continuar essa sequência de Podcast sobre o paef falando da elaboração do paf e do acompanhamento propriamente dito não existe acompanhamento familiar sem um plano de acompanhamento familiar ou individual um paff ou um pia Então nós vamos tratar nesse podcast da elaboração do paf e do processo de acompanhamento propriamente dito lembrem daquela definição lá dos livrinhos do piif né dos guias de orientação técnica do P de atendimento e acompanhamento atendimento são ações pontuais com objetivos de curto prazo acompanhamento é um processo contínuo com objetivos de longo prazo e não existe acompanhamento sem paf sem plano de
acompanhamento familiar Ou pia plano individual de acompanhamento então quer dizer para ser acompanhamento tem que ter paf no creas uma das poucas ações de atendimento é a acolhida ela tem objetivos pontuais de curto prazo enfim a entrevista de acolhida Inicial Esse é o nome que o senso suas usa entrevista de acolhida inicial a a sequência dessa entrevista de acolhida é o acompanhamento porque o paf ele não tem geralmente objetivos de curto prazo ele não é um processo pontual ele é um processo continuado então o paf sempre é acompanhamento e como acompanhamento sempre tem que ter
paf então o paf ou o Pia se for o indivíduo é a primeira etapa do acompanhamento familiar não existe acompanhamento familiar sem paf ou pia o guia de orientações técnicas do creas o livro da casinha fala Exatamente isso consiste na elaboração de um plano de atendimento com programação traçada pela equipe interdisciplinar do cres ou pelo técnico de referência e a família claro que se for uma dupla de técnicos psicólogo assistente social e os membros da família construir o paf ótimo as metas de acompanhamento devem ser pactuadas com a família ele define o paf os compromissos
a serem cumpridos pelo indivíduo ou pela família no decorrer do acompanhamento estabelece metas define se esse acompanhamento vai ser unifamiliar ou multifamiliar enfim essa construção do paf Ela traz autonomia para a família e ali aquele grande cuidado paf não é do técnico de referência ou da equipe do cres o paf é construído com a família ele é uma construção coletiva como é que eu vou dizer que eu prego protagonismo e autonomia da família se eu imponho para ela um paff com as minhas metas tá então as metas elas são construídas com a família na minha
experiência o paff também é uma coisa que não dá para fazer num dia mas a gente também não pode demorar um século para fazer o paff porque se ele é a primeira etapa do acompanhamento familiar se ele tem que o acompanhamento depois vai ter as estratégias eu preciso que ele seja o começo digamos assim terminou o processo de acolhida da família Ela vai ficar em creas no paef vai iniciar o processo do pia ou do paf nós pactuamos aqui na minha cidade que o paf ele é construído entre quatro e seis Encontros com a família
e que preferencialmente haja uma visita domiciliar nesse período então o produto desses quatro a seis encontros unifamiliares seja com um membro ou uma dupla e tal mais a visita domiciliar vai gerar o paf ou pia e é importante que aquele creas desenvolva sua equipe desenvolva um roteiro de paff ou de pia mesma coisa que a entrevista um instrumento elaborado o paf se definem as metas os compromissos as estratégias que vão ser vai se lançar à mão e se define se esse acompanhamento em paf vai seguir unifamiliar apenas um núcleo familiar Ou multifamiliar vários núcleos familiares
em um grupo de famílias o acompanhamento unifamiliar é aquele acompanhamento realizado com vários membros da família em conjunto ou separadamente Às vezes as pessoas dizem assim ah está em acompanhamento individual lembrem que na assistência a gente tem a matri idade sócio familiar então não existe muito acompanhamento individual só se a família for um indivíduo só o acompanhamento ele é unifamiliar ai significa que sempre eu vou atender a família junto não às vezes eu atendo todos os membros aí eu acho importante atender uma criança específica tendo ela aí depois eu acho importante no próximo atendimento marcar
com o marido no próximo eu marco com a avó que também mora junto no próximo eu marco com a mãe no próximo eu marco com as crianças no próximo eu marco todo mundo junto no próximo eu visito eu posso fazer uma mescla Até porque eu tenho que ter uma noção do funcionamento geral da família Mas a questão é que é sempre aquele núcleo familiar que está em acompanhamento eu não estou juntando com outras famílias eu acompanho vários membros da família de uma família e vai incluir atendimentos com todo o grupo familiar e atendimentos com parte
dele para determinadas situações e sempre o meu foco vai ser o contexto familiar como um todo é interessante que embora haja um técnico de referência paraa família esse acompanhamento seja desenvolvido em dupla com psicólogo e um assistente social para fazer o acompanhamento unifamiliar os objetivos desse acompanhamento são a construção de um espaço de escuta e reflexão que propicie a família oo acolhimento da situação vivenciada não estamos ali para julgar então acolher que situação ela vivencia e a compreensão que a família tem sobre essa situação a ampliação da consciência sobre a a dinâmica dessa família como
é que ela funciona quais as suas dificuldades quais os seus recursos de enfrentamento quais as suas potencialidades o fortalecimento de vínculos familiares e a construção de novas formas de relacionamento que favoreçam o rompimento dos ciclos intergeracionais de violência então às vezes a gente vai ver que famílias que Prom em violência vivenciaram violência ou tem isso de certa forma naturalizado por isso que é um espaço de escuta e de reflexão em que a gente não julga as situações mas a gente as acolhe e a gente procura entender como a família compreende essas situações porque às vezes
pra família Aquilo não é uma situação de risco ao contrário há uma naturalização daquele padrão promover a reflexão da família sobre o seu contexto de vida fortalecer os seus vínculos com a comunidade construir novas possibilidades de interação com a comunidade e com a sociedade encaminhar para o acesso a direitos e as demais políticas públicas e fomentar a inclusão social dessa família no acompanhamento unifamiliar os profissionais mantém uma postura ativa aliás Isso é uma das Diferenças que a gente identifica pra maioria das terapias em psicologia pras psico terapias e paraa atuação do psicólogo no suas é
uma postura mais ativa ou seja ele vai realizar encaminhamentos ele não vai ter apenas a questão da escuta qualificada da interpretação da devolução pra família de algumas questões para ela refletir esse atendimento ele vai transcender aquele espaço digamos assim do setting o espaço da salinha ele vai transcender uma vez que a postura do profissional ela é mais ativa então o profissional vai realizar encaminhamentos para Serviços de Saúde de educação para programas de transferência de renda pro cadastro único vai informar e vai orientar a família de uma de um modo mais ativo vai fazer acordos com
a família e vai acompanhar os compromissos firmados não é ser policial mas está previsto o que encaminhamentos monitorados é acompanhar adesão sim a esses encaminhamentos porque a gente tem sujeitos em risco nessa família é por isso que ela veio acompanhar atividades realizadas intervir em outros contextos que a família interage sempre combinando com a família manter a articulação com outros profissionais do sistema de garantia de direitos algumas vezes também essa família tem que ser informada quando a gente envia relatórios sobre a evolução do seu acompanhamento tudo isso sobre o acompanhamento unifamiliar em paef ou acompanhamento multifamiliar
é quando eu tenho vários núcleos familiares compondo um grupo de famílias Eu particularmente vocês já sabem já me viram já me escutaram pelo menos falando isso aqui amo amo amo de paixão os grupos inclusive para paef Claro que vai ter casos que serão acompanhamento unifamiliar sempre haverá mas acho muito interessante o acompanhamento em grupos multifamiliar conforme o manual do sensos suas ele consiste em encontros grupais organizados a partir de um planejamento profissional Inicial que inclua os objetivos a metodologia a ser empregada a periodicidade a duração e o enquadre grupal aquilo que a gente estuda lá
na graduação em psicologia de grupo sim o enquadre é um grupo aberto ou fechado é um grupo homogêneo ou heterogêneo é um grupo modular é um grupo operativo que tipo de grupo ele é não é um grupo grupo terapêutico mas como nós vamos desenhar o enquadre isso sobre o enquadre eu posso utilizar mesmo que ele não seja terapeutico os grupos podem ser temáticos podem envolver a faixa etária dos participantes podem se destinar ao atendimento conjunto de diferentes grupos familiares caracterizam-se como metodologia de trabalho para o acompanhamento psicosocial das famílias pressupondo periodicidade continuidade e sendo desejado
a presença de dois técnicos o psicólogo e o assistente social embora cada família possa ter um técnico de referência por exemplo eu tenho ali Cinco Famílias que eu sou a técnica de referência eu alimento o acompanhamento familiar no sicon eu elaboro a maior parte dos ofícios enfim e uma outra colega que tem Cinco Famílias que ela alimenta o cicom ela elabora ela faz os relatórios mas que a gente discute tudo a gente planeja o grupo junto a gente conduz o grupo junto uma dá uma olhada nos relatórios da outra isso é trabalhar interdisciplinar Qual é
o objetivo o objetivo é intervir da melhor forma possível de forma mais integral e mais Ampla possível os objetivos do acompanhamento multifamiliar oferecer um espaço de escuta troca e reflexão Que propicie mudanças favorecedoras de relacionamentos interpessoais familiares comunitários participação social e protagonismo favorecer um processo de reflexão que contribua para a construção de novas possibilidades de relacionamento e enfrentamento de conflitos a partir da ampliação da consciência sobre si mesmo sua família o outro o contexto em que vive e das suas possibilidades de participação social quando eu penso nas experiências de acompanhamento multifamiliar que eu vivenciei em
creas eu a gente promoveu a gente testou várias coisas a gente testou meio que de tudo tá de tudo não porque no nunca se testa de tudo mas a gente experimentou grupos temáticos por exemplo Paralelos ao acompanhamento unifamiliar então lá eu tenho várias famílias que T que estão em acompanhamento unifamiliar em paef e eu promovo um grupo temático sobre limites manejo estilos educativos parentais Então esse grupo ele não é o acompanhamento propriamente dito mas ele faz parte do acompanhamento Ele trabalha temas com as famílias práticas familiares enfim não violentas comunicação não violenta estratégias educativas parentais
enfim Quais são as desvantagens disso muitas vezes esse tipo de grupo ele não é visto como um espaço de acompanhamento até porque ele não é ele é um espaço temático paralelo ao acompanhamento unifamiliar certo então a tendência é não virem questões da família questões de reflexão mais profunda para este grupo porque ele é mais temático os grupos de acompanhamento familiar homogêneos também já tentamos grupos assim não o acompanhamento da família em grupo depois da etapa de elaboração do paf essa família começa a vir para os o acompanhamento multifamiliar mas nós reunimos por exemplo somente famílias
com demanda de trabalho infantil então um grupo homogêneo somente famílias com situação de violência sexual somente famílias com situação de negligência somente família com que tiveram situação de acolhimento institucional os filhos foram desacolhida voltaram acho que é uma estratégia interessante para iniciar se esse creas por exemplo seu creas não executa atendimentos acompanhamentos multifamiliares talvez a estratégia digamos assim mais simples para iniciar seja fazer grupos homogêneos e meio que é o primeiro que a gente pensa vou reunir as famílias pela modalidade de risco e vamos organizar grupos homogêneos a gente observou em equipe assim enquanto eu
era gerente e a equipe trazia muito esse tipo de grupo sendo mais pobre sabe um grupo um pouco pobre A reflexão e a discussão ou um grupo cristalizando papéis por exemplo hoje é o grupo das vítimas vieram as Mulheres vítimas as crianças vítimas o outro é o grupo dos agressores então cristalizando papéis na família acho que embora se tenha como vantagem uma empatia porque a situação vivenciada é semelhante há um pouca riqueza de experiências pode consolidar papéis assim as vítimas e os agressores enfim não sei acho que eu hoje já não não trabalharia muito com
grupos homogêneos nesse momento como eu disse a gente vai aprendendo vai experimentando nesse momento eu não trabalharia muito com grupos homogêneos os grupos multisegmentos que foi como a gente chamou os nossos grupos entre aspas heterogêneos a gente parou de de cristalizar isso ah é o grupo de idoso é o grupo de mulher é o grupo de vítima é o grupo de agressor é o grupo de criança vítima não se passou a trazer vários membros da família em grupos e e nesses grupos se ter várias situações famílias em que identificou trabalho infantil família em que identificou
negligência família em que teve situação de violência família que foi encaminhada enfim por várias questões e trabalhando as formas de relação porque a gente vai trabalhar as formas de relação a a gente não vai ficar só nos Riscos só tratando das dos riscos pessoais da violência disso daquilo mas nas formas de interação nas novas estratégias de de enfrentamento tentando poder conscientizar trazer a consciência das pessoas e discutir sobre recursos internos estratégias de enfrentamento e partilhar como é que essa ou aquela família ou aquela pessoa daquela família manejou tal situação então esses acompanhamentos para grupos mais
heterogêneos na minha opinião pessoal eles são a forma mais vantajosa onde a gente às vezes faz atendimentos com os referências da família ou com os casais ou com os responsáveis faz alguns atendimentos coletivos também com crianças e adolescentes de várias famílias trabalhando ali algumas questões que emergem sempre a gente diz grupo de acompanhamento não é grupo temático não é dar aulinha não é fazer palestra poderá ter algo como disparador eu poderei ter uma carta na manga pode ser um filme pode ser um texto pode ser uma dinâmica pode ser uma reflexão mas eu tenho que
trazer à tona as situações das famílias no grupo o grupo tem que ser um espaço continente um espaço protegido um espaço de sigilo em que a gente vai fazer um contrato grupal Eu tenho um podcast só sobre grupos e aquilo que eu falei já sobre os grupos multifamiliares no P serve aqui também PR os grupos multifamiliares no paef tem que ter um enquadre tem que ter um conjunto de regras do grupo enfim tem que ter o contrato grupal tudo isso mas a importância de não virar um grupo de aula um grupo de aulinha um grupo
de orientação não ele tem que ser um grupo para ele ser o acompanhamento ele tem que ser um grupo que traga as questões e que as famílias debatam como elas resolveram Tais questões como elas não resolveriam o que elas acham porque esse é o objetivo é um acompanhamento e ele é muito rico e ele exige bastante preparo do profissional não só um preparo teórico conhecendo fundamentos de grupo mas um preparo no sentido de controlar um pouco a sua ansiedade sabe se eu pudesse dar um conselho conselho se fosse bom se vendia Mas enfim se eu
pudesse dar um conselho para quem trabalha em creas e quer fazer grupos de acompanhamento do paef eu diria controlar um pouco a ansiedade confiar no grupo o grupo vai construindo a sua identidade né um grupo nunca é igual o outro conseguir lidar com os emergentes grupais manejar os emergentes grupais e confiar no grupo no caminho do grupo até porque a gente pode corrigir erros no decorrer desse caminho é muito interessante a gente pensar essas metodologias para não cristalizar pessoas numa ou na outra posição e a gente poder tá fazendo todo um trabalho poder estar fazendo
todo um trabalho de de reflexão de discussão de construir outras estratégias de enfrentamento das pessoas se conscientizarem se darem conta das estratégias de enfrentamento que elas usam e daquelas que são violadoras é muito bacana que às vezes num grupo desses uma família acha que ela não tem uma postura de violação de direitos mas aí alguém dá um exemplo relatando como algo muito negativo vivenciou algo muito negativo e é algo que outra família fazia Então ela consegue ver como se sente alguém que vivencia isso Enfim então acho um espaço muito rico o acompanhamento multifamiliar misturando heterogêna
em tanto tempo Acho interessante usar aquela ideia da mediação periódica chamar individualmente as famílias de tanto em tanto tempo sei lá cada 4 meses 6 meses mas fazer também avaliações no grupo porque o grupo é um espaço protegido sobre grupos a gente tem um podcast somente sobre grupos aqui ele deve tá na aba proteção social básica ou enfim mas existe ali podcasts nesse blog vocês vão encontrar sobre acompanhamento e atendimento em grupo ações coletivas e enfim Então a gente tem bastante material tanto aqui quanto né muitos teóricos para discutir sobre essas questões eu acho que
o grupo não é tão difícil quando a gente consegue segurar a nossa ansiedade o grupo não é tão difícil eu costumo dizer que o grupo é marcar a data marca a data doss encontros e deixa acontecer planeja uma dinâmica legal recebe bem essas pessoas acolhe essas pessoas sem julgamentos gasta bastante tempo os primeiros encontros na construção das regras do grupo e na construção de um clima de acolhida não só da equipe para com as pessoas mas das pessoas entre si porque elas vão estar trazendo coisas que os outros poderão estar julgando mas ninguém está ali
para julgar todos estão ali para refletir sobre novas formas de sociabilidade novas formas de interação além do acompanhamento propriamente dito unifamiliar ou multifamiliar das ações diretas de acompanhamento também há outros elementos outras atividades que fazem parte enfim do acompanhamento em paef como a questão dos encaminhamentos monitorados que a gente sabe que na assistência a gente vai fazer um monitoramento dos encaminhamentos a gente vai fazer contatos sistemáticos com atores da Rede a gente vai discutir com a escola a gente vai discutir com o caps a gente vai discutir enfim com os outros serviços que as famílias
frequentam e elas devem ser informadas disso elas devem saber que a gente faz uma atuação em rede tá ali mais uma diferença por exemplo entre uma psicoterapia onde eu vem a família ela me traz as questões uma psicoterapia de grupo ou individual e eu não vou discutir Ligar paraa escola Ligar para o o serviço de saúde enfim eu não vou dizer olha eu vou discutir salvo se a gente tá avaliando investigando alguma coisa em condições muito específicas geralmente vai ser no âmbito do setting terapêutico que as questões vão ser trabalhadas vejam como é diferente o
nosso trabalho também enquanto psicólogo do suas e também um assistente social né a família tem que est sabendo desde o começo que a atuação é em rede que vão ocorrer reuniões de rede discussões do caso e que isso não é o objetivo Expor a vida da família fazer fof foca da família não o objetivo é técnico é dar uma atenção num princípio de integralidade para essa família são vários profissionais técnicos de vários serviços olhando para essa família isso dá qualidade ao trabalho são várias pessoas refletindo junto com ela construindo junto com ela então isso não
é uma exposição Isso é uma discussão qualificada é uma ampliação do olhar para com essa família então esses contatos com a rede discussão de casos com outros profissionais Isso faz parte do acompanhamento no paef seja ele unifamiliar seja ele multifamiliar outras atividades que fazem parte nós já falamos disso em outros podcasts são os relatórios Especialmente quando essa família veio por encaminhamento do Poder Judiciário do Ministério Público do Conselho Tutelar eles poderão estar solicitando relatórios e é interessante que a gente Converse com as famílias sobre esses relatórios sobre aquilo que vai ser informado que a família
saiba o que vai o que não vai ser informado que se a gente tiver dúvidas sobre o que informar ou não a gente converse com o nosso conselho profissional enfim porque não vou não preciso também informar tudo o que que é importante eu informar né então tem que se levar em conta Qual o papel do creas qual o caráter desse pedido que compromissos ético profissionais nós temos enfim na emissão desses relatórios também são atividades do paf as visitas domiciliares e eu já citei que nós aqui pactuamos que no processo de elaboração do paf a gente
faz pelo menos uma visita naquelas seis a oito encontros que fundamentam o paf naquele período pelo menos uma visita sobre visita domiciliar tem aqui Um podcast sobre o livro visita domiciliar em guia para uma abordagem complexa da Sarita Amaro que trata bastante enfim dessa metod olia especialmente os psicólogos que estudam muito pouco pelo menos no meu tempo no meu tempo né Eu me formei há 14 anos 13 14 anos atrás estudava muito pouco isso na graduação não estudava no caso Talvez hoje tenha mudado mas é um livro bem interessante bem simples e bem buscativa que
é a atividade planejada intencional e proativa realizada por profissionais que compõem a equipe busca ativa não é só o deslocamento até o domicílio ela tem várias estratégias a gente pode é toda vez que o serviço faz um movimento em direção ao seu usuário acho que a gente já falou isso nos podcast sobre a função do crass então é toda vez que o serviço faz um movimento em direção ao seu usuário pode ser contato telefônico com o usuário contato telefônico com a escola com enfim um outro serviço da rede e pode ser sim também o deslocamento
da equipe até o domicílio do usuário Então essas são as tarefas tá se a gente for ver como resumo que o acompanhamento familiar em paef ele consiste numa entrevista de acolhida Inicial na elaboração do plano de acompanhamento familiar Ou plano individual de acompanhamento no desenvolvimento do acompanhamento propriamente dito seja ele na modalidade unifamiliar ou multifamiliar e num conjunto de outras ações tais como monitoramento dos encaminhamentos reuniões de rede visitas ciliares elaboração de relatórios então pode-se dizer que esse é o grande trabalho do paef fechado isso fechadas Essas funções a gente também tem que conversar um
pouco sobre o desligamento então o MDS ele coloca motivos de desligamento no paf né então o o mais Óbvio a superação do Risco pessoal e social que motivou a inclusão em acompanhamento um outro motivo é a mudança de domicílio a família vai para outro município eu acho que aí cabe fazer um encaminhamento para o creas do outro município outro motivo é a recusa da família e aqui eu acho que de novo gera alguma controvérsia porque às vezes o paef vem enquanto medida quando esse encaminhamento ele parte do Ministério Público do Poder Judiciário do Conselho Tutelar
que são órgãos aplicadores de medidas protetivas ele vem enquanto medida então muitas vezes a gente encontra ao informar para esses órgãos a recusa da família a gente encontra uma resistência desses órgãos em aceitarem essa recusa porque é um descumprimento de medida e claro é interessante que a gente só informe a recusa depois de ter esgotado todas as buscas ativas possíveis mas chega um ponto que a família nos diz mas tu não não está entendendo eu não desejo eu não quero esse acompanhamento Se Tu Quiseres que eu assine que eu não quero eu assino que não
quero então aí a gente informa o serviço encaminhador para que ele adote as providências que ele acha mais pertinentes e a gente diz pra família que a gente vai ter que informar o servço que a encaminhou no desligamento a gente define se a gente vai encaminhar essa família para alguma continuidade no serviço de proteção básica no crass enfim a gente e se for encaminhar a gente pode até fazer uma reunião de passagem de caso enfim um contrarreferenciamento uma contrarreferência para proteção básica para que se dê continuidade ali algumas questões de proteção básica vai se avaliar
né e é importante dizer também ah mas pode ser que a família não tenha demandas de proteção básica pode ser que não tenha pode ser inclusive que a família nem seja vulnerável Porque afinal a proteção especial ela não tá necessariamente atrelada à vulnerabilidade socioeconômica pode ser uma família com muitas condições financeiras que não tenha nenhuma questão socioeconômica mas repleta de violências e de funcionamentos enfim violadores de direitos dentro da família aqui a gente finaliza esse podcast sobre o paf Espero que ele tenha sido útil para vocês ficou um podcast um pouco longo porque realmente eu
quis dar o todo desse serviço que é o principal serviço do cres eu espero que possa ser útil para vocês e eu tô à disposição pra gente conversar mais sobre o paf se vocês acharem interessante a gente tá aqui para isso para fazer essa grande conversa sobre SUS