o Brasil tem uma força uma diversidade absolutamente gigantescas para oferecer para o mundo mas se contenta em se agarrar a essas velhas raízes e ser simplesmente uma cópia muito mal feita do ocidente [Música] [Música] eu acho que essas novas raízes falam dessas velhas que precisam perecer para que as novas venham quando eu cheguei na casa e olhei essa casa enorme essa Acera enorme esse mundo natural totalmente apartado do que está dentro da casa isso me chamou muita atenção como se a casa fosse razão principalmente essa sala renascentista porque essa ideia de razão do homem medida
de todas as coisas do homem acima da natureza da natureza a ser conquistada Domada isso vem muito do renascimento isso é muito renascentista quando eu pensei a ocupação da Rosana para cá eu tava muito interessado em como ela ia entender esse acervo e entender a própria construção dessa história né sabendo que aqui a gente tá pisando num lugar em que ele foi imaginado por uma colecionadora que tem os pés Apesar dela nascer em São Paulo Ela tem os pés fincados na Europa né tanto por conta da ancestralidade dela como também como ela imaginou a coleção
da casa Então olha essa sala eu percebo isso e lá fora o mundo lá fora o Jardim Mas mesmo esse Jardim ele é um jardim ordenado ele é um jardim Domado sim a coleção é muito interessante a coleção é muito legal mas eu quero olhar um outro ângulo eu quero também olhar um outro uma outra possibilidade que eu quero em relação à casa nesse momento é trazer outras questões porque essas questões estão intimamente ligadas àquilo que nós somos enquanto país hoje C [Música] [Música] [Música] uma coisa que eu acho interessante é como o trabalho da
Rosana ele tá pensando uma questão sobre a colonialidade que ele não centra unicamente o humano dentro desse Rastro de Violência de um tempo para cá eu já venho olhando muito a questão das plantas isso começa eh como interesse realmente só de desenho e depois um determinado momento eu vou olhar a questão da Psicologia Das mulheres negras e vejo que nós não obviamente não nos adaptamos àquele modelo pura e simples que vem europeu Então como é que eu vou pensar uma possibilidade de arquétipo feminino para as mulheres negras no Brasil e parece que não tem nem
direito à subjetividade porque a gente não se encaixa nesses modelos europeus e essa relação vou onde eu vou buscar vou buscar eh nos esmos afro-brasileiros mas eu quero também colocar num ambiente brasileiro para colocar no ambiente brasileiro eu vou buscar a Mata [Música] Atlântica a partir do momento que eu comecei a olhar com mais atenção para as plantas e não fazer plantas genéricas mas olhar as espécies que planta essa tal cada uma começou a aparecer com uma qualidade diferente eu não sei definir exatamente como isso se dá eu sei que eu tenho que desenhar desenhar
eu tenho que insistir eu tenho que chegar perto da planta Tem que olhar ten que tentar compreender a medida que eu vou desenhando mais ela parece que vai se soltando e vai se mostrando para mim [Música] todas as imagens da comigo ninguém pode que surgiram Por incrível que pareça todas T uma cara Debochada elas T um debocha elas T uma alegria de viver Elas têm um corpo livre uma movimentação é muito engraçado porque os desenhos acabam ficando com a cara das plantas as espadas de S já são mais né já são mais bravas elas são
mais de exército mesmo [Música] militar são essas que estão aqui no fundo alas esse trabalho que tá aqui atrás ele tem a ver com essa ideia de racionalidade também né então a espada de Jorge contra racionalidade cega Então essa arrogância essa soberba desse domínio da razão por exemplo eu vou contrapor a natureza e os povos que lidaram com a natureza que são os povos negros são os afrodescendentes os indígenas são vistos ainda hoje como irracionais como selvagens como primitivos como inferiores mas a gente tá no momento da humanidade que quem tem a chave se ainda
der tempo para salvar a espécie humana são justamente esses essa é uma exposição que ela também tem um caráter muito didático isso se reflete muito na sala chinesa que é onde a gente exibe tanto os desenhos preparativos da Rosana mas também os cadernos vejo como isso é importante também né para novos artistas para eles poderem entender como isso tudo aqui não é uma construção que se dá do dia paraa [Música] [Música] noite a gente pensou muito também como a casa ela refletia uma certa separação de época onde o lado de baixo ele servia como um
lugar de recepção e de fluxo né das pessoas que Eva trazia para conhecer também o acerbo dela mas e como o espaço de cima ele refletia muito esse lado mais privado dessa personalidade dela né aí a gente sobe pro segundo andar que é uma área muito privativa porque é onde fica o quarto né então chegando no quarto principalmente que que eu quero eu quero colocar ali dar um para essas populações para essas mulheres né que vão tomar conta de todo esse segundo andar [Música] então colocar uma Madona do lado daquele trabalho das amas de leite
de que afeto a gente tá falando de que maternidade a gente tá falando né Essas amas de leite muitas vezes eram engravidar tinham os filhos Para que pudessem dar leite como animais e depois essa essa criança era arrancada nem se sabe muitas vezes muitas delas não criavam os próprios filhos mas tinham que ficar dando leite leite para ser serem alugadas alugadas que perversidade é essa como a gente pode falar de afeto num país que tem essa raiz [Música] [Música] [Música] Então vai fazendo um círculo dessas mulheres negras até a gente chegar no quarto mas principalmente
a cama onde eu dou um descanso mesmo para essas mulheres para mim que é o trabalho principal da casa se chama uma cama para Mônica que Mônica é a única ama de leite que a gente sabe o [Música] nome sem propagadas porque ama de leite da família Ramalho Costa Doná elas nunca tem nome e a Mônica A gente tem fotografias ela cuidou de Três Gerações da mesma família então é um momento de descanso é que fal chega acabou vocês têm direito ao descanso [Música] [Música] h [Música]