Boa noite a todos e a todas. Eu sou o Leandro Evangelista. Hoje serei o mestre de cerimônias do CRA São Paulo e é um prazer recebê-los aqui à noite. Eh, sejam bem-vindos ao programa CREA São Paulo Capacita, do Conso Regional de Engenharia e Agronomia. do estado de São Paulo. Eh, esse programa é um facilitador para você alcançar mais oportunidades no mercado de trabalho. Durante esse ano, você poderá acompanhar cursos, palestras e workshops presenciais e online. Uma excelente chance para você avançar na sua carreira. Acesse o nosso site e acompanhe toda a agenda de cursos. Lembramos
aos participantes presencialmente e aos que estão acompanhando pela TV Cria São Paulo que os certificados serão enviados por e-mail. Para isso é necessário que se inscrevam na plataforma Simpla. Quem Está online, o link já está fixado no chat da live. Quem fez a inscrição previamente, não precisa se preocupar. E para a abertura dos trabalhos de hoje, convido ao palco a presidenta do CRA São Paulo, a engenheira Líia Maquei, e o presidente do Conféa, o engenheiro Vinícius Marquesi. [Aplausos] Gente, eu passo aqui a palavra à presidente Elíja para dar abertura ao nosso evento de hoje. Boa
noite a todas as pessoas presentes. Cumprimento também o pessoal que tá online. Eu sei que já tem mais de 100 pessoas, né, nos assistindo. Então, muito obrigada aí pela presença de vocês. Quero agradecer meu irmão, amigo, presidente Vinícius Marquezi, né, que era presidente aqui do nosso CREIA, que hoje tá no Conféia, sempre abrilhantando e prestigiando os nossos eventos. Muito obrigada pela participação. Quero agradecer também o Levi, o Cláudio que Tá aqui como nosso convidado, que são pessoas extremamente técnicas para falar desse tema, ah, plano diretor e hoje vai falar um pouquinho sobre lei de zoneamento.
São seis módulos que o CR São Paulo vai est ah fazendo. Então, esse é o primeiro. É muito importante porque a gente precisa, como técnicos, realmente analisar, entender e fazer as nossas cidades melhores. A gente precisa, o plano diretor é fundamental pra Organização, pro funcionamento de uma cidade. Ele impõe regras e a gente quer cidades mais inclusivas, mais sustentáveis e principalmente mais que proporcione condições de vida paraa nossa população. Então, CRE São Paulo hoje eh oferece, né, todo o nosso corpo técnico e capacita vocês para que vocês consigam contribuir com o poder público. Então, cada
vez mais a gente tem se aproximado porque nós entendemos que isso é uma necessidade e nós contamos Com todos vocês. Então, espero que vocês aproveitem muito e que essa noite seja muito produtiva. Muito obrigada. Posso emendar aqui já? Ui, não vai embora com o café. Volta aqui com o café, pelo amor de Deus. Hoje eu tô precisando. Ah, Líia, eu que agradeço, na verdade, Lígia, como disse, a gente tem uma uma parceria aí de longa data que vocês conhecem e participar desses momentos de assuntos como esse para mim é realmente uma satisfação contar aqui Para
vocês da onde que nasce essa ideia, né? O Levi, amigo também de longa data. Eh, diante das necessidades que todos vocês que estão aqui, acho que eu conheço a maioria de vocês, a gente recebe por parte da gestão pública, do prefeito, do secretário. Eu faço o mestrado lá na na UNIIN com o Levi. O Levi coordena. Falei, Levi, a gente precisa fazer alguma coisa. ser uma máquina que tem um potencial grande e eu preciso começar a ser pelo menos um Ponto de apoio técnico para pro poder público. E a gente faz a trilha de capacitação,
né, trilha de gestão pública ano passado dentro do do CRE Capacito. E surpreendentemente quando a gente pega os números do CREA capacit na verdade foi 23 e 24, né, que a vida tá tão acelerada que para mim eu acho que eu ainda tô em 23, né, eleição. passada a gente já tá em 25, mas quando a gente fecha aquele primeiro ano de capacitação pública, a gente olha que é entre todas As frentes de capacitação foi a mais procurada e a mais acessada. Isso para mim, Cláudio, é um assim uma satisfação tão grande porque a gente
começa a despertar o interesse pela gestão pública. Você vai hoje nas universidades, ninguém quer saber do serviço público, assim, todo mundo, você vai na engenheiria civil, o pessoal quer construir prédio, construir casa e vender, né? Então você não tem hoje, né, a formação nem sequer mostrando a Possibilidade do serviço público ser uma oportunidade, é a realidade dos nossos municípios. Então, Lia, construir toda essa narrativa para mostrar da onde vem. Mas quando você abraça esse projeto e traz para um segundo momento com os seis módulos que eu vi, você aperfeiçoa demais o projeto. Então, eh, aonde
que vem o meu reconhecimento aí como cidadão, como cidadão do estado de São Paulo, como ex-presidente do CREA, São Paulo, como profissional e como Presidente do Confeia a sua gestão? E aí eu vejo que tem um monte de gestor aqui. Vocês devem devem ter tomado um aperto para tá aqui, né? Porque vocês não estão aqui, porque vocês só precisam estar aqui, porque vocês vão ter que sair daqui e avisar os prefeitos das regiões, os secretários, que se eles precisarem de apoio com relação a esses assuntos que a gente tá falando aqui, para eles procurar vocês
e vocês trazem pra gente as demandas, tá? Porque ou a gente entra Para auxiliar o poder público ou assim realmente a gente vai ter problemas sérios com relação a serviços que a gente presta paraa nossa população. Então, parabéns mais uma vez. Cada vez mais eu admiro o seu trabalho, a sua dedicação, a sua forma de trabalhar, dando autonomia pro time, né, e fazendo gestão do CRA São Paulo. Mais uma vez tenho muito orgulho de ser engenheiro registrado aqui e de você assinar minha carteira, tá bom? Obrigado. Bora Trabalhar, né, gente? Ah, tem o Rodrigo também,
que é o relator da lei de daqui do plano diretor aqui de São Paulo, da lei de zoneamento, né, que vai participar com a gente de maneira online, tá em em missão aí, mas fez questão de de contribuir e compartilhar com a gente a experiência. Eu se fez em se ó lá diretamente do Japão, Rodrigo parceiraço aí, eh, é um cara que a gente tem que abusar muito porque você imagina seu relator na cidade de São Paulo. Jesus, eu tô curioso para participar desse bate-papo aqui. Devolvo. Obrigado, gente. [Aplausos] Muito obrigado. Então, engenheiro presidente e
Vícius Marquezes. Agradeço a presidenta Líia que agora vai nos acompanhar aqui na plateia junto de vocês. Aproveito para agradecer também a presença dos presidentes associações, os inspetores e os conselheiros também aqui presente, também aos colaboradores, Gestores e gerentes regionais. Fica, você fica, por favor. Eh, agradeço também ao Luciano Lourenzini, eh, que é secretário de obras do município de São Manoel, ao engenheiro Mateus Félix, que é vereador do município de São Manoel, também a Lourêncio Corce Neto, que é secretário de obras, engenharia e planejamento, João Batista Zuca, secretário de agricultura, meio ambiente e serviços públicos e
Elias Fausto também. Pedro Mesquier, superintendente de da Secretaria de Obras de Pirascaba. E esses são os as autoridades aqui anunciadas aqui hoje, tá bom? Eh, este é o primeiro módulo da trilha Plano Diretor com novos desafios e atualidades para o setor. O programa tem o formato híbrido presencial e online e é composto por seis módulos com especialistas renomados em gestão pública, abordando diferentes temas a cada encontro. Então, não percam tempo e já se inscrevam nos Próximos módulos. E para que possamos aproveitar bastante desse conhecimento, peço que o público presencial que mantenha os celulares no modo
silencioso. Aos participantes que estão aqui para fazer uma pergunta, levante a mão e vamos levar o microfone até você, tá bom? Então é só levantar a mão, aguardar que a gente leve o microfone, não falem seu microfone porque o pessoal online não consegue ouvir vocês, tá? E o pessoal que está acompanhando a gente na TV Criação São Paulo no YouTube, eh, faça no chat a pergunta e vão encaminhar pro mediador para que ele reproduza a pergunta para os palestrantes, tá? Então assim, eu convido ao palco o engenheiro Cláudio [Aplausos] Bernardes. Convido também o Dr. Wilson
Levi. Agradeço já o engenheiro V Marqués que está aqui presente e no palco. E por fim, para completar aqui o o a nosso time, né, nossa seleção aqui, temos o Rodrigo Gular, que é o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo. Ele nos acompanha aqui [Aplausos] online. E para começar os trabalhos, peço a palavra agora ao Dr. Wilson Levi. Obrigado. Boa noite a todos que nos acompanham presencialmente e online pelo canal do CRIA São Paulo no YouTube. Uma alegria muito grande retornar a essa casa com mais um tema importante da Nossa trilha
de gestão pública, agora com uma subtrano diretor, de planejamento urbano, porque nós sabemos que esse é um tema que apareceu com muita frequência nas demandas que foram endereçadas aqui pro CREIA São Paulo como um tema prioritário, especialmente por aqueles que estão iniciando uma nova gestão, novos prefeitos, novas lideranças, novos secretários. que em algum momento serão eh defrontados com o desafio de pensar a Revisão dos planos diretores, das leis de parcelamento uso, ocupação do solo e todo o repertório eh normativo que orienta as políticas públicas eh urbanas dos nossos municípios. Quero agradecer a nossa presidente, engenheira
Líia Marta Maquei do CREA São Paulo pela oportunidade de continuar ajudando o CREA São Paulo nessa trilha. Também aprendo muito com eh todos os profissionais registrados, engenheiros, agrônomos e geocientistas. Também ao meu amigo e presidente do Conféia, ao engenheiro Vinícius Marquezi, por ter concebido essa trilha de gestão pública e ter confiado eh no nosso trabalho. e cumprimentar também os nossos participantes da atividade de hoje, o secretário e vereador Rodrigo Gular, que nos acompanha, fez questão de estar conosco, tá no Japão, como o Vinícius disse, também o engenheiro Cláudio Bernardes. Eh, é sempre muito difícil eh
Mediar uma mesa que, na verdade, é uma constelação de talentos. O o Vinícius é um grande entusiasta do tema das cidades inteligentes. Ele sabe, melhor do que ninguém, que a construção de cidades inteligentes passa não apenas pela tecnologia, mas também por maneiras inteligentes de resolver problemas práticos de pessoas reais, de carne e osso, que vivem os desafios eh das nossas cidades. o Rodrigo, que liderou o Processo de revisão do plano diretor e da lei de zoneamento na Câmara, vai poder contar um pouco da sua experiência. E o Cláudio, que eh sem sombra de dúvidas é
o mais urbanista dos engenheiros que eu já tive o privilégio de conhecer. Então vocês terão hoje a oportunidade de escutar pessoas que além de serem muito talentosas e muito interessadas no tema do planejamento urbano, são pessoas também que devotam a sua trajetória profissional a a esses Temas e a edificação de cidades melhores para os seus habitantes. Então, para dar início à nossa atividade, eu vou passar pro Vinícius, para ele fazer uma rápida eh fala sobre o a importância dos profissionais do sistema CREA com FEIA eh na discussão dos planos diretores das leis de zoneamento e
na sequência a gente vai escutar um pouco o Rodrigo e o Cláudio com as suas considerações. Vinícius, obrigado, Levi. Acho que dando continuidade à fala aqui, levei e não só A importância, porque isso tá muito pacificado. Eh, a gente tá com com o Cláudio aqui, que é uma é uma referência. Quem diria, Artur um dia Vinícius lá de MIG Iguaçu ia tá no mesmo lugar que esse cara que quem fala, quem sabe quando se fala de plano diretor, acho que o primeiro nome que vem na cabeça, ah, é o Cláudio Bernardes. Eh, então, primeiro a
honra de fazer parte aqui, viu, Glor? você também, vocês são famosos. Então, quando a gente é do Interior diz ficar perto de famosa, a gente fica nervoso. Mas essa estrutura CR São Paulo, Levi, todos os CREAS, mas aqui particularmente pela pela trajetória, ela precisa ser demandada e utilizada para auxiliar na construção de bons projetos, né, independente se é plano diretor, lei de zoneamento, eh qualquer outra eh frente que possa auxiliar na solução dos problemas do nossos municípios. E a gente tem uma atuação muito tímida. Sim, falando aqui um português bem claro também, nós temos a
nossa parcela de culpa. Então, o que que a gente tá fazendo aqui hoje num processo de provocação e entrega, né, de um serviço. Isso aqui é um serviço que a gente tá fazendo, né? Todos que estão participando vão sair daqui com certificado dessa trilha de hoje, né, que em breve, eh, dentro de um outro frente de trabalho, a gente vai registrar esses cursos junto ao MEC, né? Então isso aqui vai virar diploma de capacitação, de educação continuada. E vocês estão participando do início de um projeto que tende, se a gente não errar, né, se a
gente continuar assim trabalhando juntos, tende a ser muito grande e vai fazer a diferença na vida de muita gente por meio desses projetos que a gente eh o CRE capacita, a trilha, isso aqui é um projeto, então por meio desses projetos que a gente tá tracionando. Então, basicamente, né, o Que que eu preciso de vocês que estão aqui? Quem já tá na secretaria, quem está hoje na função, nos procurem para auxiliar vocês a entregar um bom trabalho por meio de metodologias corretas, pessoas que são referência, né? Independente se tem uma relação comercial ou não, mas
a ideia é ampliar muito a ótica de todo mundo. Quem não está, por exemplo, o Zé que tá aí, que é o gestor nosso lá da região de São João da Boa Vista, né? ser a Referência na região. Quando esse assunto chegar em algum município, você fala assim: "Ó, a gente pode ajudar. Se o prefeito não quiser ajuda, tá tudo certo. A gente sabe que ele não vai entregar um bom trabalho, né? Então, a certeza a gente tem que dar errado. Se ele vier para cá, a possibilidade de entregar um bom trabalho é muito grande.
Então, vocês que estão em função de gestão, inspetores, presidente de associação, vocês precisam começar a Assumir as responsabilidades, né? Se a gente quer mudar alguma coisa de verdade mesmo, ficar fazer do mesmo jeito que fizemos nos últimos 90 anos, Célio, não vai mudar nada. Então isso aqui realmente esse ponto de mudança, de provocação, de começar a se aproximar do poder público, de começar realmente trazer a responsabilidade para dentro de casa, pra gente poder entregar coisas boas. Então isso aqui faz parte de um novo Momento de posicionamento do sistema. E aí todo o suporte ali já
pode ter certeza com relação a iniciativas como essa, você vai ter do Conféia. Tudo que eu puder fazer, né, para trazer tudo que você precisa para aproximar do perder público, você pode ter certeza que a gente vai trazer, tá bom? Olví, muito bom. Então, obrigado, Vinícius, pela saudação inicial. Lembrando que o papel que se espera das entidades representativas é, no contexto eh da Contemporaneidade abraçar o universo do conhecimento. Acho que não há possibilidade de transformação da realidade fora da produção do conhecimento. E é o que o CREA São Paulo faz eh com essa e tantas
outras iniciativas. Então é sempre, fiquem sempre atentos às redes sociais, ao site do CREA São Paulo, porque vocês sempre vão encontrar informações muito importantes para a formação de vocês. Vamos ouvir um pouco agora. O Gular tá agora são 7:24 da manhã. Gular, é isso. Acordou cedo para Acho que não tá vindo o som. Só um segundinho, Gular. É longe, então daqui a pouco ele chega. Microfone tá ligado? Ainda não. O pessoal tá falando para ligar o microfone, Gular. Não sei se é deve tá mudo. Aí você nos Escuta, tá? Nós não te escutamos. Vamos aguardar
um pouquinho. O pessoal da técnica já tá vendo o que se trata. Enquanto isso, a presidente Líia dizia que havia já mais de 100 pessoas acompanhando. Eu tô acompanhando aqui porque eu monitoro as perguntas para depois distribuir entre os participantes. Agora sim, Gular. Ah, então vamos lá. Vamos lá. Tá me dando um retorno aqui, mas eu acho Que vai dar pra gente falar. Calma, melhorou. Agora você me ouvindo? Vocês me ouvem aí, Davi? Sim, escutamos. Ah, vamos lá. Bom, boa noite aí para vocês que estão aí na sede do CR São Paulo. Bom dia. Estou
aqui no Japão, numa missão junto com o prefeito Ricardo Nunes, onde nós estamos eh fizemos uma agenda muito produtiva na China, agora estamos aqui no Japão, então visitando Todas as possibilidades de tecnologia, inovação, na questão da segurança de cidades inteligentes, inteligência artificial. Então, uma agenda muito completa e complexa aqui pra gente por causa da questão do fuso horário, né? Então, quando eu me comprometi aí junto ao Vinícius, ao Levi, ao Cláudio, eh eu falei que poderia estar aqui, mas com certeza iria arrumar um jeito de poder eh compartilhar com vocês e aprender Muito aí com
esses mestres. para mim, tanto o Vinícius, o nosso sempre presidente do CRÉ, agora no Confé, um grande parceiro de trabalho, assim como Levi, o Levi, além de estarmos juntos como conselheiros lá no Compresp também, o Levi é meu professor, viu, Vinícius? Então, a gente tem uma grande responsabilidade aí de tomar nota de tudo o que o nosso professor ensina. Agora, para mim, o grande mestre é esse que compartilha com vocês esse palco, Que é o Cláudio Bernardes. O Cláudio que durante todo o processo, o Cláudio que eu já conhecia há muitos anos, ainda época que
meu pai foi vereador, mas que aí nos últimos dois anos nós tivemos muita proximidade, eh, tratativas e com certeza um avanço muito grande nas legislações. Exatamente por isso, por essa proximidade do poder público, com iniciativa privada, com as entidades representativas do setor como CREA e em Nome do CREA, de todos os membros do CREA, quero cumprimentar a nossa presidente, a Líia, a Líia, que já me fez uma visita lá na secretaria também junto com Vinícius e já tem sido uma grande parceira aí dessa gestão e que ela com certeza tem uma grande responsabilidade em suceder
aí a presid presidência do Vinícius, que fez um brilhante trabalho e que conseguiu, está conseguindo levar para o com fé também esse brilhante trabalho que foi feito. Agradecer e cumprimentar a todos que estão aí presentes ou de forma online, assim como eu, ou presencialmente aí também no CREA e que eu espero que esse painel nosso, com certeza, como tanto Vinícius como a Líja e o Levi já falaram, eh, que a gente espera que essa experiência que nós tivemos aqui em São Paulo, e claro que tudo que acontece aqui em São Paulo vira modelo não só
para o país, mas pro mundo todo, né? Eu tenho já eh conversado com muitas Pessoas que venho procurar saber como é que foram feitos eh não só a parte técnica, mas também a parte política de todo toda essa essas revisões que nós fizemos, né, que a gente iniciou aí essa revisão com o plano diretor, mas muito além da revisão do plano diretor, nós acabamos fazendo uma revisão muito completa de todas as legislações urbanísticas que nós temos na cidade. Então, eu vou começar aqui. Eu deixei alguns tópicos para não me perder na Apresentação e até com
esses professores que estão aí, eu não posso eh arriscar em errar aqui essa minha fala. E aí, se for o caso, vocês quiserem também irem me interrompendo durante a fala, principalmente vocês que estão aí no palco presencialmente pra gente ir discutindo, eu tô à disposição. Mas então a revisão intermediária do plano diretor estratégico, né, o famoso PDE, que estava previsto lá atrás desde a lei original, a 16050, que ocorreria 7 anos após a promulgação dessa lei que foi então em 2014 e que deveria ter sido revisada. em 2021, mas devido às medidas aí do COVID-19,
né, o prazo foi prorrogado inclusive também por por algumas questões judiciais que aí também Vinícius, Levi, Cláudio e quem nos acompanha. Essa é uma questão que, infelizmente, eh, a minha opinião, nós temos que contar também que essa questão judicial que muitas vezes e na maioria Delas eh são as pessoas que acabam não participando do processo de discussão, do processo democrático e acaba pela justiça buscando uma outra forma de discussão. É claro, é eh está dentro da lei, há essa possibilidade, mas que deveria ocorrer num outro momento ou no momento que todos têm a possibilidade também
de participar. Então essa política urbana que inicia esse processo é a lei 16050, que tem a sua vigência original até 2029 E que ela orientava o desenvolvimento e a expansão urbana que deveriam ser concentradas em dois territórios, em duas macrozonas, que é a macrozona de estruturação e qualificação urbana, especialmente dentro das suas macroáreas, que é a MEN e a MUC, macroárea de estruturação metropolitana e a macroárea de urbanização consolidada, inclusive para viabilizar a contenção do espraiamento da mancha urbana no território da macrozona de Caráter ambiental. Esta revisão intermediária deveria observar os limites legais não descaracterizando
a política vigente até 2029. Então, muitas pessoas, né, nos questionaram durante o processo e após ele também. as os questionamentos continuam até hoje, mas o porquê de não alterar algumas questões ou por manter algumas políticas previstas lá em 2014 e tudo isso, porque nós temos esses limites legais para não descaracterização dessa Política original lá de 2014. Então, a intensificação do uso da ocupação do solo nesse território integrado pela rede estrutural do transporte coletivo, que isso foi uma discussão muito importante, muito grande que nós tivemos, que foram a questão dos eixos, né, de estruturação da transformação
urbana, que logo depois, eh, pela lei de parcelamento, uso e ocupação do solo de 2016, elas foram caracterizadas como as zonas de eixo de estruturação, né? Então, temos a Zeu, a Zup, eh, e algumas variações também. E pela MEM, macroárea de estruturação metropolitana, que abrange aquelas áreas que além dos eixos, né, então além daqueles zoneamentos eh que já são amplamente conhecidos, dentro da nós temos aquelas áreas dos principalmente das planícies fluviais, dos três grandes rios que nós temos na cidade, Titê Pinheiros e Tamando Ati também. eh, incluso aí nessa área, o centro e o Prolongamento
das grandes avenidas e rodovias. Então, dentro da MEM nós temos as divisões pelos pios, né? Então, os projetos específicos dentro da MEM. Então, nós temos aí Jurubatuba, Tamando Ati, o Pinheiros, eh, Leopoldina, o Pio Central também. Então, foram divididos dentro do Amém, dentro de projetos específicos. Essa revisão intermediária deveria possibilitar a atualização de diversos temas que são Foram muito importantes. E aí, nesse marco temporal, eu sempre gosto de eh fazer uma comparação que na lei original de 2014 nós não tínhamos eh não existia praticamente, estava começando a se falar de algumas tecnologias como os aplicativos,
né? Então o que eu vou fazer aqui é uma comparação, só pra gente ter uma ideia do marco temporal. Então em 2014 a gente não tinha o aplicativo de mobilidade de entrega. Se a gente falasse em 2023 que a polior não Poderia chegar onde a gente estava discutindo com aplicativo de mobilidade ou não poderia comer através de um aplicativo de entrega. Então, só pra gente ter ideia do quanto esses 9 anos foram importantes para diversas evoluções e não poderia ser diferente também na legislação urbanística. Então, por isso que a gente propôs diversas dessas atualizações e
além das diretrizes e princípios do Pacto Global das Nações Unidas, os objetivos, né, de Desenvolvimento sustentável, a agenda 2030 e as ações de enfrentamento aí as mudanças climáticas. também a atualização de alguns instrumentos de cumprimento da função social da propriedade com a incorporação da da desapropriação por asta pública, que também é um mecanismo muito importante. Aí o Levi também como mestre do direito sabe a importância dessa questão, desse mecanismo, dessa política, além de ajustes no TDC, que é a transferência do Direito de construir. Então, no TDC nós possibilitamos a renovação do TDC. Eu e Levi,
a gente sabe lá no Compréspe o quanto que a gente enfrenta dessas dificuldades, o quanto é importante, né, a preservação e o restauro desses bens tombados. E a única política que nós temos possível para essa compensação seria a transferência do direito de construir. Então nós inovamos com essa possibilidade da renovação. Além disso, a incorporação de Novos marcos legais e regulatórios, como o da eh da regularização fundiária e do empreendedorismo inovador. Existe na Lei Orgânica do Município a obrigatoriedade da participação popular. E a partir de agora eu passo a falar um pouco sobre isso, sobre o
trâmite, né, dessa matéria e também a participação popular. A matéria que eh a iniciativa para iniciar o processo legislativo é de competência do prefeito, né, então do chefe do Executivo. Então ele envia em 2023 o PL 127 de 2023 que passa a tramitar na Câmara, né, a partir de 21 de março de 2023. recebe o parecer pela legalidade da Comissão de Constituição e Justiça, também os pareceres das demais eh comissões, né? então parecer uma comissão pelas comissões reunidas e claro que foi discutido, né, na sua eh na sua comissão temática, que é a comissão de
política urbana Metropolitana e meio ambiente, da qual eu estava membro à época e foi designado relator pelo presidente da comissão e também a confiança, né, de todos os demais membros, não só da comissão, mas também de toda a casa. E no âmbito da Câmara foram realizadas 55 audiências públicas. Elas foram regionais e temáticas. Então, aconteceram na Câmara, em cada um dos bairros, em cada uma das regiões da cidade, como também a possibilidade da participação de forma Virtual, não só nas eh nas que aconteceram na Câmara, mas também as que aconteceram nas regiões, poderia ter a
participação e o acompanhamento de forma online. Além disso, nós criamos um hotsite na no portal da Câmara que as pessoas poderiam eh participar então através desse hotsite, trazendo as suas contribuições diretamente para essa discussão. Então nós ampliamos muito essa possibilidade de participação e além disso algumas palestras e Seminários que eu acabei sendo convidado para participar, inclusive uma delas eh feitas, realizadas, né, pela OAB São Paulo. O quórum de aprovação desse tipo de matéria, do que se trata da questão urbanística, é sempre de forma qualificada, então quórum qualificado com no mínimo 3/5, né, dos membros da
Câmara para sua aprovação. Então a primeira é Cláudio, dá até saudade a gente lembrar os números aqui, viu, das votações. A primeira discussão foi Aprovada com 42 votos favoráveis, então 42 votos de 55 e a segunda discussão com 44 votos favoráveis em 26 de junho de 2026. Então e toda essa discussão se encerrou em junho de 2023. Essa a primeira revisão intermediária do plano diretor e foi sancionada pelo prefeito, né, com alguns vetos em julho de 2023. Então nós temos aí a Lei 17975, que foi a que deu a se deu a revisão intermediária do
plano diretor. Então vou falar aqui um pouco, Levi, Vinícius e Cláudio, do que nós alteramos basicamente, o que nós incluímos também. Eu acredito que o Cláudio vá também entrar nessa nessa questão. Então, como eu disse para vocês, se vocês quiserem ir interrompendo a gente discutindo ou relembrando algumas questões, a gente se, por favor, estou aqui a à disposição. Então, a criação de regras mais efetivas e aí num ponto muito importante que a gente tem discutido inclusive atualmente, né, a aplicação de Regras. Então, nós criamos lá no plano diretor as criações de regras mais efetivas para
o controle na destinação e fiscalização de HIS e HMP. E esse é o momento que vocês têm acompanhado aí pela imprensa, uma discussão muito importante que a gente tem feito da real aplicação dessas regras que foram criadas e regras que foram criadas na discussão com a população e também com as entidades representativas de todos os setores, tanto da atividade Eh empresarial como também das entidades eh de serviço público que a gente tem discutido e foram criadas todas essas regras, ah, principalmente na questão da fiscalização, também alteração da renda eh para o acesso às famílias do
HS. Antes nós antes nós tínhamos uma limitação mínima eh dentro de um cada uma das classes. Então, HIS1, HIS2 e HMP. Antes era de 0 a 3 HIS1, de 3 a 6 HIS2 e de 6 a 10 o HMP. Então nós tiramos o limite mínimo. Então agora é Até 3 HS1, até 6 HIS e até 10 salários mínimos o HMP. O potencial construtivo adicional também que nós demos para HIS, para HMP e principalmente para HIS1. Então, nós possibilitamos eh um que o empreendimento que seja de uma diversidade, que tenha aí um mix, vamos dizer assim,
de produtos, né? Não só o o produto o R2V, não só um produto comercialmente eh mais eh vamos dizer assim, mais um objetivo Maior, né, do empreendedor, mas que ele traga também esses produtos com essa responsabilidade social. Então, tanto HIS, HMP e uma possibilidade ainda maior pro HIS1, nós demos uma possibilidade de um incremento nessas eh nesses empreendimentos também. O controle de adenciamento nos eixos. Então, os eixos à época, aí vocês vão lembrar junto comigo também o quanto que a gente eh foi questionado sobre a questão dos eixos. Então nós não só ampliamos os Eixos
de estruturação, mas também produzimos um controle nesses eixos onde realmente a gente via e até por pelas questões também técnicas onde a gente devia ter esse controle desses eixos. O aumento de HS nas áreas de intervenção urbana. Então cada um desses projetos específicos que nós tratamos também nós já prevíamos 30% de á de habitação de interesse social. Nós aumentamos então para 35% para que a gente enfrente de uma forma ainda mais importante a Questão do déficit habitacional na nossa cidade, a criação de dois TIPS que são os territórios de interesse cultural e paisagístico na cidade,
tanto o Tisip Bxiga, então toda a área do Bexiga, nós temos hoje uma um território de proteção, né, um território específico, com políticas públicas específicas para esse território que inclusive o TIP Bxiga foi objeto de uma audiência pública específica na região, inclusive eh trazida por uma Vereadora, a vereadora Silva da bancada feminista, que foi a a quem propôs essa audiência e nós tivemos uma discussão muito importante nesse território, por isso uma atenção muito especial pro território, eh, onde a gente sabe da importância ali da preservação do patrimônio histórico e cultural. E além disso aí numa
região que eu atuo bastante, a região das duas grandes caixas d'águas da cidade, que é o Tisipe das Represas, ele foi criado para Preservação e que possamos eh debçar uma uma maior atenção, maior tempo para essa discussão sobre esse território das represas e o fomento das atividades e os mecanismos que possam promover um desenvolvimento sustentável nessa região que é tão importante também pra cidade. Fundurb, nós aumentamos a destinação mínima para habitação. E aí a gente apanhava demais, né, Cláudio, mas ninguém via o quanto que a gente estava fazendo para determinados temas que a Época lá
em 2014 ainda não havia sido enfrentado. Então nós aumentamos essa destinação que era de 30% para 40% e que principalmente nós esse incremento seja utilizado 100%, principalmente paraa questão da reurbanização de favelas, eh regularização fundiária e dando a sua prioridade para aquelas pessoas que estão em área de risco. a questão da cota parte que proporciona a quebra do parâmetro, desde que haja uma contrapartida, de outorga duas vezes Maior aquele do estipulado. Então que para o empreendedor ter acesso a uma melhor cota parte no seu empreendimento, a gente dá essa possibilidade, mas buscando um aumento na
arrecadação do fundo urb, que aí sim o fundo urbinado pelo poder público para as políticas habitacionais da cidade, principalmente as vagas de garagem também foi uma outra discussão que nós tivemos. Então, nós minimizamos a ocupação das construções dos microapartamentos. E aí vai Uma questão aqui que é importante a gente lembrar, né, que muitas vezes o empreendedor é condenado, fala: "Pô, olha aqui o que essa pessoa fez, esses microapartamentos, esses estúdios". Só que é importante, a gente lembrava bastante durante as discussões, que não foi o empreendedor que ditou a regra, né? A regra deu essa possibilidade.
Então, para que ele conseguisse aquele número de vagas de garagem, conseguisse desenvolver aquele empreendimento, a Regra possibilitava que ele fizesse aquele tipo de produto, né? Então, com certeza, não era pelo gosto dele que ele colocava aquele produto naquele empreendimento. Sobre a questão da cota de solidariedade também muito importante essa questão, essa discussão e tudo isso que eu tô falando aqui por atualizações das leis do que já estava eh previsto na legislação, né? Então, nós aumentamos a contrapartida para a construção de HIS em 20%, a fim de garantir mais recursos De novo. E aí a grande
prioridade que nós tivemos nessa revisão, eh, Levi, Vinícius e Cláudio, foi essa questão do déficit habitacional. Também criamos dentro da política pública de eh do plano diretor estratégico, o plano o plano municipal de cidade inteligente possibilitará e aí nessa missão que estou aqui na Ásia, China e Japão, eh a gente tem aprendido muito sobre essa questão de cidades inteligentes. E aí, uma questão que eu trago para vocês Diretamente aqui no Japão, estive na Expoca e é impressionante cada um dos pavilhões dessa Expo mundial, eh, todos os países falando sobre sustentabilidade. E aí eu tenho um
carinho enorme por alguns países árabes e a gente sabe do quanto que os Emirados Árabes Unidos eh trabalham nessa questão eh vamos dizer assim da exploração principalmente do petróleo tudo. Mas até um país que é extrativista, vamos dizer assim, como os Emirados Árabes Unidos, a Base do que ele trata hoje na Expo Mundial é exatamente sobre a questão da sustentabilidade. Então a gente vê a visão aí de todos esses países, né, para essa questão de cidades inteligentes e sustentáveis. Também incentivo do transporte eh de por outras fontes, né, de energia, então do transporte elétrico, a
renovação do TDC, que eu já falei, a inclusão de Z3 nos parâmetros dos eixos, que antes só era possível a Z2 e Z5. Então, mais uma vez, a Prioridade na produção de habitação de interesse social, também o incentivo à criação dos pátios de compostagem. Mais uma vez aqui a gente falando sobre sustentabilidade para uma melhor destinação dos resíduos orgânicos nesses ptagem. E aí eu deixei aqui um pouco Levi, Vinícius e Cláudio, não sei se vocês querem entrar também na lei de parcelamento, uso e ocupação do solo. Eh, eu acho que eu já falei bastante Sobre
o plano diretor. esgotei eh os tópicos sobre essa revisão, essa atualização e tenho aqui depois se vocês quiserem que a gente entre também algo sobre a lei de zoneamento, né, que é a famosa lei de zoneamento, mas a lei de parcelamento us ocupação do sono. Levi, agora eu que não tô te ouvindo. que é um período definido em lei, ele é suficiente ou seria importante prever escape para revisões Intermediárias em prazo menor? Que que você sentiu nessa nesse processo de discussão? Porque teve pandemia, teve enfim uma série de coisas. A cidade de 2023, 2024 é
uma cidade completamente diferente da cidade de 2014. Você pode falar um pouquinho sobre isso? um pouco aí o seu início, mas eu acho que eu consegui entender aqui sua pergunta. Você perguntou sobre essa questão dessas revisões intermediárias, a importância disso, né? Se deveriam ter Outros momentos, não é isso? Exatamente. Se esse período que foi definido em lei é suficiente ou se era importante ter um período menor com mais revisões do plano diretor. Bom, aí eu vou me intrometer aqui e vou ser descarado em falar isso na frente do do nosso mestre Cláudio Bernardes, mas assim,
eu eu acredito que tenha sido importante e nós tivemos um um evento muito importante nesse meio tempo que foi a questão da pandemia do COVID-19, Mas como eu falei aqui, é muito tempo também, né? 15 anos são muito tempo, apesar de para algumas coisas, algumas políticas públicas, 15 anos, a gente acaba não conseguindo desenvolver aquilo que tinha sido previsto. Mas para outras também não dá paraa gente ficar e para um mercado produtivo e tão importante que a indústria da construção, né, e que o CREA também faz parte dessa indústria, eh não dá pra gente deixar
as regras mudarem a cada momento, né? Então, acho Que as atualizações foram importantes. A responsabilidade que a Câmara e que a prefeitura teve em não sair, né, não eh abusar das regras legais, né? Então, o que eu falei aqui para vocês logo no início, eh nós tínhamos uma base para ser respeitada, não dava pra gente ficar mudando, como tinha gente que vinha, falava: "Ah, a gente tem que acabar com eixo ah, a gente tem que alterar algumas zonas que nós temos". na isso na questão do zoneamento. Então o que nós fizemos Foi ou potencializar ou
restringir as regras que já eram previstas, que já estavam claras, definidas lá em 2014. Mas eu acho que todas as atualizações foram muito importantes e agora eu acho que sim, a gente tem que preparar não uma nova revisão, mas um novo plano diretor aí como o previsto lá em 2014, em 2029. Mas regras que nós colocamos nessa revisão intermediária irá irão ajudar muito, inclusive para esse novo plano Diretor. Uma das regras que nós colocamos no plano de na revisão intermediária foi a questão dos bancos de dados. não dá pra gente fazer e é uma dificuldade
que eu necessitei muito da ajuda dos técnicos da prefeitura, mas também eh os que vinham aí o o nosso mestre Cláudio e aí eu poderia citar aqui tantos outros com a questão dos dados, a base técnica que a gente tem para tomar uma decisão, né? Uma política pública tão importante precisa desses Dados. Então, nesta revisão, nós incluímos também um banco de dados público para que a gente tenha essa possibilidade. Inclusive, foi um banco de dados que foi vetado pelo executivo e nós na Câmara derrubamos o veto para que a gente pudesse ter eh esse banco
de dados para basear tudo que nós faremos aí para 2029 nesse nesse novo plano diretor. Eu acho que foi muito importante, Levi, essa revisão Intermediária, não só do plano diretor, mas da lei de parcelamento, uso e ocupação do solo e de todas as demais legislações que nós já tínhamos vigente ou aquela que nós, aquelas, como eu falei aqui, as das MENS, né, da MEM, todas as leis que nós revisamos ou que aprovamos já baseados a partir da revisão do plano diretor. E aí eu posso dizer de duas leis muito importantes, a operação urbana Faria Lima
e a operação urbana água espraiada, que nós revisamos Essas legislações já muito antigas baseadas na revisão de médio diário que nós fizemos do plano diretor. Então acho que foi foi muito válida, mas eu acredito que não precisaria ter uma nova revisão aí entre esse período, tanto antes do que nós fizemos como agora, após até 2029. O que a gente tem que fazer é preparar essa legislação para 2029. Inclusive, professor Levi, esse é o tema da minha dissertação, vamos dizer assim, do meu trabalho lá na na minha Especialização que tô fazendo junto com você e junto
com Vinícius. Bom, muito bem, Rodrigo. Eh, eu vou perguntar aqui pros colegas da da do palco se tem alguma questão para fazer. senão a gente passa eh pro Cláudio para fazer as suas considerações. O Rodrigo eh enquanto puder permanecer conosco, Rodrigo, fique à vontade. Eh, Vinícius Cláudio, querem fazer alguma? Vocês permitirem? Opa, então permanece conosco aqui o Rodrigo. Vou então passar a Palavra. Então, obrigado, Rodrigo, por partilhar um pouco da sua experiência conosco. Acho que foi um processo que também ensinou muito a cidade. Acho que a grande eh o grande pano de fundo é que
a cidade é um espaço em disputa e construir os consensos que são depois estampados nesses marcos regulatórios é talvez o maior dos desafios. Porque quando a gente pergunta paraas pessoas o que elas querem, quando a gente escuta a população, eh, o grande desafio é fazer Essa costura, porque senão cada um vai pensar muito a partir da sua perspectiva. Eu brinco, é aquela perspectiva umbigocêntrica, né, daquilo que é mais interessante para mim, mas que precisa ser compatibilizado com o interesse coletivo que eh envolve toda a questão urbana. Então, obrigado, Rodrigo. Passo a palavra ao Cláudio para
que faça a sua apresentação. Bom, boa noite a vocês. Eh, boa noite a vocês que estão Aqui comigo no palco. Vinícius, boa noite. Obrigado por tudo que você tem feito pela nossa categoria. Eu acho, espero que você consiga aí por muito tempo ainda. Você tá é jovem aí, vai continuar podendo ajudar aí a nossa classe por muito tempo. Levi, um grande companheiro aí das discussões urbanas. e ao Gular, meu grande amigo. Eh, e eu quero aqui dar o testemunho da atuação espetacular que o Golar teve na Discussão do plano diretor em São Paulo. Um jovem,
né? Ele é jovem e mas é jovem só na idade. Na cabeça ele já é bem ancião, uma experiência enorme política que ele herdou do pai. O trabalho técnico que ele fez na gestão da discussão do plano diretor e da lei de jornamento foi fantástico, mas o trabalho político excepcional. Quer dizer, um rapaz da idade dele, com a experiência que ele tinha e que ele acumulou muito mais nesse processo, eh, Foi uma coisa que me impressionou muito. Eu que tô há mais de 30 anos aí discutindo o plano diretor e ver o trabalho que ele
fez. Já vi muitos relatores trabalharem, mas realmente Gular, mais uma vez parabéns pelo por todo o trabalho que você fez aí na discussão do plano diretor. O o Gular trouxe para vocês aí uma visão prática, né, do que é o plano diretor de São Paulo. alguns aspectos, óbvio, não dá para você desse um plano diretor em meia Hora, mas ele trouxe alguns aspectos da parte prática lá da discussões do plano, questões pontuais, eh, técnicas, objetivas. E o Levi me pediu para eu vou dar um passo atrás aqui, como isso aqui tem a ideia da gente
dar um curso, vai ser um curso, né? A gente voltar um pouco nos conceitos que estão por trás da elaboração do plano diretor, né? o que que a gente tem que imaginar. E esses conceitos estiveram por trás também da elaboração do plano aqui de São Paulo. E o resultado é o que a gente tem hoje lá, né? Deixa eu ver se aqui eu consigo. Bom, tá passando. Então, pra gente falar em plano diretor, a gente tem que falar sobre essas esses três tópicos aí que eu acho que são importantes. Falar sobre cidades, falar sobre planejamento
urbano e falar sobre legislação urbanística. Sem isso, dificilmente a gente consegue pensar em um plano diretor. Para falar de cidades, a gente Tem que definir um pouco o que são cidades, né? Eh, se perguntar para cada um de vocês o que é uma cidade, acho que nós vamos ter respostas diferentes aí, né? Mas eu costumo dividir a cidade em dois sistemas, dois subsistemas, né? Eh, pelo fato dela serem organismos vivos, dinâmicos, complexos. E aí vai a pergunta que o Levi fez pro Gular. Será que tinha que ter sido uma revisão um pouco antes? Esse prazo
tá bom. Se a gente considerar que a cidade são Organismos vivos, dinâmicos, complexos, a gente não consegue imaginar que você pode ficar 10 anos com uma mesma regra numa cidade que muda a todo tempo. Por outro lado, o que o Gular falou também é verdade. Você precisa ter uma estabilidade de regramento. Não pode mudar as coisas toda hora, senão ninguém nem entende como é que as coisas funcionam. Como é que você acha esse equilíbrio, né? Eu acho que esse equilíbrio, talvez, gular, a resposta na Minha visão, é você conseguir ter eh mecanismos que possam acompanhar
esse dinamismo da cidade, estabelecer gatilhos e nos momentos em que algumas alterações têm que ser, não vou dizer automaticamente, mas quase que automaticamente implementadas. Vou dar um exemplo de um mecanismo desse que existe no plano diretor de São Paulo. Aqui a gente tem os eixos de estruturação urbana, que são os eixos do onde tem transporte, onde tem metrô, Onde tem corredor de ônibus, são os eixos existentes. E tem uma figura no plano que chamam são os eixos previstos. O que que são os eixos previstos? são os eixos onde haverão corredores de transporte no futuro. Então,
o plano estabeleceu um mecanismo automático, como se fosse um gatilho, eh, prevendo esse dinamismo. Ou seja, qual é o mecanismo? O dia que esse corredor for implantado, automaticamente você muda o zoneamento naquela região. Não precisa fazer uma revisão, fazer audiência pública. A gente já sabe que vai precisar mudar os parâmetros. Então, esse é um exemplo de como tratar essa questão revisional. Mas vamos voltar um pouco aqui na na no no nos dois subsistema. Então, você tem um sistema social na cidade, que são as pessoas e tudo que é intangível, que eh lida com as pessoas,
conhecimento, tecnologia, os valores das pessoas, tudo que é intangível. E tem um outro subsistema Que é o físico, onde tá todo que é natural na cidade e tudo que os homens construíram. Quando esses dois subsistemas começam a interagir entre si, você tem o funcionamento da cidade. E aí que você precisa planejar a cidade para ela funcionar direito. Se você não planejar a cidade, obviamente não funcionará direito. Então, teoricamente, vai, quando você vai falar em planejamento urbano, teoricamente você teria que começar o planejamento Com uma visão de cidade. Esse, na minha opinião, é o certo. Como
é que é a prática? Vou aqui falar uma coisa que acontece em algumas cidades, não aqui no estado de São Paulo, mas o cara faz um copiou colô do plano da outra cidade, dá uma ajustada e pronto, tá pronto o plano. Cadê a visão da cidade? Nenhuma. Às vezes você vê coisas num plano diretor, numa cidade que não tem nada a ver com a cidade. Então precisaria começar com uma Visão de cidade. Depois que você tem a visão da cidade, você tem que decodificar essa visão num processo de regramento. Bom, como é que eu vou
chegar nessa cidade que eu quero? Olha, nós vamos estabelecer algumas regras para isso. E aí nós estamos falando da legislação. E a gente tem que lembrar disso, que às vezes a gente esquece que esse regramento deixa marcas na cidade. Se você errar a regra, a marca vai ficar lá muito tempo E às vezes você nem vai conseguir mudar mais. Então, a hora que você tá fazendo esse regramamento, você precisa entender que marcas vão surgir na cidade em função disso e se você tá correto, porque às vezes acontecem eh essas marcas que ficam são dificilmente você
reverte. Vou dar um exemplo. Por exemplo, o conceito de a densamento ao longo dos eixos de transporte em São Paulo. Vocês moram aqui, vocês estão vendo o que tá Acontecendo na cidade. E se daqui a uns 5 anos fala: "Puta, errei". que que você faz com todos os prédios estão construídos no eixo, né? Então, precisa ter esse claro esse entendimento de que este regramento deixa marcas na cidade. Bom, o processo de planejamento ele envolve tomada de decisão, não só dos planejadores, mas dos legisladores. E aí tá aí o Rodrigo, que não me deixa mentir o
qu o tanto de decisão que ele Teve que tomar no processo, porque os planejadores eh no executivo elaboram o modelo que é encaminhado pro legislativo e lá que é feito esse filtro, né? Bom, qual que é o problema dessas decisões que a gente tem que tomar? A gente tem efeitos dessa decisão que às vezes são muito difíceis de prever. Alguns desses efeitos, ao tomar a decisão, você já sabe. Então, por exemplo, vou voltar sempre no exemplo aqui do eixo, por exemplo, ah, vou adçar Ao longo dos eixos. Que que vai acontecer, pô? Vai um monte
de prédio vai nascer aí se esse regramento acontecer. Mas e os efeitos que vão acontecer? Aí você consegue prever alguns, outros dificilmente você consegue prever. Então, esta é uma das dificuldades da tomada de decisão. E como é que isso tem sido feito até hoje? tem sido feito do jeito que dá. Mas como é que isso vai ser feito daqui paraa frente? Nós temos uma Ferramenta muito importante que em pouco tempo vai estar disponível para todos os planejadores urbanos, que é a inteligência artificial. Com a inteligência artificial, a gente vai conseguir simular efeitos das regras que
você tá propondo eh muitos cenários, muitos cenários que hoje a gente não tem condição de saber o que pode acontecer. Então, a inteligência artificial será uma de uma ajuda enorme para os Planejadores urbanos nesse sentido de poder simular cenários diferentes com milhares de alternativas que hoje a gente consegue aí prever algumas, né? E outra coisa que complica a tomada de decisão é que a gente não depende só da das demandas da sociedade e das questões técnicas envolvidas na elaboração do plano. Você tem esses outros elementos importantes. E aí o meu amigo Gular conhece muito bem
essas pressões sociais, institucionais, interesses Diversos de diversos setores da sociedade. É fácil, é muito difícil. o golar que eu diga, eu acompanhei o processo lá e vários outros processos. Então não é simples isso. Então esse processo tem esses desafios. A negociação com a sociedade é um imperativo no processo de de discussão do plano. Ah, mas o melhor tecnicamente é ir para esse lado. OK, só que não vai dar para ir para esse lado porque a sociedade não tá preparada ou não quer Ir para esse lado ou não entendeu, não tá madura para entender que essa
é a melhor solução. Então você tem que achar uma solução intermediária. e para fazer esses modelos de previsão, porque planejar envolve um pouco a a questão da previsão, né? Então você tem que responder algumas perguntas básicas na sua cidade, pelo pelo menos essas, né? A cidade vai crescer ou não? Ela vai crescer Quando ela vai crescer e como ela vai crescer. Se você não souber isso, você nem começa a fazer o plano diretor. Tem cidade que, obviamente, não vai crescer, tem outras vão crescer mais, umas vão crescer mais para um lado, outras vão crescer mais
pro outro, outras têm uma vocação, outras têm outros. Você tem que responder essas perguntas de alguma forma, mas você tem alguns desafios muito complexos nesse processo todo. Aí vou dar alguns deles Aqui. A complexidade espacial de uma cidade. A cidade é um negócio complicado do ponto de vista espacial é difícil você mapear tudo que acontece na cidade, todos os movimentos que acontecem de fluxos, de situação geográfica, de situação geológica, de situação fluvial. É muito complicado essa questão espacial. De novo, a inteligência artificial nesse ponto também será de muito auxílio. Outra coisa, o desenvolvimento na cidade
não é Homogêneo, não. Não funciona tudo direitinho, tem muita heterogeneidade no processo. Dentro de uma cidade você tem modelos muito diferentes de desenvolvimento. E eu já falei, a cidade não funciona de maneira linear, os modelos são dinâmicos, complicados, né? e as incertezas da avaliação temporal. O que que é isso? Quer dizer o seguinte: o que que pode acontecer em quanto tempo? Daqui a quanto tempo? Como é que a gente sabe o que vai acontecer? Ah, mas se eu Fizer essa regra agora, daqui quanto tempo que isso vai acontecer? E pode acontecer isso ou às vezes
nem pode acontecer. Então essa incerteza temporal é outro desafio importante. Outra coisa interessante é a questão dos efeitos dos da colaterais das intervenções que você faz na cidade. A gente tem que saber cada vez que você vai lá e põe o seu bistoria aí como tá indicado aí, alguma coisa Acontece. Você tem que saber o que que é. Então você conhecer os efeitos da intervenção é importante, mas sabe uma coisa mais importante que isso é conhecer os efeitos da não intervenção também. Então você tem que ter total consciência falar: "Olha, se eu fizer isso, vai
acontecer aquilo, aquilo agora, e se eu não fizer nada, pode acontecer muita coisa. e ter esta visão clara na sua cidade é uma coisa muito importante. Então, o que que acontece? A Gente aqui, só refrescando aqui o que nós vimos até agora, pensamos numa visão de cidade, em alguns conceitos, pensamos em como planejar a cidade. A gente tem que traduzir isso tudo que a gente pensou numa legislação urbanística. E aí eu enfatizo a questão traduzir, porque nem sempre o que o planejador tá pensando tá exatamente traduzido no texto lá da lei. E isso é uma
coisa que às vezes Complica muito. Às vezes você consegue resolver essa questão com uma regulamentação, com um decreto que explique melhor, mas muitas vezes essa tradução não é tão bem feita. No caso do Gular foi muito bem feita porque ele tomou cuidados, ele rediscutia pontos várias vezes, os textos, os termos que estão ali colocados, a interpretação de cada frase, isso tudo pode mudar a forma como a ideia de planejamento pode ser alterada. E aí vem uma questão importante que é um pouco a finalidade do que nós estamos falando aqui da do plano diretor. Eu dei
aula muitos anos, eu perguntava paraos meus alunos o que que tem na cidade, né? O que que é mais importante tem na cidade? As pessoas pontes, viadutos, estradas, metrô, tal, todas respostas erradas. O que tem de mais importante na cidade são as pessoas, né? Então tudo que a gente tá fazendo aqui, plano Diretor, plane, é por causa das pessoas. Então a gente tem que responder essa pergunta. Será que a lei vai criar a cidade que a gente quer? Para quem? Para nós mesmos, né? Para as pessoas. Agora a gente tem que responder uma outra pergunta.
Que cidade que a gente quer, né? também não é uma resposta muito simples, mas muitas pesquisas que foram feitas no mundo fazendo essa pergunta pra população e as respostas que ganharam do Que que nós queremos na nossa cidade, não só no Brasil, no mundo inteiro, né, nessas pesquisas foram feitas, é qualidade de vida. A grande maioria das pessoas resume o que quer da cidade em qualidade de vida, né? Mas que que você pode chamar de qualidade de vida, né? Que que que que tem na cidade que interfere na vida das pessoas que pode trazer melhor
qualidade de vida? Aí tem muita coisa. Morar bem, ganhar bem, se divertir, ter Relações sociais, ter acesso a serviço público de qualidade, ter uma uma mobilidade adequada. E você tem para conseguir tudo isso, você tem que ter um ambiente construído que fundamente tudo isso aí. E aí você tem as políticas de uso e ocupação do solo, que vão tratar da infraestrutura, do sistema de transporte, dos espaços públicos, do desenho da cidade, das habitações, né? Isso tá traduzido numa legislação urbanística e essa legislação Urbanística veio do plano direto do planejamento urbano. Então, qual a consequência aí?
É que planejamento urbano e qualidade de vida estão intimamente conectados. Então, quando a gente tá falando em planejamento urbano, o que que a gente tá enxergando lá na frente? A qualidade de vida das pessoas que moram na cidade. Se você não pensar dessa forma, o seu planejamento urbano, obviamente, não estará Adequado. Então, pra gente planejar a cidade, talvez uma das primeiras coisas que a gente tem que fazer é um diagnóstico, né, para entender o que tá acontecendo na cidade. Primeiro você tem aquela visão da cidade, bom, eu quero a cidade assim, quero que chegue lá.
Bom, mas agora para eu chegar lá, como é que eu faço? Primeira coisa, entender o que acontece na cidade. Então eu vou levantar algumas das questões. Obviamente esse diagnóstico da cidade é Uma coisa mais complexa, um pouco mais, mas vou levantar algumas questões que eu acho importantes. Primeiro, a situação fiscal da cidade, os recursos. Quer dizer, a cidade, como é que ela tá de serviço básico, investimento em infraestrutura, serviço essencial? A cidade tem dinheiro para investir no quê? De que forma? Não adianta você fazer um um plano diretor absolutamente dissociado da questão fiscal e dos
recursos que a cidade tem. Você tem que Ter esta realidade fiscal da cidade para poder entender o que que você pode planejar paraa cidade. Questão da segurança. Eu acho que hoje, talvez a tive uma reunião aí outro dia com o Derit, até tava falando com o Romão sobre isso. Eh, é importante, talvez a uma das questões mais importantes hoje em todas as cidades é a questão da segurança, né? Eu acho que todo mundo que vai para fora do Brasil, o primeiro impacto que você tem é falar: "Puta, eu Tô aqui 11 da noite aqui andando
tranquilo aqui na cidade". Pô, a gente não consegue fazer isso, mas a gente pode mexer com segurança e desenho urbano. Desenho urbano é uma das formas de você mexer com segurança. Então, eh, se você pensar em um desenho urbano que leve em conta a escala humana, que faça mistura de usos para ter pessoas na rua, ruas iluminadas, visibilidade nas áreas públicas, você tem, estamos falando aqui em desenho urbano, né, não é em Desenvolvimento urbanístico, mas tudo isso melhora muito a segurança da cidade. Então, um plano diretor tem que pensar nisso. Quer dizer, você tem uma
lei urbanística que pode interferir no desenho da cidade, que vai eh fazer com que a seja privilegiada a interação entre as pessoas em todo o ambiente da cidade, você tá aumentando a segurança das pessoas que transitam ali. Então, plano diretor, pensar em segurança é uma coisa importante. Ah, mas eu não vou Conseguir. Ah, se você começar a pensar no desenho urbano, você vai ver que você pode melhorar a segurança das pessoas. Mobilidade. Mobilidade é outro ponto importante, né? que é todo mundo quer se movimentar pela cidade de forma confortável, rápida, né, eficiente. Então, a mobilidade
envolve, além de tudo, a questão econômica, a questão da saúde das pessoas e a questão do meio ambiente, né, obviamente, né? Bom, eh, quando a gente fala em Mobilidade, tem duas coisas que vem à mente aí. um é investimento em infraestrutura de transportes e o outro que as pessoas esquecem é modelos de uso e ocupação adequ uso e ocupação do solo adequados. Voltando aí paraos meus alunos, eu perguntava sempre assim: "Qual que é o o melhor modelo de deslocamento que existe?" Aí eles falam: "Ah, é bicicleta, é a pé, é de metrô." Não, o melhor
modelo de deslocamento do do Mundo sabe qual é? É já estar lá, é não ter que se você não tiver aqui, é a melhor coisa. Como é que você faz para não ter que ter modelos de uso ocupação do solo adequados, ter as coisas perto para você se deslocar menos, né? Vou dar uns exemplos para você aqui de investimento e transporte e, vamos dizer assim, descuido com a questão de uso e ocupação dos solos. Isso aqui é uma foto De São Paulo em 2010, ônibus. que em algumas cidades grandes você tem esse esse cenário. 2010
agora olha São Paulo 1960 tem grandes diferenças aí na nós investimos em transporte público nesse investimos e melhorou muito. Ah, não investimos suficiente. Pode até ser, mas nós descuidamos um pouco das políticas de uso e ocupação do solo. Ah, mas é só no Brasil que acontece isso, não é? Olha No Japão aqui, ó. Metrô de Tóquio em 67, metrô de Tóquio em 2012. Qual que é a diferença aí? Os carinhas que ajeitam o pessoal no vagão continuam aí, né? Você vê que o pessoal dá aquela ajeitada na turma do vagão para caber, mas a diferença
é que em 1967 não sobrava ninguém na na estação. Aí aqui tá sobrando um monte ainda. E eles não investiram em transporte e investiram. Mas realmente faltou políticas e modelos adequados de Usocupação do solo. E se não investir nada em transporte, aí acontece isso. Não é montagem, pessoal. Essa aqui é a Índia. Inglaterra foi embora, parou de investir em transporte, aí também não investi nada. A situação é crítica, né? Bom, e aqui São Paulo, momento horário de pico, né? Ah, mas nós não investimos em transporte, pô, investimos, né? São Paulo tem 104 km de Metrô.
Se você colocar as equações mundiais de cálculo de linha de extensão de metrô para São Paulo, daria 476 km. Então nós estamos um pouco longe, quer dizer nós não investimos o adequado, mas ainda assim faltou modelos de uso e ocupação do sol. Então a gente tem investimento em transporte público, que é importante, avanços na engenharia do de tráfego, obviamente também são importantes, mas novos modelos de ocupação urbana são fundamentais para Que a gente possa ter um sistema de mobilidade adequado. Então as pessoas para se movimentarem, eu vou dar três ações de planejamento importantes aqui do
ponto de vista de mobilidade e aí colocar uma mudança completa no conceito de eh visão de mobilidade. é não medir mais as distâncias em metros ou quilômetros, mas em minutos. Parar de medir em metros e medir em tempo, que esse é um conceito mais importante do que você Medir distância em em metros. Então, primeira coisa, intervenções na distribuição de uso ocupação do solo. É uma coisa que eu já falei, mexer com uso ocupação do solo. Então, você tem um tecido compacto integrado, você ter mix de comércio e moradias, é uma coisa importante, aquela questão antiga,
né? Exclusivamente isso ou exclusivamente aquilo, não dá muito certo. E ter tudo conectado com transporte multimodal. Ah, mas e o metrô é a melhor Solução. Mas tem cidade que não cabe metrô. Como é que você faz se não cabe metrô? Você tem que ter outro sistema de transporte. É só um que funciona? Não. A integração multimodal é a solução para principalmente para cidades pequenas e médias. Fortalecer a economia de vizinhança. Que que é isso? É tentar fazer com que as pessoas façam tudo mais perto da sua casa lá. é o tal do que nós a
gente a famosa cidade de 15 minutos, que é as pessoas tentar fazer formas Daquela unidade de vizinhança ser mais presente, mais importante na vida das pessoas, porque isso vai fazer com que elas se desloquem menos, né? E outra coisa é requalificar os espaços públicos, né? melhorar ao conforto das pessoas para pedestre e ciclismo, que é importante. Ou às vezes você anda em algumas calçadas aqui em São Paulo, em outras cidades também, mas tem hora que você anda numa cidade, a calçada tem 1,5 m de Largura, tem uma árvore de 1 m de diâmetro e o
resto é é buraco. Então é, como é que você faz? É difícil, né? Então é uma coisa complicada. E obviamente se todos os destinos possíveis de conveniência e ou as estações de transporte público tem que ser acessíveis, né? Seja pé de bicicleta, tem que ser uma coisa acessível. O que que é essa acessibilidade? Vai depender um pouco da cidade. O Gular tava lembrando aqui, Houve uma discussão enorme a aqui em São Paulo com relação aos eixos, né, de estruturação de transporte público. Que largura tem que ter esse eixo? Quer dizer, o que que é confortável
paraa pessoa andar a pé para chegar numa estação de metrô, né? O na internacionalmente o pessoal fala em 15 minutos é uma um tempo razoável. 15 minutos deve dar aí os 700, 800 m, que foi mais ou menos o que tá hoje no plano de São Paulo como Limite. Vitalidade econômica é outra coisa importante que a gente tem que considerar num plano diretor. Não pode esquecer que economia é uma coisa importante numa cidade, não dá para esquecer isso, né? Eh, se você fizer um direcionamento correto do do desenvolvimento da cidade, sem dúvida, você vai impulsionar
atividades econômicas e vai gerar emprego. E o reverso é verdade também. Se você faz um direcionamento equivocado, você vai Sumir com as pessoas da cidade, o investimento econômico da cidade some e a geração de emprego também. Outra coisa que é difícil, a gente tava conversando aqui, a convivência do antigo com o novo, né? A discussão preserva patrimônio histórico, não preserva. Lógico que preserva, preserva a cultura da cidade, lógico que preserva. Mas como que faz isso? Esse é um ponto importante. Nós aqui em São Paulo estamos apanhando com isso aí. Esse aqui É um bem tombado.
Que que adianta você fazer isso? daqui a pouco ele tá tombando literalmente. Outro exemplo de bem tombado e a gente tava conversando lá em cima. Então você tem um mecanismo de tombamento que é inadequado e você faz com que o bem se deteriore. Não satisfeitos, a gente também preserva o entorno, tomba o entorno e deteriora o entorno também. Então a gente deteriora o entorno e o bem. E aí estamos bem, né? Outras cidades do mundo já fazem diferente. Pega aí Londres, olha, área central de Londres, aquele monte de edifício histórico aí, né? E olha aí
como é que é a área central de Londres. Esse aqui é o que eu tava falando lá em cima. Butterche Station. Isso era uma usina de geração de energia carvão. Imagina que soltava de fumaça preta nessas chaminé aí. Então vocês olham o entorno disso que que era obviamente uma coisa totalmente Deteriorada. Esse rio que vocês estão vendo aí do lado é o rio Tamisa, um dos rios mais importantes de Londres, que levou, sei lá, 35, 40 anos para despoluir. Nós estamos no rio Pinheiros aqui querendo chegar lá. Mas eh então era um lugar bom, vai
uma localização razoável em Londres, mas um local péssimo, todo totalmente deteriorado. Em Londres e na na Inglaterra eles têm um sistema de Tombamento diferente. Você tomba por camadas, por modelo. Então neste caso, o que que eles fizeram? Nós vamos tombar só a casca dessa usina. Vocês podem fazer o que quiser dentro e pode fazer o que quiser no entorno. Será que eles erraram ou acertaram de fazer isso? Tá pronto lá hoje para ter station. Fizeram um shopping center dentro e no entorno fizeram isso aí. Preservaram a fachada pro rio Tames. Vocês não acreditam o que
é o Entorno disso agora. Isso aqui é igual você jogar uma pedra no lago assim, sabe? que vai aí. Isso aqui mudou completamente. Isso aqui tá uma coisa maravilhosa. Eu falei, sempre que eu vou para Lunes, eu vou lá que eu fico maravilhado de ver o que foi feito com uma ideia que funciona. E a gente é que continua a usar a ideia que não funciona. E continua e continua quando vai acabar, talvez o Levi lá no Comprécipe, um dia ele consiga mudar a Cabeça dos caras lá. Outra, Las Arenas em Barcelona, esse aqui é
um negócio fantástico também. Era uma arena que foi construída, inaugurada em 1910, aquela arena de touro, tourada lá, tal. Depois de um tempo, o tourada ficou politicamente incorreto, não talos toos lá, tal e parou de funcionar. Aí o o sistema lá de preservação do patrimônio falou: "Não, pode usar sim, só preserva a casca também". Que que eles fizeram? Tiraram Tudo de dentro, fizeram um shopping center com subsolo e tudo lá dentro e do lado fizeram um prédio de escritório para poder alavancar o shopping center. Quando que você ia fazer poder fazer isso aqui no Brasil?
Nunca. Então você ia ter uma arena destruída lá. E tem outros exemplos desse, né? no Canadá, em Nova York, coisas assim que aqui, infelizmente, a gente ainda tá apanhando. Então, pra gente adequar essa preservação do patrimônio, a gente tem Que ter regras que permitam efetivamente se o desenvolvimento do entorno e incentivo efetivo a preservar, a utilização econômica desses bens tombados. Desigualdade social é outra coisa que você tem que olhar no plano diretor. Não dá pra gente ter desigualdade social na cidade. A gente tem, a gente sabe disso, mas tá certo isso? não tá, ninguém consegue
conviver com a desigualdade que a gente tem. Então a gente tem duas coisas, pelo Menos que chama atenção no plano diretônico para tratar disso. A questão habitacional que muitas muitas muitos municípios pensam, e a questão da universalização do uso da infraestrutura pública, né? Eh, isso é uma coisa importante que eu acho que todo mundo tinha que ter em mente. O acesso desigual à infraestrutura de qualidade é pior do que a desigualdade de renda. muito pior, porque quando o cara tem acesso a Infraestrutura de qualidade, mesmo que ele ganhe pouco, ele pode frequentar uma boa escola,
ele pode para um posto de saúde adequado, ele pode ter um lazer adequado, mas se ele não tiver isso, não adianta. Então, promover a diversidade social é uma coisa importante. Eh, diversidade social, o que que é? Você ter pessoas de várias camadas de renda eh no mesmo lugar. Será que isso é importante? Vou contar para vocês uma experiência que foi feita na Universidade de Harvard alguns anos atrás. Alguns anos, não, bastante anos atrás, mais ou menos uns 25 anos. Eles pegaram, tinha bairro pobre, bairro classe mais alta, pegaram algumas famílias do bairro pobre e puseram
no bairro de classe mais alta. Essas pessoas começaram a ganhar, mas não ganhavam a mesma coisa, tinha a mesma. Essas pessoas ficaram 20 anos num bairro mais nobre. Aí eles compararam essas famílias com as outras que ficaram no Bairro mais pobre. A diferença de evolução mental e e das crianças que estavam no bairro mais mais bem servido, de infraestrutura, etc., foi violenta perto dos outros. Então essa diversidade das pessoas é importante. É importante você tem mix de de de classes nos bairros. É importante, pô. Isso faz parte da diversidade social. Então, além de você proporcionar
o crescimento das pessoas como cidadão, você diminui muito a exclusão social. Então, condições para Você ter inclusão social, óbvio, é investimento em infraestrutura básica, é fomentar o acesso das pessoas à infraestrutura. Isso aqui é importante, mobilidade intergeracional positiva. Que que é essa coisa com nome bonito? Na verdade, nada mais é que assegurar que as pessoas da geração seguinte não regridam com relação à geração anterior. Então, você tinha uma pessoa que tinha uma qualidade de vida X nessa cidade, os filhos não podem ter uma qualidade Inferior. Você tem que lutar para que a a a evolução
intergeracional seja sempre positiva, senão a cidade vai para trás, não tem jeito. E obviamente ter habitação digna para todo mundo. Essa é uma das maiores questões da integração social e a gente tá cansado de saber o que que tá ligado com déficit habitacional, né? Eh, exclusão social, desnutrição, crime, eh, propagação de enfermidades, etc. Eh, isso a gente via na época da pandemia, você pegava os Índices de contaminação, os bairros mais pobres, era três, quatro, cinco vezes maior do que nos bairros mais com pessoal com maior renda. Então, onde colocar as pessoas para que elas tenham
melhor qualidade de vida? Como é que faz, né, no plano diretor para fazer isso? Então, o plano diretor diretor pode estabelecer alguns regramos bem interessantes nesse sentido. Primeiro, você pode ter ações de regras do plano de diretor que permitam a Diminuição do custo de produção, como de várias formas, por exemplo, eh, diminuindo o custo do terreno. Por quê? Se eu fizer uma, eu fazer uma casa popular, tanto faz eu fazer uma casa popular num terreno que custa 1000 ou num terreno que custa 100. O custo de eu fazer a casa é exatamente o mesmo. Só
que se eu fizer uma casa num terreno que custa 1000, a casa vai custar mais caro. Esse terreno que custa 1000 é aquele terreno onde tem melhor Infraestrutura, onde as pessoas com menor rendas e teriam uma evolução melhor. Mas como é que eu faço para colocar uma casa no terreno que custa 1000? Então, se eu fizer uma casa no terreno que custa 100, o terreno vai pesar 100 na casa. Se eu fizer uma casa no terreno e custa 1000, o terreno vai pesar 1000 na casa. Mas e se eu fizer 10 casas no terreno que
custa 1000? O terreno vai pesar 100 em cada casa. o mesmo que pesa num lugar pior. Então isso o plano diretor, por exemplo, pode resolver criando coeficientes de aproveitamento maiores em determinadas regiões. você, o plano diretor pode induzir a implantação de da da das habitações e locais com melhor infraestrutura próximo aos centros de trabalho e evitar também longos deslocamentos, que é o que, por exemplo, tá sendo feito aqui em São Paulo nos eixos de deslocamento, inclusive dando incentivos de coeficiente de Aproveitamento paraa habitação interesse social. Então, se você acumular incentivos de de potencial construtivo aqui
em São Paulo, nos eixos para habitação interesse social, o coeficiente pode chegar a 11, 12. Isso quer dizer o quê? Que o preço da habitação tá ficando menor nesses locais onde a pessoa vai viver melhor. E isso o plano diretor pode fazer. E outra coisa importante que você não pode fazer proposta urbanística se não tiver Algumas diretrizes básicas. Você precisa ter algumas diretrizes. Quais? Obviamente cada cidade vai ter as suas características específicas e diretrizes específicas. Mas vou dar um exemplo aqui e do que a ONU considerou de cinco princípios básicos para bairros sustentáveis. Isso vale
para todas as cidades? É uma coisa, não é? São exemplos só para vocês terem ideia do que são essas diretrizes. Por exemplo, eles dizem que tem que ter um sistema de Circulação viária eficiente. Todo mundo sabe disso. Que que eles ah colocam como um sistema de circulação viária eficiente. Pelo menos 30% do espaço urbano tem que ser um sistema viário. Isso no conceito lá da ONU. Tem que ter um adençamento adequado. A gente também sabe disso. O adensamento é uma uma ferramenta importante. Você diminui o custo per capta da implantação de infraestrutura. Tem uma série
de efeitos colaterais Importantes. Mas o que que é adensamento adequado? A a ONU fala em pelo menos 15.000 habitantes por qum qu. Vocês sabem quanto tem São Paulo? São Paulo tem mais ou menos 10.000. Então, estamos abaixo do que a ONU preconiza. Paris, que é uma cidade, todo mundo acha legal Paris, né? Paris Paris. Quantos, qual a densamento em Paris? 20.000 1000 habitantes por quilm qu o dobro de São Paulo. Hã, não. A o que que acontece lá em Paris que a gente a gente não percebe que tá tão adensado? Porque o pessoal confunde verticalização
com adensamento. Não não tem nada a ver uma coisa com outra. Para isso que que tem? Você tem prédios que ocupam o terreno inteiro com cinco, seis andares. Então o coeficiente lá é seis, né? uso misto. Então, pelo menos 40% da área construída alocada num bairro tem que Ser de uso econômico diferente residencial. O pessoal defende às vezes bairro só residencial, mas você tem que ter um uso misto, né? Diversidade social, é o que eu tinha falado agora, dispor de várias faixas de renda nos mesmos bairros e limitação com áreas monofuncionais. Então, áreas monofuncionais, que
é área só industrial, área só comercial, área só residencial, eles acham que pelo menos no máximo 10% da área de qualquer bairro Deve ou pode ser monofuncional. É, são exemplos, mas acho que as diretrizes para cada caso vão ser diferentes. E como que a que os planos podem então induzir o desenvolvimento da organização urbana? Aí você tem duas coisas importantes, instrumentos urbanísticos e conceitos urbanísticos. Eu acho que em termos de instrumentos todo mundo conhece já os instrumentos que estão lá no Estatuto da Cidade, que são aqueles que estão em todos os planos diretores Aí, né?
Torgo onerosa, operação urbana, direito de superfície. Cada cidade vai aplicando da forma que acha melhor. Às vezes tem cidade que cabe se aplicar transferir direito construir, tem cidade que não cabe. Direito de preempão às vezes cabe, às vezes não cabe. Direito de preempção, na minha opinião, não cabe nunca, porque é um negócio esquisito que você direito de preempão é o estado tem a preferência para adquirir um um bem quando existe uma operação entre Particulares. Então, se você vai adquirir um bem numa operação entre particulares, pagando o preço de mercado, desapropria, né? Se você quer tanto
aquele imóvel, você vai esperar alguém querer vender para poder comprar, não tem sentido, mas tão aí. E tem alguns instrumentos que não estão no Estatuto da Cidade, como o reparcelamento do solo, que é você repararcelárias que já estão parceladas. Às vezes isso é muito importante, Principalmente algumas regiões que estão travadas da cidade, fala: "Pessoal, vamos esquecer tudo, fazer um novo, mas nesse caso específico você precisa ter concordância de todas as pessoas que estão naquele lugar." Falar: "Ó, nós vamos fazer um novo plano aqui, abrir rua em outro lugar e vamos fazer um novo ã um
novo estruturação urbanística aqui, porque tem hora que não dá, você tem que apagar e começar de novo. Tem lugar, espaço da cidade que não tem o que Fazer". Então isso é interessante e a concessão urbanística também é interessante. Quer dizer, que que é concessão urbanística? É um modelo em que o o o município estabelece um tipo de intervenção em alguma área específica da cidade, mas o município não tem recurso para fazer isso. Então ele faz uma licitação, fala assim: "Olha, quem quer fazer essa intervenção aqui, eu vou dar o direito de usar esse trecho da
cidade mediante uma contrapartida". Quem Ganha, ganha quem der a melhor contrapartida pra cidade e implantar esse plano. Essa ideia de concessão urbanística surgiu aqui em São Paulo, ali na na no quadrilátero da estação da Luz ali em São Paulo, que é uma zona deteriorada. Foi feita uma licitação, foi feito um plano de desenvolvimento ali e foi feita uma licitação, iria ser feita uma licitação para alguém implantar esse plano. Houve uma uma desinformação enorme de a informaram a Sociedade de maneira equivocada e muita gente ficou contra, principalmente o pessoal ali da Santa Efigênia, que era um
dos locais mais importantes. E por que que o pessoal da Santa Efigênia ficou contra? porque disseram que iam derrubar tudo aquilo. E vocês sabem, o pessoal da centfigênia, a maioria alugam aquelas lojas lá. E quando você vai desapropriar uma loja, o o a base da desapropriação da indenização é o faturamento da Loja. Nem sempre os caras dão nota ali, né? Então o faturamento não era, então foi foi complicado ali, mas é um instrumento muito interessante. e conceitos urbanísticos aí importantes. Alguns deles aí nós falamos adensamento, mobilidade, crono urbanismo, que é o que eu falei, você
começar a medir a cidade em tempo e não em distância métrica, fachada ativa, que é você ter essa interação dos edifícios Com a rua, áreas de fluição pública dentro de bens privados, cota ambiental, quer dizer, você estabelecer parâmetros mínimos ambientais para cada projeto, cota de solidariedade é você poder, em cada projeto estabelecer um pedacinho que vai paraa habitação de interesse social e assim por diante, uma série série enorme de eh conceitos que podem ser usados. Obviamente nesse para curto período de tempo não conseguiria me aprofundar em muita coisa, mas eu espero Poder ter dado para
vocês uma visão um pouco ampla aí do que tá por trás da elaboração de um plano diretor. Obrigado. [Aplausos] Obrigado, Cláudio. como eu disse a vocês no spoiler, talvez o mais urbanista dos engenheiros aqui, trazendo todo o conhecimento acumulado em décadas de eh interesse e estudo sobre as questões urbanísticas. E agora é o momento de ouvi-los. vocês que acompanharam aí, Acho que a gente deu um pontapé inicial olhando pro principal instrumento da política urbana, que é o plano diretor, que é essa grande concertação e pactuação de instrumentos que lidam com aquilo que tá consolidado, que
olham pro futuro, que precisam eh estar baseados em evidências, em dados, mas que também devem considerar a opinião das pessoas, da sociedade civil. Enfim, acho que tivemos aí um panorama muito eh importante sobre a perspectiva de quem Viveu o processo de revisão do plano diretor e de quem também viveu. Eh, o Cláudio eh foi presidente do SECOV e tem uma uma participação muito importante nas discussões eh sobre o plano diretor. É sempre mobilizado para trazer a sua opinião. Acho que isso foi muito importante para nós. Como a gente tá sem o microfone aqui presencialmente, eu
vou pedir que aqueles que têm interesse de fazer uso da palavra que levantem a mão. Vamos começar ali. Eu peço que se Identifiquem, sejam bem eh objetivos na nas suas considerações. Só registrar aqui que nós temos ah, tô acompanhando também pelo YouTube, nós temos aqui representantes de Araçatuba, Jundiaí, Rubineia, Olímpia, Santa Isabel, Arujá e Bebedouro e também outras cidades que eu vou ler na sequência. Então, a gente começa com uma pergunta aqui. Depois, eh, o pessoal pode ir levantando a mão, a gente faz uma aqui e uma online, tá bom? Pode começar. peço que se
Identifique. Eh, eu sou engenheiro Jean Baldace, minha empresa é especializada em orientar proprietários de imóveis. Um desafio que a gente tem encontrado é a questão do PI. A regulamentação do PI é um instrumento importante, mas o PI não sai do papel. É esse que é o a questão, é a pergunta que eu tenho para vocês. Como é que a gente faz para isso andar mais rápido? Maravilha. Eu vou fazer em blocos de três perguntas e aí a gente retorna para Você. Você quer direcionar para alguém? Pro Gular, pro Cláudio? Pro Gular, tá? Mas a gente
abre para ambos. Temos aqui uma questão online trazida pelo, vamos ver aqui, um o mundo da engenharia. O perfil tá identificado dessa forma, então não tem a identificação da pessoa, mas é um perfil chamado Mundo da Engenharia. Quais os Cuidados que o município deve adotar na elaboração e revisão do plano diretor para garantir a conformidade com a lei de zoneamento e o desenvolvimento urbano sustentável? Acho que a gente pode falar um pouco sobre a questão resiliência urbana, mudança climática, eh como parte das cidades inteligentes. Mais uma pergunta do presencial e a gente devolve aqui. Sim,
agora sim. Eh, boa noite. Excelente explanação. Eu acompanho bastante a Questão do plano diretor, porque eu vivo no mundo da indústria e foi o que eu senti falta, né, na explanação. Eh, eu tenho acompanhado desde 2014, né, já trabalhei paraa gestão pública, eu sou engenheira ambiental e também atuei na parte de planejamento civil de obras públicas. E a minha pergunta é exatamente sobre as questões das indústrias, principalmente agora, né, na zona leste, Moca, Vila Prudente, a Ipiranga, aquela região zona Leste. Eh, de que forma que o plano diretor tá enxergando manter exatamente esses empregos qualificados,
essa proximidade das moradias com as indústrias, que são grandes polos e empregadores? De que forma essa tecnologia dessas indústrias que t indústrias muito limpas, de baixo impacto, estimular esses projetos dessa reindustrialização sustentáveis nestas áreas centrais. E essa visão que a Cidade tá construindo, eh, o as pessoas não podem se distanciar dos seus empregos, mas as indústrias estão realmente sendo empurradas dos grandes centros comerciais de São Paulo. Então, quais são as estratégias para integrar esses polos industriais inovadores, inclusive das indústrias que são mais antigas, onde o plano diretor tá incentivando essa geração de emprego tão importante,
principalmente nessas zonas Estão mais próximas do centro de São Paulo. Qual seu nome? Lissandra. Lissandra. Eh, então vamos começar. Vou passar pro pro Gular para fazer uso da palavra, responder as questões. Então, são três questões em resumo. A a primeira sobre os pios, como é que tá a questão da implantação dos pios? A segunda sobre sustentabilidade, também foi a pergunta do Robson Cipriani e do O mundo da engenharia e a questão eh das indústrias No contexto do planejamento urbano Gular. Bom, Levi, eh, primeiro ainda bem que vocês me colocaram para falar antes do Cláudio, né?
Que senão para falar dele depois seria bastante complicado. Mas agradecer aqui a as perguntas. Eu não vou aqui lembrar o nome do dos três que perguntaram, mas vou tentar fazer uma um breves colocações e aí eu acho que vocês podem também auxiliar, mas primeiro na questão dos pios. Aqui na capital nós Temos algumas modalidades de pios, né? Inclusive um PI privado que nós eh estabelecemos recentemente, que é o Pio Leopoldina. Então ali no entorno muito próximo ali ao Parque Vila Lobos, também muito próximo ali à região do Seagp. Eh, então foi uma sugestão, o pio
privado foi sugerido eh de uma forma eh por uma empresa. Então, nós fomos lá, aprovamos e é um pio que já está sendo eh já está acontecendo. E os demais PIOS na cidade estão também eh sendo Regulamentados, alguns já acontecendo. Então, nós temos recentemente aprovados o Pio Pinheiros, Pio Jurubatuba, Pio Bairros Tomando ATI, o próprio Pio Central, eu acho que um um PI que já está avançando bastante eh é o PI central. Nós já tivemos inclusive as atualizações da legislação, como eu disse, logo após a revisão intermediária do plano diretor. Então, os pilos estão acontecendo.
Claro, uma um grande desafio que nós temos é a questão do Financiamento desses PIOS, principalmente aqueles que demandam de muita obra de infraestrutura. Aí com certeza é um grande desafio, mas nós estamos acreditando e confiando bastante nesses eh nesses projetos para que eles possam realmente acontecer. uma lembrança, eu não sei da cidade, de amigo que fez essa pergunta, mas aqui na capital nós tivemos os pios eh com o impedimento da sua tramitação por muito tempo. foi a ministra Rosa Weber que acabou num despacho junto ao prefeito Ricardo Nunes, liberando não só a tramitação dos projetos,
que aí logo depois dessa liberação nós conseguimos a aprovação de todos eles, como também eh o o trâmite não só legal, mas também eh para que ele esses pios possam acontecer, né? Então, nós tivemos esse bloqueio judicial e logo após disso, que se eu não me engano foi em 2023 também, eh, essa liberação que nós estamos conseguindo aí que fizesse acontecer, Mas eu acredito sim, eh, não só no modelo urbanístico desses Pivos, que eu acho que é um modelo muito importante, mas também na viabilidade de cada um deles, até porque se não confiasse, se não
acreditasse, eu não poderia ter sido relator de todos esses que vos comentam. aqui sobre a questão de sustentabilidade. Eu não lembro, vi exatamente a pergunta, mas cada um desses projetos que nós estamos tratando, eh, a base de todos eles tem Sido essa questão da sustentabilidade. Desculpa. E sobre a última pergunta sobre as áreas, né, as zonas industriais, eh, a gente tem ainda mantido as EPIs, né, que são as zonas eh especificamente para as indústrias, mas assim, não é de agora que as indústrias eh tão tendo dificuldade de se manter. As EPIs foram criadas no Plano
Diretor, na lei de parcelamento uso e ocupação do solo de 2016, né? Então, muita gente Fala: "Pô, vocês estão expulsando as indústrias?" Não, não é uma questão que foi criada em 2014 ou em 2016. Nós mantivemos as EPIs, nós temos alguns pios que inclusive eh nessas atualizações nós estamos usando e agora eu tenho essa responsabilidade eh de ser o secretário de desenvolvimento econômico e trabalho. Então, eh não estou falando aqui como relator, apesar de eu não ter dupla personalidade, né? Mas é importante que eu coloque aqui que Eu não estou falando agora só como relator
do plano diretor das leis urbanísticas da cidade, mas também agora com essa obrigação de não só manter, mas potencializar as o emprego, a renda na cidade, né? manutenção, então inclusive o incremento de novas empresas, novas indústrias paraa cidade, mas está estabelecido. gente lembrar aqui sobre o o pio bairros do Tamando Ati, por exemplo, eh toda aquela região ali da Henry Ford, todos aqueles setores do Bairro do Tomando ATI, à frente dos galpões hoje da presidente Wilson, por exemplo, a que ocorre hoje a gente tá entrando pelos fundos dos galpões, porque os a frente dos galpões
era paraas linhas ferras, né? em as ferras que hoje já não tem mais o seu uso ali naquela região. Então, existiu toda uma mudança eh de toda a cidade, mas naquela região, inclusive esse pi eh parte dele do PI original e existe exatamente para isso, para preservação daquelas zonas Industriais, apesar da logística hoje da cidade, eu acho muito difícil uma indústria voltar a se estabelecer naqueles galpões da Henry Ford, da presidente Wilson, daquela região. Enfim, a gente tem eh a preservado as zonas eh industriais na cidade, apesar da gente saber também das dificuldades que nós
temos de licenciamento, não só pelas legislações municipais, mas pelas ambientais que são do estado. Mas o que for possível e necessário que a gente Faça, inclusive nesse meu novo posto agora como secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, eu tenho obrigação a a estabelecer novos pontos de emprego e renda na cidade, inclusive espero que eu tenha conseguido passar por todas elas aí, Levi. Bom, ah, começando pelos pios, eu entendo a sua preocupação, porque a preocupação de todo mundo quer aplicar os pios, né? Eh, e como o Gular falou, a quantidade de legislação urbanística que Foi aprovada
pela relatoria dele na na gestão passada foi muito grande. Você teve lei de zoneamento, duas, plano diretor, todos esses pios, eh, revisão de operação urbana. Então, tem muita regulamentação para ser feita. Eu tenho acompanhado lá o esforço da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, não tá fácil. Eh, eu acho que assim, eh, é uma coisa que incomoda um pouco, sim, porque você não consegue aplicar os dispositivos aprovados, mas, eh, eu acho que a gente Precisa ter um pouco de paciência, as regulamentações estão ocorrendo, mas, infelizmente não na velocidade que todo mundo gostaria, né? E aí talvez o
Gular pode agora falando não como relator, mas como secretário dá uma força lá pra gente poder tentar agilizar de alguma forma essas regulamentações. Com relação à questão industrial, é interessante o o Lar falou das EPIs, né? Que que é esse IP na ZPI? É zona predominantemente industrial, ou Seja, não, você não tem zonas exclusivamente industriais. Quando você tem zonas predominantemente industriais, significa dizer que você tem outros usos junto. E como é que você convive a indústria com as unidades habitacionais? Eh, eu fui consultor do da elaboração no plano diretor de São Bernardo do Campo ano
passado e a ordem do prefeito, eu não quero saber de mexer com indústria, pelo amor de Deus, não deixa as Indústrias sair daqui, porque o polo industrial em São Bernardo é muito forte. Então, como é que convive a indústria com o a habitação, por exemplo, né? Então, que lá em São Bernardo tinha isso, quer dizer, de repente a o pessoal se se reunia, ia lá reclamar da indústria, a CETESB me mandava multas pesadíssimas e a indústria fala: "Ó, tô fora, tô indo embora do município, né?" Então, uma das formas de tentar fazer Isso foi criar
zonas de buffer no entorno das áreas industriais, das indústrias, para poder fazer com que essa convivência seja um pouco mais harmônica. A nem sempre isso é é simples, mas a verdade é a seguinte, você tem alguns tipos de indústria que não vão mais poder operar em áreas muito populosas. essas indústrias vão ter que operar em outros lugares. São Paulo tem uma vocação muito forte agora para serviço Indústria limpa. É, é um fato isso, né? Nós vamos ter que colocar as indústrias com mais eh potencial poluidor e de incômodo para áreas residenciais em outros locais que
não sejam os locais, embora tenha toda essa questão do emprego, etc. Eh, mas você pode ver que a a migração de indústrias para fora do da cidade foi muito grande, mas a substituição pelo setor de serviço e indústria limpa foi muito forte. O emprego na cidade continua e nós temos Que buscar esse equilíbrio. Aonde for possível a indústria conviver, vamos procurar fórmulas e aonde não for possível, vamos tentar substituir isso por outros eh mecanismos econômicos que possam fazer essa substituição. Maravilha, Cláudio. Obrigado. Vou fazer aqui duas perguntas. a gente vai fazer mais uma rodada com
três, quatro perguntinhas bem, bem rápidas e na sequência eu vou passar pro Vinícius eh também. Pronto. Alô. Foi. Eh, só Enquanto você passa, eu quero só compartilhar umas informações aqui para eu não ficar sem dormir sozinho. Cláudio, você vai dar uma assustada como engenheiro, mas pedir pra Fernanda, faz o favor. Fernanda, eu tive aqui nesse auditório cedo falando sobre cidades inteligentes e a gente tem uma preocupação, o tema é importante, mas são informações que elas são muito recentes. Eu só quero dar uma uma pergunta. Pode passa mais Um quem tá o controle. Pode passar. Tá
aqui o controle. Presta aqui para mim só compartilhar aqui esse mais um. Você vê que eu coloco o mestrado ali. Dev isso aqui é uma, a gente extraiu do é uma extração do BI nosso. A data tá até ali aqui embaixo, mas só 24/04/2025 939. Foi na sexta-feira, se eu não me engano, como eu não tive no Confeia hoje, voltar amanhã, provavelmente isso vai est atualizado. Foi o recorde. A gente tem 1.170.000 profissionais, vai bater 1.H300. Essa essas bandeirinhas, Cláudio, é uma, como você citou a Índia, é uma, esse uma comparação de quantos profissionais para
cada 1000 habitantes que nós temos no Brasil, né, de engenharia, eh, com relação a esses países. Então, Estados Unidos 25, Japão 25, Coreia 16, Índia e China 15, 13, com uma certa dificuldade da gente colher dados lá. E Peru já tá aí quase o dobro Do Brasil. E aí divisão por estado masculino e feminino, tá? E isso, por que que a gente faz essa comparação? Porque isso é indicador econômico, né? Você pega ali a Maquincia, quando ela faz o levantamento do país, ela utiliza isso como indicador econômico para mostrar se esse país vai ter capacidade
de sustentar uma economia sólida ou não. Isso é um dos pontos para saber. Ah, e aqui é bastante interessante essa aqui que eu queria Chegar, né? né? Olha lá a queda de estudantes de engenharia comparado de 2015 com 2023, né? Olha, engenharia civil. Lembrando que isso é quantidade de estudantes, as engenharias, né? Esses cursos técnicos tm o maior índice de evasão comparado a qualquer outro curso. Então a gente não vai formar tudo isso porque a evasão é muito grande. Civil todas caindo. Você tem ali só uma curva quando você fala de engenharia de Software, engenharia
da computação. Resumindo, por que que eu trago esse assunto para dar aí uma compartilhar as noites que eu não durmo com vocês, espero que vocês não durmam. O Brasil ele vai ter problemas graves pra gente conseguir não só propor os novos planos diretores, né, porque você sabe que no final vai cair nesse tipo de de material humano, mas para qualquer outra coisa, tipo, a gente vai ter problemas graves Aí de país. Aqui é só divisão por estado, aonde estão esses estudantes de de engenharia como um todo. Então, só para trazer essas informações, se vocês perguntarem
para mim hoje qual que é o problema do país, tá aqui, né? Eh, muita gente acha que o problema é ideológico. Se é se é do lado de cá ou do lado de lá, não. O problema tá aqui, que a gente não vai conseguir sustentar nada nos próximos anos se essa curva ela não mudar, tá? Não vai conseguir sustentar Plano diretor, não vai conseguir executar PAC, não vai conseguir executar minha casa, minha vida, não vamos conseguir executar nada e nada vai mudar. E os filhos de vocês vão ter que precisar de outro lugar para viver,
porque o serviço aqui vai ficar muito ruim, tá? Então, esses números são bem recentes. Aí eu gostaria de compartilhar com vocês. Pode passar a palavra, El. É, acho que é um cenário bastante desalentador, né? É aquilo que a gente Sempre fala, né, Vinícius? Chegamos ao ponto e eu falo aqui já sem o meu crachá da OAB, para você tocar uma obra pública, você precisa de um engenheiro e 15 advogados. Então, eh, é uma completa inversão de papéis e de atribuições que não pode. Alô, para você ver, tá faltando engenheiro ali, eu acho. Ah, brincadeira. Mas
vamos lá. Levi é o mais engenheiro dos advogados que a gente tem, uma pessoa muito próxima e e olha Muito pra engenharia como sustentação. Só para complementar sua fala. Opa, obrigado. Vamos, vamos. Aqui eu fiz a besteira, não, na verdade eu me permiti falar as cidades que estavam acompanhando. Nós estamos já com mais de 512 pessoas acompanhando até agora quase 9 horas da noite, o que mostra o interesse ah dos profissionais registrados nessa iniciativa e nessa trilha de de formação que o Creia São Paulo proporciona. E o pessoal começou a Mandar o nome das cidades.
Então eu vou ler muito rapidamente aqui para que ninguém se sinta preterido. Então e pessoal de Rancharias, Santa Rita do Passaqu, Santos, Guaíra, Bertioga, Piaí, Santo Antônio do Jardim, Praia Grande, Itapé, Vitu, Registro, Sumaré, Jaboticabal, São Roque, tá o Evandro aí acompanhando, o Rodolfo, Atibaia, Ribeirão Preto, São Bernardo. Olha, nós temos aqui pelo menos umas 30, 40, 50 cidades representadas e todos os outros Que mandaram tá registrado aqui no nosso chat. Pra gente encerrar, eu vou fazer mais uma rodada de quatro perguntinhas, duas que eu já vou ler aqui do online. Vou pedir que os
que têm interesse levantem as mãos. Temos aqui dois e aí nós fazemos mais uma rodada e passamos para o encerramento. Então, tem uma pergunta do Ronaldo Torres que é sobre o centro das cidades. Como é que a gente pode, nessa dinâmica de pensar os planos diretores eh trazer ou restituir vida Aos centros aos centros das nossas cidades. E uma segunda pergunta a Valéria perguntando pro Cláudio. A Valéria diz o seguinte: "Moro num bairro que era residencial e hoje é misto. Temos problemas com relação a estabelecimentos comerciais e ruídos. Qual ferramenta é usada no plano diretor?"
Vamos aqui para as duas perguntas presenciais. Temos aqui pudesse identificar. Boa noite. Sou o Geová. Queria fazer uma Pergunta para o Gulará. Eh, saber o cronograma de de investimento para as as PIL, se tem algum cronograma em relação à prioridade para iniciar o as atividades nas PI. Então, Jeová perguntou pro Gular sobre investimentos nas nos projetos eh urbanos. Mais uma pergunta aqui. Alô. Pois não. Boa, boa noite. Meu nome é André de Fáio Neto, sou presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos. Primeiro parabenizar aqui Pelo pelo evento de hoje, parabenizar o presidente Vinícius,
presidente Líja. São duas perguntas rápidas. A primeira se o material vai ser disponibilizado para nós posteriormente e a segunda sobre a questão do adensamento, por exemplo, São Paulo, né? Então, adensamento 10.000, né? O número indicado 15.000 habitantes por quilôm qua é a média da cidade, né? Talvez se for pegar por bairros, tem lugares que t um adençamento maior, aí Acaba sendo a prioridade algo nesse sentido, né? Isso rebatendo para cidades menores, como Santos, por exemplo. Obrigado. Então, vamos passar aqui, Cláudio. Vamos começar agora com o Cláudio na sequência o Gular. Bom, já esqueci a pergunta.
A primeira qual que era mesmo? É sobre ah sobre o centro. Ótima pergunta. Eh, que que acontece com o centro de São Paulo, né? Eh, revitalizar o centro tem duas Palavras importantes, revitalização e regeneração. Que que é revitalização e o que que é regeneração? A gente fala muito em revitalização do centro trazer vida. É o que o Levi falou, mas em alguns lugares do mundo, principalmente na China, eles estão estudando o processo de regeneração. Qual a diferença de revitalizar e regenerar? Regenerar é você, além da questão física, você pensar na questão social também. Então acho
que regeneração é um Termo mais amplo. Mas o que que acontece no centro de São Paulo que nunca dá certo, né? Eu tô acompanhando esta esse processo de revitalização do centro de São Paulo, pelo menos, acho que é uns 25 anos, pelo menos. Eh, eu me lembro quando a Marta era prefeita, o BID teve aqui em São Paulo e eles iam dar 100 milhões de dólares para fazer a revitalização do centro e tiveram lá no Secov perguntando pra gente: "Mas vocês investiriam se revitalizasse o centro?" Eh, lógico, a gente iria investir, mas o que que
aconteceu desde então, minha visão agora, né? Nunca houve um projeto global para a revitalização do centro. Você sempre teve intervenções pontuais. Faz isso aqui, o Angabaú já refizeram duas ou três vezes. Aí faz a calçada ali, aí faz não sei o que lá. Aí quebra porque quer fazer outra coisa. Isso aí parece a fazenda do meu pai. ele fazia um negócio, depois quebrava fazer outro. Eu falei: "Pai, faz um projeto aí que Você não vai quebrar mais nada". E é o caso do centro, eu acho. Eh, não tem um plano global paraa revitalização do centro
que envolva todos os aspectos necessários paraa revitalização. Eu acho que o projeto mais completo que eu vi sobre isso foi um projeto feito pelo Jaime Leerner na época que o Dor era prefeito. Ele, esse projeto foi doado pra prefeitura, mas um projeto que tinha começo, meio e fim, atacava os cinco pontos principais para revitalizar onde Que tinha que ter intervenção, qual intervenção, como que seria em todo o centro da cidade. Enquanto não tiver isso, eu acho que não vai ser fácil a gente fazer isso, embora estamos avançando. Eu acho que essa essa iniciativa de fazer
o centro administrativo lá nos Campos Elíos é uma ferramenta importante, mas é mais uma intervenção. em uma série de intervenções importantes, né? Segurança é um ponto fundamental, acabar com a Cracolândia é outro ponto fundamental, mas eu acho que falta um projeto. E a outra é ah, sobre a convivência, é, então, área mista. Essa também é uma pergunta interessante. Como é o nome da menina que perguntou? Bom, não importa. A questão é a seguinte, o uso misto é importante? É importante. Agora, você tem que ter eh compatibilidade de uso com uso residencial. Obviamente você não pode
Ter um uso misto que seja incompatível com o uso residencial. Eh, isso acontece em muitos lugares. Eh, aqui em São Paulo, em alguns lugares, acontece isso. Eh, em Piracicaba também, que eu tive oportunidade de fazer uma consultoria lá, eh, acabou se criando um conceito de de corredores de baixo impacto. Então, em zonas residenciais, você cria locais onde você tem atividades chamadas de baixo impacto que foram eh consensadas com a população da zona residencial. Então vamos ver o que que pode pôr aqui que não vai incomodar vocês. Ah, isso pode não, isso pode, mas então não
pode ser qualquer horário. Então qual é o horário? Então você cria mecanismos para ter essa convivência. Tem o ponto positivo que você criou uso misto, você criou movimento na rua, você criou segurança, as pessoas se movimentando e você criou também a condição da pessoa ter uma tranquilidade para viver. Então tem que fazer com uma certa Inteligência, é importante, mas tem que ser feito com cuidado. Acho que o André de Fáio aqui perguntou a respeito da disponibilidade do material. Tranquilo, a gente disponibiliza. Manda abraço pro seu pai, André, quem não sabe ou quem deduziu é filho
do André de Fáio ex-presidente nosso aqui, uma grande referência, presidiu nosso CRE aqui durante muito tempo. Obrigado pela presença, filho. Acho que teve também a questão dele Sobre adençamento. Ah, boa, André. Essa questão é é boa. Você lembrou bem, eh, os 10.000 é uma média. Então, adensamento é uma coisa complexa. Teve um professor da New York University que fez um um um compêndio que chama anatomia do adensamento urbano. Você vê que não é uma coisa tão simples, né? E ele fatora. Ele é complicado. Mas é na verdade o que acontece, ó, densamento é número de
pessoas por área. Se você divide pela área do município inteiro, Você vai chegar nesse número aí em torno de 10. Qual que seria o mais correto? dividir pela área urbanizada da cidade, que nós temos eh 100 km² em São Paulo, mas mais ou menos uns 600 é área urbanizada, o resto é área de preservação. Então, realmente não teria ninguém. Quando você divide pela área urbanizada dá mais ou menos uns 12.000, 13.000 mais ou menos. Agora, quando você pega bairros específicos, é aí que tem os picos. Então, por exemplo, vou pegar Um bairro eh para só
para conotar a diferença que o pessoal, a confusão que o pessoal faz entre verticalização e adensamento. Pega um bairro bem verticalizado aqui em São Paulo, pegar Moema, por exemplo. Aí vou pegar um outro bairro que tem quase nenhum prédio, Sapopa. Qual é a densidade em Moema e qual que é a densidade em Sapopemba? Densidade em Moema 14, 15.000. Chega até 16.000. habitantes por Kilm quapopemba, 22.000 pessoas por km qu não tem nenhum prédio praticamente. Então é o modelo de ocupação é que dá esse tipo de adensamento, né? Então realmente é uma média, mas você tem
picos, a Praça da República tem 15.000 1000 e assim a cidade vai variando. Então, antes de passar pro gular, eh aqueles que não conseguiram ter a sua pergunta Respondida, eh tá disponível o e-mail
[email protected]. br. Vocês podem encaminhar as suas dúvidas e as suas questões que nós faremos o direcionamento. Então é
[email protected], tá? Vou pedir que quem tá acompanhando pelo chat também disponibilize por lá eh esse esse e-mail para envio das perguntas. Vou agora passar pro Gular para fazer as suas considerações e na sequência ao Vinícius para iniciar o encerramento da Atividade de hoje. Gular.
Bom, Levi, primeiro uma observação. Você falou aí das cidades, mas você não falou de Tóquio, hein? Tem gente acompanhando aqui de Tóquio também, tá? Maravilha. Internacionalizando a trilha do plano de do de planejamento urbano. Tóquio é 14.000 1000 habitantes por quilôm quad, um pouquinho só falou. É isso aí. Mas e o exemplo aqui de toque com certeza serve para muitas das questões Que a gente tem levado. Inclusive ontem nós fomos visitar um incinerador. Nó existem aqui 23 distritos na região metropolitana, né, de Tóquio. Eles têm 20 eh locais onde eles fazem a coleta para esses
incineradores. Então existe aqui uma alguns sistemas, né, esse inclusive do controle de resíduos. Só para vocês terem uma ideia, o peso dos resíduos é diminuído em 90% e o volume dele em 80%. Então são Alguns temas que a gente tem também visitado aqui e estudado. Inclusive uma lembrança que eu tive aqui agora da última vez que eu tive em toque foi em outubro de 2023 e eu toquei daqui de toque uma audiência pública sobre o início da segunda revisão da lei de parcelamento uso e ocupação do solo. E esse um horário tão eh melhor aqui
para quem tá no Japão, né, que iniciou às 7 da manhã esse painel que a gente tá aqui de capacitação, mas eu tive que tocar em Pelenas 3 horas da manhã a audiência pública, iniciando às 15 horas na Câmara no em outubro de 23. Mas tudo isso muito muito bom. Bom, vou tentar lembrar das quatro perguntas aí, Levi, mas eu acho que o Cláudio já falando muito bem de cada uma delas. Primeiro, sobre a questão do centro, eu acho, acredito, o Cláudio, eu sei que ele tem remorço aí de alguns dos projetos, dos tantos que
já tentaram se passar aí pelo centro, mas eu acredito muito nesse novo Projeto, inclusive eu fui relator por duas novas alterações que já tiveram eh do PI do último PI central, né, original. fui relator do PIO Central, fui relator das outras duas revisões. Então, a gente tratou desde a regularização do que já existe até quais seriam as possibilidades eh desses novos projetos. E eu acho que tem uma questão muito importante nesse momento que é a integração dos governos. Governo do prefeito Ricardo Nunes, o governo do Governador Tarcísio com esse grande projeto da mudança da sede
administrativa do governo do estado. Então acho que vários dos outros projetos foram muito bem intencionados. Eu acreditava muito inclusive no projeto a época do prefeito Gilberto Cassab. E mas assim, eu acho que neste momento nós temos os dois governos, governo do estado e governo do município, trabalhando em conjunto. E nada melhor do que um grande investimento do governo Do estado, trazendo aí uma média que é calculada pelo querido secretário Guilherme Afif, de 22.000 funcionários públicos do estado trabalhando na sede administrativa. Então, uma concentração de emprego e renda de no mínimo 22.000 pessoas por dia nessa
sede administrativa, com certeza vem dando um novo olhar para o centro, inclusive já da iniciativa privada, né, Cláudio, a gente já conhece algumas empresas, inclusive uma delas, se a gente for Falar aqui, que tem hoje 27 empreendimentos eh sendo aí ou construídos ou restaurados. Isso de uma só empresa, né? Imagine só quantos que nós temos e é só andar pelo centro que a gente vê quantos empreendimentos estão sendo eh construídos. O Jeová, que eu não consegui ver a imagem, mas imagino qual Jeová seja, um grande amigo, um grande parceiro aí do de trabalho também, perguntou
sobre as prioridades dos pios. Jeová, nós temos eh nos PIOS Sempre a prioridade do investimento na habitação. E como eu falei aqui na minha apresentação, na revisão do plano diretor, nós estabelecemos uma prioridade ainda maior que era de 30%, então agora passou a ser 35%, então os primeiros 35% de cada um dos pios são obrigatórios a serem destinados à habitação e prioritários. Eh, mas existem, claro, né, alguns outros pios, dependendo de qual dos pios, as prioridades de Infraestrutura, seja ela infraestrutura subterrânea, seja ela infraestruturas de mobilidade. Então, que também é uma questão que acaba pesando
nessa conta aí dos PiS. Eh, uma senhora perguntou sobre a questão dos ruídos. Essa é uma discussão também muito importante. A prefeitura acaba de contratar o mapa do ruído eh pelo IPT. Então, é uma discussão que a gente tem, inclusive é o plano diretor que que traz as regras da famosa lei do PSIL, né? Então, a lei do Controle de ruídos. a gente tem uma discussão muito grande. Eu mesmo fui eh autor aí de um projeto que hoje funciona muito bem na cidade, mas que a época quando nós implementamos, eu apanhei bastante, não da mesma
forma como eu apanhei nas revisões aí urbanísticas, mas já foi uma um spoiler aí da surra que eu ia tomar, mas quando nós implementamos o aquele projeto no pós-pandemia da extensão das mesas e cadeiras dos bares e restaurantes, ou Para as calçadas ou para as vagas eh regulamentadas, de estacionamento à frente desses estabelecimentos. Então, é uma política pública muito importante. Em qualquer lugar do mundo que você vai, você tem esse tipo de uso. Mas, é claro, a gente tem que regular essa questão com a questão da incomodidade, mas tem funcionado muito bem na cidade e
claro que a gente tem que compatibilizar esses usos por toda a cidade. E aí acho que a última é do adensamento, né? Bom, Adençamento, nós temos esses exemplos que o Cláudio deu, eh, com certeza são muito válidos. E eu lembro que a época que nós trabalhamos na legislação das antenas, né, das herbes, as estações de radiobase, principalmente voltadas agora pro 5G, então o aumento da cobertura eh de sinal de celular por toda a cidade eh o que nos assustou foi quando, e eu acho que hoje não há nenhum tipo de monitoramento melhor do que das
próprias operadoras de telefonia, porque através Das antenas eles conseguem ver onde onde que estão esses celulares demando, né? E hoje, no mínimo, a pessoa tem um celular, tem outros que t pelo menos dois. Eu não consigo sobreviver com um, imagine só se eu tivesse dois, né? Mas eh alguns lugares que como cidade Ademar, hoje o maior a maior concentração, a maior demanda de, eh, sinal de celular na cidade é em cidade de Ademar, né? Então, a gente e lá são pouquíssimos prédios. O eixo da avenida CUPC e da vereador João de Luca levou pouquíssimos empreendimentos
para lá. Os que existem hoje são os de HS e mesmo assim nós temos, como o Cláudio falou de Sapopa, uma grande um grande adençamento na cidade. Claro que a gente tem que, como o Cláudio falou também na apresentação dele, e aí eu poderia até eh ser ousado aqui em falar que a menor a menor distância é estar lá, a melhor distância é estar lá, né, Cláudio? Mas eu acho que é mais ou menos isso. Ou Estar lá ou que seja a menor possível, né? Que se for a menor possível não importa o tipo de
mobilidade que você vai usar. Mas é por isso que a gente deu toda a prioridade no adensamento nos eixos de transporte. E nós não reinventamos as não reinventamos a roda, nós só potencializamos aquela política pública que foi estabelecida lá em 2014. Era isso, Levi. Obrigado, Rodrigo. Então, dando sequência aqui, eu vou passar pro Vinícius e aí eu passo pro Cláudio e pro Gular fazer as suas considerações finais. Vinícius, obrigado, cara. O Gular deu uma exorbitada aqui, né? Falou de Telecom, eh, minha área de formação. E e foi interessante a citação. A gente o Brasil hoje
tem mais aparelho celular do que gente, né? E e é uma ferramenta que assim a não dá mais para achar que celular ele é para você falar, mandar texto, falar no WhatsApp. hoje é são os nossos sensores quando você fala de Cidade inteligente, tá ali um um banco de dados extremamente rico pra gente tomar decisão. Então, bacana que esse tipo de de situação está no aí no dia a dia da eh do poder público olhar para isso como ferramenta, não só como um aparelho celular. Mas agradecer, Livi, você, eh, o Cláudio, o Gular e para
gerar aqui um, uma provocação, uma reflexão e uma orientação para todos que estão presentes, não só aqui, né, na sede nossa da Angélica, mas também Online. Sem dúvida nenhuma, foi uma das trilhas ou uma das capacitações nossas com maior participação até hoje, sem dúvida nenhuma. Mas é muito pedir, né, para que a gente realmente utilize desses momentos para não aceitar planos diretores que são incoerentes ou que são ruins, né? O CREIA aqui fazendo um papel. Dificilmente vocês vão encontrar uma mesa tão qualificada em outro lugar, talvez no mesmo nível, sim, mas dificilmente, eh, de maneira
gratuita e E conexão, né, tão qualificada em outro lugar. Então acho que o CRA tá dando um passo bastante importante, né? vocês têm a obrigação de utilizar desses momentos para levar até os municípios, para entender os caminhos que vocês podem seguir. É claro que em 2 horas não dá pra gente aprofundar como a gente deveria, mas eu não tenho dúvida que se todos vocês saírem daqui sabendo aonde procurar apoio para fornecer esse apoio técnico para esses mais de 50 municípios Tranquilamente que foram citados aqui. E eu acho que a gente vai começar a colher coisas
boas num futuro, muito breve, tá? com todos os problemas que o país tem, com todos os problemas que a gente tem, acho que dá para fazer muita coisa. E dias como esse, mei, né, eh, com pessoas presencial, com pessoas online, acaba e dando uma animada eh de que é possível fazer alguma coisa diferente em meio a tantos problemas que a gente tem. Então, me agradecer mais uma vez, me colocar à Disposição. Eu estou lá em Brasília, sou aqui de São Paulo, né? E poder participar desses momentos para mim é bastante gratificante. Então, obrigado, Levi, obrigado
Cláudio e obrigado Gular mais uma vez. A próxima presencial, hein? Obrigado, Vinícius. as considerações finais. Terminamos com o Gular e já fiquem atentos, vai aparecer aí para vocês a o nosso próximo a nossa próxima nosso próximo encontro Dessa trilha de planejamento urbano, eh, em que vocês poderão entender um pouco mais sobre como formular um processo de revisão de plano diretor, como se contrata eventualmente uma consultoria ou como se conta com recursos técnicos, os mais variados para esse propósito. Cláudio, obrigado pela sua presença, pela sua participação. Acho que foi um evento que trouxe bastante conhecimento para
todos que puderam acompanhar. Bom, eu queria agradecer primeiro o Convite por estar aqui. É sempre um prazer estar no CREA, minha casa aqui profissional, eh, e poder colaborar com vocês. É um prazer também estar dividindo o espaço aqui com o Gular, com Vinícius, com você. são pessoas que eu a que eu estimo muito e tenho muito prazer de estar juntos e dizer que eu tô sempre à disposição. Quando precisarem de mim, só me chamar. Eu maior prazer estarei aqui. O Cláudio não mencionou uma um ponto Importante, mas ele colabora semanalmente ainda, né, Cláudio, com a
Folha de São Paulo, eh publicando artigos sobre urbanismo, cidades e planejamento urbano. Então podem acompanhar na Folha de São Paulo que tem sempre conteúdo fresco, já foi consolidado em dois livros, as colunas que ele publica na Folha de São Paulo e acho que é sempre o material de consulta que eu me recorro com frequência para pras minhas ideias, pras minhas aulas, Pras minhas palestras. Então vocês estão tendo 10 anos como colunista da Folha de São Paulo. Haja quilometragem aí de material de consulta para para quem tiver interesse. Gular, obrigado por dispor do seu tempo. Você
ficou conosco aí durante toda a atividade. Vou te passar a palavra paraas suas considerações finais e eh que você tiver para dar de recado para os profissionais registrados do CREA São Paulo. Olivi, mais uma vez muito Obrigado pelo convite e aí em seu nome, em nome da Líia, em nome do Vinícius, cumprimentar todos os profissionais do Credo com Féf também, com fé, né? Desculpa aí, mas um acho que agradecer e uma grande oportunidade de tratar novamente sobre esse tema. Como eu já falei aqui, estou como secretário de desenvolvimento econômico e trabalho da gestão do nosso
prefeito Ricardo Nunes. Então, por isso que estou aqui em Tóquio, nessa missão. E com certeza o Que a gente tá discutindo aqui tem tudo a ver também com essa secretaria que hoje ocupo, que é muito transversal, acaba atuando em todo o setor produtivo, né, da nossa cidade e esse é um setor muito importante. Então, agradeço o convite e como vocês estavam falando e aí o o Vinícius acho que falou que o Levi é o advogado mais engenheiro que ele conhece, né? Então vocês estão vendo aqui também o veterinário mais urbanista do mundo. Então a minha
formação também É bem diferente da que a gente eh da que eu tenho atuado, né, e atuei nesses últimos dois anos, mas com certeza é junto com profissionais como a IOCa. E aí eu cumprimento aqui esse meu querido amigo, professor, mestre, sabe de quantos os adjetivos que eu tenho a ele, um grande parceiro Cláudio Bernardes, que acompanhou comigo cada um dos momentos desde o início, que eu tenho certeza que todo mundo olhava para mim e falava: "Pô, será que vai, né, até o Final que a gente poôde aí eh realmente entregar pra cidade um grande
trabalho, um grande avanço em toda a pauta urbanística? Só para vocês terem uma ideia, hoje nós não temos mais nenhuma nenhum projeto de lei a ser aprovado na Câmara Municipal de São Paulo e pela Prefeitura que trata sobre a questão urbanística, então a ser discutido. Então tudo que a gente tem tinha a possibilidade de aprovar, nós aprovamos, revisamos as leis que já tinham Existentes. Então, acho que foi um grande avanço e com certeza nós teremos, e aí, Cláudio, como você colocou aí, eh, que a gente tem que tomar cuidado nas decisões, né, e saber que
a gente pode errar. Eu espero que, e aí não tenho nenhum tipo de compromisso com erro, como falava o meu saudoso, querido amigo Bruno Covas, eh, mas eu tenho certeza que nós buscamos não errar ou errar o mínimo possível. Por isso que a gente ouviu tanta gente, a gente teve tanta Colaboração como CREA, como o Cláudio próprio falou, Secov e tantas outras entidades e a população participando de toda essa discussão. E com certeza o CREA vem marcar aí com o CREA Capacita também um novo momento, um ótimo momento para que a gente possa trazer essas
discussões e com profissionais tão competentes e qualificados que fazem parte desse importante conselho. Muito obrigado a todos. Um grande abraço. Como sempre encerro aqui as minhas falas. O Trabalho continua e continua mesmo, porque eu tenho que sair correndo aqui e paraas agendas aqui em Tóquio, na capital do Japão. E que eu tenho uma grande relação, inclusive eh relação sanguínea com a o Japão. Minha batiã e meu diã, meus avós nasceram, por parte de mãe nasceram aqui no Japão. Então, além de tudo, tem esse essa relação aqui muito eh de família realmente com esse país e
com essa cidade. Muito obrigado a todos. Um grande abraço. Obrigado, Rodrigo. Obrigado, Cláudio Vinícius. Aqui missão dada, missão cumprida. Acho que a gente dá um pontapé inicial nessa trilha de planejamento urbano em grande estilo. Isso só aumenta a nossa responsabilidade para as próximas etapas. Então, você que nos acompanha presencialmente ou online, eh, mantenham-se informados, se conectem às redes sociais do CREIA, que sempre tem informações novas e a nossa programação. Devolvo a palavra ao mestre De cerimônias. Eh, primeiro, primeiramente agradeço a todos e uma salva de palmas a todos os presentes aqui. Tenho certeza que o
conteúdo de hoje foi de grande valia para todos aqui presentes. Para todos que acompanham, pedimos para que se inscrevam no módulo dois já da trilha do plano diretor. O que vai estar na tela em breve para vocês e vocês também podem fazer descrição diretamente no site do CR São Paulo Capacita. Antes de encerrarmos, a gente também gostaria que todos os participantes respondessem eh uma nossa pesquisa sobre as iniciativas do CR São Paulo Capacita. A gente quer ouvir a sugestão de todos vocês. O Kode também vai estar na tela em breve. Vamos enviar e-mail para todos
com o link para pesquisa também. E agora o link já está no chat, na no comentário fixado do chat da live, tá bom? Eu agradeço a presença de todos, muito obrigado e até o Próximo. Cria São Paulo Capacita. Boa noite, [Aplausos] [Música]