[Música] seja muito bem-vinda seja muito bem-vindo de volta esse minicurso sobre terapia de aceitação e compromisso até agora você teve sete aulas que te mostraram essa proposta incrível que é act Principalmente olhando para o coração desse modelo que é a flexibilidade psicológica até então você pode observar que em seis dimensões psicológicas distintas nós podemos mobilizar processo de flexibilidade psicológica como sendo uma forma de ajudar o seu paciente a ter uma vida significativa uma vida baseada em valores só que hoje eu quero dar mais um passo com você porque quando nós pensamos nos seis processos aceitação
desfusão cognitiva contato com o momento presente self observador clareza sobre valores e compromisso com valores Nós também precisamos pensar em uma forma de mobilizar esses processos na vida do nosso paciente e nós sabemos que a terapia de aceitação e compromisso por mais seja uma proposta fantástica ela foi desenvolvida Originalmente em países que T culturas muito diferentes das nossas isso quer dizer que a forma como nós vamos mobilizar esses processos de flexibilidade psicológica precisa ser contextualizado e adequado à realidade dos nossos pacientes brasileiros para fazer isso nós temos desenvolvido uma forma de mobilizar a flexibilidade psicológica
utilizando a a própria história de vida do seu paciente isso faz com que nós não precisemos utilizar metáforas exercícios que foram criados para outras culturas mas pelo contrário nós sempre vamos utilizar aquilo que é mais especial pro seu paciente que é a própria história de vida dele a isso nós temos chamado de narrativa funcional para que nós possamos conversar hoje sobre essas narrativas funcionais Nós Vamos retomar um caso que você já conhece que é o caso da Vanessa que é a sua colega minha colega psicóloga que já está pensando em mudar de profissão e ela
pensa em mudar de profissão porque ela se considera inadequada ela tem pensamentos difíceis sobre isso Ela tem um self conceitual muito difícil e como é que nós podemos ajudá-la a mobilizar a flexibilidade psicológica você começou a ver isso comigo principalmente em nossa aula sobre o selfie porque nós começamos a nos perguntar qual é a história desse selfie conceitual difícil que a Vanessa tem e quando nós voltamos pra história o que é que nós estamos fazendo nós estamos partindo do pressuposto que para que ela consiga acolher ou ter abertura para essa experiência pessoal dela para essa
experiência subjetiva que envolve seus sentimentos pensamentos intenções ações para que isso aconteça nós precisamos ajudá-la a acolher a própria história mas quando falamos da própria história isso não quer dizer tudo que aconteceu na história e isso é importante porque na verdade quando nós falamos de flexibilidade psicológica nós estamos falando de uma nova forma de nos relacionar com a nossa sub objetividade enquanto caminhamos para uma direção que é significativa Ora como é que a gente aprende a um novo relacionamento com a nossa própria subjetividade nós inserimos esses componentes da subjetividade pensamentos sentimentos e comportamentos em uma
narrativa Então os personagens da nossa narrativa ou da narrativa sobre a Vanessa são os pensamentos sentimentos e comportamentos dela quando nós fazemos isso nós estamos tentando voltar nessa história e fazer com que a ela perceba que os seus sentimentos e pensamentos e comportamentos tiveram uma função por isso o nome narrativa funcional como é que a gente faz isso a gente começa fazendo uma pergunta que é essencial Vanessa por que é que a sua mente precisou aprender a agir dessa forma por que é que a sua mente precisou aprender a te contar essas histórias por que
é que a sua mente precisou aprender a produzir essas sensações E essas reações corporais esses sentimentos dessa maneira perceba duas coisas quando eu falo Vanessa por que é que a sua mente eu já estou colocando em terceira pessoa o que é que isso quer dizer eu estou fazendo uma distinção entre quem a vessa é enquanto pessoa e a mente dela os pensamentos dela os sentimentos dela por outro lado quando eu pergunto porque precisou aprender eu estou tentando gerar acolhimento ou abertura para essa experiência porque o que nós estamos tentando trabalhar junto com a Vanessa é
houve uma função no sistema que familiar que você veio no seu sistema Sista escolar no seu sistema de amigos de relacionamentos e nos diversos sistemas que você fez parte houve uma função para ocorrência dessa subjetividade quando Nós pensamos sobre isso nós podemos investigar com a Vanessa eu daqu três momentos diferentes mas você pode utilizar nessa narrativa funcional quantos momentos você achar que deve num primeiro momento a Vanessa nos conta que a mente dela precisou aprender a ter esses pensamentos assim antecipatórios preocupado com o que o outro vai pensar se comparando com o outro em função
do fato de que no sistema famíliar dela ela tem uma mãe que é muito crítica que estava sempre pronta a apontar o que é que ela estava fazendo de errado e o que é que faltava ela fazer quando a gente pergunta por exemplo sobre o pai dela estamos investigando esse ambiente matricial o pai dela quase não estava em casa ele era alguém muito mais ausente e o contato dela era frequentemente com a mãe ou com o pai quando ela ia mostrar uma nota boa por exemplo que ela tinha tirado então quando ela fala sobre esse
ambiente ela precisou aprender a antecipar o que a mãe ia querer veja não é aprender a pensar sobre o que é bom não é aprender a pensar sobre o que eu quero ela desde criança precisou aprender a pensar sobre o que é que a minha mãe espera que eu faça para evitar para se proteger para sobreviver Nesse contexto familiar Só que mais do que isso além desse automonitoramento além dessa ideia de pensar no futuro que é que o outro vai reagir nós precisamos pensar em outros sistemas imagine por exemplo a Vanessa na faculdade de psicologia
ela não era aquela pessoa que lutava pelos próprios direitos não a Vanessa sempre foi assim mais introvertida mais dentro da própria cabeça ela organizava os trabalhos e quando ela organizava os trabalhos ela pensava naquilo que a professora gostaria que ela falasse ela se comparava com as amigas e ela sempre tinha essa concepção de si de que as amigas eram muito mais desenvolt que as amigas eram muito mais engajadas nas coisas e ela tentava de alguma forma agradar perceba que é o mesmo padrão matricial se repetindo também no contexto de faculdade você pode migrar isso para
pensar nela enquanto uma terapeuta e enquanto terapeuta não é à toa que ela quer mudar de profissão e você sabe disso enquanto terapeuta ela não consegue por exemplo cobrar um preço que é digno porque ela se sente culpada ela se sente uma faça cobrando aquele preço ela não consegue confrontar o paciente veja ela quando está com paciente Ela sabe que ela precisa dizer alguma coisa que vai desagradar para ela é muito difícil então ela em geral sabe que ela precisa agir de uma forma diferente enquanto terapeuta mas ela acaba tendo dificuldade de desagradar o outro
de confrontar o outro nesse ponto você pode começar a se perguntar eu já entendi como isso gera perspectiva ou seja se eu começo a ajudar ela Vanessa a entender a história dos Sentimentos difíceis de culpa dos Pensamentos ah de antecipação de coisas de automonitoração eu já Gero uma perspectiva sobre eles ótimo pra gente para que a gente gere mais desfusão cognitiva por exemplo para que a gente consiga ter um contato com o que o corpo tá produzindo T certo mas Thiago a act já me ensinou e eu já vi ao longo dessas sete aulas que
nós precisamos gerar acolhimento ou abertura como é que contar essa história pode fazer com que a gente gere acolhimento o segredo disso O Segredo da narrativa funcional é tentar mostrar que existe um lado a e um lado B desse padrão matricial que foi aprendido deixa eu te falar sobre isso quando ela aprendeu desde cedo a antecipar e ficar sob controle do que o outro está pensando de igual forma ela também aprendeu obviamente ao mesmo repertório a ser sensível ao outro e a ser uma boa ouvinte perceba há um lado a que é o contexto em
que esse padrão matricial a ajuda ela é uma boa ouvinte ela consegue estar Atenta às necessidades do outro ela consegue ser analítica e prever cenários possíveis mas há um lado B que é está muito sob controle do que o outro espera que ela faça de não conseguir se conectar com o momento presente está sempre no futuro que é o tempo todo ter dificuldade para expressar o próprio desejo perceba são duas facetas do mesmo repertório quando nós mostramos que esse repertório ajudou a chegar até aqui tornando ela inclusive uma excelente ouvinte maravilhoso para que ela seja
uma boa psicóloga fazendo com que ela seja analiticamente boa planejando o futuro e etc Nós já estamos ajudando ela a acolher esse modo que é o modo de sobrevivência dela ou seja que foi o modo que a trouxe até aqui ao mesmo mesmo tempo nós geramos também uma perspectiva dos contextos em que isso atrapalha Olha quando nós fazemos esse diário do padrão matricial nós estamos fazendo uma narrativa funcional thgo me explica porque narrativa funcional narrativa porque se trata da história desses componentes da subjetividade pensamentos sentimentos comportamentos Mas além disso é funcional porque mostra sua função
na história de vida dela isso faz com que o acolhimento seja maior com isso nós geramos tanto mais abertura quanto também geramos mais presença uma percepção de si enquanto faz e isso abre espaço para que ela perceba ao longo dessa história o que realmente importa para ela porque eu acho que você já entendeu que valores não mudam de um dia pro outro mas quando nós olhamos a narrativa da nossa história nós percebemos aquilo que sempre importou então nós estamos tentando fazer com que ela nomee esses componentes da subjetividade a Vanessa por exemplo chamou de boazinha
e que agora em terapia ela já consiga te dizer assim a boazinha essa semana me impediu de falar com uma fulana que ela não estava me agradando Mas essa semana mesmo que a boazinha Me fale alguma coisa eu já conheço a boazinha eu vou lá fazer aquilo que me importa fazer o meu paciente ele estava precisando que eu confront asse ele e na hora boazinha começou a gritar no meu ouvido que eu tinha que agradar o paciente eu pedi licença a ela mas eu continuei falando com o meu paciente perceba que de uma forma inclusive
lúdica você pode ajudar essa Vanessa a Perceber a ocorrência desses personagens enquanto personagens realmente dessa história que ela vive ora o que nós estamos fazendo então é reorganizando a relação que ela tem com a própria subjetividade no livro que eu publiquei falando sobre narrativas funcionais na página 122 tem escrito assim a narrativa é performativa sendo mais do que uma história ela reorganiza a experiência atual quando é contada a mobilização de flexibilidade psicológica por sua vez é uma organização da maneira pela qual nos relacionamos com nossa subjetividade e com os desafios do cotidiano sabe o que
isso quer dizer que quando você ajuda Vanessa contar a própria história dela você não está apenas descrevendo essa história mas você Está transformando a maneira com a qual ela lida com essa própria história em linhas Gerais o que nós estamos dizendo é que flexibilidade psicológica que é essa forma diferente de se relacionar consigo mesmo e com seus valores é obtida ou é mobilizada quando nós conseguimos olhar pra nossa própria história de uma perspectiva emcional isso aumenta o acolhimento da nossa história o acolhimento de quem nós somos e um comprometimento maior com aquilo que sempre nos
mobilizou agir com isso eu espero que você possa ver com as seis dimensões psicológicas atenção selfie afetos cognição motivação comportamento cada uma delas pode ter mobilizada a flexibilidade psicológica com a contação da história do seu paciente com a narrativa da história da da Vanessa e eu espero que isso não fique apenas na Vanessa mas que você também consiga olhar paraa sua própria história com mais acolhimento com mais perspectiva se comprometendo com o que importa não sei se você lembra que quando nós gravamos a aula sete eu falei para você que os passos que você poderia
seguir a partir desse minicurso envolviam a formação act que era um curso desenvolvimento de competências nós apostamos tanto nesse método das narrativas funcionais que hoje nós temos alegria de dizer que nós temos uma pós-grad ação uma especialização em terapia de aceitação e compromisso a partir do método das narrativas funcionais isso faz tanto sentido pra gente que hoje nós temos alunos que são especialistas em terapia de aceitação e compromisso a partir desse método e eu já deixo aqui o convite para você para que a partir desse minicurso você possa dar mais Passos conosco você sabe que
você tem um workshop sobre formulação de caso você sabe que você tem a formação act mas agora também te digo que você pode se tornar um especialista em de aceitação e compromisso e ajudar os seus pacientes a contarem a própria história de uma forma funcional e que aumente a flexibilidade psicológica eu estou na expectativa de encontrar você nas nossas turmas e qualquer dúvida pode entrar em contato com a nossa equipe vejo você do lado de cá