O que que a turma tem falado por aí [música] e que não é verdade com relação à mente humana? >> A mente humana de uma hora para outra [música] saúde mental ficou pop, virou trend. A geração Z que tá aí é a mais que fala de [música] saúde mental, mas ironicamente é que menos pratica. Pratica. >> Hoje eu tenho a honra de receber uma das maiores referências em comportamento Humano do Brasil. Gente, ele é psiquiatra, escritora, professora, mais de 3 milhões de livros vendidos. Hoje o JJ vai receber pela primeira vez com muita honra, com
muita gratidão, Dra. Ana Beatriz [música] Barbosa. Se você for comprar mais, tira aquela que não tá usando, >> faz o mundo girar, porque tem gente que faz [música] assim: "Ah, mas tá tão nove, essa é uma grife, eu não vou dar para uma pessoa porque ela não vai Valorizar". Você dá por indo, você não dá se o outro vai cuidar ou não. Isso é apego uma rede social [música] para uma pessoa com pouca consciência, o o quanto que essa é a combinação que faz essa pá. >> Só as pessoas que toleram o contraditório estão no
caminho certo da sabedoria. Eu não preciso concordar com você para conversar com você. Eu não preciso me pegar a sua verdade. Para ter TDH, você tem que ter história genética E você tem que ter desde você não vira TDH, você vira exausto. Eu adoraria perguntar a Asden se ele voltasse agora [música] se ele seria mais generoso com filho esquizofrênico dele. >> Nossa. Doutora Ana Beatriz Barbosa. Obrigado, doutora Bia, >> Bia, >> Bia. Aqui no J a gente vai fundo nas Conversas, sabe? >> Sem problema. >> A gente vai, vai seguindo, vai para cá, vai para
lá. Eu, eu já quero. Bom, primeiro, obrigado pelo teu técnico. >> Isso. É uma honra. Eu te acompanho. Eu sou, eu sou uma pessoa que viajo e quando eu viajo, eu sempre sempre, sem exceção, todas as vezes eu passo na eu eu paro na livraria >> do aeroporto. >> Do aeroporto. Todas, todas. E eu sempre Via teus livros e eu sempre via aquele aquele título, né? Mente inquieta, mente perigosa. E eu quero começar te perguntando o seguinte: o que que a turma tem falado por aí? e que não é verdade e que é uma coisa
que de certa forma e até em alguns momentos pode ser até negligência. Por que que eu tô te fazendo essa pergunta? É muito comum, embora não seja normal, as pessoas falarem: "Ó, o meu TDHA disparou, né? Porque eu tenho". As Pessoas se autointitulam e se auto >> diagnostiqu diagnosticam, >> diagnosticam. Isso. >> Então, eu quero deixar essa essa bola aqui para você e e o que que tá sendo falado por aí de uma de certa maneira até negligente com relação à mente humana. >> Vamos lá. É incrível porque assim, a mente humana de uma hora
para outra saúde mental ficou pop, >> virou trend. >> Uhum. >> A geração Z que tá aí é a mais que fala de saúde mental, mas ironicamente é que menos pratica. De alguma maneira, você teve em algum momento eh década que falava assim: "Es doenças do coração, >> aí depois tinha as doenças do pulmão, as doenças do fígado." Chegou uma hora que chegou o cérebro. Quando chegou o cérebro, a primeira reação foi tipo assim: "Ah, isso não existe. Ah, isso aí é coisa inventada". E de repente a gente se deparou com uma pandemia de doenças
mentais. Para você ter uma ideia, em 2016 a Organização Mundial de Saúde já tinha decretado um ano de combate ao suicídio. Em 2016, eu percorri grande parte do país fazendo palestra para esclarecer. Foi a época que eu lancei até Mentes depressivas. Foi uma coincidência que eu entreguei ele pra editora em 2015 e ele foi lançado em 2016. Eh, e coincidiu com esse ano. Você tem uma ideia, naquela Época a Organização Mundial de Saúde estava absolutamente assustada porque existia um suicídio cada 40 segundos ao redor do mundo. 40 segundos, falei 40 minutos. Aquilo me chocou também.
Eu falei: "Gente, que que é isso?" >> Então, a coisa vem vindo de uma tal maneira que adoecer mentalmente parece que é uma consequência de uma vida mal vivida. É assim, ainda não, quem não ainda adoeceu vai adoecer. A questão vai ser Como iremos adoecer, tá? >> E isso ficou tão comum e as pessoas hoje tem uma coisa na rede social, eu sou totalmente a favor das redes sociais, acho que se Platão tivesse uma rede social, a gente todo dia de manhã ia ver que que ele tava falando. >> Eu acho que a gente passou
por um período que todo mundo se acha apto a falar. A gente vive aquele fenômeno Danny Krueger, que é aquela coisa que o cara acha que sabe muito, mas sabe muito Pouco. Sabe muito pouco. >> E tem uma diferença entre saber e saber na prática. Saber na teoria é fácil, fazer na prática tem uma diferença é abissal, é muito diferente. Então eu vejo hoje muita gente falar muito bem de saúde mental, mas já vi as mesmas pessoas falando me ligar em desespero que fazer com o paciente? porque não sabe. Então assim, fico muito preocupada porque
a gente tá vivendo uma geração que nunca teve tanta informação, É a mais bem informada que a gente já teve. >> O problema é que informação sem prática não gera conhecimento. >> Conhecimento sem função e propósito não gera sabedoria. >> Uhum. >> Então, muita gente falando é muito papo e pouco som, sabe? [risadas] E eu acho que a gente só tá apto quando a gente pega aqui e pratica. Eu só acredito nas pessoas que fazem eh Pessoas que falam bonito não me impressionam. Não me impressionam, porque definitivamente nós não somos o que falamos, somos o
que fazemos, né? A nossa trajetória vai falar pela gente. >> Sim, >> nós somos nós somos bichinhos, né? Eu digo que ser humano é um bichinho, acha que não, mas somos. E só uma maneira do ser humano eh conseguir provar que foi um ser humano pela história que ele vai construir. Nenhum outro animal precisa Construir história. A gente precisa, senão você vai ser tudo ao final da vida, menos um ser humano. >> Boa. Muito bom. Saber na teoria é diferente saber na prática. Você acha que tá pop, tá na moda? Mas assim, do ponto de
vista clínico, do ponto de vista do dado, do ponto de vista da realidade, do teu saber, da tua experiência do no ali na trincheira, vai melhorar, tá no platô, a tendência é Piorar, tem qual que é o cenário dos próximos, a gente tá em 2025, 2026, qual o cenário pros próximos 2 anos, na tua opinião? Muito ruim >> assim, taxativo, >> muito ruim, muito ruim, porque eu vejo assim, eh, novamente, eu vejo uma geração bem informada, mas que não sabe como na prática. Vamos lá, na prática, pouco tempo aconteceu o caso daquele menino que foi
pra jaula da Leoa em João Pessoa, >> um caso simples, tem pouquíssimo tempo, >> né, o Gerson. Tá. >> Quando eu vi aquela cena, de cara, mas de cara, eu falei assim: "Esse menino é psicótico". Psicótico é diferente do psicopata. Psicótico é uma pessoa que tá fora da realidade, ou seja, ele tá vivendo uma realidade que só é a realidade para ele. >> Uhum. >> Tá? Então ele tem o que a gente chama do Delírio, que é você acreditar em algo que não é verdadeiro, >> certo? para todo o resto, >> parecido com o esquizofrênico.
>> A esquizofrenia é o tipo mais comum de psicose >> do psico, tá? >> Tá? Então vamos botar esquizofrenia, talvez fique mais fácil. Eh, então, fora da realidade. Aí você vai me perguntar por que, Bia? Eu tinha certeza, eu só queria saber, assim, tem história Familiar, eh, eu só queria constatar, porque qualquer pessoa, se não tiver fora da realidade, ao chegar ali, na hora que a Leoa fosse avançar, ativaria uma coisa que é o instinto de sobrevivência, >> que é instintivo. Por exemplo, quando eu fui saltar de Azadelta, eu adoro, eh, por mais que eu
adorasse e quisesse, na hora que o cara fala lá na pedra da Gáv: "Vai, a perna trava". >> Uhum. [risadas] >> E aí eu falo: "Me empurra". Aí ele fala: "Pode deixar". Ele empurra, vai com você, né? Eu não não fui sozinha, fui com com guia. E depois é maravilhoso, mas o meu cérebro naquela hora que você vê aquela rampa acabando e você vê ali embaixo aquela floresta, você tá no meio da floresta da Tijuca, ali, o mar ali aquela pedra da gave imensa. >> Uhum. >> O teu cérebro liga o alerta, perigo, Perigo, perigo,
perigo e você trava. Como que aquele garoto vai descendo? A Leo vai vindo, ele vai em direção a Leoa. >> Sim, >> ele tava numa realidade paralela. E aí eu fui, eu não gosto muito de comentar nada quando ocorre que todo mundo sai comentando. Eu espero uma semana >> porque eu quero ver os dados. Uhum. >> E aí eu fui vendo, né, a mãe esquizofrênica grave que perdeu Justamente a capacidade de cuidar dos filhos. >> Uhum. >> Cinco. Os cinco filhos foram colocados no abrigo. Dos cinco, quatro foram adotados. Ele não foi porque desde os
10 anos ele já tinha sinais claros de uma criança que tinha psicose. Então ele não foi adotado. Ele passa dos 10 aos 17 anos e completa 18 no abrigo, indo e vindo. >> Sai imediatamente ele é pôs para fora Porque faz 18 anos. Tchau. Tá. Nunca foi feito o diagnóstico dele. Nunca. apesar de tá lá falando coisas inadequadas, dizendo isso, dizendo aquilo. Aí por último, um mês antes dele fazer isso, de entrar na jaula da Looa, ele foi pego no trem de pouso no aeroporto de João Pessoa, no avião da Gol. >> Uhum. >> Foi
tirado, perceberam? Ele disse para qualquer um ouvir, eu estava pegando avião para ir paraa África domar leões. Aí você vai ver a história desse garoto. Ele falava isso para assistente social o tempo inteiro. Ele ia domar nem hoje. >> Então, como é que isso passa por um abrigo, passa pelo CAPS, passa por todo mundo e ninguém medica pra esquizofrenia? Ninguém. Aí você vai ver quando ele joga uma pedra no no no carro da polícia, ele o policial fala: "Você vai não vai fazer mais isso não, né, Gerson?" Vou vou. Por quê? Porque eu preso, tô
melhor, tenho Onde dormir, tenho alimentação. Porque ele foi jogado fora do sistema, né? Então fico olhando por fim um juiz uns ele ficou preso do de janeiro desse ano, 2025 até julho. Por quê? Porque jogou lá o robô, jogou lá o negócio na no nos policiais. E para ele aquele era um abrigo. E aí você vai falar: "Bia, que que tem?" Muito bem. Eh, 2023, a ministra Rosa Weber decretou efetivamente que a lei antimanicomial ia Passar valer. Que que significa isso? E não foi, ela criou a lei. A lei já é de 2001, se eu
não me engano, só que tem que tinha que ser entrar, né? A lei antimácomial diz o seguinte: todos os pacientes que tiveram problemas com a justiça e tiverem transtornos mentais são colocados num hospital onde eles ali vão receber tratamento e decidir se vai ou não vai. O que aconteceu é que nesse período todo que a lei foi criada até ter que cumpri-la, Ninguém fez nada. >> Uhum. >> Aí o que que se faz com as pessoas que tm um problema com a lei e que tem transtorno mental hoje? e que não tem para onde ir,
não faz nada. >> O última vez que o juiz que ele aprontou, né, o negócio lá dos PMs, o juiz colocou que ele precisava de uma internação no hospital psiquiátrico e assistência 24 horas. O juiz, sem saber De nada, decretou que aquilo era um caso grave, que precisava de tratamento. Decretou, mas não tinha em João Pessoa. Fecharam todos. O limite é para fechar no que vem, mas já fecharam. A questão é, existem pessoas que vão precisar ficar internadas pro resto da vida? Existem, principalmente se elas têm um contexto social muito desfavorável, como era o caso
dele. >> Sim. Sim. >> Isso fala o quê? Isso fala que a gente não tá preparado para casos graves. Muitos dos hospitais psiquiátricos eram péssimos, mas o que que você faz? Transforma em bom, né? Você não acaba. Eu não sei se já notou. Eh, de dois anos para cá, eu ando na rua, a quantidade de esquizofrênico crônico na rua é muito grande. Por lei antimanicomial, eles estão sendo muito rápidos, eles não foram rápidos em preparar uma Alternativa, mas estão sendo muito rápidos e não tem mais, não vai ter a partir do ano que vem não
tem. O que se faz com seus pessoas? Você acha que uma pessoa psicótica vai todo mês no CAPS, que funciona de segunda a sexta? Tá, vai lá. Ah, eu venho aqui pegar meu remedinho e vou tomar. Como é que eu vou tomar se eu sou uma pessoa que acho que eu não preciso? >> O tratamento é com remédio. >> É com remédio. Esquizofrenia. Sempre o Que evoluiu na esquizofrenia? A forma de tratamento. Hoje você tem medicações de depósito que você toma injeção uma vez por mês. Estados Unidos chega ao ponto de se tomar de seis
em se meses. Então assim, diante disso, eu fico olhando, será que as pessoas sabem o que que é esquizofrenia grave? Porque é muito bom assim tratar depressão, tratar ansiedade, que é a grande maioria, o CAP está qualificado. Mas que que se faz com os casos graves? Porque eles estão na rua e vai acontecer, né? A a origem, a origem é genético, é epigenético, é cultural, como é que >> não existe assim, eh, toda todo quadro transtorno mental você tem uma complexidade. Você tem a questão genética, você tem o gatídio, você tem a questão social, isso
não há dúvida, mas no caso específico da esquizofrenia, a genética é muito forte. A mãe tinha esquizofrenia grave. >> Uhum. >> E a avó dele, mãe da mãe também. >> Entendi. >> Mais leve, né? Então assim, no caso da esquizofrenia genética, grita muito alto. Aí você fala assim: "Tá, mas e a questão social no caso dele foi determinante? Porque não tinha um lar para morar, não tinha quem se responsabilizasse por medicá-lo. Sim, o fator ambiente foi um agravante muito grande, >> foi desastroso porque uma pessoa daquela, né, poderia estar viva, bem medicada, com limitações, talvez,
porque a esquizofrenia especificamente ela, se você pega na primeira crise, >> hum, >> no primeiro surto, que a gente chama, você medica e faz toda a orientação pro resto da vida, 75% de chance dessa pessoa. Eh, ter uma vida funcional no na segunda crise baixa para 50% >> e a partir da terceira 25. >> O que que seria uma vida funcional? A pessoa trabalha, >> tem família, >> consegue conviver com as pessoas. >> É possível. >> Por exemplo, a gente tem a história do do do filme uma mente brilhante, mente brilhante, né? Do >> ex
John Nash. Isso mesmo, >> um gênio esquizofrênico. >> Ou seja, ele >> através ele tinha lá aquelas alucinações dele no filme e criou a teoria dos jogos. >> Isso mesmo. >> Isso é comum ou aquilo é uma exceção? >> É claro que ali é exceção, porque tratava de uma pessoa de altas habilidades, independente de qualquer coisa, né? Como existem muitos autistas com alta habilidade também, não é a maioria. >> Eh, não é a maioria. >> Não é a maioria. Não, não é a maioria, >> porque às vezes parece que um autista é sempre relacionado também
com alto grau de inteligência ou hiperfoco numa determinada tarefa, né? >> O hiperfoco até acontece, mas isso é mais uma romantização. Quem dera tem casos de autismo muito graves, muito graves assim. E eu digo que quem salva autista é mãe, né? Porque os pais vão embora. Então, os casos graves eh Requerem muita assistência também. São casos de muita assistência. >> Agora, existem os casos leves, o que anteriormente se chamava de existem aqueles o savã, que é aquele gênio ali, que seria gênio em qualquer situação, dentro do autismo também. >> Sim. >> Entendeu? Então eu acho
que existe um desconhecimento de prática. Eu já vi autistas muito graves, já vi esquizofrênicos que ficaram funcionais o Resto da vida. >> Uhum. >> Super bem medicados com família. O próprio John Nash tinha lá sua esposa que >> que tratava e que tinha com ele todo >> toda a questão, não impediu de fazer o que fez e dar a sua contribuição. Então eu acho, não sou otimista porque assim a gente vive um momento que é muito bom, mas bom para quem é consciente. >> Entendi. >> Para quem não é consciente, o adoecimento é a regra.
É para onde iremos. por exemplo, sim, taxativa, assim, >> taxativa, por exemplo, eh, torno a dizer, não sou contra nenhuma tecnologia, porque parto do princípio que nenhuma tecnologia volta atrás. Você hoje abrir a mão do carro para andar de cavalo? É, não, >> nem do meu celular para pegar um celular de telefone orilhão. Então, por mais que A gente tenha um espírito vintage, não é a realidade. A a tecnologia não retrocede. Não existe isso. O que existe, estamos preparados para usá-la >> de forma adequada? Estamos preparados, por exemplo, para usar a inteligência artificial como corking?
Porque se usarmos, tá legal. >> Uhum. por exemplo, que antes a gente levava um diagnóstico raro, eh, podia levar 10 anos para fazer um diagnóstico raro ou mais. >> Uhum. >> Eh, hoje, se você tiver a inteligência artificial com bom uso, você pode fazer esse diagnóstico em menos de uma hora. >> Uhum. Basta você ter a visão médica de botar ali tudo que você observa, porque a inteligência artificial não vai fazer a entrevista nem ver com olhar humano o que você tá vendo no paciente. Uhum. >> Agora, quando você bota lá tudo que ele tá
apresentando, toda a genética, a história da doença atual, a história Patológica pregressa, o que ele, o exame que a gente chama o exame psíquico, se tá orientado, se não tá orientado, se tem insites, se tem percepção que tá doente ou não. Se eu alimento a minha inteligência artificial com esses dados, automaticamente ela vai me dizer: "Temos 110 possibilidades." E aquilo que antes eu não pensaria, porque a gente é formado no na medicina para o que é mais comum, o que não tá errado, mas o que que a gente faz com Exceção? Então, eh, é difícil
e ao mesmo tempo a gente vive uma pandemia de transtornos ansiosos e a gente vive uma pandemia de depressão. >> Então, vamos dividir. Então, a gente a gente tem as doenças, >> se se assim que eu posso chamar, são os transtornos, né? >> Transtornos, >> os transtornos graves, esquizofrenia e que você acabou de explicar até >> dependência química. química, psicopatia, >> dependência é dependência comportamental. Você hoje tem, por exemplo, jogos. >> Sim, sim. você tem um problemaço, problemaço. E tem as outras que elas são do dia a dia, do cotidiano, que elas, eu não, eu
não sei se eu tô certo no jeito que eu tô falando, mas elas, por conta do comportamento, elas vão empilhando. Aí é ansiedade, depressão, >> eh dependência de tela, >> hiperatividade, hiper, >> essas estão mais relacionadas ao ao nosso estilo de vida e os outros estão mais relacionadas a a uma genética mais marcada, talvez, >> tá? E aí o quanto que pergunta, eu vou ter com cuidado para fazer essa pergunta, né? Uma pergunta delicada, mas o quanto que, por exemplo, uma uma rede social, Um uma rede social para uma pessoa com pouca consciência, o o
quanto que essa é a combinação que faz essa pá e e piora o o negócio? É isso que eu tô dizendo. Eh, tecnologia não retrocede e ela, em princípio, é boa. Eh, por exemplo, um carro é muito bom, desde que você seja um bom motorista. >> Uhum. >> Concorda? Sim. >> A mesma coisa acontece paraa tecnologia. >> Eh, não foi à toa que o ano de 2024 a Palavra chave foi brain hot. Que que é o brain hot? é o apodrecimento celular pelo uso excessivo de telas, principalmente redes sociais. Por quê? Hoje quem mais saca
de funcionamento cerebral é o pessoal de marketing. E não tô falando mal, >> sim, >> porque pode se fazer um marketing muito bom e pode fazer um marketing com pouco propósito, >> tá? Agora, cabe a mim, sabendo disso, Conhecer o funcionamento cerebral e tentar fazer com que as pessoas conheço para poder de fato fazer escolhas melhores. >> Se eu sei que mais do que 2 horas de rede eh me enche de tanta superficialidade, eu tô perdendo tempo. Eu tô literalmente perdendo tempo. Agora, se eu nessas duas horas seleciono os conteúdos que eu vou ver, eu
posso estar abrindo possibilidades para me aprofundar em Temas. Se me chamar atenção, >> a questão não é a tecnologia, é como é usada. A a telinha que roda assim foi feito para viciar. Exato. >> É a coisa que libera mais dopamina >> depois de, sei lá, cigarro, >> cocaína, eh, cigarro eletrônico, jogo. Sim. Aham. >> Agora, quando você pega eh a telinha que você já tá acionando o sistema de recompensa com jogo, aí é Crueldade, porque você já tá viciando o cara aqui, aí você chega, olha, vamos deixar isso melhor, eu vou te dar isso
aqui. pornografia. Quando você pega certas coisas, se a pessoa não tiver muito preparada, ela vai bailar e vai bailar feio. >> E Bia, e pra criança então, hein? Como é que tá essa essa relação de tempo de tela, criança, mente agitada? >> Você sabe qual é a média de tela hoje no Brasil? Para qualidade geral dia 5 horas, meu amor, já foi. Used to be. [risadas] Eu tinha lido até pouco, há 5 anos atrás era oito, que só perdia pra Índia. Hoje a gente tá batendo 13 horas em alguma coisa. >> Média, meu Deus, é
muita coisa. O que que significa que tem muita muita gente >> tá >> que não tá tendo tempo para dormir, meu Amar, concorda comigo? Não tá tendo tempo para dormir, não pode estar trabalhando de forma eficiente, porque não sobra tempo. Se você botar que você tem que dormir 8 horas e talvez a coisa mais importante pra longevidade, pra produtividade é sona. Esquece o resto. Negócio, ah, vou tomar o suplemento. Pode tomar também, >> vou fazer exercício também. Pom, mas quero ficar melhorar minha saúde. Primeira coisa, vai dormir. >> Primeira coisa, por isso que tem muito
diagnóstico TDH, que não é TDH, >> é o quê? Abstinência de sono. >> Falta de sono. Você excesso de tela, falta de sono, porque a pessoa chega assim: "Ah, o meu TDH". Quem deu o diagnóstico? >> E a isso tem muito. >> Quem deu o diagnóstico? Ah, não, mas eu li. Não, quem deu o diagnóstico? Outra coisa, desde quando você tá assim? Já tem uns 5 anos, meu amor tinha que ter Desde criança, porque TDH, se é desde sempre, é um funcionamento cerebral, se não vira TDH, você vira exausto por excesso de informação. >> Então
assim, grande parte desse excesso de diagnóstico não é diagnóstico, porque para ter TDH você tem que ter história genética e você tem que ter desde sempre. Que que é desde sempre? aquela criança hiperativa fisicamente ou então aquela criança desatentiva, mas não surge, não é assim, ah, agora Vocêou TDH, quem dera? Eu me lembro do sofrimento que eu tinha com o meu TDH, eu ainda tinha dislexia. Então, quando tinha J, quando tinha ditado, imagine uma pessoa com era pânico, eu não sabia, eu começava suando, porque quando a professora ia falando o ditado, >> qualquer palavra que
ela falasse, por exemplo, então o azul, aquele azul, para mim já falava assim, azul, céu, vou viajar nas férias e no verão tem céu Azul, aquilo aquilo para mim levando uma coisa a outra, a outra outra. E quando eu vi, eu tinha perdido o resto que ela tava falando. >> Aham. >> E o desespero. E aí quando eu consegui escrever ainda conseguia escrever trocando as sílabas, trocando as letras >> na escola. >> É, era uma desgraça. Era uma desgraça. Eu me lembro que eu chegava em casa chorando, eu falava: "Mãe, zerei". Aí Minha mãe lá
vi a redação. Não, mas a ideia é boa. [risadas] Tudo errado, mas a ideia é boa. Como eu tive o privilégio de ter pais professores, >> eles começavam o final de semana, vamos fazer uma redação, vamos não sei quê. Chegou uma hora que a minha defasagem foi corrigida por excesso de estímulo, >> né? >> O que eu eu sempre digo e cérebro de TDH, qual que é cérebro, né? É terra Brasíles. E se plantando tudo dá. >> Uhum. >> Tudo dá. O problema é que nem querem plantar, mas querem colher. >> Sim. >> Porque tem
gente que fala assim: "Ah, eu não tenho saco para ler". Falei: "Lê 10 livros, depois a gente conversa". Ah, mas não quero. Começa por um mais simples. Pouquinho, mas todo dia um pouquinho. Ah, não quero. Não vai. >> É porque você tinha você tinha Dificuldade para ler, então, também, né? Com dislexia, né? >> Descrever. Minha dislexia era muito descrita. na escrita >> eu consegui entender tudo. Então quando era prova oral, não precisava escrever, adorava, >> eu ia que ia, entendeu? Eu ainda falava: "Professora, eu posso fazer oral?" Não, não pode. A tentava dar uma solução,
mas não conseguia. >> Você já leu um livro chamado Davi Golias do Malco Gledwell? Não, não li. >> Ele conta nesse livro que basicamente a a ideia do livro é eh às vezes o que aparentemente é ruim ou muitas vezes o que aparentemente aparentemente é uma fraqueza tua pode ser uma fortaleza. >> Com certeza. E ele conta uma história de um advogado que tinha dislexia e era muito difícil para ele escrever, só que Ele era um excelentes advogado, porque ele fala, oradamente >> pra caramba. Conta a história. Como é que foi? Para ler ruim, para
escrever ruim. Mas me conta a história. Hã, que que foi? Tá, entendi. Na hora a defesa a defesa dele era >> a sustentação oral dele era maravilhosa. Eu tenho amigos advogados. um tem essa esse talento, porque tem uma coisa bacana que o cérebro sempre compensa uma deficiência. >> Uhum. >> Eh, além de que se a gente treinar muito, a gente também pode melhorar a deficiência. E esses dois, eles são imbatíveis, porque assim, um tem essa coisa do oral, vai lá pra frente, vai pro pra sustentação oral. O outro é aquele cara perfeccionista que prepara a
melhor peça que existe. Então quando o outro vai para Ural, ele tá munito de todas as possibilidades de jurisprudência, de tudo. E os dois Juntos são imbatíveis. >> Sim. >> E isso também é muito legal, né? Quando você estuda o comportamento humano, você vê que as personalidades se completam, né? Por isso que parceria é fundamental. Eu digo que parceria é o casamento, >> né? A vida profissional você tem que ter bons parceiros, porque você pode ser muito bom sozinho, mas você não vai ser. >> É isso aí. >> Não vai ser. O que acontece é
que a Gente vai prendendo isso, levando mais a sério, porque as pessoas em geral fazem sociedade por amizade, né? Ah, você vai porque ele é meu amigo. Não é esse critério. Até hoje eu nunca consegui parcerias de trabalho legal com amizade. Continuo tendo bons amigos, [risadas] mas nem sempre casa. Ô Bia, me diz uma coisa. O que que é uma mente quieta? Aliás, o que é uma O que é a mente? >> Uhum. >> Qual a diferença da mente para o cérebro e para a consciência?Um. Uhum. >> E o que que é uma mente que
então pessoal, o pessoal que do JJ Podcast tá ouvindo e eles devem estar pensando assim: "Eu sou muito agitado. >> Uhum. >> Eu sou ah, tem uma outra frase também. Eu sou hiperativo. O que que é esse hiperativo? O que que é i inquieto? O que que é? Eu sou muito ansioso. Não, Não sou ansioso. Sabe essas terminologias? >> Vamos lá por parte. Vamos lá que eu sou TDH. Então vamos fracionar, senão eu já vou derivando. Seu azul não, porque mente inquieta, cara. Tô lembrando aquela música do Revelação. Nossa, que saudade daquele já foi pra
mulher. >> Já foi, já foi. Já tô pensando na última saudade que eu senti, entendeu? Mais ou menos assim. Primeiro, o que que é cérebro? O que que é mente? O que que é Consciência? Vamos lá. O cérebro é o órgão. >> Perfeito. >> Como o pulmão, como o fígado, é um órgão que dentro dele o cérebro é como se fosse um um um computador que já vem com alguns sistemas rodando, independente da nossa vontade. Então, os dois grandes sistemas que o cérebro roda já vem de fábrica da sobrevivência e da recompensa. Aí você vai
falar por Quê? Porque a gente tinha que sobreviver. para est aqui hoje contando essa história, >> porque nós somos uma espécie muito frágil. >> Olha, um tigre >> Uhum. >> A gente não tem musculatura, a gente não tem pele, a gente não se protege, a gente não tem garras, a gente não tem nada. >> O tigre aprende a andar muito rápido, >> nem velocidade, imagina. Então assim, diante dos outros animais, e nós somos animais, nós ganhamos um uma estrutura cerebral um pouco mais sofisticada, mas que a gente tem muito mais responsabilidade porque tem que saber
usá-la. >> Então nós precisamos sobreviver. Então nós temos um circuito cerebral que é o circuito do medo, que é o mesmo circuito da ansiedade. Ansiedade é medo. Nada além disso. >> Ansiedade é medo. >> É medo. A diferença é que medo é de uma coisa concreta. Eu tenho medo que aquela pessoa ali na rua eh me agrida. >> Uhum. >> Ansiedade é quando o medo é subjetivo. Por exemplo, eu não eu tô com uma sensação de que eu não tô legal no meu trabalho. Não é um medo. Tem gente que fala assim: "Ah, >> de
altura não, não é isso. Uma sensação É que de alguma maneira você não tá indo bem no trabalho ou aquele não é o seu lugar. >> Sim. ou você tem uma chefia que não te tira o melhor, seja como for, mas não é algo palpável. Então, ansiedade é isso. >> Não é à toa que a o maior nível de adoecimento é ansiedade, porque é um circuito que já roda sozinho, >> independente, >> tá? o da recompensa, acredite, se quiser, se A gente for lembrar do nosso início, né, da espécie humana, a gente tinha que sobreviver
e tinha que se reproduzir. Então, houve uma época que o único prazer que a gente tinha na vida era fazer sexo. >> Uhum. >> Né? Hoje diminuiu muito e vai diminuir cada vez mais, porque existe um excesso >> de de possibilidade >> de recompensa. Sim. >> Então, existe e nós não fomos esculpidos Para excessos. Toda vez que o ser humano se depara com excesso, ele vai adoecer ou ele vai ter que se preparar. >> Como assim? Como assim? >> Por exemplo, eh, ninguém capota quando tá começando, né? Como capota? Por exemplo, se você não dentro
da educação, você não prepara uma pessoa para tempos de abundância, a abundância vai vir com preço de adoecimento. >> Caramba, >> não tem como. Isso é uma pesquisa inglesa que sobre consumo. Quando eu escrevi mentes consumistas, eu eu fiz questão de ver todo o sistema de marketing e de consumo. >> E essa pesquisa dizia muito bem feita essa pesquisa eh dizia o seguinte, que dinheiro é bom, muito bom. Mas que ele tem um teto, >> tá? >> Tá. E esse teto não é que você não possa passar, você pode, mas você tem que ter Conhecimento
e sabedoria, senão o mesmo dinheiro que veio vai te adoecer. Porque depois que você chega num teto que o dinheiro satisfaz necessidades básicas, saúde, educação e lazer, que já é bastante, tá? Se você começa a ter muito sem sentido e sem propósito, assim, no sentido onde eu vou aplicar aquilo, o que que esse dinheiro traz de repercussão, eh, de dar emprego, gerar movimento, se ele não tiver essa função, meu querido, você vai adoecer, porque Você vai começar a ser aquele cara que vai começar a abrir eh book para querer comer uma mulher por dia ou
por tarde. E a gente vê acontecer isso o tempo todo, o despreparo para isso. E a gente via isso muito acontecer com jogador de futebol, cara. De um dia pro outro ele faz um gol brilhante, é contratado, é alçado, daqui a pouco você vê a decade. Por isso que eu sou admiradora ferrenha de Ronaldo Fenômeno. Que Trajetória. >> Uhum. Aquele cara quando percebeu que o joelho não lhe daria mais possibilidades, ele deu a copa pra gente. >> Uhum. >> Que eu adorei. Foi a maior reviravolta. Foi o o Quazarão, né? Esperava que ele nem voltasse
quando ele teve aquela lesão. >> Ele quando se viu frágil, ele viu que não podia depender mais só do futebol. Ele virou o maior empresário. Quando as pessoas falaram, ele é louco, vai comprar um clube falido. Eu falei: "Vocês não sabem que é Ronaldo". Aquela personalidade sabe, é autodidata, sabe o que faz. Quando todo mundo olha, se os jogadores tivessem juízos, eles chamavam Ronaldo para orientar a carreira deles pro resto da vida. >> É verdade, né? Ele conseguiu. >> Não conheço o Ronaldo, tá? É, >> não conheço. Tô falando meramente de um de alguém que
é voer de gente. Eu observo, gente. Nunca falei com o Ronaldo, mas a trajetória dele é impecável como empresário. >> É, ele tem, ele conseguiu fazer uma belíssima eh transição, né, de jogador para empresário. Isso foi muito muito poderoso. >> Não, ele conseguiu. Além disso, ele ele vira empresário, empresário e ele cria Uma rede de marketing para os produtos que ele iria fazer. É genial. >> É. Tá. Peguei muito bem, >> entendeu que os excessos? Então, vamos lá. Mente do cérebro bom. Cérebro, olha lá. Cérebro é a máquina, é a estrutura física. Mente é a
energia que roda, que produz pensamentos. >> Então, mente dá conta do que eu penso, >> OK? >> Tá? E das atividades cognitivas. Muito bem. Mas a gente é o que a gente pensa? Não. >> A gente é o que a gente faz. >> Faz e a consciência que observa meus pensamentos. Se a gente fosse aquele penso logo existe, é horrível, mas tá errado. >> Pera aí, calma aí. >> Se lembra do Decarte? penso logo, existe, não sinto, reflito, logo sou um ser humano. >> Calma. >> Por quê? Não, vamos lá. Simples, J. Simples. Quantas vezes
você já pensou pensamentos horríveis, idiotas? >> Idiotas. Depois que eu verei pai, toda hora. >> Tá. Antes era idiota e não sabia. >> Era idiota também. >> E não sabia. Também já, eu também já tive lá. Porque assim, sabe aquela que você vai supermercado, aí alguém passa com Carrinho no teu dedão, >> que que você pensa? >> Matar essa pessoa, não é? Isso é um pensamento. >> Sim. >> No quando você tem um pensamento que você critica esse pensamento, que você fala assim: "Que é isso?" Já tá pensando, tá pensando ele. >> Sim. >> A
mente gera pensamento. A consciência é aquela que vê e fala: "Cara, eu não sou isso". Eu posso pensar porque a o cérebro funciona para sobreviver e para ter prazer, >> certo? >> Ele é burrinho, >> certo? >> A mente vai gerar pensamentos em função disso, >> certo? >> Agora a minha consciência vai falar: "Tô indo pro lugar errado." >> E e como é que a gente educa a Consciência? >> Quando a gente tem um básico do funcionamento cerebral e a gente descobre ao que a gente se destina. Isso não precisa ser pro resto da vida.
Eu posso me reinventar várias vezes, mas eu não posso. É aquilo que eu te falei, o que que faz o ser humano ser um ser humano? A trajetória que ele vai ter, >> certo? >> É como se fosse assim, um dia alguém vai Chegar, você já não vai estar aqui, vai falar: "Nossa, o JJ fez isso, a Bia Bia fez, a Bia fez isso". Cara, eles foram ser humano. O topo do sucesso é você ser um ser humano e um ser humano deixa legado. Porque se a gente não serve para deixar legado, a natureza elimina
a gente muito fácil. >> É verdade. >> Tudo na natureza tem 8 bilhões de seres humanos hoje, tá? Ninguém é igual a Ninguém. Todo mundo traz a sua responsabilidade. Se vai exercer ou não, >> sim, >> é outra história. >> Tem uma passagem no livro do Oxo chamado Confiança. Não, confiança não, Coragem. Coragem. Coragem. Ele tem um livro coragem. E aí me marcou que ele falou assim: "Tudo na natureza está em abundância, exceto a consciência". Exatamente. Porque a consciência eu tenho que ter o Conhecimento do básico, do tipo, quem somos nós? >> Uhum. >> Que
espécie é essa? Por que somos diferentes das outras? Porque essa coisa, ah, porque a gente tem inteligência. Mentira, qualquer animal tem inteligência. A bactéria tem inteligência. >> Uhum. >> Porque olha como ela ataca a gente bonitinho, que ela ocupa lá a nossa Célula. O vírus tem inteligência. A questão não é essa. A questão é um ser humano sabe o que os outros animais não sabem. Nós somos os únicos animais temos consciência de que iremos embora e por isso temos obrigação de construir um legado. >> Boa. >> Nenhum outro animal tem. Outr, os outros animais eles
têm que se reproduzir e eles fazem isso ferrenhamente. Eu acho bonito isso. Os animais fazem Ferrenhamente. A gente nos foi dado muito mais, mas a cobrança também é muito mais. >> Uhum. >> Eu sempre digo que a natureza é sábia. O que não funciona elimina. Por exemplo, eu chamo Deus do designer do universo. >> Uhum. que eu sou apaixonada assim por olhar as coisas e falar, cara, uma inteligência maior. >> Uhum. >> Pensou nisso? Qualquer pessoa assim, Você me perguntar, tem religião, não, mas tem espiritualidade, não é possível. Ah, vim do nada. Uma célulazinha, um
óvulo encontra um espermatozoide, se junta, faz um amontoado de células e do nada um GPS é ligado, um grupo de células vai para formar o cérebro. o outro coração, o outro tubo digestivo do nada. É acaso isso? >> Isso é programação. >> É, eu concordo. Eu também acredito Nisso. >> Agora, como é o designer? Não sei, entendeu? Só não brigo com ele porque eu acho que no mínimo ele merece respeito. Ele eu chamo de fonte suprema. >> Aham. >> Né? Então assim, quando você olha isso tudo e tem um conhecimento mínimo, você não tem o
direito de ter uma vida medíocre. >> Ó, nesse do conhecimento mínimo, consciência, vida medíocre. A turma que tá assistindo, eu também que tô te assistindo aqui, tô te tô te ouvindo, tô aprendendo, eu vim e conquistei uma coisa, recompensa. Aquele negócio me dá um um índice doparmégico alto, passa, quero uma outra coisa. E aí esse negócio é infinito. E aí você falou uma palavra capota ou como é que você usou o excesso? >> Excesso de possibilidades. >> Capota >> de opções. >> De opções. Isso na vida do, sei lá, de uma pessoa famosa, na vida
de uma pessoa que conquistou alguma coisa, na vida da pessoa que tem estímulos e dependências, por exemplo, pornografia e assim assim assim assim. Eh, ela percebe na tua na tua na tua trajetória, na tua experiência, ela percebe só depois que ela capota ou se sim, ela poderia perceber antes, ela poderia ter assim: "Cara, eu tô consumindo demais." >> Se a gente tivesse um sistema de educação que ensinasse isso, porque não é difícil. Difícil é você ser o cara que entende super disso para tratar os outros, >> tá? >> Mas dar esse conhecimento é muito fácil.
E a criança, ela é ávida por conhecimento. >> Uma vez me chamaram para dar uma falar sobre drogas numa escola. Quando eu Cheguei lá, era turma de jardim de infância. Tomei um susto. Falei: "Caramba, como é que eu vou fazer?" >> E aí? >> Aí eu olhei aquelas mais fofinha. É. Falei: "Vocês tm certeza que eu tô na sala certa?" Eu achei que ia falar para adolescente, né? Que já é um desafio, que você tem que falar na linguagem deles, né? >> Sim. Olhei aquela criançada toda com a Carinha fofa, toda sentadinha assim, tinha umas
20 criancinhas. E aí eu falei assim: "Imagina um lago". Aí as crianças: "Ah, como é que é a água, tia? Limpa, linda, maravilhosa, quentinha. Ah, então eu vou, eu quero." Tá bom. Então vocês vão atravessar esse lago, tá? Agora, dentro desse lago tem um jacaré. Aí, um jacaré, mas ele morde, tia. Agora, se você chegar do outro lado, você ganha uma viagem para Disney. As Crianças ficaram, tinha uns mais afoitos. Eu quero, eu quero. Aí o outro falou assim: "Não, mas se o jacaria morder, não quero não, tia, não sei quê". Tá tá. Resumo da
história. Eu cheguei e falei assim: "A droga, crianças, é um jacaré. Vai te prometer muita coisa, mas você corre o risco de morrer. Acabou. Aí os professores, era isso que a gente queria, >> entenderam? >> Pronto. Aí foi um tal das crianças irem para casa e falar: "Mãe, a droga é jacaré". [risadas] Aí os pais, que negócio de jacaré, de droga. Quando a gente explicou os pais, perfeito, né? Eu falei, não vai falar que é a cuca, não vai falar que é a assombração, que as crianças não vão dormir direito. O jacaré é uma coisa
objetiva pra criança e não tá na casa dela, tá ali. Então para optar. Então, se a gente fizesse um uma preparasse as Crianças o básico, eu acho que o primeiro ensino fundamental ali o de primeiro a quarto ano, tinha que ter prova, não tinha que ter nada. Você tinha que preparar as crianças para saber o funcionamento dos animais, do ser humano, ensinar elas a criarem, deixar solto, ensinar também o quê? Disciplina, parceria e resiliência. >> Uhum. Se você conseguir fazer isso nos quatro primeiros anos, depois, meu Querido, conhecimento é fácil, >> sim, >> é muito
fácil criar o gosto do conhecimento. E que que a educação faz? Criança com 6 anos já tá de saco cheio, porque tem tanta atividade que a criança chega em casa, tipo, exausta. Então, fazer o básico. >> É, eu tenho um amigo amigão, ele uma vez ele me contou, ele tem duas filhas, é o Marcial. Marcial, ele Ele me contou como que ele explicou sobre drogas pras filhas. Eu achei incrível. Ele falou assim, ó, quando ela tinha uns 12 anos, Joel, >> pré-adolescência. >> Pré-adolescência, 10, 12. Eu entrei no pal e elas hoje elas t, né?
20 e pouquinho. Eles falam assim: "Ó, a droga é assim, você vai entrar no quarto escuro e eu não vou conseguir te enxergar, eu não vou conseguir te ver, eu não vou Conseguir te ouvir, eu não vou conseguir te salvar, não vai ter como." Mas pai, é o que escuro, não dá para te ouvir, tu vai gritar, eu não vou conseguir, tu vai bater na porta, eu não vou saber onde você. Ele ele fez uma analogia com um quarto escuro, que é um lugar assim que ele não ia conseguir achar ela. >> Com 12 anos,
OK. O que que ele quis dizer? A gente vai estar em patamar tão diferente, >> é >> de forma de pensar, de forma de sentir, que a gente não vai poder se comunicar, >> cara. E ele falou que aquilo elas entenderam. >> Porque o pré-adolescente, o que que ele tem medo? O pré-adolescente tem medo da vida adulta. >> Uhum. Então ele olha e fala assim: "Não, mas eu tenho meus pais, né, para me salvar". Quando o pai diz: "Se você for por essa estrada, eu vou te perder de vista. Eu não vou poder te salvar".
>> Nossa, eu acho [risadas] é muito forte. >> É forte e pra idade certa. >> É, é muito poderoso. >> É pra idade certa. >> Então assim, para ti é prepara, educa para para os excessos, para as recompensas. Agora, como que educa no numa mente consumista que ficou rica e não nunca ela nunca teve relacionamento com essa riqueza, com essa abundância, com essas conquistas? Aquilo que era antes impossível, hoje é Possível. Aquilo que antes era impensável, hoje tá na mesa. E ela ela vai comer aquele é uma bandeja, é uma bandeja, >> uma bandeja de
doce para quem para quem vai se lambusar. >> Doce para quem se lambusar, né? O teste do marshmallow, né? marshmallow fala: "Cara, eu tenho tudo, tenho isso aqui, eu tenho tudo, eu tenho acesso a tudo". Porque tem muita gente que passa por Isso, né? >> Tem, mas porque não teve o preparo? Se eu sei que o consumo é uma droga como cocaína, >> é, >> é >> fala >> o o consumismo não é uma dependência. >> Consumo, vamos lá. Consumo. Qualquer lugar do mundo você vai ter consumo, >> certo? >> Tá? Então, consumo é o
comprar algo que Eu necessito, >> tá bom? >> Consumismo é quando eu compro mais do que eu necessito. Compulsão de compra é quando eu preciso comprar, porque eu dependo do prazer que a compra me dá. Então assim, consumir é preciso. >> OK. consumir mais do que você precisa, OK? Se você trabalha para isso, ganha para isso, mas se viciar em comprar, você tá ferrado. >> Mas assim, dá um exemplo, por exemplo, eh, eu tô te perguntando porque eu não assim, >> dou um exemplo. Por exemplo, nós mulheres gostamos muito de sapatos e bolsas, >> tá?
Dá um exemplo. >> Você acha possível uma pessoa ter 300 bolsas? >> Entendi. >> Vamos supor que você precise de 10. >> Uhum. para você montou 10 Possibilidades, tá? OK. Se você for comprar mais, tira aquela que não tá usando. >> Uhum. >> Faz o mundo girar. Porque tem gente que faz assim: "Ah, mas tá tão nove, essa é uma grife, eu não vou dar para uma pessoa porque ela não vai valorizar". Você dá por índole. você não dá se o outro vai cuidar ou não. Isso é apego >> boa. >> Triste. E eu eu
os meus as minhas Funcionárias muito engraçado que elas falam assim: "Doutora, eu vou dizer uma coisa. A senhora dá as coisas pra gente nova". Eu falei: "Porque o que tá destruído eu não vou dar, eu vou jogar fora". Porque tem gente que acha, por exemplo, na época das enchentes de Porto Alegre, né? Todo mundo se mobilizando. Eu recebi coisa para para mandar que era roupa furada, era coisa. Eu falei, essas pessoas não tm o mínimo respeito pelas pessoas. Eu comprei Coisas novas, lençol, cobertor, [ __ ] se eu não pudesse comprar, ok, então dê. Se
você tem três, dê dois. Aí não dá pr as pessoas aquilo que você não gostaria. E se você tá dando uma de grife, não é? se é grife ou não é? Deu uma coisa digna para alguém. >> Sim, >> porque se você dá, eu tenho uma funcionária que é muito engraçada, ela fala assim: "Gostei desse seu perfume, qual é?" Acho ela muito interessante, a Betinha. Aí eu falo, por que Bet? Ela não é muito bom. Falei: "Vem cá que eu vou te mostrar." Ela nunca vou ter dinheiro para comprar. Eu falei: "Não, então a gente
faz o seguinte, se você quiser eu compro, eu desconto R$ 10, mas vai levar tempo." Falei: "Ué, >> mas você gostou? Você tem condição de comprar? Se eu te eu posso fazer isso. Claro que no meio falo, não, já que tô. Tá. [risadas] >> Mas o exercício foi feito. >> Mas o exercício foi feito. Eu acho legal porque assim, eh, ano passado eu dei, ela faz aniversário dia 31 de janeiro, eu dei, ela tá com namorado novo e eu dei para eles irem paraa Parati na pousada que eu fiz. >> Uhum. >> Ela amou, ela
voltou de lá. Todo ano eu quero ir a Parati. Falei: "Então começa a se programar". E ela fez, ela foi juntando do salário. Aí ela chegou, eu agora, doutor, em dezembro vou Aproveitar que a senhora tá lá em São Paulo, eu vou para Penedo, depois eu vou para Parati. Eu acho isso lindo, uma pessoa que passou a sonhar, passou a se programar, porque a gente poôde falar, isso aqui é bom, vale a pena você batalhar por isso. >> Uhum. >> Isso é respeito, não é menosprezar que o outro. Ah, ele não vai entender que é
bom. Entende? Entende. >> Uhum. Não vamos menosprezar as pessoas. A coisa pior que tem é você ficar exibindo coisas para pessoas sem ter um mapa de como elas podem chegar lá. >> Boa. Ó, é só a educação que você tá falando aqui. O tempo aí é ostentação, não é inspiração. >> Uhum. Quando você eh faz uma pessoa sonhar para ela ter algo eh que é possível se você ajudar, Eh você tá inspirando aquela pessoa, tá? Quando tanto que ela tá voltando a estudar, porque ela fala que eu não sei mexer no Pix. Eu falei: "Tem
problema? Senta aqui comigo o dia que você quiser. Eu não sei mexer no celular. Senta aqui que o dia que você quiser. Eu não sei muito, mas eu divido o pouco que eu sei. Se de todo eu não souber te ensinar, fala com Gabriel. Gabriel é o meu filho do coração e meu sócio hoje. >> Uhum. >> E tudo bem. E aí você vê que a pessoa vai se movimentando. A gente tem obrigação de fazer isso. Porque a ostentação por ostentação é vaidade pura. Quando que dá para perceber que a pessoa tá ostentando sinais óbvios,
mas que talvez não seja óbvio pra pessoa, que ela tá ostentando e que ela tá inspirando. >> Quando a pessoa começa a a ter um pouco mais e aí ela começa a descrever o que ela tem, então ela deixa De ser uma pessoa para ser isso aqui eu comprei na Itália, não sei o que, não sei que ela não perguntei. Você já viu uma pessoa quando ela começa a botar as coisas como referência de quem ela é, ela já tá deixando de ser. Isso é ostentação. >> É, ela nem percebe também. Agora é isso que
eu tô dizendo que de educação. O Japão adotou mês passado, se eu não me engano, essa regra não se ensina, não Tem prova mais até o quarto ano. O que tem é o básico. >> É o básico. >> Funcionamento do ser humano. Ele eles têm que fazer a faxina da sala, >> eles têm que limpar os banheiros. As crianças pequeninas, claro que com supervisão de um adulto, né? Não tem risco. Eles têm que fazer o basiquinho de preparar uma comidinha. >> Uhum. >> O básico. Sabe aquela coisa, um Purezinho. >> Aprender a mexer com a
com a temperatura do fogo. Tudo sobre supervisão. Aprender a colaboração. Todo mundo lava. Ou então são quatro que vão lavar o banheiro. Cada semana são quatro. Um não vai rir do outro. Um vai ver que falou assim: "Nossa, eu já tive lá. Então assim, é tão diferente uma das coisas, por exemplo, eu tinha o o preconceito vem da ignorância, né? Sempre. >> Sim, >> eu tinha preconceito com a China. Quanto mais eu estudo a China hoje, é muito coerente. Na China o poder não passa de pai para filho, a política. Vê aí os últimos líderes
chineses, vê se algum filho teve carreira política. Não, aqui no Brasil, veja as nossas lideranças políticas, você vai ver, tem sempre antecedente. Então assim, a China ela se programou, Ela anteviu muito, ela importou muito, mas não era para importar como o Brasil importa. Ah, vamos importar que tá mais barato, né? Vamos importar, não vale a pena fabricar, n? Ela importou para aprender como fazer e aí ela exportou para enriquecer. Então eu tinha um preconceito, talvez seja por questões ideológicas, mas a China anteviu muita coisa. >> O preconceito vem da desinformação. >> Da desinformação, >> da
ignorância. >> Ô, ô, doutora, olha só, tem alguma forma da pessoa fazer um, sabe assim, a gente vai, escova o dente, a gente vai, toma banho, vai na academia, tudo pra gente ficar saudável. Como que a gente pode fazer uma o básico do básico da saúde mental, sabe todo dia, tal, onde que tá? É um exercício, é uma prática, um cuidado, é uma forma como pensa, é uma forma como reage, é uma forma como dá significado Pras coisas. Qual que é o básico assim igual escobar o dente que a pessoa ficaria mais saudável e sofreria
menos? >> Você vai, a gente falou uma coisa aqui do sono. >> Uhum. >> Quando é que as pessoas falam da importância do sono? Porque se uma criança sabe disso desde sempre, as crianças educam seus pais, né? >> É verdade. >> Não, não existe sistema eh melhor do que Crianças educando adultos quando adultos já deveriam ter sido educados. Verdade. >> Por que que algumas ditaduras se mantiveram? Porque as crianças foram moldadas até para delatar seus pais. Uma coisa ruim isso, >> mas o que eu tô falando é o poder >> que existe quando você investe
na educação das crianças >> pro bem ou pro mal, >> certo? Mas existe. Então assim, quando Você desde criança você transforma o aprendizado do funcionamento humano numa brincadeira, num jogo, numa diversão, ninguém vai tapear essa criança. Ninguém vai tapear essa criança. Ah, muito bom. >> Porque ela vai saber. Aí você fala assim: "Bia, isso tá muito distante". Tá. Por isso que eu digo, por exemplo, agora eu acho que foi na Austrália que proibiu rede social, tem pouco tempo Também esse ano, que proibiu rede social eh antes dos 16 anos. >> Uhum. >> Uma gritala, tá?
Um a porque tava e a redução do aproveitamento dos adolescentes tava gritante, né? Essa geração que tem que virar adulta ali, não ia virar adulta ali, >> certo? >> Ou ia virar, mas sem nenhum tipo de perspectiva boa pro país. Então, decretaram: "O que teve de adolescente Indo pra rua? Quero meus direitos, quero não sei quê". A resposta da ministra lá que fez isso, estude para ver seus direitos e venha ver. Quem sabe não saem bons advogados aí. >> Uhum. Hum. >> Mas depois é é porque assim, quebrar o que tá em funcionamento, mesmo que
totalmente errado, parece que é um pecado, mas na realidade é saída. >> É saída, né? >> Porque zona de conforto, meu querido, é Bom, mas é um lugar que nada de novo vai acontecer, >> não vai acontecer mesmo. >> E você cresce e se molda das dificuldades. Por exemplo, a vida, eu digo que a vida é um game, né? ou uma grande faculdade, você entra na faculdade, a primeira prova é idiota, né? A segunda não sei que no final você não, aqui já tá pegando. A vida também é assim, a vida não vai facilitar, Vai
sempre ficar mais complexa e desafiadora. >> Uhum. >> Mas isso não é para espantar. Por eu quando falava com meus adolescentes falei: "Vai piorar, pô, Bia". Eu falei assim: "Não, mas você vai est tão melhor que você vai lidar com as dificuldades achando mais fácil que você tá vivendo hoje, porque a vida não descomplica, mas a gente pode melhorar a ponto de qualquer problema você fala: "Isso, eu posso fazer isso, isso, isso". Eu sempre tive com os meus adolescentes e na minha prática médica era assim: "Chega um paciente, eu sempre tinha que ter três possibilidades
de tratamento a partir de um diagnóstico". E eu decidia com o paciente, olha, nós temos três possibilidades, essa, essa e essa. Explicava tudo. Uma consulta minha durava 2 horas, 2 horas meia a primeira vez. Temos essa e essa opção. Não decide você. Não decido não, meu amor. No game Da vida você tem que tá lá. >> Exato. >> Dirigindo. >> Exato. >> Porque um dia eu não tarei. Falava muito isso. E você vai continuar. Não, mas não é sério. Eu quero ter a convicção que você sobrevive. E melhor, hoje quando eu saio na rua, alguém
fala assim: "Ah, me inspirei em você, tô fazendo". Eu falei: "Então, esperou, quero ser nem você". Eu falei, não faça Isso, >> seja melhor >> Uhum. >> Porque eu quero aprender com as gerações que vieram, >> né? Que estão vindo agora. Seja melhor, você tem muito mais tecnologia, se souber usar, você vai ficar muito melhor que eu. E essa é a regra. As gerações seguintes tem que ser melhores. >> É verdade. Turma, primeira coisa, se inscreve no canal. Todas as semanas a Gente coloca conteúdo aqui de extremo valor para você. Então, quando você se inscreve
no canal, você recebe em primeira mão, você é notificado e você não perde nada, fica por dentro de tudo. E também todos os vídeos, no podcast, todos os conteúdos que a gente coloca aqui, tem um link para você falar com a Laila. A Laila é a minha assistente virtual e aí você fala com ela diretamente no WhatsApp. Então, qualquer dúvida que você tiver, palestra, Programa, mentoria, consultoria, eventos, se você quiser tirar alguma dúvida, você fala diretamente com a Laila e precise, a gente manda você para alguém do meu time também. Então, a partir de agora
você tem acesso a ela diretamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Beleza? Eu lembro uma vez eu conversando com uma amiga, ela falou assim: "Já tem um tempo, já pô, deve ter uns 10 anos, talvez." Aí ela falou assim: "Olha, se eu der Pelo menos a metade para minha filha que o meu pai me deu, eu falei: "Não, não, não, não, não, não, não, pô, você quer dar metade, >> já tá errado. Olha a preguiça, >> pô. [risadas] A metade do que seu pai te deu, eu já tô satisfeita. Não, você não tem
que dar metade, você tem que dar o dobro. >> O dobro, porque nós temos dobro de possibilidades. >> Pois é. Aí ela, como assim? É igual, é igual quando eu vejo uns professores dando aula, falando assim: "Olha, eu tô falando com 5.000 pessoas. Se pelo menos uma pessoa entender que eu tô falando, falei: "Pô, tem 5.000 na sala, só quer uma. Um pouquinho mais, só um pouquinho mais. Puxa um pouco". A >> errado, né? Eu quando dava aula eu fazia assim, alguém tem dúvida? E não era no final, eu fazia três vezes. Eu dividia o
tempo da aula em três tempos. >> Aí ninguém. Eu falei assim, tem alguma Coisa errada. Ou vocês não estão entendendo nada, ou eu estou falando chinês, mandarim, ou então vocês não estão nem aí. Só me diz qual é, porque quem não quer tá liberado. Dou presença para todo mundo. >> Uhum. >> Aí tinha uns que saíam. >> É, quem não tem dúvida é porque não entendeu mesmo, né? >> É. Aí quando saí o pessoal que tava ali Fazendo outra coisa, eu falei: "Não, pode, posso ir mesmo?" Com certeza pode ir de boa, não é pegadinha,
não é nada. Aí os que ficavam, ah, eu tô com dúvida. Porque a gente tem que sempre perguntar, eu tenho uma mania, quando eu mando recado pra equipe, eu sempre boto assim: "Deu para entender? Porque às vezes eu tô falando e a pessoa tá entendendo outra". Parece uma coisa óbvia, né? Mas eu já vi gente, não Entendi. Aí eu falo assim, quando alguém fala, entendi. Então me diz que que você entendeu >> isso eu. Isso aí. >> Porque a comunicação tem que ser clara. E eu não falo isso para ofender ninguém, porque pode ser que
eu tenha me comunicado mal. Então é uma via. Então tem gente que fala assim: "Tá bom, Bia, foi isso, isso, isso". Falei: "Nossa, entendeu? Melhor até do que eu esperava". [risadas] Então, a gente tem que ter essa essa humildade. Não sei se humildade, mas essa clareza. que não não é o que a gente fala, é o que o outro entende. E você tem que dar um jeito, essa coisa a muito complexo para explicar. Mentira, se é muito complexo para explicar, você não sabe o que tá falando. >> Exato. Fala simples, prático. >> Sempre tem um
jeito de você transmitir. Uhum. sempre dá mais trabalho. Talvez as Pessoas não queiram é o trabalho. >> Por que que você acha que não antes que o que mais você escutar na rua das pessoas? >> Eh, por incrível que pareça, né? Engraçado que é transgeração. >> É, >> né? Porque eu fiz televisão muito tempo, né? Eu tive o privilégio de fazer várias vezes Jo Soares, tive o privilégio de fazer algumas vezes Marília Gabriela, tive o privilégio de ser consultora mais Você durante muitos anos e 16 anos de sem censura como consultora. >> Então assim, tudo
que a televisão podia me dar, ela me deu. >> Uhum. >> Né? E eu digo que é um privilégio, porque é um privilégio mesmo, por exemplo, sentar naquela cadeira do Jô, um cara inteligentíssimo, mas assim, não conheci um cara mais inteligente até hoje >> e mais cheiroso, >> mas não sei o perfume dele até hoje, porque ele não falava. Quando você tem esse privilégio, você tem que saber aproveitar. >> Uhum. >> E eu acho que as pessoas eh não valorizam as coisas. É tudo muito. Ah, eu fui dar uma palestra uns 3 anos, 4 anos
atrás e eu falei assim, falei de Jô numa faculdade, as pessoas não sabiam que era Jo >> e ele morreu 15 dias depois. Foi tão Engraçado, eu falei: "Eu não acredito que vocês não saibam que é o J Soar. Então vocês vão no YouTube fazer isso, isso, isso. >> Como eu gosto de fazer isso assim, você não conhece Xadê? Xadê adu? Não conheço. Falei: "Então você não entendeu? que existem músicas que vêm de outra dimensão, sabe? Aquelas pessoas que você ouve uma coisa, você fala: >> "Isso é diferente". Você tem que acostumar o ouvido a
isso, porque existe Uma coisa no cérebro que é o cérebro se tem que tornar sensível às coisas boas, porque senão você vai ficando insensível às coisas ruins. A gente vive um momento de dsensibilização. >> Você já notou que existem coisas absurdas >> no mundo? >> E a gente tá, né? >> E tá como se fosse tudo normal. tá como se fosse tudo normal. Isso é um processo de dessensibilização. Todo mundo vai fazendo e aí fica aquela coisa assim: "Ah, mas fulano faz, ciclano faz". Isso é perda total da capacidade de ser consciente. Total. Sabe aquela
coisa assim que mãe diz para filho, né? Ah, mãe, não vou fazer isso não. Você vai fazer. Aham. >> Mas fulano não faz. Todo mundo faz. que a mãe fala assim: "Você não é todo mundo, >> você não é todo mundo." [risadas] >> E que é maravilhoso, porque ninguém é Igual a ninguém. Então assim, só para finalizar aquela coisa cérebro, mente e consciência, a consciência é que vê >> isso aí >> a mente e que sabe como o cérebro funciona. A mente e mente. >> A mente e mente. >> Então não confie seus pensamentos. Submeta
seus pensamentos a um pensamento crítico. Que que é pensamento crítico? Não é pentelhar e ficar criticando tudo. Pensamento crítico é passar pelo crio do Faz sentido ou não faz sentido. >> Uhum. >> Por exemplo, eu nunca caí em golpe desses negócios. Ah, fulano, eh, tem um amigo que tá vendendo tudo para ir para fora, uma televisão de não sei quantas polegadas, R$ 100. Eu tenho um senso crítico, Ja, que é, tipo assim, não faz o menor sentido, porque primeiro, se eu fosse mudar de país, eu doava >> Uhum. >> Paraas pessoas que me são legais.
Se eu Vou para um lugar que é muito barato comprar essas coisas, para que que eu vou levar? E por que que eu não dou? Então, eu já ia achar que esse cara é um muquiran. >> Uhum. >> Que não, [risadas] [ __ ] por que que não deu para quem lhe serviu >> bem? Tá bom, mas vamos supor que ele tem todo o direito de ser miserável. OK, vai ser miserável, mas depois, mas não faz Sentido, porque se ele tá com tempo para vender, por que que ele não vende pelo um preço razoável? Tira
30%, né? Saiu da loja. >> Sim. >> Por que que tá vendendo tão barato? Não existe golpe que floresça em cima de uma cabeça pensando. >> É verdade. >> Então você hoje tem nunca teve tanto golpe porque as pessoas perderam o senso crítico. As pessoas não questionam as Coisas, mas não é questionar para ser rebelde, é questionar, tipo assim, isso faz sentido ou não? Porque o nosso cérebro, por mais que seja uma máquina, eh, a consciência tem pensamentos, mas a minha consciência ela vem com esse sensor, por exemplo, o mesmo sensor que faz com que
a gente saiba o que é certo e errado, independente de lei. >> Uhum. A questão do da psicopatia, que eu brinco, a gente vem de fábrica, Tirando os psicopatas, com juízo moral, que é a nossa consciência. Isso fica tão claro, porque um bebê de 8 meses ou 9 meses já tem isso. >> Uhum. >> Você pega um bebê, vai para uma pracinha, se uma criança cai, você já viu a reação do bebê? Ele fala assim, ele tem noção que ali tá acontecendo alguma coisa que não é legal. Ela faz a carinha quase Tipo assim, tem
alguma coisa errada ali. >> Sim, >> né? Isso é o senso de que aquilo não é legal. Se você eh pega, você tem filho, >> três, >> três, contar a historinha para filho, né? Uhum. >> que eu acho maravilhoso, que nunca se perca essa tradição, porque o contar de história >> molde o caráter. >> É a primeira coisa da fala, né? E eu eu não tenho filhos, mas eu tenho sobrinhos netos pequenos, não pude ter filhos. E aí é muito interessante que quando eu vou contar uma história, eu vou falar assim: "E aí o a
princesa foi presa numa torre e aí o príncipe resolveu libertá-la. Aí no meio do caminho ele tá indo, aí aparece um sapo que se transforma numa fada que dá ele uma espada e ele continua, ele vai recebendo aquilo. Daqui a pouco eu falo assim: "Vou inverter essa loja". Aí eu falo assim: E aí no meio do caminho apareceu um outro cara que chegou, falou assim: "Quer saber uma coisa? Eu te dou 1 milhão nessa espada". E ele fala assim: "Tá bom, não queria tanto essa princesa também, vou embora". A minha sobrinha neta quando tinha 4
anos falou: "Que isso, tititi? Tá errado". [risadas] >> Eu falei: "Ué, mas ele não pode fazer não, ele não pode fazer, ele tem que salvar a princesa. Por quê? Porque é o Certo. Quatro anos. >> Olha aí. >> E de vez em quando eu falo pras barbaridades assim, pras crianças, >> para dar uma testada. para dar uma testada, porque assim vem instalado, só não vem nos psicopatas que aí >> o psicopata não não >> não tem esse senso moral. O psicopata não, >> ele não, ele psicopata >> pr quanto mais grave, né? Por exemplo, >>
ele sofre >> não, zero. >> Ele tem pena dó? >> Não, >> pelo contrário, excita pena. Eita, >> por exemplo, o ser alquilha, >> ah, >> ele não basta matar, ele tem que fazer um requinte de crueldade de subjugar. Ted Band, o maior psicopata até pouco tempo, já foi ultrapassado, americano, né? Eh, ele dizia uma coisa no Julgamento dele, ele falava assim: "Eu sou Deus". Aí as pessoas: "Você é sou. Porque eu determino a hora que uma pessoa vai deixar de viver. Quem determina a hora de alguém morrer? é Deus. Eu sou Deus. E ele
falava: "Me excita profundamente quando eu vou matar uma mulher, torturo, torturo e ela começa a me tratar bem, achando que isso vai me impedir de matá-la". E o prazer tá na subjção e não no ato de estuprar ou no ato de Matar. >> Uhum. >> E se você for ver os nossos psicop maníac do parque, falava a mesma coisa. >> Falava a mesma coisa. É um bichinho diferente. O psicopata é uma coisa literalmente não humana. >> Teve um psicopata nos Estados Unidos, rapaz que acho que foi com a pena de morte e tinha uma tatuagem
assim, não sei se você viu, um ele tinha uma tatuagem na boca assim E ele matou algumas mulheres e e aí na sentença, cara, não sentiu nada. Não sente. Se você for definir o que que é psicopatia, psicopatia é um tipo de funcionamento cerebral em que a pessoa não tem empatia e não tem culpa, não tem remorço. Se ele não tem esse funcionamento, usar uma pessoa para ele é como beber água. >> Então o outro para o psicopata é um objeto de uso para obter prazer, poder ou status. E se puder ser esses três >>
Uhum. melhor. Então, não sente mesmo. E isso eu falo desde que eu lancei Mentos perigosos. Como se trata na lei, a lei é igual para todo mundo. Eles não são iguais a todo mundo. >> Não existe justiça. Justiça quando se trata igual, igual >> Uhum. >> E diferente com as devidas e diferenças. Se for pessoa que não é psicopata, você com as diferenças você tem que ajudar. Mas se as diferenças são para destruição do resto, eu questiono muito esse senso de justiça do sistema judiciário. Igualdade é quando você trata as diferenças e dá a possibilidade
para todo mundo tá na mesma, >> né? Agora o outro não é humano, >> é uma outra coisa. >> E as pessoas ficam: "Ah, mas o meio social, gente, se o meio social fosse produzir sociopatas, o Brasil era líder De Sirial Kil. Não é só isso, essa questão tipo assim: "Ah, mas é a sociedade que produz. Não, eu adoraria". Mas assim, a grande maioria do Brasil com todas as desigualdades são pessoas do bem. >> Sim, é verdade. >> Boas. A maioria >> é verdade. >> Você vai, eu mando muito pelo Nordeste, Dou palestra muito interior
mesmo, assim, >> a alegria daquelas pessoas é diferente. Eu toda vez que vou pro Nordeste eu falo: "O Nordeste é diferente". >> Não, o Nordeste é maravilhoso, >> é diferente. >> O Nordeste é incrível. Bia, você toma café? >> Tomo. >> Vamos tomar um cafezinho >> sem nada. >> Eu também, mas vou. É, eu vou. Tem um tem um quadro aqui que é de café. E é muito legal enquanto elas preparam um café para você. O quadro é Café com Conselho. >> Café com Conselho. Parece um livro que era Café para Sócrates. [risadas] É >>
maravilhoso. É antigo esse livro de um cara eh filósofo que duríssimo, né, como professor de filosofia. Isso foi da Década de início da década de 90. E aí ele começou para ganhar um dinheirinho, mas os cafés não abriam domingo em Paris. >> Aí ele tinha um amigo que tinha um um café. Ô querida, obrigada. Tinha um amigo que tinha um café e ele falou: "Você deixa eu abrir?" Ah, tá aqui a chave. Aí ele começou botar anúncios, impostos, que não tinha rede social. Eh, se quiser bater um papo sobre filosofia. Tá, t. E Esse café
começou a encher aos domingos e ele botou café para Sócrates >> e foi um grande sucesso. Esse cara depois virou terapeuta >> Uhum. >> de filosofia. E uma das coisas que eu acho que a rede social trouxe de maravilhoso, quanta gente de filosofia que ninguém falava de filosofia. >> Agora a turma fala, né? >> A turma fala. Tá aí a professora Lucia Helena, tá aí a Miriam, a Miriam Garcia. Claro, Cortela, claro, eh, carnal, mas tem uma geração nova, >> tem, é, >> né? Eu acho muito >> a internet deu voz, né? >> Deu voz.
Isso foi muito bacana. >> Muito bacana. Bom, Café Conselho é um quadro que a gente tem aqui. Oferecimento Cheirinho bom. >> É cheirinho. Cheirinho. É mineiro. >> Cheirinho >> bom. Cheirinho bom é patrocinador do JJ. >> Melhor café que tem, Mineiro. >> É, né? E a Cheerbom, ela é uma franquia, né? É uma rede de cafeterias, maior rede de cafeterias do Brasil. Então, se você quiser conhecer mais Cheerimbão, ser um franqueado, por favor, veja na descrição aqui como que você faz para participar. Além de ter produtos deliciosos, tá? Três anos com a gente. >> É
mesmo? >> Tr anos. Tr anos a turma gosta. E manda café para caramba. Se você quiser café agora, nunca mais você paga café, tá? Bom, né, galera? Tiimão Eduardo e o Wilton. Café. para Bia. >> E tem tá lá no Rio tá se espalhando rapidinho. >> Essa a franquia, né? Cheerim. >> Cherbão. >> Olha aí, viu? >> Uhum. >> Aliás, Cherimb no Rio de Janeiro é a praça Rio de Janeiro é que mais tem Cheerbom no Brasil. >> Ah, então não foi uma impressão errada. >> É, é que mais tem. >> Eu observo tudo. >>
É, >> tem até no Shopping da Gávia também. >> É isso aí. Cheirinho bom no Rio de Janeiro. >> Isso mesmo. >> Bia, é o seguinte, você tem a Oportunidade de tomar um cafezinho? >> Uhum. para pedir um conselho. Aí eu quero saber com quem que você vai sentar para pedir um conselho, que conselho é esse e que tipo de resposta você acha que você receberia? A pessoa pode já ter morrido, tá? Quem eu pediria um conselho? Eu não sei se conselho, mas assim, eh, que é muito difícil Conselho, porque conselho é você vai ter
que pagar para ver. >> Exato. >> Sabe? Eh, talvez uma orientação ou talvez uma coisa sincera. Olha, se eu fosse você tentar isso um ponto de vista, né? >> Ponto vista. Ó, eu acho que eu adoraria, por exemplo, de cara, eu adoraria falar alguma coisa com Jesus Cristo. >> Uhum. >> Adoraria. Eh, o que eu perguntaria a ele, perguntaria, você sabia que ia ser morto dessa forma que você foi? >> Uhum. para saber se ele tinha consciência do nível da humanidade. [risadas] Mas assim, consciência mesmo, não era aquela coisa, ah, vou aceitar o que meu
pai disser. Você você sabia assim, >> é, você tem noção do tudo que você vai, >> foi jogado telão para você dizer assim, Eu topo, né? Eh, e eu acho que Einstein, eu adoraria perguntar a Einstein se ele voltasse agora se ele seria mais generoso com filho esquizofrênico dele. >> Nossa, >> foi um cara genial. Eh, mas eu acho que eh teve uma mulher excepcionalmente inteligente. Uhum. >> Que o ajudou muito >> eh nas conquistas dele, mas naquela época as mulheres não eram reconhecidas. Eh teve um filho esquizofrênico, eh, do qual ele falou muito pouco
e no final ficou com a mãe mesmo, né? Então, eu acho que eu eu iria perguntar, tipo, um homem que revolucionou a física eh esqueceu de revolucionar a consciência? Acho que perguntaria. >> O que que você acha que ele falaria para você? Acho que ele falaria que se ele soubesse, se ele pudesse ver com os olhos de hoje, ele teria feito Diferente, eu acho. >> Ou seja, a consciência sempre garante a responsabilidade, né? >> É, porque de alguma maneira, Jota, eu tenho uma convicção que a vida não acaba quando acaba. Eu acho que nós somos
eh eternos mesmo, não em forma material. >> Uhum. numa forma eh que eu não sei exatamente como, mas desde os meus 12 anos eu sempre achava quando as pessoas falam: "Ah, vou Estudar para quê?" que eu falava assim, gente, a gente estuda, a gente aprende, de alguma maneira, esse conhecimento vai para algum canto e um dia eu resgato. Mas eu achava isso como uma criança. Eu fui crescendo, quando eu comecei a exercer a medicina, uma das coisas que mais de mim me desafiava era tratar pessoas eh com Alzheimer. >> Uhum. >> E doí horrores porque
eu vi aquela pessoa deixando de existir ainda em Vida. >> Sim. >> Então eu tive paciente, chegou uma hora que falou: "Não aguento". Eu tive pacientes que chegavam eh me eram muito queridas e a doença evoluindo chegava a um ponto, chegava tudo bom, ela não reconhecia mais. Aí o parente falava: "Mãe, é Bia". Ah, aí eu olhava, mas ela em algum momento eles falavam assim: "Rel, tinha uma lembrança que eu não sabia". E do nada este paciente, Quem tem tem parente evolução de Alzheimer, tem vezes que essas pessoas olham para você e fala: "Tudo bem,
J?" E já não sabia. >> Uhum. >> E fazia isso comigo. >> Fala: "Cara, tem alguma coisa errada de alguma maneira, o que essa pessoa é na minha cabeça tá armazenado." >> Uhum. >> O problema é que o cérebro tá dando defeito. O cérebro como se fosse o Rádio. >> Uhum. não tá sintonizando a estação onde esse conhecimento está armazenado. >> Uhum. >> Eu tinha certeza disso. E eu me lembro quando eu falava, gente, deve existir um lugar, uma nuvem que isso fica e como o cérebro não tá, o cérebro tá ruim, tá com defeito,
ele não sintoniza mais para haver esse download. Eu não falava download na época, essa recuperação de arquivo. >> E aí quando surgiu o iCloud, eu olhei e falei assim: "É isso". Aí a pessoa falava para mim: "Mas B não tem nada a ver." Claro, tem a ver onde é que tá teus documentos na nuvem. Pode estar nas Filipinas, na Rússia, sei lá onde tá. E você usa ele. >> Aham. >> E por que que isso não pode acontecer com a gente? Existe alguma maneira de arquivar o próprio DNA? É um arquivo de informação. >> Exato,
>> né? Então assim, eu me lembro que quando eu falava isso, pessoal, Bia, você é muito viajante. Quando veio a Cláudia, eu liguei para cada um dos amigos, eu falei: "E aí, a viagem, que que você vai fazer? Não vai usar nuvem não, [risadas] porque não tá dentro da sua casa não?" Pensando bem faz sentido. Falei: "Não tem como, faz sentido." >> Qual que é a coisa você mais gosta de estudar? >> Eu gosto de quase tudo, sabe? Eu sou aquela >> de ler, de estudar, de pesquisar. Adoro assim de >> porque eu eu te
te ouvindo aqui, por que que eu fiz essa pergunta, né? Te ouvindo aqui, você tem um você tem um lado filosófico muito forte, né? >> Você tem uma bagagem filosófica muito forte, né? Você >> seus conceitos são filosóficos. Por que não tal coisa? >> Porque a filosofia em última instância é a o estudo da sabedoria. E se tudo der certo, o ser humano caminha paraa sabedoria. Se deu errado. >> Uhum. É porque eu vejo que você por que não isso questiona, critica. Exato. >> Senso crítico. >> Calma. Senso crítico. Por que tal coisa? Por que
não nuvem aqui? Porque filosofia pura. >> E eu não tenho menor problema, por exemplo, de dialogar com quem pensa diferente. Porque assim, só as pessoas que toleram o contraditório tão no caminho certo da sabedoria. Eu não preciso me apegar, eu não preciso concordar com você. para conversar com você. Eu não preciso me apegar à sua verdade, mas eu posso tornar a minha verdade mais flexível se tudo der certo. >> Verdade mais flexível. >> Sim. Porque assim, imagina você com 17 anos, você pensava coisas que hoje você olha para trás e fala assim: "Que erro! >>
Eu faço isso hoje, Bia". Eu isso é maravilhoso. >> Eu às vezes eu desço do palco, falei uma coisa, isso já aconteceu várias vezes, desci do palco, falei uma coisa, deu um comando assim, porque isso é isso, isso é isso, é aquilo. De palo, falei, cara, nunca fiz. >> Será que é assim? Exatamente. >> Mais nisso, >> exatamente. Eu não vou mais falar isso. Eu lembro que uma vez eu falava assim, eu eu falei assim, ó, eh, ô gente, olha só, um monte de gente me ouvindo. Importante é o resultado. O eh como é que
foi? O o empenho é importante, o desempenho que é importante. Terido p falei: "Não, tô errado. O empenho também é importante. >> Teu o empenho certo leva o desempenho certo. Não, pera aí, pô. Não, não é assim. Ah, eu não, não é que não me importo com esforço, não. Eu me importo com o resultado. Eu falei: "Não, não, não, não. Eu me importo com o esforço também. As pessoas esforçadas me chamam atenção. As pessoas esforçadas elas brilham na minha frente. Então, pera aí. Ajusta, arruma. Isso é comum eu falar e é comum também falar e
falar no palco, que eu mudei de Opinião, gente. Até no ano passado eu pensava assim, hoje eu penso diferente, deixa eu deixa eu elaborar mais. Eu acho, eu enxergo isso como uma, nossa, como uma oportunidade de crescimento gigantesca. >> Isso é o pleno exercício da tal consciência. É, >> você, a sua consciência reflete sobre a sua mente. A sua mente produz os pensamentos, a cognição >> e a sua, eu brinco que a consciência é Um drone, >> é o nosso drone. Ele tá acima. Sabe quando você tá fazendo uma coisa, ela tá aqui, aí você
fala: "Tá errado isso que eu tô fazendo". >> A sua consciência não é você, não é sua mente, né? Ela >> você tá falando do ego, você tá falando do ego, não é mais que isso. A minha consciência é quase uma forma de de divina, né? Tudo vê. Se você desenvolver a tua consciência, é isso, isso acontece Muito comigo também. Eu tô no meio da palestra, eu falo: "Faz sentido isso que eu acabei de falar? E se se a minha consciência falar assim: "Não, Bia não faz gente, volta, >> volta, pera, pera um minuto, >>
volta que os universitários aqui estão comigo que eu falei uma besteira sem menor. >> Maravilha! É muito bom, né? >> Não é, é muito bom você não ter o compromisso com a verdade e ter o Compromisso com o erro. >> O Abujanra que falava isso, né? Idolâre, idolâre dúvida na naquele provocações, né? O Antônio Bujujoran falava idolária dúvida. Se tudo der certo, a gente vai continuar estudando. Não é para saber tudo, para ter novas dúvidas. E isso é legal. >> É porque o homem é medido pela, não pelo que ele fala, né, mas pelas perguntas
e as dúvidas que ele tem, né? >> Exatamente. >> É, ele é medido por aí. Você tá escrevendo alguma coisa nova? >> Tô. E não sei se vou dar conta de de entregar, né? Porque o prazo, e é muito interessante, o meu editor é o Mauro Palermo, da Globo Livre. Ele é maravilhoso porque assim, nunca me cobrou nada e toda vez que eu vou assinar um contrato, eu falo: "Bota prazo". Bia, não precisa entre a gente, falei: "Você não tá entendendo, bote prazo". Isso é fundamental para eu me Organizar, para eu saber o número de
horas que eu vou ter que eh o quanto eu tenho que dormir, o quantas horas eu tenho que fazer, o quanto eu tenho que parar de outras atividades, porque dá trabalho, são muitas horas que você tem que se dedicar ali. >> Eh, e ele fala isso, eu falei: "Bote, porque eu sou TDAH, meu amor. Se eu não tiver prazo, eu não funciona. Vaiora. Eu tenho que fazer o ritual de produtividade todo dia. Eu começo meu Dia na véspera listando tudo que eu tenho que fazer no dia seguinte, escrevo tudo e durmo linda, que nem a
Cinderela. Porque quando você materializa o teu pensamento, teu cérebro não precisa ficar, ó, não vai esquecer disso, não vai esquecer daquilo. Tenho sempre um caderninho do lado. E se eu acordar de noite lembrando de alguma coisa, tem o caderninho, eu anoto. Vamos dormir, meu lindo. Vamos dormir que você não vai resolver nada agora. Amanhã de manhã e Várias vezes eu acordei, anotei. No dia seguinte, falei: "Gente, eu anotei isso". [risadas] Então assim, a gente tem que saber conduzir nosso cérebro, nossa mente. >> Exato. Exato. Eu gosto também de escrever, aliás, é mais do que gostar,
eu preciso. >> Te organiza >> a mim também. Então, eu tô com um livro que é um vai ser um grande desafio, não posso falar, mas é um grande desafio Porque sai da minha zona de conforto. >> O tema, >> o tema porque mexe com a mente. Eh, é, é, é como se você é algo que as pessoas acham que não tem nada a ver com a mente, mas nasce na mente e quebra um paradigma grande. Eh, e >> se tudo der certo, vem. Adoro, se tudo der certo. E se tudo der certo, eu já
adorei. >> E se eu conseguir ter a disciplina eh para organizar esse tempo, olha, ele ele terá 11 capítulos. Eu entreguei seis. >> Ah, tá bem. >> Bom, bom. Negócio como é que eu vou fazer os outros cinco? >> Você escreve todo dia? Quando eu quando eu tô produzindo, por exemplo, aí eu tiro 15 dias, aí só faço aquilo. >> Ah, legal, funciona bem, né? >> Só faço aquilo >> 15 dias escrevendo. >> É, aí daqui a pouco produzir três, aí daqui a pouco, daqui a pouco eu tiro mais 15 dias. É hiper foco mesmo.
Assim e não consigo fazer diferente. Eu adoraria ser aquela pessoa que escrevo eh uma duas horas por dia. Adoraria. Eu não consigo porque quando eu começo >> aí vai ficando bom, vai ficando bom, vai ficando bom, porque eu falei: "Não, eu quero ficar mais tempo." >> E como é que é teu dia a dia? Como é que São tuas teus negócios? Que que você faz hoje? Como é que você você produz conteúdo? Você palestra, aí você tem negócio, aí aí você escreve livro? Olha, tem uma coisa muito bacana que eu tenho hoje eh sócios de
confiança absoluta, assim na capacidade, na honestidade e no como é que eu vou dizer? Eu eu costumo Dizer assim, a gente pode fazer qualquer coisa, desde que esse qualquer coisa seja algo que vá somar na vida dos outros. Se não for, não me chame. Eu já recebi propostas obscenas, né? Eh, para estimular vício nos outros. >> Estimular vício. >> Poderia garantir a minha sobrevivência, aposentadoria, por resto da vida, não precisava mais trabalhar, mas eu não conseguiria. >> Uhum. >> Não critico quem faça. Muita gente faz. >> Uhum. >> Eh, mas não me é possível por
causa da consciência. >> Uhum. E eu tô mais preocupada em ser fiel à minha à minha consciência. >> Uhum. >> E ser de verdade. Então eu eu deixo claro pro meu time, >> ó, se for para servir as pessoas, conta comigo, né? >> Se isso vai somar na vida das pessoas, Conta comigo. Se isso não vai somar. E eles, engraçado que é uma garotada muito jovem, mas eles já sacaram exatamente isso. Tanto tem vezes que ele fala: "Olha, não vou nem te passar uma proposta que fizeram porque é obsceno". Falei: "Então não precisa". É que
vocês já sabem, a gente tem que somar na vida das pessoas, porque senão, meu querido, não vale, não vale. Até porque as propostas foram tão obscenas que eu não Precisaria trabalhar e você imagina ficar demente, né? >> É, não, não, não. >> Desuso, desuso. Não, não é o meu, não é a minha praça, >> não é tua intenção ficar sem trabalhar, né? >> Nenhuma. >> Pelo contrário, né? Pelo contrário, eu eu peço, a única coisa assim que eu peço ao criador é que me deixe morrer lúcida. Eu Acho isso sensacional. Já não pude estar muito
lúcida no nascimento, então eu negocio para est lúcida no fim, porque eu quero estar muito lúcida para ver essa passagem que eu acho maravilhosa. >> O o Joses que falou, né, uma vez numa entrevista, né, você tem medo da morte? Ele falou: "Não, eu não tenho medo da morte, eu tenho medo de ficar improdutivo". >> Eu acho que talvez esse seja o único medo que eu tenho. >> É de não sabe, não ser não ser útil. Eu tenho medo de ficar e ele foi útil até o fim, né? >> Até o fim. E belíssimo, né?
Ele deixou muito patrimônio pros empregados fiéis, né? Assim, um cara totalmente coerente. >> Como é que ele era? Porque eu, putz, eu queria, eu tinha um sonho de ser entrevistado por ele. Não deu tempo, cara. Eu vou te dizer, eh, é uma é uma experiência, >> cara com conhecimento, eh, um cara que Você falava, o olhinho brilhava e as perguntas que ele faziam faziam você repensar o que você tinha dito mesmo tempo. >> Então, digo, era um motor de fazer a gente, ele tirava o melhor que a gente tinha. É o cara >> pessoas que
tiram da gente um lado tão bacana que a gente não sabia que existe. Essas pessoas são bacanas. >> Quais foram as entrevistas que você Sentiu isso além do Jô? Teve mais gente, obviamente teve, né, que tirou de você algo que tava lá escondidinho assim, sabe? E que você nem conhecia assim? Você lembra de pessoas que fizeram isso? Eu acho que o Jô fez isso às quatro vezes que eu fui lá. >> Nossa, foi quatro vezes. >> Eu e eu sempre ia, a primeira vez eu eu era tão irresponsável ou era tão jovem, Sei lá, né,
que eu não tinha nem noção. Eu usava cabelo vermelho, fito de de roupa preta, uma coisa assim, sem pé, sem cabeça. Eu não tinha dimensão do que que era aí no jogo. >> Uhum. E eu me lembro que no dia seguinte entraram 1322 e-mails na minha caixa. Eu não tinha noção de de do que fazer com aquilo. Não tinha noção. A vida fez isso. >> Uou. O Jô, ele ele foi um fator de crescimento Material, mental, espiritual para tanta gente, para tanta gente. E outro dia, quando eu abri o po people, eu recebo gente, hoje
o po de People é ganhei ano passado, ganhamos do Google eh, o maior podcast saúde mental da América Latina. Que lindo. >> Então, a gente tá mudando a trajetória porque agora a gente tem um selo, tem uma responsabilidade média. A gente antes chamava todo mundo. Hoje a gente tem que chamar pessoas que se não forem Da área, dessa área, tenham a verdade para falar de suas humanidades. >> Sim, >> que não é só falar: "Ah, fiz isso, fiz aquilo". Não, e o custo disso e o quanto de você ficou pelo caminho ou quanto você se
reinventou. Então ficou diferente. E eu me lembro que duas pessoas que tinham estado no jogo chegaram para mim no final falou assim: "Eu tive a mesma sensação que eu tive quando eu fui no jogo." Falei: "Cara, Para tudo." Nossa, você tá falando sério? Aí ele juro, se eu não fizer mais nada na vida, >> eu acho que eu tô indo no caminho certo. >> Seu podcast foi o top um. Saúde mental. Saúde mental. >> Saúde mental >> da América Latina. >> É. >> Uau! >> Outro dia eu recebi até algum convite para fazer o podcast
de uma comediante Americana, Chelsea. Chelsea, será? Pessoal de Ela é muito famosa, B. Eu falei: "Não, não quero agora não, porque assim, não é a fama, nunca foi." Eh, eu olhei e umas coisas, achei legal o que ela tava falando, mas não tá alinhado assim, sabe? >> E eu sou Se é uma coisa que a gente melhora com a idade, é a seletividade. Verdade, >> cara. você escolher o que você quer fazer, Eh, sem, sem medo, sem receio, isso é liberdade. >> Você tá gostando de fazer podcast? >> Muito bom. >> É bom, né? A
gente aprende com bastante. >> A gente aprende, >> é muito. >> É muito legal porque a gente ouve, a gente refaz ideias. >> É, >> né? É muito 5 anos fazendo. >> Não, o meu comecei dia 31 de maio de 2023. >> Você tem de maio? 2 anos e meio. É. >> É o tempão já >> é baby. [risadas] Tempão é muito bom. Eu toda semana há 5 anos. Nos últimos quatro bem forte, mas 5 anos gravando, sentando, escrevendo. Aí tomo decisão e aí é nossa e falo: "O quê?" "Não entendi. Como assim? Vai mais
fundo. Pera aí. Como assim? Tal. Percebo crença em mim, percebo limitação, Percebo que eu tenho que mandar mensagem para outra pessoa e pedir desculpa. Ah, eu tenho que falar com o meu time, tal coisa. Nossa, ah, essa decisão, cara, ainda tô negligenciando isso por isso aqui. Baita ideia e ideia nos >> não. Te tira totalmente da zona de confu. Não há possibilidade de você fazer um podcast em zona de conforto, não existe. >> É. Aí eu comecei também a ouvir podcasts de outras pessoas. Tô na academia, vou Ver um podcast. Falou: "Cara, isso aqui é
maravilhoso". >> Uhum. >> Eh, pelo amor de Deus, você tá lá numa bicicleta, lá numa esteira, daqui a pouco o cara fala uma coisa, fala: "Que isso?" E aí você pensa na tua vida e você refaz. É uma ferramenta de expansão de consciência poderosíssima. >> Não. E tem uma coisa, né? A primeira vez que eu fiz um podcast foi do Vilelo, Inteligência e foi ainda tava a voltando da pandemia, tava naquela fase de vamos abrir devagarzinho. >> Uhum. >> Eu me lembro quando ele convidou, falei: "Não vou não, né? Não, mas quando você vier para
São Paulo". Falei: "Aí, por acaso eu tava vindo para São Paulo, falei: "Ah, vou estar em São Paulo esse final de semana". Aí, que dia você pode? Falei: "Na sexta." Eu chego na sexta. Aí não é um bom dia, mas tudo bem. Bem. Aí Eu fui, aí cheguei lá, tava marcado para começar 19 horas e eu tinha marcado 2030 com os amigos para um para um jantar. Aí cheguei, tava lá, aí falei: "Nene, você faz um favor, querido? Ah, quando for 8 horas, você me pede um Uber?" Ele: "8 horas?" Falei: "É, né?" Ele falou:
"Sei não, Bia, mas eu acho que você não sai daqui antes de 8:30". Eu falei: "Imagina, povo vai ficar ouvindo o quê? 2 horas, 3 horas, não existe. >> O pessoal não tá ouvindo nem 30 segundos, meu amor, nem corte de 1 minuto. >> Eu só sei que começar 3:40. >> Ou! >> Quando eu liguei meu celular, as pessoas, Onde é que você tá? Você foi sequestrada? tá todo mundo apavorado aqui, o restaurante vai fechar e tá tá tá tá. E eu olhei, eu falei assim: "Como assim a gente ficou esse tempo todo?" Aí ele
falou assim: "Existe gente que quer profundidade". Aí me deu uma sensação de que nem tudo tá perdido. >> Uhum. >> Foi isso que você falou. Existe uma, o público, por exemplo, do YouTube é totalmente diferente de Instagram. Totalmente, >> totalmente diferente. >> O Instagram você, o cara quer um minuto. >> É >> YouTube as pessoas querem Pensar sobre que é dito. O centro, o centro do senso crítico nas redes está no YouTube e talvez a esperança. Então, quando eu fiz isso aí, depois eu voltei lá, aí nós ficamos mais 3 horas. Chegou uma hora que
eu falei assim: "Eu acho que eu vou gostar de fazer isso". E aí você se joga no abismo, que eu acho muito legal, porque assim só voa se você >> for pro alto. Você não voa >> se não tirar o pezinho do chão. Então, saí da minha zona de conforto Totalmente. Eh, finalizei os atendimentos de consultório, mantive, mantive até fevereiro de 2023. Aí a partir dali eu cheguei pro meu sócio e meus sócios e falei: "A partir de agora vocês terão 7 anos inteiros de hiperdedicação minha." >> Por que sete você tem? >> Não, porque
eu falei assim, mas eu vou fazer o substituto. Eu só topei se pudesse passar o bastão, porque eu acho que também quem tá no projeto chega uma Hora que tem que dar frutos. Boa. >> E isso é fundamental, porque se você tá fazendo uma coisa para se encerrar em você, >> aí não >> é questionável, >> é, não gera aquilo que você falou lá no começo, legado. >> Legado. E por incrível que pareça, né? >> Você falou 7 anos, você vai ter 7 anos da minha dedicação. >> Falei: "Aí eles acharam que eu tava Brincando."
Aí ano passado falei: "Olha, já tem 2,5, não tô querendo pressionar ninguém. Depois não é que eu não vá prosseguir, mas eu quero ficar por trás. Eu quero ser aquela que fico, aquilo ali pode melhorar, aquilo ali pode, entendeu? >> Que legal. >> Eh, por incrível que pareça, o meu sócio hoje a gente faz o pó de piple inverso, que é o contrário, ele me entrevista e tá dando super certo. Aquilo me deu um, Primeiro que é uma outra geração, porque ele chegou um dia para mim e falou assim: "Mas vem cá, as pessoas querem
ver a Bia sendo entrevistada. Eles gostam de ver entrevistando. Eu escuto isso também. >> E aí aí eu falei: "Então faz o inverso". Aí ele: "Que que é o inverso?" Falei: "Você me entrevist não, mas você trouxe uma coisa. A gente toda vez traz uma uma demanda no mínimo você tem que dar três possibilidades de resolver. Eu posso chamar uma outra pessoa?" Não. Tá na hora de você sair da sua zona de conformido, né? Agora, uma coisa mais engraçada, eu falei assim: "Dia 22 eu volto pro Rio e a gente vai pro shopping". Porque eu
falei, "Daqui a seis meses você tá sendo reconhecido na rua". Ele nem pensar. Eu falei: "Lamento". Aí outro dia a gente não pôde, agora é um por semana só do do inverso. E a receptividade foi extraordinária. >> Como é que esse inverso? Então, então tem um que é você, >> tem o po de people e tem o po de pip inverso. O inverso é quando eu viro a convidada e ele vira o entrevistador e ele é nerd. Eu adoro. Então ele vem com os artigos e ele fala: "Hoje eu te pego. Eu trouxe o artigo
aqui que eu tenho certeza que você não leu". Eu falei: "Tá bom, então vamos lá, me fala, eu vou usar o meu bom senso". Eu falei: "Olha, pelo que você tá falando, o resultado Dessa pesquisa vai ser esse, esse, esse". Aí ele, [ __ ] não foi hoje que eu te peguei? [risadas] E eu acho lindo, a gente tá jogando tênis aí semana passada, porque eu andei viajando muito para dar palestra novembro e e aí a gente não tinha uma faltou um inverso e agora é um por semana e o outro de convidado. >> E
aí eu não teve. Aí domingo quando botou que não ia ter o inverso na semana todo mundo, que que aconteceu? Cadê o Gabriel? Vocês pararam com o inverso? Pelo amor de Deus. Aí eu fui fotografi, falei: "Olha, seus fãs estão estão exigindo sua presença". Cara, que eu dei uma energia nele, o bicho estuda. É. >> E eu adoro. >> Adoro. >> Que coisa boa. [risadas] Que coisa boa. Eu adorei o papo. >> Eu também. É bom que a gente deixa em Aberto para ter o próximo. >> Tem. Quando você quiser lançar o seu livro. >>
Uhum. >> A casa é sua, tá? espaço a turma vai gostar muito. >> Antes da gente finalizar, tem uma coisinha aqui, ó. Aqui vamos lá. A gente fez uma foto. >> Ah, que legal. >> É. E essa foto é um trecho do nosso bate-papo. E a gente pega essa foto, eu Vou te pedir uma frase e aí você autogr uma mensagem, você vai escrever essa mensagem atrás e a gente vai sortear pros seguidores do JJ Podcast. E essa mensagem é a seguinte, >> pode virar. Não tá, tá sequinha. >> Tá. >> Se você pudesse mandar
uma mensagem para 8 bilhões de pessoas, uma mensagem direta e reta, uma mensagem precisa, que mensagem seria essa? >> Tenha coragem. A vida gosta de quem Gosta dela. A vida gosta dos corajosos. >> Boa. Aon, você escreve essa mensagem e a gente sorteia. Tenha coragem. A vida gosta >> de quem gosta dela. Gosta e de quem tem coragem. Nossa, bom, hein? A vida gosta de quem tem coragem. É, Nossa Senhora. >> Prontinho. >> Para seguir você nas redes sociais. >> Ana Beatriz 11. Aí você vai dizer 11 porque sempre foi meu número, desde sempre. >>
Ah, é? >> É. Nunca fiz rede. Eu fui fazendo rede sexual conforme ia surgindo, então não fiz a unificação. Então, Ana Beatriz 11 é no Instagram e de lá. Tem todos os outros, >> mas nos outros também não tem outros >> não. Por exemplo, o TikTok é Doutora Ana Beatriz 11, o YouTube é Pod Ana Beatriz. Se botar Ana Beatriz também vai lá >> e encontra encontra gente >> pr pra turma conhecer o teu trabalho. Quer te contratar, quer quer quer quer ter acesso a você, como que eles fazem? O que que você tem aí
para disponível? livro, palestra, curso, mentoria, livro, palestra, curso. Olha, eu topo quase tudo. [risadas] Só não me faça propostas obser para servir os outros para pensar e for bom e somar na vida dos outros, com certeza. Com certeza eu falo. E aí o direct lá do Instagram que funciona. >> Obada. Obrigado. >> Obrigada. Eu >> um prazer te conhecer. Admiro muito teu trabalho. >> Obrigado pelo teu tempo, pela generosidade. Parabéns por todo o legado. >> Muito. >> Eh, só pra turma aqui tá no podcast, né? A, quando a doutora entrou aqui, ela viu Um vídeo,
ela foi recebida com vídeo. >> Lindo, por sinal. Lindo. Quero agradecer o roteiro. >> Muito obrigada. E aí a pessoa que fez o vídeo falou aqui filmando, a Elisa maravilhosa, fez o vídeo, fez o roteiro. Olha, Elisa, só não te chamo para trabalhar que você tá numa equipe boa. >> Vixe Maria. >> Ah, com bom patrão. [risadas] >> A gente empresta. >> Eu sou ética. >> Que maravilha. >> Obrigado, obrigado pela tua presença, tá? Obada, obrigado, obrigada pela equipe. Está de parabéns. >> Obrigado, gente. Esse foi o JJ Podcast. Obrigado pela sua audiência, obrigado pela
sua presença. Quero reforçar ainda mais o melhor agradecimento por toda audiência, o JJ Podcast, poxa, nos últimos anos com audiência maravilhosa, o podcast de negócio mais ouvido do Spotify, o podcast de negócio em terceiro lugar do Spotify no geral em 2025 e tem ainda mais coisas pra gente fazer, mais pessoas pra gente convidar e mais aprendizados pra gente compartilhar, tá? Se você não segue a gente ainda nas redes sociais, segue a gente no Instagram, no TikTok, no YouTube, manda mensagem, segue a doutora, manda mensagem para ela, conversa com ela, marca ela e deixa ela sentir
o quão especial foi esse Episódio, o quanto serviu, te ajudou e criou insites na sua vida, como criou aqui na minha também, tá? Um beijo grande, a gente se vê no próximo JJ Podcast. Valeu, tchau. [música]