? Mas existem no meu livro, eu cito vários casos onde houve a secção, o corte desse Corpo caloso, tá? Por questões, eh, cirurgias que foram feitas, né? Eh, o cara que fazia eh eh fez pesquisa sobre isso chama-se Rogers Perry, né? Ele ganhou prêmio Nobel. né, de fisiologia. O aluno dele foi o Michael Gazaniga, se tornou um importante neurocientista, muito famoso, que organiza vários livros
de neurociência, né? é um dos grandes neurocientistas do mundo, Michael Gazaniga. E o Gazane, não sei bem, Parece que meio italiano o nome, não sei como é que pronuncia, mas eh o que acontece, tem casos muito curiosos que eu descrevo no livro do que acontece com as pessoas depois que foi rompido esse essa comunicação entre os dois hemisférios, né? Resumindo aí para vocês, que é uma coisa muito bizarra, as pessoas ficaram com duas mentes, né? uma mente consciente verbal e outra mente inconsciente, né? Então, a mão aconteceu a síndrome da mão alheia, mão alienígena Allenh
em inglês ou lamã estranger, né? Em francês, a mão estrangeira ou a mão alien em inglês, né? Eh, o que acontece? A mão, né? Normalmente a mão eh eh a mão, deixa eu ver, o cérebro esquerdo consciente, então é a mão direita que se torna ah, desculpa, a mão esquerda que é controlada pelo hemisfério direito, a mão esquerda começa a ter vida própria, tá? a pessoa não consegue controlar aquela mão e ela faz o que quer. Então, por exemplo, a pessoa botou um botão com A mão direita e a mão esquerda desabotou, né? Ou faz
o carinho do gatinho, a mão direita e a mão esquerda tenta esguelar o gatinho, né? E a mão direita pega a esquerda e tenta lutar contra a mão esquerda, tá? Então isso é incrível, realmente é de cair o queixo, mas são os casos que ocorreram com a secção do corpo caloso. Uma porcentagem de pessoas desenvolve essa síndrome estranhíssima. Isso dá insightes super interessantes sobre como é que é a nossa Mente organizada, né? Na mente normal, os dois hemisférios estão conversando, então a gente tem uma mente unificada, né? Mas na verdade existe um inconsciente ali no
mistério direito que é eh começa a agir sobre sobre a mão eh no sobre a mão esquerda, que é contrateral, né? É o hemisfério eh direito controla a mão esquerda, o hemisfério esquerdo controla a mão direita, tá? Eh, bom, mas o HM, eu não vou falar sobre isso do HM, o que Aconteceu com o HM, ele eh ele tinha então essa epilepsia, foi retirado logo temporal e aí é ótimo, só que ele ficou só teve um probleminha, ele não lembrava de mais nada, tá? Acabaram, acabou o problema que levava ele a cair, desmaiar, batia a
cabeça várias vezes por dia, que era um problema sério de epilepsia. E ele passou a esquecer tudo que ele vivenciava, tá? Ele só lembrava do que tinha acontecido antes da Cirurgia, tá? Então ele ficou com um tipo de amnésia, tá? Que tem amnésia retrógrada e a anterógrada, né? Então ele ficou com um tipo de amnésia que no no caso eh tem a retro anterógra também, né? Que é quando a amnésia total, não lembra nem dos fatos depois da cirurgia, nem dos fatos anteriores da cirurgia ou da lesão, né? Então ele ficou com uma amnésia retrógrada,
né, que é eh eh desculpa, anterógrada, que é assim, Todos os fatos que ocorreram depois da cirurgia, ele não conseguiu mais armazenar, registrar e evocar, tá? Então, a Brenda Milner, né, no laboratório eh eh em Quebec, no Montreal, em eh no Canadá, né, laboratório, se não me engano, em Quebec, a Brenda Brenda Milner eh neuropsicóloga, estudou o caso do HM e descobriu o papel do hipocampo na memória humana, tá? Então, uma das Pesquisas que a Brenda Mil fez é bem ilustrativa. Ela pediu pro HM, ela foi aí que ela sacou que ele tinha memória, porque
ele era amnésico, né? Então, eh, o amnésico não, em princípio não lembra das coisas, né? Mas eles fizeram uns testes. Um dos testes é esse teste aqui, que pediram para ele desenhar eh no contorno de eh eh entre no contorno de uma estrela, né? entre os dois contornos de uma estrela tinha que traçar aquele contorno ali. Então é uma coisinha meio Difícil ali, que é fininho aquilo ali. Então o que acontece? A pessoa erra, sai da linha, tá? Então aqui que saiu da linha tem um erro, marca um X aqui tem um erro. Aqui saiu
da linha tem um erro. Eles contabilizavam os erros. Eh, e a pessoa vai treinando e vai acertando, tá? Então o que que eles fizeram? Fizeram várias tentativas. Eh, eh, todos os dias eles faziam tentativas com HM, tá? A cada tentativa o HM dizia: "Ah, que legal, uma tarefa nova, eu nunca fiz Isso, que legal. Como é o seu nome, né?" Daí ela disse: "Brenda, né?" Mas, "Ah, muito prazer, eu sou o Henry, né?" Daqui a pouco ele olhava para ela, dizia: "Oi, tudo bem? Como é o seu nome, né?" E ela dizia: "Brenda, né?" E
aí, ah, muito prazer, eu sou HM. Poxa, que legal, uma tarefa nova aqui, deixa eu fazer isso aqui. Então ele achava, como ele não tinha, ele era amnésico, ele não lembrava de nada, tá? Então ele tava continuamente se reapresentando pros Pesquisadores, porque ele não lembrava sequer de tá ali no laboratório de pesquisa, tá? Ele só lembrava o nome dele, a rua que ele tinha nascido, tudo que era anterior à cirurgia, uma certa lacuna lá, eh, de um tempo de alguns meses, né, mas eh eh que as informações que não estavam ainda bem sedimentadas evaporaram ali
depois da cirurgia, mas ele lembrava do passado dele, né, da rua da casa dele, da infância dele, lembrava de tudo isso, Mas só lembrava de nada que acontecia depois, tá? Então, só que ele, o corpo dele, digamos, lembrava, porque nesse no primeiro dia, dava para ver aqui, ó, ele, a primeira vez que ele fez essa essa tarefa da estrela, ele teve 30 erros, só que marca os erros. Quantos erros teve ali? Quantos xizinho se marcou ali em cima da estrela? Quer dizer que ele saiu do contorno, errou, tá? Então, no começo ele tinha 30 erros,
depois foi caindo para 20. lá no final Do dia tava melhor aqui, tinha uns sete, seis erros, cinco erros aqui, tá? No outro dia ele já saiu ã bem melhor e foi reduziu bastante os erros, acabou com dois, três erros aqui, né? No terceiro dia tava craque aqui, tá? Ou seja, isso aqui mostra que ele aprendeu, ele teve memória e aprendizado motor em relação à tarefa que ele fazia, mas ele não lembrava nada daquilo, tá? Então, ficou claro que era uma memória Inconsciente, que essas informações não chegavam à consciência dele, mas ele armazenava essa memória
em algum outro circuito do cérebro, que não era o mesmo circuito na memória consciente. A memória consciente claramente estava relacionada ao hipocampo, porque tirou o hipocampo dele, ele perdeu a capacidade de armazenar a memória, tá? Então, resumo da ópera, tá? O que acontece, tá? Isso descrito com muito mais detalhes ali no meu livro. Toda a história da Pesquisa sobre isso e vários detalhes sobre cada sistema de memória tá descrito lá no meu livro, tá? Então nós temos resumo diferente depois de muitas décadas de pesquisa. O cenário é que hoje nós sabemos, tá, que existem diferentes
formas de memórias inconscientes, tá? Aqui faltou o plural, não sei porquê, mas são diferentes formas de memórias inconscientes. Eh, as habilidades motoras é um tipo de memória Inconsciente, andar de bicicleta, por exemplo, né? A pessoa amnésica, ela muita eh muitas vezes ela ela consegue ela consegue andar de bicicleta, ela lembra como andar de bicicleta, né? Então, aqui estão as áreas críticas pro processamento dessas memórias, tá? o córtex motor, cótex motor suplementar, o neoestriado, enfim, a gente não vai entrar na questão de neuroanatomia, neurofisiologia, aqui não é o caso, mas mais ou menos para vocês vocês
Entenderem, mais ou menos as áreas que processam esse tipo de informação, né? Eh, justamente para você ter a habilidade motora, você tem que usar o cótex motor. E é no Córtex motor que armazena as memórias de habilidades motoras, tá? As habilidades sensoriais é a mesma lógica, é justamente a maquinaria perceptual do córtex que ajuda a gente a ter aquelas que processa as habilidades de sensoriais da gente reconhecer sensorialmente estímulos. Essa mesma maquinaria que armazena as memórias sensoriais, tá? Então, memórias de fazer movimentos, de perceber estímulos sensoriais, memórias, a memória curiosíssima chamada do priming ou pré-ativação.
Priming é um termo de difícil tradução, tá? A a uma melhor tradução ali entre as palavras disponíveis seria eh tem uma uns que traduzem como fermentação, tá? Memória de fermentação. É muito estranho esse termo fermentação. É uma memória de Pré-ativação. Acho que é a melhor tradução em língua portuguesa. Que que é isso? A gente prétiva a memória com um certo estímulo, tá? Também a maquinaria perceptual do córtex e reconhece aquele estímulo quando pré-ativado, reconhece mais rapidamente aquele estímulo, tá? Eu tenho inclusive um videozinho aqui que eu eu acho que não vai dar tempo da gente
ver, mas que é Muito interessante. Eu mando esse vídeo para vocês, colocam lá na pasta. É um videozinho que eu mandei legendar, que eu não tinha eh a tradução automática ali também não fica muito boa. Eu mandei legendar e um videozinho, na verdade, de uma é uma é uma reportagem feita na Europa ali sobre uma pesquisa de priming, né? e que eh mas entrevista ali um um dos grandes pesquisadores do Prime e faz vários testes ali. Eh, é bem interessante, é um Vídeo bem interessante com 5, 6, 7 minutos mais ou menos ali, tá? Vocês
dá para entender bastante do Prime vendo o vídeo porque mostra o tipo de desenho de pesquisa que se faz para estudar, tá? Eh, por exemplo, as o prime as pistas, a pré-ativação foi feita com dinheiro. As pessoas pontavam dinheiro, uma das pesquisas, pessoas pontavam notas de dinheiro e depois se eles mostraram que as pessoas ficavam mais egoístas, não ajudavam outros que deixavam os livros Cair ali. Quando, né, eles montaram um cenário onde uma pessoa chegava e meio que esbarrava neles ali, eles passavam pelo corredor, a pessoa meio que passava por eles, deixava uns livros cair,
uns papéis cair, ficava atrapalhado com aquilo. E as pessoas que não tinham contado dinheiro iam lá e ajudavam, né? E quem tinha contado dinheiro era egoísta e ficava ia cuidar da sua vida ali, né? Então o dinheiro nos torna egoístas. É curioso isso, né? Mas eh tá Ligado a uma ideia de ter recursos e ser mais autossuficiente, né? Ali mostra no vídeo, vocês vão entender e achar achar certamente vou achar bem curioso, bem interessante conhecer essa memória do Prime, tá? A memória de habituação, essa é bem legal para terapeutas cognitivos entenderem, porque a gente usa
em técnicas de TCC, tá? Memória de habituação que tá ligado à depressão das conexões sinápticas e o contrário da Habituação, que é a sensibilização, que é a facilitação das conexões sinápticas, tá? Grosso modo, a gente pode dizer que se sensibilizar um trauma, por exemplo, é uma sensibilização do sistema nervoso, aonde que que acontece? Você tem uma experiência emocionalmente muito intensa, você tem as conexões sinápticas entre, por exemplo, a visão, audição daquele estímulo ali, eh a com a área que produz reações emocionais, no caso a mídala, né? eh eh tem links muito Fortes, fica conexões muito
fortalecidas por causa da importância daquele estímulo. Já se o estímulo sem importância, ele se repete, a gente vai se habituando com aquele estímulo. Então há uma diminuição das conexões sinápticas, né? Eh, vamos ver alguns exemplos disso depois. O condicionamento clássico pavloviano, ele é um tipo de memória inconsciente, tá? Eh, o cerebelo, por exemplo, no no aspecto de respostas motoras Condicionadas, é o cerebelo que armazena essas memórias, mas tem outros tipos de eh outros locais que também estão envolvidos, outros áreas do cérebro. O condicionamento instrumental operante é a região do neoestriado e do córtex sensorial e
motor, tá? Eh, o aprendizado de hábitos, que é muito hábitos que são muito repetidos, muito praticados, né? eh, hábitos profundamente praticados, é um núcleo caldado, tá? E veja, não é por acaso que uma das áreas que fica muito Ativa no cérebro de pessoas que tm toque, fica hiperativa, é o núcleo caldado. Justamente núcleo caldado tá com uma atividade anormal, tá muito aceso. Quando faz a a neuroimagem de cérebro de uma pessoa com toque, ela tá com o núcleo caldado muito muito ativo ali, super ativo, que não consegue desligar direito os neurônios, tá? Memória emocional é
armazenada na amídala, tá? a mesma estrutura que processa o desencadeamento de algumas Emoções, por exemplo, raiva ou medo, né? Eh, é eh o output ou é a saída da do processamento da mídala, tá? Então, segundo o prêmio Nobel Eric Candel, uma grande referência no estudo da memória, um dos maiores neurocientistas da memória, que ganhou o prêmio Nobel emisi fisiologia e medicina eh no ano 2000, né? E é autor de vários livros didáticos, né, que onde os neurocientistas estudam nos livros do Candle. Eh, ele ele diz o seguinte, tá? Vamos seguir as palavras do professor Cândel
aqui no eh por alguns momentos, tá? Ele nos ensina, professor Candel, que as memórias inconscientes envolvem um grande leque de diferentes capacidades de memória que todas compartilham a notável característica de serem normalmente inacessíveis à mente consciente. A evocação desses tipos de memória é completamente inconsciente. Frase do professor Eric Candell, tá? Ele continua dizendo, tá? O que é fascinante Em relação à memória não declarativa é que ela apresenta semelhança apenas superficial com o inconsciente freudiano. Ou seja, é inconsciente, mas não tem nada que ver com o inconsciente de Freud, tá? O conhecimento não declarativo, em outras
palavras, o conhecimento inconsciente, ele é inconsciente por natureza. a gente não tem acesso a esse conhecimento, mas não está relacionado a conflitos ou a desejos sexuais, tá? Eu Diria, complementando a a a o objetivo aqui do do professor Cândel é dizer: "Olha, não está relacionado necessariamente a conflitos ou a desejos sexuais, mas pode eventualmente ser, entende? não não se exclui. Pode ser que eh o conhecimento inconsciente ali, essas memórias inconscientes estejam relacionadas a conflitos ou desejos sexuais. Mas não é necessariamente como pensava Freud. Freud imaginava que a Gente reprimia, né? Tem uma discussão ali, eu
faço a discussão toda no meu livro sobre repressão ou recalque, né? Os lacanianos, né, usam mais a expressão recalque. Tem uns que dizem: "Ah, o repressão é consciente, recalque é inconsciente". ou o Freud nunca falou em repressão, falava em recalque, tem uma discussão toda. Eh, eu argumento ali, segundo experts em psicanálise, muito bons ali que eu eh consultei, eh autores que dizem: "Não, ele falava em eh o Freud falava nos dois ali indiferenciadamente repressão e recalque. E se trata de um processo às vezes consciente, às vezes inconsciente. Mas ele, enfim, eu não tô interessado no
que o Freud pensava. Na verdade, o que interessa é o seguinte, que a gente eh eh a gente pode armazenar essas eh memórias inconscientes, né, ou não declarativas ou implícitas, né, e elas podem eh interferir realmente com a a expressão do nosso comportamento, das Emoções. Vamos ver o que que o professor Cândel diz a respeito. Então, embora alguém desempenhe com sucesso as tarefas codificadas em sua memória não declarativa, esse inconsciente nunca se torna consciente. Ou seja, um inconsciente de natureza completamente diferente do que Freud imaginou. Não é um inconsciente de recalque ou repressão, tá? Porque
o Freud imaginou que a na fantasia do Freud, que não havia conhecimento de neurociência na Época, tá? Na época que Freud escreveu eh os textos dele, Ramon e Cahaal na Espanha estava descobrindo a estrutura do neurônio, como é que era o neurônio, aqueles rabichinhos, o núcleo, nem se sabia como é que era o neurônio, tá? E lembrando, Freud era neurologista. Freud não era psiquiatra, ele era neurologista. Ele escreveu então um texto chamado Psicologia para Neurólogos, tá? que nunca foi publicado, quer dizer, que não foi publicado Durante a vida dele, foi publicação póstuma, mas nesse trabalho,
psicologia para neurólogos, né, ele tá tudo no meu livro lá, ele tem desenhos do punho dele de redes de neurônios, né, claro, tudo muito tosco, muito primitivo, né, mas ele desenhou um neurônio se conectando com o outro ali. E ele imaginava assim, ah, o ID é essa essa esse essa conexão aqui, o tudo muito tosco e o ego se diferencia a partir daqui. Tem um desenho lá no livro dele, mas uma coisa Assim muito precária, né? Então não havia sub, ele desistiu do projeto, ele não publicou, né? Eh, projeto para uma psicologia científica ou psicologia
para neurólogos. Foi o rascunho que foi publicado só depois da morte dele, né? E quer dizer, foi uma tentativa do Freud de construir uma uma psicanálise baseada na neurociência, porque ele era neurólogo, neurologista, né? E então ele era um tipo de neurocientista, só que ele abandonou a Tentativa de usar a neurociência como referencial e partiu para um referencial sem referência ao cérebro, né, para eh sedimentar a teoria da psicanálise, que que foi a grande a grande obra dele, tá? Mas então o Freud aparentemente estava equivoc, segundo essa ideia, ele estava equivocadão em relação à memória,
tá? Porque ele imaginava que tudo que a gente eh passa, que tudo que a gente vivencia, a gente armazena na memória. Seria uma memória eh incrível, uma Capacidade incrível, né? Eh, que não é verdadeiro, porque existe coisas que a gente não armazena, coisas que a gente deleta da memória, existe o processo de esquecimento, tá? É um dos processos de memória, né? Nós temos codificação, armazenamento, recuperação e temos o processo, quarto processo da memória, é eh eh é você é o esquecimento, é você deletar as memórias que não são utilizadas, que tão ali inúteis. É que
nem o computador que quando chega muita Memória ali, tem uma hora que ele te pergunta ali, ele diz que tem muita memória. Olha, não tô usando esses programas, não tô usando isso aqui, você pode deletar aqui isso, posso deletar, você pode deletar. O próprio computador já tem sistemas que que avisam ali quando tá sobrecarregado para limpar a capacidade de memória. Da mesma forma, a gente não tem capacidade de armazenar tudo que a gente vivencia, né? Então, a gente vai guardando o que é relevante, Que é emocionalmente relevante, né? ou aquilo que a gente usa muito,
muitas vezes, tá? Pratica muitas vezes. Então, veja, não é questão de um inconsciente que foi reprimido para um porão escuro e que depois a gente eh pode resgatar aquela informação, né? Esse tipo de memória inconsciente nunca vai se tornar consciente porque ela tá escrita numa linguagem diferente, tá? a memória emocional da Mídla. A gente não tem como entrar na Mídla e e e acessar aquela Memória emocional. O que a gente pode fazer é o seguinte, a gente lembra através do hipocampo, né? A gente lembra num cérebro que não está eh corrompido, que não teve uma
lesão, que não teve uma cirurgia, nada, um cérebro normal. O hipocampo a gente evoca, a gente armazena e evoca a memória através do hipocampo, tá? Mas o aspecto de de o pato frio, a o lado emocional da memória é impresso pela mídala, tá? Ou seja, eu demorei um Tempão para conseguir entender isso aí, né? A mídala dá o tom emocional de uma memória, tá? Então a gente eh tem a questão do fato frio e tem a questão do do calor emocional daquela situação ou não, né? Porque tem situações que não são não são muito emocionalmente
carregadas, mas essas a gente vai esquecendo. As que são emocionalmente carregadas, positiva ou negativamente, a gente tende a lembrar, tá? Então, tomara que vocês tenham bastante emoção nessa Aula para poder lembrar dessa aula depois, né? Mas então o candel ainda diz o seguinte: "Em virtude da característica inconsciente dessas formas de memória, elas determinam muito da experiência humana. Em outras palavras, a base da nossa personalidade, do nosso comportamento, a nossa emoção são as memórias inconscientes, tá? Elas afetam muito o que a gente faz, o que a gente sente. Então aqui, vamos seguir as palavras do do
Cândel. Aqui, abre aspas, Aqui se originam as disposições, os hábitos, as preferências inacessíveis à recordação consciente, mas que, apesar disso, tão formados por eventos passados, influenciam o nosso comportamento e nossa vida mental e constituem uma parte importante daquilo que somos, a base da personalidade, tá? Então, memórias inconscientes, sensibilização, habituação. Essas é importante a gente ver porque eu vou mostrar a relação com o TCC. A Habituação, então, envolve aprender a identificar e gradualmente ignorar um estímulo que se repete, considerando estímulos familiares sem importância. Tem um barulhinho ali no ventilador, de coisa que tá se repetindo, daqui
a pouco tu nem tá escutando mais aquele barulho do ventilador, tá? Porque não tem muita importância aquilo, a gente acaba eh habituado, né, com aquele com aquele estímulo, tá? Então, a base neural da habituação é um Enfraquecimento na efetividade das conexões entre os neurônios que reagem aos estímulos repetitivos, tá? Então, fica mais claro aqui, tá? Aqui a gente vai entender a sensibilização e a habituação, tá? Então veja, esse aqui é uma sinapse, pelo menos é um neurônio com os seus axônios aqui, seus no caso dendritos, tá? Sendo fazendo o o sinapse, tá? Ele estaria em
contato com outro neurônio aqui, mas esse neurônio aqui, ó, tem o neurônio controle, tá? Ou Seja, normalmente ele tá assim, tá? Quando esse neurônio ele é sensibilizado, por exemplo, um trauma, né? Eh, o ratinho leva um choque muito forte num cantinho da da sua gaiola, né? Aquele cantinho da gaiola ali, ele vai ficar, quando ele passar por ali, ele vai ter uma memória naquele cantinho ali que ele vou um choque ali, né? Eh, então ele vai, que que aconteceu com a memória daquele daquele estímulo ali? Aumentou o número de conexões, tá? Então tem um Monte
de conexões agora porque ele está sensibilizado, tá? Se ele não tiver choque, ele passar por ali, por aquele lugar várias vezes, várias vezes, várias vezes, não acontece nada, ele vai se habituando e o que acontece? Ele vai perdendo conexões sinápticas, tá? Perdendo conexões. Se o estímulo aparece, não causa reações fortes, causa reações bem fracas. Na sensibilização contrária, o estímulo vai causar reações muito fortes, tá? Aqui também mostra um estudo feito com bebês, né? No caso, mostra para um bebezinho um quadradinho azul, tá? Aí a fixação visual do bebê foi medida a fixação visual, quanto tempo
ele fica olhando pro estímulo a frequência cardíaca do bebê, a frequência respiratória do bebê. E que acontece quando o estímulo é novo? O bebê fixa o olhar mais tempo, tá? Aí há uma ligeira diminuição da frequência cardíaca e uma ligeira diminuição da frequência Respiratória. Ou seja, ele tá atento, ele tá a um quadradinho azul, nunca vi isso. Na segunda tentativa, ah, já vi isso, né? Já tá mais fraquinho. Na quinta tentativa, nem tem quase reação. Ou seja, aqui ele foi sensibilizado e aqui ele foi habituado, tá? Na sexta tentativa, coloca um quadradinho vermelho que é
diferente, pau, né? Aí acontece uma sensibilização de novo, tá bom? Como é que a gente usa a memória de habituação na clínica, tá? Só para Vocês relacionarem. Por exemplo, no tratamento do pânico, tá? Segundo Bernardo Rangé, né, que na FBTC, o Bernardo Rangé é um terapeuta brasileiro, tenho esse nome francês que os pais, o pai era francês do Rio de Janeiro, né? É um tem o prêmio Bernardo Ranger até na Federação Brasileira de Terapias Cognitivas. meu amigo Bernardo Ranger tem um um tratamento eh para o pânico, um protocolo de tratamento para o pânico, que ele
pesquisou isso na na Universidade Federal do Rio de Janeiro durante décadas e criou um protocolo de tratamento para o pânico dentro da TCC, tá? Então, uma das coisas que ele faz no tratamento do pânico é a habituação interoceptiva, tá? Ou seja, interceptiva quer dizer a a gente se habituar com as sensações internas do corpo, internas. Tá? Eh, tem um sentido, tem os sentidos eh eh internos do corpo, se o coração tá tá disparando, não tá disparando, esse tipo de coisa, é interceptive, tá? Então, o que acontece? Tem muito gatilho pro pânico nessas memórias de sensações
interceptíveis. Ah, meu coração começou a disparar, eu acho que vai faltar, acho que eu vou ter aquilo de novo, né? Quer dizer, é uma ah muitos ataques de pânico são condicionados. a pessoa teve um ataque de pânico lá no começo e depois começa a associar com certas coisas. Então, por exemplo, as próprias sensações intivas são gatilho para novos ataques, tá? Então, para haver essa Habituação, ou seja, para enfraquecer a capacidade desses estímulos causarem um ataque de pânico, né, serem gatilho para um ataque de pânico, tu vai treinando habituação. Então ele criou uma uma tarefa, né,
isso baseado em estudo do exterior também, né? Eh, eh, por exemplo, a pessoa sacode a cabeça de um lado para outra durante 30 segundos, eh, e ela vai anotar aqui qual é a intensidade daquilo, qual o grau de ansiedade, 0 a 10, intensidade 0 a 10, o Nível de ansiedade, qual a similaridade com o sintoma do pânico de eh sacudir a cabeça para de tontura, né? Eh, eh, colocar a cabeça entre as pernas e levantar, tipo vertigem, né? Eh, eh, aí ela vai anotar isso, vai produzir uma sensação similar a que ocorre no pânico e
que é gatilho pro pânico. Então, ela vai se habituar à aquela sensação, tá? Com reparado, habitua com qual sensação? A disparada cardíaca, né? Então, disparada cardíaca depois que você faz Algumas vezes isso, já não é mais uma coisa, ah, não, isso sempre acontece, eu vou ter um ataque de pô, não, eu tô habituado com a sensação, tá? Tô acostumado. Então, prender a respiração, pauta de ar, vocês acostumam com pauta de ar, rodar numa cadeira giratória, eh, 2 minutos, tá louco, imagina, a pessoa fica tontona, né? Então, eh, realmente a tontura, eh, que acompanha às vezes
o ataque de pânico, respirar para um canudo fino, Né? Não é aquele canudão grosso, não de McDonald's, é um canudão aquele fininho, aquele bem fininho que chega a ser chato, um canudinho só. Então, respirar por um canudinho fininho, dá uma falta de aranada, tá? Então, simula a falta de ar, tá? Então, a pessoa vai se é é o uso da habituação para tratar os gatilhos do pânico, tá? Exposição, tá? A exposição é a técnica de TCC. É uma das técnicas que mais evidência tem de eficácia. Ela Funciona muito bem, tá? É uma técnica comportamental, tá?
A exposição, que que ela faz? Ela faz o contrário da habituação, tá? Você é o contrário da evitação. Desculpa, eh, eu falei, eu falei errado, se vai confundir vocês. A exposição é o contrário da evitação, tá? Ela usa a memória de habituação, não é o contrário da habituação. A exposição ao contrário da meu Deus, a exposição ao contrário da evitação, tá? Tu pode evitar um estímulo Ou se expor ao estímulo, tá? Quando tu evita um estímulo, tu fica com muita ansiedade em relação à aquele estímulo. Quando tu se expõe ao estímulo, tu vai perdendo ansiedade
em relação ao estímulo. E tu vai perdendo de 5 a 10% cada vez que tu se expõe, tá? E isso a gente explica pro paciente para dar o racional para ele se expor, porque a exposição é um remédio amargo, tá? O paciente tem que passar pela ansiedade para perder ansiedade, tá? Por isso que Eu comentei com vocês que se o paciente tiver medicado com ansiolíticos, com pivotril frontal, ele não tem ansiedade para não adianta a exposição, ele não vai sentir ansiedade, ele tem que sentir ansiedade, entende? Então é um, os pacientes não gostam muito de
exposição, por isso você tem que, mas claro, ela tem que ser bem feita, né? Você tem que expor gradualmente o paciente, ele tem que entender o racional disso, tá? Aí sim ele fica motivado a fazer, tá? Então Eu às vezes mostro até esse slide pro paciente. Olha, a primeira exposição você vai sentir uma um nível maior de ansiedade que vai durar mais tempo, que durar mais tempo, tá? Na quinta exposição, o nível de ansiedade já não vai lá em cima, né? Vai bem menos e vai diminuir o tempo que ele vai durar. Na 10ma exposição
é bem mais fraquinho, vai durar menos, tá? Então vai caindo eh vai havendo habituação e a e aquele estímulo vai Ficando eh eh cada vez mais fraquinho, vai perdendo as conexões sinápticas. Dá para entender, pessoal? Eh mais ou menos essa ideia, tá? Então, habituação e eh sensibilização são dois processos de memória contrária. A gente se sensibiliza com os traumas, as experiências eh eh negativas ou até as experiências positivas sensibilizam a gente também, tá? não quer dizer que é só as negativas, mas para tratar as pessoas a gente se preocupa é com as a Com a
as memórias traumáticas de experiências negativas que ficam ali causando um uma uma grande toxicidez psicológica paraa pessoa, digamos assim, né? Então, a gente vai habituar as pessoas. Então, o tratamento de fobias, o tratamento de toque, o tratamento de eh de várias condições, é eh a exposição é uma técnica muito utilizada nesse tipo de tratamento, né? Então, as memórias inconscientes do priming, tá? Aquilo que eu falei para Vocês, fenômeno intitulado de priming ou prétição envolve uma melhora na capacidade do sujeito de identificar estímulos como palavras ou objetos depois de ter tido uma experiência com aquelas palavras
ou objeto, né? Então você é exposto a uma palavra ou a um objeto ou uma situação, tá? E aí você reconhece melhor na próxima vez aquela palavra objeto. Você é mais rápido para reconhecer aquilo e para reagir aquilo, tá? Então a função Principal é melhorar a percepção de estímulos encontrados recentemente, permitindo um reconhecimento reconhecimento mais rápido, tá? Então vamos imaginar que um homem das cavernas estivesse andando na floresta lá e ele escuta um barulho, ou vê um estímulo, eh, então, eh, de um som de um predador lá, então na próxima vez ele vai reconhecer e
reagir mais rápido à aquilo ali. Isso facilita a adaptação, realmente, Né? Esse é o vídeo que eu falei, tá? Então, ele tem aqui, ó, 4 minutos, tá? Eh, eu vou mandar para vocês, tá? Não se preocupem, vão dar para vocês e e vocês vão gostar bastante porque eh mostra vários tipos de experimentos ali com memória do prime, tá? A amídala, ela controla o sistema simpático e também aciona a reação hormonal de luta ou fuga, tá? Então a mídala, onde é que tá a mídula? Tá aqui, ó. Lembra do hipocampo? Aqui é o lobo temporal, tá?
Aqui tá o hipocampo, tá? Cavalo marinho, aquele hipocampus, né? Cavalo marinho grudadinho aqui no hipocampo está a amídala, tá? Então tem bastante conversa da amídala com o hipocampo, tá? Eh, então a amídula ela é muito importante. Ela por quê? Porque a vamos entender o que que é a amídala, tá? Ó, primeiro lugar, não vamos confundir com a amídala que antigamente se chamava amídala da garganta, tá? Então, eh, virou tonsila, A amídala, que antigamente se chamava amídala, a estrutura que tem na garganta, que às vezes a pessoa tira a amídala ali quando ela infecciona, né? Eh,
não é amídala, é tonsila, tá? Mudou o nome dessa estrutura. A anatomia não pode ter duas estruturas com o mesmo nome. Então, ah, a amídala do cérebro é uma coisa e a que tá lá na garganta é tonsil. Hoje em dia tonsila, então a gente não fala amigalite mais é tonscilite, né? Porque é a toncila, né? E não, então a mídala do cérebro, tá? É essa aqui do lobo temporal. É uma estrutura do tamanho de uma noz que fica no sério direito, esquerdo, super importante, tá? Que que ela é amídala? Vou resumir para vocês. É
uma central da ameaça, tá? Por tudo que é o papel dela é detectar uma ameaça no ambiente e desencadear uma reação apropriada que é a reação de lutofuga, tá? Essa reação inespecífica assim que que serve tanto para lutar quanto para fugir de um Inimigo, né? Em relação fight or flight, eh, voar ou ou lutar, né? Lutar ou fugir no português, é uma reação que ajuda ajudou a salvar a vida de nossos antepassados, tá? Porque veja, tem um cara lá no meio do mato e aí ele escuta um barulho, tá? Aí o ele, digamos, tem dois,
tá? Um, um antepassado nosso escutou o barulho e imediatamente pá, subiu numa árvore lá, se, né? Subiu uma árvore. O Outro ficou pensando: "Ai, esse barulho, o que que eu vou fazer agora? Será que é um barulho perigoso?" não sei o quê, veio um predador já pegou, tá? Então, na realidade, a ideia eh da seleção natural, da natureza, é uma central de ameaça que reaja muito rapidamente ao perigo, detecta o perigo e e já tá facilitado ali. É um pacote de reações fisiológicas, né, que a gente chama reação de luta ou fuga, tá? Então, o
que que acontece na reação luta fuga? o Coração dispara, a respiração e a gente entra numa hiper, então a gente tem uma taquicardia, um aceleramento, aceleração do coração, a gente tem uma uma eh hiperventilação, a respiração ficando eh opteegante, rápida e rasa, eh curtinha, a gente tem eh uma descarga de adrenalina e de cortisol entre mais de 30 hormônios, né? Mas os principais é adrenalina e cortisol. Eh, a gente tem, nossa, eh, são dezenas e mais dezenas de Reações, tá? Eh, eh, por exemplo, fluxo de sangue para pernas e braços, para poder correr melhor, fugir
melhor, né? Eh, eventualmente você tem urinação, né? Eh, de acordo com a situação, você pode ter urinação, pode ver que os animais se urinam quando tem tão em reação lutofuga ou não. Tem várias reações eh eh da chamada luto oufuga. Basicamente, para vocês entenderem, é uma se é uma reação de luta é de raiva. A gente sente emoção de raiva, né? Lutar contra o predador, Se tu tiver encurralado, né? Ou se o perdador foi maior que tu, uma reação de fuga, tá? Que é o medo, tá? Então, medo ou raiva é são as emoções relacionadas
a os comportamentos de luta ou fuga, tá? Uma reação chamada luta ou fuga. Então, a amídala ela é a central que recebe eh eh sinais tensoriais. Ela recebe informações do olho, do ouvido, da todos os canais sensoriais levam, a primeira coisa levam informação pra mídala. A Middla processa aqueles Estímulos e ela diz o seguinte: "Ah, eu vou ver se esses estímulos são perigosos. Se forem perigosos, eu vou desencadear uma reação de lutofuga", né? E para isso, a Míla vai consultar a memória emocional, vai ver, será que eu já tive experiência com esse tipo de estímulo?
Como é que foi essa experiência? Foi negativa? Foi perigoso isso? Bom, então eu vou disparar uma reação de luta ou fuga, porque no passado esse estímulo me assustou, foi Ameaçador para mim, né? out ah não, esse estímulo não é ameaçador, então vou ficar calmo, né? Memória emocional é consultada, né? Ou então se não é não tem memória emocional sobre aquilo, a a Mila vai eh tentar detectar se aquilo é um sinal de ameaça ou não no momento presente, tá? OK? Então, eh, o lado, o lado hormonal da reação de lutofuga, tá? Que que acontece na
reação Hormonal da reação de lutofuga, tá? É o chamado eixo HPA. H de hipotálomo, P de pituitária ou hipófise, A de adrenal. Então esse eixo aqui, que que é isso? Vamos ver. Amídla vai acionar o hipotálamo. O hipotálamo vai liberar um hormônio chamado CRF, corticotropinas factor. A pituitária ou hipófise é a mesma glândula, tá? É a mesma coisa. Pituitária ou hipófise vai liberar então quando chega o corticotropinobilis factor lá na na Pituitária, vai liberar a CTH, o adrenocórtico trópico hormônio. Hormônio adrenocórtico trófico, tá? adrenocórticotrófico vai pegar o córtex da adrenal e vai fazer um trofismo,
ou seja, vai estimular a produção do córtex da adrenal. Adrenal vai liberar no córtex da adrenal liberar adrenalina e cortisol e a adrenalina e cortisol vai atingir receptores no cérebro e no corpo, tá? Vamos ver aqui na figurinha. Então lá no hipotálamo, quer dizer, tem Amídula lá antes, tá? Mas lá no hipotálam vamos aumentar esse essa partezinha aqui, esse quadradinho do hipotálamo aqui. Tá aqui o hipotálamo e tá conectado aqui a hipófise ou ou pituitária, tá? Então, o hipotálamo tem uns neurônios aqui que jogam dentro do da apituitária, levam o hormônio CRF, porticotropin releasing factor.
Esse hormônio vai fazer pituitária liberar esse outro hormônio chamado CTH. Esses Triangulozinhos aqui vem pela corrente sanguínea aqui, atinge a glândula adrenal, tá? tá aqui adrenal ou suprarrenal, porque fica em cima dos rins, suprarenal ou adrenal. A glândula adrenal, então quando chega esse hormônio aqui, ela vai liberar o cortisol, né, e vai liberar a adrenalina, tá? E vão ter efeitos são as bolinhas à vezes vão ter efeitos no corpo inteiro, tá? Então, eh, o estresse ou ansiedade crônica é isso, a gente Ficar pingando a adrenalina e cortisol o tempo todo na corrente sanguínea, causando um
monte de efeitos negativos na nossa saúde, né? Então, a origem das doenças físicas e às vezes mentais também tá muito relacionada ao estresse, tá relacionado ao hormônio cortisol, tá? quando ele tá excessivo, ele baixa o nosso sistema imune, ele deixa a gente vulnerável para pegar doenças físicas ou até doenças mentais também, tá? Então é muito importante a gente regular o Hormônio cortisol, tá? Que é regular essa essa essas reações luto tofuga, não ter não ficar toda hora nervoso. Aí o lado eh o lado nervoso, nós vimos o lado endócrino, o lado hormonal, tá? O lado
nervoso da reação de lutofuga é o sistema simpático e o sistema parassimpático, tá? Tá aqui os redes, os fiozinhos vermelhos são do sistema simpático, os fiozinhos azuis são do sistema parassimpático, tá? Grosso modo, o simpático é um antipático. Por quê? Isso é só para vocês gravarem. Eh, por que que o simpático é um antipático? Porque ele tá relacionado à ansiedade, tá? Então, a ativação do sistema simpático significa deixar a gente tenso, estressado, nervoso, tá agitado, tá? Ele, que que o sistema, eh, esse sistema dos fuzinhos vermelhos faz, ele dá um, ele manda ligar os neurônios,
manda ativar os neurônios, né? Então, ele vai aqui, ó, por exemplo, dilata a pupila, né? Então aqui acelera o coração E assim por diante, tá? O parassimpático é o contrário, tá? ele é, tá ligado ao relaxamento, tá? Então, por exemplo, ele diminui a frequência cardíaca, acalma o coração, tá? Então, eh, o parassimpático, ele é o sistema que nos deixa calmos, relaxados. Então, quando você faz relaxamento, tá ligado à ativação do parassimpático. Você faz respiração, diafragmática, faz um relaxamento muscular, né? Eh, quando você fica calmo, tá ativando o quê? O parassimpático ali tá se acalmando, né?
Então, a reação de medo, tá? Isso aqui é uma figura que vem de um artigo do Joseph Ledu, tá? Joseph Ledu, a gente escreve Ledux, mas fala do francês, a gente fala ele, ele pesquisa nos Estados Unidos do Nova York, mas ele tem sobrenome francês, então eu falei muito Ledux, mas se a gente fala Ledu, tá? Joseph Ledu. Joseph Ledu é o rei da Mídala, o cara que mais pesquisa a amídala, eh, tem mais artigos sobre amídala, eh, dos grandes neurocientistas e tem vários livros publicados em geral falando bastante da Mídla, tá? Então, ele ele
mostra aqui muito claramente a questão do inconsciente, tá? Veja, tem um estímulo aqui, ó. Tá vendo a cobra? A pessoa vê, tá andando no mato aqui, ó. O cara tá andando no mato aqui e vê uma cobra, tá? Então, o que, como é que a Gente vê? O olho tem eh cones e bastonetes, células especializadas na retina. Há uma transdução de sinal de cones e bastonetes eh eh para o nervo ótico, né? Ou seja, o nosso cérebro faz uma transformação, né? Eh, então, através do nervo ótico, digamos, o cérebro digitaliza a a imagem aqui. Digitalizar
é uma é uma metáfora apenas, né? Não é digital, ele Vai ser na linguagem de de eh de potenciais de ação, né, de disparos de neurônio aqui, né? Então, a gente transforma isso numa mensagem neuronal, tá? Eh, a visão a visão que a gente tá tendo, né? H, e primeira coisa, eh, manda pro tálamo, tá? O tálamo é uma espécie de estação retransmissora do cérebro, tá? O tálamo visual vai receber primeiro os estímulos visuais, tá? E vai retransmitir para onde, né? A primeira Coisa que ele faz paraa mídala, né? Depois ele vai pro córtex visual.
Perdão que perdão aqui que mudou o slide. Bom, então, eh, o estímulo chega no tálamo, o tálamo manda uma cópia do estímulo paraa amídala, mas vocês estão notando aqui, ó, que esse estímulo, essa cobra tá bem descaracterizada, que tá bem apagadinha aqui, pois é, diria, uma é uma representação mental da cobra em baixa resolução, tá? Então, o que a mídala Recebe é uma, para receber rápido se manda uma cópia muito tosca do estímulo, tá? Uma eh é um estímulo muito precário ali, digamos assim, em baixa resolução, tá? E que que acontece? O tálamo também manda
lá pro córtex visual aquela informação. Aí o córtex visual ele recebe em alta resolução. Aí que a gente começa a ver, tá? Quando a gente processa no cótex visual, a informação Que a gente começa a ver, tá? No final do processamento do córtex visual, a gente tem acesso a uma visão consciente de alguma coisa, tá? E o córtex visual, quando vem alta resolução, ele pode, ó, eh, mandar, dizer, quando ele vê o estímulo, ele pode mandar um comando pra Midla. Por exemplo, vamos imaginar que o cara pisou aqui no mato, num galho no mato, tá?
E não na cobra, tá? Então não tem estímulo perigoso, mas deu um barulho aqui, o cara deu um pulo para Trás, tá? Então, ah, manda uma cópia eh muito tosca aqui paraa amídula, né? Eh, a mídula reage como se fosse eh, no, se for um galho, se for um galho, a mída, como recebe uma cobra para tosco, ela reage, tá? Ela pode achar que é um uma cobra, tá? Mas quando chega a imagem alta resolução, diz: "Ah, é um galho, né? Não é o caso aqui, tá? Mas se fosse um galho, ele diz: "Ah, é
só um galho, não tem perigo, tá?" Então essa eh mensagem quando chega na mídala, Tá? que é um galho, não vai ligar a reação de lutofuga da midda, tá? Então veja, eh, o sistema rápido é esse, tá? A informação chega no tálomo, vai paraa midda, a mída, ela reage, mas ela reage em cima de uma avaliação muito tosca, muito rápida, tá? A via, a via lenta, a via de cima, a via superior, eh, vai pro tálumo, o tálumo manda pro corttex, o córtex processa aquela informação e aí pode dizer pra Mídala, ó, Mídala, não é
perigoso, esse Estímulo, não tem perigo, pode deixar quieto, tá? Eh, porque se a Middala ela acha que é perigoso, ela vai acionar frequência cardíaca, pressão arterial, reação muscular, vai tira o pé, dá um pulo daquela situação, tá? Não sei se tá dando para entender, tá? Eu quero dizer o seguinte, que tem duas vias de processamento. Tem a via rápida, tá? Mas que é muito eh tosca avaliação, via que vai leva direto pra mídula e que faz a gente reagir rápido. E tem uma via que Passa pelo nosso pensamento consciente ali, que a gente tem acesso
ao processamento através do córtex cerebral, tá? Porque, gente, pensamento consciente se dá no córtex, tá? Eh, o córtex é a única parte do cérebro que tem cliente complexidade citoarquitetônica para processar eh de fato processar atividade consciente, tá bom? Então é isso. Eu queria dar essa ideia para vocês de neurociência de que Nós temos então eh essa via rápida. E eu vou dizer mais um pouco, a via rápida, o estímulo chega ã ele chega paraa midla em 12 msegundos, tá? Eh, imagina, pega um segundo, divide em 1000 partes, pega apenas 12 partezinhas, tá? Então é muito
rápido, tá? 12 msegundos ele chega para middle. em 18 msundos, tá? De 12 para 18 é uns 60% ou mais ali de tempo, tá? Ou seja, um pouquinho mais depois, mas bem pouquinho, chega essa Informação pro corttex cerebral, tá? Então existe uma uma via rápida, né, mais tosca e uma via eh um pouquinho mais lenta, mas que é capaz de uma avaliar muito melhor o estímulo e tomar também decisões melhores se é para acionar ou não uma reação lutofuga, tá bom? Vamos ver aqui os mecanismos neurais da terapia cognitiva, tá? Que que o Aonbeck falava,
tá? Uma mídala hipersensível tá associada com o padrão de vieses cognitivos negativos e Crenças disfuncionais, tá? O Beck tem um artigo onde ele fala de neurociência, tá? Alguns, tá? Eh, esse aqui que eu achei é um dos principais que ele ele vai lá e fala na mídala, tá? Então, ele acha que a amídala hipersensível é característica de um padrão de vieses cognitivos negativos e crenças disfuncionais. Então, uma combinação de amídala hiperreativa e as regiões pré-frontais. Que que é córtex Pré-frontal? Córtex, gente, é a camada externa do cérebro, tá? Vem do latim cortiça. Cortiça, ou seja,
sabe aquela, tem a árvore em Portugal? Eu já morei em Portugal um tempinho. Portugal eles têm as as a a árvore, é a corticeira lá, as árvores de de cortiça, né? Que é uma é uma árvore, né? Eles tiram cortiça da casca dessa árvore, né? Chamar curticeira, não sei bem como é que chama. Árvore da cortiça lá. Eh, mas essa é é uma casquinha, na verdade. Então vem dessa expressão, é como se fosse uma casca do cérebro, tá? Você pega uma folha de papel, dobra o meio, depois dobra o meio de novo, depois dobra o
meio, depois dobra o meio de novo, tá? É mais ou menos a espessura, não é muito a espessura do córtex, tá? São alguns milímetros. Então é bem fininho o córtex cerebral, tá? Então o que acontece? O córtex é a parte mais nobre do nosso cérebro, tá? Porque tem uma Estrutura eh de sete camadas de células, tá? As as partes subcorticais tem eh eh tem bem menos camadas corticais, tá? Aí dependem o Neocórtex, Arquicórtex, eh eh enfim, mas não vamos entrar em detalhes, senão vocês vão ficar confuso. O que eu quero dizer é o seguinte, né?
O córtex pré-frontal, essa parte atrás da testa, tá? Córrtex pré-frontal, uma parte do córtex é a área mais nobre do cérebro, que é a parte que consegue controlar, por exemplo, a middle tem uma função Inibitória, tá? Então, as funções executivas que os neuropsicólogos trabalham com as funções neuro eh eh as funções executivas, né? Por exemplo, iniciar um eh bolar um plano, iniciar o plano, seguir o plano, corrigir o plano, se tiver errado, finalizar o plano, né? Em resumo, são as funções executivas, funções que o córtex frontal pré-frontal tem, tá? Então ele tem ele tem a
capacidade de inibir a atividade da mídala, tá? Então o que que Acontece no o back tá dizendo aqui uma combinação de amídala hiperreativa, ou seja, a amídala tá muito acesa, tá muito sensível e as regiões do córtex pré-afrontal ali tão hipoativas. Córtex frontal, o freio tá fraco e a e o que dispara a reação de lotofuga lá tá muito forte, muito ativado. Então, então essa combinação tá associada com avaliação cognitiva negativa e ocorrência de depressão, segundo o Beck, Tá? Então, um estudo com pacientes deprimidos revelou que todos tinham a função pré-frontal reduzida. Tá aqui, ó,
córtex pré-frontal, essa parte atrás da testa aqui, tá? Córtex pré-frontal, tá? A maioria dos pacientes apresentavam atividade aumentada da Mídala, tá? Então a gente acha de fato isso nas pesquisas, tá? A mídala de pacientes depressivos apresenta elevada atividade. Isso ocasiona vieses na avaliação e na interpretação de estímulos Emocionalmente carregados e até uma expectativa de estímulos ameaçadores, tá? Então, o foco seletivo nos aspectos negativos da experiência resulta nas distorções cognitivas, como a personalização, supergeneralização, exagero e na formação de atitudes disfuncionais em relação à visão do self. Sou inaceitável, sou inadequado e assim por diante. Tipo criança
básica, tá? Criança Criança central, né? As interpretações das situações de vida são fundamentais para determinar a excitação do sistema do estresse. Quando a gente tem distorões na percepção das relações humanas, isso constitui uma fonte importante de eventos potencialmente interessantes, tá? Então aqui a imagem é é a nossa comunicação, né, de um cérebro com outro cérebro aqui, nossa comunicação social, né? Então, o estudo revelou um aumento da ativação do eixo hipotálamo, pituitária, adrenal e da secreção de cortisol nos sujeitos que eram expostos a situações interpretadas como ameaças de rejeição social, tá? Então, veja, somos muito específicos
à rejeição social. Ninguém quer ser um patinho feio, ninguém quer que os outros virem as costas pra gente, porque a gente é diferente dos outros e é rejeitado pelos outros. Isso é terrível pra gente ser rejeitado pelos Outros. Tá? Então, a ameaça de rejeição social, ela é uma coisa que ativa muito a mídala, é uma ameaça muito grande para nós. Então, ela aciona uma reação de estress forte, a rejeição social, tá? Então, qual é o papel do processamento inconsciente segundo o Aronbck, né? Os esquemas cognitivos negativamente envieszados funcionam como processadores de informação automáticos ou inconscientes.
Processamento envieszado É rápido, involuntário e pleno em recursos. A dominância desse sistema pode causar os vieses negativos, atencionais e interpretativos, tá? Então veja a aqui uma síntese para vocês, tá? Essa é a diferença entre o sistema do hipocampo e o sistema dos cortes superiores, tá? Eh, eh, deixa eu explicar um pouquinho melhor, tá? O sistema do hipocampo e cortes superiores, tá? Veja, um córtex, Dois córtices. Córtice é o plural de córtex, tá? Então, o sistema do hipocampo e do córtex ou dos cótices superiores, tá? Eh, representa o processamento consciente aqui, ó, representa o processamento consciente
e representando o processamento inconsciente, tá? O sistema da mídala, tá? Então, um é consciente e trabalha com memória explícita, declarativa, né? Explícita ou declarativa. E o outro é inconsciente, trabalha com memória Implícita ou não declarativa, tá? Esse é mais lento. A memória consciente é mais lenta. É a via mais lenta que vai do tálamo até o córtex. Esse é mais rápido. É a via que vai do tálamo até a amídala. Lembra? A via rápida e via lenta, tá? O sistema de processamento consciente, ele dá uma flexibilidade de resposta que é mediada pela reflexão e pela
escolha consciente. O sistema do processamento Inconsciente, ele é automático, ele avalia perigo e aciona emoções e reações corporais. O sistema consciente, ele cria representações mais detalhadas, mais acuradas do mundo, tá? O sistema da Middla, ele cria representações muito simples, muito cruas do mundo, não faz discriminações finas, tá? Então, ou seja, ele reage de uma forma muito tosca, tá? Ele é mais antigo, se conserva ao longo da evolução e esse Aqui é mais recente na evolução, tá? Então, resumindo aqui para vocês, o pensamento consciente se dá aqui no córtex cerebral, tá? Vamos lá, vamos ver todo
a trajetória dos estímulos aqui, tá? Os sinais chegam, sinais do mundo exterior, sinais do através dos sentidos chegam, são levados dos órgãos sensoriais, são levados pro tálamo. Todos os estímulos sensoriais passam pelo tálamo. O tálamo é um portal de entrada dos estímulos no cérebro. ele Pega aquele estímulo e redistribui pra parte certa, tá? Então os estímulos entram, são levados pro tálumo, o tálamo manda pro córtex, passa pelo córtex e no córtex pode haver o pensamento consciente, tá? De a essa é a via de cima, via do córtex, tá? O córtex vai mandar a sua interpretação
do estímulo depois paraa mídala, tá? Mas antes disso, a mídala já recebeu direto do tálamo uma informação. Olha, reage rápido aqui, tá? Então a Míla vai gerar uma emoção, tá? Se foi muito rápido, ela vai gerar emoção com base no que chegou do tálamo, tá? Se deu tempo de chegar aqui a informação do processamento consciente mais eh mais sofisticado, né? Aí ã ã o que acontece, né? A amidla ela vai ela vai desencadear a emoção. Ela pode até inibir a amídala aqui, pode dizer: "Não, não é o caso de de ter uma reação de lutofuga".
Tá? Então o o córtex tem o Poder de inibir a mídala, de desligar os neurônios da mídala e de não ter uma reação de lutofuga, tá? Mas quando o talo manda informação aqui pra mídala, ela dispara o comportamento. Quando se ela julgar que ela que é uma situação ameaçadora, né? ou ela dispara a fisiologia, tá? Então ela na verdade ajuda a disparar a emoção, comportamento e fisiologia, tá? Gente, é só para dizer o seguinte, tem duas vias. Tem uma via rápida que é a eh digamos a via da Anídala, tá? Que a gente dispara uma
redução de lutofuga sem avaliar direito e estímulo, né? Mas tem a via mais lenta que o pensamento consciente avalia o estímulo melhor e aí tem uma reação mais equilibrada, mais relacionada a realmente o que que representa aquele estímulo, tá? Então veja, medo, ansiedade, né? No caso, o tag, transtorno de ansiedade generalizada, o pânico, a paranoia, que não é um transtorno, é um sintoma, a Fobia simples, a fobia social, o toque, o transtorno de estress pós-traumático, podem estar relacionados a um acionamento errôneo da amídala, tá? Pode ser que a mídala esteja se metendo nessas condições, tá?
Vamos ver como, ó, o medo, ansiedade é quando você tá ativando a mída, porque tem vem, vai chegar uma ameaça, tá? Se vai chegar um leão aí na na tua sala, começa a ter ansiedade. Na hora que o leão chega, tu Tem medo. Então o medo é é na hora do de enfrentar o predador. Ansiedade é antecipando aquele predador, né? O tag, então transformação de ansiedade generalizada é a manter a amídula ativa ã a maior parte do tempo, né? Pânico é quando se ativa sem e nem beira, tá? que ativa sem, não é a amídula
que causa o início da reação, é matéria cinzenta perquidal, tá? Mas aí a matéria cinzenta perquidotal vai ativar a amídala, tá? Que vai disparar uma reação de lutofuga, Tá? Então, embora não seja origem do ataque de pânico, vai haver uma descarga toda eh uma reação de lutofuga muito forte no caso do pânico, tá? Paranoia eh não é um transtorno, mas é uma um sintoma, né? Eh, então, paranoia é você ficar com a mídala muito ligada, hiperdimensionando a probabilidade do perigo. É tá enxergando predador onde não tem, tá? Fobia simples, né? Fobia simples é medo de
coisas que não são perigosas, né? Tu aciona a mídala com Uma coisa que não é perigosa, um cachorro, um elevador, uma coisa assim, né? Fobia social aciona a mídala com gente, tem uma relação de com gente, né? Toque, aciona a mídra se não faz o ritual ou se não segue a compulsão, não segue a evitação, né? Teps, transtorno estress pós-traumático, acionou um acionamento errôneo, né? não teve eh que acontece no TEPT, você pode estar Acionando a uma reação eh por exemplo, a pessoa foi eh foi paraa guerra, né, e aí mais tarde volta da guerra
com transtorno de estess póstraumático, bate uma porta, ela vai para baixo da cama porque lembra aquele barulho de uma bomba, por exemplo, né? Então é um acionamento errôneo da mídala com um estímulo que não é na verdade perigoso, mas que no TEPT a pessoa já associou a um estímulo perigoso, tá? Então qual é o papel do processamento consciente para o AONBC? papel do sistema de controle cognitivo, que consiste de funções executivas, solução de problemas e reavaliação, é atenuado na depressão. A operação desse sistema é deliberada, reflexiva e necessita esforço. Ela pode ser reativada em terapia
e ser utilizada para avaliar as falhas na interpretação, tá? Ó, esse estudo aqui dos Neuropsicólogos e Bund, tá? Eles usaram ressonância magnética funcional, exibiam imagens chocantes de cirurgia, de crianças com doenças fatais, de cães bravos, então imagens ameaçadoras e um grupo apenas olhava para as imagens, né? Eles não davam instrução nenhuma. Olhem para essas imagens ameaçadoras apenas, né? Outro grupo usava a técnica de reestruturação cognitiva, tá? Eles queriam testar se a reestruturação poderia mudar a forma das Pessoas reagirem, o estímulo, tá? Então eles treinaram as pessoas do grupo para eh eh com as seguintes eh
dicas de reestruturação. Imagine que o bebê doente logo vai estar curado, tá? Imagine o cachorro tá bem longe de você, contido por uma cerca alta. Então são dicas de reestruturação cognitiva e você vê que a ameaça não é tão grande, tá? Resultado, o córtex pré-frontal com a reestruturação aumentou a atividade. A amídula e o sistema límbico em geral Mostraram redução de atividade. Os participantes sentiram menos medo no questionário subjetivo de medo. Sentiram menos medo. Houve uma atividade reduzida do sistema nervoso autônomo, tá? Então veja, o modelo back é esse, o pensamento automático tá na parte
mais visível, mais externa, né? Um pouco mais escondidinho no nosso, um pouco menos consciente pra gente, mas ainda consciente a crença Intermediária e já inconsciente a crença central, né? Como a gente viu, o Jeffran colocou os esquemas iniciais desadaptativos aqui no coração eh da coisa, quer dizer totalmente inconsciente aqui, tá bom? Então vamos ver um pouquinho, uma pincelada, né? A nossa aula é para terminar 5:20, né? Vamos ver uma pincelada aqui da terapia do esquema do Jeffre Han, né? Que o que que é a terapia do esquema? é uma expansão da teoria inicial da terapia
Cognitiva do AONBC de curto prazo para uma terapia que não é tão de curto prazo, ela é mais de médio, longo prazo, tá? Médio prazo diria, não é longo prazo, né? Longo prazo é psicanálise, tá? Então eu aqui com o Jeffre quando teve no Brasil tive um, eu fui almoçar com ele, né? E aí eu mostrei a ideia do livro para ele. Eu tinha até cabelo na época. Eu fui eh almoçar com ele e ele e ele eh apresentei a ideia do livro para ele e pedi para ele escrever o prefácio Do livro, né? Ele
concordou tudo, só que depois eu acabei não mandando o o resumo do livro para ele, nem tinha que traduzir e tal, não tinha como traduzir na época, não tinha esses tradutores, né? E enfim, acabou não rolando a essa esse prefácio do do JFRang, tá? Então o JFang ele vai propor cinco construtos teóricos para expandir o modelo cognitivo do BEC, tá? o construto, o conceito de esquemas Iniciais desadaptativos o na sigla e e dema inicial desadaptativo, o domínio dos esquemas, a manutenção do esquema, a evitação do esquema e a compensação do esquema, tá? Vamos dar exemplo
aqui, tá? Supercpensação. Então veja, né, esse essa compensação aqui, ó, na verdade o correto seria dizer supercpensar, tá? Supercpensar. O que que é supercpensar? Super compensar é tentar lutar contra o seu esquema Pensando, sentindo e se comportando de forma oposta ao esquema, tá? Então, deixa eu dar uns exemplos de de ID. Eu acho que falta falta é só dar uma ideia assim do do e d, tá? Do que que é, tem alguns exemplos aqui, mas que que é o esquema inicial desadaptativo? São esquemas que são construídos muito cedo na interação com os primeiros eh cuidadores,
tá? Não como bebê, mas ali um pouquinho depois, né? Eh, não é como com os o a teoria de apego, né? É um Pouquinho depois, tá? Mas antes das palavras pré-verbal, tá? As primeiras interações que a gente tem, né? Eh, você vai, vou dar exemplos de esquemas iniciais desadaptativos, esquema de abandono, não? A pessoa foi abandonada e ela desenvolve um esquema de abandono. Ela acha que será abandonada no futuro, tá? Um esquema de eh autodisciplina insuficiente, tá? Quem tem TDH tem muito esse esquema. É a dificuldade da pessoa eh se disciplinar, Tá? A pessoa não
consegue se disciplinar, não tem hora para dormir, hora para acordar, não tem rotina, não tem eh não consegue se estudar ou trabalhar de forma regular, de forma não consegue eh eh digamos se eh se disciplinar, né? eh um esquema de subordinação, a pessoa fica, aprendeu a se subordinar as outras pessoas ou se submeter às outras pessoas, né? Eh, um esquema, deixa eu ver outro aqui, eh, o esquema de padrões inflexíveis, Quer dizer, você tem ã um perfeccionismo muito grande, você tem usa padrões muito rígidos para eh muito inflexíveis, né? Então você fica na prática muito
perfeccionista, tá? E assim por diante. Então esses são exemplos dos esquemas iniciais desd datativos, tá? Então tem esses mecanismos aqui que dão mais versatilidade à teoria do diafronic. Tem o domínio dos esquemas, a manutenção do esquema, a evitação do esquema e a Supercompensação do esquema. Então um exemplo de supercompensação, tá? Super compensar é tentar lutar contra o seu esquema pensando, sentindo se comportando de forma oposta ao esquema. Se o paciente foi controlado, ele vai se esforçar para rejeitar todas as formas de influência. Ele não aceita ser controlado mais. Se foi subjulgado, quando adulto, adulto tenta
desafiar a todos, ele tenta subjugar os outros, né? Se ele foi abusado, ele abusa dos Outros, sempre contra-atacando o esquema, tá? Então isso é super compensação, é fazer o contrário, né? Na psicanálise tem um mecanismo chamado de formação reativa, que tem uma certa semelhança com esse mecanismo, tá? Exemplo clínico de supercpensação. A partir de um esquema inicial desadaptativo de privação emocional, a paciente Mirela, que foi abandonada pela mãe, passou a se comportar narcisisticamente em uma forma de Compensação exagerada ou supercpensação, tá? Então, a evitação afetiva, da mesma forma que a cognitiva, pode envolver tentativas conscientes
ou inconscientes de bloquear sentimentos ativados pelos esquemas iniciais. A evitação afetiva diferencia-se da cognitiva pelo foco em bloquear sentimentos desencadeados pelos esquemas primitivos, tá? Exemplo clínico de evitação afetiva. O paciente Silvio consegue relatar uma experiência de vida extremamente perturbadora, mas não experimenta emocionalmente a situação. Ele fala daquela situação sem a emoção quando descreve o acontecido. Silvio mostra a evitação dos aspectos afetivos sem o bloqueio da cognição associada, tá? Então, evitação afetiva é tu bloquear a emoção, o afeto que tá associado com a lembrança de uma situação, tá? Só lembra Do fato frio para te proteger.
Evitação comportamental. Evitação comportamental se manifesta pelo isolamento nas relações humanas, por fobias e inibições que limitam a vida profissional e familiar, tá? Então, evitação comportamental é isso, a gente evitar eh agir, se comportar, né, de uma determinada maneira, tá? Então, a pessoa vai ficar isolada nas relações humanas, Né, tendo uma série de pobiasmos, uma série de inimbições, tá? Um exemplo clínico de evitação comportamental. O paciente Peter tem o seu sistema de crenças contaminado com o esquema de fracasso, que é um outro esquema, um outro e esquema de fracasso, né? Quer dizer, ah, eu vou sempre
fracassar, vou fadar a fracassar, né? Esse esquema de fracasso leva ele a evitar desafios e situações competitivas. Por quê? Porque ele sabe que ele sabe, né, entre aspas, Que vai fracassar, então ele evita aquela situação porque ele fica muito arrasado quando fracassa, tá? O Peter pensou em fazer um concurso para um cargo bem melhor que o seu atual, mas ele pensou: "Está, estou perdendo o meu tempo, pois nunca vou conseguir". E passou a ter a versão estudar, evitando ou procrastinando o estudo. As profecias negativas de Peter o levam a evitar situações competitivas, levando ao insucesso
e a confirmação de Suas crenças sobre si mesmo de forma circular e autoperpetuadora. Exemplo clínico, domínio de desconexão e rejeição. Pedro teve problemas no estabelecimento de conexão com as outras pessoas. Por quê? Porque o pai dele viajava e ele ficava com a sua mãe que era negligente com ele devido a ter depressão grave, tá? A ausência de interação levou Pedro a não construir um sentimento de aceitação por parte dos outros, de forma Que ele desenvolveu e des no domínio, desconexão e rejeição, tá? E outro exemplo clínico de domínios, domínio limites prejudicados, tá? O Leonardo é
um paciente adolescente que foi sempre mimado e super protegido. E ele apresenta dificuldades na aprendizagem de autocontrole e do senso de limites. Isso pode induzir esquemas iniciais desadaptativos no domínio limites Prejudicados, tá? Os domínios são áreas mais amplas, tá? De tu agrupa os esquemas nesses domínios, tá? Então, eh, os esquemas estão mais na, eh, eh, digamos, são componentes ali dos do domínio. Eles são inseridos dentro de um domínio, digamos, né? Então, os esquemas iniciais desadaptativos, eidez ou esquemas primitivos, que que são definição, são crenças e sentimentos incondicionais. incondicionais, que não depende de Condição nenhuma de
sentimentos e crenças incondicionais sobre si mesmo em relação ao ambiente, representa um nível mais profundo da comun [Música] do uma frase aqui, né? Eh, eles operam de modo sutil, fora de nossa consciência, a frase do Jeffrey Young, tá? Exemplo clínico de esquema de Defividade. Marisa é uma paciente atraente, com sobrepeso, que se acha feia e repulsiva. Marisa resiste ao exame do seu esquema de defividade. Que que é o esquema de defividade? É de ter defeitos, tá? A pessoa acha que é cheio de defeitos. Ah, eu sou gordo, eu sou feio, eu sou, né? Então, Marisa
resiste ao exame do seu esquema de defetividade e chega a esforçar-se para demonstrar que esse esquema é verdadeiro, mesmo sem ter consciência de que está magnificando Alguns elementos da sua percepção, minimizando alguns outros, supergeneralizando e sendo vítima de outras distorções, tá? Então, todos os organismos apresentam basicamente três respostas quando percebem uma ameaça. A resposta de luta, resposta de fuga e uma coisa que eu não falei para vocês ainda, o congelamento. Preising, o congelamento, tá? Freeze ou freezing, o congelamento, freezing, né? Então você pode reagir a Uma ameaça com luta, com fuga ou até ficar congelado,
tá? Então, ameaça é a frustração de uma necessidade emocional profunda no desenvolvimento afetivo da criança como ligação segura com os outros ou autonomia. A criança responde então com estilo de enfrentamento, coping style, um estilo de enfrentamento que a princípio é adaptativo, mas se torna disfuncional com o tempo, tá? Então, as respostas comportamentais de luta, fuga ou Congelamento correspondem aos três estilos de enfrentamento dos ecidos. eh esquemas iniciais desadaptativos, tá? Então veja, a supercpensação equivale a lutar contra os esquemas. Subordinar-se equivale ao congelamento frente aos esquemas e a evitação do esquema equivale a fuga, certo? Então,
os três estilos de enfrentamento operam inconscientemente. Em cada Situação, o paciente provavelmente utiliza um deles, mas pode vir diferentes estilos de enfrentamento em diferentes situações ou com diferentes esquemas, tá? Então, mais um exemplo clínico, esquema de submissão, tá? Fernando é uma paciente que sempre escolhe parceiros arrogantes e dominadores em decorrência de um esquema subjacente de um esquema meio repetitivo aqui, o esquema subjacente de subjulação ou Subordinação, tá? Sem ter consciência desse processo, age de forma tal que reforça a sua visão de si mesma como submissa e impotente, tá? Então, outro exemplo, esquema de fracasso. Roberto
é um paciente que passou por experiências da infância que ajudaram a construir um esquema de fracasso, uma vez que seus pais eram muito exigentes quanto a sua carreira e sucesso profissional. Outras experiências mais tarde, onde onde suas tentativas foram malsucedidas, Reforçaram seu esquema inconsciente de que fracassaria sempre, tá? Hoje, como adulto, Roberto ocupa destacada posição profissional. No entanto, mesmo sendo reconhecido, reconhecidamente bem-sucedido na vida, isso não vai acarretar uma alteração do seu esquema disfuncional. Por isso, Roberto sente-se um fracasso, atribuindo a sorte por ter conseguido tudo que ele obteve, tá? Então ele diz que foi
sorte ter conseguido tudo que ele obteve. Então, Os produtos conscientes dos esquemas iniciais desadaptativos estruturam um sistema de crença de um conjunto de expectativas crítica sobre si mesmo e sobre o mundo, tá? E gente, para finalizar, né, os esquemas iniciais desadaptativos são ativados por eventos significativos paraa pessoa. Exemplo clínico, uma tarefa difícil pro o paciente Roberto, ele tem um esquema de fracasso, né? Então ele recebe uma tarefa difícil no Trabalho, vai acionar pensamentos autoderrotistas com elevada carga emocional, tipo eu não vou conseguir, eu vou falhar, coisas assim, tá? Então veja, finalizando, terapeuta ajuda os pacientes
a identificar os seus esquemas e se tornar consciente das memórias, das emoções, das sensações corporais, das cognições e dos estilos de enfrentamento que estão associados com esses esquemas. O autoconhecimento sobre esses esquemas e sobre os estilos de enfrentamento Permite que o paciente exerça certo controle sobre suas reações, aumentando o seu poder de escolha e deliberação consciente. Assim, ele exercita o seu livre arbítrio em relação aos esquemas emocionais, né? Joseph Ledu, o maior pesquisador da Mídala, tá? Autor do eh vários livros, né? Por exemplo, o livro Anxios, né? autor do Synaptic Self, o último livro dele
é Anxios, né? Joseph Ledu teorizou que a psicoterapia é uma maneira de Reconfigurar os circuitos cerebrais que controlam a mídala, em cujos circuitos as memórias emocionais estão indelevelmente gravadas, tá? Então, o córtex pré-frontal pode controlar a Mídal e regular a sua expressão. A meta do tratamento é aumentar o controle consciente sobre os esquemas, trabalhando para enfraquecer as memórias, as sensações corporais, as cognições e os comportamentos associados com os esquemas, né? Então veja, o Treinamento com as técnicas cognitivas vai mudando esse circuito neural de processamento esquemático, vai permitindo que o cérebro executivo do córtex pré-frontal reavalie
as situações, tá? Então se trata muito de reavaliações da gente faz uma primeira avaliação que é da Mídala, se a gente dá tempo, né, faz uma avaliação melhor que é a avaliação do córtex. Então o processo de reavaliar situações, tá? reestruturar a nossa Percepção da situação, né? Então, no início da terapia é necessário esforço e atenção consciente. Com treinamento cognitivo, os novos padrões de atribuição de significado vão se tornando inconscientes, tá? Que essa essa técnica de neuroimagem mostra as conexões do cérebro, né? Muito interessante. Então, a aqui também a repetição do processamento nessas vias diferentes
cria novos hábitos mentais, onde automativos mais funcionais vão Substituir os esquemas desadaptativos, tá, gente? Obrigado e deixa eu ouvir vocês aqui eh um feedback e saber se se eu conseguir eh atingir alguns objetivos aqui, né? e tentando explicar, né, a terapia do esquema, então ela é uma terapia mais avançada, como vocês viram, né? Bem mais avançada. A minha ideia foi dar uma pincelada para vocês, tá? Mas claro, a gente começa do começo, né? Procurem mais ou menos seguir a lógica Do curso ali, tá? Seguir a lógica das disciplinas. Então, peguem lá primeiro Judit. E tem
muita coisa boa, tá? Viu? Esse último livro da Judit Beck tá sensacional, tá bem legal, tá todo ele revisado, tá? A gente fez até um resumo para vocês, vocês vão receber esse material, se é que não receberam, tô em dúvida, não sei. Daniel, receberam aí esse uma vão receber, tá? O material do o é o manual, é o eh é um material de leitura ali eh a respeito do texto da Juditbeck. Um resumo, foi um aluno do curso que fez, um aluno de outra turma, o Mateus Aes, que é muito bom, tá? Que tá se
revelando um excelente terapeuta. Aliás, nós temos muitos alunos ilustres, né? Temos a eh um exemplo de uma aluna que que deu muito certo aí na vida e tá com uma carreira brilhante, é a Lana, a Lana Anijar, né? Vocês conhecem a Lana, né? A Lana é o podcast mais ouvido de todas as áreas do Spotify. É o podcast mais ouvido, Psicologia na Prática, né? A Lana foi nossa aluna, né? tá lá, a gente pediu licença para ela para colocar no nosso site que temos muito orgulho do Hoje a Lana tem uma equipe de mais de
30 psicólogos trabalha para ela para produzir conteúdos e tal, que coisa das redes sociais, ela tá muito mais conhecida do que eu, por exemplo. Ela tem muito mais seguidores. Aí eu sou um ilustre desconhecida e ela tá com sucesso da nada. Bom, gente, deixa eu ouvir vocês que eu me passei aqui na Hora. Deixa eu ouvir feedback de vocês e comentários, perguntas, enfim. Tô aqui à disposição, professor. Eh, primeiro eu queria agradecer aula sensacional, conteúdo muito rico e só didático, sua forma de exemplificar traz pra gente esse conhecimento difícil. É um conhecimento difícil, é muita
informação, mas a forma como você explica é uma forma que parece que a gente tá ali conversando. Então é Uma de uma facilidade, isso traz uma facilidade pra gente muito boa. Eu comecei a ler o livro, já senti essa facilidade ali com os conteúdos, então assim para mim tá foi excelente, tá? Então, eh, primeiro queria passar esse feedback e agradecer mesmo essa essa aula master aí que foi demais, tá? Eu só fiquei com uma dúvida. Muito obrigado, Wilson. Fico muito contente com o teu comentário. Muito implo. Não, e é e é sincero, isso não é
puxar Sardinha não, tipo, é uma coisa assim, eu vim com uma expectativa realmente eh eu conheci a pós através das redes sociais. Foi um colega que eu sigo, que eu admiro muito, o Bruno Farias. que ele divulgou, ó. Show. E eu vim através dele, entrei em contato, ele me ajudou no meu TCC. Eh, aliás, ele não conseguiu me ajudar no TCC, mas ele fez indicações, sempre foi muito eh disponível, pessoa muito querida e ele indicou e eu tô muito feliz com a Escolha. Até falei para ele, ele falou: "Ó, precisar se que tô muito feliz".
Eh, e aí, professor, uma coisa só que eu fiquei com na dúvida é o seguinte, quando você falou das estruturas, né, a gente falou sobre eh teve o papel lá, o estudo, né, do caso HM, que teve o papel do hipotálamo na memória, né? Então, o o hipotálamo, pelo que eu entendi, ele tá muito ligado à memória episódica, né? A a memória que tá eh declarativa, né? do aprendizado ali, né? E no caso Memória consciente que se divide na na episódica e a semântica, tá? Memória declarativa. Isso. Aí o que acontece? Eu lembro até que
ficou muito claro para mim que olha, ele não tinha a memória, né, do que tava acontecendo. Ele não gravava isso, HM, mas ele tinha memória motora. Então, outras também. Isso e outras também, mas o exemplo claro ali foi assim, uma memória motora, o aprendizado motor dele ficou claro até naquela Repetição. Ele não se lembrava da pesquisadora, mas lembrava disso. E no final você colocou aí do pensamento consciente que ele vinha via hipotálamo e o pensamento inconsciente da amídala. Então assim, aí a gente já pode pensar que uma das funçã, o hipotálamo, ele tem papel importante,
não só na memória, mas no pensamento, na memória declarativa, mas também no pensamento consciente. É isso mesmo. Sim, Vi, exatamente, cara. É claro que essas coisas não dá tempo, né, Da gente, eh, né, explicar com detalhes, mas tem uma circultaria, claro, muito complexa, assim, né? Por exemplo, o hipocampo envolve ali eh as regiões adjacentes do hipocampo, as per próximinhas ali pertinho, tá? Por exemplo, o o córtex, o giro dente eh tudo que fica ao redor ali do hipocampo, né? E partes do hipocampo específicas, né? Gelo denteado, eh, cótex paripocampal, córtex periral, né? São no Livro,
tá? Isso bem delineado ali, essas estruturas, essas estruturas fazem um circuito de processamento, né? Então aí tem região do hipocampo C1, C2, C3, C4, né? Eh, desculpa, C4 não, né? C1, C2, C3, né? São regiões ali do hipocampo de processamento. Vai para uma, depois vai paraa outra, é um circuito, tá? Então esse circuito que é bem mais complexo do que a gente apresenta assim só hipocampo, ele se comunica com o córtex cerebral, né, com outras partes do Córtex cerebral, né, para produzir o que a gente chama de atividade consciente da mente, tá bom? Aí a
gente entra no, na verdade ninguém sabe muito bem, tá? Como é que a gente produz a nossa mente consciente e os nossos pensamentos, tá? Mas quando as pessoas perdem o córtex, aí perdem também a capacidade, tem vários indícios, digamos, aí eu tô entrando num terreno muito pantanoso assim, né? Eh, mas eu eu Vou simplificar para que, né? Vocês não ficarem confusos, tá? Não vamos entrar nessa discussão de o que que produz a mente, tá? que na real, na real tem uma discussão que eu tô participando atualmente sobre até sobre materialismo e sobre, né, coisas que
eu escrevi no meu livro, coisa eu não concordo mais. Tem várias coisas que eu já mudei de opinião, tá? Eh, eu não tô mais tão materialista, né? Eh, eu tô pós-merialista, né? Mas enfim, Isso aí é para confundir vocês. Eh, a questão é discussão complexa sobre o que que afinal produz a nossa mente. Nossa consciência é gerada a partir do quê, né? Todo mundo diz: "Ah, é o cérebro", né? Então, aí essa discussão será aí entra uma série de discussões extremamente polêmicas, tá? Para maior parte da neurociência é o cérebro que produz a mente, tá?
Eh, mas talvez existam outras coisas, isso é é um outro assunto, né? Mas aí vai das também crenças espirituais que a gente tem, né? E essas crianças espirituais têm subsídio científico na na mecânica mecânica quântica, tá? Não é conversa para boi dormir, não é fato mesmo. Tem muita gente séria, né, falando coisas a respeito disso, tá? Que a consciência pode não ser gerada exatamente pelo cérebro, embora o cérebro seja uma espécie de antena captadora, né? É uma espécie de transceptor dessa atividade, Tá? Mas enfim, esse é um assunto extremamente delicado. A maior parte dos neurocientistas
vai dizer: "Não, é o cérebro que produz a consciência, só a gente não sabe bem como, né? Na verdade, ninguém sabe, né? Mas eles vão dizer: "Não, um dia a gente vai descobrir como é que o cérebro produz a mente". Tá bom? Mas eh então eh te respondendo, eh mais rapidamente, é a interação do hipocampo, né, com o córtex cerebral que vai, né, eh supostamente, né, é o que produz a Atividade psíquica consciente, tá? A probabilidade é que esses circuitos aí sejam circuitos realmente chave para isso, tá? Então não é o hipocampo sozinho, tá? Só
isso que eu queria dizer. É uma interação do hipoc. Ele vai puxar tanto que a própria memória ela com o tempo ela transferida, eu não cheguei a explicar, mas a memória de longo prazo ela passa a ser transferida pro córtex, tá? Eh eh eh com o tempo tu eh as memórias que são muito utilizadas E coisa, elas não tão mais armazenadas no hipocampo do transfere pro Córtic. Tanto é que o HM perdeu o hipocampo e continuava com algumas memórias porque elas já estavam armazenadas em outros circuitos no ctex cerebral, tá? Não sei se eu consegui
te responder, Vilson. Não, conselho. Sim, professor. Também é é que era só para confirmar assim, porque eu entendo realmente, lógico, não sou conheço pouquinho disso, pouquinho que eu vi na graduação, mas é e é um Assunto que me interessa muito, que é assim, a gente sabe que existem funções, não é só uma função de cada parte do cérebro, mas às vezes elas tem, né, essas multifuncionalidades. Então, assim, foi só mais um desse assim que eu percebi que esse campo que ele ele foi citado, né, o hipocampo, a estrutura foi citado em dois momentos diferentes. Então,
só queria saber se a minha associação tava correta, mas perfeito, professor. Obrigado, viu? Perfeito, Wilson. Muito legal tua pergunta, gente. Deixa eu ouvir vocês. Professor, boa tarde. Diga. Oi, Gabriela. Obrigada. Aula foi show de bola. Superou as minhas expectativas. Estou muito feliz porque para mim ficou muito claro que vai ser uma trajetória de transformações e vai ser um divisor de águas, né, para mim aqui, para minha atuação profissional aqui no sertão da Bahia. Maravilha. Muito legal. Que simpatia. Muito legal. Gente, mais alguém quer comentar ou perguntar? Gabriela, muito bom escutar teu sotaque, tá? Só para
saber. Sou aqui de Santa Catarina, então. Oi, Bruna. Vai lá, mas não, só ia agradecer mesmo. Tava com altas expectativas. Eh, a Maria Paula que me indicou, Maria Paula, uma das das que foi minha professora. É, Maria Paula foi aluna do CTC e hoje é uma brilhante Professora, né? Uma brilhante professora. Vai dar aula para vocês. Uhum. Não confio de olhos fechados nela. Quando ela me indicou o curso, imaginei que seria tudo isso mesmo e tô bem feliz. E tem uma capacidade de explicar assim a didática e sensacional e um humor incrível que ela explica
com todo pessoa maravilhosa e profissional maravilhosa. Verdade. Obrigado, Bruna. Gente, então, então é isso. Se eh deixa Eu dar uma olhadinha aqui no chat rapidinho que eu não vejo as mensagem. Ah, obrigada, professor. Didática facilitou ali falando. Ai, que legal. Tô lendo aqui. Juliana não deixou o comentário, ela teve que sair. Tá bom final de semana. Juliana também. Suelen, Beatriz, novas mensagens aqui. O pessoal tá usando o recurso, né? Valeu, gente. Então, eu vou me despedindo, né? A gente Acabou se passando um pouquinho da hora. Eh, mas olha, sejam todos muito bem-vindos, tá? Ao CTC.
A gente tem tem muita satisfação de começar essa essa nova turma. Vai chegar bastante gente na turma com o tempo, tá? Eh, vão entrar, vai entrando gente, vai ficando mais legal, tá? Quando tem mais gente vai ficando mais legal, fica bem dinâmico, assim, tem as contribuições dos colegas também, né? Então, olha, podem ter certeza vocês estão muito bem Acompanhados aí, não é? Puxando a sardinha pro CTC, mas o CTC, de fato, ele dá uma formação bem legal, cara. Assim, ó, eu acho que é das melhores do Brasil, assim, tá? Tem muito curso aí, pipocou um
monte de curso aí, mas eh são aulas gravadas que não tem interação, não é a carga horária, tá? esses cursos de aula gravada não é 100% de aula, pelo contrário, eu faço curso, eu tenho curso, né? Tu conta ali as horas de leitura como horas de aula, entende? Então é, tem um um godo ali, tem uma uma coisa ali que eu não acho legal. O nosso curso é 100% em sala de aula, tá? Então não tem engano nenhum. E aí é muito mais caro a gente ficar reproduzindo as aulas, tem que, né, pagar os professores
e tudo, mas é porque é o melhor sistema de aprendizado da gente poder interagir, poder trocar coisas, tá? Então, sejam bem-vindos e eh se quiserem divulgar pros colegas, enfim, tem até umas umas promos aí de quando traz um colega Conhecido que ele se inscreve no curso, você tem um desconto bom lá, você traz dois, tem um desconto maior, né? Tem uma hora que chega até, né, a pessoa nem precisa pagar nada, você trouxer um volume grande de gente, mas aí, claro, é difícil conseguir muita gente, mas quem quiser indicar, deixem eh, né, eh, eh, perguntem
dessa promo e aí tem o desconto, né, ali, não só indiquem, mas peguem o desconto relativo à indicação de pessoas, tá? Ah, então ainda, Professor, desculpa ter cortado o senhor, então assim, é porque eu fiz um post e algumas amigas que formou aqui comigo na cidade de Petrolina, né, Pernambuco, eh me perguntou e aí eu fiquei sem responder, eh, sem saber o que responder. Então, elas podem entrar, podem entrar, no caso, vão assistir essa primeira aula gravada, né? Certo? Até peço desculpas porque realmente nós tivemos ali umas dificuldades técnicas que eu nunca tive antes, né,
com o Zoom. Coisa básica. Já dei um monte de aulas, mas parece que tava uma tarja preta ali aparecendo, onde tem uma barrinha aqui para mim, ficou aparecendo para vocês uma targinha preta em cima. Tem uma hora que apareceu uma tela preta ali. Teve umas umas coisas assim que eu tô para entender o que aconteceu, né? Mas realmente nunca tinha me acontecido essa situação ali, eu não achei as configurações aqui para mudar. Então, peço desculpas pela essa atrapalhada Ali, mas tá, eh, a a pessoa pode assistir a primeira aula gravada e entrar no curso, tá?
Então é isso aí, quem quiser trazer a gente, tá? Não deixem de reivindicar o desconto na mensalidade que cada indicação tem, tá? Então é isso, gente. Então vou me despedindo com com baianidade, com muito afeto. Então tá, gente, um grande abraço para vocês, um ótimo final de semana. Tchauzão aí e estudem, hein? Estudem. Tem que Estudar muito, né? Podem começar com o meu livro ali.