o professor Leonardo aqui vamos começar mais uma análise de obras do PAS 3 hoje a obra trouxas ensanguentadas do artista Artur Barrio eu já peço a você que deixe seu like compartilha esse vídeo se inscreva no canal da pena capital para que você possa receber todas as notificações quando postarmos novos conteúdos culturais e também análise de obras e o passo aqui no canal Vamos seguir nós temos uma fotografia Eduardo bairro é ele que nasceu em 45 lá em Porto na cidade do Porto em Portugal para quem não conhece é uma boa oportunidade de ver o
rostinho dele ó é o que precisamos saber do artista para conseguir fazer uma interpretação com mais propriedade primeiramente que ele nasceu em Portugal na cidade do Porto em 1945 e em 55 ele começou a viver no Rio de Janeiro e aí ele começa a estudar pintura se dedicar mais atento em 65 dez anos depois já em 67 ele começa a frequentar a escola nacional de Belas Artes na enba que hoje é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro esse período ele começou a trabalhar com cadernos com livros de artista Hoje ele fazia registros e
anotações que se afastaram das Embalagens tradicionais da arte Quais são as linguagens tradicionais pessoal Relembrando desenho pintura escultura gravura mesmo seguindo já em 69 ele começa a criar as situações que são as situações são obras de arte que o artista mesmo deu essa nomenclatura porque ele preferia e nós vamos compreender mais porque que ele chamava de situações Quando começamos analisar a obra e o contexto histórico político da época o bom é esse trabalho a situações eles eram realizados com materiais orgânicos né utilizava lixo ele utilizava detritos humanos ele utilizava carne putrefata ele utilizava diversos materiais
e ele realizava com esses materiais intervenções no espaço urbano e nesse mesmo ano de 1969 ele escreve O Manifesto Manifesto chamava um brado contra as categorias de arte quem puder pesquisar é muito interessante o manifesto e vai ajudar entender bastante contextualizar também a obra que vamos analisar E lembrando que o Arthur byrro Ele é bem reconhecido no Brasil e internacionalmente e ele ainda está vivo é noite B1 bom então vamos em frente nós temos aqui algumas imagens da hora que estamos analisando nós Voltaremos aqui nessas imagens a partir do momento que eu for para conversando
mais sobre a obra a gente foi realizando junto em vários tipos de fotos aqui inclusive alguns registros foram feitos pelo Arthur bairro mesmo nós temos aqui um detalhe né mais próximo da para virar a potencialidade aí do da materialidade utilizada por ele nessa obra e seguimos em frente análise da obra trouxas ensanguentadas essa obra pessoal ela foi realizado em três ocasiões entre os anos de 1969/1970 é importante aqui antes da gente começar a analisar a obra mesmo se a gente é um tui o que acontecia no Brasil nos anos 70 é vários estudos mostram que
no Brasil em 1970 existe uma ditadura muito mais repressiva que até mesmo a União Soviética no mesmo período né aqui a gente estava no governo Médici e a gente estava na época do chamado milagre brasileiro bom então tivemos aí um aquecimento da economia diversas obras no país começaram a ser feitas né inclusive atrás Amazônica é só aqui por trás disso tudo a gente tinha Senhora dos corrupção totalmente velados Por que estamos falando aqui de ditadura militar mas não existe Imprensa Livre e não existia a possibilidade de denúncias então era uma coisa bem amarrada e nem
gelada e esse crescimento também pessoal se deu porque os movimentos sindicais e disseram muito reprimidos e assim não ele não podiam contestar os direitos declarar a greve é então foi um crescimento econômico também meio artificial porque depois aí desse Período os dados né históricos mostram que a o valor da dívida externa foi quadra E quadruplicado e com a crise do petróleo que aconteceu na época a inflação chegou a quase cem porcento ao ano e como desemprego aumentou o número de favelas em São Paulo aumentou também 272 por cento na época tão importante a gente saber
o que tava acontecendo em 70 aqui na Pena capital você tá mente tudo história quando está realizando uma obra de arte sem interessante também porque a prova do Pas ela é muito interdisciplinar é uma interessante sempre a gente colocar essas as ponderações aí para a gente entender o contexto geral seguir em frente as trouxas ensanguentadas elas foram apresentados pela primeira vez no salão da bússola organizado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 69 bom então abre os com exposição na área interna do museu mais ou menos durante um mês nesse período os
visitantes fizeram intervenções né no lixo de jogar mais detritos sobre as trouxas ensanguentadas algum jogar um dinheiro e alguns até escrevi um palavras de baixo calão digamos assim o famoso palavrão em volta da obra o seu maldito chamava muita atenção também né pessoal imagina só uma trouxa de sangue Podemos até voltar lá na imagem um pouquinho ó chama muita atenção né pessoas meio que ficam assustadas tem outras que tenham se de vômito então a causa realmente aí uma diversos tipos de sensações nos espectadores Tá bom uma segunda ocasião as trouxas ensanguentadas foram abandonadas nas ruas
do Rio de Janeiro é a gente pode pensar que como eu fui maldade foi feita três vezes seguidas na realidade a gente chama de ação né foi uma obra que teve três ações diferente diferente essa primeira no salão da bússola no Rio de Janeiro e nessa segunda também no Rio de Janeiro só que aí ele já vai começar com essa questão da intervenção urbana mesmo para essa segunda ocasião Eu Acho interessante a gente ponto aqui da voz também ao próprio artista porque vôlei aqui o que ele disse tá sobre esse trabalho nessa segunda vez nas
ruas do Rio de Janeiro ele disse que eram 500 sacos plásticos é espalhados em pontos da cidade do Rio de Janeiro que continham dentro sangue pedaço de unha cabelos urina né o famoso mijo a meleca ossos papel higiênico absorvente para dar jogo não usado papel úmido ferragens resto de comida tinta pedaços de filme né aqueles negativos as câmeras analógicas isso bairro o bairro e o mesmo disse em 28/10 2018 numa entrevista Ah e ainda sobre essa segunda ocasião onde foi feita essa intervenção urbana o próprio bairro ele também fala o seguinte "avanço a pé por
uma rua e meia transeuntes carregando um saco com usados para farinha de 60kg repleto de objetos deflagradas e quando chega ao local determinado despejo plena via pública continuou a caminhar logo após César Carneiro registro a reação dos pacientes em seis ou sete disparos caminhando logo em seguida para o carro que numa rua transversal nos espera com motor ligada tão interessante essa fala dele pessoal que que eu tô lendo isso aqui porque a gente vê o caráter mais marginalizado né como o Brasil estava em Extrema e pressão este momento para qualquer forma de arte né que
existe isso não só na arte né mas acho também que o nosso caso aqui no momento e a gente pensar que ele tinha que fazer isso meio que correndo assim eles um grande risco de ser empresas né e acontecerem coisas que a gente não pode nem imagina tá bom essa intervenção ele percebeu diversas reações das pessoas as mais diferenciadas assim né ele mesmo fala no texto e no Arruda da Tijuca lá no Rio de Janeiro o homem perguntou o que representava aquele sacos né que ele achava que era uma coisa relacionada despacho né daquela coisa
perder ativa dos trabalhos de feitos no candomblé enfim aí o bairro foi explicou que aquilo era uma obra de arte Então esse esse sujeito que tava na rua ele decidiu levar um dos aqui para casa né e ele conta também que na Praça General Osório lá no Rio de Janeiro também uma mulher ofereceu até um sanduíche para ele para tentar ajudar assim né achando que ele tava passando fome enfim tá chegando agora então na parte mesmo onde a obra de 1970 foi colocada lá no passo como 1970 né para análise então ele repetiu as trouxas
ensanguentadas essa terceira vez dentro de uma manifestação artística que teve em Belo Horizonte entre 17 e 21 de abril de 1970 essa manifestação artística chamava do corpo a terra e ela visava a inauguração do Palácio das Artes é importante centro cultural em Belo Horizonte mas também Nacional reconhecido nacionalmente também por ter diversos espaços culturais cinemas galerias de arte O teatro é um grande teatro então foi essa obra essa essa manifestação ela foi para inaugurar esse espaço cultural em plena está dura militar bom então as trouxas ensanguentadas elas correspondem a segunda parte de uma obra né
da situação obra intitulada situação é que começou a alergia Dezenove de Abril né então ele começa nessa noite Dezenove de Abril estou indo a madrugada até o dinheiro gente na primeira parte na preparação das trouxas ele calçou uma luva de borracha amarela podemos voltar aqui até na imagem dele trabalhando ele causa uma luva de borracha amarela e me manda as mãos dele né é ele tinha essa luva e na outra Ele começava a colocar dentro desses dessas trouxas né é todos os diversos tipos de materiais Como eu disse para vocês nesse caso específico tinha sangue
tinha carne em decomposição ossos é um pouco de Barro espuma de borracha panos né cabos cordas e enfim diversos materiais tem muita ele utilizou diversos recursos para fazer esse trabalho e ele fazia as anotações né então é que tem um jeito bem bem bem específico de fazer essas anotações por isso é interessante depois vocês visitarem também um blog do Arthur byrro porque ele vai fazer algum criar alguns neologismos assim Claro não são utilizados hoje encarar a nossa língua mas um deles é por exemplo suor cheiro sensação tudo junto né então é interessante também visitar o
blog do Artur Barrio que tem imagens também e tem ele Os relatos dele também que eu acho importante a gente conhecer é a segunda parte deu-se na manhã seguinte ele colocou as 14 trouxas ensanguentadas né no rio em Belo Horizonte na realidade Pessoal esse rio em BH ele é muito mais ele era muito mais um esgoto do que um E aí bem com o Luiz ele passa na cidade até hoje meio da cidade sempre foi canalizado né né certo que ainda não tava canalizado mas agora ele já é um rio Urbano né recebe bastante os
outros de toda a cidade é esse rio e correr atrás do Parque Municipal que é onde está localizado o Centro Cultural Palácio das Artes Como eu disse para vocês anteriormente bom É na região do centro né dá de Belo Horizonte a utilização do Parque tinha sido autorizada de certa maneira assim né não era uma coisa totalmente e legal mas as pessoas não se assustavam um pouco assim ainda com esse tipo de intervenção urbana pessoas não estavam acostumadas de trabalho do ar do bairro e um trabalho muito forte você imagina você colocar diversas trouxas cheios de
sangue não em locais que as pessoas caminhão passa né que tá ali no Caminho das pessoas o Smash né com a pessoa mesmo coloca aqui de novo pra gente continuar seguindo análise então seus trouxas foram produzidas no período conturbado da nossa história política isso a gente já falou também um pouco e elas elas atraíram assim muita gente né porque as pessoas sentiam até até um pouco de receio de chegar perto porque não quis achavam que eram realmente restos mortais né algumas pessoas achavam que aquilo que alguém tinha sido esquartejado e tivesse colocados ali dentro daquelas
daquelas trouxas né e e teve algumas tensões assim com a polícia na época inclusive de uma intervenção da polícia no Corpo de Bombeiros na época porque foi uma obra que mexeu muito com o Imaginário popular bom então professor por quê que esse artista fez esse trabalho louco cheio de sangue cheio de materiais estranhos materiais carne podre que que ele queria com isso tá bom essa ação ela teve um grande apelo político e ela tava totalmente associadas aos assassinatos do regime militar né porque a gente sabe que existia um grupo de extermínio e a gente sabe
que muitas vezes é esses esses corpos nunca eram encontrados pelas famílias dos Mortos né dos dos dos presos políticos enfim das pessoas que foram perseguidas nesse período histórico nosso e com muitas vezes ele documentava e suas ações que ele fazia é geralmente ele fazia esses trabalhos longe do grande público né assim porque porque ele também tinha medo de ser preso creio eu e por que ele também era uma maneira de conseguir instalar aquele dali meio que sem as pessoas verem que ele tava fazendo oração no momento né e deixar lá eu trabalho continuar reverberando após
a instalação mesmo na área urbana então ele mesmo documental o filme em Super 8 para quem não conhece Super 8 São aquelas câmeras bem antigas analógicos que eram muito comuns nessa época né ele fazer fotografias cadernos e também livros de artista que são cadernos de anotações mais conceituais mas poéticos em Onde você coloca meio que a sua a sua ideia ali no que você está realizando naquele momento a seguir em frente vamos falar agora um pouquinho de como pode cair no pasa sobra então podemos pensar na censura aos meios de comunicação estabelecida pelo ato institucional
número 5 né também era praticada em relação as artes visuais mesmas artes visuais não sentam consideradas espetáculos né que existe muita censura em espetáculos né a realidade a censura ela não tinha regras muito Claras assim era era comum a supressão de texto né nos jornais às vezes um veto parcial alguma alguma peça de teatro alguma produção audivisual neocine do cinema assim então é existia toda essa essa esse cenciamento aí de liberdade dependendo de determinadas palavras os sensores não gostavam e eles pediram para retirar isso a gente vê muito na nova do Chico Buarque né todas
as músicas e ela se for tiveram que ser trocados alguns termos existe também um documentário de goste muito interessante que vai dar um Panorama geral sobre isso Recomendo a todos assistirem também bom segundo tópico aqui a discussão a respeito de condições dignas e sustentáveis para a existência humana no planeta a partir dessa obra que a gente está analisando né os os mecanismos de repressão daquela época eles incluíram o ocultamento da prisão das pessoas do assassinato dessas pessoas consideradas subversivas pela polícia né de uma polícia existe uma polícia política que controlava isso então nessa nessa começar
realidade que aconteceu as realidades que era velada né que a gente tem as pessoas não tinham enviam o bairro ele ele queria fazer por meio do trabalho artístico dele é o contato com uma outra né Total radical é uma outra realidade que fosse total e ao mesmo tempo aí só é o Sininho então próximo tópico as transformações políticas e momentos históricos conflituosos esses fica muito muito latente na questão mesmo da do regime Quem estava devendo nessa época né e as transformações políticas e no momento os momentos históricos conflituosos a gente vive atualmente um momento histórico
conflito hoje não é igual a ditadura mas a gente tem várias questões aí para discutir sobre a nossa realidade atual da gente pode meio aqui pensar como que como que a gente chegou até aqui né A partir dessa época dos anos 70 e início dos 60 tem como a gente fazer esse Panorama e tentar chegar até onde estamos hoje temos a questão da consolidação da arte contemporânea brasileira e o conceito de intervenção urbana porque pessoal como eu já falei no início desse vídeo nessa época não era comum né as pessoas fazem trabalhos de artes visuais
e sem ligados aos aos trabalhos clássicos meses a pintura gravura né dizem etc então também pode ser cobrado aí no passe sobre a consolidação da arte contemporânea brasileira parte da obra do Arthur byrro que também é um artista reconhecido internacionalmente na TV na Bienal de Veneza tem uma Bienal muito importante da Sport pensar nessa questão também beleza é bom pensar também sobre o corpo humano a vida as relações dos corpos em conjunto e do ambiente né que a gente pode refletir porque Como que o corpo vai vai vai o que o quanto o corpo vale
né quanto vale o corpo na ditadura quantas pessoas sumiram quantos familiares não puderam enterrar seus mortos nessa época e pode causar tudo isso tudo isso tá também latente também nessa nessa intervenção que ele faça justamente por usar também matéria material orgânico né as obras eram cheiro pessoal fazer imagina ficava mesmo parecendo Tiago pedaço de cadáver né ele quis chamar atenção Para isso mesmo só que ali as pessoas ainda estavam vendo alguma coisa desovado ali que não eram corpos né obviamente mas ele queria trazer essa sensação e se as pessoas começassem a verdes corpos será que
as pessoas não reagem de maneira diferente é interessante pensar nisso também E a obra pode ser a social do conta de disputas ideológicas e lutas sociais relacionadas às ditaduras da segunda metade do século 20 isso também pode aparecer de maneira interdisciplinar no passar a gente sabe que é uma prova e gosta muito de ser interdisciplinar então na parte de história de sociologia a gente pode pensar aqui podem brincar aí com a obra algum alguma questão relacionada essas disputas ideológicas mesmo e contexto histórico dessa segunda metade do século 20 vou voltar aqui nas imagens para gente
ver mais algumas vezes que é importante né e para mim te ver e analisar bem né como como era essa obra que a gente nessa nessa imagem que eu parei a gente vê que tem um barbante né que tá envolvendo essa essa trouxa isso também dá aquele aspecto né de pedaços de corpo humano assim né no caso um corpo tivesse sido esquartejado e na realidade é um corpo anônimo né também é aquela coisa que ninguém sabe quem pode ser quem foi será que foi o jornalista era considerado subversivo Será que foi um artista que tentou
fazer alguma coisa e os sensores não gostaram e pegar o cara e Mataram ele enfim são muitas interpretações né isso chocar um pouco as pessoas na época importante lembrar disso porque as pessoas não estavam digamos assim Preparadas para esse tipo de aula de arte e realmente é uma brilhante muito forte a gente for parar para analisar e ela trabalha com questões aí que são tabus né ainda é nos tempos atuais para gente apesar da nossa amor da Morte tá meio que banalizado nesses tempos pandêmicos enfim pessoal é isso eu espero que vocês tenham conseguido pensar
aí um pouco mais sobre essa obra Recomendo muito que assista a entrevista do Arthur byrro que é bem interessante ele vai contar bastante coisa que você passagens de que eu falei aqui são coisas que ele mesmo falou sobre o trabalho sobre o contexto daquela época Espero que você tenha gostado desse vídeo continue nos acompanhando para receber mais conteúdo sobre obras do PAS e também conteúdos culturais diversos Muito obrigado e até a próxima tchau