e o que que dá o homem o direito de vi assobiar ou buzinar para uma mulher no meio da rua o quê que dá o homem o direito de tecer comentários sobre a aparência física o corpo de uma mulher em situações muitas vezes inusitadas a filósofa francesa simone de povoar pode nos explicar de forma muito clara e profunda sobre esses comportamentos bem no comecinho da obra o segundo sexo uma das obras primas aí da simone de povoar a filósofo vai apresentar uma série de frases ditas por filósofos com esse conteúdo machista mas antes de eu
entrar nesse assunto já se inscreve no canal ativa o sininho porque é semanalmente eu posto conteúdo aqui me segue também nas redes sociais lá e o produto outros tipos de conteúdo o formato e deixa o like né gente para poder me ajudar aí e sempre me incentivar produzir conteúdos para vocês aristóteles dizia que a fêmea é fêmea por uma certa carência de qualidades já tomás de aquino grande estudioso de aristóteles filósofo teólogo da idade média dizia que a mulher era um homem incompleto uma espécie de ser ocasional mas não somente na filosofia como em várias
áreas da sociedade a mulher vai ser colocada como secundária no gênesis por exemplo a mulher é fruto resultado do homem porque ela saiu da costela de adão na psicanálise freud anna a mulher o indivíduo com a carência do falo ou seja o pênis sem falar que a gente nem precisa ir muito longe né gente estamos falando aí da religião da ciência da filosofia mas no próprio senso comum a gente ouvir frases como por exemplo de todo grande homem existe uma grande mulher e a mulher na sociedade patriarcal do acidente é sempre vista como um ser
incompleto com ser indeterminado obscuro e misterioso algo que está por trás que se esconde essa ideia de mulher como um ser secundário vai ser profundamente trabalhado nessa obra da simone de povoar que é o segundo sexo é e essa obra ela vai ter realmente o impacto muito grande vai gerar várias polêmicas ali na época em que ela foi lançada mas ela vai ter uma importância muito grande também porque ela é um dos motivos aí que vai impulsionar o que a gente chama de segunda onda do feminismo uma das questões que a simone de vovô a
trabalha nessa obra é a partir de uma perspectiva existencialista é que a mulher vai ser tratada como um outro do homem por exemplo quando a gente fala a frase a história do homem geralmente a gente tá se referindo a história da humanidade como um todo é dificilmente a gente usarei a frase a história da o que a mulher parece que é 16 específico ela é uma diferença e não universal e esse conceito existencialista do outro é algo que ela pega e da filosofia sartriana mas ela vai e configurar reinterpretar a partir da sua própria perspectiva
do existencialismo o outro é um elemento principal para formação de uma subjetividade é o seu ponto de partida um sujeito o indivíduo sempre olha para o outro como um objeto lhe cristaliza o outro através das suas definições julgamentos mais esse outro também é um sujeito que tem liberdade que tem pensamento próprio e que capta o outro também a partir desse olhar objetificador e nem se existe essa palavra mas é por aí esse encontro de subjetividade para os ar de é sempre uma luta ambos estão tentando não ser dissolvidos pelo olhar do outro pela a certificação
pelos julgamentos do outro e é nessa relação dialética que a gente forma a nossa individualidade mas simone de boato é ceb que a condição da mulher é bem diferente porque a objetificação que uma mulher sofre é numa sociedade patriarcal a partir desse olhar do homem sobre ela nem sempre dá condições dessa mulher se afirmar enquanto sujeito em pé de igualdade o encontro entre essas duas diferenças o homem ea mulher não se dá a partir de uma igualdade de condições porque essa relação ela tá mediada por uma série de questões de poder e sociais e por
isso esse encontro e essa subjetivação da mulher não vai acontecer da mesma forma como pensava certo as estruturas de poder portanto enrijece ainda mais essa objetificação da figura feminina simone de bobo a então diferente de sartre tira essa discussão a alteridade ou seja dessa relação entre o eu e o outro da questão subjetiva e traz agora para o plano social a mulher portanto ela não consegue simplesmente revidar essa objetificação né que ela sofre é tanto a partir desse olhado o homem ela não consegue se afirmar enquanto sujeito porque vai ter uma série de estruturas de
poder instituições que vão legitimar essa esse olhar reificado ou seja se olhar objetificado é para o corpo ea subjetividade feminina então a gente vê esse discurso a na religião na filosofia na ciência sem nó senso comum vale dando uma visão masculina sobre o feminino lembrando que logicamente no nível ele menor né específico a mulher pode até conseguir reagir e revidar mas isso não quebra essa lógica de subordinação então por exemplo o seu marido pode até te respeitar enquanto mulher é um um específico pode te respeitar mas isso não te torna respeitada de forma ampla na
sociedade você vai continuar sofrendo aí com a sua condição feminina em outros âmbitos e aqui entramos em um campo é essencial desse processo de subordinação o que é o corpo feminino aí a gente volta aquelas perguntas bem do comecinho do vídeo os homens costumam olhar para o corpo de uma mulher como é uma espécie de objeto de de leite o corpo feminino portanto ele acaba sendo fragmentado em prol do desejo masculino quando por exemplo somos vistas como um belo par de coxas ou um belo par de seios um rabo de saia os homens esquecem que
o seio ou a coxa de uma mulher por exemplo não tem de forma pré-determinada uma função sexual muito pelo contrário inclusive o seio de uma mulher serviu para amamentar esse mesmo homem o meu seio de outras mulheres como objeto de desejo mas não consegue suportar a ideia de pensar que o seio da sua própria mãe também é objeto de desejo para outros homens e depois então no fim das contas o corpo da mulher visto como uma espécie de objeto de posse de qualquer homem tanto para ele ter ser comentários na hora que ele quer do
jeito que ele quer sobre o que ele quer e não só comentários mas também atitudes assédio agressividade ou para esse homem restringe o direito à sexualidade ou sensualidade para suas irmãs ou mães simone de bovoa vai entender que ser mulher se forma numa relação numa construção entre cultura e natureza ser mulher não é algo simplesmente determinado ou só pela biologia ou só pelos costumes e hábitos de uma sociedade mas se constrói na relação entre esses dois aspectos por isso que ser o segundo sexo o sexo secundário o outro do homem não é uma situação fácil
de sair do dia para noite né como tirar uma roupa e dizer pronto agora sim eu sou sujeito a minha filha eu tenho liberdade porque ser mulher não diz respeito apenas a compreensão que nós temos sobre nós mesmos mas diz respeito à compreensão que os homens têm sobre nós e que nós temos sobre eles então esse conjunto de complexas significações é algo que é de difícil desconstrução mas sim segundo a simone de voar é possível de desconstruir para povoar uma possibilidade de saída dessa condição é que as mulheres encontra em certa consciência de classe para
usar um termo aqui do marco entendendo que a luta é conjunta porque para o existencialismo ser livre é também tornar o outro livre então a simone de povoar não vai descartar ações individuais e subjetivas de cada mulher nesse processo de libertação e ela disse que essa mudança só vai ser efetiva de verdade se houver uma mobilização coletiva e que entenda a mulher em seus vários aspectos nessa sociedade então é isso gente eu trouxe somente um pequeno aspecto aí do que ela trata na sua filosofia e também nesse livro é uma obra gigantesca são dois volumes
aí em que ela vai falar com diversas coisas lembrando também que ela é só uma teórica do feminismo existem várias outras questões inclusive críticas aqui no olho do povo a e a certas questões tratadas no segundo sexo então me diz aí nos comentários o que você pensa sobre o assunto se você conhece outras teóricas outras questões e quiser trazer aqui para uma roda de conversa vai ser muito bem-vindo e aí isso gente nos vemos uma próximo