vamos falar de a substância filme de coral farj com demy mour que eu já a conhecia por causa do filme stripitis dos anos 90 assim tô sendo debochado já conheci ela por vários outros motivos mas quando eu era adolescente assim eu fui adolescente dos anos 90 strip teas foi um filme que todo mundo queria ver porque tinha a deur pagando peitinho Olha a minha surpresa que agora eu tô vendo a demur pagar peitinho mais uma vez tem também a Margarete qualey que faz a versão jovem da demur mais ou menos a gente já vai explicar
e tem também o Denis quade aqui que tá fazendo uma figura muito muito legal sobre o que é a substância basicamente é uma nova versão de O Retrato de Dorian Grey de Oscar w enquanto que no Retrato de Dorian Grey Dorian fica jovem enquanto seu quadro envelhece e assim ele consegue ter uma vida de prazeres uma vida libertina agora a diferença é que a nossa protagonista chamada Elizabeth sparkle que é uma celebridade uma figura famosa do show business ela tem um programa na TV de ginástica só que ela tá ficando coroa ela tá ficando com
50 anos e os produtores especificamente o produtor que é interpretado pelo Dennis quat chama Harvey quer se livrar dela e quer uma novinha traz a novinha chega da velia e isso vai começando a destruir o psicológico da Elizabeth ela era muito querida ela era muito amada Ou pelo menos se sentia muito querida se sentia muito amada porque muito amada ela não era né tanto que ela deixou de ser famosa não tinha ela não tinha uma amiga né não tinha um amigo e aí ela recebe do nada uma substância na verdade ela vai parar no hospital
porque ela tem um acidente de carro no dia do aniversário dela e o dia do aniversário não é por acaso né porque é o dia que você persegue que você tá ficando mais velho isso é até bem doido né as pessoas têm diferentes relações com o dia do aniversário tem pessoas que ficam muito felizes quando fazem aniversário e tem pessoas que ficam muito tristes a personagem da elizabe que visivelmente ela está triste porque o aniversário é um demarcador da idade dela do quanto que ela tá ficando mais velha do quanto que a vida dela tá
passando do quanto que ela sente que ainda poderia curtir muita coisa mas não permite tem mais que ela faça isso por causa da idade dela então também tem aí uma crítica social principalmente a mulheres enfim depois eu retomo quanto a isso mas o lance é que ela vai parar no hospital Aí surge lá um enfermeiro meio esquisito e o Enfermeiro fala olha pra coluna dela fala que que ela é uma boa candidata ela não entende para quê e depois ela recebe no bolso dela que foi prente o Enfermeiro que botou ela percebe no bolso dela
um pen drive escrito a substância e daí ela sabe de dessa tal substância que pode fazer com que ela fique jovem enfim tem uma série de meandros até engraçado ela indo para lugar que é um lugar Mega mocoso ela tem que se abaixar paraar pela portinha no final uma sala toda branca com escaninho enfim como é que são as regras e aí que o filme vai ficando vai ficando interessante porque ele tem todo um conjunto de regras que são bacanas né aliás isso é sempre uma coisa forte em filmes né se você quer construir uma
imersão no público e ou mesmo jogar com a expectativa do público você cria uma espécie de joguinho né uma espécie de joguinho em conjunto com o público é uma gamificação do cinema porque basicamente o que que acontece é que quando ela resolve a Adir ao uso da substância as regras são bem Claras a primeira regra e regra fundamental é de que as duas são só uma né Issa é uma frase que vai ser repetido o tempo todo não há duas pessoas só uma pessoa e aí tem o lance é o seguinte com essa substância sai
uma versão jovem das costas da versão velha então da demy Moore sai ali a Margaret qualey só que tem o seguinte elas T que alternar de sete em se dias então assim saiu essa Versão Jovem das costas essa Versão Jovem tem que costurar a versão velha e ela vai tirando uma espécie de essência da versão velha uma essência que ela tira uma vez por dia que ela injeta em si mesmo para se manter estável só que dá S dias a versão velha que tem que voltar no controle então tem ali um lance de transfusão para
fazer essa alternância nesse mesmo período tanto quanto a versão velha quanto a versão jovem que estão ali inertes né nos sete dias que a versão tá inativa daí ela fica se alimentando ali com uma espécie de soro bizarro que é provido Ali pela experiência sai da coluna células Tron Essa é a substância Essa é a substância quer dizer mais ou menos a gente volta nisso mitose sinistra então assim esse conjuntinhos de regras a gente já sabe vai dar merda é óbvio que vai dar merda porque a graça é ficar imaginando o que acontece se elas
essas regras não forem seguidas a risa e elas não vão ser né Elas vão sendo quebradas cada vez mais ao longo do filme Porém para voltar aqui pro enredo né como eu tava contando a personagem da dem mimura elizabel sparkle que tá chateada por ter sido escanteada por ser a idosa do momento uma mulher de 50 anos ela ela acaba topando essa substância e daí sai a sua versão jovem que tem simplesmente o nome de su que acaba pegando o emprego que era dela ou seja ela continua no mesmo programa de TV inclusive ela começa
a Acender como uma nova estrela porque agora ela tem a sua versão jovem e a sua versão jovem é uma senhora de uma gostosa né então assim toda queridinha e sempre um sorriso meio bobo faz o perfil da menininha ingênua e tal e vai ocupando espaço e vai acendendo e tudo mais só que como todas as histórias que tem essa relação do duplo aqui mais uma vez só AC é imaginável que em algum momento aquelas duas vão se enfrentar né vão começar a ter um conflito entre essas duas versões E isso acontece essas narrativas de
dople Ganger duplos malignos ou duplos estranhos isso são narrativas muito muito antigas até arcaicas tem todas as culturas têm histórias assim e tem várias explicações do Por que a gente tem esse tipo de medo mas a principal é a relação complexa que a gente tem com a nossa própria identidade e do quanto muitas vezes a gente se sente não só roubado ou ameaçado pelo os outros a gente se sente Furtado da nossa identidade por nós mesmos sabe aquela coisa já Eu não me sinto bem aqui aqui Eu não me sinto Eu ultimamente eu não tenho
me sentido muito eu a gente fala muito isso esse duplo maligno que ocupa a nossa vida tipo A Saga do clone do homem-aranha é mas uma versão melhor esse filme a substância ele virou um filme queridinho do momento porque em termos de enredo ele não é nada tão espetacular é a história de uma mulher coroa que não está bem por ter ficado coroa por ter Coroado esse motivo tem uma dimensão muito pessoal mas o filme vai principalmente numa num aspecto mais sociológico ela ainda se sente bem ela ainda se sente bonita aliás ela é uma
mulher de 50 anos Lindíssima mas ela não tem mais emprego e isso já começa com uma crítica da indústria cultural para si mesma isso de fato rola bastante Hollywood de dia assim dia não saem críticas assim as atrizes reclamam bastante do quanto que depois de uma certa idade tu não tem mais papéis para fazer vocês parem para pensar são poucas as atrizes que são assim uma febre e que continuam sendo Por que que a Mary strip é tão ovacionada porque ela é uma senhora atriz é mas S que também ela sempre soube Se reposicionar a
Mar strip foi uma mulher que envelheceu e que conseguiu Mesmo ficando mais velha sempre a conseguir papéis sempre conseguir se manter ativa na indústria então o pessoal às vezes não saca isso que a admiração que muitas outras atrizes TM pela Mary strip não é só por ela ser uma grande atriz que ela de fato é mas é por ela também ser alguém que conseguiu meio que hackear na medida do possível esse sistema e eu me lembro de ter visto uma entrevista recente com diferentes atrizes assim eu vi a Carl teron eu vi a Maggie Ryan
eu vi algumas delas comentando que olha por que que eu sumi de gente pergunta por que que não estô vendo mais filmes teus porque eu fiquei velha porque eu fiquei com 40 e poucos anos 50 anos de repente ninguém me chamar para fazer filme vocês lembram que tinha uma época que só tinha filme com a Jennifer Lawrence ela apareceu no filme dos x-men ela apareceu nos jogos voraz ela fez 300 filmes cara tinha três quatro filmes com a Jennifer Laurence por ano depois ela desapareceu por quê Porque ela ficou velha e olha que ela nem
precisou ficar tão velha para isso né E até Esse é um dos motivos que essas atrizes como a Jennifer Lawrence quando começa a vir proposta uma atrás da outra elas vão topando tudo por isso que saia quatro filmes dela por ano porque ela sacava como toda como a maioria das mulheres que trabalham em Hollywood sabem disso se tu não aproveita na época que a coisa tá boa daqui 10 15 anos tu não tem mais trabalho tu não tem mais trabalho tu ficou um pouco mais velha tu vai diminuir para um [ __ ] a disponibilidade
de trabalho e eu fiquei de boca aberta ao saber que ela agora tem uns 34 anos e ela já é velha aos 34 embora no caso jif também teve o lance da Super exposição dela e tal mas sim sim essa coisa da idade pegou quem falou abertamente que foi escanteada por causa de idade que eu vi falando foi a Mag Ryan M Ryan assim é uma que se posiciona direto sobre isso olha por que que eu nos anos 90 eu era tão popular e depois eu deixei de ser porque eu fiquei velha Só que no
caso da McG grash tem um outro tópico aí né que é o lance de que ela fazia muito comédia romântico o gênero em si também decaiu mas enfim esse é outro papo tem uma entrevista famosa da Mario strip que ela fala que só ofereceram papéis de bruxa para ela e ela recusou porque era uma consequência da idade e daí o mar bfo fala que ela tá linda e o beija oh esse filme veio no time perfeito antes da pandemia vínhamos impondo Body positive e que todos os corpos são bonitos agora a indústria remodelou o discurso
porque tudo é autocuidado é não sejamos ingos né é um filme que o filme a substância A partir da crítica fala coisas bacanas para que a gente possa pensar o próprio corpo e aceitação bá bá mas também tem um tem a lógica de mercadoria aí enfim você está assistindo a um corte de uma live exclusiva para os apoiadores e memos membros do quadrinhos na sarjeta então caso você queira debater comigo filmes que ninguém mais dá bola se torne um apoiador pô Além disso curta se inscreva e compartilha esse vídeo que ajuda bastante Sabe aquele lance
de a gente ver nossos filhos como uma extenção de nós mesmos ou viajei porque ela precisa do original que nem um bebê é acho que dá para fazer esse paralelo sim mas não creio que a relação principal ali seria uma relação de mãe e filha Até porque o principal objetivo do filme me parece e tem vários elementos V reforçando isso é de assinalar o quanto que a indústria que é toda ela feita de homens brancos escrotos o filme aliás isso é um ponto fundamental aqui o filme não tem metáforas tá a substância desde o começo
o filme começou a me incomodar um pouco porque tudo nele é explícito ele é quase que um filme pornográfico não no sentido sexual no sentido gráfico mesmo de explicitar o tempo todo nada escondido não tem alegoria não tem não não tem não tem tudo tem que ser muito muito explicitado personagem tá triste tem enquadramento triste personagem tá com medo tem um enquadramento câmera tremida mostrando medo Poxa No começo ali quando a personagem ali da dem Moore começa a ser dispensada todas as coincidências do mundo acontecem né ela tá passando na frente de um outdoor e
at a foto dela ela vê que estão arrancando o rosto dela ela recebe um buquê de flores tá escrito você foi especial no vero passado coisa que incomoda ela é bem caricato sim demais demais e aí eu tava assistindo o filme Eu lembro que Até conversei aqui com a Taís ass eu tava na metade do filme que até não tá vendo filme Mas ela tá passando transitando e v gente conversava e eu falei Ok eu quero ver no que isso vai dar porque até até agora eu tô um pouco chocado assim com quanto que esse
filme é óbvio o tempo todo ele grita obviedade o tempo todo te dizendo o que ele quer dizer de uma vez eu fiquei pensando se isso era um pouco o reflexo dessa era Instagram dessa era da internet onde tu tem que ser muito explícito onde não tem muito espaço para ironia pro sarcasmo pra alegoria até pode ser isso aí mas por outro lado eu acho que tem aqui também uma consideração poética da superficialidade como um todo como a história é sobre a superficialidade daquele mundo ali que as pessoas fazem em parte onde todo mundo tem
que ser gostoso jovem e bem-sucedido então já que é um mundo um tanto pautado pelas aparências Vamos fazer um filme que o tempo todo tá se mostrando aparente é um filme que não esconde nada tudo tá às claras tudo é óbvio extremamente Óbvio você pode fazer o seguinte jogo As Aparências Enganam a substância engana em alguma coisa tem algum tópico que ela diz que vai entregar ou não entrega ou ela entrega algo que ela havia dito que não ia e nesse ponto eu não não Considero que tenha não é um filme que do início ao
fim entrega o que promete ou seja tudo aquilo que estava aparente se concretiza se realiza nesse ponto confesso para vocês que dado as críticas tão positivas que tinham saído eu esperava Talvez um pouco mais não que o filme tem que ser profundo e alegórico o tempo todo não eu acho legal Inclusive eu defendo trabalhar a superficialidade mas para uma história que é muito sobre aparência seria legal também o próprio filme nos enganar com as aparências sabe o tipo as aparências engano o filme está mentindo para nós em relação também às aparências mas não ele não
mente é um filme que não mente o tempo todo ele é extremamente translúcido E como dá para perceber a passagem do tempo pode ser bastante assustadora para algumas pessoas e por outro lado muita gente fica dizendo que a perda de cabelo dá um aspecto envelhecido o que dá uma boa balada na autoestima Então que tal uma substância que pode mudar não só a sua aparência mas também a forma como você se sente é exatamente aí que entra manual uma plataforma de saúde masculina que quebra o velho mito de que homem não se cuida e olha
é bom repensar isso aí antes até que seja um tanto tarde demais a manual é líder no tratamento de calvice no Brasil e sem promessas vazias tudo é baseado em ciência com prescrição de médicos especialistas processo é tão simples quanto pedir comida no aplicativo ou mesmo como a Deb mur faz para conseguir o que ela consegue você responde algumas perguntas sobre sua saúde o médico analisa o seu caso com cuidado prescreve o tratamento ideal e pronto nada de perder tempo em fila nada de consulta presencial nada de peregrinar de farmácia em farmácia tudo entregue direto
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interessantes mesmo é e um outro tópico que eu ia falar e a Joice aqui Já puxou que é a rivalidade feminina por isso que eu ia dizer eu não vejo tanto essa relação mãe e filha e sim dada essa condição mais sociológica ou seja de mostrar essa indústria do entretenimento como uma indústria muito cruel uma sociedade muito cruel com as mulheres quando fica mais velha blá BL blá é lógico que a relação ali entre a mais velha e a mais nova ela começa a ser de pura rivalidade E aí bom aí vem as partes do
filme que cada vez eu vou gostando mais Porque conforme o filme avança ele vai se assumindo como uma fábula de horror então por exemplo a personagem da demur obviamente Como já tinha dito ela vai começar a burlar essas regras as duas vão meio que burlar regra uma com a outra né porque a demur não se aceita velha então toda semana que ela tem que ficar como demur que ela tem que ficar como Elizabeth ela acha um porre ela fica trancada dentro de casa ela até meio que vai sair para ver um cara mas não sai
Ela não ela não se curte ela cada vez se gosta menos compensação os outros sete dias que ela é sui bom aí a vida é muito agitada é uma vida muito intensa então assim já tá na cara de que algum momento isso vai dar errado e começa a dar errado mesmo a sui tá o boy tá curtindo um guri fechou H sete dias mas pô né estamos ali já na na trepadinha tá só mais umas horinhas ela vai lá e burla regra ela extrai mais uma dose ela não podia fazer isso são sete doses que
ela vai extraindo todo dia da medula da demore mas ela vai lá tira uma oitava dose que não deveria e toma só para aguentar mais um pouco e Óbvio ali Começa a dar merda porque daí quando passa a vez para demuro ela tá com dedo podre E aí eles vão descobrindo isso né quando você burla essas regras o corpo Matriz ou seja o corpo mais velho ele vai começando a apodrecer e daí Elas começam a ter uma rivalidade entre si porque a personagem da da demura que é mais coroa ela vai começando a criar uma
compulsão alimentar seja ela vai começando a cada vez mais comer e comer e comer e comer e depois por causa dos comportamentos bizarros dela a sui resolve que é cada vez mais ser a sui ou seja ela tem fã ela tem sucesso ela tá feliz então ela começa também a burlar isso mais e mais vezes para continuar ficando enquanto sui até porque quando ela volta fica os seete dias inativo e ela retorna O apartamento onde elas moram tá revirado porque cada vez mais a demim mur tá mais pirada isso vai gerando um círculo vicioso que
faz com que toda vez que a demur retorne mais deformada ela tá mais bizarra ela tá Dei essa volta toda para explicar o seguinte Por que que no final vira uma fábula de horror típicas e porque a deur vira exatamente o arquétipo da bruxa cara ela vira uma bruxa sacou até mesmo o lance da comida espalhada a partir da compulsão alimentar dela parece essas coisas de de clichê de bruxa tem minhoca pata de aranha asa de morcego cena dela fazendo umas linguiças ali Mega escrota conforme o filme vai avançando a deformidade dela aumenta cara ela
é uma bruxa tanto que tem aquela cena dela correndo que nem uma mamusca no meio da rua é uma bruxa é uma velha bruxa andando é a típica bruxa do filme da Branca de Neve eu acho que essa repetição foi uma escolha é um filme muito maximalista Sim ele é um filme que tá sempre gritando né ele não é um filme feito de sutilezas o gênero Body horror trabalha muito com explos só ver os filmes do kronenberg também esse tópico aqui é importante para quem não conhece o rolê Body horror ou horror corporal é um
gênero que de certa maneira sempre existiu na história da humanidade mas no cinema americano ele começou a ganhar força foi ali no final dos anos 70 e ao longo dos 80 e nesse sentido o grande nome sempre lembrado é do canadense não é americana canadense David kronenberg que tem uma cacetada de filmes mas eu acho que o mais famoso pra galera é a e de Fato né os filmes do kronenberg tem muito horror corporal porém o kronenberg por mais que trabalhe com horror corporal não faz filmes óbvios pelo contrário alguns filmes do kronenberg São extremamente
crípticos é difícil de de você entender a explicitude tá no corpo mas não na Trama já no filme da substância A explicitude tá tanto no corpo quanto na Trama então é diferente agora eu achei doido que eu vi um monte de comentário por aí Dizendo que a substância é o filme do kronenberg se o kronenberg ainda fizesse filme bom e agora o kronenberg tá fazendo Unos filmes mais conceit se ele fizesse os Body horror que ele fazia nos anos 80 teria sido que nem a substância Olha que doido olha que doido que o argumento que
a galera usa é o argumento que gera todo o sofrimento do filme A História do filme é basicamente que eles estão falando ó essa aqui tá velha precisamos dar novinha porque a novinha é melhor ali no caso tem essa questão da bunda dos peitos e tal já em relação a um diretor de cinema que é o kronberg estão usando o mesmo argumento Ah você tá velho você nem sabe mais fazer Body horror que bom que agora temos uma diretora jovem que tá sabendo fazer que não sei o que cara sabe aquela coisa de viu filme
não aprende Vê o filme não aprende pega toda aquela lógica Cruel que o filme traz e replica replica para fazer crítica e Eloar o filme mesmo explícito assim a maioria das pessoas de Twitter não entendeu a mensagem na semana de lançamento já tinha cinco edits de sui e nada da elizabe mas existe uma rivalidade entre mãe e filha existe essa rivalidade Ela é muito forte principalmente em Literatura romântica muitas vezes da mãe e da filha tendo ali algum tipo de afer com o jovem ou não tão jovem galanteador e eu diria que não não só
nesse sentido a substância é um filme velho eu digo velho em vários níveis assim primeiro porque ele pega uma série de elementos que são muito recorrentes Como eu disse ele traz a bruxa o horror corporal apesar de ser lembrado como algo relativamente jovem no cinema americano mas pô ainda assim a gente tá falando de algo que tem uns 40 50 anos o filme apesar da Galera ali dentro do filme usar celular essas coisas ele tem uma pegada muito nos 80 inclusive por essa centralidade que a televisão tem né televisão ali ainda tá como uma coisa
muito Central programa de ginástica também é um negócio muito dos anos 80 foi nos anos 80 que deu um bundas academias então é um filme muito anos 80 que se passa nos dias de hoje que traz um body horror dos anos 80 mas que também traz aí uma imagem de bruxa que é um negócio que a gente tem há muito tempo São tropos que na verdade se consolidam mas são anteriores até com a literatura gótica a gente já tá falando de final do século XVI início do XIX tem também esse conflito entre mãe e filha
em alguma dose Mas eu insisto que a questão principal mais é competividade feminina que sim pode ter entre mãe e filha mas aqui o filme faz questão de mostrar mais numa lógica de mercado de tr até porque o desejo como o filme mostra o desejo ele tá reinvestido né ou seja as duas não estão brigando por um homem especificamente elas estão brigando pela atenção dos homens elas estão brigando por quererem ser desejadas pelos homens e o personagem do Del quade ele é muito bacana porque ele é o intermédio do desejo delas né elas só conseguem
ser famosas elas só consegu elas não detêm os mes de produção então elas só conseguem chegar onde elas querem chegar graças ao Denis quade só que o desejo delas que é mediado pelo Denis quade é o o mediador em si uma figura nada desejante né o filme todo faz questão de mostrar ele a partir de muita grande angular esse filme usa muito muito grande angular que é esse tipo olho de peixe então a gente vê o Dennis quade várias vezes em ângulos muito escrotos a cara dele é escrota ele comendo camarão é um nojo depois
no final ele com aquele m de velho lá querendo que a sui sorria quando ela já tava até perdendo os dentes e os cara tudo felizinho assim e um monte de mulher pelada correndo para lá e para cá nesse ponto o filme é muito divertido porque elas desejam algo só que tudo que elas desejam é mediado por coisas indesejadas por coisas repugnantes por coisas escrotas por pessoas por comportamentos por posturas por práticas todas elas nojentas ao mesmo tempo chamaram o filme de derivativo do kronberg não dá para agradar a internet não dá para agradar internet
uma amiga veio comentar Ah porque seimur é uma acabada Imagina eu e eu fiquei refletindo como ele apesar de ser uma crítica visualmente se alimenta muito de neuroses femininas a maior prova que o filme nesse sentido autoconsciente de que ele se se abastece de neuroses femininas já revelando todos os spoilers do mundo né No final quando elas lá burlam todas as regras e a solução final feita pela personagem da sui é criar também um um outro ser a partir dela ou seja lá toma o resto da substância para também sair alguém da coluna dela coisa
que ela não podia porque só existe uma matriz e aí sai um monstro aí sai um completo monstro horror corporal nota 1000 né com a boca no lugar errado com o olho no lugar errado eu acho um barato que uma hora sai da cabeça assim um peito pind que é uma coisa também assim Ah vocês gostam de mulher vocês gostam de peito e bunda Vamos mostrar peito e bunda em vários pedaços do corpo então eu gosto muito desse monstro que sai dali e quando no o clima que sai do filme que o monstro se apresenta
no show ali de Ano Novo e as pessoas se chocam não sei se vocês vão lembrar que o primeiro grito a primeira pessoa a constatar aquele horror se não me falha a memória é um homem só que depois a sucessão de gritos são de mulheres e não não é por acaso isso no filme Gente que é um monte de mulher em sequência gritando perante aquele ser monstruoso mas teve um primeiro um homem ou seja aquele papo Todo sobre olhar masculino né ou seja Quanto que o desejo até mesmo às vezes da mulher é mediado por
uma por uma convenção que é de uma mulher muito tipicamente masculina então a neurose feminina tem a ver muito com Nossa o meu corpo não é um corpo desejável para os homens não é desejável para além dos homens até porque essa neurose pode acontecer em mulheres homossexuais em lésbicas e tal é um corpo que não É desejado mediante daquilo que se espera que um corpo precise ter E isso se amarra muito com outro tópico também que é muito atual e é por isso que esse filme também tá sendo tão um queridinho que é o querer
ser jovem é o Forever Young cada vez mais as pessoas anseiam em não parecer a idade que elas têm e a gente tem visto histórias escabrosas de cirurgias e procedimentos cada vez mais malucos pessoas ficam desfiguradas viram um outro ser vira outra pessoa não tem mais nemum mesmo rosto quando a a sui sai da das costas da Elizabete ali quando a gente tem ali a revelação da Versão Jovem eu lembrei muito desses momentos de revelação da pessoa que faz uma cirurgia plástica vários programas tem E aí quando a pessoa reaparece pós plástica cara é outro
rosto é outro rosto aí fala Olha que pessoa querida eu falo mas é a mesma pessoa pô que figura esquisita que figura estranha e Cada um faz o que bem entender com o seu próprio rosto não tô condenando plástico essas coisas mas tem um uma dimensão do estranhamento e é uma dimensão do estranhamento que surge justamente dessa pressão do Forever Young sejamos sempre jovens você entende o filme como uma crítica cínica de Hollywood Ah não tem como eles escaparem disso não tem como eles escaparem porque até nesse sentido a diretora do filme A corali farj
Ela me parece tão autoconsciente de que ela não tem como fugir disso que ela fala então vou pra outra via Já que eu não tenho como cair num papo assim feminismo de boteco de Não vamos não vamos mostrar bunda porque Ah vai objetificar as mulheres não sei o qu como ela me parece mais esperta do que isso e ela entende que objetificação é um negócio que acontece de qualquer jeito Ah não V mostrar a bunda bom tem gente pagando peack de pé né de foto de pé e tal qualquer coisa pode ser fetichizado qualquer coisa
isso é assustador para pensar porque eu tô falando realmente qualquer coisa vez que nesse feminismo meio ingênuo meio bobo assim de ah não não vou mostrar bunda nem peito porque isso é o objetivo de ficar mulher Então ela fala assim Bom já que não tem escapatória eu vou fazer o contrário eu vou objetificar para um [ __ ] tem muita cena chega até a ser uma hora meio esquisito o quanto que ela faz plano de bunda da sui o tempo todo a gente vê a bunda dela o tempo todo é fechado na bunda dela no
começo também tem uns planos mais de peitos mas o lance mesmo é bunda bunda a gente vê muita bunda o monstro menstruando na plateia sim quando ele espirra sangue né voltando pra cena que e escapa uma peitola da cara ali do monstro uma coisa que é preciso lembrar sobre NZ feminina e cinema é que muito do que a gente entende por montagem cinematográfica se deve a filmes de sacanagem do período mudo do chamado primeiro cinema que são filetes eu tô falando de filmes pequenos quando a gente fala primeiro cinema vamos situar aqui historicamente tá falando
do período de 1895 1915 os primeiros 20 anos do desde que surge o cinematógrafo sempre lembrando que cinema é um negócio mais complexo cinematógrafo é só consolidação de uma técnica que já vinha sindo desenvolvido enfim mas aí tem esse período chamado de primeiro cinema que é um período ainda de se estabelecer Convenções por exemplo as pessoas assistem filmes quietos tá coisa que a gente tem como normal Ah vou sentar e ver um filme não se tinha sequer essa etiqueta diante de um filme A gente faz o quê a gente conversa tanto que passava filme em
café Não sabia ainda para que que servi o cinema inclusive os próprios irmãos lumier pensavam o cinema mais por uma questão tecnológica depois que vem figuras como Jorge melique que vão usar o cinema para fazer ficção e na época tinha gente que criticava isso pô cinema não foi feito para fazer teatro para isso já existe o teatro Mas enfim o papo é que o formato longam metragem também não existia não tava consolidado embora já tivesse filmes bastante longos e um tipo de filme que tinha na época era o filme voyer que era eles procuravam emular
a espiadinha através do buraco da fechadura um detalhe também importante sobre esse primeiro cinema ainda não existia Close direito assim como não existia Close não se tinha essa convenção do que a gente tem da linguagem cinematográfica não se tinha essa convenção tão Clara de você lidar com elipses com cortes do corpo da imagem por exemplo só para dar um exemplo bem concreto aqui para não ficar tão vago hoje se a gente filma uma pessoa dando seus primeiros passos num uma escada corta e mostra ela já nos últimos degraus e tal a gente vai entender claramente
que o filme cortou mas a pessoa subiu a escada inteira certo se tivesse feito isso naquela época as pessoas iam levar um susto ua Tá Faltando um Pedaço o cara tá subindo a escada de repente já pulou e tal sabe a própria noção de elipse no na montagem ISO foi se criando Mas enfim tô falando desse negócio todo Porque como não existia Close como tudo era filmado por uma perspectiva de público de teatro mesmo ou seja tu via os os personagens tu via o cenário todo ali então tinha essa filmada imagem de de perspectiva teatral
um tipo de produção que foi favorecendo a criar uma decupagem mais cinematográfica foram os filmes de sacanagem essa jogada do espar pela fechadura o que que tu quer ver da mulher pelada tu quer ver ela de corpo inteiro não E como tu tá emulando o olhar pela fechadura Então você vai olhar PR parte do corpo Então essa fragmentação esse desmembramento esse esquartejamento gráfico da mulher ele é muito fundamental pra linguagem do cinema e isso é uma crítica feminista em relação ao cinema que já tem algumas décadas né do quanto que o cinema ele é muito
feito do desmembramento de uma mulher e aí eu acho legal isso no final ali o o monstro final ele é um monstro feito dos pedaços de uma mulher que pode S ser interessantes é uma massa morfa que Brota dele os pedaços legais de uma mulher sai uma peitola do lugar completamente inapropriado mas é os peito que quer bom tá aqui um peito e claro tem a menstruação que daí é a coroação do quanto que essa Essência monstruosa da mulher aquilo da mulher que é negado que é visto como um asqueroso e tal bom ele tá
posto tá explícito acho que filma hora fica exaustivo justamente por ser tão óbvio pornográfico é a mesma crítica o tempo todo visuais que mostram a destruição feminino também são recebidos com muito satisfação é eu acho que uma vez que o filme é um filme explícito ele Talvez seja um pouco longo você Franco Olha que eu não esse tipo de crítica eu não costumo fazer porque eu sei que tem muita gente fala ah os filmes tem muito crítico que fica direto Ah podia ser mais curto podia ter cortado aqui ali eu raramente Falo isso mas nesse
filme Eu senti mesmo assim que talvez ele fosse mais cumprido do que precisasse mas as duas compartilham as mesmas memórias tipo Médico Monstro Não elas não compartilham as mesmas memórias por isso por isso que aos poucos uma começa a se assustar com o que a outra fez além do kronberg eu acho que uma outra referência muito óbvia que teve recentemente a última Live exclusiva foi falando dele foi a penúltima na verdade foi falando do iluminado né do kub as simetrias os jogos com vermelho tem muito de kubric ali pessoal lembra muito do kronberg Mas eu
vi muito de kubric Inclusive a ponto de no final tocar a introdução de assim falou zaratustra do richel straus que toca no 2000 mar no espaço do Kubrick inclusive aquelas Piras de quando a a demuro usa substância parece também aquela cena no 2800 no espaço quando o astronauta entra na órbita de Júpiter e tal então assim é um filme muito cron bergano mas eu também diria que é um filme muito kubano e Vale lembrar que o Kubrick também era criticado por isso que eu acabei de falar agora um pouco do do a substância muita gente
fala que o kubric é um cineasta que enrola demais para falar o Óbvio eu não diria que a substância enrola eu só acho que ela vai direto pro óbvio tempo todo mas ela não chega a enrolar mas enfim tem uma relação com a obviedade vamos dizer assim com a explicitação que tem pontos de contato sim mais com o Kubrick do que com o kronenberg acho que o que mais me deu repulso foi ver os mesmos closes no personagem do Dennis quage a boca gera muito desconforto é a gente tá falando muito da imagem mas reparem
que o som também ele é feito para ser desconfortável isso em vários momentos me chamou atenção por exemplo momento pontual assim mas o som ali no filme tem um tem um papel fundamental que é quando tá lá sui que ela tá dando uns beijos no cara que quando começa a tragédia mesmo né que ela tá curtindo ali tá com boy e tal tá com gurizão ali e daí ela resolve burlar as regras para ficar mais umas horinhas com ele e daí ela vai dar um beijo nele o som de língua o filme todo faz essas
pontuações sonoras para coisas ser um tanto desagradável sabe qu eles vão dar um beijo é sabe não é um beijo o som do beijo não é um som agradável é corpo demais tá ligado na hora que come na hora que beija na hora que faz tudo é corpo demais o horror corporal já começa não pelos monstros que vem disso mas pelo excesso de corpo é muito corpo presente é o too much information da biologia uma coisa que eu achei interessante no final é que o monstro cola o rosto da Elizabeth não da sui Como se
quisesse voltar atrás talvez eu diria que por ser um monstro que é uma mistura das duas até o nome do monstro é a junção do nome das duas eu diria que tem a ver com o desejo bruto lá do começo qual era o desejo bruto a dem Mura Elizabeth não queria mudar o seu rosto ela gostava do seu rosto Ela só queria ser jovem de novo então é o rosto com o corpo da só que claro né no final aquele monstro não é nenhuma das duas coisas e ao mesmo tempo é o filme pode ser
entendido Logo no início só olhando pra estrela dela na caçada da fama que aliás começa e termina o filme e que começa e termina vermelho né No começo ali com sei lá qualquer comida Com Ketchup No final com o que restou dela ali derretendo tudo no filme é over sim e isso é um ponto que eu vou ser bem franco eu vi o filme hoje então pode ser que eu mude de opinião daqui um tempo eu tô ainda num processo de maturação mas eu até agora não tô convencido se esse over é agradável ou não
quer dizer a palavra não é agradável porque esse over não é agradável em nenhuma hipótese mas eu digo se esse over ele tá mais a favor ou contra o filme se o excesso de obviedade do filme de alguma maneira o enfraquece ou se esse excesso ele o potencializa Eu ainda tô na dúvida eu acho que como o filme foi feito fotografia audiovisual é melhor que o filme roteiro personagens em si é Ok dá para ir nessa direção porque em termos de fotografia de enquadramento e principalmente de som pessoal tá lembrando muito do horror corporal massa
muito bem feito sério muito bem feito mesmo mas o que me chamou atenção de verdade assim como cinema com c maiúsculo onde eu vi algo bem interessante é o desenho de som ess esses pequenos detalhes de muito barulho do próprio corpo sabe do couro tudo tem muito som sabe tudo é muito barulhento e ao mesmo tempo não é porque eles não estão mostrando sei lá as pessoas andando no meio da rua com trânsito Não ela tá em casa mas barulho do corpo dela com ela mesmo isso é esquisito que aliás eu não sei se você
sabe né mas isso é um detalhe interessante sobre nós sobre a nossa audição a gente escuta no limite de não começar a escutar o próprio sangue circulando isso é uma coisa até interessante quando se fala nessas histórias de super-herói Ah ele tem super audição se ele tem super audição ele tem uma dificuldade horrorosa de escutar as coisas porque ele tá sempre escutando o próprio sangue circulando o Nossa audição você biologicamente ela é calibrada pra gente não escutar um pouco mais que a gente escutar um pouco mais do que a gente já escuta vai fazer com
que a gente comece a escutar demais o próprio corpo e aí começa a embaralhar a gente não tem mais o silêncio se a gente Escuta mais a gente não consegue ter silêncio porque porque o nosso corpo vai fazer barulho muito muito alto a dimensão do Silêncio desaparece tem uma parada no filme que é irrelevante tá de verdade não tô sendo o neurótico que tá procurando furo no filme Porque Eu já cansei de falar aqui que certos furos são necessários pra história andar e era isso Porém uma coisa que não fica Clara para mim e no
começo que eu tava assistindo Eu fiquei meio bolado que é o seguinte a tal da substância tipo eu não vi momento nenhum ela pagando por aquele negócio ou eu perdi ou eu mosquei ela não paga né Por que que ela tá recebendo esse negócio Sei lá eu fico eu fico intrigado quanto a isso por que que ela tá recebendo essa substância ela não paga ela liga ela exige ela enche o saco Ah mas é de graça tipo o menum Ela pensou que era um veneno sendo de graça porque se ela tivesse pago ficava mais in
crível né assim do tipo gente ali do do do mundo entendimento sempre rola droga Ah tem essa droga aqui diferente tal que ajuda e tal Ah não beleza agora você estão dando de graça tu já fica desconfiado né Por que que tá dando de graça o qu não estava dando de graça é só para me fazer mal é um maluco um sádico não atrapalha tanto o filme isso porque o filme segue mas eu fiquei muito bolado eu fiquei muito bolado com o fato de ser de graça por quê aí dá para tu criar uma teoria
da conspiração legal né que o filme não entrega é só a gente especulando que no fundo quem fornece essa droga são os mesmos velos os velos lá que é os homem branco lá o clichê de homem branco opressor e tal que tá lá junto com personagem do Dennis crade que a gente vê eles tudo junto são eles que fornecem esse negócio de graça eles precisam das novinhas para ocupar o mercado não precisam eles criam a neurose nas velhas e eles dão produto PR as velas pras velas parecer nova criando o seu o seu duplo o
seu monstro mas isso eu tô inventando porque o filme não desfaz a sensação de surpresa no final quando aqueles homens vê ela virando monstro porque se fossem eles vamos supor que fossem eles que criam também a substância sei lá se fosse o Denis quade ser um dos responsáveis por isso ele no final não estaria chocado Ou pelo menos talvez chocado sim mas não surpreso e o que o filme mostra é que todo mundo fica muito surpreso com o que eles estão vendo né talvez ela seja uma cobai o que de certa forma acontece bastante com
permuta entre clínicas e celebridades não ok Ok mas ainda assim ela não recebe muitos detalhes para ela se quer entender se ela tá sendo cobai ou não é isso que eu falo assim tipo ela abraça isso muito fácil uma coisa que me incomodou foi a falte de maturidade da demy Moore foi preciso pro filme mas se baseia numa mulher velia e neurótica e com zero maturidade e razão Ah eu acho que tu tá sendo muito dura com ela conforme é mostrada a carreira dela e conforme depois a gente percebe ela lá sozinha ela não tem
amigos ela viveu pelo trabalho ela só tem relações parassociais que aliás Esse é um ponto interessante né a gente fala muito das relações parassociais a partir do fã que o fã muitas vezes se julga amigo da celebridade da pessoa que do influencer que ele gosta inclusive fantasiando uma relação que não tem só que isso também pode acontecer de outro lado e a sensação que dá bem claramente Logo no início do do filme é que a personagem da demim Moore ela só tem relações parassociais ela só tem fãs ela não tem um único amigo ela tem
só colegas de trabalho e fãs então assim o momento que ela não tem mais trabalho que ela tá velha para esse trabalho ela não tem ninguém então ela é acometida de uma solidão sepulcral assim ela não tem nada na vida dela ela não tem nada sacou ela não tem mais nada e o filme de novo nessas obviedades coloca a foto dela atrás dela bonita mas já mais coroa e na frente tem o Outdoor da versão dela novinha né então fica as duas versões carando e no meio disso aquela mulher que não tem ninguém tá sozinha
entre a imagem dela do passado a velha do passado com a novinha de um futuro que ela não vai fazer parte a não ser burlando essa regra com a substância porque senão seria uma mulher mais jovem que ela e fim então ela tá lá sozinha nessa nessa nesse jogo literalmente only fans exatamente só os fãs que tem ela só tinha fãs ela tem um amigo que chamou ela para sair exato que era a única chance que ela tinha de sair daquela Bad vibe e no final ela começou a se achar feia ela começou a se
achar feia ela começou a se comparar de novo a questão da rivalidade feminina ela começou muito se comparar com a sui E aí ela foi escondendo o próprio corpo porque não sei se vocês vão lembrar dessa cena na primeira no primeiro look ali que ela tinha montado para ela a tava linda e eu não tô falando isso por condescendência não tem Mura mesmo com coroa ainda uma senhora de uma gostosa aí tá tá ela lá lindona e tal aí ela não não não tô não tô gostosa o suficiente porque a outra é mais gostosa que
eu e ela fica se comparando se comparando e se destruindo cara eu não acho que isso é tão forçado não ainda mais hoje que o tempo todo a gente é forçado de novo repito a ser jovem a ser bonito a ser Atlético a ter dinheiro a gente tá o tempo todo sendo principalmente por causa da internet o tempo todo sendo jogado de fronte outras pessoas que tem tudo mais do que nós pelo menos aparentam ter tudo mais que nós o mundo das imagens hoje não é por acaso esse filme tá saindo agora ele vai nos
criando uma sensação de que a gente sempre é a versão piorada dos outros nessa cena do date ela também olha o reflexo da maçaneta da porta uma imagem torcida de si mesmo Sim ela vai ficando cada vez mais bolada consigo né e assim dava até pra gente aprofundar aqui numa dimensão filosófica porque sabe se fosse para carimbar esse filme A partir de um filósofo famoso eu diria que esse filme é profundamente tributário a Kirk gard porque assim é um filme sobre tudo sobre angústia e angústia naquela dimensão que o Kik gard pensava ou seja angústia
como um lugar de encontro consigo mesmo porque no pensamento do Kirk gard que é um filósofo dinamarques ali da primeira metade do século XIX a angústia num primeiro momento ela é simplesmente aquelas ansiedades que os outros colocam na nossa cabeça porém se a gente se radicaliza nessa angústia se a gente se permite viver essa angústia se a gente não não tenta esconder ela para baixo do tapete Ou seja a gente abre o peito e dá de cara com angústia a gente chega numa espécie de segundo nível onde essa angústia é um lugar de encontro consigo
mesmo por isso que o kerk vai falar tanto de repetição porque você repete enquanto seu próprio eu repetição é sempre uma restituição do possível você mergulha em você mesmo para que você se reencontre então você repete a si mesmo e você se questiona por que que eu tô angustiado por que que eu escolhi isso e mais do que isso né mais do que todas essas questões uma vez que você radicaliza essa angústia que você repete o si mesmo nessa nessa autoinvestigação abre as possibilidades e cara olha pro filme olha pro filme o filme todo é
sobre angústia da demy Moore e ela num primeiro momento por essas ansiedades projetadas nela ela cria uma versão de si ou seja ela repete ela se repete só que esse se repetir ainda não é confrontar realmente o que tá incomodando é uma falsa solução not Tanto que por ser uma falsa solução gera mais problema sério Olha eu não sou um profundo conhecedor de kerk gar mas é do início ao fim o filme mais que guardiano que eu já vi mais do que os os filmes existencialistas do Bergman que o pessoal fala que tem muito de
kk guard eu não acho que tenha tanto assim mas numa substância tem sim inclusive tem aquele famoso textinho foi publicado como livro do kerk gard que é o Diário de Um Sedutor que também a narrativa lembra muito a narrativa da personagem da da demy mur ali porque é alguém que desfruta da estética do Prazer do hedonismo mas que em algum momento vai se deparar com as dimensão ética desse mesmo prazer desse mesmo desfrute dessa mesma vivência Intensa como se não ouvesse amanhã e de novo a substância faz direitinho essa transição da estética pro ética a
o único momento talvez que a substância não seja kk guardiana é que ela não vai até o final kir k gard vai até o final e encontra a redenção k gard era um filósofo Cristão então A Redenção no final vai tá lá vai est com Deus já a substância é um filme pós nit veio depois do kerk gard é um filme já onde Deus tá morto então já que Deus tá morto O que sobra apenas é o banho de sangue não tem redenção para ninguém ali aqui temos um exemplo de de um comentário que entrou
numa discussão de biologia que eu não tenho menor condição de seguir então aqui o procedimento é obrigado pelo seu comentário depois queem tiver assistindo esse corte aqui diga aqui se isso faz sentido ou não eu não tenho menor condição valeu e tem continuação o monstro é basicamente essa multiplicação Sem Fim o monstro é a própria neoplasia uhum vamos voltar a falar de kerik gard pior que isso lembra muito quando ficamos adolescentes e alguém fala mal de algo que nunca tinha venha parados em Nós quase sempre viram uma insegurança da mesma forma que foi com ela
após a demissão Pois é eu tenho uma história com só isso contar aqui bem rapidamente e foi a primeira vez que alguém começou a tirar sarro de mim porque eu era bundudo eu sou um homem bundudo hoje isso é considerado bonito né mas já foi considerado feio eu passei a ter vergonha da minha bunda é sério usava umas camisas folgada e tal para esconder que eu era bundudo então assim quando tu é adolescente cara basta uma coisinha assim para você passar ficar inseguro com a sua aparência para mim mais um filme Tecnicamente bem feito esteticamente
atraente que fale em realmente ser excelente sendo apenas bom não provoca vontade de reassistir é eu fiquei com a sensação de apesar de ser um filme distribuído pela mub ele tem uma pegada muito a24 né assim muita gente até acha que é um filme da a24 e não é e o que eu já disse aqui sobre os filmes da a24 ou filmes que vem nessa estética a24 vamos chamar assim é que são filmes sempre muito bons às vezes não tão bons assim mas vá Mas no geral assim ou pelo menos Muitos são muito bons só
que eles nunca são excelentes e um dos motivos por eles não serem excelentes é porque eles são bons você vai tá como assim esquisito disse é essa é que é o seguinte são filmes feito jogando numa certa zona do seguro eles pegam vários elementos da da da história do cinema já bem consolidados e a substância faz a mesma coisa e junta tudo ali que pode gerar um filme Medíocre mas difícilmente vai gerar um filme muito ruim tem um certo jogar na zona de segurança só que jogar na zona de segurança também impede tu chegar no
excelente porque tu não não se arrisca o suficiente então em resumo a substância é um filme bom eu diria até com o momentos em que ele é muito bom mas não fiquei com essa sensação de genialidade que muita gente ficou ao ver o filme Recomendo o filme continuo gostando dele mas é um bom filme e era isso e às vezes é só isso que precisa ser também