Bom dia agradecemos a presença de todos pro colóquio interceções entre i responsável e decolonialidade eu vou passar agora PR mediadora ferar que é do nosso grupo de estudos resp que vai apresentar os participantes e passar algumas informações importantes para todos Obrigada Oi bom Dia nós vamos começar colóquio com a Carter é uma autoproclamada Nativa de negócios digitais com um longo histórico de design condição de iniciativas de inovação Global começou sua carreira construindo e lançando produtos de Notícias multimídia para pioneiros da internet como Yahoo AOL e Google ela confundo a Thomson writers Black employee Network com
um grupo de colegas e organizou o primeiro reuters newsmaker sobre África quando quase ninguém nos Serviços financeiros de Nova York falava sobre África em 2015 ela atuou como co-presidente Global da Black employee Network e organizou uma das primeiras conversas abertas da empresa sobre raça na América corporativa eh antes de passar a palavra para saida nós é só um lembrete quem quiser enviar perguntas por favor enviar para o e-mail para iea responde iea responde tudo junto @ usp.br depois da fala da daa nós vamos que ela Respondaa muito obrigada agradeço pela introdução e dou as boas-vindas
a todas como mencionado eu passei 20 anos criando produtos de dados para uma empresa de dados que então a minha orientação para esse trabalho vem toda de desenvolvimento de produtos então meu primeiro slide por favor vamos [Música] lá vou falar então sobre o homem e a máquina como parceiros E uma uma maneira de reparar eu sei que esse é um título bem controverso e provocativo mas o que quer dizer como que nós podemos criar inteligência que tenha um fim e super ferramentas que possam nos encorajar e nos ajudar a desenvolver um futuro mais regener para
as nossas vidas então uma das coisas que eu acho que a maior parte das pessoas fazem hoje em dia é perguntar ao chat GPT algumas dessas fazer algumas dessas perguntas Não é então a minha filha chama né o chat GPT de chat e ela e eu perguntei ao chat GPT o que que homens e máquinas podem fazer para esses diferentes pontos aqui e as respostas foram surpreendentes Como podem ver aqui o futuro como definido pelo menos pelo GPT com o qual eu interagi vê a parceria como sendo algo bem positivo no futuro envolve recursos renováveis
já que graças ao resultado da Parceria entre o ambiente humano e robô a partir da Inovação inclusiva em que a sociedade está florescendo nesse futuro que é moldado pela invenção humana e parceiros que tenham empatia a e a e a é possível se adaptar a cada indivíduo e as suas necessidades seus pontos fortes e áreas de desenvolvimento e também estávamos explorando o espaço juntos de maneira sobre planetas distantes como estabelecer colônias sustentáveis e Poder insar gerações para o futuro para Respeitar o espaço cibernético Então essa foi a minha versão do GPT o que ele conseguiu
responder a respeito da minha pergunta que eu fiz sobre homens e máquinas se tornarem [Música] pares quando eu penso sobre a crise no estado toda vez que eu falo com os humanos sobre o que quer dizer eá para o futuro ou que o machine learning significa para o Futuro é muito mais do que uma Utopia e me faz pensar é a nossa polic crises um estado Porque como humanidade no momento estamos lidando com múltiplas crises de uma única vez não é genocídios gente que está explodindo ou implodindo melhor dizendo mas a policas ela é um
estado que causa uma crise de imaginação para a humanidade seria essa polic crise um estado de imaginação e o meu trabalho na Thompson Riders e em dados também como desenvolvedora de produtos de dados e se D nesse espaço e uma coisa que sempre pergunto dentro do nosso trabalho inovador para pensar fora da caixinha é essa pergunta fácil e seif e se e a fosse centrada na humanidade e se I fosse voltada e centrada na terra e se fosse voltado centrada para o próximo slide parece público talvez eu vou definir rapidinho talvez Ubuntu não seja um
Termo com o qual estão familiarizados mas o buntu é um termo utilizado no sul da África que quer dizer humanidade comum e interconectividade entre a natureza e o Cosmos e como podemos chegar lá então próximo slide Tudo começa com dados dados essencialmente é [Música] conteúdo e aquilo que a essência absoluta de todas as máquinas os Machine Learner pode pode clicar no slide aí para avançar por favor para avançar no conteúdo do slide por favor pode clicar no slide para avançar o conteúdo isso obrigada E agora próximo SL já leu esse daí então o que é
são dados são fatos brutos informação conteúdo serviços financeiros e números colunas linhas mas também áudio imagens texto e muito mais mas o mais importante é porque inclui as nossas narrativas Assim como as nossas histórias eu acho que este é um grupo Que está muito bem familiarizado aqui sobre como machine learning funciona mas rapidinho eu vou fazer uma revisão não é então nós temos dados daí dados treinados que daí treina a máquina e daí o humano imagina o que ocorre naquela transformação da dos dados para os dados treinados que acabam ficando machine learning O que ocorre
nessa fase do treinamento de dados é algo crítico e o que surge do na outra extremidade é algo personalizado são Soluções de ia Poderosas e personalizadas que nos permite assistir os filmes que nós queremos as séries de Netflix e Apple sir prevenir fraudes bancárias e assim por diante nós falamos sobre isso o tempo todo sobre quando falamos sobre Dea Science né ciências de dados você coloca lixo dentro e o lixo sai vi entra vi sai equity entra na máquina E você vai ter SA o entra o também sai então tudo que entra na máquina sai
Então essa ideia do africanismo de dados ou a Exploração do africanismo de dados surgiu graças a esse livro que foi publicado no ano passado deira feminismo que trouxe uma série de perguntas ciência de dados para quem por quem e quem tem esse interesse aconteceu alguma coisa né os slides sumiram não não estamos vendo as apresentações acho que ela clicou em alguma coisinha os slides eu não ela não tá vendo Eu também aqui não tô vendo os slides mas não sei Se o público que tá online tá conseguindo ver os slides grande na tela ou tão
minimizados agora estou no slide em que as metas interd desenvolvimentais o africanismo de dados e esse conceito de Ubuntu e de utu que é um conceito semelhante mais do da África do Leste essa ideia mostra múltiplos locais da do continente africano e no meu trabalho Global eu também percebo a intersecção com essas Ideias quando algum trabalho vem do Globo Globo do Norte Global desculpa como que podemos interagir e como precisamos trabalhar em conjunto para alcançar esses objetivos sustentáveis e essa abordagem imediatamente me faz pensar e o b e tudo aquilo que tem a ver com
essas ideias então há muito riqueza que pode nos ajudar a alcançar esses objetivos ou essas metas de um Desenvolvimento sustentável e Há muitas conversas interessantes ocorrendo no norte Global sobre novos modelos econômicos para um futuro regenerativo Há um novo documento que acabou de ser liberado e lançado chamado out que fala essencialmente sobre novas maneiras de operar uma economia fala sobre novas formas de fazer um negócio seja através da economia circular economia para um bem comum Economia para criar o bem-estar de todos e todas essas ideias Vem do norte do Oeste me fazem lembrar que todas
todos esses mecanismos que já estão bem implementados em algumas comunidades Africa Americanas African Americanas seja em odm que é uma cooperativa Econômica oou Stop Wells em susus Essas são maneiras de agirem algumas comunidades africanas que podem ser incluídas sobre esse pensamento sobre como incluir a África no futuro e como treinar essas máquinas para agir a nosso favor no futuro quando eu volto a essa conversa que eu sempre tenho e sempre está em andamento aí entre eu e o GPT eu fiz a pergunta específica o que que o africanismo o que que os dados do africanismo
e esse movimento significa para o GPT e ele respondeu que o africanismo de dados é um movimento e uma filosofia a respeito do uso da propriedade e da interpretação dos dados Da África e dos africanos enfatiza a importância da voz Africana e o seu contexto e ela defende o sistema de conhecimento para os africanos os valores culturais a Equidade socioeconômica por isso que é uma palavra que está aí negrita que é muito e um processo que é impulsionado por dados em que a meta é atender questões de representação e de empoderamento e foi isso que
o ch GPT me respondeu próximo slide por Favor há uma série de organizações impressionantes com as quais eu trabalho nessa área não tanto sobre dados africanos mas com as quais eu me conecto em termos do tipo de euo e que eles estão também fazendo e defendendo tipo lngua língua idioma africano as diferentes dialetos africanos e diferentes formas de juntar um conteúdo que vai refletir os valores que nós defendemos e que nós precisamos realmente embutir na tecnologia do Futuro e é isso esse é um slide engraçadinho olha e voltando a essa ideia original de do Estado
de perguntas vou passar para tem primeira [Música] pergunta olha do que eu ouvi você falara quando você mostrou as respostas né do chat GPT E qual é o tipo de perspectiva utópica como por exemplo ter mais uma romantização não é do Norte Global uma romantização das tecnologias a partir do Norte Global Mas você também falou sobre como tornar os dados serem representativos de outras formas de pensar de outras maneiras de agir de pensar e de fazer então então eu gostaria de saber um pouquinho mais a respeito do projeto que você tem e foi isso que
eu li no seu perfil no seu currículo eu acho que esse seu projeto é uma ação bem prática que você está envolvida que pode ajudar bastante Na realização dessas atividades e atitudes agradeço pela sua pergunta Você tá certa Sim essa apresentação é mais alguns pensamentos ins uma provocação para que pensemos diferentes mas para fins mais práticos eu acredito Sem dúvida nenhuma que histórias são dados e ter certeza de que estamos coletando os nossas histórias rastreando essas histórias e as organizando de tal forma que elas sejam Significativas instrutivas é algo crítico Especialmente quando pensamos no desenvolvimento
de tecnologias futuras então perguntar a uma pessoa mais velha né esca nelder Pergunte ao mais velho é uma maneira é uma é um recurso de compartilhar iniciativas de é uma forma de impulsionar o compartilhamento de histórias é é uma forma intencional de coletar histórias histórias que sejam representativas dos valores que nós temos e trazemos na Nossa comunidade na nossa cultura e as formas como nós queremos preservar francamente as nossas histórias e as nossas histórias sabe caso contrário elas nunca mais teriam sido relembradas contadas ou passadas sabe de uma geração para outra então perguntar aos mais
velhos É uma iniciativa baseada na mídia social qualquer um pode participar é uma iniciativa bem legal então pode a pessoa pode contar histórias insites sabe que você possa compartilhar Nas diferentes áreas e tudo isso é compartilhado nas páginas da mídia social é fácil você pode entrar está ainda no início do seu desenvolvimento ainda é um projeto beta sabe por assim dizer mas é algo com o qual a gente quer realmente sabe começar bem do da umaem momento que vamos nos juntar coletar histórias para assim poder registrar a nossa herança cultural Obrigada passamos Vou apresentar Eu
que agradeço pdoc na cátedra Oscar sala do Instituto de estudos avançados da USP Doutor em bioética ética aplicada e saúde coletiva mestre em design e cientista social coordena o grupo de estudos de de a responsável na cátedra e o grupo de coloniza possui também formação em música e habilidades em múltiplas linguagens artísticas foi pesquisadora visitante no departamento de informática da Universidade da Califórnia Vine e Departamento de filosofia da monash University é autora dos livros arte eletrônica Elo Perdido e bioethics of non presence Body philosophy and machines associada ao Arts Lab da Universidade do Texas Dallas
da rede Brain ni neurociências neurobótica e cognição Red lavit estratégia latinoamericana de ia filosofia pop neuro self lipas Obrigada Bom dia eh então só para começar a gente vai tá Falando de decolonização e o meu lugar de fala nessa nessa história é um lugar que eu tenho descoberto há pouco tempo que é um pouco difícil eh descoberto me descoberto afro-indígena brasileira que é uma coisa que não é muito difícil da gente entender se a gente sabe um pouco da história do Brasil mas é um conceito complexo né Eu não aprendi na escola que é etnia
que Migrou pra região da onde é minha família eh foi considerada extinta mesclou com com os negros africanos escravizados e com a a parte branca perdida então e eu acredito que esse lugar de fala como o filósofo Lewis Gordon fala que as pessoas que que que TM ess essa carga elas sofrem de uma melancolia permanente que é o não pertencimento ao algum lugar né Eh e dentro desse lugar de fala eh para mim tem sido sempre muito Importante pensar no apagamento cultural Eh que que esse que esse que essa sociedade né a gente já já
vivia um pouco esse esse apagamento cultural com a cultura de massa eh mas ah o que acontece agora com a cultura digital né a cultura de massa que que eh os conteúdos que estão sendo disseminados pela pela TV pelo pelo mar pela propaganda eh todos esses conteúdos eles eles TM um uma uma uma ideologia uma ideia um um modo de ver o mundo Agora com a cultura digital a gente tem um outro problema é que você não consegue eh desligar né um um aparelho você não consegue a cultura digital ela tá muito mais presente e
ela é ela é pervasiva né então você não consegue escapar dos sistemas digitais eh nem quando você desliga o seu celular né então Eh dentro dessa dessa questão o que a gente vê eh quando a gente vem falando muito de de questões de de vieses né de preconceitos eh no ano Passado o professor Virgílio Almeida eh Ele propôs né ele separou alguns grupos e Ele propôs que o grupo que eu que eu fui eh delegada a coordenar tratasse de vieses de preconceitos misoginia extremismo e dentro disso eh Eu batizei esse grupo de decolonizar e para
pensar que inclusive um projeto que eu que eu penso em desenvolver pro próximo ano é para pensar como que a gente pode entender o problema do o viés eh de uma maneira mais profunda O que Que a gente pode fazer né então foi dito aí na minha biografia Eu já eu já eh tenho um histórico artístico então eu já participei aí H 10 20 anos dos movimentos de software livre do dos Maker spaces dos hacker spaces eh e e é muito importante é dentro dessa cultura que é uma cultura que de certa forma ela ficou
abafada né Não vamos entrar nisso agora mas é muito importante dessa cultura que a gente se aproprie das tecnologias e que a gente modifique as Tecnologias e não apenas eh e não apenas esse eh essa modificação da da das tecnologias eh é como que a gente entende a lógica né dessa dessa dos algoritmos então assim o que a gente tem hoje quando se fala na crítica né do colonialismo de dados e o que a gente tá avaliando é o a ponta do Iceberg é assim existe uma cultura predatória que vai eh extrair o máximo de
dados e vai usar Esses dados de Tais e Tais maneiras e a proposta de pensar numa iada Colonial ela não é só isso é da gente pensar nos desafios epistemológicos e os desafios epistemológicos eles são muitos né então dentro do grupo Inteligência Artificial pra África que os dois convidados eh participam né a Said e o femi eh a gente tem uma a gente tem um um um um dos colegas né que fala muito da dessa questão do José cossa que fala muito dessa questão do Ubunto né e fala bom e A inteligência artificial ela faz
parte de uma epistemologia que eh que que vem dessa dessa coisa do penso logo existo que é uma epistemologia que é predominante eh e e se a gente pensar eh numa outra epistemologia né o bunto por exemplo que é eu sou porque você é né Então como que a gente faria que que uma inteligência artificial ela represente um a coletividade porque na verdade a inteligência artificial ela já representa a coletividade de um certo Modo porque ela ela extrai né esses dados mas eh O problema é que ela tem o problema é que ela tem um
direcionamento epistemológico e um direcionamento da lógica e que essa inteligência né que a gente pensa ela é uma inteligência que ela ela ela discrimina ela classifica ela vai determinando as coisas então se a gente quer que que a inteligência artificial seja multicultural e representativa a gente precisa entender como os algoritmos estão sendo feitos e Como a gente pode interferir nesses algoritmos e E aí quando a gente fala de viés né vamos vamos falar o que nós temos hoje né Nós temos hoje eh uma inteligência artificial que ela é um produto é um produto do Norte
né é um produto que vem de um Imaginário eh de uma cultura Industrial que que é que se desenvolveu através da violência Colonial através da exploração né de de humanos que não eram considerados humanos suficiente para estarem dentro Da proteção né da da declaração universal dos direitos humanos né então quando a gente pensa a gente tem uma cultura humanista que de certa forma justificou a exploração o genocídio por conta de uma de uma ideia de que né Alguns são mais humanos do que outros e para que se acredite que alguns são mais humanos do que
outros Você precisa desse desses dispositivos que são as osos vários modos de preconceito então a o que a gente tem hoje né a gente tem Bases de dados essas bases de dados elas vão mostrar que um médico que um arquiteto que enfim eles eles vão vão tá mais eh ligados a uma a uma etnia né são pessoas brancas são homens né também tem a questão de gênero então quando ali né um dos um dos exercícios que a gente fez ano passado eh que foi tipo uma prova conceitual de como como a gente pensaria numa iade
Colonial vamos primeiro experimentar e ver como como que é essa Iá tá hoje então vamos pensar como seria O futuro aí eu coloquei lá bom eh o futuro da medicina para mim seria eh um médico visitando o paciente só que eu botei em inglês então em inglês você não eu não coloquei gênero eu não coloquei mas aí apareceu né O médico é um um senhor né visitando os pacientes para tomar chá e tal então você tem esse tipo de resultado né E por exemplo eu coloquei ah a comunicação do Futuro seriam as pessoas olhando umas
pras outras com dispositivos de de E aí você tem esse resultado então a gente vê que ah que existe né uma uma super representação eh de modos né modos de viver e esses modos eles não representam a todos existe também uma super representação no Imaginário então ali um participante colocou ah como vai ser a alimentação do futuro então sempre quando a gente coloca futuro vem uma uma tecnologia junto né e a gente poderia pensar que a alimentação do Futuro Eh vai ser uma outra coisa ela não precisava ter um tablet com wi-fi né talvez ela
poderia ser pensada de outra maneira ali do lado outro participante que que que colocou educação do futuro aí colocou lá um prompt né com uma série de informações para ver educação do futuro e apareceu essa essa essa menina aí numa né no meio de uma sozinha então embaixo um no outro participante colocou eh a comunicação do Futuro seria a relação entre a inteligência artificial E e o ser humano e aí você vê que apareceu um casal né uma mulher com Robô então a o relacionamento né da inteligência artificial com eh então e essas questões são
questões do Imaginário e pra gente pensar do impacto né que as imagens T na subjetividade isso aí a gente já tá começando a ver nos últimos anos estudos né que mostram como que a Como que o Instagram tá influenciando e a a maneira que que as meninas vê Mesmo tá estimulando anorexia tá estimulando depressão ou enfim várias várias dessas imagens Mas ainda é pouco o que a gente tem visto então por exemplo ali acima né Se for pensar a cidade né na Como como que vai ser a cidade na na né no futuro as pessoas
então você vê que eh assim o que aparece eh São pessoas não só pessoas mas também um cenário né Essa essa imagem do alto um cenário que não tem nada a ver com Outros territórios com os nossos territórios e abaixo por exemplo eu coloquei foi no próprio canva eu coloquei eh pessoa numa cidade pessoas se encontrando numa praça numa cidade com desigualdades sociais e com público que é de etnia mista então a gente ainda tem essa questão né de você vê que a inteligência artificial ela não consegue porque ela acessa a base de dados de
uma maneira e Também pela além da base de dados tem uma a maneira como algoritmo tá sendo direcionado né então quando a gente pensa no no impacto das imagens eh a gente tem também essa questão do e do impacto no Imaginário a gente pensa assim né uma uma das questões de pensar como que o cérebro opera né e e como que que a consciência Ela opera ou como que ela acontece né então os neurônios espelhos foi foi uma descoberta aí Eh mais dos Anos 90 que que começou a Gerar essa essa alguns impactos que quando
a gente observa uma ação os nossos neurônios eles trabalham como se a gente tivesse fazendo essa ação né Então essa é uma questão de se a gente pensar eh ah os jogos super violentos para para crianças para pessoas que estão em desenvolvimento o tempo de tela as imagens as as ações que a gente vê isso tá treinando o nosso cérebro para eh dentro dessa dessa desse tipo de Atitude aliás recentemente eu tava vendo o cientista nicolelis ele tava falando que o cérebro já está se adaptando ao sistema binário que é muito reducionista né então é
como se fosse uma uma adaptação eh e uma um um novo estágio n de evolução que não necessariamente é evolução mas um novo estágio onde você se adapta a esse sistema binário porque é como o raciocínio tá operando né então como solucionar o problema essa Mesa hoje ela tá envolvid estão envolvidas pessoas que estão pensando em projetos que possam dar e a base de dados que possam gerar novos tipos de de experiência online então a o projeto né o decolonizar e a proposta é que a gente eh Experimente uma metodologia participativa uma metodologia que seja
de baixo para cima que se Ouça as pessoas que que a gente eh tenha uma coleta de Dados responsável isso é uma coisa que eu tenho visto já há uns 7 anos dentro dessa pesquisa mais aprofundada de Inteligência Artificial que é são alguns relatórios que saíram como o quando as máquinas decidem e que envolveu estudiosos de vários Campos inclusive da história da arte para pensar que a academia né a gente tá aqui na Universidade de São Paulo e a gente tá aqui entre pessoas eh que estão eh ligadas ao estudo né científico eh a Academia
precisa propor como que a gente vai fazer a base de dados como que ela precisa ser feita de que maneira os relatórios né antes que um algoritmo ele seja feito os relatórios sobre cada decisão que vai ser tomada né como como que essa decisão foi tomada porque a gente precisa contar essa história né Isso é uma etnografia do do e a gente precisa de uma etnografia do processo para falar de ética e valores Né então assim eh quando quando a gente traz por exemplo eu tô querendo trazer a bioética para discussão das tecnologias é porque
a gente precisa pensar que valores a inteligência artificial todo todo todo o sistema digital que valores ele tá trazendo pra gente e que valores a gente quer nesse sistema e pra gente discutir valores a gente precisa da etnografia a gente precisa de relatórios do processo Porque você não vai Conseguir você não vai conseguir eh pegar na ponta né falar assim ah eu quero que é inteligência Eu quero uma explicação que tá prevista nas leis na regulamentação direito à explicação eu quero uma explicação como essa imagem foi feita e essa explicação dificilmente a gente vai ter
porque as imagens os bancos de dados elas já viraram algoritmos elas já se mesclaram então o que a gente precisa para ter explicação a gente precisa do relatório do processo Pra gente entender Aonde que a coisa desviou e pra gente conseguir corrigir caso essa essa questão tá tá trazendo dando danos né e e e tá se afastando dos valores que nós queremos propagar como sociedade então Eh são essas questões e agradeço M fico aber as perguntas Obrigada pergunta dos participantes A gente tem uma pergunta PR raura de Rafaela Pergunta Adorei sua apresentação saida eu gostaria
de saber qual é a sua posição com relação ao uso de dadas como dados vias de dadas e a redistribuição o sistema de redistribuição para a Equidade Econômica o ano passado o Banco Mundial e o imf foram chamados por usarem dados com vieses para seleção de candidatos para a transferência de políticas nos países africanos a resposta mais curta para Essa pergunta é sim a forma como essa tecnologia funciona o resultado é só tão bom o que você extrai depende daquilo que você coloca se você extrai dados com viés na sua solução a sua solução terá
um viés também então é muito importante ser intencional desde o início sabe quando você estiver treinando a máquina quando você estiver criando o treinamento de dados você deve ter certeza que eles vão refletir com acurácia E que vai incluir os dados que sejam confiáveis e completos para que a solução atenda as necessidades de todos aqueles que estejam envolvidos então para responder a pergunta feita sim o Banco Mundial e seja quem estiver construindo soluções a Amazon ou outras entidades que eles vão ter o o trabalho confiável Verificado através de informações que sejam passadas pela comunidade tudo
isso deve ser crítico caso contrário sempre vamos ter eh resultados com tendências com vieses e Se isso for feito os resultados serão cada vez melhores obrigada bom Eh meu nome é ralu eu sou cientista social né então eu gostei muito da da sua apresentação eu acho que você trouxe assim aspectos assim é muito importante se a gente for pensar por exemplo no Longo né Essa questão da superestrutura que é a questão cultural então partindo dessa dessa dessa premissa básica né do né que pensam né Logo Existo Então essa questão põe a questão que eu achei
interessante a questão dos vieses né do impacto da Inteligência Artificial né quando você fala assim olha eu existo tal como sou agora no presente né Eh porque já existiu todo um processo Anterior né você eh colocou no o aspecto da etnia né de de como você Surgiu né como você evoluiu né E como você se encontra no presente é hoje né então eu acho assim isso é muito importante essa questão né de porque o Brasil é assim é se pensa que assim no longo prazo também né quer dizer eh Que tipo de desenvolvimento o Brasil
vai ter né e a partir de que eh estrutura cultural né então eu a minha pergunta eh que eu vou fazer para você é o seguinte eh eu acho Uma coisa assim que é muito importante é a questão da linguagem né você que eh atua no campo das Artes né Eu acho que para você é algo mais assim né do dia a dia mais é algo mais comum né mas e acho que paraas outras áreas não é algo algo né Essa questão né então Eh pensando nesse aspecto né E e essa sua experiência assim que
você teve basicamente eh no Estados Unidos que é um estado específico que é a Califórnia né aonde lá é está presente muito assim De forma assim mais eh assim maior é a cultura Latina né porque mais de 50% dos californianos eles falam espanhol certo e quando nós trazemos essa questão né cultural vamos supor pro âmbito do Brasil né E pensar que a a região amazônica né vai ser a região assim economicamente estratégica e mais importante no praso né Eh eu queria a pergunta que eu queria te fazer é a seguinte né porque nessa região da
Amazônia Amazônia né no qual assim nós temos países vizinhos né tipo assim a a Guiana a Guiana holandesa a Guiana Inglesa né e da onde né vamos supor assim é onde existiu né na verdade o o Esse aspecto ético que era o maior da da etnia da etnia Tupinambá né tanto nos formou aqui né Eh nos afetou também na nossa formação inclusive na na USP né a tese do do florestão Fernandes doutorado é sobre a as artes de guerra dos tupinambas né Então a pergunta que eu faço ass ali é como que você vê assim
essa cultura da Califórnia que ela tá ligado assim muito à economia do açúcar nas Antilhas né mas é uma antilha que ela é muito mais holandesa né nossa região Amazônica aqui eh temos mais fortemente a cultura inglesa né então Eh como que você eh qual esse desafio né que para você enquanto uma uma pessoa que tá pensando os vieses né pensa assim é como que você parte de uma uma estrutura é Assim muito forte e do holandês para fazer uma transposição pro pro inglês essa aqui é a minha pergunta eh obrigado pela sua pergunta eh
você falou muitas coisas né então eu não sei se se eh eh essa parte final eu não sei se exatamente eu entendi mas o que eu o que eu entendi do que você falou primeira questão eh linguagem né Então essa é uma questão muito importante porque Ah você vê por exemplo né a tem uma Cientista cognitiva chamada lera boroditsky que ela fala né ela fala assim ah a linguagem aborigene uma criança aborigene ela sabe eh ela sabe quando ela fala que ela veio de um lugar ou que ela está indo para um lugar ela fala
que ela veio daquele lugar no no ponto cardial Norte a 30º isso está embutido na linguagem então assim na linguagem né Tá embutido um GPS né então assim a pessoa não precisa acessar o GPS Ela já tem e é uma Coisa que na nossa cultura nem antes né a gente nunca teve isso então quando a gente fala em decolonialidade a gente tá falando também de epistemicídio né então assim e e quando a gente fala de linguagem eh você falou da Califórnia e enquanto eu tive lá eu também quis saber um pouco mais das culturas indígenas
né E existe também nos Estados Unidos existe também essa coisa de que uma uma p uma criança que tá que foi eh educada e formada numa Numa dentro de uma etnia ela tem uma linguagem na cabeça dela que não é o inglês então quando ela vai pra escola ela eh Tem dificuldades Por que que tem dificuldades porque eh a linguagem ela tá embutida cultura o modo de ver o mundo né nas palavras ela não é só uma coisa imediata de comunicação Então a gente tem eh esse problema da representatividade E aí justamente quando a gente
fala de Equidade não é só pegar as pessoas ai coitadinha porque Não é paraa pessoa para uma criança indígena ser subavaliada né porque ela não consegue aprender aquele conhecimento é porque aquele conhecimento precisa se adaptar também a essa pessoa né Precisa e é isso quando a gente tá falando de Inteligência Artificial e do sistema digital que é pervasivo a gente precisa fazer com que esses sistemas eles eh criem uma sensação de pertencimento e de entendimento nesse espaço Então como Que a gente vai fazer com que esse sistema seja multicultural né Essa essa é a grande
Esse é o grande desafio da Inteligência Artificial de todo o sistema digital então eu respondo dessa maneira obrigada não temos mais perguntas passamos pro fime Omar eh Só lembrando antes de começar a apresentação Dele quem tiver alguma questão pode mandar e-mail para iea responde @ Usp.br então Mr femar cidadão nigeriano e britânico exerceu Advocacia em Londres e continua a ser membro associado das Garden Court Chambers mudou-se para a Tanzânia em 2008 E desde então tem conseguido trazer um aspecto único ao seu trabalho nas regiões traduzido a sua experiência nas áreas jurídicas cada vez mais importantes
de privacidade proteção de dados gestão ambiental e sustentabilidade direitos e envolvimento das Comunidades locais comando assim a Lacuna entre a mentalidade comercial Internacional e as melhores práticas em matéria de direitos humanos é reconhecido como um formador jurídico internacional especializado agradeço estar aqui com todos vocês fazendo parte desse painel dessa discussão Tão rica todas as ideias realmente muito bacanas uma coisinha sobre o que a Helen falou como criar um espaço digital que Seja mais receptivo sabe eu vou começar me pegando nessa ideia Por que precisamos disso Qual que é a questão por trás de tudo e
a questão das vezes quando estamos analisando o ambiente moderno a partir de diferentes perspectivas e diferentes posições em todo o globo eu T Brasil Tanzânia a Helen né que tá baseada mais nos Estados Unidos de Repente nós acabamos formando ideias interconectadas nesse espaço tão dominante e a realidade é uma realidade da dominância a força dominante sabe já existe o que há 400 500 milhões de anos então vamos esquecer de Gaia sabe vamos pensar mesmo em termos de humanidade 500 anos não é tanto assim na verdade são é bem infantil ainda né Eu acho que ainda
somos bebês porque algumas das Narrativas que foram trazidas aqui que continuamos a ouvir e que continuam a definir os espaços como por exemplo desenvolvimento países subdesenvolvidos países em desenvolvimento em desenvolvidos sabe estar no continente Como na África nós estamos no meio da caos sabe o caos Total Vivemos um caos de milhares de sabe exploração todos nós conhecemos a história da África não é não é Necessário repetir Mas mesmo dentro desse contexto nós temos tanta abundância sabe na Terra das pessoas da Cultura eu não quero Romantizar a questão sabe eu tô querendo dizer que a estrutura
as inteligências realmente elas transbordam em nós estão ao redor de nós essa é uma universalidade que ainda é isso também é [Música] importante porque Essa humanidade faz parte da nossa origem e esse espaço de humanidade está no continente africano e frequentemente nós nos esquecemos disso sabe estamos aqui toda a questão do Progresso e o que quer dizer o progresso nessa perspectiva de 400 ou 500 anos é uma perspectiva de do que é ser humano por milhares e milhares de anos nós vivemos num ambiente muito mais circular atrás atrás dessa ideia de que As coisas podem
ser reformadas e agora estamos vivendo essa questão de que o progresso vai paraa frente vai paraa frente sabe o progresso linear que forma a humanidade nada no Cosmos nada no Cosmos representa essa ideia e aquilo que chamamos de a ideia de uma humanidade desenvolvida por isso que aquela ideia de infantilidade da infância né Sabe quando temos a criança ainda nãoé eh que até que ela cresça que possa ver as coisas de maneira mais Arredondada e mais sabe com mais concreta na então nós somos ainda infantis de alguma maneira ou de outra sabe ainda estamos noos
primeiros anos da nossa infância como mundo muitas vezes acabamos nos esquecendo da onde vemos sabe do ponto de vista celular mesmo eu quero dizer qual é a nossa origem isso implica e afeta tudo o que fazemos não para dizer que tudo está feito com isso como que as Coisas evoluem com o tempo mas essa não é a principal Pergunta a principal pergunta é nós vivemos mundo em que a narrativa dominante ela é predominante ou um processo regenerativo em que nós tentamos voltar a uma realidade diferente e não é simplesmente dizer sabe que isso ocorre apenas
em lugares como a África ou Ásia ou América do Sul não mas isso ocorre em todo o globo sabe há pontos como esse em Todos os locais Então essa universalidade o buntis sabe o buntis smo cósmico em que nós olhamos Como podemos renormalização maior obstáculo e desafio para a próxima era e de uma forma ou de outra e e a inteligência artificial está dominando as manchetes dia após dia não é começa com a palavra artificial artificial para mim essa palavra já é uma palavra problemática Por que algo que vai ser tão tão importante na nossa
Narrativa Global em que que vai tornar nós humanos sermos algo diferente ser algo artificial eu não gosto eu tenho um problemão com essa terminologia sabe artificial essa é uma frase com a que eu pensei que eu penso mesmo sabe é uma conversa que já estamos tendo há anos e quais são as alternativas como nós podemos sabe eh falar a respeito disso como nós vamos usar as nossas tecnologias os nossos dados e dados Dados estão por toda parte dados não resumem-se apenas a tecnologia e algo que seja mais complementar algo que complemente o espírito humano em
Oposição a algo que seja artificial então nosso ponto de partido as palavras que usamos e como elas ressoam tem tem tem significado Sabe tem tem significado então nós devemos nós não podemos continuar a aprisionar essas forças tão Poderosas como sendo uma força Artificial quando sabemos que elas são responsáveis pela criação disso então voltando a aquilo que a Saada disse sobre ser intencional Por que não ser intencional na criação de uma força que complemente o melhor daquilo que a humanidade é ou possa ser em oposição apenas e ficar esperando sabe e ver o que vai acontecer
não sejamos intencionais Vamos parar com a guerra Vamos criar abundância vamos redistribuir de tal forma que faça sentido podemos alavancar a tecnologia voltar a coisa do algoritmo e como ele é construído isso é essencial eu sei uma das coisas que acontece conosco é que todos todos aqueles que até um certo ponto tiveram acesso à internet e a tecnologia moderna a principal questão é que os nossos dados o Dividendo de dados Eles continuam sabe a nos ferrar é isso que acontece di toda a mídia social que tá aí é algo que acaba sabe aumentando exacerbando as
nossas vidas quando nós sabemos que há grande sabe eh gigantes da tecnologia que adoram os dados e cada vez mais se tornam poderosos com os nossos dados como que nós podemos sair dessa armadilha é impossível sair dessa armadilha há qualquer vantagem sair fora será essas Forças se mudarem de direção e se tornarem mais positivas Nossa H Tantas perguntas aí não é sabe preto ou branco sabe não é só um cenário preto ou branco não é 880 eu sei que as coisas sabem de um comportamento diferente no passado se não houver uma mudança importante Devemos esperar
desfechos diferentes então passando para a parte mais prática e pensando nas coisas diárias e essa não é Uma panaceia criar algo que em última análise seja melhor mas na verdade criar pontos de partida todos os dias ter pontos de partidas o que nós usamos para processar a nossa Internet nós usamos Google usamos outras ferramentas que estão nos ajudando mas nós sabemos qual ricas ficam essas empresas não é Então precisamos nos perguntar pera aí um pouquinho essa capacidade dessas empresas serem tão ricas se baseia o quê Se basei nos nossos dados isso é o básico não
é por que que não estamos nesse jogo por que que não criamos estruturas no Brasil em outras outras partes da Comunidade dos Estados Unidos sabe a gente não tá fazendo não somos anfitriões dos nossos próprios dados O que você vai fazer se seus dados são seus negócios mas só na primeira instância poder trocar mas nós não temos Infelizmente este cenário link talvez eles Não gostem mas eu vou falar é o entendeu paciência mas nós estamos todos sabe nas mãos deles estamos todos somos todos cúmplices Em algum momento a gente vai ter que pegar a liderança
e dizer a gente quer ser proprietário dos nossos próprios dados e daí nem vamos precisar ter toda essa conversa sobre decolonialidade momento por exemplo a gente tá gravando essa sessão Certo alguém vai sabe pegar toda essa conversa essa estratégia de decolonial O antía que é muito mais forte eu sugeria que esse é um dos processos de pensamento que nós precisamos levar em conta eu sei que é difícil é adolorido mas é necessário passar para algo mais leve sabe mais prático as pessoas acham que a gente é louco sabe mas na verdade a gente não Vai
tentar eu acredito que é necessário começar a estruturar as coisas da forma que nós queremos que as coisas sejam queiram eles ou não em Oposição a nos eh posicionar contra criar uma plataforma uma outra rede eu vou compartilhar minha tela agora com Vocês não tô dizendo pras pessoas que ess é o novo LinkedIn Algumas pessoas dizem que sim mas a gente criou num espaço essa rede foi criada e moldada de tal forma que nós convidamos as pessoas não é que a gente limita as pessoas porque é uma plataforma aberta mas para a o estado africano
sabe todos são bem-vindos Mas é uma plataforma africana é uma rede africana é necessário a gente começar a ter os nossos próprios Serviços e podermos replicar os sistemas de maneira Federativa através de tecnologias de fonte aberta porque as tecnologias que estão por aí elas são muito dominantes sabe a gente não pode fazer nada e nós nós o mundo contribuiu para que eles se tornassem sabe é uma coisa lá do Vale do Silício eles dominam eles desenvolveram Mas sabe quando a gente chega ali na nas entranhas de quem construiu esse Sistema sabe quem vamos culpar nós
não controlamos mas a gente também tem culpa porque a gente faz parte da construção dessas tecnologias Então por que que não reestruturamos E por que não criamos diferentes formas sem sem Paralela porque é dessa forma que funciona melhor certo essa é a forma que faz funcionar melhor e comecem a reestruturar sabe a reestruturar a tecnologia para usar sabe para reconstruir a nossa imagem de maneira Transparente por isso criamos esse espaço R Network vejam aqui um exemplo da nossa rede a narrativa inclui as pessoas as ideias fluem eu sugeriria que fluí a partir deste Ponto Central
da narrativa da África Global porque a definição É sim é algo Global nós somos os nossos próprios anfitriões são os nossos dados sabe não vai para outro lado em que eles fazem um Crunch dos dados e o quiserem não não a gente tem que parar de pensar sabe nos outros algoritmos não nós temos que ser os algoritmos das nossas próprias plataformas Olha então isso funciona como uma mídia social um Hub sabe de mídia social e nós temos pessoas de todo mundo aqui participando na nossa mídia social ainda tá no formato Beta sabe esse é o
problema você não vai rapidinho conseguir o dinheiro quando você tá tentando formara Seja representativo de uma ideia sabe então a gente precisa construir de maneira lenta orgânica para decolonial e e e sabe daí a gente pode fazer coisas Sabe tão familiarizadas com as quais nós estamos acostumados estamos familiarizados mas trabalhamos num ambiente diferente não vamos replicar esse tipo de coisa sabe uma série de vezes isso nos foi dito você e se tornar um Google não esse não é o Nosso modelo fora não queremos nada disso queremos mostrar que pode ser feito sabe mas e que
podemos ter os chats ao vivo fóruns de discussão e tudo mais que você faz nas plataformas aonde você pode fazer uso dos dados mas vamos fazer isso no nosso servidor na nossa plataforma mas Haverá organizações quem quer fazer isso também ir vamos facilitar esse processo nós estamos desenvolvendo sistemas Federados federativos de fonte aberto Nós não Somos donos estamos apenas alavancando a tecnologia Então o que estamos dizendo é o seguinte vamos então implementar isso para nossa comunidade aonde vamos realmente empoderar as ferramentas sabe Existe vida ou depois ou ao lado das Big eles importantes não dá
para negar não é eles estão numa posição pivotal mas a história não acaba nas mãos deles tá nós podemos fazer algo e andar ao lado deles mas não ficar apenas atrás Deles eu uso o Microsoft 365 sabe no início da minha carreira sabe tudo bem funciona é ótimo eu não vou dizer que é uma droga o produto do Google ou da Microsoft Mas a questão é de quem são os dados né na mão de quem ficam os dados e isso é o mais importante e os cenários em que eu não quero que os meus dados
fiquem nas mãos do servidor do Microsoft como fazer isso então nós somos self host somos os próprios Anfitriões isso é ficção científica Claro que não tudo tá aqui documentado Vejam Só Olha nós temos videoconferências nós temos as atividades recentes e tudo é feito pelo nosso próprio servidor e queremos ajudar as comunidades e corporações sejam elas grandes ou pequenas para que elas possam realmente trabalhar na nossa plataforma no nosso sistema e apenas para concluir eu quero passar aqui para vocês uma ideia do ponto de vista econômico porque Quando a gente fala sobre dinheiro todos né ficam
alertas não é e ligados no início desse ano eh fizemos um IPO e ficou na Manchete não é o nosso IPO e o Google ofereceu 600 milhões de dólares por ano para que eles usassem as que usássemos as plataformas dele para testar ia eu não sei se eles fizeram ou não é a decisão dele sei lá mas qual que é o ponto por trás de toda essa questão é que eles têm dados valiosos nós Entregamos cada dia dados super valiosos nossos por zero não cobramos nada e eles estão ricos com os nossos dados isso precisa
parar a Universidade de São Paulo e todas as Universidades do mundo deveriam ter as suas plataformas gratuitas sabe com os seus próprios anfitriões self host sabe estamos falando sobre a questão da decolonialidade estamos num contexto em que precisamos fazer alguma coisa sabe é necessário que nós Tenhamos esse diálogo que é um diálogo caro mas necessário é necessário ter os operadores que facem alguma coisa não vamos ficar deprimidos mas vamos ficar abertos e entender que há uma série de tecnologias aí fora que que ainda podem ser alavancadas para que pelo menos a gente pare de mendigar
dos grandões e e nós criarmos uma nova realidade com novas histórias com isso eu concluo e passo a palavra obrigada F passar PR PR Helen Hi Thank you I think you olha F obrigada eu acho que Você levantou pontos aqui bem importantes sabe quando você falou sobre a questão artificial Esse é um outro ponto que nós temos essa tradição [Música] aqui acho que existe a questão central e individual quando falamos sobre eu sou porque você é Mais então essa artificialidade ela é [Música] criada porque a separação cartesiana sabe os cartesianos também acham que a mente
é separada do corpo não [Música] é e que a mente tá separada da alma a inteligência já é algo artificial por si só já dizia isso a inteligência já é algo artificial porque a inteligência já é aquilo que nós temos no algoritmo aonde você identifica você Classifica isso já tá na cultura é algo cultural e a consciência é algo distinto consciência a conscientização tem mais a ver com a tua alma então talvez o que nós tenhamos aqui quando você pensa nessa ação contra hegemônica que é o seguinte nós precisamos ter plataformas nós precisamos coletar os
nossos dados nós precisamos ter propriedade dos dados mas também nós precisamos ver como esses dados serão Organizados E compartilhados então precisa source provavelmente e quando aá fala sobre o projeto dela eu quero ouvir a narrativa das pessoas eu quero ouvir a narrativa dos mais velhos porque no mundo digital as pessoas estão perdendo estão ficando de Fora estão perdendo a sua sabedoria a sabedoria dos experientes né hisas eu acho que essas são ações com as Quais Estamos pensando mas uma pergunta que eu tenho para você quando as pessoas me perguntam Vamos nos unir ao host África
daí eu falo você tem a nuvem a nuvem do hrica tá na Alemanha né eu não criticando tás a primeira coisa é entender que nós não temos as infraestruturas mas podemos criar e gerar mais Pluralidade e disseminar isso ao invés de deixar os nossos dados nas mãos do Google da Amazon nós podemos disseminar para outros locais que ainda estão no norte certo porque as estruturas estão ou na Ásia estão em outros lugares como sabem não é então eu pergunto a ambos os pensamentos como pensam em decolonizar essas estruturas que são estruturas que são Baseadas e
fundamentadas em cima deste pensamento entendeu como que vocês dois estão pensando nessa transição perguntar ao mais velho como vai se dar isso como Isso poderá impactar e mudar e também Tendo isso como feito na África você já disse nós precisamos ser proprietários dos nossos dados eu entendo que este é um argumento plausível ótimo mas como podemos torná mais diferente Talvez seja necessária Uma transição sim sem dúvida Esses são sistemas pilotos como eu já disse já que nós mesmos estamos desconstruindo e reconstruindo é necessário começar de algum lado né e uma outra coisa que eu também
disse é que é como se fosse na América sabe a sides tá na América e a gente vê isso acontecendo sabe os Estados Unidos é o líder do mundo e tudo mais né Precisamos ser cuidadosos com isso não É usar uma tecnologia que existe mas quem é o dono da tecnologia e o que eles estão fazendo com ela eu acho que isso que é o importante a forma talvez daqui 20 anos as coisas vão continuar exatamente como estão mas pelo menos sabe eu fiz alguma coisa o que eu tô querendo dizer é o seguinte a
tecnologia evolui o tempo todo e Continuará evoluindo neste momento nós não temos uma pegada suficiente para poder mudar a forma como Esse algoritmo Funciona porque não temos os dados não temos esses modelos sabe com os quais o pessoal tem H 4 anos peço desculpas mas eu sei que a coisa é complicada mas meu ponto é Brasil países como a África índia nós temos uma população enorme se nós mudarmos nós vamos começar a a criar a engenharia dessa mudança de maneira direta daqui a 10 anos a conversa será outra bem diferente a Infraestrutura a qual estão
falando é importante seja lá qual for mesmo os Big players as coisas são distribuídas em todo mundo é como você controla o seu servidor isso em última análise é muito importante as pessoas têm acesso aos meus dados a a criptografia é feita ponta a ponta e depois o que eu faço eu passo para um outro sabe esse tipo de ideia sabe não realmente ficar preso sobre como as coisas são Mas como você está lidando com os seus dados como você Lida com a infraestrutura como você configura o seu banco de dados como você configura as
suas estruturas tudo isso é muito importante a infraestrutura dessa forma ela é construída as pessoas entende as empresas indígenas dizem sabe a gente precisa criar os nossos próprios dados como criar os dados universais sabe todo o seu trabalho está na mão dos Googles Como isso aconteceu Quem tomou essa decisão Eu não quero ser muito crítico aqui porque eu já fiz isso na maior parte da minha vida sabe mas é como se a gente ficasse preso na tecnologia pensando profundamente como que isso vai ser daqui a 30 anos nós temos uma oportunidade em países como o
continente Africano em que as populações estão aumentando B po umaa diente precis ter essa ideia governamental entre as pessoas sabe e o que que isso fazendo Sabe podemos fazer algo a respeito Sim podemos e esse é o ponto Sim podemos sim [Música] gostaria de adicionar alguma coisa eu gostaria de adicionar ao ponto aí o seguinte a necessidade prática de sempre pensar a respeito da importância de treinar os dados não apenas a criação deles como programas do tipo Pergunte a um mais velho vez que interagirmos com todos os Modelos de linguagem e máquinas que t o
poder de armazenar os dados Mas quais dados quais dados que estamos falando a respeito e da onde vem esses [Música] dados eu acho que é muito perturbador e difícil encontrar listas de fontes que sejam a parte principal treinamento É fácil de achar de publicar Mas esse não é o caso por isso eu acho que existe toda uma outra Conversa que precisa ocorrer sabe transparência e tudo mais que é um pouquinho diferente sabe mas também é como criar os dados para que possamos compilar os dados certos e de maneira proativa sabe conseguir integrá-los em Sistemas atuais
então ambas essas partes do quebra-cabeça São necessidades práticas uma vez que vamos interagir com sistemas atuais e sempre quando pensarmos na Construção de novos sistemas também deixe-me adicionar um outro ponto aqui e a referência que foi feita ao a gente não leva muito a sério não é muitas vezes mas a atualização do buntu não ver como um desafio sabe um modelo cartesiano mas para ver que essa é uma interpretação e nós vamos sugerir que se fosse uma interpreta da humanidade a humanidade fazendo o seu Melhor e se essa for uma proposta que seja amplamente aceita
e quando falamos com as pessoas Olha pelo mundo esse conceito existe e é por isso que eu gosto quando Ross veio com a frase Cosmo B ele não tá dizendo que é um conceito africano mas um conceito de humanidade no seu melhor sabe e você pode achar em todo lugar Você pode achar na América do Sul na Europa na Nova Zelândia você não não vem não você não acha nos outros lugares na verdade desculpa Ele tem uma Fonte né e a Fonte é África a origem da humanidade você encontra num lugar com abundância e é
o bontu é abundante na nossa cultura africana então criar um negócio que atualiza o vira algo importante como nós fazemos Como interagimos qual é o nosso modelo de negócios nós vamos ter sabe propriedade nós ou vamos fazê-lo apenas para motivos de lucratividade Esse é o tipo de conversa que estamos criando estamos tendo e o produto final Que vamos ter eu sugiro sabe que nem você disse lixo entra lixo sai mas preferimos dizer que essa metodologia terá algo mais forte na sua origem no seu momento da inserção em que ele fala e respira o seu modo
de ser eu sei é difícil não é fácil não é nada fácil há maneiras de propulsar isso de maneira muito mais fácil eu sei eu sei a respeito disso que é o trabalho que eu tô fazendo nos últimos 20 anos sabe e fazer Isso nós vamos trazer novas pessoas a Bordo não é é liderado pelos membros o África do Sul desenvolveu essa manhã algo sempre estamos contribuindo compartilhando é isso que fazemos isso se torna muito muito importante o que em última análise estamos tentando criar o que nós estamos fazendo é parte de um todo Isso
precisa ser replicado não uma força dominante sabe Nós vamos eh configurar escolas no governo local vai também usar esses tipos de sistemas eles vão ter isso colocado a Bordo com o mesmo tipo de metodologia sabe mudanças podem ocorrer certo agradeço mais alguma questão nós vamos encaminhando para Encerramento e gostaria de saber se os palestrantes têm uma palavra final para encerrar eh Obrigada pela pela presença e do f Carter quem tá nos assistindo aqui Quem tá assistindo online nós temos hoje à tarde um um outro uma outra encontro também e eu a minha palavra final assim
que eu acredito que estamos dando um passo para discutir decolonialidade Inteligência Artificial é um passo desde que eu comecei a estudar Inteligência Artificial mais profundamente né 7 anos atrás eh enfim já já tava estudando tecnologia e e Praticando projetos com tecnologia há muito mais tempo mas eu percebo que no início falar de ética na Inteligência Artificial era uma coisa que muitas pessoas respeitáveis dentro de academias em Londres e nos Estados Unidos em vários outros lugares questionavam eh se deveria ser discutido ética de Inteligência Artificial porque via Inteligência Artificial como uma discussão mais técnica e e
etc Então hoje a gente tá aqui principalmente na Cátedra Óscar sala a gente tem essa esse foco em pensar na regulamentação o que como que nós podemos aplicar essa ética né em termos propositivos e eu vejo em várias várias coisas que estão acontecendo na sociedade juristas eh imagina um grupo de juristas discutindo questões que são das ciências humanas sociais tudo bem direito ciências humanas mas eh pensando mais nessa parte reflexiva né nessa parte do Impacto do Imaginário dos impactos né dos danos eh no no no ponto de vista subjetivo nos nos cuidados que a gente
precisa ter então a gente tá mudando é assim como uma pedrinha que cai na água e E aí vai vai reverberando né Cada cada círculo vai aumentando o círculo então acredito que agora a gente tá conseguindo trazer um pouco esse debate sobre o impacto subjetivo eh que Essas tecnologias operam na vida né e e principalmente porque as Tecnologias digitais a gente não tem como fugir delas elas são pervasivas diferente de outras né se se tá impresso num livro ou um livro que você não abre porque você não quer né aquela referência se tá na TV
você desliga a TV porque ou muda de canal porque não é aquele canal mas nesse caso a gente tá vivendo isso Eh esses parâmetros eles estão afetando né as nossas vidas então eu eu agradeço muito pela oportunidade também da gente Trazer esse debate hoje aqui pro Instituto de estudos avançados Agradeço o professor Virgo ático eh da cátedra Oscar sala que também acolheu a proposta e e a e a instituição que a gente tá tendo aqui um debate inédito e pensando em iniciativas inovadoras para gerar representatividade multiculturalidade e e pertencimento no ambiente digital por diversos grupos
Então essa é minha palavra final Agradeço a todos e passo para vocês Também e fem eá para para dar uma palavra final obrigada você ou eu sai pode ir fem você vai lá olha então Agradeço aen aos colegas foi um grande prazer e uma honra fazer parte desse colóquio eu eu espero que realmente seja amplamente e compartilhado essa sessão para que mais estejam envolvidos sabe nós sabemos Quem são as nossas pessoas e nós estamos junto com a tecnologia e Precisamos realmente ter o maior alcance envolver a maior número de pessoas as pessoas não se sentem
muito à vontades com essa questão não é mas agora as coisas estão melhorando porque realmente todo mundo móvel foi desenhado dessa forma e foi documentado dessa forma mas nós queremos lutar contra essa força sabe e mudar esse mecanismo um pouco trazer sabe nós queremos ter um mundo real uma tecnologia que nos ajude A nos conectar e não nos desconectar sabe e não nos deslocar e nós a humanidade está se deslocando do Cosmos sabe como podemos reverter esse processo é essa a minha meta sabe eu acho que a meta física tem um papel aqui também nesse
discurso eu acho que é importante sabe nós eh trabalharmos nesse mundo onde vivemos usando as ferramentas que damos pelo menos para tirar essa força dominante que está Na mão de pouco sabe foram centenas de anos de dominância e agora vamos deixar a dominância na mão da tecnologia sabe é claro que eu entendo que a tecnologia é importante e é o que é mas o que fazer com tudo isso e quando fizermos fazemos sempre ligado como sendo a realidade ou devemos criar uma nova realidade Eu muitas vezes acredito que a gente não deve ficar tão ligado
tão atrelado a algo que a gente quer lutar contra e na verdade trazer Luz à nossa existência e criar uma nova realidade Obrigada F pelos comentários e eu compartilho do que você disse ah infelizmente eu não sei o que aconteceu com a tradução dela porque o fem me pegou mas acho que ela teve algum problema com a tradução dela e não ouviu o que a m falou infelizmente embora a tradução tenha sido feita colaboração uma prática Comunitária ações coletivas o fato de que essa é uma Conversa que todos estamos tendo aqui hoje e outras organizações
por aí também estão tendo conversas semelhantes a essa trabalhando com ferramentas políticas e lideranças que tem a ver com o desenvolvimento da Inteligência Artificial ou a nossa inteligência humana coletiva e como isso se aplica ao desenvolvimento de melhores futuros essa é uma conversa que muitos humanos estão tendo aí pelo Mundo e o máximo que possível Vamos tentar conectar todos esses pontos que estão lutando aí pelo mundo e buscar maneiras de colaborar e cocriarmos juntos nós de maneira coletiva neste grupo em outros o sul Global o norte Global precisamos nós humanos dessa forma vamos ter uma
melhor chance de construir uma tecnologia Obrigada o evento dessa manhã thank you