Hoje você vai conhecer a história completa do livro de Daniel de uma forma que talvez nunca tenha visto, sem filtros e sem enrolação. Fique até o final e tenho certeza que a história desse poderoso livro vai mudar algo na sua vida. [Música] Jeremias avisou. Isaías gritou nos portões. Ezequiel viu em visões o que ninguém Queria crer. O juízo estava vindo não por causa da força dos inimigos, mas por causa da corrupção do próprio povo. O sagrado foi profanado, o pacto foi quebrado. E Deus, o Deus de Israel, se levantou como juiz. Então os portões de
Jerusalém se abriram, não para a glória, mas para o exílio. No terceiro ano do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, os céus não responderam ao clamor da cidade santa. A Babilônia, sob o comando implacável de Nabuco Donozor, veio como um rio em cheia. O rei de Judá foi entregue em suas mãos, não por estratégia militar, mas por decisão divina. O Senhor permitiu que o inimigo tomasse a cidade, o templo e até os utensílios sagrados que foram carregados para a terra de Sinear, o antigo nome da Babilônia, onde seriam guardados na casa Dos falsos deuses. Ali
começava o exílio, mas entre as pedras do julgamento, Deus preservava sementes. Nabuco Donozor ordenou que seu chefe dos eunucos Aspenás escolhesse jovens entre os exilados, descendentes da realeza, filhos da nobreza de Judá. Eles deveriam ser perfeitos em aparência, instruídos em toda sabedoria, conhecedores da ciência e da cultura, capazes de servir no palácio real. A missão era clara: apagar a identidade hebraica e Transformá-los em babilônios. Não com chicotes, mas com sedução. Eles estudariam a língua dos caldeus, aprenderiam sua literatura e comeriam da comida do rei. Manjares finos, o melhor vinho da corte. 3 anos de imersão.
Depois estariam prontos para servir ao império. Entre os escolhidos estavam quatro: Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Seus nomes que traziam em si a memória do Deus de Israel foram trocados. Uma tática comum dos impérios, Mudar o nome para tentar mudar o espírito. Daniel passou a se chamar Belessazar, nome que invocava Bel, um deus babilônico. Hananias virou Sadraque, Misael, Mesaque, Azarias, Abednego era mais que tradução, era tentativa de transformação espiritual. Mas Daniel, com aproximadamente 14 anos de idade, decidiu em seu coração não se contaminar com as iguarias do rei. A comida da mesa real vinha provavelmente
de animais sacrificados aos ídolos ou Preparações contrárias à lei de Moisés. Comer dela significava abrir mão de sua fidelidade, mesmo que em silêncio, mesmo que parecesse pequeno. E Daniel sabia. A fidelidade não começa na arena dos leões, começa na mesa. Ele pediu permissão para não se contaminar. Não foi um gesto rebelde, foi ousadia com sabedoria. Deus já havia inclinado o coração de Aspenás a favor de Daniel, mas o medo ainda era real. "Se você parecer fraco ou doente, o rei me Matará", disse o oficial. Então Daniel propôs um teste. 10 dias. Ele e seus amigos
comeriam apenas legumes e beberam água, ao fim do prazo, que comparassem sua aparência com a dos outros jovens que comiam do banquete real. E assim foi feito. Ao final dos 10 dias, os quatro jovens hebreus pareciam mais saudáveis e robustos do que todos os outros. Não era apenas dieta, era favor divino. Deus deu a esses jovens conhecimento, sabedoria em toda cultura e ciência. Mas a Daniel Deu algo a mais, a capacidade de entender visões e sonhos. Ao fim dos três anos, todos os jovens foram levados à presença de Nabuco Donozor. E quando o rei conversou
com eles, entre todos ninguém se comparava a Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Em toda a matéria de sabedoria e entendimento que o rei buscava, os encontrou 10 vezes mais sábios que todos os magos e encantadores do reino. Na segunda noite do reinado de Nabuco Donozor, o rei mais poderoso da Terra não conseguiu dormir. Não por causa de conspirações, guerras ou cres do império, mas por causa de um sonho. Um sonho perturbador, tão vívido, tão real, que o sono fugiu como um pássaro assustado. O rei acordou em agonia e por um desígnio divino, o conteúdo do
sonho lhe escapou da memória. Restava apenas o terror em seu espírito. Nabuco Donozor convocou todos os sábios da Babilônia, magos, encantadores, feiticeiros e caldeus. Homens que se gabavam de ter contato com os deuses, mestres na arte de interpretar mistérios. Ele lhes lançou um desafio inédito e impossível. Dizei-me o que sonhei e depois me digam o que significa. Eles ficaram perplexos. Era comum que reis pedissem interpretações, mas nunca que revelassem um sonho esquecido. Ó rei, vive para sempre, disseram. Conta-nos o sonho e nós o interpretaremos. Mas Nabuco Donosouro os interrompeu com frieza. Vocês estão tentando ganhar
tempo. Se não me disserem o sonho, saberei que estão inventando interpretações. Só há um decreto. Ou me revelam o sonho e seu significado, ou serão despedaçados e suas casas reduzidas a monturos. O rei ofereceu uma alternativa: glória, riquezas e honra se decifrassem o mistério. Mas os caldeus foram forçados a admitir sua limitação. Não há homem na Terra que possa fazer isso. Nenhum rei jamais pediu coisa semelhante. Isso só os deuses poderiam revelar. E eles não vivem entre os homens. Foi o suficiente. A fúria de Nabuco Donozor explodiu. Ele ordenou a execução de todos os sábios
da Babilônia. Entre os marcados para morrer estava Daniel, embora ele ainda não tivesse sido chamado. Quando Arioque, o comandante da guarda do rei, foi para executar o decreto, Daniel o abordou com prudência e sabedoria. O que está Acontecendo? Por que tamanha pressa do rei? Arique explicou. Daniel então foi até o rei e pediu tempo, não para inventar respostas, mas para buscar a única fonte de revelações verdadeiras. Ele voltou para casa, chamou seus amigos Ananias, Misael e Azarias, e juntos oraram ao Deus dos céus. Não pediram riqueza, não pediram vingança, pediram misericórdia, pediram que o Deus
eterno revelasse o mistério, não apenas para que sobrevivessem, mas para que ficasse Claro quem era o verdadeiro Deus em meio a uma terra de ídolos. Naquela mesma noite, o mistério foi revelado a Daniel numa visão. E antes de correr ao rei, Daniel se prostrou em adoração. Seja bendito o nome de Deus para todo sempre. Ele muda os tempos e as estações, remove reis e estabelece reis, dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos inteligentes. A ti, ó Deus de meus pais, dou graças e louvores, pois me revelaste o que te Pedimos. Na manhã seguinte, Daniel foi
até Arioque. Não mates os sábios da Babilônia. Leva-me à presença do rei e eu lhe revelarei o sonho. Arique correu com Daniel até Nabuco Donozor, quase querendo crédito pela descoberta. Encontrei entre os exilados de Judá um homem que pode revelar o sonho. O rei olhou para Daniel, chamado agora Belazar, e perguntou com desconfiança: "És tu capaz de me fazer saber o sonho e sua interpretação?" E Daniel respondeu com reverência e coragem: Não há sábio, nem mago, nem adivinho que possa revelar ao rei esse mistério? Mas há um Deus nos céus que revela mistérios. E ele
mostrou ao rei Nabuco Donozor o que há de acontecer nos últimos dias. Daniel então revelou o sonho. Tu, ó rei, estavas olhando e viste uma grande estátua, impressionante Em esplendor, terrível em aparência. A cabeça era de ouro puro, o peito e os braços de prata, o ventre e os quadris de bronze, as pernas de ferro. e os pés, parte de ferro e parte de barro. Enquanto contemplavas, uma pedra foi cortada, não por mãos humanas, e feriu a estátua nos pés de ferro e barro e os despedaçou. Então, ferro, barro, bronze, prata e ouro foram todos
esmagados juntos e levados pelo vento como a palha de uma Eira. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou uma grande montanha e encheu toda a terra. Silêncio. E então Daniel interpretou: "Tu, ó rei, és a cabeça de ouro, o império da Babilônia. Depois de ti surgirá outro reino inferior representado pela Prata, o império dos Medos e Persas." Depois, um terceiro reino, o bronze, que dominará a terra, o império grego, e um quarto reino forte Como ferro, que quebra e despedaça tudo, Roma. Mas os pés misturados com ferro e barro mostram um reino dividido,
forte, mas instável, unido por força, mas frágil na base. E nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que jamais será destruído. Esse reino não passará a outro povo, despedaçará todos esses reinos e permanecerá para sempre. A pedra cortada sem auxílio de mãos é esse reino eterno. Foi isso que o Senhor te revelou. E o sonho é verdadeiro, e a Interpretação é fiel. Nabuco Donozor se prostrou diante de Daniel, um rei de joelhos diante de um exilado, não por submissão a Daniel, mas pelo temor do Deus que falava por ele. Certamente o
vosso Deus é o Deus dos deuses, o Senhor dos Reis e revelador de mistérios. E assim Daniel foi exaltado, colocado sobre a província da Babilônia, feito chefe de todos os sábios do reino. E a pedido dele, seus amigos também foram elevados. Ananias, Misael e Azarias passaram a governar com ele enquanto Daniel permanecia na corte do rei. O tempo passou. O sonho da estátua que deveria ter levado Nabuco Donozor à humildade fez o contrário. Ele ouvira de Daniel, que era a cabeça de ouro, mas o orgulho humano não conhece limites. Então, o rei ordenou que se
fizesse uma estátua, não com cabeça de ouro, mas inteiramente de ouro, 90 côvados de altura, quase 30 m, erguida na planície de Dura, no coração da Babilônia. Era Uma afronta deliberada, uma declaração de glória própria, uma recusa silenciosa ao destino profetizado por Deus. O decreto foi lançado. Quando a música soasse, arpas, flautas, cítaras, gaitas e todos os tipos de instrumentos, todos deveriam se prostrar e adorar a imagem de ouro. Todos os povos, nações e línguas. E aquele que não se prostrasse seria imediatamente lançado numa fornalha de fogo ardente. O império todo foi convocado. Governadores, prefeitos,
Magistrados, juízes e oficiais de todas as províncias estavam presentes. E quando a música ecoou pelos campos de Dura, uma multidão se ajoelhou diante da estátua dourada. Quase todos três homens continuaram de pé. Sadraque, Mesaque e Abednego, os nomes babilônicos de Hananias, Misael e Azarias, os companheiros de Daniel. Eles não gritaram, não confrontaram, apenas permaneceram de pé, mas sua fidelidade era visível, e isso foi o suficiente. Alguns caldeus, invejosos da posição dos judeus no governo, foram até o rei. Ó rei, tu decretaste que todos se prostrassem diante da estátua sob pena de morte. Mas há certos
judeus que não te respeitam. Eles não servem aos teus deuses, nem adoram a imagem que ergueste. O nome deles foi dito: Sadraque, Mesaque e Abed Nego. A fúria de Nabuco Donozor foi instantânea. Mandou chamá-los imediatamente e lhes deu uma segunda Chance. É verdade que vocês não servem meus deuses, nem adoram a imagem que fiz? Agora, quando ouvirem a música, se prostrem, mas se não o fizerem, serão lançados imediatamente na fornalha de fogo ardente e que Deus poderá livrá-los da minha mão. Silêncio. Então os três responderam: Juntos, sem hesitação, sem medo. Ó Nabuco Donozor, não precisamos
nos defender diante de ti. Se formos lançados na fornalha, o nosso Deus, a quem servimos, pode nos livrar, e, se Ele quiser, nos livrará das tuas mãos. Mas senão fica sabendo, ó Rei, não serviremos teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. A resposta queimou mais que o fogo. O rosto do rei se transtornou de ira. Mandou aquecer a fornalha sete vezes mais que o normal. Expressão usada para indicar calor máximo até o limite do insuportável. Homens fortes de seu exército amarraram os três judeus e os lançaram dentro da fornalha. O calor era
Tão intenso que os próprios soldados que o jogaram morreram com a labareda. E então o impossível aconteceu. O rei se levantou atônito e disse aos seus conselheiros: "Não foram três homens que lançamos amarrados no fogo? Sim, ó rei, mas eu vejo quatro homens soltos, andando no meio do fogo e sem nenhum dano. E o quarto tem a aparência de um filho dos deuses. Quem era esse quarto homem? O texto não explica diretamente, mas ele era como alguém Celestial, talvez um anjo enviado por Deus ou também o próprio Deus por meio de uma teofania. O certo
é que foi enviado por Deus para livrá-los. Nabuco Dononzor se aproximou da boca da fornalha e gritou: "Sadraque, Mesaque e Abedo, servos do Deus Altíssimo, saiam!" Eles saíram sem uma queimadura. Suas roupas não estavam chamuscadas, nem cheiro de fogo havia neles. Os oficiais se reuniram ao redor, perplexos. Então o rei falou: "Não como um déspota, mas Como alguém vencido pela glória divina. Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo e livrou os que confiaram nele. Eles desafiaram a ordem do rei e entregaram seus corpos para não servir nem adorar
nenhum Deus, senão o seu. E decretou: "Qualquer um que disser uma palavra contra esse Deus será punido severamente, pois não há outro Deus que possa livrar como este." E os três homens foram promovidos na província da Babilônia. Eles não procuraram glória, não buscaram confronto, mas escolheram ser fiéis, mesmo que isso custasse suas vidas. E Deus, que caminha com os seus no fogo, respondeu com livramento e honra: Porque em cada império da terra Deus levanta testemunhas, e quando tudo que resta é fogo, é ali que ele aparece. Depois disso, o rei Nabuco Donozor escreve uma carta
real dirigida a todos os povos, nações e línguas da terra. Mas Não é um decreto de conquista, nem um anúncio de glória, é uma confissão. Ele começa assim: "Paz vos seja multiplicada. Pareceu-me bem declarar os sinais e maravilhas que o Deus Altíssimo tem feito para comigo. Quão grandes são os seus sinais! Quão poderosas as suas maravilhas. O seu reino é um reino eterno e o seu domínio de geração em geração. Palavras impressionantes vindas de quem Já se prostrara diante de ídolos de ouro. Mas a história por trás dessa declaração começa com mais um sonho. Nabuco
Donozor estava em paz no seu palácio, satisfeito, próspero. Foi então que veio o sonho e como antes, ele ficou profundamente perturbado. Ele chamou os magos, os sábios da Babilônia, todos os especialistas. Eles vieram, ouviram, mas não conseguiram interpretar. Por fim, como em outros momentos decisivos, Daniel foi chamado. Ele era conhecido Não apenas como conselheiro, mas como alguém em quem está o espírito dos deuses santos. O rei contou o sonho. Eu vi uma árvore no meio da terra muito alta, crescia até o céu e era vista por toda a terra. Suas folhas eram formosas, seu fruto
abundante e nela havia alimento para todos. A sua sombra repousavam os animais. Nas suas ramas faziam ninhos as aves do céu. Toda a criatura se sustentava dela. Mas então um vigilante, um santo, uma figura Celestial, desceu do céu e gritou em alta voz: "Derrubem a árvore, cortem-lhe os ramos, sacudam suas folhas, espalhem seus frutos, fujam os animais de debaixo dela e as aves dos seus galhos, mas deixem o toco com raízes na terra, preso com correntes de ferro e bronze entre a relva do campo, seja molhado com o orvalho do céu e lhe seja dado
coração de animal em lugar de coração de homem e que sete tempos passem sobre ele. O rei então olha para Daniel: "Tu, Belessazar, Dá-me a interpretação. Nenhum dos sábios a pode revelar, mas eu sei que há em ti espírito divino." E por um momento, Daniel fica em silêncio, atônito. Ele entende o sonho, mas é uma mensagem de julgamento. E julgar reis nunca foi um caminho seguro, nem mesmo para profetas. O rei percebe: "Não te perturbes com o sonho, nem com sua interpretação." E Daniel responde com respeito e temor: "Meu Senhor, quem dera o sonho fosse
para os teus inimigos e não para ti? A Árvore que viste és tu, ó rei. Tu cresceste e te tornaste grande. Tua majestade se estendeu até os céus. teu domínio até os confins da terra. Mas o decreto do vigilante é claro: serás derrubado de tua posição. Serás expulso do meio dos homens. Viverás com os animais do campo. Comerás erva como bois. serás molhado pelo orvalho do céu, e sete tempos, sete períodos determinados por Deus, talvez sete anos, passarão sobre ti, até que reconheças Que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a
quem quer. Contudo, o toco da árvore foi deixado com raízes, o que significa que teu reino será restaurado quando reconheceres que o céu governa. E então Daniel ousa fazer um apelo. Portanto, ó rei, aceita meu conselho. Deixa os teus pecados pela justiça e tuas iniquidades pela misericórdia para com os pobres. Talvez assim prolongues tua tranquilidade. Mas o rei Não ouviu. 12 meses depois, enquanto passeava no terraço do seu palácio, com os olhos voltados à glória da Babilônia, disse em seu coração: "Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei com meu poder real para a
glória da minha majestade?" A palavra ainda estava em sua boca. Quando uma voz do céu ressoou, a ti se diz, ó rei Nabuco Donozor, o reino foi tirado de ti. Serás expulso dentre os homens, morarás com os animais, comerás erva como bois, e sete Tempos passarão sobre ti, até que saibas que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens. Na mesma hora, a sentença se cumpriu. O rei enlouqueceu, saiu dos palácios, passou a viver nos campos. Seu corpo foi molhado pelo orvalho do céu. Cresceram-lhe os cabelos como penas de águia e as unhas como garras
de aves. O maior rei da terra. Agora comia grama. Mas depois de um tempo, depois do quebrantamento, seus olhos se levantaram ao céu e naquele gesto veio a Restauração. Recobrei o entendimento, escreveu ele, e bendice o Altíssimo. Louvei e glorifiquei o que vive para sempre, cujo domínio é eterno e cujo reino é de geração em geração. Todos os moradores da terra são como nada diante dele. Ele faz conforme sua vontade com os exércitos do céu e os habitantes da terra. E ninguém pode detê-lo, nem dizer: "Que fazes?" O juízo cessou, a razão voltou e com
ela o trono. Nabucoonzor foi restaurado ao seu reino. A ele voltaram sua majestade, sua glória e seu esplendor. E mais que isso, ele foi além. Agora eu, Nabuco Donozor, louvo, exalto e glorifico ao Rei dos Céus, porque todas as suas obras são verdadeiras e os seus caminhos justos, e a todos os que andam em soberba, ele pode humilhar. O tempo passou. Nabuco Donozor, o rei que caiu e se humilhou diante do Deus Altíssimo, já estava morto. E agora no trono da Babilônia estava seu descendente, Belsazar. Mas o espírito em Belsazar não era o mesmo. Enquanto
Nabuco Donozor aprendera a temer, Belsazar ousou zombar e fez isso numa noite de festa. O palácio real estava em celebração. Bçazar ofereceu um grande banquete para mil dos seus grandes, mil homens. Uma multidão embriagada de vinho e vaidade. No auge da bebedeira, tomado de arrogância, Belsazar cometeu um ato que selaria seu destino. Mandou trazer os utensílios de ouro e prata, os mesmos que Nabuco Donozor havia tomado do templo em Jerusalém, consagrados ao Deus de Israel. Era uma provocação, um escárnio. Ele queria beber nos copos do Deus de Daniel, enquanto louvava os deuses de ouro, prata,
bronze, ferro, madeira e pedra, profanação. Homens e mulheres beberam do que era sagrado, rindo, mas de repente o salão silenciou. Sem aviso, sem som, apareceu uma mão humana que escrevia sobre a parede do palácio perto do candelabro. Não uma figura inteira, Apenas a mão, mas era o suficiente para parar o coração de um rei. Belsasar empalideceu. Seus joelhos batiam um contra o outro. O rei que zombara de Deus agora tremia diante de uma parede. Ele gritou por seus magos, caldeus e adivinhos: "Quem puder ler esta escritura e me dizer o que significa, será vestido de
púrpura. terá uma corrente de ouro ao pescoço e será o terceiro no governo do reino. Mas ninguém conseguia ler nem entender. A escrita era real, visível, clara, mas incompreensível. Então a rainha, talvez mãe ou avó do rei, alguém mais velho que lembrava os dias de Nabuco Donozor, entrou no salão e disse: "Ó rei, não te perturbes. Há um homem no teu reino, em quem está o espírito dos deuses santos. Nos dias de teu pai, luz, entendimento e sabedoria como a dos deuses se achava nele. Chamava-se Daniel. O próprio Nabuco Dononzor o fez chefe de todos
os sábios Da Babilônia. Chama-o e ele dará a interpretação. Daniel foi trazido, já velho, já distante da corte, esquecido pelo novo rei. Bçazar tentou lheá-lo. És tu, Daniel? Ouvi dizer que o espírito dos deuses está em ti. Se puderes ler esta escrita e me dar a interpretação, terás honra, ouro e posição. Mas Daniel respondeu sem medo, sem interesse por recompensas. Pode ficar com teus presentes, dá tuas honras a outro, mas eu lerei a escritura E te direi o que significa. E antes da leitura, Daniel relembrou: "O Altíssimo deu a Nabuco Donozor, teu pai, reino, grandeza,
glória e majestade." Mas quando seu coração se elevou, foi derrubado, vivendo com os animais até reconhecer que o Deus Altíssimo governa sobre os reinos dos homens. Mas tu, Belçazar, sabias de tudo isso e ainda assim não humilhaste o teu coração. Pelo contrário, exaltaste-te contra o Senhor dos céus. Mandaste trazer os utensílios Da casa dele. Bebeste vinho neles com teus grandes, tuas mulheres, tuas concubinas. Louvaste os deuses de prata e ouro, que não veem, nem ouvem, nem sabem. Mas ao Deus, em cujas mãos estão tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. E
então Daniel apontou para escrita e leu: Meni, Meni, Tequel, Parsim. Quatro palavras em aramaico, simples à vista, mas seladas por Deus. E Daniel as interpretou. Mene contado. Deus contou os dias do teu reinado e deu fim a ele. Tequel pesado. Foste pesado na balança e achado em falta. Peres, forma singular de Parcim. Dividido. Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas. Era o fim. Mas mesmo diante do juízo, Belsazar cumpriu sua palavra. ordenou que vestissem Daniel com púrpura, colocassem uma corrente de ouro ao seu pescoço e o proclamassem terceiro no reino. Mas foi
tarde demais. Naquela mesma noite, os muros da Babilônia foram Atravessados. Enquanto a festa acontecia, o inimigo já marchava. Dário, o medo, tomou o reino sem resistência, sem guerra. E Belsazar, o rei que zombou do sagrado, morreu naquela mesma noite, porque Deus não dorme e o reino dos céus jamais é profanado sem resposta. A Babilônia havia caído. O rugido dos medos e persas agora dominava os corredores do império. E sobre o trono estava Dário, o medo, novo império, novo rei. Mas entre os muitos rostos do Palácio havia um que permanecia. Daniel, ancião, agora, talvez com mais
de 80 anos, mas ainda brilhando com o mesmo espírito excelente que o havia distinguido desde os tempos de Nabuco Donozor. Dário reorganizou o governo, estabeleceu 120 sátrapas, governadores sobre todo o reino. Acima deles, três altos administradores. E entre esses três, Daniel se destacou mais do que todos. Tanto que o próprio rei pensava em colocá-lo sobre todo o reino. Mas Onde Deus exalta, os invejosos se agitam. Os outros governadores, corroídos pelo ciúme, começaram a procurar uma falha. Vasculharam sua administração, seus registros, sua conduta, mas não encontraram nada. Nenhuma fraude, nenhuma corrupção, nenhuma brecha. Então perceberam algo.
Não acharemos falta alguma contra este Daniel, a menos que a encontremos na lei do seu Deus. Então criaram um plano, forjaram um Decreto cuidadosamente desenhado para ser uma armadilha invisível. Foram até Dário e com palavras de adulação colocaram o rei no centro da armadilha. Ó rei, vive para sempre. Todos os governadores concordam que se estabeleça um decreto real durante 30 dias. Quem fizer petição a qualquer deus ou homem, exceto a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. Era um decreto de adoração política. E com um toque de orgulho, Dário assinou. pelas leis dos
medos e Persas, qualquer decreto selado pelo rei não podia ser revogado. E Daniel, quando soube do decreto, foi para casa, subiu ao seu quarto, onde havia janelas voltadas para Jerusalém, como era costume antigo, um ato de esperança e aliança, e três vezes ao dia se ajoelhou, orou e deu graças diante de seu Deus, como sempre fazia. Não foi protesto, não foi ostentação, foi constância, fidelidade sem palco. Os conspiradores estavam esperando, Espiaram, viram, testemunharam e correram ao rei com sua acusação. Daniel, um dos exilados de Judá, não faz caso de ti, ó rei, nem do decreto
que assinaste. Três vezes por dia ele ora ao seu Deus. Dário ficou aflito, só então entendeu que havia sido enganado. Passou o dia inteiro tentando encontrar uma forma de livrar Daniel. Buscou meios legais de revogar o decreto, mas era inútil. Ao pôr do sol, os homens voltaram. Sabe, ó Rei, que é lei entre os medos e persas. Nenhum decreto do rei pode ser revogado. Então Dário, com o coração pesado, ordenou: "Daniel seria lançado na cova dos leões." Mas antes, o rei olhou nos olhos do velho profeta e disse: "O teu Deus, a quem tu continuamente
serves, ele te livrará." Daniel foi lançado à cova. Uma pedra foi colocada sobre a boca da cova e selada com o selo do rei e dos nobres para que nada fosse mudado. E naquela noite, o Palácio não teve festa. Dário jejuou. Não quis música, nem descanso, não dormiu. Ao romper do dia, correu à cova. Com voz aflita, gritou: Daniel, servo do Deus vivo, teu Deus, a quem tu continuamente serves, poôde ele livrar-te dos leões? E uma voz veio das sombras da cova: "Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou
a boca dos leões para que não me fizessem dano, porque fui achado inocente diante dele e também diante de Ti, ó rei, nada fiz de errado. Dário se alegrou muito, ordenou que tirassem Daniel da cova e quando o retiraram, nenhum ferimento havia nele, porque confiara em seu Deus. E então veio a justiça. Aqueles homens que haviam acusado Daniel foram lançados na mesma cova. Eles, seus filhos e suas mulheres. E antes que tocassem o fundo, os leões os agarraram, despedaçando-os. Era uma sentença dura, cruel, comum nos tempos antigos, uma punição coletiva Típica dos impérios, mas não
prescrita nem aprovada pela lei de Deus. é a brutalidade da Babilônia, ainda viva sob Dário. E após isso, Dário escreveu a todos os povos, nações e línguas da terra: "Paz vos seja multiplicada. Faço um decreto, que em todo domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque ele é o Deus vivo e permanece para sempre. O seu reino não será destruído e o seu domínio não terá fim. Ele livra e salva, opera sinais e Maravilhas no céu e na terra. Foi ele quem livrou Daniel do poder dos leões. E
assim Daniel prosperou na Babilônia, no império Medo persa, no tempo dos reis, no tempo do exílio. Porque não importa quem esteja no trono da terra, o céu governa. Era o primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia. O mesmo Bazar que riria diante dos utensílios sagrados, mas antes da festa, antes da queda, antes da mão que escreveria na parede, Daniel teve um sonho. Não era um Presságio comum, era uma visão da noite, um mergulho nos bastidores invisíveis da história. Ele viu e escreveu: "E eis o que viu. Os quatro ventos do céu agitavam o grande mar.
Na simbologia bíblica, o mar é o caos, a massa inquieta das nações e dos ventos e águas em fúria. Subiam quatro grandes animais, diferentes uns dos outros. O primeiro era como um leão, mas com asas de águia. Enquanto Daniel olhava, suas asas foram arrancadas. A besta foi erguida da Terra, posta em pé como um homem, e foi-lhe dado o coração humano. Este primeiro animal representa o império babilônico, majestoso como um leão, veloz como uma águia. Mas como Nabuco Donozor, ele seria humilhado, transformado, humanizado. O segundo animal apareceu semelhante a um urso, levantava-se de um dos
lados com três costelas entre os dentes, e lhe foi dito: "Levanta-te, devora muita carne. Este é o império medo persa, o Urso mais alto de um lado reflete a superioridade dos persas sobre os medos. As três costelas, três conquistas, Lídia, Babilônia e Egito, um império voraz. Depois disso, Daniel viu uma terceira besta como um leopardo, mas com quatro asas de ave e quatro cabeças, e foi lhe dado o domínio. Um leopardo já é rápido, mas com quatro asas era velocidade multiplicada. Este é o império grego, liderado por Alexandre, o grande, que conquistaria o mundo Conhecido
em tempo recorde. Mas após sua morte, o reino foi dividido entre quatro generais, as quatro cabeças da besta. Mas então veio a quarta e com ela o terror. Daniel diz: "Vi uma quarta besta terrível, espantosa, muito forte. Tinha dentes grandes de ferro, devorava e fazia em pedaços e pisava o que sobrava. Era diferente de todas as outras e tinha 10 chifres. Esta besta representa o Império Romano, inigualável em poder militar, Brutalidade e extensão. Os dentes de ferro ecoam o ferro das pernas da estátua do sonho de Nabuco Donozor. Mas os 10 chifres, chifres na linguagem
profética são reis ou reinos. Aqui indicam reinos que surgiriam daquele império. O Império Romano não caiu de uma vez, mas se fragmentou em diversos reinos, muitos dos quais formariam a base da Europa Ocidental. Enquanto Daniel observava os 10 chifres, surgiu outro, um pequeno chifre, que arrancou Três dos primeiros para tomar seu lugar. Este pequeno chifre tinha olhos como os de homem e uma boca que falava com arrogância. E então a cena mudou. Daniel foi levado à sala do trono do céu. Assentaram-se tronos e um ancião de dias se assentou. Seu vestido era branco como a
neve, seus cabelos como a pura lã. Seu trono era de chamas e milhares de milhares o serviam. Milhões estavam diante dele. O julgamento começou. Os livros foram abertos e Daniel viu a Besta, aquela de chifres e arrogância, sendo julgada e destruída pelo fogo. Os outros animais perderam o domínio, mas viveram por um tempo determinado. Mas aquela besta foi consumida. E então Daniel viu alguém como o filho do homem vindo com as nuvens do céu. Ele se aproximou do ancião de dias e lhe foi dado domínio, glória e reino para que todos os povos, nações e
línguas o servissem. Seu domínio é eterno. Seu reino jamais será destruído. Essa Figura, o filho do homem, é o mesmo título que Jesus usaria para si mesmo. Não apenas um homem, mas alguém que recebe domínio divino. Não apenas um rei, mas o rei dos reis. A visão terminou, mas Daniel ficou perturbado. Seu espírito se agitou. O rosto ficou pálido. Então ele se aproximou de um dos seres celestiais que estavam na visão e perguntou o que aquilo significava. A resposta veio com clareza: "Esses quatro grandes animais são quatro reis que se Levantarão da terra, mas os
santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para sempre". Daniel então pediu explicações sobre a quarta besta, aquela mais terrível. O anjo respondeu: "O quarto animal é um quarto reino na terra, diferente dos outros. Devorará toda a terra. Os 10 chifres são 10 reis que surgirão dele, e depois deles se levantará outro rei diferente, que derrubará três reis. Este rei falará contra o Altíssimo, oprimirá os santos e Tentará mudar os tempos e a lei. E os santos serão entregues em suas mãos por um tempo, tempos e metade de um tempo. Esse período, tempo, tempos
e metade de um tempo, é uma forma profética de contar 3 anos e meio. Um tempo de opressão, de domínio perverso, mas não para sempre. Depois o tribunal se assentará. E o domínio desse rei será tirado, consumido e destruído, e o reino será entregue ao povo dos santos do Altíssimo, e todos os domínios o servirão e obedecerão. Daniel termina sua narrativa dizendo: "Aqui terminou a visão. Meus pensamentos me perturbaram muito. Meu rosto empalideceu, mas guardei essas palavras no coração porque ele sabia. Não era apenas um sonho, era o mapa da história. E a história estava
nas mãos do Deus eterno. Era o terceiro ano do reinado de Belsazar. E Daniel, já um homem experiente, profeta reconhecido, teve Uma nova visão. Não era uma repetição, era uma revelação mais profunda, mais precisa, mais próxima do fim. E ele viu, estava na fortaleza de Suzã, à beira do rio Uai, não fisicamente, mas em espírito. Susan, seria um centro do império persa no futuro. Daniel estava sendo levado adiante, não só no espaço, mas no tempo. Ali, diante do rio, ele viu um carneiro. Um carneiro com dois chifres altos, mas um mais alto que o outro.
E o mais alto surgiu por último. Esse carneiro avançava contra o ocidente, contra o norte e contra o sul. Nada podia detê-lo. Nenhuma fera lhe resistia. Ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia. Este carneiro, como o anjo explicaria depois, representa o reino dos medos e persas. dois chifres, dois povos, um mais forte e mais tardio, a Pérsia, que se tornaria dominante sobre os medos. Eles conquistariam o mundo conhecido com força esmagadora. Mas a cena muda. De Repente, do ocidente, surge um bode. Ele vinha voando sobre a face da terra, sem tocar o chão.
Este é o império que viria depois, a Grécia. O bod tinha um chifre notável entre os olhos, um único chifre grande. Este chifre representa Alexandre, o grande, o líder incomparável que em poucos anos conquistaria vastos territórios da Europa até a Índia. O bode avançou com fúria contra o carneiro, atacou-o, quebrou seus dois chifres, o lançou por Terra e o pisou. E ninguém pôde livrar o carneiro de sua mão. A Grécia derrotaria a Pérsia com velocidade, inteligência militar e ambição implacável. Mas no auge da força do bode, o grande chifre foi quebrado. Alexandre morreu jovem no
auge da sua glória, sem deixar herdeiro capaz. E então, quatro chifres notáveis surgiram no lugar dele. São os quatro generais que dividiram seu império após sua morte. Cassandro, Lisímaco, Ptolemeu e Celeuco, dando origem a quatro reinos Menores, mais poderosos. E de um desses quatro surgiu algo mais sinistro, um pequeno chifre. Não impressionava no início, mas crescia. crescia para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa, Israel. Esse pequeno chifre não representa uma potência mundial inteira como os anteriores, mas sim um rei específico que surgiria de um desses reinos, Antíco Quartulo Epifânio, rei da
Síria, da dinastia Celeúcida. Daniel viu que esse chifre crescia até os exércitos Celestiais, símbolo do povo de Deus, e lançava por terra as estrelas. Pisa os santos, profana o que é sagrado. Exaltou-se até contra o príncipe do exército, contra Deus, e tirou o sacrifício contínuo. Profanou o santuário, lançou por terra a verdade. Na história, Antíoco invadiria Jerusalém. proibiria oscrifícios diários, colocaria uma imagem pagã no altar do templo, o que ficou conhecido como a abominação desoladora, e Perseguiu violentamente os fiéis da aliança. Então, Daniel ouviu dois seres celestiais conversando: "Até quando durará essa visão? O sacrifício
será tirado, o santuário será profanado? Os santos serão pisados até quando?" E a resposta veio: Até 2300 tardes e manhãs. Depois o santuário será purificado. Tardes e manhãs, uma forma hebraica de contar sacrifícios diários, manhã e tarde. 2300 tardes e manhãs equivalem a 150 dias, pouco mais de 3 Anos. Historicamente, foi esse o tempo aproximado da interrupção dos sacrifícios no templo sob Antíoco até que os judeus, liderados por Judas Macabeu, purificaram e restauraram o templo, um evento comemorado até hoje, como a festa de Hanucá. Mas Daniel não entendeu. Então, um ser em forma de homem
apareceu diante dele, Gabriel, o mesmo anjo que séculos depois anunciaria o nascimento de Jesus. Agora ele é enviado para explicar a visão. Gabriel Veio até Daniel e quando falou, Daniel caiu com o rosto em terra. Filho do homem, disse Gabriel, entende? Esta visão é para o tempo do fim, mas não apenas o fim de Antíoco ou de um império. Gabriel aponta para um padrão que voltaria a se repetir. Um tempo de fúria final, um rei de rosto feroz, entendido em enigmas que se levantaria nos últimos dias. Esse rei seria poderoso, mas não por sua própria
força, destruidor de muitos, enganador, mestre Da intriga, e se exaltaria contra o príncipe dos príncipes, mas seria quebrado sem intervenção humana. Seu fim viria por decreto divino. Gabriel conclui: "A visão é verdadeira, mas cela-a, porque é para dias ainda muito distantes." E Daniel desfaleceu. Ficou enfermo por vários dias. A visão o abalou. Ele voltou aos seus deveres do reino, mas o impacto da visão permaneceu. Ele não compreendia tudo, mas sabia que Deus havia falado. Porque Por trás das guerras, das coroas, das bestas e dos reis, há um trono acima de todos. E cada império humano
um dia cairá diante dele. Era o primeiro ano de Dário, filho de Açoeiro, da linhagem dos medos, o mesmo que tomara o trono da Babilônia após a queda de Belsazar. Daniel, agora um ancião, vivia entre impérios, mas com os olhos fixos numa promessa. Ele havia lido os rolos do profeta Jeremias e encontrou ali uma palavra antiga, enterrada no tempo, mas Viva como o fogo. 70 anos seriam determinados para a desolação de Jerusalém. 70 anos de exílio, 70 anos de silêncio, 70 anos para que a terra descansasse dos pecados do seu povo. Daniel fez as contas.
O tempo estava próximo, mas a promessa não o levou ao comodismo, o levou ao joelho. Ele se vestiu de pano de saco, cobriu-se de cinza, jejuou e orou, não por bênçãos, mas por perdão. A oração de Daniel não é um pedido casual, É uma confissão nacional. É como se ele tomasse sobre si os pecados de uma geração inteira e os entregasse diante de Deus. Ó Senhor, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia, pecamos, cometemos iniquidades, procedemos perversamente, fomos rebeldes, afastamos-nos dos teus mandamentos, não demos ouvidos aos teus profetas. Daniel não tenta
se justificar. Ele diz: "A ti, Senhor, Pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto, os vergonha, culpa, peso, nem ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus para andarmos na sua lei. Ele reconhece que Deus cumpriu o que havia prometido, inclusive os juízos. A destruição de Jerusalém não foi crueldade, foi consequência. Mas ainda assim ele clama: "Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, inclina os teus ouvidos e ouve, abre os teus olhos e olha para a nossa desolação, para a Cidade que é chamada pelo teu nome. Não lançamos nossas súplicas
diante de ti por nossos méritos, mas por tuas muitas misericórdias". E então, com a alma em chamas, ele conclui: "Ó Senhor, ouve, ó Senhor perdoa. Ó Senhor, atende-nos e age. Não te retardes por amor de ti mesmo, porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome." E antes mesmo de terminar a oração, a resposta veio. Enquanto ainda falava e orava, Gabriel, O homem que eu tinha visto na visão anterior, veio voando rapidamente. Era o mesmo anjo que havia explicado a visão do carneiro e do bode. Gabriel tocou Daniel e disse: "Daniel,
agora saí para fazer-te entender o sentido." Ele havia sido ouvido. Desde o primeiro clamor, a resposta estava a caminho. E então Gabriel revelou algo que Daniel não havia pedido, algo maior do que o fim do exílio. Ele revelou o tempo do Messias. 70 semanas estão determinadas sobre o Teu povo e sobre a tua santa cidade. Na linguagem profética, semanas significam setes. Aqui grupos de 7 anos, 70 semanas, 490 anos, mas não apenas um número. Gabriel detalha o plano para pôr fim à transgressão, dar fim aos pecados, espiar a iniquidade, trazer justiça eterna, selar a visão
e a profecia e ungir o Santo dos Santos. Cada expressão tem um peso eterno. Por fim a transgressão, encerrar a rebelião humana, dar fim aos Pecados. Não só puni-los, mas vencê-los, espiar a iniquidade, cobrir, limpar o que nos separa de Deus, trazer justiça eterna, estabelecer um reino incorruptível, ungir o Santo dos Santos, consagrar aquele que seria o verdadeiro templo de Deus. Gabriel prossegue, sabe e entende. Desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém até o Messias, o príncipe, haverá sanas e 62 semanas. As sanas, 49 anos, representam o período De reconstrução da cidade
após o exílio. As 62 semanas, 434 anos, levam ao Messias, o ungido. Juntas somam 69 semanas ou 483 anos. E então, depois das 62 semanas, o ungido será cortado, será morto, mas não por si mesmo, sem pecado, sem crime, por outros, por todos. E o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário. Uma nova destruição viria. Roma destruiria Jerusalém no ano 70 bti. Cristo sob o comando de Tito, um eco sombrio do juízo Que Daniel já conhecia. Gabriel continua: "E o fim será com uma inundação e até o fim
haverá guerra e desolações estão determinadas. E então a última semana, ama semana, ele firmará a aliança com muitos por uma semana e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares." Essa última semana, 7 anos, é um tempo de aliança e ruptura. Na metade, 3 anos e meio, algo ou alguém profanará o sagrado. Sobre a asa das abominações Virá o assolador, até que a destruição, que está determinada se derrame sobre ele. Daniel viu que antes do fim haveria novo caos, uma figura de engano, um tempo de perseguição, mas tudo dentro do
tempo determinado por Deus, porque o Messias viria, seria rejeitado, morreria e um dia voltaria. Daniel encerra o capítulo em silêncio. Ele orava por Jerusalém e recebeu o calendário da redenção. Porque Deus responde orações com promessas e por trás de cada súplica Ele escreve história. O terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, havia chegado. O exílio oficialmente havia terminado. Um decreto havia sido emitido, permitindo aos judeus voltarem para Jerusalém. Mas Daniel, agora velho, calejado por visões e reinos que ruíram, não voltou. Ele permaneceu na Pérsia, provavelmente por causa da idade ou da missão divina, mas seu
coração estava com o povo que retornava à terra prometida. E então veio uma nova revelação, uma palavra, Uma visão, uma guerra espiritual. Daniel entendeu a mensagem, mas antes da glória veio o peso. Durante três semanas inteiras, Daniel jejuou. Ele se absteve de pão delicado, carne e vinho. Não se ungiu com óleo. Três semanas de dor silenciosa, de intercessão profunda. Era o 24º dia do primeiro mês, quando o céu se abriu. Daniel estava à beira do rio Tigre, o mesmo rio que serpenteava pelas antigas civilizações. E ali ele levantou os olhos e viu um homem, mas
não era um Homem comum. Suas vestes eram de linho, em torno da cintura um cinto de ouro puro. Seu corpo brilhava como berilo, seu rosto como relâmpago, seus olhos como tochas de fogo. Seus braços e pés reluziam como bronze polido, e o som de suas palavras como o estrondo de uma multidão. Daniel viu. Os homens que estavam com ele não viram, mas sentiram o terror. fugiram escondendo-se. E Daniel ficou só, sem forças, sem cor no rosto, sem fôlego, e ele caiu com o Rosto em terra. Foi então que uma mão o tocou. Alguém o pôs
de joelhos e disse: "Daniel, homem muito amado, entende? Levanta-te, porque a ti fui enviado. Daniel se pôs em pé, tremendo, e o ser celestial continuou. Desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a entender e a humilhar-te diante do teu Deus, tuas palavras foram ouvidas, e eu vim por causa das tuas palavras. Mas houve uma batalha. O príncipe do reino da Pérsia me resistiu por 21 dias. Aqui A cortina do invisível se levanta. Príncipe da Pérsia não era um homem, era um ser espiritual, um poder demoníaco ligado ao império persa, uma entidade que influenciava
reis e decisões no plano terreno. Durante três semanas, o mesmo tempo do jejum de Daniel, houve uma guerra nos céus. Então veio Miguel, um dos primeiros príncipes, e lutou ao meu lado. E eu permaneci ali com os reis da Pérsia. Miguel é mencionado poucas vezes na Bíblia, mas sempre como um guerreiro celestial, protetor de Israel, um arcanjo. Com a ajuda de Miguel, o mensageiro chegou e agora ele revelaria a Daniel o que aconteceria com o povo de Israel nos últimos dias. Porque a visão é ainda para muitos dias. Ao ouvir essas palavras, Daniel caiu por
terra novamente, sem forças, sem fala. Um ser tocou seus lábios. Daniel falou, mas tremia: "Senhor meu, pelas visões me sobrevieram dores e não me ficou força. Como pode o servo do meu Senhor falar contigo? Em mim não há vigor algum." Então, um semelhante a homem o tocou novamente e o fortaleceu. Não temas, homem muito amado. Pai seja contigo. S forte. S forte. E enquanto falava, Daniel sentiu forças voltarem. Fala, meu Senhor, pois me fortaleceste. E o ser celestial concluiu: "Sabes porque eu vim a ti? Agora voltarei a pelejar contra o príncipe da Pérsia. E depois
que eu sair, o príncipe da Grécia Virá. Mais uma vez, os impérios da Terra têm seus paralelos espirituais. Depois da Pérsia viria a Grécia e com ela outra batalha nos céus. Mas eu te declararei o que está escrito no livro da verdade. E ninguém há que esteja comigo nestas coisas, senão Miguel, vosso príncipe. O capítulo termina como uma introdução, porque o que viria a seguir nos capítulos 11 e 12 seria a revelação mais detalhada do futuro de Israel, do surgimento de reis, De guerras, traições, do tempo do fim e da vitória final de Deus. Mas
antes disso, Deus mostrou a Daniel que todas as batalhas na terra têm raízes no céu, que as orações dos santos movem anjos, que o jejum toca o céu, que por trás de cada império há conflito espiritual e que o reino de Deus não é passivo, é guerra e glória. O mensageiro celestial continuou a falar. A visão não era simbólica como antes. Agora viria a história pura, antecipada com precisão Sobrenatural, um relato direto, encadeado, quase como um registro cronológico dos próximos séculos. E ele começou: "Eu estive ao lado de Miguel para fortalecer e proteger Dário, o
medo. Mesmo nos bastidores do poder humano, havia forças celestiais sustentando a história de Israel. Agora te declararei a verdade. E então o anjo revelou o futuro. Ainda se levantarão três reis na Pérsia, e o quarto será mais rico que todos. Esse quarto rei Seria Xes, conhecido por sua riqueza e por invadir a Grécia com um exército gigantesco. Sua ambição despertaria o ocidente e o mundo nunca mais seria o mesmo. Depois se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio e fará o que quiser. Esse é Alexandre, o grande da Macedônia. Seu império relâmpago dominaria
o mundo, mas quando estiver no auge, seu reino será quebrado e repartido para os quatro ventos. Como já revelado no capítulo 8, após sua Morte precoce, o império grego seria dividido entre quatro generais e não passaria para seus descendentes. O anjo então se concentra em dois desses reinos. O rei do sul, identificado como o Egito, dinastia Ptolomaica. O rei do norte, identificado como Assíria, dinastia celeúcida. A partir deste ponto, o texto descreve uma longa série de conflitos entre esses dois reinos com Israel, a terra gloriosa, no meio do campo de batalha. E assim começa A
narrativa. O rei do sul será forte, referindo-se a Ptolemeu I no Egito. Mas um de seus príncipes será mais forte que ele e reinará com grande poder. Esse é Celeuco I, fundador do império Celeúida, no norte. Depois de alianças, traições, casamentos políticos, assassinatos e batalhas, o texto segue com precisão: "No fim de anos, farão aliança e a filha do rei do sul virá ao rei do norte para fazer um acordo." Isso aconteceu com Berenice, filha de Ptolemeu II, dada em Casamento a Antíoco II. Mas Antíko já era casado com Laodice, que acabaria envenenando-o e assassinando
Berenice e seu filho. Um ciclo de traições sangrentas que o texto sagrado previu com séculos de antecedência. E assim os versículos avançam descrevendo guerras sucessivas entre as duas casas, campanhas militares devastadoras, saques e humilhações, reis indo e voltando com fúria. Mas então o foco muda. Surge um rei do norte que se destaca entre todos Os anteriores. um homem desprezível, ao qual não haviam conferido a dignidade real, mas ele virá sorrateiramente e tomará o reino com intrigas. Esse é Antío I epifânio, já mencionado nas visões anteriores. Ele não era o herdeiro legítimo, mas por meio de
manipulações e corrupção, usurpou o trono. Os braços de combate serão varridos diante dele e também o príncipe da aliança será esmagado. Príncipe da aliança pode se referir ao sumo Sacerdote judeu, morto durante sua perseguição contra Jerusalém. Antíco fingiria paz, firmaria alianças e então quebraria todas. Com um pouco de gente invadirá lugares ricos e pacíficos, se enriquecerá e espalhará despojos entre os seus. Seu coração será contra a santa aliança. Antíoco odiava a fé dos judeus. Proibiu a lei de Moisés, profanou o templo com sacrifícios pagãos, colocou uma imagem de Zeus no altar. Mandou matar os que
Circuncidavam seus filhos. Mas o texto também revela que nem todos se curvariam. O povo que conhece o seu Deus se tornará forte e fará proezas. Aqui estão os Macabeus. uma família sacerdotal que se levantaria em rebelião, purificando o templo e restaurando o culto verdadeiro. Eles não estavam em visão direta, mas são o eco da profecia. E o anjo continua: "Alguns dos entendidos cairão para serem refinados, purificados e Embranquecidos até o tempo do fim. O sofrimento dos fiéis não era em vão, era parte do processo de purificação para um tempo maior. Mas então algo muda. O
texto começa a transcender o tempo histórico. Antíoco epifâneo desaparece da cena e surge uma figura que se projeta além dos séculos, um novo rei ainda do norte. Mas com traços apocalípticos, esse rei fará segundo a sua vontade, se exaltará e se engrandecerá sobre todo Deus. falará Coisas espantosas contra o Deus dos deuses. Ele não respeitará nenhum Deus antigo, nem o Deus verdadeiro. Adorará apenas a força, o poder, o controle e honrará o Deus das fortalezas, um símbolo do culto à guerra, à dominação, ao ego. Este homem pode ser um eco posterior de Antíoco, mas ao
mesmo tempo uma figura futura, uma sombra do anticristo que Paulo mencionará e João desenvolverá no Apocalipse. Ele prosperará Por um tempo, reinará com fúria e no fim encontrará seu destino. Armará suas tendas entre o mar e o glorioso monte santo, mas virá ao seu fim sem que ninguém o socorra. A queda será súbita, irrevogável, não pela mão do homem, mas pelo juízo de Deus. O capítulo 11 termina sem transição. É como o silêncio antes da trombeta. A sequência, o capítulo 12 e último capítulo do livro trará a revelação do que acontece depois do fim. Mas
aqui no capítulo 11, Daniel Viu que a história é escrita com antecedência. O sofrimento do povo de Deus é real, mas controlado. Nenhum império, por mais forte, permanece para sempre. E quando os reinos da terra desafiam o céu, eles caem. Com essas palavras, o mensageiro celestial finaliza a visão mais extensa do livro. Naquele tempo, o tempo do fim, quando o último rei se levantar contra Deus, quando as forças da escuridão alcançarão o ápice da arrogância e da Perseguição. É nesse tempo que surge Miguel, o grande príncipe, protetor do povo de Daniel, o guerreiro celestial que
antes intercedera contra o príncipe da Pérsia, agora se levanta para a batalha final. Haverá um tempo de angústia, qual nunca houve desde que houve nação até aquele tempo. Há palavras que ecoam séculos depois na boca de Jesus, pois nesse tempo haverá grande tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo. Mateus 24:21. Mas mesmo nesse tempo a esperança. Naquele tempo será salvo teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. Não um livro qualquer, mas o livro da vida, o registro celestial dos que pertencem a Deus. E então Daniel ouve o que nenhum profeta
antes ousara registrar com tanta clareza. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão. Aqui está a ressurreição. Dois destinos, uns para a vida eterna, outros para a Vergonha e desprezo eterno. A morte não é o fim. O julgamento não será apenas sobre reis e impérios, mas sobre cada alma. E os que guiaram outros à justiça resplandecerão como o fulgor do firmamento, como as estrelas, sempre e eternamente. Não serão esquecidos os que pregaram, ensinaram, viveram a fé, brilharão com glória eterna. Mas Daniel é instruído. Tu, porém, cela estas palavras e fecha este livro até o
tempo do fim. Não porque deves escondê-las, Mas porque seu pleno entendimento virá com o tempo. Elas estarão seladas ao olhar natural, mas abertas ao coração que busca. Muitos correrão de uma parte para outra e o conhecimento se multiplicará. Uma profecia do tempo moderno, possivelmente uma era de movimento constante, de ciência em expansão, mas ainda carente de sabedoria. espiritual. Então Daniel levanta os olhos. Ele vê dois homens, um de cada lado do rio, e Um deles pergunta ao ser vestido de linho. O mesmo que Daniel vira em sua visão no capítulo 10. Até quando será o
fim dessas maravilhas? O ser levanta as mãos ao céu, ambas as mãos, sinal de juramento solene, e responde: "Por um tempo, tempos e metade de um tempo." Esta expressão, também usada no capítulo 7, representa 3 anos e meio, um período profético de perseguição intensa, sofrimento e opressão aos santos. Quando se acabar a destruição do poder do povo Santo, todas essas coisas se cumprirão. Daniel ouve, mas não entende. Ele pergunta: "Meu Senhor, qual será o fim dessas coisas?" E a resposta: firme. Vem. Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até o tempo do fim.
Nem mesmo o profeta teria todas as respostas. Havia um tempo determinado para o pleno cumprimento e entendimento, mas há promessas firmes. Muitos serão purificados, embranquecidos e provados. A tribulação não destruirá os fiéis, ela Os refinará. Mas os ímpios procederão impiamente. Nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão. Aqui está a chave. Discernimento não virá de intelecto, mas de humildade, fé e temor a Deus. E o anjo continua: "Desde o tempo em que for tirado o sacrifício contínuo e posta a abominação desoladora, haverá0 dias." [Música] Esses 1290 dias, cerca de 3 anos e meio, Estão ligados
ao período final de profanação do templo, perseguição e resistência dos fiéis. Bem-aventurado o que espera e chega até 1335 dias. Aqui aparece outro número, 1335 dias, um tempo adicional após o fim da tribulação, talvez sinalizando o início de um tempo de restauração, vitória e paz. E então a última palavra ao profeta: "Tu, porém, vai até o fim e descansarás e ressuscitarás para receber A tua herança no fim dos dias". E assim termina o livro do profeta Daniel. Se você chegou até aqui, saiba. Você faz parte de um grupo raro, não apenas dos que leem a
Bíblia, mas dos que atravessam reinos, visões, estátuas, bestas e covas de leões. E permanecem até o fim. Foram 12 capítulos que nos conduziram da corte da Babilônia ao trono de Deus, da fidelidade silenciosa à revelação dos últimos dias. Cada versículo nos lembrou que a história do Mundo não é decidida nos palácios, mas nos céus, que o domínio dos homens é breve, mas o reino de Deus é eterno. Daniel nos ensinou que fé não é sentimento, é decisão, que oração move o invisível e que integridade é mais forte do que decreto real. Este estudo foi feito
com oração, reverência e temor, com um único propósito, te conduzir de volta ao centro, a fidelidade ao Deus Altíssimo. Então, se você assistiu até aqui, comenta: "Eu cheguei ao fim do Livro de Daniel e agora eu sei que o céu ainda governa sobre a terra". Esse comentário não é apenas uma frase, é uma marca de quem entendeu o que este livro quer nos ensinar. Que impérios surgem e caem, reis se exaltam e desaparecem, mas Deus permanece no trono. Que há um tempo determinado para todas as coisas, mas que nenhuma escuridão prevalece sobre os que conhecem
o seu Deus. Agora eu te convido, curta este vídeo, compartilhe com alguém que precisa lembrar que o fim Da história já foi escrito e que a vitória já foi decretada. Mas mais do que qualquer curtida ou compartilhamento, deixe essa história mudar o seu interior. Daniel não foi escrito apenas para informar sobre o futuro, mas para formar um coração fiel no presente, para mostrar que a cova dos leões não é o fim, que o fogo não é maior que a presença de Deus, e que a pedra cortada sem mãos humanas já começou a crescer, e Um
dia encherá toda a terra. Ele é o Deus que revela mistérios, que livra do fogo, que fecha a boca dos leões, que derruba impérios e ergue testemunhas. Ele é o Deus que no tempo certo enviou o ungido, o verdadeiro filho do homem, e que no fim dos dias voltará com glória para julgar e reinar. Por isso, eu te faço um convite, se renda. Não com religião, com verdade, não com medo, com fé. Aceite o reino que não passará. Aceite o Rei que venceu a morte e que voltará para reinar com justiça. Essa história não foi
contada para gerar curiosidade, mas para gerar confiança. Agora me diga, qual capítulo mais te impactou? Qual visão mexeu com você? Qual f inspirou a permanecer? Comenta aqui embaixo. Este foi o livro de Daniel, capítulo por capítulo, do começo ao fim. E eu oro para que ele tenha fortalecido sua fé como fortaleceu a minha.