a [Música] [Música] [Música] a [Música] [Música] J Ele tem muita sensibilidade assim para quebra cabeça ele TR esperto aads quebra cabeça jogo de bingo as questões assim de alfabeto de construção de de de nomes tanto é que ele já ele já escreve os nomes famía né Ele já chegou aqui ele já domina dominando a escrita do nome [Música] dele na idade dele a maioria das crianças tem aquela bicicleta né famosa bicicleta ele tem uma moto elétrica e ele consegue ainda brincar com essa moto então para ele é o máximo ele tá na rua com as
crianças brincando ele gosta de brincar no computador adora mexer em tudo el gosta de cantar Meu Coração batia forte eu nem sabia porqu Eu era apenas um menino Descobrindo a paixão eu te olhava todo o tempinho e nem sabia a razão ncolas é uma criança que nasceu com atrofia muscular espinhal que é uma síndrome né que ela degenera os músculos então ele vai perdendo o movimento e problemas na deglutição nos alimentos por isso que ele só se alimenta via sonda que ele não pode se alimentar via oral ele tava já na fase de caminhar e
ele não firmava a perna daí foi mada por um neuro onde eles descobriram que ele tinha essa trofia a notícia na hora que foi dada foi um baque né porque nós não esperávamos até porque temos dois saudáveis né mas em seguida nós conseguimos aprender com ele estamos ainda aprendendo com ele né ele queria est no meio das crianças e não podia tentamos creches para ele como foi orientado pela pelos psicólogos que ele que ele ia né não conseguimos sem sucesso as creches não quiseram aceitar porque achava que era risco e a única escola que aceitou
ele foi a escola cantinho amigo né ela teve que recorrer à secretaria né E aí através da Secretaria Municipal de Educação eles encaminharam ele para [Música] cá eu tinha medo dele ser rejeitado pelos colegas dele não assim se relacionar ele se relaciona bem com todos mas eu tive medo de alguma criança ou alguém judiar empurrar aquela coisa de criança né até a década de 80 era forte a segregação então havia um movimento social muito forte e havia um movimento social de direitos humanos internacionais muito forte e no Brasil esses movimentos já eram fortes de garantir
o direito à escola então os pais os professores achavam que era impossível uma criança com deficiência neuromotora um uma pessoa com surdez uma pessoa cega ir pra escola regular Então se defendia a escola especial se defendia a classe especial né E nós lutávamos já nesse momento histórico pela integração colocar as crianças na sala regular e Acho que cada vez mais assim a nossa sociedade Tá se preparando né para para conviver com pessoas que até então estavam um pouco escondidas [Música] eu acho que nós vamos chegar à sociedade inclusiva se as crianças forem desde cedo a
educação infantil que tiverem esta oportunidade não só de se no sentido do desenvolvimento humano né Dea visão humanística da educação mas também na educação no sentido de oferecer as oportunidades de participação da cultura então acesso ao letramento acesso à informação acesso às Artes né a educação infantil é é um princípio hoje dentro da Educação Infantil Ela traz ela reforça o lúdico o movimento a brincadeira o prazer a construção de vínculos né afetivos de vínculos de solidariedade e isso é fundamental para todas as crianças então a criança com eh com necessidades especiais que vêm à escola
ou crianças com alguma deficiência elas não precisam de um currículo diferente elas não precisam de um currículo especial elas não precisam de uma escola especial elas precisam disto que é o que oferece a educação infantil A gente entende que o espaço da escola é um espaço de inclusão até porque nós temos todos os todas as turmas todos os anos nós temos crianças que necessitam às vezes assim em algumas situações de eh cuidados especiais né A escola é é é um pouquinho do do da casa da gente né e as nossas crianças principalmente a faixa etária
com que a gente trabalha as crianças estão saindo do né do do Aconchego familiar e as primeiras pessoas que que que eles conhecem somos nós em termos de escola né educação infantil na verdade é um é um contato né com o primeiro contato com o mundo da leitura da escrita né da imaginação da fantasia é muito brincar né E na verdade adaptação curricular não é necessário porque a gente faz a medida da do que ele pode ele vai brincar vai vai entrar nas atividades dentro da limitação dele é dado tempo para ele né Nós não
conhecemos as crianças então assim os pais vêm eles fazem uma entrevista né eles nos contam como é que são os filhos deles mas nada como assim ó conhecer a criança trabalhar com a criança e isso dentro da sala de aula é é é muito mais fácil a gente trabalhar no grupo do que trabalhar uma criança especificamente né lidar com aquela criança que tem determinada dificuldade porque no grupo tu trabalha com eles com todas as as assim as diferenças né Cada um com as suas limitações com seu ritmo eh com as suas vamos dizer dificuldades né
e e no grupo eles estabelecem algumas regras e o que vem assim ó de encontro com o pedagógico é a construção do grupo os brinquedos são uma coisa que que estimulam bastante a hora do brinquedo é um momento importante né De tanto de socialização como estímulo estímulo pra autonomia dele mesmo porque a gente procura deixar ele interagir com os colegas para ele tudo é novidade tudo é ótimo cada vez que ele aprende alguma coisinha nova na escola ele chega ele conta ele fica feliz com aquilo é um espaço que é dele Onde ele fica longe
de mãe de irmão eu acho que isso para ele tá sendo bastante importante porque ele tá aprendendo a ter responsabilidade ele tem aquele horário que ele tem que ir pra escola acord tirar o [Música] oxigin o que que nós vamos fazer depois [Música] isso que au pronto então acredito que as escolas para se tornarem sistemas inclusivos Elas têm que partir desse ponto de discutir os seus preconceitos abertamente né fazer as suas reflexões sobre as suas atitudes sobre as suas posturas e aprender a lidar com a diversidade com a diferença não é uma questão de generalização
ou banalização da diferença então uma uma das coisas que mais me preocupa no discurso Ah vamos brindar a diferença então lidar com a diferença é não é uma aceitação passiva e isso passa por toda uma reestruturação e das formas de relações e interações dentro da própria escola né entre os professores das atitudes entre os professores porque a gente não ensina paraa criança aquilo que a gente não vive no nosso cotidiano a experiência de Porto Alegre iniciou foi uma das primeiras capitais eu acho um primeiro estado que iniciou a a inclusão Então as escolas já TM
uma uma caminhada e aqui sempre teve inclusão a criança com deficiência física ela tem as necessidades específicas né que são de ordem da acessibilidade e ela necessita de ambientes acessíveis né eliminação de Barreiras arquitetônicas ela precisa de banheiros adaptados ela precisa de instrumentos de locomoção né ela precisa de cadeiras de roda quando ela não consegue andar para poder se deslocar por todo o espaço da da escola e nos ambientes comunitários e é precisa também que eu chamo de necessidades específicas são os mobiliários adequados eu digo sempre que não é a limitação da criança ou ou
o tipo de dificuldade que ela tem que determina se ela pode ou não ir pra sala regular o que determina é a capacidade da escola se organizar para modificar esse ambiente esse mobiliário para que dê condições de acessibilidade física para essa criança e de ação Que ela possa brincar e trabalhar em todas as atividades com as mesmas oportunidades ela vai trabalhar de forma diferente fazer de forma diferente mas com as mesmas com a mesma qualidade op que as outras crianas quando o ncolas chegou PR nós a gente sabia assim da vamos dizer não diria nem
dificuldade das limitações dele então o nas chegou Foi uma criança igual à outras dentro da sala a escola já estava adaptada porque teve uma obra em 2004 de ela está 100% adaptada Então teve uma reforma no banheiro a rampa de acesso a sala de aula as portas né Então teve uma obra já avisando a a vinda de uma criança cadeirante o ncolas é o primeiro cadeirante da escola a gente não não tolio ele de nada ele participou de tudo que ele que ele tem direito podre da P aonde eu coloco na lata do lixo Vingança
beu bebeu beu beu beu na lata do Lio lixeiro [Música] [Aplausos] também a medida assim que que o programa ia sendo desenvolvido que os nossos projetos iam sendo trabalhados ele participava assim aquilo viia que ele fazia aquilo com alegria né e queria sempre ai profe mas mas tão pouquinho então ele às vezes ele achava que a atividade era pouca né porque ele tinha condições até de de trabalhar mais assim de se envolver mais ele ele sempre achava que era pouco e a gente foi percebendo que aquilo assim aquilo foi bom pro crescimento dele Porque alguns
medos que ele tinha também porque ele achava que ele não ia conseguir fazer algumas coisas e a gente na medida assim bem natural natural mesmo a gente ia mostrando para ele que ele tinha capacidade ele tem capacidade as atividades feitas no chão ele ia pro chão as atividades feitas no no no quadro ele ia pro quadro né a gente até adaptava às vezes empurrava a cadeirinha em vez de da da cadeira de rodas né Eh mas a gente não não não assim nós não fizemos mudanças para que ele permanecesse no grupo não foi feito isso
a gente recebeu ele naturalmente como todos os outros sim esta moça [Música] veio Ah [Música] tá tu o que [Música] crisele eles comunic muito clar uma maneira muito clara ele Expressa o pensamento dele de uma maneira muito clara Ah tu ouviu isso Pedro ele disse que não é o Destruidor é o Construtor ele participa das atividades ele responde quando solicitado e quando não solicitado também é sempre o primeiro eu sei é uma criança muito bem informada que traz contribuições maravilhosas assim PR pro nosso meio pro nosso convívio o ncolas é uma criança Sim ele é
muito maduro eu não enxergo o ncolas pela necessidade que ele tem eu enxergo ele como uma criança que contribui muito porque isso é o mais marcante nele que que vai ter nessa Fazenda a demanda principal é a questão física né então o que tem acontecido mais é que eu tenho brincado mais com eles no pátio por exemplo subido na casinha porque é um brinquedo que é difícil para ele utilizar tem uma ponte móvel que fica meio Bamba Então tem que ter um apoio ele tem dificuldade para sentar ele tem que ter sempre alguém para ajudar
ele tem que ser ajudado para ir ao banheiro ele tem que se alimentar pela sonda é uma alimentação especial é um leite de soja por causa da própria deficiência dele ele acaba não conseguindo a comer o necessário então ele manda pro pulmão daí complica o aparelho respiratório Ele gostaria muito de de comer com os outros né comer as mesmas coisas mas ele sabe que ele não pode mas ele fica mexido com com a questão do alimento a gente tem aquela Mania né gente tá bom né Vamos comer tá bom não sei o que não sei
que e o ncolas não pode comer às vezes eu falo e eu tenho medo de estar sendo exclusiva e quando eu vejo eu já falei mas na realidade orientação é que a gente consiga ser o mais natural possível até porque ele tem consciência do que que ele pode do que que ele não pode e isso é uma coisa que ele vai vivenciar sempre né não vai ser só aqui na escola vai ser na vida dele lá fora também as 100 crianças que vem cada uma é de um jeito né então para receber cada pessoa cada
criança a gente faz um preparo tenta saber o máximo dos Pais né Quais são as necessidades especiais daquela criança como a escola pode lidar com isso claro que a formação é importante cursos leitura H encontros para falar disso né formações a gente faz formação estuda quando são crianças com né que precisam de um apoio elas a gente tem uma estagiária que está na sala de aula para auxiliar o professor na inclusão dessa criança auxiliar no que ela precisa para ter um Convívio com com os demais né com os colegas poder participar das atividades em todos
os momentos da rotina da da escola quando a gente faz a roda sentadinho na cadeira ele geralmente chega na cadeira de rodas né e eu sempre tenho a gente sempre tem o cuidado de perguntar para ele o que que é mais confortável para ele ou se vai incomodar ele ficar nessa cadeira menor numa cadeira que é mais dura que enfim não é a cadeira dele em geral ele aceita numa boa ele diz que não tem problema então a gente costuma colocar ele na mesma cadeira junto com as outras crianças ou se Estamos fazendo a roda
no chão também sentadinho no chão né para que a gente possa ficar todo mundo no mesmo nível eu entendo a inclusão como um processo então a questão de Ah o professor tá preparado ou não tá preparado a escola nunca vai estar preparada a a o professor nunca vai estar preparado porque nós não estamos preparado para tudo Nós não sabemos tudo é um processo em construção o que nós precisamos é ajudar a escola a iniciar esse processo de construção né a a ressignificar o seu projeto a ressignificar a sua prática né E ela busca os caminhos
de resolução dos problemas e fazer alianças parcerias Porque sozinha a escola também não dá conta nós fomos pedagogas nós trabalhamos com a parte da da assim ó do do da construção do conhecimento importante é que a gente busque apoio de pessoas que já trabalham nessa área pessoas que TM mais experiência que a gente buscar leitura e a dúvida é uma coisa que vai est sempre presente mas o que mais é o que tranquiliza é a assessoria da secretaria Municipal de Educação tem uma equipe de Educação Especial que dá Assessoria às escolas todos os meses uma
vez por mês a gente para para fazer uma formação estudo e planejamento das atividades a gente faz as conversas né antes de receber as crianças conversa com as mães com os especialistas que trabalham com a criança né que nem no caso do Nícolas tem fona envolvida tem médico fisioterapeuta então a escola faz todo um preparo para acolher essa criança com bastante segurança a fisioterapia ajuda para ele saber a a se movimentar como movimentar como fazer a transmissão de de peso no corpo Ajuda também para para manter os músculos né ele nos dá aquele a vamos
dizer assim ó o Como trabalhar com a questão motora do do do Nicolas né O que que ele pode o que que ele não pode como fica a postura porque o Nicolas tem uma escoliose já n teve reunião com a fono né Onde Ela explicou a consistência dos alimentos né o como preparar a Sona Todos sabem como proceder nesse momento às vezes a gente corre na frente e a gente quer preparar o ambiente tu acaba super protegendo também eu acho que nós professoras também temos que nos cuidar para isso porque tu acaba querendo super proteger
a criança algumas vezes no momento que talvez não seja tão necessário então por isso é importante o contato com o fisioterapeuta com A fonoaudióloga algumas vezes quando ele tá sentado no chão brincando com as crianças a gente fica preocupado com a questão do equilíbrio né se ele vai conseguir se equilibrar se ele não vai cair para um lado pro outro enfim eu já tava pensando em algum equipamento alguma almofada e tal especial para ele ficar ali sentadinho para não correr o risco só que é uma coisa que a gente sempre tem que consultar antes o
o fisioterapeuta por exemplo porque talvez isso não seja necessário E aí a partir do momento que a gente dá esse auxílio que é desnecessário tu pode est fazendo com que ele Talvez perca mais força né tu pode est atrapalhando ele em vez de ajudar eu tô sempre presente na escola N tentando ajudar de alguma forma a elas a conviver com o Nícolas A saber como lidar com ele né se elas TM alguma dificuldade elas me perguntam eu vou lá e converso com elas ou às vezes eu tenho alguma dúvida que saber sobre alguma atividade da
escola eu vou na escola eu pergunto a gente tem um relacionamento muito bom a presença dos pais é muito importante pra escola e ter esse esse esse contato esse interesse pela pela escola a gente tem experiências muito boas aqui do Conselho escolar bem participativo que apoia a escola participa nas atividades quando convidado né em festas e o trânsito livre dos Pais dentro escola ele era muito dependente de mim ah hoje depois da escola mudou bastante coisa né hoje ele fica sozinho ele me ajuda e ele tá muito mais alegre o Nicolas era deprimido era ele
passou por um período de de depressão né Depois que ele foi pra escola isso tudo melhorou muito eu só tenho agradecer aquela escola não é pr desar É no início assim a gente sentia que algumas crianças parece que tinham medo de se aproximar dele até pela pela questão assim da da da parente fragilidade que ele tem né Aos poucos os colegas foram vendo que era muito tranquilo também dava para brincar com ele normalmente aí ó cuidado eles ajudam bastante e eles tratam de igual para igual se eles tiverem que discutir que brigar por um brinquedo
Eles [Música] brigam ele tem uma um feeling assim uma sensibilidade muito grande ele lida super bem ele explica pras crianças o que que ele tem ele até às vezes usa uma linguagem assim bem científica a gente tem que ajudar a troduzir como é que funciona essa sonda essa sonda é onde eu me alimento com mamar não posso comer nada pela boca de não posso comer muitas coisas pela boca conta para ela onde é que vai essa somra é na barriga vai direto pra barriga quando ela quando estoura o balonete dela é eu mesmo cheiro é
mesmo né mãe você sabe fazer isso tudo e a minha mãe que bota e eu não choro você não chora a Eu acho que eu ia chorar mas não vaii e tem uma colega que todos os dias no pátio ela perguntava para ele por que que tu não caminha por que que tu não caminha por que que tu não caminha e ele tava começando a se irritar né E então um dia a gente resolveu conversar sobre isso na roda né bom conversei com ele antes e tal e a gente que a gente ia falar sobre
isso na Rod e que aí qualquer criança que quisesse fazer uma pergunta poderia fazer ele poderia falar né explicar para que a gente pudesse seguir com outros assuntos também né as pessoas T preconceito Então as pessoas tem que se se desfazer dessas desse mito Todos nós somos diferentes e para ele foi muito bom porque a dool era hospit eica então assim a escola foi um ambiente assim de socialização de brincadeira e aqui ele tem um espaço de saúde ele se sente acolhido então ã ele é uma é uma criança mais feliz ele tá assim de
bem com a [Música] vida isso é inclusão não fazer da da da deficiência da Necessidade um problema só achar um outro jeito um outro arranjo né isso é importante porque existe a lei de inclusão social e ela tem que ser cumprida e que para isso precise brigar que nem eu briguei Eu briguei muito e consegui o Nicolas é feliz é uma criança mais feliz do que já era então o conselho que eu deixo é que as mães acreditem nos seus filhos e faça valer os direit deles tu não viu ainda uma coisa que eu sei
fazer o quê que tu se tentava quebrar as [Música] pernas mãe me [Música] ajuda Como é que você faz isso cois como é que você faz isso s v s