felizmente ele veio a ser médico e pôde nos trazer essa informação enquanto eu fui seu aluno, mas também fui seu colega de departamento na faculdade de medicina. Trabalhamos junto quando fui chefe de serviço. O professor Luiz Augusto era coordenador da disciplina.
Então ele me levou pro Centrocárdio, a sua clínica, né? substituir ele no plantão desde quinta-feira à noite no central card e lá fiquei durante 10 anos, né, professor, dando plantão e muito aprendi ali e e confesso que a minha vida privada de médico saiu daquela clínica, né? Eu fiquei conhecido na cidade como cardiologista e fiz a minha clientela e eu devo isso mais uma vez ao professor Luiz Augusto.
Mas eu tô aqui para te perguntar algumas coisas, né? E e você tá na, não vou te chamar de senhor porque você pediu para não chamar. Então você tá na segunda gestão da academia.
Então, a minha pergunta, na sua primeira gestão, foi nos anos 16, 2016, 17, 18, qual é que você considera ser ter sido a sua maior realização nessa gestão passada? É, primeiro quero agradecer a pergunta, como agradeço de de todos, lembrar que eu podia escolher os meus entrevistadores e eu escolhi os esses entrevistadores não só pela qualidades deles científica, de conhecimento geral e também de amizade, com foi esse o critério. Eh, o Nani, eh, como ele disse, foi a turma dele foi minha aluna, foi minha a turma foi todos foram meus alunos, né, da turma dele.
Se me falha a memória, 81, 82, né? Hã, 82 82, tá? Eh, então a gente se conheceu desde aquela época, como ele disse, ele foi trabalhou no centrocárdio, ele venceu.
Pode ser que pode ser não, com certeza tá no centrocárdio ajudou, mas a gente para vencer precisa ter um valor interno. Aí ele venceu por esse valor dele. Hoje a gente, além de ser grande amigo, ele é meu médico, né?
que eu tenho lá minhas patologias, procuro ignorar um pouco, mas ele é o meu cardiologista. Eh, a pergunta foi eh sobre na primeira gestão. Ah, primeira gestão.
Que que você acha importante? É, é um pouco assim, é um pouco difícil a gente eh apontar uma coisa eh principal, entendeu? E alguém já falou uma vez que se você for muito vaidoso, você deve se considerar pelo no mínimo o segundo, nunca o primeiro.
E eu, na minha vida, eu sempre me considerei bem lá para trás. Eu não tive eh, graças a Deus, não é qualidade. Nasci com isso, não tive vaidades, comprei fazer as coisas, mas não tive vaidades.
Então, também se aplica aí o que que é o que que é o principal. Eu não sei dizer. Eu poderia dizer coisas que eh para trás que eu já fiz na minha vida, que eu achei que foram importantes e como e como presidente da CAM.
Eh, eu criei aqui essa medalha, medalha presidencial, foi na minha gestão. Quer dizer, quando eu digo eu, eu tô dizendo eu com com o grupo todo que trabalhou junto, Diretoria, nós criamos eh também o hino da Camerge, que tem até uma história. Se sobrar tempo depois podem me perguntar que aí eu eu conto a história.
o hino da Camerge. Nós criamos o hino da Camerge. Eh, eh, criamos o e editamos a primeira, a revista da Camcho, né?
A revista da Cam começou em 2016. Ela inicialmente era semestral, então em 2016, já em julho, agosto de 2016, a gente publicou o primeiro número dela referente ao primeiro semestre de 2016 e estamosando, conseguindo manter até hoje, sendo que o ano passado, como as colaborações de matérias aumentaram e também o aporte financeiro de patrocinadores também eh aumentou principalmente no valor eh dessas contribuições, nós podemos passar a revista então para quadrimestral. Então esse a partir do ano passado a gente tá publicando eh três números por ano e não mais dois.
Então acho que isso também foi uma grande realização. Outra coisa é a questão da comunicação, né? Hoje em dia a gente precisa muito se comunicar eh por várias razões.
E nós tínhamos aqui o site, ele era, já era um site mais ou menos, mas nós conseguimos aí com auxílio de pessoas que entendem dar uma alavancada muito boa no site. Eh, é pena é que ele eh não é muito consultado pelos acadêmicos. O acesso ao site não é não é grande, mas é um site bastante explicativo que traz toda os nossos assuntos, sobretudo ah aqui na CAMEG.
Então eu acho que eh na daquela época tem essas coisas ao lado de que a gente sempre realizou muita muita palestra, muito simpósio, né, cursos, né, não só naquela gestão, como já vinha de antes, curso de elétro, curso de semiologia cardiovascular, curso de urgências e emergências médicas, simpósio, palestra, tá tudo aí nos nossos anais, tá aí, tá tudo aí nas nossas atas. etc. Né?
Eh, não sei separar qual que é foi melhor, pior. A gente vai fazendo muito bem. Eu acho que a aquisição da revista indexada foi um avanço muito grande pra academia, meu modo de entender.
Gostaria de chamar outra vez a acadêmica Vânia. Antes de formular a minha pergunta, eu gostaria de dar ênfase o quanto nós estamos conhecendo os membros da vida do Luiz Augusto. E hoje e a no momento eu vou te perguntar, Luiz Augusto, é retrato de Dória Grey, qual mensagem que você enviaria aos estudantes de medicina para tornar a prática médica um ato mais humanístico?
Eh, essa sempre foi uma pergunta muito importante e hoje, mais do que nunca, eu acho que ela é muito importante. Apenas eh eu quero inverter um pouquinho. Eu acho que não é a atuação dos acadêmicos, dos estudantes.
A gente tem que perguntar o que que o professor pode fazer para isso. o que as faculdades podem fazer para isso e o que as universidades podem fazer para isso, tá? Eh, eu sempre falo, eu não preciso ir lá atrás na época do do chamanismo e de outras práticas, né, de do pagelança, não.
Vamos fim da época que eu conheci para cá meu pai, depois eu fazendo medicina, eu quando me formei, o que é que a cardiologia tinha para meu exercício da medicina? Além da namnese, o exame físico, eletrocardiografia, a X de tórax e eh uns poucos exames eh laboratoriais. É o que eu tinha, né?
E outros tinham. Hoje a a coisa, o avanço foi terrível. Aliás, o avanço da medicina ele começou a se acelerar foi depois da Segunda Grande Guerra Mundial, né?
ele vem se acelerando. A medicina antiga era mais eh arte e nas dobras da arte humanismo. E a ciência e tecnologia eram muito pobres, muito pobres.
O médico tinha pouco recurso para para fazer um diagnóstico, né? Tanto é que existe um existe um um um dizer, né, eh medieval que não tem autor, portanto, é autor eh eh como é que é que não tem autor, como é que chama? Apócrifo.
Apócrifo, né? Que dizia que o eto do médico não é a cura, é a misericórdia. Quer dizer, é médico tendo pouca, né, condição de tratar e curar e às vezes também condição de prevenir.
Era muito menos que hoje, não tinha vacinas, essas coisas. Eh, então ele tinha que exercer o quê? O exercício da compaixão, né, de se sentir no outro.
Então, a arte médica era muito mais hipertrofiada. do que a ciência médica. Mas os tempos, né, como já disse, hierárqu flui, as coisas vão mudando e vão mudando e sempre seguindo, né?
Não tem nenhum rio que vai fluindo, ele flui pro mar, ele não volta a sua nascente. Então a gente vai acompanhando isso. E o que que tem vem acontecendo e é natural que eu acho que aconteça.
A ciência e a tecnologia evoluíram muito, tá? E isso eh venho trazendo a arte da medicina junto com o humanismo, ele vem eh de certa forma diminuindo. Nós mesmos médicos estamos contribuindo para isso, porque a tem tecnologia fácil.
Hoje o médico tem um sopro no coração, tem isso que aquilo, achou só um sopo, ele vai logo e pede um eco e o eco resolve para ele, né? Eh, antes não era assim, você tinha que conversar muito, você tinha que tocar o paciente, examinar muito, né? Eh, as coisas vão mudando.
Agora, mudou para pior ou melhor? Bom, se eu olhar aqui no Brasil a expectativa de vida no início do século XX, que era de 34 anos, 34 anos, e vê a expectativa de vida que nós temos hoje, né? No início do século XX, o Brasil tinha 20 milhões de habitantes.
Hoje nós temos 213 milhões de habitantes. Então, apesar de ter aumentado tudo isso, a expectativa de vida de hoje, se não fosse, hoje tá em 76 anos, mas se não fosse a COVID podia est em mais. Então, alguma coisa eu tenho que reconhecer que melhorou, tenho que saber que a tecnologia veio pro bem.
O que a gente precisa é fazer a nossa parte, né? A nossa parte de de não deixar morrer ou ou tudo vai se vai mudando. Pelo menos o médico tem a o que hoje é muito falado, né?
A inteligência artificial ao seu lado, sem ele perder um certo protagonismo. Por que que ele pode ter isso ao seu lado? Porque a máquina, né, com tudo que tem aprendizado de máquina, big data, essas coisas tod, a máquina não tem consciência, pelo menos por enquanto, tá?
A máquina não tem consciência, você programa, vai cada vez melhorando os programas, ela vai fazendo, a consciência é nossa. Eh, então a gente tem que usar isso para poder trabalhar bem com a máquina. Eu disse, eu disse, por exemplo, por enquanto, porque há uns tempos atrás eu tive, tive uma notícia e não sei se isso é possível, se é absurdo, que no Vale do Silício, lá nos Estados Unidos, eles estão eles estão trabalhando para adotar a máquina de consciência.
Aí, se isso for possível, eh, eu acho que é a morte do médico. A máquina vai ter muito mais capacidade de fazer tudo. Infelizmente vai ser isso, mas as outras gerações que vão surgindo vão se adaptando a isso, né?
Darv já dizia que a vida é adaptação. Quem vence não é o mais bonito, não é o preto ou o branco, não é o rico ou pobre, etc. É quem vai se adaptando à circunstância.
Eh, eu eu penso que a gente deve transmitir aos nossos acadêmicos de medicina que eles não são onipotentes. Tirar a onipotência que foi implantada na classe médica, desde o momento que nós colocávamos, os homens colocavam uma bônia com a cabeça careca, eram os poderosos. E quando a gente entra numa ambulância, chegou o poderoso, tarará, tarará.
Isso trouxe pra gente onipotência. E o ato médico tem que ser humanizado. Agora, já que você falou inteligência artificial, eu vou passar pro Eduardo, porque exatamente o Nani quer falar sobre isso.
Pois é. Eh, queria então pegar esse gancho aí da inteligência artificial. Quer dizer, na verdade, a inteligência artificial, ela já vem acontecendo nas nossas vidas antes do início desse novo milênio.
Nos anos 90, nós já tínhamos celular, por exemplo, e muita coisa de inteligência artificial vem dessa época, então já não é tão recente assim. Mas a partir desse novo milênio aí, nos principalmente nesses primeiros 25 anos desse século, a inteligência artificial ela avançou muito. E eu acho, professor, que há uma certa incompatibilidade do exercício da medicina.
humanística com a inteligência artificial. Mas a coisa tá acontecendo, nós vamos ter que acompanhar isso, né? Então, a minha pergunta, você falou, por exemplo, na revista, né, na pouca visitação do site da academia, é justamente isso.
Como você prevê a inserção da academia nessa nova era aí da inteligência artificial? Eu acho que a inteligência artificial usada com estes propósitos, ela funciona magnificamente bem, mas da medicina eu tenho as minhas dúvidas ainda. Então a minha pergunta é essa, como você prevê essa inserção aí da academia na inteligência artificial?
Bom, primeiro eu queria lembrar o seguinte, que existe também um um ditado ou um aforismo, como queiram, eh, que eu não sei quem é o autor, é tipo apócrifo também, que diz que o ofício do futuro é incerteza, né? Eh, nós nós vivemos a incerteza, aliás, a medicina tem muito de incerteza. Em 1900, quando tava começando a física quântica com Max Plunk, eh, se era o Willam Rosler, aliás, antes de 18 e em 1900.
A fântico começou em 1900, mas não do jeito que é hoje, era para a emissão de calor de energia por gases aquecidos. Antes disso, em 1890 e pouco, ser William Rosler, todo mundo conhece, ele ele disse uma coisa que é famosa e que todo mundo repete: medicina é ciência das incertezas e arte das probabilidades. Ora, e a física, a medicina clássica sempre acompanhou a física clássica.
Ou seja, era uma relação, uma uma relação de raciocínio lógico, de causa e efeito. Era uma questão de causalidade, né? Você ia montando as peças de um quebra-cabeça, etc.
, até fazer uma a figura a figura do diagnóstico. Eh, depois que apareceu a ordem, mas a incerteza entrou na física quântica em 1927. Eu já escrevi sobre isso também exatamente nesse nosso livro que é Encantos Guardados.
Ele entrou em 1927 com um jovem, um jovem eh físico teórico alemão chamado Werner Heisenberg. Na época tinha 26 anos e foi ele que colocou o princípio da incerteza, né? Era uma um princípio físico que dizia que eh uma partícula em movimento você não podia determinar ao mesmo tempo e com segurança a sua velocidade e a sua posição no espaço.
Então isso revolucionou muita coisa. Ele revolucionou não só a física como a medicina. Mas a medicina ainda continuou sendo uma medicina clássica cartesiana de causa efeito.
Mas a essa essa coisa trouxe pra medicina as a questão da probabilidade, né? A estatística, os desvios, padrões, vem tudo eh dessa época. E então si ser William Osler, na verdade ele foi muito profético, né?
sem ser físico, deu uma definição quântica para pra medicina. Eh, isso já então vem ao longo do tempo. A a o a como é que chama?
Inteligência artificial. O a inteligência artificial não. O que que precedeu a inteligência artificial?
que eu queria dizer, eh, a questão de computadores, essa criação de da informática, ela começou na década de 30, até onde eu sei, não sei se pode ter sido hoje, mas começou, eram enormes computadores que ocupavam espaços enormes e ela veio progredindo, né? E depois veio a Segunda Guerra Mundial, como eu já disse antes, o progresso e hoje você tem essas coisas aí, né? Porque antigamente se comunicava por fumaça, depois com os telefones muito rudimentares e hoje em qualquer lugar do mundo você se comunica com todo mundo, né?
A o a as mensagens por correio, por exemplo, eh são muito limitadas hoje em dia, mas você pode passar um zap ou um e-mail, etc. , que é imediato, inclusive. Então, a coisa eh mudou muito.
E a a da inteligência, a pergunta era inteligência artificial, né? A inserção da ACAMERGE, né? Eh, penso que a inserção não é só da Camerge, é a inserção da humanidade, né, nessa coisa de de inteligência artificial.
Então, eh, essa incerteza é certeza de todo mundo que vai acontecer muita coisa ainda, né? A gente não tem dúvida. a gente olha para trás, a medicina que eu comecei a fazer e a medicina que faz hoje já é muito diferente e tudo é muito diferente.
As comunicações são diferentes. Daqui a mais 30, 40, 50 anos vai ser vai ter coisa que hoje aqui a gente nunca imaginou certamente, né? Então, a academia é aquela coisa, tem que se adaptando, as academias têm que se adaptando eh ao que a inteligência artificial for promovendo.
E e e assim aproveitando, por exemplo, já temos um exemplo recente, nós tivemos o simpósio, aquele simpósio comemorativo da dos cinquentenários da academia em 2 dezembro do ano passado. E todos os assuntos tratados nesse simpósio tá sendo transformado em artigo para fazer um livro. Então, por exemplo, todo mundo lá, vários participaram lá, tudo que você falou foi jogado no chat, chat G GPT e o chat transformou aquilo em um artigo.
Eu não sei dos outros que aconteceu, já me remeteram a parte que eu falei, eh, o que que a inteligência artificial fez ali? Ela ordenou a minha fala, porque você falando é uma coisa, a linguagem falada, a linguagem escrita é outra. Ela ordenou a minha fala, dividiu em tópicos.
Agora, ela não colocou muito eh exatamente em termos de escrita que foi dito, tá lá, tá muita coisa do do que do jeito que se fala e não do jeito que se deve escrever. Então eu eu recebi isso e tô colocando nos termos então de um artigo mesmo para para ser publicado e alguma coisa que eu acho que eu possa inserir eh eh que tem espaço suficiente, eu eu posso inserir, etc. Então isso é uma coisa que não é de muito tempo, né?
Ninguém imaginava uma coisa dessa. E e o computador não é que vai inventar, mas ele vai te aprimorar a escrita. E assim vai para para exatamente pras academias.
Vai melhorando isso, vai melhorando a comunicação. Eu não sou pessimista não. Eu acho que o homem sempre foi o homem e com boas e más qualidades, que a gente deve procurar aprimorar as boas qualidades, né?
e vai, homem e máquina vão se ajustando. Eh, todo mundo sabe que hoje a gente tá com muit tem muitos estudos, né, a respeito disso, da inteligência artificial na na saúde. Tem saído muita coisa com relação a isso.
Eh, vou fazer um paralelo. A pandemia foi muito ruim, mas nós aprendemos muito com a pandemia. Exato.
E nós vamos aprender muito ainda com a inteligência artificial. Com certeza. como último eh argumento argumentar para argumentar o professor é você o acadêmico mentel.
Eh, eh, até fico emocionado porque deixaram me deixaram por último, porque depois de tanta eh depois de tanta resposta espetacular e bonita que nosso entrevistado deu, especialmente essa última com a pergunta do Nani, eh, a gente passa pela cabeça essa como era a medicina, né, daquela época em que Luís Augusto se formou e como ela é hoje. E passa também a importância do do médico se adaptar à modernidade sem perder a sua capacidade de resolver os casos. Eh, e eu pergunto, eh, eu pergunto a responsabilidade pessoal, né, sem num local onde ele não tem acesso algum, porque hoje nós temos acesso a essa tecnologia qualquer cantinho do mundo com aparelhinho celular.
Mas eh para um homem que viveu no a medicina do da década de de 60 e hoje eu pergunto, pode lembrar qual foi o caso de maior dificuldade de diagnóstico que já lhe passou e com e com qual foi o caso que mais te preocupou na carreira? Eh, antes, lembrando umas coisas que a gente já falou aqui, tá dando um complemento. Ah, eu disse ali atrás que nao passado, na era medieval, eh, existia esse aforismo de que o etos do médico não é a cura, é a misericórdia, porque ele tinha pouco recurso para tratar e curar, mas tinha eh muita maneira de fazer uma medicina eh de compaixão, né, de de empatia com o próximo.
Hoje em dia, eh, completando aquela lingu aquela fala anterior, a gente tá talvez esteja praticando esse aforismo, ao contrário, diz dizendo, podemos dizer que o etos do médico é a cura, não é a misericórdia. Esse é o ideal também, não. O ideal é exatamente a gente poder, através do nosso pensamento, da mente humana, eh, fazer as coisas equilibradas.
Então, talvez a gente pudesse alcançar o ideal da medicina e poder dizer o etos da cura, o etos da medicina é a cura e é a misericórdia. as duas coisas. Isso seria o ideal.
Se vamos conseguir, né? Não sei. Mas o ideal eh seria isso.
Com relação aí à pergunta sobre o caso que foi mais complicado para diagnosticar ou algo assim? Mais te preocupou? Mais me preocupou.
Quer dizer, eu não sei bem. Eu no início da minha vida médica, eh, eu assim, genericamente, eu sou fui, o meu pai era médico da família toda e eu herdei depois dele isso. Eu comecei a ser médico da família toda.
Então, eu ainda era acadêmico de medicina quando meu avô materno eh começou a ficar doente com essência cardíaca e outras coisas. Eu me formei e continuei eh tratando dele. Eh, para mim era muito difícil, eu gostava muito desse meu avô.
Eh, mas continuei transplando dele. Então eu tive a dificuldade, não é só do diagnóstico, ele tinha um quadro que fosse como se fosse uma miocardiopatia congestiva que dava para diagnosticar naquela época. talvez desse para avançar mais um pouco hoje, né?
E muita arritmia e tinha muita extracisto ventricular e outras coisas. O fato é que foi levando, ele morreu 8 anos depois que eu me formei, em 1971. Aqui em Niterói também quando ele vinha, ele consultava com Valdemar Vanderlei, que acompanhou ele aqui há algum tempo.
Eh, eu era muito eh chegado próximo do Valdemar. e a gente combinava bem as coisas. Eu acho que isso para mim não é que tenha sido difícil, mas foi complexo, entende?
Eh, viver com isso. Da mesma forma que agora eh nessa década de 2010 para cá, em 2011 meu pai morreu, em 2012 minha mãe morreu. Eu tive felicidade de ter pai eh por 71 anos da minha vida.
e ter mãe por 72 anos da minha vida. Quer dizer, é, eu me emociono, mas eu não sou triste por causa disso, entendeu? Eh, eu acho que eu fui um aquiado.
Agradeço a Deus isso aí. Então, essas coisas que para mim, eu cuidei muito do meu pai, da minha mãe, n sabe, n tratou deles aqui, sai para cá, interno no um hospital, interno no outro hospital, levo para minha casa e porta romes melhoraram, eles gostavam no cantinho deles lá em Minas, volta para Minas. Então, essa essas coisas foram foi muito difícil eh eh trabalhar, né?
Trabalhar com isso. Acho que é um pouco complicado, não é? Tanto de fazer o diagnóstico em si, né?
Por exemplo, uma coisa que me aconteceu, que eu acho que que é importante dizer que eu trabalhei no antigo IAPC, Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários. Eu atendia, entrei ali, o ambulatório era ali naquele ali no centro, naquele edifício Arariboia. E o APC, é incrível falar isso hoje, né?
Eh, mas é verdade. O IC só internava caso cirúrgico, ele não internava caso clínico, não internava. Então eu como cardiologista pegava doente aliência cardíaca congestiva, coisa grave, tinha que tratar em casa.
Então eu ia sem ônus pro paciente, eu ia na casa tocar isso. E tem até uma história muito interessante. Eu tratei alguns casos, alguns casos de endocardite infecciosa em casa, usando os antibióticos que tinham naquela época e os doentes ficaram bom.
Então eu acho que o que o meu pai falava que na roça não tem micróbio, eu acho que aqui também naquela época os micrób eram muito bobinhos, que morria com com uma penicilina só, com mais outra coisa, mas é a gente tratar em casa, não é que o diagnóstico fosse difícil, mas tratar até institucionalmente era difícil, porque você não podia internar esses pacientes. Eu acho que passa por aí. Bom, finalizamos então as perguntas dos entrevistadores e eu queria fechar esse momento de grande importância pr pra academia.
Pera aí. Eles ainda têm direito de fazer alguma pergunta? Não, cada um fez duas.
Não, mas depois eles tem pode fazer de improviso. Ah, sim, sim. Então, que se algum de vocês quiserem fazer pergunta de improviso, eh, há mais ou menos 20 23 anos, era até aniversário de 15 anos da minha filha, nós fomos fazer uma viagem e eu li num um cartaz, uma propaganda num metrô uma propaganda no metrô que dizia uma frase que eu guardei até hoje, o sonho é a mais bela forma de lucidez.
Então eu pergunto ao ao Luís Augusto, ele qual é o sonho que ele tem para o futuro da academia? O sonho que eu tenho p desprevenida, mas eu acho que assim, o sonho que todos nós devemos ter, não só eu sou, eu acho que deve ser comum, é que a academia cresça, mas principalmente que a academia cresça amistosamente, de uma convivência social gostosa. eh priorizando uma série de coisas e não uma única coisa.
Tá aí medicina é ciência e arte. Então vamos fazer ciência, mas vamos fazer também arte na academia. Estamos programando agora, talvez consigamos, por exemplo, no mês de junho, fazer um evento junto com a Associação Médica e com a Academia Fluminense de Letras, onde vai entrar música, vai entrar poesia.
o o acadêmico que quiser vai participar de uma, de outra, de outra. Eu acho que isso é uma coisa boa, né? Não é viver só de no hospital, ver doente grave.
Isso hoje em dia se fala muito em born bornout de médico, né? Eh, eu não sei se isso é muito, no passado não se falava, não sei se hoje as coisas mudaram ou se é porque aparece certas coisas que à vezam moda, mas eu não acredito. Eu acredito que essa vida moderna também eh tem muitas coisas boas, mas também é muito estressante.
Então, o que eu espero das academias é isso, que elas eh sejam os membros, sejam mais próximos, mais amigos, não é? Eh, que usem de muita sinceridade. Eu acho que a sinceridade na vida é muito importante e que a gente possa eh, dentro disso conviver bem.
Acho que a academia fazendo isso, se aproximando de outras de outras fontes de cultura, né? Eh, eu acho que eh seria seria o ideal. Alguém mais quer fazer você?
Eu queria fazer uma sugestão que nós terminássemos essa entrevista com essa pergunta do professor Cimer. Qual é o sonho que nós temos pra academia? Eu tenho um.
Eu acho que o crescimento eu acho que todos nós queremos. Mas por outro lado, eu vejo que pra gente crescer, a gente tem que ter uma identidade própria. E meu sonho é que a academia tenha uma sede própria da academia.
Então, acho que isso vai identificar a academia no cenário nacional. Eu acho que a gente não cresce sem ter uma identidade própria. Então esse é o meu sonho.
Não sei qual o da senhora, professora. Qual é o seu? Eu sonho muito e às vezes sonho muito alto, Nani.
Eu tenho sonho. Eh, eu vejo o sacrifício que a academia faz, né? e que todos nós sofremos um pouco, eh, com a falta de uma, para começar a identidade, né, que a gente teria que lutar por uma sede própria.
Não sei se tô pensando muito alto, às vezes acho que sim, mas é um sonho que eu tenho. Pimentel, tem alguma pergunta? Olha, uma pergunta, né?
Você você tá sonho. O tema agora é o sonho, né? sonho.
Eh, eu acho que é natural que todos sonhem com isso, porém é uma coisa complicada o custo de se fazer isso. Eu tô aqui do lado de um tesoureiro que deve estar se coçando, né? Eu mesmo andei procurando imóveis aí abandonados e de todos que eu achei, nenhum servia, porque a eu só vejo como possibilidade uma doação, né, uma uma entrega de um de um prédio, porque é muito caro comprar, é muito caro montar e a gente precisaria de ter uma um apoio muito grande para isso.
É difícil, né, de realizar uma coisa desse tipo, né? Por exemplo, eh quem que arranjou aquele prédio pra academia eh eh de medicina do Nacional? Foi foi um grupo de médicos que formaram e compraram aquilo ali, não?
Então é é é um caminho, né? Valdeni para construir isso aqui implorou dinheiro de todos nós na época, né? Por isso que meu nome tá lá naquela placa, porque todo mundo dava dinheiro naquela época para Valdenir construir essa casa.
E eu me lembro que a minha sogra morava em frente num prédio aqui de quatro andares. Isso aqui era um um matagau. Era um terreno vazio, cheio de mato, que uma vez me me deu uma pneumonia ali, uma chamavam de basite, né?
O Dr Bunamã. Porque eu fiquei debaixo de um carro abandonado retirando o motor dele, porque ele era motor era o mesmo da minha Fiat conversível na época italiana lá. Então, eh, isso 1900 e 68, 69 e tal.
E Valdeni conseguiu ficar de de colega em colega e pedindo dinheiro e foi e isso aqui veio. Foi uma luta muito grande. Na idade que nós estamos aqui, eu não sei mais se alguém tem gás para uma luta desse tipo, né?
Vamos, vamos ver o nosso, nosso tesoureiro, o que que pode falar. É, não, no momento é muito complicado. Se depender da do financiamento que nós temos hoje, é praticamente impossível, a não ser doações.
Bom, eh, deixa deixa eu dar uma uma coisa aí que é eh me lembrei do Martin Luther King, a Rav Dram, não é isso? Eh, é o meu o meu sonho, né, que embora a academia seria bom ter uma sede própria, mas não é um sonho material. O meu sonho é um sonho mais de convívio social, que a gente possa conviver bem, entendeu?
Que não tenha falsidade, que não tem a hipocrisia em nosso meio, entendeu? Que a gente possa trabalhar por bem da sociedade. Eu acho que nós que somos médicos, fomos muito privilegiados.
Nós alcançamos eh muita coisa e acho que muita coisa a gente pode devolver paraa sociedade. Eu procuro fazer isso. O Nani sabe que fui eu que criei no Antônio Pedro os ambulatórios de especialização e todos os professores iam pro ambulatório de especialização.
É, na verdade sobrou um ambulatório que ninguém escolheu e nem era muito o meu gosto na época que era hipertensão arterial. Eu fui fazer o laboratório e eu permaneci nesse laboratório de 1985 até me aposentar, quase 20 anos, eu eu fiz esse esse ambulatório, acho que é uma maneira de você devolver eh alguma coisa eh para para, né? Acho que e esse sonho eu sempre tive, né?
você não consegue realizar tudo, né? Eu lembro, por exemplo, de um professor que nós tivemos lá na na UF de cardiologia, o professor Paulo Fender, que era uma inteligência brilhantíssima, comente brilhante e um grande poeta. E ele tinha uma quadrinha dele que dizia assim: "Vem cá meu coração, ó velho amigo.
Vamos ao cemitério hoje finados. Tantos sonhos nós temos sepultados, sonhos de amor que eu já sonhei contigo. " É, então a gente tem sonho.
Sepul. Eu acho que a gente tem que trabalhar para que a nossa vida não seja um cemitério de sonho. A gente tem que realizar sonho.
Nem sempre é possível. Então, com relação a essa parte de de gostaria de ter uma sede própria, mas como falou aqui o nosso tesoureiro, nós não temos condição hoje, né, de ter, nós temos que procurar melhorar o que nós estamos aqui dentro, né, conseguir coisa melhor. Eh, eh, isso aí, porque isso já teve.
Eu quando na primeira gestão fui na na prefeitura várias vezes, a primeira dela logo depois de eleito, eh, ainda não tava nem era mês de dezembro, eh, o presidente, eu já tinha tomado posse, mas o presidente até 31 de dezembro era o acadêmico ao Vicente Visela Chaca. E nós fomos juntos lá na prefeitura para pleitear que a prefeitura conseguisse um local para nós termos eh a nossa a sede da nossa academia. Aí conversamos lá com muita gente, secretária e tal, mandaram a gente protocolar um pedido.
A gente fez eh escreveu o pedido, protocolamos. Dona L entregou isso lá na prefeitura. Passado uns tempos, não vinha, não vinha, não vinha.
Nós faz favor, vai lá na prefeitura ver o que que tá acontecendo. Levou o protocolo, perderam o processo. Perderam o processo.
Ah, faz de novo. Fizemos de novo. Passou o tempo, nada, nada, nada.
Perderam o processo. Então é, é um negócio complicado, né? É, além do mais, o que eles têm às vezes aí para para doar é são prédios muito deteriorados ou só terreno.
Então você tem que ter muito dinheiro, né, eh, para poder construir. Na minha gestão anterior, o ex-reitor José José Raimundo Martin Romeu, ele tava como presidente da Pestalose. Então ele ele um dia eu fui lá fazer uma visita a ele, me mostrou aquelas dependências, aquilo tem coisa lá para dentro que a gente olha de fora não imagina, entendeu?
Então, fomos lá na na pestalose, eu fui lá e ele ofereceu um espaço imenso pra gente colocar a academia lá. Mas a gente tinha que fazer bastante obra, né? Não era uma coisa que tava chegar e tinha que fazer, mas é um local ótimo, é apasível, estacionamento imenso, não tinha que se preocupar com estacionamento.
Se tivesse que fazer alguma festa, eles lá tem um salão, não é uma coisa maravilhosa, mas tem um salão que você pode fazer muitas solenidades, mas eh não tinha dinheiro. E além do mais ficou uma preocupação. Hoje ele é o presidente, amanhã entra outro e sisma que não é bem assim.
Então são são essas dificuldades que infelizmente a não tá acontecendo. Mas eu queria antes de encerrar ou tá aberto para outras perguntas e lembrar uma coisa que eu falei que eu podia esclarecer depois é sobre o incêndio do circo. Eu vejo e muitas e eh coisas publicadas na internet contando uma uma coisa da história do circo que não corresponde a a verdade total completa, entendeu?
Eh, quando eu já disse, quando eu tava eh no quarto ano de medicina, no final é que eu 17 de dezembro de 61, 1961 que o se o circo incendiou. O Antônio Pedro tava fechado. Eu vejo muitas pessoas falar ali porque era por greve de funcionário, não era?
O Antônio Pedro estava funcionando, fechado pelos acadêmicos. Nós tivemos uma reunião na policlínica. É, hoje, hoje faculdade de odontologia.
Tivemos uma reunião lá porque tava todo mundo insatisfeito, porque o hospital que era municipal na época não tinha doente, quase para você ver, não tinha remédio. Dr Mululo da Veiga, que foi um médico tradicional na cidade, colocava na enfermaria uns armáriiozinos que ele levava amostra grátis para dar pros pacientes internados. Para ter uma ideia, Antônio Paulo Coelho fazia a mesma coisa.
O Dr Quinuste, que era professor de ortopedia, levava as coisas para lá. O hospital era eh tava uma coisa, não era nada. Seia naquela no a divisão que tem hoje, né?
eram imensas enfermaria, tinha dois, três doentes. E os professores, que a maioria era do Rio, eles não se importavam muito com isso, que era mais interessante para eles, que nós atravessássemos a barca e fôssemos ter aula na Santa Casa, no Moncovo Filho, no no Souza Aguiarão. E a gente queria a medicina eh feita aqui em Niterói.
Então, a gente vinha vinha reivindicando isso. Na na época eu era um membro qualquer do diretório, não me lembro mais o quê, mas era um membro. Aí nós fizemos essa reunião na polquí e resolvemos que devíamos fechar o hospital.
Saímos dali numa espécie de uma fila indiana. Fos pelo centro chegar aqui no Antônio Pedro, entramos lá, fechamos o hospital. Tinha pouquíssimos doentes, tinha mais doente na maternidade.
A gente conseguiu transferir os doentes para outros. outros locais, né? Isso foi em princípio de dezembro de 61.
Transferiu e fechou, botou botou corrente, tal. O hospital tinha menos, menos locais para você entrar. Hoje tem mais, né?
Ah, e aí a gente fechou o hospital, ficou aquele impasso, hospital fechado. A gente conseguiu com na época era senador Ramaral Peixoto, ele se dispôs a levar um grupo de acadêmicos paraa Brasília para lá conversar lá como é que podia resolver. a gente foi, eu não fui porque tive um problema, pareceu uma sinusite grave, eu não fui, mas outros foram lá, ou seja, o hospital tava fechado por causa desse movimento dos acadêmicos.
Greve de funcionário foi uma etapa seguinte que a gente teve que ir funcionar o pronto socorro no hospital psiquiátrico de Jurujubo. Aí sim, aí foi greve dos acadêmicos do dos funcionários. Mas aqui que o outro foi que a gente entrou no hospital, fechou o hospital e às vezes até vinha a conversa, o governador mandou a polícia vados hospital, a gente tava enchendo os sacos de areia e botando, foi coisa de guerra, botava ali em frente das portas principais do hospital, mas aí veio o incêndio do circo, né?
E eu fez abrir, né? porque tinha que deixar. Ninguém obstou Abreu.
Mas o que naquela época que aconteceu foi isso. Alguém mais? Bom, eu posso falar do meu sonho, né?
Quer dizer, eu gostaria o seguinte, que nós deixássemos de ser imortais, místicos, porque tem muita gente que acha que academia nós somos imortais para tomar o chá das cinco ao modelo da nacional. o que não acontece aqui conosco. Então eu queria exatamente o que tá acontecendo, que a gente saia da imortalidade mística e passa, possamos ser uma imortalidade real, tendo as nossas sessões científicas, transmitindo o nosso conhecimento, fazendo curso, enchendo essa sala de alunos de medicina e de outros profissionais, que a gente não fique só com médicos, nós não podemos trabalhar sozinho.
Então não adianta ser imortal místico e não ter o pé no chão. Eu quero que a academia tenha o pé no chão. E eu queria terminar esse evento agora dizendo o seguinte: e Luís Augusto, assim eu tenho a intimidade de chamar, teve uma importância muito grande na história da minha vida.
Luiz Augusto foi o cardiologista da mãe de Wilson e do pai de Wilson. Eh, a mãe, seu Hernâ e dona Celina. Dona Celina viveu 97 anos porque ela obedeceu dois médicos nessa cidade, um que era o Luís Augusto e outro que é o Dilsa Vital.
Tudo que a Odilza mandava fazer, ela fazia. Tudo, tudo, tudo, exercício, pintar cabelo, tudo e tudo que Luís Augusto eh fazia. E seu Hernani também.
Seu Hernane morreu comigo, Luiz Augusto, do lado no centrocárdio tranquilamente. Então ele teve um papel muito importante nas nossas vidas. E eu fui a primeira primeira médica a entrar nessa academia.
Eu entrei em 1994. A minha posse foi no teatro da UF. Olha só a importância que era naquela época.
Mas o guast que eu trabalhei anos e anos com guast anatômico, que eu comecei minha carreira acadêmica na neuroanatomia, na na anatomia pela odontologia, eh ele nunca nunca me trouxe para cá. Quer dizer, quando o Luís Augusto veio, ele me trouxe. Claro que naquela época também eu tava muito ocupada fazendo milhões de coisa maluca na demência, na geriatria, criando, inventando coisas.
Meu tempo era muito menor. Quando Luiz Augusto entrou, eu já tava realmente com tempo maior. Mas quem me trouxe de volta para cá mais participativa foi o Luís Augusto.
O Gua não conseguia me trazer, eu nunca tinha tempo. Então eu acho que o Luiz Augusto nas minhas histórias de vida tem uma importância muito grande. Ele era muito querido pelo Wilson, pelo pai, pela mãe e ele traz, vou tornar a repetir o a o atendimento humanizado ao seu paciente que ele aprendeu lá atrás naquela cidadezinha do interior com aquele médico da cidade, aquele médico de família real.
Então eu queria agradecer a participação, meu tá? Eu queria agradecer muito a participação. Eh, é importante que a gente faça isso, sim.
É importante que que não se que que a visibilidade da academia seja feita, não a sombra da nacional. Quer dizer, a cidade do Rio de Janeiro que fez uma academia. Quer dizer, isso é para isso é por quê?
Porque a sede da estadual tá em Niterói. Isso é querer desqualificar a nossa cidade em Niterói. No entanto, gente, eu trago na minha vida uma história de reconhecimento dessa cidade Niteral, Niterói, não só do Brasil, internacionalmente, sempre, sempre aonde eu fui que levava em Niterói, a respeitabilidade dessa cidade é muito grande.
E o Rio vai e faz uma academia do Rio de Janeiro. Eu queria agradecer e a importância de estar aqui hoje, Luís, como sua vice e fazendo essa entrevista com você. Eh, agradecer a todos.
Como eu disse aqui, eu escolhi pessoas que têm eh o seu brilho próprio, mas que principalmente são meus amigos. Eh, e eles estavam à vontade para fazer a pergunta que quisessem. Fizeram a pergunta.
Se alguém ainda quer perguntar mais alguma coisa, pode, pode perguntar. Ainda nós temos um tempinho, mas o principal que eu quero agora é exatamente agrade agradecer a presença de todos e lembrar uma coisa. Eh, essa essa memória da Camerge, ela foi feita exatamente para preservar a o que é as coisas, né, do passado e para ajudar a projetar o futuro.
Na mitologia romana tem uma espécie de Deus chamado Janus. Yanus, qualquer coisa parecido, que ele é ele tem, ele é biface, ele tanto olha uma face paraa frente como para trás. Ele é retratado na face que olha paraa frente, jovem e na na face que olha para trás ele é retratado velho.
É, eu acho que a academia é mais ou menos deve ser assim. Ou seja, você para construir o futuro, você tem que olhar para trás. E o passado hoje aqui, nesse momento, nós somos presentes.
Na hora que terminar essa reunião, isso aqui que aconteceu já passou a ser passado. E e tem muita gente que não, o que passou passou, vamos fazer. Não, não é o que passou passou.
Eh, o que passou tem que ser analisado. O que que eu fiz, o que que eu acertei, que que eu rei, o que que ficou, o que que eu vou usar para eh tentar fazer alguma coisa melhor, né? sempre melhor eh lá paraa frente.
Então, eu quero dizer que eu tive um prazer muito grande estar aqui hoje e lembrar que eu estou dando essa entrevista não é uma questão de preferência por ser o presidente da CAMERG, né? Eh, a memória da Camerge foi idealizada para entrevistar primeiro os fundadores. E nós os ainda tem fundador vivo que não eh foi entrevistado, mas não é por por questão nossa, é por causa dos de saúde, de outras coisas desses fundadores.
Aí nós passamos depois a entrevistar quem entrevistamos os presidentes vivos, já entrevistamos o acadêmico Vicente Visela Lacia Chaca, que foi uma bela entrevista, agora estão me entrevistando e a seguir ainda tem o presidente Luís José Martin Romeu Filho, é o próximo, e depois Antônio Luiz Araújo. Então, eh, isso aqui não é nenhuma preferência por pelo fato de eu ser presidente, é a ordem natural das coisas, tá? Mais uma vez agradeço.
Não posso esquecer de agradecer a dona Lita lá, que tá aqui na na faculdade há muitos e muito faculdade, na academia há muitos e muitos anos, né? Eu quando entrei na academia, a a secretária era a dona Maria Helena, né? Mas logo ela faleceu e aí dona Da, veio, então tá esses anos todos conosco aí.
Ela é sempre muito eficiente, né? Ela adivinha os pensamentos que do que a gente precisa. Eu quero agradecer também o Carlos, que eu tive o prazer de estar com ele junto nos nossos eventos lá no Nab.
Ele foi o responsável para mim, por me apresentar aquela figura doce que é o professor da Marceno, que é o presidente ou diretor, não sei qual o termo seria, lá do Nab e que nós passamos a fazer eventos lá, porque lá é um lugar bom. uma acústica boa e acolhedor e também fica muito mais em conta paraa academia. Todo mundo sabe disso.
Então a gente juntou o útil, o agradável. Quero dizer que a gente indo lá pro nave, eu agreguei mais dois bons amigos, o professor da Maceno e o Carlos. Então muito obrigado para todos.
Se alguém ainda quiser fechar, tá à vontade, né? Né, Vilma? Não.
Então nós encerramos e agradecemos a todos. Muito obrigada.