Olá estamos de volta e nessa vídeo aula nós vamos falar sobre alfabetização midiática e informacional mas Pera aí que que é tudo isso vamos com calma que a gente vai entender alfabetização midiática internacional também é universalmente conhecida como ami Então sempre que você encontrar essa sigla a gente está falando de alfabetização midiática e informacional e para conversar sobre esse tema tão importante eu quero te fazer uma pergunta para a gente iniciar nesse entendimento o que você vê na internet te influencia de alguma forma quando você tá lá nas redes sociais recebendo informações de produtos de
empresa de serviços e também o próprio feed lá que é alimentado pela sua rede de amigos que se conectaram a você isso te influencia de alguma forma e como pensa um pouquinho sobre isso e a segunda pergunta o que você vê na internet tem o poder de modificar seu posicionamento sobre algo você já mudou de ideia na compra de algum produto ou até sobre alguém que você vai votar por conta de informações que você teve acesso na Internet essas informações você sabe de que fonte elas vieram Quem produziu como elas foram veiculadas com quem intenção
elas foram veiculadas E você já parou para pensar que relação tudo isso tem com a educação formal e com nosso papel de professor Nesse contexto é sobre isso que fala alfabetização midiática e informacional principalmente esse documento aqui que a gente vai conhecer um pouquinho hoje que é alfabetização midiática internacional um para a formação de professores a gente vai conhecer esses conceitos a partir desse documento e depois a gente vai ter uma convidada super especial que vai falar de forma prática como que isso se aplica no nosso dia a dia enquanto professores enquanto formadores de pessoas
vamos lá mas o que é a mi nesse documento da Unesco a gente tem um preâmbulo onde explica todo esse contexto de Constituição da alfabetização midiática Internacional e o documento diz o seguinte a qualidade da informação que recebemos tem um papel decisivo na determinação de nossas escolhas e ações expande o movimento pela educação física que incorpora os professores como principais agentes de mudança e o documento faz uma referência ao artigo 19 da declaração universal dos direitos humanos que estabelece que todo ser humano tem direito a liberdade de opinião e expressão e esse direito inclui a
liberdade de opinar deprimente de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios independentemente de fronteiras alfabetização midiática internacional proporcionam cidadãos as competência desnecessárias para buscar e Usufruir plenamente dos benefícios desse direito humano Fundamental e qual o papel das mídias nisso tudo vamos ver as mídias e outros provedores de informação como bibliotecas arquivos e internet são amplamente reconhecidos como ferramentas essenciais para auxiliar os cidadãos a tomar em decisões bem informadas são também os meios pelos pais a sociedades aprendem sobre elas mesmas mantém discursos públicos e constroem um sentido de comunidade os canais de mídia
e as demais chiques podem ter um grande Impacto sobre a educação continuada e por isso cidadãos precisam de conhecimento básico sobre as funções das Mídias e de outros provedores de informação e como acessá-los o propósito da alfabetização midiática internacional é transmitir esse conhecimento novos usuários Então porque nós como professores devemos promover a Mi porque a gente precisa fortalecer alfabetização midiática principalmente entre os estudantes e para que isso aconteça a gente precisa de formação continuada dos professores o documento da Unesco diz que os professores mais Provavelmente adotaram o currículo de ami se este estiver relacionado às
estratégias pedagógicas que melhoram a forma de ensinar matérias escolares tradicionais ou seja esse currículo essa Matriz foi construída para ser Integrado de forma transdisciplinar e interdisciplinar no currículo da escola para que a gente consiga junto com os conteúdos curriculares trabalhar essa camada de alfabetização midiática e informacional e a gente vai aprender mais sobre essas ferramentas sobre as técnicas sobre na abordagens que nos ajudam com isso na unidade 3 sobre educação mediática e na unidade 4 também da educomunicação vamos ver a diferença então entre alfabetização informacional e alfabetização midiática esse documento da Unesco propõe uma unificação
desses conceitos em alfabetização midiática e informacional alfabetização informacional ela é enfatiza a importância do acesso à informação e a avaliação do uso ético dessa informação e alfabetização midiática enfatiza a capacidade de compreender as funções da mídia de avaliar como Essas funções são desempenhadas e de engajar-se racionalmente junto as mídias com vistas a autoestrição a matriz curricular e de competências em ami para a formação de professores incorpora ambas as ideias ou seja unificando a ideia de Alfa midiática e informacional e aqui a gente tem uma demonstração de todas as competências relacionadas ao alfabetização informacional e alfabetização
midiática vamos dar uma olhada na alfabetização informacional a definição e articulação de necessidades informais localização e acesso à informação acesso à informação organização da informação uso ético da informação comunicação da informação e uso das habilidades de tix no processamento da informação na alfabetização midiática nós temos compreensão do papel e das funções das mídias em sociedades democráticas compreensão das condições sobre as quais as mídias podem cumprir suas funções avaliação crítica do conteúdo midiático a luz das funções da mídia compromisso junto as mídias para auto expressão e a participação democrática revisão das habilidades incluindo as chiques necessárias
para a produção de conteúdos pelos usuários abordando essas duas frentes de trabalho da alfabetização midiática e informacional a matriz de competências em ami é um modelo que é UNESCO busca usar para prover sistemas de Educação de professores em países desenvolvidos em desenvolvimento com uma matriz capaz de construir um programa de formação para professores alfabetizados em mídia e informação e o documento também traz essas outras possibilidades de alfabetização midiática internacional que estão presentes de acordo com o contexto e lá no documento na página 19 tem essa Ecologia da alfabetização midiática internacional olha só o que que
pode ter aqui alfabetização informacional alfabetização no uso de bibliotecas liberdade de expressão e alfabetização informacional alfabetização digital alfabetização computacional alfabetização no uso da internet alfabetização no uso de jogos alfabetização cinematográfica alfabetização televisiva alfabetização no acesso a notícias alfabetização publicitária e alfabetização midiática e se você quiser saber mais sobre isso é importante que você acesse o documento completo da Unesco sobre alfabetização midiática internacional currículo para a formação de professores e nesse documento também estão listados aí os principais benefícios da mi o primeiro deles que é dar os professores um conhecimento aprimorado o segundo que possibilita aos
professores o conhecimento das funções das Mídias e dos canais de informação na sociedade democráticas e o terceiro benefício que essa sociedade alfabetizada em mídia pode promover o desenvolvimento de mídias vídeos independentes e pluralistas e nós temos também os requisitos da mi é a questão das competências as ferramentas essenciais para que os professores possam se engajar juntos as informações sobre localização e consumo de informações o acesso igualitário a informação e o conhecimento e a possibilidade da Ani promover e facilitar um diálogo intercultural e agora sem mais delongas eu quero convidar você assistir a palestra da querida
professora Alexandra bujokas de Siqueira que a professora lá da Universidade Federal do Triângulo Mineiro ela trabalha há muito tempo com o alfabetização midiática internacional com mídia educação ela realmente sabe do que ela está falando ela tem experiências muito legais de desenvolvimento disso tudo na inicial de professores na formação continuada também ela tem experiências nas escolas e ela trabalhou na tradução desse documento do documento da Unesco sobre alfabetização midiática internacional o currículo para a formação de professores Então a gente vai agora para o vídeo da professora Alexandra buchocas o título da fala dela é alfabetização midiática
internacional acesse igualitário a informação e é o conhecimento que foi uma participação dela no workshop internacional mediação uma biblioteca para hoje para todos em 2020 esse vídeo está disponível no canal do cisele São Paulo se você quiser acessar vai estar disponível aqui também no slide depois se você quiser assistir de novo indicar para alguém vai estar disponível aqui no slide Então vamos lá pega o caderno pega a caneta Anota tudo faz as suas reflexões e no final a gente volta aqui para fazer o fechamento eu trabalho então há 20 anos com leitura crítica da mídia
fui professora de um curso de jornalismo numa universidade de Bauru no interior de São Paulo e agora 10 anos eu tô lá em Uberaba trabalhando com formação de professores o que eu trouxe aqui para vocês é um pouco assim o relato das nossas experiências em projetos de pesquisa em projetos de extensão e também do que eu tenho feito lá em sala de aula na universidade você é bem sincero assim depois que eu terminei minha apresentação porque agora são outros tempos né eu fiquei meio ressabiada das coisas que eu trouxe aqui para vocês mas aí a
hora que eu cheguei aqui que eu vi ali na frente da biblioteca né da biblioteca é um espaço de liberdade e eu já fiquei mais tranquila então vamos lá vamos começar um pouquinho eu acabei de ouvir aqui que o tema da alfabetização midiática internacional nunca foi tratado neste evento né alguém de vocês já teve alguma experiência com mídia educação ou é do comunicação ou leitura crítica da mídia ou alfabetização midiática internacional Alguém já trabalhou com isso já viu alguma coisa só para saber como é que eu vou avançar aqui ah começa as bolinhas essa bola
Pois é Ah isso daqui eu tirei de um documento da Unesco alfabetização midiática internacional currículo para formação de professores é um documento de 2013 a gente fez a versão para o português brasileiro lá não é FM eu já vou avisando que agora já tá preparando uma segunda versão Então esse aqui que tá vigente até agora mas ele já tá sendo revisto e eu trago isso porque toda vez que eu vou trabalhar com os professores né Eles olham isso daqui é alfabetização midiática internacional Com todas essas habilidades eu sei que não dá pra ler mas não
vem ao caso mesmo porque a primeira reação dos meus alunos e quando ela nos cursos de formação de professores eles falam Tá me zoando né além de ter que ensinar a ler e escrever todos os conteúdos da minha disciplina a quarta briga na sala de aula ensina boas maneiras e ainda tem que ensinar tudo isso daqui vamos passar diante vamos pular isso daqui por enquanto essa é a nossa definição ainda dentro do documento da Unesco é UNESCO trabalha com duas linhas não sei se vocês estão eh familiarizados com isso mas antigamente antigamente assim há mais
de 15 anos a Unesco trabalhava com alfabetização informacional que era mais ligada à área de bibliotecas é o tratamento da informação e alfabetização midiática numa outra linha e agora nessa nova abordagem então ele juntaram as duas coisas como a gente pode ver nós temos aqui uma série de habilidades né então aqui a gente tem um mapa com todas elas aqui a gente tem uma descrição de todas elas e se a gente pegar o documento da Unesco realmente é uma lista enorme de habilidades então o desafio que tá posto para quem trabalha com educação pode ser
a educação da sala de aula pode ser dentro da biblioteca pode ser nos Espaços não formais o desafio que tá poço é a gente dá um jeito de colocar isso daqui nas nossas práticas de ensino e aprendizagem e não é pouca coisa A grande questão para nós agora é como fazer isso então vamos começar a nossa conversa aqui tentando entender um pouquinho vamos tentar tirar um mínimo denominador comum do que a gente considera como alfabetização midiática né então juntar tudo isso daqui todas essas definições e ver qual é a definição mais simples que a gente
consegue ter mas simples não se implora empobrecida mas aquele mínimo para a gente começar a pensar em como promover alfabetização midiática internacional no espaço da biblioteca e ainda eu peguei uma definição do ofcon ofcon é o Office of comunication é o órgão regulador da mídia nos Estados Unidos nos Estados Unidos na Inglaterra ofcon é uma história interessante porque em 2003 a Inglaterra aprovou uma nova legislação de Rádio Difusão coisa que nunca aconteceu no Brasil né Não sei acho que a professora Eugenio Butt pode até falar um pouquinho mais sobre isso mas a nossa Live gente
64 né da época do regime militar da época que a televisão era preto e branco e ela teve gente até hoje a Inglaterra em 2003 fez uma nova lei de Rádio Difusão para conseguir dar conta do ambiente digital e aí um aspecto Interessante foi que uma sessão dessa lei colocava como obrigação do governo promover a política nacional do que ele chama de mídia literacial ou letramento em mídia Então isso é uma obrigação do Estado promover esse tipo de leitura e de uso da mídia E aí então fez uma ampla consulta pegou uma série de definições
e chegou nessa acho que de todas que eu conheço talvez a mais objetiva O que que é uma pessoa alfabetizada em mídia e informação é uma pessoa que é capaz de usar compreender e criar mídia de comunicação em uma variedade de contextos tudo bem é mais curtinho Mas se a gente for ver bem na prática é isso daqui certo quer saber mexer com quem essa Bele notícia criticamente é saber curtir o cinema quer saber localizar informação receber comparar a informação Essa é bem explicar uma ideia usando as linguagens midiáticas então a gente não escapa muito
disso né agora a nossa próxima questão aqui então como fazer como fazer eu vou fazer da seguinte forma aqui com vocês eu trouxe alguns exercícios que eu costumo fazer com os meus estudantes então na prática a gente vai de exercício exercício muito rapidamente só pra gente ter assim uma uma amostrinha de como funciona para a gente tentar entender então como que se pratica a mídia educação Então nós vamos começar assistindo uma propaganda bem curtinha Alguém conhece essa propaganda da Colgate [Música] [Música] tudo bem alguém tem alguma opinião contrário Alguém tem uma crítica a fazer essa
propaganda gasta mais água na produção da tampinha e da embalagem né então o fato da gente consumir a pasta da Colgate talvez tenha mais impacto ambiental do que escovar os dentes com a torneira aberta não seja para fazer isso mas é isso como é seu nome a Tatiana vocês concordam com opinião da Tatiana Então até uma propaganda educativa feita por bons motivos que aparentemente desperta a nossa simpatia ela pode ser problematizada esse é um trabalho de mediação Não é vamos avançar um pouquinho então Então vamos começar a conhecer aqui alguns dos nossos musgos inspiradores eu
trouxe aqui duas frases do Stuart Hall que é um sociólogo o professor Stuart Hoy morreu recentemente né ele fez carreira na universidade de birmann e depois lá na Open Universe mas em 1964 Ele publicou esse livro que se chama as artes populares em português Artes depois de uma experiência trabalhando como professor de inglês nas chamadas compe Hands inglesas aquelas escolas que receberam os filhos dos Imigrantes lá nos anos 60 quando como elfo foi criado é uma criança chegava na escola inglês imagina o filho do paquistanês do indiano do Sul da Inês E aí o professor
queria que ele aprendesse shakespe ele curtisse pra caramba você não passe de mágica né Lógico que não ia rolar né E aí o Stewart Hall então tentou levar a Cultura midiática Britânica inclusive integrasse as crianças da cultura popular e tal e dessa experiência depois quando ele já era diretor de do Departamento de Educação do bem-te filme Instituto Ele publicou esse livro veja de 1964 ele é da mesma época do código brasileiro de telecomunicações brasileiras mas olha o que que ele fala a tarefa do professor é desenvolver com os alunos habilidades para discriminarem distorcido nossa preocupação
é com a dificuldade que a maioria de nós Experimenta ao tentar diferenciar um de outro particularmente quando estamos lidando com novas mídias novos meios de expressão em uma nova geralmente Confusa a situação cultural e social não parece que ele tá falando de rede social só que ele tá falando da televisão não é época e depois o lemasterman que é com contemporâneo do Stuart Hall também o professor inglês ele escreveu um texto muito interessante que se chama os 18 princípios da mídia educação se é para fazer mídia educação ou alfabetização midiática a gente pode dar nome
que a gente quiser 18 princípios tem que ser seguidos e um deles é esse que eu trouxe para vocês que ele diz assim o conceito unificador central da educação para mídia é o da representação a mídia media os meios de comunicação não refletem mas sim representam o mundo os meios de comunicação são sistemas de signos simbólicos que devem ser decodificados sem Esse princípio nenhum é uma educação para mídia possível e a partir do conceito de representação tudo o mais flui Então essa tarefa que a gente tem a mídia já faz uma mediação entre a gente
é a realidade e o nosso trabalho como professores de leitura crítica da mídia seja em espaços formais o nosso trabalho é fazer essa mediação Então vamos ver lá vamos voltar aqui para nossa questão da água esse aqui é um vereador super famoso lá em Uberaba Tem alguém de Minas aqui não esse amigo Cecília o nosso ego Vereador é de Uberaba então naquela época lembro 2014 né que faltou água para todo lado tal foi aquele caos aí logo depois que passou ele esparramou um monte de dor pela cidade né água Você já conhece os transtornos que
a falta dela faz economiza isso foi lá na esquina da ufm daí alguém falei pintou o dentinho dele como sempre acontece numa atitude crítica em relação à propaganda do Sami Cecílio Mas enfim temos um discurso aqui certo que é muito parecido com o discurso da Colgate isso daqui é da Folha de São Paulo daquela época também né só que diz respeito à vocês olha lá uma reportagem na Folha de São Paulo mostrando que a Sabesp tornou secretos os dados sobre abastecimento de água se ainda foi na época do Governo Alckmin né então uma das coisas
é numa possível falta da água os lugares em que vão ter corte os lugares que não vão ter corte e essa informação é vedado né Ela não é uma informação pública e aí na época o presidente da Sabesp deu essa essa declaração que tá ali no meio da reportagem o fato dos lugares que ficariam fora de um rodízio estar sobre sigilo de acordo com ele foi uma escolha dessa proteger esses pontos eventualidade de colapso se numa situação normal já se faz gato roubo de água imagina numa situação de colapso disse ele né e essas informações
se tornaram secretas Então você não sabe se está faltando a água só não foi cortada em hospital escola ou se continua tendo água sei lá no Jardim né em outros lugares não necessariamente de qualquer forma a gente vai ficar sabendo porque as informações secretas e finalmente eu trouxe aqui alguns dados acho que isso daqui que a Tatiana tava falando esse livro não foi traduzido para o português ainda mas esse Ari em hohekra ele foi um dos pesquisadores apoiados pela Unesco para fazer esse estudo sobre o que a gente chama de pegada hídrica a pegada hídrica
ela vai ela faz parte daquele conjunto de pecadas ecológicas no mesmo dia que a gente tenha pegado Ecológico pegada de carbono e tal a pegada hídrica é tentar calcular o tanto de água que é usado desde o começo até o fim da cadeia produtiva de tudo porque se a gente olhar o nosso redor aqui nós estamos cercados de água tudo que a gente consome tudo que tem aqui usa água em algum momento da sua produção né E aí então eles fizeram esses cálculos para chegar a uma quantidade uma estimar da maneira mais precisa possível a
quantidade de água gasta e os números assustam por exemplo uma camiseta de algodão chega a consumir 3.000 l de água para ser produzida 1 kg de carne bovina 15.000 l de água então quer dizer quando você come 1 kg de carne no churrasco você está bebendo 15.000 l de água virtual né Então essa é uma questão relevante então daí fazendo todos esses cálculos Eles chegaram algumas médias mundiais eu acho que média mundial ela não é precisa né porque tem o que acesso ao sempre tem acesso ao zero da Média 50 mas dá para a gente
ter uma ideia do impacto do nosso consumo então em média a gente gasta 3.400 l de água por dia e produtos agrícolas 1100 produtos industrializados e entre 60 e 65% da nossa pegada hídrica está fora do nosso país no caso da soja brasileira né que desmata usa água brasileiro vai para os Estados Unidos vira a ração e depois o brasileiro né os brasileiros ainda compra ração dos Estados Unidos a gente compra com a água que saiu do nosso país né que vai alimentar o boi aquele um que fica parado sofrendo mas eu sou vegetariano não
posso começar a falar sobre isso enfim o cálculo final é 3% do nosso consumo sai da torneira de casa mais ou menos 150 litros de água por dia a média brasileira é maior são 250 litros e 97% do nosso consumo ocorre na forma de água virtual que consumimos quando Vamos ao supermercado Então se a gente for ver todo esse conjunto de informações disponíveis dá para rever aquela propaganda da Colgate não dá ela já não é tão boa assim que que ela está fazendo ela está representando o problema da água de uma determinada perspectiva mas não
de outra é isso que o professor ele é máximo fala pra gente e o que que o professor fala a nossa tarefa como professores como mediadores é distinguir entre o que parece legítimo e o que parece distorcido Então aquela propaganda que no primeiro momento parecia legítima Agora ela já começa a aparecer distorcida Então a nossa tarefa isso pode perfeitamente ser feito dentro da biblioteca que é um centro de informação né é a gente comparar diversas representações sobre um fato para formar uma opinião mais informada fazendo isso a gente tá resolvendo boa parte daquelas bolinhas do
começo que eu passei para vocês mais dois autores aqui para a gente continuar pensando então o professor Roger Silverstone que autor desse livro né porque estudar a mídia foi publicado no Brasil pela Loyola ele diz assim é no mundo mundano que a mídia opera de maneira mais significativa ela filtra em mol da realidade escotidianas por meio de suas representações singulares fornecendo critérios referências para condução da vida diária para produção e manutenção do senso comum Então olha só se a gente quer fazer leitura crítica da mídia e a gente quer selecionar material para fazer isso de
acordo com o professor Roger Silverstone é o seguinte grandes eventos midáticos por exemplo a cobertura de uma eleição uma grande tragédia qualquer coisa assim eles ensinam sobre mídia mas ao longo da nossa vida a maior influência dos meios de comunicação está nas banalidades por isso que a paridade assim é o jeito de dizer por isso que a gente estuda a propaganda da Novalgina a gente estuda propaganda do sabão em pó por isso que a gente Lê as tirinhas do Jornal A gente estuda notícia de celebridade né Então tudo isso que parece banalidade superficialidade a gente
estuda time Line de rede social porque se a gente tem uma abordagem sistemática a gente começa a aprender sobre como a mídia funciona né são mais bolinhas Estamos dando conta lá daquele nosso mapa e o professor Douglas keune que é o autor desse texto aqui que foi publicado na revista educação e sociedade da Unicamp para leitura crítica da mídia democracia radical e a reconstrução da educação Ele disse que a educação para leitura crítica da mídia não deve ser vista como bloco específico de conhecimento é um conjunto de habilidades mas sim como uma estrutura de compreensões
conceituais eu comecei a minha fala mostrando habilidades não foi e agora trouxe um cara aqui que fala que não se trata de habilidades maluca o que que nós estamos falando então nós estamos falando que o jeito de fazer se eu quero trabalhar a comida de educação como é que eu faço bom a gente a partir desse momento eu vou falar da minha própria experiência eu não consigo muito além daquilo que eu vivi fiz mas se eu puder falar para vocês Da Minha experiência é tipo sangue punk faça você mesmo Do With Marcelo né a gente
faz do jeito que dá conforme as condições que você tem na biblioteca conforme o público que você tem conforme o que está acontecendo no momento Então a gente vai selecionando e a gente vai organizando os nossos projetos de mediação de leitura crítica da mídia Então vamos fazer mais um exemplo aqui para vocês olha só quem conhece essa revista Você sabe quem é o público dessa revista quem é o público alvo é masculino ou feminino masculino de que classe social será mais imediata para empresário né agroboy sei lá né os cara ricão Cheio da grande gente
poder empoderados né Então olha lá e tem um padrão né quando eu vou trabalhar outras questões toda vez que aparece mulher mulher tá de biquíni calcinha e sutiã e os homens são sempre de terno os homens estão sempre de terno com exceção de um não é mesmo perceberam que tem um aí que fugiu do padrão o Emicida por que será que a minha filha fugiu do padrão estilo de vida fugiu do patrão dele o McDonald's tem uma capa de um disco ele usa ele usa ele curte que ele fala que ele gosta de aparecer um
tiãozinho Eu já vi falando isso mas aí por algum motivo o Emicida Não apareceu de terno agora conte para mim como que ele está vestido que que ele tá usando capuz que corta o capuz Campos branco Vamos fazer uma investigação Olha só olha lá o Mc de terno em vários ocasiões ele está usando Pois é bonitão mas olha só a declaração deles estão me vestindo igual ao tiozinho gosto de terno e gravata diz Emicida sobre o seu estilo Então não é porque ele não gosta certo algum outro motivo que levou a revista a colocar Aquela
capa e olha como que começa o líder da matéria que a revista fez o perfil dele um bom malandro conquistador tem naipe de artista pique de jogador a rima dos Racionais Mc's Mas serve bem ao estilo Emicida de empreender junto com irmão Evandro filhote trabalha para dominar toda a cadeia das áreas em que atua no jargão de um administrador seria como uma empresa totalmente verticalizada no capitalismo o que não virá mercado vai virar saudade tá ligado E aí o professor ele é máximo falou para nós que a mídia faz é representar certo então o que
a revista está fazendo é criando uma representação do Emicida representação é essa Como que ele está sendo representado especificamente neste caso nesta capa que fugiu o padrão das outras e com este poderia continuar com a entrevista mas a gente não tem tempo de estudar tudo aqui é só uma amostrinha de como funciona E aí gente como que ele está sendo representado como empresário capitalista não é malandro como qualquer empresário capitalista concorda comigo o jeito como ele foi descrito aqui quer dizer ele tem um discurso mas na hora de tocar o negócio dele ele é super
conservador se der tempo a gente assiste depois eu só não vou tocar porque senão vai ficar tudo muito longo aqui mas isso daqui é foi um clipe que ele fez aquela música Boa Esperança e foi bem na época da discussão da PEC das domésticas vocês lembram disso né que foi uma reviravolta né que aqui as pessoas não queriam pagar nela os ricos que exploram os empregadas domésticos não queriam pagar hora extra Obrigado que dorme na casa do patrão e tal né E aí ele fez essa história e se passa numa mansão de ricos lá tal
os empregados a maioria deles são negros e são humilhados sistematicamente abuso por exemplo tem uma delas que sofre assédio sexual do patrão eles são humilhados o tempo todo a patroa não quer que ela antes com o cabelo solto aparecendo as tranças porque isso é feio ela tem na hora que ela vai receber os convidados ela não pode tá com as crianças aparecendo e tal e aí lá pelas tantas tem uma revolta dos empregados Eles tomam conta da mansão é uma cena muito forte assim que no começo quando a patroa faz a empregada tampar as tranças
com a touca aí no final ela põe o dinheiro do cachorro na patroa aí depois ele já assumiram o poder deletar toda vestida como uma princesa Africana e monta em cima da patroa e assume o é uma representação das relações trabalhistas como relações escravoctas né então o Emicida que fez isso para os empresários os homens brancos e ricos essa crítica é o Emicida que foi homicida que foi representado desse jeito na revista o professor Stuart holler também fala pra gente quando ele vai dar definição de mídia dele ele diz que a mídia é um palco
de disputa simbólicas então que a gente tem lá são discursos em oposição tentando nos convencer de que determinada perspectiva é a verdade né em Oposição a outra que é mentira bom temos que resolver o Enigma do Emicida né tá vendo ele provocou no palco de disputa simbólicas que é a mídia Aí ele teve uma resposta como foi representado aqui correrem no computador e digitarem duas palavras-chaves negros e capuz branco que vai ser todo mundo que vai perceber mas quem perceber vai se deliciar certo porque ele provocou ele teve a resposta então isso é fazer o
nosso trabalho de mediação e a gente transita entre a imagem o texto o videoclipe a reportagem jornalística a história em quadrinhos a fotografia então trabalhar com mediação informacional e a gente fazer o que o professor de navegação transmídia né então a gente lida com todas as linguagens e desse ponto de vista a biblioteca é um espaço muito mais privilegiado do que a sala de aula é difícil a gente fazer isso na sala de aula por falta de recurso né a biblioteca é mais fácil ali a gente tem revista a gente tem os livros A gente
tem o computador então é um espaço privilegiado para fazer isso vamos ver mais alguns casos uma cena do clipe e a revista né então é assim que o Stuart Hall define a mídia um palco de disputa sim então para a gente tratar da Leitura crítica da mídia a gente tem que a gente tem que ter essa visão ecológica né então o new Postman no artigo que ele escreveu lá nos anos 70 ele cunhou esse tema que a Ecologia das mídias então aquele aquelas bolinhas que eu mostrei para vocês no começo na verdade o que que
nós estamos falando de uma abordagem ecológica das mídias né isso assim para formação escolar tradicional é um pouco difícil porque é tudo dividido em disciplinas né mesmo quem trabalha com português com na área de letras literatura é muita ênfase no texto e a escola tem muito isso de seguir aquele cronograma do bimestre né agora com base Nacional comum base Nacional curricular como tem que seguir todos aqueles itens tal então vejam o jeito da escola ensinar ele é um pouco limitador em relação às nossas práticas de leitura atualmente no contexto da cultura digital né então por
isso que trazer e veja ele escreveu isso em 73 75 alguma coisa assim era sobre uma reforma curricular que os Estados Unidos estavam discutindo Então a gente tem que tratar assim o nosso trabalho a fazer mediação em leitura crítica na mídia Talvez para nós aqui o mais fácil seja conselho da educação como um grande ambiente midiático e ali dentro a gente vai lidar com tudo eu não vou ler tudo isso daqui não tá eu só copiei aqui que se alguém quiser os slides depois já tá uma definição certinho porque esse texto aqui ele também não
foi traduzido para o português então aqui ele define né como que ele tá chamando de Ecologia das mídias porque as mídias como um grande ambiente midiático que contém lá tem a sala de aula e tal o que que a mídia faz ela define papéis Como que você deve desempenhar o seu papel é quando você faz determinada coisa se você tá fugindo da regra ou não é mais ou menos na Perspectiva do professor Roger Silverstone E aí então para finalizar eu trouxe um caso aqui que a gente fez em parceria com a biblioteca de uma escola
lá de Uberaba então isso daqui foi um projeto funcionou assim 2011 a gente ganhou um financiamento do CNPQ para criar um laboratório de educação lá na uftm então ele trazia os alunos do ensino médio nosso foco lá tem sido o ensino médio e a gente fazia desenvolvia uma série de atividades Mas vamos chamar assim em condições ideais de laboratório a gente tinha dois grupos comparava os dois grupos e fazia tudo ali dentro de uma maneira mais controlada e tal e aí nós chegamos num conjunto de atividades que a gente conseguia fazer E aí depois veio
um edital da fapemig que a agência de família da pesquisa de Minas Gerais E lá nós fizemos a proposta de pegar e sim material do laboratório e levar para uma sala de aula real para ver se funcionava o laboratório funcional vai morrer na escola de verdade boa parte das coisas não rolou porque assim a estrutura da escola os alunos se interessa Professor Mas é só para vocês terem uma ideia Uma pequena história aqui no primeiro dia quando a gente ia começar na sala de aula a gente ia trabalhar com uma turma de primeiro ano do
ensino médio tinha professora que tava junto com a gente tal fizemos o material aí quando a gente chegou na escola uma outra professora tinha faltado aí a diretora mandou a gente juntar todo mundo na biblioteca a gente tinha material para 30 alunos e o nosso primeiro nossa primeira atividade aconteceu com 70 alunos assim gente sentado no chão na biblioteca então não dá muito certo né quando a gente vai para sala de aula quem trabalha com pesquisa inteira sabe que não dá muito certo mas aí então a gente resolveu fazer nós fizemos durante um tempo na
sala de aula e a gente resolveu levar para a biblioteca então lá a gente trabalhava com a bibliotecária com a professora de português e com os alunos que iam fora do horário de aula tinha menos gente mas pelo menos funcionava melhor Então olha lá trouxe um exemplo aqui para vocês o objetivo desse desse projeto era tratar dos movimentos literários Sabe aqueles que a gente normalmente aprende com os ismos romantismo Realismo modernismo modernismo nem entra né a gente colocou como modernismo também então sempre aquela coisa cronológica os autores as obras aí o professor manda o aluno
ler lei Iracema sei lá ninguém vai ler procurando trabalhos prontos.com e leva a resenha para o professor então a gente tenta trazer uma alternativa a tudo isso né levando as práticas de mídia educação para o ensino de literatura Então eu tenho aqui um exemplo de como a gente trabalhou com o romantismo então para nós nós pegamos aquela um dos princípios do e a gente tratou romantismo como uma representação Então como que o romantismo representa a realidade que é diferente de como Realismo representa a realidade que é diferente de como modernismo representa uma realidade aí tem
a lista de atividades aqui isso daqui nesse site se vocês entrarem aqui lá a gente tem todo o relato da pesquisa e lá a gente tem todos os materiais também tem uma apresentação para o professor e tem os materiais dos alunos que podem ser baixados gratuitamente E aí então eu trouxe só alguns exemplos de atividades como a gente fez Então como que a gente começava com os alunos né O que que é ser romântico e onde que Nós aprendemos sobre como ser românticos Ah não que o professor Roger esse personagem falou que é na no
cotidiano que a mídia nos influencia então a ideia que eu tenho de romântico hoje em grande medida vem na propaganda vem do filme enfim vem na mídia E aí que que vocês acham como que vocês definem o que que é ser romântico uma pessoa romântica faz o quê sensível gente eu não muito centrada em sítio [Risadas] que mais e da lista ela é romântico ele não tem pé na realidade né assim um sonhador olha só a gente aprende isso muitas vezes isso vendo cinema vendo a literatura também né mas vem do cinema a gente eu
via coisas dos alunos assim só que com os adolescentes pelo menos nesse nessa atividade com esse grupo a gente escutou coisa assim não romântico da flor eles tinham os estereótipos né Mais ou menos sempre a gente acaba mobilizando estereótipo porque afinal de contas os nossos sonhos comum vem na mente então a gente começa por aí aí então o nosso objetivo é ampliar esse repertório é problematizar o conceito de romantismo que cada um tem uma representação de romantismo que não tem a luz de diversas representações propostas pela mídia e agora que que começa aquela parte que
eu falei que eu estava receosa mas depois que eu vi ele que a biblioteca é o lugar da Liberdade eu mandei ver tá então vamos lá por enquanto tá tranquilo romantismo combina com política o romantismo ai tá aqui uma obra da época do Romantismo certo do Romantismo também teve o engajamento político mas não foram os escritores do Romantismo que se engajaram na luta pela Abolição no Brasil Então tem um lado político também então a gente já começa ampliar Ah então a gente faz um estudo dessa obra Os alunos não conhece vamos ver o que que
é o que tá sendo representado ali tenta relacionar isso o que que isso tem a ver com o romantismo vocês conhecem o Tom Finland ele era um ilustrador que lá nos anos 50 ele fazia Sabe aqueles posse de pin-up né que ela tá Ah ele leva um sustinho assim aparece assim tá liga né A tacinha e tal ele fazia essas coisas mas com homem né sei mas gays Então a nossa próxima pergunta é romantismo combina com Liberdade sexual E aí Lord Byron tem uma pegada aí não tem isso vai ampliando em que outras situações a
gente tem representações do Romantismo ligadas a temática da Liberdade sexual a gente pode tratar disso também você sabe como age um verdadeiro romântico aí a gente tinha que trazer alguns elementos dos dízimos para os alunos porque afinal de contas no final do semestre do bimestre todo mundo vai fazer prova né então não tem como escapar muito disso E aí como que age um verdadeiro romântico um cavalheirismo a gente acaba problematizando começa a pensar né para além do que eu conheço sobre isso então daí a gente veio com algumas atividades para os alunos Então olha lá
valorizam os temas nacionais a vida do índio em contato com a natureza exuberância dos trópicos Suponha que românticos convictos como Bernardo Guimarães a gente trabalhou com Bernardo Guimarães porque ele era de Uberaba Ele viveu um tempo lá e a Biblioteca Municipal de Uberaba se chama Bernardo Guimarães então Suponha que o românticos como ele entrasse numa cápsula do tempo e caíssem aqui com quais temas ele se identificaria para tratar na sua literatura se faz parte da atitude romântica valorizar a natureza por exemplo os impactos ambientais né lá em Minas para nós uma questão importante são as
barragens das mineradoras né isso tudo poderia fazer parte das histórias que eles iam contar se estivessem no tempo e viessem parar aqui isso já é um estilo que os alunos começarem a contar essas histórias numa pegada romântica depois os artistas românticos eram vidrados em história de amor estremadas em que Os Amantes eram capazes até de enfrentar a morte Como fizeram Romeu e Julieta aliás eles eram fascinados pelo tema da Morte que gosto né E talvez a melhor versão desse ponto de vista seja o romance Drácula no escritor irlandês troca Você se lembra de outras histórias
antigas e atuais que tem essa mesma pegada E aí os alunos vão contando as histórias para ser membro da tribo dos românticos o cara não podia ser muito otimista pelo contrário era preciso partilhar de uma visão decadente da sociedade da vida de uma maneira geral o pessimismo era A Regra geral por isso eles viam Opa falta um Emily como solução ser meio alienados viver no escapismo Você sabe o que é isso agora detalhe gente tudo isso daqui a gente pegou do livro didático dos alunos só que daí a gente deu um up assim né melhorou
o sexo do que tava no livro Ah o sentimentos um bom romântico domina a arte de expressá-lo sem o menor constrangimento desse objetividade explícita ter tudo de bom mas o que que é mesmo explicitar subjetividade eu tô vendo a gente fazendo roda de conversa com os alunos através desses slides a gente ia fomentando uma conversa sobre essa apresentações do romantismo e o romantismo como movimento artístico predominante durou cerca de meio século Depois vieram outras propostas mas a ideia de ser romântico como aqueles caras permanece até hoje como você está vendo convenhamos que nesse tempo todo
é bom variar a temática né quem curte os românticos daquele período identifica três fases distintas na produção literária a gente explica todas elas né fala dos autores tal e aí então depois dessa conversa Teoricamente o repertório se expandiu e a gente começa a trazer representações contemporâneas Então olha só que aspectos do Romantismo você identifica nessa foto e aí é uma representação romântica do indígena essa foto ganhou até prêmio internacional né é uma representação romântica por quê a relação do indígena com a natureza o bom selvagem Mas isso é realidade dos Índios antenas terras invadidas a
água poluída são assassinados sofrem de alcoolismo não é assim mas a representação romântica tá aí né e uma foto que foi super premiada depois lembra da música Flores dos Titãs dada adiantado da hora eu não vou não vai dar para tocar depois se der tempo a gente assiste o vídeo clipe bem ridículo ridículo para os nossos padrões agora na época era legal mas enfim tem vintage e depois o clipe da Marisa Monte também conhece esse clipe parece uma coisa meio essa de Queiroz mas a narrativa foge daquele padrão né então também a gente trabalhou com
esse vídeo clipe história em quadrinhos Alguém conhece o monstro do pântano ícone dos anos 80 e 90 que também tem uma pegada romântica por causa de algumas questões principalmente relacionadas à natureza o pessimismo e agora então a gente a gente terminou essa atividade com uma produção né porque lembra da nossa definição de mídia educação você tem que saber usar compreender e produzir conteúdo usando as mídias de informação então daí a tarefa é usando a tecla pause do aplicativo de gravação de vídeo do Smartphone cria uma sequência de imagens que trate de um tema do seu
interesse mas que tem uma pegada romântica os imagens abstratas cores sonoridades que expressam o teor das suas palavras e se quiser acrescente um poema autoral apenas frases metafóricas que dialogam com as imagens Então essa daqui foi a nossa atividade final então a gente começou com senso comum dos alunos depois a gente ampliou a ideia problematizou a ideia de romantismo como representação da realidade aí a gente foi conhecendo as características e os autores porque afinal de contas eles fazia parte de uma aula né de Literatura e depois a gente terminou então com produção de conteúdo porque
na área de medir educação quando a gente tá falando em letramento midiático a gente tem que fazer a mesma comparação com letramento tradicional né uma pessoa letrada não é só uma pessoa que sabe ler ela sabe escrever também é uma pessoa letrada em índia ela não sabe só interpretar criticamente ela também sabe expressar pontos de vista usando as linguagens da mídia e o concentrado na escola Pelo menos é sempre lidar com a imagem a linguagem visual né para os alunos também viu gente parece incrível né porque a gente tem aquele senso comum de que ah
Eles já são acostumados eles domina a linguagem eles são supervisuais É verdade só que na hora que você propõe um problema de comunicação para ele resolver com a linguagem quando a gente fez ah eu esqueci de falar o primeiro projeto que a gente teve lá na ufm a gente trazia os alunos e os professores que a gente queria Comparar as facilidades e dificuldades e muita coisa eles eram parecidos porque uma coisa é o uso das mídias por entretenimento Outra coisa quando você leva isso pra sala de aula e aí ele tem que ter mais consciência
do processo articular a linguagem fazer coisas de uma maneira que seja inteligíveis para o outro então já não é tão fácil né E aí depois disso tudo a gente tinha o desafio que ela assistiu manifesta Havaianas não sei se alguém aqui já viu e aí tentar identificar onde está a representação romântica dos brasileiros no Manifesto Havaianas Então tá vendo como que funciona a nossa Ecologia das mídias Nessa proposta do faça você mesmo então vamos imaginar a biblioteca da seguinte forma é um espaço cultural ali dentro a gente vai trabalhar com alfabetização midiática internacional conforme as
coisas vão acontecendo os livros vão chegando certos assuntos viram discussão no momento você tem um material ali à sua disposição que você pode remixar nessa nessa regra do faça você mesmo conforme seu público conforme o material que você tem e aí a gente vai mobilizando todas essas habilidades que a gente chama de alfabetização midiática internacional nessas atividades que eu acabei de mostrar para vocês a gente lidou com o texto a gente lidou com imagem com vídeo a gente lidou com a literatura como publicidade com videoclipe com poesia então a gente misturou tudo né porque isso
é a navegação transmite é como a gente lê atualmente então é mais coerente com a experiência que a gente tem como leitores fora da sala de aula muito obrigada Alexandra trouxe exemplos muito bacanas de como muitas vezes a produção midiática o impacto das Produções midiáticas passam desapercebidos aos nossos olhos e como é importante a gente conseguir enxergar essas camadas de análise crítica da mídia nas próximas unidades a gente vai aprender um pouco mais sobre essas ferramentas e essas estratégias para essa análise crítica e a gente fica por aqui Essas são as referências utilizadas nessa vídeo
aula e eu quero agradecer imensamente você que ficou até aqui até a próxima aula