Olá a todos e a todas sejam muito bem-vindos e bem-vindas à nossa aula sobre psicogerontologia e treinamento de habilidades sociais para pessoas idosas meu nome é deusivania Falcão Sou psicóloga com formação em psicologia Clínica mestrado em psicologia social doutorado em psicologia e pós-doutorado em psicogerontologia também sou professora da USP livre docente por essa mesma universidade e é com muita alegria que eu estou aqui Compartilhando os meus conhecimentos para vocês que são alunos da professora Zilda delprete uma querida amiga e que eu admiro bastante Então para mim é um motivo de muita muita alegria muita honra
estar aqui compartilhando esse conhecimento com vocês Espero que vocês possam poss aproveitar bastante a nossa aula e caso vocês tenham alguma dúvida deixo aí o meu contato para que vocês possam depois dirias os objetivos da nossa aula são compreender a importância da psicogerontologia e do treinamento de habilidades sociais para promover a qualidade de vida a saúde e o bem-estar de pessoas idosas também temos por objetivo descrever os principais desafios sociais enfrentados por essa população apresentar discutir estratégias e técnicas de treinamento de habilidades sociais e explorar as evidências científicas que apoiam a eficácia do treinamento de
habilidades sociais para essa população inicialmente é válido a gente refletir que as pessoas idosas atualmente fazem parte de um grupo populacional que está crescendo em todo o mundo o tempo em que o Brasil era considerado um país de jovens nós vamos observar o número maior de pessoas idosas e a psicologia ela precisa acordar para essa área ela precisa acordar para essa realidade Nós temos muitos psicólogos que se debruçam bastante no estudo da Infância e da adolescência e por várias questões nós vamos falar aqui durante a aula muitas vezes a psicologia ela se tornou Adormecida para
esse campo que a psicogerontologia e que tem crescido mundialmente aqui no Brasil nós temos muito ainda a fazer mas nós vamos falar sobre isso num decorrer da nossa fala e aí a gente vê que de acordo com o senso demográfico de 2022 a população de pessoas idosas residentes no Brasil era de 32.1.0 pessoas representando um acréscimo de 56% em relação àquela recen em 2010 e a gente também observa uma feminização da velice ou seja há o maior número de mulheres idosas do que de homens idosos se vocês observarem esse gráfico Vocês também vão ver que
o público entre 60 e 64 anos aumentou em relação ao Censo demográfico de 2010 53% o público de 65 a 69 aumentou em 63% de 70 a 74 anos aumentou em 57% de de 75 a 79 aumentou em 50% e de 80 anos ou mais em 56% então se você é psicólogo ou psicóloga acorde para essa realidade porque temos muito que fazer Teremos muito trabalho e sem dúvida alguma Esse é um campo que vai crescer muito na psicologia o envelhecimento ele apresenta diversas nuances Então nós não temos o único modo de envelhecer pelo contrário nós
temos uma pluralidade do envelhecimento e da velhice que é considerada a última etapa da vida o envelhecimento ele pode ser normal ótimo bem sucedido patológico e a gente também precisa considerar o envelhecimento subjetivo nós vamos falar sobre cada um deles agora o envelhecimento considerado normal refere-se a processos e trajetórias que podem ser observadas na maioria dos indivíduos e que portanto são uma parte natural do envelhecimento humano por exemplo a após os 30 anos é normal que as pessoas percam cerca de 1% da massa muscular por ano o envelhecimento ótimo ou bem-sucedido refere-se a envelhecer com
problemas de saúde mínimos ou seja as pessoas que TM um envelhecimento ótimo e bem-sucedido elas mantém níveis relativamente Altos de funcionamento nos seus aspectos físicos psicológicos sociais diz respeito ao uso das capacidades de reserva disponíveis para manter altos níveis de funcionamento em diferentes áreas tais como desempenho cognitivo ajuste emocional ou autonomia pessoal já o envelhecimento considerado patológico refere-se ao envelhecimento que é afetado por processos de doenças graves como por exemplo com doenças físicas ou com doenças mentais graves com doenças por exemplo neurológicas tais como a doença de alzheimer ou outro tipo de e acaba de
alguma maneira todos esses aspectos afetando o funcionamento diário normal da pessoa normalmente Tais ocorrências são acompanhadas por uma expectativa de vida reduzida em comparação com a expectativa de vida média o envelhecimento subjetivo é um termo que reúne os conceitos de tempo e envelhecimento do ponto de vista subjetivo ou seja muitas vezes vezes a pessoa ela pode ter uma idade de 80 anos e se considerar como sendo uma pessoa de 60 em relação por exemplo às questões de vitalidade da maneira de pensar de agir quando a gente pensa nos aspectos e nas expectativas sociais históricas culturais
esperadas para aquela idade então parte-se do pressuposto de que as pessoas são ativas produtoras de seu desenvolvimento construindo sustentando e reconstruindo sua consciência e seu conhecimento acerca do envelhecimento pessoal então quando alguém lhe pergunta quantos anos você tem é o número de anos que você tem desde a data do seu nascimento ou quantos anos você sente ter naquele momento por exemplo se atualmente você tem 37 anos você se considera uma pessoa de 37 anos ou você sente que você é por exemplo uma pessoa com mais vitalidade para aquela idade e que você se vê então
como uma pessoa de 25 anos com muita energia com muita disponibilidade ou se você tem 48 anos você se Verê com essa idade ou você imagina ter por exemplo seus 35 anos ou se você tem 60 e se vê como alguém de 45 C Eu me recordo que a minha avó ela dizia assim minha filha eu tenho 98 anos mas na minha cabeça eu estou com 45 e realmente pessoal ela faleceu com 98 anos lúcida alegre com muito propósito com muito sentido para viver com muitos planos Com muitos sonhos então ela realmente se ela se
baseasse no que a sociedade apregoava ou que a pregou sobre uma pessoa de 98 anos ela não se via realmente com essa idade porque ela trabalhou até os 92 e ela tinha realmente muitos planos para viver até mesmo depois dos 100 isso quer dizer que muitas vezes nós fazemos a nossa idade quando a gente muitas vezes quebra estereótipos estigmas quando a gente reflete sobre as nossas crenças idad distas Então tudo isso vai falar sobre a nossa idade subjetiva sobre o nosso envelhecimento subjetivo Ficou claro e pra gente dar continuidade Às nossas reflexões é fundamental que
a gente reflita sobre a perspectiva lifespan do desenvolvimento e envelhecimento humano essa perspectiva pessoal ela foi desenvolvida pelo psicólogo alemão Paul bautes que eu tive a honra e o o prazer de conhecer de ter aula Ele é uma pessoa na verdade foi porque ele já faleceu que deixou um grande legado pra psicologia do envelhecimento no mundo porque ele através de suas pesquisas científicas através dos seus trabalhos desenvolveu a ideia de que o desenvolvimento ele ocorre ao longo da vida e ele é influenciado pelos contextos lógico histórico e cultural então eu me recordo que quando eu
fazia psicologia na graduação ali na década de 90 eu tinha aula de psicologia do desenvolvimento um dois né a gente tinha eh a gente utilizava aqueles clássicos da dos livros de psicologia do desenvolvimento mas quando chegava na área da velhice muitos professores diziam assim ah mas difícil eles não vou mais se desenvolver tanto os velhos já não se desenvolvem tanto Eu por exemplo tive uma professora em que ela eh praticamente foi uma pessoa assim que me machucou bastante porque ela pediu pra gente fazer uma pesquisa n eh de um tema de interesse eu era a
única psicóloga aliás estudante de Psicologia que se interessava por estudar Venice e eu fiz o projeto e esse projeto era para ser apresentado para todos os alunos e ela ali no final da aula falou assim olha esse teu projeto de Silvânia não vai ter fundamento nenhum não vai não vai não vai dar em nada estudar velho não dá certo e ela falou muitas e muitas coisas que eu não ia realmente ter sucesso nessa área que realmente não fazia sentido porque a perspectiva dela era de que a pessoa se desenvolvia até ali a fase adolescência da
adolescência e até a vida adulta e naquele momento pessoal eu chorei muito chorei bastante baixei a cabeça fiquei chorando todo mundo foi embora e eu fiquei chorando depois ela 5 minutos voltou pra sala de aula e falou mais coisas para mim foi que eu chorei mais mas enfim tô contando essa história para vocês para vocês observarem Que esse campo é um campo que a pessoa realmente tem que ter muita paixão e ela precisa estudar e aqui no Brasil ainda muito a se fazer e ainda bem que eu não desisti porque olha onde foi que eu
cheguei né Hoje Eu Sou professora da USP na área de psicogerontologia que realmente assim me mostra o quanto isso realmente tem a ser desenvolvido aqui no Brasil Então Paul Bales eu sou muito grata a ele porque ele foi o psicólogo que abriu os horizontes para essa área e ele acreditava que a velhice ela não era só vista como perdas porque a sociedade ela praticamente endeusa bastante a juventude então tem-se a ideia de que a pessoa velha é aquela pessoa que já não dá mais para nada de que já não se desenvolve mais e de que
já perdeu ela só enfatiza os aspectos negativos do envelhecimento nós vivemos numa sociedade extremamente idad dista Ou seja a maneira que nós Pensamos a maneira que nós Agimos a maneira que nós refletimos em relação ao envelhecimento e a velhice em geral tem muitas conotações negativas hip baldes ele nos trouxe a ideia de que como envelhecimento há um equilíbrio entre ganhos e perdas e na verdade é muito importante que a gente possa refletir que à medida que a gente realmente envelhece a gente perde sim mas a gente ganha muito também então esse equilíbrio faz com que
a gente reflita sobre os mecanismos de seleção otimização e compensação ou seja à medida que a gente vai envelhecendo a gente vai tendendo a selecionar eu vou falar uma perspectiva mais social para vocês entenderem vamos supor que você tem eh uma perspectiva de que você quando você é criança você quer fazer muitos amigos você quer ter muitas pessoas ao seu redor E à medida que você vai envelhecendo você vai observando que mais do que a quantidade o mais importante é a qualidade Então você vai selecionando mais as pessoas e você vai otimizando os seus recursos
se você perde por um lado você começa a desenvolver através até mesmo da dos mecanismos de resiliência a desenvolver meios para se fortalecer otimizando aí o seu processo de envelhecer e compensando de alguma maneira então a resiliência é muito importante nesse nosso processo porque com o envelhecimento os mecanismos de autorregulação cognitivo emocionais do self ou seja do nosso eu mantém-se intactos e assim são importante recurso p pessoal de resiliência também temos que levar em consideração a plasticidade individual cada pessoa é única nós envelhecemos de acordo com a nossa singularidade e além de tudo isso é
muito importante que a gente consiga entender o desenvolvimento nos seus aspectos multidimensionais multidirecionais e multifuncionais Ou seja a trajetória das nossas direções são diferentes a nossa maneira de envelhecer é diferente o funcionamento por exemplo cognitivo tende a revelar um declínio considerável à medida que as pessoas envelhecem a personalidade por outro lado permanece estável na maioria das vezes ou melhor ao longo da vida adulta até o final da vida então nós observamos realmente que a partir dessa perspectiva é fundamental que a gente tenha a ideia da heterogeneidade do envelhecimento e da velice Nesse contexto a psicogerontologia
é uma área da Psicologia que engloba teorias pesquisas e práticas relacionadas ao envelhecimento e a velice a psicogerontologia ela aplica conhecimentos e métodos para compreender e ajudar as pessoas idosas seus familiares e cuidadores a manter o bem-estar superar problemas e alcançar o máximo potencial na vida adulta levando em consideração a diversidade e heterogeneidade dessa população as complexas questões que podem surgir na atuação prática e a importância de modelos interdisciplinares de Cuidado então a psicogerontologia ela adota a perspectiva lifespan ela aborda os processos mentais e comportamentais do envelhecimento e das pessoas idosas tanto na pesquisa quanto
nos campos aplicados da Psicologia Visa tanto a melhoria e consolidação da qualidade de vida na adulta tardia como a melhoria da competência profissional dos psicólogos ou psicólogas nesta área inclui teoria avaliação educação intervenção e pesquisa no campo do envelhecimento eu quero dizer para vocês que a psicogerontologia ela foi oficialmente reconhecida pela American psychologic Association em 2010 aqui no Brasil nós estamos fazendo todo um movimento para que a gerontologia também seja reconhecida como especialidade nós já temos um grupo de pesquisa na ampep que é Associação Nacional de pesquisadores de pós--graduação em psicologia Nós também temos a
nossa sociedade brasileira de psicogerontologia e nós estamos caminhando para fortalecer ainda mais essa área que com certeza tem muito a crescer não só no Brasil mas no mundo como eu falei para vocês a psicogerontologia já é reconhecida como uma especial ade pela America psychologic Association e a partir disso vários psicólogos da área já desenvolveram diversos estudos pesquisas científicas e alguns guidelines ou seja alguns guias que de alguma maneira abarcam um conjunto de recomendações para que nós enquanto psicólogos possamos adequar a nossa assistência à população idosa então o primeiro guia ele foi elaborado em 2004 depois
esse ele sofreu uma alteração ou seja ele foi aprimorado em 2013 e em seguida recentemente em 2024 essas diretrizes elas também foram revisadas Isso quer dizer o quê que Américan psychologic Association ela tem toda uma preocupação ela tem uma série de eh grupos que estudam esses aspectos psicológicos do envelhecimento e grupos de trabalho que desenvolvem pesquisas e que estão cada vez mais aprimorando essa área então é muito importante que a gente também tem esse compromisso com a psicologia no Brasil é fundamental também falar para vocês que a psicogerontologia ela tem muitas conexões com os diversos
Campos de atuação em psicologia Então se por exemplo você é um psicólogo com especialidade na área escolar por que que é importante da psicogerontologia é muito importante porque por exemplo você vai ter que acompanhar crianças adolescentes que tem ali por exemplo avós que estão convivendo com o envelhecimento dos familiares e que de alguma maneira vão precisar de um suporte de um conteúdo teórico-prático da psicologia do envelhecimento para entender melhor esses processos por exemplo eu enquanto psicogerontologia a algumas escolas para criar por exemplo eh atividades escolares que reflitam sobre o envelhecimento e a velhice até porque
o estatuto da pessoa idosa ela incentiva a educação para o envelhecimento nas escolas nas universidades então muitas vezes o psicólogo escolar também precisa entender questões do envelhecimento patológico por quê Porque tem um número maior de pessoas com demência principalmente a doença de alzheimer então um psicólogo da área escolar ele vai precisar entender eh dessas doenças para ver porque que muitas vezes é um neto que está passando por um luto um luto antecipatório que é um luto que você vive em vida né em relação a uma pessoa que você ama muito que está presente fisicamente porém
psicologicamente ausente porque está com a doença de alzheimer outro tipo de demência E então já não lembra mais sobre o que sobre sobre o que fazia sobre o que é qual o papel na família então é muito importante que o psicólogo da área escolar ele tenha conhecimento sobre a psicogerontologia e na área hospital e ambulatorial fundamental também eu por exemplo tenho trabalhos em hospitais por exemplo o Instituto de psiquiatria do Hospital das Clínicas daqui da USP a gente desenvolve trabalhos com pessoas que estão passando com problemas de transtornos mentais então Há muitas maneiras do psicólogo
na área do hospital atender não só em termos de tratamento Mas também de prevenção de doenças então nós temos um leque imenso de atuação do psicólogo que quer se aprofundar na questão da psicogerontologia hospitalar a psicogerontologia ela também tem um grande papel na psicologia jurídica Eu por exemplo fui professora de psicologia jurídica Durante algum tempo e pude atuar enquanto psicogerontologia em várias de família fazendo por exemplo mediação de de conflitos por quê por questões ligadas a questões de curatela né a questões de disputa de guarda entre avós e pais de uma criança né então tem
muitas questões que eu precisava entender da psicogerontologia para minha atuação enquanto psicóloga na área jurídica às vezes por exemplo quando a gente pensa na área jurídica também podemos pensar na psicologia investigativa né a gente pode pensar eh Nas questões de pessoas idosas que desenvolvem aí comportamentos criminosos então tem uma série de possibilidades que o psicólogo dessa área também vai poder desenvolver no trânsito olha pessoal no trânsito a gente precisa educar as pessoas também para envelhecer então quando é que a gente sabe por exemplo que uma pessoa que está com a doença de alzheimer tem que
parar de dirigir Qual o momento certo como educarse pessoas para lidar com o velho ou a velha que está dirigindo então psicólogo dessa área também precisa compreender mais sobre os aspectos da psicogerontologia na área organizacional e do trabalho gente todos nós se não morrermos antes vamos envelhecer e vamos ficar velhos e muitos de nós obviamente trabalhamos e muitos de nós trabalhamos numa empresa ou temos a nossa própria empresa e aí o que que a gente observa que é importante que a gente faça um preparo para aposentar ent adoria por exemplo que a gente possa trabalhar
com questões do combate ao idadismo porque algumas pessoas mais velhas se sentem muitas vezes angustiadas por quê porque querem trabalhar com as questões do envelhecimento no próprio trabalho e não conseguem querem por exemplo não conseguem lidar com questões de tecnologias e às vezes há muitos conflitos intergeracionais então a psicogerontologia ela acaba atuando também nessa área na psicopedagogia e na psicomotricidade Ela também tem um papel fundamental né quando a gente trabalha com os aspectos psicopedagógicos e por exemplo envolvendo eh adolescentes eh que convivem com seus avós netos crianças né que convivem com os seus avós até
mesmo com os bisavós na área Clínica a psicogerontologia clínica ela é apaixonante porque a gente hoje já tem terapias voltadas para as pessoas idosas baseadas em evidências científicas que realmente assim fazem muito sentido para uma pessoa idosa que tá ali passando por Um Desafio na vida por questões sociais questões familiares conflitos então é fundamental psicogerontologia Clínica Ela já é bastante fortalecida nos países da Europa e nos países norte-americanos eh a psicologia social e Comunitária Sem dúvida alguma é fundamental Eu por exemplo Ministro de disciplinas nessa área na USP né Não só de psicogerontologia de uma
maneira geral mas também nos aspectos sociais familiares eu vejo o quanto é importante na prática do psicólogo na psicologia do esporte também a gente observa né que há um número maior de pessoas idosas querendo praticar exercícios físicos querendo participar de campeonatos de olimpíadas então importante que esse psicólogo também tenha conhecimento nessa área avaliação psicológica de pessoas idosas também tem crescido bastante e pesquisa científica Sem dúvida alguma é a base de tudo isso que a gente acabou de falar porque sem evidências a gente também não vai para lugar nenhum a psicogerontologia ela reconhece a importância das
habilidades sociais para o envelhecimento saudável e busque entender como essas habilidades podem ser promovidas e aprimoradas para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas idosas as habilidades sociais elas são estudadas e compreendidas por meio de vários as teorias que buscam explicar como essas habilidades são adquiridas desenvolvidas e aplicadas nas interações sociais ao longo da vida mas isso aí pessoal eu vou apenas mencionar algumas das teorias porque eu sei que a professora Zilda delprete é a nossa grande especialista no assunto aqui no Brasil ela tem feito ela ela tem desenvolvido um trabalho excepcional
eu sou fã da professora Zilda depret Então vou apenas mencionar algumas das teorias porque com certeza você vocês já tiveram aulas sobre isso então temos a teoria da aprendizagem social cognitiva a teoria dos papéis sociais a teoria dos componentes das habilidades sociais e a teoria da troca social são alguns dos aspectos teóricos que embasam a as habilidades sociais eu trago aqui para vocês eh um livro que eu particularmente gosto bastante que se refere à habilidades sociais numa perspectiva lifespan e nesse livro foi destacado que à medida que os indivíduos envelhecem até o final da idade
adulta eles reportam maior satisfação com as relações sociais mas também tendem a perder funções do controle executivo e podem começar a comportar-se de maneira socialmente inadequada como expressar preconceitos não intencionais então às vezes a gente observa que as pessoas idosas elas podem ter mais preconceitos quando elas não têm muitas vezes uma flexibilidade psicológica por exemplo quando elas não não não desenvolveram eh habilidades né sociais e ao mesmo tempo não tiveram um aprendizado eh não se interessaram muito por aprender mais por est sempre estudando né então isso acaba afetando um pouco algumas crenças né que acabam
desencadeando aí Alguns preconceitos estes autores destacaram que os adultos de meia idade mais velhos são mais propensos a evitar conflitos nos relacionamentos E mesmo quando em conflito são mais propensos a dar aos outros o benefício ício da dúvida isto permite menos tensão nas relações sociais nas populações idosas e uma resolução de conflitos mais positiva Normalmente também experimentam menos emoções negativas em geral o que ajuda a evitar que as discussões se transformem em raiva com os indivíduos menos reativos em geral mais positivos os conflitos podem ser evitados e as divergências podem ser geridas mais facilmente pessoal
então se a gente pensa por exemplo quais são as principais dificuldades que as pessoas idosas enfrentam primeiro a gente pode refletir sobre as perdas dos amigos as perdas dos familiares as perdas sociais no sentido de trabalho muitas vezes elas se aposentam e se tornam menos engajadas socialmente então tem uma série de fatores que acabam afetando as habilidades sociais dessas pessoas e aí se a gente faz uma revisão de literatura sobre o treinamento de habilidades sociais para as pessoas idosas a gente observa que parte dessa literatura destaca que nós enquanto psicólogos Podemos trabalhar com questões relacionadas
ao estresse e a sobrecarga emocional que essas pessoas idosas muitas vezes enfrentam em ter que por exemplo ficar com vários membros da família na própria casa a gente pensa por exemplo naqueles filhos cangurus que são os filhos que não saem de casa mesmo com 30 40 anos estão ali dependendo emocionalmente e financeiramente dos Pais idosos nós temos por exemplo aquelas aqueles avós que cuidam dos netos e acabam se estressando porque eh muitas vezes eles deixam de fazer algumas coisa em benefício próprio para cuidar dos netos temos também conflitos conjugais familiares ou interpessoais que muitas vezes
acontecem temos por exemplo pessoas que chegam a se divorciar com 70 anos o que nós chamamos de divórcio grisalho ou até mesmo com 60 anos temos também idosos que TM dificuldades de comunicação por vários moos temos também idosos que desenvolvem depressão idosos que sofrem de solidão isolamento social idosos que têm transtornos tais como a esquizofrenia e que já existem treinamentos de habilidades sociais para esse público também eh temos também treinamentos de habilidades sociais para cuidadores de pessoas com demência temos também treinamento de habilidades sociais para adaptação e mudanças de vida para lidar por exemplo também
com as questões de ansiedade então Esses são os temas que na literatura mais destacam o treinamento de habilidades sociais para as pessoas idosas e nós temos diversas maneiras de trabalhar as habilidades sociais de pessoas idosas aqui eu trago para vocês um artigo recente uma pesquisa que foi desenvolvida por alguns pesquisadores dos Estados Unidos em que é um programa baseado na web based intelligent interface web para melhorar as habilidades de comunicação entre adultos mais velhos a interface permite que os usuários pratiquem conversas com assistente virtual e receba feedback sobre o contato visual volume de fala sorriso
e Valência de conteúdo do discurso como é que eles faziam pessoal Olha que interessante os os usuários idosos eles iniciam uma conversa que é conduzida por um controlador de diálogo Então imagina aqui o idoso né conversando né pelo por esse por esse aplicativo com um controlador de diálogo E aí o áudio da conversa e o vídeo é processado no servidor e o feedback é gerado e a partir disso os usuários recebem um feedback um por um e passam para o próxima fase de conversação e após quatro rodadas de conversa os usuários recebem um feedback final
Resumindo o feedback anterior então o classificador baseado no modelo de marcov classifica os padrões de características não verbais em duas categorias positivas e negativas após cada fase de conversação o sistema fornece feedback baseado nos padrões temporais classificados eu vou resumir pessoal para ficar mais claro esse modelo de marcov é um modelo computacional e aí o que que acontece o idoso ele começa a falar com o aplicativo E aí a partir do momento que ele está falando o aplicativo ele foi treinado para avaliar se o tom de voz da pessoa está adequado se a pessoa falhou
em algum momento na comunicação então ele vai dando um feedback ele vai ouvindo o que a pessoa está falando vai dialogando ali com aquela pessoa e a partir do momento em que ele observa aspectos positivos ele destaca e a partir do momento que ele ele apresenta aspectos negativos ele também destaca então por exemplo ele observa o contato né do olho ess a pessoa tá conversando com se ela tá olhando como eu estou olhando agora para vocês Olho no Olho se o tom da voz realmente ele tá muito alto eu tô falando do alto ou se
fala realmente com uma comunicação que é agradável se a pessoa sorri ou não no momento da conversação se o conteúdo da fala está adequado então ele tanto oferece os aspectos positivos desse diálogo ele diz olha você melhorou precisa melhorar nesse aspecto você apresentou eh bons conteúdos então ele dá todo esse feedback para a pessoa idosa Principalmente aquela pessoa como eu falei para vocês que estão com problemas de comunicação então quando ela for conversar com alguém ela vai refletir sobre o que esse programa computacional trouxe para ela não é legal pessoal então esse programa computacional do
treinamento de habilidades comunicativas de alguma maneira fortalece as coisas que a pessoa eh já tem de recurso né ou seja otimiza os recursos já existentes mas também indica o que a pessoa precisa Tipo olha você precisa quando você for conversar olhar mais nos olhos das pessoas você precisa sorrir mais você precisa gesticular menos Então tudo isso o programa computacional ele dá esse feedback para que a pessoa melhore Ainda mais quando ela for conversar com alguém ou com um grupo de pessoas aqui eu trago para vocês indicações de livro e artigo científico sobre o treinamento de
pessoas idosas que têm esquizofrenia muito importante também a gente refletir sobre esse público porque Sem dúvida alguma eu que também trabalho com essa área vejo quanto é necessário né São pessoas que passaram a vida inteira muitas vezes sofrendo preconceito não só pelo transtorno mental que são acometidos e também agora pela questão da velhice né questões idad distas que acabam muitas vezes potencializando esse isolamento social potencializando questões que acabam afetando a autoestima então Sem dúvida alguma é muito importante que a gente também esteja atento ou atenta a essa realidade neste livro que eu acabei de indicar
para vocês foi visto que pessoas idosas perdem frequentemente Fontes importantes de apoio à medida que amigos e familiares ficam incapacitados ou morrem por isso o treinamento de habilidades sociais cognitivo comportamentais ensina competências sociais para abordar questões de perda e melhorar o apoio social e as atividad de lazer em vários ensaios clínicos também descobriu-se que o treinamento de habilidades sociais cognitivo-comportamentais melhor o funcionamento da comunidade em participantes mais jovens e também mais velhos que têm esquizofrenia Nós também encontramos intervenção com treinamento de habilidades sociais cognitivo comportamentais assistida por dispositivos móveis na qual o contato do terapeuta
foi reduzida em 50% e as sessões de grupo foram complementadas por um dispositivo móvel que estimulou a prá das habilidades sociais e agora pessoal tenho um prazer de compartilhar com vocês um treinamento de habilidades sociais para pessoas idosas que eu desenvolvi na USP 60 mais na escola de artes ciências e humanidade da USP esse treinamento foi baseado em técnicas cognitivo comportamentais modelagem modelação feedback role Play ensaio comportamental a USP 60 mais ela tem várias pessoas idosas então nós perguntamos daquelas pessoas queem tinha interesse em desenvolver um treinamento de habilidades sociais A partir dessa pergunta a
gente fazia entrevistas individuais e fazíamos ali um espécies de um mapeamento dos principais temas da das habilidades sociais que elas tinham interesse então a gente montou o grupo que a gente considerava adequado para aquele treinamento no módulo um nós apresentamos uma introdução treinamento de habilidades sociais e assim o treinamento era feito por mim enquanto psicóloga e nós tínhamos também os o apoio dos alunos de graduação então foi muito interessante porque eu pude dividir esses alunos em duplas para que eles pudessem também entender melhor a dinâmica daquele grupo de uma maneira geral D suporte também contínuo
durante o treinamento então foi excelente foi uma experiência riquíssima e aí nós dávamos uma visão Geral do treinamento apresentávamos ob objetivos fizemos a aplicação de instrumentos tais como protocolo de caracterização sociodemográfica de saúde aplicamos também o inventário de habilidades sociais para pessoas idosas da professora depret e equipe No segundo momento trabalhamos a importância das habilidades sociais ao longo da vida com discussões sobre a importância dessas habilidades para a saúde mental para o bem-estar apresentamos estudos de caso exemplos práticos realizamos dinâmica de grupo para conhecer as expectativas dos participantes em rel ao nosso programa fizemos também
o estabelecimento das expectativas para o curso e também discutimos sobre os benefícios esperados durante o nosso treinamento e os possíveis desafios no módulo dois nós trabalhamos sobre o envelhecimento o autoconhecimento e autoestima o objetivo desse módulo era ajudar as pessoas idosas a reconhecerem e valorizarem suas próprias qualidades e capacidades durante o envelhecimento Então quais foram os conteúdos desse módulo dois fazíamos exercícios de autoconhecimento fazíamos reflexões guiadas sobre experiências de vida identificação de pontos fortes e áreas para o desenvolvimento refletimos sobre mudanças físicas psicológicas e sociais relacionadas ao envelhecimento fizemos também atividade em grupo por exemplo
minha história de vida cada participante compartilha um momento significativo falamos sobre autoestima técnicas para melhorar a autoestima atividades de reconhecimento das próprias conquistas fazemos fizemos também um painel de conquistas porque a gente tinha uma sala e ali naquela sala a gente trazia um painel com fotos com textos sobre a realização dos participantes que eles estavam ali desencadeando no decorrer do nosso programa Só lembrando para vocês Que esse programa ele durou o semestre todo da da da USP né ou seja um semestre letivo então a gente teve todo esse acompanhamento foi muito interessante porque a gente
viu o crescimento dessas pessoas também desenvolvemos exercício práticos com dinâmicas de grupo para compartilhar experiências positivas e também Rolling Play de situações cotidianas que reforçavam alta imagem positiva daquelas pessoas no módulo três nós trabalhamos com a comunicação eficaz o objetivo desse módulo foi desenvolver e aplicar técnicas de comunicação Clara e assertiva quais foram os conteúdos desse módulo primeiro nós trabalhamos com os princípios da comunicação eficaz trabalhamos com questões de fundamento da comunicação verbal e não verbal a importância da escuta via Nós também temos na USP 60 mais um grupo de teatro e eu coordenei eh
esse grupo de teatro também por algum tempo então Eh junto com o professor Rogério que é um professor realmente de teatro então eu entrava com o aspecto mais psicológico dos personagensa criação das histórias da dinâmica da formação desses desses idosos no teatro com os aspectos também de eh comportamentos na vida prática então o que que eu fazia eu tinha um apoio dessas pessoas que a gente treinava no teatro também para o nosso grupo de Treinamento então eu levava esses idosos para o nosso grupo e a gente fazia algumas skets representando ali Sofrimentos ou ganhos que
eles tinham na vida e interagiam com os nossos alunos do treinamento era uma experiência riquíssima Vocês não fazem ideia nós também eh desenvolvemos técnicas de comunicação com estratégias para expressar necessidades e sentimentos de maneira técnicas para lidar com conflitos e de forma saudável workshop de expressão verbal e corporal a gente teve um dia também que a gente trabalhou muito com essas questões também trouxemos exercícios práticos de simulações de conversas difíceis feedback em pares para melhorar habilidades comunicativas sessões gravadas com exemplos práticos e interativas de comunicação eficaz e a gente também aplicava um quiz ao final
de Cada sessão o módulo 4 nós trabalhamos a empati relacionamentos interpessoais o objetivo era desenvolver a empatia e fortalecer os relacionamentos e qual o conteúdo disso primeiro a gente tentou buscou trabalhar a compreensão da empatia diferença entre empatia e Simpatia a importância da empatia nos relacionamentos E aí trouxemos vídeos e filmes sobre a empatia para discussão né entre entre os nossos do nosso grupo trabalhamos com o desenvolvimento da empatia com exercícios de perspectiva técnicas de empática grupo de apoio para eh a gente fazia pequenos grupos para compartilhar e ouvir as experiências uns dos outros fortalecimento
dos relacionamentos a gente também trabalhou com atividades para melhorar conexões com as pessoas da comunidade com os amigos discussão sobre manter e restabelecer relações significativas muitas vezes de pessoas que tinham brigado no passado e que queriam manter novamente contato com aquelas pessoas ou pelo menos perdoar ser perdoado então a gente trabalhou muito essas questões também do Perdão do aut Perdão o envolvimento social a gente também eh promoveu uma tarde de convivência com atividades interativas envolvendo músicas e os nossos alunos de graduação porque eh à medida que eu também dava aula para o pessoal da do
treinamento de habilidades sociais Eu também dava aula para os alunos de graduação Então teve uma tarde em que eu juntei as duas turmas os alunos da graduação de da disciplina de psicogerontologia com os alunos do treinamento de habilidade aer para trabalhar essas questões também de envolvimento social e um tema que envolvia empatia e relacionamentos interpessoais então foi muito importante também esse momento para eles e no módulo cinco nós trabalhamos relações familiares e conjugais buscando fortalecer os laços familiares e melhorar as relações conjugais o conteúdo nós fizemos uma dinâmica familiar eh com análise das mudanças nas
dinâmicas familiares com envelhecimento a importância da comunicação e do apoio mútuo e a são sobre conflitos familiares comuns e como resolvê-los como foi que a gente fez essa dinâmica familiar a gente também utilizou do teatro tá então a gente simulou ali Quem era o pai quem era a mãe quem era o avô Quem era a avó quem era o Neto e eles eh assumiam aqueles papéis e a gente fazia um Rolling Play com eles também para trabalhar essas questões das dinâmicas familiares que eles consideraram mais eh conflituosas naquele momento que eles queriam resolver relações conjugais
a gente trabalhou a questão da manutenção e inovação dos V afetivos a importância da intimidade da comunicação atividades de casal exercício para melhorar a conexão emocional então a gente também criou duplas para que eles simulassem momentos de brigas de casal conflitos conjugais foi muito interessante foi riquíssima essa experiência e a questão do apoio familiar a gente trabalhou com estratégias para pedir e oferecer apoio dentro da família sessão de compartilhamento de histórias e experiências familiares criação de um plano de ação individual para melhorar as relações familiares e também conjugais e também eh incentivamos com que eles
criassem um livro de Memórias com fotos vídeos e textos que podiam compartilhar com os familiares e amigos na Perspectiva deles né então assim foi uma experiência muito importante para eles esse módulo especialmente foi muito tocante para muitos deles eh no módulo seis nós trabalhamos gerenciamento de conflitos o objetivo era fornecer estratégias para resolver conflitos de maneira com ia então nós trabalhamos com identificação de conflitos os tipos de conflitos comuns em idades avançadas causas e sinais de conflitos interpessoais discussão em grupo e aí a gente incentivava compartilhamento de experiências de conflitos estratégia de resolução de conflitos
técnicas de mediação e negociação uso da comunicação assertiva para resolver conflitos né A questão da assertividade aqui a gente trabalhou bastante a sessão de resolução de conflitos a gente trouxe aí análise de casos na e também a prática fizemos exercícios práticos de Rolling Play de cenários de conflito discussão em grupo sobre experiência de resolução de conflitos exercícios respiratórios e relaxamento muscular quando a gente tá vivenciando Principalmente um conflito então a gente tentou trabalhar aí nesse módulo todos esses aspectos no módulo sete também foi um módulo muito importante para eles a gente trabalhou o Combate à
violência e ao idadismo e a ideia era capacitar as pessoas idosas para reconhecer para prevenir enfrentar situações de violência e discriminação então no conteúdo a gente trabalhou com reconhecimento da violência inicialmente destacando os tipos de violência contra as pessoas idosas por exemplo física emocional e financeira falamos sobre os sinais de alerta e como identificar os abusos discussão de casos reais e seus desfechos prevenção e defesa né a gente também trabalhou com as estratégias para prevenir situações de violência eh recursos e serviços de apoio disponíveis atividades práticas então onde a gente simulou situações de risco e
como reagir combate ao idadismo né a gente trabalhou com os mitos sobre o envelhecimento definição exemplos de idadismo técnicas para lidar com preconceito de discriminação técnicas de reestruturação cognitiva discussão sobre a importância de mudar a percepção social sobre o envelhecimento também sem dúvida alguma foi muito importante no módulo oito nós trabalhamos com a manutenção das habilidades sociais como por exemplo ajudar os participantes a manter e aprimorar suas habilidades sociais no dia a dia e desenvolver práticas diárias de integração das habilidades sociais nas atividades diárias estratégias para continuar praticando as habilidades aprendidas Diário de habilidades registro
das práticas diárias e reflexões fizemos também redes de apoio a importância das redes de apoio social como construir e manter uma rede de apoio criação de um grupo online para suporte contínuo eh também trabalhamos com feedback refão final reflexão e reconhecimento das conquistas e Progressos ao longo do curso feedback das participantes e facilitadores e também por último fizemos uma confraternização de encerramento que foi Lindíssima Eu me recordo que eh nesse dia os idosos trouxeram assim um conteúdo riquíssimo das experiências que eles tiveram muitos Conseguiram fazer as pazes com algumas pessoas que tinham brigado eh durante
a vida muitos tinham resolvido problemas conjugais muitos tinham feito eh se aproximado de filhos que já não falavam H algum tempo gente assim foi uma experiência fantástica foi uma experiência linda emocionante assim tanto para eles como para nós que estávamos coordenando aquele grupo assim eu nunca vou esquecer principalmente desse último dia porque foi choro foi alegria foi um misto de emoções e que Sem dúvida alguma assim que expressava muita gratidão gratidão por parte deles e acho que gratidão também da minha parte porque a gente cresce muito também com esses grupos né Sem dúvida alguma foi
assim uma experiência fantástica muito muito muito gratificante Nós também desenvolvemos alguns recursos adicionais desenvolvemos apostilas com conteúdos e exercícios práticos também tínhamos ali vídeos filmes curtos para ilustrar os conceitos fizemos sessões de teatro encenações como eu já falei para vocês grupos de discussão em apoio eventos sociais e convivência Teve um dia que um dos idosos idou e todos os outros para ir pra casa dele foi uma tarde incrível eu também fui convidada e foi uma tarde muito interessante porque a gente trabalhou muito a questão de eh da da Convivência intergeracional da convivência eh de você
como você se comporta também na casa de outra pessoa a gente trabalhou essas questões sociais e de de convivência social foi muito legal foi muito muito bacana como eu tinha o apoio dos Estudantes de graduação a gente também teve um grupo online pelo WhatsApp para suporte e compartilhamento de experiências então assim aqueles alunos Eu dividi em duplas então eles podiam dar suporte individual para determinado aluno e também em grupo eh me dando aí esse suporte geral então foi muito legal a troca também dos alunos de graduação com esses idosos também fazíamos sessões de acompanhamento e
feedback e tarefas para casa onde nós fazíamos registro e t das situações tradas então Sem dúvida alguma foi uma experiência riquíssima fantástica maravilhosa e estamos chegando no final e o que que eu quero dizer para vocês que os programas de treinamento de habilidades sociais eles podem ajudar a reduzir a solidão O isolamento social por exemplo transtorno de ansiedade depressão proporcionando à pessoas idosas ferramentas para construir e manter relacionamentos significativos ao aprender e praticar novas habilidades sociais as pessoas pessoas idosas frequentemente relatam melhorias na autoestima e na autoconfiança o que pode levar a uma maior participação
em atividades sociais e comunitárias o desenvolvimento de habilidades como resolução de problemas e gestão de conflitos pode aumentar a capacidade de pessoas idosas lidar com mudanças e adversidades promovendo uma adaptação mais saudável ao envelhecimento Então pessoal é muito importante que a gente possa investir em programas de treinamento de habilidades sociais para pessoas idosos porque isso não apenas beneficia essa população mas também fortalece as comunidades criando uma sociedade mais inclusiva e solidária e eu queria agradecer a vocês pela disponibilidade estar aqui me ouvindo aprendendo comigo sobre um assunto que eu particularmente sou apaixonada Queria Dizer para
vocês que é um prazer muito grande ter compartilhado esse conhecimento porque a nossa luta no Brasil para o fortalecimento da área da psicogerontologia é muito grande Nós temos muitos desafios quero também mais uma vez agradecer a professora Zilda delprete que eu tenho profunda admiração pelo trabalho que ela realiza desejo que vocês possam se tornar cada vez mais profissionais brilhantes e bem sucedidos e que vocês façam muito bom uso de todos esses conhecimentos que a professora Zilda del pret tem compartilhado com vocês então eu deixo aí meu contato com vocês eu desejo Longa Vida Com saúde
e paz um abraço e até a próxima próxima tchau tchau