Então, agora nós teremos a professora Sônia Chebel contando inicialmente a vida dela dentro da faculdade. Foi na faculdade Sony, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Nacional, onde avançou para Pedagogia. A face é: bom, eu queria ser professor.
Então, o curso é esse e a habilitação é em Administração Escolar porque, naquela época, era diretor o professor Aldo, professoral do governo, que tem uma história. Em 64, quando eu comecei o primeiro curso, o primeiro colegial, o primeiro curso normal, a faculdade começou a oferecer cursos de extensão cultural. O curso de extensão cultural não era de extensão universitária, e o secundarista poderia fazer.
Então, eu cursava o primeiro ano do curso normal e comecei a me inscrever nos cursos da faculdade, porque o grande objetivo era estudar lá. Eu queria começar a me familiarizar. O seu nome era tão pequeno ou quase nem existia que os cursos eram realizados no gabinete de leitura.
Ali, eu tomava leitura de Sorocaba, que também está no mesmo lugar. Hoje, o próximo. .
. E assim, o álbum que eu assisti às missas dele no Mosteiro de São Bento, onde muitas pessoas tinham habilidade com o Vieira, que é sorocabano, por causa do Padre António Vieira e a oratória. Tudo isso e a aula me lembro da igreja do mosteiro lotada e a calçada com mais de 20 pessoas acompanhando a missa da calçada, porque era um caminho mais dentro da igreja.
Então, ao ver um mito para mim, os cursos trouxeram os diplomas. Não é o caso de mostrar agora, mas os cursos de introdução ao pensamento filosófico em 30 horas, 40 horas, esses cursos de extensão cultural, assinatura do álbum, o diretor Iraí Carone, o professor Ida e Carona como coordenadora do curso, José Carlos Araújo Neves, o seu Neves como secretário e, depois, a mim como participante do curso. Tive vários em 64, 65, 66 como extensão cultural, ainda secundarista.
Os títulos se lembram, mas meus álbuns são a entrevista, o fechamento de Tear achar Dan para Psicologia. Como Padre Quevedo, que era o máximo na época, de Parapsicologia, introdução à linguagem jornalística da Dengue, em parceria com a Folha de São Paulo. Então, estava muito o que a gente estava aprendendo no curso de Magistério.
Daí eu entrei para a faculdade em 67 e o álbum é que o diretor da faculdade era meu professor de Iniciação Tecnológica. Então, sentei na primeira fileira daquele tablado. Não sei se se estuda lá, ainda tinha um tablado, a mesa do professor ali na frente, eu anotando tudo e depois pedindo licença para gravar.
Gravava as aulas, porque achava que valia a pena. Gravadora tiracolo, o menor gravador que tinha na época era deste tamanho. Não tinha microfone embutido, então segurava o microfone e o PM para a minha voz e gravador, porque todos queriam dar um anel de formatura do curso normal.
Nunca usei o gravador, Filipe Holandês, o menor possível que eu tenho até hoje, mas era enorme. Comecei a gravar as aulas do alto. Na primeira aula, depois que terminou, ele fez um convite à classe.
"Alguém daqui sabe tocar órgão? " Porque ele era pároco da Igreja de São José Operário, na Vila Progresso, na Faculdade, professor de Iniciação Tecnológica e pároco da São José Operário. A organista de lá estava saindo e ele perguntou se alguém da classe sabia tocar órgão e se poderia se interessar por essa atividade.
Terminou a aula e ninguém foi falar com ele; eu fui. Toquei piano desde os cinco anos de idade. Eu tinha 18, 19 anos; Felipe, anos se bastantes.
Ele falou: "Mas é fácil, ela te dá uma orientação. Você aperta as teclas e livre, não ligadas, não é? Solte assim que limpe, anos, o que lhes dá certo.
" Aí, eles, que eram alunas também na faculdade, não lembro do curso, mas acho que era História, a İsi me deu umas orientações. Chamou de órgão, era um harmônio menor; o órgão me assustaria muito, era o amor. Fiquei por alguns meses, ficou em 4 a 4.
Aí, eu tive a ideia de gravar os sermões dele. Achava maravilhoso o formato como ele traduzia o texto bíblico para aquele povo, para aqueles fiéis, que a maior parte na época não era alfabetizada e vinha do Norte e Nordeste, principalmente Pernambuco. Hoje, a Uniso publicou esse sermão, e meu pai, meus carinhos.
Foi você mesmo que transcreveu tudo na tesoura. Feito, né? Apontador, radar fotográfico.
Dei a cópia original para o Alto, fiquei com uma cópia de carbono, a original em papel cuchê encadernado. Eu dei para ele, assim como fiz depois com as Ave Marias. Mas, então, nesse primeiro ano, eu entrei acostumada no colégio com as freiras, etc.
Eu dou com a faculdade quase que em um breve movimento pró-federalização. Os professores não recebiam há meses, e havia um movimento muito grande para fervilhar e federalizar a faculdade. Eu vejo que é Centro Acadêmico e Luiz Travassos, presidente da UNE, é que vem à aula inaugural da turma que entrou em 67.
Então, foi assim: um banho de vida universitária. Da ITV, eleição do Centro Acadêmico. Eu me candidatei a secretária de agosto em diante; do primeiro ano, eu já era secretária do Centro Acadêmico, de um jornalzinho que eu trouxe aqui, mas deixo para outra hora.
Chamava O Momento. Eu me ofereci para ser integrante do grupo que editava esse jornal. Edu Lobo tinha os festivais da Record e universitário, não estava ligado em Roberto Carlos e a Jovem Guarda, mas nos festivais de música brasileira da Record, e Edu Lobo cantava O Ponteio.
Ganhou O Ponteio. Não desse mais parado no meio do mundo, "sente chegar o meu momento, olhei para o mundo, e nem é nem sombra, nem sol, nem momento. Quem ganha agora nessa viola para cantar?
" Com tenho a não teve dúvida, eu fui na Santa Ifigênia, na Rua Santa Ifigênia, em São Paulo, se é a loja de arquitetura pra comprar uns estiletes e tentar colocar uma capa do jornal O Momento, tentar colocar o Edu Lobo, O Ponteio, e chegar o momento, aquele que o momento era temporal, aqui virou momento, jornal parado no meio do mundo. Sente chegar o meu momento, quer dizer, chegou uma edição nova do jornal O Momento. Isso é que é interessante, porque é outubro de 1967, só que em dezembro de 2018, e do Lobo, vencedor, o caba, autografa o jornal.
Eu dei um ferozes, bem autêntico, assim, bem parecido com o original pra ele. Ele ficou muito feliz, autografou, tiramos fotos juntos. Depois, bom, então esse primeiro ano foi um ano, acho que, de inserção no movimento universitário dentro de um período de ditadura.
A ditadura começou em 64 e desenvolver o espírito crítico de falar em assembleia, em assembleia, todas as semanas, para decidir várias coisas. 68, o ano que não terminou até hoje, maio de 68, na França [Música], a revolução do pensamento contra o autoritarismo, a favor da liberdade de pensamento. Isso vai ser repercutindo no mundo inteiro, um grande pela quase mundo inteiro, mas no Brasil, muita força.
É daí que eu consigo ir para São Paulo de cometa, de ônibus. Minha mãe, poucas vezes, sobre o que, ela tinha um medo muito grande, porque não tinha celular, não tinha os controles de hoje. Então eu saí às 7 horas pra aula e dizia: "Eu venho quando anoitecer, eu tô no Centro Acadêmico, eu tenho que fazer apostila, vou ficar o dia inteiro lá.
" Quantas vezes eu tomei um ônibus, fui para São Paulo, fui na Maria Antônia pegar documentos da linha chinesa do Mao Tsé-Tung pra mim discutir aqui. Tive sorte, se alguém me pega classe material, né? E o dia foi depois da luta da invasão do CCC, Comando de Caça aos Comunistas, do Mackenzie.
Era Mackenzie de um lado, oposto do outro, na Maria Antônia. A rua é a linha divisória dessas duas faculdades, com pensamentos extremamente opostos, né? E, bom, eu sei que, em 1968, como membro do Centro Acadêmico, secretário, nós fizemos uma pesquisa com os calouros: "Quem vocês querem que a gente traga para fazer palestra para vocês, pra ter um bate-papo com vocês?
" Ganhou Geraldo Vandré e Anselmo Duarte, quase empatados. Olha a nossa falta de modéstia, vamos trazer os dois. Ótimos em dinheiro, o dinheiro era o dinheiro de carteirinha, aquela carteira de estudante para ter desconto no cinema ou coisa assim.
Daí eu fui para São Paulo, no Teatro Record, para falar com o André, junto com 45 colegas, não fui sozinha. André aceitou de pronto, falou que não cobrava nada, que ver com condução pro 31 de maio de 68, era data que ele podia. Outro grupo do Centro Acadêmico foi conversar com Anselmo Duarte, que tinha ganho o prêmio pagador de promessas, ganhou o prêmio em Cannes, primeiro lugar no festival de cinema.
Data que ele podia, tarde de 31 de maio de 1968, a faculdade, que tinha poucos alunos, pensando nos 10. 000 de hoje, foi dividido ao meio: metade ficou com Geraldo Vandré, metade ficou com Anselmo Duarte. O Anselmo trouxe os rolos de fio no Centro Acadêmico, emprestou um projetor daqueles enormes, na época, e ele projetou o filme.
Depois, discutiu. Tava tudo caminhando bem. Eu corri com Geraldo Vandré, que o meu interesse era o debate com Geraldo, André, com o gravador à tiracolo e gravei, gravei o que eu no meia hora, 40 minutos, dialogando com o grupo.
É que essa gravação, que depois eu consegui dar pra ele há dois anos atrás, deixei uma cópia na biblioteca. A gravação em fita cassete passei pra CD, está na biblioteca também e, principalmente, ele se acompanhando, Rio, cantando três músicas em homenagem a Che Guevara, assassinado no ano anterior, 67, isso é 68, e que nunca foram gravadas comercialmente. É que eu consegui, ah, pois levei pra Fidel Castro, que loucura!
Quando eu fui fazer um congresso de educação em Havana pra expor minha dissertação de mestrado. E leva uma cota de tudo isso, 30 anos depois do assassinato de Che, 67, eu fui pra Cuba, 97. Bom, mas voltando à época, por telefone, que entregou, entreguei, não irmãos, por secretário dele, mas um agradecimento muito grande, com autógrafo dele, foto dele autografada, porque estava fazendo 30 anos da morte de Che, Cuba estava comemorando muito.
Saldo falando da morte do grande colaborador do comandante-em-chefe, que era o Fidel, e ali era uma letra muito bonita: "Vidas e barba por fazer", o time mereceu, convencido da luta dele, o ramo que ele seguiu e foi morto numa emboscada. Mas dizia que vidas e barba por fazer na América Latina toda. E depois, a Eduardo Galeano, as veias abertas da América Latina, tem tudo a ver se você comparar o livro e a proposta do time, né?
Mais um curso universitário, assim, me marcou bastante, não só nesse primeiro ano, que foi o primeiro ano de um contato com uma realidade diferente dos 11 anos que eu tinha estudado no Colégio Santa Escolástica, colégio religioso. Não poderia esquecer de outra maneira, mas aí me abriu um outro mundo. E daí a continuação, a gente vê daqui a pouco, é muito bom.
Então, daqui a pouquinho, nós teremos a terceira parte da nossa bate-papo aqui. Até já!