[Música] [Música] [Música] [Música] Olá, Terráquos, vocês estão vendo aqui? Olha, nova coleção, tá já lá no site disponível, modelos renovados, cores fantásticas. Eu garanto que você vai curtir como eu curti. Vai lá, já tá tudo disponível, link tem aí em algum lugar. Valeu, beijo no cotovelo e tchau. [Música] Olá, terráquos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vilel, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Você me trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais espiritual do
que a mim, do que a sua. Cara, você acredita no mundo espiritual? Eu acredito. Você acredita que tem uma coisa além do mundo material? Eu acredito. Acredita no mal. Realidade material. Acredito. Acredita no mal? Acredito. Demônio. Também. No demônio também. Eu acho que se você acredita em Deus assim, você acredita no demônio também, né? Os dois apóst. Ah, tá. Entendi o que você falou. Se você acredita em Deus, naturalmente você acredita no demônio. E a pessoa que só acredita no demônio tem que acreditar em Deus também. Ah, eu só acredito no demônio e não existe
Deus. Vamos descobrir hoje. Eu acho que não. É. Você acha que é uma batalha entre o bem e o mal. É uma batalha entre o bem e o mal. Numa batalha entre o bem e o mal, o Corinthians e Palmeiras fica como? Coringão ganha. Coringão leva. Não falei quem é o bem e quem é o mal. Ah, o Palmeiras é do mal. O porco. Porco é mal. Porco é associado ao mal só porque ele anda no chiqueiro. Eu sei que bode também tem muita associação. Gato. Gato também é um bicho que normalmente, mas o gavião
tá sempre lá em cima. É do bem. Ah, entendi. Vamos falar sobre isso e outras coisas hoje aqui. Isso aí. Precisamos da sua participação sobre perguntas que eu tenho muita pergunta para fazer. Um assunto que eu que eu quero saber demais. Inclusive escrevi um livro que eu falava sobre isso, de uma pessoa fazendo um ritual de Abramelim para tentar colocar demônios ao seu Auxílio para você dominar demônios e fazer eles fazerem coisas para vocês. É, quero saber se isso é possível, se já fizeram isso no passado, né? Vamos descobrir hoje. Vamos descobrir hoje. Então, já
manda a pergunta, dá o like e se inscreve no canal. 40% do pessoal que assiste a gente não é inscrito. Dá essa força pra gente chegar em 6 milhões pra gente liberar o nosso documentário que está sendo feito. É isso aí. É isso. É isso aí. Seja bem-vinda, Tupá. Muito obrigada. Muito obrigado por me receber. Falar do pata rachada, sempre divertido. Pata rachada, Cramulhão. É o cinteco gelado. Cinteco gelado. Essa nunca. Você sabia dessa, Robert? Não sabia. Mas essa daí foi a invenção do pessoal do Porta dos Fundos. Mochila de criança. Mochila de criança. Seja
bem-vinda. Tupaiá. É seu nome mesmo? É meu nome mesmo. Foi vem da onde? Tupá. Meu nome é um nome indígena brasileiro. A minha mãe não é tupã. Então não é tupá. Tupã é o é o deus. É mais ou menos. É. Tupã é o nome que vem do guarani, tá? E no Brasil existem pelo mais de 200 línguas indígenas. Caramba. Tudo isso que sobraram, né? Porque existia muito mais. E é o que a gente tem hoje. A gente tem mais de 200 mais. Então o meu Nome ele não vem do Guarani, o meu nome vem
do Matis, que é uma língua que tá isolada em outro rolê. Sei. E de qual região você sabe? Do Amazonas. Eh, no alto do rio Javari. Eu tenho um jeito horrível de contar da onde meu nome é. Por quê? Você lembra que o do Dom e do Bruno que foram assassinados há um tempo atrás? É a região do meu nome. Ah, entendi. Olha só. Por isso que é horrível, porque eu preferia que ninguém tivesse sido assassinado, né, por esse rolê. Tem essa associação, né? É, mas faz parte. A minha mãe trabalhou lá nos anos, no
começo dos anos 80 e ela conheceu os matiz e ela disse que ela conheceu umas pessoas que ela nunca tinha visto tanta felicidade no olhar. E daí quando ela engravidou e eu nasci, ela achou que era uma excelente ideia. Tupá. Me dá o nome de Tupá. Poxa, eu gosto muito. No Instagram tem mais tupá quando você faz a busca lá. Tupã normalmente. É, é a primeira tupá que eu conheço. Eu também. Aproveita. Eu me conheço. Se apresenta aqui pro povo, dá um oi. Pois e quero meu presente. Ai meu Deus. Bom, primeiro, bom, muito prazer.
Meu nome é Tupagerra, eu sou historiadora, sou especialista em demônio, Cramonhão, essas coisas tod, mas a partir da lente da história. Ah, deixa eu ver o que mais que eu posso me falar. E eu trouxe um presente que fala um pouco de mim também. Deixa eu ver. Vamos ver se você sabe de onde é essa bandeira. Ah, eu eu não sei, mas com certeza o nosso especialista aqui que é o é o Bigoda, ele sabe tudo. Essa bandeira de onde é? Avaí. Brincadeira, mano. Ele podia falar qualquer coisa. Eu não esperava Avaí, né? O Homer
que tá do lado dele. Havaí, cara. Tem saber o Homer, com certeza sabe. É um estado do Brasil. Estado do Brasil. Já facilitou. Eu iria pro Pará. Pará não é com certeza. Aqui, ó, de novo aqui, ó. Homer. Pará não é. Eh, pessoal do chat, deixa eu ver se tá adivinhando aqui. Pessoal já deve ter acertado. Cadê o pessoal aqui? Alguém de lá. Não tô falando nada, né? O pessoal do chat aqui da onde é? Ajuda aí, chat. Acre. Acre. Acertei. Acertou de primeira. Acre, né, pô? Acre do Acre. Vou já deixar aqui no nosso
cenário. Pois não. Então, eu nasci no Acre. Eu sou acriana. Acriana. Então, por isso que eu achei que essa bandeirinha me acompanha. Essa bandeirinha me acompanhou durante o meu doutorado. Eu levei ela para Gringolândia comigo enquanto fazia meu doutorado. Eh, deixava em cima da minha mesa assim. Do Acre Mundo. Do Acre Mundo. Olha só. Nasci capital do Acre, Rio Branco. Rio Branco. Já tive lá. Tá vendo? E você sabe que existe. Diferente de, apesar que eu fiquei no hotel e fiz show só. Eu não não conheci nada lá. Mas, mas já viu que lugar existe?
Já vila. Já fui em Roraima? Roraima. Roraima é o lugar mais longe que eu já fui no Brasil. Eu já fui, eu fui para muito canto porque eu viajava com a minha mãe a trabalho quando eu era criança. E o Brasil é muito muito louco, né? Como ele é muito diferente, né? Você tá no Rio Grande do Sul, se você pegar um avião, vai para Eu morei em no Amazonas também. Morei Morei dois anos em Manaus mesmo. Em Manaus mesmo. Eu tenho família em Manaus. É muito legal lá eh tomar lá o tomar um tacá.
Tacaká que já adormece a boca. Nossa, comer um um x cabôclo assim com tucumã. É maceta, né, que os cara fala é maceta, maceta. E [ __ ] você vai pro pro pra Amazonas, você vai paraa Bahia, você vai para Minas, Vai pro Rio, para para São Paulo, pro Paraná, que, pô, apesar de tá perto do Rio Grande do Sul e Florianópolis, um não tem nada a ver com outro. É muito legal isso no Brasil, muito mágico, né, sotaques e tal, máico. E é muito mágico que a gente tem uma certa união, né? Eu não
vou dizer que a gente é igualzinho tal, mas tem uma certa. Eu sim, eu eu uma uma das coisas que eu acho que uniu a gente, pelo menos no começo, foi a religião também, né? Também, não é isso? Isso acaba sendo também um ponto em comum, não só no Brasil, mas em alguns países. Alguma coisa tem que unir, né, além da língua, né? Mas teve, sabe que foi um rolê, né, quando a gente foi independente, né, quando, eh, Dom Pedro I proclamou independência, aquela coisa toda. Eh, ali naquele primeiro momento, o pessoal da elite, claro,
né, não é, foi todo mundo, pessoal da elite, não, eles iraram e falaram: "E agora, que que é um brasileiro? Como que a gente classifica esse negócio aqui?" E daí eles fizeram um concurso. Você imagina se fosse hoje era total, sei lá, faz um vídeo do TikTok, alguma coisa assim. Sim. Não, para decidir o que que é um brasileiro. Como assim? A gente vai achando que isso sempre foi assim. Aí fizeram um concurso, aí teve um cara que não era brasileiro, que escreve uma monografia. Eh, era um concurso de monografia dizendo, não, já sei, o
brasileiro é a mistura das três. O brasileiro é a mistura do europeu com o indígena e com o africano. Essa isso foi criado por um cara e daí a galera falou: "A ideia é ótima, vamos assumir que essa é a verdade e a partir de agora vai ser ensinado nas Escolas e tudo mais." E daí foi construída essa ideia. Aprendi isso. A gente aprende isso. E não é que não seja verdade, porque só ia funcionar se fosse verdade. Esse tipo de coisa só funciona quando tem o fundo de verdade, né? Mas assim, mas pensar, né?
Toda a o resto da América do Sul se fragmentou em países pequenos e a gente ficou com esse território absurdo, né? Ainda ainda perdemos umas partes e ganhamos outras, né? O Acre, por exemplo, eu brinco que foi o único estado que lutou para ser brasileiro. Pois é, porque o Acre ficou independente três vezes antes de oficialmente ser reconhecido como estado brasileiro. O pessoal usou a falar ai que o Acre foi comprado por um cavalo e foi nada. O pessoal do Acre lutou muito para fazer parte do Brasil. Pois é. Aí o super ufanista, né? Falando
bem do meu estado. Faltou a camisa do Brasil, né? Mas tupá, diga o teu interesse por esse assunto vem da onde? Desde de cedo ou não? Não. Vem um pouco de ser nerd, jogar RPG, jogar médic que eu sei que você fazia jogou ou não? Ah, menos. Eu sempre fui mais do DID. Ah, é? É. Mas diga, desculpa, mas tem essa essa essa coisa, esse interesse pelo sobrenatural vem de jogo? Ah, não sei. Ou você tem teve experiências? Não, não, não, nunca teve não. Não, não. Eu sou, eu brinco que eu não sou nem ateia,
eu sou à toa mesmo. Que eu nem chega a ter vontade de discutir sobre a existência. Ah, não, tá bom. Você quer acreditar, acredita, não quer. Trabal. Isso não, eu já trabalho com isso. Eu tenho que passar o dia todo pensando nesse negócio. Não, não, não é minha vibe. Entendi. Eu, o que aconteceu foi que eu entrei no na história para estudar na universidade. Eu queria estudar história antiga, eh, ou medieval, tá? E tinha um grupo de pesquisa que trabalhava com história antiga. Eu falei: "Quero". Aí o meu orientador na época, né, o professor que
me recebeu, professor Vicente, virou e falou: "Olha, a gente trabalha com antigo oriente próximo e com antiguidade tardia". Aí eu só sorri, acenei e falei: "Sempre quis trabalhar contigo, nossa, tudo adoro, sei super". Não fazia a menor ideia do que que tava sendo falado. E daí então eu fui eh aprender a entender que a gente tava falando do que ali do crescente fértil, da região onde é Jordânia, Palestina, Israel, etc. Essa região. E antiguidade tardia é o que o pessoal fala que é tipo o final ali da antiguidade, começo da idade média. E aí eu
comecei a estudar, primeiro eu estudei o livro de Tobias da Bíblia na minha graduação e no meu mestrado. Por quê? Porque no livro de Tobias, eh, o Tobias, a noiva dele, os sete primeiros noivos dela morrem na noite de Núpcias. Nossa, porque tem um demônio que mata eles. E daí eu f achei muito interessante. Falei: "Como assim, né?" Então eu digo que o meu mestrado foi basicamente sobre matar noivos na noite de núpcias. Olha só que que coisa amigável. É. Ah, eu não casei. Nossa, nada. Morreu, morreu. Até tentei, mas morreram. Olha só que pena.
Mas é porque eu tava curiosa, é parte da historiadora assim, né? Ficar curiosa, tipo, mas o como que os seres humanos pensavam nisso em outra época? Porque e daí a gente volta pra ideia dos brasileiros, etc. a gente tem, a gente acha que sempre foi assim e daí a gente acha que, ah, as pessoas sempre acreditaram no demônio, o demônio sempre foi desse jeito. Isso é uma um pensamento que você deve ter tido também, é pensar quando foi na história do ser humano que ele tava numa caverna, seja lá o que for, e ele decidiu
que existe o mal, existe as pessoas estão morrendo, para onde vão essas pessoas? Quando ele começou a pensar nessas coisas e começou dar nomes, né? Existe um deus, existe alguém que criou tudo? Como que a gente organiza esse parano? Aconteceu uma coisa ruim. Existe alguma alguém que é responsável pelo pelo meu infortúnio, pela morte das pessoas? E como que se desenvolveu isso na cabeça do ser humano? Pois é muito doido, né? Acho que porque um cachorro não tem esse pensamento, né? Que eu preciso orar para Deus para ver se o meu dono vai, para Ver
se o meu, para ver se alguém me dá comida. Não sei. Não tem essa. Você já viu a piada do cachorro e do gato, né? Os cachorros, eles acham que cachorros pensam: "Nossa, esse ser humano me dá comida, me dá atenção, eles devem ser deuses." Já os gatos, olham, fala: "O ser humano me dá comida, me dá atenção, eu devo ser um deus." E é bem como como se comportam mesmo. Mas o que que você acha que na evolução da gente, esse espaço pr pra espiritualidade, ele aparece desde o começo, você acha? Então, é muito
difícil de saber assim quando foi, né? Você vê pelas pinturas que existia uma busca, né? Existia, existia. Eh, muita gente fala que, ah, o ser, os seres humanos inventaram Deus ou Deus inventou os seres humanos. E daí é uma questão de fé que pouco me importa assim, né? É, mas o que eu acho fascinante mesmo, ó, eu batendo microfone, eu sou muito boa em baticrofones. Eh, mas aí o que o que eu acho fascinante mesmo é entender, tá? E como que eles começaram a organizar esse conhecimento, né? e imaginar eh a gente, se a gente
olhar a própria Bíblia, a gente vai ver que nos textos mais antigos da Bíblia tem muito essa ideia de que se você for legal, se você for bom, coisas boas acontecem. Se você for ruim, coisas ruins acontecem. Mas aí você olha a realidade e literalmente não acontece isso, né? Acho que todo mundo conhece gente incrível que teve coisas péssimas e co gente horrível que teve coisa boa. Claro. Bebês que morrem, como que o bebê vai ser ruim, né? Que que da onde vem isso? E daí eu acho que é aí que as sociedades vão começar
a desenvolver essa ideia de tipo, não, talvez tem uma parada externa, talvez tem alguma coisa que vem de fora e ataca a gente, talvez tem alguma coisa que não tá nessa ordem primordial. E daí cada sociedade vai pensar de um jeito, cada sociedade vai chegar numa resposta. Como a gente tem uma tradição católica que antes vem que vem do judaísmo e tals, então a gente tem uma tradição que segue muito essa linha. É, eu falei disso porque eu me interesso muito por por essa por esse estudo do ser humano, né? E uma descoberta na Turquia
até bagunçou tudo isso, né? Porque o pessoal tava na época a gente era coletor e e caçador que a gente não parava e nos reunia. Aí os caras descobrem um templo em Goblitepec, alguma coisa assim, lá em na Turquia, que não bate com a época que a gente já era agricultor e se reunia em comunidades e fazia templos e não sei o quê. tem um templo lá da época que a gente ainda era lá atrás de caçador e e e coletor. Então assim, eh mesmo a a história, a arqueologia tá tentando encaixar no na humanidade
quando que a gente começou a fazer rituais dessa maneira de se fixar, fazer um ritual para algum deus. O o é muito louco, não e é muito louco porque quando você para para pensar talvez não tenha tido um momento que todo mundo se fixou, porque a gente adora colocar em caixinhas, né? É, pode ser ondas diferentes, né? Isso daí a gente coloca essa região foi uma época na na no alto da Europa foi outro e a gente pensa numa linha, né? Parece que o mundo aconteceu numa linha gobeclip TPEP, alguma coisa assim. Vê se acha
esse. Achou, né? Essa daí. Olha só que incrível. É muito antigo isso. É, é muito doido que é historiador. A gente se adora. Olha essas pedrinhas. Quero. Olha só que incrível. Tá andando e fala: "Tropecei numa pedra". O arco logo fala: "Cara, não é uma pedra, calma. Isso daí é um templo e não sei o quê. Não, e porque a gente olha assim, eh, você olha e fala: "Gente, tem um as pedras no meio do chão, que que isso me importa, né?" É. E outra, recortada certinho, né? Trampa. É, por sinal, esse é o negócio
que mais me frustra na internet, é as pessoas falando: "Ai, porque essa pedra tá cortada reta?" Com certeza aliens eu falo, gente, cortar pedra, car tiveram maior trabalho para fazer isso. Imagina os cara lá fazendo aí fala: "Relaxa, um dia vamos falar que foi um alien que fez, vou dar o menor valor para você". Não, e assim, corta pedra, gente, vamos lá, a grande tecnologia de cortar pedra, cortar pedra não é assim uma tecnologia tão É impressionante que as pessoas façam retinho, mas é um negócio que as pessoas podiam já fazer, né, assim, não é
tanto, pois é, não é não é um trabalho de de cientista eh molecular, sei lá. Mas, mas eu não quero que você perca a linha, então, que você tá falando. Tá tranquila, minha linha vai e volta. Eh, mas só muito rápido nesse sentido. Outra coisa que a gente acha normalmente é que as pessoas da antiguidade eram burras. Sim. A gente tem muito essa mania, só que as pessoas elas eram inteligentes, só que elas partiam de pressupostos diferentes, mas elas eram tão inteligentes quanto a gente. E a gente acha também que o conhecimento da humanidade só
acumula e não. A gente perdeu um monte de coisa no processo. A gente não sabe fazer caravela. Pois é. E nem tem tanto tempo assim que o pessoal fazer caravela e a gente não faz a mais remota ideia de como faz. Quant quantos livros foram perdidos, né? Quanta conhecimento não foi passado pra frente, né? É. Então o conhecimento ele não é só cumulativo, tem coisas, eu acho que a gente fica redescobrindo com ao longo do tempo. Pois, mas acho legal o trabalho do do que o que o Camp fez no poder do mito, né, de
tentar ver essa mono, esses monomitos, né, essas coisas que se repetem Sim, em várias culturas ou várias civilizações, mito do do do o herói, né, a essa essa coisa do herói, a coisa da mãe da da mulher relacionada à fertilidade, à terra. Tem certas histórias dilúvio, é uma coisa que se repete em várias histórias, né? Então é meio por isso que eu fui pro meu mestrado, porque você tem alguma explicação para para essas histórias que se repetem em várias culturas que não são nem conectadas, né? Pois é, eu acho que parte da explicação lá o
poder do mito é o poder do mito. O Joseph Campel, ele é bem interessante, tem muitas outras coisas novas legais também nesse processo, mas eh eu acho que tem muita coisa que é meio que lógico. Quer ver um negócio? A ideia de que eh dividir as coisas em quatro, se você mora num lugar que tem quatro estações, é meio óbvio dividir as coisas em quatro. Se você olha paraa lua, é meio óbvio dividir as coisas em quatro. E as pessoas observavam essas coisas, né? Pois é, tinha muito tempo para observar, né? É. Então assim, tem
algumas coisas que eu acho que elas só são meio lógicas ou igual pirâmide. Pra mim, pirâmide é a parte mais, gente, é o jeito mais fácil de empilhar bloco. É, se você for fazer na na areia, provavelmente você vai fazer alguma coisa naquilo, vai afinando, vai afinando e o pessoal fala: "Nossa, tem pirâmides em vários lugares do mundo". Eu: "Nossa, dá para empilhar pedra em vários lugares do mundo. Estou chocadíssima". E outro, os caras trocavam celular também, né? O pessoal do Egito falava com, né? Sim. Não, e tinha muito mais do que a gente acha.
Inclusive as pessoas viajavam mais do que a gente acha, né? Claro que demorava um pouquinho mais, né? O celular é o cara passava, ó. trazia conhecimento de outro lugar para para construção, para para qualquer coisa, né? Não. E o pessoal, os eh a gente os próprios gregos, eles falavam nos textos por escrito, assim, olha, gente, a gente aprendeu isso com os egípcios. Verdade. É, tá escrito lá literalmente. Eles davam crédito. Inclusive eles achavam que o Egito era o lugar mais incrível que podia ter existido. É, eles eram muito muito eh tinha uma reverência muito grande
pelo Egito, assim. Então, e depois o pessoal vai ter uma reverência com os gregos, né? Os gregos, Com certeza. E daí você vai, principalmente no Iluminismo e tal, né? Essa volta e essa ideia. Nossa, eu vou puxando outros assuntos, né? Eu sei que a gente ia falar de demônio, mas a gente chega lá. Vamos chegar. Mas essa a parada que para mim foi uma das coisas mais impressionantes da de história, foi quando eu descobri que as estátuas gregas e romanas não eram brancas no passado. Você sabia? Eu vi isso, uma colorização. Vê se acha isso
depois pra gente, Homer. Eles fizeram uma simulação de como seria. Cara, eu não fazia ideia nisso. Bizarro, né? Só não só as estátuas, como os prédios também, né? Vê tudo branco meio terracota, né? Uhum. por meio não. E sabia que no século XIX a gente tem eh registro de gente no Museu Britânico limpando as estátuas, tirando os vestígios de tinta da estátua? Por que você acha isso? Porque eles achavam que era mais bonito. É. E eles estavam criando. E é isso que é doido, né? Porque cada época do mundo tem essas criações também. Tem uma
estética e a gente acha que é natural, só que tem também influência, né? Você vê foto de São Paulo de anos 60, talvez os anos 70 comparado agora, como ele era muito mais colorido. Sim. carros tudo era mais colorido. Carro antes era azul, amarelo, vermelho. Hoje em dia é preto, branco e prata. E um carro ou outro é colorido. Mas você vê, você via nas ruas era muita cor nas Ruas, não só nos carros, as paredes tudo pintadas. Hoje em dia é essa coisa mais sóbria, né? Sóbria, tudo cinza. Vidro concreto e tal. Então eu
gosto que você vai contra. É muito bom. Vou vou contra. Aqui na minha casa é mais sobre, mas aqui aqui vem gente vem vem. Eu entrevistei autista aqui, né? O pessoal fica perdendo um tempo aqui, né? Muito divertido. E aí achou as estátuas? Estátuas colorizadas. Ah, legal. É muito legal porque isso e e quando a gente fala dessa parada das cores, primeiro que já tinha texto dizendo que as estátuas eram coloridas, a gente adora ignorar texto de outros tempos. Ah, devem deve ter deve ser metafórico isso. Isso. E daí? Mas daí alguém foi lá e
pegou e raspou as estátuas e fez análise de pigmento. E essas reconstruções, muitas delas são baseadas na química que eles encontraram de pigmento na estátua. Mas você falou que os caras tiravam a cor porque achav na na época que estavam tirando era mais bonito esteticamente tudo. E para criar uma ideia de um passado todo branco, porque a gente tá pass falando da Europa em 1800. A branco cor de pele mesmo. Ah, tá. Não esteticamente ficaria mais doos dois. Os dois. Os dois. E daí uma ideia de superioridade, que a Grécia seria a coisa mais superior
que já existiu na face da Terra e daí essa superioridade tinha que Combinar com o que eles achavam que era o mais bonito. Então, coisas coloridas eram do Oriente, coisas Ah, verdade. Porque o Oriente sempre teve essa coisa, né, de muito padrão de cor, muita. Só que aí você vai olhar pra Grécia e na Grécia também tinha. Aí você vai olhar as igrejas medievais e elas eram uma cor só, tudo muito colorido na Idade Média. a despeito dos filmes mostrarem tudo bege, que é bem frustrante, mas não. Eu falo que eu brinco que não é
porque você não tem dinheiro que você não tenha senso estético. Então, ah, os camponeses da idade média, só porque eles eram camponeses não quer dizer que eles não tinham senso estético, não quer dizer que eles não queriam uma roupa legal, não quer dizer que eles não queriam uma casa enfeitada, cada um ia no seu. Ah, essa pirâmide que era, isso é muito doido também, que as pirâmides elas tinham, na antiguidade elas tinham pedras brancas. A pirâmide sim era branca. E essa e essa ponta era dourada, né? É, imagina como que era isso no sol de
longe. Nossa, refletindo, né? Devia ser muito doido. Mas aí o tempo pass legal que a gente pediu estátua, ele meteu uma uma uma pirâmide tranquilo. Tá tá tô achando as estátuas aqui. Não, mas tá chegando. Imagina você trabalhasse numa padaria, né? Vê pão aí para mim. Não, o cara me trans um sonho. Sonho. Um sonho é bom, né? É, pô, me deu vontade agora. Sabe porque você falou? Falei: "Hum, sonho". Mas enquanto ele procura, vamos agora organizar nosso pensamento. Então, por onde a gente começa a falar sobre demônios, Lúcifer, Satanás, Satanás? É da onde vem?
Lá. Aí, essas são egípcios. É, você pegou egípcio. Egípci já é conhecida por ser colorida. Queria estátuas gregas coloridas ou romanas. Não sei que você vai achar mais fácil. Aí o, então vamos lá. A gente falou que os seres humanos eventualmente começaram a reparar, eu imagino que desde sempre, mas enfim, repararam que gente legal acontece coisa horrível. gente horrível acontece coisa boa. E daí eles tentaram pensar em lógicas, né? E cada sociedade foi seguindo por um caminho diferente. E a sociedade eh que vai depois, né, o o judaísmo, que é por que que eu vou
falar do judaísmo? Porque é a corrente que vem depois pro cristianismo e que daí chega na gente, eles vão olhar e falar: "Não, então se pá, tem coisas terríveis que podem acontecer com você por influência externa. Então tem você e tem algo que te influencia. E daí na antiguidade não tinha ainda essa ideia de um mal personalizado. Então o mal ele existia, mas não tinha tipo uma descrição do mal, não tinha uma figura. Isso para mim foi mega frustrante porque eu cheguei para estudar, eu trabalhei com os manuscritos do Mar Morto. Não sei se você
já ouviu falar. Já tive lá inclusive onde foi encontrado. Ai que chique. Eu não. Olha só. Olha isso. É bom demais, mano. É muito bom. Não parece que foi de Lego? É tipo, parece que alguém pintou assim, tipo uma tiazinha lá do Ah, dá aqui, dá um dá tinta guacha aqui pra tia. Isso, vamos pintar aqui. Isso não só essa. Imagina imagina uma cidade em que todas as estátuas são assim no meio da rua. Caraca, engraçado. Muito bom, né? É muito bom. E fora isso, as paredes das casas eram coloridas, o chão tinha mosaico e
é é bom, não era uma explosão de cores e padrões, né? É bom que a gente tá num lugar aqui, tá bem bem representado, bem adequado para falar sobre, né? Aqui é o resto de todas as civilizações antigas que foram sobrando, as coisas a gente, o resto que sobrou o resto. Pois é. Bom, então, voltando pros pro pros seres malignos, eu fiquei frustrada porque quando eu fui começar a estudar no doutorado, né, eh eu lembro até eu fiquei super nervosa de falar com a orientadora, falar: "E aí, posso estudar demônio?" E ela foi super claro,
imagina. E daí eu descobri que no mundo acadêmico não tem nada demais, assim, tem gente que estuda demônio e tá falando de preconceito. É, e de é um tema normal. inga is um tema estranho ou esquisito. Eh, esquisita sou eu, não o tema especificamente. Mas eh, então eu fiquei mega nervosa e tal e eu esperava encontrar de novo, eu venho do RPG, eu Joguei Médic Panz, eu esperava encontrar ali o grimório, né? Esperava encontrar a descrição, o demônio tal faz tal coisa, o demônio livros esquecidos. É, eu tava muito animadações e tal. É, não, não,
não tem não nos manuscritos do Mar Morto. Ah, não, no Manuscrito do Mar Morto não, mas existem histórias. Existem, mas é é mais posterior. Então, nesse momento, em, estamos falando um quê que a gente tá falando aqui de ah 2000 e poucos anos atrás, assim, não. A gente tá falando o quê? 50 anos depois de Cristo. Não, antes. Antes de Cristo, antes de Cristo. Antes de Cristo. A gente tá falando aqui, a gente chama isso de segundo templo. Eh, mais ou menos, eu vou colocar, né? Mais ou menos. É mais ou menos 500 antes da
era comum, até 70 na era comum. Todo esse templo é é o segundo templo que é literalmente quando tem o segundo templo em Jerusalém, tá bom? E daí em 70 ele é destruído e daí acaba o segundo templo, né? E a gente usa, eu uso assim essa coisa de antes da era comum, depois da era comum ou era comum, porque é uma das ultimamente no mundo acadêmico o pessoal se usa mais isso do que tirse um pouco, é, tirou um pouco essa ideia de Cristo. Ia ser. É, mas é a mesma coisa. Mesma coisa, tá?
Então, a marcação do tempo é igual por enquanto. Sim, estamos no mesmo ano. É, embora tenham questões aí, mas depois a gente pensa nisso total. Não, é, é, o cálculo foi feito errado, né? O cálculo foi feito errado. E quantas vezes mudou o calendário nesse período? Verdade. Nos últimos 2000 anos a gente mudou de calendário várias vezes. É, é maior rolê calcular a data antiga. Mas eh, você acha que tem diferença de anos ou meses? Não sei. Acho que os dois. Parece que tem três anos talvez diferente um erro, né? Tem tem vários. Enfim, mas
é é difícil, é difícil calcular tempo. É difícil. A gente, eu só aceito que OK. Tá bom. Mas então, nesse período a gente tinha já a ideia de mal e existe algo que é mal, embora definir o mal é um problema. Eh, até uma piada muito longa de as pessoas me perguntarem, né? Tipo, pá, defina o mal. Aí eu falei, então, né, gente? Mas eles acreditavam que o mal estava incorporado dentro do ser humano? Não, não era algo que tava do lado de fora. E é interessante porque nesse começo você tem uma ideia que eh
tanto seres incorpórios e invisíveis, sei lá, quanto pessoas más meio que estão numa categoria junta. É, é. Eles são os filhos das trevas. Acho bom demais esse nome. Não, inclusive deve ter filme e um monte de coisa com esse título, né? Não, você colocar Filho das Trevas, com certeza vai aparecer alguma coisa, né? Bom demais. Filhos das Trevas é um negócio sinistro. E daí você tem os os filhos da luz, que seriam os aqueles que seguem Deus, e os filhos das trevas, que seriam aqueles que são maus de alguma forma, tá? E a influência dos
filhos das trevas, especialmente esses incorpóreos, te faz ficar doente. Essa é uma das principais coisas nos textos mais antigos. O que a gente chama de demônio hoje, nesse começo, são essas influências que fazem você ficar doente de várias formas. eh, dor de cabeça, dor de dente, alguma doença que você morre. Tudo isso era atribuído a seres malignos. Mas não é também que as pessoas eram burras e achavam que, ah, é só o ser maligno? Não, eles eles tinham tentavam se cuidar também. Sim, tinham várias várias questões, mas normalmente era tipo, ah, toma esse chá dessa
planta e reza para isso daqui e faz essa oração aqui. E daí eu encontrei esse. Foi muito frustrante porque eu achava, né, que eu ia ter tudo certinho. Eu não tinha tudo certinho, tinha essas descrições muito vagas do que que era. E eu fui entendendo porque cada texto era de um jeito, eu fui entendendo que não tinha assim, não tinha o saque central do judaísmo da antiguidade para todo mundo Dizer: "Então, gente, o padrão é esse, todo mundo vai seguir esse". É, não existia. Na verdade, tem eh existem muitas vertentes, não só judaísmo, como várias
outras religiões, porque por mais que as pessoas viajassem, a galera não tinha como se comunicar tão rápido. Em cada região você tinha influências ali outras e as pessoas iam interpretando diferente. Então você tem, é muito difícil dizer, ah, como era o demônio na antiguidade, porque cada lugarzinho que você vai ter algumas diferenças do que que é. É, o que todo mundo mais ou menos concorda é, existem coisas ruins que te fazem ficar doente ou que te fazem eh se afastar do caminho e fazer coisas ruins também. Fazer coisas ruins. Sim, sim. Quando você mata uma
pessoa, é você é influenciado por pelo mal ou não? Nesses textos é menos isso. Não é mais o tipo, se você não segue as leis de Deus, você pode cair sob a influência desses seres, mas não necessariamente que do mal. E daí, claro, você vai começar a organização do que que é esse mal, que daí depois no Novo Testamento vai tá bem mais organizado. Já no Novo Testamento você vai ter mais a ideia de exorcismo, você vai ter ideia de cois. E é interessante porque na antiguidade você tinha eh pessoas que o ou pagãos, né,
pessoas que não eram eh cristãs e tals, que falavam: "Ah, o melhor exorcista é um judeu, chama um judeu. Você tá precisando de um exorcismo, chama um judeu." E eles fazem esse papel. É, pelo menos é o que os textos dizem pra gente, né, que daí esse é outro problema de história, né? Eu eu acho que historiador é o pior tipo de gente para fazer conteúdo que a gente adora falar, não, talvez, depende mais ou menos. O que sabemos até agora é isso, de acordo com as fontes, mas é porque tem coisa que a gente
nunca vai saber. a gente tem uma probabilidade, sei lá, 80, 90% de chance que fosse assim, porque a gente tem um texto, porque a gente tem um vestígio arqueológico, porque a gente tem, a gente soma todas essas ideias e chega numa conclusão, mas certeza, certeza absoluta não tem como ter, porque 2000 anos atrás, né? Se eu acho que nem que inventasse uma máquina do tempo dava para ter certeza. Mas o fato é que nesse começo, então, você tem algumas figuras já, tipo belial e que são vistas como ruins, mas é muito doido porque a palavra
belial, por exemplo, ou a palavra mástema são palavras em hebraico. Então, e em hebraico não tem letra maiúscula, pelo menos não hebraico antigo. Então, e não tem ponto final também, não tem pontuação no texto às vezes. E daí como que você sabe se isso é um nome próprio ou não? Porque fala o anjo de Mástema pode ser nome próprio ou pode não ser nome próprio. E aí, como sabe? Não sabe. Na verdade, você vai ali no contexto, vê se o tá sendo utilizado como se fosse um nome próprio ou não. Que isso? Isso é a
imagem do do Belial. É uma representação. Então, é contemporâneo. É representação, né? É porque é isso. Nos textos antigos não tem imagem nenhuma, tá? Para eu não dizer que não tem imagem nenhuma, nenhuma, nenhuma. tem um manuscrito do Mar Morto, eh, 11Q11, que tem uma uma frase, porque eles todo quebrado, né? Manuscrito é um negócio, a gente encontrou pedacinhos. Eh, para as pessoas terem uma noção, não olhar. É a foto da da do manuscrito do Manorto, ele todo coladinho meio as partes que faltam e tal. Você você vai achar aí, né? Pr vocês terem noção,
gente, são cerca de 15.000 fragmentos que dão mais ou menos 900 textos. Então assim, é como pegar um livro, é um quebra-cabeça, picotar. É um quebra-cabeça que você não sabe qual era o quebra-cabeça original. Você não tem a você não tem a caixinha não. E você tá faltando peça. É. Então é faltando peça e você não tem a caixa com a figura que vai montar. Não. Inclusive a gente sabe que o pessoal que trabalhou no começo montando esse quebra-cabeça não dava conta de ficar muito tempo, que dava uma pirada assim na cabeça de de ficar
lá o tempo todo. Imagina dias e dias e dias com os papelzinhos, uns pedacinos desse tamanhinho e enfim. Mas então no 11 que 11 que é a eu já falando as coisas, esse é um que tá bem bonito. É, esse tá faltando pouco pedaço. É, eu acho que esse daí tem as linhas. Eu ia falar que era o rolo de Isaías, mas tá com as linhas. Eu não tenho certeza rolo de Isaías. Eh, mas depois você Mas tem mais, viu? Bem mais outros aqui. É, coloca os mais quebradinhos. Os que eu trabalhei eram todos bem
quebradinhos. Os meus bebês. Eu falo que são os meus manuscritos, né? Não tem nada de meu. Sim. Mas o num dos manuscritos 11 que 11 é o nome dele, porque a gente coloca esse nome para facilitar, que não parece facilitar a vida de ninguém, mas eu juro que facilita porque, ó, 11 é o número da caverna onde o manuscrito foi encontrado, que significa que é de Curã e o outro 11 é o número do manuscrito em si. Então, consigo saber de onde é. Entendi. Nesse tem uma descrição que fala de um ser, eh, e que
fala assim, eh, o seu rosto é um rosto de tá quebrado esse pedaço. Não tem. Putz, tava esperando ela falar e não tem. Eu sei, não tem. E daí na linha seguinte fala, ó. Esse daí já tá um pouquinho mais é, já tá mais quebrado, mas não é a imagem que veio na cabeça quando eu visitei lá o museu e tudo mais. Tem uns bem escuro, marrom escuro, todo fragment. Parece parece um mapa monte antigo, sabe? Não. E é porque é couro, né? É, é couro, né? É couro. O pergaminho é couroade. Assim, tem um
outro manuscrito que é papiro, mas a média deles é couro. Então escurece, né? Couro escurece. Inclusive, Tem vários deles que a gente só consegue ler com foto com ultravioleta e coisas do tipo assim, para mudar a resolução e o contrasto. Isso. E daí, continuando a descrição, o sea, seu rosto, né, sua face é uma face de sei lá o quê, algo. E seus chifres são chifres de sonho ou de ilusão. A palavra pode ser traduzida como sonho ou ilusão. Só que você concorda comigo que chifre de ilusão ou chifre de sonho não é um é
e não é uma descrição física, né? Não, não é uma descrição muito mais aí, ó. Esse aí, por exemplo, é um papiro. Olha, tudo fiapado, né? É por isso que eu quer ver como pro para quem tá vendo a gente saber impressionar as pessoas, olhar pro manuscrito e falar: "Isso é um papiro? Isso é um pergaminho". No papiro, se vocês olharem ali, dá para ver bem as as linhazinhas das fibras. Verdade. E no couro, se você olhar bem de pertinho, você vai ver os poros. Entendi. Então fica aí a dica pras pessoas reconhecerem. Esse é
um papiro e isso não tá em hebraico. Enfim. Aí eh, então não é uma descrição física. E daí quando eu li isso, eu falei: "Cara, eles não estão preocupados em descrever fisicamente, isso é uma coisa que eu quero saber. É, o pessoal da antiguidade não tá nem aí para essa descrição físico, que eles querem outras coisas." E daí aí que eu fui, nossa, respirar fundo, doutorado, né, gente? 4 anos e meio desse negócio. Aí eu fui respirar fundo e tentar entender e falar: "OK, então o mal para eles, a despeito de ter uma coisa que
é de fora e tals, não é super Personificado do jeito que a gente imagina. Não é tipo Pokémon de demônio que vai ser depois, né? Não tem isso ainda. Eh, fora isso, hierarquia e tudo não, nada disso. Isso tudo vem depois. Isso é tudo idade média. Ali nesse começo é mais as pessoas tentando entender o que que acontece de ruim na vida delas. Uma ideia de anjos, por exemplo, nessa época tem. E não tem a contraparte não de anjo caído. Ah, aí a gente chega num outro ponto interessante porque eh você tem nessa época já
uma um livro muito famoso. É muito famoso, né? Nossa, todo mundo tá na tá na boca da juventude. É, é o Harry Potter da época. Isso. Livro de Enoque. Exato. Que é apócrifo, né? Embora não entrou na Bíblia, né? Não entrou na Bíblia. Nossa, né? Porque na Bíblia da Etiópia entrou. Era nosa. Entrou. É. Tá. Então assim, é muito doido porque quando me fala isso não tá na Bíblia, eu falo em qual Bíblia? Porque o livro de Tobias tá na Bíblia dos Católicos, não tá na Bíblia dos protestantes. O livro de Enoque não tá na
nossa Bíblia, tá na Bíblia na Etiópia. Então assim, né, tem é a Bíblia protestante tem livros a menos do que na Católica. Quatro, se eu não me engano, não é? É. Então, se for para estudar, se for só para estudar no sentido acadêmico, eu recomendo comprar a Bíblia Católica, porque tem mais. O Vinícius aqui falou: "Af, vai utilizar apócrifo." Calma, calma, Vinícius. Escuta primeiro. Vinícius. Inclusive o livro de Enoque, embora seja apócrifo, eu não vou nem usar o argumento da igreja da Etiópia. Eu quero fazer um episódio só sobre o livro de Enoque, porque tem
muita coisa lá, não é? Uh, pode me chamar. Ah, eu me convidando para voltar. Você, uai, eu venho, ué. Eu venho, uai. Quero chamar você e o Estranha História. Conhece o Estranha História. A, a gente vai se divertir muito. Hum. Que que tem nesse eh do Antes de eu falar o que tem no livro de Enoque, só uma coisa importante para as pessoas saberem, a gente tem comprovação de que as pessoas que escreveram o Novo Testamento conheciam e leram o livro de Enoque porque ele é citado no Novo Testamento. Eu não sei de cabeça que
é citação, mas tem tem a citação, tem citação ao livro de Enoque no Novo Testamento. Então o pessoal fica assim, circulava esse lá, circulava. O pessoal, ah, é apócrifo, é apócrifo, mas as pessoas conheciam. Algum momento definiram isso. Mas isso e assim é importante a gente entender que por mais que, desculpa, não, não, pode ir, pode ir. Por mais que o livro seja apócrifo, ele é um livro eh que ele ajuda a gente a entender como que no passado as pessoas pensaram naquilo ali, tá? É meio estranho, mas é verdade. Porque se a gente pega
um texto de 2000 anos atrás, lê com a nossa cabeça de hoje e acha que vai entender tudo, não faz sentido. E daí o livro de Enoque ajuda a expandir e em termos pro pessoal da Marvel, ele é o universo expandido, gente. É isso. Então tem tem o o canon, né? Tem aquele aí você tem os o Arif, os universos multiverso, né? Multiverso bíblico. Muito bom, cara. Gostei do multiverso bíblico. É. E daí você tem o livro de Enoque. E o livro de Enoque ele vai falar porque em Gênesis você tem ali aquela ideia de
que os anjos, na verdade não, não os anjos, os filhos de Deus, porque a gente às vezes traduz para anjo, mas o que tá escrito lá é filhos de Deus, que os filhos de Deus se apaixonaram pelas filhas dos homens e desceram a terra. Sim. E daí tiveram gigantes e daí dilúvio. Gigantes ou os os os nefilins. Nefelins. Tem também aquela história dos vigilantes que não sei se é a mesma história dos 30 anjos. Isso. Só que esse detalhe dos 30 anos. Ah, isso não tá na Bíblia, não. O que tá na Bíblia é só
esse resuminho. Ah, só isso. Isso já é de algum outro livro que não tá na Bíblia no livro de Enoque. Fala do Eles trazem conhecimento pros seres humanos. Isso. Tanto o livro de um é para metalurgia, outro é não sei o quê. Isso. Maquiagem. É maquiagem também, tá? Maquiagem também. Essa coisa terrível. Essa coisa terrível, cara. Trouxeram pra gente só coisa, só coisa boa. É, eu gosto muito que o pessoal fala porque a maquiagem engana as pessoas. Gente, sério que você olha pra pessoa de boca verde e pensa: "Nossa, acho que ela tá de, acho
que ela tem naturalmente a boca verde". OK, né? E outra, né? Aí inventaram agora o filtro do Instagram. Ah, eu vou encontrar pessoa, não vou reconhecer porque é tão Mas é legal saber isso. Eu não sabia que tava no livro de Enoque, lance dos vigilantes. Preciso ler. Pois é. E daí por isso que é tanto o livro de Enoque quanto o livro de jubileus, que faz parte do que a gente chama de literatura enótica. O evangelho de Judas tem is aí. Esse é mais pra frente. Esse não tá no J. Então, então vamos falar do
Enoque que que ele traz de Enque. Então, o Enoque ele traz justamente esse universo expandido. Ele vai explicar, tá, o que que rolou, quem são esses filhos de Deus? Quem são as filhas dos homens? Por que que é um problema eles descerem pra terra? E daí vai falar porque eles ensinaram que tem dilúvio depois para matar esse esses esses seres que surgiram híbridos, surgiram, inclusive o Golias, né, de Davi Golias, o Golias seria um desses e neflins grandes, né? Até inclusive do Davi Golias, é, já vem de um período um pouquinho depois que a galera
que conhecia a história dos Nefelins, Certo, conheceu a história David Golias e falou: "Gente, como que a gente que como que a gente encaixa? Onde que funciona essa com essa?" E daí as pessoas iam pensando porque, né, tentando entender. Assim como se você voltar na Grécia, eles falam das cinco idades do mundo. Você tem a idade de ouro, a idade de prata, a idade de bronze, a idade dos heróis e a idade de ferro. Que maravilha. E da é muito doido que a idade dos heróis tá aqui no meio de de graça, né? O problema
é quando eles estavam contando a narrativa, onde que eles iam colocar o Hércules? Onde que eles iam? Porque a idade de a idade de ferro é a gente, que não presta muito para coisa. A idade de bronze era um pouquinho melhor que a gente, então eles eram um pouquinho melhores, tal. E daí os heróis eles são melhores que o pessoal da idade de bronze, mas eles também não são, mas eles viveram mais perto. Então onde que a gente coloca? Criaram a idade dos heróis. No livro de Daniel, você vai ter ali no livro de Daniel,
que tá na Bíblia, né? Eh, você tem a estátua que o rei Nabuco Donosor sonha com uma estátua com os pés de e de bronzeal. É a mesmo esquema. E cada uma dos metais é baseado no livro de Daniel com o império mundial, porque eh cada parte se referia a uma fase, né? Isso. Então, a mesma, tá vendo? Como é uma ideia muito semelhante? Eh, e nesse caso a gente sabe que eram povos que se conheciam, se conectavam. Então, Dá pra gente saber que voltar. Então, no livro de Enoque tem essa questão dos anjos descerem
os os filhos de Deus. Eu coloco isso porque o termo anjo é uma tradução, é uma tradução de português de mais de um termo em hebraico. E daí quando uma língua tem mais de um termo paraa mesma coisa, eu me pergunto se não é porque eram coisas diferentes para eles, né? É, então, possivelmente, enfim, os filhos dos homens descem e os eh os filhos dos anjos descem, ensinam as coisas proibidas, maquiagem, metalurgia, pãs, ervas, eh criam essa geração de bastardos que são os gigantes e que são aterrorizando o mundo. Tem o dilúvio, esse momento terrível.
Pois é. E daí a gente vai pro livro, eh, de Jubileus, que é esse outro livro que é próximo do livro de Enoque, faz parte do mesmo contexto de literatura, né? E no livro de Jubileus fala que depois do dilúvio, engraçado isso, eu nunca tinha ouvido falar livro de jubileus. Jubileus, ele é bem legal também. Tenho falado, né? Quando de Enoque, não, o Enoque é mais famoso, mas os dois fazem parte, a gente chama os dois de literatura enóquica, os dois fazem parte do mesmo coisa, do conjunto de ideias. Inclusive os dois a gente ainda
classifica eles como textos apocalípticos. É mesmo, porque apocalipse significa revelação, né? Eu também, eu achei o máximo quando eu descobri isso. Eu me senti muito esperto. É, tanto que é revelations, né, em inglês, né? E daí o apocalipse existe toda uma literatura que a gente classifica como literatura apocalíptica, que são é literatura de revelação. Então, você tem Literatura contando como que é o céu, como que é o inferno, enfim, essas coisas tod. Aí, eh, depois do dilúvio, os seres humanos começam a fazer besteira de novo, né? E daí tem um anjo que é o anjo
de Mástema. que é o responsável por punir os seres humanos. Aí ele chega para Deus e fala: "Então, tô com problema. É muita gente e eles fazem muita besteira. Eu não dou conta de punir todo mundo. Eu preciso de ajuda. Aí Deus fala: "Não, Tatsuça, eu te dou 10% dos espíritos dos bastardos para te ajudar." Ué. E essa seria a origem dos demônios. De acordo com o livro de Eles eram mercenários, trocavam o serviço por almas. Não, eles eram almas as que trabalhavam pro pro anjo de Mástema. Nossa, não sei se eu entendi o anjo.
Pensa assim numa agora a gente tem uma hierarquia, tem Deus, Deus, aí tem a corte celestial dele e nele tá o anjo de Mástema. E daí ele precisa de pessoa de de seres ajudantes. São os o 10% das almas dos bastardos, dos gigantes. Almas é pessoas mortas. Não, os bastardos, os os gigantes que foram mortos no dilúvio, os nefelins. Isso. Então, 10% das almas/ra espíritos barra, enfim, dos nefelins trabalhariam para Mástema para punir as pessoas. [ __ ] essa origem de demônio é muito louca. É muito louca, né, cara? E essa é uma origem, ó,
de Isso tem texto de mais de 2000 anos atrás. Nada a ver com anjo caído. Então não, na nessa explicação não tem a ver em alguma medida, porque são os anjos que desceram, verdade, verdade, verdade. Mas mas são os bastardos, a alma do bastardo do filho é um outro caminho% dos que isso é o outro caminho todo muito doido. E só que assim, ah, mas por que que eu nunca ouvi falar nisso? Por que que isso não Porque tem muitas teorias ao longo da história e essa não ficou tão famosa e algumas vão vencendo, né?
Isso. Out outras vão vencendo e outras vão caindo em esquecimento. É literalmente. É tipo os anjos. É, vão caindo. E daí então você tem essa explicação que fica por um tempo e você tem já no período ali do século na época que Jesus existiu e tudo mais, né? E eu tô falando, assumindo que Jesus histórico existiu. Eh, você tem então essa preocupação das pessoas, que que a gente faz com o mal? Como que a gente, né, como que a gente se protege, como se defende. E a os textos eles falam muito em segue as leis
de Deus. Exato. Eh, não abre brechas, né? Abre brechas. Quais são as brechas onde o mal entra, né? Fidelidade. Eh, que mais? Nos manuscritos do Mar Morto, eles falam que existem as três redes de Belial. É, se você cai em uma das redes, dinheiro também, não é? Deixa eu ver se eu lembro delas. é mal dizer o é ser desonesto com alguém, você faz uma promessa e é desonesto com aquela pessoa. É infidelidade ou na verdade não só infidelidade, qualquer pecado relacionado outra pessoa. Não, não, qualquer pecado relacionado à luxúria e enfim. E o terceiro
tem a ver com dinheiro, tá? E daí nesse livro, isso daí é um livro dos manuscritos, Mar Morto, não tem, que fala que se você cai em uma, por mais que você saia, você tá muito mais, pode ser que você ca em outra a qualquer momento assim. Então vai ficar nesse rolê assim. Entendi. E daí eventualmente então temos essas ideias, só que a gente tem que lembrar que o mundo é um lugar grandão, né? Então tinha outros povos pensando em outras coisas daqui, é só ali naquela região bem pequenininha. E daí o cristianismo vem, né?
Eh, e tem muito essa ideia de que tem demônios e seres malignos. Mas de novo, lá na Bíblia, se for voltar, não tem uma descrição do tipo, ah, o demônio tal é do jeito tal, o demônio não tá isso, não tem. Aí você vai ter isso depois, sim, especialmente durante a Idade Média. E eu não tenho uma relação 100% igual, mas Em geral quando a gente tem alguma grande tragédia ou pandemia ou alguma coisa assim, o interesse por demônios e seres malignos aumenta logo depois, pensando em termos de sociedade. E eu acho que é muito
por isso de, tipo, de repente um monte de gente boa morreu e etc. E as pessoas buscam explicações que acalmem elas, né? E daí você vai ter mais interesse, você vai desenvolver mais essas histórias. E daí ali no começo, eh, alguns milênios, alguns centenas de anos depois, a gente vai ter mais uma representação física desses seres malignos num negócio que eu sou apaixonada, as coisas que eu sou apaixonada são as tigelas mágicas. Você já ouviu falar nas tigelas mágicas? Inventou agora. Inventei agora que eu sou ser humano. Ela não pensou nisso antes. Agora tigelas mágicas.
tigelas mágicas ou magic bows. Eh, em inglês, eu não sei se a tradução em português é efetivamente tigelas mágicas, mas são tigelas que foram encontradas com bucas, né? Combucas. Isso. Elas são com bucas ou tigelas de barro que foram encontradas em escavações arqueológicas. Elas datam mais ou menos ali do ano 600, 500, 400, enfim, da era comum já. E nessas tigelas tem uma, é uma tigela de barro com coisas escritas dentro. dentro, normalmente em hebraico, eh, citando Deus, Jesus e outros deuses também tem uma mistura ali, tem. E no meio tem um desenho de um
demônio normalmente acorrentado. E essas tigelas foram encontradas em eh enterradas embaixo de casas. Poxa. Então, a gente acredita que isso era algum tipo de ritual de proteção, até porque a descrição normalmente é tipo proteja tal pessoa ou aprisionamento de um demônio, talvez, né? Algo por aí. E os demônios das tigelas são as coisas mais fofinhas. Ah, são fofinhos, não são assustadores? Não, para mim pelo menos não. Será que a gente acha isso aí? Essas imagens. Tô procurando aqui. Qual coisa eu posso mandar alguma aqui do Tá? Magic Bow. É, é, procura em inglês, é mais
fácil de achar um pouco. Mas então, e daí você já tem mais um imaginário de como que eles são, como que com chifre. Já com chifre também. Eu gosto que lembra que eu f aquele texto que eu comentei com você já fala de chifre, né? seja um chifre de ilusão barra sonho. É, mas essa ideia dele vermelho, chifre, enxofre, rabo, isso vai desenvolvendo aos poucos. Vão acreditando. É, tanto é que na Idade Média você tem muito demônio que não é bem assim. Ah, eu também gosto muito de demônio medieval. É, eu tô lembrando das pinturas
medievais sempre com esse demoninho vermelhinho e chifre e cavanhaque. Só tem com o cavanhaque, né? Cav. Não, mas o universo espelho do Star Trek nos comprovou que quem usa cavanhaque é malvado. Verdade. Que é os são clingles, né? Não, só os clingos, quando eh todos os episódios do universo espelho, quando eles vão pro universo espelho, o pessoal Tá de cavanhaque, o Spock tá de cavanhaque, tal. Você sabe que é o malvado porque ele usa cavanhaque, a regra é clara. Vem nessa ideia do demônio antigo, né? É, mas tem muito demônio medieval que é desenhado em
azul, é desenhado em preto, ele tem, tem uns que tem, não tem chifre, tem ai uma tigela mágica. Cara, olha o desenho bonitinho mesmo. Eu falei, eu acho fofinho. É um demônio. Como que Mas como que sabe que é um demônio? pelo que tá escrito em volta. E o que que tá escrito mais ou menos assim? Ah, é um ritual mesmo, é um ritual, uma oração, né, pedindo que proteção pr pra sua pra filha de tal pessoa. Essa especificamente eu não vou lembrar a tradução, né? Mas assim, que meio egípcio, né? Não tem tem misturas,
né? A gente tá ali numa região e a gente sabe poruk tá em volta e porque a gente sabe reconhecer quem estuda isso, né? Eu não estudo tanto essas tigelas, mas a gente consegue ver do tipo, ah, tem uma, tá segurando uma arma na mão, tem chifre, tem, enfim, é, tem, tem uma coisa no nariz, né? Tem uma, não sei se é só um nariz ou ou tem algum alguma coisa, algum adorno, né? Daí eu não sei se ali as unhas são compridas e daí isso é uma coisa assustadora. Tem essas faixas, né, nos braços
e nas pernas, né? É. E tem os outros que eles estão acorrentadinhos assim. Tá. Eh, e mas aí a gente já tá desenvolvendo um pouco essa ideia, né? Eu também acho que é importante lembrar que a galera aí tá desenhando literalmente num num pote de barro, né? Não dá pra gente cobrar também a que material que tava usando, né? Não tinha Faber Castel na época, né? Então, pessoal, ele tá fazendo outra lapiseira. Lapiseira. Você contar que o objetivo é outro, né? Se o seu objetivo é proteção, você não tá ali necessariamente para desenhar o negócio.
Você quer se livrar do demônio. Aí o demônio chega: "Eu não vou, não vou embora porque o desenho está muito ruim". Aí, ó, tá vendo? Tem outros. Olha, aí tem escrito pra caramba. Aí escreveu muito mais coisas. Muito mais, porque cada e esse daí tá com os bracinhos assim cruzado, tá? Tem um cabelão. Você vê, é muito interessante assim. Muito interessante. E tem muitos desses que não estão nem descritos ainda. Ninguém. Você falando disso por mesmo? Porque a gente tá falando de como que os demônios se parecem. Ah, certo. A gente tá falando de como
que ah são representados. Isso. Qual que é o qual como que apareceu? E aí a gente vem também pro termo diamond, né? Diamond. Sim. E que Diamond é um termoem é um termo em grego. Então ele vem da Grécia e ele não representava necessariamente seres malignos, não. Eram seres, eram seres ambíguos. Tá, eles podiam te ajudar ou te atrapalhar. Vem daquela ideia lá do Oriente do do do Eh, não sei se é do povo egípcio, do povo eh da Arábia, da do Oriente Médio, do dos dos jeans. É, dos jeans. Tem alguma coisa a ver?
Os jeans são depois, tá? Os jeans são depois. Então, Diamond é um o Diamond, ele é um, ele é meio quase como uma inspiração e ao mesmo tempo ele é um, ele é um termo que é um ser que ele é bom ou mau, ele não é nem bom nem mau, mas ele faz a conexão entre a terra e os deuses. Então ele consegue meio que levar mensagem, ele consegue meio que fazer essa essa relação. E daí com quando tem o Novo Testamento, quando tem esses outros textos, eh esses textos são escritos em grego. Os
o Novo Testamento é escrito em grego. é um grego chamado de coiné, que é um grego simplificado entre aspas. Não é simples não. Eu já tentei estudar, estudei mais de 5 anos de simples não tem nada esse negócio. Mas enfim. Eh, e no Coiné, então eles vão pegar esse termo diamond que falava desse ser que era ambíguo, que podia ser bom ou podia ser mau, e vão usar ele para traduzir, para escrever sobre coisas que são só más. E daí isso vai solidificar e daí Eventualmente vai chegar no português como demônio. Entendi. Mas vem daí.
E por isso que é um erro, inclusive, não sei se você, você deve lembrar, mas quando saiu aquela onda de o evangelho de Judas, sim. Eh, no Evangelho de Judas, aquele texto, tem lá falando: "Ah, porque diamonds, não sei o quê, não sei o quê". A primeira tradução, que foi a que ficou famosa, eh, o pessoal falou assim: "Olha, eh, tá aqui falando de Diamond e Diamond não é malvado." Logo, esse texto aqui tá falando que não, que Judas não é malvado. Só que aquele texto é do século, acho que é do século 3 ou
quatro. No século 3 ou 4, Diamond só se usava para coisa malvada. Ah, era, sei lá, 400 anos antes que as pessoas usavam pro ser ambíguo. Então isso é muito importante. Isso é um erro que as pessoas cometem muito em história, é ler um texto e achar que entende o que que significa as palavras sem pensar em qual período aquela palavra tá. Isso é muito, né, assim, é muito frustrante. Claro, claro. Eh, então assim, o diamon vem daí que vai para demônio, né? Daimones e demônios. E daí pro latim, porque as coisas foram traduzidas pro
latim, porque a igreja virou e falou: "Gente, tá uma zona. Metade dos textos estão em hebraico, metade tem uns em aramaico, tem uns em grego. A gente, cada igreja tá traduzindo seu, tá bagunçado." E daí eles criam a Vulgata, que é uma versão em latim, que passa a ser a versão oficial da igreja. E é por isso que por muito tempo a Bíblia só era transmitida em latim, que a ideia era tentar Controlar a coisa. A gente sabe interpretar isso. É, mas não só isso, a gente sabe interpretar. O texto vai se manter igual. Ah,
tá. Porque tá, o pessoal tá copiando a mão, não tem tradução. A gente sabe copistas, né, né? Toda vez você traduz, você muda alguma coisa, não tem como. Claro. Até porque tem palavra que não tem referência e direta em outra língua, né? E daí você vai, você vai adaptando, né? Por isso que eles traduziram. E daí do latim que vem a palavra diábulos e daí vem o diabo. Então, demônio diabo. Vem de diamond. É uma, é uma tradução de diamond. Diamond, diábolos. Isso. Pro lado. Diabo. É. E por isso tem demônio e diabo. São palavras
que vem de lugares diferentes. Então, mas tem a no começo, eles têm a mesma o mesmo significado. Sim. Em geral eles são é uma tradução, um é tradução do outro, depende em qual língua tá escrita. E depois em português, ah, sei lá, alguém que tá ouvindo a gente tá falando: "Ah, mas na minha igreja é diferente". Tá tudo bem, na sua igreja é diferente, tá tudo certo. Mas etimologicamente, voltando à origem da palavra, é uma tradução de um pro outro. E daí o outro nome que todo mundo usa muito que é Satanás, é Satanás. Eu
só lembro da bruxa do 71, porque eu sou uma pessoa idosa. Satanás tem na Bíblia? Tem, mas não do jeito que a gente pensa. Tem Samael, né? Mas tem shitã. Shaitã. Que que é Shitã? é o que vai virar Satã, que vai virar Satanás. Porque tem uma tem uma teoria que Samael é o anjo caído, né? Isso tem essa teoria. Mas se a gente pegar o livro de Jó, tá, no livro de Jó tem um personagem que é Satã e é o Satã que eu falo que é o cara da pilha errada, que vira para
Deus e fala: "Então, ele é assim porque ele tem tudo. Se tirar as coisas dele, vamos ver o que ele vai ser." Vamos ver. É 100% pilha errada, né? acordou um dia, falou: "Eu vou infernizar esse Jó tá muito de boa, eu quero aí eu vou fazer uma batalha aqui." Isso. Só queitan é chamando chamadoitã na na é em hebraico, né? Hebraico. Só queitan, a palavra ela significa adversário. É. E daí? Mas o o Luúcifer é chamado muitas vezes de não, de adversário também. De adversário também. também, mas o Lúcifer é outra outro rolê, já
chega nele. Bom, aí o Shaitã é o adversário, ele tá ali Eh porque fala no livro de Jó que ele faz parte da corte celestial. Se ele faz parte da corte celestial, ele não é um demônio, não é um anjo caído. Ele tá lá na corte com a galera. E daí tem uma teoria, porque tem, né, dentre as várias, tem alguns pesquisadores que acham que esse texto foi escrito numa época do exílio e que existia na corte, eu acho que sassânida. Eu posso estar muito errado qual das cortes, mas a corte do exílio lá e
um uma pessoa que era esse adversário, que era um cara que ficava na corte e que ele trabalhava justamente para ser o acusador, o adversário, o cara que ficava, não, mas e se você fizer tal coisa, ele vai realmente tá do seu lado? Então eles acham que tem vários pesquisadores que acham que essa função do o adversário nesse texto não é o nome próprio, aquela coisa de não ter o a maiúscula, porque tá falando o adversário e não tá falando o Satanás, é o nome próprio, o nome próprio. E daí, enfim, ele vira, mas aí
eventualmente ele chega pra gente. O Luúcifer aí é outro rolê, porque o Luúcifer é uma tradução também do hebraico e no caso, a passagem que fala de Luúcifer na Bíblia fala só do de uma estrela que caiu, uma estrela que desce do céu. Estrela da manhã. Isso é literalmente uma estrela, até onde todo mundo que eu, sei lá, a boa parte dos pesquisadores da área, não sou, concordam que é uma referência a uma estrela e é uma referência a um rei específico da antiguidade. Porque é uma referência, agora eu não vou lembrar não, hã, Ciro.
Ciro, isso é uma referência à queda do governo dele, não é uma referência a a a um anjo caído. Só que mais tarde isso vai ser interpretado e vai no folclore e tudo mais vai ficando como isso. Eventualmente e quando se traduz do hebraico pro latim traduz como Luúcifer, né? Aquele que traz a luz porque é estrela dava, porque é estrela da manhã, que é literalmente o nome da estrela, o Morning Star, né? Morning Star. Sinal muito bom, excelente seriado. E eu inclusive eu gosto, eu gosto do do das quadrinhos. É, eu gosto do quadrinho
também, mas que no o moço do seriado novelinho é mais novelinha e tal. Não, e eu durante o doutorado eu totalmente fala: "Não, gente, eu tô trabalhando aqui, eu preciso muito ver esse moço desnudo aqui na TV". Eu preciso assistir para entender. Coloca o Lucifer da série e se achar claramente trabalho. Acha o Luúcifer da série do Sandman. Tá bom. Coloca Sandman Lucifer vai aparecer também o eu totalmente diferentes. São propostas totalmente diferentes. Eu gosto muito do quadrinho também, mas enfim. Coloca coloca um personagem mais andrógeno, né? Bem mais e funciona. Não é meio homem,
meio mulher, você não vê uma figura bonita assim, né? Eu gosto bastante. Ah, eu gosto de sma é muito bom. Sem volta pros demônios. Vamos lá. Eh, então aí e essa ideia de Lúcifer, ela vai se desenvolvendo ao longo dos séculos. E daí a gente tem, por exemplo, onde que ele aparece um pouquinho mais. É no inferno de Dante, mas eu acho o Lúcifer do inferno de Dante bem aborrecido. Como que é a figura? Ele descreve fisicamente, tá? Descreve que ele tá parado, ele tá, ele é gigante, ele tá parado no lago de gelo. Aí
é bem decente isso daí. Série, né? É. Ele aparece com menos roupa na série, com bastante frequência. Às vezes. É, a Fabi com certeza assistia essa série aí só para ver o cara. É, eu acho justo. Tudo certo, era um cara da Inel mesmo. É, não era um grande golpe. Não era um golpe. Não, cheg, chegou aqui, sou o cara da Enel, eu preciso entrar na casa e ench a gente falou, vê se o cara é da Enel mesmo. Aí o Bigoda, muito esperto, falou: "Não, eles está, se ele estiver com a roupa da Enel,
com certeza é. Ah, é, né? Você tá num, eu deixaria ele entrar fácil. Você tá numa quebrada num lugar aí tem um cara com uma roupa mequetref da polícia fala: "Ah, deve ser polícia, né?" Deve ser, tá escrito polícia nesse proibido crimes, né? É tipo, não é proibido crimes. Ninguém faria nenhum crime. Lá. Lá. Não, não. Então não é essa versão, não. É, tem outras versões. É que esse é da série que vai derivar pro, pro, é desse que vai pr pra TV. É, coloca Sandman Morning Morning Morning Star. Não sei se vai achar uma
um terno preto, talvez. Eu não lembro. Dá uma dá uma olhada. Faz tempo que eu li. Faz tempo também. Faz tempo. Mas é uma figura mais andrógena assim. Você vai ver aí ainda tá masculina, né? É, talvez. Aí aí é a capa, né? Mas é uma outra versão que na versão no seriado do Sentman ficou eu achei que ficou legal. Ficou bem legal. E na série de TV ele ele não porque no no final do Sen ele ele ele pede pro Sandima cortar as asas dele. Ele corta as asas, né? Sim. Mas é que na
série não chegou nessa, na a série do Sandman não chegou nesse pedaço ainda. Ele só apareceu rápido quando o Sandman desce no inferno para ver a questão da recuperar o Mas tem essa cena dele na praia cortando a asas. Mas isso vai aparecer depois. É, é muito bom, gente. Nerd é assim, né? A gente se a gente se distrai com muita facilidade. Olha só. Pois é. Então vamos lá então colocar na ordem que a gente tá falando. A gente fala desse surgimento do mal, depois a personificação do mal. Isso. Uma uma deturpação da palavra que
ela às vezes é confundida como ela vai nas traduções e a gente tá cheg já chegamos no no chegando na idade média, na idade na ideia de porque tudo isso imagina que tipo um grande pote cada lugar vai desenvolvendo de um lado, Então o lugar puxa mais para cá. Se você vivesse numa região você tem uma ideia do do do que do que é o mal, em outra região outra. E a gente nem tá falando do Oriente ainda. Vamos falar depois. Vamos falar depois do que o Oriente acreditava que seria o mal, tá? Então, a
gente tá aqui na Europa, basicamente, tá? E daí a gente tem, sei lá, se você tá numa região, ah, você tem tal coisa, tá na, enfim, cada região tem ali suas influências diferentes. Até que o Dante vai escrever e Dante vai colocar muito mais essa ideia de um eh esse esse Lúcifer, esse ele tá num trono sentado no inferno enorme. É, ele tá no meio de um lago de gelo. Ah, é. Ele tá sentado no meio do lago de gelo comendo pessoas. É, literalmente devorando pessoas. Devorando pessoas. mendos, né? Por isso que eu falei literalmente.
Ah, essa daí tem mais a ver, viu? É isso daí mesmo. Essa imagem que que na série do Sim foi foram mais para essa para esse desenho aí. É. E essa ideia de devorar a alma, tá devorando as pessoas, as pessoas como uma forma de punição. É o é o círculo mais baixo do inferno, o pior de todos. Ele tá lá devorando as pessoas, mas ele não fala nada, ele tá só lá, tá? E daí tem um outro texto e esse que é o texto que eu acho que é o que consolida mais e ele
já é de 1500, então a gente já tá em 1500, a gente já saiu da Idade Média até já estamos na Idade Moderna que tem um livro chamado Paraíso Perdido do John Milton. Sim. E no paraíso perdido, aí que ele consolida essa ideia, né, do anjo rebelde, de prefiro reinar no inferno do que Servir na no céu. Isso tudo vem do John Milton, do paraíso perdido. É, é basicamente a ideia que a gente tem hoje dessa dessa rebeldia, né, o personagem do Sess orgulhoso e tal, que vai contra Deus e tals. E eu acho muito
louco como as pessoas assumem que isso tá na Bíblia e não tá, não tá. Eh, bem posterior, bem posterior, bem posterior. E daí você tem essa esse desenvolvimento todo. E se a gente voltar um pouquinho, né, de novo, que a gente tá Olha que bonit gravura lindo, né? Do Gustavo Dorê, eu tinha uma a noutorado, eu tenho uma tinha não, que eu ainda tenho, né, uma amiga que trabalhava com John Milton, Paraíso Perdido, ela estudava John Milton e estudava eh Finigan's Wake do daquele outro lá que eu nunca li, mas enfim. O vê pra gente
Feinas Way. que, enfim, ela estudava esses dois e a gente conversava e a gente falava, vamos tomar um café satânico? A gente saía para tomar café para ela me perguntar coisas. Na antiguidade era assim, como que aparece tal? E eu perguntava para ela, tá? Mas em 1500 como que isso aparece? No século XIX a gente trocava essas, eu adorava meus cafés satânicos para debater dele. Cafésicos, muito boa, maravilhoso, né? Mas depois depois eu quero saber se você assistiu Coração Satânico. Coração Satânico? Acho que eu não o qual meu, você tem que ter assistido. Robert Deniro.
Ah, sim, sim. Mas eu tenho uma questão importante. Eu tenho medo de filme de terror. Ah, não, não, não, não. Essa eu não esperava. Tu você mexe com isso. Fala. E você não gosta. Porque eu também tenho medo, mas eu assisto. É, não. Hoje em dia eu assisto filme de demônio. Em geral eu assisto. Tipo, a bruxa você assistiu? Não. Tá. Mas a bruxa tem um motivo específico de eu não ter assistido. Quer dizer, mais ou menos específico. Sim. Não, mas a bruxa tem um motivo mais ou menos específico. Eu ia assistir até para gravar
um um episódio de podcast. Eu eu tava até conversando o pessoal, né, que o Ó lá, P do James Joyce, lembrei o nome do moço. É James Joyce. É, eu tava até comentando com o pessoal que esse ano eu faço 10 anos de podcast na vida. O quê? É tudo isso tem 10 anos. Pesso era mato ainda, tudo era mato. A gente tá fazendo cinco aqui. É, eu faz 10 anos que eu gravo podcast. Eu comecei lá no mundo Freak Confidencial. 2015. 2015 foi a primeira vez que eu recebi uma mensagem. Falei: "Você pode falar
com a gente sobre o demônio?" Eu falei: "Posso falar com o demônio?" E era aquela coisa de podcast que não tinha vídeo e só áudio e tals. Eh, enfim. Mas aí o, ó, me perdi porque eu me distraí porque amanhã, desculpa, fazer, mas amanhã vai est um podcast que é só meu. Eu tô muito animada. Uma tupá no tempo. Uma tupá no tempo. Enfim, amanhã vai estrear. Mas voltando aqui, eh, então, a a bruxa eu ia assistir para gravar um podcast, só que eu tava na Inglaterra e os filmes saem bem depois lá. Vários filmes
saem depois lá. E eu não tinha como baixar o filme porque internet controlada, tal. Eu fiquei com medo. Eu tinha tido um amigo que tinha levado uma multa por baixar coisa, pô. Na na Alemanha o pessoal chega no dia seguinte já chega sua multinha. É, na Inglaterra não era tão sinistro, mas ainda assim naquela época eu falei: "Cara, não posso, tô no meio do doutorado, não posso arriscar, né?" É. E daí eu acabei assistindo nessa época. E daí? Doutorado, doutorado é um negócio que consome sua alma e daí eu não acabei não assistindo. Sabe essa
coisa que foi indo? E daí vai, tá falando que o podcast dela chama potupá. Potupá potupá. Potupac. Mas enfim, aí eu acabei não assistindo a bruxa, mas eu gosto muito de filme de demônio hoje em dia, porque daí eu tenho menos medo que eu vejo e falo: "Nem é assim". Entendi. Mas a gente não vamos perder o fio da minha. A gente tava parada parado em a gente tava no eh no na idade no final da idade média já na na ideia de Luúcifer como anjo rebelde, da onde que veio essa ideia de paraíso perdido
e tals. E daí então a gente traçou aqui um pouquinho o Luúcifer, mas vamos pensar nos outros demônios, né? E a hierarquia Do coisa que Belial, a ideia do Salomão, a clavícula de Salomão. Então isso vem da ideia, essa ideia então essa daí ela vem, pensa que vem, ela vem da mesma do mesmo passado. Não, não tá na Bíblia não. Isso vem do mesmo passado, mas isso é um desenvolvimento do judaísmo. Isso vem de eh literatura judaica e rabínica. E isso vem de outras durante a Idade Média. E muita coisa escrita também. Tem muita coisa
escrita, tem muito trabalho escrito. Então, que que é aquele buscando sabedoria, buscando? É, não é muito eh você vai ter ali a essa ideia de que Salomão é uma figura que porque o o templo de Salomão, né? Então, mas seria Salomão, Salomão, isso. Salomão. Salomão é que ele teria tido poder sobre seres malignos. Mas isso é folclore, né? Eu não tô é folclore, não é não é o canônico de jeito nenhum. Assim, eu tô falando aqui de folclore, mas é um folclore que se desenvolve dentro do judaísmo e que daí você tem uma mistura que
vai acontecer durante a Idade Média, quando muito dos judeus vão ser perseguidos eh muitas vezes como anticristãos e etc. E daí vai começar a se ter a ideia de que os judeus são místicos. Ah, e daí você vai ter essa ideia de, ah, o livro secreto dos judeus que conta magia. E lembra que eu falei que na antiguidade os judeus já eram vistos como exorcistas? Sim. Então é uma tradição que continua assim, embora não seja uma tradição como até vem um pouco de raiz do preconceito, semitismo de ah os caras são bruxos, os caras mexe
com umas coisas estranha, não sabe que a gente não sabe. Aí já começa esse essa ideia, né, de de um livro muito, eu adoro indicar esse livro porque eu acho ele excelente de ler, chama História Noturna do Carlo Ginsbur, é um historiador, eh, que é um livro que fala sobre a história do sabá, tá? E eh e ele do que guardar o sábado ou não, não, não, do sabá das bruxas, daquela coisa de bruxa e tals. E ele estudou isso a partir de eh documentos da inquisição de 1300, 100 e ele, então ele vê ali
como que, sei lá, tinha uma doença na cidade, o pessoal ia lá e massacrava os judeus, porque claramente a culpa é deles. Ou ou também porque já vieram historiadores aqui falando, porque como eles seguiam a Bíblia e os escritos dele, eles tinham eh a hábitos de higiene que o resto do pessoal não tinha. Então eles eles eram menos afetados a essas doenças. Eles viviam em comunidade fechada, não se sabe? Então eles sentia muitas coisas falava: "Por que que esses caras não estão morrendo? Por que que não sei o que e tal?" Tinha essa essa desconfiança.
Sim. E ao mesmo tempo tinha fake news mesmo. Assim, às vezes não precisava nem porque eles estavam morrendo igual, mas apontar um culpado. Ah, são eles, né? É. Não. E daí tinha umas ideias. Esse é o livro. Ele é muito bom. Essa. Nossa, olha essa capa que bizarra, né? Legal, né? É. Eh, Frando Sabá. É muito bom. Tem eh esse historiador, o Carlo Ginsbur, ele escreve de uma forma muito acessível para quem não é da área. Ele tá falando sobre essa época. Ele tá falando sobre o final da Idade Média e sobre essa ideia de
que os judeus são eh místicos e secretos e eles têm esses poderes que a gente não sabe exatamente o que são. E daí que vem o tal do da clavícula de Salomão, que é da onde se baseia a ideia da Goéssia. Isso que é essa ideia que eu brinco que são os demônios Pokémon. Goécia é o quê? a Goécia. Eh, e daí a gente já vamos entrar num outro mundo, mas é um ramo da do pessoal que faz mais magia e que acredita nessas coisas de que existiriam existiria uma fórmula de eh escolher eh de
prender demônios e fazer com que eles trabalhassem para você com sigilos. Exatamente. Com símbolos. Isso, exatamente. Cada demônio teria um sigilo que você dominaria ele sabendo o nome dele. Tem essa tem exatamente isso. Então já é uma coisa bem, se a gente pensar lá atrás que não tinha nem nem rosto direito para Daí a gente tem aqui, sei lá, 1000 anos de desenvolvimento. Tem um livro só com Já deve ter v, eu não sei onde tá isso. É das clavícula de Salomão, que tem o nome do demônio, a imagem dele e o e o sigilo
correspondente, né? Isso. E o que ele faz? São quantos demônios do da cabeça? 72. É. É, e eu acho que é muito, eu gosto que é, é uma especialização, po, é muito, eu escolho você, né, Belal masterman, não sei o quê. E isso solidificou muito na nossa, no nosso imaginário hoje em dia. Ficou com certeza. Por quê? Porque mamon, mamon, do dinheiro, né? E daí Hollywood, daí recantos sombrios da internet, né? Você jogar isso, vai aparecer: "Ah, quem são os demônios da Goécia e tals." E tem um pessoal que tem isso como fé também. Eu
só tô falando que você assistiu muito Super Supernatural. Você assistiu? Eu assisti um pouco. Não assisti tanto não. Não assisti também. Eu eu de novo eu tinha um pouco de medo quando é não é muito episódio. Não vou at É não. Eu eu comecei a assistir, eu gostava de Supernatural porque eles venciam o o malvado no final do episódio. Aí eu falava: "Não, tudo bem. Era sempre episódio que tinha um mal um um monstro da semana, monstro da semana e eles tinham que lutar." É, eu gosto de seriado com monstro da semana. É um tipo
de seriado que eu gosto. Eu acho divertido que daí só acontece, eu não preciso assistir 50 anos. vantagem. É, eu posso desenvolvimento do seriado assim de inclusive não, eu adoro Mãos da Semana, gosto do outro também, mas eu gosto bastante do Mons da Semana. Então, eu assisti Super Penet, mas não muito, inclusive porque eu olhava algumas referências, falava: "Ah, isso daqui vocês tiraram de tal lugar, é isso daqui não faz nenhum sentido". Qual que eu vi esses tempos? Hereditário. O filme você viu Hereditário? Esse filme é bom para caramba. Pois é, mas eu eu tava
assistindo e aquela famosa cena lá, né? Então, mas aconteceu o problema que acontece às vezes que eu tava assistindo, aí eu Falei: "Ah, nem é assim, não é esse sigilo, não funciona desse jeito". No filme. Nesse eu não entrei. Normalmente eu entro, mas nesse eu deu uma deu uma quebrada assim igual um tempo atrás eu tava ouvindo um podcast gringo chamado The Black Tapes, que é de terror também. E e daí eu tava ouvindo e eles estão lá e tal, eu tava muito animada com a história que são fitas, cassete que eles encontram e tals.
Aí ele fala: "Não, por fala de Lúcifer nos manuscritos do Mar Morto". Eu falei: "Não, não fala, não fala. Errou, tá errado." Eu falo: "Não, gente, tava indo tão bem, né? Eu tava me divertindo tanto. Pegam duas coisas que a galera já ouviu falar e une tanto faz, né? Ah, já ouviu falar em manuscrito do marmor, mesmo que você não sabe o que é? O se não sabe. Bom, foi encontrado lá. Pronto. É, não. E assim, depois eu volto pro coisa, mas tem um segundo que eu ouço, eu falo: "Ah, não, gente, eu tava tão
feliz. Não tem nenhum especialista assistindo, né? É quando você entende muito um assunto e vai assistir um filme que tem a ver com aquilo, você se decepciona. É que nem eu vi no filme pornô. Eu falo, não é assim. Ah, pronto. Ah, você não esperava, né? Você não esperava, hein? Vamos lá. A filme porn não tem problema, que não tem muito a ver com a realidade mesmo. É, exatamente. É total. Chegou um cara entregador de pizza, quer entrar não sei qu o cara esquece. Não é um cara do do iFood que tá louco para entregar
10 piz e que você quer que você pegue o mais rápido possível. Vai vir uma mulher de Rob fala: "Minha filha, eu tenho mais 50 entrega, não enrola, pega logo." E a chave vai cair? É, a chave cai assim. Ai, deixa eu ver onde está o meu cartão de crédito. Fal, já tá pago, cara. É iFood, se liga, né? O filme porno ia durar o quê? Um minuto, já ia embora. O cara minutos já era. É, não funciona. Mas enfim. Eh, a gente tava falando de Supernatural e de Goet e dos dem. Então, e daí
isso é uma coisa que é pós idade média até. Então a gente veio lá da antiguidade com essas coisas se desenvolvendo e daí a gente tem 1500 anos de desenvolvimento dessa parada para chegar em 167. Imaginário das pessoas começa a entrar isso, isso escrita e daí tem os desenhos, tem as representações. Em 1600, 1700 você tem esse misticismo ocidental se desenvolvendo com essas pessoas que vão começar a criar eh eh começar a investigar esse passado e imaginar tipo, ah, como que Salomão dominou os demônios. Eh, e aqui eu vou colocar uma vírgula assim, né, assim
como eu gosto de dizer que quando eu tô trabalhando com Bíblia e não quero, o meu trabalho não é afetar a fé das pessoas, tá? Eh, como acadêmica, como historiadora, o meu objetivo é estudar a parte de história. Ah, mas a minha fé me diz que esse negócio sem que a verdade é essa. Eu: "Tá bom, então a sua fé é a sua fé. Fé não é fique feliz com ela. Eu não tô aqui para debater ela." A mesma coisa pra Goet. Eu conheço, eu tenho amigos, tem amigos que são, né? É, tem até amigos
que são, eu conheço gente, conheço, tem amigos que são que praticam esse tipo de coisa e tal, e daí a fé deles, né? Só eu tô falando aqui historicamente como que essa parada foi surgindo. Então, ela vem de uma tradução judaica e daí o judaísmo místico de Cabala e etc. A gente tá misturando essas coisas. Eh, tem a Cabala também, né? É. E daí isso não é judaísmo mainstream, assim, não é, né? a gente tá falando de uma de uma vertente mística aqui vertí e daí você vai ter esses eh essas pessoas que vão lá
em 1600, 1700 desenvolver eh magias e formas de dominar esses demônios e e daí você vai ter livro sendo escrito sobre daí a gente vai ter depois mais paraa frente o livro de São Cipriano, que é famosão também, que tem essa ideia de que eram magias de como dominar os demônios, tals, e toda essa essa Essa grande sopa de coisas chega no começo do século XX e começam com os filmes, né? Eu fiz um artigo, eu escrevi um artigo um tempo atrás, os filmes consolidam muito, então, muito o imaginário da imagem do demônio, do que
que ele é. Você tem uma pesquisa quando começa isso? Então, primeiro filme com demônio é de 1896, se eu não me engano. Oitos, como é o que que era? É um chama A Casa do Diabo, tá em francês, é dos irmãos Lumier, se eu não me engano. É um muito curtinho, porque a gente tá falando de 1890 e tantos. É um, é engraçado hoje em dia assim, mas eu imagino que foi muito impressionante quando o pessoal viu pela primeira vez um cara fantasiado de demônio andando de um lado e tals. Acho que é a Mansão
do Diabo nome do filme. Como que era o Diab? Ele é, já tem chifrinhos, tem capa, já tá bem consolidada essa imagem dele. E daí você tem, então eu fiz um artigo há um tempo atrás que eu tava tentando entender justamente se tinha um momento que tinha mais filme de de diabo. Daí eu procurei só nos filmes em inglês, porque era, né, eu tinha no mais fácil de traçar e mapei. Fiz um gráfico literalmente. E daí nesse gráfico é bem interessante que você tem pouco, sempre tem alguma coisa. E daí nos anos 80 aí, ó.
Nossa, é que a imagem tá ruim, não deve achar com a melhor qualidade difícil. É de 86. É, são chifres em cima. É o cabelo. São chifres e capinha. É, eu acho muito legal. A imagem é bem ruim mesmo, mas é isso assim. Eh, e é nos anos 80 que vai consolidar muito, porque assim, para quem nasceu nos anos 80, nos anos 70 e para e mesmo para quem de agora, a gente vive esse momento que teve muito filme de diabo. E por que que tem muito filme de diabo nos anos 80? É o pânico
satânico. 80 é o pânico satânico, né? As os jogos que levam as crianças pro mal, tudo, né? Tem estudos que mostram que o pânico satânico tá relacionado à invenção do vídeocassete e da TV A Cabo. Por que será? Porque eh até a invenção do vídeocassete da TV Cabo, você só via filme no cinema, certo? Não tinha como você rever o filme quantas vezes você quisesse. Questão de de idade. Isso. E daí de repente lança o o vídeo cassete e lança o exorcista em fita cassete. Então muita gente tá assistindo e reassistindo esse filme. Exor assista
no final dos anos 70. E daí você tem esse filme, o isso o exorcista passando e a gente consegue traçar o pânico satânico vindo daí. Daí Essa ideia de que não, que existe é uma grande rede de satanistas embaixo do mundo que fazem sacrifícios de crianças. Isso tem até hoje, tem teoria da conspiração com essas coisas até hoje. Mas isso foi muito investigado já. E tipo, não tem satanistas, eles não fazem sacrifício de criança, né? Você fala do pânico dos anos 80 até hoje, né? Você vê o caso Evandro, vários casos. A primeira a explicação
mais absurda é a que mais aceito sempre, assim, é um ritual satânico. Mas e daí tem uma diferença interessante que no Brasil, eh, a gente nunca parou para trabalhar oficialmente isso, tipo, olha gente, isso é pânico satânico, quando vier isso não vai, não existe isso. Lembro programas da tarde, aqueles policiais falando eh que era jogos, né? falar RPG. Não, qual que era? Não, não era Naruto. Eles viam jogaram a culpa de cada hora. Era uma era desenho. Às vezes era teve uma época que a culpa era do aquele joguinho de carta. Não, depois do Pokémon
Yung Yung Guô foi a E já teve do Vampire também do de jogo de de tabuleiro. Do Pokémon também de caçar na rua assim, sabe? Também também falaram também. Sim. Olha aí que era um tipo de de é fazer as pessoas morrerem. É, o demônio é muito prolífico em fazer jogo. Ô, cara, ele é inteligente prela. É bom só, só Pokémon é Demon Go. Demon Go. É, mas assim, e isso consolida na nossa cabeça essa ideia, né, do que que é o demônio, como que ele se parece, como que ele se veste. E daí você
tem algumas vertentes. Você tem o vermelho de chifre, rabo, etc, etc. Ah, tem a versão da da mulher sedutora. umas versões aí de demônio, representação de demônio pr mostrar pra gente. Tem a mulher sedutora, né, também que é uma aquela ideia do íncubus, súcubus também, não é do demônio que vem à noite. Isso é uma ideia medieval. Ah, é? É. São demônios. São assim, sim. Na idade média, eu eu amo os debates da idade média porque as pessoas na idade média estão tentando entender o mundo, certo? Só que às vezes eles estão tentando entender perguntas
que você jamais se fez. Por exemplo, quantas vezes você se questionou o que aconteceu com prepúcio de Jesus? [Música] Prepúcio é de Jesus? Eu nem sei o que é prep. Ah, mano, sabe? Precipício. Sim, é igual. Ah, entendi. Não, não é, cara. Prepúcio. Aquela pelinha que é cortada. Os judeus cortam quando tem um um moleque. Ah, essa aqui. Isso aqui. Mas por qu não se fala nisso? Não, ele é judeu, passou por isso, teve a circuncisão. E aí, e daí na Idade Média as pessoas começaram a ficar muito boladas. E aí, eh, que aconteceu com
essa pele? Porque você é isso daí? Subiu com ele, não subiu, tá aqui em algum lugar? Nunca nunca imaginei que ia fazer essa discussão. Tá vendo? Por isso que eu amo. E, e onde chegaram? Ah, várias soluções. Eh, por exemplo, de que as ele foi aos céus, quando ele ascendeu aos céus, de onde estivesse, subiu junto assim lá para cima, se reuniu o resto. É, mas aí tem várias, tem umas freiras que sonhavam cumprir por Jesus e daí tem desenho delas com ele como uma como uma aliança. Tem tem a Idade Média. Eh, tem uma,
tipo, a Idade Média é um lugar muito doido. A gente tem uma ideia de Idade Média e tinha um debates muito interessantes. Eu acho interessante, né? Acho totalmente bizarro. Mas sobre isso, sobre o que mais? A gente tá falando de súcubos e tudo. A gente tá falando de súcubos. Então, aí tinha uma ideia de tá, como que nasce demônio? Nascer é como que cria um demônio novo? Porque lembra da explicação de jubileus lá e tal, 10%. Mas e se eu quisesse demônio novo? Da onde que eu faço um demônio? Como que eu faço? Eu atraio
anjos novos para cair. Quem não tá lembrando, são eram os espíritos de 10% dos anjos caídos, assim, né? Dos filhos dos anjos. Dos filhos dos nefls. Exato. E como que se faria? Eh, eles começam a se perguntar se tem e demônios novos e como eles seriam feitos, né? Uhum. E daí a explicação é a seguinte, eh, um homem tá lá dormindo e daí ele tem um sonho. Quando ele tem um sonho assim mais quente, aquele sonho, é aquele sonho quente. Isso, isso seria um ataque de de súcubos. A súcubos seriam, então é, depois pega súcubos,
íncubos, deve ter imagem também, né? É, tem muita, muito desenho. Então, mas isso, quando você tem um sonho desses, teoricamente teria sido um ataque de súcubos, seria uma transa no mundo espiritual. Isso. Isso. E daí ela rouba a semente. Entendi. E daí ela se Isso. E daí ela se transforma em ícub é o mesmo ser, porque ele não tem exatamente um gênero próprio. E daí eles transforma em íncubos e daí engravida uma mulher. Entendi. E daí como passou por dentro do demônio, teve um aí é um neném demônio. É um neném. Seria assim. É, seria
assim. As pessoas morriam de medo de ter esses bebês demônios. É, eu acho que rolava uma certa de tipo, não tô grávida não. É, foi foi o boto, a história do boto mesma coisa, eu acho que devia rolar assim umas umas Você me traiu. Não, não foi o Boto. Não, não foi o íncubus. Aí é uma versão muito, mas eu acho interessante que era tipo gênero fluido, né? Não tinha um É. É, se transformava de um outro assim, mas tinha e eh foi para responder foi para responder essa pergunta então que eles criaram essa ideia
da incubos e súcubos seriam demônios relacionados à sexualidade, mais especificamente assim. E eu acho muito genial no sentido de, cara, é muito divertido, criatividade total, né? tá imaginando assim como que vai rolar e como que funciona esse processo. É interessante também que uma coisa que, puxando pra Idade Média de novo, que a gente não sabe, quer dizer, a gente não imagina aqui, é que as mulheres na Idade Média que eram vistas como seres sexuais, não os homens. É mesmo? É a ideia de que são os homens que têm mais um ímpeto sexual é uma ideia
Recente, 200 anos. Talvez assim, por uma grande parte da nossa história eram as mulheres que eram vistas. Tem uma figurinha medieval do homem tentando fugir da cama e a mulher agarrando ele. Eu acho maravilhoso assim. E da onde vinha essa ideia? Porque tinha a ideia dos humores. As mulheres seriam naturalmente frias e úmidas. Os homens seriam naturalmente quentes e secos. Então as mulheres estariam procurando calor e daí por isso elas seriam eh naturalmente mais atraídas pro intercurso carnal e seriam mais porque elas precisariam. E é muito doido porque na nossa cabeça de hoje a gente
enxerga de outra forma o mundo, né? E a gente acha que sempre foi assim. É. E não sempre foi assim. Então, a súcubo serem também tem essa coisa, esse ataque de um demônio feminino, mais sexualizado, tem muito a ver com essa visão também que era bem medieval, de que a mulher é que é atentadora, a mulher é que é. E daí por isso, nisso eu acho que a Idade Média, a lógica era um pouquinho melhor do que a nossa, porque eles acreditavam, então, que as mulheres, por isso elas eram eh, porque elas tinham um ímpeto
que não não era muito controlável, elas não seriam tão boas para porque elas eram mais emocionais, então elas não poderiam participar tanto de política, etc, etc. Que esse para mim é uma das questões que sempre me incomoda assim, quando eu falo: "Pera aí, mas os caras não conseguem se segurar, mas eles são lógicos?" Não é que eles não eram, se eles são lógicos, como assim, gente? como que a gente funciona essa regra aqui? E na idade média era não, homens são pouco, eles não têm essas esses impulsos. Isso é coisa de mulher que fica corrompendo
os pobres. Entendi. Eles estão lá bonzinhos e a gente que corrompe. Entendi. Deixa eu ver se o pessoal tem perguntas até agora sobre o que a gente já falou. Ó lá, nossa que a gente falou horrores, né? Essa imagem de sucubos íncubos, ó. Essa tá legal. É, manda aí enquanto eu vou pegar um suquinho lá. Show. A gente tem uma pergunta aqui da Patrícia Lima. Ela perguntou o seguinte: "Quais são os equívocos mais comuns que as pessoas têm quando se fala do do diabo, né, do demônio? Mais comum. Ol, eu falando de boca cheia, que
é absurdo. Imagina, fica à vontade. Esse não é, esse é um equívoco comum de podcast, não de diabo, né? Então, eu acho que um dos equívocos mais comuns, e eu veria esse como um dos principais problemas, é a gente achar que sempre foi assim, que o que a gente ouve hoje na igreja ou na ou na mídia ou no filme é a verdade que sempre foi assim. Porque em história a gente e daí eu não tô aqui dizendo: "Ah, não tem verdade, não tem verdade, tem pesquisa". O, tudo que eu falei até agora são coisas
muito bem embasadas, cheias de fonte, que eu não vou ficar entendendo todo mundo com isso. Sim. Mas ah, é muito importante saber que em cada período as coisas são diferentes. Então, não tem como dizer: "Ah, como que é o demônio real?" Real hoje, mas há 200 anos atrás era de um outro jeito. Há 1000 anos atrás era de outro jeito. Ah, mas e o texto real? A gente tem cópias. Na antiguidade você tem mais de uma cópia do mesmo texto, então você tem uma variação aí. Então, eu diria que a coisa mais estranha que as
pessoas entendem sobre o demônio é assumir que os demônios sempre existiram do jeito que a gente pensa hoje em dia e que eles estão descritos na Bíblia do jeito que a gente entende. Ah, tu pá, mas tem ah, se eu pegar a minha Bíblia agora, né, fazer um desafio pras pessoas, pega a sua Bíblia agora e abre e vai ter uma referência demônio. Vai ter uma referência demônio. Mas a gente tem que lembrar que a gente tá trabalhando com uma tradução. Eu preciso saber, se a gente voltar no texto original, vai est escrito demônio ou
essa tradução que traduziu para demônio? Esse é o ponto número um. E o ponto número dois, o que a gente chama de Novo Testamento é onde você tem muito mais descrição de demônio, mas não tem uma descrição física. Ah, mam, belial, tal, não tão lá. Isso é interpretação posterior. Show. A gente tem mais uma aqui do Diego. Ele falou o seguinte: "Gostaria de saber a sua opinião sobre a chave menor de Salomão. É mesmo uma obra de ficção ou não?" O autor realmente é desconhecido. Então, a chave menor de Salomão é a clavícula de Salomão,
que a gente tá falando, que é um texto eh posterior, é Uma obra de ficção ou não? Aí a gente entra num campo de fé, né? Então assim, é uma obra que foi provavelmente escrita, foi escrita por um ser humano. Se esse ser humano, se essa pessoa que escreveu a clavícula de Salomão estava inspirada e aí você vai precisar acreditar na coisa. Isso não tem como eh é impossível de saber, né? A gente não sabe quem escreveu e a gente não consegue saber. Eh, com certeza. Eu diria que não é nem o que eu mexo,
né? Porque como é impossível de saber, eu não não me importo muito assim, o que eu me importo e o que mais me interessa é saber como que isso influenciou a existência da gente como humano. É aí que eu tô mais interessada. Show. A gente tem mais uma aqui do Rodrigo. Ele falou assim: "Não, os eh os exorcismos católicos e as sessões espíritas lidam com a mesma ideia de possessão demoníaca ou são coisas totalmente diferentes?" Eh, nenhum nem outro, nem é a mesma coisa, nem é totalmente diferente. A gente tem quando a gente fala dos
exorcismos católicos, e aqui a gente tem um caminho muito longo que a Igreja Católica fez na sua questão de exorcismos. Em geral, a Igreja Católica hoje em dia leva muito a sério o que que eles vão considerar um exorcismo, né? Eh, o espiritismo ele tem bases cristãs, então ele vai tá baseado, ele vai est procurando coisas similares à Igreja Católica, mas são coisas diferentes. Então, como a base é a mesma, né, cristianismo, então os dois vão ter coisas similares, mas cada um foi para um caminho. Uma coisa que a gente esquece sobre o espiritismo é
que o espiritismo ele foi pensado muito como uma visão cientificista, né? uma visão científica de tentar entender o mundo, Só que é uma visão científica do século XIX que vai se desenvolver de outras formas. Olha eu ofendendo todo mundo. Olha aí. Mas não, a a ideia, gente, de novo, né? Quando eu falo isso, eu não tô querendo dizer: "Ah, então você tá dizendo que é mentira". Não, não tô dizendo nada disso. O que eu tô dizendo é historicamente o espiritismo surge no século XIX dessa forma, por isso que ele é baseado em ciência no século
XIX. Ah, existe demônio ou não? Tá fora da minha alçada de saber. Eu tenho zero habilidades de saber isso. Não é você que vai dizer com certeza. Eu não tenho certeza de nada. Ó, Lia falou assim: "No purgatório existem demônios?" Então, daí a gente tem que pensar o purgatório como uma visão católica, né? Eh, de novo, eu tô trabalhando aqui com a parte de história e com o que eu sei. No purgatório existem demônios. Até onde eu me lembro? Não, até onde eu me lembro, o purgatório ele é inclusive o purgatório não existe mais, né?
Não. O, eu acho muito bom. O papa acabou com o purgatório. O outro Papa, o Hatzinger, o Bento, ele o Bento acabou com o purgatório ou foi? Não, não foi com o purgatório que ele acabou. Ai gente, eu confundo qual dos planos ele acabou. Eu acho que o purgatório não, acho que ainda é uma uma ideia, né? Tá, o purgatório existe, não existe mais o limbo. É isso. Ele acabou com o limbo. Ah, tinha o purgatório e o limbo. É, eram duas coisas diferentes. O purgatório é o lugar onde as pessoas vão para espiar seus
pecados para poder depois ir pro céu, né? Mas aí a gente já tá falando de catolicismo e eu não sou muito versada em catolicismo para falar sobre isso. Vou falar besteira se eu ficar falando, ó. Beleza. O André, desculpa, o André falou assim: "Por que você acha que o ser humano tem tanta necessidade de criar a figura do mal?" Eu acho, né? Porque eu acho que a gente é muito difícil viver com a aleatoriedade da vida. Eu acho que é muito difícil aceitar que coisas horríveis acontecem com pessoas incríveis porque sim. É porque é aleatório,
porque não tem explicação. Eu acho que isso é muito dolorido de pensar. Então eu imagino que é por isso. Mas de novo, se eu tivesse essa resposta, gente, eu estaria muito mais rica se eu tivesse esse tipo de resposta pronta assim. Ó, o Carlo falou o seguinte: "A bruxaria tem alguma relação com o diabo ou isso foi uma construção social?" construção social. Claro que existe, por exemplo, a bruxaria elética, que é um campo da bruxaria que existe hoje em dia, no qual elas vão se apropriar de coisas cristãs e tals e trabalhar com isso dentro
da da do pensamento delas. Mas a bruxaria em geral, é interessante também a gente lembrar que a bruxaria que existe hoje como como uma coisa mais organizada, ela surgiu, ela é uma invenção dos anos 60, 1960. Ah, mas é baseado em coisas antigas. Sim, é baseado em coisas antigas, não deixa de ser contemporânea, né? Então ela é uma prática contemporânea, uma religião contemporânea. Eh, já a Bruxaria que as pessoas eram acusadas na na inquisição, outra história completamente diferente. E daí, eh, tem muito mais a ver com uma sociedade misógena que perseguia as mulheres e achou
uma desculpa para persegui-las. É. Eh, então as pessoas é é um pouco diferente assim. Ah, bruxaria tem a ver com diabo. De acordo com os inquisidores, sim. Mas isso aí é a opinião deles, né? Não quer dizer que seja a forma como, enfim, dá pra gente fazer um episódio inteiro só de bruxaria. Ó, já se conectando com essa, a Vanessa falou assim: "Por que você acha que as religiões afob-brasileiras ainda são tão estigmatizadas como coisa do demônio?" Ah, essa é verdade. Essa é boa. Isso tem a ver com racismo, mas tem a ver também com
a escravidão, não tem? Tem, mas tem muito a ver com o racismo no Brasil, porque a ideia de que e essa a visualizar as religiões afro e as religiões afro-brasileiras como satânicas ou como relacionadas ao diabo é uma coisa muito particular nossa do Brasil, não é uma coisa do mundo todo. Eh, então se for paraa Europa, os católicos nem pensam nisso, ou os protestantes, enfim, os evangélicos, né? Isso tem muito a ver com quem que é construído como inimigo no Brasil, né? Então, ah, se os os negros são os inimigos, logo tudo que eles fazem
é do diabo. E a gente ouve muito esse discurso, né, de que, ah, exu diabo, Exu não é o diabo, não tem nada a ver, porque vem de outra matriz. E daí que a gente volta lá no passado, né, nessa ideia de um ser maligno, Exu maligno. Exu é um ser que pode ser bom ou mau, mas gente de Exu igual demônio, né? É, isso é uma ideia dos cristãos, não é uma ideia da religião de matriz africana, né? Eu conheço trata Exu de uma outra forma. Realmente, com certeza. Não, porque não tem nada a
ver. Só que a é muito fácil você dizer isso. Ah, exu é o diabo. Porque esteticamente ele lembra algumas coisas do diabo. Vê a imagem pra gente, né? A as cores, essa coisa de associar o vermelho e o preto como corigna, eh, essa coisa de Isso tem muito a ver, muito mais a ver. Eu falo racismo, eh, só para as pessoas entenderem assim, não tô falando levemente assim, eu falo no racismo no sentido de que a gente cresceu numa sociedade racista no Brasil. Todo mundo é racista em alguma medida no Brasil. Ah, tu não, todo
mundo é racista em alguma medida. Eu também. E o importante é a gente tentar entender, tá enraizado, porque é uma coisa tão sube su sub na nossa cabeça que é difícil a gente saber. Posto isso, eh, você olhar pra religião do outro e dizer: "Não, a religião do outro é necessariamente o trabalho do demônio." Eh, não tem nada. É, é você, né, trazer uma corência sua para uma religião que não tem essa referência. O, né, a figura de novo, você tem o preto e o vermelho. Mas tem figura onde ele é vermelho também, não tem?
Acho que sim, tem muita figura. É, eu já vi. E assim, não tem nada a ver. Ele é um abridor de caminhos. Ele é uma, o tridente também é associado ao demônio, não é? É, de novo também é associado ao demônio, uma construção da idade média. Mas, por exemplo, eh, deuses gregos também tinham, também tinham tridente. Tem tridente em um monte de lugar. Posseidon, talvez. E durante a idade média vai vai passando a ideia de que o demônio tem tridente. Daí na nossa cabeça a gente associa solidifica isso. Mas e Exu vem de um de
um paradigma completamente diferente. Ele vem dessa ideia de que ele não é maligno. Ah, mas ele se veste de preto. Sei lá, gente. Eu tenho um monte de amigo que se veste de preto, né? Estamos aí. Eu sempre tô de preto. A coisa mais fácil é pegar roupa preta, calça preta, camisa preta e tudo mais. Ah, ele tem capa, ele tem tridente, um monte de coisa tem tridente, né? Enfim, tridente era uma arma, gente, as pessoas usavam na guerra, né? Não é uma coisa assim. Então, no Brasil a gente vai ver as raízes de matriz
africana, o cristianismo vai se dizer muito: "Ah, são construções do diabo, porque a ideia é fragilizar aquelas pessoas". Mas não tem nada a ver, porque vem de uma raiz diferente, vem de um lugar diferente. A gente tava falando, né, da que eu eu falei lá no começo assim, ó, a gente vai falar de judaísmo, a gente vai falar Desse lugar aqui e daí, sei lá, a gente tá falando da Nigéria, a gente tá falando de outra questão. A gente tá falando dos povos iurubá, a gente tá falando de outra questão completamente diferente com essa coisa.
Eh, são pessoas que também olharam pro mundo e falaram: "Cara, e agora? Como que a gente entende as coisas horríveis que estão acontecendo?" É, só que eles entenderam de outra forma. Eles não entenderam que tinha um mal encarnado. Pois é. Não existe um mal encarnado para visão, né, para uma visão mais eh de matriz dessas religiões afro-brasileiras. E daí não é minha especialidade também, né? Vamos deixar isso claro. Só lembrando que não é de Quer falar um pouco também do do dos orientais, os chineses, japoneses, como eles vem o mal ou como eles também? Então
eles também tm uma visão eh eles também tm essa visão mais e que você não tem um mal encarnado, né? Você não tem uma coisa que é só mal o tempo todo. Aquela figura, né, da do do que tem um pouco de mal dentro do bem, o bem dentro do mal. As animações, os animes, os os quadr os mangás japoneses, você vê sempre que a o mal ele ele ajuda, às vezes às vezes ele atrapalha a figura da da daquele protagonista da da história. Sim. Porque não tem essa ideia do, né, essa coisa maniqueísta, como
você falou. Um agora, pô, muito bom também, um um anime muito legal que o demônio que era contra eles contra quem eles estavam Lutando, que abriam portais, ele tinha uma motivação boa, mas o resultado era ruim. Uhum. Como às vezes você também vê que é o ela e o demônio ou o o espírito ruim tem uma tem uma ele quer fazer o mal de uma, mas ele usa formas boas, né? É, é, é muito louco isso. Então assim, eh, essa ideia de que precisa de um bem e um mal é uma ideia cristã, é uma
ideia da gente ocidental e a gente acha que ela sempre foi a mesma ideia para todo mundo, mas não é. E e muda até de região e religião também essa ideia da culpa, né, que é o catolicismo, acho que é mais evidente essa ideia da que a gente já é culpado, a gente é pecador, é culpado e não tem jeito. Minha culpa, minha máxima culpa, né? a gente já nasceu com esse pecado. Você tem que a diferença do pensamento do Brasil, que é um país eh católico para um país protestante dos Estados Unidos, onde eles
não sentem culpa em enriquecer ou ser próspero e aqui tem, ah, eu não, eu eu ganhei muito dinheiro, mas eu não sei o que, sempre tem uma justificativa para não se sentir mal por ter dinheiro, por ser próspero ou por ter uma família boa e não sei o que. Sim, já dizia o espírito protest protestantismo e espírito do capitalismo, né? Já tem teóricos pensando nisso, sei lá, 200 anos atrás. Considerando como que eh como que essas coisas se encaixam assim. E daí você vai ter muitas religiões do mundo. E se a gente for pro Oriente
é mais comum também, assim como na África também é mais comum, assim como em religiões eh religiões em espiritualidades aqui nativas aqui também da da América, né, que você não tem a necessidade de uma figura maligna percer, você tem muito, muitas vezes, relacionado à ideia de que tem coisas que são boas e ao mesmo tempo. É o budismo, eu preciso estudar mais o budismo também, né? Como eles entendem o mal também, essas coisas. E a ideia do porque e daí a gente volta pro que é o mal, né? Eu brinco, tem um pessoal inteiro aí
da filosofia, tem uma área inteira da filosofia dedicada a estudar o mal e a entender, porque ah, não, o mal é ausência de bem. O que é o bem? Ah, o bem é tá com saúde. Eh, mas aí às vezes você ficou doente e isso te deu uma vantagem depois. Então, isso foi ruim ou foi bom? E daí quando você vai começando a balizar assim, vai ficando difícil de definir, ah, isso é necessariamente mau, isso é necessariamente bom. Eh, então essas definições elas são muito complexas, né? Muito fácil quando eu falo só: "Ah, eu sei
o que é o mal". É, só que aí quando eu paro para pensar no detalhe do que é o mal, essa certeza vai sumindo. E daí um exemplo interessante, daí vamos voltar para pro exorcista e pra TV e para filme, etc. O pazuzu que aparece no exorcismo, no exorcista, ele É uma figura, uma deidade, né? Um, não vou dizer que é exatamente um deus, é um ser divino, é da Mesopotâmia, tá? E ele é um ser que ele é responsável pelos ventos da empeados. Aí você falar vento com peste é sempre ruim. Depende. Se você
tá sendo sitiado, a sua, a sua cidade está cercada e o vento com peste bate no exército inimigo, tá vantagemado, né? Então assim, a o Pazuzu ele é um, ele vai ser visto no aí o no filme do exorcista, que por sinal é um filme muito bom. Eu assisti, eu demorei para assistir e falei: "Caraca, ele é melhor do que eu achava". Mas eu assisto o início, não achei bom não. Mas é essa figura é um, então vocês vem que é um ser alado. Então ele tem as asas porque tem tá a ver com tem
a ver com ar, tem essa coisa. Ah, a gente não falou tanto do demônio ter seu pata rachada. É. Por quê? Por quê? Porque um pouco essa ideia de que um ser que não é humano, ele é um híbrido de humano e animal, é uma coisa assustadora. Você não vê normalmente por aí no dia a dia. Então você ter essa coisa do pata rachada, esse ser que é híbrido de humano e animal, eh, seria uma coisa que traria medo e traria algo não natural. Então é por isso você vê que o Pazuzu também é um
híbrido de humano e animal. É. E ele na antiguidade ele não era um demônio. Ele é um demônio quando as pessoas olham a partir de uma lente cristã para fazer um filme de Hollywood. Mas aí é diferente, né? Ah, na na antiguidade ele era um ser para qual você queria do seu lado, né? Joga o vento peixe lento no outro. Obrigada. Até às vezes a gente brinca que os até os deuses da Mesopotâmia são tanto demoníacos, mas mas é por porque eles são eles têm essa coisa muito mais imprevisível e não muito menos a a
regra do bom e ma, né? Pois é. Fale, ó. A gente tem mais uma aqui da Letícia. Ela falou assim: "Por que o espiritismo cardecista rejeita a ideia de inferno eterno?" Aí a gente precisaria de um cardecista para responder. Faz sentido. Eh, eh, primeiro Letícia, obrigada pela pergunta. Sim, eu não vou saber te responder isso com tanta propriedade, justamente porque eu não sou cardecista. Eu não estudei o cardecismo suficiente para dar uma boa resposta. A resposta que eu vou dar, provavelmente vai ser uma resposta errada, então eu prefiro não dar uma resposta. Perfeito. Ó, o
Eduardo, ele falou assim: "Qual é a relação entre demônios e Satanás? Eles são independentes ou obedecem ordens do próprio diabo? Então, aí depende da interpretação, né? Porque se a gente pensa na origem do diabo, a gente pensa eh na origem do termo diabo, na origem do termo Satanás. O Satanás é um termo que vem do hebraico e o diabo é um termo que vem do latim, que muitas vezes pode ser a mesma coisa. Então, a o próprio diabo, sim, em português, porque a gente usa esse termo, mas Satanás, diabo, demônio, são Termos que podem ser
usados de forma assim intercambiável. Então, não tem uma ah, mas qual é a verdade? Como eu disse para vocês, não tem uma verdade única. O que a gente tem eh são momentos diferentes vendo isso de forma diferente, o que não quer dizer que qualquer coisa vale, porque eu acho que deu para bem ver que não é que qualquer coisa vale, mas que tem eh variações de acordo com o período. Ó, Letícia mandou mais uma. Ela falou assim: "É possível separar o conceito de mal do conceito de Satanás?" Sim, com certeza. Eh, o Satanás só existe
para quem faz parte de um contexto eh em geral. cristão. E é só dentro de um contexto cristão, eh, um pouquinho do contexto judaico também, enfim, mas um contexto cristão especialmente que associa o mal com uma figura que é humanoide e que é um condensado de mal puro. Várias outras religiões e vários outros povos do mundo vão ver o mal como uma coisa muito mais fluida e difundida no meio do nada, assim, misturado. Então assim, a a gente que daqui do ocidente que mistura as coisas, em outros lugares não é junto não. A Isabela mandou
mais um, ó. Existe uma diferença entre o diabo das religiões e o diabo do imaginário popular? Eles se misturam muito, assim, a gente pode falar: "Ah, mas e a separação?" A gente tem que lembrar que as pessoas da religião, elas literalmente são pessoas e daí elas estão no meio das pessoas e da população. Então o diabo popular ele também tá permeando a religião, porque afinal as pessoas que estão no dia a dia são pessoas que vão pra religião. Então Assim, ah, talvez a figura do diabo, a figura dos satanás e tal dentro de um contexto
acadêmico, se a gente vai estudar as origens, etc, etc, realmente é muito diferente. Mas a figura que a gente acredita, a figura que a gente ouve na igreja e tal, ela é muito perpassada. Ela mistura muito do que a gente tem no tudo misturado, né? É, porque tem gente, né? Sim. Gente é esse negócio que mistura as coisas. É. Ó, o Lucas, ele falou o seguinte: "Eu nunca consegui entender se Lucifer é um rei do inferno ou se ele é um prisioneiro que está sendo punido no inferno." Você saberia explicar? Aí depende. Ah, adoro, né?
Que a história da pior pior explicação. Mas eu vou vou acrescentar até isso, né? Porque eh uma confusão que o pessoal fala, faz é que o dem, segundo a Bíblia, o demônio tá no inferno. Ele não tá no inferno, ele tá aqui, né? É, depende. É, não, não, mas pelo pelo que os pastores explicaram aqui, o entendimento que ele ele vai para lá depois que ele tá vendo aqui. Isso tem muito a ver com uma visão que já vem da antiguidade de que a gente tem eras da humanidade e a gente estaria vivendo numa era
em que Deus permite a que o mal exista no mundo. É. E daí a gente volta para aquela ideia de eras que eu falei lá dos do da ideia de ouro, prata, bronze, da própria estátua de do livro de Daniel, essa ideia de que tem existem períodos da humanidade e a gente tá vendo um período em que Deus permite que o mal exista por Aqui. Mas a ideia, será que Luúcifer é rei e tal? De novo, a gente tá voltando pro texto do John Milton, quando ele fala essa esse debate do John Milton de ser
rei no inferno, prefiro ser rei no inferno, mas vai depender um pouco da sua interpretação, porque em alguma medida ele tá teoricamente servindo a Deus, né? Ele tá, então talvez ele seja um prisioneiro. Eu eh essa discussão tem inclusive em relação a Judas, né? O Judas faz tanto, tanto parte do plano, porque se Judas não faz o que ele tem que fazer, inclusive tem uma hora que Jesus fala: "Vai e faz o que você tem que fazer". Uhum. Se ele não vende Jesus por pelas moedas e não entrega e não sei o quê, não acontece
o plano. É. Entendeu? Então ele tem um papel. Então tem essa discussão até que ponto Judas foi o cara que mais seguiu ou ele é o pior ou ele é o melhor. Claro que segundo a Bíblia o que a gente tem entendimento, ele foi pior porque ele ele sucumbiu ao mal, né? Exatamente. Mas é a mesma coisa. Realmente é a mesma coisa. É uma discussão e não tem como a gente ter uma definição correta. Eu acho que é a coisa da gente sentar, respirar fundo e pensar. Se você vive num lugar em que você manda
ou você acha que você manda, mas você ainda serve alguém, você é livre ou não é? E daí é uma coisa pra gente questionar mais, é, né? Se você se você serve a um senhor, por mais que você viva uma vida confortável, você é livre de verdade? Eu vou deixar para vocês pensarem. É, tupá. Eu vamos vamos então tentar tentar fazer umas definições. Diabo, Satanás, Lucifer, que mais? Diamond. Tortura historiadora. É tentar agora tudo que a gente falou dá uma dá uma, dá uma resumida assim. Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. Vamos tentar. Então, os
termos o eh os termos que a gente usa em português para diabo vieram de lugares diferentes do vieram de línguas diferentes. E por serem termos que vem de línguas diferentes, muitas vezes eles eram sinônimos, eles eram utilizados como sinônimos. Então, a gente tem diamond, que vem de do grego, que vem de uma figura que não é nem boa, nem má, mas que com o cristianismo ele vai se tornar um termo que define uma figura malvada e que depois vira daimones e demônio em português. Quando esse termo diamond vai ser traduzido pro latim, você usa o
termo diábolos. Então é um termo, é só uma tradução do outro que vai definir em português a palavra diabo. E por isso muitas vezes que em português a gente usa demônio e diabo como uma coisa que pode ser trocada. Ah, não, mas eu li que diabos e demônios são os minions e diabo é o chefe. Tudo bem, mas existem etimologicamente pode funcionar de outro jeito. Satanás. Satanás é um termo que vem do hebraico, vem de shaitã, significa adversário. E ele é um termo Também que muitas vezes é utilizado pelas igrejas como eh e entre demônio,
diabo e satanás. Muitas vezes você troca um pelo outro, mas se a gente pensar na Bíblia, Satanás aparece no livro de Jó como um adversário e não como um rei de inferno nenhum, tá? Até porque o inferno não existe naquele texto. OK? Então, demônio, Satanás, diabo, Lúcifer, Lúcifermo aquele que traz a luz, que é literalmente o termo dado, uma tradução em latim para um termo do hebraico que significa a estrela da manhã, mas que vai ser associado depois com uma figura demoníaca ou um anjo que teria, que seria um anjo rebelde, que é punido ou
não com sair do céu e ele vai eh reinar no inferno, né? Isso tudo são interpretações que vão surgir ali a partir de 1500 com o livro Paraíso Perdido do John Milton e solidificam e a gente meio que acredita nelas como se sempre foi assim e nem sempre foi assim. O grande resumo de tudo é nem sempre foi assim e depende que é a pior coisa que o historiador pode fazer para as pessoas ficarem felizes, né? Mas é legal a gente pensar que quanto mais complexo é o mundo, mais fascinante ele é, mais detalhes tem
pra gente descobrir sobre ele. E então assim, a gente sabe que na antiguidade o que o mal não era personificado. O mal existia, era externo aos seres humanos, mas ele não tinha uma uma face, ele não tinha uma descrição certinha. Mais paraa frente ele vai sendo a partir de centenas e Centenas de ano, as pessoas vão de anos as pessoas vão começando a pensar, tá? E se tiver uma face e daí começa uma certa especialização também, né? Então a gente vai ter na Goéssia, que é um livro que vem de uma tradição de folclore judaico.
E daí qual que é essa goia? Ah, cada demônio tem um papel e daí eles funcionam assim e você pode aprisioná-lo sabendo o nome deles. Essa ideia de saber o nome, nomear as coisas é muito importante. A gente nem falou tanto disso, mas saber o nome te dá poder sobre aquela coisa. Então, é por isso que saber o nome do demônio seria tão importante. Essa ideia vem desde vem desde lá de trás. Os anjos, eh, quando os anjos são criados e os anjos muitas vezes, é interessante isso, os anjos na Bíblia não necessariamente, eh, nesses
textos mais antigos, eles não necessariamente são seres seres, eles são desejos e ordens de Deus. Então, Deus fala, eh, sei lá, Gabriel, eh, L significa, né, vem de de divino e e o começo da palavra é a função daquele anjo, tá? E tem até um debate na antiguidade se os anjos deixavam de existir depois de cumprir suas funções. Ah, é? Porque você tem anjo do trovão, você tem anjo da chuva, você tem anjo do vento, você tem anjo de tudo. E mas aí e você vê a importância de nomear, é o nome dele que faz
com que ele tenha a sua função. As palavras têm poder de ação. Tem poder. As palavras têm poder de criação. Afinal, criação, né? O princípio era o verbo, né? O verbo. Então, a palavra é fundamental pra criação. Então, você saber o nome das coisas e saber nomeá-las te dá poder sobre elas. Os anjos, quando eles se apresentavam, eles se apresentavam pelo nome também. Sim. Sim. É bom. Às vezes eles fingem que eles não são anjos, aí eles não se apresentam pelo nome. No livro de Tobias tem o anjo não fala que ele é um anjo,
ele ele se vai disfaçado. Mas é isso, assim, você tem essa questão da palavra, é muito forte, né? Acho bonito. Que mais, Tupã? É isso. Faltou alguma coisa? Vamos ver. Faltou alguma coisa? A gente pode falar rapidinho também da consolidação da figura do demônio. Qual? Por que que o demônio tem chifre? é vermelho, tem asinha, enxofre e tudo mais. Isso é, a gente pega uma um pote gigante de referências de um monte de lugares separados e mistura todas elas ao longo de centenas de anos. E depois de um tempo, chegando no século XIX, no século
XX, começa a ter esse negócio que é a indústria do cinema, que vai meio que refinar todas essas referências e consolidar elas numa imagem que a gente usa até hoje, que é essa ideia do demônio, é sempre de chifrinho tals. E Daí alguém vai me perguntar: "Ah, mas tu pai, eu li que o tridente é porque tava demonizando os deuses gregos também, gente, também. Só que não é tão direto assim do tipo, não é como se tivesse tido um grande eh um grande encontro de padres malvados e eles se reuniram e falaram: "Vamos fazer esses
coisas malvados, tudo será malvado." Não foi assim. A gente tem que lembrar que as pessoas que eram padres tinham sido criadas também nessas outras culturas. Eles estão tentando entender e interpretar o cristianismo com base no que eles já tinham da cultura deles de antes. E daí você vai misturando. Por isso que eu falo do pote. É um pote gigante de referências que depois de ferver por horas e horas e horas e milênios, você tem as referências que chegam até a gente. Talvez daqui 100, 200 anos essas referências se modifiquem um pouco. É, com certeza. Agora
com a tecnologia, né? O demônio na dem. Meu Deus. É o demônio da I. Meu Deus do céu. Tupá. Obrigado demais pelo papo aí. Ah, eu que agradeço. Espero que voltemos com outros assuntos. Mas você não está livre, não. Você tá pensando que acabou o papo, né? Temos três perguntas aí que a gente faz para todo mundo que vem pela primeira vez. É tipo o clube da luta. Primeira, primeira pergunta. Eu posso contar as perguntas pros outros? Pode aqui você pode. Tá bom. Porque é o clube da luta. É, tá sendo filmado, já é ao
vivo, né? Então a galera já vai saber. Primeira pergunta: "Qual foi o momento mais difícil da tua carreira ou da tua vida?" mais difícil, gente, é muito momento difícil da vida, assim, eh, eu acho que e essa resposta vai mudar com o tempo, assim, mas nos últimos tempos foi a pandemia, foi perder, eu perdi três tios e o meu pai em sequência muito curta na pandemia, nossa, eu não tive oportunidade de dar tchau para nenhum deles. Eh, e teu pai também? Meu pai, meu pai é uma pessoa incrível, morava em Florianópolis. Ele morreu em 2021,
no começo de 2021. Na primeira pegou na segunda na segunda onda. Ele não morreu de Covid, mas ele morreu de consequências da pandemia. O meu pai teve uma crise de eh uma crise de convulsões em casa e os hospitais estavam todos super lotados e não tinha ambulância. Meu pai ficou mais de 3 horas convulsionando sozinho. Então assim, tivesse um atendimento mais rápido. É. Ah, tu pai, ele teria vivido muito, mas eu não sei, gente, porque eu, né, não sou essa pessoa. Mas ele não precisava ter sofrido o que ele sofreu. E isso para mim é
uma coisa que dói muito lá no fundo, assim. Eh, mas é difícil achar um momento terrível porque é isso, a vida é cheia de momentos terríveis. É. E momentos maravilhosos também. Pois é. E você pesei o clima, foi mal. Não, não. Mas e a e a tua crença? Você culpa o mal? Você acha que é totalmente randômico? É uma coisa aleatória? se existe algum, eu acho que tem a ver com o caos, mas nesse caso específico eu vejo como uma gestão incorreta de um governo. Não, não, tudo bem. Eu não tô falando no plano material,
tô falando assim, existe alguma coisa além? Ah, não. Para mim é caos. É caos mesmo. É, é. Tá. Eu realmente acho que a vida é aleatória e aleatória e a gente tenta colocar significado nessas coisas. Ah, isso aconteceu com o meu pai, não só por causa de quem tava presidindo, mas porque essa pessoa é ruim ou tem uma influência ruim ou ele é mal. Não, não, não, não. O mal não, o mal não tá relacionado com isso. Assim, eh, eu, eu brinco que, eu porque pessoa se aquela pergunta que você fez no começo, porque acontece
coisas ruins com pessoas, com pessoas incríveis. É, porque a vida é assim, porque não tem uma explicação, eu não consigo dar uma explicação que me que me faça ficar e que possa ser replicada, né? Isso. Meu pai assim, tá? Sempre que acontecer coisa não tem. Eu acho que existe uma aleatoriedade da vida, assim, infelizmente. É, eu sei dessa possibilidade e ela me deixa muito triste se for verdade, você entende? É, eu sei que existe essa possibilidade e é Muito forte e se ela for a verdade é uma é uma pena. É, é, não é maravilhoso
como ideia, como conceito, mas pra gente como é porque daí significa que a gente tem quase nenhum controle, né? Não, mentira. A gente tem zero controle. Zero controle. Zero controle. A vida não tá nem aí com o nosso planejamento. Você planeja, ah, eu vou no Ah, é, você não sabe nada. É, não. Inclusive, a minha mãe faz essa piada comigo com frequência porque ela fala: "É, toda vez as fiandeiras tem essa, os nórdicos tinham essa ideia, né, de que tinham as fiandeiras que estavam tecendo o tapete da sua vida, né, e daí toda vez que
você faz um plano, elas rim da sua cara e tec outra coisa, né? Então assim, vai que é isso." Mas eu realmente acho eh e daí isso é uma coisa muito de fé de novo, né? Porque cada um tem a sua tals. E a que faz mais sentido para mim é o caos. E não é que é uma coisa que me deixa tranquila necessariamente, né? Do cal, você sabe também, né? Tem, mas deixo esse daí pros meus amigos. Eu tenho amigos que são, né? Grand Morrison. É um Isso. Deixa esse pessoal. Tudo bem, mas não
é a minha vibe. Segunda pergunta tem a ver com que a gente tá falando aqui. A gente vai ver um dia. Essa aleatuedade. A gente nunca sabe quando e por e se tem alguma coisa além, mas esse vídeo a gente sabe que fica além da gente aqui se não acabar tudo, né? Então manda um recado para 200 anos no futuro. Pessoas que estão vendo aqui, quais seriam suas últimas palavras, teu epitáfio? É gente, foi massa, mas foi caos. É isso, é isso, é isso. Foi muito legal, né? De ver. Muito legal. Tô me divertindo horrores,
mas às vezes não tanto. E a terceira pergunta é: qual a tua dúvida atual? Imagino que você se faça perguntas, pega a tua atual antes de dormir que você fica pensando. Nossa, que que eu penso muito antes de dormir? Eu eu durmo muito rápido, eu não penso muito antes de dormir. Que nossa, que inveja. Fui dormir às 5 horas da manhã porque simplesmente eu não conseguia dormir. Deitou as duas e deitou às duas. É, não deitei aqui, pô. Acabou cedo o podcast ontem aqui. É meu super poder. Eu durmo. Eh, eu tinha esse poder. Eu
espero não perdê-lo. Eu espero não perdê-lo. Eu acho que das coisas que eu mais me questiono ultimamente é justamente é entender. Eu quero muito entender como que a como que a ideia de demônio influencia a sociedade contemporânea. Ou seja, como que a gente pega tudo isso que a gente debateu e muito mais, essa grande sopa de referências e de repente e tem uma igreja falando a e outra igreja falando bso tá influenciando a política. Você vê que você é uma pesquisa nos Estados Unidos que mostra que pessoas que acreditam em um demônio votam mais no
Trump? Cara, que associação? Pois é. E daí a referência? Mas acreditam no demônio ou a pergunta era diferente? acreditam em mal no demônio, na figura do demônio. Isso. E daí não é, não tem nada a ver, est porque porque muita gente fala que ele pode ser o anticristo, né? É. Não, mas não tem nada a ver com isso. É porque tem a ver com a ideia de que a maior parte das pessoas que acredita no demônio, e daí isso nesse paper que fizeram, e é um contexto dos Estados Unidos, eu não tô passando ele pro
Brasil, tá? Eh, essas pessoas elas também tendem a acreditar mais na ideia de fim dos tempos e na ideia de que de um salvador e daí eles acreditam muito mais que o Trump pode ser essa figura de salvação. Se o pessoal estudar melhor, essa pessoa que vai parecer que vai salvar, mas não vai, é o anticristo. Será? É, mas tem essa ideia que ele possa é o cara que sal é um cara que faz acordo de paz, mas no fundo vai começar a tribulação a partir daí, Cara. Inclusive com a construção do terceiro templo, né?
Ah, é terceiro templo. E se você ouvir em algum lugar que tá construindo o terceiro templo, corra para as montanhas. Mas tem bastante templo já. E daí é muito louco, né? Porque uma parte das eh posterior à destruição do templo, uma galera vai falar: "Não, na real o terceiro templo é celeste, ele jamais vai ser construído na terra". Várias interpretações. É, com certeza. Assim como milênio também, essas essas coisas de tempo na Bíblia é o tempo assim ou são 1000 anos? Um dia são 1000 anos. É, é, várias contas muito ótimas para serem feitas. Inclusive,
foi semana passada que era para ter acabado, para ter acabado o mundo. Acho que passamento. Arrebatamento semana passada, não foi? Dia 23 para 24. Dia 24. É, dia 24 era o arrebatamento. Você sabe que o arrebatamento é uma ideia que tem menos de 100 anos. Sério? É uma ideia dos Estados Unidos. Rupture. É, rupture é uma ideia. Tanto é que vem da onde? Vem de um pastor dos Estados Unidos. Porque já existia um debate há muito tempo. Eu falando mais loucamente, né? encerrando e eu falando, mas eh existia sempre existiu esse debate do que que
vai acontecer no fim dos tempos, certo? Aí ah, a terra vai gemer, os corpos, as pessoas vão voltar, vai todo mundo asender pro céu, tal. Sempre teve esse debate. Mas aí tem um pastor nos Estados Unidos, que eu esqueci o nome agora, em 1800 e tanto, que ele vai virar e vai falar: "Não, na real o que vai acontecer é que as pessoas serão arrebatadas, elas irão são tiradas do serão tiradas da terra e irão para coisa, porque as outras pessoas vão sofrer o tempo de tribulações aqui na terra. Mas isso é uma ideia recente.
Antes as pessoas acreditavam que eh é e acreditavam em outras formas de que ah você todo mundo vai morrer e as almas que vão, isso vai ser uma coisa no céu. Fizemos até tem pré pré-tribulacionista, pós tribulacionista, medo, eu acho, sei lá, tem gente que acha que a igreja de Cristo vai ser arrebatada antes, outras que vai passar por pela pela tribulação depois. E essa essa discussão é relativamente recente, tem muita discussão de novo, né? Acho que isso que é mágico da história, entender que o que a gente acha que sempre existiu não existiu, não.
Não, foi de agora. Esse programa inclusive não existiu. Ah, não existiu, não. É só de agora. vendo isso daqui não existiu o bigoda. Não existe. É só uma voz. É uma só uma voz e um penteado ridículo. Ele é bonito. Ele é bonito. Pode falar. Assistiu o nome da Rosa. Não parece o personagem lá que ajuda o Chancono? Parece um pouco. Assiste depois. Ele tem esse cabelinho assim. Eu vou dizer que o livro da a o nome da Rosa é um livro que me deixou muito frustrada por muito tempo. Porque ele termina com a frase
em latim e não tinha tradução na na cópia que eu ganhei e não tinha Google na Não tinha Google. Eu peguei esse livro e tá lá Stat Rosa Prisna Nmina Nomina nunda Tenemos. Eu falei que que ele tá me falando por que porque assim enfim concluímos que frase em latim eu falo e aí e aí aí aí eu não sei não sabe até hoje. Coloca aí nos comentários. É, tá tá em aberto. Ô Bigoda, é contigo aí Bigod. Agradecer aí o pessoal, né? É isso aí. Agradecer todo mundo que chegou até o final dessa live,
né? Aqui deixa aquele like maroto. Exatamente. Deixa seu like também. Se inscreve aí no canal para ajudar a gente a bater a meta de 6 milhões de inscritos. 6 milhão? 6 milhões. Deus, posso pedir pr as pessoas se inscreverem no meu canal também? Passe suas redes sociais, por favor? Gente, ó, normalmente redes sociais @tupaguerra, que é o meu nome, literalmente. Então você me achao, né? Em vários lugares aí. E amanhã, 7 da noite vai lançar o meu podcast Uma Tupá no Tempo. Onde vai? Tá, vai lançar no YouTube. YouTubes. E mas vai ter também, para
quem é velho que nem eu e gosta de ouvir só áudio, vai ter também só áudio. Mas sabe o que dá para fazer? Dá para assistir no YouTube e não olhar. Dá também. Mas é que às vezes o YouTube você não paga e se você fecha o celular porque eu tô falando isso quando trabalhava com publicidade, a gente tinha que mandar uns vídeos lá para eles de animação. Sim. Aí o cara mandou assim, falou: "Putz, mas a o áudio não tá aprovado, eu queria ver só a imagem. Vocês mandaram a imagem e o áudio". A
gente falou assim: "É só você abaixar o volume." Ah, é. Obrigado. Desculpa aí. Olha, essa magia tá me atrapalhando aqui porque o áudio tá é só deixar botado. Desculpa aí. Tá certo. Ó, tem essa magia aí. Tem essa magia. Ah, outra coisa muito rápida, eu vou dar um curso, eh, dia primeiro de novembro eu vou dar um curso sobre a origem do diabo, só que um curso de 6 horas mais aprofundado com online. Onlines, onlines. Eh, se procurar nas no seu Instagram vai achar essa no meu Instagram tem essa informação. Vai ser com o pessoal
do mundo freak confidencial. Boa, boa, boa. Obrigado demais, Tupac. Que papo legal. Muita gente pedindo, muita gente te indicando aí, né? muita gente, muita gente, muita gente. Ou bigoda, que que o pessoal escreve nos Olha o que você vai colocar, hein, cara. Que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final desse papo, ó? Para você provar que chegou até aqui, dita aí bandeirinha do Avaí que não é que não é do Avaí, não é do Avaí. Ah, não, Diego. Agora que agora eu sei de qual estado que é. Eu vou
atrás até da bandeirinha do Havaí. Agora que eu fiquei fiquei curioso. Escrevam bandeira do Havaí então nos comentários que a gente sabe que você chegou até o final. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo. Vou ficar com o demônio também se você quiser, né? Vai aqui, né? É. E legal que vocês vieram aí. Até mais. As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso
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