Olá bem vindos a mais um vídeo da série estudo sobre histeria. E neste vídeo nós vamos tratar de Emmy Von N que foi considerada o primeiro caso clínico de Freud a ser tratado pelo método catártico. É num instante .
Emmy Von N apresentava um quadro misto assim como Anna O ou seja sintomas conversívos com delírios o que naquela época era muito comum e tendo em vista a psicopatologia muito próxima a Charcot ela apresentava quadro conversivos muitas dores, ela apresentava um tique na voz que parecia um estalo, ela também tinha muitos medos. Medo de médico que ela não conhecia, ela tinha medo de animais, às vezes de notícias jornais, então era um quadro de muita ansiedade e sintomas conversivos. O Freud tratou ela com o método catártico também com hipnose e sugestão e também pelo relato a gente percebe que tratou também com massagens e hidroterapia que era um conjunto completo de tratamento para histeria na época.
Essa paciente ela é muito conhecida porque foi a primeira paciente que pediu para Freud que não interrompesse que deixasse ela falar livremente e isso foi meio que é o início do que se convencionou chamar de livre associação Livre associação não é só isso, mas inclui a possibilidade do paciente falar livremente e foi assim que começou essa técnica para o Freud mas ela não começou tão livre assim porque Freud fazia uma investigação, eu vou discutir isso daqui a pouco e também tendo em vista que a paciente não queria que ele a interrompesse quando Freud fazia algumas perguntas também foi o início de colocar e fazer uma pressão na testa do paciente para que ele respondesse às perguntas do Freud então nós temos no caso do Emmy Von N essa evolução técnica a gente vai discutir um pouquinho daqui a pouco porque dessa evolução e como que ele se deu. O método catártico ele tem como objetivo fazer um resgate de alguma informação do passado que foi recalcada e pra fazer isso você coloca o paciente naquela época se colocava o paciente em hipnose na busca dessa informação de um trauma do passado que teria gerado o sintoma , uma vez que a energia ali represada fosse liberada o sintoma desapareceria essa é a base do método catártico Eu vou começar aqui fazer algumas críticas ao método catártico mas elas têm um objetivo de serem feitas hoje é que muitas pessoas cometem alguns equívocos do ponto de vista técnico que eu vou apresentar agora e não somente eles ficaram em 1895 ficaram na história da psicanálise algumas pessoas ainda fazem isso hoje, então por isso eu vou falar sobre esses equívocos, porque eles continuam no presente. Qual é o equívoco inicial?
Primeiro como é que eu dentro de um consultório sei o que aconteceu na vida de uma pessoa ah, porque ela me conta, mas quem garante que aquilo aconteceu? Eu não sei eu não vi eu não consigo resgatar uma informação do passado simplesmente porque não consigo conferir se aquela informação é real e do passado o que é real é o que acontece dentro do consultório então tem aí um pequeno problema técnico que esta construção do passado de uma pessoa só é possível se eu imaginar se eu colocar uma pessoa em hipnose a hipnose vai ter plenos poderes de fazer com que ela se lembre exatamente do passado então tem uma questão meio mágica aí. O problema que a gente viu nesse caso é que o Freud algumas pessoas narram ele não era um bom hipnotizador e portanto também ele não conseguia fazer boas hipnoses aí fico imaginando cá com meus botões se um bom hipnotizador ele consegue resolver problemas de delírio e problemas de conversão.
Óbvio que não, portanto não se trata saber se Freud é um bom hipnotizador ou não era um bom hipnotizador porque hipnotizar pessoas não curam sintomas histéricos e muito menos sintomas delirantes então isso é uma falácia e em função disso toda a questão da hipnose ela cai em Freud o Freud ele vai tentar voltar a utilizar esse método mas ele vai ficando cada vez em desuso na técnica freudiana o problema que a visão mágica de que você ou pela livre associação ou fazendo pressão na testa a pessoa vai se lembrar realidades factuais do passado e não dá pra saber continua uma coisa mágica então nós temos aí já um delineamento que muitas pessoas ainda falam da mãe do paciente fala do pai do paciente como se eles fossem realidades concretas e não subjetivas, então ainda hoje se faz esse tipo de confusão. Eu vou aqui dar aqui dois exemplos sobre como que se dá isso neste texto da Emmy Von N pra vocês terem uma noção. Eu vou ler aqui dois trechos do livro mas você pode conferir esses dois trechos lá no meu blog .
No blog está na descrição do vídeo e lá tem um texto sobre este vídeo e você pode conferir isso lá. Então vamos lá para os 2 trechos. A paciente, uma fala da paciente narrada pelo Freud primeiro quando eu tinha cinco anos meus irmãos e irmãs costumavam atirar animais mortos em mim foi aí que tive meu primeiro desmaio espasmos mas minha tia disse que aquilo era uma vergonha e que não deveria ter aqueles ataques de modo que eles pararam Depois me assustei de novo quando tinha sete anos inesperadamente vi minha irmã no caixão e outra vez quando contava oito anos e meu irmão me aterrorizou uma porção de vezes enrolando-se em lençóis como fantasma e também quando tinha 9 anos e vi minha tia no caixão e de repente o queixo dela caiu.
Isso é paciente falando com Freud de acordo com Freud algumas questões pelo menos uma questão básica neste trecho , eu nunca vi nenhuma criança brincar jogando um animal morto na outra estão falando do que , de uma formiga, de coelho não estão falando? então quando você junta todo o trecho ele parece um pouco inverossímil pelo menos pra mim não me recordo da minha infância na infância de alguém que eu conheço alguma coisa parecida com isso talvez no leste europeu seja comum uma brincadeira de criança que você matar um cachorro jogar em cima da outra, mas fica uma narração meio fantasiosa pelo menos na minha opinião mas Frud não achou isso, algumas das fobias da paciente é verdade que correspondiam as fobias primárias dos seres humanos de tempestades e assim por diante mas também essa fobia se firmaram mas graças acontecimentos traumáticos assim seu medo dos sapos foi fortalecido pela experiência dos primeiros anos de infância de um dos seus irmãos teria tirado um sapo morto o que levou o primeiro acesso de espasmos histéricos o primeiro já tem uma diferença entre o Freud relatou o que ele está analisando então tem em alguma coisa que você fecha um tipo de análise com base em alguma coisa que você não sabe o que é, se foi verdadeiro não foi verdadeiro , então fica aí alguma coisa meio esquisita no ar no mínimo. o segundo exemplo é um pouco mais drástica é sobre a sugestão a sugestão é uma evolução histórica um pouquinho da hipnose.
A hipnose a gente tem ali dentro de Mesmer e a s sugestão gente vai ter a partir Bernheim esses autores já foram tratados na história da histeria mas o Freud também não chegou a usar a questão da sugestão vou trazer aqui um exemplo muito exagerado que o Freud trás mas a discussão que vem depois dele eu acho que é muito pertinente nos dias de hoje sua menstruação recomeçou hoje após o intervalo que mal chegou uma quinzena prometi-lhe regulá-la por sugestão hipnótica e sob hipnose fixei o intervalo 28 dias Nota de rodapé a sugestão é essa que foi levada a efeito então vamos lá eu ainda desconheço nos dias de hoje você resolver problemas de menstruação ou questões de regulagem de menstruação por hipnose ou sugestão então a impressão que eu tenho é que o Freud está tentando provar pelo trecho o poder da sugestão eu trouxe esse trecho porque é bastante exagerado bastante carregado de simbolismo na questão da sugestão mas a gente percebe que hoje a questão da sugestão ainda é muito presente consultório vira e mexe se deixa escapar alguma coisa que o analista gorcaria de consertar no seu paciente o que não fosse determinado jeito no seu paciente ou tentar aliviar alguma coisa no seu paciente ou resolver alguma coisa no seu paciente , via sua gestão direta então isso ainda é muito presente estava presente neste caso clínico. o terceiro ponto neste caso clínico que eu gostaria de trazer em relação a que tipo de vínculo o Freud trás a primeiro plano quando faz a análise dele Mais um trechinho Encontrei muito animada contou-me sorridente se assustára com o cãozinho que havia latido para ela no jardim ,seu rosto porém estava um pouco contraído e havia certa agitação interna que só desapareceu quando ela me perguntou se eu estava aborrecido com alguma coisa que ela dissera durante a massagem esta manhã e eu respondi não Esse é o trecho que está neste caso clínico. O que me chama atenção é que o Freud não fez nada com esse trecho em termos de análise mas ele notou, ele isso pra ele de alguma forma foi significativo no sentido de notação até do próprio sentido freudiano que ele colocou isso no texto Pois bem e o que a gente tem aqui de informação?
a paciente está preocupada se o Freud se aborreceu com ela alguma coisa que ela falou na massagem da manhã ok o Freud vai apontar a questão e vai sempre dizer do primeiro plano do vínculo de amor um vínculo sexual mas a gente não tem só isso quando a gente olha esse trecho. Primeiro que é um trecho extremamente transferencial paciente preocupada com o analista segundo que paciente quer saber sobre o analista você está bem você não está bem qual o seu estado de espírito e terceiro paciente acredita que pode ter feito alguma coisa de mal ao seu analista ou seja nós temos realmente um vínculo de amor como aponta Freud, nós temos um vínculo de conhecimento quero saber sobre você, Freud não vai trabalhar sobre isso e a possibilidade de um vínculo de ódio será que eu te destruí de alguma forma? Esses três vínculos eles estão dados para Freud e Freud vai escolher trabalhar e a gente vai ver que se vai até praticamente os homens dos ratos com vínculo do amor o vínculo sexual os demais vínculos ele vai trabalhar de uma forma de outra em outras fases da sua obra mas a primeira fase da sua obra que quando ele estuda efetivamente histeria e não necessariamente à neurose excessiva, o foco não está nervosa obsessiva que vai praticamente até os homens dos ratos a gente vê o que ele leva, o paradigma do amor às últimas consequências e vai a deixar para segundo plano ou quase plano nenhum a questão do conhecimento e a questão do ódio, aliás a questão do ódio só vai ter uma integração um pouco melhor na teoria Freudiana lá para Além do Princípio do Prazer e falando em princípio do prazer quando a gente vê o vínculo do amor o vínculo do amor em Freud é muito ligado ao princípio do prazer que são assuntos que nós vamos discutir um pouco mais pra frente, em outra série.
Bom espero que tenham gostado desse vídeo que eu procurei é trazer algumas questões técnicas que têm no caso do Ammy Von N alguns equívocos que Freud cometia em 1895 era no início da psicanálise ele tinha todo direito de cometer esses equívocos naquela época e eu fiz questão de trazer isso pra vocês porque eu não entendo porque depois de cem mais cem anos depois ainda se comete os mesmos equívocos esse foi o objetivo de trazer esse vídeo com este viés Espero que tenham gostado se gostou assine o canal ative as notificações e vem um pedido especial, que tipo de vídeo você gostaria de ver aqui no canal? Você tem alguma pergunta sobre psicanálise deixe nos comentários pra gente poder cada vez mais fazer um canal parecido com o que você gostaria .