Os ratos escrito por dionélio Machado os bem vizinhos de Naziazeno Barbosa assistem ao pega com o leiteiro por detrás das cercas mudos com a mulher e um que o outro filho espantado já de pé aquela hora ouvem todos aqueles Quintais conhecidos t o mesmo silêncio noutras ocasiões quando era apenas a briga com a mulher como um último desaforo de vítima Dizia-lhe Olha que os vizinhos estão ouvindo depois a hora da saída eram Aquelas caras curiosas as janelas com os olhos fitos nele enquanto ele cumprimentava o leiteiro diz-lhe aquelas coisas despenca pela escadinha que vai do
portão até a Rua toma as rédeas do burro e sai a galope fustigando o animal furioso sem olhar para nada Naziazeno ainda fica um instante ali sozinho a mulher havia entrado um ou outro olhar de criança fusila através das frestas Das cercas as sombras TM uma frescura que cheira a ervas úmidas a luz é dourada e anda ainda por longe na copa das Árvores no meio da estrada avermelhada Naziazeno encaminha-se então para dentro de casa vai até o quarto a mulher ouve lhe os passos o barulho de abrir e fechar um e outro móvel por
fim ele aparece no pequeno comedouro chapéu na mão senta-se à mesa esperando ela lhe traz o alimento ele não aceita mais desculpas Naziazeno não fala a mulher havia se sentado de fronte dele olhando-o enquanto ele toma o café vai nos deixar ainda sem leite ele engole oa nervoso com os dedos udos e cabeçudos quebrando o pão em pedaços miudinhos sem olhar a mulher é o que tu pensas temores cortar um fornecimento não é coisa fácil por que tu não viste Então o jeito dele quando te declarou lhe dou mais um dia Naziazeno engole depressa o
café que tem na boca não foi bem assim lhe dou mais Um dia tenho certeza isso é um abuso e saiu atirando com o portão não ouvi ele dizer abuso ou desaforo não sei bem a Muler receia também que o leiteiro L faça algum mal é um índio mal encarado e quando chega de manhã muito cedo ainda os encontra dormindo não nesse ponto não há o que temer mas se ele nos deixa sem leite ele tinha acabado o café o ar preocupado também tu fazes um escarcéu com as menores Coisas levanta-se tem um olhar inquieto
a mulher fitao atentamente como quem procura alguma coisa no seu rosto ele tem um relance de olhos para ela olha já seria uma vantagem não ter nada a ver com essa gente despachar o leiteiro tu te assustas A mulher baixa os olhos Mex com a ponta do dedo qualquer coisinha na tábua da mesa ele se anima quando foi da manteiga mesma coisa como se fosse uma Lei da polícia comer manteiga fica sabendo que quando eu era pequeno na minha cidadezinha só sabia que comiam manos ricos uma manteiga de lata amarela o que não me admirava
porque era voz geral que eles ainda comiam coisa pior um silêncio me nos bolsos dá a volta à peça vai até o cabide de parede On havia colocado o chapé me d o dinheiro diz num tom secse para aer enant pega Oé volando ponto depois de noso osis que aer trer Não é uni nemix lugar para goo de cada um pois fica sabendo que não se há de fazer aqui cegamente que os outros querem a mulher não diz nada volta a esfregar uma qualquer coisinha na tabua da mesa ele se para bem de fronte dela
e a interpela me diz uma coisa o que é que se perdeu não comendo manteiga isso quer mais um pirão de batata do que manteiga ela não responde e o gelo para que que se precisava de gelo faz-se uma Pausa e ele continua gelo manteiga ah quanta boice inútil dispendiosa tu queres comparar o gelo e a manteiga com leite por que não com o leite ele desvia a cara de novo não digo com o leite acrescenta depois mas há muito esbanjamento aponta o esbanjamento olha Adelaide ele se coloca decisivo na frente dela tu queres que
eu te diga outros na nossa situação já teriam Suspendido o leite mesmo ela começa a chorar mingar pobre do meu filho o nosso filho não haveria de morrer por tão pouco eu não morri e muitas vezes só o que tinha para tomar era água quente com açúcar mas nasiazeno a mulher ergue lhe uma cara branca Redonda de criança grande e chorosa Tu não vês que uma criança não pode passar sem tem leite Capítulo 2 o Fraga não viu nada Naturalmente lá está ele na porta da casa do outro lado da rua parece que tem os
olhos nele cumprimentar não cumprimentar o que o incomoda é que ele vai responder o cumprimento com uma saudação entusiasta saudação manhã cedo dá a impressão o Fraga de ter uma vida bem arrumada o padeiro o leiteiro quando voltam depois de feita a distribuição ficam algum tempo ainda conversando com ele o mês já vai em meio e ele interrompe a palestra e chama a mulher Não seria bom pagar esse homem Hoje não tem impressa seu Fraga ele aí está guardado o bonde já se acha no fim da linha no Fim da Linha duas ou três quadras
dali É um amontoado de carroças de leiteiro e de carretas de lenha na frente de um armazém os leiteiros e os lenheiros tomam cachaça naturalmente o seu leiteiro tem um ar de decisão de insolência encostado ao balcão falando com os outros gesticulando depois sai é o risco de um Dorso vestido de camiseta muito justa cortando ar pega as rédeas e a bala furioso o bonde mexeu-se D portas num e noutro ponto desapegam os homens abonam para trás vão se pôr nos postes brancos da casa contígua a sua sai um rapaz de uns 20 anos o
ar comedido cumprimenta Naziazeno um cumprimento sério sem intimidade enquanto a mulher por trás das vidraças parece que os observa Naziazeno veio até o meio da rua o bonde já se aproxima se olha para sua Frente o Fraga é capaz de lhe falar acham-se muito perto ele terá de fazer-lhe então uma cara de riso ar despreocupado depois ao meio-dia à sua volta a mulher já soube pelas crianças contou tudo ao marido ele é capaz de ficar uns beiços moles de espanto o moço seu vizinho que espera o bom de quase a seu lado relance lhe às
vezes um pequeno olhar sempre Naziazeno se intrigou muito com este rapaz silencioso com cara de quem não vê e não compreende só muito Tempo depois foi que soube que ele é empregado de escritório na Importadora Talvez ele não compreenda aquilo talvez não saiba o que imaginar são tão diferentes ele nunca briga com a mulher nunca Levanta A voz talvez não compreenda maseno se sente mais a gosto passa pela cabeça que vai assumir uma atitude de cínico e isto um pouco o perturba mas quando o rapaz o fita de novo ele já o fez várias vezes
com regularidade Naqueles poucos momentos ele se firma naquela ideia diante do seu olhar Sereno e vazio e ergue um pouco a cabeça bebea no ar fresco da manhã ele teme dar com os olhos no outro seu vizinho o dos Fundos é um manauense da prefeitura tem mulher e f anda sempre barbado quando Naziazeno foi morar ali logo soube da fama que acompanha esse sujeito não paga ninguém se ele agora aparecesse ali lá viriam aqueles dois olhos sabidos de verruma Olhos devastadores os melhores lugares do Bonde estão ocupados apesar de tão cedo é estranho senta-se à
extremidade de um dos bancos dos lados no fundo o bonde leva uma outra gente não aqu que ele está acostumado a ver Às 9 ou 10 horas a sua hora melhor melhor essa falta de conhecidos apaziguam A não ser que o amanuense com efeito o amanuense da prefeitura é madrugador tem galos todas as exterioridades de um sujeito ordenado Como o Fraga não paga ninguém o amanuense na certa que infunde seu receio nunca se ouviu uma alteração no seu Pátio ele deserto franze a cara diz duas ou três coisas com ar de honestidade incomodada e é
tudo o outro bem sabe o valor daquilo mas não discute mais anulado numa atitude parecida com a do respeito é só na carroça que o padeiro que o leiteiro fazem os valentes esbravejando açoitando o burro mas o amanuense já Está outra vez dando milho ao Galo a mulher perto ainda indignada como são diferentes ele torce a cabeça olha para fora a cor da luz do sol é diversa de manhã de tarde e tardinha nesse momento é dourada e as sombras são azuis agora todos os dias vai levantar aquela hora chegar cedo à repartição lá há
de estar outra vez o hor conversando a uma das portas com o Clementino conversa lenta de coisas Passadas passeios casos de cavalos de sujeitos de outros lugares o encanto que tem essa vida que ele já supunha extinta que o Horácio e o Clementino simples serventes ainda conhecem estabeleceram o condutor vai para algum tempo mas ele não esquece o fato tão importante achou o condutor aproxima-se é bonachão aos que estão recostados na janelinha modor ainda sonhando com a paisagem em Disparada ele os desperta fazendo tilintar os níqueis na concha da mão com uma velha matrona sacudindo
o milho para chamar as galinhas o passageiro sobressalta leva a mão atarantada ao bolso do colete sob o olhar risonho do empregado Naziazeno mete também a mão no bolso dos níqueis são Três Tostões uma garrafa dois vidros de 300 G álcool e dois menores das poções inhas parece incrível que na sua casa só havia uma garrafa vazia ele guardava aqueles Vidros de 300 G sem propósito definido colecionismo essa palavra ele já ouviu numa conversa entre médicos quees ara em medicina Mas é certo ele guardava esses hidros grandes brancos simpáticos nunca lhe ocorrera vendê-los trocá-los por
alguns niqueis isso foi expediente da mulher nem eles lhe lembravam essa grande coisa o combate Afinal vencido que foi a doença do garotinho a diarreia de se sujar até 15 vezes nas 24 horas expressão do médico a magreza e a Os olhos caídos tristes profundos de apertar a garganta da gente e por fim aquela palavra terrível terrível mas ele está mesmo atacado com miningite doutor Não ainda não mas o senhor tem receio então nesses casos de desidratação de desnutrição violenta é sempre de recear faça tudo Doutor faça o que puder para salvar o meu filho
O senhor não se arrependerá Doutor Esteja certo o senhor ganhará o que seu trabalho Vale Depois o menino foi pouco a pouco ganhando forças ganhando carne ganhando e o pai mais terno com o filho do que nunca mais feliz do que nunca tu ainda não pagaste o doutor Naziazeno não paga ninguém o bonde continua a sua marcha Parando aqui e ali entrando pessoas saindo algumas e uma dança de lugares quando uma ou outra sai janas e azeno tem um companheiro de banco à sua esquerda porque à direita se acha um dos Espaldares em que ele
se apoia a sua frente o outro banco igual ao seu está se enchendo também um soldado de pé as pernas abertas ampara-se mais para o fundo numa das colunas toda essa gente se enxerga se observa alguns conversam o bonde a esta hora sempre vai cheio Eu Me admiro de ainda haver lugar que horas serão 7:30 passadas vou com atraso A que horas você entra faltando um quarto paraas 8 temho tipo de Empregados de balcão Naziazeno mesmo parece já ter Visto Aquelas caras talvez no próprio bonde quando voltam ao meio-dia que é que você leva aí
diz um deles e aponta com os olhos para um certo objeto que o outro com a mão diligência por introduzir melhor no bolso de trás da calça Naziazeno também olha e sente um mal-estar vago e indefinível quando o outro esclarece leite é o meu almoço como é que um homem pode se contentar apenas com vidro de leite ao Meio-dia pensa na ZZ olhar do leiteiro ameaçando insultando e que ele sustenta mal aparece com nitidez na face a tigreiro pescoço forte que emerge da camiseta muito Justa e de manhã que é que você toma churrasque Naziazeno
observa melhor o indivíduo ele tem mesmo ar de pessoa de fora de gente da campanha a pele é trigueira cheia de rugas parece homem de de 40 anos tem o cabelo todo preto e liso como de índio certamente não mora na linha do Bonte Habita uma pequena Chacrinha onde possui sua criação tudo é relativa Fartura lá dinheiro não há de ter dinheiro mas tem a dispensa cheia a casa produz galinhas um outro porco frutas etc aquela cara também inspira respeito aquela cara de olhar amoroso que traduz uma compreens lenta e firme Naziazeno tem medo que
lhe Leiam na cara essa compreensão de tudo essa intelcia miser que tem por exemplo Duque na frente do seu leiteiro parece que Possi cara do Duque o olar como que se fica evasivo Ele parece que está mentindo em cada palavra verdadeira e angustiante queere passam carroças de padeiro e de leiteiro algumas a disparada meio pendidas para trás a figura curva do carroceiro açoitando o animal a carroça que ele tem dentro como se justapõe a essas que por ali transitam é sempre o mesmo quadro um rapagão mal encarado fustigando o burro Boesso nasiazeno está cansado o
olhar que de longe em longe quando desperta lança ao seu redor a de ter esse cansaço porque sempre respondem a esse olhar com um olhar de curiosidade os amigos no banco fronteiro conversam Ouvi dizer que o Betin do domingo não saiu quem que disse Saiu sim Naziazeno quanta Esperança já depositara no beting aos sábados era certo munir-se da sua cautela tinha um companheiro o alides a às vezes quando a crise apertava faziam Sociedade um dia tinham tido um susto faltava conferir apenas um pário o primeiro do jogo aidos começara por longe pelo último nacal tinham
acertado um e se dá um turbilhão encheu lhe a cabeça vamos ver vamos ver o outro o outro também a égua Singapura o grande azar do penúltimo pário o seu azar aides levanta-se da mesa tem medo de prosseguir medo mesmo de acertar quase desejava ter já errado acabado aí essa ilusão torturante ele Ainda se caminha em direção ao grande quadro negro pregado numa das paredes do café o passo vago como num sonho mas logo se reincorpora decidido e Foge dali não quer saber mais nada quero ocultar-se E é assim que encontra o amigo esse susto
foi memorável não saiu o do outro domingo pequena pausa o bolo então estava grande nazino entrara em betins que chegaram a render oito ou 10 contos bons betins o movimento está diminuindo Observa mentalmente nasiazeno tiraram muitos cinco um conto e tanto per capita nova pausa você esteve lá não não aguenta aquela chopada Naziazeno porém está no Prado é uma tarde comprida cheia de pausas de ósseos de intervalos uma pontinha de enxaqueca de quando em quando a lufada dos Cavalos o entusiasmo que cresce muito depois se atenua até cair noutra pausa noutro intervalo seguido de outra
luf Eu só gosto de carreira em cancha reta muito mais divertido ele se recorda bem e depois o Horácio e o Clementino falam muito nessas carreiras sempre saem brigas o Horácio conheceu um sujeito muito esperto que armava botequinho numa barraca a lado da cancha a barraca bebidas copos iam numa carroça puxada por um cavalinho de pelo pelado aqui e ali depois das corridas principais atse carreiras menores o sujeito sempre achava quem quisesse correr com seu Matungo de pelo pelado quantas corresse quantas ganhava o espertalhão disfarçar em matungo puxador de carroça um Palhereiros essa história Agora
lhe causou um malestar ele mesmo não vê bem a figura do Cavalinho confundida com a de um burro em disparada sente uma amargura doída dentro de si na altura do peito e do estômago uma espécie de ânsia e náusea e outra vez a figura superior e inquietante do leiteiro e as palavras da Mulher am metralhar em tranquilamente os seus ouvidos por tu não viste Então o jeito dele quando lhe declarou lhe dou mais um dia também a sua mulher com os outros é tímida tímida de fosse a mulher do amanuense queria ver se as coisas
não marcharam de outro modo ela se encolhe ao primeiro revés foi esse ar de ingenuidade de fraqueza que o tentou bem se recorda e como não havia de se Recordar se é ainda esse mesmo ar De fraqueza de pudor de coisa oculta e interior que lhe alimenta o amor a voluptuosidade mas é um mal na Vida Prática ele precisava de um ser forte ao seu lado toda a sua decisão se dilui quando vê junto de si como nessa manhã a mulher atarantar se perder-se empalidecer é o primeiro julgamento que ele recebe a primeira censura aos
seus atos os quais começam Pois por lhe parecerem irregulares ilícitos sentir-se ia fortificado ou ao Menos justificado se H ví ao seu lado a mulher do noen franzindo a cara ao leiteiro pedindo-lhe para repetir o que houvesse dito perguntando-lhe o que é que estaria por ventura pensando deles a sua mulher encolhida e apavorada é uma confissão pública de miséria humilhada sem dignidade da sua miséria o bonde que deslizava numa corrida vertiginosa para de súbito travado com força Há um meio tumulto dentro do veículo com os passageiros lançados pra Frente os bancos desarticulando se ouve-se a
voz ralhado do motorneiro trague jando para fora para alguém que ainda se encontra na frente do carro alguns passageiros já estão levantando curiosos n vi azeno espicha o pescoço com atenção quase indiferente e chega a ver o casal de garotos causa daquilo ele e ela pequeninos presos pela mão os olhos apavorados Escapando do Perigo com ar de confusão estúpida é um perigo essas crianças os pais é que Mereciam querem perder as pernas comenta o motorneiro meio voltando-se para os passageiros a voz ainda alternada o bonde já em marcha aqui nessa cidade se conhece facilmente os
moradores das linhas dos Bondes os que têm mais pernas tem uma risos Naziazeno mal percebe o que diz o motorneiro há um estribilho dentro do seu crânio lhe dou mais um dia tenho certeza quase ritmado lhe dou mais um dia tenho certeza é que ele está se Fatigando nem resta dúvida a sua cabeça mesmo vem se enchendo confusamente de coisas estranhas como num meio sonho de figuras geométricas de linhas em triângulos em que a 100 cumpre um ponto doloroso de convergência tudo vai ter a esse ponto verdadeira obsessão o sinal de campainha do interior do
Bonde leva o à repartição a campainha do diretor repreensivo E deste ao leiteiro passa-se um momento de Intervalo ouve-se depois uma palavra trivial e a nova ligação angustiosa o sapato traz o sapato desarir da Muler o outro pé o sapateiro não quer soltar e o todo reconstitui outra vez o leiteiro decorre um certo tempo longo TZ em que a sua cabeça se vê riscada tumultuar das Linhas mais inquietantes o Jardim seus olhos afloram e maler na disparada do Bonde faz um traço com o plano antigo e ingu de um jardim para o Filho o pobre
do nosso filho que não tem onde brincar que não pode ficar naasi aseno não pode ficar sem o leiteiro o leiteiro H por vezes um alívio é só existência vaga e dolorosa de uma coisa que ele sabe que existe como uma vasa depositada no fundo da consciência mas que não distingue bem nem quer distinguir um sofrimento confuso e pois log porém cortam-se outra vez linhas nítidas associações B Def deir desendo doe traço de dorso riscando Arinha oite plac Conda plac no consultório do Entroncamento tu ainda não pagaste doutor naeno o leiteiro ideia de desembarcar no
mercado imagem do Duque rondando o café o leiteiro leiteiro as linhas unem os pontos como Num quadro negro de colégio liguemos os pontos a e a linha os pontos a e a linha ao ponto o nas vias Zeno suspira cansado e a sua volta para casa meio se Interroga numa espécie de Néa de reflexão para casa lhe dou mais um dia mais um dia um dia Capítulo TR como se desse um pulo todo o seu interesse é agora explosivamente para esses 53 do leiteiro O Bond ainda não parou e ele já está mal and a
porta de saída com Pequenos pontapés impaciente atravessa a praça não olha para os lados uma decisão anterior mal definida e mal aceita o conduz todavia para o mercado para o café da esquina pouca gente caras novas é que é cedo não contava com isso todos os consumidores tem um ar grave e matinal tomam o café com leite com cara ainda estremunhado o chapéu repousando numa cadeira o olhar nos aspectos agradáveis da rua Aquele repouso convida-o a sentar um Cafezinho são dois tostões a bem dizer metade das suas disponibilidades é necessário prudência prudência ele bem sabe
o valor de dos tostões numa situação assim sente-se outro tem coragem quer lutar longe do bonde que é um prolongamento do bairro e da casa não tem mais a morrinha daquelas ideias naquele ambiente comercial e de bolsa do mercado quantos lutadores como ele sente-se em companhia Membro lícito de uma legião natural o Duque sim o Duque por exemplo um batalhador tem a experiência da miséria não recomenda a sua a companhia e o próprio Duque o sabe Mas como acompanha com solicitude o amigo em situação difícil ao agiota ou a casa de penhores é ele quem
fala se há uma negativa dura a fazer o agiota não se constrange com o Duque diz mesmo diz tudo naquelas ventas sadas de cachorro Sereno uma Providência o Duque nazia Zeno numa das esquinas Olha rapidamente em torno como se procurasse orientar-se mas nada vê é o pensamento que se agita e arrasta a cabeça nos seus movimentos ele procura visualizar bem a ideia de ir ter com o Duque mas espera que oração não há mais tempo agora é preciso ir direto à repartição foi o seu primeiro plano e é forçado a segui-lo impossível que o diretor
não o desaperte 53 1 Reis 60 arredondado já uma vez emprestou-lhe 20 com toda boa Vontade logo após a sua nomeação para o cargo sim Naziazeno sabe que os empregados mais graduados troçaram respeitosamente o diretor que este que é um moço meio encabulou alegando que não conhecia o caso que era ainda estranho ao meio que noutra não cairia pois era realmente qualquer coisa assim como censurável estar cultivando esses exemplos de desregramento ou de perdularismo sistemáticos isso disse o diretor mas Para safar-se daquele momento um tanto crítico fico Ainda lhe restando R 5.000 ré Doutor estamos
kits havia lhe respondido o outro tomando dinheiro precipitadamente sem fitá-lo a cara mergulhada no vão da sua secretária de cortina não sei como lhe agradecer Doutor eu já lhe disse o médico exigia algumas injeções o seu dinheiro foi uma providência para meu filhinho sim está bem pode retirar-se já sabe não me deve mais nada Fique com esses cinco ah muito obrigado Doutor ele estava certo certíssimo que era só agarrar-se com o diretor o relógio da prefeitura marca pouco mais de 8 horas vem L um quadro a repartição toda aberta vazia e encostados a uma porta
que dá para uma areazinha com piso de tijolo Horácio e Clementino desfiando histórias lentas antigas nas vieno sente-se todo trepidação ainda mas já não tem muito Entusiasmo em chegar logo à repartição abordar o diretor nem ele há de cumprir logo assim sem exame aquele plano de chegar sempre cedo à repartição é a hora da limpeza Horácio e Clementino serventes privilegiados ficam ali mas sempre lhe causou certa repugnância e qualquer outra coisa mais ver o velho Jacinto Curvo com as abas do Capote varrendo o chão varrendo tudo a trazer as pencas de escadeiras o ar atarantado
e Fantástico e ir colocando-as nos seus Lugares sob o olhar fiscalizador e vulgar do Clementino para encher esse tempo que lhe falta há uma alternativa sentar na praça entrar no Café sentar num banco da praça é esfriar perder aquele impulso o café é o rebuliço para café pois do Café do Mercado a esse outro café foi lhe boa parte da Prudência bem nota ele a cautela de poupar dois tostões a possibilidade de se tirar de dificuldades com dois tostões não são Dele isso é o que é exato É o plano do Duque é de ver
como o Duque multiplica ou um simples Nicolau uma das suas primeiras esperanças essa manhã foi o Duque o seu gênio o protegia e o inspirava mas ele agora bem pode soltar esse Nickel à medida que rememora a pessoa do diretor vem-lhe a confiança no seu plano o o seu plano sempre é simples é o recurso amigo a solidariedade quem não o compreenderia inegável essa superioridade do Duque o Duque é o Agente o corretor da miséria conduz o negócio serenamente tem a propriedade de despersonalizar a coisa depois de pouco tempo toda a sua vida Naziazeno reconhece
está devassada a doença a mulher o filho com o Duque não ele olha muito ouve muito aparece muito mas só diz uma ou outra coisa só o necessário e o viável este relógio ainda está marcando 8:10 os relógios não andam certos mas já há de ser umas 8:20 ou 8:30 às 9 ele se Encaminhará para a repartição se ainda tivesse um jornal Além do mais um jornal é útil numa situação dessas é pelo menos o que pensa o Duque que sempre percorre certos anúncios do jornal mas não ele não saberia tirar coisa nenhuma do jornal
era comprar para ler ler a política Quanto custa um jornal é estranho estáa em dúvida 200 ou 300 a sua cabeça anda cansada é isso mas não se lembra bem mesmo parece que é 300 sofreu dois aumentos o primeiro para R 200 depois para 300 é caro já se lhe foram R 500 réis o medo o invade então mas é passageiro e outra vez está ali com ele a sua confiança Doutor vejo me Outra Vez forçado a recorrer não isso é vago geral deve dizer o fato o que se passa Doutor imagine minha situação o
meu leiteiro não não trivialidade uma trivialidade o meu filho Doutor outra vez o teu filho nas vi Zeno sempre o teu Filho um gelo toma todo o teu corpo gelo que é tristeza e desânimo voltam lhe as cenas da manhã o arrebaldezinho aquela multidão que entra e sai pela enorme porta do café é mais do que desconhecida pare inimiga já acha absurdo agora o seu plano aquele plano tão simples quando pensa em pedir ao diretor R 60.000 emprestados 60 chega a sentir um vermelhão quente na cara tão despropositado lhe parece tudo Isso R 60.000 um
ordenado quase é isso Coisa que se peça não está a ver o diretor tirando o dinheiro do bolso entregando-lhe num gesto quase furtivo sem olhá-lo como quem tem pressa puxa o Nickel ele não vai levantar já mas é preciso pagar a despesa não vá um conhecido aparecer põe o Nickel debaixo da borda do Pires bem amostra para o amigo que venha a aumentar a despesa bem oculto para o Garão que não vendo que o café se acha pago não virá levantar a louça porque ele ainda quer ficar ali mais uns 20 minutos depois se tocará
devagar para a repartição chegando às 9:1 qu5 mais ou menos chega bem já houve o tempo do diretor atender a primeira fornada de papéis a hora do cafezinho 9:30 ele está sempre só é este o momento café não já tomei o Garção põe a xícara servida na bandeja ao lado de outras colhe o níquel com um giro do guardanapo Limpo o tampo Da mesinha enquanto isso os cotovelos meio levantados Neno olha por cima à rua lá longe através da grande porta tem agora à sua frente um tampo luí de mármore vazio só o cilindro do
açucareiro falta-lhe um apoio levanta-se são 8:30 quase no relógio do café se fosse até o cis Capítulo 4 9 hor já está arrependido daquela long folga parece ele tarde ag daí que chega a repartição perde mais uns 10 ou 15 Minutos o diretor pode ter saído pode ter ido falar com o secretário apura o passo à medida que se aproxima o momento decisivo cresce o desejo de resolver de todo aquele negócio já cansou bastante a cabeça desde que saiu da cama o dinheiro no bolso desde agora é o descanso que ele bem merece para o
resto do dia 5 10 15 minutos mais e se acaba essa preocupação torturante ele tem experimentado muitas vezes essa mudança brusca de sensações a volta à Vida do Filho quando esperava sua morte e outras está num momento desses o dinheiro do diretor vai trazer-lhe uma enorme descompressão funcionará tudo porque é o seu feiti ou o seu mal ele fará desta vez como de outras deste negócio o ponto único exclusivo o tudo concentrado da sua vida pago o leiteiro o mundo recomeçará novo diferente assim foi quando D volta do filho a saúde eu já saí 22
vezes à barra o jeito Dizia isto como testemunho da sua experiência sair da Barra depois o mistério do Oceano os Marinheiros do grande cargueiro alemão debruçados lá em cima na amurada olham para o sujeito cá embaixo e para a Estranha luzinha alternativamente tem um sorriso Sereno o indivíduo fala com eles em alemão está certamente em visita Naziazeno viu-se inopinada mente interpelado ao passar não pode me dizer o que aquilo lá no céu uma luz uma estrelinha um pouco acima da Igreja das Dores parece um contato de fios naquela altura Olhe aqui onde estou já saí
22 vezes na barra não penso que seja um simples contato a luzinha às vezes se apaga é lívida na manã Luminosa que será mesmo o cargueiro alemão estava batido das vagas com grandes retalhos de vermelho zarcão a luzinha Naziazeno de volta do Cis ainda acompanha no seu pisca-pisca até que num ângulo de rua Ela desaparece oculta no casaril ele não pode deixar de Se figurar a sua entrada no gabinete o diretor está só escrevendo a cabeça enterrada no vão da escrivaninha de cortina dá licença Doutor eu compreendo essas coisas Naziazeno o diretor tem a voz
suave ele é moço com R 6000 no bolso ele quase que sente remos devia ter pedido R3 exatos para ficar na verdade na estrita verdade como compensação gasta essa diferença em coisas úteis para casa é preciso ocultar a mulher o modo como conseguiu chega e Entrega-lhe o dinheiro ante a boca grande que ela abre se ela fizer perguntas arruma-se como umas evasivas ele não pode perder o prestígio de marido que vai vira e cava ela fica assim imaginando o esforço e ele está kit com ela e com Todas aquelas humilhações passo o Cipriano numa lufada
levando o Alto do diretor olhao enxerga-lo mas nem o cumprimenta todos esses choferes de repartições são Insolentes os chefes lhe dão muita ganja queria ter avido onde vai o Cipriano com o 49 a entrada das obras é guardada por um velho porteiro homem ranzinza antipático Bom dia Seu Júlio Naziazeno se jula em débito com os homens desde que vai ser salvo pela bondade dos homens ele é toda humanidade solidariedade o cumprimento que dirige a Seu Júlio é acariciador a repartição fica lá no Fundo num sobrado todo aquele recinto foi se alterando aos poucos invadido pelas
obras das antigas casas só ficou aquele grupo dominado pelo sobrado da repartição o caminho é aberto entre maquinarias materiais ferros muita coisa se deteriora a interp naeno chega à porta da repartição a escada o Capataz vem descendo sem casaco a camisa muito bem limpa estofada pela barriga Redonda uma corrente em arco de ferro branco e lustroso parte do cinto Sobre a frente e vai se perder num dos bolsos da calça com as chaves o capatas tem uns papéis na mão o diretor está não veio ainda não chega a ser um contratempo ele mesmo estava agora
desejando adiar um pouco o instante de abordar o homem está confiante nervoso um tanto gasto de nervos o Horácio prara o cafezinho desde que suspendeu a ver cafezinho que este custeado pelos funcios Tostão Neno não quer café tomou um a Pouco para sua na sal peen trabalham mais dois O primeiro escrituário é o datilógrafo ambos muito quietos o primeiro escriturário confere contas é um serviço que faz há muito tempo dispõe de grande prática faz cálculos usa tinta encarnada bate muitos carimbos depois quando tem já um grupo de contas respeitável ergue-se e repassa as uma a
uma com todas as suas primeiras segundas e terceiras vias nos dedos que ele acaba a cada passo olha nos lábios com certo Ruído o da datilógrafo quando não está batendo lê um livro aberto dentro da gavetinha ao lado Naziazeno Interroga o datilógrafo o diretor saiu o funcionário levanta os olhos do livro relania Os lentamente pela janela pousa os no escriturário Está na secretaria responde este sem interromper a conferência das contas o Cipriano certamente foi buscá-lo não tarda estará aí conjectura mentalmente Naziazeno o trabalho de Naziazeno é monótono consiste em copiar Num grande livro cheio de
grades certos papéis em formas de faturas é preciso antes submetê-los a uma conferência ver se as operações de cálculo estão certas são notas de consumo de materiais há sempre multiplicações e adições a fazer o serviço porém não exige pressa não necessita estarem dia Naziazeno leva um atraso de uns bons 10 meses ele hoje não tem acento para um serviço desses é preciso classificar as notas dispas por ordem cronológica e pelas várias verbas Calcular depois então lançá-las com capricho puxar cuidadosamente as somas ele já se refugiou nesse trabalho em outras ocasiões era então uma simples contrariedade
a esquecer uma preterição injustiça ou grosseria dos homens mesmo assim quando nesses momentos se surpreendia entusiasmado nesse trabalho ordenado e sistemático como um jogo de armar não era raro virhe um remorso uma acusação contra si mesmo contra esse espírito inferior de esquecer Prontamente de achar no ambiente aspectos compensadores Quadros risonhos todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados emperrados não tinham Não essa compreensão inteligente e Leviana das coisas o diretor foi diretamente da casa à secretaria é isso com essa reflexão Naziazeno longe de se tranquilizar fica um tanto inquieto por
tal coisa só acontece quando há assunto importante e Demorado é exato que o Cipriano foi buscá-lo o Cipriano foi buscar o diretor Naziazeno faz a pergunta com esse tom vago de quem não faz muita questão de saber de quem no fim de contas se desinteressa pelo objeto da pergunta o diretor mandou o chofer ir buscá-lo as respostas não são precisas há mesmo quem não veja o Cipriano há mais de uma semana Clementino supõe que ele tenha ido de fato à secretaria só não não sabe se é chamado do Diretor Clementino atende o gabinete está ao
pé da porta todo ouvidos AC companhando os telefones os telefones do gabinete habitualmente tocam muito principalmente o da rede interna ele distingue um do outro facilmente pelo som Naziazeno se acha a seu lado o seu desejo é voltar aquele assunto Cipriano ia um tanto rufado qualquer dia ainda rebento 49 e a conversa esfria Tine depois de um momento a campainha do chefe de sessão o Imediato do diretor Clementino vai ver do que se trata Naziazeno fica sozinho naquela saleta lugar de passagem que às vezes também serve de sala de espera passa já das 9:30 o
servente está outra vez de volta mal se encosta porém no seu Portal retine um dos telefones ele mergulha no gabinete fendendo o pesado reposteiro com as cores nacionais Naziazeno percebe que ele tem uns Sim senhor sim senhor solícitos e atarantados é o diretor na certa é o Diretor pergunta-lhe quando ele aparece à porta servente sem se deter faz um sinal afirmativo vem agora Clementino diz-lhe sempre caminhando está chamando o chefe da sessão nas hita um momento vai porém até a sua sala o datilógrafo está lendo o seu livro a cabeça torcida Sereno o primeiro escriturário
tem um resmungo feito de algarismos e verbas Naziazeno aperta com tinteiro régua etc os papéis que pusera sobre a carteir deixa mesmo aberta a gaveta das notas Onde vai empilhando aquelas que vão sendo por ele lançadas pega o chapéu e sai Capítulo 5 o começa a abalar as primeiras dificuldades aparecidas aquela confiança cega seai vem-lhe outra vez a ideia tudo quanto há de inviável nele admira-se mesmo de haver posto toda sua esperança num empréstimo Duque procederia d outro modo cavaria é o que ele não sabe fazer parece-lhe mais Digno pedir exibir uma Pobreza honesta expedientes
sem estratagemas entretanto quando reflete no duduque acha o superior superior Sobretudo com esforço como Combate o Duque há de orientá-lo ele não põe de parte ao diretor absolutamente este Pelo visto ainda se demora na secretaria é o tempo que ele vai empregar naquela fuga até o Centro encaminha-se para o mercado para es Café da Esquina de que o Duque fez o seu campo de ação a sua bolsa já sabe a Pergunta que o Duque vai dirigir-lhe a primeira se não tem nada para empenharem é por onde o Duque começa depois Pouco a Pouco seu plano
vai tomando corpo tomando vulto até que chega a um resultado ele deposita muita esperança no Duque muita mesmo não não tem nada para empenhar nunca teve é o que é verdade apenas aquele relógio já hoje perdido para sempre a não ser que tire a roupa do corpo quem sabe talvez o próprio Duque o desaperte ele às vezes cava uns dinheiros mais grossos se não tudo não tem de ser tudo nesse ponto não há hesitação nem transigência ele quer esperar o seu leiteiro apresentar-lhe os 53.000 ré diz ele aqui está o seu dinheiro e nem mais
uma palavra quando depois de pagar o leiteiro no portão ao pé da escadinha Entra de novo em casa as janelas estão cheias de luz a toalha enxovalhada da mesa resplandece o café com leite tem um cheiro doméstico Que lhe lembra sua infância à medida que se aproxima do centro vai encontrando caras graves e indivíduos relativamente novos bem vestidos rápidos e preocupados fazem uma estranha Ronda através dos bancos dos cartórios etc parecem andar sempre prontos para uma festa o rosto bem escanhoado estão simplesmente trabalhando negociando seus rostos bem de perto tem uma cor de insônia e
um ar machucado em Torno dos olhos há mesmo uma espécie de concentração melancólica do olhar que lhes dá um vago ar de velice o seu trabalho rende Naziazeno os vê a tardinha depois de chegar em casa essas Casas Novas higiênicas muito Claras a mulher é um ser delicado e lindo recosta-se no espaldar da cadeira onde ele está sentado e um e outro sorriam para os filhos corados e loiros nas suas roupinhas Claras Naziazeno vai andando é a segunda vez que consulta o Relógio da prefeitura essa manhã esse relógio lá no alto na torre parece-lhe uma
redonda e impassível já pôs o pé na calçada do mercado o café do Duque fica na outra esquina toda essa calçada é uma sombra fresca e Alegre cheia de passos de vozes quando defronta oo portão Central abre-se lá dentro uma perspectiva de Rua Oriental cheia de bazares miragem remota de certas gravuras ou de certas fitas que viu não enxergo o Duque nos lugares habituais Entretanto é a hora dele vai ficar por ali pelas portas alguns minutos Naziazeno bem que sentaria quem sabe talvez haja um conhecido nalguma mesa Olha lá no fundo o Carvalho mas desvia
vivamente a cara faz que não vê o Carvalho e esse seu gesto lhe traz a lembrança um gesto semelhante essa manhã com o Fraga está vendo o Fraga na porta da casa bronco e sorridente ele por sua vez teria de fazer-lhe uma cara de riso também depois a mulher pelas crianças e Contando ao marido o Fraga deixando cair quase até ao Grosso ventre uns beiços moles de espanto sueto ou feriado Naziazeno olha para o alides com um olhar vago e triste que fitava o Fraga vem me pagar um café e al sides arrasta-o para dentro
capítulo seis havia momentos a conversa tinha esfriado a sides à sua frente olha longe a rua nasiazeno acompanha meio furtivamente os gestos do Carvalho que se prepara para Sair já tirou o porte e Mona do bolso de trás das calças torcendo-se um pouco tornou a colocá-lo onde estava depois de o examinar com o olho bem metido dele e puxou uma cédula de um dos bolsos do lado da calça torcendo-se a ainda mais o Garção a seu lado Sereno mas com um certo grau de impaciência latente fez rapidamente o troco mal lhe caía o dinheiro nas
mãos vai tirando as moedas de vários dos bolsos e depondo as no mármore da mesa Carvalho a cabeça baixa Confere separando-as com um dedo como uma cozinheira escolhendo feijão na tábua da mesa destaca uma moedinha que põe a parte com um dedo Moroso recolhe o resto p p da bengala e dos jornais que colocara numa cadeira ao lado e se levanta relance um olhar pelo café olhar que vem ferir o rosto de Naziazeno que estremece como se um jato de holofote subitamente o iluminasse desvia precipitadamente a cara põe-se a olhar para o Alcides a figura
porém do Carvalho avança pouco a pouco na franja do seu campo visual é apenas um vulto negro e alto avançando Cadência adamente seus passos soam já nas viaz Eno mantém o pescoço duro qualquer relaxamento de músculos põe no a cara a cara com outro está começando a sentir um calor no rosto os passos são mais sonoros aides volta-se lentamente para trás na direção deles bom dia bom dia bom dia carvalo e os passos agora cada vez Ressoam menos menos e extinguem-se a onda de calor foge progressivamente do seu rosto Naziazeno tem a impressão de haver
mergulhado a face na água fria acha-se um pouco trêmulo a sides ali à sua frente ele não se sente tão só a cara deslavada e ausente do outro bem podia passar por ingênua ele curvava um pouco o tórax para adiante olhava em frente as feições iguais como de quem dorme quando tirava o olhar de um foco para colocá num outro fecha Habitualmente os olhos como quem faz um entreato entre duas visadas isto repetido várias vezes dhe um ar de sono que tornava mais ausente e Ingo e o Duque que não aparece outra vez ol perid
sobre alides que sua frente olhando a rua com a sua cara de sono parece um menino grande distraindo o Alcides está diferente com aquele casaco marrom Naziazeno Já pensou nisso horrorizado não teria coragem de Envergar um casaco assim porque esses judeus parece que arranjam sempre umas coisas incríveis que nunca ninguém usou que a custo a gente admite que alguém as tenha feito um dia o Carlos apareceu com um desses casacos desarir sem chapéu Como é seu costume os ladrões bateram essa noite no meu quarto me deixaram Limpo tive de arranjar esse casaco emprestado como ele
é amigo de um repórter O Roubo veio mesmo no jornal Nesta tarde Naziazeno bem compreendeu mas calou-se veio-lhe porém um pavor desde aí figurou por um momento o caso como se passando consigo e a sensação era de sair nu para o meio da rua rodeado de espaço aberto e de sol por todos os lados longe muito longe na sua infância uma vez aconteceu-lhe um caso assim e é estranho havia o esquecido Por umas duas dezenas de anos ele escapara de uma doença grave só se recorda da febre e do abatimento do primeiro dia Depois um
estranho brinquedo com um companheiro de classe que ele sabia ele sabia morrera pouco antes de crp uma Bruma na inteligência uma espécie de sono certa noite uma ânsia violenta tá uma sufocação meu filho tu estivesses à porta da morte a mãe fez uma promessa se tu sará era andar um ano vestido de Santo Antônio e ele se recorda bem daquela figurinha marrom no colo da mãe Encolhida debulhada num pranto impotente e trágico no meio da rua rodeado de espaço e de sol por todos os lados seria a suprema vergonha Como ter coragem como mas tu
não vês que é pior o sofrimento que tu dás a essa criança com semelhante coisa olha se fosse meu filho eu tirava já essa roupa Deus que me perdoasse mas como é que o judeu dá esses casacos para vocês ind Gara ele você compreende a gente não é de sair despido O Judeu empresta uma calça Qualquer e um casaco ele sabe que é perdido porque ninguém vai desempenhar a roupa é o que ele quer um casaco desses não vale nada a diferença Ele já tirou no negócio da roupa mas alguns cobram um aluguel coisa pouca
e aidus Voltara a olhar mais uma vez à rua com a sua cara de criança sonolenta e Cândida o Duque não aparece mesmo Naziazeno Experimenta outra vez aquela sensação de amargura e de nusia no meio do peito vou me chegando pra repartição O Duque não vem mais leva a mão ao bolso tira os níqueis é uma moeda de R 400 e uma de Tostão deposita os R 400 No tampo da mesinha com o Tostão entre os dedos hesita um instante depois joga-o também para cima da mesa vamos ergue-se lentamente seguido de aits a porta ainda
relance o olhar de um lado pro outro procurando você não queria dar uma espiada nos cafés do centro pergunta-lhe o amigo podemos e põe-se a andar a manhã está quase perdida vai refletindo Naziazeno só lhe resta agora o diretor aides não aprovou esse pedido esse sujeito não te empresta mas ele lhe fizera ver já uma ocasião não queiras comparar tu vais ver é trabalho perdido e entretanto são uns folgados quem sabe talvez fosse certo mesmo aquilo que aides lhe contar aquelas intimidades com o Dr h eram bem características fechava-se horas e horas no gabinete quando
não eram enormes conversas pelo telefone em alemão o escândalo está por Estourar acrescentar o sids é para qualquer dia desses Naziazeno tem uma revolta esse ganho fácil e criminoso é uma extorsão aos demais é por isso que ele é um roubo foi o Duque que te contou o quê essa coisa do Dr Rome não fez al sids isso já anda na boca de todo mundo um silêncio Naziazeno via via o diretor asa afamado sempre andando ou escrevendo a cabeça mergulhada na sua secretária de cortina Muito Zeloso querendo tudo a tempo e a hora é um
sujeito sacudido dizia-se dele com respeito na diretoria Viera subir um moleirão uma maneiro velho desmoralizado o secretário dava-lhe muita força às vezes os funcionários viam que eles discutiam quase em pé de igualdade e era um ladrão mas o que é que me importa isso quando com efeito que é ele que lhe importava aquelas bandal quando tinha essa barra pesada de Ferro sobre o peito e o que é pior fugir-lhe o entusiasmo pelo seu plano primitiv desde que souber aquasis doet nem sab meso seia AB como era incv Aquim Human euen tenha hom Faz aí que
que fazer se não pedir esse dinheiro ao diretor recorrer a um colega nem pensar Nessa altura do mês nenhum Deles Podia socorrê-lo mesmo que quisesse tu tens alguma outra ideia não respondeu Naziazeno a sua ideia era sempre uma pessoa o diretor o Duque como isso humilhava qualquer daqueles seus amigos com menos cabeça do que ele mexia ele se limitava a recorrer a um ou outro eu sei que há muitos homens que arranjam um depois que largam o serviço disseram-lhe uma vez a mulher por que não Consegues um para ti realmente por que não produzir Como
os demais como todo mundo agora mesmo toda essa manhã perdida em busca de uma e outra pessoa quando podia estar agenciando cavando certa ocasião ele vira o Duque ganhar R 80.000 para pagar o aluguel atrasado aproximando dois sujeitos um que queria vender um terreno outro que queria comprá-lo foi uma transação limpa e rápida ainda os sujeitos ficaram sorrindo pro Duque um sorriso de admiração bondosa Mas onde estão os Negócios Onde estão ele nunca havia nada era aptidão que lhe faltava depois a coisa estava mesmo ruim para todos o próprio Duque ainda havia pouco tempo confessar
alhe Olha que eu sempre tive facilidade em me defender nessa cidade mas mas agora não há em qu era de garantir que só hoje o Duque necessitasse de outros R 80.000 para pagar o aluguel em atraso não haveria de encontrar tão facilmente dois sujeitos a aproximar Naziazeno sentiu-se um tanto Consolado com essa constatação não imaginaste nada mesmo como aí se mostra surpreso com a sua imprestabilidade e com absoluta razão o caso dos R 80.000 do Duque vem lhe à cabeça talvez alguma pequena corretagem corretagem Sim quero dizer aproximar vendedor e comprador deixe de bobagem corta
o outro com energia há interesse na sua atitude é preciso achar uma defesa Mas como vamos botar alguns Tostões no bicho mas e os tostões não te dê cuidado aidas distribui rapidamente as tarefas Naziazeno ir até a repartição dará a facada no diretor É sempre bom tentar caso fale procurará arranjar uns niqueis com os companheiros o jogo ele ao sides o fará dentro de poucos momentos ao meio-dia se encontrarão ali no nacional espiam para dentro dos cafés demoradamente nada do Duque Até logo então Até logo Nasiazeno vai fazendo outra vez o caminho da repartição Ainda
lhe soa aos ouvidos aquele seu próprio Até logo breve Claro e natural querendo simular coragem e confiança a sua tristeza tem sempre esse rebate no estômago e no peito sente dentro de si um oco dolorido ao mesmo tempo que as feições se lhe repuxam e pela segunda vez nessa manhã a impressão da solidão do abandono ele vai voltar à sua sala o Datilógrafo há de estar lendo o livro metido na gaveta o primeiro escriturário a cabeça quase roçando os papéis passa e repassa as suas contas molhando as pontas dos dedos nos lábios com um certo
ruído nem há como interessá-los naquele caso e se porventura os abordasse lá haviam de vir aquelas evasivas aqueles desviar de olhos a maior ou menor pressa de desconversar de se libertar daquele assunto de fazer valer os seus direitos de a ele ficarem tranquilamente Estranhos estranhos Naziazeno vê-se no meio da sala atônito sozinho olhando para os lados para todos aqueles fugitivos que se esgueiram que se somem com os pés de ratos Capítulo s a figurinha marrom desperta outras figuras a noite de verão de um escuro fosforescente e sem mistério cheia de gritos de criança nas vi
Zeno já observava havia muito o grupo de guris na esquina o seu constante movimento como se o brinquedo fosse Trocar de lugar às vezes um deles se destacava correndo seguido de outro mas logo voltavam um orador mais alto falava fazia-se um silêncio apertava-a roda depois a acabar por ir se sentar na calçada bem na esquina juntinhos de quando em quando uma voz Neno bem que ouvia hisa Casé lá tem o que nun mais encontrou no mund fiz oon Human e Imv quer ir vem primeiro beber o teu leite ele vai dizer a mãe que não
quer leite hoje mas ela o obriga a entrar o comedouro está todo aberto há pessoas à mesa tomando cafés conversas mas Y azeno não sabe quanto Demorou tomando o leite volta pra rua a esquina está Deserta a noite muda e desabitada ainda corre atraído por vozes longínquas e vagas vai até a outra esquina mais de baixo ninguém as casas Aliás já estão se fechando com ar de Tristeza as casas D li da rua estão abertas a sombra e sol um sol que começa a esquentar é ainda o centro a igualmente comércio mas Aquelas caras pálidas
distintas com olheiras já não aparecem mais soldados um que outro marinheiro da capitania de longe em longe o bonde os edifícios são altos uma arquitetura variada ele vai passar pelas dores vai ver o que é aquela luzinha essa espada em diagonal na vitrina do Brick já está Aí há muito tempo o homem do Brick vive de um comércio calmo de tempos em tempos um freguês que discute muito examina muito regateia o homem do Brick é Sereno parece indiferente ao ganho e como que se consola igualmente com o vender ou com o não vender mas ele
não compreende porque há o aluguel da casa o armazém o pão o Leite tudo entretanto aí parece regulado uma fatalidade complacente zelando para que tudo se equilibre se equilibre o ganho e o gasto se equilibre A vida e o homem do Brick Sentado lá no fundo num recanto mais escuro com o cachimbo na boca olhando firme à porta aparece-lhes e bronco um automóvel Passa numa lufada É o Chefe pela vidraça do fundo ele ainda consegue distinguir curvado sobre um amigo conversando uma esperança lhe vem aquela primeira esperança no diretor chegar ao portão das obras quase
feliz o diretor Não parou na diretoria foi direto às obras a porta o subdiretor o Capataz e o Dr his o esperam e o seguem com o olhar ele anda lá pelo fundo com mais dois percorrendo o recinto seu passo é ligeiro militar vai arrastando os companheiros naquela sua Ronda nasiazeno resolve esperá-lo ali fora também mesmo porque talvez nem entre Já são quase 11:30 a hora de fechar não pensou como vai abordá-lo se a sós com ele se adiante dos outros tudo Aquilo é tão simples tão familiar eu compreendo essas coisas n vi Zeno o
senhor pensa que eu tenho uma fábrica de dinheiro o diretor diz a as coisas a ele mas olha para todos como que para dar uma explicação a todos todas as caras sorriem quando o seu filho esteve doente eu o ajudei como pude não me peça mais nada não me encarregue de pagar as suas contas já tenho as minhas é o que me basta risos o diretor tem um rosto escanhoado a camisa Limpa a palavra possui um tom educado de pessoa que convive com gente inteligente cause u o rosto do Dr H resplandece vermelho e glabro
um que outro tem os olhos no chão atitude discreta Naziazeno espera que ele lhe dê as costas V reatar a palestra interrompida aquelas observações sobre a questão social comunismo e integralismo ele estava Alegre de humor elevado fazendo espírito o integralismo é uma coisa que convém ao clima do Brasil andar sem casago o sorriso que tivera na Zeno foram um sorriso amigo e Franco Doutor só o senhor pode me tirar um peso do peito um fechar da cara mostrar apres aborrecimento daup ten eu porenta FCA deiro os funcios come aai terminou oente oet dirse para automóv
um amig que o acompanha você não vem Obrigado estou também de automóvel e aponta um carro que estaciona metros Abaixo atrás do Alto do diretor os funcionários debandam Naziazeno deriva na enchurrada os funcionários dispersam-se alguns esperam o bonde um ou outro sobre a primeira rua transversal Naziazeno H algum tempo caminha perto do Clementino o contínuo tem o passo ligeiro é magro mora longe tem de voltar para abrir a repartição e faz todo o trajeto a pé naso acompanha as passadas com certo entusiasmo meso a despeito das suas Pernas estarem bem cansadas com aquelas caminhadas todas
é o que acompanhar o clamen tagarelar com ele representa fugir fugir fugir mas o entusiasmo Tem um limite e ele breve larga o Clementino que ao se ver só espicha mais as passadas como que afina mais o corpo e se atira com mais arrojo contra a distância como uma lança tudo mais desapareceu da cabeça de Naziazeno só ficou o diretor com o olhar aceso e a cara de pedra dizendo-lhe Aquilo os risos do Dr Hast e dos outros as fisionomias enrugadas de prazer haviam lhe chegado ao olhar e a compreensão como coisas soltas no espaço
sem fundo e sem meio ambiente curvada sobre ele dura e estranha a pessoa do diretor enche-los é a quarta vez que faz esse trajeto da repartição ao centro do centro a repartição o fato mal se insinua na sua consciência através das frinchas deixadas pela figura grande e Adunca do diretor não queira que lhe pague as dívidas passa junto dele um conhecido como é como é o nome desse rapaz justo Soares com quem chegara a ter relações um tanto estreitas e que agora não cumprimenta mais o seu olhar procurou apoio aqui e ali ele teve de
voltar a cabeça para um e outro lado meio atarantado se para fugir ao cumprimento conhecera o justo Soares A propósito daqueles metros cúbicos de Recalque um pouco intrincados fizera-se intimidade entre eles justo é um rapaz muito agradável felizmente tudo solucionou e já faz algum tempo agora justo Soares não o cumprimenta mais é que certas amizades se extinguem quando se extinguem os negócios que a originaram e é razoável quanto conhecidos seus nessas condições ele poderia rememorar não pago suas dívidas mas com isso ele fizera Confissão de que acreditara nele você tem as suas dívidas também Naziazeno
como seria diferente se ele ainda o ironizar sempre esses apertos hein o senhor tem as suas dívidas as suas dívidas não é crime isso poderia mesmo falar com ele a propósito das suas dívidas estou meio atrasado presentemente tem umas dívidas de honra ten umas dívidas o diretor mencionaria as suas também mas oh muito mais Importantes os dois a terem as suas dívidas fato aliás comum mas não queira me obrigar a pagar o que você deve e outra vez na sua cara infeliz aquela onda aquela onda de Ortiga e o aidas não será sem um certo
constrangimento que vai dizer ao aides o que se passou é mais um fracasso a desmoralizar perante aqueles lutadores ele não confessara tudo ao Aides Mas aquela suspeita de desonestidade se o revoltava e lhe esfriava o entusiasmo por outro lado lhe dera quase a certeza de se sair bem esses indivíduos são generosos pensara pena é que lhe havia fugido a simpatia pelo homem desde que soubera daquilo e o seu negócio era para si mais um caso de simpatia simpatia humana do que mesmo um negócio como desejara poder desculpar o seu ser íntimo Se achava mesmo inclinado
a abordá-lo com estas Palavras eu sei de tudo mas veja como eu o perdoo tanto que recorro ao Senhor eu já o ajudei não me peça mais nada e dizendo isso olhava para os outros dando-lhes uma satisfação Não não precisa recorrer ao Alcides para decifrar esses homens não gostam de passar por generosos é uma sentença que o alides ou o Duque bem podiam ter feito com antecipação ele o sabe agora ele teve a cuidade para a despeito da emoção Daquele instante notar o seu olhar fugitivo e de justificação entretanto chegar a uma conclusão errônea e
contrária este acha sempre tudo fácil e o conferente sorri meio vermelho sorrira o amigo o próprio Naziazeno tivera de sorrir encabulado mas acaso não seria fácil mesmo desembaraçar aquelas miudezas não estava tudo explicado então não eram Unos pres presentes simplesmente objetos sem valor comercial Destinados a particulares sim mas pela lei deviam ser despachados eu penso que os senhores não escapam da multa e o conferente ainda uma vez sorrira para ele para o seu ridículo um sorriso de remate um tanto complacente é certo só agora que já passou das Dores é que se lembra daquela luzinha
que tanto desejava averiguar tudo fácil para o Duque nada era fácil tudo era Afinal vencido eis a difer Oides adivinharam esse sujeito não te empresta entretanto da outra vez não queiras comparar Mas por que não comparar eram casos iguais a mesma dificuldade o mesmo peso no peito está certo que aides não se surpreenderá quando souber de tudo nem mesmo daquela palavra de pedra o aides o Duque e os outros e outros estão sempre de prevenção sempre em guarda sempre antecipando ele não ele acredita na compreensão Alides era capaz de ficar com raiva Decepcionado se o
outro emprestasse Alcides que é tão neutro tão indiferente tão desmoralizado uma inspiração de ar longa e meio doída levanta alhe com dificuldade o peito de chum a palavra e a figura do diretor esmagaram esmagaram é o termo não podera discutir com a mulher exigir respeito depois do que lhe sucedeu seria iní idealizar outro plano tem uma Preguiça doentia a sua cabeça está oca e lhe arde ao mesmo tempo Aliás o sol já vai virando para tarde já luta há meio-dia perdeu já a sua cor dourada e matinal uma calmaria suspende a vida da rua e
da cidade AIDS talvez não o esteja esperando e o seu desejo mesmo é não não encontrar ninguém não vai voltar para casa a questão dos níqueis é o de menos não voltará também a repartição no expediente da tarde os seus papéis Caram sobre a carteira todos o esperam Passam-se as horas a hora de fechar o Clementino hesita guardará ou não não sabe como encherá a tarde Seu nevoeiro só lhe permite ver um raio muito pequeno muito chegado aquela hiperaguda fixação num ponto em que estivera até então como é bom suceder um período vazio vazio porque
é preciso renunciar aquele desejo de conseguir o dinheiro não se arranjam R 60.000 quando sequer pagar o leiteiro entregar-lhe a importância tome é o seu dinheiro Tirar-lhe as costas sem dizer mais nada sem mesmo querer reparar na sua cara espantada surpresa e um seu tanto Arrependido agora Outra Vida ia começar iria direto à caminha do filho criança brincando com criança se instalaria na mesa para tomar café tudo era calmo e ao mesmo tempo vivo ao seu redor amanhã voltava a ter aquele Encanto antigo seria capaz bordejando daqui e dali de ir espiar por cima do
muro o amanuense e seus galos depois horas depois a viagem De Bonde para a cidade com a fresca batendo lhe na cara aberta e exposta teria mesmo um encanto de uma viagem Capítulo oito Treme o ar toda a rua treme com calor tremem as casas como um pedaço de paisagem submarina ondulando através da água movediça as habitações têm colorido pequenos Jardins bairro elegante Naziazeno disfarço o cansaço porque ten uma esperança Segue o trilho Estreito e quebrado da sombra das casas na calçada Bem Junto das Paredes toda a rua está balizada num lado e noutro por
uns blocos metálicos de um brilho Sombrio Limousines em Descanso o sujeito mora no número 357 é o fim da rua lá no alto Alcides esperaram não há de ser nada a confiança desses batalhadores vamos entrar aqui aqui neste café O jogo estava feito alguns níqueis distribuídos Em centenas e dezenas sabiamente combinadas invertidas Alid des puxa do bolso um talão e uma pequena lista Naziazeno põe um olhar vago e sonâmbulo sobre esses números não ele não desconhece que o bicho seja uma Providência a providência de todos esses pobres diabos ele vê a frequência com que o
seu bairro pega dezenas e mesmo centenas nas mãos de um conhecedor como aides a sorte como que se deixa dobrar e vencer basta reparar na confiança do amigo mas ele está triste é um desencanto que não chega a ser ódio ou Rancor é um Anseio um desejo de imobilidade de inatividade os dois cafezinhos se acham servidos aides está um tanto vivo só ele fala nos intervalos da conversa tem pequenos movimentos muda o corpo os braços a cabeça de posição Naziazeno não quer decifrá-lo faz esforços por se conservar a margem daquilo quer imobilidade só imobilidade mas
já ouviu muitas vezes no Duque é um primeiro mobilizar de forças Que se intensifica mais e mais toma vulto e direção no fim das horas é uma carga a quer lhe dizer qualquer coisa eu estava pensando que você podia dar por mim uma batida no Andrade que Andrade aquele corretor da rua 15 faz-se um silêncio você podia dar uma chegada agora na casa dele ele está almoçando novo silêncio aides prossegue ele ficou me devendo o resto de uma comissão R 100.000 frouxamente Naziazeno pergunta e onde ele mora na rua Coronel Carvalho número 357 perto da
Independência aides entusiasmar-se procure trazer nem que seja a metade ele vem me prometendo liquidar há muito tempo Naziazeno conservava-se silencioso ele não pensa na empresa propriamente pensa no Andrade vê a sua figura robusta asa afamada decidida de patrão ela lhe lembra o Gonçalves o dono de uma engraxataria que Existiu ali naquela Praça era também assim decidia se como um general entre os engraxados no fim do dia liquidava as contas dele o aluguel das cadeiras fechava tudo rasgava papéis limpava a mesa pronto não tenho mais loteria Não tenho mais bicho mais nada e vinha até a
porta agitando as mãos sem casaco a camisa limpa com o ar mesmo de quem se desembaraçar de qualquer coisa verdadeiramente pesada num dos um engra um negro de cara cínica sujo e Suaro olhava para a palma da mão para os Nis que lhe haviam restado e tinha um comentário para o companheiro mais próximo um comentário de moleque desconsolado Andrade não se aperta não por R 100000 comissão de qu uma venda de automóvel Andrade met em tudo Air é preciso ir agora a hora e como é que eu vou dizer combina a coisa um compromisso inadiável
não daria mais força tu indo em pessoa não tem Importância a paisagem submarina treme treme ele caminha na calçada do lado par para aproveitar aquele risco de sombra descortina a rua até o fim calcula mais ou menos a altura do 357 deve ser sobre o meio da quadra talvez passando Pou nesse ponto há um correr de casas iguais de aluguel casas antigas de aparência um tanto pobre imediatamente antes porém se ergue uma casa assombrada com Jardim isolada e aristocrática é ali uma área qualquer Coisa desse G vem de longe e de dentro da casa tem
o som um tanto velado vai se definindo melhor à medida que Naziazeno avança Pouco a Pouco aumenta de intensidade E de clareza é uma voz masculina de tenor coisa conhecida soa muito forte quandoe defronta à casa onde o rdio está tocando todo bangalô parece estar vibrando enorme Caixa de Música a Área depois diminui quase se apaga no intervalo das casas mas agora vem crescendo crescendo Até que ressoa com toda a força outra vez defonte do outro pdio n outra janela entreaberta e dessa forma ela nunca se extingue R 100.000 para um homem desses não é
nada essa gente que vive no centro nos cafés é desprendida não sabe explicar porquê mas o dinheiro Não tem não para eles esse valor que tem para os de vida sedentária ele vê o gesto do advogado Dr Otávio conte no Café metendo a mão no bolso tirando uma cédula de R 100.000 e entregando a Vá levantar essa letra você me devol depois não é bem caridade el não sabe explic aisso um certo tom de versidade deidade de um tal ou qual afou vê o Andrade ti com oo do Dr Otávio Conte a mesma cédula dos
entregando a casa aristocrática acha-se perto a numeração já está em quase 300 uma pequena aragem que sopra levemente Nesta parte alta da rua Passa lhe pelas mãos e esfria seu corpo suado fica como que um Bloco gelado e dlhe a sensação de que se enco se retrai dentro da sua roupa quente e assole que dela se Desapega como de uma carapaça ao mesmo tempo o coração que batia lá no fundo do peito veio palpitar bem a superfície quase a flor da pele meio engasgando mais uns passos e ele atravessará a rua o sol está quente
a rua é larga no momento lhe vem uma fraqueza um amolecimento das pernas Ele sente que lhe foge o sangue da cara passa-lhe por Um instante o medo da ensolação mas é rápido coze-se mais contra a parede isso é de estar cansado sem almoço demais está nervoso na expectativa seu coração bateu mais acelerado veio-lhe um pouco de dor de cabeça é preciso retardar mais o passo a casa está ali A bem dizer de fronte desde que o seu pé abandona o passeio põe os olhos na numeração parece ver sobressaindo do fundo escuro quase negro o
número número do Andrade Insensivelmente por um segundo desvia o olhar percorre outras fachadas as mais próximos quando encara de novo a casa e a placa Eis que se deu uma transmutação o que tem a sua frente ao 317 duro e impessoal e todo o resto também mudou o Andrade habita uma daquelas casinhas iguais talvez a terceira uma figura e o seu gesto de meter a mão no bolso e de tirar daí qualquer coisa de Generoso e de leviano aparece-lhes Vistos através de um diafragma de curtíssima Exposição capítulo nove Naziazeno está defronte de uma porta inteiriça
pintada de um Gris sujo e um pouco empenada fechando mal embaixo já bateu e espera mas ninguém o atende bate de novo com mais força a Tábua é grossa sem sonoridade ele magoa os dedos Numa superfície dura como metal cheio de grumos da justa posição sucessiva das várias camadas de tinta a demora Intimidao a sua tarefa precisa de facilidades bate outra vez nem com força nem demoradamente bate como quem se desobriga deever seu olhar-se um momento na fresta que faz embaixo a Tábua empenada da porta da janela a lado porém chega um leve ruído quando
vai erguer a cabeça ouve uma voz fina de criança que o interpela é um homem que quer falar com o papai e ela fecha imediatamente a janela a meia folha empenada cedeu mas Não desapareceu toda Andrade nela apoia a mão esquerda erguida alto a altura da cabeça a abertura que fez foi medida exatamente pelo seu corpanzil que se insinua na porta entreaberta como uma hérnia está sem casaco tem um guardanapo na mão maseno não estudou o modo de começar meio gagueja nas primeiras palavras Andrade tem os olhos fitos nele da parte do alides que aides
aides Conrad Ah o Conrad e depois de uma pequena pausa que Que o Conrad deseja o aides o Conrad tem um compromisso inadiável compromissos de honra tenho umas dívidas de Honra e mandou recorrer ao Senhor Andrade modifica sua posição como se acomoda melhor uma garotinha pequenininha quer forçar uma passagem entre as suas pernas e a porta ele se dirige a Naziazeno recorrer a mim como aparece lhe na testa uma ruga de incompreensão ele tem a receber do Senhor o resto de uma comissão R 100000 Réis de uma venda de um automóvel a garotinha está prestes
a romper a barreira que a separa da rua e do homem Andrade que até aí não aparecia ter notado imobiliza a com um susto fica quieta e forçando um tom educado para o visitante Não é bem assim Conrad tem de fato a receber esse dinheiro resta saber se de mim ele meio sorri e depois prossegue eu tinha combinado com o comprador o subgerente do New York Bank Não sei se conhece tinha combinado que eu pagaria uma parte e ele outra parte dessa comissão efetivamente assim que realizamos a transação satisfiz o meu compromisso Conrad não sei
se o outro já fez o mesmo mas ele ainda me disse hoje quem o subgerente do New York não o o Conrad sim o que é que ele disse e Andrade acesta alhe dois olhos fixos e frios ele disse que o senhor vinha prometendo liquidar essa pequena dívida Andrade tem um outro pequeno Sorriso dívida com Conrad e com a cara fechada outra vez não é vergonha ter as suas dívidas na ZZ no meio tem um sobressalto eu ten muitas até mergulho com isso é um sinal de crédito mas não o que prometi ao seu amigo
já lhe entrei e depois de um silêncio é exato que falamos ainda há pouco desses R 100000 Se não me engano mesmo parece que lhe prometi ir me entender com Mr mas não dou certeza não me lembro bem do caso Naziazeno não tem que retrucar o sol se aplaca sobre ele como se tivesse peso e consciência Andrade observa o seu jeito e muda de expressão o senhor não quer entrar um momento abre bem a meia folha a mão esquerda que segurava a porta faz agora uma concha sobre a cabecinha Redonda da garota Naziazeno tirou o
chapéu sente ao redor da testa uma fita úmida que começa a esfriar uma sensação agradável nem sabe por entrou caso agora é dar Volta está tão bem explicado É com certeza engano doid e corrigindo-se prontamente do Conrad Andrade agora nas palavras que lhe dirige está vago eids vees tira mão esda da cabecinha da filha Eos dedos os olhos segue qualquer coisinha do guardanapo do comedouro vem vozes de crianças entremeadas com ralos de gente grande foi engano Possivelmente mas o Conrad não perde esse dinheiro basta dirigir-se Ao Mr R ainda fica um momento assim mas vienos
sem ter o que retrucar Andrade cada vez mais vago vou indo então Andrade arreda a criança e abre passagem até logo as suas ordens capítulo 10 a com toda certeza o espera num dos cafés já há de ser seguramente uma hora levantou cedo tomou o café mais ou menos às 7 horas daí essa fome a primeira coisa que teriam feito com aqueles R 100.000 seria comer iriam Ao restaurante dos Operários a essa hora já quase vazio instalado no seu canto defronte da mesinha com a toalha branca bem estendida palestraram enquanto esperam Ele come pão um
pãozinho de pão d'água de casca Lisa e cantante como uma louça tenra ficariam grande parte da tarde ali repousando al vinho Nacional o coração amolecido já nasiazeno teria esquecido tudo trataria de ir se tocando para casa na rua no bonde se confundiria com os Demais era o mais agradável dessas Sensações Não Se animou a pedir ao sids o Nickel para o bonde e esta lhe saindo bem puxada aquela caminhada com o sol tem confiança com alides muita mesmo mas não Se animou não sabe por mas acha que alides não L daria com boa vontade ele
que vai essar dezenas de mil réis não se financia um sujeito um dia inteiro e para todas as coisas a cidade não tem árvores a rua é um bloco inteiriço de granito Escaldante terão de esperar pelo expediente da tarde para falar com o subgerente no banco parece-lhe agora um tanto estranho aquele equívoco do alides Entretanto a cara do Andrade tinha um ar de surpresa e de sinceridade mas se ainda tinham falado havia pouco no tal Mr R na parte que lhe cabia cagar como era possível ter al sids se enganado ele lhe vai explicar tudo
isso al sides o espera certamente no nacional silêncio da cidade já se Quebrou outra vez rola em direção ao centro a onda dos automóveis e dos Bondes a tira mesmo de sombra junto à parede já é mais larga e mais disputada Mr re um alto funcionário bancário há de ser pessoa séria não há de pô dúvida em pagar talvez exija um entendimento com o Andrade uma explicação Andrade estará pronto em dar todas as explicações ele lhe deixou a impressão de sujeito solícito prestad vai ser uma mentira quando Entrar nesses cobres Talvez aides o esteja mesmo
esperando para almoçarem juntos lembra-se uma vez que acompanhou al sides a um freg no mercado ele comeu o seu almoço de subiu um prato de mingal média com empadinhas depois meteu um palito na boca chupou um pouco de ar sibilante através dos dentes de um lado e no outro limpando-os cuspiu um que outro farelo de comida Puxou um cigarro deu tragadas grandes convidou vamos Naziazeno sabia que ele estava sem Dinheiro sobre a porta o dono do freg sem casaco alides chega-se bem perto dele canta alhe qualquer coisa o outro ouve com os olhos baixos e
de vez em quando um movimento de aessência com a cabeça Então até logo diz L aits Até logo Olha aí muito obrigado percorre o olhar por todo o café AIDS não tem o lugar certo todo viia costuma sentar mais das vezes sobre a frente o seu olhar já fez um giro completo e nada Do Aids avançam os passos recomeça passa e Repassa todas as mesas resolve mesmo inspecionar mais diretamente segue um dos corredores vai até o fundo olhando para um lado e outro volta por outro corredor a cada momento ouvir o chamado do alides porque
às vezes passa-se pela pessoa procurada e não se enxerga não há propriamente compromisso por parte dele e de esperá-lo exatamente ali bem pode estar noutro café ou mesmo na praça num banco com sombra é procurá-lo em todos Esses lugares um frio porém de súbito e que não pode reprimir passei-lhe por todo o corpo uma onda de gelo dirige-se para outro café o comércio reabre a as suas portas a outra vez se enche de gente os cafés têm quase todas as mesas ocupadas o ar comunica-los surdo que se levanta daí e que o estado de debilidade
do seu estômago e da sua cabeça amplia em certos momentos até lhe parecer um trovão dos cafés estende sua pesquisa à rua à Praça o Alcides naturalmente Cansou-se de esperá-lo foi de certo comer vai até o restaurante dos Operários que fica perto como não o encontra também aí lembra-se daquela vez que o acompanhou a um frj no mercado é isso é onde aides tem de estar chega até a vê-lo naquela mesma mesa comendo com concentração silencioso irá até lá mas ao mesmo tempo vê-se como igual nitidez indo ao freg do mercado e não o encontrando
só enxerga aí caras estranhas tudo desconhecido tudo Desabitado como Aquela esquina do seu tempo de guri talvez lhe deem notícias dele encosta-se à parede do Nacional espera de algum conhecido que passa chega a pensar em voltar para casa conseguirá uns niqueis não será difícil seu almoço está guardado num prato fundo metido no forno do fogão o prato está quente recomenda lhe a mulher o arroz secou os grãos aderiram uns aos outros com o calor meio formando uma casca esturricada na carne frita dá uns Passos Até a porta consula o relógio lá dentro duas menos 1/4
é preciso achar o aides faz mais uma vez inutilmente a ronda dos cafés das esquinas dos bancos da praça tem então uma decisão o banco é logo dobrando a Rua Sete Está certo que o aidis vai aprovar vai mesmo louvar essa resolução à sua iniciativa ainda encara todo mundo para ver se descobre o amigo A coisa não é de perder tempo foi ao Andrade Não era com ele é com Mr rees logo sente que é uma violência ao seu Temperamento está aprendendo a ser despachado dinâmico ao se desvai aprovar já se acha perto do banco
uma casa de dois andares com uma espécie de vitrina há pelo menos uma vidraça grande entre as duas portas que parece o resto de uma antiga vitrina o banco opera mais com cambis já uma vez ouviu dizer o movimento de entrada e saída não é grande põe o pé na porta o balcão se estende da frente ao fundo indivíduos adiante dos vários guichê entra avança Uns Passos hesita não sabe a quem se dirigir vai abordar o empregado mais próximo chega a dizer-lhe eu desejo uma a informação mas suspende-se o que é que está fazendo terá
mesmo direito de cobrar cobrar do Mr re aid nem lhe falou nele poderá confiar cegamente no Andrade está cometendo um erro um erro um calor invl a cara e o couro cabeludo deseja é o funcionário Bate umas pancadinhas de lápis impacientes no Balcão não lhe é possível agora fugir aquela impaciência dominao dominao e ele se lança perdido queria falar com o subgerente com o Mr re funcionário dá meia volta ao mesmo tempo que lhe vai dizendo num tom secamente informativo está em viagem para o Rio com o alívio que foi refrescante como um banho vem-lhe
a noção da Fome quase Du horas não sabe como pôde aguentar todo esse tempo sem Comer está satis agora tem certeza de que é jogo do Andrade com provavelmente a sua linguagem teria sido outra um artista mas precisa comer voltar para casa nem pensar Principalmente agora que a coisa não lhe saiu de todo mal porque o desastre seria encontrar o homem dar o pulo em falso o almoço no restaurante vai ser a trégua sairá Depois daí com inventiva com Decisão fiança outra vez aquela trepidação em que subitamente se encontrou essa manhã ao descer do Bonde
Na Praça 15 é preciso comer vai arranjar R 5000 aquela hora ainda se consegue Qualquer coisa no restaurante dos Operários se encontrasse o Duque seria a sua salvação tenho a certeza quem sabe talvez o al se des esteja agindo esse desaparecimento súbito Preciso de uns R 5000 ré ele é capaz de abordar o Dr Otávio conte O Dr conte há de se Recordar dele amigo do Duque tem escritório não sabe bem se na ladeira ou na Rua da Ponte não custa perguntar no cartório do Morais ele Se informa você não sabe onde é que o
Dr Otávio conte tem escritório para que é que quer saber para informar aqui a este senhor pouco antes da biblioteca n Olha o rapaz com reconhecimento Muito obrigado Capítulo 11 pouco antes da biblioteca é aqui o escritório ocupa uma Sala térrea pequena de um nível mais baixo do que o da rua uma escrivaninha ao fundo bem em frente da porta de modo que quem nela está sentado observa com um simples levantar de olhos todos os que passam Naia azeno ao chegar nas proximidades da porta retarda a marcha olha para dentro e o seu olhar vai
dar de chapa com os olhos de um rapaz certamente um ajudante que a escrivaninha conversa com uma mulher de aspecto pobre que se senta numa cadeira Ao lado ap parte numa cadeira encostada numa das paredes uma criança um menino provavelmente filho da mulher não viu o Dr Otávio conte dá mais alguns passos logo depois da porta há uma janela cujas vidraças se acham fechadas espia para dentro parece L ver uma porta lateral abrindo para outra peça avança uns passos mais e volta vem lentamente um pouco sobre a parte de fora do passeio para aumentar o
seu raio de exploração certifica-se de que há de fato uma outra Peça comunicando com aquela quando vai mesmo passando da porta uma pessoa um homem sem casaco alto Gordo vem saindo daí e entrando no escritório não pôde ver se era Dr conte resolve dar volta repetir a manobra mas para isso Desce mais um pouco para fazer decorrer um intervalo maior entre uma passagem e outra do meio da quadra retrocede as suas passadas são grandes e compassadas porque é forte a subida e ele já anda cansado de tanto caminhar vai pelo Cordão da calçada entre ele
e a parede como num canal em declive os transeuntes derivam com a força de água corrente são pequenos grupos sucessivos vem conversando dão-lhe a impressão de virem da alguma reunião que haja acabado naquele instante ao defrontar o escritório um grupo se interpõe entre ele e a porta aproxima-se então da janela mas no momento em que vai espiar para dentro volta-se subitamente e dá com os olhos num sujeito que na porta de Uma casa fronteira observao com olhar fixo retira-se vivamente e sobe vai até a esquina o sujeito ainda o está observando ele se demora um
pouco na esquina Talvez o Doutor Otávio conte não esteja não vale pedir desce o passo lançado a cabeça erguida olhando um ponto na frente percebe que o indivíduo o Segue com os olhos na primeira esquina na interseção de uma travessa conhecida como o centro da jogatina dos cabarés e das pensões chiques Neno no impulso que Traz por um pouco não Abou a um cidadão baixote de Passo pausado que desembocava tranquilamente na ladeira as mãos de Naziazeno automaticamente tateiam o peito os ombros a cabeça o chapéu do cidadão põe-se a dançar no seu crânio interjeição hum
Opa de surpresa e de atarantada desculpa o cidadão baixote é um conhecido seu o Costa Miranda você vinha com pressa ele meio sorri ainda pálido com o susto olha ao longo da Ladeira o sujeito Lá em cima tem todo o corpo voltado para ele onde andava fui procurar o Dr Otávio conte e com a cabeça aponta na direção do escritório do advogado o outro segue lhe o Naziazeno v o indivíduo lá no alto a contemplá-los um momento e entrar faz-se um silêncio se ele me pergunta o que fui fazer no Dr Otávio conte lhe confesso
tudo pensa na zzen Costa Miranda porém conserva-se calado o olhar na calçada Cheia de Luz dia quente hoje di por fim horrível Ele parece meio ativo ia descer mas izen não resolve não deixar passar aquela oportunidade você não terá aí uns R 10.000 que me Ceda até amanhã ainda não almocei Esta última frase fica lhe retumbando no ouvido ele sente um calor em toda a cara o outro Nada lhe responde tem a fisionomia fechada e contemplao fixamente você diga ao aides que vá pagar aquela letra do agiota de que sou A avista observa-los não quero
meu nome na boca desses sujeitos esses escrúpulos surpreendem nazina azeno que sabe bem quem é o Costa Miranda ainda com a mesma atitude retraída e a cara fechada Mete a mão no bolso da calça Tira a carteira do dinheiro abre-a as notas estão divididas pelos seus valores em compartimentos especiais escolhe uma cédula de R 5.000 e passa a Nazer até amanhã e desce pausadamente a ladeira virando-se lentamente para um lado e outro como que observando Sem pressa e sem tempo Capítulo 12 agora com aquele dinheiro na mão está indeciso não sabe se vai ao restaurante
dos Operários ou a algum FR do mercado porque aquela hora talvez já não encontre mais nada mas ele não gosta de mingal nem de empadinha o seu estômago o que está pedindo é um bife com batatas com o pãozinho de casca Quebradiça e cantante e um bocado de vinho e o repouso num canto fresco e sombrio quase sem ninguém mas encontra encontra a mão mergulhada dentro do bolso da calça ainda segura o dinheiro é um papel sovado e liso como se lhe tivessem passado talco seus dedos estão ficando suados abre então a mão e retira
a aberta e com precaução para que não haja perigo dela arrastá-lo para fora e o dinheiro cair perder-se vem descendo a rua se ele botasse no estômago qualquer Coisa mesmo um cafezinho ainda aguentaria mais uma hora e com esses R 5000 réis tentaria a sorte esse plano veio-lhe de súbito e perturbao há uma roleta montada meio secretamente nos fundos de uma tabacaria mesmo ali perto justamente nesse momento hão de ser 2 horas mais ou menos Começou a funcionar se tentasse seu estômago porém está oco uma dor lhe sobe por dentro do peito até o pescoço
a garganta sente uma debilidade Na cabeça uma espécie de uma leve sonolência como quando tem febre entretanto está com a testa fresca sabe que se comer tudo isso desaparece é de haver passado todo esse tempo sem se alimentar mas como perder essa oportunidade ele veu seus r000 réis multiplicando-se a sua entrada em casa à noite fatigado e feliz a boca sorrindo para a cara muito branca e muito triste da pobre da sua mulher preguei lhe a garganta sente uma constrição no rosto Meio sobre os olhos não sabe explicar exatamente onde é subitamente como num impulso
Toma sua decisão um cafezinho mas não poderá trocar os R 5000 se encontrasse uma mesa com algum conhecido vai ver apreça o passo atravessa a rua as roupas de linhos dos homens brancas algumas pesadas como o amianto parece que refrescam mais a sombra agradável do café que o menor porta aberta sobre uma Marquise conserva inundado sempre de um ar fino e leve Naziazeno vai até o fundo observando a vista algumas caras conhecidas mas percebe que não tem jeito para filar esse café seria mais fácil ficar devendo a Garção no fundo onde se acha há várias
mesinhas desocupadas dirá ao Garção que não quer tocar um dinheiro já viu Mesmo muitas vezes o pessoal beber o café e levantar-se sem pagar ele porém é capaz de fazer-lhe uma cara de dizer-lhe mesmo qualquer coisa é melhor Desistir dirige-se ao balcão e bebe um copo d'água que lhe representa lhe vai abrindo as paredes vazias e coladas do esôfago um frio interior profundo e agradável espalha lhe sobre a base do peito a altura da boca do estômago aperta a sua saliva está e escassa quando vai chegando à porta para sair enxerga o Horácio que vem
vindo tranquilamente pela outra calçada recua meio se oculta Horácio passei os olhos pelo café a rua é muito Estreita andará À sua procura às vezes uma reclamação de uma parte o diretor costuma mandar chamar funcionário para explicar Horácio estaciona de fronte de uma vitrina logo adiante tem o protocolo de cartas na mão anda fazendo a entrega das concorrências porque ele desempenha o papel de correio encarrega-se da correspondência postal leva os ofícios da secretaria e distribui as circulares às casas da praça pedindo preços para a concorrência administrativas do serviço fica muito Tempo embasbacado pra vitrina Naziazeno
não quer encontrarlo esperará que ele se afaste para depois sair mas Eis que ele está agora and com um outro sujeito meio se protegem do Sol numa reentrância da parede e se põe a bater L nasiazeno espera a palestra prolonga-se Horácio ele sabe costuma pegar esse serviço a essa hora para flanar sai mais ou menos no começo do expediente da tarde e passa todo o dia na rua só volta na manhã seguinte quanto tempo terá de Ficar preso ali as horas vão passando Já são quase 2:30 naquele relógio vai se esgueirar pela direita dar-lhe as
costas fazer a volta à quadra não é que tenha receio mas prefere não ser visto sai o Costa Miranda vem de volta lá do lado da Praça fará que não o vê nem sequer uma palavra uma justificativa uma mentira cortou o seu pedido pela metade com insolência e como para reduzir o prejuízo há de ser seu primeiro pagamento esses R 5000 Já na Rua S ao passar pelo banco tem uma sensação estranha e um calor lhe sobe outra vez até o couro cabeludo Ainda não resolveu se deve ou não contar ao acidos aquele fato do
banco não quer que ele imagine um caso de abuso de confiança mas quem dirá que ele não aprovaria aquele passo podia ter se justificado perante o Mr re invocando o Test de and seria até um meio Expedito de desmascarar o outro o que é porém o que o Andrade Diz ao Aides Isso é o que é o interessante saber trocará por fichas distribuirá os 5000 ou colocará todo o dinheiro sobre um número talvez conviesse espalhar e Meios em quartos quando tivesse já um bolo Então se encarregar masud f Endo da inspiração do momento terá de
fazer render de aproveitar os seus R 5000 é de ver como o Duque joga silencioso faz o seu jogo e retira-se para longe para junto da parede aplica As suas regras e o caso é que o mais das vezes sai ganhando um caminhão Cinzento passa por ele com uma certa velocidade é o das obras vem do serviço traz um longo cano fino de encanamento que sacode com a marcha e cuja ponta fica vibrando como a ass soiteira de uma chibata já uma vez recorreu a uma firma firma fornecedora entrou na casa atemorizado o sujeito o
negociante uma cara de Gelo e os olhos fixos recebeu o de pé na frente junto do balcão depois mandou pagar-lhe na caixa Mediante um vale e este Vale Ele ainda não foi levantar não foi levantar lembra-se do Dr Romeiro daquele escândalo que está para breve e sente que as suas mãos ficam geladas e trêmulas dobra a esquina entra numa pequena Rua a surpresa e o vexame daquele acolhimento que lhe fez o Dr Romeiro mas não fica satisfeito não com o que está por lhe acontecer tem aquele vale aquele vale mas não em encho de Uma
emoção triste Qualquer mudança qualquer Nova situação quero as coisas contínuas e mutáveis aquele canto de sargeta nada mais quando guri apesar do gosto dos guris pelas viagens não gostava de chegar em lugares desconhecidos sentia-se emocionado triste ao se ver pela primeira vez nesses quartos de hóspedes da campanha nas viagens que através das Casas dos parentes nos primeiros tempos do luto da mãe tiveram de fazer mesmo aquela viagem a Uruguaiana viagem a uma cidade viagem de Trem qualquer coisa o oprimia ao chegar à noite era inverno um sentimento vago e melancólico de decepção O melhor é
meter tudo num número acabar-se com aquilo de uma vez e não pensar depois atirar-se numa cama na sua cama na cama do sides e dormir dormir não ignora o que valem R 5000 R dois tostões até num momento desses uma paciência beneditina trama trama com eles no fim é uma coisa de vulto Talvez o segredo do Duque mas uma confiança ou uma desconfiança um fatalismo leva sempre paciência a precipitação demais tem aquele cansaço aquele cansaço dos nervos vai ser o seu último esforço e quem sabe essa ausência de alides aides não há de estar inativo
quem diz mesmo que ele não foi até o Andrade trocado por aquela sua observação de ir em pessoa para dar mais força o Diabo foi lhe ter faltado o Duque no momento mais É certo que tem ainda essa oportunidade essa Esperança Mete a mão no bolso num gesto natural e furtivo ali está aquele papelzinho liso e untuoso como se fosse banhado em talco a tabacaria é um pouco antes de chegar ao Nacional primeiro aquele balcãozinho estreito e com guichês para o bicho no fim do Corredor o salão desde que se passa a porta que separa
a tabacaria dos guichês do bicho que já se começa a ouvir o barulho das fichas os homens não Falam fumam e caminham fazem o jogo alguns T as mãos cheias de fichas e um ar de despreocupação naquele seu andar daqui para ali em torno da mesa há os que se conservam sempre sós num afastamento sistemático trajam sempre com um certo apuro tem um aspecto distinto a cara de quem não conhece todos os motivos que possuem os homens para se incomodarem se ind disporem se atirarem uns contra os outros ninguém lhes poderá ler na Fisionomia se
ganham ou se perdem são conhecidos e respeitados pelos empregados da casa que entretanto estão sempre em guarda sempre com desconfiança com o geral da Freguesia com ele com aidis com os demais já está perto o áo Lá Vem vindo com o outro sujeito vem pela calçada do sol não vá que atravessem precisamente agora convém apressar o passo in nasiazeno Visa um ponto na altura do Olhar E lá se vai ligeiro e em linha Reta a porta da tabacaria a pessoas olhando quem passa ele entra ainda com aquele ar de pressa de precipitação o caixeiro sentado
num banco alto atrás do balcão olhao meio se reergue com a chegada de um freguês mas Naziazeno não parou vai direto à porta uma porta de vai e vem tem de dar passagem a dois sujeitos que do lado de dentro a estão empurrando o da frente Passa e fica segurando a meia folha para o outro também passar e ao mesmo tempo lhe vai Dizendo qualquer coisa Naziazeno fica de parte durante esse tempo o se jeito da frente é gordo a barriga proeminente fuma com displicência o outro olha para baixo escuta faz sinais de assentimento com
a cabeça nem reparam na sua presença os guichês do bicho vazios avança o corredor lá no fundo não tem porta desemboca diretamente no salão sobre um dos lados o salão é envolvido por uma luz pálida dessas luzes que Provêm das áreas Naziazeno vê lá no fundo o perpassar das Sombras chega lhe aos ouvidos um ruido surdo de Passos polvilhado por um crepitar fininho de fichas e nenhuma voz parece que lá dentro estão ocupados num trabalho árduo e concentrado Capítulo 13 os jogadores fazem o jogo curvados alguns sobre os números muitos dão a volta à mesa
outros já distribuíram as suas fichas retiram-se para trás para junto da das Paredes do mesmo ninguém presta atenção a quem entra ou sai o croupier olha para aquela atividade com o olhar de cima cara fechada e atenta com o relance da vista Naziazeno percebe que o jogo já está quase feito Mete nervosamente a mão no bolso da calça e tira os R 5000 tinha feito o propósito a promessa quase de jogar no 28 o primeiro dia que entrasse na outra vez a bolinha já gira o olhar acostumado encontra facilmente o 28 já abriu uma Passagem
o seu braço estende-se levando R 5000 para aquele número mas um medo Prudente o detém e como o tempo urge deposita rapidamente a cédula no retângulo da terceira dúzia feito observa o crop e passado um momento de silêncio e de ativa anuncia 28 um tumulto e um estado de confusão enchem a cabeça de Naziazeno tem apenas uma vaga ideia de que ganhou o choque é tão brusco que não lhe fica tempo para se arrepender é quando recebe o dinheiro Que faz o cálculo R 5000 1775 tudo resolvido assim num segundo fita a cara do crupier
olha para os lados estará mesmoo neste mundo neste dia Os jogadores estão mais uma vez na sua ocupação com o seu silêncio os seus passos surdos polvilhados daquele crepitar fininho entrando pouco a pouco na calma outra vez raciocinante é conveniente comparar fichas com R 15.000 em fichas já tem margem para muito jogo Encaminha-se para o guichê volta com uma pilha de rodelas na mão agora vai fazer a coisa estudada mas se tivesse seguido a sua inspiração ele mesmo se admira daquela Sua serenidade do seu equilíbrio chega-se à mesa da roleta com a tranquilidade e segurança
de quem vem tomar parte num trabalho comum de responsabilidade para o qual porém se encontra apto cobre vários números alguns em pleno outros com meios com Quarto põe umas fichas na cor feito algum retardatário ainda pinga uma ficha aqui ali 31 e os ancinhos arrastam amontoam amontoam arrastam nova bola O silêncio não se quebrou aquele silêncio não se quebra muito é se um ou outro troca alguma impressão com o vizinho as fichas de nasiazeno cobrem uma área hora maior hora menor às vezes se apcam tanto que ele tem uma apreensão Mas um pouco de Prudência
e uma pequena concessão da sorte colocam outra vez na sua mão o número de rodelas necessário para continuar o combate feito 15 se se conduzir sempre assim é capaz de ter dinheiro para jogar uma tarde inteira mete no fundo de um dos bolsos duas fichas grandes de 5 ris e fica combatendo com um punhado de fichas menores não se sabe quanto está ganhando nem ao menos Quer pensar nisso Porque Não lhe seria difícil calcular mesmo sem contar pela simples Vista das fichas e ele não quer saber não quer saber já joga há muito tempo ao
seu redor aquela multidão tem se renovado sem se alterar todavia a cada momento Espera ver entrar o alides ou o Duque sobre um dos lados sentado numa cadeira na única cadeira que talvez exista ali está um sujeito com ar imbecilizado um pobre diabo que ele conhece muito por ver constantemente na rua nos Cafés nunca pôde entretanto saber quem seja o sujeito olha muito para ele com a expressão de conhecido de quem está prestes a entabular uma conversa ele não joga que estará fazendo aí já duas bolas seguidas que não tira nada vai mudar de tática
vai perseguir um número botando também alguma coisa na dúzia correspondente o seu número já tem jogo na ocasião em que faz o seu pouco jogo o chuveiro das fichas prossegue prossegue estendendo uma toalha multicor Sobre a superfície luzía do oleado de quando em quando cai uma sobre o número que jogou a Sua Ficha meio que se oculta já debaixo de outras que vieram depois extingue-se pouco a pouco os passos a crepitação fininha agora é um pequeno martelar suave e claro com pequenas intermitências sem ritmo certo da bolinha que salta na bacia depois ela encontra a
sua loja a sua casa pronto e a cara do crupier é um oráculo prestes a despejar sobre todos a decifração do Mistério os ancinhos de novo de novo os montes de ficha mais um número no quadro negro que registra a sucessão de bolas depois o recomeçar aquele sujeito o ar decidido dá volta à mesa o cigarro pendente do beiço a cara tranquila talvez satisfeita fazendo o jogo as fichas caem uma a uma da pilha que tem na mão entre os dedos em cone como um pacote de bolachinhas que se desfaz Quando parece ter acabado a
Operação espalha olhar sobre os números abrangendo tudo depois com o movimento Vivo e brusco do corpo chega-se de novo à mesa e o pacote de bolachinhas se desfaz uma vez mais novo olhar novas fichas novo Retoque esse sujeito deve ser um folgado observa Naziazeno para si as fichas estão diminuindo as fichas estão diminuindo todo o seu ser entra em alarme vai botar apenas na por no enrea tem umir Amon forte que N deada hor ol cé Alt a luz tem uma tonalidade Pida de fim de dia o dia continu o dia não parou é criança
de novo dormiu a Sua cesta com o grande gente foi a primeira cesta consciente levantou-se no meio de um silêncio fazia uma claridade pálida de Crepúsculo de madrugada a casa aberta vazia pensa que é de manhã cedo encontra o pai sem casaco indo e vindo pelo Pátio Sabe então que é o mesmo dia quando Mete a mão no bolso e retira uma da aquelas duas fichas de R 5000 todo seu cansaço fraqueza sonolência desapareceram está trêmulo mas lúcido o perigo o seu jogo tem de ser agora calculado a primeira coisa aqui é triplicar dobrar esse
dinheiro na cor na dúzia vem-lhe o impulso de meter tudo em cima de um só número 28 mas é preciso se decidir o crupier já abrangeu a mesa com seu olhar Inspecionadas e curva da bacia vai largar era propósito seu o primeiro dia que entrasse outra vez na roleta o seu olhar procura o 28 os algarismos mal se distinguem sobre as fichas que se acam por cima deles era propósito seu está ouvindo a voz do crupier cantar o 28 junto à mesa só ele e mais dois um doss quais o sujeito de cigarro pendente dos
beiços e aspecto contente e resoluto a bolinha escapa do dedo do crupier faz um giro rápido bem de Encontro à parede curva da bacia um primeiro salto outro Naziazeno tem uma cont contramarcha brusca atira a ficha na primeira dúzia e espera branco e móvel feito um turbilhão enche os seus ouvidos vem-lhe o medo de ter uma Vertigem a voz do crupier 12 os ancinhos limpam limpam os auxiliares com o dedo verificam as fichas contempladas cantam seus característicos dizem a quantidade Deva enquanto outros vão empurrando para os ganhadores aqueles cilindro zinhos Feito de rodelas de várias
cores vários desenhos Naziazeno recebe duas outras fichas iguais à sua e pede de tronco agora vai espalhar distribuindo segundo um plano deixe uma ficha no 12 o sujeito do cigarro pendente quando parece que vai dar por terminado o seu jogo encara um ponto Qualquer do oleado e como um pintor que põe uma pincelada de tinta num lugar onde estava faltando deixa cair uma duas fichas aí e ainda as fica Contemplando por um momento como que buscando um efeito a mesa cobre-se de mais uma camada a bolinha escapa-te do dedo do crupier gira salta salta encontra
uma loja feito outro número vai se juntar à série no quadro negro Suspenso da parede Naziazeno é toda atividade calcula na mão é bom levar controlado calcula uns r000 fora o jogo feito e a ficha de R 5000 que se acha no bolso está carregando agora no 17 o 17 ainda não Saiu feito 20 perdeu pega 7 réis em fichas e espalha o 17 leva 10 tões feito atenção 21 20 21m um sujeito de humor tem r000 na mão renovar aquela proeza dobrar precisa refletir precisa de tempo perderia essa bola se não fosse das últimas
das últimas mas se sente sem plano vai meter uma fichinha pegando o 17 o 18 o 14 e o 15 17 anuncia passado um momento a voz do crupier o 17 saiu há uma certa Animação entre os jogadores parece que o fato de ter dado um número que ainda não mostrara a cara imprime como que uma nova ordem no jogo nazen atar faz o seu jogo rapidamente não pode ser demasiado Prudente o tempo se escoa atenção e um segundo depois 35 ele está jogando com umas fichas amarelas com um coração azul no centro os ancinhos
arrastam aquela vaga grossa no seio da qual Naziazeno vê rebrilhar as fichas amarelas com o coração azul Tem duas fichas na mão trocando a de r000 que pôs de parte ainda pode aguentar por algum tempo em duas ou três bolas que ainda possam estar faltando com prudência com cálculo poderá se salvar me faça o obséquio me troque essa ficha alguém a seu lado observa que essa é a penúltima bola estende uns dedos trêmulos à espera das fichas quando se vê com elas na mão tem uma resolução súbita vai pôr tudo na terceira dúzia se pegar
mete tudo a seguir no 28 ou tudo Ou nada feito a voz já não é mais cantante sou a rouca e cansada Naziazeno vai se esgueirando se esgueirando chega lhe distintamente aos ouvidos o número três ele desaparece Capítulo 14 atravessa a tabacaria atinge a calçada segue à esquerda dá alguns passos na rua quase volta PR tabacaria ver que bicho Deu chega à porta mete a cabeça para dentro num lugar ao mesmo tempo eeto está umaa Comum de colégio em algarismos grandes de traços grossos o número 42 peru eles tinam jogado no8 e centenas invertidas algumas
vai até a esquina do café ali perto espia de uma das portas seu olhar está fixo a cara igual os maxilares fortemente Unidos como num espasmo demora-se um segundo e abala seguindo ao longo da rua muitas casas de comércio já estão fechadas a luz do dia é mortiça o Calor abrandou com o caminhar um pouco de vento uma certa aragem lhe vem a cara e refresca ao chegar à esquina de uma rua em declive por onde descem Os Bondes tem de esperar que passe um bonde e um automóvel o Bonde Vem Quase vazio um indivíduo
de meia idade sobre uma das janelinhas olha para tudo com ar Sereno de recreação a quadra seguinte em que há pouco DCE comércio elegante se acha mais Deserta ainda dobra uma esquina entra numa rua mais larga às horas de Movimento esta rua está sempre coalhada de automóveis nesse momento se encontra tão desabitada como a as outras Naziazeno vai andando desemboca numa avenida os edifícios altos tem uma faixa de luz alaranjada e distante sobre os últimos andares o estrépito de um bonde que desce enche de um ruído duro o ar silencioso atravessa a Avenida poucas casas
abertas a bem dizer apenas os armazéns continua Andando já se avistam esses pavilhões compridos antigos trapiches que avançam agora na areia do recalque como ainda há bem pouco nas águas do rio o espaço está mais livre faz-se um contato mais estreito com o dia e com a tarde Naziazeno toma a grande artéria onde se concentra todo o grosso comércio da cidade ao chegar ao meio da quadra mais ou menos atravessa a rua enveredando para uma grande casa Atacadista assinalada por duas enormes placas Metálicas colocadas de um lado e do outro da porta principal só uma
meia folha aberta na ocasião em que Naziazeno vai chegando à porta sai de lá de dentro um indivíduo de cara de pedra e rugas de concentração em torno dos olhos na testa vem saindo meio de costas ocupado em meter Na fechadura uma das chaves o chaveiro que uma longa corrente de ferro Branco pende no cinto Boa tarde o indivíduo volta-se lentamente ao mesmo tempo que tá um Puxão enérgico na meia folha entreaberta ven nasiazeno responde-lhe o cumprimento e passa duas voltas de chave na porta acomoda o chaveiro no lugar tem os olhos fixos no outro
deseja alguma coisa queria falar com o senhor comigo Sim há uma pequena pausa o que é que deseja queria pedir-lhe mais um favor diz nazen espera que ele fale explique só a grande necessidade me traz aqui na sua casa antes de resgatar aquele vale o vale resgatará quando puder responde-lhe o Indivíduo tem uma leve impaciência olha para os lados parece que tem necessidade de se ir embora agora no fim do mês diz L Naziazeno vai ser o meu primeiro pagamento o indivíduo não faz nenhuma observação o senhor não imagina o que tem sido ultimamente a
minha vida as dificuldades imagino hoje aqui onde me vê diz L Naziazeno numa confissão ainda não almocei como não tenho o que comer um Vermelhão cobre a cara de Naziazeno não é isso acrescenta ele justificando-se tive de ficar na cidade para conduzir um negócio não pude voltar para casa para almoçar não diz e não tive dinheiro para almoçar na cidade o outro ouve calado Naziazeno não tenho a quem recorrer Preciso com urgência de vai dizer 100 mas detém-se acha uma quantia despropositada de R 60.000 ré o indivíduo faz um movimento com a cabeça não me
é possível Naziazeno torna-se instante assim um ven no do MS o out o movimento da cabea impossível Senor não cust forid acredite nãoo mas me é imposs marela o indivíduo faz o SUSP tem medo que el não lhe pague não é isso é que não posso na ocasião Naziazeno aspira um pouco de ar que vai lhe queimando e lhe ardendo por dentro assino lhe um vale Demais e o indivíduo olha para a porta fechada o caixa já saiu já saíram todos mas daí do bolso da carteira vai dizer Naziazeno lembra-se da Carteira do Costa Miranda
com compartimentos próprios para cada espécie de cédulas cont tem-se e acrescente talvez não lhe fosse Custoso particularmente é impossível um silêncio é uma conta que eu quero pagar amanhã cedo explica naeno e como o outro nada Observe não tenho Mais jeito concluiu ele de pedir ao meu credor que espere mais algum tempo Ah mas ele terá de esperar faz o indivíduo com o seu Tom Sereno e natural o sujeito quer ir embora é evidente mas Naziazeno se agarra essa Esperança com obstinação nervosa quem sabe se é porque ainda não lhe paguei o vale atrasado não
não é por isso o senhor pode ter confiança outro silêncio antes de me resolver a vir incomodar o senhor esgotei todos os outros meios acrescentou Naziazeno o Indivíduo tem o ar Cândido de quem acredita em tudo em tudo bem eu vou indo diz ele e espicha a mão para Naziazeno ao mesmo tempo que esboça um movimento de fuga eu também vou para esse lado diz Naziazeno eu o acompanho até a esquina Naziazeno caminhando à sua esquerda vai-lhe cantando chegando à esquina o indivíduo olha para todos os lados impaciente lá longe pouco para cá da estação
da estrada de ferro Vem vindo um bonde A Rua está vazia o indivíduo começa a olhar naquela direção parece não estar ouvindo as palavras instantes do outro o Bonde Vem parando em Todas As Esquinas o sujeito move os pés muda de lugar ergue a cabeça como para furt aquilo aquelas súplicas mas nasiazeno continua continua Eis o bonde já se ouve o barulho que retumba na rua Deserta aí vem meu bonde diante daquela ameaça de escapar-lhe a presa Naziazeno tem uma derradeira implorar Fale alhe com desespero com angústia mas o senhor é imprudente retruca lhe o
outro já lhe disse que não me é possível corre pega o bonde mesmo caminhando o individo vai se arrastando no estribo agarrado os balaústres é um Bond dizinho dos antigos à procura de um lugar certamente levanta depois uma perna ergue todo o corpo com um impulso a cabeça desaparece primeiro dentro do bonde depois o resto do corpo o bonde vai ficando menor o ruído das rodas cada Vez menos distinto a curva os perfis dos poucos passageiros destacam-se contra tarde como figuras de cartão sem relevo nem detalhes um guin especial que entretanto lhe chega abafado e
distante escapa das rodas enquanto o bonde faz meia volta a sua marcha é reduzida ele desaparece lentamente as costas de Naziazeno se acha uma pequena Rua transversal que vai ter as Docas em construção é uma rua inacabada que poucos Passos depois da esquina se Perde na areia Ele toma essa rua de um lado e do outro ela é margeada agora de umas construções de madeira Compridas e baixas pintadas de negro dois Extra piches um deles da esquerda continua ainda por uma ponte pela areia a dentro do meio para o fim o piso da ponte desapareceu
estão somente as Estacas deixando escapar apenas de sobre a areia um pequeno esquadrão de cubos de madeira avançando em filas escuras até quase a linha do Dick a cidade se recorta sobre A claridade avermelhada que tem o céu para os lados Onde está se escondendo o sol o semicírculo do Horizonte que Naziazeno abraça com um olhar está pesado de vapores o rio que reflete e bar as cores escuras e Claras do céu tem um movimento lento e espesso de óleo bem à direita lá longe quase sobre as Ilhas baixas as sombras dos grandes navios ancorados
no largo Caram buracos pretos na água grossa Naziazeno vê-se rodeado de areia perdido naquele pequeno deserto Ensaia safar-se pela esquerda alguns metros mais abaixo tem grandes passadas arrasta enormes pés de chumbo isso cansa volta pelo mesmo caminho e vem sair outra vez na Grande Rua comercial capítulo 15 a rua assim com as casas todas fechadas Parece outra já não se vê mais nas partes altas dos sobrados aquela faixa alaranjada distante não é que o sol já haja entrado lá ainda está aquela moeda em brasa a dois palmos Acima do horizonte mas por tal forma envolvida
na evaporação que a sua luz já desapareceu de todo com as portas cerradas assim silenciosas mudas as casas e as firmas assumem um caráter de maior respeito de maior importância as firmas que ele vai lendo escritas nas paredes ou nas placas de metal sou um diferente com outro prestígio Souza Azevedo e Companhia Souza Azevedo eic é de estarem as casas fechadas eretas Mudas o dia terminou ali os operários lá nas obras estão largando cada um com a sua latinha de comida vão disciplinarmente à Guarita do seu Júlio para ser passado à revista todos aqueles homens
podiam ser ladrões o seu Júlio não acredita nem desacredita ele revista apenas é uma obrigação que uns e outras T aquele penacho de funa que se ergue meio dobrado sobre céu pesado de vapores são as obras a fumaça é da Usina está longe calcula uns 2 Km deixa é fácil Saber pelo comprimento do C Já construo faz um cálculo surg embaraços desiste vem daqueles lados um ruído surdo a cidade passa por uma casa fechada como as outras e como elas imponente misteriosa de cada lado de umaas das portas da principal as placas metálicas quadrangulares grandes
Naziazeno sem se deter põe um olhar na porta Na fechadura a porta é pintada de uma cor cinzenta Cinzento meio azulado acima do disco pequeno e saliente da fechadura de Segurança buraco escuro da chave antiga daquelas Chaves pretas grandes como a sua na altura da fechadura o Cinzento azulado está negro sujo das mãos continua ao chegar às esquinas o seu olhar se enfia nas ruas transversais Ela já tem uma sombra lá para as bandas do centro lá vem um automóvel assim de frente parece uma baratinha que ele vê sempre estacionada de fronte do quartel general
Vem vindo Vem vindo mas diminui Um pouco a marcha meio deixa a margem do passeio parece que vai do que vai entrar na Rua Santa Catarina e o automóvel faz lentamente a curva entra com um balanço na rua transversal É um enorme automóvel aberto tipo antigo tudo isso assim ao longe parece imponderável diferente vai andando no hotel Sperb debaixo da Marquise um empregado fardado conversa com um sujeito de culote e perneiras um chapéu de Abas largas de caubói o bonde apontou no começo da rua O trilho ocupa bem o meio olhando para o bonde e
ao mesmo tempo para o vão da rua com casas altas de um lado e do outro sente-se um certo equilíbrio mas a rua há de ter uma mão só com toda a certeza de vez em quando Naziazeno Respira fundo é uma respiração ardida como lhe acontecia muitos outros tempos ao chegar à noitinha quando fumava ele atribuí ao fumo naquela trava Estreita e deserta aquela fachada do Sobrado tem o ar abandonado e triste de um Oitão umentor De veículos acompanha-o demoradamente com o olhar a essa hora não H quase serviço para eles avança através das pérgulas
e dos arbustos da praça lá no fundo distingo a esquina do mercado um pouco mais para diante na altura do portão Central há movimento pessoas que atravessam a rua Bondes automóveis desembocam na prça fazem a curva de fronte da grande casa que toma todo o quarteirão os pios das buzinas chegam já meio veladamente aos ouvidos de Naziazeno atinge a esquina da Rua Santa Catarina por onde entrou o autto é larga bonita diminui o passo até quase parar fica andando ao longo da rua no fundo passando a Avenida estacionam alguns automóveis uma limousine mesmo vai nesse
momento faz na manobra para sair Naziazeno para a limousine toma impulso aproxima-se da esquina onde começa uma ladeira forte buzina ele distingue a figura do Inspetor do tráfego quadrando Todo dando passagem a limousine desaparece numa curva levantou um pouco de vento do lado do rio bate na nuca de Naziazeno ele olha nessa direção emergindo de sobre a linha de Areia lá está ada alcis em construção uma draga mas azeno se põe outra vez a andar atravessa a rua alcança o passeio e continua sempre em frente o canto do mercado através das pérgulas e dos arbustos
da praça avança na meia penumbra como uma Aresta Capítulo 16 ao defrontar a esquina do mercado ele ouve o seu nome Naziazeno a voz vem de dentro do café para move a cabeça procura aquias arzeno onde onde chega a porta inicia mesmo um passo olha por cima das Cabeças Ah aqui e vai até a mesa para onde aides com gestos o chama ele está com um outro cidadão azeno Não o conhece alides quer saber onde ele se meteu Andei por Aí estiveste no Andrade Há um pequeno silêncio depois do que acides reata a conversa com
o cidadão é o que eu ia lhe dizendo essas coisas começam por uma mascarada e depois termina um sangue assim foi na Alemanha o cidadão entretanto não pensa no mesmo modo estabelece-se uma pequena discussão Naziazeno tem uma sensação de oco na cabeça todo ele em seguida parece que arrastado pra frente num movimento brusco apoia-se com as mãos fortemente na Mesa o que é que você está sentindo indaga lhe ao sides Enquanto o outro cidadão o observa atentamente ele está muito pálido uma tontura o que quer tomar um cafezinho mesmo aidas conserva-se um instante pensativo você
ficou branco diz-lhe aidas passado um momento não será alguma doença isso que você sentiu não é da caminhada tenho estado de pé o dia todo outro silêncio a sids como você se Foi Naziazeno desvira a cara para um lado pro outro lentamente aidos o Segue com um olhar não se foi bem ele lhe faz um gesto com a cabeça nova pausa não viste o Duque pergunta Naziazeno está e alides ainda preocupado aponta com um gesto uma mesinha não muito distante onde o Duque conversa o ar respeitoso com o cidadão velusco de aspecto distinto o Andrade
pagou Naziazeno vai Responder mas olha para o sujeito hesita alid que fez a pergunta e baixou os olhos mechendo qualquer coisa sobre o mármore da mesinha não percebem decisão do amigo vocês querem conversar eu vou me retirando diz o cidadão é cedo mas se levanta chama o Garção Quanto é isso e se despede de alides e de Naziazeno depois de ter deixado sobre a mesinha os níqueis da despesa quanto deu o Andrade pergunta ao sides assim que o cidadão se foi embora O Andrade me embrulhou responde lhe nazia zero Tu fizeste algum desconto na dívida
não ele se recusou a pagar azeno conta tudo mas não diz que esteve no banco esse sujeito é um canalha diz aidos com voz sombria eu vou ter amanhã uma explicação com ele e depois de um instante com interesse você arranjou o dinheiro Naziazeno responde-lhe mais com a cabeça do que com a palavra não Aides volta a ficar pensativo depois deu o 21 você já sabe masia azeno tem um gesto afirmativo tudo também me saiu mal hoje acrescenta a sits e noutro Tom você almoçou ainda não tome qualquer coisa então o que é que vai
tomar Naziazeno hesita sem vibração sem vontade um café com pão e manteiga não um copo de leite tem quase um sorriso interior a esta palavra lembra-se do Bonde do vidro de leite que aquele Sujeito levava para seu almoço e da sua observação o Gar traz o leite levante tudo isso aqui diz-lhe ao sids o rapaz retira as xícaras os copos limpa a mesinha nazino bebe o seu leite com goles miudinhos o esôfago fechado você tentou alguma outra coisa na repartição Naziazeno engole o bocado de leite que começar a sorver não responde-lhe a seguir não voltei
à repartição e o que é que fez que eu não encontrei você nos cafés na rua Naziazeno conta-lhe por alto o encontro com Costa Miranda e a sua tentativa na roleta silencia porém sobre aquela última de manchet na firma fornecedora eu quase que estive entrando na roleta hoje Diz ao sits ficam silenciosos um momento o amigo depois desistiu de cavar esse dinheiro Naziazeno tem um gesto vago vai dizer qualquer coisa mas cala-se numa preguiça num desânimo num desconsolo eu ainda não falei ao Duque A Esse respeito continua sids Talvez o Duque possa ajudar e vira-se
para a mesa onde o Duque conversa com o cidadão meio velusco só o cidadão está falando o do que ouve ouve uma atitude respeitosa Quem é aquele homem indaga Naziazeno também não sei talvez seja um rábula de queo que me falou é um sujeito com que ele tem um negócio o Duque sabe que você está aqui sabe responde AIDS nós viemos juntos Grande Silêncio AIDS voltou a ter aquela cara de sono Cara de menino grande Olha a rua o tórax meio curvado para diante parece que a é para essa noite observa depois Naziazeno vê o
sol uma moeda em brasa suspensa no vapor avermelhado e espesso mas o que é que há de verdade pergunta Naziazeno depois de um momento em toda essa conversa de Andrade aides tira os olhos da rua Fecha os por um instante abre os de novo e depoi o olhar no olhar do amigo AIDS ficou com o rosto vermelho tapas Eu já disse para ele não tenho nada a ver com Mr Hess meu negócio foi com ele e para o garçom que anda perto me enixe um café aqui ele vai outra vez ficando pouco a pouco o
senhor disse Naziazeno está bem Tonto não aquela Vertigem de a pouco uma tontura boa de sono apenas de quando em quando a se despi o Duque o Duque ainda não olhou nem uma vez para a mesa deles é todo atenção para o sujeito velh usco e de ar distinto Naziazeno se esforça por não pensar está gozando de Um repouso um repouso o sujeito distinto e velhus diz qualquer coisa engraçada ri do que também ri um riso curto de polidez que se acaba logo ao mesmo tempo relance os olhos pelas mesas vizinhas dá com a cara
de nasiazeno faz-lhe um gesto com a cabeça um cumprimento mas o cidadão Já está contando outra coisa Qualquer Duque outra vez mete os olhos nos dele o tronco meio curvado atenção azeno não se lembra de ter visto aquela cara Rábula você disse creio que é um rábula de fora penso que daqui pausa Naziazeno que que o Du que tem com ele um negócio parece novo silêncio onde que o Duque andava essa manhã não te disse não perguntei faz al sids olhar outra vez na rua a tontura está passando vem-lhe Pouco a Pouco uma sensação de
Lucidez um interesse uma esperança quando será que esse sujeito vai largar o Duque faz nasiazeno pensativamente aidos volta-se Para os dois Duque tem o jeito de estar fatigado pode se chamar você quer falar com ele quero P olha aqui Garção Garção volta-se e chama aquele moço ali naquela mesa o Garção aproxima-se do Duque olha para o acidus numa consulta de longe esse responde-lhe aidus fazendo um movimento afirmativo com a cabeça o Guar dá o recado do que escuta-o voltado para ele cidadão interrompeu o que estava dizendo E olha também para o Garção terminado o recado
do que vira-se para Os dois amigos e faz-lhe um gesto com a mão dizendo que espere cidadão também olha para eles diz qualquer coisa com ar solícito e educado para o Duque este levanta-se tem algumas palavras para o cidadão que faz um gesto grave com a cabeça e depois recosta-se na cadeira À Espera aí vem ele diz aits ajeitam a cadeira para o Duque ele se senta dirige duas ou três palavras o Naziazeno tem um grande apto hoje informa-lhe ao sits sim Duke volta Inteiramente para o lado de nazen avança lhe um focinho Sereno e
atento o olhar tem uma fixidez meio triste Naziazeno sente um leve constrangimento que que há Naziazeno vai falar tem a palavra um pouco hesitante aides rapidamente põe o Duque a corrente de tudo Duque vira-se para o aits vocês já tiveram com o roco o agiota a que se referiu o Costa Miranda Naziazeno põe os olhos na cara de aits não diz este e feche os olhos tira os do amigo e meteos Na rua Vocês precisam ir no roco diz o Duque facee um pequeno silêncio alides depõe outra vez o olhar no amigo eu tenho uma
letra lá com esse sujeito que ainda não levantei não importa observa alhe o outro não tem avalista tenho Pois então o Garção aproxima-se vou tomar um café diz o Duque e virá a xícara o Garção serve-te AIDS reflete quanto devo pedir arranja uns R 100.000 ris e sorve o resto do café Naziazeno figura-se aquela Nova caminhada até através Sandu ao escritório do agiota tem as pernas cansadas pesadas meio dormentes uma fadiga física so por elas lentamente como uma inundação dirige-se ao alit você não podia ir sozinho o out observa um instante parece que reflete por
fim então É bom ir o quanto antes recomenda o Duque você acha que ele ainda não fechou eles vão quase até as 7 aidas se ergue e onde é que vocês vão Ficar me esperando pode ser aqui mesmo ensino an zzen não nós vamos esperar você no Nacional de fronte do banco do comércio está bem e aid se toca vamos um momento até ali à minha mesa convida o Duque paga a despesa e levantam-se quando chegam à mesa o cidadão meio velusco contempla atentamente a cara de é um amigo meu apresenta o Duque naeno Barbosa
um seu criado Muito obrigado diz o cidadão aneto m sse o Du seod foi outra vez um olar de Atenção rosto do sujeito o que quea contando Ah faz ele vivamente o caso daquela justificação de posse evidentemente ele está enumerando seus triunfos pensa Naziazeno com cansaço antecipado o cidadão vai falando ao mesmo tempo que relance o olhar para o rosto de Naziazeno Naziazeno está branco os olhos no fundo a cabeça pende um pouco como que pesada o meu amigo Teve um dia bem puxado hoje observa o Duque com ar de Familiaridade procurando dar uma explicação
Naziazeno Levanta a Face o cidadão observa o melhor doença em casa Naia azeno tem um gesto com a cabeça não Duque completa negócios quando se levantam para sair o cidadão velhus vai conversando com Naziazeno eu já me encontrei numa situação assim seu lado Naziazeno ergue lhe um focinho humilde vai fazendo gestos de aquiescência com a cabeça isso que o senhor me conta dos níqueis para o bonde dos vidros e Garrafas vendidos pela mulher tudo já se passou comigo e voltando-se vivamente para o Duque que caminha no outro pro lado dele e você sabe como é
que eu solucionei essa situação Duke presta toda a atenção com uma ação de despejo a primeira que tive o relógio da prefeitura aquele relógio que lhe parecera de manhã uma cara redonda e impassível e que ele espia agora furtivamente com o cuidado de não interromper a conversa está marcando 6:20 à frente deles uns edifícios altos que fecham o Largo nessa parte não lhe deixam ver mais a ameda em brasa do sol está perdido o dia está perdido o dia onde é que mora esse rouco pergunta o cidadão longe daqui na rua Paiçandu vão andando os
quadros mais disparatados passam pela imaginação de Naziazeno ele vê a sí escorrido pelo agiota que exatamente ia sair e que está fechando a porta uma porta de um Cinzento azulado sujo das mãos na altura Da fechadura outras vezes o agot está abrindo o cofre introduzida já a chave que é segura numa corrente de Aço presa no cinto é a seu pesar que essas imagens se metem na sua cabeça porque ele não quer pensar não quer pensar Capítulo 17 abanc comse os três numa das Mesas do café Naziazeno não quer tomar coisa nenhuma aquele leite parece
que não lhe s está com uma ânsia de vômito Tom então Uma Charrua convida o cidadão e para o Garção que espera junto à mesa duas charruas e você Duque eu tomo um café vem as charruas o cafezinho ele se põe a beber Naziazeno Toma os golinhos uma boca enjoada Olha o AIDS diz Naziazeno todos olham para a porta onde AIDS vem entrando ele senta-se sem falar põe aa numa xícara tira-lhe o excesso com a colher levao à boca vai engolindo com um certo esforço como se fosse uma cápsula de remédio todos o fitam Atentamente
Então como te foste pergunta-lhe o Duque ele ainda tem açúcar na boca demora um momento engle e depois responde mal o que é que te disse o roco o Garção está lhe despejando o café aí faz-lhe ele detendo e para o Duque ele não empresta suspendeu temporariamente os empréstimos fez-se silêncio Duque levanta-se dirige-se ao al sids você fica aqui nos esperando com o Dr mondina e para Naziazeno vamos venha comigo Deixam o café atravessam a praça faz ali uma calmaria abafada vão calados sujeitos vestidos com roupas leves frescas casac aberto bem-vindo a passo lento pelos
caminhos varridos da praça um que outro tem o ar de já ter jantado de vir fazer a digestão na rua num banco AF fresca Naziazeno não sabe para onde o leva o amigo encaminha-se para o lado da rua Paiçandu irão lá no roco Naziazeno o vê de novo fechando a porta saindo chegam à Rua Pai Sandu cortam na E continuam Naziazeno vai passar outra vez pela vitrina do Brick onde há uma espada em diagonal é exato e aquelas luzinhas das Dores ampara o Du vem por vezes de novo uma confiança está entrando novamente Ema com
dinheiro com aquele sorriso filho prero pid muda apreensiva na mesma ocasião o seu ar de pobreza aquele focinho quieto e Manso que vem ali ao seu lado tiram lhe Qualquer ilusão um frio e um amargo sobem al pelas vísceras acima entram na Rua Clara ainda se fosse mais cedo hora de trabalho de atividade você ficou em casa essa manhã não responde lhe o Duque se mesmo voltar à cabeça estive em Novo Hamburgo com o mondina passando um mercadinho é um pequeno escritório uma porta e uma janela ao lado da porta uma placa enquadrada de Ferro
esmaltado eles Entram me chame o seu Fernandes diz o Duque para um menino que se acha sentado à escrivania ficam esperando de pé daí um momento vem lá de dentro oo daa chse lentamente à porta olando muito para os dois sondando é gordo parece não ter pressa venho propor um negóci declara o Du ele olha um momento para Duque e logo depõe o olhar em naeno um olhar insistente este meio se perturba vá lá para dentro diz Fernand para o rapazinho e para os visitantes Qual é o negócio como parece impossível aeno que o se
Fernandes lhe forneça este dinheiro que considere mesmo esse empréstimo como um negócio nós precisamos com urgência de R 100000 ré diz o Duque vivamente se f abana cabeça impossível ainda H pouco xa uma compra de títulos por falta de dinheiro não hão diz ele o ar canária olhando os visitantes bem nos olhos Naziazeno quer dar meia volta Imediatamente mas o Duque insiste é por questão de dias talvez dois dias mesmo outro abano de cabeça não é possível do que ainda fica um momento pensativo depois despende as suas ordens e o sujeito tem o movimento de
Tron é preciso não esmorecer e du arrasta o amigo para outro agiota caminham algum tempo calados eles vão agora à Rua Nova ao AJ Assunção Assunção não chega mesmo a dar uma desculpa diz que não e pronto eles Aliás não insistem aquela ideia de Que vai chegar em casa com as mãos abanando Neno sente um gelo ao mesmo tempo que a sua cabeça se enche de um turbilhão tocam-se em direção ao café a penumbra da tarde aquela sombra que cresce progressivamente cresce põ nervoso mesmo a sua nuse passou ele está agora todo trepidação inquieta outra
vez pergunta ao Du Você tem alguma ideia vamos abordar o mondina chegam ao café m e a estão empenhados numa palestra sobre o modo de Se nacionalizar as zonas habitadas por estrangeiros as zonas coloniais as ideias de ambos coincidem sobre pontos fundamentais o Dr mondina está encantado com seu amigo que tal arranjaram Pergunta mondina assim que eles se sentam Naziazeno tem um olhar aceso Duque responde com um pequeno gesto e depois de um momento quem sabe Dr mondina se o senhor nos podia desapertar eu já lhe disse eu simpatizo Muito com a situação dele e
aponta para aeno já me encontrei em condições idênticas mas não posso peço que me acreditem não posso simpatio muito segue-se um silci me lembrei de umais Du Depois alides tem um penhor um anel interrompe-se dirige-se aid você já levantou esse penhor e Diante da sua resposta prossegue um anel que está empenhado por um preço muito além do que se poderia conseguir por ele sem grande Esforço r0 mil informa AIDS um anel pergunta mondina um anel de Bacharel desses antigos com chuveiro acrescenta AIDS senhor é Bacharel indaga o outro com uma grande surpresa a Sorri não
é uma joia de família que vem seu avô Mas qual é o seu plano pergunta mondina ao Duque podia se melhorar o penhor mas para isso é necessário desempenhar o anel são quase r. mil réis e empenhada diz ele por fim isso é Possível ainda haverá tempo hoje todos olham pra rua a sombra cresce cresce dá a sids no verão eles não hão de fechar antes das 7 7 menos 1/4 Capítulo 18 a casa de penhores fica ali perto na Rua General Câmara para lá se tocam na frente aides e mondina estabelecendo as últimas medidas
para a eficiente nacionalização das zonas de estrangeiros Naziazeno vai como que a reboque todo o seu corpo tem uma fadiga um cansaço um Desânimo quando se lembra da sua revolta em trans singir ele agora já Ava uma coisa Qualquer que o Salv do V chame de chegar em casa com as mãos abanando o Duque há de estar sem dinheiro talvez espere ter dentro de pouco tempo questão de dois dias dissera ele ao agiota é de certo que tá o negócio com esse mondina ele caminha ali ao seu lado passando-o mesmo um pouco Seu focinho perde
deu aquela expressão neutra e mansa um ar de concentração de decisão o Envolve como que de uma chama morna seu olhar agora é quente e Brilhante a cidade está Deserta fechada nas esquinas os bancos fechados fechado o cartório a casa das estampilhas a casa de penhores vai estar fechada também ele se admira daquela Esperança do Duque uma nuvem esgarçada dessas nuvens Claras e dmes encheu toda a parte do céu que fica sobre suas cabeças o sol quase oculto já envia-lhe uma estranha luz amarela que ela derrama sobre a cidade as pessoas os Edifícios tudo fica
iluminado com uma luz inesperada e Fabulosa parece madrugada a casa lá está lá está a tabuleta ainda não se pode ver se acha fechada ou não alides e mondina não a enxergam ainda mergulhados como vão na palestra Duque parece que planeja projeta ausente uma sombra sobre a porta esburacar de alto a baixo Naziazeno tem um choque meio apura o passo já agora Duque tem também o olhar metido ali um olhar fixo seu olhar de Serena e triste Fixidez aproxima-se a janela já se mostra bem a luz da nuvem escorre lhe nas vidraças vindo de cima
como uma chuva amarela afia-se mais o olhar do Duque não se modificou a sombra que esburacar a porta de alto a baixo a chuva amarela não deixa divisar nada através das vidraças alternativamente Naziazeno vê aberta e fechada a casa de penhores aquela sombra ganha profundidade descobre um assoalho de Tábuas largas e encardidas um balcãozinho o guichê outras vezes esbarra e se achata na folha da porta e atrás da chuva Amarelo Ocre os batentes são como uma Muralha eretos está fechado diz aides detendo-se quase de fronte da porta Dr mondina avança um passo inspeciona a porta
a fachada a janela Duque e Naziazeno reunir-se a eles faz-se um silêncio depois a Sid des virando-se para o Duque Eu podia Entregar a cautela a ele a mondina sim ele am manhã levanta o penhor mondina aguo o ouvido aides prosseguindo ele teria dificuldade em adiantar esse dinheiro a cautela serve como garantia acrescenta voltando-se para o outro o seu tronco Marrom se encurva sobre ele como se fosse dar um bote mondina tem um embaraço nasiazeno parece ver nos seus olhos inquietação seu ar torna-se evasivo parece temer o truque o conto Como aquilo é realmente parecido
com o velho estratagema a troca de um punhado de dinheiro por um papel um papel e como aides com aquele casaco de ocasião aquele aspecto aviltado e anônimo Parece mesmo vigarista não intervém Duke Vamos pensar noutra solução Naziazeno vê a sees relaxar a sua pressa ele tem um olhar end derredor depois havendo visado um ponto dirige-se até uma porta duas casas Longe dali o grupo sem saber o que está fazendo acompanha é uma agência de Loteria Tem meia folha aberta AIDS vem ao encontro dos amigos a meio caminho estou com vontade de telefonar para o
sujeito dos penhores Talvez seja Tempo Perdido delicadamente M Duque está silencioso ele às vezes costuma atender informa AIDS telefona diz-lhe Duque vão todos puxados por AIDS até a agência de Loteria o homem da agência conversa com Um amigo sentados perto de uma pequena mesa os chapéus na cabeça tem uma surpresa uns olhares de incompreensão quando vem chegar ao sids seguidos dos outros é capaz de nos emprestar seu telefone o sujeito depois de uma leve indecisão indica-lhe o aparelho so um ângulo formado entre a armação e a parede procura o número na lista perde algum tempo
pois não tem bem presente o nome do indivíduo com o dedo recurvo Como um gano faz a combinação um som o som característico é a ligação que está efetuada ainda se esca um certo tempo finalmente a desemp pertiga quem é que está falando aí quem um cliente dele Pergunte ao seu martinz se ele pode ser procurado aí em sua casa por um cliente é um negócio a sids mesmo sem retirar o fone volta-se para os amigos ele está jantando o homem da agência e o seu companheiro conversam em voz baixa sempre agarrado ao fone aidas
Se põe a olhar para baixo na direção dos pés um momento porém endireita de novo Alô pronto que pode sim obrigado e para os outros ele nos espera agora se tocam todos em grupo para a residência do seu martinz fica numa Travessa da rua principal ali no centro é perto relativamente Será que ele atende quando souber o que negócio se trata Vai pensando Naziazeno tranquiliza um tanto quando que ele não Pode na realidade esperar outro negócio que não seja desses no seu r com ar de tempestade diz o Dr M olhando o cé com eito
um muro espesso feo Horizonte enant no alto a nuvem menos esgarçada mais compacta reun outas proa so a cidade aquel luz amarelada e estanha o Martin se lembra do aides seria mais fácil se ele se recordasse nasiazeno se lembra bem desse indivíduo quando ele acompanhava a construção daquela casa em que mora Estava sempre sobre a rua de Fronte da obra a manhã inteira a tarde inteira atento silencioso ainda não sabia que ele era o dono daquela casa de penhores a rua ilumina-se de um jato Como já é tarde eles põem em leilão os objetos não
resgatados naturalmente não viu a lista dos penhores no jornal Não nunca havia visto caminham silenciosos agora mas azeno viu uma vez esse anel na mão do alides alides nunca se desfizer dele em Casa quem o guardava era sua mãe quando era para empenhar tinha de pedir o anel a velha o Anel e a velha eram conhecidos familiares no grupo dos amigos do que não fala eu simpatizo muito com a situação dele o mondina há de ter o dinheiro ali mesmo por esse lado é certo todo o dia caminhando como não deitaria numa cama não se
espichar a voz do aides lá adiante junto do Dr mondina dirigida a Ele de quanto é que você precisa R 53.000 60 arredondando quantas vezes já não tem pensado nisso já lhe sai como um Clichê penso que é esta a casa a sids procuro o número sobre a porta Olha o número aperta a campainha a casa é um sobradinho a porta da rua tem uma grade Zinha com vidraça no alto al despia para dentro na meia escuridade distingue-se uma escada Estreita com degraus de mágua segue-se um certo tempo depois uma criadinha lentamente e com o
aspecto tímido vem atender pergunta o que querem Através da grade Zinha cuja vidraça abriu queremos falar com seu martinz ela fica um instante indecisa diga que é o moço que telefonou acrescenta ao sids capítulo 19 puxados pela criada lavam eles subindo às escadas ao chegar bem em cima infl letem para a esquerda uma mole aqueles quatro homens um tropu é a impressão de Naziazeno param aí mesmo pisoteando se e acomodando-se o topo da escada é pequeno Há um porta chapéus um terno de vime pintado de azul folhagens e o todo compõe uma antessala um silêncio
súbito se faz na peça do fundo na sala de jantar ouve-se uma voz de mulher e respostas da criadinha não se pode distinguir nada desse diálogo mas Naziazeno é capaz de jurar que se refere a eles um rumor de cadeira uns Passos ligeiros Miúdos mas firmes ressoa no alho e uma figura de homem pequeno trajado de Cinzento surge na porta Olhando muito para os visitantes cumprimentam-se ainda é Crepúsculo mas já acenderam a luz ali no topo da escada uma luz fraca e distante perdida lá no forro a cara de seu Martinez nada informma aquele olhar
firme pode tanto ser atenção como curiosidade não querem sentar o Dr mondina tem uma recusa delicada Martinez contemplou fixamente Vamos sentar é por muito pouco tempo diz aits adiantando-se Eu telefonei H pouco a Propósito de um tenor meu um anel de Bacharel com chuveiro foi empenhado há uns dois meses não se recorda Martinez volta-se para os outros tem um sorriso é difícil guardar essas coisas há tantos anéis de Bacharel empenhados e depois de um momento Como é o seu nome conr a conr Mar reflete algum tempo procura na memória tem o ar calmo nem parecido
com o do Fernand nem com o do Assunção continuando precisava levantar Esse penhor fos lá mas já estava fechado eu fecho à 6 horas novo silêncio a parece esperar uma palavra de Martin mas este se conserva calado olhando sucessivamente para um e outro dos visitantes o meu amigo tem necessidade urgente de desempenhar esse anel ainda hoje diz mondina por fim hoje a surpresa do indivíduo traz um certo embaraço a todos eles bem sabemos que é um incômodo para o senhor que já estava descansando do seu trabalho observa Mondina depois de um curto silêncio o indivíduo
nada diz a sua cara tem outra vez aquela mesma expressão de calma qual é o valor do penhor indaga ele passado um momento 180.000 responde a sids prontamente Martinez está outra vez refletindo o senhor trouxe a cautela aí trouxe AIDS anda sempre com seus papéis é uma carteira surrada que ele procura no fundo de um dos bolsos interiores daquele casaco marrom apresenta a Cautela ao senr martinz que examina silencioso e depois devolve-a não diz nenhuma palavra retira-se um instante vai até a sala de jantar ouve-se outra vez a voz da mulher que fala com ele
a voz meio se exalta torna-se mais forte pega-se uma que outra palavra do que se diz os passos Miúdos ligeiros e firmes andam daqui para ali lá na sala de jantar depois somem-se parecem ir mais longe mais lá no fundo mas voltam rápidos e in antes a voz da mulher agora Fala com outras pessoas faz recomendações pequenas coisas de dona de casa ouve si mesmo distintamente a pergunta tu já puseste a esquentar a água pro chá todos ali no topo da escada mantém-se silenciosos é um receio de conjeturar eles mesmo evitam olhar-se mondina está examinando
um quadrinho dependurado na parede perto do porta-chapéus é o Rio de Janeiro pergunt desapontando para o quadrin não a ponta Da Jurujuba em Niterói novo silêncio eu já volto Avisa a voz de martinz veladamente lá dentro na sala de jantar e ele aparece na porta os olhos nos visitantes vem até ao porta chapéus P um chapé de pano escuro Então vamos todos se põem a descer a escada caminham sobre as próprias sombras vão com os olhos nos degraus ao chegar à Rua dividem-se adiante vai o Senor Martinez ladeado do Dr mondina e de alides escureceu
muito enquanto estiveram Lá em Cima azeno tem uma apreensão um cidadão que vem subindo passa por eles as duas linhas se desmancham se encurvam dando-lhe passagem ele se descobre cumprimenta Martin responde com um cumprimento grave E atencioso os companheiros levam a mão aos chapéus dobram a primeira esquina entram na rua principal as vitrinas raras ainda nessa altura projetam nas caladas retângulos de luz que os passees pis pis pés iluminados vai trav uma conversa na fila Da freno disting perfeitamente as palavras de martinz que fala para os dois sem contudo voltar nenuma vez à cabeça para
o lado de um ou outro seu passo é ligeiro e firme olhar sempre em frente chegam ao canto da praça de fronte dos cinemas Pequenos Grupos um que outro casal há sujeitos no guichê de Bilheteria outros olham por um momento os cartazes uma pequena família vai entrando o homem entrega as entradas a Mulher tem uma criança pela mão atravessam a praça olhando para o chão para as fachadas para a frente dos cinemas para as árvores é noite mas nas e erg os olhos bem lá em cima naquelas nuvens esbranquiçadas ainda um ar de dia as
nuvens agora os pedaços delas que ainda se podem distinguir tem uma luz esmaecida lívida Duke vai caminhando calado junto dele como se perde tempo para qualquer coisa Naziazeno compara a Hora que fazia quando havi um deliberado ir até a casa de penhores em que ainda era dia um dia Amarelo estranho com aquela hora é noite é noite o Senor Martinez multiplica os seus pequenos Passos enchendo de um martelar miudinho O Areão avermelhado e batido da Praça no café fronteiro ao banco poucos consumidores que tomam um cafezinho em silêncio olhando para dentro da xícara há uma
calma um repouso mas aquele silêncio é cortado por três silvos Curtos aproximados Naziazeno endireita a cabeça o guarda ainda tem o apito na boca e segue com um olhar Qualquer coisa que desaparece ao longo da rua atravessam a rua em direção à calçada da casa de penhores lá no meio da quadra uma porta iluminada da agência de Loteria Duque apreça o passo Mas e azeno acompanham já estão todos juntos mondina vai dizendo para Martinez imagino a vigilância que obriga um negócio desses até conhecimentos especializados há de Requerer não com um pouco de prática se faz
facilmente qualquer avaliação uma pequena pausa mesmo assim há muito prejuízo remata o indivíduo dos penhores estão chegando ele se adianta tira uma chave mete na fechadura a porta cede e ele entra os outros esperam um momento na calçada bem junto à entrada e ele acende a luz vamos entrar convida a mole o tropu outra vez a sala é pequena de dividido em duas por um balcãozinho Estreito que corre paralelamente à Frente guichês no balcão numa porta feita na armação sobre um canto mete martinz tira o chapéu e vem por dentro atender do lado de fora
A sids vai se acomodando junto ao guichê enquanto os amigos meio se afastam dão lugar discretos vamos ver a cautela a sides entrega-lhe o papel no fundo da pequena peça há prateleiras como o de uma casa de comércio prateleiras de uma taba branca sem pintura cheias de pequenos embrulhos de papel pardo Etiquetados um pouco para a esquerda numa das paredes laterais o cofre pequeno antiquado o sujeito dirige-se para aí abreo mergulha a mão direita dentro dele a esquerda está segurando a cautela Repassa na mão vários embrulho zinhos caixinhas objetos soltos perde um certo tempo aides
aproxima-se do do Duque diz-lhe qualquer coisa Duque concorda com a cabeça declara agora vamos ver isso e se encaminha para o lado onde se acha mondina converso um Momento com ele em voz baixa mondina fica meio vermelho quadrae um tanto Mete a mão no bolso da calça tira qualquer coisa que conta confere e vem entregar a ao sids no momento em que pelo lado de dentro do balcão chegava martinz martinz tem um olhar de namorado investigador para ele depois desviando os olhos e pondo sucessivamente em Alcides e no objeto que traz na mão diz aqui
está o anel a joia tem também uma etiqueta atada por uma pequena cordinha ele Desata confere mais uma vez o seu número com o da cautela que de pusera no balcão à sua frente recebe o dinheiro contao cuidadosamente entrega finalmente a joia é um anel grande pesado mondina tira o das mãos de aides e começa a examiná-lo debaixo do olhar atento e investigador de martinz o dono da casa fecha de novo o cofre põe o chapéu dá uma vista do Olhos rápida em seu redor sai pela porta aberta na armação vem até junto de aides
E mondina este ainda examina a joia vai comprar Pergunta referindo-se a mondina não responde a tirando por um instante o olhar de cima do Papel Duque aproxima-se deles vamos diz convidando AIDS com um gesto eles começam a sair martinz põe-se de perto da chave da Luz Quando sai o último torce depois vem fechar a porta da rua vai para lá vou então vamos juntos caminham silenciosos depois martinz este anel é muito antigo em seu poder era do meu avô responde a sits mas Parece ter tido pouco uso ele morreu muito moço e depois dele ninguém
mais o usou tem sempre estado guardado outro silêncio Naia azeno nunca tinha ouvido falar ao sides desse avô Duque meio que toma a dianteira ao chegar à esquina detém-se bem aqui nos separamos diz ele todos param Martinez tem um olhar que abrange todos eles despede-se aperta a mão de um por um e muito obrigado diz-lhe o Dr mondina curvando-se cerimonios não há de quê Boa noite Martinz toma o rumo da praça lá vão seus pés no martelar ligeiro e miudinho é noite fechada Capítulo 20 aquela esperança é obstinada demais ele vê o jeito do Duque
o Duque está no seu momento é ele que dirige lá do fundo lá de trás é ele que dirige mas como mas onde eu fecho a seis é o que todos fazem certamente não apenas ele é um fim de expediente uniforme talvez obrigatório mesmo entretanto o Du Que confia confia é inegável mas então ele tem outro plano está amadurecendo outro plano qual naena nada a ver AIDS vai levar o anel ou o mondina é só o que lhe parece Claro ele já pensou em chamar o mondina de parte não lhe poderão absolutamente fazer falta esses
R 60.000 lembra-se das suas palavras eu simpatizo muito mas é que ele não o conhece isso que o senhor me conta já se passou comigo é uma referência não é uma referência um diálogo instante se Recompõe com reminiscências mas eu não posso eu simpatizo ora R 60.000 que falta poderá lhe fazer ele dispõe de dinheiro dispõe peço que me acreditem não posso Será porque ele não conhece mas do que garante eles têm negócio em comum não posso não pode nazen tem um sorriso amargo mas o senhor é imprudente e todo o seu desânimo lhe volta
dessa vez olha em torno o olh olhar esgazeado quase se admira daquele silêncio de não ouvir a própria voz a voz do outro o Grupo ainda não se mexeu eles hesitam o próprio Duque hesita aonde vamos daqui está tudo fechado diz a sids Duque está pensativo mondina tem uma cara um tanto séria de quem não se acha inteiramente agradado Devíamos ter pensado no modo de resolver a dificuldade e virando-se para a sids o senhor pensa telefonar não um silêncio vamos até o d pasquier sugere Duque ele faz desses negócios Vamos até lá insiste Duque põe-se
em marcha a joalheria ocupa uma pequena loja da Rua Do Rosário Naziazeno Há quanto tempo conhece essa casa uma porta e uma janela transformada em vitrina e lá dentro em mangas de camisa sempre uma camisa Branca o velho joalheiro deu-lhe sempre a impressão de um sujeito ranzinza Duque caminha um meio Passo na frente vai puxando baixou o focinho recolheu um pouco Naziazeno não tira o olhar da cara dele um raio de luz lateral incide num dos seus olhos no que fica do seu lado ilumina o de uma luz Branca estranha é preciso apurar ali no
centro já quase não se encontra mais nenhuma casa aberta a cidade está despovoada uma que outra caixer inha Duque Empurra a de leve entra atrás de si vão entrando os outros o joalheiro avança lá no fundo Sereno o olhar preso nos visitantes Duque adianta-se tem um cumprimento Boa noite seu Du pasquier Boa noite diz o outro sem desviar o olhar dos seus rostos Naziazeno Olha lá pro fundo na direção de onde vi era do Pasquo a um canto ele vê uma pequena escrivaninha que uma lâmpada de abajur COB de uma luz verde ele certamente estava
escrevendo notas lançamentos e se lembra dos seus papéis que ficaram em cima de sua carteira é um negócio seu dos parquer começa o Duque a casa já está fechada observa o outro não é mais hora para negócio mas é uma coisa particular retorna Duque há uma pequena pausa do que se trata Duque explica ali o amigo AIDS avançam com passo tem um Anel mostra o anel Alcides tira o de um dos bolsos do colete sabotou completamente o casaco marrom que deixa cair de um lado de outro na frente umas enormes Abas do pasquier espicha a
mão para segurar a joia ao mesmo tempo que vai observando AIDS de alto a baixo Duque continuando Ele quer saber quanto o senhor se anima a dar por ele do pasquer afasta-se com a joia vai até lá ao fundo senta-se a Escrivaninha mergulha a cabeça naquela atmosfera Verde põe-se a examinar mondina olha de um lado do outro um tanto interrogativo para o Duque ninguém fala daí a um momento volta do pasquo dirige-se ao Duque quanto seu amigo pretende por ele Duque troca um olhar com o grupo é um anel que vale do contos 500 diz
em seguida O outro tem um movimento de cabeça ele não deixa por menos de R 500.000 réis o velho abana francamente a cabeça Não dou nem 400 e depois de um momento isso é uma joia que não se vende mais e explicando a sua opinião é um gosto antigo hoje o que se quer são coisas leves 450 solicita o Duque não não dou mais que R 350.000 Duque conferencia com aides e mondina discutem por um instante por fim aceitamos seu dus pasquier Diz lhe Duque o meu amigo lhe empenha o anel pelos R 350.000 Réis
Ah era empenhar que pretendiam e ele devolve-a sobre o vidro do balcão não me ocupo desses negócios e dá-lhes as costas Duque olha para os amigos mondina tem um rubo na Face ainda ficam um momento ali junto do balcão depois resolvem abalar o velho do pasquier lá vai indo tranquilamente em direção da escrivania na rua a sides tem uma sugestão irem procurar um daqueles agiotas o Assunção o Zeferino não digo o rouco acrescenta Duque não responde pensa um segundo por fim vamos combinar isso num café H pouco os passos dali na esquina com a Rua
Principal há efetivamente um café quase deserto a essa hora dirigem-se para uma mesa dos Fundos sentam al sids bate com a colher na borda do Pires chamando o Garção café pede-lhe ele enquanto o empregado se aproxima e curvando-se um pouco sobre a mesa para os amigos talvez um agiota desses quisesse emprestar so a Garantia do anel silêncio o Garção serve o café cada um tem os olhos na xícara aí obrigado não tenho confiança nesse plano declara o Duque assim que o Gar se retira outro silêncio pensativo veio-me uma ideia diz ele depois vivamente todos prestam
atenção o Dr mondina nos adiantava esse dinheiro mediante recibo assumamos o compromisso de amanhã bem cedo empenhar o Anel e devolver-lhe essa quantia mondina fica com os olhos brilh Embaraços fita o Duque penetrant naeno parece estar vendo aquela mesma expressão de receio de receio de um conto deum truque Duque devolve seu olhar supic com um olhar Manso em que há uma leve tristeza bondosa garota são quase 8 horas no relógio do café pequenos grupos de homens vem aparecendo nas portas vem entrando devagar outra fase na vida da cade a noite refrescou mas a despeito do
ar quase frio aparecem ainda muitos linhos Numa mesa ao lado da deles um sujeito lê tranquilamente um jornal mondina paga nervoso a despesa convida para levantarem Duque porém pede que fique mais um pouco mas como é que havíamos de fazer observa mondina por fim se não encontra quem dê essa importância o senhor viu o interesse do parquer por esse anel diz-lhe o Duque ele estaria mesmo disposto a dar por ele até R 400.000 Pode acreditar é que ele sabe quanto vale mas vamos que não deem Por ele nem R 300.000 retorna O outro daí a
um momento ele mesmo estava empenhado por menos de 200 Duque fica um instante interdito mas aides intervém é preciso saber a época em que fiz aquilo eu estava atrasado nas outras casas me entreguei ao Martinez de mãos amarradas e agora pergunta mondina com um sorriso um tanto fino a sides não dá resposta a situação é esta resume finalmente Duque se o senhor quiser até diz ele virando-se para o advogado o Senhor mesmo fica com o anel como penhor e o Duque olha para AL sids como pedindo aprovação não declara sids não se faz mais negócio
amanhã mesmo volto a Martin desfaço tudo devolvo o seu dinheiro desfazer você não pode observa lhe Duque a se des cala-se emburrado Vamos pensar mas é em achar uma solução faz Duque conciliatorios dois nada dizem aides Já fechou várias vezes os olhos colocou-os outras tantas vezes na rua mondina tem olhar brilhante os lábios fortemente Unidos a face levemente congesta sente um sono um abatimento vê no bonde de volta para casa bonde Quase vazio no meio da noite com ele dormitando venha cá eu assumo o compromisso Me dê esse anel pede o Duque para aí eu
entgo ao Dr mondina em garantia do seu dinheiro me ire r00 me dê mais 120 amanhã eu procuro AIDS e o senhor para fazermos o penhor assim o senhor fica bem garantido mas não se trata de garantia vai Gaguejando o Dr mondina o seu amigo não compreendeu eu desde o princípio não estive pronto para auxiliar essa transação não se trata de garantia ou de falta de garantia mas assim fica muito bem acrescenta Du é justo aliás que o senhor queira rodear de todas as garantias do negócio outro silêncio aos não se mee mantm o braço
estendido à esa do Anel é um sono agora o que ter nasiazeno é só um Sono capítulo 21 a porta do comedouro vai se abrindo entra-se diretamente do pátio para a varanda senta-se à mesa sem toalha no seu Pequenino trabalho a mulher ergue uma cara pálida triste e atenta é tarde já são 9 horas Neno não quer que ela se assuste daí ess precaução abre a porta devagar empurrando-a com os embrulhos tem um sorriso branco no meio do rosto escuro está com uma barba de dois dias a mulher parece que vai compreendendo Lentamente levanta-se Naziazeno
já entrou de todo dá-lhe um pouco as costas fecha a porta eu já estava ansiosa todo o dia longe os embrulhos atrapalham que é isso que tu trazes aí ele os deposita sobre a mesa a mulher se aproxima meu sapato tu arranjaste dinheiro ele diz que sim com a cabeça enquanto tira o chapéu e coloca igualmente em cima da mesa a mulher desfaz inteiramente o embrulho do sapato olhao demoradamente inspeciona um salto E a compostura tu ainda não jantasse ela demora os olhos na sua cara examinando ele está pálido com olhe mais barbudo e mais
magro só os olhos T um ar de vivacidade ainda não jantei Vocês já comeram eu te guardei a comida ela põe as mãos sobre outro embrulho o maior isso aqui o que é não espera a sua resposta vai desfazendo rompe-se o papel e saltam de dentro dois outros embrulho Zinhos um é quadrado meio chato parece um pequeno tijolo é mole a papar tu trouxeste manteiga a face da mulher enche-se de um leve rubor é um rubor que lhe sobe do pescoço e que a remoa rubor de rapariga o outro embrulho é um bom pedaço de
queijo tipo Holandês de massa amarelada e Macia mas falta ainda aquele pacote Zinho menor nazzano pegao vira-se para o lado do dormitório e o mainho já está dormindo Dormiu agora mesmo eu trouxe uma coisa PR ele e desmancha o pacote Adelaide mostra a sua surpresa brinquedinho de borracha é brinquedo de criancinha pequena com efeito são dois leõezinhos de borracha com apito dese pras crianas morderem quando dti não encontrei mais nada estava tudo fechado tive de descer no Entroncamento comprei esse na loja de Dolores e Naziazeno põe os dois leõezinhos de pé e enfila ele vai
gostar tu não achas Vai Sim Adelaide ele passou todo dia perguntando se tu tinhas ido comprar um automóvel para ele Naziazeno tira o casaco com o colete dep pendura-se os de uma cadeira remanga eu quero passar uma água no rosto e vai se encaminhando para os lados da cozinha Adelaide foi buscar uma toalha limpa lá dentro ao passar pelo lavatório Zinho do Corredor do corredor que comunica com a cozinha pega a saboneteira só tem água Encanada na pia da cozinha a sua frente um pouco curvada para diante a camisa remangada Ele parece elhe mais alto
meio grandalhão Naziazeno Lava o rosto as orelhas o pescoço molha o cabelo quando se volta para receber a toalha que ela ao seu lado lhe segura tem a pele vermelha aparecendo por entre os fios da barba um crescida enxuga penteia ele soltou a toalha sobre a mesa da cozinha é uma tábua Branca muito limpa a mulher que esquecer a saboeira Na mão vendo pentear-se coloque igualmente em cima da mesa a saboeira com o sabão e vai em direção ao pequeno fogão de ferro um tênue fogo arde ainda lá dentro ela esperta abre o forno destampa
os pratos que aí se encontra a comida ainda está meio quente Onde é que tu almoçaste Naziazeno tem uma evasiva eu tomei qualquer coisa na hora do almoço tinha uns yoes ao meio-dia estavam tão bons não sei agora Adelaide Atiça mais o fogo põe uma chaleira a esquentar tem outros arranjos vá na frente ou tu queres comer aqui não lá mesmo mas Y azeno senta-se no seu lugar esperando vê-se descendo no Entroncamento daquela esperança de encontrar numa daquelas lojas de turcos um brinquedinho qualquer ao se representar as vitrinas iluminadas via os brinquedos nas vitrinas as
cornetas é muito difícil aqui O senhor não encontra mas os senhores não vendem brinquedos Ano passado tentei vender mas não deu em bola mas não tem qualquer coisinha uma corneta espere deixa ver Parece me que ficou um palhaço mas o senhor não vai gostar um palhaço vamos ver o s jeito traz palhaço não serve não é uma espécie de chocalho um palhacinho vestido de pano um pano desbotado não tem jeito de brinquedo o senhor não tem mais nada então só esse palhaço aqui e isso aqui o que é brinquedinho de borracha leãozinhos cachorrinhos me mostre
um Deles os cachorrinhos não os leãozinhos negociante mergulha a mão tira um leãozinho com os dedos aperta lhe a barriga faz apitar é um bom brinquedo dura muito é muito forte é criança pequena não tem quase 4 anos a mulher entra com a toalha o talher estende a toalha na ponta da mesa nasiazeno dá o lugar depois se encaminha outra vez para a cozinha volta daí um momento com dois pratos o copo tem vinho não não se podia mandar buscar uma Garrafa no mercadinho estará aberto pergunta Adelaide com ar de dúvida penso que sim há
um pequeno silêncio e quem é que vai buscar pergunta Naziazeno o menino da vizinha é uma vizinha dos Fundos cuja casa fica contígua a do amanuense da prefeitura uma viúva Adelaide às vezes lhe dá um que outro servicinho falam-se por cima da cerca num canto de pátio vai me ver isso então toma o dinheiro vai até a cadeira de onde dep pendurou o casaco com colete Tira de dentro de um dos bolsinhos deste um cenário entrega-o à mulher senta de novo no seu lugar está cansado mas é um cansaço bom numa das passadas por ali
a mulher já levou o queijo e a manteiga foi guardá-los ele ia ao princípio trazer só a manteiga Mas aquela fatia tentava vamos ver um pedacinho também daquele que o caixeiro já tinha embrulhado a manteiga estava cortando o cordelzinho para entregá-la Qual o seu jeito era o de estar serenamente incomodado aquele ali Quanto custa o quilo era mais caro do que supunha me dê 1/4 de quilo o caixeiro começará a fazer outro embrulho depois lembrou-se meteu os dois embrulhos o do queijo ainda sem acabar dentro da mesma folha verde e fez com eles um só
pacote grande Adelaide aparece no comedouro Já está quase pronta a comida Diz ela mandaste vir o vinho ela faz que sim com a cabeça e em seguida onde é que Arranjaste o dinheiro Naziazeno desvia os olhos Depois te conto mas não não lhe preocupava aquela superioridade de marido que vai vira e cava depois lhe contará deixa comer primeiro conseguiste tudo sim silêncio depois se houvem uns passinhos miudinhos no pátio próximo da porta é um menino Adelaide vai abrir um gurizinho moreninho Magrinho em mangas de camisa entrega-lhe a garrafa e apronta-se para dar a volta Ele
que Espere aí diz Naziazeno vivamente e vai buscar outro Nel no bolso do colete entregao à mulher D pro guri e depois que ela fechou novamente a porta vai ver se já está já deve estar Adelaide retira-se ouve-se o barulho na cozinha daí um instante entra com os pratos da comida Naziazeno põe-se a jantar serve-se a carne o arroz trincha com os braços muito abertos Cabeludos tu me esperaste até muito tarde hoje ao Meio-dia até passando da uma andavas as voltas com o Andrade ouvia o rádio mar que não se extinguia nunca despeja o vinho
no copo bebe um gole é bom pergunta-lhe a Muler assim assim prova um pouco Adelaide bebe umzinho do copo que ele lhe passa um silci ninguém me procurou Aqui de tarde ninguém da repartição não ninguém mas tu não fosse a repartição Neno tem os olhos na comida no prato de tarde não fi diz ele depois De um momento nas vi azeno termina a carne o arroz experimento o unque ele levantou o tronco a cabeça meio para trás serve e passado um momento olhando para os lados um olhar entusiasmado de criança gulosa que é que tu
achas eu comeria agora um pouco do queijo pois come Adelaide levanta-se traz-me uma fatia do queijo Holandês depois foi com o diretor que mast tenho logo uma fábrica de dinheiro não com quem Então consegui por intermédio do aides e do Duque ela tem um olhar apreensivo foi no jogo ele enxerga o seu braço levando o dinheiro para 28 e recuando vivamente depois já no fim da tarde aquele quadrado de luz pálida da área lá fora no alto daquelas paredes a sua ida até o fornecer areia pesada do Cis em construção como tudo isso está longe
longe no jogo não uma pausa tomaria um café ela se levanta Vai até a cozinha Naziazeno Mete a mão no bolso da calça palpa a nota de R 50.000 lembra-se daquele contato untuoso dos R 5000 do Costa Miranda devia ter devolvido seu dinheiro essa noite mesmo quando o Duque contou a sua mão R 65.000 ré esses cinco extras já estavam destinados era por Costa Miranda sente uma ardência súbita na raiz dos cabelos não encontra no bolso com a mão aqueles 5 faz rapidamente as somas recapitula os Seus gastos uma leve tonteira trazida pelo cansaço pela
janta Pelo vinho dissipa-se ergue-se de um salto examina o bolso do colete vem-lhe Uma tranquilidade lá estão duas notinhas surradas de 2000 contos de réis mais uns niquis não precisa mais do que dos R 53.000 a mulher traz-lhe o café parece meio emburrada tive um dia brabo hoje Adelaide ela olha o com interesse depois Conto não sabes como me custou esse dinheiro mas está aqui tira os R 50.000 do bolso vai até a cadeira onde você achea sua roupa traz as notinhas miúdas os niqueis 54700 diz ele contando põe todo o dinheiro em cima da
mesa a cédula maior estendida embaixo depois as notas de 2000 e sobre elas numa pilha os niqueis quanto custaram os leõezinhos R 2000 10 tões cada um um silêncio eu queria trar Car um desses R 2000 Reis diz depois de Um momento Naziazeno tomando nos dedos outra vez o dinheiro miúdo Para quê Para entregar os R 53.000 justos os níqueis não chegam a dest stões Quanto falta perguntou Adelaide eu tenho aqui R 700 ré diz Naziazeno olhando para o dinheiro que tem a não Adelaide se levanta vai até o quarto traz-lhe uma pequena cédula de
onde é que saiu este eu tinha este r000 Ele conta R 53.000 exatos guarda o resto no mesmo bolso do colete Depois ainda estava ventoso quando saíste lá fora estava diz Adelaide noite boa para se dormir observa Naziazeno depois no momento já queres te deitar pergunta-lhe ela não ainda é cedo que horas serão umas 9:30 mais ou menos pausa Naziazeno dá a volta à mesa senta-se numa cadeira próxima à ponta oposta a em que estivera sentado para jantar pega dos leõezinhos que haviam ficado aí primeiro murcha a barriga dum depois é o pescoço a cabeça
tudo que ele Murcha mal afrouxa a compressão o bichinho tudo volta ao primitivo estado no meio salto murcha mais uma vez o mainho vai encher isso d'água faz ele com os olhos no leãozinho e no buraquinho no a subil que ele tem embaixo da barriga está com sono no silêncio que eles fazem se ouvi bem o murmúrio do vento Capítulo 22 ele vai ficar sem uma palavra a boca aberta podia dizer ele qualquer coisa Mas não só lhe entrego o dinheiro talvez agradeça Muito obrigado e dá as costas é uma hora muito cedo ainda mainho
D ainda não viu os leõezinhos a mulher está tirando a mesa ele fora sentar numa pequena cadeira de balanço de assento de lona alguns passos para um lado de quando em quando Dirigi o olhar para aquela pilinha em que há a nota dos r50 mil e as outras aproveita Uma das entradas da mulher não te parece uma mentira Diz estar com esse dinheiro aí parece ele se recosta na cadeira tem uma embalada põe os olhos no forro um forro escuro mal Iluminado o Duque o aidas o mondina se reúnem amanhã de manhã vão tratar do
penhor ele só vai saber à tarde de certo os escriturários e o datilógrafo ainda não haviam chegado à calçada Não ouviram estavam além do diretor e do Dr his o chefe da sessão e o Capataz Mas com toda a certeza souberam ao voltar à tarde que é que Isso lhe importa Talvez o diretor queira reclamar a sua falta no expediente da tarde ele que não se meta é capaz de desabafar e quando a mulher entra de novo sabes Adelaide o que me disseram hoje ela lhe presta atenção andam dizendo qualquer coisa do Dr Romero pobre
e Adelaide que meio parara para ouvir põe-se a andar novamente está desocupando a mesa já guardou a toalha o talher a louça pega do Chapéu de Naziazeno e dep Pendura o no pequeno gabinete guarda os leõezinhos de borracha no vão do bifet depois tu falaste com ele de todos os teus chefes foi o que eu sempre mais gostei Ele ainda está muito teu amigo ela vai dizendo isso sem olhar para ele arrumando tem o seu jeito triste Naziazeno sente-se ruborizado ao mesmo tempo que lhe volta aquela aquela sensação de constrição no rosto para o lado
dos olhos da maxila ouve-se um baque lá fora eles levantam a Cabeça atentos é o portãozinho deixa que eu vou fechar Enzo se ergue vivamente bota o casaco não precisa e sai quando volta está frio mesmo e se torce o corpo se arrepia Adelaide Por que tu não vais deitar não quero dormir com o estômago muito ela se senta à mesa sem toalha no lugar onde estava quando o marido chegou Naziazeno volta para a cadeirinha de balanço Adelaide olha para o dinheiro em cima da mesa ainda não quiseste me dizer Como conseguiste arranjei emprestado com
o Duque e o aides pausa e quando é que tens de devolver a eles pergunta-lhe ela depois não tem prazo outro silêncio vais levantar cedo amanhã para entregar em mão ao leiteiro quer saber a mulher pretendia o que é que tu achas porque não botava em cima da mesa da cozinha junto com a panela do leite com isso evitava levantar de madrugada É isso mesmo faz nasiazeno depois de refletir um momento a surpresa que ele não vai ter quando abrir a porta ele leva a chave da cozinha e der com dinheiro seus lábios têm um
leve sorriso bom de repouso o vento a subia uma que outra coisa bate do pátio vem às vezes um guincho de lata alguma lata de galpãozinho ou de galinheiro que o vento força e levanta podia-se já ir fechando a casa sugere Naziazeno erguendo-se lentamente A mulher levanta-se também ela começa a fechar pelo comedouro ele vai ver as janelas da sala antes de me deitar eu tomaria um outro café diz ele ao se encontrar de novo com ela na varanda Adelaide se dirige pra cozinha masaz não deixa ficar ali quer ficar pensando refleti refleti na surpresa
do leiteiro na sua cara a voz daer lá no fundo Sona lenta Queres o café agora ou mais Tarde meio se reergue na cadeira de balanço onde se sentara outra vez endireita o tronco desprende a voz agora e volta outra vez a refletir a refletir num pequeno balanço ritmado sem ruído tranquilo Capítulo 23 está tudo arrumado não tudo em ordem ele se volta olha ao seu redor meio nervoso a mulher acabara de pôr a panela do leite na ponta da mesa perto dela colocara Naziazeno o dinheiro dobrado a cédula de 50 envolvendo as notas miúdas
Aquela mancha escura sobressai do tampo muito branco muito esfregado da mesa primeiro hesitou se devia pôr ou não alguma coisa sobre o dinheiro algum peso tu achas necessário consultar a mulher não há vento aqui dentro não não é preciso tudo em ordem pois ele parece que não se decide a abandonar a cozinha não há mais nada a fazer está recontado o dinheiro acha-se bem amostra de modo que o outro dê com ele ao primeiro instante pode sair pois vai se afastando E ainda olhando para o lado depois d volta subitamente Pareci el al ver uma
festa na janela por onde possa entrar um pé de vento verifica engana Vamos então e vai saindo vagarosamente a mulher fica para trás para apagar a luz ele se sente um pouco fica um momento no comedouro enquanto a mulher dá alguma arrumação lá pelo quarto nas camas ele ouve um choramingar do filho que quer meio que acordar Adelaide nanao tudo se acalma outra Vez seus dedos estão um tanto frios ainda se acha remangado começa então a descer as mangas da camisa os dedos meio que se embaraçam ao abotoar os punhos o vento ainda sopra forte
de quando em quando aquele guincho de D lata está pronta a cama Sim já vou é interessante passou-lhe o sono agora é capaz de ler um pouco mas muda de ideia não lhe apetece agora nenhuma leitura de nenhuma daquelas coisas que poderia ler vai até o pequeno bufê comprime um dos Leõezinhos mas não leva até o fim solta melhor aí deitar está cansado precisando dirige-se pro quarto a mulher já está se acomodando já PIS num canto a lamparina de azeite que passa acesa todas as noites desde que adoeceu o filho não apagaste a luz da
varanda tinha se esquecido mas yeno volta torce a chave a luzinha da lamparina avança pela porta ilumina um pedaço do Assoalho do comedouro nazino despe-se mete-se na cama espicha Com leve dor de todos os membros dor não de todo desagradável a mulher tem as pálpebras pesadas ela vai pegar no sono imediatamente aquele endolor mento parece que é mais forte nas pernas no osso da canela aliás sente como que um peso nos joelhos para baixo mas é que não é brinquedo que caminhou devia ter feito umas quatro vezes aquele trajeto da repartição É verdade não conseguiu
saber o que era aquilo daquela Luizinha amanhã a ida ao Andrade Arrasou não ficou bem explicada essa história não sentio passar às TRS ou 4 horas da roleta às vezes tirava os olhos do jogo e lá encontrava a cara daquele sujeito sentado aquele pobre diabo que ele conhece tanto dos cafés não vira quando ele tinha ido embora que estava fazendo ali teria ido com algum conhecido Estaria esperando alguém nunca nunca devia ter ido à casa do fornecedor não devia ter dado aquele passo isso ainda Vai incomodá-lo mas o melhor é não pensar em nenhuma dessas
coisas tudo já passou já passou a mulher está ressonando a boca entra aberta Talvez seja da posição Naziazeno meio a Empurra ela como que vai acordar se mexe ele tu estavas roncando ela se acomoda não compreendeu nada pega no sono imediatamente Naziazeno percebe que se acha bem esperto entretanto queria dormir tem necessidade de um sono Longo Talvez esse barulho do vento é que esteja incomodando nessa época do ano é assim faz calor calor mesmo de dia e as noites são Frias e ventosas essa posição de barriga para cima é pior vai virar-se de lado e
ver se dorme feche os olhos os globos dos olhos também lhe dóm por transparência através das pálpebras enxerga uma claridade amarela da lamparina amarela lá meio seé ausentando mas desperta de súbito a lembrança daquele Crepúsculo amarelo e estranho é Tão nítida que o desperta inteiramente se não fosse isso ele Talvez adormecesse já ia experimentando uma espécie de tonteira um fluir um arrastar do seu corpo como a Vertigem que sentiu no Café do Mercado vira-se pro outro lado pro lado da mulher tentou ficar de olhos fechados mas isso quando se está bem acordado como ele cansa
moda abre Então os olhos depoos na mulher que dorme serenamente sem Movimento sem um simples arfar tira-lhe o olhar e mete-o num outro ponto na fronha é um olhar perto incômodo não tem para onde olhar tem receio de estar mundando o olhar daqui para ali isso sempre o inquieta ele acaba ficando impressionado um temor vago e pueril das surpresas das Sombras da solidão é melhor fechar os olhos outra vez para não ver a claridade amarela Vai tapar a cabeça pega então do Travesseiro pequeno E põe em cima da cabeça ainda ficou um vão num lado
finca o nariz para baixo no outro travesseiro no travesseiro comprido do casal mas não aguenta isso muito tempo é um calor insuportável e quase não Pode respirar se pudesse apagar a lamparina abre bem os os olhos vira-se de barriga pro Ar fita o forro escuro manchado de bolor tem uma ardência uma sensação irritante de farinha entre as pálpebras não faz muito empenho em distinguir as Tábuas do Forro En contá-las isso desperta ainda mais através das rajadas do vento começa a perceber um ruído uniforme parelho que cresce cresce progressivamente se avoluma é o bonde vai se
aproximar vai passar bem pela frente da casa põe os ouvidos bem atentos o barulho do bonde é um contraste é cedo lá fora a vida Naziazeno se acalma inteiramente o bonde está perto seu ruído domina o ruído do vento vamos ver se ele vai parar ali no poste o barulho torna-se Claro agora Francamente sonoro metálico sente-se bem o rodar das rodas sobre os trilhos n vizero tem receio que ele não pare que ele siga indiferente mas não o ruído está diminuindo cessou de inopino como espécie de baque um silêncio alguém desceu de novo de novo
o barulho que se abranda se ausenta se acaba ele espera ouvir a porta se abrir a porta mesmo dali da casa ao lado o rapaz entrar a sua chegada haveria umas conversas ruídos Naziazeno agua o ouvido nada há Em torno um silêncio um silêncio noturno e ele sente uma solidão quando pensa no passageiro desconhecido anônimo Que desceu do Bonde enfiou-se pela rua través desapareceu sem nome sem lugar conhecido Mas ainda tem a volta do Bonde quase sempre passa chispado que demora será essa não seria o Fraga não o Fraga nunca ou quase nunca sai à
noite se deita com as galinhas aquela lata de galpãozinho ou de galinheiro irá ficar batendo a noite Inteira assim não dme B outra vez pass numa lufada o rodar metá vai diminuo diminuo long imperceptível rajada de vento vem e COB masare apagado mais distante apesar do murmúrio do vento Naziazeno o distingue ainda ainda já deve ir tão longe mas ainda o distingue será possível parece que o ruído do bonde não cessa continua continua Será mesmo que o bonde é isso que está ouvindo quem sabe até se não é Dos seus ouvidos precisa dormir descansar a
cabeça está inquieto a cabeça al arde os olhos cada vez mais cheios de farinha que horas serão parece que ouviu por entre o vento ainda pouco umas pancadas de relógio na Casa vizinha na casa do rapaz tinha vontade de saber se de fato há lá um relógio que de pancadas Adelaide lhe poderia talvez responder serão 11 horas meia noite é bem possível já não houve o bonde há muito tempo mas quem sabe se já não Passou por um sono Uma modorra não pode jurar não parece estranho que tenha estado acordado todo esse tempo tem de
saber que horas são faz-lhe falta um relógio Principalmente um relógio de parede na varanda vendem esses relógios eem prestações Eles já tiveram entusiasmos por um relógio desses o vento mesmo não deixaria distinguir as pancadas do relógio da outra casa se bem que o vento abrandou há algum tempo já que espera aquele guincho e ele não tem Se produzido o filho se mexe começa um Choro mesmo sem acordar mas ezen senta na cama Adelaide não o ouviu o menino tem outra revirada na caminha encostado ao lado do leito deles nasiazeno acha que deve acordar a mulher
não vá o guri abrir um berreiro Adelaide meio se vira também mas a criança se acomoda a mulher não chegou a despertar tudo recai novamente na calma e no silêncio ele já tem um pouco de fome agora está Outra Vez com os olhos Fechados o ventre para cima e se fosse tomar um gole de vi mas tem aquela preguiça nas pernas e depois seria despertar completamente é melhor tapar a cabeça com o lençol não pensar em nada ver se dorme nitidamente uma pancada longe sonora ficou ressoando uma hora já lhe parece um século aquela noite
é apenas uma hora precisa dormir precisa descansar tem de aproveitar esse resto de noite é estranho um cansaço tão grande e não conseguir conciliar o Sono Capítulo 24 se se levantasse fosse fazer alguma coisa quero examinar bem essa ideia imagina-se sozinho de pé fazendo ruídos a cada movimento ruídos retumbantes aquela hora todos dormem é a hora de todo mundo dormir só ele acho que vai fazendo um esforço de concentração também dormirá ele vai fazendo esse esforço vai fixar a atenção numa coisa só num círculo por exemplo um círculo Claro Luminoso está ali é aquele ali
tem um círculo luminoso amarelado quase brilhante vai fixar somente esse círculo até cansar o círculo Amarelo às vezes parece que gira gira depois se abranda se abre como uma roda toma cada vez um espaço maior maior a luz amarela agora encheu todo o céu em torno daquela cúpula Amarelo ocre a sombra vai se enchendo de nuances que começaram com o amarelo lívido bem embaixo aquela Muralha espessa é negra os objetos Recebem por cima uma luz cor de enxofre como uma poeira as casas as pessoas estão mergulhadas nessa luz amarela o grupo se encaminha em direção
da casa a chuva amarela escorre das vidraças tampando as mondina espia longamente a porta fechada a janela a fachada Naziazeno controla-se vivamente procura seu círculo Amarelo toda a pálpebra é uma bola amarela adiante dos seus olhos abre-a então no movimento repentino lá está a lamparina ardendo a sua chaminha Amarela lívida fininha como um pingo transporta-se para a repartição está exatamente tirando as notas de dentro da gaveta conta as todas primeiro depois confere as long calcula Todas aquelas Cub o Capataz lá embaixo erra muito ao princípio ele descia EA corrigir com ele o outro fazia uma
cara perplexa já há muito que resolveu alterar tudo aquilo por sua conta nem mesmo manda-lhe a nota para ele passar as correções para os seus Papéis na apresentação dos balanços e das contas mensais da são tudo isso aparece é mais fácil retificar aí a classificação agora separa tudo pelas verbas depois dentro de cada verba pelos nomes vai a seguir lançando uma a uma puxando os subtotais Só não concordo com essa grade subtotais são as somas parciais Pois então e vão ser puxadas depois para ter o Total Geral mas o velho contabilista insistia não acho bem
subtotais Para o outro exercício o livro vai ser alterado vai ter somas parciais em lugar de subtotais não dorme mesmo já quase num venta distingue perfeitamente todos os ruídos em torno os galos longamente cantaram responderam depois um cão ficou muito tempo latindo uivando agora acompanha todos os quartos de hora do relógio às vezes tiram um braço para fora da cama quer abrir os olhos citá-lo mas não se anima Sente uma certa inquietação com esse olhar vivo no meio da solidão e do Silêncio fecha Então as pálpebras com força amanhã vai falar a mulher vai ver
se dá um jeito com aquela luz é que ela não está deixando ele dormir foi o médico que lhes disse num quarto com criança pequena sempre deve haver Luz hoje ao passar na Praça 15 com os companheiros no caminho pra joalheria ele viu o médico que deixava o portão da galeria atravessava a rua em direção ao Abrigo ele ia a passar sem vê-lo mas já no meio da rua voltou-se para o lado em que eles iam meteu-lhe os olhos maseno teve de desviar a cara olhar em frente o passo precipitado seu corpo está frio quase
gelado o coração parece que nem bate não demora muito pro relógio dar Du horas não sabe como teria sido sem aquele mondina alides desconfiou com ele alides tinha Raz quando duvidava que o diretor despertasse eles estão sempre Com prevenção é o que ele não faz a sua confiança é obra da sua simpatia da simpatia que trata todos os outros talvez que se tivesse abordado o diretor noutra ocasião e a sós com ele ele supõe D certo que seja seu hábito mordedor o que que vai fazer para dar uma solução definitiva à sua vida o que
é eu sei que muitos homens arranjam sempre um depois do serviço ele vai amanhã mesmo hoje Procurar o Dr mondina depois de largar o trabalho quanta coisa ele poderá ainda fazer um advogado precisa de ajudantes aquele rapaz do Dr Otávio conte é decerto seu ajudante Tinha vontade de saber o que é que estava pensando dele aquele Sujeito da Ultra calçada o Costa Miranda com aqueles escrúpulos imagina cara do roco quando viu aparecer o alides primeiro Pensou que fosse sobre a letra não tem avalista então não tem importância mainho ten uma inspiração Profunda Remexe um pouco
na cama tira uma perna para fora das cobertas Naziazeno pensa em cobri-lo mas não se anima sabe que tem a cabeça ao mesmo tempo vazia e pesada não se anima a levantá-la volta à suas divagações é aperto um anel daqueles nunca ouviram aides falar naquele avô será por parte de pai ele é Conrad nome é alemão AIDS provém de uma família que já foi deserto importante uma Providência aquele anel sempre a sua precipitação o seu Atarantar bem útil num instante desses uma superposição vaga de figuras o Assunção Fernandes Martinez vê se arrastado pelo Duque de
um lado pro outro caminham numa Cadência numa Cadência parece que não pisam só enxerga o perfil do Duque um perfil Trigueiro de focinho fino um pouco caído tudo vai se confundindo à sua frente ele só percebe uma atmosfera esbranquiçada onde já aparecem essas coisas e formas vagas que não pode fixar e distinguir quero ficar Assim muito tempo muito tempo quando tem um sobressalto um estalo se faz ouvir para o lado da peça da frente o filho chega também a assustar-se quer acordar tem um chorinho a mãe meio dormindo passa a mão por cima da guarda
da caminha n ele se aquieta ela depois de um instante também adormece novamente Naziazeno não quis deixar ver que estava acordado Capítulo 25 aquele vazio da cabeça dá-lhe por vezes a sensação da imponderabilidade Não sente o seu corpo Ele parece que subtrai a ação da sua vontade nessas ocasiões não me com um braço com um dedo a volta à casa foi exatamente como aquele que sonhara pode comer em paz tranquilo o olhar no dinheiro a Muler está Outra Vez com seu sapato no domingo vão dar um passeio todos três Vê bem a figura do leiteiro
os olhos nos seus olhos o pescoço Trigueiro e musculoso o seu ar de decisão lhe dou mais um dia e A Mulher Pálida e apavorada como que Prestes a fugir depois um resmungo de desaforo o seu dorso de camiseta a batida violenta com o portãozinho a chicotada de raiva e do Desabafo no burro nos Quintais nas outras casas havia um silêncio atento já jantou sentou-se na pequena cadeira de balanço embala-se de leve com um ritmo macio pensativo a mulher está junto à mesa de tampo escuro e luzía lá fora um ard de Aconchego ali na
varanda um silêncio uma Calma se Comprá se comprá em depositar os olhos no dinheiro quieto e dócil meio se confundindo com o tampo escuro da mesa quer se penetrar daquela verdade daquela realidade não te parece uma mentira estar com esse dinheiro aí Erga a cabeça Olha o forro com um olhar de serenidade satisfeita refletida ele vê a mulher com sono a noite está fria boa para dormir sente o estômago repleto a cabeça fortalecida Ficaria um bom pedaço ainda ali naquele Embalar tranquilo e ritmado mas é preciso fechar a casa vai a peça da frente os
batentes da janela se acham entreabertos olha para fora o vento às vezes esborrifar um pouco de poeira ante a luz do Lampião lá em cima dependurado naquele braço do poste a rua Deserta no mercadinho de fronte na esquina pegada ao Fraga o homem está fechando a casa depois é a arrumação a surpresa a luz esbranquiçada da madrugada entra com ele pela meia folha aberta da porta Ilumina aquela ponta da mesa ele se aproxima a ourada os olos na pela do leite mas imediatamente o seu olhar D com aquele pequeno rolo escuro achatado contra tábua branca
e esfregada aquir ali prova de um cuidado de uma aquir esa esa pensam n e com amizade Requinte daquela arrumação meticulosa e correta denota solicitude mesmo carinho ele tem uma surpresa comovida arrependido e Naziazeno sente que quer bem ao leiteiro Pela felicidade que ele lhe proporciona com essa sua satisfação uma a satisfação que tem quando abre a porta da cozinha e se lhe depara tudo aquilo um rumor de rodado vagaroso e subterrâneo vem da rua não é o rumor sonoro do bonde é um ruído surdo sem limitação amplo e esgarçado são carroças naturalmente carroças para
o mercado que vem rondando sem pra sobre a faixa de cimento boa ideia aquela de deixar o dinheiro sobre a Tábua da mesa não só Pelo incômodo de esperar pela sua chegada muito cedo ainda o encontro Cara a Cara traria olhares recriminações enganos e desconfianças não lhe seria possível deixar de lembrar-se e lembrar-lhe num pequeno gesto mesmo que fosse aquilo da véspera a sua surpresa mesmo traduzida a despeito o ato de de entregar o simples fato de entregar o dinheiro seria hostilidade e os inimigos de ontem se reuniriam se defrontaram não agressivos não mas inimigos
com Ressentimentos com aquela ideia da patroa nada ninguém se acha ali senão o dinheiro e o dinheiro está especialmente esperando um cuidado uma atenção uma solicitude se agitam brandamente por detrás dele perdidas pela noite a dentro e pelo dia o leiteiro espera qualquer coisa o leiteiro espera Talvez uma desculpa ele não aceita mais desculpas que alguém se levante Vá para lamentar na porta da cozinha a discussão recomeça ele Talvez se despeça ali mesmo com um Desaforo com uma ameaça Prometa ainda fazer um escândalo maior li de novo o prazo curto premente premente e um cansaço
lhe vem pela antecipação dessas lutas futuras o zumbido de um mosquito descreve um arco um arco por sua cabeça talvez que ele viesse ao meio-dia já uma vez de volta à repartição para o almoço viu o leiteiro ali na calçadinha do pátio junto à porta do comedouro A mulher estava lhe pagando o mês ele lhe tirou o chapéu ar sorrente Enquanto Naziazeno mal compreendia talvez escolhesse aquel aquela hora do almoço a voz espantada da mulher viria dizer-lhe o leiteiro está aí a comida aquela comida triste lhe para uma laçada envolve a garganta dá-lhe o nó
que pode fazer digam e outra vez a discussão uma discussão gritada alterada no meio de um silêncio de todos aqueles pátios mesmo da rua um silêncio atento na calma do meio-dia Naziazeno vira e muda de Posição a claridade amarelo de lamparina já é mais esmaecida há um silêncio na rua silêncio que lhe parece súbito que se fez agora nesse mesmo instante ou será talvez só por então ter prestado atenção nele talvez volta um quadro risonho vê-se na cadeira de balanço se embalando A mulher lá no seu lugar entretida e ele acariciando acariciando dinheiro com um
olhar feliz a hora da arrumação pegou os cobres foi na frente Contos no meio do corredorzinho parou estava escuro escura a cozinha deu passagem à mulher meio quadrando o corpo ao chegar à cozinha já havia recomeçado a conferência mas aí contou ainda uma vez 53 réis uma de 50 uma cédula Verde grande com um brilho velho e gracho uma pequenina de R 2000 e uma de r000 já quase não aparecem dessas notas escolhe o lugar é uma Explanada Branca ao lado da panela do leite quaisquer sombrinhas se projetam se Alongam sobre ela ele a ver
cheia dos brinquedos da sua infância dos pequenos carros que projetam sombrinhas os raios das rodas nesse dia misterioso que era uma tábua de mesa iluminada Rasa não muito perto da panela nem muito distante naquele lugar é um lugar oferecido que se descobre a um Primeiro Olhar solitário e correto ele está ali num pequeno rolo achatado por obra de uma vontade esperando tudo em ordem seu olhar é tímido procura abranger os Perigos as surpresas ambientes mas nada então volta nervoso leria de bom grado mas não sente entusiasmado por nenhuma daquelas coisas que tem em casa lembra-se
do livro e como que o percorre todo todas as páginas de tão lidas de tão sabidas de tão Claras que se acham está outra vez na sua infância uma tia romântica lhe lê Paulo e Virgínia e chora chora quantas vezes lê e ela só possui esse livro faz algum tempo recorda-se teve curiosidade quando Quando passou por aquela porta do mercado e viu o lençol de livros de cordel Paulo e Virgínia abaixou-se para pegar deixa isso disseram-lhe ao sids o sujeito dos livros Um rapaz novo com uma voz de mambira descobre uma pilha ao lado que
uma espécie de toalha grande dissimulava não querem livros gênero livre temos aqui rabelais rabelais minha esposa e seus amantes a mulher tem a cabeça um pouco inclinada Para o ombro esquerdo uma sombra tên e mancha lhe de escuro pálido um pedaço da Face se a noite fosse quente dessas noites de Fevereiro talvez se levantasse fosse para a janela da sala olhar a rua Aquele vagaroso se mexer da cidade que meio se acorda já mas nem pensar nisso tem a cabeça vazia e imponderável as pernas duras e doídas pesadas o próprio mover-se na cama é um
trabalho muito tempo naquela posição de lado seus joelhos ficaram um contra o outro Fincando pisando ele o esqueci voltava a pensar esquecia de novo não se animava a mover-se a virar-se toda a cabeça lhe dói são dores que lhe sobem simetricamente de cada lado do pescoço atrás dos ouvidos às vezes começa na frente também é uma dor ardida dor de pensar muito como essa que sentiu de manhã no bonde dor de cansaço ainda não dormiu só ele só ele sem dormir vem l então sentimento de uma exceção sentimento estranho que ao mesmo Tempo que apavora
o humilha aquela sensação de dor cansada de um lado e do outro da cabeça não passa Talvez que se lhe molhasse a cabeça debaixo da pia da [Música] cozinha vai se aconchegar no lençol acomodar bem a cabeça no travesseiro encolher-se de lado os olhos fechados uma expressão de tranquilidade de tranquilidade na face como de quem vai dormir sono há de vir ficará assim algum tempo mas parece que o espiam naquela Posição deverá entretanto ficar assim algum tempo mas algum tempo sem se mexer sem pensar sem pensar em nada Capítulo 26 de estar assim aconchegado coberto
encolhido lhe Vem um calor um suor descobre um ombro depois o braço sente que vai ficando esperto outra vez qualquer coisa é motivo pro sono lhe fugir a sua mente fica como que aguda fina Apesar daquela imponderabilidade daquele cansaço físico que a Envolve acha estranho não ter agora ouvido o barulho do bom de fantasma porque com toda a certeza já passou que horas serão não pode precisar ainda há pouco ouviu um quarto o bonde vinha cheio de gente bondezan nhã agora estão pondo desses Bondes nesta linha fechado agasalhado cheio de Luz como uma casa ele
se acomodou com seu pacote num dos cantos a porta ainda aberta entrando pessoas o sinal fechado passa o gurio Jornais na E azeno desde aquelas compras que fez e que leva ali naquele embrulho que pegou o gesto de meter a mão no bolso do colete e tirar tirar mas é um jornal Dois tostões apenas Quantas coisas se podem fazer com dois tostões o valor de dois tostões numa situação assim um jornal tu que sabe tirar partido da leitura de um jornal certos anúncios não pode imaginar como ele não sabe iia fazer nada com o jornal
ali naquele canto do bonde só quer pensar Refletir rememorar aquele minuto Duque contando-lhe nas mãos os R 65.000 ré enquanto de parte mondina e Alcides meio se reconciliando combinam os passos do dia seguinte o jornal iria ficar esquecido na sua frente na sua mão olha para fora paraa paisagem noturna o bonde desloca consigo uma grande mancha de luz vermelha com vida uma linha ainda um tantoa mais adante por pessoas nascem misteriosamente da sombra depois mais Longg verm da bbres de casas sombr existir at livre virgem como uma chapa fotográfica que se desvendasse na treva da
câmara escura e ele volta a rememorar a pensar a refletir aides está amoado mondina tem um embaraço de duas ideias da mesma intensidade e Opostas parte do seu olhar confessa querer outra parte não querer Não existiria naquele momento de boa vontade mas o braço de Duque solicita exige o anel alides acaba tirando-o do bolso do colete onde de novo o puser mas ainda não se decide descansa o no mármore da mesinha girando e atraindo-o nas pontas dos dedos como num ímã os olhos de mondina reluzem com a aproximação de um desfecho o braço de Duque
solicita solicita aquele ímã dos dedos já perde um pouco da sua força o anel como que Vai aos poucos se libertando mas outro ã outros dedos puxa para si vai trazer magnetizando TRE o anel é lançado ao meio da mesa num saltitar surdo como uma ficha que se joga na parada os outros dedos o outro ã recolhem envolvem é muito melhor assim negócios mais garantidos a vista novamente daquele anel os olhos de mondina fuzil o Dr mondina me passa R 120.000 réis aides levanta o olhar coloca-o no Rosto do Duque mas nada responde não vê
esse olhar essa consulta ocupado com o Anel e com mondina chegou para mondina o desfecho seu olhar de tanto brilhar já é úmido o rosto fica vermelho com gesto é uma cobiça ar recatada pondoro é o que o Duque parece estar tranquilamente vendo com aquele meio sorriso com que propõe e Aguarda a transação mas não era preciso podia ser um negócio de confiança se trata de uma grande quantia é melhor assim é melhor assim responde o meio Sorriso do Duque como lá na casa de penhores mondina tira o dinheiro do bolso com grande rubor da
face do pescoço saem notas notas preciso trocar não tenho a importância justa levantam-se ficaram os níqueis debaixo da borda de um dos Pires todos em direção à Caixa troco de 100 é difícil mas veja se nos arruma é para uma despesa urgente Com muito gosto trocaríamos mas não temos pausa reflexão onde é que Vamos trocar isso ali no bolão indica Duque depois num momento e para lá se tocam o bolão Ocupa um corredor antiga passagem corredor que noutros tempos foi o acesso de uma oficina ou de umas coxir que existiam num pátio Alias e azeno
fica na porta não entra caras que vão e vêm quase todas ao passar põe os olhos nele na maioria são caras paradas tranquilas à força de estagnadas Os casacos são surrados cou-se H algum tempo um cinema Fica mesmo ali pertinho Muita gente para lá se encaminha todos ao Manter o Pé na grande esteira Luminosa que o corredor estende pela calçada introduzem o olhar para dentro bem lá pro fundo Naziazeno vê uma porção de caras iluminadas que aparecem deslizam desaparecem defronte é uma vitrina onde há uma enorme forma de madeira para sapatos Há sempre um ou
dois sujeitos examinando a forma os amigos reaparecem com ruído Conversando Naziazeno sente um baque dentro Acharam a sua voz é mal segura tremante achou-se sim os amigos não se detém ele os acompanha o bonde já está parado alguns segundos outros Bondes também ali Aliás o ambiente é mais animado há mais luz ele mete toda a cabeça para fora espia o Entroncamento desce numa lufada já de longe distingo a vitrina da loja Dolores a essa hora os Bondes já vão ficando mais Há quanto tempo espera ali os seus dois embrulhos a seu lado uma mulher com
uma criancinha no colo caminha daqui para ali vai até a esquina volta Duke levou-os a todos para debaixo de um Lampião na outra calçada não muito longe da vitrina da forma de sapato fez-se um pequeno círculo Duque ergue um pouco a mão mete a em cheio debaixo da lâmpada a luz ilumina um pequeno maço que ele desfolha com o dedo como folha livro torcendo-se Estric levantando-se com o calor mondina Tem o Olhar em cima dessas folhas um pequeno ruído gutural automático e inconsciente um breve movimento da cabeça do que contas uma por uma para conferir
so o olhar de todos eles depois conta 80 quatro cédulas de r000 e entrega a mondina já mondina tinha uma cédula na mão que passa ao Duque ao mesmo tempo que recebe outro dinheiro Duque Então se volta para Naziazeno o Seu focinho é Sereno o dorso meio Curvo Um tanto baixo o sapateiro fica mais ou menos uma quadra ou duas a quen da sua casa é melhor o banco da direita para ir cuidando A Casa do Sapateiro a mulher da criança tomou esse mesmo bonde é morena queimada o cabelo liso pux para trás é moça
menos na boca uma boca comprimida com vincos boca de estar fechada sempre olha paraa criança e para fora parece que procura se distrair olhando para fora toda vez que a criança permite Quando o condutor vem cobrar meio que não compreende depois paga Naziazeno já está com os Nicks na mão confunde muito essas ruas não vá já estar perto o mais acertado é começar cuidar desde agora a cabeça para fora da janelinha recebe um vento forte e frio quem diria que o tempo haveria de mudar aquela ameaça de temporal choveu de certo para alguma parte o
sapateiro mora numa casinha pequena de uma série de casinhas Todas Iguais talvez já esteja Acomodado vai se fazendo tarde eram 8 horas lá no café depois disso quanto ainda fez quanto ainda caminhou a demora na fiambreira a demora na loja do lour e ainda aquele tempo de espera do Bonde trouxe o dinheiro o menino da viúva que fora buscar o sapato meio se embaraçar Mas disse que não depois de um instante vá dizer então a ele que eu só mando o sapato com dinheiro ele conhece esse sapateiro é um sujeito alto Curvo Branco a barba
preta meio Calvo Naziazeno Desceu do Bonte procurar a casa tem de ser uma daquelas para lá se dirige É essa mesmo no lugar mais claro da rua conta 2500 segura dentro da mão sapateiro trabalha ainda ergue a cara ao vê-lo entrar venho buscar um sapato de mulher da minha mulher que há muito tempo está aqui para compor o dinheiro migrou de dentro da mão para as pontas do dedo é uma pilh fazinha de duas cores Ouro Velho e branco o sapateiro mete o olhar Em cima da pilinha um olhar que conta calcula um sapato de
senora vai esclarecendo naeno está aqui há muito tempo do número 24 52 o out se levanta Passa ainda um olhar de cima baixo vai até uma pequena pratele vem lá com umé de saato preto um cheiro de sola nova de tinta própria naeno examina ligeiramente entrega-lhe de novo para embrulhar ao recebê-lo por fim deixa cair na mão do sujeito as moedas todas juntas boa noite boa noite Dali a sua casa são um pouco menos de duas quadras ele não tem onde pô o embrulho dos Sapatos aperta com o braç quase na altura da axila o
vento que às vezes tem uma Rajada mais forte entra pelo embrulho mal feito de papel de jornal e desmancha quase ele tem de estar a cada momento com pão os lampiões são de um só lado da rua um braço preso lá no alto do poste do fio do Bonde sustenta a lâmpada com Tulipa que Balança balança no vento já se Distingue o oitão da sua casa o terreno é alto um valo fundo corre entre a faixa de cimento e as casas pinguelas de fronte dos Pilõezinhos escadinhas de tábua de cimento que sobem o barranco fazem
uma mancha Clara na Terra Negra ao chegar próximo à esquina Naziazeno tem um sobressalto PS os olhos na cara escura Barbuda do amanuense da prefeitura que vem atravessando a rua quase que inteiramente voltado para ele lá vem o bonde que o trouxe de volta já Do Fim da Linha vem a toda é uma meia descida tem um movimento incessante de lateralidade D guinadas para um e outro lado parece que vai saltar dos Trilhos não parou passa por ele como um trovão metálico sonoro o 12. milis na mão já completamente voltado para ele cara a cara
do que vai dizendo justificando falta agora trocar o nosso alides e mondine estão combinando combinando Duque lá no bolão só consegui trocar um dos 100 gira um pouco a cabeça Em torno meio a levanta e depois vamos ali na bilheteria do cinema e para os outros nos esperem um pouco aqui metido o fucinho dentro do guichê do que com fabula o outro fala revira as mãos faz o gesto de abrir a gaveta mostrar mas Duque com fabula com fabula o outro começa como que a se acalmar só está um tanto corado olha PR baixo pra
gaveta quase sumida lá paraos lados dos seus joelhos doque diz qualquer coisa já mais instante coisa Conversada o sujeito responde os olhos baixos olhos dentro da gaveta depois se põe a tirar um dinheiro umas cédulas que estende no seu balcão sob olhar atento e educado do Duque Aquele olhar que o Duque tivera no Café do Mercado para as histórias do mondina Muito obrigado Veja se está certo está certo sim muito obrigado de nada e para ele que se conservou vou ali sobre o cordão do passeio as costas voltada para a grande Estrada iluminada Vamos lá
mais adiante além da vitrina da forma enorme na outra calçada mandina conversa se anima tem gestos ales ouve olhar esquivo o beiço um tanto amoado ainda chegam a palestra acessa eles põem o olhar no Duque troquei e virando-se para Naziazeno quanto é que você precisa exato ele vai soltar o seu Clichê aquele Clichê melancólico R 53.000 réis R 60 arredondando R 53.000 antecipa-se ao sides a voz querendo perder o seu amu do que ouve a Cabeça baixa os olhos no dinheiro depois ergue o olhar depois no nos olhos de nasiazeno você vai levar mais alguma
coisa diz-lhe Ele conta importância o resto que meio o atrapalha lhe ocupa as mãos os dedos ele o entrega ao sids Me agarra isso um momento Vai depositando cédula por cédula na mão de Naziazeno r 65000 galga a escadinha numa trepidação a lâmpada lá no poste oscilando no seu braço alguns metros dali faz uma sombra qualquer dançar no Oitão da casa sobre o Alto a porta do comedouro fica num escuro ela está apenas encostada uma frich de luz avermelhada abre-a de cima a baixo como uma incisão nas vieno nela se apoia de leve a porta
sede Mãos ocupadas o seu braço vai abrindo abrindo um sorriso Claro na sombra do rosto Adelaide lá na mesa no seu trabalho ergue-te vai compreendendo pouco a pouco ela sempre com aquelas manchas dos dentes brancos depois já entrou meio dá-lhe as Costas Empurra a porta com os embrulhos Adelaide levanta-se lentamente e vem até ele Capítulo 27 outra vez um silêncio súbito que horas serão Com certeza é tarde não tenho ouvido o relógio se vai prestar muita atenção acompanhá-lo vai se espertar ainda mais quantas horas já está aí nessa cama enquanto os outros dormem dormem talvez
umas 5 5 horas figura-se mesmo esse espaço de tempo de dia 5 horas de um dia de um dia de Trabalho de atividade das 2 às 7 da tarde estará mesmo todo esse tempo das 2 às 7 ali deitado virando-se virando-se mas não houve um momento fora meio se ausentando uma tonteira na cabeça um arrastar de todo o corpo uma Vertigem depois um despertar súbito quem sabe se não dormiu mesmo aí dormiu talvez haja dormido seria incrível ter passado toda a noite acordado não terá havido uma separação entre aquele momento da varanda em que se
embalava Olhava o dinheiro fechava a casa e esse o ar tem um chiado como que feito do conjunto de muitas vozes de insetos às vezes é assim como um tinir a vibração de uma pancada de malho sobre a bigorna fica muito tempo esse xiar sonoro metálico fininho o filho tem uma respiração ritmada ruído da sua respiração destaca--se daquele fundo daquele chiado ambiente um chiado amorfo unido e um respirar cadenciado distingue bem isso essa dualidade o chiado às Vezes como que se parte um estalo lá dentro na sala no comedouro rompe num ponto mas ele logo
se reconstitui se refaz e está tinindo de novo de quando em quando vê a cozinha a mesa com a panela e o dinheiro no meio de um silêncio naquela atitude imutável esperando abre-se a meia folha da porta entra com ele uma luz esbranquiçada de madrugada Ina a ponta da mesa é um lívido ainda sujo já no chapéu na cabeça do leiteiro Há um raio de sol vermelho e fraco Ele se aproxima da mesa da panela e Carem Beis ourada mas repara naquele pequeno rolo escuro achatado contra a Tábua limpa o dinheiro aquele dinheiro espera-o mudo
espera-o pensou-se nele há um cuidado uma atenção naquela arrumação pensou-se nele todo o dia o leiteiro o leiteiro o leiteiro Naziazeno distingue mais uns ruido zinhos um como que crepitar de Mandibulin de insetos o silêncio está todo cheio de ruido zinhos de um crepitar miudinho aguça o ouvido pode mesmo separar um chiado perto dali de dentro do quarto e os mils ruido zinhos que vem do comedouro das outras peças de longe aquele quadro o tampo da mesa a panela o rolinho de dinheiro aparece-lhes chiado talvez durma ouvindo ouvindo com exclusão dos outros ruídos mas lá
vem o barulho subterrâneo de uma carroça sobre A faixa de cimento passou vai se encolher prestar atenção uma atenção frouxa aliás somente sobre aquilo e dormiu está um pouquinho frio puxa mais a coberta e encolhe-se espera aquela sensação de Vertigem o fluir o arrastar do corpo começa com uma espécie de vazio ainda maior na cabeça uma tonteira boa uma imponderabilidade o chiado só quero ouvir o chiado fundo com um pequeno esforço até a respiração ritmada do filho nesse Chiado pequeno uniforme unido assim como o crepitar de mandibulin um que outro ruido Zinho destacado É uma
sensação agradável corresponde quase ao não pensar vai dormir vai dormir as pernas têm uma dormência parece que o chiado se comunicou com elas está vibrando dentro delas na sua carne não quer pens senão no chiado há ali perto um ruído de um móvel dali do quarto venha incorpora no chiado amorfo unido tem medo de decompor esse conjunto de seguir a linha Qualquer naquela Massa agora é um guinchinho várias notinhas geminadas parou o seu chiado voltou a ter aquela uniformidade aquela continuidade o filho se vira dá com a perna na guarda de Ferro da cama é
um som surdo de uma corda grave num instrumento de som muito baixo muito baixo ali está o seu chiado o seu chiado o envolve dentro dele está como dentro de uma esfera o seu chiado é uma bola ocupando todo o quarto um rufar um Pequeno rufar por sobre a esfera do chiado no forro ratos São ratos n azeno quero distinguir bem atenção o pequeno rufar um dedilhar leve perde-se para um dos cantos do Forro ele se põe a escutar agudamente um esforço para afastar aquele conjunto amorfo de ruido zinhos aquele chiado lá está num canto
no chão o guinchinho feito de várias notinhas geminadas fininhas São ratos vai escutar com atenção a respiração meio parada hão de ser muitos há várias Fontes daquele Guinchinho e de quando em quando no forro em vários pontos o rufar a casa está cheia de ratos espera ouvir um barulho de ratos nas panelas nos pratos lá na cozinha o chiado desapareceu agora é um silêncio e os ratos há um roira ali perto que é que estaram comendo é um roer que começa Baixinho vai aumentando aumentando às vezes para de súbito foi um estalo assustou o rato
ele se suspende lá vem outra vez o roer que começa surdo e vem aumentando crescendo Absorvendo na cozinha um barulho um barulho de tampa de alumínio que cai o filho ali na caminha tem um Prisco mas não acorda são os ratos na cozinha os ratos vão roer já roeram todo o dinheiro ele vê os ratos em cima da mesa tirando de cada lado do dinheiro da Presa roendo arrastando longe dali para toca as migalhas tem um desespero nervoso vai levantar mas depois do Baque da tamp C fez umci um grandea um Pou silêncio continua nem
Mesmo o chiado se ouve há só o silêncio ele está sentado na cama ao seu lado a mulher dorme muito pálida a cara gorda e triste é um sono Sereno como de morta pensa em acordá-la mas suspende-se é tudo silêncio outra vez o guinchinho cessou cessou aquele roer num dos cantos do Assoalho e depois sente um meio ridículo uma vergonha deita-se de novo v o dinheiro ao lado da panela do leite sobre o tampo muito branco da mes mesa no meio de um silêncio quieto não teria Ficado algum farelo de pão na tábua da mesa
parece ter visto ter visto farelo de miolo Branco seco duro como uma pequenina Pedrinha mas como é que poderia ter ficado esse Farela aí mainho não come pão de noite com leite só se comeu esse dia por exceção não é possível não sabe não perguntou não tenho bem certeza se os sob em cima da mesa se sobem ouve nitidamente a voz de Adelaide respondendo informando Esclarecendo vai levantar meio prepara a energia a decisão muscular fica todo a cuidade quer examinar ainda sua ideia um instante antes de se erguer tem uma fatiga uma irresolução como essa
que se experimenta de manhã quando acorda e não se anima a deixar a cama os ratos estão roendo roendo perto dali no canto do soalho Talvez seja a própria Tábua do soalho que eles estão roendo estuda bem a questão se os ratos roem dinheiro vê os ninhos os papéis picados miudinhos Picadinhos uma Moinha uma poeira sente um pavor um frio amargo dentro de si aquela nota Verde gordurosa gracha está sendo ruída ruí roída esse fato está se passando agora é contemporâneo dele os ratos estão roendo ali na cozinha na mesa São dois são três andam
daqui para lá giram dança infatigáveis afanosos infatigáveis vai levantar vai dar outra arrumação Mas qual há um equilíbrio naquele esperar sobre o tempo Da mesa rolinho escuro e achatado ressaltando bem amostra da Tábua Branca lavada Não é possível uma coisa tão medonha assim nunca lhe disseram nunca é que o dinheiro nunca se acha ao alcance deles não devia ter deixado dinheiro em cima da mesa dinheiro papel ainda pode tirá-lo dali e colocar onde dentro da panela não pode ser não pode ser debaixo dela ele não pega a panela quando bota o leite guardarem então esperará
o leiteiro de pé de pé tem uma fadiga um Cansaço não roe não não é possível nunca ouviu dizer está com sono mas é preciso reagir é preciso examinar bem e ele passa outra vez a sua ideia numa crítica vê tudo quanto há de sensato e absurdo nela acordar Adelaide ouve a sua voz volumosa retumbando ali dentro do quarto ouve-se dizer com a voz cavernosa estranha saindo do Silêncio Adelaide Adelaide ela não acorda no primeiro Momento Adelaide não se anima talvez que o filho se mexa que ela se acorde aí então com voz baixa natural
apenas informativa Adelaide você não tem medo que os ratos possam sim estar mexendo no dinheiro mexem não e ela se volta outra vez pra cama para dormir Neno se tranquiliza ouve a respiração do filho ele dorme num sono pesado igual Naziazeno examina os fundamentos daquela Sua tranquilidade seria essa está por jurar a opinião de Adelaide não mexem pode se tranquilizar Pois nunca ouviu falar que houvesse en roído um dinheiro assim se acha possível Adelaide que os ratos roam dinheiro é eles roem papel dinheiro é um papel engraxado faz-se um grande tumulto dentro de sua cabeça
há um ruído mais volumoso na rua os galos cantam cantam perto cantam longe se respondem Naziazeno tem os olhos bem abertos o Ouvido Agudo parece que viu uma sombrinha deslizando fugindo com passinho rápido e sobre o soalho do comedouro perto da porta na claridade Projetada Pela Luz da lamparina re ergue-se na cama espia um olhar o seu tanto esgazeado fica um momento assim sem nada ver a escuta e se se levantasse deita outra vez a cabeça no travesseiro para pensar melhor Conserva o olhar aceso no forro vê-se em direção à cozinha cambaleando No corredorzinho escuro
cabeça está tonta chega abre a luz com um temor lá está a panela reluzindo bem esfregada com sapólio lá está ao seu lado mas um pouco afastado o rolo do dinheiro ainda fica indeciso não sabe se deixa como está naquele silêncio naquela Quietude outra visão porém passa-lhe rapidamente pelos olhos mal abriu a luz a mão ainda não deixou a chave ao lado da porta na madeira do portal dois ou três ratos ligeiros vis escapam para Todos os lados cada um para um canto como raios de uma roda pequenos farelos escuros verdes sobre o tampo esfregado
na mesa sinais no chão outros sinais que é que deve fazer que é põe-se a examinar o forro a ver se eles ainda estão ali Passa muito tempo nem nenhum ruído aquele dedilhar aquele rufar o guinchinho mesmo formado daquele conjunto de vozinhas já não houve mais cessou também o roer o roer decerto já foram embora nasiazeno está quase certo De que eles já se foram alguma coisa os assustou Talvez um barulho qualquer da rua foram-se Aquele silêncio mesmo parece anazi aseno um silêncio de fim de alguma coisa de fim de tarefa de trabalho é um
repouso a folga ele vê os ratos retirando-se depois do trabalho depois da colheita só alguns sinais no seu campo de ação no seu campo de combate alguns destroços uns pequenos Retalho zinhos verdes escuro de um verde gracho Meio brilhante adquire às vezes uma certeza tão grande desse fato que chega a se dizer que não se levanta não vai até lá porque já nada adianta nada e vem-lhe então Aquela tristeza uma ânsia no estômago aquele desânimo Capítulo 28 ao seu redor as coisas foram ficando mais apagadas a cara da mulher aquele desenho aquele Ramo do frontispício
do guarda-roupa tudo está sendo envolvido Por uma claridade opaca de um amarelo meio sanguíneo com os olhos fechados já não tem mais defronte da pálpebra aquela bola amarela translúcida é tudo opaco escuro repara na lamparina o pingo de luz fininho e comprido foi substituído por uma bolinha de chama uma chama em que já um pouco de brasa depois de uma trégua os ratos voltaram a roer a roer outra vez naquele canto do Assoalho do comedouro O triturar fininho de madeira ruída deserto é a madeira talvez depois De consumido o dinheiro eles passem a roer a
roira Tábua da mesa presta atenção alonga os ouvidos espera ouvir o crepitar miudinho das mandíbulas vind do lado fundo de longe o seu ouvido pega mil ruido zinhos de novo capta outra vez aquele chiado o tinir do Malho na bigorna tudo vai agora se confundir nos seus ouvidos só individualizado independente a ruer o ruer da Tábua do Assoalho quem sabe se Será mesmo do soalho do soalho da varanda talvez não Seja deitado àquela hora no meio daquele chiado o ouvido confunde as distâncias quer localizar Exatamente é a sua tarefa A grande questão desse instante procura
afastar o chiado incômodo mas ele se avolumou tomou conta outra vez do quarto e novamente aquela esfera aquela bola está tão perto dos seus ouvidos que ele quase que o sente com Tato entretanto precisa eliminá-lo precisa isolar apenas o roer no rato na madeira procura as diferenças entre o Roer das várias madeiras do soalho do forro de um tampo de mesa hão de ser evidentes imagina um roer Claro e aéreo sonoro da Tábua da mesa da cozinha se os ratos estivessem roendo a Tábua fina da mesa da cozinha o triturar seria certamente ainda mais fininho
quase musical põe outra vez o ouvido no ar Vê se pega de novo o ruído do rato parecera ali surdo meio redondo abafado pela espessura da Madeira está exausto tem uma vontade de se entregar naquela luta Que vem sustentando sustentando queria dormir aliás esse frio amargo e triste que lhe vem das vísceras que ele sobe de dentro de si produz lhe sempre uma sensação de sono uma necessidade de anulação de aniquilamento queria dormir não sabe que horas são de fora do pátio chega-te sem cuidado da chave a a porta que se abre com força arrastando
mais um breve silêncio como que uma suspensão depois ele ouve e que lhe despejam o Leiteiro tinha tinha ameaçado cortar-lhe o leite que lhe despejam festivamente o leite o joro é forte cantante vende de muito alto fecham furtivamente a porta escapam Passos leves pelo Pátio nem se ouve o portão bater e ele dormi