Podcast Três Irmãos na área. Quem fala com vocês mais uma vez Rodrigo Chorró. Do meu lado, meu brother, meu irmão Roberto Andrade, filho Borracha. Na mesa operando nosso diretor Pedro Henrique. E aí, Robertinho, boa tarde. Tudo bem? >> Boa tarde. Fala aí, meus irmãos. Beleza? Fala aí, meu irmão. Muito bem. >> Mais uma aula na nossa casa, né? >> Mais uma aula. Eu fico muito satisfeito. Primeiro pela ajuda que a gente entrega Para várias pessoas. Segundo pelo assunto que tá a cada dia mais importante, a gente tem que falar mais ainda sobre isso, né? Olha
aí a importância, deu até um eco ali. E cara, da amizade que a gente vem criando, dando confiança no relacionamento que tá cada dia melhor também. Isso é muito importante, a gente ter um irmão realmente sentado aqui. Essa irmã já é muito especial pra gente. >> Que sucesso, hein? >> [ __ ] mano. Esse aí foi do caramba. Ó, como é que é a música aqui que que a galera a galera estourou estourou entrei assim? Como é que é? Homem disparou. >> Disparou, disparou, disparou. >> Dr. André Vermon, boa tarde André. >> Boa tarde. Boa
tarde queridos. Boa tarde todo mundo que nos assiste. Para mim é um prazer. Três irmãos já é a minha casa, né, gente? Eu venho para cá sempre com muita alegria. Lembrando que é o melhor podcast do Brasil. O pessoal já Ainda pode votar, né, Rodrigão? >> Vota no IP. Bem lembrado. Vota no IB. Escutem o primeiro conselho valiosíssimo do Dr. André. Escutem esse conselho dela. >> Precisa votar lá no Premio Best. Melhor podcast do Brasil. Não é uma questão de caridade, uma questão de reconhecimento. Verdadeiramente é o melhor podcast. Então só votar isso aí. >>
E pedir para votar no BT é complicado porque é uma votação diária assim, Depois eles vão somar todos os dias que a galera votou. Então é chato você ficar, né? Ó, vota hoje, vota hoje, vota hoje, né? Só uma vez. Então, cara, se vocês querem realmente ajudar a gente, vai lá no IBET, volta todo dia até sair o resultado final. Oi, Pedão. Primeiro >> o primeiro link tá na descrição do vídeo. É, >> e você pode votar até três vezes, é possível, tá? >> Vota até o dia 13. Aí pode votar até Três vezes no
mesmo dia. >> E vamos fazer a gente virar o primeiro, que com certeza se a gente virar o primeiro >> devo levar Andreia para receber o prêmio com a gente. >> Vou com maior prazer do mundo, >> porque vocês sabem parte isso aí. Ui, é o mínimo que a gente pode fazer. tá lá no prêmio, vai fazer um outro relacionamento. Aí, pronto, o céu é o limite, é, juntos só entramos mais. >> E aí, como é que passou de dia das mães ontem? >> Ué, foi bom até, graças a Deus. Fiquei com os meninos lá,
foi ótimo. >> É, >> foi excelente. Com a com o Tomás, que é o conteúdo dos podcasts, né? O povo morre de rir. Tomás virou o conteúdo dos podcasts. >> Eu vi que você fez um vídeo com a com a sua filha também, >> foi, >> né? Falando dos perrinos que vocês passaram. Me pedem muito um monte de gente, aliás é inacreditável. Essa semana tá verné que comentou naquele vídeo. >> Que legal. >> Ah, que legal. >> E me perguntando o que que tinha sido, se a Bia tava bem, que ela queria foto da Bia.
Então, as pessoas ficaram muito curiosas para saber o desenrolar da história. Então, eu falei, vai ser uma Ótima oportunidade para mostrar a Bia, falar que ela tá bem, que deu tudo certo e matar a curiosidade das pessoas. Curiosidade positiva, né? As pessoas têm muito carinho com a gente >> para saber o que que aconteceu. Então, gravamos lá o vídeo falando. >> É uma data que você gosta? Sim, é uma data indiferente. Que que é o dia das mães para você? >> É uma data que me mobiliza muito. Ontem todo dia das mães os meninos fazem
um Café para mim. Eles acordam mais cedo, compra as coisas, faz um café, põe a música que eu gosto, vai lá no quarto, me busca, sempre, todo ano. E ontem eu falei uma coisa para eles que é muito de verdade, não é clichê. Falei: "A mamãe é tudo que é por causa de vocês". E é verdade, eu acho que quando a gente tem filho, a gente tem mais razão para lutar, mais razão para trabalhar, mais razão para ser um ser humano melhor. Você se preocupa mais com seu caráter, Porque você tá deixando uma posteridade. Então,
realmente, eu acredito muito nisso. Meus filhos foram o grande fator impulsionador que me levou a buscar as coisas e tentar ser um ser humano melhor e trabalhar mais e fazer as coisas que eu faço. Então eu sou muito agradecida a eles pelo fato deles terem eh me permitido ser mãe deles e me dar esse esse empurrão aí para que eu pudesse seguir. >> Eu falo para todo mundo assim, eu fiz eu Casei com um contrato assinado, não assinado, mas verbal entre as partes com a Bianca de não ter filhos. >> Verdade. >> Ela virou, quando
a gente foi resolveu que ia casar, ela falou assim, ó, que ia casar, vamos casar. É, eu só caso se você aceitar é a gente viver sem filhos. Eu não vou ter filhos, eu não quero. Olha aí, poxa, casou. Eu novo ainda pensei que quero filho. O qu eu quero é farra, é passeia, diversão. E os filhos aconteceram, né? E foi, cara, quem tem um filho entende o valor disso. É a melhor coisa da minha vida. E eu já tentei explicar isso para muita gente. Eu falo assim para alguns amigos, até amigos que a gente
tinha da época, que ela tinha uma turma de de amigas que tinha o mesmo pensamento, era até motivada: "Ah, não quero ter filho porque a menina não vai ter, a gente vai sair junto e tal, tal". Era um combinado entre muita gente. E eu falo: "Cara, Vocês não sabem como que é ter um filho?" E quem não tem fala assim: "Não, eu sei, eu tenho um sobrinho, é, eu tenho um pet, eu gosto demais do meu pet". Fala assim, cara, eu nunca vou conseguir te explicar, mas se um dia você tiver um filho, você vai
entender a diferença gigantesca, o abismo que existe. Não é que você não ama seu seu afiliado, seu sobrinho ou seu pet, é a relação, sabe? É a empatia. É é o sentimento, é é Sentir a pessoa em tudo que ela vive. Eu falo, Robertinho, que quando Camões escreveu aquele poema, o amor é fogo, que arde sem se ver, é ferida, que dói e não se sente, é um não contentar-se de contente. Ele tava falando de um amor de uma mãe ou de um pai por um filho. Filho, se o filho tá dormindo, você fica preocupado
para ver se tá tudo bem. Se o filho tá doente, você quer morrer. Se o filho tá feliz, você se emociona com a felicidade. É um amor que transborda, Que transcende, que a gente não sabe explicar. Se fizer alguma coisa com um filho, talvez você se contenha, se te xingasse, se fizer alguma coisa com você, mas se fizer alguma coisa com o filho seu, como é que você fica? >> Nossa, que isso? >> A gente vira bicho, a gente volta a ficar primitivo. Então é um amor assim de um de um tamanho, de uma dimensão
capaz de transformar a vida da gente e ao mesmo tempo transborda, né? Porque te Faz ir além. Eu falo que a gente busca, a gente eh trabalha mais, a gente dá a vida, dá o sangue, vira madrugada, porque você sabe que tem alguém que depende de você e em nenhum momento você quer que essa pessoa passe por nenhuma situação. >> Mas mas é porque você sabe da dependência ou é porque assim, mesmo que você não enxergue, você sabe que no fundo é a sua continuidade tá ali. E a sua continuidade talvez precisa ser tão Boa
ou melhor do que você. E aí você se preocupar em fazer tanta coisa para ter uma continuidade crescente? >> Pode ser também, mas o amor, por isso que eu falo que o que é aquela música do Camões, eu acho que o amor de filho é um amor que não se explica >> mesmo se você não enxergar continuidade. >> Entendi. >> A mãe que vai lá na cadeia visitar o filho, a mãe que sabe que o filho tem um Caráter distorcido, você faz por um amor que é um amor que sem explicação, é um amor que
transcende, é um amor que é muito maior que a gente. Você não espera nada. Eu falo que o amor entre homem e mulher é muito bonito, mas não é desse amor que Camões está falando, de um amor relacional, de um amor entre casal, parceiros, enfim, porque querendo ou não um relacionamento, seja ele matrimonial, sexual, enfim, há interesses envolvidos. Sempre há interesses envolvidos. Se em Algum momento a sua esposa te decepcionar num nível X, você tem um limite para esse amor. Com o filho, o filho te decepciona ou te leva à altura, você vai lá ver
a formatura dele, mas lá na porta da cadeia tem uma fila de mães aguardando para visitar o filho que tá preso, que cometeu um crime deondo. E não há diferença entre esse amor da formatura ou amor da porta da colônia penal. Então é um amor que transcende absolutamente Desinteressado. Se ele for te dar posteridade, você vai eh amá-lo, mas se ele não for te dar, você vai amá-lo também. Quando a Bia tava internada, eh nós encontra, claro, nós ficávamos na UTI, fiquei na UTI 45 dias, UTI pediátrica. Então você imagina coisas que nós assistimos. E
tinha uma mulher que a filha dela voltava sempre, a cada 10 dias a menininha voltava paraa UTI. Ela teve anóxia no parto, falta de oxigenação, Então ela era tetraplégica, então virava e mexia, a menina engasgava, tinha que voltar paraa UTI, broncoaspirava, enfim. Aí e aí eu pensando assim, nossa, tomara que a Bia saia logo daqui, né? Que situação dramática. Me sentindo a maior vítima do mundo. Primeira vez minha na UTI, a mulher voltava para UTI a cada 10 dias. Aí eu pensei assim: "Gem, mas que pelê". Eu na minha limitação pensei: "Não, mas que peleja
deve ser lidar com essa menina desse jeito, essa menina Cheia de limitação". Aí ela falou assim para mim: "Sabe o que que é a minha alegria todo dia de manhã?" Falei: "O quê?" Ela falou: "Quando eu vou lá no quarto e chega, ela acordou. Parece que quando ela abriu o olhinho, o sol nasce para mim. O que que você vai esperar de uma filha tetraplégica que tem uma previsibilidade de vida mínima, que a cada 10 dias vai para UTI?" E a mulher fala que a cada manhã, quando ela abre o olho, o sol Nasce para
ela. Tem explicação um amor desse? >> É. >> Então, o amor de um filho, ele nos torna um ser seres humanos muito melhores. Eu não tenho preconceito quem sou eu para falar sobre quem opta por não ter ou não tem. >> Não. Sim. >> Mas eh ele te leva para um nível. Quem tem filho dificilmente é um ser humano egoísta, porque o filho te ensina a não Ser egoísta. Minha mãe falava assim quando eu era pequena, não, mas essa menina é enjoada demais porque eu era assim, eu punha meu prato, se o telefone tocasse, se
eu atendesse telefone, comida não servia mais para mim. Se me interrompesse, acabou. Eu gostava de pôr a comida e ter paz para comer. Depois que nas filhas comida esfria, você não come, >> você come o resto da comida dela, >> a carne já acabou. Aí ele babou na Comida inteira que sobrou no pratinho, tudo macetada, resto de sopa você tá comendo é o que dá, é o que você vira outra pessoa, você se transforma em um outro ser humano. A sua noção de empatia, de carinho, de solidariedade, se doar pelo outro. Não existe doação. Como
a gente faz a doação por um filho. Você é capaz de dar sua vida pelo seu filho. Eu tenho certeza disso. >> Sabe que eu até te mandei uma mensagem no WhatsApp aí para você ler. Depois eu Quero que você leia essa mensagem pra audiência ouvir. Eh, ontem eu fiz uma postagem sem pretensão nenhuma, assim, sabe, no podcast, falando um pouco de mim assim, né, pra galera nova que vem chegando aí. E eu falei assim, eu realmente tive vários problemas com a minha mãe, eh, que eu tento reparar no decorrer dos dias, nos episódios aqui.
É algo que realmente eu tento trabalhar isso daí. E Eu não sabia o que era amor de mãe. Eu cresci sem saber o que era amor de mãe. Esse amor que vocês estão falando aqui. E eu vi que várias pessoas passaram por isso também, sabe? várias pessoas não tiveram esse amor de mãe e eu só fui ver realmente assim o que é o poder de uma mãe o dia que eu vi minha esposa virar mãe, o dia que eu vi a forma que ela tratava os nossos filhos, sabe? E de uma forma diferente, cada um
deles, com João César, eu descobri a fé de uma mãe com a Minha filha. O dia que minha filha foi paraa UTI, né, o Natal, que eu vi a força da minha esposa que tirou ela de lá. >> Uhum. >> Sabe as orações da minha esposa, assim, o pensamento positivo. E depois, anos depois, a gente veio ter o Zé Pedro, molequinho que nasceu 5, se anos depois aí, caçulinha. Falei: "Caramba, velho, achava que o amor dividia entre o Zé, entre o João e A Amanda." Na verdade, o amor da minha esposa só aumentou. Amor de
mãe só aumenta. Eu só fui descobrir isso depois que eu casei com a minha esposa, que eu vi a relação dela com os nossos filhos. >> Quando eu era freira, a o Rodrigão lá em Curitiba, a gente fazia missão de madrugada, então ia pra rodoviária, pros lugares onde tinha pessoas na rua para ajudar essas pessoas. E uma vez uma cena me chamou muita atenção. Tinha uma mulher, ela tinha mais ou menos 1,60 m e O filho dela tinha n eh limitações, inclusive físicas, acredito que até uma tetraplegia. E ela carregava ele enganchado na cintura, só
que ele era grande, ele devia ter uns 15 anos, apesar do corpo atrofeado, mas ele era grande. Então ele era quase do tamanho dela. Ela carregava ele na cintura com muito desajeitamento e pedindo, mendigando, tentando se organizar com ele na cintura. E aí eu estava numa rodoviária, eu fui Lá, comprei um lanche para ela, um salgado quentinho, um café quente de madrugada e entreguei para ela e ela com ele aqui. E ela ficou muito agradecida. Aí eu peguei e falei para ela e ela tentando comer. Eu falei para ela, falei: "Deixa eu segurar ele para
você porque tá um peso para você poder comer tranquilamente. Eu tá pesado, deixa eu segurar para você". Ela com o dedo em rist fez assim para mim. Você nunca mais fala isso. Ele não é um peso. Ele é o Meu filho. Ele não é um peso. >> Esse é o amor de uma mãe. O filho pode táar sendo aplaudido ou o filho pode táar sendo execrado que para ela não é um peso. Não é só de uma mãe, não, é de um pai também. Eu não sou corporativa em dizer que o amor do pai também
não vai nesse limite. É que o amor do pai ele ele acontece por outras perspectivas. O pai ama de uma forma diferente, mas o amor do pai também vai nesse nesse nível de limite. Então é o que você falou, né? Eh, sobre o a questão do amor da sua mãe, que você só percebeu quando a sua esposa foi mãe. Eu acho que esse amor de que a gente tem pelos filhos, eles nos leva a um nível de inteligência e a um nível de ir racionalidade em segundos, né? >> Fala uma coisa aí, eu sempre tive
essa curiosidade e você me dá respostas surpreendentes com com vários conhecimentos que você tem. E esse eu acho que vai juntar o conhecimento barra vivência. Eu já vi, por exemplo, eu já participei disso várias vezes. A Bianca, minha esposa, ela é bem pequenininha, bem magrinha. Fisicamente ela é desprovida de de força, ela não tem capacidade física mesmo. Bem magrinho, pitinho. E ela carrega os minos, o Augusto, que é o meu primeiro filho com ela, ele ele era muito, ele nasceu, pr você ter ideia, ele nasceu maior do que o filho do do Torró. >> Nossa.
e mais pesado. Ele era uma bola realmente. E ela ficava com ele horas no colo e normal, tipo assim. E eu pegava ele um pouquinho, falava: "Cara, é muito pesado essa força da mulher. É um, você falou da da mãe que carregava o filho enorme ali do lado, ela conseguia ajeitar ela no corpo dela como se fosse parte do corpo. E ali ela ficava um tempo inteiro com ele. A mãe, ela tem um jeito de Pegar a criança que ela faz menos força. É uma, porque físico não é, é uma força mental. O que que
é que a mãe consegue ficar tanto tempo com o moleque no código? >> A mãe e o filho é fusionado, né? Se você for estudar a fisiologia da gestação, você vai ficar chocado. Ah, >> quando a mulher fica grávida, o coração dela se desloca centímetros por conta da barriga e da criança. Os órgãos se deslocam. >> Então, nós estamos falando que o corpo dela se adapta, os órgãos se adaptam e mudam de lugar para caber alguém lá dentro. Para começar, que eu acho gestação a coisa mais, se aquilo não for divino, não existe nada divino.
Como que você forma uma gente, uma pessoa dentro de você? Uma pessoa com nariz, com olho, com boca, com pulmão, com coração, com perninha, com cabeça, com tudo. Esse ser humano que vai sendo formado, a coluna da mulher desloca, o coração desloca, Todos os órgãos mudam de lugar, o coração chega a mudar 5 cm de posição. Então, a partir daí, meu filho, depois que você põe para fora, você cai, você treinou nove meses carregar ele ali, né? >> Tudo fica fácil. Quando eu tava grávida do Tomás, o Tomás prendia o pé entre as minhas costelas.
Dá para acreditar? >> Eu chegava na médica, eu falava: "Tô com muita dor aqui". Ela falava: "Mas óbvio, o pezinho dele tá atravessado aqui entre a sua costela". Eu tinha que massagear Para tirar o pé dele. Ué, você tem um ser humano aí dentro de você, você imagina uma pessoa dentro da sua barriga, ué. >> Ei, mas isso Tomás é custoso, hein? É o bicho pegando. Tomás é o resultado do podcast. >> Mas você não acha que as pessoas acabam romantizando demais essa relação assim? Sim. Tem que ser romantizada, amor de mãe, né? Mas não
quer dizer que todos sejam assim, Não quer dizer que toda relação de mãe e filho vai ser desse jeito. >> Rodrigão. É >> porque se não acaba, desculpa, senão acaba colocando um peso em cima de uma pessoa, sabe? Eh, eu senti esse peso durante minha vida inteira. Por que que eu não tenho uma relação com a minha mãe igual todas as pessoas têm? Eu olhava o Robertinho com a mãe dele. Por que que eu não tenho relação com a minha mãe igual o Robertinho tem com a mãe dele? Por que que a mãe do Robertinho
ama tanto ele a minha mãe não me ama? Será que E eu vi que eu não, eu tô descobrindo assim que não é uma parada que eu tava sozinho. Existe, existem várias pessoas assim, só que parece que é uma obrigação a gente romantizar essa relação. E não, a gente não pode generalizar que todos os casos são assim. E acaba que pessoas que não têm esse tipo de relação com a mãe ou com o pai acabam sofrendo durante Anos até descobrir que tem algo depois ali, que você pode se livrar disso que desse pensamento, você pode
se curar disso, porque realmente é uma doença que precisa de uma cura, sabe? >> Mas a sua relação com sua mãe era saudável? >> Não, nem um pouco. >> E por quê? >> Pou é, mas criança, né? Depois, é, não, eu saí de casa com 17 anos, né? >> É, mas eu falo assim, muito você viveu, Você era criança, então às vezes você nem percebia o que acontecia, >> né? Eu acho. >> Não, eu sempre percebi tudo. Sempre perceb, eu sempre percebi tudo. É hoje, hoje que acontece, sim. Eh, a gente foi buscar tratamento, ela
foi até o pessoal tá comentando aqui no chat, né? Pô, Rodrigo, mas sua mãe teve doente e tal. Sim, hoje ela é diagnosticada com esquizofrenia, né? Mas assim, Eh, isso só foi rolar depois que eu tinha meus 25 anos, que ela começou realmente a ficar ruim com essa parada de esquizofrenia. E tem 3, 4 anos que ela tem esse tratamento, né? Mas durante até eu sair de casa, ela não tinha diagnóstico e não tinha. >> Mas você tá vendo que passa pelo patológico? >> Sim, passa. Passa >> o natural. E aí isso é lá dos
bichos Esquecendo o animal racional, pensando só em animal. O natural é que a mãe vai ter todo aquele cuidado com a cria, seja momentâneo, seja por anos, a mãe humana por anos. >> Esse é o natural. >> Esse é o natural. Conc >> quando isso não acontece, passa muito pelo patológico. E aí você falou muito bem, eh, não é uma relação romantizada, porque também não tô aqui fazendo pauta, falando que a melhor coisa do mundo é Ser mãe. Hoje eu dei uma entrevista de manhã e falava sobre isso. Ser mãe é igual fazer pamonha. É
bom fazer pamonha. O resultado final é que é bom. >> Gosto de comer pamonha. A gente gosta de comer pamonha, mas fazer pamonha é um inferno. >> Educar filho é igual fazer pamonha. >> Dá trabalho, tem que ralar milho, você tem que tirar cabelo, você tem que ser rala o dedo, você tempera, você põe Óleo. É o dia inteiro que é a mexida. O processo não é bom não, gente. Educar é terrível, frustrar filho é terrível. Eu falo isso pros meus filhos. Às vezes a gente tá num restaurante, tem que ficar danando, tem que ficar
corrigindo. Eu falo: "Vocês acham que eu gosto disso aqui mesmo? Vocês acham que eu gosto desse rolê, ficar educando o tempo inteiro? Seria muito mais prazeroso para mim sentar na mesa, curtir o vinho, mas eu tenho que ficar danando, eu tenho que Ficar frustrando, eu tenho que ficar ralando, eu tenho que ficar educando. Isso é chato para caramba. Bom é o resultado final, mas faz parte do processo. A questão é que a gente anda muito imaturo e a gente anda achando que tem que ter prazer em tudo. Isso é hedonismo. A gente não tem que
ter prazer em tudo, não. Ai, mas eu acho tão difícil educar sério. Eu também acho terrível. Só que eu preciso fazer, não tem outra escolha. >> Então, o importante é nós diagnosticarmos que tem uma patologia ali para depois ver qual que vai ser a condição nessa relação. >> Se essa relação entre mãe e filho não acontece de uma forma natural, existe uma disfunção ou uma patologia. No caso da sua mãe, era uma patologia. >> Aham. >> Mas pode acontecer uma disfunção, por exemplo, >> diferente da patologia. É, por exemplo, Narcisistas, narcisismo não é uma patologia
ali. >> Narcisismo é uma disfunção, é um transtorno de personalidade narcísica. Não é uma doença, é um transtorno. >> Ah, >> então mães narcisistas é uma disfunção do conceito de maternidade. Tem um psicanalista inglês, Dona Winicot, que ele vai falar de peito bom e peito ruim, ou mães boas, suficientemente boas, ele chama, e mães ruins. É isso que é. É Essa, é aqui que tá a questão. Existem mães que são suficientemente boas. Isso não quer dizer que é a mãe que lambe, a cria, que acha maravilhoso, que romantiza, não. É a que faz o básico
que precisa ser feito. E existem mãe que são mães que são disfuncionais. Ali está a disfunção ou a patologia. Passa por essa. Sim. >> Não tem nada a ver. Eu que você falou de lambei e tudo, o cabeleira falou que viha a relação da minha mãe lá dentro de Casa e e eu não tem nada de às vezes era tão carinhoso na relação com a minha mãe. Por exemplo, minha mãe é uma mãe da moda antiga. Ela até hoje ela fala assim, hoje com a experiência que ela tem, ela fala assim: "Nossa, Robertinho, fui bravo
demais com vocês, né? Não precisava de bater, de fazer o que eu fazia, né?" Fala assim: "Não, mãe, precisava". Teve umas vezes que você não me bateu porque você não qu sabendo. Eu escapei De um monte lesza ainda, mas numa vez que você me bateu, você me bateu à toa não, sabe? Só que era aquela mãe presente. O cabeleira viu isso. >> É, mas ser bravo, ser bravo é >> o cabira tinha medo dela. Todo mundo tinha medo da minha mãe, na verdade, sabe? Ela era a mãe de quase todo mundo. >> Eu não vejo
que diferente disso, ser bravo é amor. E eu até entendo assim a forma que te criou. Ah, bateu, deu umas porradas ali, toda vez mereceu, tal. Mereço, merece. >> O problema, o problema é quando você começa a levar porrada sem merecer. >> Não, às vezes isso aconteceu também. Às vezes meu irmão que tinha feito a merda, eu ia junto na na lambada ali, sabe? >> Você você entende a diferença assim, você entende que tem gente que tem gente que apanha, que é chega a sofrer violência doméstica dentro de casa. >> Mas existe eu não sei,
André, você me ajuda então nesse momento, porque, por Exemplo, eh, principalmente antes da minha geração, né? geração da minha mãe, do meu pai, eles eram castigados severamente. >> Uhum. >> E eu acho que nem toda vez por falta de amor ou por um transtorno era meio que cultural. O pai recebeu espancamento quando era menino, passou espancamento pro filho, >> o que era péssimo, né? Inclusive, >> sim. Mas >> porque não faz nenhuma apologia em relação a isso, sabe? Não, de jeito não. Mas é porque o Cambleira falou assim, às vezes você bate e eu entendo,
às vezes bate, espanca porque é um maluco doente e algumas vezes não. É porque a pessoa foi criada daquele jeito. Isso >> foi criado daquele jeito. E e aquela, tem uma música do Dijavan que fala assim: "Sabe lá o que é não ter e ter que ter para dar?" Que que os nossos pais tinham, gente? É, >> por exemplo, meus pais tiveram sete filhos, minha mãe pouco estudou, meu pai era policial militar, vivia viajando, não entendia nada de criança, não entendia nada de psicologia infantil. Eles deram o que eles deram conta de dar. Como é
que você pega sete meninos e vai sentar cada um e vai conversar e vai tentar entender o que tá acontecendo? Vai na levada, como diz você, um fez, todo mundo acaba sendo punido. Eles Deram que eles tinham e era dentro de um contexto da época, né? Uhum. >> Pega ali 30, 40 anos atrás, era um contexto onde onde se havia punição física, era do do momento, era o que acontecia, era o que se podia fazer, era o que dava conta de fazer. Então eles deram nesse sentido o que tava dentro da contextualização deles. É igual
você falou, é diferente de alguém que espanca e uma violência, é diferente disso. Mas os nossos pais eles praticavam punição Física, sim, dentro do contexto de entendimento que eles tinham. Então é igual o índio que quando nasce alguém deficiente dentro da aldeia, ele abandona no rio. É >> o índio deficiente lá no meio da floresta e volta, porque aquela criança deficiente vai ser um peso pra aldeia. Então é contextualização cultural, é dentro do contexto cultural. >> Isso mesmo, né? Não tem a ver com nada mental ali. Não é nenhum transtorno, não É uma >> não,
de jeito nenhum. Tanto que não deu problema pra grande maioria. É porque a gente a gente acha que seja assim, né? Mas eh, >> pô, eu vejo que tem muita gente que tem problema de relação com pai e mãe jogando. >> Então, eu ia falar isso porque às vezes você puxou pro lado de mãe e tem o porque é uma família, na verdade, né? E quando você fala, por exemplo, de irmã, Às vezes você consegue ter uma igualdade de forças, mas quando você tem o pai ou a mãe, né, que são as cabeças e o
alicerce ali dentro, realmente fica muito sofrida a relação. Por quê? Porque Camileira teve, ele já contou que acabou de falar pra gente o que foi a parte dele da primeira idade até a juventude uma relação difícil sem uma mãe que entregasse talvez o fator principal que era carinho e amor, mas teve gente que é com o pai, teve Gente que não tem com nenhum dos dois, né? E o futuro e >> que pode passar pelo contexto de doença ou não, né? >> Então, e o futuro de quem vive isso, o que que é >> que
tem uma relação disfuncional com os pais? com um ou com outro ou com os dois. >> O Freud vai falar assim: "Aquele que não teve um toque saudável na infância vai aceitar qualquer tipo de toque". >> Uhum. >> Aquele que não teve validação dos das primeiras figuras de referência e amor, vai procurar validação a vida inteira em outras pessoas. Hoje de manhã eu falava sobre dependência emocional e algumas pessoas me fizeram essa pergunta no direct, né? Eh, por que que algumas pessoas são dependentes da validação do outro? Ah, eu sou dependente da das pessoas me
validarem. Eu eu me preocupo muito com a opinião do outro, mas por Quê? Porque na fase em que você teria que ter sido validado pelas suas primeiras figuras de amor, de paternidade, de maternidade, você não foi. Então você vai seguir a sua vida buscando isso. O Freud vai dizer que a gente nunca se recupera do corte do cordão umbilical. Eu adoro essa história do Freud, porque o Freud fala assim: "Imagina quando você tava no útero, alguém respirava por você, pensava por você, tinha excreção por você, tudo por Você. Você ficou 9 meses good vibes só
no flow. Nascer já é um trauma, por isso chama trabalho de parto. Você tava a 37, 38º de temperatura dentro da barriga de sua mãe. Você nasce num centro cirúrgico 14, 15, 16º gelado. Um foco de luz deste tamanho em cima do seu olho. Você passou 9 meses sem abrir o olho. Já viu quando você sai do cinema você tem dificuldade de enxergar? Imagina ve meses no escuro e aí você tem um foco de não sei quantos milens na sua cara. Depois o seu pulmão Tá colado igual uma bexiga. Aí um médico dá um tapa
no seu bubum, você vai respirar o seu pulmão rasga, ensufla. Ali começa o problema. Aí corta o cordão umbilical. E aí o Freud vai dizer: "A gente nunca se recupera do corte do cordão. A gente vai passar a vida inteira procurando alguém que responda por nós, que sonhe por nós, que se responsabilize por nós, que viva por nós, que era isso que a nossa mãe fazia por nós." E o Freud vai dizer: "A gente Vai passar a existência inteira com esse cordão na mão, tentando conectar isso em alguém, querendo que alguém se responsabilize pela nossa
própria vida, pela nossa própria história, pelas nossas próprias dores." Só que, infelizmente, isso não vai acontecer. Agora a sua vida é sua, não há mais o que fazer. Então aí tá a dor de nascer, aí tá a dor de se desconectar de alguém que mal ou bem respondeu pela nossa existência durante muito tempo. Então Você me pergunta, o que que acontece quando isso não é bem realizado na infância? Nós vamos seguir pela vida feridos. Os primeiros 7 anos da nossa vida vão determinar todos os outros. No máximo a gente vai polir, ressignificar, mas os primeiros
sete vão determinar. Então, se dentro dos primeiros 7 anos que eu deveria receber afeto, carinho, validação, força, firmeza para viver durante a vida, se isso não aconteceu, eu vou seguir frágil Pela vida afora, eu vou seguir doente pela vida. Eu vou seguir procurando validação pela vida fora e daí paraa frente. >> Ô, me lembra esse de novo. Até os 7 anos você forma o caráter, >> a personalidade, >> personalidade. Aí depois até os 12 caráter, porque são algumas idades assim, não é isso mesmo? >> É, não é tão dividido assim, né? >> É, é assim,
mas é uma uma lógica. >> Mas é uma lógica. É uma lógica. Toda a nossa história tá sendo formada aí nesse período. >> O que que é a diferença da da personalidade ou o caráter? O caráter ele é moldável e o caráter tem a ver com aquilo que a gente tá vivendo. O caráter a gente trata em terapia, a personalidade não. >> Ah, >> é, >> quer dizer que até 7 anos o que deu Errado ali, nem com uma terapia, nem se eu levar meu menino lá deu errado, você >> ele vai ressignificar. Ah, meu
pai não me amou até os 7 anos. Meu pai era distante, meu pai. Eu vou ter que te ensinar em terapia a ressignificar esse amor. Ah, seu pai não te amou, mas você pode se amar. Seu pai não te deve te deu atenção, mas você pode se dar a atenção que o seu pai não te deu. Você pode se priorizar. Percebo que você não se prioriza. Percebe como Você replica o que aconteceu na sua infância e aí você vai ressignificando. Vai apagar o fato? Não, só vai deixar de doer. A cicatriz vai permanecer. >> Entendi.
A cicatriz sempre vai ficar lá. >> Vai, só vai deixar de doer. Você ressignifica. Tem gente Isso aí. As pessoas falam exaustivamente: "André, por que que eu repito situações? Eu tenho dedo podre, especialmente mulheres. Eu escolho sempre homens que me tratam mal, homens abusivos, homens Com o mesmo padrão?" É só você entrar na história de vida dela que você vai ver que ela está tentando resolver o relacionamento dela com o pai dela. Ela tá resolvendo um padrão de amor lá de trás. E aí ela tem essa repetição que a psicanálise vai falar sobre isso o
tempo todo, o retorno do recalcado. Você vai repetindo, repetindo, repetindo até você resolver. O dia que você resolver, você para de repetir. Como que eu resolvo? Ressignificando em terapia. Mas Vai apagar a situação minha com meu pai? Não, essa aí ficou lá. >> E será que eu vou saber que eu consegui reparar isso aí? Não, e a minha pergunta junto é, mas é assim, eu não consigo sozinho, eu necessariamente vou precisar de um tratamento. Ou eu consigo, >> talvez com entendimento, >> acho que consegue sozinho, é mais difícil pergun você não é com tratamento, é
com a tomada de consciência. >> Eu não sou vaidosa de dizer que isso vai resolver sempre em terapia. Tem gente que resolve na igreja, tem gente que resolve com coach, tem gente que resolve num encontro de PNL. Tomada de consciência. Passou pela tomada de consciência, você vai conseguir resolver, mas precisa tomar consciência. Por que que a terapia é talvez a mais divulgada? Porque a terapia torna conteúdos inconscientes conscientes. O papel da terapia é esse. Esse não é o Papel da igreja, do coach e dos das outras perspectivas. Mas acontece, acontece. Tem gente que vai para
encontro lá de não sei o que lá e toma consciência de um monte de coisa e e muda. >> Às vezes, eu entendi. É tipo assim, às vezes eu trocando uma ideia com uma amiga ou com um amigo, ele fala: "Não, essa cência você fala: "Caramba, é isso que eu não faço, né?" Tipo assim, mas a terapia seria o melhor caminho, né? O Remédio mais eficiente. Até um podcast, às vezes alguém tá aqui nos assistindo e fala: "Poxa, eu nunca tinha pensado nisso". Eu repito isso pela minha situação lá atrás. É porque às vezes você
tem o autoconhecimento e você acha que tá curado com aquilo lá e sei lá, a cicatriz tá lá, né? Alguém resolve, sabe que você tem aquela cicatrizas e resolve mexer nela. Ela é mais fácil dela abrir ali. >> Uma coisa, Rodrigão, é tomar consciente. Outra coisa é ressignificar. Ah, eu sei que o meu pai não foi um pai presente. Ótimo, tomei consciência. Mas e aí? >> O buraco e o ainda tá aberto, né? A ferida ainda tá >> não adianta nada. Então não basta tomar consciência. Eu preciso ressignificar. Meu pai não foi um pai presente,
meu. Vou vou falar de um caso, do meu caso específico. Meu pai sete filhos, gente, Muito difícil. Só ele que trabalhava em casa. dava tempo desse desse pai dar atenção para todo mundo. Então, meu pai mal sabia a nossa data de nascimento. Então, foi um pai ausente por questões eh contextuais do que ele vivia. Tomei consciência disso, tomei. Mas o que que eu vou fazer com isso? Na vida adulta eu preciso ressignificar isso. Meu pai não me deu atenção devida. Eu preciso me dar. Eu preciso parar de ser salvadora da pátria. Eu preciso parar de
Colocar as necessidades dos outros sempre à frente da minha. A atenção que o meu pai não me deu, eu preciso me dar. Eu tenho necessidades. Eu preciso me acolher, já que eu não fui acolhida lá atrás. Ressignifiquei. No momento em que eu paro de viver pelos outros e passo a olhar um pouco para mim, agora eu ressignifiquei. >> Mas você tem certeza que tá, você conseguiu fazer isso aí? Ressignificar? Nesse sentido eu tenho porque hoje é Primeiro eu, depois o samba. >> Ah, se eu mexer com você e em algum momento eu falar: "Pô, Andreia,
você é assim porque seu pai te abandonou, por isso que você é assim". >> Não, não. Você não vê que você é assim por isso, >> por isso que você é desse jeito aqui, ó. Se você tivesse pai, você não era assim, não. Você pode ter certeza. Você tá assim que seu pai não teve com você. >> Vai, pode até que doa, mas não vai Sangrar. Você deu um exemplo muito bom da ferida, Rodrigão. E aí é muito bom a gente falar sobre isso, até por conta de feridas emocionais. A ferida emocional é como se
você tivesse queimado um braço. Já viu quando a gente queima especialmente queimaduras extensas, a pele que nasce, a cicatriz, a pele é fininha. Uhum. >> Já viu queimadura? A pele é fininha. Ou seja, ali é uma área mais frágil, é uma área que eu tenho que ter mais cuidado. Eu tinha um amigo que ele derramou óleo quente no braço quando era pequeno, teve queimadura terceiro grau, recuperou, mas a pele inteira do braço era fininha. Então era um braço que ele tinha mais cuidado. Se a gente ia brincar, ele já punha esse braço mais para cá.
Ele ficava o tempo todo atento naquele braço, porque ele sabia que aquilo ali era uma região mais frágil para ele. Então ele se cuidava mais em relação a isso. Assim são com as nossas feridas Emocionais. Elas estão cicatrizadas, mas eu não posso me expor. Eh, eh, eu atendi uma pessoa a semana passada, um dependente químico, eu falava sobre isso. Ele acabou de vir de uma clínica de reabilitação e eu falava: "Não basta ter estado na clínica e vencido o tempo da clínica. Agora você precisa criar um ambiente de segurança, novas amizades, novos comportamentos, novas situações."
Por quê? Porque existe um braço com uma pele fininha que qualquer coisa vai Rasgar. Diferente do meu, eu talvez possa sentar numa roda que tem um monte de gente lá em situações de risco relacionado à dependência química. Talvez essa não seja a minha ferida de alma, tenho outras, mas ele já não pode. Por quê? Porque ele tem um braço com uma pele fininha. Eu tenho meus braços com as minhas peles fininhas também em alguma situação. Então, por exemplo, se você falar do meu pai, talvez vai ser uma situação que vai me mobilizar, que Eu vou
ficar emocionada, mas não vai me fazer regredir no meu autocuidado, porque é uma situação que eu ressignifiquei. Acho que passa pela questão da sua mãe. Você ressignificou, mas ainda dói. >> É o problema, o problema é que ainda existem as camadas. Por exemplo, uma coisa sou eu falar do seu pai para você e falar: "André, isso aqui é por conta disso, disso, disso." Outra coisa é um irmão seu falar isso, um >> seu próprio pai, >> um tio ou uma mãe >> que é muito mais próximo a você tocar nessa ferida assim. Não sei se
você consegue se proteger 100% dessas pessoas. E talvez é necessário até um afastamento, né? A gente tava falando de pessoas narcisistas, pô, hora que você consegue diagnosticar uma disfunção dentro da sua família, ó, essa pessoa é narcisista, o ideal é você se afastar Dessa pessoa, porque ela sabe todos os pontos fracos e todo tempo ela vai colocar o dedo na ferida e quanto a pessoa tá mais próximo de você, você não consegue se proteger dela. E eu falo o seguinte, Rodrigão, a gente tem que ter atenção perto de quem a gente sangra. Tubarão adora sangue.
A gente tem que ter cuidado e saber perto de quem a gente sangra, perto de quem a gente se confessa, perto de quem a gente se expõe, porque se a pessoa for Perversa, ela vai usar isso contra você. Se a pessoa que conhece a sua história, usa suas dores contra você, isso é perversidade. Eu sei que o seu braço é queimado, que a pele é fina, eu vou lá machucar, eu vou lá cortar. Isso é perversidade. E aí, se eu convivo com uma pessoa perversa, a única coisa se fazer é se afastar dela. Não há
relacionamento com pessoas perversas. Pessoas que usam as minhas dores contra mim, elas precisam se Afastar, porque senão elas não vão deixar minhas feridas fecharem. As minhas feridas vão estar sendo abertas o tempo todo, porque eu estou convivendo com alguém perverso, com alguém sádico, que tem prazer em ver o outro sentir dor. >> Aconteceu isso com você? >> Óbvio, >> já. E e e aí você falou uma coisa certinha, em geral são em ambientes familiares e com pessoas que te Conhecem. >> Você teve que se afastar dessas pessoas? Você conseguiu fazer isso? >> Ou colocar um
limite muito nítido. Daqui paraa frente você não passa. >> É, >> eu não sou terreno baldi para você jogar lixo em cima de mim. O seu lixo fica com você. Eu gosto muito de uma passagem da Bíblia. Acho maravilhosa essa passagem. Inclusive, Moisés tá vendo lá a Sardente, você deve conhecer, né? Moisés Vê a sarça ardente, vê um arbusto pegando fogo e ele entende que é a presença de Deus e Deus está ali. Deus fala com ele pelo arbusto. Moisés vai alegrin e vai se aproximando do arbusto. Deus fala com ele de dentro do arbusto.
Tire as sandálias dos seus pés, porque o lugar que você pisa é santo. Se a gente olhar para essa metáfora, é como se Deus tivesse dizendo assim: "Não venha com a sua sujeira para dentro de mim, não. A sua sujeira é sua. As suas sandálias t a Ver com seu conteúdo. Nós deveríamos fazer isso com todas as pessoas que se aproximam de nós. Tire as suas sandálias dos seus pés, porque o meu território é santo. Você não vai trazer a sua sujeira para dentro de mim. Você não vai trazer o seu preconceito. Você não vai
trazer o seu ciúme. Você não vai trazer as suas dores. Você não vai trazer o seu recalque, você não vai trazer a sua perversão. Você é perverso. Você não vai arrastar isso para dentro de mim. Isso é Autoproteção. >> É >> isso. É você tá curado. A partir do momento você consegue fazer isso, aí sim você tá curado. >> Limite. >> A partir do momento as pessoas têm que aprender fazer isso. Isso é a cura. Não, aqui não. >> Exatamente. Colocar limite nas pessoas. Os meus irmãos tinham mania de fazer uma brincadeira muito infeliz que
eu sou a Sétima filha. E quando eu nasci, a minha mãe quase morreu. Então minha mãe ficou muito tempo no hospital. Depois que eu nasci, ela teve um choque anafilático, enfim. E aí os meus irmãos, por inocência, por perversidade, sei lá pelo quê, brincavam e eu cresci ouvindo eles falando: "Ih, essa menina foi achada no lixo. Essa menina não é não é filha do meu dos nossos pais, não. Essa menina foi achada na lata do lixo." Até o dia que eu fiz terapia e falei para eles, a Partir de agora vocês não vão falar mais
isso, porque se vocês falarem, eu paro de vir no almoço de família, porque isso não é o tipo de brincadeira que se faz. Isso tem a ver com as dores da minha infância, tem a ver com o fato de eu ter sido por muitos meses criada por alguém que não foi a minha mãe. Tem n situações que envolvem isso, que já estão resolvidas dentro de mim, mas que eu não quero que se abram novamente. Então, não são feridas que eu quero visitar. Então, Vocês fiquem daqui para lá. Quando vocês vierem, vocês venham sem sandália. As
suas questões você não vai trazer para dentro de mim. Eu não permito. A gente precisa fazer isso com as pessoas. Senão, Rodrigão, a gente vira uma lixeira dos outros. A pessoa tem preconceito, ela traz é aí começa a ser normal você ser surrado e enfim guspido e aceitar isso. >> E você falou outra palavra muito eh inteligente, a gente se acostuma. Eh, uma vez uma paciente estava fazendo uma narrativa de uma situação muito triste. Aliás, não é só uma paciente. Eu vejo gente fazendo isso o tempo todo, contando e rindo. Ah, porque meu marido numa
festa falou que eu sou muito não sei o que lá, que eu tô muito gorda e todo mundo riu. Aí eu falei: "Ai, benzinho, não sei o quê". E contando, mas isso a gente ouve essa narrativa, >> que doideira. >> No dia a dia. Você ouve essa narrativa De pessoas contando coisas. >> Quando ela acabou a narrativa, eu falei: "Por que que você tá contando uma história tão triste rindo?" Vixe, >> ela falou: "Eu ri, doutora". Falei: "O tempo todo e isso me diz do quanto você normizou as pessoas abusarem de você. Isso me diz
da normatização do abuso. Faça um trato com você. Eu nunca mais vou contar coisas tristes ao meu Respeito rindo, porque isso não é de rir. >> Mas a a risada não é também uma fuga, talvez da dor, >> mas é uma fuga ruim, hein? É uma fuga ruim porque eu começo a a gerar uma sensação inclusive para o meu cérebro de que aquilo não foi uma situação tão triste assim, >> um falso prazer. Talvez >> a risada ela é muito simbólica. Uhum. Porque de duas uma, ou eu tô rindo de Nervoso, >> sim, >> ou
eu tô rindo porque eu não tô entrando em contato com a gravidade dessa situação. E eu ouso dizer que a maioria das vezes é isso. A pessoa não entrou em contato com a gravidade da situação. E aí quando você traz a pessoa e essa fala minha em psicanálise a gente fala corte, esse corte fez com que ela tomasse um susto e falasse: "Nossa, realmente eu contei rindo". Falei: "Rindo". E você Acha que essa situação é engraçada? Não, não é, doutora. é muito triste. Falei: "Pois é, então comece a olhar para isso como sendo triste, como
sendo abuso." Realmente, né? Eu não tinha percebido que era um abuso. Falei: "É, é um abuso". E várias narrativas suas que você me trazem são narrativas de abuso. E talvez você tenha normalizado o abuso. >> Cara, eu só vou pedir a galera que tá aí para compartilhar. A gente já tá com quase 1000 pessoas, não é, cabeleira? >> É isso aí. >> Na live aí. Então, compartilha, dá o like, que se você ajudar a gente aí, se você der um like, o YouTube vai entender seu algoritmo, vai dar para mais pessoas. Vamos trazer mais >>
cada like o YouTube entrega de c a 10 pessoas. >> Olha aí, cara. Então, vai ser maravilhoso. Cada um dê um monte de like aí. >> E o Pedrão falou que a live só tá com 300 likes até agora. >> Caramba, mano. Então, tem um monte de gente aí que não tá fazendo o dever de casa. >> Tá gostando, dá o like aí. Não custa nada, pô. o tanto de aprendizado, o tanto de situação que a gente vive diariamente aqui. E a Andreia traz pra gente de uma forma tão assim fácil de entender, tão perceptível,
porque o que a gente falou no começo, muit das vezes a gente tem um Sofrimento e não enxerga que a gente tá sofrendo, não enxerga que a gente tá doente, não enxerga o porquê do nosso da nossa tristeza, da nossa falta de talvez de vivência com as situações assim que estão comendo a gente toda hora uma perninha, um braço machucado, você não sabe esconder. Então é muito importante essa conversa. ajuda a gente aí. Vamos bater os 10.000. >> Quero aproveitar aí e mandar um abraço pra galera do Spotify. >> Ô, cara, deixa eu só falar
aqui. Aí, se você puder ajudar, se inscreve no canal também, dá like, compartilha e de forma direta, se você for membro, você vai est contribuindo pro que a gente faz aqui todo dia. A Carol, que é uma que é membro também aqui do nosso canal, mandou te dar um beijo, mandou um beijo pra Andreia e o Pedrão também. Carol, >> então a Carol tá aí, tá dado o recado, Carol. >> Beijo, Carol. E inclusive muita gente Perguntando, "Pô, como é que eu participo da live? Quero mandar um super chat, como que eu faço?" Manda o
super chat pra gente, tem uma pastinha aí com cifrão. A gente vai ler o super chat no decorrer da conversa, vai ler o super chat até o final do episódio. Então, se você tem alguma pergunta pra Dra. Andreia, pode mandar o super chat que a gente vai fazer ela no final. Ô, Andreia, como que a gente faz para identificar que a gente tá passando por Uma relação abusiva, por um abuso? Como que a gente faz para saber por isso aqui? Não tá certo não, Bé, que às vezes acontece, a gente não sabe o que tá
rolando. >> É, é de, é engraçado porque realmente parece tão simples, né? Mas realmente não é, porque acontece uma ausência de consciência. Uma relação abusiva, ela parte do princípio inicial de que, exatamente, o abusador em geral, ele vai te convencer que o problema nunca é Você, nunca é ele, é você. Ah, >> então até os abusos que ele cometeu contra você, a culpa foi sua, porque é você que estimulou o pior dele ou é você que tem comportamentos eh repreensíveis. Então, a primeira coisa que ele te rouba é a ausência de consciência. Porque uma pessoa
inconsciente você faz com ela o que você quer. Então, eh, a sua pergunta é muito boa, porque nos dá dicas de como entender se eu tô numa relação abusiva. Primeiro, eu eu costumo dizer o Seguinte, né? Primeira coisa é use a intuição. Desconfie daquilo que o seu coração tá te dizendo que não tá certo. Então assim, é natural alguém expor alguém publicamente, alguém falar mal de alguém publicamente, eh não usar de atitudes carinhosas ou de atitudes expositivas ou perversas, querer te afastar dos seus amigos, te afastar da sua família, do seu ciclo, querer que você
viva exclusivamente para essa pessoa, ficar te cobrando o tempo Inteiro situações, ficar ressaltando as suas limitações o tempo inteiro. Ai, mas você não é carinhosa. Ai, mas você não faz isso. Ai, mas naquela situação, gente, então eu só tenho problemas. Eu só tenho defeitos. A regra é o seguinte, Rodrigão. Quando você está numa relação, você se pergunte, depois que essa pessoa chegou na minha vida, eu fiquei melhor ou eu fiquei pior? Se você ficou pior, você tá vivendo uma relação abusiva. O ser humano, eles não são complementares. Ai, fulano entrou na minha vida para me
completar. Tá errado. Tá errado. Já começa aí. A gente não tem que completar ninguém. Eu falo assim que existe uma regra básica. Para casar tem que ser solteiro. Para se relacionar tem que ser solteiro. Ah, André, mas isso é óbvio. Não é óbvio. A palavra solteiro vem de só e inteiro. Eu só posso me juntar com alguém quando eu estou só e inteiro. Se você tá faltando pedaço, se você tá querendo que o outro complete seu Pedaço, já era. >> Então, antes de querer se relacionar com alguém, primeiro esteja só e inteiro, feliz com você,
bem, minimamente bem. Aí ninguém junta para se completar, a gente junta para se suplementar. Que que é suplementar? Eu já tô muito bem, mas depois que o Rodrigão entrou na minha vida, eu fiquei melhor ainda. Eu transbordei, cara. Sem engraçado demais. Nós sai, é massa. Nós toma cerveja, nós ri. Tava estressado, você me chamou para Para ir ali ver um trem, um futebol e foi gostoso. Nós rimos demais. Voltei muito melhor para minha casa. Você me suplementa, você me faz transbordar. No momento em que eu sou menos com você, você eu preciso ligar meu alerta.
Tem pessoas que tem o dentro de mim tem n versões, tem umas 25 Andreia aqui dentro. Você vai tirar. >> Não é fragmentar demais, hein? >> Todos nós nós temos versões. >> Existem pessoas que têm o poder de tirar A nossa pior versão. A pessoa que tem o poder de tirar a sua pior versão, ela precisa sair fora de sua vida. E claro que é igual entrevista. Tem gente que fala assim: "Nossa, mas você vai no podcast Três Irmãos, é sempre maravilhoso. Modéstia parte, tô falando para agradar vocês, porque a gente não precisa disso, mas
porque vocês são excelentes hosts, então vocês proporcionam uma versão minha que é Muito boa, que eu vou falar, que eu vou contar, que eu vou falar teoria, que eu vou ficar à vontade. Pelo contrário, eu vou em outras situações que o podcast é muito ruim. Eu vou em algumas entrevistas porque as e as entrevistas não são boas. Por quê? Porque a pessoa não soube tirar o melhor de mim. Relacionamento é da mesma forma. Existem pessoas que tiram a minha melhor versão. Tem uma versão dentro de mim de Andreia que ela é fantástica, ela vai Transformar
o mundo. Mas em compensação tem uma versão que muita gente não gostaria de ver. Tem gente que tem esse poder. Eu tenho claro na minha mente, não vou dar exemplo porque é parente, mas eu tenho claro na minha mente uma pessoa que tira a minha pior versão, uma versão que é grossa, que dá rala, que e eu detesto essa versão. Inclusive, quando ela vem para fora, eu fico chateada. Eu falo: "Pô, não tinha que ter dado aquela resposta atravessada, Por que que eu fui grossa daquele jeito? Para que que Mas essa pessoa tem o dom,
atira o Andreia aqui de dentro que nem eu gosto. >> E você acha que as pessoas às vezes são abusivas sem saber que estão sendo >> ou é proposital? >> Ó, eu prefiro achar que elas não sabem, porque se for proposital é psicopatia. É porque você falou isso aí, é muito louco, assim, eu já vem na minha cabeça várias pessoas que vivem juntas e uma Acaba machucando o outro e aí por uma questão de tipo, >> ah, tá assim, deixa ficar, sempre foi assim, né? Acaba não querendo mudar aquilo na vida delas, mas elas estão
todo dia um machucando o outro. Nossa, mas aí cabe a quem tá vivendo isso trazer outra consciência ou acabar com essa história. >> Mas às vezes são os dois, não é isso, Cabra? Às vezes os dois, um >> eu conheço dos dois jeitos, sim, sabe? Eu conheço do jeito que tipo é um lado só, mas a outra >> por medo, né? De as pessoas têm medo de mudar também, né? >> É por medo de mudança. Difícil, né? Ou às vezes é, às vezes sim, os dois, um machucado, sabe o que que eu tava pensando? Tipo
assim, era uma coisa que eu te perguntar, tipo assim, quando o povo começa a lavar a roupa suja na frente dos outros, cara, sabe? >> Nossa senhora, velho, é [ __ ] >> Lavar roupa é ruim demais. >> Eu falo isso pro meu marido isso que eu gosto de de ver assim, né? Não, não vou car falando assim, ela lá tá pegando. >> Isso em psicanálise se chama recalque. Você fala pra pessoa errada no lugar errado. >> Aham. >> Você fica chateado com a sua esposa por uma situação. Aí você não fala para ela não.
Você recalca. Aí você chega lá na Casa da sua sogra, você fala: >> "É porque também lá em casa, né? Tá tudo bagunçado, as roupas ficam jogada para todo lado, né, meu bem? Porque você fala até num tom de brincadeirinha. Não, gente, eu falo isso direto meu esposo. Se você ficou insatisfeito com alguma coisa comigo, fala para mim na hora certa, no lugar certo. Não deixa para falar na mesa de almoço lá da minha mãe no domingo. Não, >> é muito feio. Isso é ridículo. >> Mas a sogra não é um bom lugar porque aí
você fala assim, ela tá vendo? Você não criou direito esse menino, ó. já puxa a orelha dele e dá a mãe junto. Quer dizer, >> na verdade é um lugar horroroso. O que é do individual, a gente trata no individual, a gente não trata no coletivo, não. Isso é muito feio. >> As suas questões com a sua esposa, são as suas questões com a sua esposa e vice-versa. É muito feio você levar Paraa casa dos outros para falar isso. Isso é isso é covardia. Eu não sou corajoso bastante para tratar disso com você. Aí de
forma covarde eu trato isso de forma pública. Isso é covardia. Isso é falta de maturidade. >> Se eu tiver medo da mulher ainda assim é porque eu tenho medo mesmo. Você tá, eu tenho medo dela. Eu falava, deixava para falar perto da mãe dela que a mãe dela vi não faz isso com o Robertinho. Não, >> aí a covardia sumida deixa ela me Ajudar. Mas se eu for falar com ela, ela zanga comigo mais ainda. Você deixa a roupa no chão meu vejo assim. É um hábito meu. Não sei se vocês estão um exemplo aleatório
aí, mas >> a esposa do Robertinho deve ser tão brava quanto a mãe dele foi. Freud explica. Não, ela é bem mais brava. Tadinho. Eu tenho dó. Eu tenho dó meus meninos. Tadinho. >> No Andreia fez uma leitura muito [ __ ] aqui, gente. Vocês não tem noção. >> Claro que é. >> A mulher do Robertinho acompanha. É, a Bianca é muito brava, velho. Ela é muito brava. Mas por quê? Porque o primeiro, a referência de mulher para ele foi a mãe dele. E aí ele plotou esse modelo e escolheu alguém muito parecido. >> Não,
mas mas vai além disso porque ela realmente é muito brava, mas vai além. Ela é uma excelente companheira. Quando a minha mãe foi, sabe? Talvez a maior companheira que alguém pode ter. >> Tá vendo? >> Então ela tem não só os traços, vamos pensar o o ônus do negócio, mas ela tem também o bônus, que é a grande, talvez a maior acerto que eu tive. Caraca, velho, o olho do Robertinho encheu de lágrima aqui agora. Foca, Pedrão, foca. >> Mas isso não é ruim. A gente escolhe um modelo muito parecido com Por isso que eu
falei pro Rodrigão no último podcast, >> a sua filha vai escolher um homem muito parecido com a forma como você trata Ela. >> Não vamos falar disso de novo não. O povo pegou no meu pé, povo pegou no meu pé. Eu tô tratando minha filha melhor. Eu tô eu tô ressignificando isso aí. Eu tô tratando minha filha. >> O homem vai escolher um modelo de mulher muito parecido com a mãe. A mulher vai escolher um modelo de homem muito parecido com o pai. >> Eu tô até paparicando mais minha filha Assim, ó. Tô mudei. Mudei
o exemplo, o exemplo da da filha vai no reflexo com a mãe também, né? Não é só como o pai trata a filha em especial, é como o pai também trata a mãe. Não, >> muito mais de como o pai trata a filha. >> Entendi. Às vezes ele não é um excelente marido, mas ele é um pai espetacular. >> Excelente pai. Não. Aí você vê exemplos dos dentro das nossas famílias. >> Tem maridos que são um lixo, trai a mulher a vida inteira, mas trata os Filhos, trata a filha com amor danado. A filha idolatra
esse pai. >> É verdade. >> E é e é melhor que seja assim, inclusive, até porque ela não é a esposa dele, ela é a filha dele. >> Uma coisa é o meu pai, outra coisa é o marido da minha mãe. >> São pessoas diferentes. >> Entendi. >> Quando a gente mistura isso, a gente adoece. E muita gente mistura. >> Sabe que eu >> Ah, porque ele era uma um péssimo pai. E aí eu falo, ele foi um péssimo pai, me conta dele como pai. Não, analisando aqui, André, ele foi o bom pai, ele foi
um péssimo marido. Eu falo: "Ah, então vamos separar". >> Sabe o que eu tenho medo assim de cá pensando tipo que a minha esposa pode ser parecida com a minha mãe que eu busquei? Sei lá, sabe? Confundia a minha esposa Com a minha mãe, velho. Eu não quero fazer isso não. >> Não é que você confundiu, mas você vê características. Seja sincero. >> Algumas sim. Algumas sim. >> E não é só a parte ruim não. Inclusive as qualidades. >> Mas sabe que tipo assim, ó, igual igual essa parada que eu que eu escrevi ontem assim,
eu fiquei morrendo de medo assim da galera falar assim: "Eita, casou com A mãe, velho. Olha aqui, foi buscar uma pessoa para ser mãe dele, porque não teve mãe, sabe? Eu eu tenho tenho um pouco de receita dessas falas, que o homem procura uma mãe, uma esposa parecida com a mãe >> e que o o a filha procura um esposo parecido com o pai. Eu tenho >> não necessariamente é o pai ou a mãe, é a sua referência de afeto, feminina ou masculina. Eh, não necessariamente. Em geral é a mãe ou o pai, porque são
quem estão mais próximos da nossa criação, mas não necessariamente. Você vai procurar o modelo no qual você se espelhou. Por exemplo, meu caso é um caso muito clássico. A minha referência masculina foi o meu sogro. Eu me apaixonei pelo meu marido por causa do meu sogro. Eu me apaixonei pelo meu sogro primeiro. Eu era muito amiga do meu esposo. Nós éramos amigos antes de Ser namorada, antes de ser qualquer coisa. E eu admirava demais o pai dele. Eu era louca com o pai dele. Eu falava: "Gente, que gracinha, que marido que ele é, que pai
que ele é, que homem que ele é". Eu pensava: "Gente, se uma mulher casada com uma pessoa dessa, deve, olhando para ele como pai mesmo, como não com uma referência de desejo, nunca passou por isso, como uma referência paterna. Eu admirava o jeito que ele criava os filhos, eu admirava o jeito Que ele era esposa, eu admirava o jeito que ele era dono de casa. E um dia eu olhei pro filho dele e pensei: "Se o Jorge for metade do que o pai dele foi, posso casar, que é sucesso garantido." E o Jorge é o
pai dele idêntico. Idêntico. Então o meu sogro foi minha primeira referência masculina de afeto. Foi o primeiro homem que eu olhei e falei: "Esse é a forma que para mim seria o ideal de homem". >> Até porque o que você tinha em casa não Servia como referência. >> É. Então a sua forma de mulher não necessariamente precisa ser sua mãe, precisa ser alguma referência de afeto feminina. Tem gente que é avó, tem gente que é a madrasta, tem gente que é a professora, mas alguma mulher que você admirou e disse: "Nossa, um mundinha, hein". >>
Mas será que você não tem uma memória armazenada assim de épocas que você não lembra? Por exemplo, eles falam que eh o Que você passa dentro da barriga de sua mãe, você leva para sua vida. >> Uhum. Também. né? Aquilo ali que aquilo ali fica >> ex >> fica enraizado em você, né? Será que não tem algo assim também que acaba influenciando na sua escolha que não foi só o seu sogro que te inspirou nessa busca? >> Pode até ser, pode até ser, mas a teoria vai dizer que não. A teoria vai dizer Que é
uma tom, é uma consciência adquirida. Você percebe, você escolhe o que para você tem valor. Olha o seu exemplo. É claro, sua mãe era brava, mas era uma excelente companheira, melhor esposa que alguém poderia ter. Você buscou alguém muito parecido com a sua mãe no ônus e no bônus. Então essa referência em geral ela é buscada de forma muito consciente, por mais que a gente ainda não tenha idade e tome consciência disso. Mas é uma referência. O meu sogro, eu sempre eu sempre sonhei muito com homem. Aliás, eu eu para mim existem algumas questões em
homens e uma delas é que eu acho que homem precisa proteger. Mulher é naturalmente fisicamente mais frágil. Isso é ponto. Nós estamos falando de biologia agora, não estamos falando de machismo ou feminismo. >> Não é sobre trabalhar, não é sobre ser independência. >> Se você pegar agora e fizer um exame em Mim, um exame em vocês, vocês têm 20 vezes mais testosterona que eu. Testosterona é o hormônio da força. Sua fibra muscular é muito maior que a minha. Isso te dá muito mais força para pegar peso. Enfim. Então eu sempre admirei muito homens que protegessem
mulheres. Isso para mim sempre foi muito referência. O meu sogro, olha que gracinha. Uma vez eu estava grávida, tinha pouco tempo de casada. De repente 3 horas da tarde, o Jorge trabalhava até 6 horas, 7 horas da noite. De repente 3 horas da tarde meu soco bateu lá em casa, abriu o portão. Falei: "Ué, que que foi, seu Raul?" Tá tudo bem? Não, minha filha, tem cá trazer uma melancia para você, picada, não sei o quê. Ficou lá comigo a tarde inteira proseando do nada. Falei: "Gente, o que que esse homem veio fazer aqui?" uma
visita meio sem sentido. 7 horas da noite, a hora que o Jorge abriu o portão, que o Jorge chegou, ele levantou, falou assim: "Agora eu posso ir embora." Falei: "É, mas por que que o senhor vai embora agora que ele chegou? O senhor não vai ficar com o filho do senhor?" Falou: "Na verdade, minha filha, eu não vim aqui para encontrar ele, nem para passar a tarde conversando com você, não. É porque eu ouvi a Defesa Civil falar que ia ter uma chuva muito forte em Uberlândia. E como eu sei que você tem medo de
chuva e você tá grávida, eu pensei: "Eu vou para lá mais cedo e vou Passar o dia com ela." Então isso, >> isso para mim é referência de masculinidade. É quando você se ante vê e entende que a pessoa que está com você, de certa forma precisa de proteção. E aconteceu um caso em Uberlândia muito triste, né? Todo mundo ficou sabendo lá do menino com a menina que foi assassinado a facadas lá na porta do restaurante porque ele foi defender a namorada no momento do assalto. >> Sim. que eles queriam levar a namorada. >> Foi
um ato de violência, um ato de tristeza, mas de certa forma é um ato de heroísmo, né? Porque eu acho que o homem quando ele ocupa esse lugar, ele acaba ocupando o lugar que lhe é devido e que a natureza lhe chama. Assim como a mulher no ato de cuidar, sua esposa cuida muito melhor dos seus filhos do que você, >> mil vezes, >> porque ela tem progesterona. A Progesterona é o hormônio da prostração, da melhor percepção, da melhor visão, da melhor sentimento, da melhor sensação. Por isso, lá nas cavernas, o homem caçava, mas quem
distribuía a caça era a mulher, segundo a fome de cada um, >> porque ela tinha percepção de entender quem estava com mais fome, quem estava com menos fome, quem precisava mais, quem precisava menos. O homem caça, a mulher sente quem precisa mais e quem não sente. O homem defende, a mulher Cuida. >> Perfeito demais. Nossa, perfeito demais. >> Muito. >> Você viu agora essa galera assim? Esse aí a gente, eu não sei, acho que você viu, acho que o cableira não viu sobre a mulher cuidar mais, ter esse instinto de de ter uma cria mesmo,
de ter alguma coisa para ela eh acalentar ela todo instante. Você viu a galera criando bebês agora só que são bonecos, não são crianças de verdade. Isso é um distúrbio Mental, >> bebê reborn. >> É, isso é um distúrbio mental. O que que é isso? Não é natural as mulheres, sei lá, se afeiçoarem a um objeto. >> Isso é uma resposta do nosso tempo de insanidade. Pega um cachorrinho de borracha, uma cadela acabou de parir, você põe junto com os outros cachorrinhos um cachorrinho de borracha e perceba o que que a cadela Vai fazer com
esse cachorrinho de borracha. >> Nada, porque ela entende que ele não tem vida. >> Uhum. Então, no momento em que a gente começa a tratar bebê de borracha de silicone e dá o status quase de ser humano, onde uma das prefeituras de uma das maiores cidades de Uberlândia vai decretar o dia da mãe do bebê Riborne, nós estamos beando a insane. Nós somos animais racionais, segundo Charles Darwin, a única diferença de mim com o cavalo, com o cachorro e com a onça é que eu penso e sei que penso. Não é que o cachorro não
pensea, o cavalo não pensa. O o animal tem consciência, ele só não tem consciência da consciência. Nós somos conscientes e sabemos que somos conscientes. É só isso que nos diferencia. Agora, no momento em que a gente para de pensar, a gente beira barbárie. Então assim, eu não critico, eu não, quer dizer, eu critico sim, né? >> Você não vai passar o missa nessa, né? Eu critico sim, assim a forma com que as pessoas, eu acho que nós estamos berando a sanidade, nós estamos matando crianças envenenadas, nós estamos jogando hoje, manhã, numa cidade aqui próxima, >>
hum, >> um padraço catou um menino de 4 anos, jogou do quinto andar de um prédio. >> É louco. >> Nós estamos tratando a vida como se ela não fosse vida. O índice de natalidade Só diminui cada vez se quer ter menos filhos e aí você adota um bebê de silicone, você faz parto de bebê de silicone, você entra no hospital e briga porque o bebê de silicone tá passando mal e ele precisa de um leite no SUS, caso que viralizou semana passada. Aí eu vou te contar. E nós estamos perdendo a racionalidade. Nós estamos
deixando de pensar. Nós nós não estamos mais entendendo o que que é vivo, o que que é morto, que que é que que é ser humano, Que que é sentimento, do que que daqui a pouco eu vou pegar minha Barbie e chegar lá no hospital, falar que a Barbie tá com febre, ué, ficando. Se isso não for uma psicose, uma ruptura com a vida real, eu não sei o que é psicose. Porque quando eu eu tenho episódios psicóticos, eu tenho uma ruptura com o mundo real. Eu eu eu estou no mundo da fantasia. A psicose
se caracteriza pela fantasia. Se isso não for um sintoma psicótico atual, eu Desconheço o que seria. >> Pode ser uma psicose coletiva >> boa. Muito boa. Exatamente. >> Né? Porque não é uma pessoa, parece que virou uma tendência. Caminha para terem grupos e reuniões. >> Ah, coleciono. Tudo bem se você coleciona. Eu também coleciono um tanto de trem. Beleza. Você coleciona cachorrinho, máscara. Tá aí, até aí tá tudo certo. Agora você pôr roupa, você levar pra rua, você exigir consulta, Você carregar como se fosse, você fazer um parto. Ontem eu vi num grande jornal, um
parto pelicado, tira o nenenzinho igualzinho, tira um neném mesmo. Aí você paga mais para você assistir o parto. O reborn tem batimento cardíaco, tem temperatura. As mulher, >> como assim, Andreia? Simula um parto mesmo logo >> que faz o filma o nascimento, tem um útero de borracha e o neném nasce Empelicado, tira ele numa bolha igualzinho um parto empelicado, põe ele em cima, mulher vestida de enfermeira com máscara, aí você tá assistindo, você chama família, aí rasga o útero, aí tira o neném lá de dentro, aí limpa, comemora, corta o cordão umbilical, dá nome, coloca
no corpo da mãe para ela sentir a temperatura. Uai, gente, aí nós estamos brincando de sanatório, desculpa, mas nós estamos brincando de hospital. Que isso? >> Então, ou eu sou pobre demais, porque hoje eu começo a enxergar até a parte nascer disso. Como é que tem gente que se sujeita a ir lá e fazer um parto de uma boneca para filmar para uma pessoa? É coletivo, pô. Não é só o que tá pegando o bebê que tá doente. O o cara que, sei lá, é um forjado enfermeiro, um cirurgião que tá fazendo, você é maluco
igual. Não tem lógica. Mas, mas existem lojas, ontem nessa reportagem mostrava que que a pessoa ganha milhões para Isso. Ué, ela vende, ela vende enxoval. Aí perguntou: "Qual que é o mais caro?" O mais caro é esse aqui da estufa. Tem um neném na estufa, tem de todo tamanho que você quiser. Tem prematuro, tem de três meses, tem de 1 mês, tem prematuro de 6 meses. Aí vai de R$ 15.00 a R$ 12.000 o bebê reborn. O mais caro é esse, prematuro da estufa. Ele é todo prematurinho, as vein aparecendo e tudo mais. Sabe o
que que é o problema que eu vi isso daí? Hoje a gente tá em tempos Aí que se você não é claro e direto com as pessoas, você acaba influenciando essas pessoas, sabe? Então, ah, sei lá, eu tenho medo de colocar uma matéria desse dessa em rede nacional, né, falando do que tá acontecendo, mas sem ser direto e falar: "Gente, ó, tá errado, tá errado, você não pode fazer isso aqui não. >> Boa, boa, >> né?" as pessoas acabam entendendo aquilo ali, tipo assim, ah, eu vou fazer porque Falta entendimento das pessoas hoje, velho. >>
E você sabe o que é que falta, Rodrigão? E talvez as pessoas gostem da minha fala e talvez muita gente não vai gostar. Falta compromisso com a verdade como ela precisa ser dita. Se você quer fazer uma reportagem sobre bebê reborn, você não romantize isso. Você fala das causas emocionais, você fala do que que pode estar acontecendo, você fala do comprometimento mental que Isso pode eh gerar. Você então você trata a coisa como ela precisa ser tratada. Você não fala de forma romântica e aleatória de forma vazia. Não fala da forma que precisa ser tratado
e banca o que você tá falando e paga o preço do que você tá falando. Então você gera informação mesmo, você vai fundo no negócio >> lá, aquilo lá causa um prejuízo tão grande pra sociedade, sabe? Sei lá, um belo dia um cara resolveu ir na internet E falar de terra plana. Aí de repente tava todo mundo falando que a Terra era plana e você demorou meses, meses ananos para mostrar que aquilo lá tava errado. Não, gente, ó o surto coletivo aqui. Então assim, às vezes uma simples matéria dessa num jornal vai desencadear um problema
que depois vai demorar meses pra gente sentar e falar abertamente, ó, isso aqui tá errado. >> Será que E aí tá? Eu sou o cara, a galera já sabe, eu sou o cara da teoria Da conspiração. Será que isso aí é por acaso ou não? Realmente tem um incentivo, sei lá, pode ser até financeiro de mostra isso aqui, porque aí muita gente que nunca pensou em fazer isso vai começar a fazer. >> Eu questionei a mesma coisa. Eu falei: "Uma matéria conduzida dessa forma só pode ter algum interesse por trás, porque não é possível, >>
vai vender mais". >> É possível você conduzir uma conversa Dessa dessa forma. Aí eu reflexo da sociedade que nós estamos vivendo, onde de novo, ah, André, mas a gente não dá para analisar as coisas se numa perspectiva biológica, fisiológica e sociológica. Nós temos que analisar sempre esses três aspectos: biológico, fisiológico, sociológico, >> que é a essência do ser humano, biopsicossocial. >> Isso. Coloca isso dentro dessa perspectiva biopsicossocial. Nós temos Um índice de natalidade que só cai daqui a pouco nós estamos igual a Itália, um país de velho, ninguém quer ter filho. >> Minha mãe teve
sete, eu tive dois, meus filhos não quer ter nenhum, >> nenhum. E aí de repente o povo começa a pegar boneco e exigir status de gente. Se isso não for um delírio, então eu já não sei mais o que que é delírio. Se isso, se nós começarmos a normatizar esse tipo de comportamento, aí o negócio complica. E aí você fala que o médico dá Entrada porque a mulher tava lá num surto e dá entrada no no no bebê e simula uns exames pra mulher acalmar. Aí você bate palma para maluco, você fica batendo tambor pro
maluco. Você tem que chamar a pessoa e falar: "Senta aqui, deixa eu te falar, você precisa de ajuda psiquiátrico. Eu vou chamar um psiquiatra para você." Ui tem nenê normal aqui, tem ser humano aqui com febre. Você tá reivindicando status de ser humano para um boneco. Eu não vou te Pôr dentro de um box e te atender, minha filha. Me desculpa. >> Você pega um caso desse, alguém que tem um bebê desse tá criando como? Que que é o tratamento para essa pessoa? trazer a luz a consciência. >> Você encaminha ela para um para um
psiquiatra mesmo. Fala: "Não, o seu é medicamento mesmo, não dá para para quebrar esse travou. Não, >> pergunta, o que que eu faria se eu atendesse uma pessoa que primeiro eu ia Entender a implicação disso? É uma coleção, é uma brincadeira ou você tá acreditando que você tem um neném? Porque se você tá acreditando já é patológico. >> Às vezes é modinha, né? Ah, se for patológico, vamos ver se dá para reverter aqui. Vamos trazer a consciência, vamos entender porque que você precisa ter um neném de plástico, porque ele não cresce, ele não dá trabalho,
ele não suja a fralda, Ele não vai gerar implicação nenhuma, né? Então vamos ver se isso é reversível. Agora vai ter caso que é ruptura com a realidade. Aí se for ruptura com a realidade, aí é só psiquiátrico mesmo. Aí não há muito o que fazer mais não. No momento em que eu começo a acreditar que uma abelha é uma águia e e vou brigar com você por falar que é águia. >> Eu eu tenho uma preocupação também igual essa do Robertinho falando aí de teoria Da conspiração. Eu acredito em teoria da conspiração. Será que
tá rolando alguma coisa? Será que é para vender mais? Sabe? Eh, eu já ouvi falar aqui no podcast que de várias hipóteses a que for a mais provável é provavelmente é a verdadeira. Então, a gente não tem que ficar viajando demais, que pode ser que isso aí também seja depois um motivo para uma histeria coletiva de todo mundo cá viajando em teoria da conspiração, né? Ah, não é para vender mais bebê Reborne. O que acontece hoje é que tem um assunto, tem um assunto que gera like para caramba, né? que dá engajamento e é isso
que as pessoas querem, é isso que a imprensa quer. A imprensa quer engajamento, quer like acima de qualquer coisa. Então, pô, esse aqui é o assunto número um. Vamos falar disso aqui que isso aqui vai dar engajamento, isso aqui vai dar view sem comprometimento nenhum com o efeito que vai causar quem tá assistindo aquilo ali. É simples assim, Sabe? Até essa parada de teoria da conspiração, a gente tem que parar com esse negócio, sabe? Sen não fica ai é o último papa. Ai é o o papa do fim do mundo. Eu acredito nessa pois é
velho. Pois é. Isso aí é muita doideira. Para com isso. Para com isso. Sabe >> não existe isso. Não existe. Isso. É algo que tá acontecendo ali, ó. A gente tem que pôr o É exatamente isso. A gente tem que fincar o pé na realidade e olhar o que tá acontecendo, bicho. Senão vai Ficar viajando em tudo aí. P que tem umas que são legal demais, cabileiro. Não dá para você falar não. Os cara queriam um negócio. >> Pode ser legal, mas afasta as pessoas da realidade, né? A gente precisa de ter realidade no nosso
>> mano. O povo hoje eles estão distante da realidade. É uma fuga natural isso aí, cara. Se eu não sei se você já percebeu, não é o cara que tá com o bebê ali, é todo mundo. Eu acho que a internet fez Isso muito com as pessoas, sabe? Você viver dentro de uma tela, você viver a vida do outro cara ali, do influencer, você viver, é o que você falou assim, sabe? tem uma teoria todo instante tem uma coisa nova. Com raras exceções, mano, todo mundo tá aí dentro da tela o dia inteiro. >> Mas,
Robertinho, você falou assim, numa fuga da realidade, é quando você eh atende ou analisa pacientes que t necessidade de fugir da realidade, a Gente só foge da realidade quando a realidade é insuportável. Então, existe uma análise ainda mais ampla sobre essa história de bebê reborne e todas as outras modas. Por que que as pessoas estão querendo fugir da realidade? Que tipo de realidade nós estamos vivendo? >> Essa é a pergunta. Porque as coisas estão tão complicadas, estão num nível tão estranho, sem querer Ser pessimista, que as pessoas estão fugindo para uma para um para uma
falta de realidade. A gente só sai da realidade quando é preciso fugir da realidade. Quando a realidade é boa, a gente não foge da realidade, não. Quando seu ambiente familiar é saudável, você não precisa de recurso para fugir da realidade. Você foge como mecanismo de defesa. que sociedade nós estamos construindo que nós estamos precisando fugir para Olhar pra própria realidade? É o que eu falo, né? É de novo, eu vou trazer de novo esse caso. Um padrasto briga com a mãe e num momento de fúria, de chantar, já é cata o filho de 4 anos
e taca pela janela do quinto andar. Que louco. >> Esse cara já surtou. se ele entende a dificuldade. Eu falei isso hoje com um amigo meu. Na hora do almoço, eu passei lá no restaurante e aí o um dos meus meninos estava lá almoçando. Falei: "Ó, eu passei aqui para pegar meu almoço, já Quer descer comigo? Que ele já toma banho, eu já levei pra escola, né?" Aí ele tava comendo devagarzinho, tranquilo. Aí eu fui, dei uma ajudada lá, voltei, ele tava comendo uma coxa de frango. Eu voltei, tava ainda comendo a mesma coxa de
frango, tipo assim, não tinha nem mexido no resto da comida. Falei: "Cara, vamos, tem aqui, ó, tem que levar você pra escola, tomar banho, trem, eu vou almoçar. Enquanto você tô tomando banho, eu vou almoçar. Vamos Perto o passo aí, filho." Aí ele tranquilo, ele tava, tinha um amigo meu, ele tava comendo e um amigo meu conheço, sentou na mesa mesa dele. Aí ele falou assim: "Não, Bertinho, tranquilo". Eu falei assim: "Pois é, ele já ganhou o dia dele, né?" Aí ele falou assim: "Ganhou como?" Eu falei assim: "Não, o o Otávio já ganhou o
dia. Que preocupação que tem. Ele já acordou que o dia ganha. Não tem que preocupar em fazer nada. Ele não tem que preocupar Com nada. O dia dele já tá ganh. Por isso que ele é calmo assim. >> Hum. >> Entendeu? Só que o que acontece, mano? Os moleques, se você não põe pra frente, a realidade hoje ela caminha para ser muito mais fraca do que a nossa. Sabe essa de realidade que você pega um pai e jogou um moleque no Rio, esse cara ele ele surtou, talvez, eu não sei. Ele entende o peso das
dificuldades, as as obrigações que ele tem, o mundo Complicado que ele vive. >> O moleque não. O moleque não. Mas você entende que os moleques também já tá fazendo merda para caramba? Você pega um moleque de 10, 11, 12 anos, ele disse para mim: "Es tão surtado já. E com que peso?" Porque eu te falei o exemplo do meu. Ele não tá preocupado com nada não. Nem se comida esfriou no prato. Ele não tem preocupação nenhuma. O que que tá [ __ ] esse moleque? Porque os moleques estão surtando junto Com os velhos. >> Ele
não tem preocupação nenhuma. Por quê? >> A preocupação dele a dele é não, porque a comida tá na mesa a hora que ele vai almoçar. Ah, o sabonjo tá no banheiro a hora que ele vai tomar banho. O carro tá na porta a hora que ele vai sair pra escola. >> E quem cria toda essa estrutura para ele não se preocupar? >> É a própria família, >> entendeu? O que a preocupação dele é a hora que eu falo assim: "Toma banho, baixar um pouquinho para você ver. Deixa a água bater na bunda para você ver
se ele não se vira". >> Uhum. >> Couro de homem dá sapato. Não, tem que pô quente, tem que fazer acontecer. Ui não, rapaz. Você tá atrasado aí. Você não, se você não comer até tal hora, você não vai pra escola. Se a sua nota for ruim, você vai ter punição. Você vai Tirar o videogame, vai acontecer isso, isso e isso e isso. Você tá achando que você vai ficar aí comendo até que hora? Até o mundo acabar. Você é que vai escolher qual que é o tempo que você vai comer. Só que se você
atrasar mais 5 minutos, você não vai pra escola hoje. E se você perder a aula e isso afetar nas suas notas, você vai perder seu videogame para você aprender a ter responsabilidade com a sua escola. >> Isso é muito fácil. Eu só falo assim, ó, Se você atrasar, eu vou embora. Se eu for embora, você não vai pra escola. Se você não for pra escola, eu não vou tomar o Diogo, não vou tomar nada. Sua mãe vai chegar aqui depois do restaurante, você vai estar aqui. Você sabe o que que acontece? Se ela chegar aqui,
ela vai perguntar: "Você não foi pra aula?" "Não, eu vou falar por quê?" "Venrolou, eu saí para voltar paraa Lord". Você ficou: >> "É, então mais uma vez numa festa rave". Eu vou numa festa rave. >> Não vai. Por que que eu não vou? Porque eu não quero. Porque eu não gosto de festa raiva. Porque eu sou sua mãe. Você não vai em festa reve. Eu não quero ser em festa reve. Mas eu já tenho 18 anos junto com o amigo dele e eu vou, eu tô falando que eu vou. Falei: "Então você faz assim,
vai, ó, que passar 5 minutos eu chego lá, te passo vergonha dentro da festa reve, vou fazer outra raiv dentro da raiv você vai ver o que que eu vou Fazer". >> E aí desistiu. >> Aí o amigo dele olhou e falou assim: "Vamos". Ele falou assim: "Não, ela vai mesmo, ela é doida, ela acaba com a festa raiv tudo lá". E eu ia, ela, >> eu acabava com a festa raiva. Eu fazia uma raive dentro da raive. Eu falava, eu gritava, eu fazia baderna, eu subia no palco, eu mostrava ele pros outros, ia virar
um inferno. >> Gente, olha aquela mulher dançando lá que dança louca. Olha, ela tom >> nunca foi em festa raiv. Não vai em festa raiv porque eu decidi que não vai. Não, não acho que tem que ir. Aí guardar das devidas proporções. Você acha que tem que ir, que seu filho tem que ir, cada um, cada um. Mas eu entendi que eu não queria que ele fosse. Não vai. Uai. Se for, eu vou dar problema lá. É eu que vou dar o problema. Eu que vou ser o problema. Professor, >> você fosse uma mãe mais
permissiva assim, Tomás te daria muito mais problema. >> O quê? E era não era pouco não. Eu não sendo permissível, ele me deu muito problema. >> Imagina ele sendo >> droga. Sim. Você acha que ele poderia estar envolvido com droga? >> Drog. Certeza. Certeza. E filhos, Rodrigão, você pode olhar para cada um. Cada um é diferente. Você tem que ter Essa sensibilidade. O que dá certo para um não dá certo para outro. >> Tem filho que tem a alma solta, é mais rebelde, é mais questionador. Você tem que ficar esperto. Aquele ali você tem que
trazer com a rede mais curta, que se você não fizer isso vai dar errado. >> Já tem uns que são, eu falo e aí não é elogiando não, porque ela também tem as questões dela, Beatriz. Mas a Beatriz com 9 meses eu fui pôr a colher na boca dela de comida, ela fez assim, ó, que Ela queria comer sozinha. com ve meses. Eu nunca mandei a Beatriz tomar banho, nunca mandei a Beatriz escovar os dentes, eu nunca mandei a Beatriz estudar. Existe um princípio na filosofia que chama eleuteronomia, que é diferente de autonomia. Autonomia existe
a lei e eu sigo a lei sem ninguém me mandar. Eu sou um ser autônomo. O eleuterônimo, a lei não está de fora dele, mas ela tá dentro dele. Ele já segue a lei porque ele já sabe Que tem que ali. Você percebe isso? Não sei se algum dos filhos de vocês são assim, mas tem gente que ele já nasce parece sabendo o que que tem que fazer. Não precisa ninguém falar. A Beatriz é essa pessoa euterônima. A vida inteira ela fez por entender que tinha que fazer. >> Eu acho que você puxa mais saco
da Beatriz. >> Não puxa não. >> Eu acho. >> O Fábio fala isso. Não puxe não. >> O Fábio fala isso também. Aí ó. Tá vendo? E eu acho que você protege mais o Tomas. Você protege o Tomás muito e você puxa saco da minha. >> Ah, o Rodrigão mandou uma psicanálisea. Então, >> o Tomás é muito melhor de se relacionar, você acredita? As pessoas rebeldes, elas têm uma alma muito mais subjetiva e uma leitura do mundo muito mais, na verdade, a pessoa que que passa por problemas e Catalisa os problemas, a gente vê muito
isso em dependente químico. O dependente químico, ele catalisou o problema da família inteira como paraai puxou para ele. E aí ele manifestou a doença. A doença é familiar. A doença não é só dele, ele foi o para raio, mas em geral é o mais sensível da família, é o mais machucado, é o que mais atencioso, é o mais amoroso, é o que tá mais envolvido com as dores da família. Por isso ele puxou as dores da família. O Tomás é um Poço de bondade. Tomás vai sentar com uma pessoa de 90 anos, ele tem conversa.
Ele senta com uma criança e ele tem conversa. Ele é simples, ele é engraçado, ele é prático, ele é Sabe aquela pessoa que você quer ter do lado já. Beatriz turrona, mais azeda, mais cabeçuda, mais na dela, num site sentando com todo mundo, conversando com todo mundo. Ele tem a personalidade muito mais tranquila que a dela. Ele é mais sensível, por Isso foi muito mais rebelde. >> Você falou do Tomás da de quando ele é na rave. É interessante eu criar, por exemplo, algumas quedas de braço com meus filhos para mostrar para eles que eu
vou vencer essa guerra. criar >> é só para eles perceberem tipo assim se vai sair não. Por quê? Porque eu não quero. Você criar uma queda de braço indiretamente, sabe? Ele quer, você mostra que você tem mais força. >> É, na verdade você não vai criar porque eles já vão criar sozinho, né? >> Uhum. >> Você só vai mostrar que existe autoridade, que é diferente de autoritarismo e que nessa casa tem quem manda. Isso precisa estar muito claro. Aqui tem quem manda. E se eu falo que você não vai, que eu entendo que esse é
o melhor para você, você não vai e não me testa. Se você testar, não vai ser bom, vai Perder. Isso precisa ficar claro, com certeza. Isso assim, exemplos N. Eu poderia dar aqui. Eu acho importante, filho, precisa entender que esta casa não é uma república. Aqui não é uma república. Aqui é uma casa que tem pai, tem mãe, tem autoridade, tem respeito e tem cooperação. Hoje a repórter me perguntava isso. Eh, qual as pessoas nós estamos deixando Para o mundo? A primeira noção que a gente aprende é dentro de casa, é de comunidade, comum, unidade.
O que é bom para mim, mas que é bom para todo mundo. Não pode ser só o que é bom para mim. >> Uhum. >> Ah, para ele era ótimo ir na festa raiv, mas ia prejudicar todo mundo. Eu ia passar a noite acordada, ele poderia se envolver em alguma situação. O pai dele ia ter que buscar de madrugada. Então Não é só o que é bom para você. Você precisa aprender dentro da sua casa que o que é bom para você tem que ser bom pros demais. Isso é noção de comunidade. Quando eu aprendo
isso dentro de casa, eu pratico isso no mundo. Não é o meu prazer, mas é o prazer que não prejudica o outro. Quando eu não aprendo isso dentro de casa, eu vou pro mundo como se eu fosse um bicho. O meu prazer e a minha vontade, se ele passar por cima de você, problema seu. Eu quero ter esse Carro. Se eu tiver que te assaltar e te dar um tiro para ter esse carro, sorry. Você foi o errado da vez. você foi o azarado da vez que topou comigo. Então a gente aprende isso, Robertinha, dentro
de casa. Então essas quedas de braço, que você chamou de queda de braço, elas são importantes para que a pessoa de certa forma, e não é provocar, mas é entender que aqui existe regra, como lá de fora existe regra. Aqui é o protótipo do que você vai viver lá de Fora. Um dia eu não lembro qual dos dois, acho que foi a Bia, não sei se foi a Bia, se foi o Tomás. Ah, eu tô chateada. Fizeram bullying comigo na escola. Que que foi? Falaram que eu sou zoiuda. Falei aí, você é mesmo aí. Você
é filha de zoiuda, você é zoiúa. Nós tudo tem uns oi grande. >> Que isso? >> Todo mundo falou que eu tenho um oi grande. Todo mundo. Quem? A fulana Beltrana filha, três pessoas. É. Falei: "Então, já começo por aí. Não é todo mundo. O mundo tem 8 bilhões de pessoas. Três falaram que você tem um olho grande. Deixa eu te falar, minha filha. Quando você sair daqui de casa e você crescer e você for para sua vida profissional, pro seu casamento, inúmeras pessoas vão te reprovar e se você sentar e chorar, sua vida para.
Hoje eu tô na internet, quantas pessoas você acha que escreve mensagem para mim E para vocês falando n coisas? Você já pensou se eu fosse sentar e chorar? Então, minha filha, levanta a saia, amarra e segue a vida. Não espere ser só aprovada, só elogiada, só palmas para você. Você precisa passar por situações onde as pessoas não vão gostar e você vai precisar seguir a si mesmo. É, mamãe? É, minha filha. Então, segue. Isso. A gente já aprende dentro de casa. A família é o protótipo da sociedade. O que eu aprendo aqui, eu vou estender
lá. Então, é quando a gente cria essas situações de autoridade, é para que ele entenda que lá fora também vai ter autoridade e que lá fora ele também vai ter que obedecer e que lá fora, se ele tirar queda de braço, vai ser ruim para ele. Ele vai ser demitido da empresa, ele vai ser preso pela polícia, ele vai n situações que ele não vai poder querer ser maior que o sistema, porque o sistema vai engolir ele. Então, na verdade, você não tá criando não, você Tá treinando um ser humano viável. Meu pai falava uma
coisa belíssima que a minha irmã me lembrou essa semana. Quando a minha primeira irmã mais velha foi casar, meu pai chamou ela e meu cunhado e falou o seguinte para eles. Falou assim: "Deixa eu falar só uma coisa para vocês. Vocês estão aqui me informando que vão casar. Quando a gente vai casar, o primeiro móvel que a gente quer comprar em casa é a cama, né? A cama do casal". Aí meu cunhado falou: "É, nós já estamos até olhando". falou: "Pois é, então deixa eu dar um conselho para vocês. Quando a gente casa ou pensa
em casar, o primeiro móvel que a gente precisa comprar é a mesa. A gente não faz família numa cama, a gente faz família numa mesa e de preferência uma mesa com muitas cadeiras. Senta e crie os filhos de vocês. É ali, porque não é na cama que a gente faz família. A gente faz família na mesa, sentando, conversando, educando, Corrigindo, insistindo, corrigindo de novo. É ali que você vai criar seres humanos. Lá na cama não, lá você só faz o biológico. É na mesa que a gente cria a gente. Eu acho que tá faltando mesa.
Eu acho que tá faltando desligar muitas vezes a televisão e falar: "Meu filho, isso aqui tá errado. Meu filho come direito, meu filho não trata os outros assim". Ah, falou de bullying. Não, pera aí, vem cá. Bul é assim, assim, assim. Funciona assim. Você tem que reagir Assim. E daí pra frente. Semana passada, algumas pessoas inúmeras, né, me mandaram mensagem sobre a situação que aconteceu lá em Uberaba. Ah, não sei o quê, mas pode ter sido por bullying. Eu só fiz uma pergunta. Você sofreu bullying? >> Você morreu ou matou por causa de bullying? >>
Quase. >> Mas você fez >> por pouco. >> Você não é por >> Vou voltar pro Robertinho. Eu queria saber uma coisa. Você sofreu bullying? >> Muito. >> Mas você sofreu ou você fez mais bullying? Como proteção fiz mais, >> mais você fazia mais do que o cabeleiro, ele era denga, velho. Esse cara era resolveu problema. Hã, >> você resolveu. >> Eu causei outros problemas, >> mas gerou. >> Eu só me protegi, mas eu causei outros problemas que hoje é é complexo falar sobre isso. É bem complexo. Quiser a gente pode falar, mas é bem
complexo. >> Mas percebe que são situações que é dentro de casa que a gente resolve? >> Uhum. Sim, eu não posso criar um ser humano pudim. >> Exato. >> Nós estamos criando filho pudim. Pudim você tem que saber até transportar, porque dependendo do jeito que você balança, o pudim desfaz, derrama. >> É porque eu acredito que tem que ter um equilíbrio. A gente não pode ter essa super proteção exazerbada que tá tendo a ponto de, ah, escuta uma parada, ah, quatro olhos, amanhã a mãe tá na escola, tira da sala, muda da sala. Tem caso
até de pai e mãe batendo no Amiguinho porque falou algo pro filho dele. E olha que isso é uma insanidade, isso é uma super proteção, né? Mas eu acredito que, por exemplo, na minha época teve um bullying excessivo assim que nessa hora eu acho que mereci uma intervenção tipo >> já deu d paz para esse menino. Não, tanto é que teve a gente tem relato hoje de várias pessoas que na a escola para elas foi um inferno. Várias pessoas. A escola para elas foi um inferno. Não gostava de p escola, >> como nós estamos vivendo
tempos de polarização, Rodrigão, as pessoas acham que quando a gente fala a favor de uma coisa, a gente tá falando de contra outra. >> Eu não sou contra o papel da escola no manejo do bullying de forma alguma. Eu acho que cada um precisa cumprir seu papel. A escola tem sim que coibir esse tipo de atitude. Eh, mas ao mesmo tempo A gente precisa em casa também fazer o dever de casa. A gente não pode esperar que só a escola faça e criar seu filho dentro de uma bolha onde sempre alguém tem que protegê-lo. >>
Gente, o mundo não alisa, não é fácil ser adulto, não é fácil ir pro mercado de trabalho, não é fácil relacionar com as pessoas. Se você não treina seu filho dentro de casa para ser um ser humano fortalecido e suportar, ele vai desfazer quando ele virar adulto. Ele vai Desestruturar e vai despedaçar. É dentro de casa que a gente cria seres humanos fortes. >> Esse negócio você falou da mesa aí, maravilhoso, maravilhoso, né? As pessoas não tem ideia disso hoje, né? Você vê, esse dia eu tava vendo uma família que cinco celulares dentro de casa,
cada celular com seu iFood próprio, cada celular pedindo a sua refeição na hora da janta, na hora do almoço e comendo em partes separadas da casa, sabe? Três Filhos, um em cada quarto, pedindo o seu iFood, a sua comida, o pai e a mãe pedindo o seu também. E as pessoas não precisa nem de ter mesa na casa, não usam, não usam. >> República, >> olha que olha que loucura, né? E e realmente é >> repúbúl >> e eu você falando assim é a parte mais importante do dia. É a hora que a gente tá
sentado na mesa, né? E hoje também Tem pessoas que sentam na mesa e tá lá o filho ligando o celular. Uhum. >> A filha falando no telefone, o outro com foninho de ouvido, todo mundo come rapidinho, deixa eu ir trabalhar. A oportunidade que a gente perde nessa hora, né, >> Rodrigão? As famílias viraram dormitório e as escolas viraram depósito. >> Depósito >> de seres humanos. As pessoas vão em casa e vai cada um pro seu quarto. Virou Dormitório e a escola virou depósito. Você vai lá e deposita seu filho lá, ele passa as horas lá.
A responsabilidade agora é da escola, de educar, de cuidar, de proteger e daí paraa frente. Aí, meu amor, aí nós vamos ver casos cada vez mais horrorosos e mais ediondos. Não adianta morar junto, precisa conviver. Se você passar o dia inteiro e não teve nenhum momento que você teve um tempo para conversar com seu filho, e pode ser coisas banais, Quebrou a perninha do boneco. Ah, deixa eu ver, deixa o papai ver para você. Pode ser coisas banais, mas se você passou o dia todo, você não teve momento nenhum que você conversou com seu filho,
esse dia foi perdido, você errou. Não é possível que no meio dessa rotina toda, desse turbilhão todo, e é aquilo que a gente falou da consciência, né? A gente vai vivendo de forma tão inconsciente, tão automatizada, que a gente já não sabe nem para que que A gente vive, para que que a gente existe. Você só trabalha por causa dos seus filhos, para criar seus filhos, para ter uma vida boa, para curtir, para viajar, para viver. De repente a gente perdeu isso. Ué, então para que que nós estamos vivendo? Se você não tem oportunidade de
sentar na mesa com o seu filho e saber o que tá acontecendo na vida dele, o Tomás viaja, que ele é veterinário, né? Quase todo dia ele sai de madrugadinha e vai viajar lá para as Fazendas. Da 9 horas ele não mandou mensagem, eu mando: "Ô, sem mãe, onde você tá? Não dá notícia não. Não fala onde você tá, não. Dá notícia para sua mãe onde você tá. Ô mãe, desculpa, já cheguei porque eu tava Pois é essa, hein? Mãe, dá notícia, mãe. Dá notícia. Só que você tiver voltando, conta o que que tá acontecendo.
Uai, se a gente perder esse contato, gente, aí aí daqui a pouco a gente pode ser igual o bicho. O bicho pare lá, o bebê vira as costas, O bicho vai para um lado, o filhote para um lado, a mãe pro outro. Ué, >> essa busca vem da mãe, eu falo dos pais. >> Qual busca? >> Cadê você? Você levantou, não me falou nada. Eh, tô indo aí na sua casa. >> Isso é infinitamente mais da mãe. >> É, não é >> isso? Quando é do pai, o Jorge passa três dias, nem lembra onde tá
os meninos. É aí, é a progesterona e testosterona. Progesterona e estradiol Dá essa percepção pra mulher. A mulher é essa que vai procurar. É em geral. >> Sim, >> pode fugir a regra, mas a mãe é a que preocupa. Eu falo assim: "Meu bem do céu, tem três dias que nós estamos em São Paulo, tá preocupado com os meninos? Não se tivesse acontecendo alguma coisa, nós já tinha notícia. >> É o que eu penso. >> Já tava sabendo. >> É ué, né? Isso é do homem, não é porque o homem é relapso, não. Porque se
precisar também ele tá pronto e tá na hora. >> A mulher vai discutir, o homem vai bater firme. >> Você acha que terapia pode salvar o mundo? >> Não, salvar é forte. A tomada de consciência pode salvar o mundo, com certeza. Passa pela terapia, passa também. É tão sério isso, Rodrigão? A tomada de Consciência pode salvar o mundo. Pense na Bíblia, não como um livro religioso, mas como um livro filosófico. Jesus fala: "Conhecereis a verdade, a verdade vos libertará. Nós somos escravos de tudo que nós desconhecemos". Você vai no médico, ele fala assim: "Olha, você
tá com isso, isso e isso te passa um tanto de exame, te passa um tanto de remédio, você fala: "Hã, obedece e vai embora". Você não entende de medicina. Então, você é refém daquilo Porque você desconhece. Nós somos reféns de tudo que nós desconhecemos. Aquilo que a gente desconhece manda na gente, determina e a gente é livre para tudo aquilo que a gente conhece. Então, a tomada de consciência, ela é libertadora. Você não é manipulado, as suas vivências são mais reais, você tem possibilidade de mudança. Quando você sabe que você viveu com sua mãe, o
que que aconteceu, por onde que foi, você tem mais possibilidade de mudar sua História com seus filhos. A tomada de não é que a tomada de consciência pode, não. Ela é a única coisa que pode mudar o mundo. A tomada de consciência é a única coisa que pode mudar o mundo. Só passa por aí, não passa por outra coisa. >> Então, de de você já falou, né? É lógico que a terapia vai fazer isso, mas a gente consegue num grupo, num numa parte religiosa, num talvez numa reflexão, né? O que que é um caminho que
você fala Assim, pô, faz isso todo dia de manhã, por exemplo, faz isso todo dia de manhã? Uma pergunta, alguma coisa? Tem alguma coisa que me ajudaria a chegar nesse ponto sozinho? >> Eu acho que >> uma dica eu queria >> o autoconhecimento. O autoconhecimento é a grande dica. E eu falo que o autoconhecimento ele se resume numa coisa muito simples. As pessoas acham que autoconhecimento é fazer um Doutorado em autoconhecimento. Não. >> Aham. O autoconhecimento passa por um passo muito simples. Se você responder essa pergunta, você já vai ter autoconhecimento. O que eu quero
e o que eu não quero. Simples assim. >> Você se faz essa pergunta >> todos os dias, em todos os momentos, o que que eu quero e o que que eu não quero? E por que que eu quero e por que eu não quero? Ah, vamos almoçar lá na minha sogra domingo. Não quero. Por que que eu não quero? Aí é um diálogo interno. Não quero porque eu tô cansada. Não quero porque eu preciso respeitar os meus limites. Não quero porque hoje eu quero ficar dormindo o dia inteiro. Ou quero, quero. Não tô indo para
agradar meu marido. Tô indo porque eu acho importante prestigiar a mãe dele também. Passa por isso, porque uma relação eu não faço só O que eu quero. Tô indo também porque eu gosto da minha sogra. Tô indo porque a minha sogra tá idosa. Isso passa pela finitude. Daqui uns dias eu não tenho ela aqui mais. Então, vale a pena prestigiar os poucos anos que eu ainda tenho com ela. Olha o diálogo interno que isso gera. Se em todos os momentos da minha vida eu responder para mim o que eu quero e o que eu não
quero, nossa, eu vou ser um ser humano muito mais Autoconsciente. E quando eu sou muito mais autoconsciente, eu sou um ser humano muito melhor. Ah, eu vou chamar minha filha para jantar só nós dois. Por que que eu vou fazer isso? Por que que eu quero? Ah, porque eu entendi que é importante para ela, pra referência masculina dela, porque eu quero ter esse momento com ela. Ó, o tanto que você vai conversando com você. Ah, eu não quero que meu filho faça isso. Por que que eu não quero? Porque eu quero fazer uma Queda de
braço hoje, que eu quero mostrar para ele que aqui em casa quem manda sou eu, porque lá na frente isso vai fazer diferença. Porque o dia que eu peitar ele com 15 anos e falar: "Não sai", ele aprendeu com quatro, com três, com cinco então é por isso que eu tô fazendo isso. Tá vendo como? >> Mas você tem que saber fazer as perguntas certas, né? Você tem que ter diálogo interno. >> Isso é muito louco, né? Tem gente que Não conhece essa voz interna, sabia? Sabia disso aí? É, não converso comigo não. >> Então,
cara, isso é muito doido. Esse tava assim, >> então, velho. E tem muita gente que não conhece essa voz, sabe? Todo mundo tem uma voz dentro de você que você pode conversar com ela. Velho, >> eu acho isso meio maluco, velho. Tipo assim, tá ligado? Tô conversando com quem? comigo mesmo. Tô conversando Sozinho na rua, eu vejo a pessoa conversando sozinho. Decisões aleatória, >> é robô. >> É tipo assim, ó. Eu eu penso, mas é o seguinte, eu não não troco essa ideia não. Eu faço tipo cálculos, >> eu vou fazer isso. Eu acho, eu
acho isso aqui para mim, isso aqui para mim tem chance de dar certo. Por isso, por isso, por isso, isso aqui, isso aqui, isso aqui para mim vai dar merda. >> E aí você tá pensando nisso aonde? Dentro da sua cabeça. >> Não, mas eu só penso, eu não troco ideia não. Tipo assim, e aí que que você acha? Não, mas não é >> não, mas sentar e falar e aí vamos conversar aqui não. >> Quantos? Claro que tem. Roberto que de braço é só do meu lado. Eu só falo assim, é isso, isso, isso.
>> Quando você fala, >> mas você chega escutar uma voz, a voz. >> Então é isso que eu falo, eu nunca ouvi Uma voz. >> [ __ ] velho. Tem pr caramba. Ol aqui, ó. >> Quando você >> acabou de falar comigo, ó. Pergunta isso. Robertinho. Acabou de falar comigo. >> Não, meu. >> Quando você conversa com você e calcula os riscos, você tá conversando com você. Ui. >> Mas o que que é? Tem uma coisa que pode Ser relevante nesse sentido. Eu tenho problema de audição. Talvez eu tô falando, não tô ouvindo. >> Talvez
eu tô falando comigo e não tô ouvindo. Problema de audição de Não é um falar audível, mas é um falar mental. >> A tomada de consciência passa por essas duas perguntas muito simples, o que eu quero e o que eu não quero. Eu não quero esse relacionamento. Por quê? Porque eu não mereço ser tratado assim, porque isso para mim não é amor, Isso não é, isso é dependência, isso é abuso. Quando você faz essa pergunta, ela desdobra várias outras. >> E você acha que dá para trabalhar mais essa ferramenta assim para você ficar melhor nesses
questionamentos, na obtenção de respostas? >> Quanto mais você treina, melhor você fica. O nosso cérebro, nós estamos até lá fazendo uma semana de imersão de saúde mental, o nosso cérebro é uma ferramenta Treinável. E aí a neurociências dá uma aula sobre isso. É treinável. Assim como eu fui treinado para ficar ansioso, eu treino para ficar calmo também. É uma ferramenta treinável. Se quanto mais você fizer esse exercício do que eu quero e o que eu não quero, melhor você vai ficando. Aponte daqui a pouco já vira um diálogo interno natural seu. Quanto mais eu faço,
melhor eu vou ficando nisso. Então é uma ferramenta Que eu vou usando todos os dias e quanto mais eu faço, melhor eu vou ficando. Outra ferramenta que eu gosto também muito pra tomada de consciência, o cego de Jericó, né? Aquela história de Jesus. Jesus chega no cego, o cego tá lá berrando, gritando. Imagina a cena. Eu gosto de criar cena, né? Eu gosto de ver o teatro. Milhares de pessoas, Jesus passando na rua e o cego gritando: "Jesus, filho de Davi, tende piedade de mim! Jesus, filho de Davi, tende piedade De mim!" No meio daquele
tanto de gente cego, com uma roupa de cego, que o caracterizava como um cego, porque cada um vestia uma roupa que caracterizava a sua questão, sua deficiência. >> Jesus chega perto dele, Jesus vê que ele é cego. E aí Jesus faz uma pergunta muito óbvia, que essa era a metodologia dialética de Jesus. O que queres que eu te faça? Gente, a resposta era óbvia. E aí o cego responde: "Senhor, que eu veja. Eu falo Que todos os dias de manhã a gente precisa fazer essa oração na que a gente acorda. Senhor, que eu veja que
nesse dia de hoje que eu enxergue, que eu tenha consciência, que eu perceba, que eu não fique alheio ao que está acontecendo na minha vida e na vida dos meus. Se todos os dias de manhã a gente tomar, fizer essa oração e aí quem não é de oração, esse mantra, essa palavra, esse propósito, que eu nesse dia de hoje Enxergue, que eu não fique alheio ao que está acontecendo. Nossa vida transforma. Me dá uma uma luz aqui. Eu já ouvi essa frase várias vezes e eu em alguns momentos eu acredito que ela é muito sensata,
ela é muito correta, que a ignorância é uma dádiva. Quanto mais você se conhece, quanto mais conhecimento você tem, mais indignado você tende a ficar com as situações. Não é uma vantagem às vezes você não se conhecer tanto. Eu vou mudar a sua Frase. Eu vou te dizer que a a ignorância é um anestésico. Ela pode ser muito boa em alguns casos, mas em alguns outros casos a pessoa te corta e você não percebe. Então assim, eu falava muito isso quando a Bia tava na UTI, eu falava assim: "A ignorância é um anestésico". Antes eu
não soubesse, porque o médico vinha e falava assim: "Nós temos que decorticar o pulmão dela." Deixa eu falar isso para você, o que que significa? Vai fazer alguma coisa no pulmão dela. >> Eu sabia que ele ia cortar o pulmão inteiro e que ia ficar só o que sobrasse, prestasse. >> Uhum. Isso me angustiava horrores. Então, a ignorância, ela é um excelente sedativo, ela é um excelente anestésico. Só que o anestésico é bom em algumas situações, em outras ele é péssimo. >> Lembrando que um tempo atrás aí aquele ginecologista famoso que abusou de várias mulheres
fez isso sobre efeito de Anestésico. Então, o anestésico ele é bom em algumas situações, em outras ele é péssimo. desconhecer-se. A ignorância, ela é um excelente anestésico. Aí você escolhe se você quer viver anestesiado, se em algumas situações que você quer ficar anestesiado. André, em algumas situações você prefere ignorar? Super prefiro. Eu não sou a rainha da consciência também. Tem hora que eu falo: "Não, não quero saber disso não. Não quero entrar Em contato com isso, não quero." É melhor ignorar para eu ficar mais em paz. Às vezes o melhor é ter paz. Isso. >>
À noite em casa, por exemplo, eu chego, vouar as coisas mais banais do mundo. E é tex do universo, Dr. Nausara, a coisa mais banal do mundo. Eu não quero saber nada, eu quero anestesiar ali. Eu quero anestesia, >> certo? Descanso para cabeça. >> É porque também uma cirurgia sem Anestesia você morre na cirurgia, né, de tanta dor. >> Excesso de realidade mata. >> Esse é o meu ponto, né? Então, durante a pandemia, as pessoas me procuravam, não porque eu tô com crise de ansiedade. Ué, mas você tá vendo jornal o dia inteiro. Você sabe
quantas pessoas morreram em Uberlândia hoje? Você sabe quantos foram enterrados? Você sabe quantos na China? Você sabe? Uai, gente, é sério, >> quantos lei de UTI tem, quantos estão Faltando, né? >> Excesso de realidade também >> e adoece, né? >> Ué, então e a gente às vezes precisa de um anestésico, a gente às vezes precisa do ópio. O Marx falava, né? Eh, do ópio da humanidade. A religião é o óbio da humanidade, tá? Mas o OP é um anestésico. E o anestésico ele não é ruim não. Se eu abrir a sua barriga numa cirurgia de
apendicestésico, você morre de dor. >> Então em alguns momentos a anestesia é boa. Em alguns momentos é necessário ignorar mesmo. Se você meter saber de tudo. Esses dias não sei o que que a minha filha me perguntou: "Mãe, mas você tem que aprender isso?" Falei: "Deixa eu te falar, não tem que aprender nada mais. Eu já aprendi muita coisa. Vou aprender isso aí só porque você acha que eu tenho que aprender?" Não vou aprender não. Deixa eu aprender meus trem aqui que eu já tô aprendendo. Tem coisa que Eu não quero aprender. Deixa eu quieto.
>> Sabe o que que é ruim de você aprender as coisas? É que depois você tem que com raras exceções, tem que aplicá-las. E di aconteceu isso comigo também. Vem cá, Robertinho, você aprendeu a fazer. Falei: "Eu não quero aprender não, depois vou ter que fazer". Tipo assim, é, sabe consertar isso aqui, sei lá, um cano, né? Falei assim: "Não, vem cá com falei: "Não, não, não quero não. Depois quando estragar só não, Robertinho sabe Arrumar a mandá que ele arruma." Falei: "Não quero". Vale até pro pecado, né? Quando eu não tenho consciência do pecado,
ele não é pecado. >> É verdade. Você não tem. >> Ó, deseja boas-vindas a Nilda, que ela acabou de virar membra do canal. >> Pô, Nilda, valeu. Estamos juntos. Você é uma irmã nossa já agora, de verdade. >> Inclusive, ajudem o três irmãos. Se você puder virar membro do canal, seja bem-vindo. E se você não pode, dá o like Aí, já tá ajudando demais, né? Compartilha. Também para ser inscrito, não paga nada. Confere porque teve muita gente que já era inscrito e o YouTube desinscreveu algumas pessoas. Então vai lá e conferea. Às vezes você já
inscreveu uma vez e por algum motivo, não sei o que aconteceu, o YouTube desinscreveu vários. Então vai lá e confirma. >> E a gente tá com projeto aqui. Eu posso contar, André? Claro. >> A gente tá a fim de fazer alguns cross com a Andreia, né? Misturar aqui, colocar ela com outros convidados nossos, né? Para explorar mais essas ideias. Já fizemos isso com o padre Fábio. Foi legal. >> Daqui uns dias vai ter a Dra. Andreia aqui com o Luelmo Lacerda. >> Show de bola, >> que fala muito sobre neurodivergentes, né? O Luelmo é incrível.
Vai fazer essa mesa aqui, né? O, em breve vai ter ela e A Spectro Cinza também, que fez um episódio com padre Fábio. Esse vai ser daqui dois, um mês ou dois meses. Tem que olhar a agenda. Mas se você é inscrito no canal, consegue ajudar os três irmãos a trazer grandes pessoas pra gente fazer cada vez mais essas mesas aqui, né? Então é extremamente importante eh se inscreva no nosso canal. Isso vai ajudar muito o crescimento do três irmãos, que a gente cada vez mais vai tentar proporcionar Esse conteúdo de qualidade. Tá todo mundo
aqui falando que live maravilhosa, que live maravilhosa. É assim, você pode André, obrigado pela live maravilhosa. Não é que eu falo, Rodrigão? É igual quando eu faço live, eu falo isso pras pessoas, eu falo: "Gente, eu não tô pedindo nada para vocês, eu não tô cobrando ingresso, eu tô dando o melhor de mim, de verdade. Quando eu tô fazendo uma live, eu tô me entregando inteiro, eu tô dando melhor de mim". Então, o Mínimo que as pessoas podem fazer é se inscrever, é prestigiar. Vocês são um canal de tanta consciência, de tanta tomada de consciência,
o trabalho que vocês desenvolvem é um trabalho tão bonito, então por que não prestigiar? A gente faz isso com tanta coisa que não presta. Então, a gente precisa começar a entregar e a colocar no lugar de merecimento quem realmente merece. Então, se faz um trabalho eh honesto, justo e esclarecedor, nós não estamos Pedindo caridade nenhuma para se inscrever. É só uma questão de justiça. >> Caridade é quando eu te dou o que é meu e que eu dou se eu quiser. Justiça é quando eu dou aquilo que é seu. Eu só tô te devolvendo. Quando
eu honro a vida de vocês, eu só tô devolvendo o que é de vocês. Vocês são honráveis mesmo. Tá tudo certo. Tô fazendo favor nenhum. Justiça é isso. É dar pro outro aquilo que já é dele. Então, sejamos justos. Nós temos aqui o melhor podcast do Brasil, né, gente? Não dá para falar nada diferente disso >> não. Não, gente, faz o seguinte, vai lá no Instagram dela, já se inscreve no Instagram da André, Sego, para caramba. Ela merece m muito mais do que eu, talvez. Com certeza muito mais. >> O Nal participando aqui com a
gente aqui no super chat mandou aqui, ó. Eh, oi, gostaria que falasse mais sobre mães narcisistas. Tive uma e ela era oculta. Eu sumi dela, manipuladora demais e Vítima. Nunca amou e sempre foi pervertida. Uma vez que você teve aqui, você falou do casão, mãe que na verdade foi um psicopata, né, que falou que a mãe dele que era o transtorno de personalidade narcísica. As pessoas confundem narcisismo com transtorno de personalidade narcísica. Inclusive uma música sertaneja aí que fez muito isso e virou modinha. Narcisista todos nós somos. O narcisismo ele ocorre lá quando a gente
nasce, que é uma questão de Validação. E como que ocorre o narcisismo, como ocorre o transtorno de personalidade narcísica? A minha mãe ou a minha figura de cuidado, ela me olhou, ela zelou de mim. Então, antes eu tinha um amor que era voltado para mim. Eu nasci totalmente egóico, egoísta. Toda criança nasce assim. E aí eu olho pro outro. Aqui o meu primeiro olhar talvez seja minha mãe. Para outras pessoas é outra figura, mas no geral é a mãe. Então eu saio do amor que eu tenho por Mim, eu olho pro amor do outro. A
forma com que ele me olhou e me amou, eu me amo. Quando isso não ocorre, tem uma distorção aqui nesse amor, eu tiro o amor que seria direcionado para os outros e eu volto esse amor somente para mim. Aí eu desenvolvo um transtorno de personalidade narcísica. Então, narcisistas primários, todos nós somos. É uma questão de autoestima, de autovalidação, até de autocuidado. Quem não tem um narcisismo bem resolvido nas Primeiras fases da vida, se desenvolve uma pessoa sem autoestima. Entendido isso, transtorno de personalidade narcísica. O amor era direcionado pro outro, não deu certo. Eu direcionei ele
só para mim. O narcisista só enxerga ele, o bem dele, o que você pensa sobre ele. Eh, inclusive se isso tiver um prejuízo em relação a você. Quando isso é em relação à mãe, isso é gravíssimo, porque você imagina a figura que tinha que te ensinar a se amar, a se Cuidar, a se entender, a se validar. quando ela faz tudo isso pensando só nela, quando ela faz isso de forma autoprotetiva. O narcisista ele tem uma questão muito grave com relação ao abandono. Ele morre de medo de ser abandonado. Então, antes que ele seja abandonado,
ele abandona primeiro. Então, ele vai manipular o outro para que o outro esteja com ele enquanto aquilo lhe é interessante. Então, quando vem da mãe, Isso é muito triste, porque se eu pegar você, Rodrigão, com 30 e poucos, 40 anos, entrar uma pessoa narcisista na sua vida ou com transtorno de personalidade narcísica, você já tem sua personalidade formada. >> Ela vai causar um dano, mas é um dano menor. Agora você imagina quando você é um bebê ou uma criança e tudo está em formação >> reversível, né? para sempre >> arrancar a pele emocional dessa pessoa.
Essa pessoa vai ser uma pessoa fragilizada pro resto da vida, machucada pro resto da vida, porque teve, foi educada por alguém com critérios de perversão extremos. Então, por exemplo, eu já atendi situações assim, né, eh, de mães que manipulam o filho para não casar, que manipulam a filha para não casar, que depois de casado manipula, ah, você não vem aqui porque eu tô doente, porque eu tô morrendo, mas eu Tenho uma péssima filha e não sei o quê. Então, é uma é uma manipulação o tempo todo. Por quê? Porque o narcisista teve uma ruptura lá
na infância. Ele não consegue ver o outro, ele só vê a si mesmo. Quando ele vê o outro, ele vê o outro a serviço de si mesmo. >> Lembra de uma novela da Globo? Tinha chamava Branca. A >> ah era Suzane Vieira. >> Susane Vieira. Lembra desse negócio? Ela tinha três filhos. >> Um era o audio ali, o top dos tops, né? Um o outro era um merda. E tinha uma menina que ela nem dava moral pra menina, né? Tipo, muito louco aquilo lá, né? E é tão triste quando você vê uma mãe narcisista e
e eu já pude presenciar, inclusive em situações não de consultório. Quando a mãe narcisista começa a falar e ela se posiciona, o filho regride até fisicamente. O filho vira uma criança assim, ele regride, ó. A presença dela é tão densa e tão forte. Começa a prestar atenção nisso para você ver. Até fisicamente a pessoa regride assim, vai virando um bebê assim perto da manhã. de tão densa, de tão ostensiva, que é essa presença. É triste. É muito triste. >> Sabe, sabe o que eu acho mais estranho ainda? É que dizem que quando são, você tem
dois filhos, por exemplo, um vai ser o filho de ouro, o outro vai ser o bod e que o bod obviamente vai sofrer porque ele é o que não tem valor nenhum e tudo Mais, mas que o filho de ouro também não tem uma boa vida. É o >> sabe que os dois acabam sendo sacrificados, né? É, entendeu? Porque é estranho você pensar assim que o que sempre é o bom da história, nos esse aqui é bom, você não tem valor nenhum, até o que é exaltado se sente mal na relação. >> É porque na
verdade todo extremo é vicioso e patológico, né? Não é bom ser O melhor, mas também não é bom ser ovelha negra, né? >> É. >> O ideal é ser o meio do caminho, né? Quando um filho também tem uma expectativa grande demais sobre ele, ele adoece demais também, porque ele vive para cumprir a expectativa dos pais. Ele vive para ser o melhor, para dar certo, para acertar, para ser bom em tudo que ele faz. O peso que ele carrega é grande demais também. Muitas vezes é muito Melhor ser o rebelde. Acho que é o Sartre,
né? se eu não me engano, que os pais morreram, o filósofo sarto, os dois, o pai e a mãe morreu muito, muito cedo e ele foi criado por tutores e ele falava assim: "Eh, sou muito feliz por ter perdido os meus pais muito cedo, porque eu não fiquei refém da idiotícia e da expectativa deles." Então, é também é muito pesado você viver refém da expectativa de alguém, a pessoa esperar demais de você, isso é um peso que você Vai carregar, que talvez não deixe nem você deslanchar durante a vida. Você não é quem você é.
fosse o resultado da expectativa do outro. >> Eu tinha um, eu tinha um amigo que ele era tão exaltado na família dele, era o top, o 10, né? Tinha tudo ali. O cara tirou a vida dele, velho. Ele tirou a vida dele por que não basta você ser, ah, você tá sendo exaltado o tempo inteiro. Tem seus irmãos, cara. Tem seu pai, tem aquilo lá É sua casa, velho. Se você convive num meio aonde você tá sendo exaltado, mas você tá vendo seu irmão se ferrando o tempo todo, você acha que lá que lá vai
fazer mal para você, bicho? Fazer muito mal. É um ambiente familiar, cara, né? é um é um anarcisista controlando um ambiente familiar. Vai dar merda para todo mundo, cara. >> Mas é tão interessante, Rodrigão, pensar também sobre o quanto pai e mãe fica criando expectativa, né? Porque aí passa Muito pela frustração do que você não fez. Quem tem que viver a sua vida e as suas realizações é você. Você não pode projetar isso nos seus filhos, não. É muito pesado pro filho carregar a expectativa do sucesso dos pais. Às vezes a gente projeta nos filhos
da gente aquilo que a gente gostaria de ter feito. Ah, você queria ser mais bravo com a sua esposa. Aí você fala com seu filho: "Não, pode tratar mãe assim, não. Deixa a mãe assim, mulher monta". Você Vai colocando a expectativa que é sua. Ou você queria ter feito uma profissão tal, ou você queria ter mudado do país. Aquilo que a gente coloca sobre os nossos filhos, será que não são projeções nossas do que a gente gostaria de ter vivido e não teve capacidade para? Uma vez eu acompanhava uma família para que você passe por
um processo de adoção. Tem várias fases, inclusive de acompanhamento psíquico, psicológico, enfim. E tinha uma família que tava Adotando uma criança e essa criança era tetraplégica e ele já tinha 12 anos e ele já tava numa briga muito tempo e ele não era adotado e essa família resolveu adotar essa criança. >> E aí a grande pergunta, e aí você tem que esvaziar todas as expectativas, inclusive para não acontecer de devolver a criança, porque isso acontece, tem gente que adota e devolve. Então você tem que esvaziar, você tem que ser o Máximo de realista, esvaziar todas
as expectativas para você sugar, para ver se esses candidatos a paz estão conscientes do que eles estão fazendo, independente da do jeito que esteja a criança. E aí, nesse caso, mais ainda, você tá adotando uma criança de 12 anos, acamada e tetraplégica, você tem que esvaziar o máximo para você entender se eles sabem o que eles estão fazendo. E aí eu sabatinava, sabatinava, sabatinava sessão após sessão. E no final eu falei: "Gente, eu vou precisar ser bastante realista com esse casal, porque parece que eles não estão entendendo o que eu tô falando." E na última
sessão eu falei assim, eu queria saber se vocês têm consciência e agora você falar de forma muito direta, que dificilmente você vai ter um dia dos pais onde seu filho vai te homenagear, vai est dançando lá no palco, que dificilmente seu filho vai num esporte, ser premiado naquele esporte, que você como mãe, dificilmente Você vai ser avó por todas as condições dele. E fui falando. Quando eu acabei de falar, o pai olhou para mim e falou assim: "Doutora, deixa eu te explicar. Eu tô querendo adotar é um filho, não tô querendo um troféu, não. Tudo
que eu tinha que fazer pela minha vida, eu mesmo vou fazer. Eu que me sinto responsável. Eu estou querendo ser pai, não tô querendo suprir minhas expectativas, não. >> Então tava pronto. >> Você acha que esse processo de adoção, já que você já participou, ele é correto? É porque eu sei de eu já participei com mais de uma pessoa que quis adotar uma criança e acabou não desistindo, por exemplo, a dificuldade não desistiu, mas buscou em outros lugares, sabe? >> É, eu não sei se é correto, ele é muito criterioso e muito rígido, mas ele
precisa ser mesmo. >> Então sim, tem que ser desse processo. Não pode >> nós ainda não achamos a mão. Nós ainda não achamos a forma correta de fazer. Isso é, isso é fato, porque ele acaba sendo muito moroso, mas também eh evitamos alguns erros. Se você soubesse a quantidade de crianças que são adotadas e devolvidas, tem crianças que já foi devolvida três vezes, aí tem uma ferida que você nunca vai recuperar. E essa eu vou levar até o túmulo. As pessoas podem ser contra uma Pessoa que é deixada pela mãe, independente se foi por morte,
se foi pelo quê, ela até uma ferida de alma que não vai curar nunca. Ela vai ressignificar, mas ela não vai curar. Ela foi rejeitada pelo seu primeiro amor, que é a sua mãe. >> Aí você abandonar de novo e de novo. Você já pensou a desgraça emocional disso? Então o processo é rígido, porque primeiro eu preciso entender quais são as suas reais expectativas, Porque até quem tá tendo filho de forma genética e biológica ainda tá tendo pelas razões erradas. Você quer ter filho para quê? Essa é a primeira pergunta. Ah, eu quero ter filho
porque é muito difícil, porque quando eu ficar velho, quem vai cuidar de mim? Motivação errada. >> Não, não vai ser seu filho com você. Ah, eu quero ter filho porque meu meu outro filho precisa de um irmãozinho. Motivação errada. >> Ah, eu quero ter filho porque o mundo precisa de gente boa. Motivação errada. Ah, eu quero ter filho porque eu quero ter orgulho do meu filho. Meu filho, preciso formar. Quero. Motivação errada. Qual que é a motivação que você quer ter filho? Por que que você quer ter filho? Porque daqui da da resposta dessa pergunta
paraa frente, eu não te garanto nada mais. Porque filho não nasceu para garantir nada para você. Filho não é Projeto que você desenha e ele tem que cumprir. >> E quando não tem motivo é mais errado ainda. Quando o sabe qual que é o melhor motivo? Porque eu quero ser pai. Eu quero transbordar de amor por alguém. Porque eu sinto que o amor que eu tenho dentro de mim é tão grande que eu preciso dividir isso com alguém. É pouco só para mim. É egoísmo meu querer ficar com isso só para mim. Eu tenho condições
de transbordar. Eu tenho, con, eu brinco Muito com isso, às vezes comório ou em conversa. Às vezes eu falo com casais, amigos meus, quantos filhos você tem? Só um. Cadê o outro? Ah, não, nós não vai ter mais filho, não. Eu falo: "Pois é, nós que temos condição de dar boa escola, boa educação, vida espiritual, estamos tendo só um." Aí quem não tem condição, muitas vezes, eu não tô falando condição social de dinheiro, não. Falando condição de criar ser humano viável. Tem 5, 6, 10. Você já Pensou que mundo nós vamos ter daqui 20 anos?
Mas você falou de de porque uma das coisas que, por exemplo, eu já falei aqui no começo que eu casei sem >> querer ter filho, >> contrato verbal de não ter filhos. E aí, ó, gente, teve um e, pô, para quem não vai ter nenhum, um já é filho para caramba, né? Você não queria ter nenhum, já tem um, pô, já tem muito mais, eu tenho 100% a mais do que eu queria. E aí depois ele tem um irmão e o irmão meio que não foi por acaso, mas também foi assim, já não planejou nem
nada, teve um irmão, mas depois que eu tive um filho e o povo falou: "Não, você vai ter outro?" Falei: "Não, não, um só tá bom, eu nem queria". Mas eu entendo a importância de um irmão. E e por que de um irmão? Por que que eu falo isso? Porque todo mundo dê um irmão pro seu filho e não é porque vai dar certo, porque não tem regra, mas o cara que me Convenceu, ele me falou uma coisa que até hoje eu trago, que ele falou assim: "Você tem que então o seu filho tem que
ter um irmão, porque uma hora sua mulher vai morrer, que é a mãe dele, você vai morrer, você é o pai dele. Se ele tiver um irmão, alguém vai chorar com ele todas as dores." Isso, isso é bom para ele, ele entender que tem alguém que sente a mesma dor que ele, que tá vivendo o mesmo momento que ele. Eu falei: "Caramba, mano, irmão é [ __ ] hein? Porque irmão inevitavelmente é a única pessoa que vai ter essa capacidade. Todo irmão vai fazer isso? Não, mas se alguém tem essa capacidade, é o irmão." Eu
falei: "Pô, vou dar um irmão pro meu moleque, >> brigar vai brigar depois que morre." Tem vários que tem. Mas você entendeu? Mas só existe uma pessoa com essa capacidade, tá? Um segundo, você quis ter um filho ou você quis ter um irmão pro seu filho? Não, todos os filhos eram Sem, entendeu? Nenhum foi eu que quis, entendeu? Mas o, eu achei que é legal, mano. Eu falei: "Pô, é verdade, só um irmão tem essa capacidade, se vai ter o irmão é um treinamento pra vida, né? Que se tem alguém que vai te sacanear, que
vai fazer bullying, que vai tentar te ferrar, na melhor possibilidade são seus irmãos. Aí eles vão te treinar pra vida. Você vai ser um ser humano mais fortalecido que você vai aprender lá dentro de casa. competição é direta ali Dentro, né? Você tem uma competição inevitável. É só um pai, só uma mãe, mas você quer seu pai, você quer sua mãe, né? Então, >> e zoeira zoeira e é tudo. Eu acho que é muito, o irmão é muito favorável, ajuda muito. Eu falo que assim, meus filhos, o, o Tomás virou outra pessoa depois que a
Beatriz nasceu. >> Outra pessoa diferença deles é de quanto? >> Se anos exatos, dois nascer no mesmo Dia. >> Aí já é até legal. O Duro é igual eu tenho um irmão da minha idade, teoricamente, a diferença muito pouca. Ele ainda era mais, ele é mais novo, mas fisicamente ele ficou mais forte que eu. Então o bicho pegava 100% de igualdade ali, viu? >> Uh, rapaz, dois macho. Um querendo ser o alfa, o outro é o alfa, então não tem jeito, né? Que um é rapaz ali eu contar. Minha mãe era macho também, viu? Que
>> se não fosse brava, já pensou que >> quem batia mais, você ou irmão? >> Eu batia mais, que eu era mais rápido. Eu dava um, batia e saí correndo, entendeu? >> Ah, mas ele era mais forte. pegasse, você me batia. É que eu não dava conta, né, de pegar. Eu vca absurdo. Aí >> para que que eu vou brigar? Eu só dava uma pancada, ó, chinelo que me pega. >> Ah, Marilessa de mandou aqui: "Como é o casamento com uma pessoa narcisista? >> A relação com uma pessoa narcisista é uma desgraça. >> Se casamento
é compartilhamento, como é que eu compartilho a vida com alguém que só pensa em si? O narcisista só vai pensar nele, nos benefícios dele, nas questões dele. Se ele tiver que sacrificar você, ele vai fazer, porque ele tá pensando nele. Lembre que a ferida de alma dele é a rejeição. Então ele morre de medo de ser rejeitado. Então ele vai fazer tudo para Não ser. >> O narcisista sabe que ele é narcisista? >> Alguns sim. >> Sabem? >> Sim. >> Eu acho que se >> ainda mais agora com essa teoria que tá tão divulgada. >>
Eu acho que já teve alguém que te procurou. Não, acho que você já falou isso pra gente que procurou porque o cara sabia que era e não queria, >> não foi psicopata que ela falou. Psicopata fo >> Mas muito narcisista. Tem gente que fala, tem gente que pergunta: "Você acha que eu sou um narcisista?" Tem gente que estuda e fala: "Eu percebi que eu sou um narcisista". >> É que eu vejo que muitas pessoas são vítimas e não conseguem reconhecer a pessoa que tá manipulando elas como narcisista, assim, sabe? >> Vítima do narcisista. É tipo,
tô casado Com o narcisista e ela não sabe que o marido dela ou que a esposa dele é um narcisista. Botf que é difícil para caramba, né? Assim de perceber que sabe, não consegue, não consegue. E aí vai aonde você deu as dicas aí, né? Pô, você tá num relacionamento tóxico aí você tem que fazer as perguntas aí se você tá tá melhor ou ou tá pior, né, antes que você começou. Mas também acontece isso. Às vezes a pessoa tá bem ali, ela entra bem na parada, tá legal, tá convivendo bem Tudo. Aí depois, sei
lá, vem um filho. E depois que vem um filho, as coisas pioram. >> É porque ele constrói o narcisista, né? Constrói o negócio, ele não entra narcisou. Meu filho piorou. Aí a pessoa não consegue mais sair do relacionamento e vai empurrando aqui com a barriga. >> Começou era bom, você fica esperando que vê. Ela tá num relacionamento ali, tem 30 anos e depois que ela resolve separar e começar a vida de novo. >> Gente, são sinais tão sutis, mas que a gente tem que ligar o alerta. Eu falo que a gente não precisa ter doutorado
nas coisas. Os sinais estão aí. A gente é porque quer se enganar. Uma vez uma pessoa me contando uma situação, nem foi em consultório. Ah, minha filha adolescente, tal, vai pras festas, tal. Falei: "Ah, legal. Que hora que ela vou? 2 3 horas da manhã. Aí eu vou buscar. Mas por que você? Ah, porque meu marido fala: "Não, meu Bem, eu tenho mais sono que você. Tira o carro e vai". >> Ah, pode ser verdade, >> não é verdade? É verdade. Só que você acha, você como homem, você acha que é correto? >> Não. >>
Aí você prioriza seu sono, sua esposa se expõe na rua de madrugada, a risco sua esposa, sua filha, >> mas você tá com sono. É. É verdade. >> Uai, você só não vê se você não >> e é uma coisa simples, né? É o que você fala, o homem por natureza, ele tem que ter o instinto de proteção. Não vou sair à noite, deixa que eu vou. >> Uai, então gente, >> é, tem que ser maior do que qualquer outra. >> Não, mas eu sinto mais sono que eu sei, você sente menos. Por causa do
seu sono, você vai me Expor, eu e minha filha, a violência urbana, social. E aí, então assim, os sinais eles são muito sutis, mas você só não vê se você não quiser. Ué, você tem que começar u observar, ué. Ah, fulana e assim são discursos tão diluídos na sociedade, ful na conversa aqui, ó, no dia a dia eu vou conversando, eu vou observando assim banalmente. Ah, fulano vai almoçar todo domingo lá na casa da mãe dela, mas o marido dela Não vai. Mas por que que ele não vai? Ah, porque ele não gosta, mas ele
ele já falou que não acha ruim dela ir, mas ele não vai. Ele não quer ir. que ele não, ele falou que não vai, que ele não vai fazer nada, que ele é, não é obrigada a, que ele é obrigado a fazer. Ué, mas como assim? O seu prazer passa só pelo seu prazer ou o seu prazer passa pelo dar prazer pro outro? Porque muitas vezes eu faço muitas coisas que não me dão prazer >> e nem desprazer, porque eu também não sou masoquista, mas não me dão prazer, mas passa pelo prazer do meu marido,
ué. Ir lá almoçar na minha sogra todo domingo, talvez não é o melhor dos mundos. ou e de vez em quando talvez não seja o melhor dos mundos, mas é importante para ele. Aí eu bato meu pezinho e dou birra e ainda crio um arquétipo de bom marido. Mas eu não acho ruim isso aí. Você pode, eu é porque não vou, porque eu vou me respeitar. >> Acho que você tem problema com sua sogra, hein? >> Tem nada. Não tenho. Sou apaixonada nela, não tenho. Ela é um das pessoas, muitas pessoas >> da sogra. Não,
mas eu vi um problema >> da Andreia que ela mesma já relatou >> do pai. >> A hora que você falou do seu sogro, que você achava ele muito bonito e tal, tal, tal. Aí depois, logo depois você contou a história do dia da chuva, >> você se segurou aqui. >> É, >> você se emocionou de verdade. Então, reflete mesmo o seu problema, sabe? A pele fina ainda tá aí. >> Claro. >> Entendeu? É que você vive com ela. É, entendeu? Mas é visível, entendeu? Assim, é que depois que a gente entende alguns sinais, que
se você não tivesse comentado sobre tudo isso, talvez você, com certeza se emocionado do mesmo Jeito, mas eu não teria uma associação lógica tão perceptível como meu tia. Falei: "Pô, ele é realmente a imagem de pai que ela tem." Foi, Robertinho, quando meu pai faleceu, eu tava diante do caixão, meu pai ficou uns 10 anos acamado, que talvez seja a sensação que você tenha com a sua mãe, não sei, só uma intuição. Meu pai ficou 10 anos acamado. Quando ele faleceu, eu fui para diante do caixão, comecei a chorar e eu me perguntei: "Por que
que eu tô Chorando?" Porque nós, a nossa relação foi muito distante até pela idade, enfim, várias questões. E aí me veu muito, me veio muito aquela música do Fábio Júnior e eu falo que essa música definiu as minhas lágrimas. Choro por tudo que a gente não teve, por tudo que a gente não realizou. O meu grande lamento nesta vida é eu e meu pai não termos acontecido. Nessa vida nós não acontecemos, nós não Conseguimos acontecer. E e essa é a minha dor e esse é meu lamento. Meu pai não conheceu o melhor de mim. Eu
não conheci o melhor do meu pai. Não sei nem se meu pai me conheceu de alguma forma. mas que ele conheceu dentro da limitação dele e eu conheci ele dentro da limitação dele também. As mais lindas histórias que eu tenho a respeito do meu pai são os meus irmãos que contam. Então, acho que nessa vida, infelizmente, nós não acontecemos. Então, as minhas lágrimas eram por isso, por tudo que a gente não teve, por tudo que a gente não realizou. Eu lamento muito nesta vida nós não termos acontecido. E eu reconheço essa pele, ela é fina
mesmo, ela é bem fininha. E dependendo da situação, realmente vai cortar e vai sangrar de novo mesmo. Então você foi muito sensível na sua percepção. >> Você chegou a a conversar com seu pai alguma coisa sobre a relação que não Aconteceu ou a pessoa que você era? >> Nós não tivemos, não sei se a vida não nos deu oportunidade. >> Não sei se a vida não nos deu oportunidade. E eu não sei. Eu acho que eu queria muito, por exemplo, hoje, talvez hoje, difícil falar disso, né? Eu hoje gostaria muito que o meu pai eh
visse tudo que tá acontecendo. Eu gostaria muito de ter tido a oportunidade de dar orgulho para ele. Eu acho que ele ia se Alegrar muito com isso. E eu acho que ele foi uma pessoa muito legal também. Eu gostaria de ter tido muito orgulho dele, mas eu também não tive muito tempo. Eh, dizem que os terapeutas, os psicólogos, os psicanalistas, na verdade, querem curar os outros porque foram muito feridos. Na verdade, quem se torna cuidador cuida do outro porque foi muito ferido. Eu acho que passa bem por aí. Eu acho que que quando eu falo
de muitas teorias, eu Falo de muita coisa que eu vivi e de muita coisa que que passa pela minha percepção. Então assim, eh eu acho que essa história com o meu pai passa muito por aí. Eu gostaria muito que meu pai tivesse tido a oportunidade. Quando eu falo: "A gente não pode misturar o pai com com o marido da mãe". Eu misturei muito meu pai com o marido da minha mãe. Eh, eu demonizei muito o marido da minha mãe. Só que o marido da minha mãe não era meu pai. Meu pai era outra pessoa. >>
Então, quando eu ouço histórias a respeito do meu pai, eu vejo uma pessoa que foi muito legal. Eu vejo uma pessoa que educava, que não batia, que não espancava. Meu pai acabava a luz no bairro. A nossa casa foi a primeira casa do bairro Rus Berlândia. E acabava muito a luz. E quando acabava, eu lembro disso nitidamente, acabava a energia do bairro, ela acendia vela e ficava fazendo bichinho com a mão, que os Bichinhos iam projetar na parede até a luz voltar, pra gente não ficar com medo. Então, meu pai foi uma pessoa muito massa,
mas que eu não tive oportunidade de conhecer, de conhecer e eu lamento muito por isso, mas é a história que deu para nós. Então, assim, o meu choro diante do caixão dele foi esse. Que pena que nessa história, nessa vida, nós dois não acontecemos. Hoje não culpo. Na verdade, acho que nunca culpei. Eu entendo o contexto de vida do meu pai. Hoje eu entendo o homem esforçado que ele foi. Meu pai foi menino de rua. Com 13 anos ele saiu de casa, foi morar nas ruas em Belo Horizonte. Com 18 ele entrou no exército. Do
exército ele entrou na polícia. Ele ficou anos, mais de 40 anos sem conviver com os próprios pais dele. Depois ele casa, ele tem sete filhos, ele tem que criar esses sete filhos. Ele tem que pôr comida dentro de casa do Jeito que ele deu conta. Então tem tem um contexto, eh, sabe lá o que é não ter e ter que ter para dar. Meu pai não foi criado pelos pais dele, não foi criado pela mãe dele, não foi criado com os irmãos dele. Como é que ele ia me dar aquilo que ele não teve? Então
eu entendo assim, dentro da limitação dele, ele deu o que ele deu conta, ele deu o que ele pôde, mas ele foi um homem honrado. Ele tem sete filhos que são seres humanos viáveis, graças a Deus. E E é isso. Acho que fez o que deu certo de fazer. Quando ele estava doente, nós tivemos essa oportunidade. Uma vez ele já não estava muito consciente, ele estava semiconsciente. E eu tive oportunidade de de falar isso para ele, do quanto eu me orgulhava do homem que ele foi, do Hoje eu fico, por isso que é importante fazer
terapia. Quando você volta atrás, às vezes uma coisa pequena te faz pensar. Outro dia eu pensei, falei: "Gente, meu pai foi tão guerreiro, meu pai era policial militar, mas meu pai nunca teve um serviço só. Ele trabalhava de polícia e nas horas vagas ele trabalhava de outra coisa. Meu pai fez colchão, meu pai vendeu o biscoito, meu pai foi segurança de loja. Olha a consciência que ele tinha de que nós não podíamos passar fome, de que nós precisávamos estudar. Então, dentro da limitação dele, ele fez, fez muito, fez com brilhantismo. Mas, infelizmente, nós Não tivemos
oportunidade de falar isso para um outro, de viver, de se orgulhar um do outro. Quando eu fui me orgulhar dele entender isso tudo, ele já tava indo embora. E quando ele foi embora, ele não teve oportunidade de ver a filha que ele criou de certa forma. Então é isso, passa por isso. >> Eu acredito que ele fez um bom trabalho. >> É, eu também acho. >> Eu também acredito que ele fez sim. Eu acho que a gente eh eu sempre falo isso Assim, quando alguém perde alguém, eu digo assim: "Eh, a sua, tem gente que
fala assim: "Ai, minha mãe morreu e eu não quero mais viver". Eu falo: "A única obrigação de nós que ficamos é viver". Nós temos esse compromisso com quem foi embora e viver com qualidade e se alguém de algum lugar estiver vendo isso, sentir eh feliz pela vida que nós estamos construindo. Então eu acho que se de algum lugar ou se em alguma situação, se o meu pai puder se Orgulhar, eu imagino que ele deve se orgulhar assim e entender que ele fez um bom trabalho, que estamos todos muito bem, não somos os melhores do mundo,
mas somos todos honrados, viáveis, construímos a nossa família com as nossas limitações. Hoje o trabalho que eu desenvolvo, eu acho que eu ajudo muita gente. Eu acho que muita gente entra em contato com as suas próprias dores, talvez a partir da minha. Então tá valendo a Pena. Eu acho que ele ele talvez ele se alegre muito com isso, sim, que eu acho que era isso que ele queria. Acho que ele não queria nada além disso. Vocês me arrebentaram. >> Eu acho que >> é importante também. Você tem que que falar sobre isso, porque as pessoas
vêm a intelectual, a mulher que sabe tudo e às vezes não percebe que é só uma mulher mesmo, né? Cheia de emoções como qualquer outra, né? É importante a gente >> um pouco mais de conhecimento do que a média, mas sim, >> é importante a gente conhecer a origem dos problemas, né? Porque a hora que a gente começa a pensar na origem dos problemas, já vai tirando um um peso do corpo, vai dando mais um alívio assim, né? Igual você falando do seu pai, você vê que tipo a culpa não era dele, né? uma pessoa
boa. Infelizmente >> aconteceu assim e da sua forma você consegue honrar ele. Você quer o que? Acho que a preocupação de todos nós assim, né? Honrar pai e mãe tudo, né? Pelo menos comigo isso me pega muito. Hoje a hora que eu paro para pensar também no caso da minha mãe, eu vejo que a culpa não é dela também. Se eu for pensar na origem de tudo, né? filha única. Meu avô do lado era era alcólatra, né? Tipo, molecote, ele já me dava uns coça de vez em quando, bêbado, né? Imagina que que ele não
fazia com ela. >> Com ela >> que era mulher, né? Tudo >> que era filha, né? Porque se ele fazia isso com o neto, >> imagina com a filha. >> Exato. Eu eu eu tinha medo para [ __ ] assim, tipo, quando ele chegava bêbado, eu falava no vou esconder aqui. Não tinha ninguém em casa, meu pai não tava. Putz. vai vai sobrar para mim assim, algumas vezes sobrou. Então, que que não que que não fez com ela, né? Então, não É a culpa dela, assim, eu acho que agora >> é o dela foi além,
né? Virou depois. >> Eu tenho, eu tenho medo assim de, tipo, o dia que ela morrer assim, eu não consegui chorar como filha assim, sabe? Eu tinha medo também. Você tinha >> o tempo todo, >> tipo assim, [ __ ] velho. Não, não, eu >> pensava isso morrer, eu não vou sofrer com filho, sabe? Isso é isso é uma coisa que eu fico me questionando. >> Só ficho só vai cair quando acontecer. >> E aí eu tenho outro medo também, sabe? Porque a hora que isso acontecer eu puxo também, >> eu te conheço, cabeleira. Para
mim você >> tava ter feito, tava para ter feito um pouco mais, né? Para mim você vai cair mais nessa. >> Agora eu tentei sim, sabe? Eu tentei e tentei várias vezes também, sabe? Fui atrás pedi pernão, Mas infelizmente >> é o cabeleira meio que ele conseguiu passar um pouco da face, sabe? Ele ele tanto é que o tratamento que ela faz, acho, se não me engano, e eu não tô enganando essa hora, foi ele que buscou as pessoas para auxiliar, sabe? fez a parte dele. É, né? >> Isso eu me arrependo também, sabe? A
gente agiu tarde assim, sabe? >> Mas não sabia antes, mano. >> [ __ ] [ __ ] É, >> às vezes amar não é estar próximo. Às vezes amar é fazer o que dá para fazer. Às vezes buscar o tratamento, ajudar a pagar o tratamento, procurar saber se tá bem, se tá indo bem, se tá tratando. Isso é amor. >> É, mas é outra coisa que até eu sempre falo aqui no podcast assim, sabe, pras pessoas. Pô, velho, busca médico, busca ciência, busca, sabe? A gente durante muito tempo a gente se apegou demais com com
religião, Sabe? O problema é espiritual, é espiritual, isso aqui é um espírito, isso aqui é mal olhado, isso aqui é isso, sabe? Umas coisas louca, sabe? É mal olhado, é é um espírito ruim que tem dentro da casa. A gente pensava essas coisas mesmo, sabe? É, mas essa era uma abordagem da doença mental há muito pouco tempo, né? >> E aí deixou ela sozinha assim e depois, anos depois que a gente foi buscar mesmo um tratamento com o médico, né, que o Médico diagnosticou, falou: "Ó, isso aqui é esquizofrenia, tem que entrar com esse remédio".
E assim que entrou com remédio, cara, ela melhorou assim, foi uma mudança assim, negócio muito louco. E só que infelizmente tinha chegado num ponto >> que o cérebro já tinha fritado assim, sabe? Então, às vezes as pessoas ficam tipo, ah, vou vou no vou na merda do pastor Mirim lá para Rasgar o diagnóstico. Cara, pelo amor de Deus, velho. >> É doença mental não é falta de Deus. Depressão não é falta de Deus. Ansiedade não é espírito. Esquizofrenia não é coisa maligna. A doença mental precisa ser levada a sério. É cada um dentro da sua
perspectiva. Doença mental não tem a ver com religião. Não a quem tratava antigamente, quem tinha doença mental, os internações eram sanatórios espíritas. Olha o tanto que a religião Era misturada com a doença mental. >> Sim. >> Os sanatórios eram sanatórios espíritas, como se a doença mental fosse algo numa perspectiva metafísica. É muito novo tratar a doença mental como doença, não como algo espiritual. E aí sua mãe é uma das milhares de vítimas, né? >> Não, eu fico assim, cara. Quantas vezes que a gente não levou um líder espiritual para dentro de casa e não levou
a [ __ ] de um médico, velho, sabe? Levou gente para rezar lá dentro, levou gente que entrou e nossa, eu não entro aqui não. Muito carregado esse ambiente. Tem tem um demônio aqui dentro, tal, né? E a gente nessa alucinação levou vários e não levou um médico, velho. >> Mas escuta, cabeleira. Levou a merda do média. >> Isso levou o que tinha. Ó, o que tem isso, vamos levar. Vocês nunca deixaram de buscar, mano. É, é importante que a tomada de consciência ela é importante, Porque quando a gente conhece, a gente é libertado ou
liberto, o conhecimento liberto. >> Conhecimento liberto. >> Quando eu sei, eu vou atrás da coisa correta. Por isso que o nosso papel aqui, o de vocês também, incessantemente, é levar conhecimento para as pessoas. A gente é livre de tudo aquilo que a gente conhece. A gente é escravo de tudo aquilo que a gente desconhece. Qualquer coisa que falar Sobre a mãe de vocês, vocês aceitava. Vocês eram escravos porque vocês não sabiam o que era. >> E foi foi depois do podcast que veio o conhecimento, sabe, para esse caso específico >> que a gente tá tratando
aqui. Ele começou, conversou e falou: "Porra, >> pode ser isso que quando deu start, é quando ele busca o a ajuda correta, porque quando ele fala: "Ah, nunca fiz nada". Não é isso, né? Houve tentativas Que eram erradas, mas eram tentativas dentro do conhecimento que você tinha. Pois pode dar certo, vamos tentar. Então não é que nunca teve uma tentativa, é que você não tinha o olhar direcionado, você não sabia o que buscar, >> não sabia onde recorrer, >> não sabia. >> Quando a gente ignora alguma coisa, a gente sai batendo a cabeça, >> entendeu?
É importante pensar nisso, tipo assim, pô, será que eu não fiz nada Mesmo, né? Fez fez, fez um monte de coisa, só que tentou com recurso que existia. >> Sim. O, e o padre Fábio, ele tem uma contribuição incrível assim para uma ajuda comigo, sabe? E foi a questão da gente, a gente falou muito aqui, inclusive tem episódios a gente falando sobre isso, tipo, ó, te amo, tá tudo certo, né? Eu acho que isso, isso é uma parte do honrar, né? Eu sou sou grato pela minha Vida. Sou grato mesmo, [ __ ] né? Tudo
que eu tenho aqui, meus filhos, minha esposa, minha casa, meus amigos, meu sobrinho, minha família, tudo que eu tenho assim é graça minha mãe, velho. É graça a graça minha mãe, graças meu pai. Então, e eu acho que e reconhecer isso é uma forma que você tem de de honrar eles, né, >> Rodrigão? A a como é que chama aquela teoria? Constelação familiar. Ela vai dizer que O mais precioso que nossos pais, uma especial nossa mãe poderia nos dar é a vida. Todo o resto é depois e é plus. >> Uhum. >> Nós temos que
ser gratos pelo simples fato dela ter nos dado a vida. >> Exato. >> O resto é depois. Sua mãe poderia ter escolhido que você não viesse ao mundo. >> Ela permitiu que você existisse. Ela te deu a vida. Não existe nada mais precioso que isso. Só por isso ela já Merece ser honrada. Todo o resto vem depois. E e tem gente que igual teve seguidor falando assim: "Pô, velho, minha mãe me abandonou, fui criado sozinho na rua, eu fui criado por ti, por avó, cara, é [ __ ] é [ __ ] para [ __
] né, infelizmente. Mas é é a hora que você entende isso, né, ó, beleza, obrigado, pelo menos você me deu a minha vida, eu tô aqui por conta de você. já é uma parada que é libertadora, né, você Entender isso daí, né, ó, tá tudo certo. >> Eh, e aí o padre Fábio completou com isso, né, porque eu ficava me questionando, tipo, mas eu eu sei disso, mas eu tenho que amar ela igual os meus amigos amam a mãe. Eu sei disso, mas eu tenho que amar igual igual você às vezes se questionar assim, eu
tenho que amar meu pai igual o Rodrigo Robertinho, ama o pai dele >> não, velho. Não tá tudo certo. Te amo, né? Aqui, aqui na minha mesa, eu escolho Quem vai sentar. Não, não tem essa relação. Infelizmente nessa vida nunca vai ter, né? Mas eu te respeito do fundo do meu coração. E >> Rodrigão, o Jorge, meu marido, ele chegava com 30 e tantos anos na casa do pai dele, sentava, punha os pés nas pernas do pai dele, o pai dele ia fazer carinho no pé dele, cortar a unha, passar a mão no pé dele.
Meu pai não sabia minha data de nascimento. Se a gente for comparar e querer que a Relação seja igual, você sofre demais, uai. >> Ah, eu queria que a minha mãe fosse igual a mãe do Robertinho. Acho que isso que é amor, o que não é isso não é amor. Nossa, aí nós vamos morrer, ué. Cada um constrói o que dá, o que deu nessa existência. Cada um vai vão ter mães que vão ter uma relação muito próxima, que não foi a que você construiu, mas foi o que deu nessa existência. >> Felizmente, felizmente é
a história que deu. Eh, que vocês falaram aí, tipo, da, ah, mãe, o Simpson Fer te dar uma vida, pô. Já até a gente falou no começo, o Cabeleira fala, pô, teve uma romantização sobre mãe, talvez não é assim. E não é sobre romantizar o termo mãe, é sobre merecimento realmente, né? Não é romantizar, é valorizar o que realmente existe. Porque você já você foi mãe, você sabe, são ve meses são sofridos, né? Passando mal, é Um corpo em transformação, muitas vezes sozinha, né? o pai não tá junto, ela não sabe como é que vai
ser o futuro. Enfim, o simples fato de ter nascido já foi uma mesmo sem querer, teve um sacrifício da mãe ali naquele momento, né? Então isso não pode ser esquecido também, né? Se ela deu conta do recado final ou não, não sei. Mas ela, um tempo dela, do corpo, da vida, do sangue, do sono dela, ela perdeu para ser, >> ela escolheu de que forma que ela conduziu essa maternidade. Aí é dentro daquilo que ela deu conta, das condições mentais, sociais, >> psicológicas. Mas você falou um negócio que eu sou um pouco hater e você
vai concordar comigo. Eh, nessa busca pelo entendimento do que tava acontecendo, eu cheguei aí, inclusive pessoas que tiveram aqui no podcast duas vezes em constelação familiar. É, cara, do céu, vou te falar um Negócio, bicho. Foi ruim para [ __ ] aqui lá, sabe? Foi muito ruim porque eu não sei se é o jeito que as pessoas fazem, as pessoas não sabem fazer. Às vezes a pessoa faz um curso ali de um final de semana e se desconstelador, mas é tipo virar para você e falar assim: "Ó, Andreia, esse bonequinho aqui é seu pai e
agora você põe a mão no seu pai aqui e fala isso daqui, repete isso, repete aquilo, repete aquilo outro", sabe? E aí o dia que eu fui nessa Constelação, ó, esse bonequinho aqui é sua mãe, a partir desse momento você vai falar: "Eu te perdoo, eu isso, eu aquilo, eu aquilo outro". Repete isso, repete isso. Eu falei, cara, dá não, velho. Não vou falar isso não, bicho. Não vou falar isso não, sabe? E ainda bem que eu não falei. Ainda bem que eu não falei. >> Não ia mudar nada, cabeleira. >> Não, mas ainda bem
que eu não falei. Eu não fale, velho. >> Não, não, não, não muda não. Não muda não. Eu já vi várias pessoas aí. >> Mas é porque também, Rodrigo, existem técnicas específicas para pessoas específicas. Eu, por exemplo, se se eu fizesse terapia com TCC, com cognitivo e comportamental, não ia dar certo, porque não é o meu funcionamento mental, psicológico. >> Ah, o TCC, se você tem uma crise de pânica, ah, eu vou no shopping, eu tenho crise de pânica, eu tenho fobia social, Não gosto de ver muita gente. Quando eu vejo muita gente, eu passo
mal da crise de pânico. O TCC vai falar para você, você tem que ir no shopping fazer enfrentamento. Isso para mim não ia dar certo. Eu ia falar para você que essa é uma péssima experiência, porque o que dá certo para mim, para entender minha mente, é a psicanálise, os motivos que me leva a ter crise de pânico, quais a raiz do meu pânico, mas aí é estilo. Tem gente que Vai falar assim: "Não, eu amo TCC, porque você tem que enfrentar, você tem que resolver, ele já te passa um exercício, ele não fica filosofando
demais." Aí a perspectiva. Tem gente que vai na constelação familiar, resolve uma existência. Tem gente que odeia, >> é aceitado juridicamente, né? Tem casos em que a justiça né, >> alguma validade deve ter ali, né? >> Não tem, tem é uma ciência, tem Questões. Claro que aí tem formações, forma que foi feito, conduzido, enfim, tem n coisas, mas é estilo. >> Uhum. >> Estilo de cada um. >> Ô, Andreia, gente, falando de umas coisas boas aí, eu preciso que você dê mais uma dica aqui, né? Vou explorar um pouco mais. E os molequ eu falo
assim, quando a culpa não é só dos pais muitas vezes, ou talvez continue sendo, quando o moleque fala assim, ó, eu não pedi Para nascer, que que eu tenho que fazer? >> Pois é, você não pediu mesmo não. Quem pediu foi eu que pedi para você nascer. >> Como foi eu, a responsabilidade é minha. Vou conduzir do meu jeito. >> É. É, eu que eu que escolho. Então você não pediu, então agora você se preocupa. É, você me deu o melhor argumento. Você me deu o argumento matriz, >> molequinho. >> Você tá sofrendo com isso
daí? >> Eu não, não, mas eu sei que um monte, eu já vi isso acontecer, cara, e eu penso, [ __ ] cara louco. >> Exatamente. Você não pediu, quem pediu foi eu. Já que foi eu que pedi, então a responsabilidade é minha. Se a responsabilidade é minha, eu vou conduzir do meu jeito. >> Não, isso é bom, hein, mano? Eu nunca passei. Se eu passar, eu nem falar: "Ah, moleque assim, cara. Conversa é bem mais curta. Eu sou, eu converso pouco. >> A gente tem uma loja de brinquedo, você sabe, >> mas é, eu
já vi umas coisas, mano. >> As coisas que a gente bebendo uma loja de brinquedo, >> de pai, mãe, filho, assim, sabe? >> Eu imagino. >> Eu já vi filho, sabe? >> Faltar bater, né? >> Assediando o pai e a mãe para comprar as coisas, velho. Eu quero isso, eu quero isso e eu vou ganhar. Não, meu, não tem Dinheiro não. Eu quero. É agora. Você tem sim. Me dá o cartão aqui e passa aqui. Não, meu filho, não. Você vai passar. Eu tô mandando. Tô mandando. Sabe coisa assim que já, ó, eu já tive
vontade >> de não vender. >> De não vender. Eu não vou vender. Você não merece essa porcaria, rapaz. Você sai daqui. Eu já tive essa vontade. >> A criança, a criança, Rodrigão, ela tá no lugar dela. Gente, é, >> a criança tá no lugar dela, no lugar do desejo, no lugar do ego e no lugar da ausência de limites é da criança. Quem tá errado é o pai. É o pai que é um idiota. Porque o pai se sujeita, se submete. A criança tá errada não. Seus filhos também pedem, seus filhos também dá birra, faz
parte da infância. >> Tá fazendo um papel dela. >> É, é parte da infância. A criança, ela é egóica, ela pensa nela o tempo todo e aí Não é patológico ainda. Ela pensa nela o tempo todo, ela não tem limite, ela não tem causa consequência, ela só quer o desejo na criança, só deseja. Uma vez eu lembro nitidamente de novo, Tomás, né? Nós chegamos num, acho que num supermercado, tudo chegava no supermercado, ele pedia alguma coisa, ele era bem pequenininho, nem tinha B. Aí ele olhou, nem era no supermercado, era numa loja de departamento. Aí
ele olhou, não tinha nada para ele pedir, Ele olhou, olhou, olhou, me dá um liquidificador, tipo assim, alguma coisa tipo, alguma coisa eu quero. Não, essa semana >> fala aí, Pedrão. >> O cara foi lá na loja semana passada, ele me entregou o celular e falou assim, ó, vou ligar pro meu filho, >> fala para ele que não tem o que ele quer, porque se eu chegar lá em casa, tiver e eu contrariar, ele, ele vai me bater. Que isso? >> Olha aí, cara. >> Semana passada, >> olha aí. >> Isso aí já era, já
tá perdido. Pode esquecer. Pode jogar padal. >> Sim, sim. >> Já era. O papel da criança é desejar. desejar ilimitadamente, mas o papel do pai é colocar limite. Ué, se o pai não coloca limite, ele vira refém do reizinho. Existe o rei e existe os súditos. Os súditos são os pais, os Professores, a polícia. Que loucura. >> E e mais uma vez, né, igual a gente tava falando da história do bebê reborne, essas coisas vão acontecendo e vão influenciando as pessoas. Vou te dar um exemplo aqui. Ah, compra pela internet. Se dá merda, pessoa pode
processar. Defesa do consumidor. Quando você trabalha com um brinquedo, a maior desculpa que você escuta é o seguinte: comprei, atrasou, frustrou meu filho. Meu filho não pode frustrar porque você Falou que entregar hoje, você entregou amanhã. Meu filho tá irritado. >> Hum. >> Meu filho tá chorando aqui porque era para entregar hoje, entregou amanhã. Nossa Senhora, você errou aqui, ó. Você faz, você faz 100.000. 1 vendas no mês, você errou uma, você mandou trocado, você vai destrocar, você vai destrocar, você vai resolver, você vai dar um brinde, você vai você vai corrigir seu eu, você
vai reparar seu eu com um Acerto depois. Não, não, não, não. Meu filho tá aqui desesperado, chorando aqui por conta disso aí. Vou te processar por conta disso. E esse, essas coisas elas vão crescendo, tomando proporção. A hora que você vê, tá todo mundo replicando esse tipo de situação. >> Aí o dia que a namorada falar que não quer mais ele, ele terminar com ele, ele pratica um feminicídio. >> Exato. Nunca frustrou pequeno. >> Não é, Rodrigão, não tem ser humano Maduro se não for frustrado. >> Nunca escutou um não da vida. humano não cresce,
não amadurece se não for frustrado, se não souber esperar, se não receber não, se não receber limites. Aí depois o povo fala: "Ah, você prega educação moda antiga?" Não, eu prego, eu prego a educação. Nós estamos criando gente, ô bicho. Ué, como assim? Que que é isso? Que doidura é essa? Que ausência de limites? Que Ausência de de colocar as pessoas no lugar onde elas têm que estar? Uai, simplesmente porque o brinquedo atrasou, ele vai surtar. Ele não sabe esperar, ele não sabe ser frustrado. >> Eu tinha, eu tinha um primo e direto ele bati
o carro do pai direto. Deve ter batido o carro mais de 50 vezes. >> Era bom para dirigir ele, hein? >> Eu eu lembro que ele ele deu PT num perca total noss carros. Ele deu perca total em mais de 12 carros. >> Nossa senhora. >> Eu batia direto, direto, direto. Era um trem, é, não era trem loucura. Tanto é que ele era cheio de ponto também. Devia ter mais de 600 pontos no corpo. >> Tinha mais ponto que o Fluminense do campeonato. >> Tinha mais ponto. Uns uns 15 anos depois do último acidente dele,
ainda saia ctiv dentro dele assim, ó. Isso >> ele fala: "Não, tô saindo um c de vida Aqui, ó, nas costas aqui". Retirado. Loucura esse negócio. O dia que meu tio falou assim, ó: "A partir de hoje eu não pago mais nenhum acidente seu e pis ele para seguir a vida dele, ele nunca mais bateu o carro. >> Ah, deve ter batido que era demais. É assustador. Assustador. A partir do momento que ele foi responsável por resolver os problemas dele, ele nunca mais bateu o carro. >> Ele aprendeu a dirigir. >> Cara, é impressionante, velho.
Assustador. Agora passou a ser da responsabilidade dele, né? >> É assustador, cara. >> Passou a ser a responsabilidade dele. É causa e consequência. Agora ele é que paga o conserto, agora ele para de quebrar. >> Sim, sim. sabe? E e ele durante uma vida ele não teve responsabilidade com nada. Ele ganhava tudo, ele tinha tudo, era carro novo, tirava carro zero, era Viagem, era não sei o quê, não sei o quê. E meu tio por era uma pessoa maravilhosa, mas nunca puniu ele. O dia que ele falou assim, ó, a partir de hoje eu tô
resolvendo, sabe? Acabou, acabou. Eu conheço um caso de >> Isso acontece, olha que loucura. Isso aconteceu o dia que, tipo, meu tio, ele pegou uma folha de cheque do meu tio, a última no talão, falsificou, que ele falsificava a letra perfeita assim, ó. Ele pegou e falsificou a assinatura do Meu tio. >> Que isso? >> Foi lá no banco, sacou uma grana e foi pra praia com a namorada dele. >> Meu Deus. ficou uma semana na praia torrando. O dia que meu tio viu que ele e foi muita grana que ele tirou da conta dele
assim, sabe? >> Não, uma semana na praia uma mulher >> não sei lá se tivesse hoje tirou 100.000 da conta do meu tio que ficou juntando grana muito tempo. Era dinheiro para Dinheiro para comprar quase uma casa. >> Meu tio descobriu. Vai embora agora de car embora agora. Você não mora aqui mais não. >> Pôis para fora de casaão. >> Depois para fora de casa não ajudou em mais nada. A partir daquele momento, ele começou a viver sozinho, ele começou a trabalhar, ele parou de bater carro, resolveu a vida dele. >> Resolveu a vida dele,
velho. >> Educação com limite. Enquanto eu não tenho limite e eu não coloco causa e consequência, eu não sei o preço que eu vou pagar pelas coisas, as coisas vão ficar delargadas. A partir do momento que passa a ser a minha responsabilidade, eu começo a tomar consciência das coisas e fazer de forma diferente. A forma com que nós estamos educando essa educação extremamente permissiva, nós estamos criando futuros narcisistas, psicopatas, Eh, como a pessoa que não é frustrada, ela vai crescer um adulto de que jeito? É o que eu falei, ele vai te parar na rua
e vai tomar seu carro. Ué, ele quer ter o carro. Se eu não tenho dinheiro, eu vou lá e falsifico a assinatura e pego o dinheiro. Ué, que que é isso? Que loucura é essa? Todos os será que eu expus muito? >> Não, mas ninguém sabe quem é não. Ninguém sabe quem é. Assim, só a sua família, né? Eu >> adoro isso fos. Mas todo mundo que viveu nesse nesse nesse formato, cabeleira, virou eh negativamente. Nenhum deles ficaram uma coisa positiva, porque eu conheço também uma pessoa que foi criada de jeito assim, e nem era
nessa proporção financeira não. Eles não tinham uma boa condição financeira, mas tudo que era possível era entregue pro moleque. E o moleque tem consciência de só que Ele não consegue ser diferente. Ele vira e fala assim: "Pô, e minha avó me estragou, porque tudo que eu queria minha avó me dava". Aí eu não trabalhei e não é porque não, ela dava para ele o suficiente. Menino, ah, quero comer um sanduíche, toma R$ 10. Ah, quero essa camiseta da Nike, não, filho. A camisa da Nike é 100. Aqui a gente não tem condição. Ah, quero a
camiseta ir lá percelar, dividir, tal, tal, tal. O resultado é esse, sabe? De Pegar a última folha de cheque de alguém porque ele quer uma coisa e como ele sempre ganhou, ele não consegue não ter. E aí esse moleque continua fazendo isso. Aí ele chegava numa tia, tia me empresta seu cartão, fazia uma conta, obviamente não pagava. Então, entendeu? Ele não cria uma personalidade, não vai dar certo, >> maturidade suficiente para entender assim, eu não posso ter e não vou ter. >> Ele não tem essa maturidade, essa Capacidade intelectual, não desenvolveu. >> É, e não
vai dar certo, gente. Você plantar venta, você vai colher a tempestade. Uma pessoa criada assim vai dar problema lá na frente, não dá erro. Vamos só acabar com os super chats aqui. Eu sei que você tem uma live hoje, não tem? Não tem, tem live às 8. >> Live às 8 hoje da Dra. Andreia. Vai ser no seu Instagram a live? >> Vai ser no meu Instagram. >> Olha aí. Olha aí. >> Aí galera, então se você tá gostando do assunto aqui já vai lá no Instagram. >> André é André Vermundo. Andundo. André sem i.
>> Já se inscreve lá. Seja segue André. E aí tem live hoje você vai ver aí que você vai ver que que é aprendizado. Vai estrar lá. Hoje nós vamos falar de como que a ansiedade se reflete no corpo sobre doenças psicossomáticas. A, tipo pissoriase, >> gastrite, psoriase, ruunha, A maioria das doenças. E como que elas têm um fundo emocional? >> Meu moleque rói unha. >> Imperdível, hein? >> Imperdível. Hã, >> bruxo. >> Vamos falar de bruxo. >> Bruxismo também. >> Violento. >> Ansiedade. >> Bruxismo é agressividade contida. Agressividade, >> [ __ ] Vamos voltar
pro box, Pedrão, para você libertar seu bruxismo é isso, sua vontade de comer um, de matar um. >> Fez sentido para você? Agressividade contida? >> Fez, fez. >> Ah, tá. >> Fez. >> Vamos voltar pro box, Pedrão. Hoje erção, >> eu já te contei da história com Pedro, Nosso diretor, com 11 anos, ele colocou de novo, mano, >> atrás de um cara assim. Aí agressiva. Aí o brux >> tava que tava brigando com a mãe dele. Ele colocou a faca atrás do cara. Falou assim, ó, sai da minha casa agora. >> 11 anos. >> 11
anos você fez isso. >> Pessoa calma. Ela é um vulcão e erupção. >> É, eu tenho que voltar pro box. >> Ela é brabo. >> Ó, Loriane mandou um super chat. Obrigado, Loriane. Inclusive, ela é membra do nosso canal também. >> Oh, Lauriana, >> a Carol, membra do nosso canal, falou aqui, ó, pede para Andreia falar sobre os bebês reborns. Nós falamos, né? Eh, inclusive falamos lá no comecinho do episódio. >> Volta lá, assiste de novo que você vai ver. 1 hora 4 a gente vai estar falando do Ribos. >> Fala a Marila, Dino. Ah,
ela falou, já li já do casamento narcisista. Ela também mandou aqui, a Marielissa mandou aqui, doença psiquiátrica. Todas podem ser hereditárias? >> Eu sei que algumas são, mas não necessariamente. >> Elas têm fator hereditário. Elas precisam de genética e epigenética. genética e o ambiente para ela poder virar à tona. Então, o fato de eu ter um fator genético não quer dizer que eu vou Ter essa doença, não só as não só as psiquiátricas, mas todas as outras. Então, por exemplo, eu tenho gem do câncer, mas se eu não crio o ambiente para esse gem virar
à tona, ele não virar. Então, ah, não fuma, tem uma vida mais tranquila, faz exercício físico. Com as psiquiátricas acontece muit a mesma coisa. Eu preciso genética e epigenética ambiente. >> E a última aqui do da nossa live, a psicanálise explica a sensação de que os Filhos do meio não recebem a mesma tensão. Filhos do meio aí do chat, vocês também tiveram essa impressão? >> Tem essa, tem essa máxima, né? E a hora que você falou que eram sete filhos, eu ia te perguntar em que classe você tava. Você já contou que vocêa caçula? Foi
mimada. Foi mimada, filho. Mimada >> filho do meio tem muito esse estigma. É porque o primeiro ele é muito esperado, muito desejado, muito ansiado. O último é o último, é minha última oportunidade. >> E o do meio é o quê? >> Hã? >> Poxa, >> é, entendeu? Mas olha aqui para você ver o tan que é interessante no meu caso. >> O o eu não tenho esse problema. Eu tenho três filhos. Eu não tenho esse problema porque o meu filho do meio, na verdade, é o meu filho mais velho. E o meu filho mais velho,
ele é o meu caçula. >> Ué, como assim? Você tem três gêmeos, >> não é? O seguinte, >> é porque o Robertinho foi pai com 15 anos. >> É, é tipo assim, ó. Eu tenho >> E aí eu só descobriu o filho anos depois. >> O meu filho do meio, que é o mais velho do meu casamento com a Bianca, ele era o meu filho mais velho. Nasceu hoje eu não tinha nenhum. Não vai casei sem filho. Casei sem filho. Eu tive um filho. Ele é o mais velho, certo? Foi o primeiro Filho que eu
tive. >> Sim. Ele virou do meio, >> isso. E aí depois nasceu o Otávio, que é o caçula. >> Uhum. >> E aí depois dos dois prontos, já a gente vivendo e tudo, surgiu o Igor. E o Igor veio, ele só que ele é bem mais velho. Ele já apareceu com 20 anos na minha casa, >> muito mais, Robertinho. >> Tá, mas vamos pensar com 20 anos. o Dobro da idade do do do meio, que até então era o mais velho. Aí o meu filho, que foi o último que apareceu, que para mim então é
o caçulo, que foi o último que eu recebi. >> Sim. >> Ele na verdade é o meu filho mais velho de idade. >> Aham. >> Então o meu filho mais velho, que é o do meio, que é o Augusto, >> confundindo a galera. Tá confundindo a Galera. Uhum. >> É confundindo a galera. E bateu uma vitamina ali. Não, mas eu entendiu. >> O meu filho mais velho é o do meio. O meu filho mais velho, na verdade, é o caçula. >> É o caçula. Porque chegou por último. >> É o último que eu tive. É
porque se eu fosse ali, aí você vê, vira uma bagunça de novo, que é o que eu gosto de fazer. >> É, Andreia, obrigado. >> Que é isso? Eu que agradeço a oportunidade. Vocês são hosts maravilhosos aí. >> Estar em casa, estar aqui com vocês. E hoje vocês acessaram um lugar e só quem tem a senha. >> Quem tá aprendendo, hein? Éendes ficando perigosos. Ó, o pessoal aqui comentou muito aqui pedindo você pelo menos uma vez por mês aqui no Três Irmãos, ó, fazer um quadro vocês é muito boa, as pessoas são muito Generosas conosco.
>> Ó, a Kellia Souza, ela é membra, ela falou: "Achamos o terceiro irmão, >> eu acho que é você mesmo." É, galera, então vou agradecer muito o Instituto Oliver Carreiras Policiais, que é quem é banca toda essa estrutura aqui com a gente, é um super parceiro nosso, né? Se você tem intenção aí de se tornar um policial, tem uma estabilidade financeira também com concurso público, Procura o Oliver, ele é quem mais aprova em todo o país, Instituto Oliver. e mandar um abraço aí para você que tá nos ouvindo no Spotify. A gente tem uma galera
enorme que tá dentro do Spotify. Então, cara, obrigado vocês estarem com a gente. Continua aí e se possível também do Spotify, vai lá e se inscreve no canal. >> E gente, e Best, mais uma vez, a gente precisa muito ganhar esse prêmio aí, por isso contamos com você. O link tá na Descrição. Vai lá no IBEST, vota no podcast Três Irmãos. A gente precisa ficar entre os melhores do Brasil aí no no Prem Bash. E só vocês podem ajudar. Tem que votar todo dia até o dia 13 de junho pra gente classificar entre os 20.
E aí depois é um abraço. >> Se eu ganhar o IB, eu vou fazer uma coisa surpreendente. >> O que, Robertinho? >> Ai, ai, ai. >> Tem que ganhar primeiro. >> Valeu, gente. Valeu, galera. Tchau, gente. Obrigado. Um abraço.