Os livros de Harry Potter foram uma das sagas mais importantes da minha vida, especialmente por ter sido a primeira saga de livros que eu li e que ajudou a moldar a minha personalidade e os meus interesses de hoje em dia. E não só isso, como Harry Potter segue sendo relevante para mim até hoje. E eu acredito que isso é a realidade para muita gente.
Mas toda vez que eu cito o Harry Potter aqui no canal, chovem comentários criticando a obra e de pessoas falando que, embora gostassem da história antes, hoje identificam muitos problemas na obra e por isso abandonaram a comunidade da história. E a maior parte dos argumentos que vem nem é necessariamente relacionado às polêmicas da autora, a JK Rowing, mas sim supostos problemas de dentro da obra, acusações de que a história seria racista, antissemita, machista, entre outras coisas. Mas será que essas críticas têm fundamento ou elas fazem parte de um revisionismo da obra baseado numa resposta contra as atitudes recentes da autora?
Bom, é justamente essa segunda tese que eu vou tentar defender no vídeo de hoje. Eu sou Thagalde e vem comigo. Antes de tudo, lembrando que esse vídeo não é contra as pessoas que não gostam de Harry Potter pelo motivo que for, ou contra pessoas que tenham essas críticas contra a obra, é um vídeo contra os argumentos usados para diminuir a saga.
A ideia aqui é focar nas principais críticas que eu já ouvi sobre a obra e no final do vídeo eu vou trazer uma visão mais geral sobre esse assunto, sobre isso que eu chamo de um sentimento de manada e também sobre a relação dessas críticas com a autora. Bom, aviso dado, bora pro conteúdo. Um, personagens femininas são estereotipadas.
Bom, vamos começar com uma das críticas leves que fazem sobre Harry Potter, de que as personagens femininas da obra seriam estereotipadas, mal escritas ou mesmo que haveria um machismo iminente na história. Um dos problemas com as críticas de Harry Potter que eu vejo é que elas nunca são muito embasadas. Geralmente a crítica vem de uma forma bem genérica, como apontar um personagem como problemático, mas sem explicar o porquê dele ser problemático.
E eu acho que esse é o caso dessa crítica aqui. Já vi muita gente dizendo que Harry Potter é machista, mas sem desenvolverem muito a argumentação de como isso se prova na história. E claro, isso parece um argumento bobo, já que a obra tem personagens femininas bastante marcantes na história da cultura pop e que são consideradas personagens femininas fortes e interessantes, como a Luna, a Gina, a professora Mcgonal ou a maior de todas a Hermione Granger.
Mas eu acho que essa visão de machismo de Harry Potter vem tem como base dois elementos da história. O primeiro é o fato de algumas dessas personagens femininas em algum momento servirem como interesse romântico na obra. E o segundo argumento vem da personagem Xhang e o arco dela na história.
Bom, o fato da personagem da Gina, por exemplo, no final das contas, ter como foco principal ser o interesse amoroso do Harry, isso ser visto como um problema, é no mínimo ridículo. Não é como se a Gina fosse uma personagem principal da obra que aos poucos foi sendo reduzida para caber nesse papel de interesse romântico. Isso sim seria um problema.
Mas não, a Gina sempre foi uma personagem secundária na história. E como tudo é narrado sob o ponto de vista do Harry, no momento em que ela começa a crescer na trama, é também quando ela começa a se tornar um interesse amoroso pro Harry, porque é quando ele começa a perceber ela. É uma questão bastante natural.
A Gina era a irmã mais nova do Roney, alguém que o Harry conhecia, mas não dava bola. E no momento em que ela se destaca dentro de Hogwarts e se torna uma figura popular na escola, é aí que o Harry passa a olhar para ela de uma forma diferente. É claramente uma relação muito realista e muito natural que a gente vê acontecendo na vida real.
E novamente, esse é um dos problemas, porque essas críticas geralmente ignoram completamente a forma como a história é contada e a lógica da narrativa. A história de Harry Potter é contada através do Harry, que é um adolescente em formação. E sendo uma história que quer se conectar com o público e quer trazer uma visão realista ou minimamente plausível pra obra, o desenvolvimento de Harry Potter do personagem principal tenta retratar como um adolescente de verdade se sente e pensa.
Harry não é um adulto perfeito, com todos os sentimentos regulados e que segue a cartilha completa da moralidade. Não, ele é cheio de defeitos e tá tentando se adequar ao mundo e por isso os seus relacionamentos sofrem com isso. Considerando Harry como um adolescente de 15, 16 anos, é totalmente natural o interesse dele pela Gina começar quando ela se torna mais popular na história.
E esse interesse amoroso vir junto com essa ideia de que se apaixonar pela Gina é atrair amizade com Rony. Do mesmo jeito que os ciúmes que Rony tem em relação a Gina é totalmente natural, porque é algo comum entre irmãos, ao passo que também reflete as próprias inseguranças do Roney, porque ele vê a irmã sendo desinibida e se relacionando fácil. enquanto ele não tem coragem de expressar os seus sentimentos pela Hermioni.
E o problema seria se a história validasse como correto o ciúme e a insegurança do Roney, ou mesmo a ideia de autorização que o Harry tem e de achar que Rony precisa consentir com o relacionamento. Mas não, a história claramente coloca Rony como errado da situação e a própria Gina se impõe contra ele mais de uma vez. Ou seja, aqui não existe nenhum machismo de verdade.
Ou no mínimo existe um retrato de situações machistas, mas que a própria obra aponta como errada e corrige. E aí seguindo na esteira vem a Xoeng. Muitos dizem que a machismo a forma como a história trata ela, já que o Harry abandona um relacionamento com a Show por ela ser emotiva demais e depois ele se apaixona pela Gina, que é justamente uma personagem que é descrita por não ser sentimentalista.
Ou seja, achou ser uma mulher e demonstrar esses sentimentos é visto como um problema. Enquanto a Gina, seguindo um padrão de mulher idealizada como forte e que não demonstra esse traço feminino de ser mais emocional, eh, se torna uma referência do que os personagens masculinos deveriam buscar num relacionamento. De fato, a personalidade da Show como sendo alguém sentimental é algo atacado na história.
Mas novamente, a trama narrada por um adolescente. Obviamente o Harry não tinha condições emocionais de lidar com a Shô e com os sentimentos dela. Tanto Harry quanto a Show, na época em que eles se relacionam, viviam o luto pela morte do Cedrico.
Mas o Harry queria esquecer tudo isso, especialmente pela forma como a morte do Cedrico aconteceu e por como ele estava sofrendo uma campanha difamatória. O Harry queria se relacionar com Au para ter um refúgio de todos os problemas que ele vivia e que ele enfrentava. Enquanto a Show via no Harry alguém que entenderia o luto que ela próprio sentia pelo Cedrico.
Mas o ponto é, os dois eram adolescentes com dificuldades de lidar com seus sentimentos e que ainda por cima viviam um cenário de pré-guerra do mundo bruxo com Harry no centro de todo o conflito. Nenhum adolescente dessa idade, em especial meninos que não são ensinados a lidarem com os sentimentos desde cedo, conseguiriam lidar bem com essa situação. E mais ainda o Harry que teve uma criação totalmente desregulada, não seria nem um pouco natural ele ter a maturidade, a capacidade de lidar com os próprios sentimentos, que já são difíceis, e ainda assim apoiar e e suportar os sentimentos da Show.
Então, de fato, o Harry tem uma relação totalmente natural e acaba rejeitando a Sho porque ele não consegue compreender os sentimentos dela e não consegue lidar com isso. E de fato, ele acaba ficando com a Gina porque a personalidade dela oferece a estabilidade que ele precisava. De novo, o Harry não seguiu a cartilha do correto, mas fez o que era mais natural para um personagem que representa a idade e a vivência dele.
E tá tudo bem. Personagens não foram feitos para serem perfeitos, pelo menos não os bons personagens. Além disso, a ideia de que a obra condena personagens femininas por terem emoções é totalmente ridícula.
Isso acontece no relacionamento do Harry com a pelos motivos que eu citei. Mas a Hermione, que é a melhor personagem da história, tem várias reações emocionadas durante a obra de chorar e ficar arrasada, mas ninguém condena ela por isso. Então, na minha opinião, o argumento de que a obra tem machismo com as personagens femininas e que elas são descredibilizadas por terem sentimentos simplesmente não se sustenta dentro da história.
do antisemitismo. Bom, aqui já vamos para algumas acusações mais sérias. A primeira delas é de que a obra seria antissemita.
O motivo porque os doendes do gringots seriam representações estereotipadas dos judeus, pessoas pequenas, avarentas e com grandes narizes. Bom, pelo que eu pesquisei, a primeira versão dessa crítica veio de um comediante judeu chamado John Stuart, que disse que quando viu o primeiro filme de Harry Potter ficou horrorizado, porque os doendes do Gringots lembravam as ilustrações estereotipadas feitas do povo judeu, em especial nos livros antissemitas conhecidos como The Protocols of Elder Zion. E de fato, essas ilustrações estereotipadas do povo judeu foram amplamente usadas pela Alemanha nazista para atacar a comunidade.
Só que essa ideia de que os doendes de gringots representam judeus não passa de um viés de confirmação, que é quando você tenta encaixar um fato dentro de uma teoria, mesmo que eles não estejam correlacionados. Um exemplo bem simples de viagem de confirmação e talvez um pouco bobo, seria você, por exemplo, cruzar um sinal vermelho e receber uma multa. E a partir daí você defender que toda vez que você cruza um sinal vermelho, você ganha uma multa ou que todas as multas recebidas são por você cruzar um sinal vermelho quando esses argumentos não são verdades.
De fato, se você passar por alguns sinais vermelhos, você vai receber uma multa, mas nem todos os sinais vermelhos têm fiscalização e nem todas as multas são e causadas por ultrapassagem de sinal vermelho. Entendem a ideia? De fato, judeus são muitas vezes retratados como pessoas baixas, de nariz enormes e como sendo avarentos com o dinheiro.
E não é estranho pensar que um povo que já sofreu tanto preconceito na sua história olhe pros doentes de Gringots e veja algo danoso ali. Mas essa é uma correlação falsa. Primeiro, porque a forma como os doentes foram representados nos filmes de Harry Potter não necessariamente correspondem com a descrição deles dos livros, onde os doentes são descritos como, abre aspas, criaturas pequenas em estatura e que possuem pele clara, já que no geral passam pouco tempo fora de suas estruturas.
Seus dedos e pés são longos e suas cabeças em formato de domo são pouco maiores que as dos elfos. Dentre as demais características associadas com doentes, destacam-se a calvice e pontas nos dedos, nariz e orelhas. Alguns possuem dobras epicânticas nos olhos e outros usam chapéus pontudos.
Fecha aspas. Ou seja, nada que faz referência de verdade a um estereótipo judeu. Na realidade, várias outras criaturas mitológicas já foram descritas assim, como tendo orelhas e narizes pontudos.
E de fato, a inspiração paraa criação dos doendes em Harry Potter vem dos próprios doendes, porque eles sempre foram caracterizados assim na mitologia europeia. Por exemplo, olhem essas ilustrações do artista sueco John Bower, que viveu entre 1882 e 1918 e pintou especialmente artes referentes aos contos de fada escandinavos. A obra mais famosa dele é chamada Entre trolls e gnomos e mostra justamente esse perfil de criaturas com grandes narizes e orelhas pontudas e nada indica que Ber fosse antissemita.
Para falar a verdade é bem provável que qualquer ilustração que você procure de trolls, gnomos, doendes, fadas e outros seres mitológicos vai seguir esse padrão de descrição, porque eles sempre foram retratados assim. E até mesmo a associação de duendes e o gosto por ouro é algo mitológico, especialmente nas figuras dos leprchas que são um tipo de duende. Não à toa tem a história de que existe um pote de ouro no final de um arco-íris e esse pote de ouro pertence a um doente.
Além de que a avareza é um traço bastante comum para criaturas mitológicas. Seguindo o mesmo perfil, dragões e anões da fantasia clássica costumam ser avarentos e acumuladores de riquezas. O exemplo disso é o próprio Smalg, o dragão de Robbit.
Então, quando em Harry Potter vemos um duende que é avarento, com nariz e orelhas pontudas, isso não é uma referência aos judeus, é uma referência a como doentes, elfos e gnomos e trolls sempre foram retratados na mitologia. Não foi a Rolling que criou isso. Na minha opinião, eu acho que a Rolling usou a aparência clássica dos trolls e gnomos, juntando com a avareza e dureza dos anões que Token criou, junto com a habilidade dos elfos também de Token para produzir artefatos mágicos.
Foi assim que ela criou seus doentes de gringots. E claro, somou isso à burocracia dos agentes públicos da Inglaterra, em especial dos trabalhadores de correio, que foi onde ela diz ter tirado a inspiração para criar gringots. Ou seja, mais uma crítica que vem de um viés de confirmação e não fundamentada de fato na realidade de como a obra foi construída.
É claro, você também pode defender que historicamente essas representações mitológicas da Europa são antissemitas, porque a Europa sempre foi muito antissemita. Então, talvez no imaginário europeu houvesse ali difundido na sua mitologia um preconceito aos judeus. Mas aí você precisaria se aprofundar muito na história da criação da mitologia na Europa e nesses preconceitos europeus.
E por consequência você teria que defender de que de Senhor dos Anéis a Frozen, todas essas histórias são antissemitas por fazer por ecoarem esse antissemitismo mitológico da da Europa medieval, por exemplo. Três, xenofobia. Aqui a gente tem uma das críticas mais complicadas em relação a Harry Potter.
Não porque eu ache que é uma crítica séria, mas justamente por nem ser possível entender se é uma crítica que faz sentido. Supostamente a JK Ring faz associações xenofóbicas e racistas com os nomes dos seus personagens, associando características preconceituosas dentro dos nomes. Porém, muitas vezes isso é dito, mas os críticos não explicam quais nomes de fato seriam xenofóbicos ou mesmo o porquê.
Então aqui eu vou focar em dois casos que eu ouvi falar e que podem ter algum fundamento. Queen Shakel Bolt e Shoseng. No caso do Queen, eu falo no tópico seguinte, onde eu vou falar sobre racismo especificamente.
Já no caso da Shoheng, eu já ouvi falar em várias coisas diferentes, que seria um nome racista ou um nome que é usado de forma pejorativa porque sou parecido com Shingling, que é um termo pejorativo usado aqui no Brasil, ou mesmo que seria um nome indeterminado, que não representa nenhuma nacionalidade. Nesse último caso, poderia ser uma crítica mais coerente, já que a Rowing de fato nunca cita de onde veio a Xocheng, se ela é da Coreia, da China ou do Japão ou de qualquer outro lugar da Ásia. Ou seja, essa crítica diria que a Show é mais uma personagem asiática genérica e que também entraria no estereótipo de um asiático inteligente, já pelo fato da Show ser da cor vinal.
Bom, essa ideia de que a Shop preenche o papel estereotipado de uma asiática inteligente é totalmente falso. De fato, a chota tá narcovinal, como vários outros personagens da obra, mas nunca é abordado na história o fato dela ser mais inteligente do que a maioria ou mais focada nos estudos do que a maioria. A é conhecida dentro da obra e conhecida dentro de Hogards por ser uma boa apanhadora no quadrib, assim como Harry.
Eh, nenhum momento da obra é explorado o fato dela ser uma aluna nota 10 ou qualquer coisa do tipo. Sem contar que esse papel de personagem super CDF já é preenchido pela Hermione, que não é asiática. Agora, quanto ao fato do nome Xheng ser xenofóbico, também existe bastante força de barra nessa argumentação.
De fato, a personagem não tem uma etnia definida, o que é algo que o seu nome reflete de certa forma. Mas o sobrenome Zeng ou Sheng é um dos sobrenomes mais comuns da China. O termo zeng é usado principalmente na China continental e é comumente anglicizado no sistema Wils de escrita como Sheng.
não é algo criado pela rolling. E para quem não conhece, anglicização é pegar um nome, um termo que não é original do inglês e passar ele por uma forma inglês. Lembrando que no chinês e no mandarim, outras línguas da China, a gente tem um alfabeto, né, que não é o nosso alfabeto e por isso passa por esse processo, por exemplo, de angliquização quando vai ser falado em uma região do ocidente ou no caso no inglês.
Por isso, apesar de Zeng ou Sheng ser um nome muito comum na China, pra Jak, ela trouxe o formato de Sheng, porque ele, esse termo ficou especialmente comum de ser usado no território de Hong Kong, que foi dependência britânica entre 1898 e 1997. Sendo assim, não é só possível, mas extremamente provável que um cidadão britânico chinês na década de 1990 tivesse o sobrenome Sheng. Por isso, é um termo que a Jack Rowlin deve ter ouvido com frequência quando ela cresceu, já que ela deve ter crescido com pessoas de Hong Kong que tinham essa grafia de nome, se não convivido de forma próxima, pelo menos ter ouvido falar de pessoas que tinham esse sobrenome.
Já em relação ao primeiro nome Show, os primeiros nomes na China podem ser de qualquer substantivo, mais ou menos, desde que não seja o mesmo nome de um membro da família e que seja um substantivo complementar. E eles são menos padronizados para anglicização do que sobrenomes populares estabelecidos. Então, podem ser de qualquer coisa e a própria pessoa ou família poderia decidir como anglicizá-lo, pelo menos isso em territórios como Hong Kong.
Obviamente a Rolin não forneceu uma leitura chinesa pro nome show, nenhum caractere de como ele se lê. Você já viram animes, por exemplo, em que a gente tem o alfabeto japonês e que os personagens se apresentam com seu nome e dizem como seu nome é escrito, porque a forma como se escreve o nome também muda a interpretação dele. Mas no chinês e o mesmo serviria pro chinês.
Porém aqui no caso da Show existeriam muitas palavras que podem ser pronunciadas com som parecido com Show. Sendo assim, o nome Xocheng poderia ser considerado um nome um pouco excêntrico paraa China, mas longe de ser algo xenofóbico ou preconceituoso. Poderia ser um nome muito plausível para um chinês que cresceu ou nasceu em Hong Kong ou mesmo um chinês que foi paraa Inglaterra durante esse período em que Hong Kong fazia parte do território inglês.
As pessoas também falam que xoeng é um termo racista porque ele soaria parecido com shing shong, que é um equivalente inglês pro termo shing ling, que é usado de forma pejorativa para se referir a objetos ou mesmo coisas chinesas que teriam pouca qualidade. Porém, dizer que um sobrenome como Sheng, que é um dos mais comuns da China é um termo racista, é no mínimo, ignorância. Não é a consonância que torna algo racista, mas sim a sua intencionalidade.
E aqui não houve. A Rollin pegou um sobrenome chinês comum, conhecido dos britânicos como Sheng e associou com uma palavra de fonética excêntrica como Show. E de fato, vários nomes de Harry Potter tm um tom excêntrico, porque essa é a vibe dos bruxos de todo esse universo.
Mas afirmar que Xoheng é um termo racista é novamente ou ignorante ou desonesto ou como eu acredito um efeito de manada. Alguém disse que é um termo racista e as pessoas simplesmente seguiram o fluxo sem ir atrás da confirmação. Também existe um argumento de que Show é o nome mais comum na Coreia e que nesse caso a Jeron teria pego um nome comum coreano e um sobrenome comum chinês e criado essa figura asiática da Shosheng que não tem uma nacionalidade confirmada.
Mesmo que esse seja o caso, eu acredito que é muito mais plausível que a gente veja isso como um defeito da Jack Rolling vir de um país ocidental e que é um país de elite como Inglaterra e que tem uma cultura predominante que acaba não se dando ao trabalho de conhecer a fundo outras culturas como uma prática racista necessariamente de Harry Potter, como por exemplo, muitas vezes a gente vê em filmes americanos personagens que supostamente seriam brasileiros mas tem um nome espanhol e a gente percebe que não houve uma pesquisa decente para se criar um personagem. Então, ecou um racismo faz parte de uma defeito de uma elite que não se dá o trabalho de conhecer outros povos e outras culturas, mas não necessariamente torna a história racista e com uma lógica racista. Quatro, racismo.
Bom, já que eu tô falando de racismo, também há algo de que acusam Harry Potter. Aqui essa crítica de racismo vem por dois motivos. A primeira é pela falta de personagens negros na história.
Bom, eu não sei se eu preciso dizer o óbvio aqui, mas se a gente for considerar racista todo livro que tenha pouco personagem negro, a gente vai no mínimo excluir uns 60, 70%, talvez até mais, de toda a literatura mundial. Uma coisa importante que a gente precisa lembrar é que quando um escritor cria uma obra, ele tá, ele não tá tentando seguir uma cartilha de fazer tudo corretamente, de defender todas as causas do mundo, de representar toda a sociedade ou combater toda a injustiça. Literatura é uma arte e é uma expressão que geralmente tá muito relacionada com a vivência daquele autor.
E o Reino Unido tem uma população negra baixíssima. Segundo os últimos censos em que foi feito em 2021, a população negra total do Reino Unido tá em cerca de 3%. Mas a gente tá falando de uma obra que foi escrita nos anos 90 com uma autora que nasceu nos anos 70.
Em 1991, a população estimada negra do Reino Unido era de 1,63%. Ou seja, a J Rowing não conviveu com muitas pessoas negras durante a maior parte da sua vida. E quando ela escreveu, ela representou aquilo que ela conhecia melhor.
E falar isso é dizer o básico. Autores escrevem sobre aquilo que conhecem e vivenciaram, mesmo dentro de histórias de fantasia ou ficção científica. Também não existem muitos personagens negros em guerra e paz, nem muitos asiáticos e 100 anos de solidão.
Mas dizer que uma obra é racista por ter uma baixa representatividade é burrice. Isso não significa que não seria legal se o mundo tivesse mais representatividade. E por isso eu nunca me incomodo quando mudam a etnia de personagens em adaptações.
Porque eu acho que quando uma empresa vai pegar um livro, uma história e vai levar para um público muito maior, com alcance maior, já pensando nesse aumento de público, faz todo sentido que ela considere representar mais pessoas e talvez criar mais identificação com mais grupos de espectadores. Mas dizer que o livro é racista porque a autora não trouxe toda essa representatividade pra obra é no mínimo uma desonestidade intelectual. Porém, além da questão da representatividade, tem a questão do Kingsley Shackel Bolt.
O grande ponto do Kingsley é que o seu sobrenome Shackel Bolt faz referência a um tipo de ferramenta que era usado para aprender escravos. Ah, então você me pegou. Claramente Harry Potter é uma obra racista.
Então, bom, sinceramente, não. Para mim, sim, a autora tá fazendo uma referência a esse objeto que era usado por escravos, uma espécie de grilhão. Porém, para mim, isso não chega nem perto de tornar a história racista e nem perto de essa ser a intenção da autora.
E sabe como eu afirmo isso com total leveza de consciência? Simples, pega o personagem do Kinsley, alguma coisa no personagem, nas ações dele, em como ele é descrito na história ou de como o arco dele se desenvolve, remete à escravidão. Alguma coisa no personagem faz você pensar em racismo?
Não, simplesmente nada. Muito pelo contrário, o Kinsley é sempre descrito como sendo um bruxo poderoso, generoso, muito eficiente no seu trabalho, que jamais se curva diante das imposições do ministério e que tá sempre lutando do lado certo. Não à toa, no final da história, se eu não me engano, ele se torna o ministro da magia que se segue após a queda do Voldemort.
Então, como dizer que existe qualquer lógica racista aqui? De fato, existe uma tendência dessas críticas contra Harry Potter em ignorar toda a mensagem da história, tudo que acontece e tentar focar em pequenos detalhes isolados da trama, procurando sempre uma possível brecha de um crime na obra. Mas isso não existe.
Não existe nada racista na história do Kinsley e nem no personagem. Mas então, por que Shakob? De fato, eu acho que aqui a autora quis colocar esse nome como forma de remeter a um possível background onde a família Kinsley pode ter vindo de bruxos ou outras pessoas que foram escravizadas.
Acho que foi um detalhe que ela colocou no lore, mas que ela nunca desenvolveu. E sim, eu acho que a gente pode dizer que talvez a autora tenha sido insensível em ter trazido isso paraa trama, mas não ter desenvolvido, ou talvez até possa ter ecoado um racismo e não trabalhar melhor esse tema, ignorando que isso poderia incomodar pessoas que tm um uma relação com o passado é de escravidão ou que, enfim, e sofrem isso na pele de alguma forma. Mas de novo, essa falha torna a obra racista?
Para mim, de novo, aponta uma falha da autora e talvez como mulher branca em não trabalhar melhor o tema, mas dizer que Harry Potter se torna uma obra racista por conta disso, de novo, entra no campo da desonestidade intelectual. Cinco, elfos domésticos. Bom, a crítica dos elfos domésticos é bastante comum, mas aqui eu acredito que existe uma enorme falta de interpretação da própria história.
Os elfos domésticos são escravizados e não só isso, como aceitam isso? Como aceitam essa situação e parecem gostar desse cenário? Pros críticos, seria um subtexto escondido em Harry Potter.
por trás de sete livros sobre combater o fascismo, teria embaixo uma camada oculta, uma camada que diz que, na verdade, os oprimidos gostam de ser oprimidos e que é assim que o mundo deve ser. E bom, o mundo não deveria ser assim, mas a verdade é que esse é um retrato da realidade. Vocês já ouviram histórias de pessoas que estavam num país em um cenário de ilegalidade, mas conseguiram, por algum motivo, ficar legais e depois de alguns anos passaram a apoiar políticas contra ilegais?
Sabem quantas mulheres defendem leis, estatutos, discursos e práticas machistas? Sabem quantos negros defendem líderes com pautas, ideologias racistas? Ou mesmo quantas pessoas gays apoiam partidos que na prática minam próprio grupo?
Já conheceu pessoas que, mesmo tendo dificuldade de pagar as contas no final de um mês, ainda assim defendem bilionários com unhas e dentes? Pois é, todas essas pessoas existem. E eu não tô necessariamente dizendo que os elfos domésticos representam essas pessoas, mas são sim uma alegoria desse mesmo problema.
Grupos de pessoas que vivem em situações de vulnerabilidade, violência e opressão e ainda assim apoiam o sistema. Se apegam com unhas e dentes àquele status qu porque ou é tudo que eles conhecem ou porque eles têm medo de que uma mudança piore ainda mais as coisas para eles. E os elfos domésticos são assim também.
E o ponto em Harry Potter é que a obra não é tão complexa a ponto de conseguir se aprofundar no tema, mas o simbolismo tá lá. Ah, mas a Hermione tenta mudar as coisas, é colocada como errada. E ela tá errada, pelo menos em parte.
A Armione defende que os elfos não são inferiores e que eles devem ser livres. Porém, ao invés de focar todos os seus esforços em conscientizar os bruxos para que eles parem de explorar os elfos, ela tenta impor as suas ideias pros próprios elfos. sem respeitar a mentalidade deles.
O que a Ormione faz é ter uma síndrome de salvadora branca. No fundo, ela acha que ela tem a salvação dos elfos e que ela pode impor sobre eles o que é melhor para eles. Mas a verdade é que uma mudança verdadeira só pode vir dos próprios elfos e isso leva muito tempo e muito esforço e não traz uma solução fácil como a que a provavelmente Hermioni busca.
E de novo, a história não foca tanto nesse arco, nem desenvolve tanto essa análise, mas considerando todo o restante da obra, esse subtexto faz muito mais sentido do que uma mensagem oculta pró opressão. Seis, gordofobia. Aqui sim, gordofobia é um defeito de Harry Potter, não tem defesa.
A obra retrata os Dersey, especialmente o Walter e o Duda, como sendo gordos, quase como sendo isso um sinal da sua ruindade. E com frequência o Harry pensa mal do Duda por ele ser gordo. Inclusive a gente tem a clássica cena da tia Guida sendo transformada num balão.
sendo uma pessoa um poucão acima do peso, eu já passei por várias situações desconfortáveis por ser gordo. E quanto mais gordo você é, mais você sofre. E eu diria que é algo até que a maior parte das pessoas nem considera como sendo um preconceito, mas é pessoas gordas têm o direito de viver, de serem felizes e tem o direito de serem gordas, se é isso que elas querem ser.
Ah, mas e os problemas de saúde? Bom, álcool, vape, e, cigarro causam tanto problemas de saúde quanto ser gordo e você ainda sai com seus amigos que bebem e fumam, ou pelo menos não fica criticando eles na internet. Sem contar que vale aquela regrinha, né?
Vamos cada um cuidar da sua vida, que é sempre mais importante. Então, sim, gordofobia existe e é bastante ruim e a gente tem isso em Harry Potter, mas no mínimo a gente precisa ser justo de lembrar que gordofobia era a regra nos anos 90 e nos anos 2000. Por exemplo, eu amo eu a Patro as crianças e eu já reassisti a série umas 10 vezes nos últimos cinco ou se anos.
E por mais que a série seja ótima e traga pautas muito boas e às vezes muito à frente ali do tempo dela, piadas gordofóbicas correm soltas por toda a série, porque isso era sintomático dos anos 2000. E muitas das histórias dessa época, que são super famosas e super amadas, t gordofobia como parte da sua pauta. Isso exime Harry Potter de culpa?
Não, mas isso também não é o suficiente para pagar tudo de bom que a história tem. Longe disso, que seja criticado a gordofobia de Harry Potter, que sirva de discussão e conscientização. A obra deve ser sim criticada, mas isso não exclui as qualidades que a história tem, nem apagam a sua mensagem principal.
Sete, JK Rowing e o revisionismo da obra. Bom, para falar da Jer Rowing, vamos dar uma volta. Meu cantor favorito é o Kendrick Lamar e certa vez ele ia lançar uma música chamada Prayer, mas uma boa parte da música vazou antes do lançamento e ele acabou decidindo nunca publicar ela oficialmente.
Nessa música, o Kendrick aborda três pontos de vista. Ele começa a música cantando como se ele fosse o jovem Michael Jackson ainda na época da música IBC, com ele sendo catapultado como ícone popendo boa música. Mas em seguida os versos mudam e a música passa a refletir os momentos sombrios da carreira do cantor, os abusos físicos e psicológicos cometidos pelo pai do Michael e como isso perturbou sua formação e criou traumas profundos no cantor, eventualmente se tornando a raiz do que mais tarde seriam as acusações de pedofilia e a quebra da sua imagem como um artista.
Em seguida, o Kendrick canta a música como se ele fosse o Martin Luther King Júnior, o líder do movimento negro mais importante do Ze mais importante da história. Um homem que carregou o sonho de igualdade de milhões e se tornou um símbolo de toda uma luta. Mas em seguida os versos mudam para abordar a queda do Luther King dentro do imaginário, conforme ele sofria acusações de infidelidade e até mesmo de ter cometido crimes sexuais.
A música se pergunta se a mensagem de união e de luta do Luther King se perderia junto com as suas controvérsias. Se a imagem de um líder idôneo e justo poderia viver ao lado de uma imagem de um homem imperfeito e que foi dominado pela luxúria. E por fim, a música volta pro próprio Kendrick, onde ele reflete sobre suas lutas pessoais, seus defeitos, suas falhas morais e a mensagem da sua música.
E no final ele conclui que num mundo tão caído, os artistas são imperfeitos. Mas as suas mensagens podem ser perfeitas. Se a mensagem é boa, importante e justa, ela não pode se perder com a queda do seu interlocutor.
Não é só sobre separar o artista da obra, mas sobre deixar que a mensagem viva, apesar das falhas do artista. E por que que eu tô falando tudo isso? Porque a maior parte dessas críticas de Harry Potter surge de uma necessidade de combater a Jer Rowing.
Sim, a Jerowin é uma mulher transfóbica e que tem usado seu dinheiro e influência para minar direito das pessoas trans. No mínimo, se você por algum motivo não acredita que a Jack Rolling seja transfóbica, você precisa dar o braço a torcer pro fato de que ela tem agido de forma efetiva para lutar contra um grupo de minoria, um grupo que já não tem muitos direitos, que já não tem muita força. E a Jack Rol tem usado todo o seu poder para tentar acabar com esse grupo.
Mas apesar da autora estar assim, isso não torna Harry Potter uma obra transfóbica, nem racista, nem antissemita, nem nada do tipo. Aliás, essa conclusão já é problemática por si só. Essa ideia de que o fato da Jak Rollin ser transfóbica torna ela automaticamente uma pessoa racista, xenofóbica, antissemita e etc.
Bom, se você diz isso, você tá querendo dizer que o preconceito é algo natural do ser humano, que nascemos preconceituosos e que se for assim, a única solução seria a gente aceitar as pessoas que nascem preconceituosas, afinal não é culpa delas elas serem assim, ou a gente teria que promover um extermínio desse grupo para acabar com essas pessoas. Mas graças a Deus, o preconceito não é algo natural, ele é uma construção social. Ninguém nasce preconceituoso, as pessoas se tornam.
Isso significa que uma pessoa que pode ter sido construída para ser preconceituosa contra pessoas trans, não necessariamente foi construída para ser preconceituosa contra pessoas negras. são problemas diferentes, causados por questões diferentes e construídos socialmente de maneiras diferentes. Inclusive, apesar da Jacker Rolling estar se envolvendo com grupos conservadores, me parece que a transfobia dela vem de um lugar diferente da maior parte desses outros conservadores.
A transfobia da Jake Rolling, por exemplo, não vem de um aspecto religioso. Na verdade, ela é considerada uma feminista radical, que acredita que pessoas trans são homens tentando humilhar mulheres ao tentar tomar o seu lugar ou qualquer bobageira do tipo. Ou seja, ela própria já é transfóbica por questões diferentes de outros transfóbicos religiosos, por exemplo.
E eu acredito que no início a J Rowing nem era tão preconceituosa, mas como ela é uma pessoa rica, influente e famosa, no momento em que ela cometeu transfobia publicamente pela primeira vez e foi rechaçada nas redes por isso, ela radicalizou. Ao invés de talvez aceitar que ela possa ter cometido um preconceito grande e que ela deveria mudar, ela escolheu o outro lado, se fechar no seu próprio ego. E no mundo cada vez mais polarizado e radical, ela encontrou um terreno fértil para radicalizar ainda mais.
Não à toa, quando as suas opiniões foram eh rebatidas pelo trio de atores de Harry Potter, ela se voltou contra eles, passou a defender que eles foram péssimos atores na saga e que talvez quase tenham estragado o Harry Potter. Mas durante toda a vida, o trio de Harry Potter de atores foram pessoas que a Dick Rollin sempre pareceu defender e apoiar e que de uma hora para outra se tornaram inimigos públicos dela simplesmente por não concordarem com as suas ideias. Isso é radicalização pura.
E obviamente isso tem muito a ver com Harry Potter, mas não com a mensagem que a obra passa, mas sim com a mensagem que a obra combate. Harry Potter é uma ótima história que aborda a luta contra ideias fascistas. Uma obra que aborda como grupos minoritários sofrem opressão de uma maioria mais ricca, mais poderosa e mais influente, que usa de mentiras e dissimulações e eventualmente de violência para suprimir esses grupos, exterminá-los e acabar com qualquer um que se oponha a eles.
Harry Potter é uma ótima obra para discutir os próprios erros da autora. é uma ótima obra para discutir o mundo em que a gente vive, com a constante ascensão de ideologias opressoras e de uma banalização da verdade e de tantos outros problemas. Não à toa, um estudo publicado em 2017 no Journal of Applied Social Psychology mostrou que pessoas que eram fãs de Harry Potter de longa data tinham menos probabilidade de terem preconceito contra grupos minoritários comparado com pessoas que nunca tinham lido a obra.
Ou seja, historicamente, Harry Potter sempre foi conhecido como uma história que ajuda as pessoas a serem menos intolerantes. A própria obra é uma arma contra ideias da autora e uma ferramenta poderosa para discutir esses temas. E sim, sempre vai ter alguém para dizer que existem outras histórias, outras obras melhores do que Harry Potter, que discutem melhores sistemas da opressão do fascismo e que, portanto, a gente não precisa de Harry Potter.
E sim, devem devem existir centenas de obras melhores do que Harry Potter para discutir esses temas, obras mais aprofundadas e que discutem com mais clareza algumas pautas. Mas sabe o que essas outras histórias não têm? A capacidade de tocar as pessoas como Harry Potter consegue.
Não é à toa que Harry Potter tem tantos fãs apaixonados de tantas gerações, porque a história consegue penetrar mais fundo no coração onde outras histórias não conseguem. Harry Potter dialoga com o leitor de um jeito diferente, por isso fez tanto sucesso. E eu diria que ninguém sabe como Harry Potter fez tanto sucesso, nem a mesma Jer Rowling, porque se fosse uma fórmula fácil de ser copiada e replicada, outras histórias já teriam tido o mesmo sucesso.
Então, sim, podem ter outras histórias ótimas para discutir esses temas, mas por que descartar Harry Potter quando essa história consegue discutir os temas? tem uma mensagem poderosa que já se provou bem-sucedida e que consegue quebrar tantas barreiras que outros livros não podem. Eu acredito que boa parte dessa necessidade que alguns tenham de criticar Harry Potter venha de pessoas que se sentiram ofendidas pela J Rowing e que sentem que precisam destruir ela, mas não podendo atacam sua obra.
Ou mesmo de pessoas que nunca gostaram de Harry Potter ou nunca entenderam os motivos de tanto amor à obra e agora aproveita a oportunidade de atacar também. E sim, Harry Potter tem problemas dentro da narrativa, tá longe de ser uma história perfeita ou a melhor história de todos os tempos. Eu acho válido discutir as fraquezas da história da narrativa, contanto que essas críticas têm um fundamento e que levem a uma discussão honesta.
Ah, mas eu não quero dar dinheiro para Jack Rowing. Bom, quem diz isso geralmente tá comentando no Twitter ou no Instagram. Curiosamente, ambas plataformas de bilionários que apoiaram ativamente o governo Trump com o Elon Musk sendo fundamental para sua reeleição.
E surpresa, o Trump é bastante transfóbico também. O Elon Musk provavelmente também é e várias outras coisas, né? Tem preconceito contra vários outros grupos.
Mas isso te fez excluir o Twitter ou quando é para cortar na carne fica difícil para você? E vem cá, suas roupas. Você só compra em lugares com procedência garantida de trabalho justo, ou compra na Shen e outras lojas cuja cadeia de produção é suspeita e provavelmente viola os direitos humanos.
E todas as séries que você assiste, todos os jogos que joga, todos os filmes que você vê, todos os cantores que apoia, os jogadores e atores que você curte, você foi pesquisar se todos são politicamente corretos ou você tem medo de descobrir que seu ativismo é parcial? Novamente, não acho que exista algum problema em pessoas que se desapontaram com a JK e por isso passaram a ter uma visão negativa de Harry Potter. E nem acho que todo mundo precise gostar da obra.
Novamente, a história tem muitos defeitos. Mas será que os argumentos usados para criticar a história tentos reais? Ou eles vem de um ativismo online que é no mínimo hipócrita e que costuma criar um efeito de manada para sustentar o ego desses ativistas digitais.
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Valeu, falou e até mais. M.