Fala aí, meu povo. Sejam muito bem-vindos a mais um na mesa. E hoje temos um convidado em teste. Você vai aprová-lo ou reprová-lo aqui nos comentários. Então comenta, pode xingar. Não, não pode xingar não. Você é crente. Mas enfim, temos nosso convidado querido Lucas. E aí, tudo bem, gente? Muito bom. Apresenta aí pra galera. Você que é um profeta das nações, um guerreiro espiritual. Sou, sou. Talvez os pastores do mais pentecostal, mais carismático, mas eu sou o Lucas, sou casado com a Ana, sou pastor aqui na onda também, eh, sou natural de Tjaí, tava lá
em São Paulo, participei do processo da plantação de São Paulo, pastoria Avenida Paulista e agora tô aqui em Joinville com a minha família. Muito feliz de estar aqui hoje com vocês. Com a minha família, Ana, Timóteo, Joaquim. E como a galera de Itajaí fala? A galera de Tajia, eu vou, acho que o litoral, né, de Santa Catarina, ele tem o X, né, é dois, três. Tem uma coisa que a gente fala, quer pega, entendeu? Fala muito mais rápido do que Mas tu chegou a aprender a misturar o paulista com a Itajaí, tem algumas coisas a
gente, por exemplo, Paulista fala muito meu, meu mano, entendeu? E aí a gente acaba falando meu, não sei o que, sabe? Mas não dá para misturar muito, não. É bem Mas tu entende aquele cara que faz o aqueles memes do Podá lá? e chegou e pá e tal. Aham. Não, a gente entende, a gente tá lá, a gente entende, né? Porque assim, eh, São Paulo, quem é o quem tem uma um sotaque bem puxado meu, aí carregadão, aí tu vê assim, tu consegue verad, meu não sei que é meu, não sei o que, mano, que
não sei qu, não sei quê, que agora uma coisa que eu tenho que afirmar é que eu não acho que o pessoal aqui de Joinville tem sutaque, né? Joinvilense. Pois é, a galera fala, cara, que Joinville fala meio cantado, tal, enfim. Eu não tenho. Eu acho que eu sou cidadão do mundo, né? Até porque eu sou paulistano, né? É que se for mais pro litoral acho que pega bem mais cantado, né? Não, mas assim, ó, por exemplo, o, né? O oeste de Santa Catarina tem o litoral, tem o X, né? Florianópolis também fala bastante X,
não sei quê. É porque Joinville, por ser uma cidade industrial recebeu muita gente de fora, né? E acabou que essas características linguísticas nativas Joinville foi se perdendo. Eu digo isso porque eu cheguei aqui em 96, 97. Você era nascido, Lucas? Mamãe tava tenda, tava tentando. Enfim, cheguei aqui, acho que foi 96, talvez. É 96, acho que foi. Tudo era mato. Tudo era mato. A João Colin era matou mato. Eh, não, mas aí tinha, eu lembro que tinha um sotaque carregado. É, sutaquezão alemão, provavelmente era bem forte para tinha muitas, muitas práticas e cultura, enfim, bem
própria de Joinville, assim, de tipo horário de comércio, botar a cadeira na calçada para conversar. Não, isso não, nunca teve em Joinville. Joinville não é esse tipo de cidade interior assim. Ah, mas por exemplo, é uma cidade como colonização alemã matriarcal, então tipo assim, ah, os almoços em família, muito típico isso, assim, até hoje é, mas era muito mais, né? Mas tu pega as cidades de colonização alemã aqui da região, as outras todas mantêm um sotaque mais forte, né, alemão e tal. Joinville acho que mesmo por causa da E tu sabe o que eu descobri
que Blumenau, Blumenau, que é uma cidade também colonizada por alemão, aliás, um abraço para onador Blumenau. Blumenau. É. Eles tem escolas que dão aula de alemão. Muito legal isso. Fica mantendo viva cultura ali. Blumenal, Pomerode. O Rams, né? Jaraguá. Várias cidades. Comendo porco. Comendo porco. Joelho de porco. Joelho de porco. Meu um pato assado. Não, ali tá gente ficando matinha. Tempo atrás que eu não fui pregar em Mogimirinho. Eu fui num restaurante alemão, né? Chucrute. É. E fazia muito tempo que eu não ia, cara, porque aqui em Joinville tinha bastante. Agora pois é. restaurante alemão
aqui Joinville. Mas enfim. E aí, tudo certo? Tudo ótimo. Gosto Cers. Aham. Acabou que subi um degrau. Sim, mas eu acho eu acho legal assim. Galera, coloca aqui o Kypers cantando rap porque a nossa audiência merece ver esse episódio na vida do merece o gingado. Merece ver o Sim. Não, mas eu Vamos lá. 1 2 3 Coloca aqui MC Kers tocando para geral contar história. Voltando. Olha só, o Cypers é um monstro. É um monstro do rap. Não, mas assim, né, por mais que por da tua carreira Exatamente. Da tua carreira luterana. Exatamente. Não, e
por mais que não pareça assim, pô, eu já já gostei de rap, né? Já tive minha fase. Meu Deus do céu. Eu não quero nem perguntar que ele ouvia. Fala isado. Não fala isso. Abaixa assinado. O Kyers não pode gostar de rap. É, ele parece o Greg do Cris lá. O Cris Greg lá exatamente querendo ser, né? Querendo. Mas enfim, mas mas que que você curtiu do rap? Vamos ver. Não. Eh, por exemplo, igual a gente falou aqui, né? A gente tava falando sobre pregador Lu antes, né? Lu. Aí, por exemplo, eu ouvi algumas músicas,
eu não conheço todas, dos Racionais. E aí eu tinha minha época mais imagina o K cantando negro drama. Eu ficava assim, pô cara, branco drama, branco sucesso lá lá em Mafra, né? Lá em Mafra. Lá em Mafra. Não. Ah, daí assim, daí eu vi alguma algumas outras que eram mais acho que mais besteirinha assim, né? Tipo, ouvia na época ali da adolescência, eh, por exemplo, Léo Stronda, né? Esses caras assim. É isso aí, galera. Muito bom tá com você. Vamos, vamos rodar vinheta porque esse aqui tá indo, tá indo buraco abaixo. Tá indo buraco abaixo.
Cai, é que eu acho legal assim a a forma, né, de falar rápido, de cantar rápido. Acho legal isso, sabe? Tá bom. Eminem, por exemplo, ouvi várias vezes, mas não me sente. Não. Beleza, mano. É isso aí. Show. Boa. Boa. Faz parte, né? Mas não me considero, né? Nem um pouco assim. Por mais que, né, realmente ali no vídeo, eu acho que deu para deu para ter uma desenvoltura boa. Deu, deu com certe. Mas eu realmente acho que não é não é para mim, né? Acho que o melhor é isso. Legal. Gente, hoje a gente
vai trocar uma ideia a respeito de um comentário do filósofo Luiz Felipe Pondé e é um comentário bem curioso porque ele destaca esse valor, eu diria, natural da igreja. E a gente vai comentar um pouco sobre a fala dele. Eu acredito que é pertinente, enfim, a gente entender até como o mundo enxerga a igreja e a perspectiva da comunidade da fé. Mas para começarmos, roda a vinheta porque tá começando mais um na mesa. [Música] É isso aí meus queridos. Luiz Felipe Pondé numa entrevista na rádio Jovem Pan, ele fez alguns comentários a respeito da igreja
e a gente vai colocar aqui na tela para você poder acompanhar, tá bom? Vamos lá. Não, mas os evangélicos pagam dízimo, como se toda a igreja evangélica fosse um um campo de corrupção generalizado, que não é fato, certo? Então assim, mas eu acho que essas igrejas evangélicas, você entra numa igreja dessa, você ganha relações, você deixa de ser terrivelmente invisível, como a maior parte de nós todos somos, inclusive quando você tá falando de um extrato social médio para baixo. Invisibilidade e relevância. O Brasil é um país que nega cidadania a todo mundo, praticamente, talvez não
a uns quatro, cinco pessoas, nega cidadania a praticamente todo mundo. Então você entra na igreja, você ganha o que fazer no final de semana, os filhos de repente começam a namorar, né? Você faz amizade, normalmente as mulheres vão primeiro porque as mulheres sempre buscam ajuda mais fácil do que os homens, que os homens ficam mais, né? Mesmo que esteja enchendo a cara, consegue levar um cara desse pra igreja. Ele chora, ele é abraçado, faz amizade, tudo isso no âmbito do batismo do Espírito Santo, certo? Então eu acho que a teologia da prosperidade ela se realiza
inclusive quando de repente ele arruma um emprego para mim. Tô desempregado há muito tempo, começo a trabalhar com o irmão, certo? O irmão tem lá um negócio no bairro, a gente começa a trabalhar junto, a gente tem programa de final de semana, você estabelece uma rede de relações. Isso é profundamente liberal no sentido econômico. Eu quero dizer, é uma igreja tratando como um singular universal dos evangélicos. Você não é uma igreja só. É uma igreja em que dá as pessoas a iniciativa de buscar se relacionar com Deus sem muita burocracia. E na medida em que
elas apresentam alguma mínima melhoria de vida, seja econômica, seja social, elas vão interpretar isso e vão ajudá-las a interpretar assim como sendo uma forma de reconhecimento de que elas receberam o Espírito Santo, o batismo, receberam Deus no coração. Eu acho isso humano, demasiado humano. É isso aí. Esse é o comentário do Luís Felipe Pondé. Eu acho que ele arranha alguns assuntos curiosos. Sim, vamos começar pelo começo, né, que talvez seja exatamente, eu diria, esse estereótipo e eu diria inclusive intencional da mídia. De alguma forma, dá a entender que a igreja, enquanto instituição, organização, ela tem
finalidades financeiras exclusivamente. Vocês ah enxergam que o mundo tem essa perspectiva acerca da igreja? Como que as pessoas, enfim, fora do contexto da igreja enxergam essa relação da igreja e dinheiro? Na opinião de vocês? Olha, eu vejo que em geral eu não acho que todo mundo que não é da igreja olha pra igreja como um ambiente de aproveitar das pessoas na questão financeira e tudo mais, mas eu acho que existe sim uma parcela significativa das pessoas de fora da igreja, que talvez esse assunto financeiro seja um dos mais eh um dos mais delicados de se
conversar ou um dos que mais gera pulgas atrás da orelha, né? Eh, por exemplo, esse final de semana mesmo tava assistindo a transmissão de culto, né? Ah, um dos nossos cultos. E aí, por exemplo, tem um momento de dízimos e ofertas do culto, que é normal, né? Daí uma pessoa comentou no chat, né? Ah, ah, entrei aqui na live achando que era para Jesus, mas vi que estão pedindo dinheiro também. Entende? Qual que é o ponto, né? Ahã. Ela interpretou que, bom, se é igreja ou se é sobre Deus ou se é sobre Jesus, não
pode falar desse assunto ou não pode de alguma maneira eh incentivar as pessoas a ter uma oferta, uma contribuição ou ali no caso o dízimo, né, que isso é negativo, que isso é danoso. Eu acho que isso é culpa de uma cultura da igreja, por um lado, de ter fomentado em muitos momentos uma talvez sim, uma exploração financeira de muitas pessoas por uma teologia errada e por uma exploração realmente que não é bíblica, não é correta. Mas também, por outro lado, isso, na minha opinião, denuncia o quanto que o dinheiro de fato é um Deus
e é um ídolo da do mundo, das pessoas e tudo mais. Porque daí, por exemplo, as pessoas querem Deus, querem buscar a Deus. Mas aí se toca nesse assunto de alguma maneira, vem sempre uma repulsa, vem sempre uma uma antipatia, porque beleza, eu até quero Jesus, eu até quero buscar a Deus, mas já que tocou nesse assunto, que também é o meu Deus, esse assunto eu não quero tratar, não quero conversar, não quero lidar. Então, eu não acho que todo mundo olha pra igreja de fora, né, achando que a igreja é um ambiente dinheirista, algo
do tipo, mas sim uma grande parcela da população. Isso, por um lado, como disse, eu acho que é culpa da de igrejas que deturparam esse assunto, mas também é denuncia que as pessoas amam muito dinheiro. E mesmo que você faça uma abordagem correta sobre o assunto, as pessoas ficam escamadas, pensativas, com pé atrás e acham que, por exemplo, que nem ele falou, né? Uhum. Eh, você, e óbvio que aqui é uma comparação não exata, né? Porque você dar o dízimo na igreja não é sobre pagar um serviço, mas ele faz a comparação de serviço, né?
Porque ele tá usando a igreja como um bem de serviço que traz boas coisas, né? Aí ele fala assim: "Bom, você paga terapia, você paga isso, você paga aquilo para tentar melhorar o teu bem-estar social. E aí a igreja que tanto melhora o teu bem-estar social, você fica, tipo assim, eh, discriminando o fato de ter que ter uma manutenção financeira dela também, né?" E eu e eu penso que essa perspectiva que o Pondé lança, óbvio, não é a perspectiva última que deve levar alguém ofertar, dizimar e etc na igreja, mas eu diria que para o
incrédulo Uhum. já é suficiente argumento para justificar a manutenção financeira da igreja. Porque de fato, se a gente for equilibrar o bem e a economia que a igreja produz no sentido natural para as pessoas, ah, entregar o dízimo é muito barato comparado a todos os benefícios gerados pela igreja na perspectiva natural. Obviamente que nós somos espirituais e a gente entende a oferta e o dízimo para muito além do âmbito natural. Mas o âmbito natural, eu creio que ele precisa também ser salientado até para de alguma maneira fazer as pessoas compreenderem a racionalidade de contribuir, de
ofertar. Porque eu digo por mim, por si só, o argumento da manutenção do prédio, da manutenção de funcionários, da manutenção de uma estrutura que de alguma forma beneficia a minha família, que vai gerar um bem-estar social pros meus filhos, enfim, para mim isso já era suficiente para eu contribuir. Agora, quando obviamente ah adentro a palavra de Deus, aí eu tenho muitos outros mais motivos, né? Mas acho que nem todo mundo tem essa perce essa percepção que tu tem e que a gente tem. Porque, por exemplo, eu acho que talvez a boa parte do mundo das
pessoas tenha essa visão da igreja, porque primeiro se distancia muito. Eh, a gente olha pra pessoa de Jesus, que foi alguém simples, andava de sandália, no chão batido, todo mundo andava de sandália. É, mas aí a gente a gente a gente vê essa essa diferença, talvez que as pessoas esperam que talvez a igreja tem que ser um lugar simples, né? Assim. Sim. E até inclusive essa visão de Jesus, ela é extremamente enviezada e ela é extremamente descolada do tempo de Jesus. Uhum. Primeiro porque a realidade financeira de conforto não é tão distante daquilo que Jesus
vivia. Aham. E segundo, que existem diversos indícios que Jesus também usufruiu de uma boa refeição, de um bom sono, de uma boa viagem. Ah, óbvio que no escopo que a gente percebe de Jesus é justamente aquilo que é pregado na igreja, que é o quê? Ah, o dinheiro não é o nosso Senhor. Então, Jesus nunca fez o que fez pelo conforto, pelo bem-estar, pela comida, mas ainda assim ele comeu na casa de Zaqueu, que era rico. E pode ter certeza que a comida não foi, enfim, macarrão com salsicha. Ah, Jesus era nutrido e alimentado por
ah mulheres ricas. Então, Jesus certamente não vestia a uma roupa furada. Jesus ele andava com pescadores, então ele tinha transporte de barco. Então, eh, eles tinham uma ideia que é uma ideia, eu diria, patrocinada por uma máenêutica, uma má exegese, que faz as pessoas terem uma uma visão de Jesus, como se Jesus fosse alguém extremamente pobre e rejeitado e assim por diante. Não é fato. E aí eu também penso que assim, talvez se tem essa essa esse essa essa visão equivocada por conta da E aí eu acho que entra esse ponto que tu comentou que
é, por exemplo, assim, as pessoas vêm um prédio bonito Uhum. né? Tipo assim, ninguém vai querer saber quantas pessoas tem trabalhando, mas eles olham telão e automaticamente olha e falou: "Cara, quanto dinheiro que não é para comprar um telão desse ou algo nesse sentido". Então acho que também é muito por causa disso. É muito que as pessoas vêm e pouco do que elas realmente sabem. Porque, por exemplo, se tu pega uma pessoa que de certa forma, ainda que ela, vamos dar um exemplo da do Hope, né, que da Joinville, foi lá e revitalizou boa parte
de várias paredes, ambientes de hospital. Uhum. Certamente deve ter vários ateus ou enfim todo tipo de religião naquele hospital que foram beneficiados pela igreja e que talvez a visão deles acerca, principalmente financeiro, vai mudar. Então eu acho que aqueles que ainda não foram impactados dessa forma, talvez tenha essa préconceito com a igreja ou essa visão equivocada pelos pelo que eles vêm, né? Às vezes tu vai pegar pastores que eh tão num lugar muito periférico com a sua igreja, mas que tem uma vida de luxo. E para as pessoas de fato isso não faz um sentido,
né? Quem tá de fora, né? Tipo assim, imagina. Então eu acho que se tem essa visão, eh, tratando desse lugar do povão mesmo, porque as pessoas olham talvez para um, como tu falou, para um Jesus que era de um jeito e vê a igreja com outro. E aí, enfim, eu não tô falando que eh que não deve ter, etc., mas eu acho que é uma leitura que talvez assim eh eh a pessoa simples do dia a dia talvez não vai não vai olhar um prédio até uma aí, enfim, pra gente pular de fundo, mas até
uma parada que me chama atenção, né? Tem uma a uma casa, não, uma igreja que eu que uma igreja que eu passo para ir para casa e ela tem uma faixa bem grande assim lá em cima, né, escrito: "Seu dízimo está aqui". E essa igreja tá em construção, né? Eh, meio que tipo assim, mostrando pras pessoas o destino do dinheiro delas, né? Porque às vezes aí eu acho que esse é um ponto aí, não sei na tua posição como um pastor presidente da onda, tipo assim, ó, meio que até eu não sei até que ponto
que que a gente deve dar uma explicação, entendeu? Tipo assim, claro, temos ser uma igreja transparente, mas às vezes eu sinto até daqueles pastores, daquelas igrejas que são mais sérias, essa preocupação de meu Deus, eu preciso mostrar pras pessoas que a gente tá fazendo certo com o dinheiro delas, sabe? Para não ter essa visão que talvez muitos t, né? Eu concordo, mas eu acho que isso alimenta um pensamento errado. Uhum. Um pensamento utilitarista. Eu acho, obviamente, nós como igreja somos, eu diria, eh suficientemente transparentes a respeito da gestão e assim por diante, mas ah, isso
nutre um pensamento errado. Por quê? Porque ninguém pensa isso acerca do shopping. Sim. Ah, tô passando aqui. Ah, que que telão é esse? Ninguém pensa isso de uma academia. Para que tanta luz? Uhum. Ninguém pensa isso de uma escola. Nossa, que prédio ostentador ou algo do tipo. E com isso, obviamente, não tô falando que a igreja deve ostentar e etc, mas o que eu estou dizendo é o quê? Para mim isso é muito mais profundo. Para mim, ah, isso é uma, vamos lá, uma questão espiritual. Por quê? O que eu sinto como pastor e como
crente já há muitos anos é que tudo que é sobre a igreja é ruim. Uhum. E sempre vai ser assim, porque existe uma oposição secular em relação à igreja. Porque essa mesma pessoa, por exemplo, sei lá, louva o Memphis de Pai no Corinthians que ganhou em meia temporada R$ 125 milhões deais. Então você você consegue perceber o disparate que não é racional, ele não faz sentido, ele é meramente ah opinativo e não só opinativo, mas eu diria que arrastado por uma por uma opressão, vamos chamar dessa forma, mas por um uma artimanha diabólica de de
alguma forma colocar a igreja na periferia da sociedade, colocar a igreja no submundo. mundo que é, por exemplo, que a televisão fez até os dias de hoje. E por isso que eu acho que ainda que o pondé se já teu, louvável a fala dele, porque a fala dele demonstra aquilo que majoritariamente é uma realidade da igreja. Eu não ah, não, não desmereço o fato de que existem muitas igrejas mal intencionadas, existem pastores mercenários, pastores, enfim, que vivem ah muito além de uma realidade que da comunidade ao qual ele tá pastoreando, enfim, que gera escândalo e
tudo mais. Porém, ah, se a gente for colocar na balança, essas situações, elas são muito menores do que aparentam ser. Uhum. Que é o que o ponder pondera ali logo de cara, né? Ah, que fala que tem um pagodío, tal. Enfim, ele falou: "Não, essa não é uma realidade sobre todas as igrejas evangélicas". E para mim só essa fala do Pondé já é de grande aplauso. Uhum. Porque de fato é isso. 98% das igrejas evangélicas, eu não tenho um dado preciso, mas eu posso afirmar que não vivem essa realidade de ostentação, de pressão para entregar
o dinheiro e assim por diante, ainda que existam de fato algumas igrejas que façam isso. E se a gente coloca na balança perante outras instituições da sociedade, a igreja talvez seja a que menos ah tem ênfase no dinheiro. Porque começa pelo fato, por exemplo, na nossa igreja, se a pessoa quiser frequentar a igreja durante 10 anos e não dá nem R$ 1, ela pode fazer isso porque não tem uma uma cartela de pagamento, de dízimo, algo do tipo. Ah, sei lá, se a pessoa quiser usufruir de vários serviços da igreja, desde, sei lá, o hope
e assim por diante, ela não vai pagar por isso. Então, na minha opinião, é extremamente injusto essa essa rotulação, que eu não creio que seja a rotulação da massa da sociedade, mas essa rotulação pelo menos midiática que foi colocada na igreja, né? É, eu acho legal porque, né, novamente Pondé aqui é uma figura de um ateu, de um ateu que pensa, né, um filósofo ali, um atu que pensa. Mas é bem interessante porque a análise que ele faz é tanto uma análise racional quanto uma racional, lógica e experimental, né? Então, com base na experiência daquilo
que se analisa de maneira social, ah, de um estudo sociológico do da da situação da igreja no Brasil, fora do Brasil. ele percebe esses fatos. Então, ele não tá tratando aqui a igreja em âmbito da fé, ele tá tratando nesses âmbitos experimental, lógico, racional. E ele percebe através disso a igreja. Daí aqui ele coloca algo que nem a gente faz, né? mas que daria para começar a conversa por aí com a sociedade, digamos assim, da igreja como eh mais um bem de consumo, assim como você citou academia, shopping, cinema, shows. E aí quando a gente
olha para isso, a gente percebe assim, cara, só nesse argumento raso de bem de consumo, a gente já vê bons argumentos para defender a igreja diante de ataques injustos que são feitos. Mas pra gente, a igreja nem é isso, nem se resume a isso, ela é muito mais do que isso, né? Então, por exemplo, se a gente pega, cara, a gente não vê as pessoas indo em publicação de cantores, de artistas, ficar chorando e reclamando do preço do ingresso que eles estão cobrando pro show. Simplesmente a pessoa dá um jeito, paga e vai naquele show.
E, cara, foi uma, foi sei lá, 3 horas em pé numa fila, mais 3 horas. Tem gente que fica dias mesmo, bota uma barraquinha lá, pagando muito dias, mas show ali tudo desconfortável, sem poder ir em banheiro, sem poder lá. E meu, realmente eu amo esse artista, que bom pela vida dele, sabe? Tipo, enfim, e exalta que nem você falou a pessoa. Então, mas conseguem perceber a minha fala no sentido do que para mim isso é espiritual, não pode ser. Sim. Não, mas justamente porque essa fala do Gu, acho que é é elementar nesse assunto,
né? Porque é o que eu sempre pensei, só do argumento natural já seria justificável a igreja ser muito próspera. Agora nós, enquanto crentes, a gente extrapola o argumento natural, mas se tratando o argumento natural, sei lá, um show, quanto que você paga? Uhum. Se for olhar para o lado do entretenimento, ah, você tá participando de um show, por exemplo, frequentando os cultos semanalmente. Aham. E quanto você paga para ir a um show? Ah, pensando no bem de comunidade, quanto você paga para pertencer a uma comunidade, a um condomínio que seja? Então, ah, só do argumento
natural para mim já desfaz todo esse bololô, essa fala que no final das contas ela não é racional, ela ela parece que é uma uma repulsa espiritual do tipo: "Eu não quero que a igreja prospere". Totalmente. E daí eu acho que esse que é o argumento que que é muito legal, esse argumento do Pondé, porque ele tá ali debatendo com outras pessoas que talvez estão até tentando desvalorizar a igreja justamente por a igreja também tratar de assuntos financeiros e de ofertas e de dízimos e de contribuições. Aí ele coloca assim: "Gente, mas olha pra sociedade,
olha o que que a igreja também produz de bem, de bênção." E daí ele vai interpretar dessa forma, né? Que ele diz assim: "Bom, o que a igreja produz de coisas boas pras pessoas é algo até muitas vezes bem natural. network, contatos, eu trabalhar na empresa do cara que eu conheci na igreja e tal. E aí tudo isso vai melhorando a minha vida. Aí ele atribui isso como um fenômeno da ciência da religião, né? Não se fenômeno da fé, mas tipo assim, bom, uma consequência lógica. Eu comecei a trabalhar na tua empresa, eu meus filhos
agora t amigos e eu não era um ninguém. Agora eu tenho, cara, as pessoas se importam comigo, me perguntam se eu tenho motivos de oração. Pensa, alguém vai parar para me mandar uma mensagem orando por mim ou vai me convidar pro aniversário? dele pro casamento do filho, enfim, tudo tá melhorando. Aí ele aí ele diz, né, que daí isso tá no caso, que daí a gente não concorda com isso, né, não seria um fenômeno da bênção de Deus, mas um fenômeno natural também e que tem uma dimensão natural e óbvio, tem uma dimensão da bção
de Deus, né? Eu acho que a dimensão natural, ela é reflexo da bênção de Deus, né? que daí entra a questão da ética protestante e até das teorias de Webster e assim por diante que vão apontar pros benefícios do protestantismo numa sociedade. E eu acho que o reflexo disso é só olhar pros Estados Unidos da América. Estados Unidos da América é o laboratório da Igreja Protestante no que diz respeito tanto à liberalidade econômica, a desburocratização, o senso de comunidade. E quando você olha pra tradição americana, ainda que ela está se desvanecendo, o centro da tradição
americana é a igreja, por exemplo, Marther King Júnior, onde ele eh fortalecia a militância eh pró fim da segregação racial, assim por diante na igreja, os principais sermões antisegregação de de de Marting não foi pregado. em ambientes públicos, enfim, foi pregado na igreja. Por quê? Porque a igreja dentro do protestantismo, ela tem esse valor ah natural e social no sentido de ser um centro comunitário, ser um centro de conexões, ser um centro de networking, um centro de treinamento, aonde eu levo meu filho para ser educado, ensinado, instruído, aonde eu vou pedir ajuda pro meu casamento,
aonde eu vou fazer um curso para melhorar a minha vida profissional e por aí vai. Uhum. Então, ah, o que eu penso é o quê? Que o Brasil ele midiaticamente desconhece o que é a igreja. E eu acho que inclusive essa fala do Pondé, ela é interessante porque ela aponta pro fato de que o Pondé teve um pouco de humildade para fazer uma pesquisa não tão superficial acerca da vida da igreja. Eu tenho certeza que essa fala do Pondé, ela tá acompanhada de algumas visitas que ele fez. de alguns diálogos que ele teve que fizeram
ele perceber que aquilo que a mídia pinta não é a realidade de fato da igreja de forma geral. É, e até ele comenta um pouquinho antes da entrevista, eh, que eu acho que foi o que levou ele até a escrever esse artigo falando sobre essa questão da igreja, porque o que que se dá, né, essa resposta dele, eles estão falando sobre a diferença econômica, financeira que a igreja faz na vida de um indivíduo, né? E ele até comenta que ele ele vai sempre passear com o cachorrinho dele e tal. E ele vê sempre uma mulher
que tá varrendo a rua, que trabalha numa farmácia, sendo muito feliz assim em dar bom dia pr as pessoas, em desejar uma boa semana, enfim. E aí chama a atenção dele, né? Porque poxa, uma pessoa que tá varendo na rua beleza. Não teria motivos para ser assim. E certamente ela tem ela tem esse lugar dentro da igreja que faz ela ser essa pessoa, né? Porque é exatamente isso, a igreja é esse lugar. Então eu acho que além dessa questão financeira, o ponto que ele cita ali, que eu acho muito legal também é essa questão do
indivíduo, né? Que imagina o cara, eu tu falando sobre meu filho, os filhos na igreja e casamento em restauração, enfim, a pessoa ela acaba encontrando até um propósito de vida, né? Tipo assim, ela fica até meio, meu, antes era um cara que trabalhava, ficava final de semana em casa, agora eu tenho um motivo pelo qual viver. Eu acho que esse lance do indivíduo, sabe, que ele se torna importante assim, necessário da visibilidade, né? Tipo assim, no nosso caso aqui, pô, um cara chega e aí ele vai para um GP, daqui a pouco, à medida que
ele cresce na fé, ele se torna um líder de grupo pequeno, enfim, discipula pessoas. Então, acho que isso é um papel que, por exemplo, se a gente olhar paraas outras outras ã instituições de sociedade, ninguém faz isso, né? não existe, porque ou a pessoa ela vai ter que eh meio que galgar assim, não que na igreja ela não tem, mas assim meio que vai ter que conquistar por dinheiro ou qualquer outra coisa um lugar para ela ter, entendeu? Na força do seu próprio braço, ou ela não tem, né? Ela vive uma vida comum e é
isso aí. Eu acho que a igreja tem esse papel fundamental assim de dar esse lugar pr as pessoas, sabe? E por isso que eu a defendo, argumento que é justamente o oposto. E e eu acho que essa mudança ela precisa acontecer, sabe, a respeito dessa questão financeira. Porque, por exemplo, a realidade que a gente tava falando norte-americana é de que quanto mais a igreja prospera, o povo também prospera como reflexo da prosperidade da igreja, que eu acho que é uma uma diferença, e aqui eu não tô fazendo uma crítica vazia, mas uma análise histórica, mas
é a diferença da teologia católica, da teologia protestante. A teologia católica, ela historicamente é extrativista, exploradora e assim por diante. Enquanto a teologia protestante de uma forma ampla, não total, enfim, mas de uma forma ampla pelo menos, ela é colaboradora, ela é cooperativa na na ética protestante, a ideia que você contribua, por exemplo, pra igreja na medida das suas possibilidades e não que você faça ah e é muito numa questão ali na católica, desculpa te interromper, é muito numa questão assim de esmola, né, de O que você o que sobra, né, assim, não não tem
muito no catolicismo, né, tem a questão do dízimo, mas ainda é muito assim, ah, é muita moeda, o que eu quero falar mesmo, sabe? Tu vai no numa missa. É, na verdade hoje, né? Porque assim, hoje a grande verdade é que a instituição católica romana, ela não se sustenta através dos dízimos. A instituição católica romana é uma das instituições mais ricas do mundo, né? tem bancos, tem propriedade em tudo quanto é lugar do mundo, vive de turismo, enfim, é uma indústria trilionária, não é nem bilionária. Então, ah, não dependendo disso mais, ah, ela sobrevive de
outras formas. E aí nos dias de hoje, por exemplo, a penitência, ah, os as indulgências e assim por diante são práticas que ah foram adotadas, por exemplo, pelo neopentecostalismo, que para mim é um neo, e eu quero dizer isso com todo respeito ao catolicismo, mas para mim não é um neoprotestantismo, é um neoatolicismo, porque é um empréstimo de práticas históricas da Igreja Católica Romana. que receberam uma figuração meio carismática, meio pentecostal, mas que divergem completamente da veia protestante. É como se fosse um retorno medieval, sabe, a as práticas ah católicas romanas, o tempo ah medieval.
Eu digo isso por quê, né? Por exemplo, você vai pegar os grandes ícones do neopentecostalismo. É isso. É a construção de grandes catedrais, a custa da pobreza das pessoas, eh a venda de indulgências paraa bênção de Deus, a venda de uma azeitona para ser abençoado. Mas aí que tá isso não é igreja evangélica. Esse que é o ponto. É tanto que o Pondé ele usa uma palavra ali que eu acho muito boa. de que a igreja evangélica ela abençoa as pessoas e na mesma medida em que ela desburocratiza o relacionamento com Deus e a busca
por Deus. Então, ou seja, e é é interessante isso também. Se você pega, por exemplo, a gente citou o catolicismo romano, mas se a gente pega outros contextos também e aí em paralelo a isso, a gente pega o protestantismo. Nos países protestantes, nos países europeus protestantes e principalmente Estados Unidos, a gente percebe que a igreja evangélica em geral, ela é uma igreja que você não tem eh uma barreira de entrada grande, você não tem uma uma burocracia grande para você ser incluído naquilo e participar daquilo, sabe? Isso, se sentir parte, se sentir útil e começar
a colher das bênçãos daquilo. Por exemplo, vamos estar a nossa igreja evangélica, né? Se alguém chega aqui, eh, em uma semana essa pessoa consegue tá, eh, participando de um grupo pequeno, onde vai potencializar comunhão, amizades, onde os filhos já vão se conhecer com outras crianças, onde a criança, o filho já vai começar a participar de um programa de recreação, vamos essas expressões, né? Um programa de recreação que vai potencializar bons valores, boas práticas, que vai gastar boas energias, que vai gerar boas memórias, que vai, enfim, potencializar o relacionamento familiar, o casal em si vai ter
a oportunidade de estar participando de um de um evento na semana que vai ser algo legal para eles, bom para eles, que vai tanto talvez distrair a cabeça quanto, sabe, colocar um assunto diferente da correria, do trabalho, do dia a dia, mas que vai ser abençoador para eles. Ou seja, em uma semana que a pessoa começar a participar, só em termos humanos, só em termos assim, algo que eu acho extremamente negativo essa expressão, mas eh secularizando ela só em termos de um clube social, né? É um clube social ótimo de se participar, sabe? E e
aí você percebe que é um clube social que você não precisa de uma iniciação para fazer parte, que você não precisa de uma cumprir uma série de burocracias, de pré-requisitos. Você não precisa pagar. Você não precisa, exat exatamente, você não precisa pagar para participar. Até para você fazer parte dessa rede de network comercial entre os entre as pessoas da igreja, trabalho com você também não precisa, porque hoje também tem muito isso, tem muito clube social de de de empresários, de coisas que são coisas legais e tudo mais, mas que tipo assim, eu tenho que pagar
uma cota para entrar, aí eu pago uma cota de manutenção mensal, tudo pra gente ficar se indicando, se ajudando, tudo mais. Enquanto que a igreja, tipo, eu nem vou precisar fazer isso. Se eu tiver que nem você disse, 10 anos aqui, eu tô me indicando, eu tô conseguindo cliente, eu tô fazendo um monte de coisa, e ninguém nunca nem vai saber que eu nunca dei R$ 1 pra igreja, sabe? Meus filhos cresceram, casaram aqui dentro, eu casei, fizeram sepultamento com meus pais, sabe? Tipo, aconteceu tudo um rolê. E aí, é óbvio, né? Tudo isso é
muito positivo. Mas aí eu também acho que a contrapartida disso é triste, onde a gente olha, por exemplo, eh, você vai ver pessoas, né? Ah, pô, eh, paga a mensalidade de tal coisa, paga o grupo tal, paga tal outra coisa, faz isso, faz aquilo. Mas aí não é nem a questão de pagar a igreja, não é sobre pagar conta, não é sobre isso, mas é sobre uma mentalidade do tipo assim, a igreja tem a obrigação de fazer isso. Uhum. E aí, tipo assim, eles não merecem nem que eu ajude na manutenção disso, sabe? Porque é
a obrigação deles, eles existem para isso e enfim. Então, eu também creio que é algo espiritual, sabe? Porque na lógica, né, par essas Ah, desculpa essa fala. Não, eu acho que extremamente espiritual porque assim, ó, você para para pensar, ah, as pessoas inclusive t menos dificuldade em pagar um show gospel que seja, do que ofertar na igreja. As pessoas têm aí ainda mais menos dificuldade em pagar o cinema, em pagar o show. ah, de entretenimento, um jogo de futebol. Ah, mas quando se trata da igreja, muita gente tem dificuldade ainda sendo cristão. Por exemplo, estatisticamente
no Brasil, os frequentadores de igreja, 40% são dizimistas. Uhum. E a gente tá falando de 60% das pessoas que utilizam o mesmo serviço, que pastor faz o casamento, irmão vem orar, que vai expulsar o demônio, que isso, que aquilo outro, enfim, e que não participa financeiramente absolutamente nada da igreja. E aí, qual a resposta que eu tenho para isso, cara? A única resposta que eu tenho para isso é: ou a gente vive em um contexto de extremo malcaratismo, de pessoas exploradoras, gente que é usurpadora mesmo, do tipo: "Ah, já que ninguém vai saber, então não
vou dar e vou usar, usar, usar, usar". ou ah uma batalha espiritual mesmo impedindo o avanço da igreja. Porque eu paro para pensar como pastor presidente, por exemplo, da onadura, quanto mais poderia ser feito se, por exemplo, estatisticamente não 40%, mas vamos lá, 80% fossem dizem, quanto mais poderia ser feito? Uhum. A gente, por exemplo, tá começando um colégio, pô, a gente poderia tá começando uma universidade, sim. H, sei lá, tá plantando igrejas em vários países do mundo. Ele poderia tá plantando em todos os países do mundo. A gente faz obras sociais, como, por exemplo,
ah, o apoio socorro para quase 100 famílias. A gente poderia fazer isso para 500 famílias. Ah, então eu acho de verdade que é um impedimento espiritual, que óbvio, quando eu falo isso, não tô falando de pá o diabo, pá, uma guerra espiritual, mas é uma guerra espiritual na mente das pessoas. enfim, impedindo as pessoas de serem generosas aonde devem ser e esse recurso ser utilizado para o benefício do Brasil. E eu realmente creio que a a luz inclusive da história europeia, inglesa, eh quanto também americana, ah, o quanto a sociedade brasileira prosperaria se vivesse dentro
desse âmbito de comunidade, de cooperação que a igreja promove, né? E e eu acho e aí acho que uma é legal trazer uma pergunta aqui que eu queria ouvir de vocês, mas acho que é legal que eu fico pensando. Por exemplo, ele tá falando de uma de uma realidade que as pessoas de fora tia, né? Mas existe também, como você tá falando agora, um esforço, por exemplo, como pastor de fazer com que as pessoas da própria igreja entendam isso, né? Porque tem isso, como a gente tá falando, o cara já é crente, só que ele
ainda não entendeu. Tu acha que, por exemplo, como igreja, vocês acham como igreja, a gente tem que ter um esforço para deixar claro pro mundo as nossas intenções e um esforço para dentro também? Ou por exemplo, assim, cara, deixa eles interpretar do jeito que eles têm que, do que eles acham, tetar, porque não não vai fazer muita diferença, né? O cara pensar ou não pensar. Eh, e vamos focar dentro, né? Porque às vezes eu eu sinto assim, tipo, será que a igreja deve não se justificar, mas de alguma forma explicar pro mundo que não é
bem assim, que não é bem por esse lado ou nossos frutos que vão falar isso, sabe? E enfim, eu acho que são nossos frutos porque historicamente é o que tem se demonstrado inclusive, diga-se de passagem. Por exemplo, hoje a percepção da sociedade em relação à igreja já é completamente diferente da década de 90. Vocês não estavam vivos lá ainda nessa época ainda vou lembrando. Mas na década de 90, cara, essa questão, por exemplo, da relação igreja dinheiro era muito mais problemático. Mas é mas muito mais problemático. No ano 2000 isso se abrandou um pouco. Hoje,
ainda que eu acho que seja um problema, é infinitamente inferior ao problema que havia na década de 90. E inclusive pela aparição, eu diria, mediática de artistas cristãos, ah, pregadores cristãos, pastores, enfim, concordando ou não concordando. Tudo isso foi rompendo um pouco desse estereótipo, porque de verdade, usando as palavras do Elias Dantas, né, cara, a igreja é uma coisa maravilhosa. Sim. Enfim, eu por isso, por esse motivo que eu não gosto de enfatizar os problemas, porque a gente vai falar: "Ah, mas a igreja tem problemas". É óbvio que tem, mas vamos colocar, por exemplo, em
proporção o problema da igreja e o problema da política. Nossa, né? Entendeu? Ah, o problema da igreja e o o problema do meio privado, do setor público, cara, é infinitamente inferior. Eu tô falando isso de alguém que não conhece a onda dura. Tô falando isso de alguém que conhece a igreja brasileira. E eu posso afirmar categoricamente que eu já vi problemas, mas cara, diante da obra maravilhosa que a igreja faz no Brasil, no mundo, os problemas, cara, é tipo assim, é ínfo. E por esse motivo, inclusive, eu faço questão de não valorizá-los, porque eles são
infinitamente menores. E com isso não estou dizendo que não deva ser tratado na igreja local problema de desvio, de teologia ou algo do tipo. Não é isso. O que eu estou dizendo é que de forma macro a gente não pode dar luz para aquilo que é insignificante compos benefícios gerados pela igreja, não só espirituais, como o Pondé falou, mas sociais, comunitários, individuais, emocionais e por até isso, cara. responde talvez uma pergunta que eu acho que tu deve ouvir muito, né? Por exemplo, frente a tanta coisa, porque a gente vive nessa bolha, né? Tipo gospel assim
de igreja, nosso feed é coisa de igreja, né? Ah, eh, responde até uma pergunta que talvez a galera faça muito, não sei, deve fazer muito para ti, né? Meu fil também tem bastante coisa de rap. Cala a boca, meu Deus do céu. Deve ter muito. Tava lembrando agora das músicas vida louca. É, tu quer dar uma palinha? Não. Vamos. Jesus chorou. Me lembrar e assim, por que que o Lipão não se posiciona, né? Tipo assim, por que que a onda dura não se posiciona frente a esse escândalo? Enfim, e eu nem sei se a gente
tem um podcast que a gente fala disso, mas assim, e dando só uma voltinha nesse assunto, porque isso que tu fala é muito muito interessante, né, cara? Existe tantas outras coisas que traz uma luz tão tão boa assim pra igreja no sentido uma um foco tão grande, né, uma luz como uma coisa meio mística, né? Mas eu penso assim, tipo, cara, por que que tu não fala, né? Por que que tu não pega ali? Tipo, cara, um cara, um pastor que tá falando nada com nada e tu vai lá e tu rebate assim, sabe? Ou
tantos tantos problemas. Acho que até uma pergunta que algumas vezes algumas pessoas me fazem, não sei como é que é aqui Joinville, mas fora daqui, pô, mas será que o Lipano vai se posicionar, pô? Será que a onda não vai colocar, não vai, não vai trazer uma opinião sobre essa fala, seja do ateu ou de um pastor, enfim. Tu acha que essa tua resposta encaixa então nessa nessa tambémção eh também assim, acho que a melhor resposta seria porque a gente não precisa falar sobre tudo. Uhum. E eu acho que existe uma uma tentação da nossa
geração a querer opinar sobre tudo e eu fujo dessa tentação. Não quero falar sobre tudo e não vou falar sobre ané pão. É. E e também por causa disso, entende? Porque ainda que haja discordâncias, eh, eu não posso desmerecer o valor de alguns personagens, por exemplo, que tanta gente critica. Sim. que inclusive mal ou bem rompem lacres que a igreja vai poder usufruir. Por exemplo, ah, um pregador X começou a rodar em podcast e de repente tem um monte de pastor em podcast. Uhum. Esse pregador X pode ser criticado por todo mundo, mas foi ele
que abriu o caminho para tantos outros pregadores, pastores, igrejas, enfim, serem vistas em podcasts com renome nacional. Então, eh, eu acho que não é uma questão de ser classista, né? Mas eh eu acho que a gente precisa saber quem é de fato os nossos inimigos e e saber que ainda que eu tenha do meu lado numa guerra um soldado ruim que tá dando tiro ruim, ele ainda é meu companheiro de batalha e ele ainda tá na trincheira tentando vencer da mesma forma como eu tô tentando vencer em nome de Jesus pra glória de Deus e
assim por diante. Então, ah, eu não gosto, de verdade, eu não gosto ah disso porque eu acho extremamente embolhado e aí acaba que aquilo que o mundo enxerga da igreja é só essas picuinha, sabe? Essa ah, pregador, não sei quê. Por exemplo, a Vitube se batizou e a galera aqui, ó, pá, pá. Cara, Vitub, ela é uma personagem dentro da mídia brasileira que não é acompanhada por crente, ela é acompanhada por não crente. Aí os crentes lá no feed dela malhando o pau na tem um glória a Deus. É só. Mas será que é verdadeiro
esse? Cara, que loucura, né? Abre o olho com esse pastor. Você tá entendendo? Isso, isso é insano, cara. Isso é loucura. É tipo assim, pô, velho. Sério, cara. Então, se fosse para brigar, quer brigar, vai brigar com ateu, vai fazer apologético, vai fazer debate. Quer brigar? Vai fazer debate religioso com macumbeiro, entendeu? Tipo assim, é insano o evangélico é insano, cara. E deu para eles a internet, ficou mais insano ainda, porque eles acreditam de verdade que vão resolver o problema da igreja brasileira através de um tweet, através de uma postagem de um vídeo ou algo
do tipo. E a verdade é que não vão. E não somente isso, mas a gente ter problemas muito mais profundos. Aham. É a mesma questão do cenário político. Por exemplo, a grande ênfase minha nas últimas eleições foi qual? Não é sobre o candidato ideal, porque o meu candidato ideal se chama Jesus Cristo de Nazaré. Aleluias. Ponto. Mas é sobre o menos pior. E aí o que observa-se, por exemplo, nos períodos eleitorais que a galera quer ficar atacando, atacando às vezes o menos pior e aí os piores vão ganhando notoriedade, porque a gente tá brigando entre
si, entre valores que competem, que convergem com aquilo que cremos e com aquilo que praticamos. Então, ah, de verdade, cara, ah, eu acho essa fala do Pondé louvável. Não esperava dele uma análise espiritual. Isso aqui é a gente que faz. Mas eu acredito que só essa análise racional, essa análise eh social, relacional, comunitária, só essa análise já é suficiente para que a igreja fosse aplaudida pela mídia. Porque vamos concordar, pô, a mídia fala sobre o artista que doou não sei quanto para um fim social. Vamos lá. Ele doou para bater dos impostos do 0.5% da
receita dele. Por que que a mídia não fala sobre tanto que a igreja faz com 10%, 20% da arrecadação da própria igreja? Aham. Por que que a mídia não fala sobre orfanato, sobreato, sobre hospitais, sobre colégios, sobre ah sustento das famílias, trabalho em periferias? reabilitação de drog drogaditos. Por que que a a mídia não fala isso? E a única resposta que eu tenho é que é espiritual. E aí que eu hã quero encerrar dizendo que que não só espiritual, mas também é patrocinado e apoiado pelos crentes. E aí que a coisa fica mais Uhum. mais
terrível ainda, porque é tipo assim, a mídia já tá fazendo papel de inimigo e aí os crentes vão e pega isso e elevam a décima potência para tornar ainda pior exatamente aquilo que as pessoas enxergam e tudo mais, né? É, até só para dar minha opinião também sobre esse ponto, eu creio que como a gente a gente conclui aqui, né, que realmente é um assunto não só prático e lógico, mas também espiritual. E nesse sentido, eu creio que o o assunto financeiro, principalmente dentro da igreja, que é um do dos que motivou o início da
fala do Pondé, ele é um assunto que para dentro da igreja a gente trata com correção, com ensino, com exortação, com direção. Eh, trata sim com ensino e deixar a deixar claro o que que são as coisas, né? Mas para fora, eu creio que a nossa lenha não deve tá em se gastar nisso, mas sim no nosso testemunho, naquilo que a gente produz de fruto paraa sociedade, para as pessoas, porque acho que é isso que que pode moldar de alguma maneira a visão das pessoas sobre a igreja, porque em última análise, a compreensão bíblica mesmo
do assunto, só vai ter aqueles que, enfim, t o Espírito Santo, né? Então a gente também, eu acho que tem que cuidar com isso. E aí sobre as críticas e tudo mais, aí a gente falou muito sobre crente, enfim, pesar pro lado negativo, mas eu eh eu acho que não quero cavar mais esse assunto, mas falar sobre como que é importante crentes pesarem pro lado positivo, né? Ah, eu não sei até que nível de influência existe nessa fala do Pondé, mas só citando aqui um exemplo, né? O Pondé ele é pesquisador desse núcleo de religião
e ciência da religião da PUC São Paulo junto com o Davi Lago, por exemplo, né? É, então eu creio que, por exemplo, muito da fala e da visão que o Pondé tem sobre igreja brasileira é também em diálogo com o David Lago, por exemplo, com pessoas que são bons crentes no debate público, né? Então, acho que a gente tem que ter uma postura muito mais, por exemplo, Davi Lago num debate público do que um fogo amigo ou do que um botar lenha na fogueira daquilo que o mundo já nos destrói, já nos nos coloca de
uma visão negativa, né? É que apresentar essa realidade até, olha só que interessante, né? O Tischer colocou aqui como argumento, né, o Teiser aqui da nossa produção, ele colocou, por exemplo, ó, Copa do Brasil, Atlético Mineiro versus Atlético Paranaense. Ingressos variam de R$ 500. Ah, Copa do Mundo variam de R$ 900. Ah, Flamengo e Atlético Paranaense variam de 150 a 600. Shows J Quest de 60 a 250, Alock 80 a 350. Full Fighters 250. Lula eh, Lola Paluza de 600 a 2000, Beyonc 400 a 2.000, entende? É, é sobre isso que eu tô falando. Por
exemplo, tem gente que, cara, que vai em jogo toda semana em São Paulo e assim por diante. Então, se vai em jogo toda semana, no mínimo, ele vai gastar no mês R$ 500, R$ 600. Essa pessoa já deu R$ 600 na igreja no mês? Aham. Entende? E e da onde que existe espaço para para crítica? E eu não tô desmerecendo direito daquela pessoa ir pro jogo. Eu só tô dizendo e por que que aquele que não vai no jogo ou prefere estar na igreja também não deve fazer a mesma coisa do que aquele que vai
no jogo, que é, enfim, cooperar com o clube dele e assim por diante, enfim. Então eu acho que é um é um preconceito injusto, infundado e uma salva de palmas pro Pondé, porque pelo menos ele fez uma análise mais racional acerca do papel da igreja e assim por diante. Bom demais. É isso aí. Encerramos esse episódio. Coloque aqui a sua opinião, o que você acha sobre esse assunto e a gente se vê no próximo na mesa. Tchau, tchau. Valeu. Falou. M.