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E agora, bora começar o caso de hoje. Hoje, eu vou contar para vocês o caso Julia Wallace, que é um caso mais antigo, só que ele é cheio de mistérios, é até um pouco confuso. .
. E eu quero muito saber o que vocês vão achar desse caso. William Herbert Wallace é casado e mora com sua esposa Julia Wallace há cerca de 16 anos em Liverpool, na Inglaterra.
O caso aconteceu em 1931. . .
Nessa época, o William trabalhava como vendedor de seguros para a empresa Prudential Assurance Company, mas ele não era só um corretor de seguros, as pessoas falavam que confiavam muito nele como amigo, era alguém que você podia pedir conselhos e de vez em quando até acabava virando padrinho de casamento de algum cliente. . .
E ele acabou ganhando a reputação de ser um cavalheiro, todos falavam que ele tinha um caráter brilhante. . .
E ele também era muito esperto. Então, por exemplo, quando chegava alguém novo no bairro, que tinha acabado de se mudar ele já ia lá se apresentar, já falava sobre o seu trabalho. .
. Ele sempre foi muito ligeiro para os negócios. Então, basicamente para todo mundo que conhecia o casal, os Wallace pareciam ser muito amorosos, muito dedicados e pareciam ter um casamento muito feliz.
Não tinha nada que demonstrasse que eles tinham algum problema em seu casamento. Então, agora indo direto para o caso, na segunda-feira, dia 19 de janeiro de 1931, o William afirma ter deixado sua casa por volta das 19:15h para ir para o seu clube do xadrez. .
. E eles tinham um gráfico público que ficava no café onde o clube se reunia e eles podiam ver qual dia teriam partidas. .
. E lá ficava tudo registradinho, então ele sabia que naquele dia tinha uma partida contra o Sr. F.
C Chandler. Então, ele sempre ia para o clube do xadrez. .
. As datas variavam, por isso que eles tinham esse quadro onde ficava tudo anotado. .
. Então, ele disse que nesse dia ele nem sabia se realmente iria ou não para o clube porque a Julia não estava bem, ela estava doente, com bronquite, mas ele disse que ela mesma deu permissão para ele ir, então ele decidiu ir. Mas antes de chegar no local, lá no café, o capitão do clube de xadrez, que se chama Samuel Beattie, recebe um telefonema solicitando que uma mensagem seja entregue ao William e ao todo foram feitas três ligações até que ela fosse completa e ele recebesse essa mensagem.
E a primeira tentativa de ligação veio de uma cabine telefônica no distrito de Anfield, por volta das 19:15h, praticamente o mesmo horário que o William teria deixado sua casa. Então, naquela época quando aconteceu o caso, as ligações feitas de Anfield tinham que ser conectadas manualmente por operadores de mesa telefônica. Então, a primeira pessoa com quem esse interlocutor misterioso, esse homem que fez a ligação conversou foi a operadora Louisa Alfreds.
Então, segundo a Louisa, ela recebeu a ligação e ela tinha que manualmente transferir a ligação para o café e ela disse que estava no telefone e quando atenderam no café ela deu a deixa para que esse homem misterioso pudesse colocar as moedas no telefone e ele tinha que apertar o botão A. . .
E aí, ele poderia começar a falar. Então, a ligação só acontecia quando ele colocava as moedas, apertava o botão A e assim que ela dissesse que ele poderia fazer isso. Mas aí o homem apertou o botão B e o botão B do telefone desligava a ligação.
Então, a cabine devolveu as moedas dele e a ligação foi interrompida. E poucos segundos depois, ele liga novamente para tentar fazer a mesma ligação, só que dessa vez outra operadora atende. Dessa vez, a que atendeu foi a Lillian Martha Kelly e ela disse que ele reclamou com ela, que ele apertou o botão A, mas que a ligação não deu certo.
Só que lá na mesa telefônica das operadoras, elas conseguiam acompanhar o que a pessoa estava fazendo, então ela disse que viu que ele realmente apertou o botão errado e que ele desligou no botão B. . .
E ele ligou dizendo que não. Então, ela fez novamente a mesma ligação, só que deu ocupado. Então, a operadora decide chamar a sua supervisora que se chama Annie Robertson, e o protocolo do telefone significava que qualquer falha técnica que acontecesse tinham que ser anotadas.
Então, a Annie imediatamente anotou o número da cabine telefônica e o horário e registrou o erro, porque ele aparentemente ele tinha apertado o botão certo e ali mostrou que não. . .
Então, algum erro tinha acontecido e ela foi e anotou tudo certinho, o horário e de onde vinha essa chamada. Na terceira tentativa de fazer o telefonema foi quando deu certo, então a garçonete do café atendeu o telefone. E esse homem começou a conversar com ela.
. . E mais tarde quando os policiais perguntaram como era a voz desse homem, se tinha alguma coisa que as pessoas que conversaram com ele lembravam ou notaram de diferente.
. . Mas elas disseram que era uma voz normal de homem, não parecia nervosa e nem agitada.
A garçonete percebeu que a voz era profunda e falava muito rápido, mas fora isso ela disse que a única coisa que percebeu de diferente foi que o homem pronunciava a palavra café de uma forma engraçada. Então, o homem do telefone pediu para conversar com o Wallace, mas ele ainda não tinha chegado no café. .
. Então, a garçonete passou o telefone para o capitão do clube de xadrez, que era o Samuel, então ele atendeu. E o homem perguntou se o Wallace estava, o Samuel disse que não.
. . Então, ele perguntou se ele poderia dar o endereço da casa do Wallace e o Samuel disse que ele não podia passar o endereço.
E aí, o homem perguntou se ele estaria lá no local e o Samuel disse que não sabia, pode ser que sim ou que não. . .
O que ele sabia é que o Wallace estava indo para o café e estaria ali a qualquer minuto. Então, ele sugeriu que o homem ligasse mais tarde. Só que o homem respondeu que não podia porque ele era muito ocupado, que tinha a festa de aniversário de 21 anos da sua namorada e que ele queria ver o Wallace e tratar de um assunto de negócios.
Então, ele pediu que o Samuel passasse uma mensagem para o Wallace. Na mensagem, ele pedia que o Wallace fosse visitá-lo no dia seguinte às 19:30h. Então, ele deu o seu nome e endereço e o nome que deu foi R.
M. Qualtrough. Por volta das 19:45h, o Wallace chega no café e ele tinha uma partida de xadrez.
. . A pessoa com quem ele ia jogar não foi, então ele acabou jogando com outra pessoa e ele estava lá muito concentrado.
Então, o Samuel foi conversar com ele para contar que esse homem misterioso ligou e queria conversar com ele. . .
Enfim, ele anotou tudo e foi passar as informações para o Wallace. A princípio, ele ficou bem confuso e disse que não conhecia esse homem, que achou estranho. .
. Até perguntou para as outras pessoas que estavam ali no clube se alguém conhecia esse tal de Qualtrough e ninguém conhecia. .
. E ele copiou também o endereço que estava escrito no papel e também achou um pouco estranho. Então, os homens começaram a conversar sobre o endereço, que era 25 Menlove Gardens East.
E na conversa, eles disseram que sabiam de um local chamado Menlove Gardens North, South e West, mas nenhum deles nunca tinha ouvido falar de um que terminasse em East, ou seja, em português, eles conheciam a rua que indicava norte, sul e oeste, mas ninguém conhecia uma que indicava leste, que aparentemente era essa rua que o Wallace precisava ir. Um dos homens do clube até tentou ajudar o Wallace, quis dar umas coordenadas para ele achar o endereço mais fácil ou como ele poderia chegar até lá. .
. E o Wallace disse que não precisava, que certamente ficava em Liverpool e que quando chegasse lá ele ia perguntar, ia encontrar que não tinha problema. E a Menlove Avenue é uma estrada bastante conhecida e o William já tinha ido lá algumas vezes com a Julia, mas o nome da rua em questão, que é Menlove Gardens, é um triângulo de três ruas residenciais, sendo elas mesmas Menlove Gardens North, South e West, como eu já disse.
Só que aí tinham várias ruas novas que estavam sendo construídas naquela época. Então, o Wallace acreditou que provavelmente essa era uma rua nova que ficava ali naquela região que ele já conhecia, nas proximidades ali de Menlove Avenue e Menlove Gardens. Mas a questão é: essa rua não existia na época e não existe até hoje e o nome também que foi dado não era de nenhuma pessoa específica que tivesse alguma coisa a ver com o caso.
. . A rua e o nome foi dado por essa pessoa misteriosa de propósito para que o Wallace tentasse encontrar o lugar e não achasse.
Por volta das 22:55h, o Wallace chega em casa e a Julia estava muito chateada porque o seu gato não tinha voltado, inclusive esse gato era dos vizinhos, mas ele vivia indo na sua casa e ela acabou criando um vínculo forte com ele. . .
Então, eles acharam que seria melhor que o gato ficasse com ela. . .
E naquele dia, o gato não voltou. Então, indo para o dia seguinte, 20 de janeiro de 1931, por volta das 10:30h, o William sai de casa para começar a sua ronda de coleta. .
. Ele saiu vestindo uma capa de chuva para se proteger do mau tempo. .
. Então, ele foi coletando o dinheiro do seguro, que mais tarde colocaria em uma caixa de dinheiro que ele sempre colocava o dinheiro lá já há muitos anos. Ele voltou para casa às 14:10h para almoçar, pendurou a capa de chuva que estava encharcada no corredor perto da porta.
. . Às 15:15h, ele veste outra roupa, aparentemente o tempo tinha melhorado, então ele sai novamente para fazer as coletas da tarde.
Quinze minutos depois, por volta das 15:30h, um policial chamado James Edward Rothwell, que conhecia o Wallace já como agente de seguros, estava andando de bicicleta até que ele disse que viu o Wallace e ele estava parado olhando para o chão. . .
E ele disse que o seu rosto parecia abatido, um pouco contraído, até angustiado. Ele disse que poucos segundos depois, o Wallace passou o braço no rosto enxugando-o. Então, parecia que ele estava chorando.
. . E o policial deduziu que ele estava triste, que alguma coisa tinha acontecido ou que ele tinha perdido uma pessoa querida.
No mesmo horário que isso aconteceu, a Amy Wallace chega na casa da Julia, ela era casada com o irmão do William, o irmão mais novo dele, então cunhada deles. . .
Ela foi até à casa visitar a Julia, então as duas ficaram conversando e até falaram sobre a viagem que o Wallace tinha que fazer naquele dia à noite para encontrar esse endereço e falar com esse homem misterioso. . .
E também falaram sobre uma onda de assaltos que estava acontecendo ali pelo bairro. E os vizinhos da Julia disseram que toda vez que a Amy ia visitá-los, eles sabiam porque ela falava muito alto, então toda vez eles conseguiam ouvir que ela estava lá. Então, em algum momento durante a visita, o Neil que era filho do padeiro foi até à casa da Julia para levar o pão que ela tinha encomendado e conversou com ela brevemente, ele até disse que ficou preocupado com a sua aparência, porque ela parecia muito doente, ela estava até usando um cachecol, um lenço no pescoço e ela disse que ela estava com bronquite, mas que não era nada grave.
Então, a Amy vai embora por volta das 16:30h, às 17:45h mais ou menos o William estava terminando de fazer a ronda do dia, então ele estava indo para casa. Estima-se que ele tenha chegado em casa por volta das 18:05h e ele e a Julia comeram uma refeição juntos. .
. Às 18:35h, o jornaleiro colocou o jornal do dia na caixa de correio dos Wallace e depois encontraram esse jornal dentro da casa, na cozinha, ele estava aberto na página das notícias principais. Poucos minutos depois, a Julia foi vista pela última vez e a testemunha foi um menino de 14 anos chamado Alan Close e ele era leiteiro.
Então, ele foi levar os leites para a Julia e deixou na porta de sua casa, e isso seria entre 18:30h e 18:45h. Então, ele deixou os jarros de leite na porta, foi entregar para algumas outras casas do lado também, ele conversou brevemente com a Julia. .
. E ele também estava doente, estava tendo algum tipo de vírus naquela época, naqueles dias. .
. Então, ela aconselhou que ele fosse para casa logo porque estava muito frio. Então, durante esse tempo que entregam o jornal e o leite na casa deles, o Wallace está se arrumando, ele troca de roupa, ele pega alguns documentos necessários que precisava levar.
. . Porque até então seria uma reunião de negócios que ele iria fazer.
Segundo ele, não tinha tanta certeza se deveria ir nessa reunião ou não, mas ele disse que a Julia incentivou que ele fosse. . .
Os dois não tinham nenhum problema financeiro, mas ela disse que um dinheiro a mais caso ele fechasse algum negócio lá seria muito bem-vindo. Então, ele sai de casa por volta das 18:45h e ele precisava pegar três bondes para chegar no local. Então, para conseguir pegar esses três bondes ele teria que sair no máximo 18:49h, se ele saísse depois disso, ele iria perder o horário.
Então, o Wallace, que tinha 52 anos, parecia estranhamente agitado enquanto pegava o bonde e a primeira vez que ele foi lembrado foi no segundo bonde às 18:06h. O condutor do bonde lembrou dele, porque disse que ele pediu informações várias vezes dizendo que tinha uma visita importante para fazer e que era um estranho no local, que ele não conhecia o local onde estava indo, ele repetiu isso várias vezes. .
. Então, ele teria chegado na Menlove Gardens West por volta das 19:20h, o que seria 10 minutos antes da reunião marcada com o tal do Sr. Qualtrough.
E durante esse tempo que ele ficou procurando o endereço, ele conversou com várias pessoas, pediu direções, explicou onde precisava chegar. . .
Enfim, falou com muitas pessoas. Algumas pessoas diziam que não sabiam onde ficava e uma das pessoas que ele conversou, que foi um jovem chamado Sidney, ele disse que esse endereço não existia e que ele talvez tivesse copiado errado, porque o número 25 tinha em uma outra rua parecida. Então, ele sugeriu que ele fosse até lá e ele foi e bateu na porta.
. . Uma mulher chamada Kate atendeu e ele perguntou se o Sr.
Qualtrough morava lá e ela disse que não e ele continuou procurando. Enquanto ele conversava com outra pessoa pedindo direções, ele percebeu que estava no topo da rua Greenlane, que é a rua onde o seu supervisor mora. Então já que ele estava ali e já tinha ido na casa dele várias vezes, decidiu ir lá bater na porta, então ele bateu.
. . Mas o supervisor tinha saído, ele estava no cinema, então ninguém atendeu.
E aí, o Wallace conversou também com um policial e fez a mesma pergunta, o policial disse mais uma vez que essa rua não existia. . .
E aí, ele perguntou se o policial podia indicar onde encontrar uma lista telefônica de rua, que era bem comum na época para você procurar endereços, telefone e tal. . .
E aí, ele indicou para ele ir nos correios. Então ele foi, chegou lá não tinha. .
. E aí, eles aconselharam que ele fosse para a loja de jornais, isso já eram quase 20:00h. .
. Aí ele foi para essa loja de jornais e lá conversou com a Lily Pinches que era gerente da loja. .
. E aí, o testemunho dela foi muito fraco, é um pouco difícil saber realmente o que foi dito, o que não foi dito. .
. Por exemplo, ela afirmou que o Wallace disse o nome Qualtrough para ela, mas ele disse que não, que tinha certeza absoluta que não disse em nenhum momento esse nome para ela, que ele só pediu o endereço. .
. Ela também afirmou que ele estava na banca de jornal por volta das 20:10h, mas o Wallace afirmou que pegou o bonde de volta para casa às 20:00h. Só que aí, levando em consideração o tempo que ele passou nos correios, o tempo que ele saiu de lá, é meio improvável que ele tenha conseguido realmente pegar o bonde das 20:00.
Mas é um pouco difícil dizer exatamente, o que se sabe é que foi nesse ponto que ele percebeu realmente que tinha sido enganado, que esse endereço não existia e ele desistiu e foi para casa. No caminho ele vota para casa, nenhum dos motoristas dos bondes lembra do Wallace em nenhum momento. Por volta das 20:45h, ele chega em casa e tenta abrir a porta da frente com a sua chave e por algum motivo ele não consegue.
Ele bateu suavemente na porta, mas não teve nenhuma resposta. Então, ele foi para o quintal e percebeu que o portão do quintal estava aberto. E aí, ele tentou abrir a porta dos fundos, também não conseguiu.
. . E aí, ele chamou, bateu de novo, mas ninguém respondeu.
E nisso, a sua vizinha, a Florence, ouviu essas batidas que ele deu nesse momento. Então, ele voltou para porta da frente, tentou abrir mais uma vez e de novo ele não conseguiu. .
. E aí, ele começou ficar um pouco inquieto porque não fazia nem um mês que tinha acontecido um roubo ali na vizinhança. .
. E aí ele voltou para porta dos fundos e nisso encontrou os seus vizinhos, que eram o John e a Florence Johnston e o casal estava indo visitar um parente deles, então eles conversaram com o Wallace. E aí, ele pergunta se o casal ouviu ou viu alguma coisa estranha nas últimas horas, eles dizem que não e perguntam o porquê, se tinha acontecido alguma coisa.
. . E aí, ele explica que está tentando entrar na casa, que já bateu algumas vezes e não teve resposta, que não conseguiu abrir a porta.
. . E aí, o vizinho dele disse para ele tentar abrir mais uma vez a porta e se não conseguir, ele vai tentar pegar uma chave ou alguma coisa na casa dele para abrir a porta.
E aí, o Wallace disse que uma explicação que ele pensou na hora e que talvez a Julia tivesse saído para mandar alguma carta, ela fazia isso às vezes, só que ela estava doente, estava frio. . .
Então, ao mesmo tempo era um pouco estranho. . .
E aí, ele tenta abrir a porta novamente, agora na presença dos vizinhos e a porta abre de primeira, facilmente, então ele fala: "Ah. . .
Agora abriu. " E aí, o John disse que ele a esposa vão ficar do lado de fora esperando que o Wallace entre na casa para verificar se está tudo bem. Então ele entra na casa, chama pela Julia duas vezes, ele sobe até o quarto onde o casal dormia, e aí ele volta, continua procurando por ela.
. . E aí, ele entra na sala que estava escura, ele estava iluminando tudo com um fósforo.
. . Então, ele encontra a Julia no chão e quando se abaixa para ver mais de perto, ele vê que o seu crânio está aberto.
Então ele corre para fora, chama os vizinhos e fala: "Olha. . .
Ela foi morta. " Então, os três entram na casa e se deparam com uma visão horrível do corpo da Julia na sala de estar. Não tinha nenhum móvel mexido, mas o sangue estava todo espalhado no chão, tinha respingado nas paredes, nos móveis, em várias pinturas e fotografias.
. . Em volta do corpo tinha uma grande poça de sangue e tinha massa cerebral visível que tinha escorrido de uma grande ferida aberta no crânio dela.
Então, o William fica repetindo: "Eles acabaram com ela, eles acabaram com ela. " E aí, ele pediu que John chamasse um médico, embora ele acrescentou que não achava que isso seria muito útil. E aí, os três decidiram ir para cozinha porque aquela visão era muito horrível, eles não queriam ficar olhando o corpo daquela forma, então os três vão para a cozinha.
. . E segundo o William, aquela sala onde eles encontraram o corpo era usada apenas para entreter convidados ou para noites musicais que eles faziam, onde a Julia tocava piano e ele tocava violino.
E aí, ele também percebeu que tinha uma tampa de armário que tinha sido arrancada e estava no chão. E aí, ele falou: "Aqui está o armário que eles arrancaram. " No chão havia um pequeno número de moedas, então o vizinho perguntou se estava faltando alguma coisa.
. . E aí, o William estendeu a mão e pegou uma caixa que estava na prateleira superior de uma estante e era lá que ele guardava todo o dinheiro do seguro que ele ia coletando.
E ele disse que tudo o que restou foi uma única nota de US$1 e quatro selos. E aí, ele respondeu que aparentemente estavam faltando £4, mas precisava verificar os seus livros para ter certeza se era essa a quantidade. E aí, o John pediu que o Wallace fosse para o segundo andar novamente e verificasse tudo antes que ele chamasse a polícia.
Então ele foi. . .
Não demorou muito, ele voltou e disse que encontrou mais um pouco de dinheiro que essa pessoa não levou. Então, esse dinheiro que não foi levado ele disse que eram £5, depois foi contado e falaram que eram £4, então o Wallace provavelmente contou errado, segundo ele. .
. E aí, fora isso ele disse que lá em cima estava tudo ok, tudo normal, não tinha nada de errado, nada de diferente. Com isso, o John saiu para chamar um médico e depois foi até à polícia.
E nesse meio-tempo, algum membro da família dos Johnstons, dos vizinhos, também acabou entrando no local. . .
A Florence estava na cozinha e o Wallace estava colocando comida para o gato da Julia que tinha acabado de voltar. Depois, a Florence e o Wallace decidiram dar uma olhada no corpo, e aí ele percebeu que a sua capa de chuva estava embaixo do corpo. E aí, os dois voltaram para a cozinha sem saber o que fazer até o marido da Florence voltar, até a polícia chegar.
. . Então, eles decidem acender a lareira.
Segundo a Florence, o Wallace colocou a cabeça entre as mãos e chorou duas vezes antes de a polícia chegar e quando chegaram, ele tentou se recompor. Quando o John voltou com polícia, ele disse que o Wallace parecia estar em estado de choque. O primeiro policial a chegar no local é o policial Williams e ele segue o Wallace pela casa.
Então, o Wallace pega um pote de geleia vazia na lareira e tira algumas notas de £1. Mais tarde descobriu-se que uma dessas notas estava manchada de sangue, e aí ele falou: "Aqui está um dinheiro que não foi tocado. " E aí, o policial o mandou colocar imediatamente o pote no mesmo lugar que encontrou.
Aí eles foram para o quarto de hóspedes e tinha algumas coisas bagunçadas, algumas roupas e lençóis aleatórios que tinham sido jogados. . .
Embora nada tivesse sido levado, de acordo com o Wallace ele até encontrou itens como as joias da esposa ainda nas gavetas sem mexer. . .
E também todas as gavetas estavam fechadas. Então, ele disse que não entrava naquele quarto há pelo menos duas semanas, então ele não tinha como ter certeza se já estava daquele jeito ou se alguém entrou e bagunçou daquela forma. Depois, eles vão para a cozinha e o Wallace conta que teve um dinheiro da caixinha de seguros que foi roubado.
. . Eles viram também que não foi roubado nada da bolsa da Julia, então eles voltam para sala de estar.
E depois, vários policiais, médicos e forenses chegaram no local e infelizmente fizeram um péssimo trabalho da preservação na cena do crime. Teve até um detetive que apareceu bêbado, subiu as escadas e deu a descarga, o que ele não podia ter feito porque esse era o mesmo banheiro em que eles encontraram um coágulo de sangue, o que significa que ele pode ter muito bem jogado fora algumas evidências vitais do caso. E aí, os policiais começaram a fazer várias perguntas para o Wallace, ele começou a contar o que tinha feito naquele dia, no dia anterior e citou esse tal de Sr.
Qualtrough que tinha ligado para ele. Então, os policiais conseguiram rastrear de onde a chamada havia sido feita, justamente porque deu aquele erro que foi anotado. Então, foi anotado a cabine telefônica que fez a chamada.
Quando eles rastrearam a cabine, eles perceberam que ficava a pouquíssimos minutos da casa dos Wallace. Então já no início, a polícia começou a trabalhar com a suposição de que o próprio Wallace era o culpado e que ele mesmo tinha feito a chamada para ter um álibi. Isso porque na maioria das vezes, até hoje na verdade quando acontece um crime e a esposa está morta, mas marido não, ele sempre é o primeiro suspeito.
Então, a polícia começou a trabalhar usando essa hipótese até que o Alan, que foi o menino que levou o leite para a casa da Julia e conversou com ela, foi a última pessoa inclusive que a viu com vida, conversou com a polícia e relatou que ele a tinha visto com vida alguns minutos antes do Wallace aparentemente ter saído de casa para poder fazer a viagem, pegar o bonde, enfim. . .
E ir naquele lugar tentar encontrar esse homem que nunca existiu. O Alan disse que o horário era mais ou menos 18:45h. Só que aí, usando a teoria de que o culpado foi o Wallace, eles não conseguiram achar uma explicação porque não daria tempo de ele fazer tudo aquilo e ainda limpar todo o local, não ter uma gota de sangue nele, conseguir sair e fazer todo aquele trajeto.
Então, eles conversaram muito com o Alan, com o menino. . .
A polícia até o fez refazer todo o trajeto e meio que o convenceram de que o horário na verdade era 18:30h e não 18:45h. Mesmo assim o tempo era muito curto, então os policiais começaram a refazer toda a cena, a refazer todos os lugares que o Wallace foi, daqueles três bondes que ele pegou para ver se o tempo batia, se dava certo. .
. E até dava se o Wallace fosse um homem muito rápido, só que ele era um homem de 52 anos que era muito doente e que muitas pessoas disseram que na verdade ele era lento, que ele andava devagar. E isso, provavelmente, devido ao fato de que ele tinha só um rim e tinha uma doença renal que o havia atormentado a vida inteira.
Além disso, ele era bem alto e magro e ele também vestia roupas que eram consideradas na época serem ultrapassadas. Então, as pessoas o notavam com facilidade. E aí, ninguém conseguia se lembrar de ter visto uma figura muito alta e magra correndo pelos becos de Liverpool e uma roupa também um pouco estranha, um pouco ultrapassada.
. . E nem os condutores pareciam se lembrar de um homem assim.
E aí, o amigo do Wallace, o Samuel já tinha uma amizade com ele há 8 anos e foi ele quem atendeu o telefone no café e ele disse que tinha certeza que a voz daquele homem não era a do Wallace. Ele disse que tinha que fazer um grande esforço e usar muita imaginação para conseguir achar que aquela voz era parecida com a do Wallace. E para piorar, quando começaram a vasculhar a casa em busca de toalhas, de sangue, de qualquer coisa que indicasse que realmente foi o Wallace que tinha cometido crime, não encontraram nada, nem na pia, ralo, uma gota de sangue, não encontraram nada.
. . E todas as toalhas estavam secas e até pareciam que não tinham sido tocadas há um tempo.
Também fizeram vários testes, que para a época já eram um pouco avançados, para ver se conseguiam encontrar qualquer gota de sangue na roupa dele, qualquer coisa e não tinha nada. Mas a polícia ainda estava acreditando muito na teoria de que ele era o culpado, então eles perceberam que embaixo do corpo da Julia tinha uma capa de chuva que não era dela, que era do William. Então, rapidamente, formou-se a ideia de que o William poderia estar usando a sua capa de chuva, e aí a capa poderia estar completamente suja de sangue e ele poderia tirar e a sua roupa não ia ter nada.
Então, assim daria tempo de ele cometer o crime, sair e pegar os bondes que ele pegou realmente. Então a teoria da polícia basicamente era de que o Wallace cometeu o crime e depois fez a ligação, usou uma voz diferente, justamente para que o seu amigo não reconhecesse que era ele. .
. Então, ele foi até o clube do xadrez, recebeu a mensagem, fingiu que não tinha ideia do que eles estavam falando. .
. E no outro dia, ele esperou até o leiteiro passar e entregar o leite para que ele visse a Julia ainda com vida e depois atraiu a Júlia para essa sala, que ele mesmo disse que não era uma sala que eles usavam muito, essa sala que eles só usavam quando tinha essas noites musicais. Então, a polícia acredita que ele a atraiu até lá dizendo para eles arrumarem a sala e fazer uma noite musical.
. . E que ele não iria fazer a viagem, que tinha desistido da viagem.
. . E que ele colocou a capa para se proteger para não ter sangue nele e matou a esposa usando uma barra de ferro ou poker, que foram os únicos dois itens que não foram encontrados na casa e que a faxineira disse que existiam e tinham sumido.
Depois disso, ele tentou queimar a capa de chuva, que tinha algumas partes queimadas inclusive. . .
Só que aí ele desistiu da ideia, provavelmente por conta do cheiro ou da fumaça que podia fazer. . .
E aí, ele jogou a capa no chão, colocou o corpo da Julia em cima. Seguindo essa teoria, acredita-se que ele bateu na nuca dela mais 11 ou 12 vezes. .
. Depois disso, ele vestiu outra roupa e escondeu essa barra de ferro dentro da manga, que assim ninguém iria ver e saiu correndo para dar tempo de pegar o bonde. E depois de ter pegue os bondes, já estar naquele local procurando o endereço, ele poderia ter jogado a barra de ferro em qualquer lugar que ninguém ia encontrar e ele também conversou com muitas pessoas.
Então, a polícia acredita que tudo isso fazia parte do plano, porque assim em vários momentos, pessoas poderiam afirmar que tinham conversado com ele, que o tinham visto. . .
Então, ele poderia provar que não estava em casa e que não era o culpado e que foi outra pessoa, já que ele estava em outro lugar e muitas pessoas viram. . .
E também pela questão de tempo, porque foi poucos minutos depois de o leiteiro ter visto a Julia ainda com vida e logo depois, no máximo meia hora depois ele saiu de casa, acredito que seja 15 minutos, levando em consideração o horário que o leiteiro falou, então 15 minutos, meia hora. . .
Então, ele saiu de casa correndo e aí ele teria esse álibi que muitas pessoas conversaram com ele. . .
Então, ele não estava em casa e não daria tempo de cometer o crime e assim não seria o culpado. Ao mesmo tempo que muitas pessoas logo pegaram essa teoria da polícia e acreditaram que ele era o culpado e que estava saindo impune de um crime horrível, muitas pessoas acreditavam que ele era inocente, inclusive o seu advogado, amigos e colegas de trabalho, todo mundo acreditava que ele era inocente. E o próprio Wallace afirmou que sabia exatamente quem era o culpado e que ele era o Richard Gordon Perry.
Ele disse que o Gordon era amigo da sua família e de sua esposa. Ele também falou sobre outro homem chamado Joseph Caleb Marsden. .
. Ele falou em detalhes sobre esses dois homens e em seguida deu uma lista de outros nomes, incluindo membros do clube de xadrez e de funcionários da empresa que trabalhava. Falando sobre esses dois homens então, o Joseph e o Gordon, eles trabalharam por um tempo na mesma empresa do Wallace, inclusive o Wallace era o supervisor deles.
. . Só que eles roubaram, então foram demitidos.
Inclusive, os dois eram muito amigos e o Wallace contou que eles visitaram a sua casa várias vezes enquanto trabalhavam na empresa e eles sabiam onde ele guardava a caixa de dinheiro, que era sempre naquele mesmo lugar. Então, eles sabiam onde a caixa ficava e sabiam também o dia que aconteciam os pagamentos, então eles teriam como saber que a caixa teria mais dinheiro naquele dia que foi justamente o dia em que a Julia foi assassinada. Além disso, o Gordon admitiu para a polícia que sabia que o Wallace frequentava aquele café no clube do xadrez, porque tinha um quadro lá, então ele sabia.
. . Porém, ele também frequentava o café toda quinta-feira, porque ele participava de um grupo de teatro que também se reunia lá.
Durante a investigação, a polícia tentou encontrar qualquer pessoa que tivesse sobrenome Qualtrough, que era aquele da ligação. . .
E eles acabaram encontrando um que se chamava R. J. Qualtrough.
Então, só tocava a segunda inicial de M para J. Então, esse homem tinha sido inclusive cliente do Joseph. Então, se o Joseph e o Gordon estivessem envolvidos, isso poderia explicar de onde eles tiraram o nome, só trocaram uma letra, uma inicial.
. . E aí, o álibi dele era que não tinha sido ele porque estava em casa de cama, porque estava doente.
. . E na época que aconteceu o caso tinham várias pessoas doentes por conta de um vírus, então até que tinha certa credibilidade no álibi dele.
Já o paradeiro dele na noite da ligação é desconhecido. Já o álibi do Gordon é de que no dia do crime ele estava com várias pessoas e essas pessoas confirmaram que ele ficou lá até 20:30h mais ou menos. .
. E no dia da ligação, ele disse que estava com a namorada, que também confirmou. Então, nesse caso tudo levava a uma pessoa, que era o William.
Então, ele foi acusado de assassinato. Durante o julgamento, a defesa chamou várias testemunhas que foram pessoas que viram o William naquele dia e todos disseram que ele estava normal, que ele estava bem, que ele não parecia triste, que estava tudo bem normal e que ele estava como sempre esteve. Porém, tinha aquele policial que eu falei para vocês que estava passando de bicicleta, o viu e o viu chorando e enxugando as lágrimas com o braço, com a roupa.
Só que aí a defesa tentou convencer o policial de que ele tinha se enganado, que o olho do William podia estar lacrimejando de frio e ele só enxugou com a blusa e pensou ter visto outra coisa. . .
Só que o policial manteve a sua versão, disse que viu que ele estava estranho e que estava com uma expressão estranha no rosto, parecia que estava triste e para ele parecia choro. . .
E não quis ir nessa da defesa, ele manteve o que viu. Os policiais também fizeram testes refazendo todo o caminho que o William fez de bonde naquele dia e parecia até um pouco improvável, porque ele teria que ter sido muito rápido e ele estava doente, então ele andava muito devagar. E o Wallace disse que no caminho para casa ele pegou o bonde, foi para casa e não falou com mais ninguém.
Só que aí apareceu outra testemunha dizendo o contrário, era uma mulher chamada Lily Hall e ela conhecia a Julia da igreja. . .
E ela conheceu o Wallace de vista. Então, ela disse que o viu naquele dia parado na rua, conversando com outro homem. Ela disse que não conseguiu ver direito, mas parecia ser a figura de um homem e que o Wallace estava usando um sobretudo e um chapéu.
Mas o William negou e disse que as únicas pessoas que ele conversou na volta foram os motoristas e que no caminho para casa, ele não falou com ninguém. E aí, também teve uma coisa que aconteceu, que foi que na noite do crime estavam a Florence e o William naquele momento que eles foram olhar o corpo e a Florence perguntou: "O que será que usaram para matá-la? " Só que no tribunal, eles atribuíram essa pergunta como sendo feita pelo William e não pela Florence.
Isso foi até usado contra ele pela acusação e no momento ele até ficou confuso, sem lembrar se tinha dito isso não. . .
E disse que era uma coisa natural de se dizer. E quando ele foi questionado sobre a capa de chuva se era dele ou não, ele hesitou um pouco, mas depois disse que se tivesse dois remendos no interior era dele e essa hesitação também foi usada como prova contra ele. Então, a pergunta era: será que o William realmente era o culpado?
Será que ele conseguiu criar todo esse plano, arquitetar tudo isso e fazer tudo isso sozinho com perfeição? O júri acreditou que sim e ele foi condenado à morte. Mas aí, os juízes no julgamento de apelação viram de forma diferente e anularam sua condenação completamente.
Então, ele foi liberado de volta ao mundo como um homem livre. A questão sobre esse caso é todos os eventos que aconteceram que parecem se encaixar tão perfeitamente e por conta disso foi considerado impossível apontar qualquer homem como o assassino. Então, assim permaneceu uma lenda de Liverpool por quase um século que permanece até hoje sem que ninguém consiga realmente decifrar todo esse enigma e explicar realmente o que aconteceu e quem foi o culpado.
E a questão principal desse caso, que foi o que mais ficou na minha cabeça e que eu quero que vocês comentem aqui embaixo é a de que tem muitas evidências e praticamente todas elas podem ser usadas para ver o caso como culpa ou inocência da parte do William. Depende muito da forma como você encara todas as evidências, do ponto de vista de que ele é inocente ou culpado. Se pegar como ele é inocente tem todas as provas de que ele não estava em casa, que ele recebeu uma ligação de uma pessoa desconhecida para tirá-lo de casa e aí ele foi atrás desse homem.
. . E enquanto isso, outra pessoa foi lá e cometeu o crime.
Ou do ponto de vista que ele é o culpado e arquitetou esse plano de forma perfeita para que ela fosse vista viva, para que não tivesse nada na sua roupa, para que ele conseguisse fazer tudo e escapar ileso. Só que aí também tem outro ponto de vista que eu li e achei bem interessante, que seria o seguinte: se o Wallace realmente é inocente e ele teve todas aquelas suspeitas de homens que ele disse que achava que eram os culpados. .
. Se ele estava certo, como esses homens poderiam esperar que ele realmente recebesse aquela mensagem falsa e acreditasse que aquele homem existia e fosse atrás dessa rua que não existia? E como os culpados conseguiriam cometer o ato, entrar numa casa sem que a Julia não gritasse, não fizesse nenhum barulho, sem que nenhum único vizinho ouvisse a chegada deles ou qualquer barulho na casa, já que as paredes eram bem finas?
Então, realmente valeria a pena tentar enganar o Wallace com essa mensagem falsa para que eles fossem lá roubar o dinheiro quando tiveram uma oportunidade perfeita de atacar um dia antes quando ele estava no clube do xadrez? Então, eles poderiam ter atacado um dia antes. Ele estava no clube do xadrez e esses homens que ele citou, o Gordon sabia que naquele dia ele estaria lá, então se ele fosse culpado ele poderia atacar no momento em que ele não estava em casa, estava lá o seu nome, o horário que estaria lá no café.
. . Então, por que ele iria inventar todo esse plano, essa pessoa que não existe e mandá-lo para um endereço que também não existe e usar da sorte de que ele não chegaria em casa antes para cometer o crime e sair também ileso.
. . Sabe gente, não sei!
É muito. . .
Não sei! Eu sinceramente sempre tenho uma opinião, nesse caso eu não sei, eu não consigo decidir se o William é culpado ou inocente. .
. Eu quero saber o que vocês acharam, porque tem muita evidência e as duas podem apontar para qualquer lado, tanto do culpado como inocente, então é muito difícil. .
. É um caso antigo que até hoje as pessoas tentam decifrar, tentam entender o que aconteceu. .
. Então, vocês sabem que quanto mais mistério tem é os que eu mais gosto e que eu mais quero trazer para vocês, então comenta para mim o que vocês acham que aconteceu afinal. .
. E de qualquer forma, o caso permanece sem solução até hoje. Então é isso, espero que vocês tenham gostado do caso de hoje.
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. . E é isso, eu vejo vocês no próximo vídeo.