Só o costume que nós temos de finalizar com analisar com umas considerações gerais, um apanhado para unificar tudo que foi visto, né? E até fui tomando notas aqui ao longo do da jornada, né? É uma coisa tão óbvia, né?
Como o padre Daniel mesmo falou, teremos sempre falhas na educação dos filhos. Essas coisas tem que saber lidar com falhas. Deus governa todas essas coisas.
Quantas vezes vocês devem ter visto que não deve ser uma coisa negligenciada, devemos corrigir, mas tudo que acontece tá debaixo da do governo da providência. Então, as falhas de vocês, de algum modo, Deus tirará proveito. Então, não precisam se desesperar.
Se tivermos falhas, eu também tenho como padre, né? E não não deixo de dormir de noite por causa disso. Eh, mas vou me corrigindo, né?
Vou para isso que serve oração mental. Oração mental é espécie de ela abre os olhos da gente, né? Coisas que não veríamos se não parássemos para conversar com Deus.
Então, façam a meditação de vocês. Sempre vocês verão as falhas de vocês irão se corrigir, mas problemas devem ser corrigidos com sabedoria, com realmo, sem eh ficar achando justificativa para dizer que não precisa se corrigir, que não é tão sério. Mas tato, prudência, refletir.
Eu sempre lembro de um exemplo que não é de educação e filho. assim, uma vez eu estava em Milão, visitando lá a catedral, né, o domo de Milão e chegando próximo ali, né, da grade ali que divide a nave do couro, né, aí você vê as duas portas laterais da catedral. E aí a porta, quem tá de frente para altar, né?
Essa porta desse lado aqui, ela não abre, ela foi condenada, construiu um imenso altar, vai até o teto da catedral dedicado a São João Batista e fizeram na frente da porta da Catedral, porta grande assim, né? Essas catedrais do século 13, 14, 15, né? E eu ficava pensando por que construíram um altar na frente da porta da catedral, né?
Aí o Gu explicou, falou o seguinte, né? Quando São Carlos Borromeu assumiu aqui a diocese, desse, né, para aquele lado de lá da cidade fica o campo, ficava o campo, né? Pro lado de lá ficava o mercado municipal, mercado principal.
E os comerciantes, os vendedores, eles levavam seus produtos para vender no mercado, eles passavam com a carroça dentro da catedral, nem para dar a volta assim. E aí, só que assim, ele tava chegando, se ele já saísse tomando uma decisão que séria, por mais óbvia que fosse, né? Mas ele tava lá, media a temperatura dos fiéis, como é que era dos costumes ali da região, meio gente meio rude e gente meio sem noção.
Então ele teve uma sábia decisão, criou uma situação, eh, e convenceu todos os fiéis que eles precisavam. agradecer muito São João Batista, várias graças recebidas e tal, iam honrar, homenagear São João Batista. Então eles iam construir um altar em honra São João Batista.
Mas assim, não tinha mais lugar na catedral para construir mais nada, né? Vai ser aqui. E com essa desculpa muito honesta, né?
Ele bloqueou a porta para sempre. Faz 500 anos que ela tá bloqueada lá. E assim os vendedores foram pelos fatos mesmo, obrigados a contornar por fora e nunca mais passou carroça dentro da catedral, né?
Então guardem esse exemplo. Tenha outros exemplos a dar, mas guardem esse exemplo para eh aprender que muitas vezes a gente resolve as coisas na prática sem ficar falando muito e organizando as coisas de outro jeito, de modo que não dá mais em família para fazer do outro jeito que tava errado, entendeu? Bem, e cada um vai ter que examinar seu caso, mas por exemplo, falando questão de celular, não sei o quê, se vocês verem que tem alguma falha baseado no que a gente falou, vão corrigindo as coisas contato, com sabedoria, né?
pensar aqui, encontraria aí em outros exemplos aí na história da igreja de de eh santos padres, bispos que resolveram as coisas com sabedoria, sem ficar eh dando pano paraa manga, paraa briga, por exemplo, né? Outra coisa, eh, então, ter técnica, né? Ninguém pode.
Já vi um adestrador de cachorro falando assim: "Não, eu não tenho paciência com cachorro, então assim, eu tenho que usar técnica porque senão eu vou bater no cachorro". Então eu uso técnica, que aí o cachorro vai sendo adestrado. Então vocês devem ir adquirindo técnica, né?
Saber pedir pros filhos. Eu eu sempre conto essa história, né? Era uma fiel que contava em outro lugar que ela tinha feito escolinha japonesa, né?
no interior de São Paulo, tem umas várias, né, tudo de umas décadas aí atrás e ela falava assim, professora, uma das professoras falava com frequência, brasileiro não sabe ensinar, brasileiro não sabe, não tem técnica, a gente sabe como é que brasileiro é, né? Eh, é um país de dimensões continentais, cada região com seus costumes, culinária. É um país distinto às vezes, né, sobre um certo aspecto, uma certa medida.
E e aí sobretudo umas décadas para cá, o brasileiro tem sido um povo muito negligenciado. Até até um tempo atrás havia havia, né, costumes, hábitos de de sociais, de educação, de trato com as pessoas, de encaminhamento nas escolas, nas casas, coisas culturais mesmo de formação das pessoas. Isso aqui foi sendo eh perdido, né?
Então vocês devem ir adquirindo técnica, mas com traquejo. Quando a gente confessa vocês, ah, confessão é uma coisa principal para ser tranquila, né? Vai acusando, vai fazendo as coisas, etc.
Sem nenhuma, não é um protocolo militar departamental ali, né? Preenche ficha, não é nada disso, mas só que tudo ali vocês não percebem, mas tem fluxogramas e fluxogramas na cabeça da gente, né? de manual de como confessar as pessoas, mas é feito de um jeito meio natural, né?
Eh, então faz parte da técnica aí sendo natural no final das contas, mas tem que ser consistência, não adianta nada assim, numa vez você cobra do filho, fala 10 vezes e aí aí você vai cobrar dele, aí você vai intervir. Mas depois na primeira você intervém, depois, ó, não vou falar uma segunda vez, mas na segunda fala, ó, é a terceira vez que eu vou te falar. E aí não tem consistência, não tem estabilidade.
Eu falo por mim mesmo aqui na escola. Eu aprendi bastante aqui, né? Negócio de campanha das virtudes.
Eu percebia que tinha aluno que bem, primeiro que assim, ninguém quer dar marcação pro aluno. Então, como é que a gente faz? Rezamos primeira pros alunos não ficarem assim, ó, o que que vai ter hoje?
você já escreve na luz, ó, primeiro eu vou relembrar umas coisas para vocês, depois a gente vai corrigir o dever de casa, vou dar a lição, vocês vão ter um tempo para perguntas e a gente vai eh fazer o exercício, então, para fixar as coisas e vocês comportarem, vai ter um uma forca no final. E e logo no Isso já é uma técnica de gestão de comportamento, eles já sabem o que que vai ter, então eles não ficam eh angustiados de, ah, mas quando é que eu posso fazer pergunta? Ah, mas vai ter alguma brincadeira no final, eles já sabem, né?
Aí depois o aí você percebe que naquela sala tem uma, duas coisas que t sido mais difíceis na campanha das virtudes. Fala: "Ó, queria lembrar então duas coisas para vocês. Primeiro, ninguém vai falar sem levantar a mão e autorizar, senão eu vou marcar.
E eu não quero marcar, por isso que eu tô falando agora, né? Eh, se falar, eu vou marcar, mas eu não quero ter que marcar e não quero ver ninguém levantando sem minha autorização também. E aí eu só que assim tinha tem tudo que é tipo de aluno, né?
Tem aluno que tem autocontrole objetivamente menor do que outros. Aí eu tinha um costume errado de falar assim, não, se aqui como tem mais dificuldade fisiológica, [risadas] genético, neuronal, eu, né, na terceira vez, e era consistente toda terceira vez, né, e aí na terceira vez vou marcar pressupondo que ele tem mais fragilidade, que ele tem mais fraqueza. Só que eu comecei a perceber que fazia duas vezes e aí não fazia mais.
>> Então comeceia a marcar na primeira porque senão ele ia fazer sempre duas vezes e não na terceira. Então que sinal de que ele consegue controlar, entendeu? Então tem que ter uma coisa consistente, ó.
A primeira vez primeira vez paciência se tomar mais marcação no começo, depois vai melhorando. Mas não pode ficar assim sempre dando uma colher de chá, senão depois não melhora. Eh, então tem que ter técnica, consistência, estabilidade, eh, mesmas mesmo vocabulário falado várias vezes com palavras compreensíveis.
E bem, com relação a essa intervenção assim prática, né, de pegar o filho, então você vem aqui agora, né? Eh, também mais uma história minha, assim, quando era criança, eu tinha muita rinite, eu não era uma uma criança alérgica assim, mas tinha rinitá e meu pai guri, vai esse nariz aí. Não, já já não ia não ia não.
Meu pai me pegava, né? Me colava contra a pia do banheiro, fechava, né? A o ralo e aí vinha com a água quente assim no nariz assim para não poder respirar assim, né?
E não tirava a mão até eu assoprar tudo, né? Era tão penoso que depois eu ia sozinho. Eu não esperava meu pai ter que fazer isso comigo de novo.
Tem horas que tem que assim, tem que intervir de maneira consistente mesmo, né? Mandou uma, duas vezes, não fez. Na terceira você pega o seu filho e você faz ele fazer, né?
Bem, falamos aí também da rapelia, né? essa virtude que põe ordem nas diversões. Então, vocês podem imaginar, vocês têm tantas histórias aí de família quanto nós de padres, né?
Eh, vigar tudo, tarefa, banho, filho se engalfinhando, chama para comer, não sei o quê e tal. E mesmo assim a vigilância e e criando bons hábitos neles e tá observando onde é que eu tô falhando, o que que eu posso melhorar, onde que que meu filho tá fazendo que eu talvez não esteja vendo escondido. Eh, isso é cansativo, né?
Eh, cansativo. Por isso que é importante ter bom humor, ter diversões em casa sadias, porque é um óleo na nas engrenagens girando, não dá muito atrito e uma hora a máquina pifa, né? Então, é sempre manter bom espírito, bom piadas de maneira medida certa, de bom, bom tom, né?
Que não não sejam brincadeiras de mau gosto, que humilhe alguém ou coisa que tem algum pecado leve que seja, que isso vai pondo um óleo nas engrenagens. Imagina que cada membro da família é uma engrenagem, né? mesma convivência, mesmo girando tudo certo, é cansativo, dá atrito depois de um tempo, eh, cansa, né?
Então, sempre manter o bom espírito, bom humor. É, por exemplo, coisas que eu já vi assim, famílias que era almoço de Natal, jantar de Natal, faziam gincanas, eh, com coisas muito simples assim, que às vezes cinco, seis itens que tem numa casa assim ou que você compra para uma festa de Natal é que dá para fazer 10, 15 brincadeiras diferentes, né? eh, mantendo bom espírito entre todos ali.
E outra coisa, a as brincadeiras elas devem ser visar sempre a formação dos filhos. Eu não vou me estender muito, mas vocês vão pegar o princípio, né? Eh, existem muitos estudos, vocês já devem ter visto assim pedagogos falando, ah, o aprendizado lúdico e tal, no final das contas é uma infantilização das pessoas.
Mas tem um jeito muito inteligente de fazer isso aí, que é o jeito certo de entender o uso de brincadeiras na educação. São brincadeiras que realmente colaboram pra formação motora racional afetiva das pessoas. Só para dar um exemplo, tem estudo sobre isso, né, de pedagogia baseada em evidências, né, estudos científicos mesmo.
Sabe, brincadeira de vivo ou morto é absolutamente muito eficaz para fazer crianças pensarem antes de fazer alguma coisa, né? E tem estudos de outras brincadeiras semelhantes que exigem as mesmas capacidades neurológicas, né? E mostra como tem estudos corte que você vai acompanhando ao longo de 10, 20, 30 anos, né, essas crianças.
Eh, e você vê que essas crianças que tiveram uma educação com métodos pedagógicos que incluíam brincadeiras que formavam realmente a conduta delas, né? tinha muito menos criança que ia parar eh na cadeia, que cometia crimes, vandalismo, gravidez eh na adolescência, eh drogas e por aí vai, né? fugir de casa, porque no meio da da vida ali, quando era criança jovem, tinha brincadeiras que sem a a criança, o aluno perceber exigiam reflexão, exigia eh formando a prudência dela, não é simplesmente ah, vamos se divertir por divertir.
É o autor do Aristóteles, né, para pais ali, né? Se o filho de Aristóteles viesse um iPod é um negócio já meio, né, deveria ser o título foi escrito numa época que a iPod ainda tava eh sendo usado assim é sei lá, não sei o quê, mas eh ele fala, os pais devem entender que eles não estão educando crianças, eles estão educando futuros adultos. Criança é um futuro adulto, então tem que tem que ter um modo adequado às crianças de educá-las, mas visando a formação de um adulto.
As brincadeiras devem ser também formar hábitos reflexão antes de agir. Tem estudo sobre isso. Então, relembrando também que vocês não devem ficar presos no mundo mental de vocês.
Ah, eu penso assim, ela pensa assim, ele pensa assim. Então, a gente vai eh ter que chegar num acordo entre nós. E a realidade, cara, mas e a realidade, né?
Isso o que vocês dois pensam são dois equívocos diferentes sobre a realidade, né? Vocês vão se acertar se vocês verem como é que a realidade é. Tá aqui no seminário quando a gente estudava Decart, a gente e e os que seguiram, né?
Nós nós víamos todas essas filosofias de ah mundo entramental e eu só conheço que tem na minha no meu pensamento, eu não tenho acesso ao mundo. Isso aqui é coisa de acadêmico, né? Mas isso aqui foi sendo diluído na na sociedade, né?
Por vocês vão vocês vão recebendo essas essas coisas erradas num certo grau. Vocês nem percebem. Quando vocês vem, vocês estão se comportando sem perceber, com princípios que são princípios assim de não parar para ver a realidade, de não eh ficar preso assim, ah, mas eu penso assim e e não é assim que a vida funciona, né?
Definitivamente não. Então, sempre busquem o que é certo. Vocês não estão de acordo falar: "Ó, bem, vamos, vamos fazer o seguinte, vamos dar uma lida, vamos ver uns dois, três livros aí sobre esse assunto e a gente volta a conversar depois.
Só isso. Lembrem-se das graças do sacramento do matrimônio de vocês. Deus nunca nega nenhuma graça para nós nos vencermos.
Vocês sempre peçam ajuda para lidar com as dificuldades de vocês, que será? são dificuldades serão encaminhadas com uma certa facilidade, não é que não haverá dificuldades, mas vocês farão o que vocês têm que fazer, ainda que com uma uma certa facilidade, mas com dificuldades. Lembre-se também que a piedade é a alma de uma casa.
Essa inclinação da vontade, essa boa inclinação da vontade para servir a Deus. Então, formem famílias piedosas. Isso aqui é a a realmente a acho que é a uma pedra que segura toda a estrutura.
Ao rezar o terço, vocês chamem os filhos com ambiente de tranquilidade, já avisando antes, sem ter que gritar, sem ter que correr, ficar bravo porque vai rezar o terço e tal. Isso aqui não funciona. Você não vão fazer famílias piedosas jamais.
Isso daqui depois não ven se queixar que os filhos na adolescência não têm eh uma inclinação por hábito as coisas de Deus, porque fazia tudo gritando, gritava oração da manhã no carro enquanto metade tá dormindo, metade tá papagaiando lá, falando sem pensar. Não, não pode fazer uma uma família piedosa mesmo, né? sem teatro, sem afetação, mas é realmente uma a religião ser a medula da família, né?
E então, desconfiar aí dos falsos raciocínios, vencer-se a si mesmo nas fraquezas. Eu lembro antes de ser ordenado, eu fui me confessar, né? E aí o Moneditino falou assim, o conselho geral falou assim, não, você vai ver que assim que você se levantar da prostração, você for ordenado, que o lado de todo santo, você fica deitado, né, para baixo assim.
E aí falou: "Você vai ver que você vai pois uma vez ordenado, você sairá completamente diferente do que você era antes e a mesma pessoa que você era antes, né? Mas ser um sacerdote para sempre, nunca mais vai ser apagado a sua alma por toda a eternidade. Mas você continua a mesma pessoa humana que você eh era até então.
Você vai ver que suas suas qualidades vão vão eh ter consequências no apostolado entre os fiés e os seus defeitos também. Então, vá sempre se corrigindo, vá vendo onde é que tem que melhorar, etc. , né?
E então vocês tenham sempre também esse esse espírito de se corrigindo. Não tem problema nenhum em reconhecer que errou. Seu, por exemplo, uma vez vocês acabar aí passando o limite do que falou, saiu sem querer ou percebeu que exagerou no modo de de dar uma repreensão no filho na filha, não tem problema nenhum em depois de um tempo lá no mesmo dia ali, mas até uma etapa depois ali falar, né, filho, a mãe, o pai de vez em quando pode exagerar um pouco, tá errado, né, a gente vai se corrigindo, mas o que a A gente quer que você se corrija, que você tá se melhorando, porque o que você fez tá errado.
E se você fizer de novo, eu vou bater de novo. [risadas] Vou pôr de castigo de novo, né? Bem, bater com todas as as coisas que a gente sabe, né?
Eh, as as pressupostos disso, né? E e vocês sabem que e e então reconhecer que tá errado, não tem problema nenhum, não precisa fazer teatro, não precisa eh se estender nisso, né? Um reconhecimento tranquilo, eh se se reireitar levemente, mas tranquilo, não precisa achar que tem que ser um grande drama, né?
Eh, outra coisa, lembre-se sempre que o princípio da vigilância que sustenta, que fundamenta a vigilância, é que nós estamos lidando com indivíduos da natureza humana. E a natureza humana machucada pelo pecado original, inclinada a erros e mentiras e com fragilidades. E não é que você imagina que o seu filho é uma pessoa que é um mau caráter.
Você vigia, você desconfia da natureza humana, assim como a gente faz com a gente mesmo. Eu sempre falo pros namorados, para quem um dia vai namorar, por que que é para tomar todas as precauções, não ficar sozinha, andar de casa, né? Porque se a gente já viu acontecer na primeira vez se as coisas acontecem, na verdade é quanto mais vai criando eh hábito, né?
mais a chance de cair. O problema é criar, achar que não vai cair porque até agora não caiu. Aí o melhor jeito de cair é é achar que não vai cair, porque até agora não caiu.
E e e então não só uma vez pode dar problema, mas é sobretudo achar que nunca deu nada, então nunca vai dar. Agora, não é que nós desconfiamos da da da do caráter da índole de vocês, não, mas da natureza humana de vocês. Tanto que são coisas que nós fazemos conosco mesmo.
Como padres, nós não ficamos sozinho com ninguém, cara, né? E o, inclusive, se um rapaz e uma moça estão namorando, não tem sentido, em primeiro lugar suspeitar do caráter dele ou dela, porque senão não sei o que que estão fazendo namorando. Porque você suspeita que a pessoa é honesta e que ele ele ou ela são honestos, que o que é um é um é uma pessoa maliciosa, então não sei o que você tá fazendo com essa pessoa, né?
Eh, você pressupõe, na verdade, você tá namorando com o outro porque ele é honesto, porque ela é honesta, porque tem caráter, porque quer fazer as coisas direito, porque não quer fazer coisa errada, senão não sei que você tá fazendo com essa pessoa. Mas por que que a gente toma precaução? Por causa da natureza humana e não porque a pessoa é maldosa.
Se fosse maldosa, eu não tinha pedido em namoro a pessoa, lógico. Então, lembre-se sempre disso, desconfiar da natureza dos filhos de vocês. Não sejam inocentes, né?
E busca então uma união em princípios, né, na na realidade, igual falei os padres tem uma união de princípios, né? O padre Marcos até fez a brincadeira, ele depois ficou com dor na consciência. Óbvio que era brincadeira, né?
Não, você primeiro bate, depois a pessoa você pode não saber por, mas ela sabe não. [risadas] Óbvio que é brincadeira, né? Mas o vocês devem vocês devem ter uma união de princípios.
Quanto mais vocês forem unidos em princípios realistas, mais vocês se entenderão. E assim, aí o apostolado sofre um uma um aumento de eficácia impressionante, porque o que é dito no púlpito, nas conferências, em tudo, os conselhos pessoais que vocês possam receber, essas coisas vão sendo replicadas, redundadas, né? replicadas em em casa.
Os pais falam pros filhos, os irmãos falam pros irmãos, eh os padres falam pros filhos de vocês, os colegas falam para os outros na escola. Vocês podem imaginar o poder de eficácia com apostulado desse tempo. Eh, mas sem dúvida nenhuma, né?
Eh, então procurem sempre tendo união de princípios, como a gente vai ensinando para vocês. Podem ver que é sempre baseado na realidade, né? O padre Desurmão, ele tem uma ele tem uma um cuidado particular em tomar ensinar as pessoas a tomar precauções, né?
Isso aqui é uma outra conferência, mas assim, a viagem até a vida eterna é longa, cheia de dificuldades internas, externas, cheia de armadilhas. Gostaria que vocês nunca esquecessem que existe na criação um departamento que é o inferno, que é dedicado 24 horas por dia a perder as almas de maneira sistemática, organizada. Eles observam tudo.
Eles vem o que você tem na mão, onde é que você vai, por onde você vai passar, quem é que vai est lá, que cabeça você tem, como é que você acordou hoje, que que você andou lendo, eh, que que o outro te disse, como é que ficou planejada tal coisa eh na volta, como é que vai ser, quem é que vai tá lá, como é que o fulano que tá lá vai ter a cabeça que tem, com quem que ele tá, não sei o quê. Tudo eles se comunicam tudo para não perder uma ocasião de fazer as pessoas pecarem, né? Gostaria que vocês nunca esquecessem isso aí.
Então, é óbvio que se as pessoas não tomarem precauções, elas se condenarão. E ele fala: "Existem médicos das almas, são os padres, que vem seus fiéis queimarem os pés e não tomam providência para impedir que eles caminhem sobre brasas de novo. " Seus padres vão responder por isso, cara, né?
Eh, eles vem seus fiéis se machucando e não tomam providências para que eles não se machuquem mais. Mas isso não é ser pastor de ovelha, não é possível, né? Mas só que tá cheio, tá cheio e pais também não podem ser assim.
E finalmente, última observação, insisto muito, vocês não estão educando crianças, estão educando futuros adultos que devem ser formados conforme a idade que tem, mas lembre-se de que a infância passará bem rápido e 13, 14 anos eles estarão iniciando a vida adulta até o final por décadas. Então não infantilizem os filhos de vocês, ajam conforme a idade que eles têm mesmo, mas pensem sempre que vocês estão formando um futuro adulto. Então realmente bizar vida cultural sólida, eh alfabetização, uma vida de estabilidade mental sólida, eh moral, psicológica, de caráter espiritual.
Falo aqui pros filhos de vocês que imagina que vocês vissem um adolescente, né, 14, 15 anos e ele chupa chupeta, ficam rindo lá, né? Você fala: "Poxa vida, aqui fulano infantil, né? Tá totalmente atrasado, tá imaturo na vida, né?
E imagina uma pessoa também adulta que não sabe conversar com Deus. A pessoa tá atrasada na vida. Vocês devem aprender a conversar com Deus desde cedo.
A gente ensina eles a conversar com Deus, que é rezar essa é conversar com Deus e para ir formando eles. Então vocês também terão que formá-los. Lembrem-se de que crianças a partir dos 7, 8, 9 anos de idade são capazes de complicações psicológicas grandes, até mesmo antes, depende.
E que vocês devem então saber o que que passa na cabeça dos filhos de vocês. Não é possível que isso aqui conheça mais a vida deles do que vocês, né? Vocês devem saber conhecer bem os filhos de vocês pela conversa e assim tem que falar: "E aí, que que tá pensando, né?
Quer falar alguma coisa? " Não vê que muitas vezes tem que deixar portas abertas. Isso não tem como saber que tem na cabeça da pessoa.
Tive um professor de psicologia de educação na faculdade que fiz licenciatura, então tinha aula na pedagogia. E aí o professor falava assim, eu tenho uma caixinha aqui que eu pedi pra minha filha quando ela tinha 7 anos colocar umas coisas dentro que ela quisesse. Eu não sei o que tem ela e colar a tampa.
Essas caixinhas de presente que você compra na papelaria assim, sabe? E aí ela, bem, já se passaram 10 anos, já tem 17 anos agora. Ela nunca me falou o que tem aqui dentro.
Vocês vão tentar descobrir o que tem, né? Assim, como é que você faz? Você chacalha aí?
Tem um som metálico, tem um som leve, um som pesado, som de plástico, né? Então você d metal, tem coisa de plástico, tem parece que é papel, mas não dá para falar muito mais do que isso. Você não consegue aber com exatidão, só abrindo a caixinha, né?
Cabeça das pessoas é a mesma coisa. Deus Deus não quis que nós fôssemos transparentes, né? Ele quis que fica na cabeça da gente, nós não, os outros não soubessem ser que nós contássemos.
Então, ou os filhos de vocês contam as coisas ou não tem como vocês saberem, hum, além de deduções muito genéricas, o que que tem? Então vocês têm que sempre conversando e e deixar portas abertas. Olha, vamos se precisar conversar qualquer coisa, o pai e a mãe tá aqui.
A gente já também já passou por muita coisa, já teve sua idade, a gente já teve colega, já foi pra escola e a gente vai vai poder ajudar, né? Não vai falar nada para ninguém. e coisas assim com espírito de confiança, né?
E que eles vejam que tem portas abertas, que não precisa ficar marcando audiência com o pai, com a mãe, que tem horário marcado, que agora acabou o tempo, né? Que seja uma coisa muito tranquila, né? E pá, eu até hoje peço conselho, meu pai, 40 anos de idade eu tenho.
Coisa da vida, né? Ah, tal coisa, que que você acha? Não sei o quê.
Não é questão de ser criança, adolescente também. a gente fala, né, pros a obedecer. Obedecer não é coisa de criança, eu obedeço, cara.
Eh, tod todos os adultos obedecem, não é questão de criança, questão de gente que tem juízo. Ser humano normal obedece seu superior, né? Tá bom?
Então é isso, né? Um apanhado geral vocês levarem um ramalete espiritual para casa [risadas] para lembrarem aí das coisas e e tirar um proveito maior de tudo isso. Certo?
Bem, vamos. Tá chovendo aí. um pouquinho de paciência, mas vamos lá então na capela.
Em princípio já tá tudo encaminhado para o ofício do Rosário, rezar o terço diante do santíssimo. Haverá a confissão durante o o tem um padre que vai ficar confessando e no final ver se essas chuvas intermitentes. Eh, se não tiver chovendo, tiramos uma foto na frente da capela.
Então, vamos lá.