[música] Com a chegada dos novos iPad OS26 e o One Y8, os tablets ficaram muito mais próximos de notebooks convencionais. Seus modos desktop evoluíram tanto que algumas das principais funções do Windows e Mac já funcionam aqui de forma estável. Então hoje eu resolvi voltar naquela velha questão sobre se esses equipamentos finalmente substituem os computadores portáteis, já que normalmente eles são mais leves e até mais poderosos que os laptops tradicionais.
E se no final da nossa conversa você se interessar por qualquer um dos sistemas, eu vou deixar o link dos aparelhos que receberão as versões atualizadas deles. Além disso, claro, também vale dar uma olhada no nosso grupo de ofertas, onde toda a equipe posta diariamente as melhores promoções desses equipamentos assim que elas aparecem. Para entrar, basta escanear o QRcode que tá na tela ou acessar escolha.
cc/grupo. Recados dados. Agora bora falar de tablet depois da vinheta.
Minha intenção com esse vídeo de hoje não é dizer qual é melhor ou pior entre a Oneie ou o iPad OS, até porque vamos ver que os dois compartilham de muitos pontos positivos e negativos. Por isso, provavelmente, a sua escolha dependerá do ecossistema em que você tá inserido. O que eu quero é bater um papo sobre como estão essas duas plataformas hoje, focando especialmente em produtividade.
Mas antes de falar do presente, é legal olhar pro passado para lembrarmos como chegamos até aqui e principalmente quais problemas esses desktops tinham até o momento. A primeira implementação de um modo DEX pela Samsung foi lá no Galaxy S8. Quem lembra?
quando o smartphone ainda precisava de uma base para abrir a interface em um monitor externo. Mas a expansão pros tablets não demorou muito, aparecendo logo depois no Galaxy Tab S4 lá em 2018, com a tela do próprio tablet servindo pra interface. Pessoalmente, a minha primeira experiência com Dex foi usando no antigo Galaxy S10e, que me salvou em vários trabalhos da faculdade no meio do expediente.
Porém, mesmo com a inovação sendo valorizada pelos usuários, o Dex não foi massivamente adotado. Questões como otimização e até disponibilidade de aplicativos eram comuns naquela época. E embora a maioria desses problemas já tenha se resolvido, não é raro esbarrar com alguns apps que não foram pensados para funcionar com uma janela redimensionável no Android ou ser usado com mouse e teclado.
Já Apple, apesar de contar com o iPad há mais de uma década, nunca ofereceu propriamente um modo desktop nativo nos seus aparelhos. Houve rumores nesse meio tempo indicando que ela poderia desenvolver uma interface dessas, principalmente com a chegada do chip M. Mas a empresa parece evitar isso pros usuários não canibalizarem os MacBooks com os tablets.
Então, por mais poderosos que os iPads fossem, a verdade é que eles sempre se comportaram como iPhones grandes, mesmo depois da chegada do Stage Manager, que foi uma evolução interessante pra produtividade, mas não chega a oferecer aquela experiência de computador que a gente conhece. Mas então, por que os novos sistemas One i8 e a iPad OS26 causaram tanto barulho esse ano? Começando pelo lado coreano da força, que é um pouco mais fácil de explicar.
Dá para dizer que a última novidade relevante do Dex foi em 2020, quando a Samsung lançou o modo sem fio da interface. Isso não significa que desde então não tivemos novidades interessantes. Em 2023, por exemplo, a forma como o Dex funciona mudou se tornando uma espécie de extensão da interface do tablet em vez de uma mudança completa do ambiente mobile para desktop clássico.
Isso foi interessante, mas eu não julgo tão impactante na usabilidade quanto não depender de um adoc ou do cabo para acessar a ferramenta. Se você concorda comigo, então podemos dizer que a interface estava meio estagnada. Ainda era o melhor do mundo Android, mas necessitava de novidades.
Para mim, que gosto de trabalhar com dois monitores, por exemplo, a experiência não era tão fluida, porque sempre que eu ligava o tablet em telas externas, o Dex só funcionava no segundo monitor, mas o aparelho ainda ficava com a cara clássica do Android. Com o ano A8, todo esse suporte a painéis secundários melhorou bastante. Agora é possível escolher entre o espelhamento da tela ou a extensão dela, me dando total liberdade de transitar entre os dois ambientes com mouse, tal qual um PC normal.
E caso o segundo monitor seja maior que for HD, o Dex permite o uso de uma resolução mais apropriada, chegando a quad HD. Também é possível configurar a rotação da tela entre 90, 180 e 270º. E toda a usabilidade do sistema está mais próxima de como ocorre nos desktops, com os aplicativos abrindo em cascata e sem telas de carregamento.
Tudo isso seguindo a comunicação visual estética da One8. Não são funções que estouram cabeças, mas que representam uma ótima qualidade de vida pros usuários. Pelo menos pro meu tipo de uso foi uma baita melhora.
Mas o iPad OS26 não fica para trás porque o bafafá ao redor dele foi ainda maior do que nos Galaxy. Muito se deve principalmente pelas mudanças polêmicas envolvendo a nomenclatura e o visual do sistema, que foi completamente repaginada esse ano. Agora, em vez de seguir a ordem numérica da linha e lançar o iPad OS19, a maçã resolveu pular direto pro 26, se alinhando ao ano de vigência do sistema operacional.
E no mesmo evento desse anúncio, também nos foi apresentado a nova comunicação visual da empresa, o Liquid Glaz, que representou a maior mudança de linguagem deles desde o iOS 7, lá em 2013. Eu mesmo ainda não consigo gostar 100% do Liquid Glass, mesmo reconhecendo que ele não tá mais tão problemático quanto nas suas primeiras versões. Fato é que o iPad OS26 trouxe várias novidades que os usuários pediam há anos, como uma interface muito mais próxima do Mac, com o clássico semáforo para controle das janelas.
Falando nelas, o redimensionamento também está livre para qualquer aplicativo. Quando você abre algum em tela cheia pela primeira vez, basta arrastar o canto das janelas, mudando pro tamanho que você quiser. Além disso, também podemos organizá-las, posicionando o cursor sobre o botão verde de maximizar, assim como fazemos no computador.
Outra coisa herdada dos Mac é a barra de menus no topo do display, que muda dependendo do aplicativo aberto. O app Arquivos também foi atualizado, permitindo visualização de documentos em modo de lista com colunas redimensionáveis, similar a um Finder. E finalmente também temos o reconhecimento de telas externas, mas aqui tem uma pegadinha, tá?
A lista de aparelhos que receberá o iPad OS26 é enorme e eu tô deixando aqui agora na tela para você dar uma olhada e todos eles receberão praticamente todas essas funções. A exceção será apenas o suporte à segunda tela, que só chegará pros aparelhos com chips da linha M. Então, se você tem um iPad 11 com A16, por exemplo, especificamente esse recurso não está disponível no momento.
Apesar disso, é empolgante ver esses sistemas chegando para uma quantidade relevante de produtos. abrindo ainda mais possibilidades de uso. Mas calma lá, porque nem tudo são flores.
Da mesma forma que eles compartilham vários pontos positivos, eu passei alguns perrangues nas últimas semanas e eu quero te falar um pouquinho sobre eles para você ficar atento. Antes, só deixa eu te lembrar das duas melhores formas de comprar um tablet para usar esses sistemas. A primeira é com comparador Escolha Segura, nossa extensão para Android e navegadores que te ajuda a checar o histórico de preços, aplicar cupons e configurar alarmes para ser avisado assim que o tablet que você quer chegar no preço que você pode pagar.
A segunda dica é acompanhar o nosso grupo de ofertas, onde postamos diariamente as melhores promoções do mundo tech. Para entrar é só escanear esse QRcode que tá na tela ou acessar escolha. cc/gru.
Agora bora voltar pro vídeo. Nos últimos dias eu trabalhei no vídeo do Galaxy Tab S11 direto dele, desde a pesquisa até a finalização do texto. Da mesma forma que escrevi esse roteiro usando um iPad Air com chip M2 ligado ao meu monitor externo Quad HD em casa.
Durante esse tempo, eu passei por algumas experiências não tão legais que eu quero comentar aqui. A primeira delas e a principal, na minha opinião, são as limitações dos próprios aplicativos. Muitos apps, mesmo que avançados, ainda funcionam como ampliações das versões de smartwatch, digamos assim.
Por exemplo, o Notion, que sempre usamos na rotina do estúdio, tem menos funções na sua versão mobile. As ferramentas muitas vezes são aplicadas de formas diferentes, sem contar que ele é consideravelmente mais bugado que o app para desktop. Para contornar esse problema, eu prefiro usá-lo direto do navegador, mas ainda assim a interface muda um pouco em relação ao que a gente instala no Windows ou Mac.
Isso me leva ao segundo problema que tive usando esse tipo de produto, que é a curva de adaptação para resolver questões simples na plataforma. Quem é da área do design e já tentou trabalhar com equipamento desses, sabe o que eu tô falando. Se você tem um fluxo de trabalho mais complexo, que usa mais de um app para diferentes etapas da rotina, existe todo um esforço para acostumar com uma memória muscular nova.
Além disso, volta e meia você vai perder um tempo procurando respostas alternativas para resolver problemas que seriam solucionados com muito mais rapidez no sistema operacional em que você tá acostumado. Então não basta largar o seu computador e ir para um tablet da noite pro dia que você vai chegar lá com o mesmo nível de produtividade. Isso não acontece, tá?
É necessário um tempo de estudo mesmo para você considerar todo um novo fluxo de trabalho e novas formas de interação com o sistema para aí sim você conseguir de fato ser produtivo. Muito disso, aliás, está ligado tanto a software quanto a hardware, porque a digitação de textos longos é cansativa sem um teclado físico e nem todos os modelos são como o Tab S11, por exemplo, que traz um kit completo de teclado e caneta direto da caixa. Aí, dependendo do teclado escolhido, as acentuações serão diferentes das usadas no desktop.
O uso de um tablet no colo também não é dos mais confortáveis, porque ele não tem uma distribuição de peso tão uniforme quanto os notebooks pensados justamente para esse tipo de uso. E adicionando todos os periféricos ao aparelho, outras duas grandes questões aparecem. A primeira delas é o peso, porque um produto desse, com tudo que tem direito, não é tão diferente de um notebook dentro da mochila.
Por exemplo, no mundo da Apple, atualmente um MacBook Pro com M5 ou M4 Pro e Max giram ali em torno de 1, kg e 1,600. Em contrapartida, um iPad Pro de 13 polegadas tem aproximadamente 580 g a depender da versão. Acrescente aí uma Magic Keyboard com suas 600 700 g, mais um eventual mouse externo, mais uma Apple Pencil.
Talvez o kit ainda fique um pouco mais leve que um computador, mas a diferença será marginal. O mesmo acontece no mundo Android Windows, um Tab S11 Ultra todo equipado não fica muito distante de um notebook gamer desses mais finos, tipo um Lenovo Lock Essential ou um Asus V16 que tem entre 1,6 e 1,8 kg. E a segunda questão a se pensar sobre um tablet com todos os periféricos é o preço, porque em alguns casos eles podem ultrapassar o valor de notebooks com uma placa de vídeo dedicada.
O próprio S11 Ultra mesmo que eu citei agora tá saindo pela bagaterla de R$ 9. 500 no site da Samsung. Por esse preço, daria para você comprar um baita notebook para trabalhar.
Agora, se você não precisa de tanto poder de fogo, talvez porque só queira um tablet para estudar ou o seu trabalho não exige tanto assim da máquina, existem modelos intermediários com um ótimo custo benefício atualmente. É verdade. Porém, é necessário você colocar as suas necessidades na ponta do lápis.
E aqui eu volto pra nossa pergunta inicial. Já dá para dizer sem medo de errar que os tablets finalmente substituem os notebooks? Então a resposta curta e prática é sim substitu.
Contudo, a resposta longa e burocrática é o sucesso dessa substituição depende principalmente de dois fatores. O primeiro é de um maior interesse para os aplicativos melhorarem suas plataformas para esses sistemas operacionais. Porque por parte das fabricantes, sobretudo Samsung e Apple, o trabalho está sim sendo feito.
O negócio agora são os apps funcionarem bem com mouse e teclado. O segundo fator para uma boa transição é a sua expectativa como usuário. É importante entender que nem o iPad OS nem o Dex estão iguais ao Mac ou Windows e provavelmente não devem ficar tão cedo.
Os próprios computadores já são computadores bons suficientes. Por eles, nós conseguimos gerenciar janelas e arquivos muito mais rápido. Os aplicativos são mais completos e existem vários modelos para nos atender.
Pesados com placa de vídeo, sem placa de vídeo, leves, ultra finos, tela boa, áudio bom e por aí vai. Já os tablets se destacam por oferecer uma experiência mais confortável com as canetas e um gerenciamento de tarefas mais simples na rotina, mas nada muito além disso. Por esse motivo, eu acho que não será agora que veremos todo mundo migrando para esses tipos de equipamento.
Na verdade, eu me pergunto se isso vai acontecer algum dia. Comenta aqui embaixo o que você acha e se também usa um aparelho desse. E se sim, como usa?
Também não esquece de curtir o vídeo, compartilhar e do grupo de ofertas. Eu fico por aqui, um grande abraço e até mais.